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Comunicação e Linguagem

Objetivos de Aprendizagem

 Conceptualizar comunicação, linguagem e inter-relação


 Compreender os primeiros comportamentos comunicativos e o processo de aquisição da
linguagem, tendo em conta bases neurológicas, cognitivas, percetivas e socioculturais
 Identificar padrões de comunicação e marcos do desenvolvimento linguístico
 Articular processos de metacognição e metalinguagem com a consciência linguística
 Compreender a importância de ambientes promotores da literacia emergente, reconhecendo as
suas implicações na posterior aprendizagem formal da leitura e escrita

Conteúdos

 Comunicação e Linguagem
o Conceito de comunicação
o Conceito de linguagem
o Inter-relações entre comunicação e linguagem
o Funções da comunicação e linguagem
 Comportamentos comunicativos e aquisição da linguagem oral
o Bases neurológicas, cognitivas, percetivas e socioculturais
o Etapas e marcos de aquisição da linguagem oral
o Metacognição, metalinguagem e consciência linguística
o Casos específicos: bilinguismo, surdez, desenvolvimento atípico da linguagem
 Emergência da linguagem escrita
o Conceito de literacia emergente
o Consciência fonológica, funcionalidade da leitura e escrita, consciência do impresso
o Relação da literacia emergente e posterior aprendizagem formal da leitura e escrita
o Contextos educativos e promoção da literacia emergente
O que é a Comunicação?
 “Homem social” – produto e criador de cultura
o Ninguém consegue viver isolado!
 Communicare – participar, partilhar, intercambiar, fazer parte da comunidade
 Permite transmitir e recuperar experiências e conhecimentos
 Evolui ao longo dos tempos e contextos
 Pode ser intencional
 Pode revelar intenções (mesmo sem intenção)
 Interno-Externo, Individual-Coletivo
o Passagem de uma informação, ideia; se o indivíduo não comunicar a sua ideia, os outros
nunca a saberão.
 Via socio-histórica de representações do mundo
o Até que ponto a linguagem que utilizamos molda a maneira como vemos o mundo?
o Só prestamos atenção depois do problema existir (por exemplo: sustentabilidade ambiental
-> hoje em dia estas palavras têm um peso maior)
o as palavras podem já existir mas nós damos-lhes pouco peso
 Via de interação e influência
o mesmo sem falar, conseguimos influenciar, por exemplo, através do olhar
o exemplo: Hitler -> o maior peso estava na maneira como agia e não naquilo que falava
o comunicação presente no próprio espaço
 Evolui no tempo e de modo criativo
 Inclui sinais ambíguos
o podem ser interpretados de várias formas, dependendo da experiência pessoal e do
enquadramento sociocultural
 É intemporal e deslocada
o podemos comunicar sobre algo passado ou futuro, na ausência do estímulo em questão
o A mensagem permanece no tempo / deixamos marcas próprias
o Não é necessário estar no mesmo espaço físico para comunicar

Interlocutores – pessoas envolvidas no processo de comunicação


Emissor – pessoa que inicia a partilha de informação
Recetor – pessoa que recebe a informação
Mensagem – informação / conteúdo partilhado

G e s to s

O que é a
Gestos fazem parte da comunicação
Linguagem?
Fala e Sinais /
Imagens fazem parte da comunicação
Im a g e n s  Sistema
E s c r ita C ó d ig o s
Sinais e sons fazem parte da comunicação
simbólico;
Fala, leitura e escrita fazem parte da comunicação

Sons
 Conjunto de símbolos e regras que nos permitem comunicar;
 Meio de interação social, que favorece a colaboração e interajuda,
 Habitualmente utilizada sem esforço;
 Existem três tipos oral, escrita e gestual;
 Palavra…
o Unidade mais simples da linguagem
o «Arquivadas» na memória – léxico.

» Funções:

 Comunicar;
 Expressar emoções;
 Interagir socialmente;
 Usar e brincar com sons (e.g., cantar, humor);
 Controlar o ambiente,
 Recordar vivências e atribuir significados;
 Expressar ideias.

» Hipótese Sapir-Whorf

 Linguagem associada a processos cognitivos;


 Inerente a representações sobre o mundo e a memórias;
 Está associada ao pensamento;
 Linguagem e cognição como processos interdependentes;
 Pensar como discurso coberto/interno.

» Psicolinguística

 Campo interdisciplinar (Psicologia, Fisiologia, Audiologia);


 Relaciona linguagem e cognição;
 Estuda os processos de codificação e descodificação;
 Recorre a estudos experimentais, simulações computacionais, análise linguística e
neuroimagiologia..
“A Psicolinguística é o estudo da linguagem na atividade humana. É o estudo do que se adquire quando se
adquire a linguagem, de como se adquire essa linguagem e como se utiliza essa linguagem quando quando
as pessoas produzem e compreendem mensagens”
(Foss & Hakes, 1978)

» Temas Psicolinguística:

 Diferenças entre homens e mulheres


 Aquisição da linguagem ao longo da vida
 Associação estímulos, sons e acesso ao léxico
 Leitura e escrita
 Dificuldades no desenvolvimento da linguagem
 Danos cerebrais

Vídeo - Como a linguagem molda a maneira como pensamos!!


 Há 7000 línguas em todo o mundo;
 A linguagem é uma das capacidades mágicas que os seres humanos possuem;
 Podemos transmitir aos outros pensamentos complicados;
 Devido a esta capacidade conseguimos transmitir as nossas ideias através da
imensidão do espaço e do tempo;
 Conseguimos transmitir conhecimentos através da mente;
 As línguas têm todo o tipo de peculiaridades estruturais;
 Diferem em como descrevem os acontecimentos;
 Guia o nosso raciocínio sobre os acontecimentos;
 Pode modelar profundamente a maneira como pensamos.

A língua que falamos modela a forma como pensamos?


“as pessoas que falam línguas diferentes darão atenção a coisas diferentes, consoante
o que a língua deles normalmente lhes exigir.”
Porque é que penso desta forma?
Como é que podia pensar de modo diferente?
Que pensamentos desejo criar?

Aquisição da Linguagem
» Perspetiva enquadrada em Nature
 Aquisição da linguagem
 Language acquisition device (LAD) -> Dispositivo de Aquisição da Linguagem
 Predisposição genética, biológica, anatómica e cerebral para a aquisição da
linguagem
 Existência de elementos universais (nome + verbo)
 Gramática como base para especificar parâmetros e adquirir linguagem
.
 Chomsky -> enquadra-se mais numa perspetiva Nature, no entanto, ele não
desvaloriza o contexto
» Perspetiva enquadrada em Nurture
 Mecanismos de aprendizagem associativa
 Importância da imitação e do condicionamento operante
 Interação entre estímulos externos e comportamento comunicativo
 Skinner -> Reforços e Punições (negativas e positivas) -> enquadra-se numa perspetiva Nurture
 Aprendizagem Associativa -> Associar estímulos a respostas

 Vínculo Seguro
o o bebé está confortável a arriscar
o o bebé terá um cuidador responsivo/responsável/atento
 Vínculo Inseguro
o Ambivalente
ₒ as reações/respostas do cuidador estão/são contraditórias -> o cuidador
pode tanto responder como não responder -> o bebé será receoso -> a
criança precisa de validação
ₒ ex: ir buscar criança/bebé á creche: o bebé começa a chorar quando
pegado ao colo
o Evitante
ₒ a criança fica chateada por não haver resposta
ₒ ex: ir buscar criança/bebé á creche: o bebé fica zangado quando pegado ao
colo
 Vínculo Desorganizado
o associado á negligência e/ou abuso; carência de cuidados
o a criança aprende que o cuidador não cuida
o mais retraídas a nível da linguagem/compromete desenvolvimento cognitivo
o criança apresenta medo

» Comportamento Comunicativo (Chorar, sorrir,...)


» Impacto da fala dirigida à criança

 Enquadramento social energiza aquisição da linguagem


 Quanto se fala tem impacto no vocabulário
 Qualidade da fala na díade estimula participação da criança
 Contingência temporal afeta a qualidade das primeiras produções orais da criança
o tempo de respostas a um determinado comportamento (ex: criança emite som e o cuidador
reage logo)
 Transmissão de emoções positivas facilita associação sons-objetos
 Sustenta o iniciar da comunicação pela criança
 Influencia atenção à linguagem e envolvimento na comunicação
 Favorece a extração de regularidades linguísticas

 Fala Dirigida á Criança:


o “cantar”, gesticular, prosódia, tom de voz, repetições, salientar sons (vogais),...
o Ajuda a criança:
ₒ a estabelecer um vínculo
ₒ na aprendizagem associativa
ₒ na linguagem (destacar determinados sons)
ₒ Feedback (o que dizemos á criança irá desencadear uma reação nela, e
essa reação causará uma reação em nós)
ₒ Prosódia (entoação, ritmo e acento da linguagem)

» Perspetivas enquadradas em equilíbrio Nurture-Nature

 Piaget - Linguagem como parte da organização cognitiva


 Vygotsky - Pensamento e linguagem associam-se – pensamento torna-se verbal e a linguagem
racional – Zona de Desenvolvimento Proximal
 Bruner – linguagem é biológica e social
 Cazden – importância do input linguístico (o que é e como é dito)
 Snow – fala dirigida à criança como elemento facilitador e não necessariamente antagónico da
predisposição biológica

Nature <----------------------------------------- Interação-----------------------------------> Nurture


| | |
o nosso potencial genético é inato | interação que temos com o nosso meio involvente
|
essencial nos 1º anos de vida

 Crianças Selvagens
o o desenvolvimento é/fica comprometido
o hoje em dia ainda se encontram casos

Os bebés estão sempre a processar informação


As primeiras palavras da crianças tendem a ser objetivas e diretas (mama, papa, avó,...)

Quais as etapas na primeira infância?


Aquisição da Linguagem: 1ª Infância (0 – 3 anos); creche; Ligado ao Estádio Sensório-motor (Piaget)
» Aquisição da linguagem

 “modificações quantitativas e qualitativas na compreensão e produção verbal” (Sim-Sim, 2017, p. 4)


o Quantitativo -> nº de palavras, nº de sons que produzimos
o Qualitativo -> como, onde, em que circunstâncias usamos esses sons

 Processo pelo qual a criança se apropria da linguagem humana e da língua da comunidade em que
vive
 Processo com dimensões neurofisiológicas e psicoafectivas

Nós assumimos um papel ativo para a criança


» Durante a gestação
 Sons humanos VS. sons não humanos (diferenciação surge na gestação)
 Uma música que a mãe oiça durante a gravidez o bebé irá reconhecer após o nascimento
(sensibilidade e familiaridade a sons)
 Líquido amniótico protege o bebé de sons de alta frequência
 Familiaridade com vozes, sons e tons de voz
 Reações diferentes perante idiomas familiares vs. novos
 Estudos sugerem preferência por músicas e histórias
» Após o Nascimento

» Perceção inicial da fala

 Distingue fala de não-fala


 Distingue sons
 Distingue ritmos de diferentes idiomas
 Fala dirigida à criança facilita fragmentação de frases em palavras
 Informação distributiva (sons que coocorrem)
» Balbucio = Lalação

 Combinações repetidas de sílabas


 Perceção inicial da fala sustenta padrões de balbucio
 Permite ensaiar e controlar o sistema articulatório
 Estudos sugerem que é universal
 Importante para a emergência das primeiras palavras
» Desenvolvimento fonológico, lexical e semântico
 Criança brinca com os sons
 Começa por simplificar palavras
 Primeiras palavras produzidas aproximadamente aos 12 meses
o Estilo expressivo (pessoas e animais)
o Estilo referencial (comidas e brinquedos)
 Entre 18 e 24 meses, tem vocabulário com cerca de 50 palavras

 Mapeamento rápido
o Associa objetos a palavras com uma só situação
o Facilitado por atenção partilhada entre criança e cuidador
o Facilitado por riqueza lexical e sintática do cuidador
 Infere que palavras têm significado porque servem para comunicar

» Desenvolvimento de significado

 Nomes aprendidos mais facilmente do que verbos

 Verbos concretos mais facilmente aprendidos do que abstratos


o Correr, cair vs. Pensar, precisar

 Escutar estruturas sintáticas complexas facilita mestria

Conclusões do vídeo
» Períodos críticos
» Até aos 8-10 meses vamos estar atentos a características universais da língua
» Depois vamos focar nas características especificas da língua
» Aquisição a linguagem acompanhada o desenvolvimento cerebral
» Potencial da plasticidade cerebral na 1º infância – auge da plasticidade cerebral
O que caracteriza a linguagem oral no 1º, 2º e 3º anos de vida?
» Primeiro ano de vida (0-1 ano) - Pré-Linguagem

 Salientam-se comportamentos comunicativos por parte da criança (choro, sorriso, gemidos)


 Há atenção dirigida da criança à voz humana e ao uso da linguagem nas relações interpessoais
que observa no seu meio
 Há emissão de sons (destacam-se a ecolalia (repetição das vogais) e a lalação)
 A fala dirigida à criança favorece a atenção ao input linguístico, a participação nas interações
sociais e a extração de regularidades linguísticas a partir de um mecanismo estatístico

» Segundo ano de vida (1-2 anos) - Primeira Linguagem

 Surgem as primeiras palavras por parte da criança (as primeiras palavras enquadram-se no estilo
expressivo, associado a pessoas e animais, e no estilo referencial, associado a objetos e comida)
 Surgem as primeiras frases por parte da criança, mas ainda curtas, com expressões de duas
palavras
 Intencionalidade nas primeiras palavras e surgimento da oposição semântica, nas produções
linguísticas da criança, em que existe um uso frequente da palavra não
 Linguagem auxiliada por gestos (as primeiras produções linguísticas da criança são
acompanhadas por gestos)
 A fala dirigida à criança mantém-se importante no reforço de produções linguísticas e na
participação ativa da criança nas interações

» Terceiro ano de vida (2-3 anos) - Linguagem

 Há um mapeamento rápido, que acompanha a “explosão” do vocabulário


o Há fala telegráfica, em que a criança procura construir frases progressivamente mais
longas, embora ainda cometendo algumas imprecisões no seu discurso oral
o Mantém-se oposição semântica nas produções linguísticas da criança
o Surgem frases completas, embora com algumas imprecisões linguísticas
o A criança demonstra preocupação e esforço por melhorar a sua precisão linguística
o A fala dirigida à criança mantém-se importante no reforço de produções linguística, na
participação ativa da criança nas interações e no desafio a crescente precisão na
oralidade
Desenvolvimento da Linguagem na 2ª Infância (3 – 6 anos); Educação pré-escolar
Como se caracteriza a linguagem na 2ª infância?
 Educação pré-escolar (3-6 anos)
 Linguagem articulada com o desenvolvimento cognitivo
o Estádio pré-operatório

» Função simbólica
 Palavras já associadas a representações mentais
o Exemplo: “quero massa”, mesmo que não a veja
 Jogo simbólico permite ensaiar expressões, através da
imitação
o Exemplo: faz-de-conta, brincar

» Animismo

 Atribuição de vida a objetos inertes


 Ainda sem perceber transformação do objeto
 Pensamento mágico
» Egocentrismo

 Monólogos
 Frases sem direção a alguém
 Ainda sem descentrar da perspetiva pessoal nem conceber pontos de vista diferentes do seu
» Linguagem

 Porquês?
o A idade dos porquês é importante para satisfazer as suas curiosidades e desafiar as regras
 Maior domínio articulatório

 Verbos no presente e no passado

 Frases progressivamente mais extensas

 Narrar acontecimentos

 Usar a linguagem para resolver problemas

» Literacia emergente - é um processo de exploração inicial da leitura e da escrita que surge pela
observação dos adultos e pela consciência de que ler e escrever é importante no dia a dia

 Exploração inicial da leitura e da escrita

 Observação de adultos a ler e a escrever

 Brincar como via de descoberta e socialização


» Práticas de Abordagem à Escrita no Contexto Familiar (Pereira & Ramos, 2011)

» Práticas de Abordagem à Escrita no Contexto Familiar (Pereira & Ramos, 2011)


» Consciência fonológica - estarmos cientes dos sons (Dimensão 1 da literacia imergente)
 Sons da fala
 Sílabas, palavras, rimas
 Competência metalinguística -> ligado ao pensar e refletir sobre a língua
» Aspetos figurativos da escrita ou consciência do impresso -> evolução do desenho da criança (Dimensão
2 da literacia imergente)

 De garatujas (rabiscos) a caracteres diferenciados


 Compreensão/Exploração das convenções do código escrito
(escrever da esquerda para a direita e de cima para baixo)
 Conhecimento e reprodução inicial das letras
» Funcionalidade da escrita (Dimensão 3 da literacia imergente)

 Funções de suportes escritos


 Porquê? Para quê?
o “Ir para a escola”; “Escrever a carta ao Pai Natal”; “Usar o telemóvel”; “Para a minha mãe
ficar contente”

 Teatros e invenção de histórias


o Promove a consciência fonológica
 Recortar e colar letras
o Promove os aspetos figurativos da escrita
 Rimas
o Promove a consciência fonológica
 Criar etiquetas com os próprios nomes
o Promove a funcionalidade da escrita
 Digi-tinta -> tinta que podemos brincar usando o nosso
próprio corpo (dedos, mãos,...)
Análise do Artigo de Gomes e Lima Santos (2005)
» Conceito de Literacia Emergente
 Processo contínuo, progressivo, em constante desenvolvimento, dinâmico, interativo e experiencial
 Surge na observação e interação com os outros; ao explorar e brincar com materiais escritos e
objetos (e.g., livros, lápis, jornais, revistas)
 Precede a entrada na escolaridade obrigatória
 Associa-se a outras dimensões do desenvolvimento humano (e.g., motor, cognitivo, socioemocional,
linguístico)
 Destacam-se componentes, como consciência fonológica e consciência do impresso. Há associações
com o desenho, o qual evolui e permite a progressiva diferenciação de caracteres, nomeadamente
letras e números

» Importância da Literacia Emergente


 Relaciona-se com o desenvolvimento de competências linguísticas e literácitas, centrais
para o sucesso académico posterior, durante o percurso na escolaridade obrigatória
 Processo que favorece o aprimorar de competências inerentes à discriminação auditiva, à
memória e à atenção
 Ajuda a atribuir significado à leitura e escrita; associa-se a expectativas quanto à escola
 São necessárias práticas de promoção da literacia emergente, sendo a atuação dos/as
psicólogos/as sobretudo centrada em intervenção indireta com agentes educativos. As
práticas de promoção de literacia emergente precisam ser ajustadas às características de
desenvolvimento e à faixa etária dos indivíduos, assim como às condições do contexto;
quando tal não se verifica, podem despoletar-se experiências de insucesso, associadas ao
afastamento da leitura e da escrita, à redução da motivação para ler, escrever e para a
escola, assim como à baixa autoestima nessas atividade

» Os Contextos e a Literacia Emergente

 O contexto familiar e o contexto de educação de creche e pré-escolar são importantes à literacia


emergente, tanto pela quantidade de atividades lúdicas que se realizam e permitem promover
competências, como pela qualidade das interações estabelecidas e que incentivam a curiosidade, a
exploração e o envolvimento em atividades literácitas.
 O incentivo a explorar materiais escritos e a resposta à curiosidade da criança quanto à leitura e
escrita associa-se à motivação da criança por querer aprender mais.

Alfabetização
Como decorre o processo formal de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita?
» Ler e escrever
 Processos relativos à linguagem e cognição
 Vias de comunicação
 Processos necessários à autonomia e cidadania
 Sob influência de conhecimentos linguísticos prévios

» Etapas de Ensino-Aprendizagem
 Modelo ascendente e métodos sintéticos/fónicos

» Descodificação
 Foco no 1.º ano de escolaridade
 Correspondência grafema-fonema
 Letras – Sílabas – Palavras de crescente extensão
 Letras impressas e cursivas, maiúsculas e minúsculas

» Fluência
 Foco no 2.º e 3.º ano de escolaridade
 Automaticidade da leitura (descodificar com automaticidade)
 Precisão, velocidade e prosódia
 Palavras por minuto (ppm)

» Compreensão
 Foco no 3.º e 4.º ano de escolaridade
 Extração de significado e inferências
 Interpretação de diferentes tipos de texto
 Papel ativo e construção de sentidos

» Dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita


 Possíveis causas
o Incompreensão da funcionalidade da leitura e escrita
o Fraco conhecimento sobre o sistema alfabético
o Escassez de histórias partilhadas
o Vocabulário pobre
o Dificuldades e/ou variações na linguagem oral
 Possíveis manifestações
o Aproximação da folha ao rosto
o Seguimento da linha com o dedo
o Leitura pausada, monocórdica e instável
o Erros de leitura em voz alta: inserção, omissão, regressão
o Erros ortográficos: acentuação, pontuação, transcrição

» Salienta-se a necessidade de:


 Facilitar a aquisição da linguagem
 Promover a literacia emergente
 Identificar e intervir o mais cedo possível em dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita
 Investir em práticas indiretas com agentes educativos

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