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CAPACITAÇÃO EM RECICLAGEM NR-33


Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados

Módulo: Supervisor

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 9
Apresentação da NR 33 ................................................................................................................9
33.1 Objetivo e Definição .......................................................................................................................... 9
33.2 Das Responsabilidades ...................................................................................................................... 9
33.3 Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados................................................ 10
33.3.3 Medidas administrativas............................................................................................................... 11
33.3.4 Medidas Pessoais ......................................................................................................................... 12
33.3.5 – Capacitação para trabalhos em espaços confinados ................................................................... 13
33.4 Emergência e Salvamento................................................................................................................ 14
33.5 Disposições Gerais ........................................................................................................................... 15
Anexo I - Sinalização................................................................................................................................ 15
Anexo II - Permissão de Entrada e Trabalho - PET .................................................................................... 16
Anexo III – Glossário................................................................................................................................ 17
2. CONCEITOS BÁSICOS .................................................................................................................................. 20
2.1 Introdução .............................................................................................................................20
2.2 Objetivo ................................................................................................................................20
2.3 Definição ...............................................................................................................................20
2.4 Características do Espaço Confinado ...................................................................................21
2.5 Exemplos de Espaços Confinados ........................................................................................21
2.6 Locais em que se podem encontrar Espaços Confinados .....................................................22
2.7 Atividades típicas que exigem entrada em espaços confinados ............................................22
3. RISCOS NO ESPAÇO CONFINADO ................................................................................................................ 23
3.1 Os principais riscos no Espaço Confinado ............................................................................23
2.1.1 Deficiência de Oxigênio .................................................................................................................. 23
3.1.2 Asfixia............................................................................................................................................. 24
3.1.3 Exposição aos Agentes.................................................................................................................... 24
3.1.4 Incêndio e explosão ........................................................................................................................ 26
3.1.5 Intoxicação ..................................................................................................................................... 27
3.1.6 Elétrico e Mecânico ........................................................................................................................ 28
3.2 Composição do Ar Atmosférico .............................................................................................28
3.2.1 Níveis Incorretos de Oxigênio ......................................................................................................... 29
3.2.2 Gases e Vapores Inflamáveis........................................................................................................... 29
3.2.3 Gases e Vapores Tóxicos ................................................................................................................. 30

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3.2.4 Tabela dos Níveis de Oxigênio no Espaço Confinado ....................................................................... 30


3.3 Riscos Combinados ..............................................................................................................31
4 CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS .............................................................................................. 32
4.1 Espaços Classe A .................................................................................................................32
4.1.1 Características de um Espaço Confinado Classe A ........................................................................... 32
4.2 Espaços Classe B .................................................................................................................32
4.2.1 Características de um Espaço Confinado Classe B ........................................................................... 32
4.3 Espaços Classe C.................................................................................................................32
4.3.1Características de um Espaço Confinado Classe C ............................................................................ 33
5 CHECK LIST .................................................................................................................................................. 34
5.1 Considerações para Entrada, Trabalho e saída de Espaços Confinados ..............................34
5.2 Caracterizar um “Espaço” como “Espaço Confinado”............................................................35
6 PROFISSIONAIS DO ESPAÇO CONFINADO .................................................................................................... 36
6.1 Vigia......................................................................................................................................36
6.2 Trabalhador Autorizado .........................................................................................................36
6.3 Supervisor.............................................................................................................................36
6.4 Resgatista .............................................................................................................................37
7 PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO – PET ............................................................................................. 38
7.1 Programa de entrada em espaço confinado ..........................................................................40
8 RESPONSABILIDADES .................................................................................................................................. 42
8.1 Cabe ao Empregador ............................................................................................................42
8.1.1 Em caso de Terceirização ................................................................................................................ 43
8.2 Cabe aos Trabalhadores.......................................................................................................44
8.2.1 Deveres dos trabalhadores autorizados .......................................................................................... 44
8.2.3 Deveres dos vigias .......................................................................................................................... 45
8.2.4 Os Deveres do Supervisor de Entrada ............................................................................................. 46
8.2.5 Serviços de Emergência e Resgate: ................................................................................................. 46
9 AVALIAÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS ......................................................................................................... 48
9.1 Análise dos Riscos................................................................................................................48
9.2 Barreiras de Segurança ........................................................................................................49
9.2.1 Controle na fonte ........................................................................................................................... 49
9.2.2 Controle no meio............................................................................................................................ 49
9.2.3 Controle no receptor ...................................................................................................................... 50
9.3 Medição e avaliação da atmosfera ........................................................................................50
9.4 Bloqueio e Etiquetagem ........................................................................................................51
9.5 Inertização ............................................................................................................................52
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9.6 Ventilação .............................................................................................................................52


9.7 Vigilância constante do exterior ............................................................................................53
9.8 Formação..............................................................................................................................54
9.9 Acompanhamento .................................................................................................................54
10 MONITORAMENTO DOS RISCOS RESPIRATÓRIOS ..................................................................................... 55
11 DETECTORES DE GASES .............................................................................................................................. 56
11.1 Métodos de Amostragem ....................................................................................................56
11.1.2 Modo de Difusão .......................................................................................................................... 56
11.2.3 Modo de Extração de Amostra ..................................................................................................... 56
11.2 Capacidade.........................................................................................................................57
11.3 Alarme ................................................................................................................................57
11.3.1 Alarmes de risco atmosférico........................................................................................................ 58
11.3.2 Alarmes de Bateria Baixa .............................................................................................................. 58
11.4 Outras Funcionalidades ......................................................................................................58
12 EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ...................................................................................... 60
12.1 Quanto ao EPI, cabe ao empregado: ..................................................................................61
12.2 Equipamentos .....................................................................................................................61
12.3 Exemplos de Equipamentos de Proteção Individual ............................................................62
12.3.1 Proteção dos Olhos e Face ............................................................................................................ 62
12.3.2 Proteção da Cabeça ...................................................................................................................... 63
12.3.3 Proteção Auditiva ......................................................................................................................... 63
12.3.4 Proteção dos Membros Superiores ............................................................................................... 65
12.3.5 Proteção dos Membros Inferiores................................................................................................. 67
12.3.6 Proteção Contra Quedas com Diferença de Nível .......................................................................... 68
12.3.7 Proteção do corpo inteiro ............................................................................................................. 70
12.3.8 Sinalização.................................................................................................................................... 70
12.3.9 Proteção Respiratória ................................................................................................................... 70
13 FUNCIONAMENTO DE EQUIPAMENTOS UTILIZADOS................................................................................. 73
13.1 Guinchos para Pessoas e Materiais ....................................................................................73
13.1.1 Instruções de uso dos Guinchos .................................................................................................... 73
13.1.2 Instruções para Manutenção dos Guinchos .................................................................................. 73
13.2 Trava quedas Guiados ........................................................................................................74
13.2.1 Uso dos Trava Quedas .................................................................................................................. 74
13.2.2 Colocação dos trava quedas ......................................................................................................... 75
13.2.3 Inspeção dos Trava Quedas Guiados ............................................................................................. 75

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13.3 Cinturão Paraquedista ........................................................................................................76


13.3.1 Forma de Vestir o Cinturão: .......................................................................................................... 76
13.3.2 Ajuste e Travamento das Fivelas: .................................................................................................. 76
13.3.3 Inspeção do Cinturão .................................................................................................................... 77
13.3.4 Manutenção do Cinturão: ............................................................................................................. 77
13.4 Cabo de Aço .......................................................................................................................77
13.4.1 Uso do Cabo de Aço ...................................................................................................................... 77
13.4.2 Inspeção: ...................................................................................................................................... 79
13.4.3 Manutenção: ................................................................................................................................ 80
13.5 Cordas de Segurança .........................................................................................................81
13.5.1 Uso das Cordas de Segurança ....................................................................................................... 81
13.5.2 Inspeção: ...................................................................................................................................... 81
13.5.3 Manutenção: ................................................................................................................................ 82
13.6 Trava Queda Resgatador ....................................................................................................82
13.6.1 Uso do Trava Queda ..................................................................................................................... 83
13.6.2 Inspeção do Trava Queda Resgatador ........................................................................................... 84
13.6.3 Manutenção do Trava Queda Resgatador ..................................................................................... 84
13.7 Espaço Confinado com Escada ........................................................................................85
13.7.1 Critérios para Escolher Equipamentos com Cabo de Aço ou Corda ................................................ 85
13.8 Espaço Confinado sem Escada ..........................................................................................86
13.8.1 Suporte de Ombros ...................................................................................................................... 86
13.8.2 Cadeira Suspensa.......................................................................................................................... 86
13.8.3 Guinchos ...................................................................................................................................... 87
14 PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA ............................................................................................... 88
14.1 Objetivo...............................................................................................................................88
14.2 Requisitos de um Programa de Proteção Respiratória ........................................................88
14.2.1 Práticas Permitidas ....................................................................................................................... 88
14.2.2 Responsabilidade do Empregado: ................................................................................................. 89
14.2.3 Responsabilidades do Empregado ................................................................................................ 89
14.2.4 Programa de Proteção Respiratória .............................................................................................. 90
14.3 Administração do Programa de Proteção Respiratória ........................................................90
14.3.1 Qualificações ................................................................................................................................ 90
14.3.2 Responsabilidades ........................................................................................................................ 90
14.4 Procedimentos Operacionais Escritos .................................................................................91
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14.4.1 Procedimentos Operacionais Escritos para o Uso Rotineiro de Respiradores................................. 91


14.4.2 Procedimentos Operacionais Escritos para o Uso em Situações de Emergência e de Salvamento .. 91
14.5 Seleção, Limitações e Uso de Respiradores .......................................................................92
14.5.1 Fatores que influem na Seleção de um Respirador ........................................................................ 92
14.5.2 Seleção de Respiradores para Uso Rotineiro ............................................................................... 111
14.6 Seleção de Respiradores para Uso em Atmosferas IPVS e Espaços Confinados ou
Atmosferas com Pressão Reduzida .......................................................................................... 116
14.6.1 Atmosfera IPVS........................................................................................................................... 116
14.6.2 Respiradores para uso em condições IPVS na pressão atmosférica normal ................................. 117
14.6.3 Considerações sobre os espaços confinados ............................................................................... 117
14.6.4 Pressão atmosférica reduzida ..................................................................................................... 117
14.6.5 Operações de Jateamento .......................................................................................................... 118
15 LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO ............................................................................ 121
15.1 Condições de Segurança e Saúde no Trabalho ................................................................ 121
15.2 Acidente do Trabalho ........................................................................................................ 122
15.2.1 Considera-se acidente do trabalho: ............................................................................................ 122
15.2.2 Não são consideradas como doença do trabalho: ....................................................................... 122
15.2.3 Equiparam-se ao acidente do trabalho: ...................................................................................... 123
15.2.4 Comunicação do acidente ........................................................................................................... 124
15.3 Benefícios Previdenciários ................................................................................................ 124
15.3.1 Auxílio-doença............................................................................................................................ 124
15.3.2 Auxílio- acidente ......................................................................................................................... 125
15.3.3 Aposentadoria por invalidez ....................................................................................................... 125
15.3.4 Pensão por morte ....................................................................................................................... 126
15.3.5 Estabilidade provisória ............................................................................................................... 126
15.4 Seguro Acidente do Trabalho - SAT.................................................................................. 127
15.5 Normas Regulamentadoras .............................................................................................. 129
16 RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO .......................................................................................................... 136
16.1 Noções Básicas de Emergência e Salvamento ................................................................. 136
16.1.1 Planejamento e Preparação: Feito Antes de Iniciar a Execução do Trabalho ................................ 136
16.2 Incidente ........................................................................................................................... 137
16.3 Material e Equipamento .................................................................................................... 138
17. O SOCORRISTA ....................................................................................................................................... 140
17.1 Definição ........................................................................................................................... 140
17.2 Regras .............................................................................................................................. 140
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17.3 Responsabilidades ............................................................................................................ 141


17.4 Condições, Treinamento e Experiência ............................................................................. 141
18 PRIMEIROS SOCORROS ............................................................................................................................ 142
18.1 Procedimentos Gerais....................................................................................................... 143
18.1.1 Princípios para os Primeiros Socorros: ........................................................................................ 144
18.2 Legislação sobre o Ato de Prestar Socorro ....................................................................... 145
18.2.1 Aspectos Legais .......................................................................................................................... 145
18.3 Urgências Coletivas .......................................................................................................... 146
18.4 Caixa de Primeiros Socorros............................................................................................. 147
18.5 Choques Elétricos ............................................................................................................. 147
18.5.1 Procedimentos para choque elétrico .......................................................................................... 147
18.6 Parada Cardiorrespiratória - PCR ..................................................................................... 148
18.6.1 Parada Respiratória .................................................................................................................... 148
18.6.2 Parada Cardíaca .......................................................................................................................... 149
18.6.3 Procedimentos para Parada Cardiorrespiratória ......................................................................... 150
18.6.4 Reanimação Cardiopulmonar (RCP). ........................................................................................... 152
18.6.5 Modo de fazer a massagem cardíaca: ......................................................................................... 153
18.7 Estado de Choque ............................................................................................................ 155
18.7.1 Sinais e sintomas ........................................................................................................................ 155
18.7.2 Providências a serem tomadas ................................................................................................... 156
18.8 Distúrbios causados pela Temperatura ............................................................................. 157
18.8.1 Queimaduras .............................................................................................................................. 157
18.8.2 Insolação .................................................................................................................................... 161
18.8.3 Intermação ................................................................................................................................. 162
18.9 Intoxicações ...................................................................................................................... 162
18.10 Ferimentos ...................................................................................................................... 163
18.10.1 Contusão .................................................................................................................................. 163
18.10.2 Escoriações ............................................................................................................................... 164
18.10.3 Amputações ............................................................................................................................. 164
18.10.4 Ferimentos no Tórax ................................................................................................................. 166
18.10.5 Ferimentos no Abdome ............................................................................................................ 166
18.10.6 Ferimentos nos Olhos ............................................................................................................... 167
18.11 Hemorragia ..................................................................................................................... 167
18.11.1 Hemorragia Externa .................................................................................................................. 167

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18.11.2 Hemorragia Interna .................................................................................................................. 168


18.11.3 Hemorragia Nasal ..................................................................................................................... 168
18.12 Entorses, Luxações e Fraturas........................................................................................ 169
18.12.1 Entorse ..................................................................................................................................... 169
18.12.2 Luxações ................................................................................................................................... 170
18.12.3 Fraturas .................................................................................................................................... 171
18.13 Picadas de animais ......................................................................................................... 171
18.13.1 Serpentes ................................................................................................................................. 171
18.13.2 Escorpiões e Aranhas ................................................................................................................ 174
18.14 Técnicas Para Remoção e Transporte de Acidentados ................................................... 176
18.14.1 Transporte em Maca ................................................................................................................ 177
18.14.2 Transporte sem Maca ............................................................................................................... 180
18.15 Telefones Úteis ............................................................................................................... 183
19. REFERÊNCIAS .......................................................................................................................................... 184

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1. INTRODUÇÃO

O treinamento proposto visa capacitar os profissionais da área a prevenção de acidentes,


procedimentos e medidas de proteção em espaços confinados, de acordo com a NBR 16577, que
estabelece os requisitos mínimos para proteção dos trabalhadores e do local de trabalho contra os
riscos de entrada em espaços confinados.

Apresentação da NR 33

33.1 Objetivo e Definição

33.1.1 Esta Norma Regulamentadora (NR) tem como objetivo estabelecer os requisitos
mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, a avaliação, o
monitoramento e o controle dos riscos existentes, de forma a garantir, permanentemente, a
segurança e saúde dos trabalhadores, que interagem, direta ou indiretamente, nestes espaços.

33.1.2 Espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana
contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente seja insuficiente
para remover contaminantes ou em que possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

33.2 Das Responsabilidades

33.2.1 Cabe ao empregador:

a) indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento desta norma;


b) identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento;
c) identificar os riscos específicos de cada espaço confinado;
d) implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços confinados, por
medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e
salvamento, de forma a garantir, permanentemente, ambientes com condições
adequadas de trabalho;
e) garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de
controle, de emergência e de salvamento em espaços confinados;
f) garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por
escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho (PET), conforme modelo constante no
anexo II desta Norma Regulamentadora (NR);
g) fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas em que
desenvolverão as atividades e exigir a capacitação dos trabalhadores;

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h) acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores


das empresas contratadas, provendo os meios e condições para que eles possam
atuar em conformidade com esta Norma Regulamentadora (NR);
i) interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeição de condição de
risco grave e iminente, procedendo ao imediato abandono do local; e
j) garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada
acesso aos espaços confinados.

33.2.2 Cabe aos Trabalhadores:

a) colaborar com a empresa no cumprimento desta Norma Regulamentadora (NR);


b) utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa;
c) comunicar ao vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para sua
segurança e saúde ou de terceiros, que sejam do seu conhecimento; e
d) cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos treinamentos com relação aos
espaços confinados.

33.3 Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados

33.3.1 A gestão de segurança e saúde deve ser planejada, programada, implementada e


avaliada, incluindo medidas técnicas de prevenção, medidas administrativas e medidas pessoais e
capacitação para trabalho em espaços confinados.

33.3.2 Medidas técnicas de prevenção:

a) identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a entrada de pessoas não
autorizadas;
b) antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;
c) proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e
mecânicos;
d) prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem;
e) implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos atmosféricos
em espaços confinados;
f) avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, para
verificar se o seu interior é seguro;
g) manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos
trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço
confinado;
h) monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os
trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se
as condições de acesso e permanência são seguras;
i) proibir a ventilação com oxigênio puro;
j) testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; e

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k) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme,


calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de
radiofrequência.
33.3.2.1 Os equipamentos fixos e portáteis, inclusive os de comunicação e de movimentação
vertical e horizontal, devem ser adequados aos riscos dos espaços confinados.
33.3.2.2 Em áreas classificadas, os equipamentos devem estar certificados ou possuirem
documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO.
33.3.2.3 As avaliações atmosféricas iniciais devem ser realizadas fora do espaço confinado.
33.3.2.4 Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou explosão em
trabalhos a quente, tais como: solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros que liberem
chama aberta, faíscas ou calor.
33.3.2.5 Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de inundação, soterramento,
engolfamento, incêndio, choques elétricos, eletricidade estática, queimaduras, quedas,
escorregamentos, impactos, esmagamentos, amputações e outros que possam afetar a segurança e
saúde dos trabalhadores.

33.3.3 Medidas administrativas

a) Manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados, inclusive dos desativados


e respectivos riscos.
b) Definir medidas para isolar, sinalizar, controlar ou eliminar os riscos do espaço
confinado.
c) Manter sinalização permanente junto à entrada do espaço confinado, conforme o
Anexo I da presente norma.
d) Implementar procedimento para trabalho em espaço confinado.
e) Adaptar o modelo de Permissão de Entrada e Trabalho, previsto no Anexo II desta
Norma Regulamentadora (NR), às peculiaridades da empresa e dos seus espaços
confinados.
f) Preencher, assinar e datar, em três vias, a Permissão de Entrada e Trabalho antes do
ingresso de trabalhadores em espaços confinados.
g) Possuir um sistema de controle que permita a rastreabilidade da Permissão de
Entrada e Trabalho.
h) Entregar para um dos trabalhadores autorizados e ao vigia cópia da Permissão de
Entrada e Trabalho.
i) Encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho, quando as operações forem
completadas, quando ocorrer uma condição não prevista ou quando houver pausa ou
interrupção dos trabalhos.
j) Manter arquivados os procedimentos e Permissões de Entrada e Trabalho por cinco
anos.
k) Disponibilizar os procedimentos e Permissão de Entrada e Trabalho para o
conhecimento dos trabalhadores autorizados, seus representantes e fiscalização do
trabalho.
l) Designar as pessoas que participarão das operações de entrada, identificando os
deveres de cada trabalhador providenciando a capacitação requerida.

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m) Estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos no exterior e no interior dos


espaços confinados.
n) Assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja iniciado com
acompanhamento e autorização de supervisão capacitada.
o) Garantir que todos os trabalhadores sejam informados dos riscos e medidas de
controle existentes no local de trabalho.
p) Implementar um Programa de Proteção Respiratória, de acordo com a análise de
risco, considerando o local, a complexidade e o tipo de trabalho a ser desenvolvido.
33.3.3.1 A Permissão de Entrada e Trabalho é válida somente para cada entrada.
33.3.3.2 Nos estabelecimentos onde houver espaços confinados, devem ser observadas em
acordo com forma complementar a presente Norma Regulamentadora (NR), os seguintes atos
normativos: NBR 14606 – Postos de Serviço – Entrada em Espaço Confinado; e NBR 16577 –
Espaço Confinado – Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção, bem como
suas alterações posteriores.
33.3.3.3 O procedimento para trabalho deve contemplar, no mínimo: objetivo, campo de
aplicação, base técnica, responsabilidades, competências, preparação, emissão, uso e
cancelamento da Permissão de Entrada e Trabalho, capacitação para os trabalhadores, análise de
risco e medidas de controle.
33.3.3.4 Os procedimentos para trabalho em espaços confinados e a Permissão de Entrada e
Trabalho devem ser avaliados, no mínimo, uma vez ao ano e revisados sempre que houver alteração
dos riscos, com a participação do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho -
SESMT e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA.
33.3.3.5 Os procedimentos de entrada em espaços confinados devem ser revistos, quando da
ocorrência de qualquer uma das circunstâncias abaixo:
a) entrada não autorizada em um espaço confinado;
b) identificação de riscos não descritos na Permissão de Entrada e Trabalho;
c) acidente, incidente ou condição não prevista durante a entrada;
d) qualquer mudança na atividade desenvolvida ou na configuração do espaço confinado;
e) solicitação do SESMT ou da CIPA;
f) identificação de condição de trabalho mais segura.

33.3.4 Medidas Pessoais

33.3.4.1 Todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados deve ser
submetido a exames médicos específicos para a função que irá desempenhar, conforme
estabelecem as Normas Regulamentadoras NR’s 07 e 31, incluindo os fatores de riscos
psicossociais com a emissão do respectivo Atestado de Saúde Ocupacional - ASO.
33.3.4.2 Capacitar todos os trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente, com os
espaços confinados, sobre seus direitos, deveres, riscos e medidas de controle, conforme previsto no
item 33.3.5.
33.3.4.3 O número de trabalhadores envolvidos na execução dos trabalhos em espaços
confinados deve ser determinado conforme a análise de risco.
33.3.4.4 É vedada a realização de qualquer trabalho em espaços confinados de forma
individual ou isolada.
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33.3.4.5 O Supervisor de Entrada deve desempenhar as seguintes funções:


a) emitir a Permissão de Entrada e Trabalho antes do início das atividades;
b) executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na
Permissão de Entrada e Trabalho;
c) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os
meios para acioná-los estejam operantes;
d) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho, quando necessário;
e) encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho após o término dos serviços.
33.3.4.6 O Supervisor de Entrada pode desempenhar a função de Vigia.
33.3.4.7 O Vigia deve desempenhar as seguintes funções:
a) manter continuamente a contagem precisa do número de trabalhadores autorizados no
espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade;
b) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato permanente com
os trabalhadores autorizados;
c) adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de salvamento, pública
ou privada, quando necessário;
d) operar os movimentadores de pessoas;
e) ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal de
alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou
quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por
outro Vigia.
33.3.4.8 O Vigia não poderá realizar outras tarefas que possam comprometer o dever
principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados;
33.3.4.9 Cabe ao empregador fornecer e garantir que todos os trabalhadores que adentrarem
em espaços confinados disponham de todos os equipamentos para controle de riscos em acordo
com o que foi previsto na Permissão de Entrada e Trabalho.
33.3.4.10 Em caso de existência de Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde -
Atmosfera IPVS –, o espaço confinado somente pode ser adentrado com a utilização de máscara
autônoma de demanda com pressão positiva ou com respirador de linha de ar comprimido com
cilindro auxiliar para escape.

33.3.5 – Capacitação para trabalhos em espaços confinados

33.3.5.1 É vedada a designação para trabalhos em espaços confinados sem a prévia


capacitação do trabalhador.
33.3.5.2 O empregador deve desenvolver e implantar programas de capacitação sempre que
ocorrer qualquer das seguintes situações:
a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; (Revogada pela
Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)
b) algum evento que indique a necessidade de novo treinamento; (Revogada pela Portaria
SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019;

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c) quando houver uma razão para acreditar que existam desvios na utilização ou nos
procedimentos de entrada nos espaços confinados ou que os conhecimentos não
sejam adequados.

33.3.5.3 Todos os trabalhadores autorizados, Vigias e Supervisores de Entrada devem


receber capacitação periódica a cada doze meses, com carga horária mínima de oito horas.
33.3.5.4 A capacitação inicial dos trabalhadores autorizados e Vigias deve ter carga horária
mínima de dezesseis horas, ser realizada dentro do horário de trabalho, com conteúdo programático
de:
a) definições;
b) reconhecimento, avaliação e controle de riscos;
c) funcionamento de equipamentos utilizados;
d) procedimentos e utilização da Permissão de Entrada e Trabalho;
e) noções de resgate e primeiros socorros.
33.3.5.5 A capacitação dos Supervisores de Entrada deve ser realizada dentro do horário de
trabalho, com conteúdo programático estabelecido no subitem 33.3.5.4, acrescido de:

a) identificação dos espaços confinados;


b) critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos;
c) conhecimentos sobre práticas seguras em espaços confinados;
d) legislação de segurança e saúde no trabalho;
e) programa de proteção respiratória;
f) área classificada;
g) operações de salvamento.

33.3.5.6 Todos os Supervisores de Entrada devem receber capacitação específica, com carga
horária mínima de quarenta horas para a capacitação inicial.
33.3.5.7 Os instrutores, designados pelo responsável técnico, devem possuir comprovada
proficiência no assunto.
33.3.5.8 Ao término do treinamento deve-se emitir um certificado contendo o nome do
trabalhador, conteúdo programático, carga horária, a especificação do tipo de trabalho e espaço
confinado, data e local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do
responsável técnico.
33.3.5.8.1 Uma cópia do certificado deve ser entregue ao trabalhador e a outra cópia deve ser
arquivada na empresa. (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019).

33.4 Emergência e Salvamento

33.4.1 O empregador deve elaborar e implementar procedimentos de emergência e resgate


adequados aos espaços confinados incluindo, no mínimo:

a) descrição dos possíveis cenários de acidentes, obtidos a partir da Análise de Riscos;

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b) descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em


caso de emergência;
c) seleção e técnicas de utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de
emergência, busca, resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas;
d) acionamento de equipe responsável, pública ou privada, pela execução das medidas
de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado;
e) exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes em
espaços confinados.
33.4.2 O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve possuir
aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar.
33.4.3 A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cenários
de acidentes identificados na análise de risco.

33.5 Disposições Gerais

33.5.1 O empregador deve garantir que os trabalhadores possam interromper suas


atividades e abandonar o local de trabalho, sempre que suspeitarem da existência de risco grave e
iminente para sua segurança e saúde ou a de terceiros.
33.5.2 São solidariamente responsáveis pelo cumprimento desta NR os contratantes e
contratados.
33.5.3 É vedada a entrada e a realização de qualquer trabalho em espaços confinados sem a
emissão da Permissão de Entrada e Trabalho.

Anexo I - Sinalização

Sinalização para identificação de espaço confinado

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Anexo II - Permissão de Entrada e Trabalho - PET


Caráter informativo para elaboração da Permissão de Entrada e Trabalho
em Espaço Confinado
Nome da empresa:
Local do espaço confinado: Espaço confinado n.º:
Data e horário da emissão: Data e horário do término:
Trabalho a ser realizado:
Trabalhadores autorizados:

Vigia: Equipe de resgate:

Supervisor de Entrada:
Procedimentos que devem ser completados antes da entrada
1. Isolamento S() N()
2. Teste inicial da atmosfera: Horário:
Oxigênio % O2:
Inflamáveis % LIE:
Gases/vapores tóxicos Ppm:
Poeiras/fumos/névoas tóxicas Mg/m³:
Nome legível / assinatura do Supervisor dos testes:

3. Bloqueios, travamento e etiquetagem N/A ( ) S() N()


4. Purga e/ou lavagem N/A ( ) S() N()
5. Ventilação/exaustão – tipo, equipamento e tempo N/A ( ) S() N()
6 Teste após ventilação e isolamento: Horário:
Oxigênio % O2: > 19,5% < 23,0% N/A ( ) S() N()
Inflamáveis % LIE: <10% N/A ( ) S() N()
Gases/vapores tóxicos Ppm:
Poeiras/fumos/névoas tóxicas Mg/m³:
Nome legível / assinatura do Supervisor dos testes:

7 Iluminação geral: N/A ( ) S() N()


8 Procedimentos de comunicação: N/A ( ) S() N()
9 Procedimentos de resgate: N/A ( ) S() N()
10 Procedimentos e proteção de movimentação vertical: N/A ( ) S() N()
11 Treinamento de todos os trabalhadores? É atual? N/A ( ) S() N()
12. Equipamentos:
13. Equipamento de monitoramento contínuo de gases aprovados e certificados por um S() N()
Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho em áreas
potencialmente explosivas de leitura direta com alarmes em condições:
Lanternas N/A ( ) S() N()
Roupa de proteção N/A ( ) S() N()
Extintores de incêndio N/A ( ) S() N()
Capacetes, botas, luvas N/A ( ) S() N()
Equipamentos de proteção respiratória/autônomo ou sistema de ar mandado N/A ( ) S() N()
com cilindro de escape
Cinturão de segurança e linhas de vida para os trabalhadores autorizados S() N()
Cinturão de segurança e linhas de vida para a equipe de resgate N/A ( ) S() N()
Escada N/A ( ) S() N()
Equipamentos de movimentação vertical/suportes externos N/A ( ) S() N()
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Equipamentos de comunicação eletrônica aprovados e certificados por um N/A ( ) S() N()


Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho
em áreas potencialmente explosivas
Equipamento de proteção respiratória autônomo ou sistema de ar mandado S() N()
com cilindro de escape para equipe de resgate
Equipamentos elétricos e eletrônicos aprovados e certificados por um N/A ( ) S() N()
Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho
em áreas potencialmente explosivas
Legenda: N/A = “não se aplica”; N = “não”; S = “sim”.
Procedimentos que devem ser completados durante o desenvolvimento dos trabalhos
Permissão de trabalhos a quente N/A ( ) S() N()
Procedimentos de Emergência e Resgate
Telefones e contatos:
Ambulância:
Bombeiros:
Segurança:
Obs.:
A entrada não pode ser permitida se algum campo não for preenchido ou contiver a marca na coluna
“não”.
A falta de monitoramento contínuo da atmosfera no interior do espaço confinado, alarme, ordem do Vigia
ou qualquer situação de risco à segurança dos trabalhadores implica no abandono imediato da área.
Qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo implica a emissão de nova permissão de entrada.
Esta permissão de entrada deverá ficar exposta no local de trabalho até o seu término. Após o trabalho,
esta permissão deverá ser arquivada.

Anexo III – Glossário

Abertura de linha: abertura intencional de um duto, tubo, linha, tubulação que está sendo
utilizada ou foi utilizada para transportar materiais tóxicos, inflamáveis, corrosivos, gás, ou qualquer
fluido em pressões ou temperaturas capazes de causar danos materiais ou pessoais visando a
eliminar energias perigosas para o trabalho seguro em espaços confinados.
Alívio: o mesmo que abertura de linha.
Análise Preliminar de Risco (APR): avaliação inicial dos riscos potenciais, suas causas,
consequências e medidas de controle.
Área Classificada: área potencialmente explosiva ou com risco de explosão.
Atmosfera IPVS - Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: qualquer atmosfera
que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde.
Avaliações iniciais da atmosfera: conjunto de medições preliminares realizadas na
atmosfera do espaço confinado.
Base técnica: conjunto de normas, artigos, livros, procedimentos de segurança de trabalho,
e demais documentos técnicos utilizados para implementar o Sistema de Permissão de Entrada e
Trabalho em espaços confinados.
Bloqueio: dispositivo que impede a liberação de energias perigosas tais como: pressão,
vapor, fluidos, combustíveis, água e outros visando à contenção de energias perigosas para trabalho
seguro em espaços confinados.

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Chama aberta: mistura de gases incandescentes emitindo energia, que é também


denominada chama ou fogo.
Condição IPVS: Qualquer condição que coloque um risco imediato de morte ou que possa
resultar em efeitos à saúde irreversíveis ou imediatamente severos ou que possa resultar em dano
ocular, irritação ou outras condições que possam impedir a saída de um espaço confinado.
Contaminantes: gases, vapores, névoas, fumos e poeiras presentes na atmosfera do
espaço confinado.
Deficiência de Oxigênio: atmosfera contendo menos de 20,9 % de oxigênio em volume na
pressão atmosférica normal, a não ser que a redução do percentual seja devidamente monitorada e
controlada.
Engolfamento: é o envolvimento e a captura de uma pessoa por líquidos ou sólidos
finamente divididos.
Enriquecimento de Oxigênio: atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume.
Etiquetagem: colocação de rótulo em um dispositivo isolador de energia para indicar, que o
dispositivo e o equipamento a ser controlado não podem ser utilizados até a sua remoção.
Faísca: partícula candente gerada no processo de esmerilhamento, polimento, corte ou
solda.
Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados: conjunto de
medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e coletivas necessárias para garantir o
trabalho seguro em espaços confinados.
Inertização: deslocamento da atmosfera existente em um espaço confinado por um gás
inerte, resultando em uma atmosfera não combustível e com deficiência de oxigênio.
Intrinsecamente Seguro: situação em que o equipamento não pode liberar energia elétrica
ou térmica suficientes para, em condições normais ou anormais, causar a ignição de uma dada
atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento.
Lacre: braçadeira ou outro dispositivo que precise ser rompido para abrir um equipamento.
Leitura direta: dispositivo ou equipamento que permite realizar leituras de contaminantes em
tempo real.
Medidas especiais de controle: medidas adicionais de controle necessárias para permitir a
entrada e o trabalho em espaços confinados em situações peculiares, tais como: trabalhos a quente,
atmosferas IPVS ou outras.
Ordem de Bloqueio: ordem de suspensão de operação normal do espaço confinado.
Ordem de Liberação: ordem de reativação de operação normal do espaço confinado.
Oxigênio puro: atmosfera contendo somente oxigênio (100 %).
Permissão de Entrada e Trabalho (PET): documento escrito contendo o conjunto de
medidas de controle visando à entrada e desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de
emergência e resgate em espaços confinados.
Proficiência: competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência.

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Programa de Proteção Respiratória: conjunto de medidas práticas e administrativas


necessárias para proteger a saúde do trabalhador pela seleção adequada e uso correto dos
respiradores.
Purga: método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado isenta de
gases, vapores e outras impurezas indesejáveis por meio de ventilação ou lavagem com água ou
vapor.
Quase acidente: qualquer evento não programado, que possa indicar a possibilidade de
ocorrência de acidente.
Responsável Técnico: profissional habilitado para identificar os espaços confinados
existentes na empresa, bem como para elaborar as medidas técnicas de prevenção, administrativas,
pessoais e de emergência e resgate.
Risco Grave e Iminente: Qualquer condição que possa causar acidente de trabalho ou
doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador.
Riscos psicossociais: influência na saúde mental dos trabalhadores, provocada pelas
tensões da vida diária, pressão do trabalho e outros fatores adversos.
Salvamento: procedimento operacional padronizado realizado por equipe com conhecimento
técnico especializado, para resgatar e prestar os primeiros socorros a trabalhadores em caso de
emergência.
Sistema de Permissão de Entrada em Espaços Confinados: procedimento escrito para
preparar uma Permissão de Entrada e Trabalho (PET).
Supervisor de Entrada: pessoa capacitada para operar a permissão de entrada com
responsabilidade para preencher e assinar a Permissão de Entrada e Trabalho (PET) para o
desenvolvimento de entrada e trabalho seguro no interior de espaços confinados.
Trabalhador autorizado: trabalhador capacitado para entrar no espaço confinado, ciente
dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes.
Trava: dispositivo (como chave ou cadeado) utilizado para garantir isolamento de dispositivos
que possam liberar energia elétrica ou mecânica de forma acidental.
Vigia: trabalhador designado para permanecer fora do espaço confinado e que é responsável
pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os trabalhadores.

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2. CONCEITOS BÁSICOS
2.1 Introdução

Só nos Estados Unidos, mais de 300 trabalhadores morrem anualmente como resultado de
acidentes ocorridos por entrada em espaços confinados.
A entrada nesses espaços exige uma autorização ou liberação especial. Virtualmente,
qualquer ambiente industrial tem exemplos de espaços confinados. Nesses locais, somente pessoas
treinadas e autorizadas podem ingressar. O empregador é o responsável por este treinamento, que
deve ser repetido sempre que houver qualquer alteração nas condições ou procedimentos, que não
foram cobertos na sessão de treinamento anterior.
Antes de o profissional ingressar no espaço confinado, a atmosfera deve ser testada pelo
supervisor, para verificar a presença de riscos a fim de se tomarem as medidas de proteção
necessárias à preservação da vida dos trabalhadores.
A Norma Regulamentadora 33, a seguir designada por NR 33 está publicada na Portaria nº
202, de 22/12/2006 do DOU de 27/12/2006.
Tal Norma Regulamentadora entrou em vigência em 27/03/2007 (90 dias após a publicação).

2.2 Objetivo

O principal objetivo do curso de NR-33 é prevenir a ocorrência de acidentes, que possam


comprometer a integridade física de profissionais ou terceiros em trabalhos no interior dos espaços
confinados ou até mesmo comprometer a proteção local e dos trabalhadores contra os riscos de
entrada em espaços confinado.
Entradas em espaços confinados, como parte da atividade industrial, podem ser feitas por
vários motivos. A mais comum é para a realização de serviços de inspeção, de reparos, de
manutenção, de pintura, de limpeza ou de qualquer outra operação, cuja característica é não fazer
parte da rotina industrial.

2.3 Definição

Espaço confinado é todo e qualquer local, bem como equipamento largo suficientemente e de
tal forma configurado, em que existe a possibilidade de um trabalhador inserir a cabeça, o tórax ou o
corpo inteiro, e que possui meios limitados de entrada/saída, que não é projetado para ocupação
contínua de um trabalhador e possui qualquer uma das seguintes características (antes do processo
de isolamento e limpeza).
A NBR 16577 define espaço confinado como qualquer área não projetada para ocupação
humana contínua, a qual tem meios limitados de entrada e saída ou uma configuração interna que
possa causar aprisionamento ou asfixia em um trabalhador e na qual a ventilação existente é
insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio, que
possam existir ou desenvolver.
A NIOSH define espaço confinado como um espaço que apresenta passagens limitadas de
entrada e saída, ventilação natural deficiente que contém ou produz perigosos contaminantes do ar e
que não é destinado para ocupação humana contínua.
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2.4 Características do Espaço Confinado

• Contém ou possui potencial para conter atmosfera perigosa (contaminada por vapores, gases
e/ou poeiras, inflamáveis, tóxicas e/ou explosivas, ou com deficiência ou excesso de
oxigênio);
• Contém material capaz de encobrir totalmente seus ocupantes, causando asfixia;
• Possui configuração interna capaz de aprisionar ou asfixiar seus ocupantes;
• Possui potencial para sérios danos à saúde e à integridade física de seus ocupantes, tais
como: choque elétrico, radiação, movimentação de equipamentos mecânicos internos ou
stress calórico;
• Possui tamanho e a configuração em que é possível adentrar e executar um trabalho;
• Não foi construído para trabalho contínuo;
• Possui entrada e/ou saída limitados ou restritos.

2.5 Exemplos de Espaços Confinados

• CARRETAS de PRODUTOS • DUTOS e GALERIAS


PERIGOSOS

• CAIXAS de ÁGUA • TANQUES de COMBUSTÍVEIS

• SILOS

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2.6 Locais em que se podem encontrar Espaços Confinados

Agricultura Indústria da Construção


Silos Caixões
Moegas Tubulões
Poços de elevadores Buracos
Transportadores fechados Valas
Tanques para armazenagem de fertilizantes Escavações

Indústria Química e Petróleo Indústria da Alimentação


Reatores Câmeras Frias
Coluna de destilação Fornos
Torre de resfriamento Extratores
Tanques de armazenamento Tanques de Aquecimento
Precipitadores
Impressão e Publicação
Indústrias Têxteis Tanques de Tinta
Caldeira a Vapor Tanques de Solvente

2.7 Atividades típicas que exigem entrada em espaços confinados

a) Limpeza para remoção de lama ou outros dejetos;


b) Inspeção da integridade física e processo de equipamentos;
c) Manutenções tais como jateamento abrasivo e aplicação de recobrimentos de
superfícies em subterrâneos com ou sem tubulações;
d) Instalações, inspeções, reparos e substituições de válvulas, tubos, bombas, motores
em covas ou escavações;
e) Ajustes ou alinhamentos de equipamentos mecânicos e seus componentes;
f) Verificações e leituras em manômetros, painéis, gráficos ou outros indicadores;
g) Instalações, ligações e reparos de equipamentos elétricos ou de comunicações,
instalações de fibras ópticas;
h) Resgate de trabalhadores, que foram feridos ou que desmaiaram em tais espaços.

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3. RISCOS NO ESPAÇO CONFINADO

O trabalho em espaços confinados ocorre como uma parcela representativa das atividades,
que são desenvolvidas nas indústrias, em veículos tanques e nas concessionárias de serviços
públicos. Os profissionais de segurança e as linhas de supervisão devem ter conhecimento para
reconhecer, avaliar e controlar os riscos inerentes aos trabalhos em espaços confinados. Para isso, é
preciso diferenciar Risco de Perigo.
Deve-se ter a consciência que o risco é inerente à presença de um agente ou de um
ambiente, e o perigo é a exposição ao risco.
Um exemplo simples facilita entender essa diferença:
Atravessar uma rodovia é um risco ou um perigo?
O risco: a circulação de veículos na rodovia.
O perigo: A exposição dos pedestres.
A existência de uma passarela é uma forma de controlar o risco, ou seja, de oferecer um
recurso de segurança que não torne necessária a exposição das pessoas. Esse exemplo permite
concluir que é possível conviver com atividades de risco sem exposições significativas, ou seja, sem
perigo. O trabalho em espaços confinados é uma dessas atividades.
Constituem-se como barreiras de segurança ou medidas mitigadoras aquelas que impedem
ou minimizam as exposições aos riscos. Entretanto, essas barreiras devem ser necessárias e
suficientes, quando superdimensionadas representam desperdício de recursos e quando
subdimensionadas expõem as pessoas e o patrimônio ao risco. A análise preliminar do trabalho que
será realizado é conveniente para reconhecer, avaliar e determinar essas barreiras de segurança.

3.1 Os principais riscos no Espaço Confinado

2.1.1 Deficiência de Oxigênio

Além da concentração de aerodispersóides, gases e vapores ser inferior a valores


cientificamente aceitos, a atmosfera em um espaço confinado deve também conter, de forma
constante, um mínimo de 18% de oxigênio para que o mesmo seja liberado para trabalho humano,
sem a necessidade de utilização de equipamento autônomo ou ar induzido para respiração. A
concentração normal de oxigênio no ar atmosférico é de aproximadamente 21%. Concentrações de
oxigênio inferiores a 18% representam perigo imediato para o homem.

Algumas causas da deficiência de oxigênio em espaços confinados são:

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• O deslocamento do ar por gás ou vapor devido a inertização, desvaporização, elevada


concentração de gases e vapores e do incêndio.
• A digestão de matéria orgânica por micro-organismos.
• A oxidação do ferro (ferrugem).
Independente da causa, as consequências são similares, ou seja, a presença de uma
atmosfera incapaz de sustentar a vida, em função da baixa concentração de oxigênio.

Uma avaliação criteriosa e responsável é necessária antes da liberação do trabalho no


espaço confinado. Uma pessoa habilitada conhecedora dos procedimentos deve efetuar as
medições da concentração de oxigênio utilizando um aparelho conhecido como “oxímetro”.
Esse aparelho deve ser previamente aferido.

3.1.2 Asfixia
Se a porcentagem de oxigênio ficar menos que 18% irá provocar sintomas de asfixia, que se
vão agravando, conforme diminua essa percentagem.
É também importante mencionar que, em virtude do tipo de trabalho que se desenvolve
nestes espaços, por exemplo, trabalhos de soldadura, o consumo de oxigénio aumenta agravando-
se o risco de asfixia.

3.1.3 Exposição aos Agentes

3.1.3.1 Agentes Químicos:


Os agentes químicos são representados pelos aerodispersóides provocando Atmosferas
Imediatamente Perigosas à Vida e à Saúde – IPVS.
Aerodispersóides são partículas sólidas ou líquidas dispersas no ar e que, pelo seu diminuto
tamanho, podem permanecer em dispersão por tempo suficiente para serem inaladas pelos
trabalhadores.

• Poeiras, Fumaças, Fumos, Gases e Vapores Sob Pressão.

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3.1.3.2 Agentes Físicos

• Vibração

• Ruído

• Engolfamento

• Baixa Luminosidade

• Quedas

• Engolfamento

• Choques elétricos

3.1.3.3 Agentes Biológicos

• Serviço em Esgotos.

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• Túneis ou locais de transporte de água contaminada e minas subterrâneas.


• Contato ou inalação de aerodispersóides líquidos ou sólidos, mordida de alguns bichos, ratos e
vetores biológicos como moscas e mosquitos.
• Algas, Fungos, Vírus, Riquétsia, Bactérias e Vermes.

3.1.4 Incêndio e explosão

Em um espaço confinado existe risco de incêndio e explosão por ser muito fácil a criação de
uma atmosfera inflamável. Esta se deve a muitas causas ligadas à evaporação de dissolventes de
pintura, bem como gás de iluminação e líquidos inflamáveis diversos.
Explosão é uma reação química exotérmica em misturas explosivas, em que ocorre grande
liberação de energia instantânea após a ignição. Em explosões, a onda de pressão precede a frente
da chama (cerca de 100 - 300 m/s, com pressões de 3 - 10 BAR).

Atmosfera inflamável com focos de ignição diversos podem ocorrer por:

• Desprendimento de produtos inflamáveis absorvidos na superfície interna dos recipientes;

• Vapores de dissolventes em trabalhos de pintura e vapores de substâncias inflamáveis em


operações de limpeza de tanques;

• Limpeza com gasolina ou outras substâncias inflamáveis em fossas de lubrificação de


veículos;

• Reações químicas que originam gases inflamáveis. O ácido sulfúrico diluído reagindo com o
ferro liberta o hidrogénio. O carboneto de cálcio em contacto com a água dá origem ao
acetileno;

• Trabalhos de soldadura ou de oxicorte em espaços que contêm ou que contiveram


substâncias inflamáveis;

• Descargas eletrostáticas na trasfega de líquidos inflamáveis.

O incêndio é uma reação química de oxidação rápida e exotérmica, em que há geração de luz e calor,
sendo dividido em quatro classes:
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• Incêndios de classe A - são os que ocorrem em materiais de fácil combustão com


propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos.
Ex.: madeira, papel, tecidos, fibras, etc.
• Incêndios da classe B - são os que ocorrem em produtos considerados inflamáveis,
que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos. Ex.: óleo, graxas,
vernizes, tintas, gasolina, etc.
• Incêndio da classe C - são os que ocorrem em equipamentos elétricos energizados.
Ex.: motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.
• Incêndios da classe D - são os que ocorrem em metais pirofóricos (magnésio, selênio,
antimônio, lítio, cádmio, potássio, zinco, sódio e zircônio).

A presença de gás, vapores e pós-inflamáveis, em espaços confinados, se constitui em duas


situações de risco: a explosão/incêndio e a exposição do trabalhador a concentrações perigosas.
Uma série de medidas preventivas deve ser tomada, para minimizar a exposição a esses riscos.

As explosões/incêndios estão relacionadas a:

• A presença de gases, vapores e pós em concentrações, que formem misturas


inflamáveis, devido a ausência ou deficiência da remoção desses agentes.
• Aos erros de medição para a liberação do trabalho e, ainda, a modificação das
condições inicialmente presentes, como, por exemplo, a penetração de gases, vapores
e pós e após a liberação do espaço confinado para o trabalho.
• Aos erros de medições que têm origem na deficiência do treinamento de pessoal, na
interpretação errada da leitura e na aferição do explosímetro, além dos procedimentos
incorretos quando, por exemplo, o ambiente confinado não é completamente avaliado
(números e locais das amostragens).

3.1.5 Intoxicação

O risco de intoxicação ocorre porque nestes espaços podem existir concentrações de


substâncias tóxicas acima dos limites de exposição permitidos, coexistindo em muitos casos com
atmosferas corrosivas e irritantes.

Principais agentes responsáveis por intoxicações:


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Aqueles que afetam as vias respiratórias:

• Cloro (CL2)
• Ozono (O2)
• Ácido clorídrico (CIH)
• Ácido fluorídrico(FH)
• Ácido sulfúrico (SO4H2)
• Amoníaco (NH3)
• Dióxido de enxofre (SO2)
• Dióxido de nitrogénio (NO2)

Aqueles que afetam a superfície de contato:

• Benzeno (C6H6)
• Tetracloreto de carbono (CCI4)
• Tricloroetano (CH3CL3)
• Tricloroetileno (CHCICCI2)
• Cloreto de etilo (C2H5CI)

3.1.6 Elétrico e Mecânico

Os perigos proporcionados por fatores elétricos e mecânicos em espaços confinados


dependem diretamente das atividades desenvolvidas. Ambos os fatores podem oferecer riscos como
fonte de ignição ou até mesmo ocasionar acidentes em função do mau estado de conservação.
Atividades como solda elétrica, corte via oxi-gás, pintura, esmerilhamento, corte com abrasivo, e
outros tipos têm sempre presentes os perigos elétricos ou mecânicos.
É importante também mencionar o risco oferecido pela eletricidade estática no processo de
ignição, e como medida de proteção mais importante, recomendar o aterramento ou a interligação
elétrica das partes eletricamente condutoras das partes elétricas. Uma análise dos riscos, elétricos e
mecânicos, deve ser feita com critério e responsabilidade para as atividades desenvolvidas em
espaços confinados.

3.2 Composição do Ar Atmosférico

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Há três classes de problemas no ambiente de espaços confinados:


• Concentrações inadequadas de oxigênio.
• Presença de gases e/ou vapores tóxicos.
• Presença de gases e/ou vapores inflamáveis.

Alguns ambientes podem ter uma somatória dessas três condições de risco.
A utilização de analisadores portáteis de gases é o primeiro passo para identificação desses
riscos. A maioria deles tem condição de detectar mais de um gás e o mais típico deles mede: oxigênio,
gás combustível, CO (monóxido de carbono) e H2S (gás sulfídrico). Outros gases também podem ser
detectados, dependendo do caso particular de cada situação.
Quando se trata de uma atmosfera remota, antes da entrada em um espaço confinado, utiliza-
se uma sonda de teflon acoplada ao analisador de gás, para o processo poder ser executado do lado
de fora, eliminado risco para os operadores. Executa-se o teste em diversos níveis, porque o ar
contaminado não é necessariamente igual em sua composição.

3.2.1 Níveis Incorretos de Oxigênio


O problema mais comum com o ar em espaços confinados é a maior causa de mortes, porque
o ar possui pouco ou nenhum oxigênio. Os níveis de oxigênio na atmosfera normal se situam entre 20
e 21% em volume. Muitas pessoas já tiveram a experiência de viajar para localidades de grande
altitude e sentiram fadiga ao desempenharem atividades normalmente simples como subir escadas.
O percentual de oxigênio no ar é normal nesses locais, mas há menos oxigênio, porque há
menos ar e, por isso, as pessoas sofrem problemas com suprimento inadequado de oxigênio. Sente-
se dificuldade em respirar a níveis próximos dos 14% e confusões mentais aparecem aos 12%. Aos
10% há perda de consciência e aos 8% ocorre morte. As normas da OSHA (Occupational Safety and
Health Administration) determinam um mínimo de 19,5% de oxigênio no ar. Na Europa, esse teor é
19%. No Brasil, as normas dizem que a atmosfera contendo menos de 20,9 % de oxigênio em volume
na pressão atmosférica normal, há Deficiência de Oxigênio, a não ser que a redução do percentual
seja devidamente monitorada e controlada.

3.2.2 Gases e Vapores Inflamáveis

Os gases, vapores ou poeiras inflamáveis constituem a segunda classe de risco. Tanques ou


tonéis, que armazenaram substâncias inflamáveis e estão sendo limpos ou sofrendo manutenção,
podem conter traços ou concentrações elevadas dos produtos que lá estavam armazenados. O Limite
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Inferior de Inflamabilidade (L.I.I.) pode ser atingido até antes que se proceda a medições ambientais.
Antes do ingresso, tais ambientes podem ser inundados com gás inerte, que não suporta combustão,
tal como o nitrogênio, em um processo denominado inertização. Uma necessidade, após a inertização,
é medir o teor de oxigênio e decidir que não haja risco de explosão ou fogo, para se deixar entrar
oxigênio de volta ao ambiente durante o ingresso.
É comum associar combustão com líquidos, esquecendo-se da poeira combustível, mas estas
podem se tornar uma séria ameaça. Silos contendo produtos de agricultura também podem explodir
violentamente em presença de uma fonte de ignição. Como regra, níveis de poeiras suficientes para
obscurecer a visão em 1,5m devem ser considerados perigosos.

3.2.3 Gases e Vapores Tóxicos

Finalmente, é importante levar em conta, também, os vapores e os gases tóxicos. Conhecer as


concentrações ambientais antes de penetrar em um espaço confinado ajuda a selecionar o método de
testar esses ambientes, mas as preocupações não devem ser limitadas a esses produtos químicos.
CO e H2S são gases tóxicos encontrados com frequência e pesquisar esses e outros possíveis
contaminantes é uma sábia precaução. Lembre-se de que muitas substâncias têm fracas propriedades
de alerta (percepção pelo olfato).

3.2.4 Tabela dos Níveis de Oxigênio no Espaço Confinado

78% Nitrogênio (N²) + 21% Oxigênio(O²) + 01% Outros (CO²)

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*Tabela: A tabela trata dos níveis de Oxigênio no Ambiente de Trabalho (Espaço confinado)

3.3 Riscos Combinados

A análise prévia deve identificar todos os riscos decorrentes do trabalho, bem como a
combinação desses riscos. A combinação de riscos pode resultar em outro risco, como exemplo: um
curto circuito pode provocar uma centelha, que pode causar uma explosão ou um incêndio, que pode
provocar deficiência de oxigênio. Sendo assim, o reconhecimento e avaliação dos riscos combinados
são importantes para determinar as medidas de controle.

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4 CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS

Os espaços confinados são classificados em três classes: Classe A, Classe B e Classe C.

4.1 Espaços Classe A

Os considerados espaços Classe A são aqueles que apresentam situações envolvendo as


IPVS - (ATMOSFERAS IMEDIATAMENTE PERIGOSAS À VIDA E À SAÚDE). Estes espaços incluem
os locais em que se têm deficiência em O² (oxigênio) ou que contêm explosivos, inflamáveis ou
atmosferas tóxicas.

4.1.1 Características de um Espaço Confinado Classe A

• Imediatamente perigoso para a vida, uma vez que requer procedimentos de resgate com mais
de um indivíduo completamente equipado com equipamento de ar mandado - manutenção de
comunicação necessária e um vigia adicional fora do espaço confinado.
• OXIGÊNIO - Percentual menor de 16% (122 mmHg) ou maior 25% (190mmHg)
• INFLAMABILIDADE - 20% ou mais do L.I.E.
• TOXICIDADE - IDHL (IPVS)

4.2 Espaços Classe B

Estes espaços considerados como de Classe B não apresentam perigo para à vida ou à saúde,
mas têm o potencial para causar lesões ou doenças se medidas de proteção não forem usadas.
4.2.1 Características de um Espaço Confinado Classe B
• Perigoso, mas não imediatamente ameaçador, uma vez que requer procedimentos de resgate
com um indivíduo completamente equipado com equipamento de ar mandado - visualização
indireta ou comunicação frequente com os trabalhadores.
• % DE OXIGÊNIO - 16.1 a 19,4 (122 mmHg - 149 mmHg) ou
21.5 a 25 (163 mmHg - 190 mmHg)
• INFLAMABILIDADE - 10% a 19% do L.I.E.
• TOXICIDADE - Maior que o limite de contaminação
Menor que o valor IDHL (IPVS)

4.3 Espaços Classe C

Os espaços considerados como Classe C são aqueles em que os riscos existentes são
insignificantes, não requerendo procedimentos ou práticas especiais de trabalho.

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4.3.1Características de um Espaço Confinado Classe C


• Riscos potenciais – tal espaço não requer modificações nos procedimentos de trabalho, uma
vez que se aplicam procedimentos de resgate padrão com comunicação direta com os
trabalhadores, de quem está fora do espaço confinado.
• % DE OXIGÊNIO - 19.5 a 21.44 (148 mmHg - 163 mmHg)
• INFLAMABILIDADE - 10% do L.I.E. ou menos
• TOXICIDADE - Menor que o limite de contaminação
estabelecido pelo CFR 29.

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5 CHECK LIST

5.1 Considerações para Entrada, Trabalho e saída de Espaços Confinados

ITEM Classe A Classe B Classe C


1. Permissão de Entrada N N N
2.Verificação da atmosfera N N N
3. Monitoramento N R R
4. Supervisão Médica N N R
5. Treinamentos N N N
6. Sinalização N N N
7. Preparação
7.1 Isolamento (bloqueio e N N R
etiquetagem)
7.2 Purga e Ventilação N N R
7.3 Processo de Limpeza R R R
7.4 Equipamentos/Ferramentas N N R
especiais
8. Procedimentos
N N N
8.1 Planejamento Inicial
N N R
8.2 Apoio/Substituto
N N N
8.3 Comunicação/Observação
N N N
8.4 Salvamento
N N N
8.5 Trabalho
R R R
9. EPI e vestimenta
R R
9.1 EPI-Proteção Respiratória
N N N
9.2 Cinto de Segurança
N R
9.3 Linha de Vida
N N N
10. Equipam. de Resgate
N N
11. Manut. Registros

N - Medidas NECESSÁRIAS - R - Medidas determinadas pela Pessoa Qualificada (RESPONSÁVEL TÉCNICO).

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5.2 Caracterizar um “Espaço” como “Espaço Confinado”

Para caracterizar um “espaço” como “espaço confinado” deve-se fazer a seguinte avaliação:

Foi projetado e
construído para Pode ocorrer uma É um espaço
ocupação humana atmosfera perigosa? confinado?
contínua ?

Sim Sim Não


Sim Não Não
Não Sim Sim*
Não Não Não

*Em destaque ( Vermelho ) espaço confinado


Fonte: Ministry of Labour Ontario Occupational Health and Safety

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6 PROFISSIONAIS DO ESPAÇO CONFINADO

6.1 Vigia
Trabalhador designado para permanecer fora do espaço
confinado e que é responsável pelo acompanhamento, comunicação e
ordem de abandono para os trabalhadores.
Funções e atividades:
• Permanecer sempre do lado de fora;
• Monitoramento Atmosférico Permanente;
• Contagem e Controle;
• Comunicação (contato permanente);
• Alertar sobre riscos;
• Noções de Primeiros Socorros / Resgate;
• Aciona a equipe de resgate.

6.2 Trabalhador Autorizado (Entrante)

Trabalhador capacitado para entrar no espaço confinado,


ciente dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e
das medidas de controle existentes. São funções deste:
• Executar o trabalho;
• Reconhecer os riscos;
• Ter noções Primeiros Socorros.

6.3 Supervisor

Pessoa capacitada para operar a permissão de entrada


com responsabilidade para preencher e assinar a Permissão de
Entrada e Trabalho (PET) para o desenvolvimento de entrada e
trabalho seguro no interior de espaços confinados.
Este trabalhador deve:

• Emitir a PET;
• Avaliar e monitorar os riscos;
• Executar os Primeiros Socorros / Resgate;

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• Encerrar a PET.

6.4 Resgatista

Pessoa com procedimento operacional padronizado, com


conhecimento técnico especializado, para resgatar e prestar os
primeiros socorros a trabalhadores em caso de emergência.

• A cada 20 trabalhadores, 02 devem ser resgatistas.


• Primeiros Socorros;
• Resgate.

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7 PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO – PET

A permissão para trabalho em espaço confinado é um documento e um importante instrumento


de controle, no qual consta em que condição se encontra o espaço, recomendações a serem seguidas
e verificações periódicas a serem executadas, além da adoção de algumas práticas preventivas. Tem
como objetivo a manutenção das condições iniciais seguras do trabalho.
A permissão para trabalho deve ser feita por pessoa que tenha experiência operacional e seja
capaz de reconhecer os riscos, avaliá-los e especificar as barreiras de segurança para neutralizá-los ou
controlá-los.
A permissão para trabalhos nos espaços confinados não dá garantia contínua de liberação.
Uma permissão responsável estabelece rotinas de medições e verificações, bem como a frequência
destas, para cada situação de trabalho.
A permissão de entrada e trabalho deve ser adaptada para a empresa e possuir três vias, sendo
que uma delas, necessariamente, ficará no bloco e outra com o executante do trabalho. Antes da
execução, todos os campos da permissão devem ser preenchidos e a autorização de execução deve
ser feita por meio da colocação das assinaturas nos campos respectivos. Ao término ou nas
interrupções prolongadas do trabalho, a permissão deve ser encerrada, com a colocação de assinatura
do executante na via do emitente e do emitente na via do executante. O bloco contendo pelo menos
uma das vias das permissões deve ser arquivado na empresa pelo prazo mínimo de cinco anos.
A Permissão de Entrada e Trabalho é válida somente para cada serviço de entrada em espaço
confinado.

Os procedimentos para trabalho em espaços confinados e a Permissão de Entrada e Trabalho


devem ser avaliados, no mínimo, uma vez ao ano e revisados sempre que houver alteração dos riscos,
com a participação do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e da
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA.

• Deve ficar visível no local de realização do trabalho;


• Preencher, assinar e datar três vias, antes do ingresso;
• Sistema de controle da PET (Numerado e arquivado);
• Cópia para Entrante / Vigia / Empresa;
• Encerrar a PET ao final das operações;
• Disponibilizar os procedimentos da PET aos trabalhadores;
• A PET é válida para cada entrada;
• Monitoramento atmosférico deve ser constantemente
mantido.

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É VEDADA a entrada e a realização de qualquer trabalho em espaços confinados sem a


emissão da Permissão de Entrada e Trabalho (PET).

Permissão de Entrada e Trabalho – PET

Caráter informativo para elaboração da Permissão de Entrada e Trabalho


em Espaço Confinado
Nome da empresa:
Local do espaço confinado: Espaço confinado n.º:

Data e horário da emissão: Data e horário do término:


Trabalho a ser realizado:
Trabalhadores autorizados:

Vigia: Equipe de resgate:

Supervisor de Entrada:
Procedimentos que devem ser completados antes da entrada
1. Isolamento S() N()
2. Teste inicial da atmosfera: Horário:
Oxigênio % O2:
Inflamáveis % LIE:
Gases/vapores tóxicos Ppm:
Poeiras/fumos/névoas tóxicas Mg/m³:
Nome legível / assinatura do Supervisor dos testes:

3. Bloqueios, travamento e etiquetagem N/A ( ) S() N()


4. Purga e/ou lavagem N/A ( ) S() N()
5. Ventilação/exaustão – tipo, equipamento e tempo N/A ( ) S() N()
6 Teste após ventilação e isolamento: Horário:
Oxigênio % O2: > 19,5% < 23,0% N/A ( ) S() N()
Inflamáveis % LIE: <10% N/A ( ) S() N()
Gases/vapores tóxicos Ppm:
Poeiras/fumos/névoas tóxicas Mg/m³:
Nome legível / assinatura do Supervisor dos testes:

7 Iluminação geral: N/A ( ) S() N()


8 Procedimentos de comunicação: N/A ( ) S() N()
9 Procedimentos de resgate: N/A ( ) S() N()

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10 Procedimentos e proteção de movimentação vertical: N/A ( ) S() N()


11 Treinamento de todos os trabalhadores? É atual? N/A ( ) S() N()
12. Equipamentos:
13. Equipamento de monitoramento contínuo de gases aprovados e certificados por um S() N()
Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho em áreas
potencialmente explosivas de leitura direta com alarmes em condições:
Lanternas N/A ( ) S() N()
Roupa de proteção N/A ( ) S() N()
Extintores de incêndio N/A ( ) S() N()
Capacetes, botas, luvas N/A ( ) S() N()
Equipamentos de proteção respiratória/autônomo ou sistema de ar mandado N/A ( ) S() N()
com cilindro de escape
Cinturão de segurança e linhas de vida para os trabalhadores autorizados S() N()
Cinturão de segurança e linhas de vida para a equipe de resgate N/A ( ) S() N()
Escada N/A ( ) S() N()
Equipamentos de movimentação vertical/suportes externos N/A ( ) S() N()
Equipamentos de comunicação eletrônicos aprovados e certificados por um N/A ( ) S() N()
Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho
em áreas potencialmente explosivas
Equipamento de proteção respiratório autônomo ou sistema de ar mandado S() N()
com cilindro de escape para equipe de resgate
Equipamentos elétricos e eletrônicos aprovados e certificados por um N/A ( ) S() N()
Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho
em áreas potencialmente explosivas
Legenda: N/A = “não se aplica”; N = “não”; S = “sim”.
Procedimentos que devem ser completados durante o desenvolvimento dos trabalhos
Permissão de trabalhos a quente N/A ( ) S() N()
Procedimentos de Emergência e Resgate
Telefones e contatos:
Ambulância:
Bombeiros:
Segurança:
Obs.:
A entrada não pode ser permitida se algum campo não for preenchido ou contiver a marca na coluna
“não”.
A falta de monitoramento contínuo da atmosfera no interior do espaço confinado, alarme, ordem do Vigia
ou qualquer situação de risco à segurança dos trabalhadores, implica no abandono imediato da área.
Qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo implica a emissão de nova permissão de entrada.
Esta permissão de entrada deverá ficar exposta no local de trabalho até o seu término. Após o trabalho,
esta permissão deverá ser arquivada.

7.1 Programa de entrada em espaço confinado

Além da obrigatoriedade da Permissão de Entrada e Trabalho em Espaços confinados, a


empresa deverá apresentar um programa de entrada em espaço confinado, segundo a NBR 16577.
Dessa forma, deve-se manter permanentemente um procedimento de permissão de entrada que
contenha a permissão de entrada, arquivando-a, bem como implantar as medidas necessárias para
prevenir as entradas não autorizadas e, também:

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• Identificar e avaliar os riscos dos espaços confinados antes da entrada dos


trabalhadores;
• Manter, por escrito, os deveres dos supervisores de entrada, dos vigias e dos
trabalhadores autorizados com os respectivos nomes e assinaturas;
• Implantar o serviço de emergências e resgate mantendo os membros sempre à
disposição, treinados e com equipamentos em perfeitas condições de uso;
Desenvolver e implementar os meios, procedimentos e práticas necessárias para operações de
entradas seguras em espaços confinados, incluindo, mas não limitado, aos seguintes:
• Manter o espaço confinado devidamente sinalizado e isolado, providenciando barreiras
para proteger os trabalhadores que nele entram;
• Proceder a manobras de travas e bloqueios, quando houver necessidade;
• Proceder a avaliação da atmosfera quanto à presença de gases ou vapores inflamáveis,
gases ou vapores tóxicos e concentração de oxigênio antes de efetuar a avaliação da
atmosfera, efetuar teste de resposta do equipamento de detecção de gases;
• Proceder a avaliação da atmosfera quanto à presença de poeiras, quando reconhecido
o risco
• Purgar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado, para eliminar ou controlar os
riscos atmosféricos; e
• Proceder avaliação de riscos físicos, químicos, biológicos e/ou mecânicos.

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8 RESPONSABILIDADES

8.1 Cabe ao Empregador

• Indicar formalmente o Responsável Técnico pelo cumprimento da Norma:


• Artigo 932 - São também responsáveis pela reparação civil....
III - O empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir ou em razão dele
(CÓDIGO CIVIL).

• Designação formal → por escrito

• NR não define profissional que pode ser designado como RESPONSÁVEL TÉCNICO;

• RESPONSÁEL TÉCNICO deve ter CONHECIMENTO, EXPERIÊNCIA e PROFICIÊNCIA (expert)


no assunto.

• RESPONSÁEL TÉCNICO deve também ter capacidade para trabalhar em equipe e para tomar
decisões;

• RESPONSÁEL TÉCNICO deve coordenar, supervisionar ou acompanhar a gestão de SST dos


espaços confinados, inclusive das contratadas;

• Identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento ou de sua responsabilidade;


• Identificação dos espaços confinados deve ser feita no programa de
espaços confinados, plantas;
• Arrendatários, permissionários, concessionários, também devem identificar
os espaços confinados;
• Informações como dimensões, geometria e acessos são muito importantes;

• Identificar os riscos específicos de cada espaço confinado;


• Fundamental para elaboração de procedimentos de trabalho e adoção das
medidas técnicas, administrativas e pessoais;
• Identificação dos riscos antes da entrada deve ser complementada com uma
APR;

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• Implementar a gestão em Segurança e Saúde dos trabalhadores (SST) em espaços confinados,


por medidas técnicas, administrativas, pessoais e de emergência e salvamento
• NR 33 → Norma Regulamentadora de Gestão
• Gestão dos espaços confinados deve ser melhorada continuamente;

• Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores


• Empregador deve disponibilizar recursos técnicos e financeiros;
• Responsável Técnico deve desenvolver programas para este fim;

• Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão da Permissão de
Entrada e Trabalho;
• Responsável Técnico e Supervisores devem ter autoridade para não permitir
o acesso ao interior do espaço confinado;

8.1.1 Em caso de Terceirização


• Fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas em que desenvolverão
as atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores.
• Dimensões, acessos, geometria, riscos, etc.
• Providenciar ou exigir a capacitação das contratadas.

• Acompanhar a implementação das medidas de Segurança e Saúde dos Trabalhadores (SST) das
empresas contratadas provendo os meios e condições para que eles possam atuar em
conformidade com esta Norma Regulamentadora (NR 33)
• Contratada possui Responsável Técnico?
Sim → Contratante supervisiona ou fiscaliza
Não → Contratante coordena

• A segurança no trabalho é responsabilidade da CONTRATANTE. É ele quem cria o risco


Quem escolhe mal, arca com as consequências da má escolha.
Se a instituição escolheu ou contratou empresa inidônea responde por NEGLIGÊNCIA na
escolha da contratada, pouco importando as cláusulas contratuais existentes entre ambas.

O contratante deve:
FISCALIZAR o cumprimento das normas por parte da contratada.

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Se a instituição escolheu bem, mas não fiscalizou o contrato celebrado, falhou em negligência
por ausência de vigilância ou de fiscalização.
• Interromper o trabalho em caso de suspeição de condição de riscos grave e iminente,
procedendo ao imediato abandono do local.

• Responsável Técnico, Supervisores, Vigias e Trabalhadores Autorizados


devem ter autorização para abandonar o espaço confinado e em caso de
suspeição de risco grave e iminente;

• Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada acesso
aos espaços confinados
• Procedimentos, orientações, folhetos, etc.
• Medidas de segurança, emergência, abandono, etc.

8.2 Cabe aos Trabalhadores

• Colaborar com a empresa no cumprimento desta Norma Regulamentadora;


• Utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa;
• Comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para sua segurança e
saúde ou de terceiros, que sejam de seu conhecimento;
• Comunicação entre trabalhadores, vigias e supervisores deve ser
contínua;
• Informações sobre as condições de trabalho no interior do espaço
confinado entre a equipe que sai e a equipe que entra é muito
importante;

• Cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos treinamentos com relação aos espaços
confinados;
• Não realizar serviços não programados;
• Evitar entradas e saídas desnecessárias do espaço confinado.

São solidariamente responsáveis pelo cumprimento desta Norma Regulamentadora os contratantes e


contratados.

8.2.1 Deveres dos trabalhadores autorizados

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O empregador, ou seu representante com habilitação legal, deve assegurar que todos os
trabalhadores autorizados:

a) Conheçam os riscos e as medidas de prevenção que possam encontrar durante a


entrada, incluindo informações sobre o modo, sinais ou sintomas e consequências da
exposição;
b) Usem adequadamente os equipamentos;
c) Saibam operar os recursos de comunicação para permitir que o vigia monitore a
atuação dos trabalhadores e os alerte da necessidade de abandonar o espaço
confinado.

Alertas

O trabalhador deve alertar o vigia sempre que:

a) Reconhecer algum sinal de perigo ou sintoma de exposição a uma situação perigosa


não prevista;
b) Detectar uma condição proibida

Abandono

A saída de um espaço confinado deve ser processada imediatamente se:

a) O vigia e/ou o supervisor de entrada ordenarem abandono;


b) O trabalhador reconhecer algum sinal de perigo, risco ou sintoma de exposição a uma
situação perigosa;
c) Um alarme de abandono for ativado.

8.2.3 Deveres dos vigias


São deveres dos vigias:

a) Conhecer os riscos e as medidas de prevenção que possam ser enfrentados durante a


entrada, incluindo informação sobre o modo, sinais ou sintomas e consequências da
exposição.
b) Estar ciente dos riscos de exposição nos trabalhadores autorizados.
c) Manter continuamente uma contagem precisa do número de trabalhadores autorizados
no espaço confinado e assegurar que os meios usados para identificar os trabalhadores
autorizados sejam exatos na identificação dos trabalhadores, que estão no espaço
confinado.
d) Permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, durante as operações até que
seja substituído por outro vigia.
e) Acionar a equipe de resgate, quando necessário.
f) Operar os movimentadores de pessoas em situações normais ou de emergência.
g) Manter comunicação com os trabalhadores para monitorar o estado deles e para alertá-
los quanto à necessidade de abandonar o espaço confinado.
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h) Não realizar qualquer outra tarefa que possa comprometer o dever primordial, que é o
de monitorar e proteger os trabalhadores.

Abandono

As atividades de monitoração, dentro e fora do espaço, determinam se há segurança para os


trabalhadores permanecerem no interior do espaço. Deve-se ordenar aos trabalhadores o abandono
imediato do espaço confinado sob quaisquer das seguintes condições:

a) Se o vigia detectar uma condição de perigo;


b) Se o vigia detectar uma situação externa ao espaço, que possa causar perigo aos
trabalhadores;
c) Se o vigia não puder desempenhar efetivamente e, de forma segura, todos os seus
deveres.

8.2.4 Os Deveres do Supervisor de Entrada

• Conhecer os riscos que possam ser encontrados durante a entrada, incluindo


informação sobre o modo, os sinais ou os sintomas e as consequências da
exposição.
• Conferir que tenham sido feitas entradas apropriadas, segundo a Permissão de
Entrada e que todos os testes especificados na permissão tenham sido
executados, bem como que todos os procedimentos e equipamentos listados
na permissão estejam no local antes que ocorra o endosso da permissão e
permita que se inicie a entrada.
• Cancelar os procedimentos de entrada e a Permissão de Entrada, quando
necessário.
• Verificar se os Serviços de Emergência e Resgate estão disponíveis e que os
meios para acioná-los estejam operantes.
• Determinar, no caso de troca de turno do Vigia, que a responsabilidade pela
continuidade da operação seja transferida para o próximo vigia.

8.2.5 Serviços de Emergência e Resgate:

Os seguintes requerimentos se aplicam aos empregadores que tenham trabalhadores,


que entrem em espaços confinados para executar os serviços de resgate:
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• O empregador, ou seu representante legal, deverá assegurar que cada


membro do serviço de resgate tenha equipamento de proteção individual,
respiratória e de resgate necessários para operar em espaços confinados e
sejam treinados no uso adequado dos mesmos.
• Cada membro do serviço de resgate deverá ser treinado para desempenhar as
tarefas de resgate designadas.
• Cada membro do serviço de resgate deverá receber o mesmo treinamento
requerido para os Trabalhadores Autorizados.
• Cada membro do serviço de resgate deverá ser capacitado, fazendo resgate
em espaços confinados, ao menos uma vez a cada doze meses, por meio de
treinamentos simulados nas quais eles removam manequins ou pessoas dos
atuais espaços confinados ou espaços confinados representativos.
• Espaços confinados representativos são os que, com respeito ao tamanho da
abertura, configuração e meios de acesso, simulam os tipos de espaços
confinados dos quais o resgate será executado.
• Cada membro do serviço de resgate será treinado em primeiros socorros
básicos e em reanimação cardiopulmonar (RCP). Ao menos um membro do
serviço de resgate deverá estar disponível e ter certificação atual em primeiros
socorros e em reanimação cardiopulmonar (RCP).

Sistemas de Resgate:

Os sistemas de resgate deverão ter os seguintes requerimentos:

Para facilitar a retirada de pessoas do interior de espaços confinados, sem que a


equipe de resgate precise adentrar no mesmo, poderão ser utilizados movimentadores
individuais de pessoas, atendendo os princípios dos primeiros socorros desde que não
prejudiquem a vítima.

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9 AVALIAÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS

Algumas práticas preventivas são fundamentais para manter as condições iniciais do trabalho,
sendo estas entendidas, conforme segue em exposição. O isolamento mecânico, que consiste no
isolamento físico com retirar válvulas, colocação de falanges cegas e de raquetes nas entradas e saídas
das tubulações do espaço confinado.
O simples fechamento de válvulas, mesmo bloqueando-as na posição fechada, muitas vezes,
não é suficiente para a segurança na execução do trabalho. A supervisão deve estar sempre atenta a
práticas operacionais, que no desenvolvimento do trabalho, podem provocar desvios das medidas de
segurança estabelecidas, como exemplo, é possível citar: a limpeza de tanques e vasos com solventes,
a raspagem ou aquecimento de crostas de óleo, instalações elétricas não apropriadas, pequenos
vazamentos de gás de corte (acetileno, G. L. P.).
Uma análise cuidadosa deve ser feita antes e durante trabalhos desenvolvidos em espaços
confinados. Tomando como exemplo conveniente, em um navio, a análise dos riscos tem que ser feita
não só no tanque em que será realizado o trabalho, como também em todos os tanques adjacentes e
tubulações comuns.
As medições da concentração de gases e vapores têm que ser feitas por pessoa habilitada,
utilizando instrumentos (explosímetro, oxímetro) aferidos por órgão qualificado. Esta pessoa gera um
documento liberando o espaço confinado para o trabalho, estabelecendo rotinas de medições,
verificações, procedimentos e algumas medidas para garantia da condição de trabalho seguro.
As medições de concentrações dos gases, vapores e pós devem ser feitas, imediatamente
antes, da liberação do trabalho. Muitas explosões e incêndios ocorrem devido ao tempo decorrido entre
as medições e a realização do trabalho, motivadas pela alteração das condições ocorridas nesse
período.

9.1 Análise dos Riscos

A análise dos riscos é o procedimento fundamental para reconhecer, avaliar e determinar as


barreiras de segurança para que não haja exposição ao risco, ou seja, o perigo.
Dessa análise é conveniente participarem as pessoas que se envolverão com o serviço, além
de um técnico/engenheiro de segurança.
A profundidade e a extensão dessas análises se apresentam em função do tipo de trabalho
que será desenvolvido.

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9.2 Barreiras de Segurança

O controle dos riscos está relacionado com três áreas:

Na fonte: impedir a formação ou a dispersão do agente no ambiente de trabalho.


No meio: impedir que o agente atinja os locais de trabalho, em concentração ou em
intensidade perigosa para a exposição humana.
No receptor: impedir que o agente penetre no organismo dos trabalhadores em concentração
ou em intensidade perigosa.

9.2.1 Controle na fonte

Dentre os métodos de controle na fonte podem ser citados: no projeto, momento que se torna
mais eficiente e econômico, uma vez que permite a substituição ou modificação de substâncias por
outras de menor toxicidade, modificação do processo ou operação, isolamento de uma operação ou
processo e a utilização do processo úmido para reduzir a concentração de aerodispersóides sólidos.

9.2.2 Controle no meio

LIMPEZA - a limpeza no local de trabalho é uma medida simples, mas eficiente. É a primeira
medida a ser tomada para o controle dos contaminantes atmosféricos. O procedimento para a
remoção de contaminantes deve evitar a dispersão no ar. Aspiradores industriais são muito usados
em substituição a processos manuais.

SISTEMA DE ALARME - consiste na instalação no local de trabalho de medidores diretos de


concentração pré-determinada de gases e vapores. Esse sistema pode acionar alarme (visual e/ou
sonoro), interromper processos, ou comandar a operação de sistemas conjugados (ventilação,
redução de pressão e temperatura).

VENTILAÇÃO - pode ser dividida em:

• Ventilação geral diluidora - consiste em movimentar o ar em um ambiente, objetivando


reduzir a concentração de gases, vapores e pós. Na desvaporização e desgaseificação
são utilizados sempre a insuflação, nunca a exaustão, pois não é uma prática segura
remover o agente químico conduzindo-o de encontro a uma possível fonte de ignição.

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• Ventilação local exaustora - consiste na captação do agente químico no local em que


é produzido, antes de atingir a zona respiratória do trabalhador, conduzindo-o para o
exterior ou para um sistema de coleta.

9.2.3 Controle no receptor

As medidas de controle no receptor implicam aquelas que sejam relativas ao pessoal e devem
ser adotadas, quando os métodos de controle anteriores não são tecnicamente viáveis, ou então, não
oferecerem proteção adequada para o trabalhador. É processo também conhecido como controle
complementar.
Controle médico - é feito por meio dos exames médicos exigidos pela norma (N.R.7). Exames
pré-admissionais, periódicos ou demissionais.
Treinamento - é uma obrigação legal do empregador, informar ao empregado sobre os riscos
inerentes ao local de trabalho e sobre as medidas de prevenção necessárias para minimizar ou
neutralizar a exposição. O treinamento é indispensável, independente da existência de outros métodos
de controle, ou seja, é uma medida complementar. Tem como principal objetivo dar condições para
que o trabalhador identifique os riscos, as medidas de prevenção, bem como propicia informar e
desenvolver habilidades referentes aos procedimentos operacionais apropriados, que garantam a
eficiência das medidas de controle adotadas.
Limitação do tempo de exposição - para determinadas condições pode ser uma medida
complementar importante. Os limites de tolerância são sempre estabelecidos em função do tempo de
exposição. A rotatividade de trabalhadores em determinadas tarefas é praticada para limitar o tempo
de exposição.
Equipamentos de proteção individual - EPI - estes equipamentos são destinados a proteger
a integridade física do trabalhador, minimizar o risco de lesões, mas não interferem nas suas causas.
A identificação da necessidade do uso do EPI caracteriza uma situação de risco para o empregado. A
norma (NR 6) estabelece que o uso do EPI se relaciona com a inviabilidade técnica de medidas de
proteção ou, ainda, antes da sua implantação, ou para atender as situações de emergência.

9.3 Medição e avaliação da atmosfera

O controle dos riscos decorrentes de atmosferas perigosas requer medições ambientais com
utilização de equipamento adequado. As medições devem efetuar-se antes e durante a realização dos
trabalhos, se estes forem susceptíveis de produzir variações na atmosfera. Estas medições devem ser
efetuadas do exterior. Se não for possível alcançar do exterior a totalidade do espaço, deve-se

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avançar cautelosamente tomando as medidas necessárias para que a medição se efetue a partir de
uma zona segura.

• Deve ser realizado antes da entrada (atividade realizada pelo supervisor).


• Mantido controle permanente durante toda a operação. (Atividade realizada pelo supervisor
podendo o vigia, em alguns casos, manter o controle, monitoramento e acompanhamento).

NO MONITORAMENTO DEVEM SER VERIFICADOS:

• Nível de oxigênio;
• Inflamabilidade;
• Gases Tóxicos (monóxido de carbono, gás sulfídrico);
• Densidade (medir gases abaixo, no meio e acima);

DETECTOR MULTIGAS

9.4 Bloqueio e Etiquetagem

• Sinaliza e impede a liberação de energias perigosas


• Identifica a pessoa responsável pelo bloqueio

RAQUETEAMENTO

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9.5 Inertização

É o processo de remoção física de gases.


• Uso de gás inerte para remoção de
contaminantes.
• Produz uma atmosfera deficiente em
oxigênio (IPVS).
Ex.: Nitrogênio

9.6 Ventilação

A ventilação é uma das medidas preventivas fundamentais para assegurar a inocuidade da


atmosfera interior, quer seja realizada de forma prévia a realização dos trabalhos, quer para manter
uma atmosfera respirável no decurso dos mesmos.
Geralmente, nos trabalhos em espaços confinados, a ventilação natural é insuficiente sendo
preciso recorrer à ventilação forçada. O caudal de ar a introduzir no interior e a escolha do tipo de
ventilação adequada deve ter em conta as características do espaço, o tipo de contaminante e o nível
de contaminação existente.
Assim, por exemplo, quando tiver de se extrair gases de maior densidade que o ar será
recomendável introduzir o tubo de extração até ao fundo do recinto, possibilitando que a entrada de ar
renovado se faça pela abertura do espaço confinado. Pelo contrário, se tratar de substâncias de
densidade similar ou inferior à do ar será recomendável insuflar ar no fundo do recinto, facilitando a
saída do ar pela parte superior.

• Ventilação Natural X Mecânica


• Ventilação Pressão Positiva X Pressão Negativa (Exaustão)
• Exaustão Geral X Loca

OXIGÊNIO PURO

ATENÇÃO: É proibido utilizar Oxigênio puro para ventilar! (Risco de Explosão)

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VENTILAÇÃO NATURAL EXAUSTÃO LOCAL


Os circuitos de ventilação (entrada de ar e
extração) devem ser, cuidadosamente,
estudados para que a renovação do ar se
faça de forma adequada.

VENTILAÇÃO PRESSÃO POSITIVA EXAUSTÃO GERAL

9.7 Vigilância constante do exterior

É necessário que do exterior exista um controlo total destas operações, especialmente, um


controle da atmosfera interior, de forma a assegurar, caso se torne necessário, o resgate, em
segurança, do operador.O colaborador que permanecer no exterior (vigia) deve manter contato visual

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contínuo, ou por outro meio de comunicação eficaz, com o operador que intervém no espaço
confinado.
O colaborador que está no exterior é responsável por atuar em caso de emergência. O
operador, que está no interior, deve estar equipado com cinto de segurança com arnês, ligado a um
tripé com guincho no exterior para que, em caso de acidente, possa ser resgatado o mais rápido
possível. Devem também estar disponíveis equipamentos de proteção respiratória para utilização em
emergências.

9.8 Formação

Atendendo ao número de acidentes que se verificam em espaços confinados e ao


desconhecimento do risco, é fundamental que os operadores tenham formação adequada sobre as
características destes espaços e a gravidade dos riscos existentes. Para trabalhos deste tipo devem
ser selecionadas pessoas com menos de 50 anos, que não sejam claustrofóbicas, que tenham forte
sentido de responsabilidade e que apresentem boas condições físicas e psíquicas entre outros
aspectos.

9.9 Acompanhamento

A presença de uma ou mais pessoas fora do espaço confinado para intervenção em


emergência (resgate, socorro, etc.) é de fundamental importância. Elas devem estar municiadas de
todo material necessário para uma atuação de emergência (respiradores autônomos, maca, oxigênio,
etc.). Nos trabalhos em espaço confinado são recomendadas duas ou mais pessoas para realização
de qualquer atividade.

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10 MONITORAMENTO DOS RISCOS RESPIRATÓRIOS


Segundo a Norma Regulamentadora n° 09: “para o monitoramento da exposição dos
trabalhadores e das medidas de controle, deve ser realizada uma avaliação sistemática e repetitiva da
exposição a um dado risco, visando à introdução ou modificação das medidas de controle, sempre que
necessário”.
É possível determinar o nível de exposição ao risco respiratório a que o usuário de respirador
está submetido pelo uso de instrumentos, que medem a concentração dos contaminantes na zona
respiratória, ou do oxigênio no ar. Para conhecer o risco potencial ou efetivo a que estará exposto o
usuário do respirador, devem ser coletadas amostras e feitas análises convenientes, ou cálculos
apropriados para determinar a concentração média ponderada no tempo e, quando cabível, a
concentração de curta exposição. A concentração de uma substância no ar pode ser influenciada por
mudanças nas operações do processo, alterações da velocidade e direção do vento, mudanças da
temperatura ambiente entre o dia e a noite, e pela estação do ano.
Para que a determinação da concentração do contaminante no local de trabalho seja exata, é
essencial que o volume de ar amostrado contenha quantidade suficiente da substância responsável
pelo risco. O volume de ar a ser coletado, ou a duração da amostragem, depende dos seguintes
fatores:
• Concentração estimada da substância no ar;
• Sensibilidade do instrumento e procedimentos de amostragem;
• Valores estabelecidos para a concentração média ponderada no tempo e limite de
exposição para curta duração.

Embora se reconheçam as dificuldades para medir ou calcular a concentração da substância


tóxica no ambiente, em uma emergência, deve-se colocar todo empenho para estimá-la.
É recomendável o uso do monitoramento contínuo com alarme, a fim de alertar o usuário de
respiradores em caso do aparecimento súbito de alta concentração da substância tóxica.

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11 DETECTORES DE GASES
Como já visto, o controle dos riscos decorrentes de atmosferas perigosas requer medições
ambientais com utilização de equipamento adequado. As medições devem ser efetuadas antes e
durante a realização dos trabalhos, se estes forem susceptíveis de produzirem variações na
atmosfera. Para fazer as medições dessa atmosfera deve ser utilizado um detector de gás multi
sensor, que pode ser configurado para satisfazer uma ampla variedade de necessidades encontradas
em trabalhos em espaços confinados.
Atualmente, muitos dos detectores de gases monitoram e exibem, simultaneamente, cinco
riscos atmosféricos. Sendo adaptáveis a uma variedade de aplicações, tendo uma seleção abrangente
de opções de campo selecionáveis pelo usuário. Porém, as funções e configurações de cada detector
dependerão do modelo e do fabricante, por isso, é recomendável fazer a leitura do manual do
equipamento antes de utilizá-lo.

11.1 Métodos de Amostragem

Alguns dos detectores de gases podem ser usados em modo de difusão ou de extração de
amostra. Em qualquer dos modos, a amostra de gás precisa atingir os sensores para que o
instrumento registre uma leitura de gás.
Os sensores podem estar localizados na parte inferior ou superior do instrumento, dependendo
do modelo tendo, geralmente, três portas de sensor distintas, que permitem que o ar atinja os
sensores individuais. Para isso, é importante que essas portas sejam mantidas sem obstrução, pois
portas de sensores se estiverem bloqueadas podem causar leituras imprecisas e potencialmente
perigosas.

11.1.2 Modo de Difusão

No modo de difusão, a atmosfera que será medida alcançará os sensores por meio de difusão
por meio dos respiradouros localizados no instrumento. Os movimentos normais do ar são suficientes
para transportar a amostra até os sensores. Os sensores reagem rapidamente a alterações nas
concentrações dos gases, que estão sendo medidos. A operação no estilo de difusão monitora
somente a atmosfera, que circunda o detector em sua proximidade imediata.

11.2.3 Modo de Extração de Amostra

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Alguns modelos que fazem a extração de amostra são usados para amostras de locais remotos
com o kit de extração de amostra com aspiração manual ou com a bomba de extração de amostra
motorizada, contínua. Durante a amostragem remota, a amostra de gás é coletada para o
compartimento do sensor através do conjunto da sonda e/ou de um tubo. As operações de
amostragem remota monitoram somente a atmosfera localizada na extremidade da sonda de coleta de
amostra.

11.2 Capacidade

Como já comentado, há vários modelos de detectores de gases, sendo necessário o supervisor


verificar os tipos de riscos atmosféricos no espaço confinado, por esse motivo há no mercado
detectores que podem ser configurados para monitorar, simultaneamente, vários gases como:
oxigênio, monóxido de carbono, sulfeto de hidrogênio e gases combustíveis e vapores. É necessário
verificar a precisão do detector por meio de calibragem com gás de concentração conhecida, sempre
que seja feita uma alteração nos sensores instalados no instrumento.
Alguns modelos utilizam sensores de gás tóxico e eletroquímicos projetados para minimizar os
efeitos da interferência de gases comuns. Esses sensores fornecem leituras precisas, confiáveis, para
os gases tóxicos, comumente encontrados, em aplicações industriais com entrada em espaço
confinado e outras. Diferentes unidades de medida são usadas, dependendo do gás que está sendo
medido, segundo se expõe na tabela a seguir:

Obs: importante lembrar que as unidades de medida podem variar dependendo do modelo e
fabricante do equipamento.

11.3 Alarme

Os alarmes de gás, geralmente, podem ser regulados com Software em um PC fornecido pelo
fabricante ou diretamente no aparelho, dependendo do modelo. Há modelos que podem ser regulados
em ambos os casos. Os alarmes podem ser regulados para qualquer ponto dentro da faixa nominal do

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tipo de sensor específico. Quando um ponto de regulagem do alarme é excedido, um alarme audível
soa alto e as luzes de alarme se acendem.

11.3.1 Alarmes de risco atmosférico

Os detectores de gás portáteis foram projetados para a detecção de deficiências de oxigênio,


acumulações de gases e vapores inflamáveis e acumulações de gases tóxicos específicos. Uma
condição de alarme, que indique a presença de um ou mais desses riscos potenciais de ameaça à
vida deve ser encarada com muita seriedade.
Ocorrendo uma condição de alarme, é importante seguir os procedimentos estabelecidos. O
curso de ação mais seguro é abandonar, imediatamente, a área afetada e retornar somente após
testes adicionais determinarem que a área esteja novamente segura para ocupação. O não abandono
imediato da área pode resultar em dano físico sério ou morte.
Uma leitura subindo rapidamente, seguida de uma leitura decrescente ou oscilante pode indicar
uma concentração de gás combustível perigosa, que exceda a faixa de detecção de zero a 100 por
cento LEL.
O alarme de gás combustível é ativado, quando a concentração do gás em percentagem do
LEL (Limite Explosivo Inferior) excede um nível de alarme pré-regulado.
A maioria dos detectores possuem dois pontos de regulagem para oxigênio, já previstos: um
alarme de perigo para baixas concentrações associadas com deficiência de oxigênio e um alarme de
alerta para concentrações altas associadas com enriquecimento do oxigênio. Porém, o Supervisor
deve ficar atento e ler o manual do equipamento para verificar se este possui os pontos regulados
para oxigênio e qual a medida.

11.3.2 Alarmes de Bateria Baixa

Atualmente, os detectores podem ser equipados com cartuchos de baterias recarregáveis de


Lítio Íon (Li-Ion) ou alcalinas. Os Alarmes são ativados sempre que a tensão da bateria estiver baixa
demais para permitir operação segura do instrumento. Quando a tensão da bateria atinge o nível mais
baixo de bateria, automaticamente, entra em alarme, iniciando a sequência de fechamento e se
desliga.

11.4 Outras Funcionalidades

Para um melhor entendimento e saber todas as funcionalidades do detector é imprescindível a


leitura de todo o manual, visto que cada equipamento possui sua peculiaridade. Alguns oferecem

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alerta automático em caso de falhas de respostas de sensor de LEL devidas à falta de oxigênio.
Podendo incluir uma função de apito de segurança, que é projetada para comunicar ao usuário que o
instrumento está suficientemente energizado e funcionando.
É importante que os detectores incluam vários alarmes adicionais projetados para assegurar a
operação correta do instrumento. Quando detecta a ocorrência de um defeito eletrônico ou de uma
condição de falha, os alarmes audíveis e visíveis são ativados e uma mensagem explanatória ou
código de mensagem são exibidos.
Todo detector é projetado para detectar condições atmosféricas que, potencialmente,
ameaçam a vida. Qualquer condição de alarme deve ser levada a sério. Lembra-se que o curso de
ação mais seguro é conscientizar os trabalhadores a abandonar, imediatamente, a área afetada e
retornar somente após testes adicionais que irão determinar que a área se apresenta novamente
segura para ocupação, ou esteja utilizando os equipamentos de proteção adequados aos riscos.

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12 EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Equipamento de Proteção Individual - EPI, é todo dispositivo ou produto de uso individual


utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e
a sua saúde. O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar
medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. Ou seja,
quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação
dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de
doenças profissionais e do trabalho.

Conforme dispõe a Norma Regulamentadora nº 6, a empresa é obrigada a fornecer aos


empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco, em perfeito
estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de
acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e
c) para atender situações de emergência.

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É responsabilidade da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, no caso das


empresas desobrigadas de manter o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho - SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em
determinada atividade.
Os equipamentos de proteção, além de essenciais à proteção do trabalhador, visam a
manutenção da saúde física e a proteção deste contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de
doenças profissionais e do trabalho, podendo também proporcionar a redução de custos ao
empregador.
São muitos os casos de empregados que deixam de utilizar o EPI com desculpas de que não se
acostumam ou que o equipamento o incomoda no exercício da função, isso torna o ambiente de
trabalho insalubre e gera más consequências aos trabalhadores.
Nestes casos, o empregador deve utilizar seu poder diretivo e obrigar o empregado a utilizar o
equipamento sob pena de advertência e suspensão em um primeiro momento e, caso o trabalhador
volte a se recusar a utilizar, poderá sofrer punições mais severas como a demissão por justa causa.
Para a Justiça do Trabalho, o fato de comprovar que o empregado recebeu o equipamento não
exime o empregador do pagamento de uma eventual indenização, pois a norma estabelece que o
empregador deve garantir o seu uso, o que se faz por meio de fiscalização e de medidas coercitivas,
se for o caso.

12.1 Quanto ao EPI, cabe ao empregado:

Para a utilização do EPI, deve-se observar algumas situações:


• Usá-los apenas para a finalidade que se destina;
• Responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
• Comunicar qualquer alteração que o torne impróprio para o uso;
• Adquirir o tipo adequado para a atividade do empregado;
• Treinar o trabalhador sobre o uso adequado;
• Tornar obrigatório seu uso; e
• Substituí-lo quando danificado ou extraviado.

Abaixo seguem exemplificados alguns equipamentos que os funcionários devem utilizar no


ambiente de trabalho:

12.2 Equipamentos

Segundo a NBR 16577, deverão estar disponíveis os seguintes equipamentos, sem custo aos
trabalhadores, funcionando adequadamente e assegurando a utilização correta:
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a) Equipamento de sondagem inicial e monitorização contínua da atmosfera, calibrado e


testado antes do uso, adequado para trabalho em áreas potencialmente explosivas. Os
equipamentos que forem utilizados no interior dos espaços confinados com risco de explosão
deverão ser intrinsecamente seguros (ex. I) e protegidos contra interferência eletromagnética e
radiofrequência, assim como os equipamentos posicionados na parte externa dos espaços
confinados que possam estar em áreas classificadas;
b) Equipamento de ventilação mecânica para obter as condições de entrada aceitáveis,
através de insuflamento e/ou exaustão de ar. Os ventiladores que forem instalados no interior
do espaço confinado com risco de explosão deverão ser adequados para trabalho em
atmosfera potencialmente explosivas, assim como os ventiladores posicionados na parte
externa dos espaços confinados que possam estar em áreas potencialmente explosivas;
c) Equipamento de comunicação, adequado para trabalho em áreas potencialmente
explosivas;
d) Equipamentos de proteção individual e movimentadores de pessoas adequados ao uso
em áreas potencialmente explosivas;
e) Equipamentos para atendimento pré-hospitalar;
f) Equipamento de iluminação, adequado para trabalho em áreas potencialmente
explosivas.

12.3 Exemplos de Equipamentos de Proteção Individual

12.3.1 Proteção dos Olhos e Face

Algumas atividades podem atingir os funcionários no rosto e nos


olhos por meio de farelos e pequenas partes de diferentes substâncias.
Para evitar que o rosto seja machucado ou mesmo que as substâncias
cheguem até os olhos, podendo até cegar o trabalhador, o ideal é utilizar
equipamentos corretos de segurança para essas regiões.

Óculos de segurança

Os olhos se apresentam como uma das regiões mais sensíveis de todo o corpo humano e, por
isso, merecem atenção redobrada em serviços em indústrias e construções, em que pequenas
porções de matéria podem atingi-los, ou mesmo faíscas e gases. Por isso, os equipamentos são tão
importantes para protegê-los não somente de partículas, mas de outros fatores, como é o caso dos
seguintes:

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a) óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;


b) óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;
c) óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta; e
d) óculos para proteção dos olhos contra radiação infravermelha

12.3.2 Proteção da Cabeça

Uma colisão na cabeça pode resultar em sérios problemas físicos e, consequentemente,


sociais para o indivíduo, podendo até ocasionar a morte dependendo da gravidade da colisão. Sendo
assim, os trabalhadores devem utilizar capacetes de proteção.

Capacetes de proteção

O uso de capacete é um método simples e eficaz para evitar ou minimizar os problemas


ocasionados pelo impacto, respingos de produtos químicos e choques elétricos ocorridos na região da
cabeça. Esses capacetes são utilizados, principalmente, em construção civil em: prédios, ferrovias,
barragens, estradas e, também, no interior de certos tipos de fábricas ou em minas, sendo um dos
principais itens de segurança do trabalho. Os capacetes geralmente são de material plástico com
suporte interno regulável (carneira), sendo que alguns têm viseiras adaptadas e resistentes. Observe
abaixo os modelos de capacetes:

a) capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;


b) capacete para proteção contra choques elétricos; e
c) capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos.

12.3.3 Proteção Auditiva

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A audição é um dos sentidos humanos mais atacados na maioria das vezes no ambiente de
trabalho. O ruído é seu principal inimigo. O cuidado e o uso de protetores auriculares no trabalho são
indispensáveis para a manutenção da saúde auditiva em ambientes ruidosos. Com a utilização do EPI,
a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído já que, com a utilização adequada do
equipamento, o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado será eliminado.
A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a
empresa do pagamento do adicional, além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de
indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. Para a definição do
tipo de protetores auditivos, é importante levar em consideração os seguintes aspectos:

• O tempo médio diário de exposição ao ruído que sofre o trabalhador, não apenas ao
ruído gerado por determinado equipamento ou ao ruído existente em uma área
específica;
• A capacidade auditiva do trabalhador. Para aquele portador de alguma deficiência
auditiva deve ser fornecido um tipo especial ou um abafador com menor nível de
atenuação;
• A necessidade de comunicação que tem um trabalhador em sua atividade, como por
exemplo, entender o que fala uma pessoa ou perceber um sinal de advertência; e
• A compatibilidade do abafador com outros equipamentos;
• Os níveis de temperatura e umidade. Os plugues de inserção são mais cômodos que os
abafadores tipo concha para uso em ambientes quentes e úmidos; e
• Qualquer limitação ocasionada pelas características ou atividades físicas que realiza o
trabalhador.

As preferências pessoais de quem usa proteção auditiva se apresentam também como um


fator importante. As questões relativas à comodidade e à conveniência têm uma influência direta no
cumprimento do uso. Felizmente, há uma ampla variedade de equipamentos disponíveis, mas é
primordial entender que a melhor proteção auditiva é a que se utiliza:

a) protetor auditivo circum-auricular;


b) protetor auditivo de inserção; e
c) protetor auditivo semi auricular.

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12.3.4 Proteção dos Membros Superiores

Algumas máquinas ou atividades, exigem que os funcionários corram riscos ao aproximar


mãos e braços próximos à entrada de partes do equipamento que podem ferir. O mesmo ocorre para o
contato com peças muito quentes ou que possam causar choques. Para isso são utilizados alguns
equipamentos de segurança como é o caso da proteção para as mãos, para os braços e antebraços.
Assim, seguem expostos os equipamentos de segurança para a proteção individual das partes
superiores do corpo:

Luvas

Na seleção de uma luva deve-se levar em consideração o tipo de tarefa a ser desempenhado e
suas características (riscos existentes, produtos manuseados, etc.), bem como as características do
utilizador (tamanho da mão) e a marcação existente no equipamento e embalagem. É admissível
relacionar o tipo de material das luvas com a utilização indicada para as mesmas, como se exemplifica
a seguir:
a) luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;
c) luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;
d) luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;
e) luvas para proteção das mãos contra agentes biológicos;
f) luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;
g) luvas para proteção das mãos contra vibrações;
h) luvas para proteção contra umidade proveniente de operações com uso de água; e
i) luvas para proteção das mãos contra radiações ionizantes.

As luvas devem ser utilizadas dentro do prazo de validade e durante o período de duração
estimado pelo fabricante, devendo ser aplicadas para o fim a que se destinam, tendo em consideração
as suas propriedades e características, depois de usadas, devem ser limpas e secas.
Os materiais sintéticos e borracha natural que compreendam ou não um suporte em algodão,
devem ser lavadas regularmente com água e sabão, a fim de evitar as dermatoses e infecções.

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Sempre que seja detectado algum defeito durante a utilização deste equipamento, deve proceder-se à
imediata substituição.

Creme protetor

Um creme de proteção ou barreira é uma substância que se aplica sobre a pele antes do
trabalho para reforçar as funções protetoras, não devendo ser confundidos com os cremes comuns
destinados a dar à pele sua função fisiológica. Os cremes de proteção formam uma película que tem
por finalidade colocar-se entre a pele e as substâncias nocivas, deixando as mãos com sua
flexibilidade e seu sentido tátil.
Os cremes de proteção devem ser utilizados em situações em que o trabalhador necessita de
toda a habilidade e destreza manuais e quando as luvas de qualquer material prejudicam a
manipulação podendo causar acidentes e não oferecem a proteção adequada, ficando o trabalhador
exposto a agentes químicos que podem ocasionar dermatoses irritativas e/ou alérgicas.
A ação de um creme de proteção em barreira ocorre, basicamente, por dois mecanismos
diferentes, isto é, pela neutralização da ação agressiva de determinadas substâncias com a
manutenção do PH da pele dentro de níveis normais, ou pelo estabelecimento de uma barreira que
visa deter ou dificultar a penetração de agentes agressivos na pele do trabalhador.

Manga

A manga de proteção é uma excelente opção que protege braços e antebraços em diversas
atividades que deixam estas regiões mais suscetíveis a eventuais acidentes. Observe abaixo os
diferentes perigos que ela protege o trabalhador:
a) manga para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos;
b) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e
escoriantes;
c) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e
perfurantes;
d) manga para proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de
operações com uso de água; e
e) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos.

Braçadeira

A braçadeira é utilizada como segurança do braço e antebraço contra agentes cortantes. Entre
seus modelos, temos:

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a) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes cortantes; e


b) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes escoriantes.
Dedeira
a) dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.

12.3.5 Proteção dos Membros Inferiores

O calçado de segurança é uma peça importante a ser utilizada para a proteção dos pés, tanto
para a prevenção de cortes e fraturas quanto para a proteção contra agentes químicos e outras
substâncias danosas à saúde. Existem vários modelos de calçados de segurança e este tipo de
calçado pode ser incorporado ao uso diário.
O modelo correto do calçado de segurança a ser utilizado pelo trabalhador só será definido
após uma análise de risco do seu ambiente de trabalho. O calçado de segurança, como todo
equipamento de proteção, deve ser submetido pelo fabricante à certificação do produto por entidades
creditadas competentes. Observe abaixo as diferentes proteções que os calçados de segurança
podem oferecer:
a) calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;
b) calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica;
c) calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;
d) calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes;
e) calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes;
f) calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações
com uso de água; e
g) calçado para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtos químicos.

Meia

Meias de segurança são utilizadas para proteção dos pés dos trabalhadores contra baixas
temperaturas.

Perneira

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A perneira protege os membros inferiores do usuário contra lesões provocadas por materiais
ou objetos cortantes, partículas volantes, escoriantes, perfurantes, picadas de animais peçonhentos e
névoas na aplicação de produtos químicos.

a) perneira para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;


b) perneira para proteção da perna contra agentes térmicos;
c) perneira para proteção da perna contra respingos de produtos químicos;
d) perneira para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;
e) perneira para proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso
de água.

Calça

Trabalhadores e pedestres precisam ser vistos e notados por motoristas e operadores de


equipamentos. Por isso, é extremamente importante que sejam destacados nos ambientes em que
atuam, chamando a atenção em uma distância que permita reação a tempo de evitar acidentes.
É fundamental que isso ocorra mesmo em condições de baixa luminosidade, como chuva,
neblina, poeira, fumaça e períodos do dia como o amanhecer e o anoitecer. É com base nestas
situações que a calça impermeável com faixa refletiva faz toda a diferença. Além deste EPI citado,
temos as calças com tais proteções:

a) calça para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;


b) calça para proteção das pernas contra respingos de produtos químicos;
c) calça para proteção das pernas contra agentes térmicos;
d) calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso
de água.

12.3.6 Proteção Contra Quedas com Diferença de Nível

O Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores, exige que os profissionais
utilizem Equipamento de Proteção Individual para trabalhos em altura quando as atividades forem
realizadas acima de dois metros do solo e houver risco de queda. Um sistema de proteção contra
quedas é formado por ancoragem, elemento de conexão e cinto paraquedista que garante a proteção
efetiva.
A ancoragem é o ponto em que o sistema será fixado e pode ser constituída de um ponto ou de
uma linha de vida fixa a este ponto. Com talabarte ou trava-quedas, o elemento de ligação executa a

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união entre a ancoragem e o cinto. Já o cinto paraquedista envolve o corpo do trabalhador de forma
ergonômica e possui ponto para conexão ao sistema.
Os sistemas de trabalho são divididos em sistema de restrição de movimentação,
posicionamento no trabalho, retenção de queda e acesso por corda. Cada um deles supre uma
demanda específica de trabalho a partir da análise de riscos. Outra tendência é o conforto, como o
acolchoamento dos cinturões abdominais e equipamentos como absorvedor ou desacelerador, que
atenuam o impacto da queda.

Cinturão de segurança tipo paraquedista

O cinturão é utilizado para a proteção do empregado contra quedas em serviços em que exista
diferença de nível. Para manter a conservação do mesmo, deve-se realizar uma higienização
adequada e o armazenamento em local protegido da umidade, raios solares, produtos químicos,
solventes, vapores e fumos.

Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas, sendo obrigatória a utilização em


trabalhos acima de dois metros de altura. Para esse tipo de cinturão podem ser utilizadas os trava
quedas, que podem ser instalados em cabos de aço ou flexíveis, sendo fixados em estruturas a serem
escaladas.

Dispositivo trava-queda

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O dispositivo trava-quedas é utilizado para proteção do usuário contra quedas em operações


com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança para proteção
contra quedas.

12.3.7 Proteção do corpo inteiro

O propósito das roupas de proteção é prevenir contaminações da pele e prevenir que não se
carregue contaminantes para fora do ambiente de trabalho. Roupas de uso comum conferem proteção
limitada, mas podem carregar contaminantes.

Macacão

a) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes


térmicos;
b) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de
produtos químicos; e
c) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade
proveniente de operações com uso de água.
Vestimenta de corpo inteiro
a) vestimenta para proteção de todo o corpo contra respingos de produtos químicos;
b) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de operações com
água; e
c) vestimenta condutiva para proteção de todo o corpo contra choques elétricos.

12.3.8 Sinalização
Colete de sinalização refletivo

Utilizado para sinalização do empregado facilitando a visualização da presença em espaços


com pouca iluminação ou quando realizar trabalhos nas vias públicas.
Para higienização do material, quando sujo de barro deve ser limpo com pano umedecido com
água e detergente neutro e quando sujo de graxa deve ser limpo com pano umedecido com álcool.

12.3.9 Proteção Respiratória

O uso de respiradores deve ser esporádico e para operações não rotineiras. Uma máscara
respiratória facial, também conhecida como respirador, é um equipamento desenvolvido para filtragem

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e separação de partículas como fumaça, vapores orgânicos e gases maléficos para a respiração,
destinado a utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeira.
Respiradores vêm em uma ampla gama de tipos e tamanhos. O respirador pode ser mais
barato, descartável ou reutilizável com cartuchos substituíveis, ou um respirador mais sofisticado, em
que se inclui oxigênio próprio para o consumo, sem ter que retirá-lo do ambiente. Porém, para a
utilização de um respirador, este deve ser usado somente com certificado de aprovação emitido pelo
Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores.
Qualquer modificação, mesmo que pequena, pode afetar de modo significativo o desempenho
do respirador e invalidar a aprovação. A utilização de EPI para proteção respiratória deve ser feita
apenas quando as medidas de proteção coletiva não existirem, não puderem ser implantadas ou
forem insuficientes.
Conforme a NBR 12543, os respiradores podem ser divididos em dois grandes grupos: os de
adução de ar e os purificadores de ar. Os de adução de ar são independentes do ar ambiente e os
purificadores de ar são dependentes do ar ambiente.

Respiradores de adução de ar

Os respiradores de adução de ar proporcionam proteção contra contaminantes presentes no


ar, bem como contra a inalação de ar com deficiência de oxigênio. O ar inalado provém de uma fonte
não contaminada. Para algumas substâncias, como amônia e ácido clorídrico gasoso, deve-se utilizar
roupas especiais além de respiradores de adução de ar, com a finalidade de proteger a pele do
usuário contra a irritação ou contra a absorção pela pele de materiais como tetracloreto de carbono.
O uso de determinados tipos de respiradores de adução de ar em atmosferas IPVS -
Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde, depende das condições específicas do local. Os
respiradores de adução de ar podem ser divididos em:

a) Máscaras autônomas;
b) Respiradores de linha de ar comprimido; e

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c) Respiradores de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar.

Respiradores Purificadores de Ar

Os respiradores purificadores de ar não protegem o usuário quando em atmosferas com


deficiência de oxigênio, contra a irritação da pele, ou absorção do contaminante pela pele. A máxima
concentração na qual pode ser utilizado o respirador purificador de ar depende da eficiência do filtro
mecânico, da capacidade do filtro químico e do tipo da peça facial, isto é, do fator de Proteção
Atribuído.
O período de tempo durante o qual o usuário está protegido depende do tipo de filtro, da
concentração do contaminante, da temperatura e umidade do ambiente e do nível de esforço
desenvolvido pelo usuário. Os respiradores purificadores de ar não motorizados podem provocar
desconforto devido à resistência a respiração e eles têm a vantagem de serem pequenos, leves e de
operação simples. Os respiradores purificadores de ar podem ser divididos em:

a) Respiradores com filtro químico;


b) Respiradores com filtro mecânico;
c) Respiradores com filtro químico e mecânico; e
d) Combinação de respiradores de adução de ar comprimido com purificador
de ar.

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13 FUNCIONAMENTO DE EQUIPAMENTOS UTILIZADOS

13.1 Guinchos para Pessoas e Materiais

Os guinchos são equipamentos destinados à movimentação vertical do trabalhador em


serviços constantes ou no resgate em espaço confinado. Os guinchos para pessoas devem obedecer
a todos os requisitos da NBR 14.751 ABNT, com desempenho comprovado e possuir três travas de
segurança, suplantando a exigência de duas travas da NR 18. Em geral, os guinchos são de fácil e
seguro funcionamento: com simples rotação da manivela movimenta-se com mínimo esforço até 120
kg (pessoa mais material de trabalho).
Para subir: gira-se em um sentido.
Para descer: gira-se ao contrário.
Para parar: basta tirar a mão da manivela.
Quando a manopla da manivela é dobrável facilita o transporte. Podem ser fixados, sem uso de
ferramentas, nos tripés e mono pés.
Cada guincho possui uma capacidade de armazenamento de cabo ou corda, dependendo do
modelo e fabricante.

Importante:

Os guinchos devem sempre ser usados em conjunto com trava quedas.

13.1.1 Instruções de uso dos Guinchos

Antes de cada uso deve se inspecionar:

1 - Os guinchos não devem ter peças gastas, quebradas, trincadas ou com aparência
duvidosa.

2 - Os componentes devem ser inspecionados como:

• Trava queda guiado;


• Cinturão de segurança;
• Inspeção de Sistema de Proteção Contra Quedas.

13.1.2 Instruções para Manutenção dos Guinchos

1. Armazenar os guinchos limpos e abrigados das intempéries, em lugar seco.


2. Os guinchos devem ser revisados, anualmente, conforme exigência da norma NBR
14.751.

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3. Manter os eixos lubrificados, por meio dos três furos, com óleo tipo máquina de costura.
(dependendo de cada modelo)

13.2 Trava quedas Guiados

Estes dispositivos são, normalmente, feitos em aço inoxidável e possuem tripla trava de
segurança. Resistem ao contato com os produtos corrosivos que, geralmente, são usados em serviços
de limpeza. Efetuam travamento simultâneo em dois pontos da linha de segurança, aumentando,
consequentemente, a eficiência da frenagem. Todos os equipamentos devem ser aprovados pelo
Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores possuindo o número de CA. O
dispositivo trava quedas possui um fácil funcionamento, não necessitando das mãos para funcionar.
A alça do aparelho, forçada por uma mola, normalmente, fica abaixada, mantendo o
equipamento travado no cabo de segurança. Na subida ou descida, o cinturão de segurança mantém
a alça levantada, destrava o aparelho e permite perfeita movimentação. Nas quedas ou descidas
bruscas o equipamento deve travar imediatamente no cabo. O aparelho pode ser colocado ou retirado,
imediatamente, em qualquer ponto do cabo. O trava queda guiado é indicado para movimentação em
linhas verticais de qualquer comprimento.

13.2.1 Uso dos Trava Quedas


Utilizado para proteção do empregado contra queda, em serviços em que exista diferença de
nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista. Só deve ser usado trava queda com
cinturão e extensor especificados no CA (NR 6.6.1c). A não obediência destas exigências acarreta em
multa de até 6.000 UFIR's (mais de seis mil reais) por trabalhador (infração código 206.007-8, nível 3).
O cabo de aço ou corda de segurança deve estar ancorado superiormente em ponto que resista a, no
mínimo, 15 kN.
Os trava queda modelos para cabo de aço e para corda de segurança devem ser usados
somente com extensor em aço constituído de, no mínimo, um mosquetão e, no máximo, dois
mosquetões, interligados por corrente com, no máximo, seis elos de diâmetro 6,5 mm.
Nota: nunca aumentar o comprimento da ligação entre o aparelho e o cinturão. No máximo
devem ser usados seis elos de corrente.

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13.2.2 Colocação dos trava quedas

a) Retirar o mosquetão e mover as alavancas para cima;


b) Girar o aparelho na horizontal e introduzir o cabo na sua abertura intermediária:
c) Recolocar o aparelho na vertical, o cabo se ajustará normalmente;
d) Verificar se o aparelho ficou colocado na posição correta (seta para cima), recolocar o
mosquetão e apertar a porca de sua segurança.

Antes de usar o aparelho faça o teste inicial de funcionamento, que segue da seguinte forma:

a) Puxe o mosquetão que se liga ao cinturão para cima, até que o aparelho se desloque
alguns centímetros para cima;
b) Só use o aparelho após constatar que o mesmo seja travado, imediatamente, no cabo
vertical, após o mosquetão deixar de ser puxado para cima.

Não se esqueça: o trava queda deve ser ligado, obrigatoriamente, à argola das costas (ligação
dorsal) ou às alças do peito (ligação frontal) do cinturão paraquedista.

13.2.3 Inspeção dos Trava Quedas Guiados


Antes de cada uso, inspecionar:

• Os trava quedas não devem ter rebites frouxos, peças gastas, tortas ou aparência
duvidosa.

Nota: inutilizar o aparelho que apresentar algum dos problemas acima ou após a retenção de
uma queda.

• Os trava quedas, sem o mosquetão, devem apresentar perfeita mobilidade das


alavancas, isto é, movendo-se as alavancas para cima, elas devem retornar totalmente
e rapidamente a sua posição original.

Nota: havendo problema de mobilidade, verificar orientação em manutenção.


Não deve esquecer-se de fazer a inspeção no cabo de aço, corda e cinturão.

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13.3 Cinturão Paraquedista

O cinturão tipo paraquedista é um importante equipamento de segurança para o trabalhador.


Em atividades com risco de queda e altura superior a dois metros deve ser usado o cinturão tipo
paraquedista, com ligação obrigatoriamente frontal ou dorsal dependendo da atividade.
Produzido em poliéster, possibilita ancoragem no peito e nas costas. Tamanho único, porém
em sua maioria possui cinco ajustes das fitas primárias e fita secundária para fechamento peitoral.
Oferece total conforto, inclusive no agachamento, sem o necessário reajuste dos cinturões com
apenas duas fivelas. Há modelos que possuem argolas nos ombros para trabalho e/ou resgate em
espaço confinado com o Suporte de Ombros.

13.3.1 Forma de Vestir o Cinturão:


1. Pegue o cinturão pela argola dorsal (A).
2. Passe os pés nos porta-coxas (B) já afivelados.
3. Coloque os suspensórios (C), um a um, pelos braços.
4. Ajuste e trave a fivela da cintura (D).
5. Ajuste e trave as fivelas dos suspensórios (E).
6. Ajuste e trave as fivelas dos porta-coxas (F).
7. Ajuste e trave a fivela secundária frontal (G).

13.3.2 Ajuste e Travamento das Fivelas:


1. Passe a ponta da fita pela peça maior e, em seguida, pela menor.
2. Retorne a ponta da fita passando pela peça maior e faça o ajuste necessário.
3. Puxe a ponta da fita até a união das duas peças, completando o travamento da fivela.

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13.3.3 Inspeção do Cinturão


Antes de cada uso, o usuário deve certificar-se de que:

1) Todas as fitas de nylon estejam perfeitas, sem cortes, furos, rupturas, partes
queimadas, desfiamentos, mesmo que parciais.
2) Todos os pontos de costura estejam perfeitos, sem desfiamentos ou descosturados.
3) Todos os componentes metálicos estejam sem ferrugem, amassados ou danificados.
4) Não há suspeita de contaminação por produtos químicos.

Importante: o cinturão deve ser aposentado, quando houver constatação de qualquer


problema na inspeção.

13.3.4 Manutenção do Cinturão:


O cinturão de segurança deve ser usado por um único trabalhador que é responsável pelos
seguintes cuidados:

• Armazená-lo: em local seco, à sombra, sem contato com piso de cimento, fontes de
calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes.
• Lavá-lo: com sabão neutro, água com temperatura até 30° e escova de cerdas macias
(plásticas). Nunca use detergente. Deixar secar ao ar livre, longe da luz solar.
• Aposentá-lo: os cinturões são fabricados em poliéster e envelhecem naturalmente em
contato com o ar, mesmo sem serem utilizados.

Teoricamente, a vida útil do cinturão não pode ser preestabelecida, dependendo muito da
frequência e cuidados durante o uso, grau de exposição a produtos químicos, elementos abrasivos e
luz solar. Praticamente, para os cinturões de poliéster, adota-se uma vida útil de, no máximo, quatro
anos após sua fabricação. Em situações bastante severas, o cinturão é aposentado após um ano de
uso ou, ainda, imediatamente após reter uma queda.

13.4 Cabo de Aço

13.4.1 Uso do Cabo de Aço

Os cabos de aço utilizados nas cadeiras suspensas, guinchos e trava quedas são de
construção 6x19, galvanizados ou inoxidáveis. São seis pernas com dezenove arames cada, torcidas
em torno de uma alma que pode ser de fibra ou aço.

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13.4.1.1 Medição do diâmetro: o diâmetro do cabo de aço é aquele da sua circunferência


máxima.

13.4.1.2 Manuseio do cabo de aço: o cabo de aço deve ser enrolado e desenrolado
corretamente, a fim de não ser estragado facilmente por deformações permanentes e formação de nós
fechados. Se o cabo for manuseado de forma errada, ou seja, enrolado ou desenrolado sem girar o
rolo ou o carretel, o cabo ficará torcido e formará laço. Com o laço fechado (posição 2), o cabo já
estará estragado e precisará ser substituído ou cortado no local.

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Importante: mesmo que um nó esteja aparentemente endireitado, o cabo nunca poderá render
serviço máximo, conforme a capacidade garantida. O uso de um cabo com este defeito torna-se
perigoso, podendo causar graves acidentes.

13.4.1.3 Superlaço: os cabos de aço devem ser fornecidos com olhal tipo superlaço, de
máxima segurança, inviolável por lacre prensado industrialmente com sapatilha protetora. A
construção deste superlaço é detalhada nas figuras abaixo.

Importante: mesmo sem o lacre e a sapatilha protetora, o olhal já suporta uma carga superior
à carga de trabalho do cabo (posição 5).

13.4.2 Inspeção:
Antes de cada uso, o cabo de aço deve ser inteiramente inspecionado quanto aos seguintes
problemas:

1. Formação de nó fechado, em decorrência de manuseio incorreto.


2. Número de arames rompidos:
• Cabo de aço com 4,8 mm de diâmetro: deve ser inspecionado em trechos de 3 cm de
comprimento e substituído se, em um trecho, tiver seis arames rompidos ou se, em uma
única perna, tiver três arames rompidos.
• Cabo de aço com 8 mm de diâmetro: deve ser inspecionado em trechos de 5 cm de
comprimento e substituído se, em um trecho, tiver seis arames rompidos ou se, em uma
única perna, tiver três arames rompidos.
3. Corrosão: quando se verificar a incidência de corrosão na galvanização.

Atenção:

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1) Havendo problemas em todo o cabo, ele deve ser aposentado. Havendo problemas
localizados, ele pode ser cortado e usado.
2) Ao se observar um cabo de aço, se for encontrado algum outro defeito considerado
grave, o cabo deve ser substituído, mesmo que o número admissível de arames
rompidos não tenha atingido o limite encontrado na tabela, ou até mesmo sem ter
nenhum arame rompido.
A inspeção visual de um cabo se sobrepõe a qualquer norma ou método de substituição dos
mesmos.

13.4.3 Manutenção:
1) Mantê-lo: afastado de produtos químicos nocivos (ácidos), abrasivos e cantos afiados.
2) Armazená-lo: em local seco, por meio de carretel, para fácil manuseio, sem torção
estrutural.
3) Olhal com grampos: os cabos de aço poderão ter olhal confeccionado com grampos
de aço galvanizados (figura abaixo), conforme tabela abaixo:
• Para cabo de aço com diâmetro de 4,8 mm são usados três grampos de 3/16”
com espaçamento entre si de 29 mm.
• Para cabo de aço com diâmetro de 8 mm são usados três grampos de 5/16” com
espaçamento entre si de 48 mm.
Os grampos devem ser montados de maneira correta e reapertados após o uso do cabo de
aço.

Alguns modelos de cabos de aço não podem ser lubrificados, para evitar escorregamento dos
aparelhos. (da cadeira suspensa)

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13.5 Cordas de Segurança

13.5.1 Uso das Cordas de Segurança

As cordas utilizadas para sustentação da cadeira suspensa, trava-queda e cinturão de


segurança deverão obedecer às seguintes especificações do Órgão Responsável pela Segurança e
Saúde dos Trabalhadores:

a) Deve ser constituído de trançado triplo e alma central.


b) Trançado externo em multifilamento de poliamida.
c) Trançado intermediário e o alerta visual de cor amarela em multifilamento de
polipropileno ou poliamida com o mínimo de 50% de identificação, não podendo
ultrapassar a 10% da densidade linear.
d) Trançado interno em multifilamento de poliamida.
e) Alma central torcida em multifilamento de poliamida.
f) Construção dos trançados em máquina com 16, 24, 32 ou 36 fusos.
g) Número de referência: 12 (diâmetro nominal em mm).
h) Densidade linear 95 + 5 KTEX ( igual a 95 + 5 g/m).
i) Carga de ruptura mínima de 20 kN.
j) Carga de ruptura mínima de segurança sem o trançado externo 15 kN.

Importante: uso de corda diferente da acima especificada é de responsabilidade do


supervisor, podendo provocar graves acidentes.

13.5.2 Inspeção:
Antes de cada uso, a corda deve ser inteiramente inspecionada.

• Inspeção externa: a capa da corda deve estar perfeita, diâmetro constante, sem cortes,
fios partidos, partes queimadas, sem desgastes significativos por abrasão e sem
suspeita de contaminação por produto químico nocivo a sua estrutura.

• Inspeção interna: palpando-a em todo o comprimento, a corda não deve apresentar


caroço, inconsistência à dobra, emagrecimento da alma (parte interna), movimentação
ou folga entre capa e alma.

Importante: havendo problemas em toda a corda, ela deve ser aposentada. Havendo
problemas localizados, ela pode ser cortada e usada.

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13.5.3 Manutenção:
A corda de segurança deve ser usada por um único trabalhador, com as cordas é importante
tomar os seguintes cuidados:

1) Mantê-la: limpa, afastada de produtos químicos nocivos (ácidos), cantos afiados e piso
das obras.
Jamais pisá-la com sapatos sujos: partículas de areia, terra e pó penetram nas
fibras e causam grande desgaste dos fios durante o uso.
Recomenda-se armazenar a corda em carretel para fácil manuseio, sem torção
estrutural.

2) Armazená-la: em local seco, à sombra, sem contato com o piso de cimento, fontes de
calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes.
3) Lavá-la: com sabão neutro, água com temperatura de até 30° e escova com cerdas
macias (plásticas). Nunca use detergente. Deixar secar ao ar livre, longe da luz solar.
4) Aposentá-la: as cordas são fabricadas em poliamida, produto que envelhece
naturalmente em contato com o ar, mesmo sem ser usado.

Teoricamente, a vida útil da corda não pode ser preestabelecida, dependendo muito da
frequência e cuidados durante o uso, grau de exposição a produtos químicos, elementos abrasivos e
luz solar. Para as cordas de poliamida, adota-se uma vida útil de, no máximo, quatro anos após sua
fabricação. Em situações bastante severas de trabalho, costuma-se aposentá-la após um ano de uso.

13.6 Trava Queda Resgatador

O trava-queda resgatador é especialmente indicado para trabalho em espaço confinado.


Possui manivela de resgate que só deve ser usada na emergência, visto que o equipamento não é
projetado para movimentação constante de pessoa ou peso. Em condições normais de trabalho a
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manivela de resgate é mantida desativada e o aparelho funciona de forma idêntica a qualquer trava
queda retrátil.
O trava queda resgatador usa cabo de aço galvanizado ou inoxidável (opcional) com 4,8 mm
de diâmetro, comprimento de até 20m, revestimento sintético (opcional) para uso em atmosfera
potencialmente explosiva.

13.6.1 Uso do Trava Queda

1) Só deve ser usado com o cinturão de segurança especificado no CA:

2) O trava queda retrátil deve ser fixado em um ponto com resistência igual ou superior a
1500 kg (NBR 14628).

3) A carga máxima de trabalho dos trava quedas retráteis (peso do trabalhador) é de 100
kg (NBR 14628).

4) Antes de conectar o trava queda ao cinturão, faça o teste inicial de bom funcionamento:
só use o aparelho após constatar:
a) Imediato travamento do cabo, após ser puxado com força para fora.
b) Retorno integral do cabo retrátil, após deixar de ser puxado.

5) O cabo retrátil deve ser conectado à argola dorsal (costas) do cinturão paraquedista ou
ao suporte de ombros, e durante o uso é necessário que fique esticado pela ação da
mola retrátil.

6) Após o uso, nunca se deve deixar o cabo recolher com velocidade (tomar o mesmo
cuidado que se exige com trenas de medição).

7) Cabo de aço inox: para atender especificações de indústrias farmacêuticas,


alimentícias, ou atividades marítimas, os trava quedas podem ser fornecidos com cabo
e sapatilha em aço inox.

8) Cabo de aço com revestimento sintético: para trabalho em locais com atmosfera
potencialmente explosiva, os trava quedas podem ser fornecidos com cabo de aço
revestido.

9) Retificação do cabo de aço: durante o uso do cabo de aço retrátil podem ocorrer
pequenas deformações, que podem ser eliminadas com a retificação manual. Alerta-se

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que pequenas deformações impedem a necessária retração total do cabo e, se não


forem eliminadas, tornam-se permanentes e obrigam a substituição.

13.6.2 Inspeção do Trava Queda Resgatador

Os trava quedas retráteis devem ser obrigatoriamente inspecionados antes de cada uso,
fazendo-se o teste de bom funcionamento.

Importante: não efetuar teste de queda livre de peso, visto que, rompendo ou danificando o
pino de segurança do distorcedor do aparelho, este deverá ser enviado para revisão.

O cabo de aço retrátil deve ser inspecionado, conforme visto no item 13.4.

O cinturão paraquedista deve ser inspecionado, conforme item 13.3 e inutilizado após reter
uma queda (NBR 11370).

13.6.3 Manutenção do Trava Queda Resgatador

O trava queda retrátil deve ser revisado junto ao fabricante nas seguintes condições:

1) Reprovação no teste inicial de bom funcionamento.

2) Pino de segurança ou distorcedor rompido ou danificado (indica que o aparelho já


reteve uma queda e de acordo com a NBR 14628 necessita de revisão).

3) Cabo retrátil frouxo devido às deformações permanentes, fios partidos e/ou mola interna
retrátil desregulada.

4) Inspeção anual obrigatória, conforme a NBR 14628, já vencida.

Nota: Os aparelhos a serem enviados para revisão não devem ser abertos (risco de ferimento).

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13.7 Espaço Confinado com Escada

O Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores exige, para serviços em
espaços confinados com escadas, equipamentos adequados que garantam, em qualquer situação,
conforto e segurança do trabalhador nas três operações fundamentais:

a) Fácil movimentação em escadas que obedeçam as exigências da NR 18.

b) Proteção contra queda por meio de dispositivo trava queda, conforme exigência do
Anexo I da NR 6.

c) Rápido e fácil resgate por um só vigia, por meio de um guincho, conforme


exigência da NR 33.

13.7.1 Critérios para Escolher Equipamentos com Cabo de Aço ou Corda

Para escolha adequada, devem ser considerados os seguintes aspectos:

a) Para segurança contra perigo de faísca em espaço confinado com


atmosfera potencialmente explosiva é comum usar equipamento com corda sintética ou
cabo de aço com revestimento sintético;
b) Em serviços envolvendo solda, máquina de corte ou produtos ácidos,
costuma-se usar cabo de aço;
c) Em locais com risco de contato com fiação energizada, costuma-se usar
corda devido à baixa condutividade elétrica;
d) Nas indústrias farmacêuticas e alimentícias, é normal usar cabo de aço
inoxidável;
e) Em locais com risco de haver movimentação do cabo sobre quinas
cortantes de concreto ou aço, durante uma emergência, adota-se o robusto cabo de aço
com 8 mm de diâmetro, carga de ruptura de 3480 kg.

Em espaço confinado com escada existem duas alternativas de trabalho:

1) Usar um só aparelho denominado trava queda resgatador.


2) Usar um guincho para pessoas, em conjunto, com um trava queda guiado.

Trava queda Resgatador

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O trabalhador pode movimentar-se com facilidade na escada, sem risco de queda. O cabo
retrátil nunca fica frouxo devido à ação de uma mola de retorno. Havendo movimento brusco ou
desiquilíbrio do trabalhador, o equipamento deve travar imediatamente e evitar a queda do
profissional.
Havendo necessidade de resgatar o trabalhador, durante a movimentação na escada ou no
piso do espaço confinado, bastará o vigia ativar e movimentar a manivela de resgate.
Guincho para Pessoas em Conjunto com um Trava Queda Guiado

O trabalhador pode movimentar-se, com facilidade na escada, sem risco de queda. O cabo de
aço do trava queda ou corda do trava queda é preso no tripé, mantido esticado por um pequeno peso.
Havendo movimento brusco ou desiquilíbrio do trabalhador, o equipamento deve travar imediatamente
e evitar a queda da pessoa.
Havendo necessidade de resgatar o trabalhador, durante a movimentação na escada ou no
piso do espaço confinado, bastará o vigia movimentar a manivela do guincho no sentido de içamento.

13.8 Espaço Confinado sem Escada

Não havendo escada, a movimentação vertical, geralmente, é feita por cadeira suspensa e em
alguns casos por suporte de ombros. O Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos
Trabalhadores exige, para serviços em espaços confinados sem escadas, equipamentos adequados
que garantam, em qualquer situação, conforto e segurança ao trabalhador nas três operações
fundamentais descritas no item anterior. Na hora de escolher o equipamento com cabo de aço ou
corda siga dos critérios de escolhas igualmente descritos nos trabalhos com escada.

13.8.1 Suporte de Ombros

O suporte de ombros deve ser utilizado apenas para pouca profundidade e pequenas
dimensões, devido ao desconforto da posição. Serve para ligação do cabo do guincho às argolas dos
ombros do cinturão paraquedista. A capacidade de resistência e de carga deve ser verificada com o
fabricante.

13.8.2 Cadeira Suspensa

O uso da cadeira suspensa oferece máximo conforto e permite pendurar material, sendo que o
peso total, trabalhador mais carga, não ultrapasse o peso estipulado pelo fabricante. O uso da cadeira

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suspensa oferece desempenho eficiente, principalmente para trabalho nas paredes ao longo do
espaço confinado.
As cadeiras suspensas devem obedecer às exigências do Órgão Responsável pela Segurança
e Saúde dos Trabalhadores, da norma NBR 14.751 da ABNT e também da NR-35 Trabalho em Altura.
Em alguns tipos de serviço, é necessário um constante ajuste de posicionamento do trabalhador para
manuseio de equipamentos / instrumentos instalados nas paredes do espaço confinado. Nestes
casos, pode ser conveniente utilizar cadeira suspensa com comando local (manivelas).

13.8.3 Guinchos

Os guinchos para pessoas devem obedecer a todos os requisitos da NBR 14.751 da ABNT,
com desempenho comprovado. Devendo possuir três travas de segurança, de acordo com a exigência
de duas travas do Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores. Durante a descida
e a movimentação horizontal do trabalhador, bastará o vigia liberar o cabo em quantidade suficiente.
Na subida do trabalhador, o vigia deve recolher o cabo.

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14 PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA


O Programa de Proteção Respiratória (PPR) é um conjunto de medidas práticas e
administrativas por meio das quais se pretende proteger a saúde do trabalhador pela seleção
adequada e uso correto dos respiradores.
O objetivo do uso de equipamento de proteção respiratória é a proteção contra a inalação de
contaminantes nocivos do ar e contra a inalação de ar com deficiência de oxigênio na atmosfera do
ambiente de trabalho. Em um bom programa de proteção respiratória, é essencial a avaliação correta
do perigo. Isso requer que se conheça o processo, as matérias-primas empregadas, os produtos
finais, derivados e outros.
Com esse conhecimento deve ser recolhida quantidade suficiente de amostras apropriadas,
que mostrem, durante todas as condições de operação, atmosferas que por seu conteúdo de oxigênio
e níveis de concentração sejam suficientemente conhecidas para avaliar a que exposição uma pessoa
estará sujeita durante o trabalho.
A exposição desta unidade inclui as recomendações e requisitos mínimos para a elaboração,
execução e administração de um programa sobre seleção e utilização corretas dos equipamentos de
proteção respiratória.

14.1 Objetivo

Manter o controle para o correto uso de protetores das vias aéreas (respiratórias), e dos
funcionários envolvidos em ambientes contendo elementos que provoquem danos às vias aéreas
(pulmão, traqueia, fossas nasais, faringe). Utilizam-se protetores, quando ocorrem emergências,
quando medidas de controle coletivo não são viáveis ou enquanto não estão sendo implantadas ou
estão em fase de implantação.

14.2 Requisitos de um Programa de Proteção Respiratória

14.2.1 Práticas Permitidas

No controle das doenças ocupacionais provocadas pela inalação de ar contaminado com, por
exemplo, poeiras, fumos, névoas, gases e vapores, o objetivo principal deve ser minimizar a
contaminação do local de trabalho. Isto deve ser alcançado, tanto quanto possível, pelas medidas de
controle de engenharia (enclausuramento, ventilação, ou substituição de substâncias por outras
menos tóxicas). Quando as medidas de controle não são viáveis, ou enquanto estão sendo
implantadas ou avaliadas, ou em situações de emergência, devem ser usados respiradores
apropriados em conformidade com os requisitos, que serão apresentados.

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14.2.2 Responsabilidade do Empregado:

• Criar uma equipe de elaboração, providenciar recursos, definir, implementar e documentar o


Programa de Proteção Respiratória (PPR);
• Fornecer o respirador, quando necessário, para proteger a saúde do trabalhador.
• Fornecer o respirador conveniente e apropriado para o fim desejado.
• Ser responsável pelo estabelecimento e manutenção de um programa de uso de
respiradores para proteção respiratória.
• Permitir ao empregado, que usa o respirador, deixar a área de risco por qualquer motivo
relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir, mas não se limitam as seguintes:
a) Falha do respirador que altere a proteção proporcionada pelo mesmo;
b) Mau funcionamento do respirador;
c) Detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador;
d) Aumento da resistência à respiração;
e) Grande desconforto devido ao uso do respirador;
f) Mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como: náusea, fraqueza, tosse,
espirro, dificuldade para respirar, calafrio, tontura, vômito, febre;
g) Lavar o rosto e a peça facial do respirador, sempre que necessário, para diminuir
a irritação da pele;
h) Trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessário;
i) Descanso periódico em área não contaminada.
• Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providências para saná-la.
Se o defeito for de fabricação, o empregador deverá comunicá-lo ao fabricante e a SSST (Secretaria
de Segurança e Saúde no Trabalho).
• Fornecer somente equipamentos aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação emitido
pelo MTPS.

14.2.3 Responsabilidades do Empregado

• Usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento recebidos.


• No caso de uso do respirador com vedação facial, não apresentar pelos faciais que
interfiram na selagem do respirador em seu rosto;
• Guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se
danifique ou deforme.

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• Se observar que o respirador não está funcionando bem, deverá deixar imediatamente a
área contaminada e comunicar o defeito à pessoa responsável indicada pelo empregador nos
"Procedimentos operacionais escritos".
• Comunicar a pessoa responsável sobre qualquer alteração do estado de saúde, que possa
influir na capacidade de usar o respirador, de modo seguro.

14.2.4 Programa de Proteção Respiratória

No texto do Programa de Proteção Respiratória (PPR) deve haver referência explícita, no


mínimo, aos tópicos: administração do programa, existência de procedimentos operacionais escritos,
exame médico do candidato ao uso de respiradores, seleção de respiradores, treinamento, uso de
barba, ensaios de vedação, manutenção, higienização e guarda dos respiradores, uso de respiradores
para fuga, emergências e resgates e avaliação periódica do programa.

14.3 Administração do Programa de Proteção Respiratória

A responsabilidade e a autoridade pelo programa de proteção respiratória devem ser atribuídas


a uma só pessoa. É preferível que seja da área de Higiene Ocupacional da própria empresa, da
Medicina do Trabalho ou do departamento de Engenharia de Segurança. Nas empresas em que essas
áreas ou departamentos não existem, o administrador do programa pode ser uma pessoa qualificada
responsável pela supervisão da fábrica.

14.3.1 Qualificações

Para assumir as responsabilidades da administração do programa, a pessoa deve ter


conhecimentos de proteção respiratória, bem como conhecer e estar atualizada no que se refere às
publicações e aos regulamentos legais vigentes.

14.3.2 Responsabilidades

As responsabilidades do administrador do programa devem incluir:

a) Preparação dos procedimentos operacionais escritos;


b) Medições, estimativas ou informações atualizadas sobre a concentração do
contaminante na área de trabalho, antes de ser feita a seleção do respirador e,
periodicamente, durante o uso de respiradores, com a finalidade de garantir que o
respirador apropriado está sendo usado;

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c) Seleção do tipo ou classe de respirador apropriado que proporcione proteção adequada


para cada contaminante presente ou em potencial;
d) Manutenção de registros e procedimentos escritos, de tal maneira que o programa fique
documentado e permita uma avaliação de eficácia;
e) Avaliação da eficácia do programa.

O programa, por mais abrangente que seja, terá pouco valor se não for mantido e executado
conforme planejado. Portanto, além de ter acompanhado o desenvolvimento, este deve ser avaliado
periodicamente.

14.4 Procedimentos Operacionais Escritos

O administrador do programa deve estabelecer procedimentos operacionais para o uso correto


dos respiradores em situações de rotina e de emergência. Cópias destes procedimentos devem estar
disponíveis para que os usuários as possam ler. O administrador deve ler e revisar os procedimentos,
periodicamente, se necessário.

14.4.1 Procedimentos Operacionais Escritos para o Uso Rotineiro de Respiradores

Os procedimentos operacionais devem ser escritos e cobrir o programa completo de uso de


respiradores para proteção respiratória. Deve incluir, no mínimo:

Política da empresa na área de proteção respiratória:

a) Seleção;
b) Ensaios de vedação;
c) Treinamento dos usuários;
d) Distribuição dos respiradores;
e) Limpeza, inspeção, higienização, guarda e manutenção;
f) Monitoramento do uso;
g) Monitoramento do risco.

14.4.2 Procedimentos Operacionais Escritos para o Uso em Situações de Emergência


e de Salvamento

Embora não seja possível prever todas as situações de emergência e de salvamento para cada
tipo de operação industrial, podem ser previstas muitas condições nas quais será necessário o uso de

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respiradores. A análise cuidadosa dos riscos potenciais devidos a enganos na condução do processo
industrial ou a defeitos ou falhas no funcionamento permite a escolha de respiradores apropriados
para uma situação concreta.

Os procedimentos escritos para emergência ou salvamento devem:

a) Definir os prováveis respiradores a serem usados, considerando os materiais e as


substâncias utilizados, os equipamentos, a área de trabalho, o processo e as pessoas
envolvidas em cada operação;
b) Com base nesta análise preliminar, verificar se os respiradores disponíveis podem
proporcionar a proteção adequada, quando os usuários necessitarem de entrar na área
potencialmente perigosa. Existem situações que podem impedir usuários de
respiradores de entrar em uma atmosfera IPVS (por exemplo, ambientes em que haja o
risco potencial de atmosferas inflamáveis ou explosivas).
c) Selecionar os respiradores apropriados e distribuí-los em quantidade adequada para
uso nas situações de emergência ou salvamento;
d) Indicar como esses respiradores devem ser mantidos, inspecionados e guardados de
modo que sejam acessíveis e estejam em condições de uso imediato, quando
necessário.
Os procedimentos devem ser revistos por pessoa que esteja familiarizada com o processo em
particular ou com a operação. Importante levar em conta as ocorrências passadas, que exigiram o uso
de respiradores para situações de emergência e de salvamento e as consequências que resultaram do
seu uso. Devem ser levadas em consideração as possíveis consequências provocadas por falhas
eventuais dos respiradores, por falta de energia, por ocorrência de reações químicas não controláveis,
por fogo ou explosão, por falhas humanas e pelos riscos potenciais, que podem resultar do uso
desses respiradores.

14.5 Seleção, Limitações e Uso de Respiradores

14.5.1 Fatores que influem na Seleção de um Respirador

14.5.1.1 Adequação do respirador a tarefa

14.5.1.1.1 Duração da Tarefa

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A frequência e a duração da tarefa devem ser a primeira preocupação a ser levada em conta.
O tempo de uso de uma máscara autônoma, tanto de circuito aberto, quanto de circuito fechado, é
muito crítico visto que o volume de ar/gás respirável é limitado. Da mesma forma, para os respiradores
purificadores de ar o tempo de uso é igualmente um fator importante, visto que o conforto e a
aceitação pelo usuário são essenciais para assegurar o uso prolongado do respirador.
Deve ser estabelecido e implementado um programa de troca de filtros, que depende do tempo
de uso, do esforço físico e da concentração do contaminante. As baterias empregadas nos
respiradores motorizados têm um tempo de serviço limitado, o qual deve ser suficientemente longo
para cobrir a tarefa a ser executada.

14.5.1.1.2 Nível de esforço físico

O nível de esforço físico influencia na autonomia das máscaras autônomas e, também, na vida
útil dos filtros químicos e para partículas. Assim, o aumento da frequência respiratória esgota o ar do s
cilindros antes do tempo de serviço nominal e os filtros químicos e para partículas atingem a saturação
tanto mais rápido, quanto maior for o volume de ar inspirado.
As classes vão de trabalho leve a trabalho muito pesado e se referem às atividades do
cotidiano, que podem se repetir várias vezes ao dia, durante cinco dias de trabalho por semana. Os
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valores apresentados são valores médios para uma jornada de trabalho, incluindo os tempos de
parada. As três últimas classes descrevem atividades em períodos de tempo limitado, que podem se
repetir durante atividades de resgate, de segurança ou de combate a incêndio. Esses valores são a
média para somente o período de atividade e incluem o uso de respiradores.
A ISO 16975.1 descreve os níveis de esforço, conforme a atividade:

Classificação Volume Exemplos de atividades e trabalhos


minuto
Nível de esforço
(L/min)
• Média para a jornada total, incluindo os tempos de
parada.
• Sentado confortavelmente: trabalho manual leve
(escrever, digitar, desenhar, costurar, escrituração contábil);
• Trabalhos com mãos e braços (pequenas ferramentas
de bancada, inspeção, seleção ou montagem de materiais
Trabalho leve 20 leves);
• Trabalhos com braços e pernas (dirigir veículos em
condições normais, acionar chaves ou pedais com os pés;
em pé com furadeira – peças pequenas – ou com retífica
manual – peças pequenas – enrolar bobinas; operar
máquinas de baixa potência).

• Média para a jornada total, incluindo os tempos de


parada.
• Trabalho contínuo com mãos e braços - bater pregos;
• Desbastar, limar, lixar;
• Trabalhos com braços e pernas (operação de caminhões
fora de estrada, tratores ou equipamentos de construção);
Trabalho moderado 35 • Trabalho com braços e tronco (com marteletes
pneumáticos, montagem de tratores, rebocar paredes,
movimentação intermitente de materiais moderadamente
pesados, capinar, colher frutas ou legumes, puxar ou
empurrar carretas leves ou carrinhos de mão, forjar peças,
caminhar a uma velocidade até 5,5 km/h).

• Média para a jornada total, incluindo os tempos de


parada.
• Trabalho intenso de braços e tronco (carregando
Trabalho
materiais pesados, trabalho com pá, com marreta, serrar,
50
trabalhos com plaina manual ou formão em madeira dura,
pesado
com cortadores de grama manual, cavar, puxar ou
empurrar carretas e carrinhos de mão pesadamente
carregados, raspar e aparar peças fundidas, assentar

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blocos de concreto).

• Média para a jornada total, incluindo tempos de parada.


• Atividade muito intensa a um ritmo acelerado (trabalhos
Trabalho com machado, cavar ou trabalhar intensamente com pá,
65 subir degraus, rampas ou escadas, caminhar rapidamente
muito pesado com pequenos passos, correr, caminhar a uma velocidade
superior a 5,5 km/h).

• Trabalho contínuo de até 2 horas sem interrupção.


• Trabalho de resgate com equipamentos pesados e/ou
equipamentos de proteção individual;
Trabalho
• Escape de minas ou túneis;
• Indivíduos em boa condição física exercendo 50% –
muito muito 85
60% de sua capacidade aeróbica máxima;
pesado • Caminhar rápido ou correr com equipamentos de
proteção individual e/ou ferramentas ou materiais; caminhar
a 5 km/h em rampa com 10% de elevação.

• Trabalho contínuo de até 15 minutos sem interrupção.


• Trabalho de combate a incêndio e resgate de alta
intensidade;
• Indivíduos em boas condições físicas e bem treinados
Trabalho
exercendo 70% – 80% de sua capacidade aeróbica
máxima;
extremamente 105
• Inspeção em espaços contaminados;
pesado • Rastejar e escalar obstáculos; remover
escombros/entulhos;
• Carregar mangueira;
• Caminhar a 5 km/h em rampa com 15% de elevação.

• Trabalho contínuo inferior a 5 minutos sem interrupção.


• Trabalho de resgate e combate a incêndio na
intensidade máxima;
• Indivíduos em boas condições físicas e bem treinados
Trabalho
exercendo 80% – 90% de sua capacidade máxima de
135
trabalho físico;
Máximo
• Subir degraus e escadas em alta velocidade;
• Remover e transportar vítimas;
• Caminhar a 5 km/h em rampa com 20% de elevação.

14.5.1.1.3 Uso de ferramentas

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Ferramentas utilizadas durante a execução de uma tarefa podem influenciar no desempenho


de um respirador e, por isso, elas devem ser consideradas no processo de seleção. A seguir, são
apresentadas algumas situações em que essa influência é importante:
• Respiradores purificadores de ar motorizados usados nos processos de soldagem ou em
certos processos de fundição podem estar sujeitos a campos elétricos ou magnéticos extremamente
fortes, que podem causar problemas em seu funcionamento. Isso pode ocorrer mesmo quando o
equipamento está de acordo com as regulamentações pertinentes da EMC (Electromagnetic
Compatibility) de compatibilidade eletromagnética, pois essas normas não contemplam emissões
extremamente elevadas.
• Respiradores usados durante a soldagem ou outros processos podem estar sujeitos ao
impacto de partículas quentes ou fundidas, as quais podem causar danos ou ignição de componentes,
tais como os filtros. Para essas operações devem ser selecionados respiradores, que assegurem uma
resistência adequada ou que tenham partes que possam ser facilmente descartadas e substituídas de
acordo com um plano de troca programada. Em locais em que existe o risco de inflamabilidade de um
componente, deve ser selecionado um respirador alternativo com maior resistência ao calor e à
chama.
• Algumas vezes, o ar necessário para o respirador de adução de ar é suprido pela mesma
fonte que alimenta as ferramentas pneumáticas. Essa não é uma boa prática. Porém, quando isso
ocorrer, o processo de seleção deve assegurar que a vazão e a qualidade do ar enviado ao respirador
sejam corretas durante todo o tempo de uso. Se o respirador e a ferramenta pneumática são ligados à
mesma fonte de suprimento de ar é importante que o compressor tenha capacidade de fornecer ar
suficiente para os dois e que seja de qualidade respirável.
• Nas operações com tinta, revestimentos, adesivos ou inseticidas envolvendo a formação de
névoas devem ser considerados as possibilidades de danos e de contaminação do respirador pelas
gotículas que retornam. A limpeza do respirador, nestes casos, pode ser difícil e deve-se considerar o
uso de respirador descartável adequado, de películas descartáveis nos visores ou outras coberturas
protetoras. A limpeza com solventes poderá provocar danos ao respirador, a não ser que seja
recomendado pelo fabricante e, nestes casos, deve-se verificar qual é o melhor agente de limpeza a
ser usado. Adesivos e algumas névoas podem afetar o funcionamento de válvulas muito rapidamente

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se estas não forem limpas ou trocadas frequentemente. Nestes casos, devem ser preferidos os
respiradores com válvulas bem protegidas.
• Ferramentas motorizadas podem prejudicar o desempenho do respirador devido à
transmissão de vibrações, impacto de jatos de ar proveniente delas ou impacto de partículas que
possam atingir o respirador. Em tais casos, se os jatos ou as partículas atingirem a zona de selagem
facial ou as válvulas poderá ocorrer uma significativa redução da proteção oferecida. Deve-se
assegurar que nenhum jato de ar ou partículas, em alta velocidade, interaja com o respirador nessas
áreas sensíveis.

14.5.1.1.4 Mobilidade

Deve ser avaliada a mobilidade necessária para se realizar determinada tarefa e o quanto o
respirador selecionado compromete os movimentos. A localização da área perigosa poderá limitar os
tipos de respiradores que podem ser usados com segurança. Por exemplo: os equipamentos de linha
de ar comprimido não devem ser usados, quando a entrada em uma área perigosa requer andar por
muitos metros, quando há deslocamentos entre pisos ou níveis em edifícios, há passagem por
aberturas muito estreitas ou em dutos e túneis, quando são usadas escadas de mão ou existe a
necessidade de cruzar linhas férreas. Nestes casos, existe a possibilidade da mangueira adutora de ar
ficar enroscada ou sofrer danos.
O comprimento máximo das mangueiras dos respiradores de linha de ar comprimido
especificado nas respectivas normas técnicas define o máximo avanço do usuário no local de trabalho.
Quando se usa a máscara autônoma ou um respirador de linha de ar comprimido com cilindro
auxiliar para fuga, a distância entre o local contaminado e a área segura mais próxima com atmosfera
respirável deve ser conhecida, a fim de assegurar que a quantidade de ar/gás respirável disponível no
cilindro seja suficiente.
Os espaços confinados devem receber atenção especial no tocante à avaliação do nível de
exposição, limitações do espaço e meios de comunicação entre o usuário do respirador e o pessoal
auxiliar de prontidão.
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Certas tarefas podem envolver o acesso a áreas difíceis, tais como: dutos, túneis, espaços
estreitos, ou exigir trabalhos em posições desajeitadas.
Há locais que exigem movimentos significativos do corpo, tais como: dobrar, curvar, esticar,
rastejar ou executar trabalhos manuais. Nesses casos, deve ser avaliada a influência desses
movimentos na segurança. Devem ser avaliadas as possibilidades de tais movimentos causarem
desconforto ou lesões no sistema musculoesquelético do trabalhador em virtude do uso do respirador,
bem como o fato de que tais movimentos podem afetar a selagem e a proteção oferecida.
O respirador deve ser selecionado, com muito cuidado, para que não sofra danos durante a
atividade nem limite em demasia os movimentos.
Mochilas, bolsas volumosas ou cilindros de ar comprimido podem causar problemas se o
usuário tiver que girar o corpo ou tiver que transpor passagens estreitas. Em alguns casos, poderá ser
necessário retirar temporariamente a mochila, a bolsa ou o cilindro. Nesses casos, a segurança tem
que ser mantida. O risco de que mangueiras e tubos fiquem enroscados ou que estes sejam atacados
pelos agentes químicos deve ser devidamente avaliado, a fim de que seja selecionado um
equipamento que minimize os riscos de avarias e falhas na proteção. As limitações da mobilidade no
uso de roupas encapsuladas ou com suprimento de ar devem ser avaliadas considerando-se
pormenores de construção e volume.

14.5.1.1.5 Recursos especiais de comunicação

A comunicação verbal entre usuários de respirador pode se tornar difícil em um ambiente


ruidoso. Falar em voz alta pode provocar o deslocamento de peça facial de um respirador com
vedação facial e prejudicar a vedação no rosto. O usuário pode ser tentado a retirar temporariamente
a peça facial do rosto, enquanto fala. Ambas as situações são indesejáveis, no entanto, existem várias
opções para melhorar a comunicação, quando são usados respiradores.

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Os dispositivos eletrônicos devem ser selecionados e usados com cautela em atmosferas


explosivas. Nestes casos, deve-se verificar se eles obedecem aos requisitos exigidos e se são
intrinsecamente seguros. Deve-se também considerar os efeitos das emissões de radiofrequência
desses dispositivos, quando utilizados nas proximidades de equipamentos eletrônicos sensíveis.
Alguns recursos especiais de comunicação são discutidos a seguir:

• Diafragma de voz

É uma superfície ressonante instalada em uma cavidade, que vibra durante a fala do usuário
do respirador, ampliando sua voz. As peças faciais inteiras, normalmente, são fornecidas com esses
diafragmas vibratórios.
Quando presentes, os seguintes pontos devem ser considerados:

a) Existência de componentes-chave que mantêm a vedação do diafragma na peça facial e


que merecem cuidados especiais no momento da instalação e no manuseio;
b) Operações de solda, corte a quente ou esmerilhamento que geram partículas volantes, que
podem queimar ou furar o diafragma de voz, causando um vazamento. Alguns respiradores
para essas operações possuem diafragma de voz metálico ou têm cobertura especial;
c) Nem todos os respiradores possuem diafragma de voz, sendo conveniente lembrar esse
detalhe no momento da seleção.

• Microfone interno
Um microfone de pequenas dimensões é instalado dentro da peça facial do respirador ou
conectado a ele. O microfone pode estar ligado a um rádio, telefone, alto-falante ou outro meio de
comunicação eletrônica.
Quando existirem microfones, considerar que:
a) Qualquer componente colocado na cobertura das vias respiratórias ou que a perfure pode
afetar o funcionamento ou mesmo invalidar o Certificado de Aprovação do respirador. Quando
o componente é fornecido pelo fabricante do respirador devem ser obedecidas, integralmente,
as instruções de instalação e realizados os testes de vedação recomendados para verificar a
ocorrência de vazamentos;
b) Os respiradores purificadores de ar motorizados ou de linha de ar comprimido, os sistemas
de comunicação ativados pela voz do usuário podem apresentar um ruído de fundo, provocado
pela ventoinha ou pelo ar comprimido.

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• Microfones no crânio, garganta ou ouvido

Um microfone craniano ou de garganta é mantido no lugar por meio de tiras ou suportes. O


microfone de ouvido é usado de maneira idêntica aos fones de ouvido dos rádios transmissores e
permite ouvir e falar. Como esses equipamentos não são instalados no interior do respirador, não
alteram as características de aprovação. Podem ser usados com rádio, telefone, alto-falantes ou
outros meios de comunicação do mesmo modo que os microfones internos.
Quando esses tipos de microfones forem usados, considerar que:
a) Os microfones no crânio nunca devem ser colocados por baixo dos tirantes do respirador,
visto que podem provocar o deslocamento dos tirantes;
b) Os fios de ligação dos microfones devem ser fixados no corpo do usuário para evitar que
interfiram no posicionamento do respirador.

• Telefone de mão

Monofone é um tipo de aparelho de telefone que reúne o transmissor e o receptor em uma só


peça. Como a pessoa exala enquanto fala, a válvula de exalação fica parcialmente aberta nesses
momentos. Este é o local perfeito para colocar um monofone manual, a fim de se obter a transmissão
mais clara da voz. Uma alternativa é manter o monofone, ou microfone, encostado na garganta,
enquanto o usuário fala.

• Sinais com as mãos ou sinais codificados


Um conjunto de sinais previamente combinados pode ser muito útil na comunicação.

14.5.1.1.6 Necessidades adicionais de visão

A maioria dos respiradores interfere de alguma maneira na visão, seja pela redução do campo
visual ou pela qualidade óptica do visor ou da cobertura facial. Os respiradores devem atender a
requisitos mínimos normativos neste aspecto, porém as necessidades visuais podem ser maiores em
certas tarefas. Assim, quando o usuário precisa observar detalhes como, por exemplo, acabamento de
superfícies, luzes de alerta, ler textos, pode ser necessária uma boa qualidade óptica do visor.
Quando não estão presentes perigos para os olhos, é aceitável selecionar respiradores com
peça semifacial ou um quarto facial, nos quais a visão é total.

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Quando é necessário amplo campo visual como, por exemplo, no ato de subir ou descer
escadas, em que haja a circulação de veículos ou a necessidade de movimentação na área, é
necessária a seleção de um respirador, que provoque a menor redução possível do campo visual.

14.5.1.2 Adequação do respirador ao usuário

14.5.1.2.1 Requisitos físicos e psicológicos

Todo o respirador impõe certa carga e desconforto ao usuário que influem na aceitação. Como
muitos perigos respiratórios não podem ser percebidos pelos sentidos humanos ou não apresentam
efeitos imediatos sobre a saúde, o usuário deve ser instruído para entender a importância de colocar e
usar o respirador corretamente. Ele deve, entretanto, estar apto a usar o respirador selecionado e isso
inclui aspectos físicos e psicológicos.

Requisitos Físicos

O estado clínico do usuário deve ser verificado antes de iniciar o uso do respirador e repetido
regularmente.
Dependendo do tipo do respirador, o exame médico inclui prova de função pulmonar,
funcionamento do sistema músculo esquelético, problemas cardiovasculares e outros. Se há um
histórico cardíaco ou de doença pulmonar severa, isso deve ser considerado pelo profissional da
saúde.
A condição física diária do usuário também é importante e ele não deve utilizar o respirador se
não se sentir em condições de saúde suficientes para isso.

• Peso do respirador
Um respirador pode ser pesado. Mesmo que as normas exijam que o respirador tenha um
desenho ergonômico, o que inclui peso e respectiva distribuição, a capacidade fisiológica de cada
usuário deve ser levada em consideração. Alguns respiradores podem ser muito pesados para serem
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utilizados por alguns usuários, especialmente, quando devem ser usados por tempo prolongado.

• Uso simultâneo de Equipamento de Proteção Individual


Se houver a necessidade de se usar outros EPIs e/ou equipamentos pesados (ferramentas)
simultaneamente com o respirador, o peso total deve ser considerado.

• Calor ou frio gerados pelo respirador


Certos respiradores produzem superfícies quentes ou gás de inalação quente durante o uso,
por exemplo, filtros químicos ou respiradores com oxigênio gerado quimicamente. Outros podem
provocar correntes de ar sobre a face do usuário que poderão esfriar a pele, como nos purificadores
de ar motorizados. Dependendo das condições de uso, aquecimento ou resfriamento localizado pode
representar sobrecarga ou desconforto ao usuário.

• Irritação da pele
Alguns usuários poderão desenvolver sensibilidade dérmica devido ao contato direto de certos
materiais do respirador com a pele.

• Seleção do respirador
Se um usuário não está apto a utilizar um determinado tipo de respirador, por razões
fisiológicas, poderá ser escolhido outro tipo, que ofereça a mesma proteção e que seja adequado sob
todos os demais aspectos.

Requisitos Psicológicos/Neurológicos

Respiradores causam desconforto que pode ser um importante fator limitante na capacidade de
uso. A natureza do desconforto varia desde o desconforto físico até quadros de ansiedade. Alguns
usuários poderão estar inaptos a usar respiradores, em virtude de razões psicológicas, como
claustrofobia, sensação de isolamento ou por problemas neurológicos, tais como: epilepsia, ataxia e
tremores.
Algumas vezes, as restrições psicológicas podem ser superadas com treinamento e
aclimatação. Os aspectos psicológicos são tão importantes quanto os aspectos físicos no uso de
respirador.

14.5.1.2.2 Características faciais do usuário

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O nível de proteção de um respirador com vedação facial depende de quanto o ajuste da peça
facial ao rosto do usuário é perfeito. A superfície da peça é projetada para se adaptar a uma ampla
gama de faces de usuários com certa semelhança de contorno. De qualquer maneira, além de
tamanho, comprimento ou largura de um rosto, as características faciais sempre devem ser
consideradas em um processo de análise da adequação do respirador ao usuário.
Mesmo que a peça facial tenha sido desenhada com base em uma ampla gama de usuários,
levando em conta contornos faciais de grupos étnicos, poderá haver acentuados desvios, tais como:
maçãs do rosto exageradas, queixos muito cônicos ou narizes muito aduncos, que poderão interferir
na selagem do respirador com peça facial no rosto do usuário.
Além disso, características da pele do rosto como: cicatrizes, rugas ou dobras muito profundas,
o uso de joias faciais ou rosto não barbeado podem afetar, significativamente, a proteção
proporcionada por alguns respiradores.
Isto será particularmente verdadeiro nos respiradores com peça semifacial ou facial inteira, em
que o nível de proteção alcançado depende de uma boa selagem facial. Tais respiradores não devem
ser escolhidos, quando houver pelos faciais ou irregularidades faciais na área de selagem. Nesses
casos, serão mais adequados os respiradores com selagem na gola como capuz ou roupas/macacão.
Neste contexto, rosto não barbeado significa uma barba que tenha sido feita em um período
superior a oito horas da jornada de trabalho. Estudos indicam que o crescimento da barba, mesmo
com menos de um dia, pode elevar consideravelmente a penetração por meio da selagem. O
respirador do tipo com vedação facial somente oferecerá a proteção esperada, quando se ajustar ao
contorno da face e se mantiver firme na posição.
O uso de alguns acessórios de efeito pessoal (piercing) pode interferir no funcionamento da
válvula ou no posicionamento da peça facial. O uso de cremes, maquiagens ou loções também pode
provocar o deslizamento da peça facial.

14.5.1.2.3 Lentes corretivas

• Óculos

O uso de óculos com lentes corretivas pode interferir na proteção oferecida por muitos tipos de
respiradores. Quando óculos corretivos são necessários, estes devem ter um desenho compatível com
o respirador. Há óculos que se adaptam no interior da cobertura facial do respirador sem
comprometerem a selagem do rosto, sendo oferecidos como acessórios pelos fabricantes de
respirador. Como alternativa, podem ser selecionados respiradores com cobertura das vias
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respiratória sem vedação facial, como o capuz. O fabricante do respirador pode orientar na solução
adequada.

• Lentes de contato
Lentes de contato podem ser usadas com o respirador se o usuário já estiver perfeitamente
acostumado a este tipo de lente e após ter praticado seu uso em conjunto com o respirador. Em certos
casos, entretanto, o uso dessas lentes pode causar problemas, tais como excessiva secagem dos
olhos devido ao fluxo de ar do respirador e deslocamento das lentes durante o uso.
Em ambos os casos, o usuário tenderá a remover o respirador para corrigir o problema, ficando
então exposto ao contaminante. O usuário deve ser orientado a se dirigir a uma área limpa, em que
ele possa remover o respirador para corrigir o problema com as lentes. Se isto não puder ser feito,
rapidamente, e sem expor o usuário ao contaminante, é recomendável que seja evitado o uso de
lentes de contato.
Os soldadores e as pessoas que circulam nas proximidades da área de soldagem não devem
usar lentes de contato.
Deve ser conhecido o fato de um usuário de respirador utilizar lentes de contato e isto deve
constar em seu prontuário médico. No local em que este trabalhador estiver atuando deve haver
pessoas com conhecimentos mínimos sobre remoção das lentes em emergências. Isto inclui, também,
paramédicos e socorristas.

14.5.1.2.4 Comunicação verbal

Em muitas tarefas, existe a necessidade de comunicação verbal entre os colaboradores. Uma


vez que os respiradores, geralmente, prejudicam a comunicação, pode ser necessária uma avaliação
dos riscos adicionais envolvidos.
Quando os trabalhadores encontram dificuldade de comunicação, eles são tentados a remover
o respirador na área de trabalho, resultando em exposição aos contaminantes. Respiradores com
cobertura das vias respiratórias do tipo sem vedação facial interferem menos com a fala, pois a face
inteira está visível, mas os que cobrem os ouvidos podem reduzir a audição. Em alguns tipos de
respiradores, a audição também pode ser prejudicada pelo ruído provocado pelo fluxo de ar. A
comunicação pode ser melhorada selecionando respiradores que incluam transmissores de voz ou
modelos que incorporem microfones ou rádios. O uso destes equipamentos é recomendável, quando a
comunicação verbal for imprescindível para assegurar a segurança do usuário e de outras pessoas.

14.5.1.2.5 Compatibilidade com outros EPIs


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Mais de um tipo de perigo pode estar presente, em muitos ambientes de trabalho, sendo então
necessário o uso de mais de um equipamento de proteção individual. É importante que esses
equipamentos sejam compatíveis entre si e que continuem proporcionando proteção efetiva contra os
riscos.
Quando o capacete de segurança, protetor auditivo, proteção para os olhos, roupa de
segurança e respirador forem usados, simultaneamente, é importante que a proteção de cada um
desses equipamentos não seja prejudicada por qualquer interferência entre eles. Essas interferências
incluem: jugular do capacete passando sobre as hastes do protetor auricular tipo concha, óculos
deslocando o respirador, roupa interferindo na selagem do respirador na face.
Quando for necessário o uso de vários equipamentos de proteção, simultaneamente, deve ser
dada preferência ao uso de EPIs conjugados. São exemplos de equipamentos conjugados aqueles
fabricados para aplicações especiais, como: soldagem e jateamento, os quais dão proteção
simultânea à cabeça, à face, aos olhos e aos ouvidos.
Quando mais de um equipamento deve ser utilizado, simultaneamente, é necessário definir a
sequência da retirada deles para garantir que a proteção respiratória seja mantida, enquanto
necessária como, por exemplo, na descontaminação que deve ser feita, após a exposição ao asbesto.

14.5.1.3 Adequação do respirador ao ambiente de trabalho

As condições do ambiente em que o respirador será utilizado, incluindo fatores como


temperatura e umidade extremas, atmosferas corrosivas, explosivas, velocidade do vento, pressão
elevada também devem ser consideradas para a seleção do respirador.

14.5.3.1.1 Condições climáticas extremas

O processo de seleção deve incluir uma avaliação dos possíveis efeitos da temperatura ou da
umidade extrema existentes no ambiente de uso do respirador. De um modo geral, os fabricantes
incluem essas limitações nas instruções de uso. Os limites de temperatura e umidade, normalmente,
são mencionados tanto para a armazenagem, quanto para o uso do respirador.

Efeitos sobre o respirador

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Geralmente, o fabricante adverte o usuário sobre as condições de uso do respirador. Os


respiradores não devem ser utilizados fora das condições limites de temperatura e umidade de guarda
ou estocagem que são contidas, obrigatoriamente, nas instruções de uso que os acompanham, salvo
nos casos em que haja concordância do fabricante.

• Baixas temperaturas

Temperaturas extremamente baixas (por exemplo -30°C) podem afetar o desempenho do


respirador com consequente redução ou mesmo perda da capacidade de proteção respiratória. Por
esta razão, deve ser selecionado um respirador indicado para uso em temperaturas extremamente
baixas, com componentes (mangueiras, gaxetas, o-rings e diafragmas) projetados e testados para
assegurar bom desempenho, sob tais condições.
Os respiradores podem ser afetados pelas baixas temperaturas de diferentes maneiras:
a) a cobertura das vias respiratórias do respirador e partes dela, tais como a superfície de
selagem ou de capuz flexível podem se tornar quebradiças e se romperem ou se tornar menos
flexíveis, causando problemas de selagem ou conforto;
b) os componentes dos respiradores de adução de ar, tais como: mangueiras e tubos podem,
igualmente, ficar quebradiços e se romperem ou se tornarem menos flexíveis, tornando o manejo difícil
e causando problemas de conforto e selagem;
c) alguns componentes, tais como as válvulas, podem não funcionar eficientemente em
temperaturas excessivamente baixas;
d) as válvulas do respirador podem congelar, abertas ou fechadas, por causa da presença da
umidade. Alguns respiradores de adução de ar usam o tubo Vortex para aquecer o ar que chega à
peça facial;
e) o desempenho de respiradores de circuito fechado pode ser seriamente afetado em
condições de temperaturas muito baixas;
f) o desempenho de baterias eletroquímicas utilizadas no respirador, ou outros equipamentos,
decai rapidamente com a queda de temperatura, podendo afetar o fluxo de ar e a sua duração;

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g) o embaçamento das lentes ou dos visores pode aumentar em baixas temperaturas.


Películas protetoras ou tratamentos especiais na parte interna do visor ou nas lentes podem evitar o
embaçamento em temperaturas próximas a 0°C. As peças faciais inteiras, geralmente, possuem uma
mascarilha interna que direciona, por meio da válvula de exalação, o ar exalado para o meio exterior,
evitando com isso o embaçamento do visor e permitindo visão satisfatória em baixas temperaturas,
como -30°C. As máscaras autônomas, com peça facial inteira, aprovadas para trabalhos abaixo de
0°C devem possuir mascarilha interna ou tratamento conveniente da superfície interna do visor.
O usuário deve familiarizar-se com o uso do respirador em baixas temperaturas, bem como
com as precauções e os cuidados que deve tomar, como, por exemplo:
• O ponto de orvalho do ar comprimido em cilindro;
• A estanqueidade das conexões que podem ser afetadas, quando expostas a baixas
temperaturas;
• A guarda do respirador fora do ambiente frio, pois os componentes elastoméricos podem sofrer
graves distorções se não forem convenientemente guardados, impedindo, por exemplo,
posterior vedação na face;
• A seleção de acessórios e componentes especialmente projetados para resistirem a baixas
temperaturas.

• Altas temperaturas

Temperaturas extremamente altas (acima de 60ºC) podem afetar o desempenho do respirador


de diversas maneiras e, algumas vezes, podem reduzir ou até mesmo anular a proteção respiratória.
Em função disso, devem ser selecionados respiradores classificados para altas temperaturas, os quais
são projetados e testados para garantir seu perfeito funcionamento sob tais condições.
As altas temperaturas podem afetar o respirador de diversas maneiras como, por exemplo:
a) fundindo ou amolecendo os materiais comumente usados nos respiradores, tais como
plásticos;
b) piorando o desempenho e a vida útil dos filtros químicos;

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c) facilitando a deterioração da peça facial e de componentes elastoméricos de respirador


guardado em ambiente com alta temperatura, criando deformações permanentes, o que exige uma
inspeção frequente.

Efeitos sobre o usuário

O conforto térmico do usuário deve ser levado em conta em todas as aplicações. Ele pode ser
afetado pela intensidade do trabalho, pelas condições do meio ambiente e pelo uso de outros
equipamentos de proteção individual.
A dissipação do calor produz suor, o qual, em excesso, faz com que a peça facial escorregue
na face, reduzindo a proteção oferecida pelo respirador. Além disso, a dissipação do calor e o
desconforto podem levar o usuário a folgar ou abrir a roupa de proteção, anulando, assim, a proteção
proporcionada por ela. Quando um usuário de respirador e roupa de proteção necessita realizar
trabalhos muito intensos é importante que sejam tomadas medidas adequadas, tais como: períodos de
descanso adequado e, se necessário, existência de um bom sistema de refrigeração ou de
acompanhamento médico.
Como os equipamentos de proteção respiratória podem cobrir a cabeça e outras partes do
corpo, a dissipação natural do calor do corpo pode reduzir-se de maneira significativa. Essa dissipação
pode ser impedida, de tal maneira, que a temperatura central do corpo possa chegar, com relativa
rapidez, em níveis desconfortáveis ou perigosos, principalmente, em condições de altas temperaturas
ambientais ou umidade e/ou alta intensidade de trabalho ou, ainda, quando são usadas roupas
isolantes ou impermeáveis.
Essa elevação da temperatura central do corpo pode levar, progressivamente, ao estresse
térmico: desconforto, vertigens, fadiga, desorientação, mal-estar, inconsciência, coma e morte, a não
ser que seja feita uma intervenção rápida e eficaz.
Quando se prevê a possibilidade da ocorrência do estresse térmico em ambientes com
temperatura elevada, é recomendável o uso de respiradores purificadores de ar motorizados ou
respiradores de adução de ar do tipo fluxo contínuo, que terão um efeito refrescante sobre o corpo,
bem como respiradores com peça semifacial no lugar de facial inteira, desde que ofereçam nível de
proteção suficiente. O uso do tubo Vortex nos respiradores de ar comprimido de fluxo contínuo reduz a
temperatura do ar fornecido à peça facial.
Além disso, devem ser planejadas e implementadas paradas ou intervalos no trabalho,
fornecimento suficiente de água potável (fria, não efervescente e, se possível, com adição de
eletrólitos essenciais), bem como planos de escape, resgate e primeiros socorros.
Em clima frio ou em áreas de trabalho refrigeradas, o estresse provocado pelo frio pode se
tornar preocupante. O uso de respiradores purificadores de ar motorizados ou de fluxo contínuo pode
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aumentar a perda de calor corpóreo e causar enregelamento parcial ou ulceração localizada. Alguns
respiradores de linha de ar comprimido são fornecidos com um aquecedor para ar respirável.
Considerando que o ar respirável comprimido, ao chegar à cobertura das vias respiratórias,
apresenta umidade relativa muito baixa, o uso de respiradores com alta vazão e por períodos
prolongados pode provocar desidratação, mesmo em condições ambientais normais, assim, devem
ser adotadas providências para que haja intervalos regulares de paradas e disponibilidade suficiente
de água potável.

14.5.3.1.2 Outros perigos não respiratórios

Na seleção do respirador também devem ser considerados quaisquer outros perigos


associados à atividade como, por exemplo, a possibilidade de respingos, faíscas, fogo,
inflamabilidade.

Atmosferas ricas em O2

Uma atmosfera rica em oxigênio é pouco comum nos ambientes de trabalho, mas pode
ocorrer, por exemplo, em espaços confinados com alguns tipos de soldagens, aumentando
significativamente o risco de ocorrência de fogo ou explosão. Nas atmosferas ricas em oxigênio, o
respirador deve ser cuidadosamente selecionado para que seja de material antiestático, não produza
faíscas e não seja inflamável. Na manutenção de respiradores para uso nessas condições, somente
devem ser utilizados os lubrificantes recomendados pelo fabricante.

Atmosferas corrosivas

Em algumas situações, pode ser necessário o uso de respiradores para proteção contra
contaminantes que sejam corrosivos por natureza. Durante o trabalho, esses contaminantes sob a
forma de gases, aerossóis, respingos ou esguichos de líquidos podem entrar em contato com a pele,
os olhos ou o respirador e isso também deve ser considerado na seleção do respirador adequado. No
caso do uso de roupa de proteção e respirador, é necessário levar em conta a interferência entre eles.
Certas substâncias são capazes de enfraquecer componentes e peças do respirador, fazendo
com que ocorra uma redução da resistência ao longo do tempo. Nestes casos, deve-se levar em conta
a diminuição do desempenho com o tempo como, por exemplo, dano nas válvulas ou em outros
componentes do respirador, tais como: capacetes ou visores, tornando-os significativamente mais

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fracos ou opacos e exigindo uma manutenção e/ou um programa de substituição de peças mais
cuidadoso.
Informações do fabricante devem ser solicitadas, a fim de se certificar de que o equipamento é
adequado para o ambiente e, se necessário, alterar a escolha.

Atmosferas potencialmente explosivas

Quando o respirador é usado em atmosfera potencialmente explosiva, a seleção deste


equipamento deve verificar se este é uma possível fonte de ignição. Qualquer respirador, roupa ou
equipamento utilizado pelo usuário pode se tornar uma fonte de ignição pela geração de faíscas
devido ao impacto sobre partes metálicas ou pelo acúmulo de eletricidade estática.
A limpeza e a manutenção do respirador devem ser planejadas no sentido de se assegurar que
possível acúmulo de eletricidade estática não seja aumentado pelo processo de limpeza ou que não
sejam reduzidas as propriedades antiestáticas inerentes ao produto.
Para que se possa utilizar um respirador em ambientes com atmosfera potencialmente
explosiva, o equipamento deve ter segurança intrínseca e atender, por exemplo, à Portaria
Inmetro/Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio do Exterior (MDIC) nº 179, de
18/05/2010, ou a que estiver vigente.
O fabricante deve ser consultado para garantir que o respirador seja adequado a esse tipo de
ambiente.

Contaminantes potencialmente permeantes

Certos contaminantes presentes no ambiente de trabalho, quando em contato com o


respirador, são capazes de permear por meio dos materiais utilizados na construção do Equipamento
de Proteção Respiratória (EPR) e de evaporarem dentro dele, causando uma sobre exposição do
usuário. Nesses casos, devem ser selecionados respiradores que utilizam materiais mais
impermeáveis. Essa análise deve ser feita, principalmente, em certos componentes, como cobertura
das vias respiratórias, traqueia, mangueiras de ar comprimido respirável que possam ser imersas,
acidentalmente, no contaminante líquido. Deve-se lembrar de que a permeação
pode ocorrer mesmo nos respiradores que operam em pressão positiva.
Devem ser tomados cuidados com certos componentes que conduzem o ar respirável,
particularmente, com as mangueiras de suprimento de ar, pois várias substâncias químicas perigosas
podem penetrar e contaminar o ar.
Calor radiante

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Altas temperaturas resultantes de calor radiante podem provocar danos nos respiradores. Em
casos extremos, como em fundições, o calor irradiado pode fundir ou amolecer os componentes
plásticos do respirador. Nestes casos, deve-se usar respirador de classe resistente a altas
temperaturas ou ao calor radiante.

Velocidade do vento

Ventos com velocidade acima de 7 km/h podem diminuir a proteção oferecida por alguns
respiradores, particularmente, os com cobertura das vias respiratórias sem vedação facial, nos quais o
ar contaminado pode penetrar na zona respiratória apesar do fluxo de ar do respirador. A seleção de
respiradores para uso em áreas com vento deve levar em conta essa possibilidade. O fabricante do
respirador deve ser consultado para informações adicionais.

Ambientes com pressão elevada

A pressão ambiente elevada pode ter um efeito negativo no desempenho e no funcionamento


do respirador, tornando-o potencialmente perigoso ao usuário, e isso deve ser considerado ao realizar
a seleção. O respirador pode ser afetado de várias maneiras:
a) o medidor de vazão com flutuador ou outro instrumento de checagem do respirador deve ser
recalibrado para uso em pressão elevada.
b) a teoria de filtração prevê aumento da penetração no filtro para partículas em pressão
elevada, especialmente, as partículas muito finas, podendo a penetração, do filtro utilizado, ultrapassar
o valor máximo permitido para a classe de filtro.
c) em igualdade de concentração de exposição, a saturação dos filtros químicos usados em
pressão elevada ocorre antes da saturação em pressão atmosférica normal.
d) a resistência à respiração aumenta com a elevação da pressão, particularmente, nos filtros
químicos.
e) o apito do alarme de baixa pressão das máscaras autônomas poderá não funcionar em
ambiente de pressão mais elevada.
f) as chaves acionadas por membranas tendem a funcionar mal sob pressão elevada.

14.5.2 Seleção de Respiradores para Uso Rotineiro

O respirador apropriado deve ser selecionado, conforme o seguinte procedimento:

O respirador adequado ao risco a que o trabalhador está exposto e à atividade exercida deve
ser selecionado por pessoa competente, conforme o seguinte procedimento:
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a) se a atmosfera for deficiente em oxigênio, o respirador selecionado dependerá da


porcentagem de O2 e da altitude do local, isto é, da pressão parcial de oxigênio (ppO2) e da
aclimatação do usuário:
a1) se a concentração de oxigênio for menor que 12,5% ao nível do mar (ppO2 menor que
95 mmHg), a atmosfera é IPVS e devem ser usados os respiradores indicados nos
próximos itens;
a2) se a concentração de oxigênio for maior que 12,5% ao nível do mar (ppO2 maior que
95 mmHg) e menor que 18% ao nível do mar (ppO2 menor que 137 mmHg), a atmosfera
não é IPVS e deve ser usado qualquer respirador de adução de ar. Se, entretanto, também
estiverem presentes contaminantes, deve ser usado respirador de adução de ar com Fator
de Proteção Atribuído (FPA), adequado para estes contaminantes, selecionado conforme o
item (b);
a3) se a concentração de oxigênio for maior que 18% ao nível do mar (ppO2 maior que
137 mmHg), não há deficiência de oxigênio, continuar no item (b);
b) se não for possível determinar qual o contaminante, potencialmente perigoso, que possa
estar presente no ambiente ou a sua concentração, considerar a atmosfera IPVS.
c) se não existir limite de exposição ou valores de orientação da exposição ocupacional
disponíveis, e se não puder ser feita a estimativa da toxidez, considerar a atmosfera IPVS. Se existir
limite de exposição, ou valores de orientação da exposição ocupacional disponíveis, ou se puder ser
feita a estimativa da toxidez, continuar no item (d);
d) se a concentração medida ou estimada do contaminante for considerada IPVS, continuar no
item 5.2. Se não for IPVS, continuar no item (e);
e) calcular o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR), dividindo a concentração medida
ou estimada do contaminante na condição mais crítica de exposição prevista pelo limite de exposição
adequado ou valor de orientação, conforme e1, e2 ou e3. Se o Fator de Proteção Mínimo Requerido
(FPMR) for menor que 1, não é necessário o uso de respirador, exceto para aerossóis contendo
asbesto(*). Se o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for maior que 1, continuar no item (g).
Se mais de uma substância estiver presente, deve-se seguir para o item (f).
e1) dividir a concentração média ponderada para o contaminante determinado pelo limite
de exposição aplicável, ou seja, se o limite é para oito horas, a concentração média
ponderada deve ser para oito horas; se o limite é para dez horas, a concentração média
ponderada deve ser para dez horas.
* Se o aerossol contiver asbesto abaixo do limite de exposição, deverá ser utilizado, no
mínimo, uma peça semi facial com filtro P2 (ou PFF2). Se a concentração de asbesto for
igual ou maior que o limite de exposição, deverá ser selecionado filtro classe P3. Se o
aerossol contiver sílica cristalina, deverá ser selecionado, no mínimo, filtro classe P2 (ou
PFF2, se Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for menor que 10). Para
substâncias com limite de exposição menor ou igual a 0,05 mg/m3, usar filtro classe P3 (ou
PFF3 se FPMR for menor que 10).
e2) se o contaminante possuir valor teto, este deve dividir a concentração máxima de
exposição pelo valor teto.
e3) se o contaminante possuir limite de curta exposição, este deve dividir a concentração
média de quinze ou trinta minutos pelo limite de curta exposição definido para quinze ou
trinta minutos, respectivamente.
f) se mais de uma substância estiver presente, deve-se avaliar os efeitos aditivos ou sinérgicos
de exposição, em vez de considerar o efeito isolado de cada substância. Para isso, calcular,

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inicialmente, o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) para cada substância, como indicado em
(e). Se as substâncias não apresentarem efeitos tóxicos similares sobre o mesmo órgão ou sistema
(fígado, rim, sistema nervoso central etc.), considerar, para a seleção do respirador, o maior Fator de
Proteção Mínimo Requerido (FPMR) calculado. Se as substâncias apresentarem efeitos tóxicos
similares sobre o mesmo órgão ou sistema, devem ser considerados os efeitos aditivos. Isto é feito
utilizando a fórmula:
(Cm/Tm) = (C1/T1) + (C2/T2) + .... + (Cn/Tn)
Em que: C1,2,…,n = concentração de cada substância
T1,2,...,n = seu respectivo limite de exposição
Cm e Tm= concentração e limite de exposição da mistura
Se o valor de (Cm/Tm) for menor que a unidade, não é necessário o uso de respirador. Se a
soma dos quocientes (Ci/Ti) for maior que a unidade, tal valor é o Fator de Proteção Mínimo Requerido
(FPMR) para a mistura. Continuar em (g).
g) Com base no Quadro 1, deve-se selecionar um respirador ou tipo de respirador que possua
FPA maior que o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR), considerando, para a escolha final, a
adequação do respirador ao usuário, à tarefa (o tipo de trabalho a ser realizado, o nível de esforço
físico, a duração e a frequência da tarefa, necessidades quanto à mobilidade, comunicação e visão
etc.) e ao ambiente de trabalho. Se o contaminante for irritante aos olhos ou a concentração no local
de trabalho for tal que cause danos aos olhos, deve-se selecionar um respirador com peça facial
inteira, capuz ou capacete. Se o respirador selecionado for do tipo purificador de ar, deve-se continuar
no item (h);
Nota: Informações sobre o potencial irritante das substâncias podem ser obtidas na FISPQ ou em
International Chemical Safety Cards, no site http://www.cdc.gov/niosh/ipcs/
h) se o contaminante for um gás ou vapor, escolher o filtro químico apropriado. As seguintes
condições devem ser satisfeitas simultaneamente: 1) a concentração do contaminante no ambiente
deve ser menor que a sua concentração IPVS; 2) a concentração do contaminante no ambiente deve
ser menor que a Máxima Concentração de Uso (MCU) do filtro, conforme Quadro 2; 3) o filtro químico
deve ser compatível com a peça facial do respirador selecionado em (g); 4) para algumas substâncias
ver também o item (i). Se também estiver presente contaminante do tipo particulado ou se o
contaminante for somente do tipo particulado, continuar no item (j);
Nota: Quando estiverem presentes gases ou vapores e também contaminantes particulados,
devem ser usados filtros combinados (filtro químico + filtro para partículas), observando os critérios de
seleção dos itens (h) a (j).
i) se o contaminante for um gás ou vapor com fracas propriedades de alerta, ou de toxidez
elevada, ou de difícil retenção pelo sorbente é recomendado, de modo geral, o uso de respiradores de
adução de ar. Se estes não puderem ser usados por causa da inexistência de fonte de ar respirável,
ou por causa da necessidade de mobilidade do trabalhador, o respirador purificador de ar poderá ser
usado somente quando:
i1) o filtro químico possuir um indicador confiável de fim de vida útil que alerte o usuário
antes de o contaminante começar a atravessar o filtro;
i2) existir um plano de troca de filtro que se baseie em informações ou dados, tais como a
vida útil do filtro, a dessorção (a não ser que a substituição seja diária), a concentração
esperada e o tempo de exposição, que assegure que os filtros sejam substituídos antes de
atingirem a saturação.
j) se o contaminante for do tipo particulado, a seleção do filtro depende também da presença
ou ausência de partículas oleosas no aerossol. Se o aerossol:

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j1) for mecanicamente gerado (poeiras ou névoas), usar filtro classe P1(*)(**) ou peça
semifacial filtrante para partículas PFF1(*)(**) se o FPMR for menor que 5;
* Se o aerossol contiver asbesto abaixo do limite de exposição, deverá ser utilizado, no
mínimo, peça semi facial com filtro P2 (ou PFF2). Se a concentração de asbesto for igual
ou maior que o limite de exposição, deverá ser selecionado filtro classe P3. Se o aerossol
contiver sílica cristalina, deverá ser selecionado, no mínimo, filtro classe P2 (ou PFF2, se
Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for menor que 10). Para substâncias com
limite de exposição menor ou igual a 0,05 mg/m3, usar filtro classe P3 (ou PFF3 se Fator
de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for menor que 10).
** Se o aerossol for oleoso (proveniente de lubrificantes, fluídos de corte, glicerina, veículos
com motor de combustão interna, ar comprimido de compressores lubrificados a óleo etc.),
deverá ser selecionado filtro resistente a óleo. A presença do óleo no ar pode ser
determinada pelo método NIOSH 5026 (oil mist, mineral).
j2) for mecanicamente gerado (poeiras e névoas) ou termicamente gerado (fumos), usar
filtro classe P2(*)(**) (ou peça semifacial filtrante para partículas PFF2(*)(**) se o Fator de
Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for menor que 10);
j3) for névoa à base de tinta, esmalte ou verniz contendo solvente orgânico, usar filtro
combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro para partículas classe P2(*)(**).
Pode-se utilizar filtro da classe P1(*) (**) quando o Fator de Proteção Mínimo Requerido
(FPMR) for menor que 5;
j4) for névoa contendo agrotóxico em veículo orgânico, usar filtro combinado: filtro químico
contra vapores orgânicos e filtro para partículas classe P2(*)(**); se o contaminante for um
agrotóxico em veículo água, usar filtro para partículas classe P2(*)(**) (ou peça semifacial
filtrante para partículas PFF2(*)(**), se o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for
menor que 10);
j5) contiver radionuclídeos, usar filtro classe P3(**) (ou peça semifacial filtrante para
partículas PFF3(**) se o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR) for menor que 10).

Quadro Fatores de proteção atribuídos (FPA)(a)


Tipos de coberturas das vias respiratórias
com vedação facial(b) sem vedação facial(b)
Tipo de respirador
peça semifacial(c) Peça facial capuz(e) outros(f)
inteira(d)
A – Purificador de ar
não motorizado 10(g) 100(h) ––––– –––––
motorizado(i) 50(j) 1000(k) 1000(k) 25
B – de adução de ar
de demanda sem pressão positiva 10(j) 100 ––––– –––––
de demanda com pressão positiva 50(j) 1000 ––––– –––––
de fluxo contínuo 50(j) 1000 1000 25
B2 – máscara autônoma (circuito aberto
ou fechado)
de demanda sem pressão positiva(l) 10(j) 100 ––––– –––––
de demanda com pressão positiva ––––– 10000 ––––– –––––
Fonte: Programa de Proteção Respiratória (FUNDACENTRO)

Observações sobre o Quadro 1:

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(a) o Fator de Proteção Atribuído (FPA) só é válido, quando o respirador é utilizado conforme as
recomendações contidas no Programa de Proteção Respiratória (seleção correta, ensaio de vedação,
treinamento, política da barba etc.) e com a configuração constante em seu Certificado de Aprovação.
O Fator de Proteção Atribuído (FPA) não é aplicável para respiradores de fuga.
(b) Processo pelo qual não exista vazamento ou entrada de ar contaminado;
(c) inclui as peças um quarto facial e semifacial reutilizáveis e a peça semifacial filtrante (PFF).
(d) para respiradores, com peça facial inteira, aprovados somente no ensaio de vedação qualitativo, o
FPA é igual a 10.
(e) o Fator de Proteção Atribuído (FPA) é 1000 para respiradores com cobertura das vias respiratórias
que cobrem a face, a cabeça e se estendem até os ombros e também para capuzes considerados
com vedação facial (possuem uma peça semifacial em seu interior).
(f) inclui capacete, protetor facial etc.
(g) para respiradores com peças semifaciais reutilizáveis com, no mínimo, filtro P2 ou para peça semi
facial filtrante, no mínimo, PFF2, o FPA é 10. Para respiradores com peças semifaciais reutilizáveis
com filtro P1 ou para a PFF1, o Fator de Proteção Atribuído (FPA) é 5. Para respiradores com peça
um quarto facial, o FPA é 5, independentemente da classe do filtro para partículas.
(h) para respiradores com peça facial inteira, o Fator de Proteção Atribuído (FPA) é 100 somente
quando equipado com, no mínimo, filtro P2. Não se deve utilizar filtro P1 com esse tipo de respirador.
(i) não se deve utilizar filtros classe P1 com esse tipo de respirador.
(j) não se deve utilizar peça um quarto facial com esse tipo de respirador.
(k) os Fatores de Proteções Atribuídos (FPA) apresentados são de respiradores com filtros P3 ou
sorbentes (cartuchos químicos pequenos, médios ou grandes). Com filtros classe P2, deve-se usar
Fator de Proteção Atribuído (FPA) 100, devido às limitações do filtro.
(l) a máscara autônoma de demanda sem pressão positiva não deve ser usada para combate a
incêndio ou situações IPVS.

Quadro Máxima concentração de uso de um filtro químico (a)


Máxima concentração Tipo de peça facial
Classe do filtro Tipo
de uso(c) (mL/m3)(d) compatível
Vapor orgânico(b) Um quarto facial,
FBC
Gases ácidos(b) 300 semifacial, facial inteira
Baixa capacidade
Amônia ou conjunto bocal
Vapor orgânico(b 1.000
Amônia 300
Um quarto facial,
Classe 1 Metilamina 100
semifacial, facial inteira
Cartucho pequeno Gases ácidos(b) 1.000
ou conjunto bocal
Ácido clorídrico 50
Cloro 10

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Vapor orgânico(b) 5.000


Classe 2
Amônia 5.000 Facial inteira
Cartucho médio
Gases ácidos(b) 5.000
Vapor orgânico(b) 10.000
Classe 3
Amônia 10.000 Facial inteira
Cartucho grande
Gases ácidos(b) 10.000
Fonte: Programa de Proteção Respiratória (FUNDACENTRO)

Observações sobre da máxima concentração de uso de um filtro químico:


(a) a máxima concentração de uso de um respirador em situação rotineira, que incorpore filtro
químico, para um dado gás ou vapor, deve ser:
• menor que o valor IPVS;
• menor que o valor indicado neste Quadro para o referido gás ou vapor;
• menor que o produto de Fator de Proteção Atribuído (FPA) do respirador purificador utilizado
x limite de exposição.
Dos três valores obtidos, o que for menor.
(b) não usar contra vapores orgânicos ou gases ácidos com fracas propriedades de alerta, ou
que geram alto calor de reação com o conteúdo do cartucho.
(c) para alguns gases ácidos e vapores orgânicos, esta concentração máxima de uso é mais
baixa.
(d) 1 mL/m3 = 1 ppm

14.6 Seleção de Respiradores para Uso em Atmosferas IPVS e Espaços


Confinados ou Atmosferas com Pressão Reduzida

14.6.1 Atmosfera IPVS

Uma concentração de contaminantes IPVS é aquela que representa um risco muito grave à
saúde, podendo ter efeitos irreversíveis sobre esta, bem como em reduzir a capacidade do indivíduo
de abandonar áreas de risco ou mesmo podendo causar a morte.
Um local é considerado IPVS, quando:
a) o contaminante presente ou a concentração destes são desconhecidos;
b) a concentração do contaminante é maior que a concentração IPVS;
c) é um espaço confinado com teor de oxigênio menor que o normal (20,9% em volume ao
nível do mar ou ppO2 = 159 mmHg), a menos que a causa da redução do teor de oxigênio seja
devidamente monitorada e controlada;
d) é um espaço confinado não avaliado;
e) o teor de oxigênio é menor que 12,5% ao nível do mar (ppO2 menor que 95 mmHg); ou

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f) para um indivíduo aclimatado ao nível do mar, a pressão atmosférica do local é menor que
450 mmHg (equivalente a 4.240 m de altitude) ou qualquer combinação de redução na porcentagem
de oxigênio ou redução na pressão, que leve a uma pressão parcial de oxigênio menor que 95 mmHg.

14.6.2 Respiradores para uso em condições IPVS na pressão atmosférica normal

Se o respirador será utilizado em uma área IPVS, ele deve ser alternativamente:
I. Uma máscara autônoma de ar comprimido (possui peça facial inteira) com pressão positiva
aprovada com CA e que tenha autonomia mínima de 30 minutos, ou;
II. Um respirador que seja uma combinação de peça facial inteira com pressão positiva e com
suprimento por ar de linha dotada e também de um cilindro de ar comprimido reserva para abandonos
de emergência.
Deve ser mantida comunicação contínua entre o trabalhador, que entrou na atmosfera IPVS e
o que está de prontidão. Enquanto permanecer na área IPVS, o usuário deve estar com cinturão de
segurança e cabo que permita a remoção deste, em caso de necessidade.
Podem ser usados outros recursos também, no lugar do cinturão e cabo de resgate, desde que
equivalente.

14.6.3 Considerações sobre os espaços confinados


Os espaços confinados são causas de numerosas mortes e de sérias lesões. Portanto,
qualquer espaço confinado com menos que 20,9% de oxigênio deve ser considerado como IPVS, a
menos que a causa da redução do teor de oxigênio seja conhecida e controlada. Esta restrição é
imposta, porque qualquer redução do teor de oxigênio é, no mínimo, uma prova de que o local não é
adequadamente ventilado.

Pode ser permitida a entrada sem o uso de respiradores em espaço confinado, que contenha
de 19,5% até 20,9% em volume de oxigênio ao nível do mar, somente quando forem tomadas
precauções extraordinárias, quando é conhecida e entendida a causa da redução do teor de oxigênio
e, ainda, quando se tem certeza de que não existem áreas mal ventiladas nas quais o teor de oxigênio
possa estar abaixo da referida faixa. Não se conhecendo a causa do baixo teor de oxigênio, ou se ela
não for controlada, a atmosfera do espaço confinado deve ser considerada IPVS.

14.6.4 Pressão atmosférica reduzida


Mesmo mantendo a concentração em 20,9%, quando a pressão atmosférica é reduzida, a
pressão parcial de oxigênio (ppO²) pode atingir valores muito baixos (ver Tabela 5). Por isso, quando
são realizados trabalhos em pressão atmosférica reduzida, deve-se exprimir a concentração de
oxigênio em termos de pressão parcial de oxigênio e não em porcentagem em volume.
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14.6.4.1 Deficiência de oxigênio IPVS envolvendo pressão atmosférica reduzida


Quando a pressão parcial de oxigênio de um dado ambiente é igual ao menor que 95 mmHg, a
situação deve ser considerada IPVS. Essa deficiência de oxigênio pode ser causada pela redução do
teor de oxigênio abaixo de 20,9%, pela redução da pressão atmosférica até 450 mmHg (equivalente a
uma altitude de 4.240 m), ou pela combinação da diminuição da porcentagem de oxigênio e da
pressão atmosférica. A Tabela 5 indica as condições nas quais deve ser usada a máscara autônoma
de demanda com pressão positiva, com peça facial inteira, ou o respirador de linha de ar comprimido,
de demanda com pressão positiva, com peça facial inteira, combinado com cilindro auxiliar para
escape.

14.6.4.2 Deficiência de oxigênio não IPVS


Um ambiente cuja pressão parcial de oxigênio está entre 95 e 122 mmHg deve ser considerado
atmosfera com deficiência de oxigênio não IPVS. Esse ambiente pode afetar, de modo adverso, as
pessoas com baixa tolerância a níveis reduzidos de oxigênio, ou pessoas não aclimatadas
desempenhando tarefas, que requeiram grande acuidade mental ou tarefas muito pesadas. Nestas
condições, com a finalidade de atenuar esses efeitos devem ser usados respiradores de adução de ar,
conforme indicado na Tabela 5.

Deve ser levada em consideração qualquer condição médica adversa, que afete a tolerância de
um indivíduo a níveis reduzidos de oxigênio. Para esses indivíduos pode ser recomendável o uso de
respiradores de adução de ar a partir da pressão parcial de oxigênio mais elevada que os valores
indicados. Esta decisão deve ser tomada durante o exame médico, que antecede a atribuição daquela
tarefa.

14.6.5 Operações de Jateamento


Para operações de jateamento devem ser selecionados respiradores, especificamente
aprovados para este fim. O jateamento em espaços confinados pode gerar níveis de contaminação
que ultrapassam a capacidade de qualquer respirador, exigindo a adoção de outras medidas de
controle de modo a diminuir o Fator de Proteção Requerido abaixo do Fator de Proteção Atribuído
para aquele respirador. Deve-se estar atento para a obrigatoriedade do uso de ar respirável.

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Observações sobre a Tabela 5:


a) A ppO² = 95 mmHg, que dita a necessidade de máscara autônoma de demanda com
pressão positiva, com peça facial inteira, ou respirador de linha de ar combinado com
cilindro auxiliar exige que o usuário seja saudável. Deve ser levada em consideração
qualquer condição clínica que afete, desfavoravelmente, a tolerância individual à
redução de teor de O². Para estes indivíduos, é maior a ppO² a partir da qual é
necessário o uso dos respiradores indicados. Esta é uma decisão médica.

b) Observe que em 3.030 m e acima desta altitude, qualquer respirador de adução de ar


que forneça ar com 20,9 % de oxigênio não conseguindo atingir a ppO² de 122 mmHg
e, assim, evitar os seguintes sintomas: aumento da frequência respiratória e do
batimento cardíaco, diminuição da atenção e do raciocínio e redução da coordenação
motora. Portanto, nestes casos que exigem o uso de respirador, porque o teor de O²
está abaixo de 20,9 % deve-se escolher um respirador especial. Aprovado, do tipo de
adução de ar que forneça oxigênio enriquecido ou máscara autônoma de circuito

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fechado. A 3.030 m de altitude deve-se usar ar com no mínimo 23 % de O² e a 4.240 m


o ar deve conter 27 % de O² (ppO² = 122 mmHg).

c) De demanda com pressão positiva e peça facial inteira.

Nota: A NR-6 especifica que um ambiente deve ser considerado como deficiente de oxigênio, quando a
concentração de oxigênio é de 18%. Como se vê, é uma situação não IPVS. Os respiradores purificadores de ar
somente devem ser usados quando a concentração de oxigênio no ambiente estiver acima de 18%.

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15 LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO


No Direito do Trabalho e no Direito Previdenciário observa-se uma dinâmica intensa, as
modificações são frequentes, as alterações periódicas. Sabe-se que a partir da lei, no sentido estrito
do termo, percorre-se uma longa cadeia de atos até a concretização da norma (existem, então,
Portarias, Instruções Normativas, Ordens de Serviço, Modelos).
A Segurança e Saúde no Trabalho preocupa-se com todas as ocorrências que interfiram em
solução de descontinuidade em qualquer processo produtivo, independente se nele tenha resultado
lesão corporal, perda material, perda de tempo ou mesmo esses três fatores conjuntos.
É sabido que prevenção de acidentes não se faz simplesmente com a aplicação de normas,
porém elas indicam o caminho obrigatório e determinam limites mínimos de ação para que se
alcancem, na plenitude, os recursos existentes na legislação. É necessário que se conheçam os
meandros e possibilidades e, com isso, se tenha como conseguir eliminar, ao máximo, os riscos nos
ambientes de trabalho.

15.1 Condições de Segurança e Saúde no Trabalho

Dentro das perspectivas dos direitos fundamentais do trabalhador em usufruir de uma boa e
saudável qualidade de vida, na medida em que não se pode dissociar os direitos humanos e a
qualidade de vida, verifica-se, gradativamente, a grande preocupação com as condições do trabalho.
A primazia dos meios de produção em detrimento da própria saúde humana é fato que,
infelizmente, vem sendo experimentado ao longo da história da sociedade moderna. É possível
conciliar economia e saúde no trabalho. As doenças aparentemente modernas (stress, neuroses e as
lesões por esforços repetitivos), já há séculos vem sendo diagnosticadas.
Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. As
doenças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de produção,
com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades. O Órgão Responsável pela
Segurança e Saúde dos Trabalhadores, por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho,
hoje denominado Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, regulamenta os artigos contidos
na CLT, criando Normas Regulamentadoras - NRs.
A proteção à saúde do trabalhador fundamenta-se, constitucionalmente, na tutela “da vida com
dignidade”, e tem como objetivo primordial a redução do risco de doença, como exemplifica o art. 7º,
inciso XXII, e também o art. 200, inciso VIII, que protege o meio ambiente do trabalho, além do art.
193, que determina que “a ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o
bem-estar e a justiça sociais”.
Os problemas referentes à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida no
trabalho vêm ganhando importância no Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais e
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na sociedade como um todo. Propostas para construir um Brasil moderno e competitivo, com menor
número de acidentes e doenças de trabalho, com progresso social na agricultura, na indústria, no
comércio e nos serviços, devem ser apoiadas.
Para isso, deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da sociedade e a
conscientização na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho. Trabalhador saudável
e qualificado representa produtividade no mercado globalizado.

15.2 Acidente do Trabalho

Acidente do trabalho é o acidente que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da


empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados previdenciários, provocando lesão
corporal ou perturbação funcional, que cause a morte, ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho.

15.2.1 Considera-se acidente do trabalho:


1) Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo
exercício do trabalho peculiar a determinada atividade constante da respectiva
relação elaborada pelo Ministério da Previdência Social;

2) Doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função


de condições especiais, em que o trabalho é realizado e com ele se relacione
diretamente, constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério da
Previdência Social.

15.2.2 Não são consideradas como doença do trabalho:


a) Doença degenerativa

b) A inerente a grupo etário;

c) A que não produza incapacidade laborativa;

d) A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região, em que ela se


desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato
direto determinado pela natureza do trabalho.

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15.2.3 Equiparam-se ao acidente do trabalho:

1) O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja
contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da
sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica
para a devida recuperação.

2) O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em


consequência de:

a) Ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou


companheiro de trabalho;
b) Ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa
relacionada ao trabalho;
c) Ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de
companheiro de trabalho;
d) Ato de pessoa privada do uso da razão;
e) Desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes
de força maior.
3) A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de
sua atividade.

4) O acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:

a) Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da


empresa;
b) Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar
prejuízo ou proporcionar proveito;
c) Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo, quando
financiada por esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da
mão de obra, independentemente, do meio de locomoção utilizado,
inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela,
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade
do segurado.

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5) Nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação


de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o
empregado é considerado no exercício do trabalho.

Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que,


resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do
anterior.

15.2.4 Comunicação do acidente

A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro


dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente,
sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de contribuição,
sucessivamente aumentada nas reincidências.
Da comunicação de acidente do trabalho receberão cópia fiel o acidentado ou seus
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou
qualquer autoridade pública, não prevalecendo o prazo previsto de um dia.
A empresa não se exime de responsabilidade pela comunicação do acidente feita pelos
terceiros acima citados. Os sindicatos e as entidades de classe poderão acompanhar a
cobrança das multas, pela Previdência Social.

15.3 Benefícios Previdenciários

15.3.1 Auxílio-doença
O auxílio-doença será devido ao segurado que, cumprido o período de carência exigido pelo
Ministério da Previdência e Assistência Social, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a
atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. Durante os primeiros quinze dias
consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao
segurado empregado o seu salário integral.

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A empresa que dispuser de serviço médico, próprio ou em convênio, terá a seu cargo o exame
médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias, devendo encaminhar o
segurado empregado à perícia médica da Previdência Social, quando a incapacidade ultrapassar os
quinze dias.
O segurado em gozo de auxílio-doença, insusceptível de recuperação para a atividade
habitual, deverá submeter-se a processos de reabilitação profissional para o exercício de outra
atividade.
Não cessará o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova
atividade, que lhe garanta a subsistência ou, quando considerado não recuperável, for aposentado por
invalidez.
O segurado empregado em gozo de auxílio-doença será considerado pela empresa como
licenciado.

15.3.2 Auxílio- acidente


O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após a
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que
impliquem redução da capacidade para o trabalho, que habitualmente exercia.
O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença,
independentemente, de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua
acumulação com qualquer aposentadoria. O recebimento de salário ou concessão de outro benefício,
exceto de aposentadoria, não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente.
A Previdência Social prevê que a perda da audição, em qualquer grau, somente proporcionará
a concessão do auxílio-acidente, quando além do reconhecimento de causalidade entre o trabalho e a
doença resultar, comprovadamente, na redução ou perda da capacidade para o trabalho, que
habitualmente exercia.

15.3.3 Aposentadoria por invalidez


A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida, será
devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz e
insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade, que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á
paga, enquanto permanecer nesta condição.
A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação mediante exame médico
pericial a cargo da Previdência Social, podendo o segurado, as suas expensas, fazer-se acompanhar
de médico de sua confiança.
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Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o
trabalho, a aposentadoria por invalidez será devida ao segurado empregado, a contar do décimo sexto
dia do afastamento da atividade, ou a partir da entrada do requerimento, se entre o afastamento e a
entrada do requerimento decorrer mais de trinta dias.
Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade, por motivo de invalidez, caberá
à empresa pagar ao segurado empregado o salário.
O aposentado por invalidez que retornar, voluntariamente, à atividade terá sua aposentadoria
automaticamente cancelada, a partir da data do retorno.
Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez, será
observado o seguinte procedimento:

I - quando a recuperação ocorrer dentro de 5 (cinco) anos, contados da data do início da


aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a anteceda sem interrupção, o benefício cessará
de imediato para o segurado empregado, que tiver direito a retornar à função que desempenhava na
empresa, quando se aposentou, na forma da legislação trabalhista, valendo como documento, para tal
fim, o certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social.

II - quando a recuperação for parcial, ou ocorrer dentro de 5 (cinco) anos, contados da data da
aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a anteceda sem interrupção, ou ainda quando o
segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual, habitualmente, exercia, a
aposentadoria será mantida, sem prejuízo da volta à atividade.

Observe-se que o beneficiário empregado, em gozo de uma das prestações, acima citadas,
tem direito ao abono anual, equivalente ao 13º salário.

15.3.4 Pensão por morte


A pensão por morte seja por acidente típico, seja por doença ocupacional, é devida aos
dependentes do segurado.

15.3.5 Estabilidade provisória


O segurado, que sofreu acidente do trabalho tem garantido, pelo prazo de doze meses, a
manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário,
independentemente de percepção de auxílio-acidente.

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Em se tratando de contrato por prazo determinado, a rescisão contratual poderá ser efetuada
no término do prazo ajustado, não havendo que se falar em estabilidade.
Ressalte-se que, se o empregado se afasta apenas por até 15 (quinze) dias da empresa, não
há concessão do auxílio-doença e não haverá garantia de emprego.
A garantia de emprego de doze meses só é assegurada, após a cessação do auxílio-doença.
Caso o empregado se afaste com periodicidade para tratamento médico, com percepção de auxílio-
doença acidentário, será computada a garantia de doze meses a partir do retorno do empregado ao
trabalho, isto é, quando da cessação definitiva do auxílio-doença acidentário.
Destaque-se, também, que o contrato de trabalho do empregado encontra-se interrompido até
o décimo quinto dia e suspenso a partir do décimo sexto dia ao do acidente.

15.4 Seguro Acidente do Trabalho - SAT

O Seguro Acidente do Trabalho - SAT tem sua base constitucional estampada no inciso XXVIII
do artigo 7º, Inciso I do artigo 195 e inciso I do artigo 201, todos da Carta Magna de 1988, garantindo
ao empregado um seguro contra acidente do trabalho, as expensas do empregador, mediante
pagamento de um adicional sobre a folha de salários, com administração atribuída à Previdência
Social.

A base infraconstitucional da exação é a Lei nº 8.212/91, que estabelece em seu artigo 22, II:
“Art.22 – A contribuição a cargo da empresa destinada à Seguridade Social, além do disposto no art.
23, é de:
I - ................................................................................................................................................

II - para o financiamento do benefício previsto nos ART’s 57 e 58 da Lei 8.213/91, de 24 de


julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa
decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no
decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos:

a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de


acidentes do trabalho seja considerado leve;

b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de


acidentes do trabalho seja considerado médio;

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c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de


acidentes do trabalho seja considerado grave.

A atividade preponderante da empresa, para fins de enquadramento na alíquota de grau de


risco destinada a arrecadar recursos para custear o financiamento dos benefícios concedidos em
razão de maior incidência de incapacidade laborativa decorrente de riscos ambientais, é aquela que
ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos.

O enquadramento das atividades da empresa é de responsabilidade da própria empresa como,


também, estabelece o Decreto nº 3.048/99, em seu artigo 202, § 4º, que a empresa o faça de acordo
com a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes graus de risco, prevista em seu
Anexo V, sendo obedecidas as seguintes disposições:

a) A empresa com estabelecimento único e uma única atividade enquadrar-se-á na


respectiva atividade;

b) A empresa com estabelecimento único e mais de uma atividade econômica para


enquadrar-se simulará o enquadramento em cada uma delas, prevalecendo como
preponderante aquela que tenha o maior número de segurados empregados e
trabalhadores avulsos;

• Para fins de enquadramento não serão considerados os empregados que


prestam serviços em atividades-meio, assim entendidas aquelas atividades que
auxiliam ou complementam, indistintamente, as diversas atividades
econômicas da empresa como, por exemplo, administração geral, recepção,
faturamento, cobrança, etc.;

c) A empresa com mais de um estabelecimento e diversas atividades econômicas


procederá da seguinte forma:

• Enquadrar-se-á, inicialmente, por estabelecimento, em cada uma das


atividades econômicas existentes prevalecendo como preponderante aquela
que tenha o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos
e, em seguida, comparará os enquadramentos dos estabelecimentos para
definir o enquadramento da empresa, cuja atividade econômica preponderante
será aquela que tenha o maior número de segurados empregados e
trabalhadores avulsos, apurada dentre todos os seus estabelecimentos;

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• Na ocorrência de atividade econômica preponderante idêntica (mesmo CNAE),


em estabelecimentos distintos, o número de segurados empregados e
trabalhadores avulsos dessas atividades será totalizado para definição da
atividade econômica preponderante da empresa;

d) Apurando-se, no estabelecimento, na empresa ou no órgão do poder público, o mesmo


número de segurados empregados e trabalhadores avulsos em atividades econômicas
distintas, será considerado como preponderante aquela que corresponder ao maior
grau de risco.

Importante frisar que, para o financiamento dos benefícios de aposentadoria especial, segundo
a Lei nº 9.732/98 (DOU de 14.12.98), com vigência a partir da competência de abril/99, as alíquotas
(1%, 2% ou 3%) serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade,
exercida pelo segurado a serviço da empresa, que permita a concessão desse benefício após quinze,
vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente.

15.5 Normas Regulamentadoras

Ao longo da história, é possível notar que os países mais desenvolvidos e com melhor
qualidade de vida são aqueles que apostaram na força de trabalho, e os que mais contribuem para
isso são os trabalhadores. No entanto, sem leis que promovessem a prevenção e fiscalização, os
números de acidentes, doenças e mortes causadas em ambiente de trabalho eram muito elevados.
Dessa forma, houve a necessidade de assegurar normas de proteção para os trabalhadores.
No século XVIII, na Inglaterra, surge a Revolução Industrial, um movimento que iria mudar
toda a concepção em relação aos trabalhos realizados e aos acidentes e doenças profissionais que
deles provinham. Como a produção estava em primeiro lugar, não havia limites de horas de trabalho
ou critério para o recrutamento de mão-de-obra. Homens, mulheres e até mesmo crianças eram
selecionadas sem qualquer exame inicial quanto à saúde e ao desenvolvimento físico ou qualquer
outro fator humano.
As máquinas eram projetadas inadequadamente, não oferecendo qualquer segurança ao
usuário. Dessa forma, o número de acidentes de trabalho crescia assustadoramente e a morte de
crianças era frequente.
Com isso, foram surgindo os primeiros movimentos operários contra as péssimas condições
de trabalho e ambientes insalubres. Após muitas revoltas, começaram então a surgir as primeiras leis
de proteção ao trabalho, que inicialmente se voltavam apenas para crianças e mulheres. É possível
perceber, com isso, que a motivação para todas as leis foram os trabalhadores que através da não
aceitação do que era imposto, lutaram para conseguir melhorias e qualidade de vida.
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O Brasil há muito tempo tem se destacado no cenário mundial por apresentar elevados
índices de acidentes do trabalho, tendo até mesmo o título de campeão de acidentes do trabalho na
década de 1970. Desde então, várias mudanças ocorreram e ainda vêm ocorrendo na legislação,
sendo aplicadas punições mais severas, além do aumento dos esforços para melhorar a segurança e
a qualidade de vida nos locais de trabalho.
Em decorrência da contínua evolução tecnológica e mudanças nas relações trabalhistas,
surge no Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho que compõe-se de Normas
Regulamentadoras; outras leis complementares, como portarias e decretos; e também as convenções
Internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovadas pelo Brasil. Essas Normas
Regulamentadoras e outras leis complementares surgem para melhorar a segurança, integridade
física e qualidade de vida dos trabalhadores.
As regulamentações de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que,
ao relacionar os direitos dos trabalhadores, incluiu entre eles o cuidado e preservação da sua saúde e
segurança por meio de normas específicas.
As Normas Regulamentadoras, também chamadas de NR, são disposições complementares
ao capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, consistindo em obrigações, direitos e
deveres a serem cumpridos por empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir um
ambiente de trabalho seguro e salubre, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho.
A elaboração e revisão das normas é realizada pela Comissão Tripartite que é composta por
representantes do governo, de empregadores e de empregados, tendo como base a CLT. 2 As
empresas privadas, públicas, órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os órgãos
dos Poderes Legislativo e Judiciário que possuam empregados conduzidos pela Consolidação das
Leis do Trabalho - CLT são obrigados a verificar e aplicar as NRs de forma eficaz.
Desta forma, todos os trabalhadores têm direito a um trabalho seguro e saudável, sendo
necessário estar sempre atento aos itens fundamentais dispostos em cada norma para compreender a
importância de sua aplicabilidade no ambiente de trabalho. De forma geral, as normas
regulamentadoras se dispõem com os seguintes objetivos:

NR 1 - DISPOSIÇÕES GERAIS: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas


Regulamentadoras de Segurança e Saúde Ocupacional, bem como os direitos e obrigações do
Estado, dos empregadores e dos trabalhadores relativas à segurança e medicina do trabalho.

NR 2 - INSPEÇÃO GERAL: ANULADA.

NR 3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO: são medidas de urgência, adotadas a partir da confirmação de


alguma situação de trabalho que caracterize risco grave e iminente ao trabalhador.

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NR 4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO


TRABALHO: As empresas privadas e públicas que possuem empregados conduzidos pela
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, devem organizar e manter em funcionamento Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a finalidade de
promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.

NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES: A Comissão Interna de Prevenção


de Acidentes (CIPA) tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho,
de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção
da saúde do trabalhador.

NR 6 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI: Esta norma define e estabelece os tipos


de Equipamentos de Proteção Individual que as empresas são obrigadas a fornecer a seus
empregados sempre que as condições de trabalho exigirem, com o objetivo de garantir a saúde e a
integridade física dos trabalhadores.

NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL: Esta NR estabelece a


obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições
que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional - PCMSO, com o objetivo da promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus
trabalhadores.

NR 8 – EDIFICAÇÕES: Esta NR dispõe requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas
edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham.

NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS: Esta NR estabelece a


obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições
que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais -
PPRA.

Este programa tem o intuito de preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores através da
antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais
existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do
meio ambiente e dos recursos naturais.

NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE: Esta Norma


Regulamentadora fornece os requisitos e condições mínimas para implementar medidas de controle e

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sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que estão direta
ou indiretamente em contato com instalações elétricas e serviços com eletricidade.

NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS: dispõe


requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à
movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual,
com a finalidade de prevenir acidentes do trabalho.

NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS: Esta NR estabelece as


medidas prevencionistas de segurança e higiene no trabalho a serem adotadas pela empresa em
relação à instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos, com a finalidade de
prevenir acidentes do trabalho.

NR-13 CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO: Esta NR fornece os requisitos relativos à instalação,


operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, com a finalidade de prevenir a ocorrência de
acidentes do trabalho.

NR-14 FORNOS: estabelece as recomendações relativas à construção, operação e manutenção de


fornos industriais nos ambientes de trabalho. Uma observação importante é que os fornos devem ser
construídos solidamente, revestidos com material refratário, de forma que o calor radiante não
ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos na NR-15.

NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES: Esta NR define as atividades, operações e


agentes insalubres e estabelece os limites de tolerância dessas atividades e prevê medidas
preventivas com a finalidade de proteger a saúde dos trabalhadores.

NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS: Esta NR estabelece os procedimentos nas


atividades exercidas pelos trabalhadores que manuseiam e/ou transportam explosivos ou produtos
químicos, classificados como inflamáveis, substâncias radioativas e serviços de operação e
manutenção.

NR 17 – ERGONOMIA: Esta Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam a


adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo
a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. A NR-17 inclui também
situações como a de pressão psicológica, estresse e pressão por resultado, pois essas questões estão
relacionadas a ergonomia.

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO: Esta


NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a
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implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas


condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

NR 19 – EXPLOSIVOS: Esta NR estabelece os procedimentos para manusear, transportar e


armazenar explosivos de uma forma segura, evitando acidentes.

NR 20 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS: Esta NR


define requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco
de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência,
manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.

NR 21 – TRABALHOS A CÉU ABERTO: Esta NR estabelece requisitos mínimos para os trabalhos


realizados a céu aberto, sendo obrigatória a existência de abrigos, ainda que rústicos, capazes de
proteger os trabalhadores contra intempéries.

NR 22 - SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO: Esta NR tem por objetivo


disciplinar as condições a serem observadas na organização e no ambiente de trabalho, de forma a
tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente
da segurança e saúde dos trabalhadores.

NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS: Esta NR dispõe que todos os empregadores devem


adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas
técnicas aplicáveis.

NR 24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO: Esta NR define


critérios mínimos para fins de aplicação de aparelhos sanitários, gabinete sanitário e banheiro, cujas
instalações deverão ser separadas por sexo, vestiários, refeitórios, cozinhas e alojamentos.

NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS: Esta NR estabelece os critérios para eliminação de resíduos


industriais dos locais de trabalho, através de métodos, equipamentos ou medidas adequadas, de
forma a evitar riscos à saúde e à segurança do trabalhador.

NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA: Esta NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser
usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando, delimitando e advertindo
contra riscos.

NR 27 - REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO: ANULADA.

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NR 28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES: Esta NR estabelece os procedimentos a serem adotados


pela fiscalização trabalhista de segurança e medicina do trabalho tanto no que diz respeito à
concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas, como também no que
têm relação às multas por infração às normas regulamentadoras de segurança e medicina do trabalho

NR 29 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO:


A norma objetiva regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os
primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde
aos trabalhadores portuários.

NR 30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO: Esta NR tem como objetivo a


proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários.

NR 31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA,


EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQUICULTURA: Esta NR tem por objetivo estabelecer as condições a
serem observadas na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o
planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração
florestal e aquicultura com a segurança, saúde e meio ambiente do trabalho.

NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE: Esta NR tem por


finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à
segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem
atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

NR-33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS: Esta Norma tem
como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o
reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir
permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente
nestes espaços.

NR 34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E


REPARAÇÃO NAVAL: Esta NR estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à
segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e
reparação naval.

NR-35 TRABALHO EM ALTURA: Esta Norma fornece os requisitos mínimos e as medidas de


proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma

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a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta
atividade.

NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO


DE CARNES E DERIVADOS: O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a
avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria
de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir
permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da
observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras.

NR-37 - SEGURANÇA E SAÚDE EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO: Esta norma estabelece os


requisitos mínimos de segurança, saúde e condições de vivência no trabalho a bordo de plataformas
de petróleo em operação na costa brasileira.

Desta forma, podemos compreender que as normas se estabelecem com diferentes objetivos e
campos de aplicação, sempre com o intuito de garantir a segurança dos trabalhadores durante suas
atividades.

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16 RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO

16.1 Noções Básicas de Emergência e Salvamento

Entradas para resgatar trabalhador acidentado devem ser precedidas de planejamento. Todos
os riscos potenciais existentes devem ter sido revistos. O vigia e o socorrista devem conhecer,
antecipadamente, a disposição física do espaço, os procedimentos de saída de emergência e de
suporte à vida que sejam necessários.

16.1.1 Planejamento e Preparação: Feito Antes de Iniciar a Execução do Trabalho

Sob nenhuma circunstância o vigia deverá adentrar ao espaço confinado até que ele esteja
seguro e certificado que adequada assistência está presente. Enquanto aguarda a chegada de
pessoal de resgate e primeiros socorros ele deverá, do lado de fora do espaço confinado, fazer
tentativas de resgatar o trabalhador através da linha de vida.
Os riscos encontrados e associados com entradas e trabalho em espaços confinados são
capazes de causar lesões, doenças ou até mesmo a morte do trabalhador. Acidentes ocorrem porque
geralmente as pessoas que adentram esses locais falham no reconhecimento dos riscos potenciais.
Antes de iniciar o salvamento, informações sobre o espaço confinado deverão ser obtidas,
tais como: natureza do agente contaminante, metragem cúbica, o tipo de trabalho que estava sendo
realizado e quantos trabalhadores estão operando no local. Se utilizar ventilação forçada, está não
deverá criar riscos adicionais, como a recirculação do agente contaminante devido a uma má
colocação da saída da manga de exaustão.
Muito embora a norma tenha sido desenvolvida para, através da prevenção e da previsão,
evitar o resultado acidente de trabalho tornando desnecessário o emprego de equipes de salvamento,
a verdade é que as peculiares condições que envolvem operações em um espaço confinado acabam,

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por vezes, ultrapassando os limites da previsibilidade e dando margem a manifestação da emergência.


É nesse momento que entram em cena os socorristas, minimizando os efeitos deletérios do acidente.
As técnicas de primeiros socorros que são abordadas não serão diferentes daquelas
universalmente aceitas e reconhecidas como de maior efetividade na manutenção da vida, bem como
o perfil do trabalhador empregado como socorrista não será diferente daquele que vem sendo utilizado
no recrutamento e seleção desse profissional. O socorrista que, de acordo com a norma, atuará no
espaço confinado deverá ter as mesmas habilidades e capacitação de seus colegas que prestam
atendimento pré-hospitalar em qualquer outra área. O que vai diferenciá-lo é que em seu campo de
trabalho o ambiente de atuação determinará as tomadas de decisão, alterando as prioridades e
sequências do atendimento, em prol do bem estar da vítima e do próprio socorrista.
Podemos apontar que a principal diferença que norteará as decisões do socorrista, diz
respeito ao local de intervenção e prestação de socorros. Espaços confinados podem e comumente
desenvolvem atmosferas IPVS e nesses casos a vítima deverá ser primeiramente removida do local
para depois receber cuidados médicos. O socorrista deverá redobrar sua atenção quando adentrar
nesses ambientes para que também não venha a se tornar uma vítima.
A NBR 16577 prevê que as empresas, que executem trabalhos em espaços confinados,
mantenham serviços de resgate: “Implantar o serviço de emergências e resgate, com equipe treinada
e dotada de equipamentos em perfeitas condições uso, mantendo-os sempre disponíveis quando
realizadas as atividades em espaços confinados.”

16.2 Incidente

A sequência de ações a seguir é para entradas em espaços confinados, acidentalmente.

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16.3 Material e Equipamento

A norma menciona que a empresa deverá dispor de equipamentos para realizar primeiros
socorros:

“Equipamentos para atendimento pré-hospitalar.”

Os equipamentos e materiais disponíveis no mercado são fruto de pesquisas e experiências


de muitos anos no atendimento de vítimas com vida nas mais diversas situações. As equipes de
resgates devem analisar e utilizar aqueles que atendem as necessidades e os procedimentos
operacionais.
A seguir alguns exemplos, que podem nortear um chefe de equipe de resgate, lembrando que
nessa área a tecnologia está sempre desenvolvendo novos equipamentos. Para facilitar foram
agrupados os materiais da seguinte forma:

Equipamentos para Transporte: padiola, sked e maca com rodas.

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Equipamento para Ventilação e Reanimação: sistema portátil de oxigênio, ventiladores


manuais (ambus), máscaras, cânulas orofaringeais, etc.
Material para Imobilização: talas infláveis, prancha curta e longa, talas rígidas, talas de
arame, bandagem triangular, etc.
Material para Ferimentos: bandagens de diversos tamanhos, fita adesiva, tesoura, pinças,
bandagens para queimaduras, luvas, “campos” esterilizados, cobertor, etc.
Material Médico: esfigmomanômetro, estetoscópio, soro fisiológico, toalhas, etc.
Equipamentos para salvamento terrestre: cunha hidráulica, martelete picotador, alavancas,
pás de escota, croque isolante, moto abrasivo, caixa de ferramentas completa, luvas isolantes, talha
de corrente, etc.
Equipamento para salvamento aquático: nadadeiras e flutuador salva-vidas.
Equipamento para salvamento em altura: Freseg, cordas multiuso, mosquetões.
Equipamento de proteção: cone de sinalização, iluminação de emergência, capas de
proteção, coletes reflexivos, óculos de segurança, faca de salvamento, lanternas, equipamento de
proteção respiratória, extintor de incêndio, capacetes, farol (tipo Sealed-Beam com extensão de 5m),
etc.
Equipamento de comunicação: rádio transceptor, hand-talk, protocolo, etc.

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17. O SOCORRISTA

Para os objetivos do treinamento é importante, em grande parte, que os conceitos utilizados na


formação do profissional socorrista em outras áreas da atividade humana e, em particular, do Corpo
de Bombeiros, pois o que os diferencia é o campo de atuação. Dessa forma, importante conhecer a
definição do socorrista e quais as características físicas e psíquicas desejáveis nesse profissional.

17.1 Definição

Socorrista é a pessoa habilitada em atendimento pré-hospitalar capaz de dispensar cuidados


médicos de emergência no local do acidente, ou em deslocamento ao hospital, a qualquer paciente
que porventura venha a assistir. Uma pessoa que haja sofrido um acidente ou um mal súbito qualquer
é chamada de vítima. Uma vez que um socorrista habilitado e credenciado inicia a prestação de
cuidados de emergência, a vítima passa a ser chamada de paciente.

17.2 Regras

Em um local de emergência toda atividade do socorrista é direcionada no sentido de assegurar


ao paciente: segurança, cuidados médicos, e conforto. No entanto, para atingir esses objetivos, o
socorrista deve preocupar-se, inicialmente, com a própria segurança. Em virtude disso, deve-se
observar as principais regras, que são:

1. Estar sempre preparado para atender as emergências.


2. Atender rapidamente, mas com segurança.
3. Certificar-se de que a entrada no local da emergência é segura.
4. Garantir acesso ao paciente, utilizando ferramentas especiais, quando necessário.
5. Determinar qual o problema do paciente e providenciar os cuidados de emergência
necessários.
6. Liberar, erguer e mover o paciente sem lhe causar lesões adicionais.
7. Planeje e execute com cuidado a movimentação de um paciente, do local onde se encontra
até o veículo de socorro.
8. Transporte o paciente para o recurso médico adequado, transmitindo informações sobre o
paciente.

OBSERVAÇÃO: A preocupação com a segurança pessoal é, sobretudo, importante para


o socorrista que vai atuar em um espaço confinado. O desejo de ajudar aqueles que
necessitam de cuidados médicos pode fazê-lo esquecer dos perigos do local. O mesmo deve
certificar-se de que pode chegar de maneira segura até a vítima e que essa segurança se
manterá, enquanto você prover os primeiros socorros.

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17.3 Responsabilidades

Trabalhando como socorrista, a pessoa poderá exercer uma ou todas as funções e ações que
são relacionadas em seguida:
• Controlar um local de acidente, promovendo primeiramente segurança pessoal e ao paciente,
evitando acidentes adicionais.
• Analisar o local da ocorrência, verificando se não irá precisar de auxílio de: policiais,
bombeiros, companhias concessionárias de serviço público e outros serviços, que possam ser
necessários.
• Assegurar acesso ao paciente em ocorrência de desabamento, soterramento, explosão,
incêndio, etc.
• Determinar qual o problema do paciente, colhendo informações do local, testemunhas e do
próprio paciente, verbais ou por meio de exames.
• Dar o máximo de si, promovendo cuidados de emergência dentro do seu nível de treinamento.
• Tranquilizar o paciente, parentes e testemunhas, providenciando suporte psicológico.
• Liberar o paciente utilizando técnicas e materiais apropriados.
• Transportar com segurança um paciente, para o recurso médico apropriado, monitorando-o
durante o trajeto, promovendo cuidados de emergência e comunicando-se com o Centro de
Operações.
• Informar ao setor de emergência do hospital, as informações obtidas, o trabalho realizado e
colaborar com qualquer auxílio que for solicitado.

17.4 Condições, Treinamento e Experiência

Para se tornar um socorrista e trabalhar em equipes de resgate, além do curso específico, o


candidato, dependendo do seu local de trabalho, ainda poderá ter que ser habilitado e credenciado
em:
• Atividades de salvamento em altura, uma vez que em determinadas ocorrências, há
necessidade de utilizar material e técnicas específicas.
• Utilização das ferramentas e equipamentos que estão disponíveis na equipe de resgate.
• Técnicas de combate a incêndios.
• Operar equipamento de radiocomunicação, conhecendo os códigos utilizados para
transmissão.
• Conhecer os procedimentos operacionais adotados pela equipe de resgate da qual vai
fazer parte e comportar-se de acordo com o que eles prescrevem.
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18 PRIMEIROS SOCORROS

Por se tratar da Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, o curso de NR-33
tem os primeiros socorros direcionados para acidentes provocados em espaço confinado, sendo
considerados os riscos diretos e indiretos e suas consequências, dependendo do trabalho a ser
executado no ambiente confinado.
Salienta-se, que um curso de primeiros socorros é bem amplo e específico, não tendo este
módulo (NR-33), o objetivo de substituir um curso de primeiros socorros, pois somente com um curso
completo e específico de primeiros socorros a pessoa terá o conhecimento profundo das técnicas para
diversas situações que podem ocorrer no dia a dia.
Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente. É o
atendimento inicial e temporário, até a chegada de um socorro profissional. Geralmente, presta-se
atendimento no próprio local.

As providências a serem tomadas, inicialmente, são:


• Uma rápida avaliação da cena e vítima;
• Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam agravar o quadro da vítima,
com a utilização de técnicas simples;
• Acionar corretamente um serviço de emergência local.

Apesar das medidas de segurança comumente adotadas no ambiente de trabalho e dos


cuidados que as pessoas têm com as próprias vidas, nem todos os acidentes podem ser evitados,
porque nem todas as causas podem ser controladas. Assim, os riscos de acidente fazem parte do
cotidiano, o que requer a presença de pessoas treinadas para atuar de forma rápida.
Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às vítimas. No entanto, por mais que
se aparelhem hospitais e pronto-socorro, ou se criem os Serviços de Resgate e SAMU’s – Serviços de
Atendimento Móvel de Urgência – sempre vai haver um tempo até a chegada do atendimento
profissional. E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo, as únicas pessoas
presentes são as que foram envolvidas no acidente e as que estavam ou passaram pelo local.
Somente a equipe especializada é composta por socorristas, ou seja, socorrista é a pessoa
que está preparada, treinada e habilitada a fazer os primeiros socorros e transporte de acidentados. A
pessoa que presta os primeiros socorros, em casos de acidentes ou mal súbitos, deve ter noções de
primeiros socorros. Esta função é importante, pois pode manter a vítima viva até a chegada do socorro
adequado, bem como não ocasionar outras lesões ou agravar as já existentes.
A prestação dos Primeiros Socorros depende de conhecimentos básicos, teóricos e práticos
por parte de quem os está aplicando. Por isso, é fundamental que as pessoas tenham um curso
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específico de primeiros socorros, para assim auxiliar ou até mesmo não agravar mais o estado da
vítima. A pessoa que presta os primeiros socorros deve agir com bom senso, tolerância, calma e ter
grande capacidade de improvisação.
Prestar os primeiros socorros é uma atitude humana, que requer coragem e o conhecimento
das técnicas adequado capazes de auxiliar em uma emergência. O socorro imediato evita que um
ferimento se agrave ou que uma simples fratura se complique, ou que um desmaio resulte na morte do
acidentado.
É comum que as pessoas se sintam incomodadas e até não gostem de socorrer uma pessoa
estranha. No entanto, não se esqueça de que você, parentes ou amigos também podem ser vítimas
de acidentes ou de um mal súbito.
Os primeiros socorros ou socorro básico de urgência são as medidas iniciais e imediatas
dedicadas à vítima, fora do ambiente hospitalar, executadas por qualquer pessoa treinada, para
garantir a vida, proporcionar bem-estar e evitar agravamento das lesões existentes.
O conhecimento e a aplicação dos primeiros socorros têm como objetivo fundamental salvar
vidas. Se você não tiver condições emocionais de prestar socorro direto à vítima, procure por alguém
que o auxilie no atendimento e, em seguida, acione os serviços especializados: médicos, ambulâncias,
SAMU e bombeiros. Não deixe uma pessoa acidentada sem uma palavra de apoio nem um gesto de
solidariedade, nem deixe de adotar os procedimentos cabíveis.
Existem várias maneiras de ajudar em um acidente, até um simples ato de chamar assistência
especializada, como ambulância ou bombeiros, se mostra de suma importância para o atendimento
adequado. Ao pedir ajuda, a pessoa deve procurar passar o máximo de informações, como endereço
do acidente, ponto de referência, sexo da vítima, idade aproximada, tipo de acidente e número de
vítimas. Prestar os primeiros socorros não significa somente fazer respiração artificial, colocar um
curativo em um ferimento ou levar uma pessoa ferida para o hospital. Significa chamar a equipe
especializada (Bombeiros, SAMU), pegar na mão de alguém que está ferido, tranquilizar os que estão
assustados ou em pânico, dar um pouco de si.

18.1 Procedimentos Gerais

Em espaços confinados, assim que o vigia chamar o socorrista, que indicará


das prioridades ao socorrista, o mesmo irá fazer uma rápida avaliação da situação.
O socorrista deve fazer uma observação detalhada da cena, certificando-se de que
o local em que se encontra a vítima está seguro, analisando a existência de riscos,
como desabamentos, atropelamentos, colisões, afogamento, eletrocussão,
agressões entre outros.

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Somente depois de assegurar-se da segurança da cena é que o socorrista deve se aproximar


da vítima para prestar assistência. Não adianta tentar ajudar e, em vez disso se tornar mais uma
vítima. Lembre-se: primeiro o socorrista, depois a equipe e, por último, a vítima.
Antes de examinar a vítima, se deve proteger para evitar riscos de contaminação por meio do
contato com sangue, secreções ou por produtos tóxicos. Por isso, é importante a utilização de kits de
primeiros socorros como: luvas, óculos, máscaras entre outros.
Na ausência desses dispositivos, vale o improviso com sacos plásticos, panos ou outros
utensílios que estejam disponíveis. Sempre que possível, deve-se interagir com a vítima, procurando
acalmá-la e, ao mesmo tempo, avaliar as condições desta, enquanto conversa com ela.

Uma vez definida e analisada a situação, a ação deve ser dirigida para:

• Pedido de ajuda qualificada e especializada


• Avaliação das vias áreas
• Avaliação da respiração e dos batimentos cardíacos
• Prevenção do estado de choque
• Aplicação de tratamento adequado para as lesões menos graves
• Preparação da vítima para remoção segura
• Providências para transporte e tratamento médico (dependendo das condições)

18.1.1 Princípios para os Primeiros Socorros:

• Agir com calma e confiança – evitar o pânico.


• Ser rápido, mas não precipitado.
• Usar bom senso, sabendo reconhecer as limitações.
• Usar criatividade para improvisação.
• Demonstrar tranquilidade, dando ao acidentado segurança.
• Se houver condições solicitar ajuda de alguém do mesmo sexo da vítima.
• Manter sua atenção voltada para a vítima quando a estiver interrogando.
• Falar de modo claro e objetivo.
• Aguardar a resposta da vítima.
• Não atropelar com muitas perguntas.
• Explicar o procedimento antes de executá-lo.
• Responder honestamente as perguntas que a vítima fizer.
• Usar luvas descartáveis, bem como dispositivos boca e máscara podendo improvisar,
se necessário, para proteção contra doenças de transmissão respiratória e por sangue.
• Atender a vítima em local seguro (removê-la do local se houver risco de explosão,
desabamento ou incêndio).

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18.2 Legislação sobre o Ato de Prestar Socorro

Devido à importância do ato de prestar socorro, há artigos específicos na legislação brasileira


acerca do assunto. Para o Código Penal Brasileiro, por exemplo, todo indivíduo tem o dever de ajudar
um acidentado ou chamar o serviço especializado para atendê-lo, pois a omissão de socorro constitui
crime previsto no Artigo 135.
Na CLT, o artigo 181 prescreve a necessidade dos que trabalham com eletricidade de
conhecerem os métodos de socorro para acidentados por choque elétrico. Por isso, a NR-10 ao tratar
de situações de emergência, reforça, em seu item 10.12.2, uma exigência, bem como inclui um
conteúdo básico de treinamento para os trabalhadores, que venham a ser autorizados a intervir em
instalações elétricas.
Código penal - Art. 135 – Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco
pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em
grave e iminente perigo; ou pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.
Pena – detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Parágrafo único – A pena é aumentada de metade, se a omissão resulta lesão corporal ou de
natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.
CLT - Art. 181 – Os que trabalham em serviços de eletricidade ou instalações elétricas devem
estar familiarizados com os métodos de socorro a acidentados por choque elétrico.

18.2.1 Aspectos Legais

Durante uma emergência, as pessoas podem se deparar com questões jurídicas, por tanto
são comentados os principais tópicos penais, que podem ser de interesse.

Homicídio simples
Art. 121 - Matar alguém.
Pena - Reclusão de seis a vinte anos.
Parágrafo 3º - Se o homicídio é culposo.
Pena - Detenção de um a três anos.

Nulidade do crime
Art. 19 - Não há crime, quando o agente pratica o fato.
I - Em estado de necessidade.
II - Em legítima defesa.
III - Em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito

Estado de necessidade
Art. 20 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para
salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo
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evitar direito próprio ou alheio, cujo sacrifício nas circunstâncias, não era razoável
exigir-se.
Parágrafo 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o
dever legal de enfrentar o perigo.
Parágrafo 2º - Embora reconheça que era razoável exigir-se o
sacrifício do direito ameaçado, o Juiz pode reduzir a pena de um a dois
terços.

Lesões corporais
Art. 129 - Ofender a integridade corporal ou saúde de outrem.
Pena - Detenção de um a três anos.

Omissão de socorro: Art. 135 - deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem
risco pessoal, a criança abandonada ou extraviada, ou a pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou
em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.

Exposição ao perigo
Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e eminente.

As questões jurídicas em relação aos primeiros socorros são bem complexas, visto que deixar
de prestar socorro como no item 18.2 do Código Penal artigo 135, a omissão de socorro é crime, cujo
sujeito ativo pode ser qualquer pessoa, mesmo que não tenha o dever jurídico de prestar assistência.
Esta assistência vai desde chamar o serviço especializado, até de fato iniciar os procedimentos. Por
outro lado, o artigo 129 não permite ofender a integridade corporal ou saúde de outrem.
Por este motivo deve-se estar muito confiante, preparado e treinado para iniciar os
procedimentos de primeiros socorros, utilizando de bom senso sempre, para avaliar a melhor forma de
manter a vítima viva. Uma coisa é certa, sempre se deve chamar o serviço especializado e prestar
uma assistência psicológica para a vítima, quando não se está preparado para iniciar manobras
complexas.

18.3 Urgências Coletivas

Acidentes em locais em que há aglomeração de pessoas costuma envolver um grande número


de vitimas e, nesses casos, geralmente, o atendimento é muito confuso. Ao se deparar com uma
urgência coletiva é importante tomar as seguintes medidas:

• Providenciar comunicação imediata com os serviços de saúde, defesa cível, bombeiros


e polícia.
• Isolar o local, para proteger vítimas e demais pessoas.
• Determinar locais diferentes para a chegada dos recursos e saída das vítimas.
• Retirar as vítimas que estejam em local instável.

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• Determinar as prioridades de atendimento, fazendo uma triagem rápida das vítimas para
que as mais graves possam ser removidas primeiro.
• Providenciar o transporte de forma adequada para não complicar as lesões.

18.4 Caixa de Primeiros Socorros

É importantíssimo e recomendável ter em casa, no trabalho e no carro uma caixa de primeiros


socorros, para que no caso de algum inconveniente se esteja preparado. Há alguns itens necessários
para uma caixa de primeiros socorros como:

• Compressas de gaze (preferencialmente esterilizadas).


• Rolos de atadura de crepe ou de gaze (tamanhos diversos).
• Esparadrapo.
• Tesoura de ponta arredondada.
• Pinça.
• Soro fisiológico ou água bidestilada.
• Luvas de látex.
• Lanterna.

18.5 Choques Elétricos

Alguns trabalhos em ambiente confinado são para reparação ou manutenção de fios ou


equipamentos elétricos. Em um acidente que envolva eletricidade, a rapidez no atendimento é
fundamental. A vítima de choque elétrico, às vezes, apresenta no corpo queimaduras nos lugares
percorridos pela corrente elétrica, além de poder sofrer arritmias cardíacas se a corrente elétrica
passar pelo coração.
Em algumas vezes, dependendo da corrente elétrica, a pessoa que leva o choque fica presa no
equipamento ou fios elétricos, isso pode ser fatal. Se tocar na pessoa, a corrente também irá atingi-lo,
por isso, antes de tudo é necessário desligar o aparelho desligando a chave geral.

18.5.1 Procedimentos para choque elétrico

Como visto anteriormente, antes de tocar a vítima, deve-se desligar a corrente elétrica, caso
não seja possível, separar a vítima do contato utilizando qualquer material que não seja condutor de
eletricidade como: um pedaço de madeira, cinto de couro, borracha grossa, luvas.

Para atender uma vítima de choque elétrico é importante seguir alguns passos básicos como:

• Realizar avaliação primária (grau de consciência, respiração e pulsação);


• Deite a vítima e flexione a cabeça dela para trás, de modo a facilitar a respiração.

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• Se constatar parada cardiorrespiratória, aja imediatamente, aplicando massagem


cardíaca.
• Caso esteja respirando normalmente e com batimentos cardíacos, verifique se ocorreu
alguma queimadura, cuidando delas de acordo com o grau de extensão que tenha
atingido. Depois prestar os primeiros socorros, providencie assistência médica imediata.

As correntes de alta tensão se localizam, por exemplo, nos cabos elétricos que são vistos nas
ruas, quando ocorre algum choque envolvendo esses cabos, geralmente, há morte instantânea,
somente pessoas autorizadas ou da central elétrica podem desligá-los. Nesse caso, procure entrar em
contato com a central, os bombeiros ou a policia, indicando o local exato do acidente. Procedendo
dessa maneira, você certamente poderá evitar novos acidentes.
Lembre-se: não deixe que ninguém se aproxime da vítima, nem tente ajudá-la antes de a
corrente elétrica ser desligada, sendo a distância mínima recomendada de quatro metros, somente
depois de desligada é que você deverá prestar socorro. Dependendo das condições da vítima e das
características da corrente elétrica o acidentado pode apresentar:

• Sensação de formigamento;
• Contrações musculares fracas que poderão tornar-se fortes e dolorosas;
• Inconsciência;
• Dificuldade respiratória ou parada respiratória;
• Alteração do ritmo cardíaco ou parada cardíaca;
• Queimaduras;
• Traumatismos como fraturas e rotura de órgãos internos;

No acidente elétrico, a vítima pode ficar presa ou ser violentamente projetada à distância.

18.6 Parada Cardiorrespiratória - PCR

Nos ambientes confinados, quando não são utilizados os EPIs adequadamente, podem levar a
uma parada cardiorrespiratória, sendo essencial buscar saber do que se trata e como proceder nesses
casos. A parada cardiorrespiratória é a parada dos movimentos cardíacos e respiratórios, ou seja, é a
ausência das funções vitais, movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. A ocorrência isolada de
uma delas só existe em curto espaço de tempo, a parada de uma acarreta a parada da outra. A
parada cardiorrespiratória leva à morte no período de três a cinco minutos.

18.6.1 Parada Respiratória

Como é ciente de todos, ser humano não vive sem o ar (oxigênio), quando ocorre por alguma
razão uma parada respiratória, a pessoa para de respirar ou sofre uma asfixia, essa última pode
ocorrer em ambientes confinados.
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A parada respiratória pode correr por diversas situações como afogamento, sufocação,
aspiração excessiva de gases venenosos ou vapores químicos, soterramento, presença de corpo
estranhos na garganta, choque elétrico entre outros. Há um modo bem simples para perceber os
movimentos respiratórios da vítima, chegando bem próximo da boca e do nariz da vítima e verificar:

• Se o tórax se expande.
• Se há algum ruído de respiração.
• Sentir na própria face se há saída de ar.

Sinais de Parada Respiratória

• Inconsciência.
• Tórax imóvel.
• Ausência de saída de ar pelas vias aéreas (nariz e boca).

18.6.2 Parada Cardíaca

Ocorrendo uma parada respiratória é importante ficar atento, pois pode ocorrer uma parada
cardíaca simultaneamente, ou seja, podem parar os batimentos do coração. As pulsações cardíacas
indicam a frequência e a força com que o coração está enviando o sangue para o corpo, estas
pulsações seguem sempre o mesmo ritmo e força em situações normais. Porém, quando isso não
ocorre, pode estar havendo um problema com a circulação do sangue, ou seja, pode estar havendo
uma parada cardíaca.

Sinais de Parada Cardíaca

• Inconsciência.
• Ausência de pulsação (batimentos cardíacos).
• Ausência de som de batimentos cardíacos.

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Para verificar as pulsações é necessário senti-las nas artérias principais, que passam pelo
corpo, as mais utilizadas são as que passam pelo pescoço, denominadas carótidas. Quando ocorre
uma ausência de pulsação nessas artérias é um dos sinais mais evidentes de que ocorreu uma
parada cardíaca.

Quando ocorrer de ficar com dúvida ou não conseguir verificar as pulsações, deve-se observar
se a vítima apresenta algum sinal de circulação como:

• Respiração.
• Tosse ou emissão de som.
• Movimentação.

Em casos, em que esses sinais não são evidentes, deve ser considerado o aspecto em que a
vítima esteja sem circulação e dar início as compressões torácicas.

18.6.3 Procedimentos para Parada Cardiorrespiratória

Primeiramente, deve-se verificar a segurança do local, em seguida, deve falar com a vítima
buscando saber se ela está consciente ou não. Após confirmação do estado de inconsciência a
prioridade é pedir auxílio qualificado. Lembre-se antes de avaliar as condições da vítima, o socorrista
deve usar os dispositivos de proteção possíveis ou improvisados como: luvas, panos ou sacos
plásticos. A iniciação deve começar com o ABC da vida, que consiste em avaliar:
• A - Vias Aéreas
• B - Boca (Respiração) ou Boa respiração
• C - Circulação

Caso se confirme uma parada cardiorrespiratória (PCR), ela deverá ser tratada com a
Reanimação cardiopulmonar (RCP).
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16.6.3.1 Obstrução das Vias Aéreas

A obstrução das vias aéreas é uma das principais causas de morte em pessoas inconscientes,
as vias aéreas podem estar obstruídas de várias maneiras como: sangue, secreções e corpos
estranhos, mas a principal causa de obstrução é a “queda da língua”. Quando a pessoa está
inconsciente, o relaxamento da musculatura do maxilar faz com que a língua caia para trás, impedindo
a passagem do ar.

O que fazer em casos de obstrução

• Remover dentadura, pontes dentárias, excesso de secreção, dentes soltos etc.


• Na obstrução por presença de sangue ou secreção, deve-se limpar a boca e nariz da
vítima com um pano limpo e virar a cabeça para o lado facilitando a saída do líquido.
• Colocar uma das mãos sobre a testa da vítima e com a outra elevar o queixo, essa
manobra reposicionará corretamente a língua, desobstruindo as vias aéreas.
• Em casos de suspeitas de a vítima ter sofrido algum tipo de traumatismo, por queda
acidente de transito, agressão entre outros fatores, é necessário proteger a coluna
cervical (pescoço). A manobra a ser aplicada é a de “elevação modificada da
mandíbula”, que consiste, simplesmente, no posicionamento dos dedos bilateralmente
por detrás dos ângulos da mandíbula do paciente, seguido do deslocamento destes
para frente, ou seja, mantendo a cabeça e o pescoço em uma posição neutra abrindo
somente a boca da vítima.
• Em caso de presença de secreção com suspeita de traumatismo, para retirar esta
secreção deve-se virar a cabeça junto com o corpo (sendo necessários três socorristas
ou pessoas treinadas), mantendo assim a coluna cervical alinhada.

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A pessoa que presta os primeiros socorros deve ver, ouvir e sentir a respiração, caso a vítima
esteja respirando o socorrista deverá avaliar a pulsação. Em parada cardiorrespiratória o tempo é
fundamental, pois dependendo do tempo pode levar a vítima a ter lesão cerebral.

ATENDIMENTO LESÃO CEREBRAL


Até 4 minutos Improvável
De 4 a 6 minutos Provável
Em mais de 6 minutos Muito provável

18.6.4 Reanimação Cardiopulmonar (RCP).

Se os procedimentos do item 12.6.3.1 obstrução das Vias Aéreas não foram suficientes para a
vítima retornar a respirar, ou até mesmo a vítima não apresenta pulsação, será necessário a
reanimação cardiopulmonar (RCP). Nova regra de ressuscitação dá prioridade à massagem cardíaca,
leigos não precisam fazer respiração boca a boca, essa nova regra começou a valer a partir de 2010.
Pesquisas americanas recentes mostram que a massagem aumenta em três vezes as chances
de vida. Até então, no Brasil, 95% dos que sofreram ataque repentino, morreram antes de chegar ao
hospital. A mudança se deu com o intuito de facilitar o processo e impedir que pessoas desistam de
fazê-lo pelo receio de encostar a boca na boca de desconhecidos.
Segundo a AHA (American Heart Association), órgão americano que divulgou as novas
normas, as chances de sucesso de uma pessoa que faz a massagem cardíaca corretamente são
praticamente as mesmas de quem opta pela massagem e respiração artificial, além de contar com a
vantagem de se ganhar tempo, aspecto essencial no processo.
Pela nova norma, a respiração artificial deve ainda ser padrão para os profissionais de saúde,
que sabem fazê-la com a qualidade e agilidade adequada, além de possuir os equipamentos de
proteção necessários. Se a vítima da parada cardíaca não receber nenhuma ajuda em até oito
minutos, a chance de ela sobreviver não passa de 15%. Já ao receber a massagem, a chance
aumenta para quase 50% até a chegada da equipe de socorro, que assumirá o trabalho.
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18.6.5 Modo de fazer a massagem cardíaca:

A massagem cardíaca deve ser realizada no meio do peito (entre os dois mamilos), com o
movimento das mãos entrelaçadas (uma em cima da outra) sob braços retos, que devem fazer ao
menos cem movimentos de compressão por minuto, de forma rápida e forte.

Os movimentos servem para retomar a circulação do sangue e, consequentemente, de


oxigênio para o coração e o cérebro, que é interrompida, quando o coração para. Não espere mais de
dez segundos para começar a compressão e a faça até o resgate chegar, sem qualquer interrupção.

Como demanda esforço físico, tente revezar com outra pessoa, de forma coordenada, se
puder.

Procedimentos:

• Realizar somente quando tiver certeza de que o coração da vítima parou.


• Colocar a vítima sobre uma superfície rígida.
• Ajoelhar-se ao lado da vítima.
• Entrelaçar os dedos, estendendo-os de forma que não toquem no meio do peito da
vítima (entre os dois mamilos).

• Posicionar os ombros diretamente acima das mãos sobre o peito da vítima.


• Manter os braços retos e os cotovelos estendidos.
• Pressionar o osso esterno para baixo, aproximadamente cinco centímetros.

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• Fazer as compressões uniformemente e com ritmo.


• Faça até o resgate chegar, sem qualquer interrupção.
• Durante as compressões, flexionar o tronco ao invés dos joelhos.
• Evitar que os dedos apertem o peito da vítima durante as compressões.

Apesar da nova norma mundial não exigir a respiração artificial em reanimação cardiopulmonar
desde 2010, a NR-10 exige que seja passado o conhecimento, visto que a norma regulamentar nº10 é
de 2004.
Para uma suposta vítima de afogamento ou por asfixia, a prioridade é para fornecer cerca de 5
ciclos (aproximadamente 2 minutos) de RCP- Reanimação Cardiopulmonar convencionais
(incluindo resgate de respiração) antes de ativar o sistema de resposta de emergência. Este ciclo
corresponde a trinta massagens cardíacas e duas de respiração boca a boca.

Técnica de respiração boca a boca

• Manter a cabeça da vítima estendida para trás, sustentando o queixo e mantendo as


vias aéreas abertas.
• Fechar as narinas da vítima.
• Cobrir toda a boca da vítima com a boca e sobrar duas vezes com um intervalo entre as
ventilações.
• Liberar as narinas para que saia o ar, que foi insuflado.
• Observar se o tórax da vítima se expande (sobe), enquanto está recebendo ventilação.
• Aplicar uma respiração boca a boca a cada cinco ou seis segundos.
• Continuar até que a vítima volte a respirar ou o atendimento médico chegue ao local.

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ATENÇÂO: As manobras de primeiros socorros sempre são reformuladas, sendo necessário o


aluno sempre estar buscando se atualizar.

18.7 Estado de Choque

As principais causas do estado de choque são: hemorragias e queimaduras graves, choque


elétrico, ataque cardíaco, dor intensa de qualquer origem, infecção grave e envenenamento por
produtos químicos. O estado de choque é um complexo grupo de síndromes cardiovasculares agudas
que não possuem uma definição única que compreenda todas as diversas causas e origens.
Didaticamente, o estado de choque ocorre, quando há mau funcionamento entre o coração, vasos
sanguíneos (artérias ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo.
O estado de choque se caracteriza pela falta de circulação e oxigenação dos tecidos do corpo,
provocada pela diminuição do volume de sangue ou pela deficiência do sistema cardiovascular. O
estado de choque põe em risco a vida da vítima, sendo assim, uma grave emergência médica. O
correto atendimento exige ação rápida e imediata.

18.7.1 Sinais e sintomas

O estado de choque pode se manifestar de diferentes formas. A vítima pode apresentar


diversos sinais de sintomas ou apenas alguns deles, dependendo da intensidade em cada caso. O
quadro clínico, portanto, é praticamente o mesmo, não importando a causa que desencadeou o estado
de choque. A vítima de estado de choque ou na iminência de entrar em choque apresenta,
geralmente, os seguintes sintomas:

• Pele pálida, úmida, pegajosa e fria. Cianose (arroxeamento) de extremidades, orelhas,


lábios e pontas dos dedos.
• Suor intenso na testa e palmas das mãos.
• Fraqueza geral.
• Pulso rápido e fraco.
• Sensação de frio, pele fria e calafrios.
• Respiração rápida, curta, irregular ou muito difícil.
• Expressão de ansiedade ou olhar indiferente e profundo, com pupilas dilatadas,
agitação.
• Medo (ansiedade).
• Sede intensa.
• Visão nublada.
• Náuseas e vômitos.
• Respostas insatisfatórias a estímulos externos.
• Perda total ou parcial de consciência.
• Taquicardia
• Queda de pressão arterial

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• Tonturas e calafrios.

18.7.2 Providências a serem tomadas

Algumas providências podem ser tomadas para evitar o estado de choque. No entanto,
infelizmente, não há muitos procedimentos de primeiros socorros a serem tomados para tirar a vítima
do choque.

Deitar a Vítima

• A primeira atitude é tentar acalmar a vítima que esteja consciente.


• Vítima deve ser deitada de costas, com as pernas elevadas (30 cm) e a cabeça virada
para o lado, evitando assim, caso ela vomite, que aspire podendo provocar pneumonia.
(Caso não houver suspeita de lesão ou fraturas na coluna).
• No caso de ferimentos no tórax, que dificultem a respiração ou de ferimento na cabeça,
os membros inferiores não devem ser elevados.
• Afrouxar as roupas da vítima no pescoço, peito e cintura, para facilitar a respiração e a
circulação.
• Verificar se há presença de prótese dentária, objetos ou alimento na boca e os retirar.

No caso de a vítima estar inconsciente, ou se estiver consciente, mas sangrando pela boca ou
nariz, deitá-la na posição lateral de segurança (PLS), para evitar asfixia, conforme demonstrado na
Figura.

Obs.: se a vitima sofreu alguma lesão grave que possa ter causado algum dando na coluna a
vitima não deve ser movimentada.

Respiração
Verificar quase que simultaneamente se a vítima respira. Deve-se estar preparado para iniciar
a reanimação cardiopulmonar, caso a vítima pare de respirar.

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Pulso
Enquanto as providências já indicadas são executadas, observar o pulso da vítima. No choque,
o pulso da vítima apresenta-se rápido e fraco (taquisfigmia).

Conforto
Dependendo do estado geral e da existência ou não de fratura, a vítima deverá ser deitada da
melhor maneira possível. Isso significa observar se ela não está sentindo frio e perdendo calor. Se for
preciso, a vítima deve ser agasalhada com cobertor ou algo semelhante, como uma lona ou casacos.

Tranquilizar a Vítima
Se o socorro médico estiver demorando, tranquilizar a vítima, mantendo-a calma sem
demonstrar apreensão quanto ao seu estado. Permanecer em vigilância junto à vítima para dar-lhe
segurança e para monitorar alterações em seu estado físico e de consciência.

Atenção: Em todos os casos de reconhecimento dos sinais e sintomas de estado de choque,


providenciar, imediatamente, assistência especializada. A vítima vai necessitar de tratamento
complexo, que só pode ser feito por profissionais e recursos especiais para intervir nestes casos. Não
se deve dar nada para beber.

18.8 Distúrbios causados pela Temperatura

A temperatura, calor ou frio, e os contatos com gases, eletricidade, radiação e produtos


químicos, podem causar lesões diferenciadas no corpo humano. A temperatura do corpo humano, em
um determinado momento, é o resultado de vários agentes, que atuam como fatores internos ou
externos, aumentando ou reduzindo a temperatura. Mecanismos homeostáticos internos atuam para
manter a vida com a constância da temperatura corporal dentro de valores ideais para a atividade
celular. Estes valores oscilam entre 34,4 e 400C.
O contato com chamas e substâncias superaquecidas, a exposição excessiva ao sol e até
mesmo à temperatura ambiente muito elevada, provocam reações no organismo humano que podem
se limitar a pele ou afetar funções orgânicas vitais.

18.8.1 Queimaduras

Queimaduras são lesões provocadas pela temperatura, geralmente calor, que podem atingir
graves proporções de perigo para a vida ou para a integridade da pessoa, dependendo de localização,
extensão e grau de profundidade. A tabela a seguir, se refere à extensão da área lesada, ajudando a
avaliar a gravidade de uma queimadura.

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ÁREA ATINGIDA EXTENSÃO


Cabeça 7%
Pescoço 2%
Tórax e Abdome 18%
Costas e Região Lombar 18%
Cada Braço 9%
Cada Perna 18%
Genitália 1%

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Profundidade ou Grau das Queimaduras

Dependendo da profundidade queimada do corpo, as queimaduras são classificadas em graus


para melhor compreensão e adoção de medidas terapêuticas adequadas. São consideradas grandes
queimaduras aquelas que atingem mais de 15% do corpo, no caso de adultos, e mais de 10% do
corpo, no caso de crianças de até 10 anos.

18.8.1.1 Queimadura de Primeiro Grau

É a mais comum, deixa a pele avermelhada, além de provocar ardor


e ressecamento, sendo a lesão superficial.
Trata-se de um tipo de queimadura causada quase sempre por
exposição prolongada à luz solar ou por contando breve com líquidos
ferventes.

Providências

As queimaduras de 1º grau podem ser tratadas sem recurso ao hospital, a não ser que atinjam
uma área muito grande, ou ocorra em bebês e idosos. Este tipo de queimadura melhora em três dias.

18.8.1.2 Queimadura de Segundo Grau

Mais grave do que a de primeiro grau, essa queimadura é aquela que


atinge as camadas um pouco mais profundas da pele.

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Caracteriza-se pelo surgimento de bolhas, desprendimento das


camadas superficiais da pele, com formação de feridas avermelhadas e
muito dolorosas.

Providências

Queimaduras do 1º e 2º grau (de baixa gravidade) podem ser tratadas sem recurso ao hospital.
Os casos mais graves a vítima deve ser encaminhada ao hospital.

Deve-se:

• Aplicação de água fria até alivio da dor, pelo menos cinco minutos;
• Secagem da zona afetada com compressa esterilizada;
• Cobrir com um pano limpo
• Aplicação de gaze vaselinada (não aderente) sobre a queimadura e um penso
absorvente para absorver exsudado (deve ser mudado regularmente):
• As bolhas não devem ser estouradas.
• Os cremes/loções calmantes só estão indicados para as queimaduras de 1º grau.
• Não colocar nenhum produto caseiro.

Nota: Não se deve usar algodão, porque este pode aderir à ferida.

18.8.1.3 Queimadura de Terceiro Grau

Queimaduras de terceiro grau são aquelas em que todas as


camadas da pele são atingidas, podendo ainda alcançar músculos e
ossos. Essas queimaduras apresentam-se secas, esbranquiçadas ou de
aspecto carbonizado, fazendo com que a pele se assemelhe ao couro,
diferentemente do que acontece nas queimaduras de primeiro e segundo
graus.

Esse tipo de queimadura não produz dor intensa, já que provoca a destruição dos nervos que
transmitem a sensação de dor. Geralmente, a queimadura de terceiro grau é causada por contato
direto com chamas, líquidos inflamáveis ou eletricidade. É grave e representa sérios riscos para a
vítima, sobretudo se atingir grande extensão do corpo.

Providências

O tratamento de queimaduras, de modo geral, pode ser feito da seguinte forma, podendo ser
de Primeiro, Segundo ou Terceiro grau.

• Deve-se resfriar com água o local atingido, pelo menos cinco minutos.
• Proteger o local com um pano limpo.
• Providenciar atendimento médico.
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Esse atendimento médico pode ser dispensado apenas no caso de queimaduras de primeiro e
segundo grau, em que a área lesada não seja muito extensa.

Queimaduras elétricas:

Requer urgência hospitalar, porque podem afetar áreas não visíveis, como órgãos internos.

18.8.2 Insolação

A insolação é uma enfermidade provocada pela exposição excessiva aos raios solares,
podendo se manifestar subitamente, quando a pessoa cai desacordada, mantendo presentes, porém,
a pulsação e a respiração.
A insolação acontece quando o organismo fica incapacitado de controlar sua temperatura.
Quando a pessoa tem insolação, sua temperatura corporal aumenta rapidamente, o mecanismo de
transpiração falha e o corpo fica incapacitado de se resfriar. A temperatura corporal de uma pessoa
com insolação pode subir até 41 graus, ou mais, em 10 a 15 minutos. Insolação pode causar morte ou
incapacitação permanente se o tratamento de emergência não for providenciado.

Sinais e Sintomas:

• Tontura
• Enjoo
• Dor de cabeça
• Pele seca e quente
• Rosto avermelhado
• Febre alta
• Pulso rápido
• Respiração difícil

Não é comum esses sinais aparecerem todos ao mesmo tempo, geralmente, são observados
apenas alguns deles.

Providências

• Remover a vítima para lugar fresco e arejado;


• Aplicar compressas frias sobre sua cabeça;
• Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, envolvendo-a com toalhas
umedecidas;
• Oferecer líquidos em pequenas quantidades e de forma frequente;
• Mantê-la deitada;
• Avaliar nível de consciência, pulso e respiração;

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• Providenciar transporte adequado;


• Encaminhar para atendimento hospitalar.

O ideal é deixar que a temperatura diminua, bem lentamente, para não ocorrer um colapso,
devido a quedas bruscas de temperatura.

18.8.3 Intermação

A intermação ocorre devido à ação do calor em lugares fechados e não arejados como alguns
espaços confinados com temperaturas muito altas. A intermação acarreta uma série de alterações no
organismo, com graves consequências para a saúde da vítima.

Sinais e Sintomas:

• Temperatura do corpo elevada;


• Diferentes níveis de consciência;
• Pele úmida e fria
• Palidez ou tonalidade azulada no rosto
• Cansaço
• Calafrios
• Respiração superficial
• Diminuição da pressão arterial

Para prevenir a intermação, o trabalhador não deve permanecer por longos períodos de tempo
em ambientes quentes e fechados, é necessário ingerir muito líquido e alimentos que contenham sal.

Providências

• Remover a vítima para lugar fresco e arejado;


• Mantê-la deitada com o tronco ligeiramente elevado;
• Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, aplicando compressas de pano
umedecido com água;
• Avaliar nível de consciência, pulso e respiração;
• Encaminhar imediatamente para atendimento hospitalar.

18.9 Intoxicações

A intoxicação resulta da penetração de substância tóxica/nociva no organismo por meio da


pele, aspiração e ingestão. Em trabalhos em espaços confinados há a possibilidade de inalação de
algumas substâncias, quando o profissional não utiliza os equipamentos de proteção individuais EPI’s
adequadamente.

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Sinais e sintomas de Inalação:

• Dor de cabeça
• Sonolência
• Enjoo
• Fraqueza muscular
• Respiração difícil
• Inconsciência (em casos graves)
• Mudança da cor da pele (em casos graves)

Em atendimentos a vítimas de intoxicação, deve-se tomar cuidado para não se transformar em


mais uma vítima, expondo-se a intoxicação.

Providências

• Afastar, imediatamente, a vítima do ambiente contaminado e levá-la para um local


arejado.
• Observar o pulso e respiração, adotando os procedimentos adequados caso haja
necessidade.
• Manter a vítima quieta e agasalhada.
• Encaminhá-la imediatamente para o atendimento médico.

18.10 Ferimentos

18.10.1 Contusão

A contusão é uma lesão sem o rompimento da pele, tratando-se de uma forte compressão dos
tecidos moles, como pele, camada de gordura e músculos, conta os ossos. Em alguns casos, quando
a batida é muito forte, pode ocorrer rompimento de vasos sanguíneos na região, originando um
hematoma.

Procedimentos

• Manter em repouso a parte contundida.


• Aplicar compressas frias ou saco de gelo até que a dor melhore e a inchação se
estabilize.
• Caso utilize-se o gelo, deve-se proteger a parte afetada com um pano limpo para evitar
queimaduras na pele.

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18.10.2 Escoriações

As escoriações são lesões simples da camada superficial da pele ou mucosas, apresentando


solução de continuidade do tecido, sem perda ou destruição do mesmo, com sangramento discreto,
mas costumam ser extremamente dolorosas. Não representam risco à vítima, quando isoladas.
Geralmente, são causadas por instrumento cortante ou contundente.
As escoriações acontecem, quando o objeto atinge apenas as camadas superficiais da pele.
Esse tipo de ferimento acontece, geralmente, em consequência de quedas, quando a pele de certas
partes do corpo, sofre arranhões em contato com as asperezas do chão, que são as escoriações mais
frequente.

Procedimentos

• Lavar as mãos com água e sabão e protegê-las para não se contaminar.


• Lavar a ferida com água e sabão para não infeccionar.
• Secar a região machucada com um pano limpo.
• Verificar se existe algum vaso com sangramento. Se houver, comprimir o local até
cessar o sangramento.
• Proteger o ferimento com uma compressa de gaze ou um curativo pronto. Caso não
seja possível, usar um lenço ou pano limpo.
• Prender o curativo ou pano com cuidado, sem apertar nem deixar que algum nó fique
sobre o ferimento.
• Manter o curativo limpo e seco.

As feridas devem ser cobertas para estancar a hemorragia e também evitar contaminação.
Lembre-se: Em casos graves, depois do curativo feito deve-se encaminhar a vítima para
atendimento médico.

18.10.3 Amputações

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As amputações são definidas como lesões em que há a separação de um membro ou de uma


estrutura protuberante do corpo. Podem ser causadas por objetos cortantes, por esmagamentos ou
por forças de tração.
O reimplante é a primeira opção para pessoas que perderam um membro (se houver
esmagamento em qualquer parte do membro, as chances de reimplante diminuem). A primeira
providência, ao presenciar esse tipo de acidente é ligar para 193 (serviço de resgate móvel). Se a
cidade dispuser de SAMU (Serviço de Atendimento Municipal ao Usuário), ligar 192.

Procedimentos

• Chamar ajuda: tempo é crucial nesse tipo de trauma. Quanto mais


rápido for feito o atendimento, maiores as chances de sucesso no
reimplante. Primeiro chamar o socorro e depois cuidar da vítima.

• Assistência à vítima: Se a vítima estiver consciente fazer o possível


para acalmá-la. Providenciar compressas (panos limpos) e fazer
compressão no local da amputação, isso evita grandes perdas
sanguíneas, pois com a ruptura de vasos a hemorragia é constante.

• Compressas: Envolver a parte amputada em panos limpos. Muito


Importante: não trocar os panos usados para fazer a compressão.
Desse modo, a equipe médica poderá dimensionar a perda
sanguínea.

• Recuperar o membro: Colocar o membro dentro de dois sacos


plásticos.

• Isopor e Gelo: Colocar o membro embalado dentro de um isopor com


gelo e tampar, caso haja tampa. Nunca colocar a parte amputada
diretamente em contato com o gelo, pois isso pode causar morte
celular e não haverá possibilidade de reimplante.

• Encaminhar para hospital: Enviar o seguimento com a vítima na


ambulância. Caso isso não seja possível, ter o cuidado de enviar a
parte amputada para o mesmo hospital em que a vítima está sendo
atendida.

É bom sempre lembrar que a vítima deve ser vista como um todo, mesmo nos casos de
ferimentos que pareçam sem importância. Uma pequena contusão pode indicar a presença de lesões
internas graves, com rompimento de vísceras, hemorragia interna ou mesmo estado de choque.

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18.10.4 Ferimentos no Tórax

Os ferimentos no Tórax podem ser muito graves, principalmente, se os pulmões forem


atingidos. Quando o pulmão é atingindo de forma a ter um orifício de tamanho considerável na parede
do tórax, pode-se ouvir o ar saindo ou ver o sangue, que sai borbulhando por esse mesmo orifício.

Procedimentos

• Utilizar um pedaço de plástico limpo ou gazes.


• Fazer curativo de três pontas (três lados fechados e um lado aberto).
• Encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico.

O curativo impedirá a entrada de ar na inspiração, mas permitirá a saída de ar na expiração.

Caso não consiga fazer o curativo de três pontas, cubra o ferimento todo com uma compressa
ou um pano limpo e leve a vítima imediatamente para o hospital.
Atenção: a ferida só deve ser totalmente coberta no momento exato em que terminou uma
expiração, ou seja, após a saída do ar.

18.10.5 Ferimentos no Abdome

Os ferimentos profundos no abdome costumam ser graves, podendo atingir algum órgão
abdominal. Dependendo do ferimento pode perfurar a parede abdominal, deste modo, partes de algum

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órgão (ex: intestino) podem vir para o exterior. Neste caso, não tente de forma alguma colocá-los no
lugar.

Procedimentos

• Chamar atendimento especializado (SAMU 192, Bombeiros 193).


• Cobrir as partes expostas com panos limpos, umedecidos com água e mantidos úmidos.
• Nunca cubra os órgãos expostos com material aderentes (papel, toalha, papel higiênico,
algodão), que deixam resíduos difíceis de remover.
• Caso tenha algum objeto encravado não tente retirá-lo.

18.10.6 Ferimentos nos Olhos

Os olhos são órgãos muito sensíveis e, quando feridos, somente um especialista dispõe de
recursos para tratá-los. Portanto, cabe apenas adotar cuidados para não ferir ainda mais os olhos que
estiverem sendo tratados.

Procedimentos

• Nunca retirar dos olhos um objeto que esteja entranhado ou encravado.


• Cobrir os olhos com gazes ou pano limpo.
• Prenda o curativo com duas tiras de esparadrapos o que evitará mais irritação.

Cubra o olho não acidentado para evitar a movimentação do olho atingido. Essa manobra não
deve ser feita, quando a vítima precisa do olho sadio para se salvar.

18.11 Hemorragia

É a perda de sangue através de ferimentos, pelas cavidades naturais como nariz, boca, etc; ela
pode ser também, interna, resultante de um traumatismo. As hemorragias podem ser classificadas,
inicialmente, em arteriais e venosas e, para fins de primeiros socorros, em internas e externas. A
hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em três a cinco minutos.

18.11.1 Hemorragia Externa

Sinais e Sintomas

• Sangramento visível;
• Nível de consciência variável decorrente da perda sanguínea;
• Palidez de pele e mucosa.

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Procedimentos

• Comprimir o local usando um pano limpo. (Quantidade excessiva de pano pode


mascarar o sangramento);
• Manter a compressão até os cuidados definitivos;
• Se possível, elevar o membro que está sangrando;
• Não utilizar qualquer substância estranha para coibir o sangramento;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

18.11.2 Hemorragia Interna


Sinais e Sintomas

• Sangramento geralmente não visível;


• Nível de consciência variável dependente da intensidade e local do sangramento.
• Sangramento pela urina;
• Sangramento pelo ouvido;
• Fratura de fêmur;
• Dor com rigidez abdominal;
• Vômitos ou tosse com sangue;
• Traumatismos ou ferimentos penetrantes no crânio, tórax ou abdome.

Procedimentos

• Manter a vítima aquecida e deitada, acompanhando os sinais vitais e atuando


adequadamente nas intercorrências;
• Chamar urgente o atendimento hospitalar especializado.

18.11.3 Hemorragia Nasal

Entre as hemorragias ainda podemos nos deparar com a epistaxe, que se refere à hemorragia
nasal. O sangramento nasal pode ser ocasionado por lesão, doença, exercícios, temperaturas
extremas, entre outros. Apesar de ser bastante comum, sangramentos nasais intensos podem causar
uma perda de sangue elevada. Esta hemorragia é fácil de identificar já que acontece pela saída de
sangue pelo nariz de forma abundante e persistente, mas se a hemorragia for grande pode acontecer
de sair também pela boca.
Os procedimentos adequados para esta emergência consistem em manter a vítima sentada,
imóvel e inclinada para frente de forma que a cabeça e o corpo estejam alinhados impedindo que o
sangue seja aspirado. É importante lembrar que a cabeça da vítima nunca deve ser colocada para

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trás. Sendo assim, deve-se comprimir as narinas durante 10 minutos e, se for possível, aplicar
compressas frias.
Se a hemorragia não parar, o ideal é inserir gazes pequenas e limpas na narina que estiver
sangrando e pressioná-la por mais 5 minutos, a gaze introduzida deve ter uma ponta para fora do
nariz para que seja possível removê-la posteriormente. Se ainda sim o sangramento persistir se
estendendo por mais de 15 ou 20 minutos, deve-se acionar o serviço médico de emergência.
Quando há suspeitas de que o sangramento ocorreu por fratura no crânio não deve-se
suspender o fluxo de sangue pois isso prejudicaria a vítima. O procedimento correto para este caso é
cobrir o nariz da vítima com um curativo seco para absorver o sangue tomando cuidado para não
pressionar muito forte e, após isso, o serviço médico de emergência deve ser acionado rapidamente.
Assim como existem procedimentos adequados no atendimento às vítimas de hemorragia,
também é necessário levar em consideração o que não deve ser feito diante dessa emergência, como:

• Nunca usar pomadas, cremes, pastas, óleos, ou qualquer tipo de pó em ferimentos abertos;
• Não usar sabonetes muito abrasivos, detergentes ou sabão em pó para lavar o ferimento. Se
possível, deve-se usar somente sabão neutro e água;
• Caso exista alguma perfuração, seja por lâmina, pregos ou outro objeto, eles não devem ser
retirados pois o sangramento pode piorar e a melhor opção é aguardar o SME.

O atendente de emergência sempre deve usar o bom senso, avaliar toda a situação e optar
pelas melhores ações dependendo de cada caso.

18.12 Entorses, Luxações e Fraturas

Quedas, pancadas e encontrões podem lesar os ossos e articulações e provocar entorses,


luxações ou fraturas.

18.12.1 Entorse

Denomina-se de entorse a separação momentânea das superfícies ósseas articulares,


provocando o estiramento ou rompimento dos ligamentos, quando há um movimento brusco. Caso no
local afetado apareça mancha escura 24 ou 48 horas após o acidente pode ter havido fratura, deve-se
procurar atendimento médico de imediato.

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Procedimentos:
• Aplicar gelo ou compressas frias durante as primeiras 24 horas.
• Após este tempo aplicar compressas mornas.
• Imobilizar o local (por meio de enfaixamento, usando ataduras ou lenços).
• A imobilização deverá ser feita na posição que for mais cômoda para o acidentado.
• Dependendo do caso, encaminhar para atendimento médico.

18.12.2 Luxações

A luxação é a perda de contato permanente entre duas extremidades ósseas em uma


articulação. Na luxação, as superfícies articulares deixam de se tocar de forma permanente. É comum
ocorrer junto com a luxação uma fratura.

Sinais e Sintomas

• Dor local intensa;


• Dificuldade ou impossibilidade de movimentar a região afetada;
• Hematoma;
• Deformidade da articulação;
• Inchaço;

Procedimentos

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• Manipular o mínimo possível o local afetado;


• Não colocar o osso no lugar;
• Imobilizar a área afetada antes de remover a vítima (caso seja muito necessário);
• Se possível, aplicar bolsa de gelo no local afetado;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

18.12.3 Fraturas

Fratura é o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Como nem sempre é fácil identificar
uma fratura, o mais recomendável é que as situações de entorse ou luxação sejam atendidas como
possíveis fraturas.
Existem dois tipos de fraturas:
• Fechadas: sem exposição óssea.
• Expostas: o osso está ou esteve exposto.

Procedimentos

• Manipular o mínimo possível o local afetado;


• Não colocar o osso no lugar;
• Proteger ferimentos com panos limpos e controlar sangramentos nas lesões expostas;
• Imobilizar a área afetada antes de remover a vítima (caso seja muito necessário)
• Se possível, aplicar bolsa de gelo no local afetado (fratura fechada);
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

18.13 Picadas de animais

Em muitos espaços confinados há presença de animais peçonhentos, e é muito importante


tomar certos cuidados com eles, pois suas picadas podem provocar intoxicação ou envenenamento.
Animais peçonhentos ou venenosos são todos aqueles que expelem substâncias tóxicas (venenos) e
que têm órgãos específicos para sua inoculação. Entre eles, os mais importantes, pelo número de
acidentes que provocam, são as serpentes (cobras), os escorpiões e as aranhas.

18.13.1 Serpentes

As serpentes são classificadas em venenosas e não venenosas. A picada das não venenosas
não provoca manifestações gerais, mas pode causar alterações locais, como dor moderada e,
eventualmente, discreta inchação. Já uma picada de cobra venenosa, se não forem tomadas
providências imediatas pode levar a vítima à morte. Por isso, é tão importante que todos aqueles que

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trabalham em espaços confinados, em que estão sujeitos à aparição de cobras, tenham informações
suficientes que permitam identificá-las.
As cobras venenosas distinguem-se das não venenosas por vários fatores. Um deles tem a ver
com o comportamento: enquanto as venenosas ficam agressivas e tomam posição para dar o bote na
presença de outro animal ou pessoa, as cobras não venenosas se tornam medrosas e fogem.
Segundo o Instituto Butantã, aproximadamente 1% das picadas de cobras venenosas é fatal quando a
vítima não é socorrida a tempo.

Principais diferenças entre cobras venenosas e não venenosas:

Venenosas Não Venenosas

Cabeça chata, triangular, bem destacada. Cabeça estreita, alongada, mal destacada.

Olhos pequenos, com pupila em fenda Olhos grandes, com pupila circular, fosseta
vertical e fosseta loreal entre os olhos e as lacrimal ausente.
narinas (quadradinho preto).

Escamas do corpo alongadas, pontudas, Escamas achatadas, sem carena, dando ao


imbricadas, com carena mediana, dando ao tato uma impressão de liso, escorregadio.
tato uma impressão de aspereza.

Cabeça com escamas pequenas Cabeça com placas em vez de escamas.


semelhantes às do corpo.

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Cauda curta, afinada bruscamente. Cauda longa, afinada gradualmente.

Quando perseguida, toma atitude de ataque, Quando perseguida, foge.


enrodilhando-se.

Tudo poderá ser facilmente verificado, se tiver um animal morto ou imobilizado que poderá ser
examinado com calma e minuciosamente. Na prática, quando ocorrem os acidentes, a situação é bem
outra, no entanto há algumas observações que, geralmente, dá para fazer.

1) Verifique a coloração do corpo do animal que lhe mordeu. Os característicos anéis coloridos
das cobras corais são gritantes. Você poderá dizer ao médico se foi ou não uma cobra coral.
A confusão com as serpentes denominada de coral falsa é irrelevante, pois não trará
nenhum perigo à saúde.
2) Se não for coral, veja bem a cauda da cobra se tem ou não o chocalho típico da cascavel. O
chocalho também se ouve: antes de dar o bote, a cascavel balança vigorosamente a cauda
para lhe espantar com o ruído. Repete-se que o chocalho é muito óbvio e fácil de
reconhecer. Já as escamas eriçadas da cauda da surucucu são muito mais difíceis de ver.

As serpentes crescem rapidamente após o nascimento e alcançam a


maturidade após dois anos (as grandes cobras, jiboia e sucuri, após
4 ou 5). Durante suas vidas os ofídios mudam a pele, regularmente, e
Chocalho é comum serem encontradas cascas de serpentes abandonadas no
campo. A cascavel, por razões não bem entendidas, em vez de sair
completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na
cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos
anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que,
quando o animal vibra a cauda, balançam e causam o ruído
característico. A finalidade é de advertir a sua presença e espantar
os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal. É uma ótima
chance de evitar o confronto.

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3) Tome nota da hora em que você foi picado. É uma informação preciosa ao posto de socorro.
Por exemplo, poderá servir ao médico para diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa: se
após pouco tempo você não tem nenhum dos sintomas clínicos de envenenamento ofídico,
ficará algum tempo em observação sem tomar soro. O tempo decorrido entre o acidente e a
intensidade dos sintomas também é fundamental para avaliar a gravidade do caso e guiará
a terapêutica a ser aplicada.
4) Se não tiver nenhuma observação sobre a cobra, pelo menos informe os aspectos do local
em que aconteceu o acidente: floresta, areia, rochas expostas, etc...

Procedimentos

Como o veneno se difunde para os tecidos nos primeiros 30 minutos após a picada, a ação
precisa ser rápida, seja qual for a cobra que tenha provocado o acidente.

• Mesmo que seja impossível reconhecer a cobra que causou o acidente, é necessário
procurar um médico, enquanto mantém-se a vítima deitada e calma.
• Retirar anéis se o dedo for atingindo, pois o edema pode tornar-se intenso e produzir
garroteamento.
• Lavar o local com bastante água corrente.
• Compressas de gelo ou água fria retardam os efeitos do veneno.
• Mantenha o local da mordida sempre que possível, abaixo do nível do coração.
• Remover a vítima rapidamente para o local mais próximo que disponha de soro
antiofídico, uma vez que este é o único tratamento eficiente para combater os males
causados por serpentes venenosas.

O que não deve ser feito

• Não dê álcool a vítima, sedativos ou aspirinas.


• Nunca faça cortes ou incisões.
• O uso do torniquete é contraindicado.
• Não deixe a vítima ir caminhando em busca de atendimento médico, pois quanto mais
ela se movimentar mais risco há de o veneno se espalhar pelo organismo.

Os primeiros socorros são úteis e importantes até 30 minutos depois da picada, portanto
encaminhar a vítima para atendimento médico, com a maior rapidez, é fundamental.

18.13.2 Escorpiões e Aranhas

Tanto os escorpiões quanto as aranhas representam perigo não só para o homem, mas
também para as próprias espécies, pois se devoram mutuamente. São também inimigos naturais:

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pássaros, galinhas, seriemas, corvos e alguns anfíbios (principalmente sapos), no caso dos
escorpiões: e lagartos, camaleões, sapos e pássaros, no caso das aranhas.
Ambos têm como característica comum o fato de não serem agressivos e de picarem somente
quando molestados ou para se defender. As picadas que provocarem dor intensa podem ser graves.
Segundo o Instituto Butantã, cerca de 4% das vítimas de ferroadas de escorpião morrem. Quanto
maior for o número de ferroadas, mais grave será o envenenamento.

18.13.2.1 Aranhas
Nem todas as aranhas representam perigo de vida. Isto faz tomar pouco cuidado com elas.
Algumas espécies, porém, são muito venenosas.
Deve-se dar ênfase às precauções, para que as picadas não ocorram.

A aranha Armadeira não tem pelos, fica na


Caranguejeira é preta e peluda. posição de bote para atacar, apoiada nas
pernas de trás e com as da frente levantadas.
Sua cor é marrom-café.

Tarântula é marrom-clara e peluda. Vive nos A aranha marrom tem o corpo escuro e as
gramados e jardins. pernas mais claras. É pouco agressiva e não
causa dor local; sua mordida pode passar
despercebida. Os sintomas aparecem depois
de oito a 20 horas: inchaço local e bolhas são
os mais comuns. Nos casos graves, a urina do
acidentado fica com uma cor marrom escura.
Sintomas

Configura acidente grave o aparecimento de tremores, vômitos, espasmos musculares e


dificuldade respiratória.
Neste caso, procure assistência médica imediata.

Procedimentos

• Em caso de acidente com aracnídeos, se conseguir apanhar o animal, leve-o com


você, quando for ao hospital. Dele será extraído o antídoto que poderá salvar a vida
do acidentado.

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• Nunca faça torniquete em um membro picado.


• Manter a vítima no mais completo repouso para que o veneno não se espalhe no
organismo, e providencie ou aguarde atendimento médico.
• Lavar o local afetado com água corrente.

18.13.2.2 Escorpiões

O veneno dos escorpiões pode levar crianças e pessoas desnutridas à morte. Eles têm
hábitos noturnos e não são agressivos.

Sintomas de uma picada:

Os sintomas de uma picada de escorpião são:

• Formigamento no local, podendo espalhar-se por todo o corpo.


• Dor moderada a intensa.
• Se aparecerem outros sintomas, como taquicardia, aumento da pressão arterial,
temperatura baixa, suores intensos seguidos de tremores ou salivação exagerada,
enjoos ou vômitos, procure um pronto-socorro.
• Nas primeiras 24 horas após a picada do escorpião, a pessoa corre risco de vida.

Procedimentos

• Se conseguir pegar o escorpião, guarde-o para levar ao médico, que extrairá dele o
antídoto contra o veneno da picada.
• O repouso é importante para que o veneno não se espalhe pelo corpo da vítima.
• Torniquete não é aconselhado.
• Aplique compressas mornas nas primeiras horas após a picada.
• Ir imediatamente à procura de atendimento médico, não espere o aparecimento dos
sintomas mais graves.
• A pessoa acidentada deverá ficar em observação por um período de seis a oito horas.

18.14 Técnicas Para Remoção e Transporte de Acidentados

O transporte de acidentados deve ser feito por equipe especializada em resgate (Corpo de
Bombeiros, SAMU entre outros). O transporte realizado de forma imprópria poderá agravar as
lesões, provocando sequelas irreversíveis ao acidentado. A vítima somente deverá ser transportada
com técnica e meios próprios, nos casos, em que não é possível contar com equipes especializadas
em resgate ou se o local apresenta um grande risco de morte.
OBS: É imprescindível a avaliação das condições da vítima para fazer o transporte
seguro.

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A melhor forma de transporte de uma vítima é a maca. Se por acaso não houver uma
disponível no local, ela pode ser improvisada com duas camisas ou um paletó e dois bastões
resistentes, ou até mesmo enrolando-se um cobertor várias vezes em uma tábua larga. Porém, em
alguns casos, na impossibilidade de uso de maca o transporte pode ser feito de outra maneira,
porém tomando-se todos os cuidados para não agravar o estado da vítima. A remoção ou transporte
como indicado abaixo só é possível, quando não há suspeita de lesões na coluna vertebral e bacia.

18.14.1 Transporte em Maca

A maca é a melhor maneira de transportar uma vítima. Dependendo do local onde o acidente
tenha acontecido, muitas vezes será necessário improvisar uma. O mais importante é saber colocar
a vítima sobre a maca. A maca improvisada com uma porta ou uma tábua de aproximadamente 50
cm de largura é muito eficiente, usada nos casos de suspeita de lesão da coluna vertebral, com a
vítima imobilizada.

Maca improvisada com porta. Fonte: Senac

Exceto a maca improvisada com porta ou tábua, todas as demais têm como base cabos de
vassouras ou galhos de árvores, varas, guarda-chuvas grandes entre outros. O que irá variar é a
superfície sobre a qual a vítima será colocada.
Para utilizar o transporte em maca feita por varas, é imprescindível que as mesmas sejam
resistentes para suportar do peso da vítima. Para transportar para a maca uma vítima com indícios
de lesão na coluna ou na bacia, são necessários três socorristas ou pessoas altamente treinadas.

Como deve ser feito o transporte para maca:

• Em primeiro lugar, alguém coloca a maca bem perto da vítima.

• Estando a vítima deitada de barriga para cima, os socorristas se ajoelham ao lado dela
e todos, ao mesmo tempo, passam os braços por sobre o corpo da vítima, de modo
que ele fique todo no mesmo nível.

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• Com bastante cuidado, vão levantando a vítima, sem deixar que ele dobre qualquer
parte do corpo e a colocam sobre a maca.

Caso a suspeita da coluna seja na cervical, um dos socorristas ou pessoa treinada deverá
cuidar, exclusivamente, da cabeça da vítima, de forma a mantê-la estabilizada.

Deve-se suspeitar de lesão na coluna, quando a vítima apresentar marcas de trauma no


tronco ou ainda das clavículas ou, ainda, se estiver inconsciente.
Se houver suspeitas de fratura na coluna ou na bacia, a vítima deverá, necessariamente, ser
transportada em maca plana e rígida (do tipo porta ou tábua).
Serão vistos alguns exemplos de macas improvisadas com cabo(s):

• Pegue camisas ou paletós e enfie as mangas para dentro, no caso de paletós ou


similares, abotoe-os inteiramente e passe os cabos pelas mangas.

• Consiga cobertores, toalhas, colchas ou lençóis e enrole o tecido em torno dos cabos
ou dobre as laterais do tecido sobre eles.

• Usando sacos de estopa, de aniagem ou náilon trançado, enfie um cabo em cada


lateral do saco.

• Pegue cintos, cordas ou tiras largas de tecido e amarre-os aos dois cabos, em cada
lateral.

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Fonte: Senac

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18.14.2 Transporte sem Maca

Na impossibilidade do uso de maca ou padiola e sendo vital a remoção de uma pessoa


acidentada, o transporte terá que ser feito de outra maneira, porém tomando-se todos os cuidados
para não agravar o estado em que a vítima está.

18.14.2.1 Transporte com um Socorrista

Transporte de Apoio

Esses são recursos a serem adotados, quando o acidentado está


consciente e tem apenas ferimentos leves:

• Passar um dos braços da vítima em torno do seu pescoço.

• Colocar um de seus braços em torno da cintura da vítima e segurá-la


pelo punho. Dessa forma, a vítima pode caminhar apoiada no
socorrista.

Transporte nas Costas

• De costas para a vítima (que deve estar de pé),


passar os braços dela em torno do seu pescoço.
• Com seu corpo um pouco inclinado para frente,
levantar e carregar a vítima.

Se a pessoa tiver condições de se firmar no


tronco do socorrista, ele poderá usar os braços para
segurá-la pelas pernas, o que proporciona maior
firmeza durante o transporte.

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Transporte nos Braços


Esse recurso é adequado quando a vítima está
consciente, porém com ferimentos nos pés ou nas pernas que
impedem de caminhar.

• Colocar um braço sob os joelhos e o outro em


torno da parte superior do tórax da vítima, e
levantá-la. Quanto mais alta for a posição da
vítima no colo do socorrista menos ele vai se
cansar.

18.14.2.2 Transporte com dois Socorristas

Transporte em cadeirinha

Com os braços, os socorristas formam um pequeno assento, para a vítima, que deverá se
manter segura.

• Faça a cadeirinha conforme figura.


Passe os braços da vítima o redor do seu
pescoço e levante a vítima.

Transportes pelas extremidades

• Um socorrista segura a vítima por debaixo


dos braços e o outro pelas pernas.

Esse tipo de transporte só deve ser feito


se não houver suspeita de fraturas na coluna
ou nos membros da vítima.

Transporte por cadeira

• Sentar a vítima em uma cadeira.


• Um socorrista pega a cadeira pelas pernas e o outro pelo encosto.

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Por proporcionar maior estabilidade, esse é o tipo de transporte mais adequado para vítimas
que apresentam problemas respiratórios.

18.14.2.3 Transporte com Três Socorristas

Transporte no Colo

Para esse transporte é exigida a presença de três socorristas, e só é válido caso a vítima não
tenha suspeitas de fratura na coluna ou na bacia.

• Estando a vítima deitada de barriga pra cima, os três socorristas se ajoelham ao lado
dela: um próximo à extremidade superior do corpo, outro no meio e o terceiro próximo
aos pés.
• Pegando a vítima por baixo, a um tempo só, os três a carregam juntos ao tórax.

18.14.2.4 Transporte com Quatro Socorristas

Semelhante ao de três pessoas. A quarta pessoa imobiliza a cabeça da vítima impedindo


qualquer tipo de deslocamento.

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18.15 Telefones Úteis

CORPO DE BOMBEIROS (RESGATE) ................................................................................ 193


AMBULÂNCIA SAMU............................................................................................................ 192
POLÍCIA MILITAR.................................................................................................................. 190

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19. REFERÊNCIAS

ABNT. NBR nº14.787 Espaço Confinado –Prevenção de acidentes, procedimentos e medidas


de proteção. São Paulo: ABNT. 2001.

ABNT. NBR 1318. Prevenção de Acidentes em Espaços Confinados, Associação Brasileira de


Normas Técnicas, RJ, 1990.

ABNT, NBR 12962. Desgaseificação de Tanque Rodoviário para Transporte de Produto


Perigoso, RJ, 1993.

ABNT, NBR 1214. NBb 11 350). Controle dos Riscos de Gases e Vapores em Embarcações, RJ,
1990.

ABNT, NBR 12543 – Equipamentos de Proteção Respiratória – Terminologia. RJ; 1999.

AMERICAN NATIONAL STANDARDS INSTITUTE. ANSI Z88.2/1992 – American National


Standard for Respiratory Protection. Nova York: ANSI; 1992.

BRASIL. Normas Regulamentadoras Brasília: Ministério do Trabalho. 1978.

BRASIL. Portaria. Portaria nº3214 de 08.06.78. Brasília: Ministério do Trabalho. 1978.

CAMPOS, José Luiz Dias e CAMPOS, Adelina Bitelli Dias. Responsabilidade Penal, Civil e
Acidentária do Trabalho. Edit. LTR, 4ª ed. Atualizada.

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Curso NR-33 Supervisores


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Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98.
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