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Física Experimental II

Engenharias Química/Civil

Gases

Nomes dos integrantes do grupo


Guilherme Belloli Maia

Resultados

p (kPa) dxp
= (nm)
10 592 5920

10,3 573 5901,9

10,6 557 5904,2

10,9 544 5929,6

11,2 527 5902,4

11,5 515 5922,5

11,8 499 5888,2

12,1 487 5892,7


Experimento

Gases ideais e variáveis de estado

Os gases são complicados. Eles estão cheios de bilhões e bilhões de moléculas energéticas
de gás que podem colidir e possivelmente interagir umas com as outras. Como é

difícil descrever um gás real exatamente, as pessoas criaram o conceito de um gás ideal

como uma aproximação que nos ajuda a modelar e a prever o comportamento de gases
reais. O termo gás ideal se refere a um gás hipotético composto de moléculas que

seguem algumas regras:

• Moléculas de gás ideal não se atraem nem se repelem. A única interação entre as

moléculas de um gás ideal é uma colisão elástica no impacto das moléculas umas

com as outras, ou uma colisão elástica com as paredes do recipiente. O termo coli-

são elástica se refere à uma colisão na qual nenhuma energia cinética é convertida

em outras formas de energia durante a colisão. Em outras palavras, a energia cinética


pode ser trocada entre os objetos que colidem (por exemplo, as moléculas),
mas a energia cinética total antes da colisão é igual à energia cinética total depois

da colisão.

• Moléculas de gás ideal não ocupam volume algum. O gás ocupa um volume por-

que as moléculas se expandem em uma grande região do espaço, mas as moléculas

de gás ideal são aproximadas como partículas pontuais, que não têm e não ocupam
volume algum.

Se isso parece ideal demais para ser verdade, você está certo. Não existe nenhum gás

exatamente ideal, mas há vários gases que são próximos o bastante para que o conceito

de gás ideal seja uma aproximação extremamente útil para várias situações. De fato, para
temperaturas próximas à temperatura ambiente e pressões próximas à pressão
atmosférica, muitos dos gases com os quais nos importamos são praticamente ideais.

A pressão, p, o volume V e a temperatura T de um gás ideal são suas variáveis de

estado e estão relacionados por uma fórmula simples chamada de lei dos gases ideais:

pV = nRT, (1)

na Eq. 1, n é o número de mols, dado por n=m/M

(m é a massa do gás e M sua massa molar), e R é uma constante de proporcionalidade,


cujos valores aproximados são: 8,3114J/(mol.K) = 0,08206 (atm.L)/(mol.K).

Para uma massa constante (ou número de mols constante) o produto nR de um gás

ideal será constante, de modo que pV/T também é constante. Designando pelos índices

inferiores 1 e 2 dois estados da mesma massa de um gás, podemos escrever:

p1V1/T1=p2V2/T2= Constante

Transformações gasosas
Ao evoluir de um estado para outro através de um processo termodinâmico, um gás
poderá fazê-lo de várias maneiras e, em cada uma delas, suas variáveis de estado sofrerão
alteração enquanto esse processo acontece. Eventualmente, em condições especiais e
mantendo-se a massa do gás, uma dessas variáveis permanecerá inalterada ao longo da
transformação. Assim, estamos diante de três situações possíveis:

• Processo (ou transformação) isobárico: é aquele que acontece à pressão constante,


variando-se a temperatura e o volume do gás. Portanto, a relação V

T= constante, isto é, o volume e a temperatura são diretamente proporcionais;

• Processo (ou transformação) isométrico, isocórico ou isovolumétrico: é aquele que

acontece a volume constante, variando-se a temperatura e a pressão do gás. Aqui,

a relação p

T=constante, isto é, a pressão e a temperatura são diretamente proporcionais;

• Processo (ou transformação) isotérmico: é aquele que acontece à temperatura

constante, variando-se o volume e a pressão do gás. Portanto, a relação pV =

constante, isto é, a pressão do gás e o volume ocupado por ele são inversamente

proporcionais.

Discussão

Sabendo que às transformações isotérmicas ocorrem à temperatura constante, e assim


apenas o volume e a pressão se alteram em uma relação inversamente proporcional, como
descrito na fórmula acima, tem-se como resultado um gráfico em forma de hipérbole,
assim como descrito no gráfico 1, concluindo assim que o experimento e a teoria
concordam entre si. Além disso, compreendendo que a massa do composto se mantém
constante como proposto no roteiro deste experimento, e observando a coluna 3 da tabela
1 que se mantém em um padrão constante, pode-se concluir que novamente a teoria
concorda com o experimento aqui desenvolvido.