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Contribuições para a educação

Quando citamos nos estudos da sociedade, complexos políticos e processos


educativos, não poderíamos deixar de exaltar a importância que os autores considerados
clássicos da Sociologia tem, no que diz respeito à teoria e às práticas pedagógicas. Sociólogo
e socialista tiveram reconhecimento ideológico no campo da pedagogia principalmente por
desenvolverem uma série de documentos que colocam em debate a Sociologia da Educação.
Émile Durkheim nasceu na cidade de Épinal, na França. Iniciou seus estudos em sua cidade
natal e continuou os mesmos em Paris, formando-se em Filosofia. Foi professor de pedagogia
em Bordeaux e Sorbonne e depois passou a lecionar Sociologia. Foi o responsável pela
introdução do ensino da Sociologia no ensino superior. Para Durkheim a educação tem a
função social de integrar o homem a sociedade, através da transmissão de um patrimônio
cultural.
Sua proposta de educação é baseada na ideia de uma escolarização pública e laica, ou
seja, o Estado é tido como órgão regulador e fiscalizador da educação formal, e deverá definir
quais são os parâmetros, ideais de ensino e conjuntos de regras que devem ser seguidas. Na
sua visão, para haja uma educação efetiva, é preciso que a criança respeite a autoridade do
professor a fim de que estabeleça confiança e segurança para se desenvolver socialmente,
além disso, pontuou as diferenças entre os termos educação é pedagogia: A educação é ação
exercida, perante as crianças pelos pais e mestres e se dá de forma contínua.
Outro sociólogo que se destacou na educação foi Karl Heinrich Marx (1818-1883)
economista, filósofo, sociólogo e socialista, iniciou seus estudos de Direito na Universidade
de Bonn. Após, seguiu para a Universidade de Berlim, para prosseguir nos seus estudos, lá
entrou em contato com a Filosofia de Hegel, de quem herdou a concepção dialética e a
Filosofia da História, 17 as quais serão abordadas ao longo do texto. Doutorou-se em
Filosofia pela Universidade de Iena.
Para Marx a educação faz parte da superestrutura de controle usada pelas classes
dominantes, ou seja, as ideias reproduzidas pelas escolas burguesas à classe operária, passadas
ao proletariado por professores a serviço da reprodução sócio- cultural criaria uma falsa ilusão
de igualdade de classes. O autor defende o modelo de educação igualitário, que será
responsável pelo processo de transformação social de todos os indivíduos. Na leitura dele, a
educação é responsável pela construção da sociedade à chamada omnilateralidade, concepção
que diz respeito à realização/emancipação do homem através do trabalho.
Ele divide o conceito de educação em três coisas: Educação intelectual
(conhecimento); Educação Corporal (exercícios de ginásticas e militares) e Educação
tecnológica (todos os processos de produção, manipulação dos instrumentos do ramo da
indústria). Segundo ele, a função social da educação é combater a alienação e a
desumanização. Para isso seria necessário aprender competências que são indispensáveis para
a compreensão do mundo físico e social. O filósofo alertava para o risco de a escola ensinar
conteúdos sujeitos a interpretações "de partido ou de classe". Ele valorizava a gratuidade da
educação, mas não o atrelamento a políticas de Estado. Com a ideia de que existe a
necessidade capitalista de uma força de trabalho mais flexível, ele propõe a formação do
proletariado com a implementação da educação politécnica. Marx propõe uma sociedade livre
das condições de contradição, das classes sociais e da exploração do trabalho.
Contudo, podemos observar que ambos os autores tratam da importância da educação
na relação com outras instituições , seja no campo econômico , político e social. Para
Durkheim, a educação é vista como uma instituição integradora essencial à ordem social. Já
Marx acredita que a educação é um espaço de reprodução ideológica dos interesses das
classes dominantes (burguesia). Portanto a leitura desses autores nos dias atuais, nos traz
reflexões acerca da educação e suas funções na sociedade.
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