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Campus Universitário de Viana

Universidade Jean Piaget de Angola


Criado pelo Decreto Nº 44-A/01 do Conselho de Ministros, em 06 de Julho de 2001
Faculdade de Ciência e Tecnologias

Avaliação Integrada de Campos de Petróleo e Gás Natural

CAMPO TAKULA

O Docente

Msc. Pedro Onde

Luanda, Novembro de 2020


Campus Universitário de Viana
Universidade Jean Piaget de Angola
Criado pelo Decreto Nº 44-A/01 do Conselho de Ministros, em 06 de Julho de 2001
Faculdade de Ciência e Tecnologias

Avaliação Integrada de Campos de Petróleo e Gás Natural

CAMPO TAKULA

Licenciatura: Engenharia de Petróleos


Opção: Pesquisa e Produção de Petróleos

4ºano / Turma B / Diurno


O Discente: Quiosa Da Graça Armando

O Docente

Msc. Pedro Onde

Luanda, Novembro de 2020


EPÍGRAFE

“Eu sou a arma daqueles que têm muito a dizer além do que podem sentir, dou
vida ao que está acima dos limites do corpo e ao lado das capacidades da mente.
Tocam-me só mais uma vez...”
Leontopolo (Venho de onde vens)

Luanda, Novembro de 2020


Índice
AGRADECIMENTOS...................................................................................................V
1- INTRODUÇÃO......................................................................................................... 1
1.1- Objectivo Geral...............................................................................................1
1.1.1- Objectivos específicos................................................................................. 1
1.2- Fundamentação Teórica.................................................................................. 1
2- CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA ENGENHARIA DE PETRÓLEO...............2
2.1- Petróleo – considerações gerais.............................................................................. 2
2.2- Origem do petróleo................................................................................................. 2
2.3- Geologia do petróleo...............................................................................................2
3- O PETRÓLEO EM ANGOLA, BREVE HISTORIAL............................................. 3
4- CAMPO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL......................................................... 5
4.1- Conceito de campo de petróleo e gás natural..................................................5
4.2- Etapas da descoberta de um campo de hidrocarbonetos................................. 5
5- O CAMPO TAKULA................................................................................................ 7
5.1- Localização geográfica e estratigrafia da bacia do Congo..............................7
5.1.1- Localização geográfica do campo Takula....................................................8
5.2- Geologia do campo Takula............................................................................. 8
5.2.1- Reservatório............................................................................................... 10
5.3- Produtividade do campo Takula e projectos implementados....................... 11
6- CONCLUSÃO......................................................................................................... 13
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................XIV

Luanda, Novembro de 2020


AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus, por dar-me o fôlego da vida, a capacidade cognitiva, a boa


saúde e a força para lutar pelos meus objetivos. Agradeço aos meus colegas pelo
contributo que prestaram para a realização da pesquisa de conteúdos do trabalho, e ao
senhor professor Msc. Pedro Onde por me ter orientado este trabalho que
dignificou-me o conhecimento.

Luanda, Novembro de 2020 V


1- INTRODUÇÃO

O presente trabalho insere-se na categoria de Trabalho Investigativo da cadeira de


Avaliação Integrada de Campos de Petróleo e Gás Natural orientada pelo docente Msc.
Pedro Onde, da faculdade de Ciências e Tecnologias na Universidade Jean Piaget de
Angola - Luanda.
O trabalho visa estudar um campo de produção de hidrocarbonetos de Angola,
este, aborda sobre o campo Takula, do bloco 0, na bacia do baixo Congo. Para uma
melhor performance dirigiu-se sob os seguintes objectivos:

1.1- Objectivo Geral


 Conhecer o campo Takula.

1.1.1- Objectivos específicos


 Estudar a estrutura geológica do campo Takula;
 Abordar o histórico produtivo, marcos e projectos do campo Takula.

1.2- Fundamentação Teórica


Neste artigo a fundamentação teórica foi dividida em quatro partes. Na primeira
foi feito um levantamento dos conceitos fundamentais que envolvem a engenharia de
petróleo. Na segunda parte, um breve historial da indústria petrolífera Angolana. Na
terceira parte, uma fundamentação sobre campos de hidrocarbonetos. Na última
unidade, um estudo abrangente do campo Takula, desde a sua localização, geologia,
ao seu contributo na produtividade nacional.

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2- CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA ENGENHARIA DE
PETRÓLEO

2.1- Petróleo – considerações gerais


A definição de petróleo vem do latim: petra (pedra) e oleum (óleo), ou seja, óleo
da pedra. O petróleo de forma simplificada pode ser definido como uma substância
oleosa, inflamável, menos densa que a água, com cheiro característico e coloração
variando entre o negro e o castanho–claro. É constituído da mistura de compostos
químicos orgânicos formados por grande porcentagem de carbono (C) e hidrogênio
(H), isto é, os hidrocarbonetos. Outros constituintes aparecem em menor porcentagem,
sendo os mais comuns o enxofre (S), oxigênio (O) e nitrogênio (N).

2.2- Origem do petróleo


O petróleo tem sua origem há milhares de anos através de restos mortais de seres
que depositados no solo durante muito tempo formaram, juntamente com outros
sedimentos, uma camada de material orgânico. Ao longo de milhões de anos essa
camada foi sendo coberta por outras camadas de sedimentos que pela a ação de
microrganismos, bactérias, altas pressões e temperatura se transformaram em
petróleo.

2.3- Geologia do petróleo


O petróleo é gerado em uma rocha conhecida como fonte ou geradora. E na
sequência passa pelo processo de acumulação. Para ocorrer essa acumulação é
necessário que aconteça a expulsão do petróleo da rocha geradora (migração primária)
e que ele continue seu percurso por meio de uma rocha porosa e permeável até ser
interceptado por uma rocha selante (impermeável). A rocha em que o petróleo fica
acumulado denomina-se reservatório (migração secundária).

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3- O PETRÓLEO EM ANGOLA, BREVE HISTORIAL

A actividade de prospecção e pesquisa de Hidrocarbonetos iniciou-se em Angola


em 1910. Nesse ano foi concedida à Companhia Canha & Formigal, uma área de
114,000 km2 no Offshore na Bacia do Congo e na Bacia do Kwanza, sendo o
primeiro poço perfurado em 1915. A Pema (Companhia de Pesquisas Mineiras de
Angola) e a Sinclair (E.U.A.) estiveram também envolvidas, desde cedo, na atividade
de prospecção e pesquisa em Angola. Após breve paragem, em 1952 reiniciou-se a
actividade, com a concessão à Purfina da mesma área adicionada à sua extensão na
Plataforma Continental em 1955.
Ainda em 1955 ocorreu a primeira descoberta comercial de petróleo, feito da
Petrofina no vale do Kwanza. Em parceria com o governo colonial a Petrofina criou a
Fina Petróleos de Angola (Petrangol) e construiu a refinaria de Luanda para
processamento do crude.
Em 1962 foi efetuado o primeiro levantamento sísmico do Offshore de Cabinda
pela Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC) e em Setembro desse ano surgiu a
primeira descoberta.
Em 1973 o petróleo tornou-se a principal matéria de exportação. Em 1974 a
produção chegou aos 172.000 bpd, o máximo do período colonial.
Em 1976, a produção total rondava os 100.000 bbl/d e era proveniente de três
áreas: Offshore de Cabinda, Onshore do Kwanza e Onshore do Congo.
Durante o período 1952-1976, foram realizados 30,500 km de levantamentos
sísmicos, perfurados 368 poços de prospeção e pesquisa e 302 poços de
desenvolvimento. Nesta fase foram descobertos um total de 23 campos, dos quais três
na faixa Atlântica.
A exploração em águas profundas começou em 1991 com a adjudicação do Bloco
16, a que seguiram os Blocos 14, 15, 17, 18 e 20.
Desde 1990 foram perfurados em Angola mais de 200 poços exploratórios e de
pesquisa. No começo de 2000 havia um total de 29 Blocos sob licença em terra e na
faixa Atlântica. As licenças estavam atribuidas à 30 companhias 14 das quais eram
operadoras.
A primeira plataforma do modelo FPSO (Flutuante de Produção, Armazenagem e
Escoamento) no offshore Angolano, foi usada no projeto Kuito do Bloco 14 e, entrou
em produção em Dezembro de 1999. Desde Agosto de 2003 a maior plataforma, do

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modelo FPSO, do mundo é usada no projeto Kizomba A no Bloco 15. Projetos nos
Blocos 17 e 18 também fazem uso do mesmo tipo de plataforma.
Para terminar com a queima de gás resultante da exploração petrolífera e também
para se ter uma fábrica de produção de petroquímicos local, está a ser construida uma
fábrica de condensação de gás natural que produzirá gás de petróleo liquefeito (GPL).
Estima-se que a mesma entre em produção em 2015.
Com as várias descobertas na faixa Atlântica Angolana Angola tornou-se num
dos principais produtores de petróleo no continente Africano. A aposta em novas
tecnologias para exploração em águas profundas e ultra-profundas tem tornando a
indústria petrolífera Angolana pioneira a nível mundial.

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4- CAMPO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL

4.1- Conceito de campo de petróleo e gás natural


No mundo do petróleo e sua indústria, um campo é definido como sendo uma
área onde se comprovou a existência de grandes depósitos de hidrocarbonetos.
O petróleo e gás natural são produzidos pelo mesmo processo geológico
hipotético de formação de combustíveis fósseis: a decomposição anaeróbica da
matéria orgânica em profundidade sob a superfície da Terra. Como consequência, o
petróleo e gás natural são frequentemente encontrados juntos. Normalmente,
depósitos ricos em petróleo são conhecidos como campos de petróleo e depósitos
ricos em gás natural são chamados de campos de gás natural.
Em geral, sedimentos orgânicos enterrados em profundidades de 1.000 m a 6.000
m (a temperaturas de 60 °C a 150 °C) geram óleo, enquanto sedimentos enterrados
mais profundamente e a mais alta temperatura geram gás natural.

4.2- Etapas da descoberta de um campo de hidrocarbonetos


O petróleo leva milhões de anos para ser formado nas rochas sedimentares e pode
estar a mais de 5 mil metros abaixo do nível do mar ou da superfície no fundo do mar
à sub-superfície. Para descobrir esses campos, é preciso muito estudo e investimento
económico, em um esforço que começa bem antes da perfuração de um poço e vai
além da comprovação da presença de hidrocarbonetos no solo (o petróleo e o gás
natural).
Seguem-se as seguintes etapas: Aquisição de blocos exploratórios, Estudo da
bacia, Perfuração, Plano de avaliação, Avaliação da descoberta.

Aquisição de blocos exploratório


O processo de descoberta de um campo de petróleo e gás natural tem início com a
definição das áreas consideradas potenciais para as actividades de exploração e
produção. Isto é feito pela concessionária, que para o caso de Angola é a Sonangol,
com base em dados que demostrem indícios da presença de hidrocarbonetos.
Com essas informações, são delimitados os blocos que serão disponibilizados
para as empresas, segundo o marco regulatório de exploração e produção que define

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os diferentes modelos de transferência dos direitos de exploração do subsolo do
governo para companhias públicas, privadas ou mistas.
Estudo da bacia
Após adquirir um bloco, a empresa ou consórcio de empresas, analisa a bacia
sedimentar para definir o local que tem maior chance de conter petróleo ou gás natural.
Isso é feito com base nas condições que favoreceram, no passado, a acumulação de
hidrocarbonetos. São levantados e analisados:
 Os dados geofísicos - referentes à estrutura e composição das rochas em camadas
profundas, obtidos por métodos de observação indirecta, como a análise sísmica.
 Os dados geológicos - obtidos através da observação directa de rochas na
superfície o de amostras rectiradas de poços perfurados.
Perfuração
Faz-se abertura do subsolo até a formação geológica. Somente nessa etapa
pode-se afirmar efectivamente se naquela localidade há petróleo ou gás natural.
Plano de avaliação
Delimita-se uma área dentro do bloco, aprovada pela Agência, para fazer a
avaliação da descoberta. Essa solicitação deve ser concretizada num documento
chamado Plano de Avaliação, que contém o programa de trabalho e os investimentos
necessários à avaliação de uma descoberta.
Avaliação da descoberta
A avaliação da descoberta consiste na aquisição de novas informações técnicas,
seja por meio de: Sísmicas, Perfuração de poços, Recolha de amostras ou Testes.
Com esses dados, é feita uma análise técnico-econômica com o intuito de
verificar a viabilidade comercial da descoberta.

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5- O CAMPO TAKULA

5.1- Localização geográfica e estratigrafia da bacia do Congo


A bacia do Congo possui uma extensão aproximada de 600 km, entre 3°e 7° de
latitude sul, localizando-se na porção noroeste e norte de Angola, onde a província de
Cabinda ocupa a parte meridional da bacia. A bacia do Congo é limitada ao norte pela
bacia do Gabão as quais estão separadas por uma cordilheira transversal do
embasamento Pré-Cambriano. Ao sul é limitada com a bacia de Kwanza, separadas
por uma cordilheira similar à anterior, conhecida como Ponta de Ambrizete. As
rochas sedimentares da bacia do Congo repousam sobre o embasamento
Pré-Cambriano, conhecido como complexos Mayombe e Pré-Mayombe, que se
estendem até a plataforma continental angolana.

Figura 1: Localização geográfica da bacia do Congo (Cabinda-Angola)

Similar a todas as bacias de margem continental oeste africana, a bacia do Congo


tem a sua origem associada ao “rifteamento” e consequente separação entres os
continentes sul americano e africano.
A coluna litoestratigrafica da bacia do Congo pode ser descrita resumidamente
em duas seqüências principais: a sequência pré-salífera e salífera, além do
embasamento cristalino que constitui parte do escudo Pré-Cambriano africano,
composto de uma mistura de rochas vulcânicas metamórficas e ígneas como granitos,
granito-gnaisses, xistos, micaxistos, gnaisses.

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5.1.1- Localização geográfica do campo Takula
O campo Takula está situado nos blocos 44, 45, 56 e 57 da Área A da concessão
do Bloco 0, na bacia do baixo Congo, a cerca de 28 km a oeste do landfall mais
próximo e 40 km a noroeste do terminal de Malongo em profundidades de água que
variam de 55 a 65 m.

Figura 2: Localização geográfica do campo Takula (TPA - notícias, 2016)

5.2- Geologia do campo Takula

O campo Takula desenvolveu-se na parte este da falha do atlântico sul da bacia


do Congo, que durante a última parte do mesozóico separava a África da América do
Sul. Dos finais do jurássico até ao início do cretácico, a proliferação das falhas
tectónicas originaram estruturas em patamar e em grandes fossas.
Os depósitos de algas lacustres da formação Toca, originária do barremiano
formam-se a volta deste local elevado do antigo lago. Foi o reservatório carbonatado
de Toca que proporcionou a descoberta do campo de Takula. Os xistos argilosos
lacustres do Bucomazi, pertencentes ao neocamiano e barremiano depositaram-se no
interior da bacia, fornecendo uma excelente rocha mão com 20% de matéria orgânica
adequada.

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Figura 3: O campo Takula, estrura do solo (schlumberger WEC1991)

Durante o apciano, a deposição de evaporites salinas do loeme marcou o início


das incursões marítimas para o interior da bacia. O sal gema da bacia tem um papel
muito importante como zona estrutural de deslocamento entre as secções
estratigráficas pré e pós-salíferas.
A formação Pinda do período albiano, sobrepõe-se a sal do loeme. A estrutura e a
estratigrafia da formação pinda foram influenciadas pelo crescimento de falhas
lístricas normais que irromperam na zona do deslocamento do salgema do loeme.
Composta por intercalações calcárias, silitos quartzíticos, dolomitos e xistos argilosos
depositados numa espessa camada carbonatada. Sendo a formação pinda um
reservatório secundário no campo de Takula.
O reservatório arenoso da formação vermelha foi depositado num ambiente
costeiro e de praia, durante o cenomiano. As fáceis sedimentárias características das
zonas lacustres estão evidentes nas amostras recolhidas e nos dados de diagrafia. As
falhas de crescimento e equilíbrio estático do nível do mar criaram um ambiente
favorável à deposição destas sequência empilhadas de arenitos e xistos argilosos. Os
arenitos da formação vermelha formam o reservatório principal, armazenando a
maioria das reservas do campo de Takula.
O restante da região cretácica superior é predominantemente composta por xistos
argilosos marinhos e transgressivos que servem de camada isolante. Estão também
presentes carbonatados e rochas siliciclásticas que depositaram, a medida que a linha
do litoral migrava para Este, através desta área.

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Figura 4: Sismica do campo de Takula (Schlumberger WEC1991)

A figura 4 representa uma secção sismica segundo a inclinação da estrutura,


através do campo de Takula, e que mostra a secção pré-sal.
Este consiste num complexo patamar elevado com carbonatados Toca bem
definidos, a baixo do salgema do loeme. A secção pós-salífera é caracterizada por
falhas de crescimento que produziram um anticlinal de “rollover” envolvendo as
formações Pinda e Vermelha. Este anticlinal criou uma estrutura bem delimitada ao
nível das formações Pinda e vermelha, no campo de Takula (figura 4).

5.2.1- Reservatório
A formação Toca é composta por uma formação de carbonatos com130m de
espessura e de extensão bem delimitada, A porosidade e permeabilidade são
diagenéticas e provavelmente resultam da exposição parcial ou preática da zona. A
média das porosidades oscilam entre os 16% e os 20% e a permeabilidade ser superior
a 600md. A produção advém de 7 poços.
Dos diversos carbonatos e rochas clásticas da formação de Pinda, os arenitos são
os que apresentam melhores condições para reservatórios, com as melhores
porosidades e permeabilidades rondando os 22% e 150md. Os fáceis carbonatados
contribuem geralmente para o reservatório apenas quando a porosidade e a
permeabilidade tenham sido realçadas pela dissolução e dolomitização. A natureza
laminada da formação Pinda deu origem a oito reservatórios separados no campo de
Takula.

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Os arenitos da formação vermelha são os principais reservatórios do campo de
Takula. Os arenitos são quartzosos, muito finos a granulosos, cristalinos, consolidados
a pouco consolidados. As médias de porosidades variam entre os 25% e os 35% e a
média das permeabilidades são de 1 Darcy. Sobre os flancos, estes arenitos
transformaram-se gradualmente em arenitos dolomíticos bem cimentados, com
porosidades de aproximadamente 10%.

Figura 5: Região de Takula e formações com reservatórios representadas na coluna estratigráfica de


Cabinda (Schlumberger WEC1991).

5.3- Produtividade do campo Takula e projectos implementados

A parceria entre a República de Angola, seu povo e a Cabinda Gulf Oil Company
(CABGOC) começou informalmente com o reconhecimento geológico inquéritos à
província de Cabinda em 1954. Esta parceria foi formalizada em 1957, com a
atribuição à CABGOC dos direitos exclusivos de exploração e desenvolvimento de
hidrocarbonetos na província.
Durante a década de 1990, a República de Angola tornou-se uma das principais
regiões produtoras de petróleo do mundo. Com uma produção de petróleo superior a
900 MBOPD (143,1x103 m3 / d) em 2003, a República de Angola é o segundo maior
produtor de petróleo bruto na África Subsaariana e o sétimo maior exportador de
petróleo bruto para os EUA; exportando mais de 350 MBOPD (55,6x103 m3 / d),
aproximadamente 5% da demanda total dos EUA.

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Em outubro de 1992, no campo Takula a tecnologia Improved Oil Recovery foi
aplicada ao reservatório Mesa com poços de enchimento horizontais. O poço TK-F8
foi o primeiro poço horizontal em Angola. A tecnologia de poço horizontal foi
aplicada ao reservatório Vermelha e foi seguida pelo primeiro poço multilateral
angolano em janeiro de 1998.
Em julho de 1999, o reservatório Mesa foi colocado em inundação e se tornou a
primeira inundação em Angola a depender exclusivamente de poços laterais. Essa
estratégia de gestão de reservatório foi posteriormente aplicada ao bloco da falha
Northwest Takula e à unidade de fluxo S7 do reservatório Vermelha para auxiliar no
desenvolvimento de regiões de menor qualidade do reservatório.

O mais novo projecto para o campo Takula

O projecto – que foi apresentado na Terça-feira, 19 de fevereiro de 2020, na base


industrial da empresa Algoa – vai custar cerca de 60 milhões de dólares e vai criar
pelo menos 400 empregos directos, escreve a Angop. O ministro dos Petróleos e
Recursos Naturais, Diamantino Azevedo e o governador de Cabinda, Marcos
Alexandre Nhunga, concretizaram o lançamento da primeira fase do projecto – que
está dividido em três partes (Lifua-A, B e C). As plataformas vão ser construídas no
campo de Takula-Bloco-0, que tem seis poços, dos quais quatro são usados para
produzir gás e petróleo. Este novo projecto vai ser liderado pela Chevron, a Sonangol
e a Eni. (Verangola 2020).

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6- CONCLUSÃO

Desta feita conclui-se que, o Campo de Takula, é o maior campo produtor de


petróleo da República de Angola. O campo foi descoberto em outubro de 1971 e
colocado em produção primária em dezembro de 1982. Sob a produção primária, o
campo atingiu taxas de 130 MBOPD. Uma inundação periférica foi iniciada no
reservatório Vermelha em dezembro de 1990. O campo atingiu sua taxa de produção
máxima de 170 MBOPD em abril de 1995.
Takula apresenta em sua geologia e estratigrafia reservatórios derivados das
formações Pinda e Vermelha, acima da inclinação do pré-sal, e possui também
acúmulos de hidrocarbonetos abaixo do pré-sal, dados estes confirmados e arquivados
pela ANPG para novos projectos.
O grande campo de takula possui actualmente 7 poços produtores de petróleo e
gás natural, dos quais 4 em actividade. O índice de vida produtiva do campo Takula
supera as espectativas, abrindo assim um lecque de oportunidades para a Indústria
Petrolífera da República de Angola.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AICPGN_MSc.Onde_2020;
Schlumberger_WEC1991geolbacia_Angola;
Wikipédia.org/campodepetrole/campodegas;
Sofonie_Dala_,_geologiadocampotakula;
Sonangol.co.ao/bacias_de:angola;
Gregory_King_(CabindaGulfOilCompany)_Timothy_Tokar_(CabindaGulfOilCompa
ny)_Larry_Littlefield_(Consultant)_Stephen_Newton_(ChevronInternationalExplorati
onandProductionCo)_Filomena_Oliveira_(Sonangol)_The_Takula_Field_:_A_Histor
y_of_Angola's_First_Giant _Oil _Field;
Tese_Mestrado_Petroleos_Sofia_Castanho_Final;
2008-CABGOC-corporate-responsibility-report-pr.

Luanda, Novembro de 2020 XIV

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