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Aula 6 e 7 - Arranjos Físicos ou Layout

Estudo de Caso: Embraer muda arranjo físico de linha para posicional

A Embraer é a maior exportadora brasileira e uma das quatro maiores fabricantes de


avião do mundo. Um dos produtos de maior sucesso da Embraer é o jato ERJ-145,
destinado à aviação regional, com capacidade variando em torno de 50 passageiros. Em
2002, a Embraer apresentou seu mais novo lançamento : uma aeronave com capacidade
variando em torno de 100 passageiros. A Embraer encarou vários desafios, projetando e
lançando a família ERJ. Um, de grandes proporções, foi o de coordenar dezenas de
fornecedores ao redor do mundo no esforço de desenvolvimento compartilhado. Outro,
não menos importante, foi o de decidir sobre o processo produtivo e o arranjo que seria
usado para fazer a montagem final do produto (depois de a fuselagem estar montada):
interior da cabine, instrumentação, motores, entre outros itens. A montagem do ERJ-145
é feita num galpão muito estreito, com grande eficiência na utilização do espaço. Isso
acontece porque os engenheiros de processo tiveram uma ideia interessante: usar o
eficiente arranjo físico em linha. Em uma linha de montagem móvel, como a dos
automóveis, se produz 14 aviões por mês. Para fazer isso de forma eficiente, o interior
da cabine do ERJ-145 é montado quando a fuselagem (o charuto) está pronta, mas ainda
sem as asas. Isso significa que a linha pode se mover sem ter de garantir o grande
espaço necessário para que toda a envergadura da asa pudesse percorrer a linha. Depois
de o interior montado, as asas são parafusadas utilizando parafusos resistentes que usam
tecnologia de ponta. Já em outra aeronave, também da família ERJ, as asas precisam
estar integradas estruturalmente à fuselagem e não é possível fixar depois. Isso significa
que, para um arranjo físico em linha, seria necessária uma área muito maior de
montagem. Os engenheiros decidiram, então, adotar um arranjo físico diferente:
posicional ou em docas. Nesse arranjo, a depois de pronta a estrutura da fuselagem, ela
é estacionada em uma das cinco docas de montagem e permanece parada enquanto os
recursos transformadores vão até ela. Portanto, a decisão do arranjo físico precisa estar
alinhada com o projeto do produto, do processo e com a estratégia competitiva da
organização.
Questões
1. No arranjo físico linear usado para montagem do ERJ-145, o balanceamento de linha
e a coordenação perfeita de mais de 40 mil itens que devem ser montados eram os
principais desafios. Quais são os desafios enfrentados pela Embraer para gestão do
novo arranjo físico adotado?
2. No arranjo linear, os funcionários ficam estacionários enquanto produto percorre
estações de trabalho. No arranjo em docas, os funcionários percorrem a aeronave
executando suas atividades. Você acha possível que todos os funcionários executem
simultaneamente suas tarefas na aeronave em montagem? Como você resolveria essa
questão?
3. Quais as vantagens e desvantagens da Embraer decidir por um novo arranjo físico
para a produção do seu novo avião?

Corrêa, H.L.; Corrêa, C.A. Administração de produção e operações. Manufatura e serviços, uma
abordagem estratégica. 2ª Ed ição. Editora Atlas. São Paulo. p. 418-9. 2008

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