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AULA nº 11 e 12

CRIMES CONTRA O
PATRIMÔNIO

DIREITO PENAL II

Prof. EDNALDO JÚNIOR


TÍTULO II – CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

Prof. Ednaldo Jr.


CAPÍTULO I – DO FURTO.
Art. 155 – Furto.
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.

§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.

§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.

§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:


I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
III - com emprego de chave falsa;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.
TÍTULO II – CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

Prof. Ednaldo Jr.


CAPÍTULO I – DO FURTO.
Art. 155 – Furto.
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de artefato
análogo que cause perigo comum.

§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude é cometido por
meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação
de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento
análogo.

§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso:
I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de servidor
mantido fora do território nacional;
II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável.

§ 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser
transportado para outro Estado ou para o exterior.
TÍTULO II – CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

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CAPÍTULO I – DO FURTO.
Art. 155 – Furto.
§ 6o A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente domesticável de produção,
ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração.

§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou de
acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.

ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

Bem jurídico Propriedade, posse legítima e detenção (Cesar Roberto Bitencourt)

Sujeito ativo Pode ser qualquer pessoa (crime comum).


Pode ser qualquer pessoa que detenha a posse ou seja proprietário da res
Sujeito passivo furtiva. Para Bitencourt, o detentor também pode figurar como sujeito
passivo.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.
ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

Conduta Consubstancia-se no verbo “subtrair”, este significando retirar, deduzir do


típica patrimônio ou da posse

Elemento É a coisa alheia, uma vez que necessita de avaliação do julgador para ser
normativo considerada como tal no caso concreto.

O crime em tela só pode ser punido a título de dolo, quer seja genérico ou
Elemento
específico (especial fim de agir), agindo com animus furandi, assenhorando-
subjetivo
se da coisa para si ou em benefício de outrem.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.
ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

 Teoria da Contrectatio: segundo esta Teoria, a consumação do crime de


furto ocorrer pelo simples contato entre o agente e a coisa alheia;
 Teoria Amotio ou Apprehensio: aqui, a consumação ocorre quando a coisa
subtraída passa para o poder do agente (inversão da posse),
independentemente de posse mansa e pacífica (Posição adotada pelo STF
e STJ);
Consumação
 Teoria da Ablatio: O furto estará consumado quando o agente tira a coisa
da esfera de disponibilidade da vítima (Ex: quando o agente consegue
empreende fuga tomando destino ignorado pela vítima).
 Teoria da Ilatio: aqui, para a consumação do furto, a coisa deve ser levada
ao local desejado pelo agente, assegurando a posse mansa e pacífica (ex:
empregado que leva a res furtiva para ser escondida na sua casa).
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CAPÍTULO I – DO FURTO.

ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL


Em se tratando de crime material admite perfeitamente a tentativa quando,
Tentativa iniciada a execução, o agente não chega a consumação por circunstância alheia
a sua vontade.

 Aplica-se o disposto no art. 181, do CPB, isentando de pena o agente que:


 Furta bem de seu cônjuge na constância da sociedade conjugal;
Escusas
 Furta bem de ascendente ou descendente, quer seja o parentesco civil
absolutórias
ou natural, legítimo ou ilegítimo.
 É causa pessoal de exclusão de pena, portanto, incomunicável.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.
 Praticado em estado de necessidade, deve observar três requisitos:
 Praticado em situação de emergência (mitigar a fome, remediar
Furto famélico/ doente etc.);
famígeno  Inevitabilidade da conduta lesiva;
 Insuficiência de recursos adquiridos pelo agente.

 A subtração de coisa alheia móvel para utilização momentânea não


encontra tipificação no Código Penal, constituindo, sim, crime militar (art.
241, CPM). Deve observar os seguintes requisitos:
Furto de uso
 Intenção ab initio de devolver a coisa;
 A coisa não pode ser consumível;
 Restituição integral (sem danos) e imediata à vítima;
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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto durante o repouso noturno


 Aqui não temos a figura do furto noturno, mas furto durante o repouso noturno,
observando-se os costumes locais.
 Não é necessário que o local seja habitado, bastando que haja redução da vigilância sobre o
bem, tornando-o mais vulnerável a ação criminosa (STJ - REsp 1191065/MG).
Furto privilegiado
 Criminoso Primário: aquele que não é reincidente;

 Pequeno valor da res furtiva: não há consenso na doutrina e jurisprudência sobre o valor
que poderá ser considerado objetivamente como pequeno. Não se confunde com
pequeno prejuízo (art. 171, §1º).

 Consequência: Redução da pena de 1/3 a 2/3 ou aplicação, apenas, de multa.


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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto de energia.
 Não se confunde com o estelionato: No furto de energia elétrica o agente faz o desvio (gato
elétrico/gambiarra) antes do medidor de consumo; No estelionato, a fraude ocorre na
adulteração do medidor de energia, de modo a registrar consumo a menos.

 Cláusula de equiparação: Previsto na parte final do §3º, consistente na previsão de


“qualquer outra energia que tenha valor econômico”, compreendendo energia eólica,
nuclear, genética. Todas são consideradas “coisas móveis”,

 Furto de sinal de TV a Cabo: o STF julgou o HC 97.261/RS, considerando o furto de sinal de


TV a cabo como uma figura atípica, uma vez que não se trata de energia consumível.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto qualificado.
 Destruição (fazer desaparecer, aniquilar) ou rompimento (violar, vencer com violência) de
obstáculo (aquilo que impede ou dificulta a subtração da coisa) à subtração da coisa;

 Abuso (uso inadequado da fé depositada) de confiança (fé depositada numa pessoa) exige
dois requisitos:
 SUBJETIVO: confiança depositado no agente pela vítima;
 OBJETIVO: má utilização dessa confiança pelo agente, aproveitando-se da redução de
vigilância;

 Mediante fraude: é a utilização de artifício ou ardil para vencer a vigilância. O agente


consegue subtrair a res furtiva, desviando a atenção da vítima com o emprego do meio
fraudulento.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto qualificado.
 Escalada: é o acesso ao local por meio anormal, não detendo o agente as dificuldades
existentes para ter acesso a res furtiva (Ex: escavação de túnel).

 Destreza: consiste na habilidade em subtrair o bem, mesmo na presença da vítima ou de


outras pessoas, sem que estas percebam. É o correspondente físico da fraude (Ex: exímio
batedor de carteiras).

 Chave falsa: pode ser uma réplica da chave verdadeira ou qualquer outro instrumento hábil
a abrir fechaduras e demais trancas.

 Concurso de pessoas: deve existir um liame subjetivo entre eles, mesmo que da execução
só participe um ou alguns. Inclui-se para o número mínimo os inimputáveis. Não há
incompatibilidade com o art. 288, CP. Atenção para a Súmula 442, STJ.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto qualificado.
 Furto de veículo automotor: sua definição está no Anexo I, da Lei n. 9.503/97. Só poderá
incidir após sua transposição para outro Estado ou País.

 Furto com emprego de explosivo: consta do §4º-A, inserido pela Lei nº 13.654/2018, com a
intenção de aumentar a pena do agente que utiliza material explosivo nos furtos
(principalmente terminais eletrônicos).

 Furto de substância explosiva ou acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem a


sua fabricação, montagem ou emprego: foi inserido no §7º, do art. 155, pela Lei nº
13.654/2018. Difere da hipótese do §4º-A, em razão de que, neste caso, a res furtiva é a
própria substância explosiva.
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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto qualificado.
 Furto de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes
no local da subtração (Abigeato): foi inserido no §6º, do art. 155, pela Lei nº 13.330/2016.
Estão compreendidos os animais domesticáveis criados com a finalidade idônea a gerar
algum retorno econômico ao seu criador (ex: gado, caprinos, cães, gatos, aves etc.).

 Furto mediante fraude cibernética: Trata-se de nova modalidade de qualificadora, inserida


no CP pela Lei nº 14.155/2021, que pode ocorrer através de 03 modus operandi:
 Mediante fraude com uso de dispositivo eletrônico ou informático;

 Com utilização de programa malicioso;

 Por qualquer outro meio fraudulento análogo.


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CAPÍTULO I – DO FURTO.

Furto cibernético majorado


 O crime será majorado nas seguintes hipóteses (§4º-C):

 Se o crime é cometido mediante a utilização de servidor mantido fora do território


nacional = aumento de 1/3 a 2/3;

 Se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável = aumento de 1/3 ao dobro.


Furto qualificado-privilegiado
 É possível segundo a jurisprudência, desde que não haja incompatibilidade entre elas.
 STJ, Súmula 511:
“É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos
casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do
agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva”
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

Art. 157 - Roubo


Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou
depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave
ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.

§ 2º - A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade:


I – Revogado pela Lei nº 13.964/2019;
II - Se há o concurso de duas ou mais pessoas;
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância;
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior;
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua
fabricação, montagem ou emprego.
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca;
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

Art. 157 - Roubo


§ 2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços):
I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo;
II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que
cause perigo comum.

§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido,
aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo.

§ 3º Se da violência resulta:
I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa;
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa.
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

Propriedade, posse, detenção (Cesar Roberto Bitencourt e Júlio


Bem jurídico
Mirabete), integridade corporal e vida. CRIME COMPLEXO.

Sujeito ativo Qualquer pessoa. CRIME COMUM.

Pode ser qualquer pessoa que detenha a posse ou seja proprietário da


Sujeito passivo res furtiva. Para Ney Moura Teles, o detentor não pode ser sujeito
passivo.
O indivíduo que faz o transporte de valores no roubo majorado do art.
Sujeito passivo 157, §2º, III, CPB. Segundo Bitencourt, Mirabete e Teles, se a própria
especial vítima faz o transporte não está em serviço, pois não se presta serviço a
si mesmo, portanto, afasta-se a majorante.
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

“Subtrair”, este significando retirar, surrupiar, deduzir do patrimônio ou


Núcleo do tipo da posse, empregando violência (lesões corporais ou vias de fato), grave
ameaça ou qualquer outro meio que reduza à impossibilidade de
resistência da vítima.

Inexiste essa figura no crime de roubo, pela mesma razão exposta no


Roubo de uso item anterior.

Não é aplicado ao roubo em virtude do modus operandi necessário para


Princ. da a prática do delito, qual seja: violência, grave ameaça ou qualquer outro
Insignificância meio que reduza à impossibilidade a resistência da vítima.
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

 Emprego de violência: temo a violência física (vis corporalis ou vis


absoluta) através de lesão corporal leve ou vias de fato;

Modus operandi  Grave ameaça: temos a violência moral ou psíquica (vis compulsiva), a
força intimidatória;

 Qualquer outro meio de redução da resistência: (Ex: emprego de


narcóticos, alucinógenos etc.)
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ANÁLISE GERAL DO TIPO PENAL

 Roubo Próprio: Assim como no furto, adota-se a Teoria Amotio ou


Apprehensio: aqui, a consumação ocorre quando a coisa subtraída passa
para o poder do agente (inversão da posse) após o emprego de violência e
grave ameaça, independentemente de posse mansa e pacífica (Posição
Consumação adotada pelo STF e STJ);

 Roubo impróprio: consuma-se no momento do emprego da violência ou


grave ameaça após subtrair a coisa.

Tentativa Admite-se apenas no roubo próprio, jamais no roubo impróprio.


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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ROUBO MAJORADO: + 1/3 a 1/2


 Concurso de 02 ou mais pessoas: deve existir um liame subjetivo entre eles, mesmo que da
execução só participe um ou alguns. Inclui-se para o número mínimo os inimputáveis. Não há
incompatibilidade com o crime do art. 288, CP;

 Vítima em serviço de transporte de valores tendo o agente conhecimento dessa


circunstância: o objetivo da lei é tutelar o serviço de transporte de valores, pois o que é
levado em consideração é o serviço realizado e não os valores transportados.

 Roubo de veículo automotor para ser transportado para outro Estado ou Exterior: aqui o
exaurimento do crime é levado em consideração, pois a consumação do roubo já ocorreu
com a subtração, aguardando-se o seu transporte para outro Estado ou Exterior
(exaurimento) para a configuração da majorante.
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ROUBO MAJORADO: + 1/3 a 1/2


 Restrição da liberdade da vítima: Aplica-se quando o agente necessitar restringir a liberdade
da vítima para consumar o crime ou garantir o sucesso da fuga. Não pode ser confundido
com o “sequestro relâmpago” do art. 158, §3º.

 Roubo de substância explosiva ou acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem a


sua fabricação, montagem ou emprego: foi inserido no inciso VI, §2º, do art. 157, pela Lei nº
13.654/2018. Difere da hipótese do §4º-A, em razão de que, neste caso, a res furtiva é a
própria substância explosiva.

 Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca: foi incluída pelo
Pacote Anticrime (Lei n° 13.964/2019). Arma branca é o instrumento cortante ou perfuro-
cortante, usualmente utilizado para ações ofensivas e os instrumentos que podem,
eventualmente, ser usados como arma, desde que não seja arma de fogo.
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ROUBO MAJORADO: 2x (Reclusão de 08 a 20 anos)


 Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou
proibido:
 O conceito de arma de fogo de uso restrito está previsto no art. 3º, parágrafo único, II, do
Decreto nº 10.030/2019;

 O conceito de arma de fogo de uso proibido está previsto no art. 3º, parágrafo único, III,
do Decreto nº 10.030/2019;
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CAPÍTULO II – DO ROUBO E DA EXTORSÃO.

ROUBO QUALIFICADO
 Latrocínio (art. 157, §3º): O latrocínio não é crime doloso contra vida, devendo ser julgado
pelo juiz singular e não pelo Tribunal do Júri (Súmula 603, STF).

 PLURALIDADE DE MORTES E ÚNICA SUBTRAÇÃO: Prevalece o entendimento de que há,


apenas, um latrocínio, devendo ser levado em consideração a subtração, por ser crime
patrimonial.
SUBTRAÇÃO MORTE RESULTADO
Consumada Consumada Consumado
Tentada Tentada Tentado
Tentada Consumada Consumado
(Súmula 610 – STF)
Consumada Tentada Tentada

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