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ESCOLA E FACULDADE FORTEC

CYNTHIA MARIA QUEIROZ NORTE

“HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA ESCRITA E MÍDIAS USADAS NA


EDUCAÇÃO INFANTIL EM ESCOLAS PÚBLICAS NO BRASIL”

SÃO VICENTE - SP

2021
CYNTHIA MARIA QUEIROZ NORTE

“HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA ESCRITA E MÍDIAS USADAS NA EDUCAÇÃO


INFANTIL EM ESCOLAS PÚBLICAS NO BRASIL”

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de Pedagogia pela
Faculdade de Tecnologia de São Vicente
FATEF, como pré-requisito para obtenção
do título de Licenciatura em Pedagogia.

Orientador: Prof. Dr. Jefferson Campos


Lopes

SÃO VICENTE - SP
2021
CYNTHIA MARIA QUEIROZ NORTE

“HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA ESCRITA E MÍDIAS USADAS NA EDUCAÇÃO


INFANTIL EM ESCOLAS PÚBLICAS NO BRASIL”

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado com


nota ___ como requisito parcial para a obtenção
do grau de licenciatura em Pedagogia, tendo sido
julgado pela Banca Examinadora formada pelos
professores:

São Vicente, ____de junho de 2021.

BANCA EXAMINADORA

____________________________________________________________
Presidente: Prof. Dr. Jefferson C. Lopes – FATEF.

____________________________________________________________
Membro: Prof. Titulação Nome, Instituição

__________________________________________________________
Membro: Prof. Titulação Nome, Instituição
DEDICATÓRIA

Dedico este Trabalho de Conclusão de Curso aos meus pais e


filhos que estão juntos e torcendo pela minha vitória.
AGRADECIMENTOS

A Deus, pela minha vida, saúde e persistência para atingir meus objetivos e
ultrapassar todos os obstáculos ao longo do curso.
Aos meus pais e filhos, que mesmo distantes torcem pelo meu sucesso e me
incentivaram nos momentos difíceis e compreenderam minha ausência enquanto eu
me dedicava à realização deste trabalho.
Aos professores, pelas correções e ensinamentos que me permitiram
apresentar um melhor desempenho no meu processo de formação profissional, em
especial ao meu orientador pela paciência no decorrer da pesquisa.
Aos funcionários da faculdade, sempre solícitos e dispostos para resolverem
pendências.
A todos aqueles que contribuíram de alguma forma, para a realização deste
trabalho.
E finalmente aos meus pets, companhias inseparáveis na minha vida.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a
sua própria produção ou a sua construção.”
(Paulo Freire)
RESUMO

Desde os tempos primórdios o homem utilizava ferramentas para caçar, pescar e


sobreviver. As “pinturas rupestres” nas cavernas foram as primeiras formas de
expressão, depois veio as civilizações que aperfeiçoaram os instrumentos da escrita.
Gutemberg inventou a “Máquina de Prensa”, que revolucionou a impressão de livros,
antes escritos manualmente e com alto custo financeiro. Na Segunda Guerra
Mundial, surgiram os computadores destinados para fins militares. Com o fim das
batalhas, os soldados voltaram para seus lares e ocorreu uma explosão de bebês,
denominada Geração Baby Boomer, em seguida vieram outras gerações como a X,
Y, C e Z com características pessoais diferenciadas. A sociedade tornou-se rodeada
de recursos tecnológicos e midiáticos. As escolas precisaram se atualizar e possuir
as ferramentas pedagógicas necessárias para receber este aluno, já inserido desde
a primeira infância com o “universo digital”, através de brinquedos e jogos de última
geração. O desafio do professor da Educação Infantil seria utilizar estes recursos de
tecnologias para as atividades educacionais em sala de aula. A pesquisa utilizada foi
bibliográfica e descritiva com abordagem qualitativa. O conteúdo das atividades
pedagógicas deve mesclar brincadeiras que envolvam a ludicidade inserindo estes
alunos num mundo cada vez mais tecnológico e globalizado. O tema é relevante,
devido estar cada vez mais presente em nossa rotina e na sociedade.

Palavras-chave: Tecnologia. Mídias. Ludicidade.


ABSTRACT

Since ancient times, man used tools to hunt, fish and survive. The "cave paintings" in
the caves were the first forms of expression, then came the civilizations that
perfected the instruments of writing. Gutemberg invented the “Press Machine”, which
revolutionized the printing of books, previously written by hand and with a high
financial cost. In World War II, computers for military purposes appeared. With the
end of the battles, the soldiers returned to their homes and there was an explosion of
babies, called the Baby Boomer Generation, followed by other generations such as
X, Y, C and Z with different personal characteristics. Society has become surrounded
by technological and media resources. Schools needed to update themselves and
have the pedagogical tools necessary to receive this student, already inserted since
early childhood with the "digital universe", through toys and games of the latest
generation. The challenge for the Early Childhood Education teacher would be to use
these technology resources for educational activities in the classroom. The research
used was bibliographic and descriptive with a qualitative approach. The content of
pedagogical activities should mix games that involve playfulness, inserting these
students in an increasingly technological and globalized world. The theme is relevant,
because it is increasingly present in our routine and in society.

Keywords: Technology. Media. Playfulness.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 — Pinturas Rupestres/2014........................................................................18


Figura 2 — Caverna de Lascaux, França/2014.........................................................19
Figura 3 — Pintura Rupestre – Parque Nacional da Capivara/Piauí/2016...............20
Figura 4 — Primeira pintura na Antiguidade/2020....................................................20
Figura 5 — Papiro da Bíblia/2020.............................................................................21
Figura 6 — Pergaminho/2021...................................................................................21
Figura 7 — Biblioteca Teológica/2021.......................................................................21
Figura 8 — Fabricação de Papel/1995.......................................................................22
Figura 9 — Ferramentas da Pré-História/2021..........................................................22
Figura 10 — Escrita Cuneiforme/2021.......................................................................22
Figura 11 — Caneta de Pena e Pergaminho/2012....................................................23
Figura 12 — Escrita Hieroglífica/2021........................................................................23
Figura 13 — Xilografia na China/2021.......................................................................23
Figura 14 — Máquina de Imprensa de Gutemberg/2021...........................................24
Figura 15 — Lápis antigo Faber Castell/2021............................................................24
Figura 16 — Quadro e Lápis de Ardósia/2021...........................................................28
Figura 17 — Quadro-negro/2021...............................................................................29
Figura 18 — Alan Turing/2021...................................................................................30
Figura 19 — Máquina de Charles Babbage/2021......................................................31
Figura 20 — Cartões perfurados/2012-----------------------------------------------------------32
Figura 21 — Máquina de Holerite/2012.---------------------------------------------------------32
Figura 22 — Claude Shannon e um de seus inventos/2012.-------------------------------32
Figura 23 — Atanasoff e Berry/2014.-------------------------------------------------------------33
Figura 24 — Thomas Flowers e o Colossus/2014--------------------------------------------34
Figura 25 — Computador ENIAC/2014......................................................................34
Figura 26 — Mimeógrafo/2008...................................................................................37
Figura 27 — Projetor de Slides/2017.........................................................................37
Figura 28 — John Logie Baird/2016...........................................................................38
Figura 29 — Fita Cassete/2019..................................................................................39
Figura 30 — Vídeo Cassete/2016..............................................................................39
Figura 31 — Fita VHS/2008.......................................................................................39
Figura 32 — Aparelho de DVD/2018..........................................................................39
Figura 33 — Padre Landell de Moura e o Rádio/2017...............................................39
Figura 34 — Geração Baby Boomer/2015.................................................................42
Figura 35 — Geração X/2013.....................................................................................43
Figura 36 — Geração Y/2021.....................................................................................43
Figura 37 — Geração Z/2020.....................................................................................44
Figura 38 — Geração C/2021....................................................................................45
Figura 39 — Sala de TV e Vídeo/2021.......................................................................54
Figura 40 — Uso de Retroprojetor no Berçário/2014.................................................55
Figura 41 — Jogos Digitais no Berçário/2015............................................................55
Figura 42 — Máquina Fotográfica na Pré-Escola/2017.............................................56
Figura 43 — Tablet na Pré-Escola/2012....................................................................56
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABTU Associação Brasileira de Televisão


BNCC Base Nacional Comum e Curricular
CD Compact Disc
DVD Digital Verstile Disc
FNDE Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação
LDB Lei de Diretrizes e Bases
MEC Ministério de Educação e Cultura
PAC Programa de Aceleração e Crescimento
PAR Plano de Ações Articuladas
PNE Plano Nacional da Educação
RCNE Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil
SIMEC Sistema Integrado de monitoramento de Execução e Controle do
Ministério da Educação
LISTA DE QUADROS

QUADRO 1 – Mudanças e Valores entre Professores e Alunos...............................46

QUADRO 2 – Revisão Bibliográfica...........................................................................68


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 14
2 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. ...16
3 OBJETIVOS............................................................................................................17

3.1 Objetivos Gerais...................................................................................................17


3.2 Objetivos Específicos...........................................................................................17
4 PROBLEMA/HIPÓTESE.........................................................................................17

5 CAPÍTULO I – A EVOLUÇÃO DO HOMEM E DA ESCRITA.................................18

5.1 A Escrita...............................................................................................................20
5.2 Ferramentas da Pré-História................................................................................22
5.3 Crianças e Escolas no Período Imperial no Brasil...............................................25
5.4 História do Quadro-Negro....................................................................................27
6 CAPÍTULO II – A EVOLUÇÃO DO COMPUTADOR..............................................30

6.1 Conceito de Tecnologia........................................................................................30

6.2 O Primeiro Computador........................................................................................30


7 CAPÍTULO III – A EVOLUÇÃO DAS MÍDIAS........................................................35

7.1 Conceito de Mídias...............................................................................................35


7.2 Tipos de Mídias...................................................................................................35
7.2.1 O Mimeógrafo....................................................................................................36
7.2.2 Projetor de Slides..............................................................................................37

7.2.3 A Televisão........................................................................................................38
7.2.4 O Rádio.............................................................................................................39
7.3 Tipos de Leituras................................................................................................40

7.3.1 Leitura Sensorial................................................................................................40


7.3.2 Leitura Emocional..............................................................................................40
7.3.3 Leitura Intelectual..............................................................................................40

7.3.4 Leitura Racional.................................................................................................41


8 CAPÍTULO IV – AS GERAÇÕES BABY BOOMER X, Y, C e Z, E AS
CARACTERÍSTICAS EM RELAÇÃO À TECNOLOGIA...........................................42
8.1 As Gerações Baby Boomer...............................................................................42
8.1.1 Geração X.........................................................................................................43

8.1.2 Geração Y.........................................................................................................43


8.1.3 Geração C.........................................................................................................44
8.1.4 Geração Z.........................................................................................................45
9 CAPÍTULO V – OS DESAFIOS DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA.............46
9.1 A Sala de Aula antes e depois da internet.......................................................46
9.2 Os Desafios dos Professores da Educação Infantil no uso da
Tecnologia................................................................................................................47
9.3 A Importância da Capacitação do Professor...................................................49
9.4 Capacitação dos Professores nas Escolas Públicas......................................50
9.5 O Antigo Magistério...........................................................................................51
10 CAPÍTULO VI – A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
INFANTIL...................................................................................................................53
10.1 Mídias utilizadas na Educação Infantil...........................................................53

10.1.1 Televisão e Vídeo............................................................................................54


10.1.2 Retroprojetor....................................................................................................55

10.1.3 Jogos Digitais..................................................................................................55


10.1.4 Máquinas Fotográficas....................................................................................56
10.1.5 Computador.....................................................................................................56
10.2 A Importância do uso correto das Mídias......................................................57
10.3 O Futuro do Ensino-aprendizado na Educação Infantil................................59
11 CAPÍTULO VII – LEIS NA EDUCAÇÃO - TECNOLOGIA...................................62
11.1 O Decreto Integrado nº 6.300..........................................................................62
11.2 Mudanças de Leis devido à Pandemia do Covid-19.....................................64
12 METODOLOGIA...................................................................................................66
13 DISCUSSÃO DE RESULTADOS.........................................................................68
14 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................73
15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................74
14

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como tema central a “História da Evolução da Escrita


e Mídias usadas na Educação Infantil em Escolas Públicas no Brasil”, sendo
fundamental analisar como são utilizadas as ferramentas tecnológicas na Educação
Infantil, como também apresentar a contribuição, objetivos e práticas que as
mesmas têm no processo de ensino-aprendizagem.
Dessa forma, a presente monografia encontra-se estruturada em sete
capítulos:
O primeiro capítulo intitulado “A Evolução do Homem e da Escrita”, apresenta-
se a evolução, desenvolvimento e contribuição da tecnologia para a humanidade
desde as primeiras descobertas, onde a revolução pedagógica modificou o modo de
como as aulas eram executadas, mostrando-nos a importância das ferramentas
utilizadas desde as primeiras escolas, tornando algo significativo no âmbito
educacional.
No segundo capítulo “A Evolução do computador”, apresenta-se de maneira
sucinta a história da invenção do computador e sua evolução, demostrando que as
tecnologias estão presentes há muito tempo na sociedade, seja de formas distintas,
porém, em cada época contribuindo de diversas maneiras para a Educação e à
sociedade. Esta etapa expõe os aspectos conceituais da tecnologia e sua trajetória
no processo de ensino-aprendizagem.
O terceiro capítulo intitulado “A Evolução das Mídias”, dá-se início ao conceito
de mídia, os tipos de mídias e tipos de leituras para um melhor entendimento da
pesquisa.
O quarto capítulo “As Gerações Baby Boomer X, Y, C e Z e as características
em relação à tecnologia”, trata-se da evolução das gerações no decorrer do tempo e
das características de cada sociedade dentro dessa evolução.
O quinto capítulo intitulado “Os desafios da Tecnologia em sala de aula”,
enfatiza a comparação das salas de aulas antes e depois da internet, seguido sobre
os desafios dos professores da Educação Infantil no uso da Tecnologia, partindo
sobre a importância da capacitação dos professores para lidar com diversas
tecnologias em sala de aula, o antigo magistério e suas modificações diante à nova
realidade tecnológica em sala de aula e também, como as escolas necessitam estar
preparadas estruturalmente com inovações que proporcionem um maior estímulo ao
15

aprendizado dos alunos e inovações de seus métodos, procedimentos e currículos


para atingir com maior êxito o resultado significativo no processo de ensino-
aprendizagem.
No sexto capítulo “A utilização da Tecnologia na Educação Infantil”, nos
apresenta as práticas educativas visando promover a inserção da criança nos
aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais, contribuindo no desenvolvimento
integral dos alunos. Neste capítulo apresentamos as mídias utilizadas na Educação
Infantil e podemos refletir sobre a importância do uso adequado de recursos
tecnológicos e midiáticos em sala de aula e o futuro do ensino-aprendizagem na
Educação Infantil.
O sétimo capítulo “Leis na Educação – Tecnologia” dá ênfase aos pontos
cruciais para a utilização adequada das tecnologias na Educação Infantil visando
uma maior integração entre os alunos e o professor, além de nos apresentar os
elementos norteadores de todo o processo educativo com a introdução do Decreto
Integrado referente à tecnologia em sala de aula e as mudanças decorrentes à
pandemia do Covid19.
16

2 JUSTIFICATIVA

O presente tema foi escolhido com o principal objetivo, mostrar a necessidade


de refletirmos sobre os avanços tecnológicos e midiáticos no século XXI e a
importância das escolas se adequarem a nova realidade e utilizar de maneira correta
as ferramentas tecnológicas adequadas no uso das atividades da Educação Infantil.
As crianças muitas vezes possuem brinquedos digitais e eletrônicos desde a
primeira infância, cabe ao professor da Educação Infantil ter o conhecimento de
quais recursos tecnológicos podem ser utilizados sem interferir na ludicidade do
aluno, respeitando seu tempo e promovendo seu desenvolvimento integral.
A justificativa sobre a relevância do tema gira em torno da realidade atual em
que vivemos, onde estamos conectados a maior parte do tempo para estudar,
trabalhar e nos momentos de lazer, devido à velocidade de conhecimentos e
informações que a era digital pode proporcionar em um mundo cada vez mais digital,
tecnológico e globalizado.
Com o objetivo de analisar como são utilizadas estas ferramentas
tecnológicas na Educação Infantil, o presente trabalho visa definir os conceitos das
tecnologias e mídias na educação, partindo da evolução do homem primitivo para os
dias atuais, identificando as gerações desde o início da Era Digital, apresentando a
importância da capacitação dos profissionais da educação para o uso adequado
desses recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem.
Definitivamente o mundo está cada vez mais cibernético e globalizado. O
papel do professor da Educação Infantil é utilizar as tecnologias e mídias para os
alunos sem que ele perca sua ludicidade, garantindo assim seu desenvolvimento
integral.
Com o avanço tecnológico constante, este trabalho abre portas para explorar
as novas mídias e tecnologias que surgirão ampliando objetivos e novos
conhecimentos para o professor trabalhar de maneira adequada atividades
curriculares da Educação Infantil.
17

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVOS GERAIS

Analisar a utilização das tecnologias na Educação Infantil.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Definir o conceito de tecnologia e os tipos de mídias;


Descrever as ferramentas utilizadas desde a Pré-História até os dias atuais;
Citar as mídias mais utilizadas na Educação Infantil;
Identificar as Gerações Baby Boomer, X, Y, C e Z;

4 PROBLEMA / HIPÓTESE

Qual seria o desafio do professor da Educação Infantil para utilizar as mídias


adequadas em atividades pedagógicas que colaborem com o desenvolvimento
integral do aluno sem que ele perca sua ludicidade?
18

5. CAPÍTULO I — A EVOLUÇÃO DO HOMEM E DA ESCRITA

Desde os primórdios, os homens primitivos precisaram de ferramentas para


utilizar em atividades de caça, pesca e confeccionarem seus vestuários. O abrigo
para estes grupos de indivíduos eram as cavernas onde se aqueciam ao redor de
fogueiras.
Com a descoberta do fogo, através do atrito de madeiras e pedras, as
ferramentas para cozinhar e pescar foram as primeiras técnicas de sobrevivência.
Costumavam usar couro e pele de animais para as roupas e o sangue era utilizado
para pintar imagens nas paredes rochosas das cavernas. Estas pinturas, feitas com
as palmas da mão ou dedos representaram a primeira forma de expressão, muitas
vezes retratando animais e ferramentas utilizadas em suas caçadas, denominadas
por “pinturas rupestres”. Segundo o autor Abbagnano (2007), as técnicas se dividem
em três tópicos: as simbólicas, as de comportamento e as de produção. As deste
grupo se relacionam com a produção de bens por meio da natureza. Portanto,

[…] para qualquer grupo humano sobreviva, é indispensável certo grau de


desenvolvimento da tecnologia, e a sobrevivência e o bem estar de grupos
humanos cada vez maiores são condicionados pelo desenvolvimento dos
meios técnicos. (ABBAGNANO, 2007, p.940).

Figura 1 - Pintura Rupestre/Seridó


Dois indivíduos abatendo uma anta/2014

Fonte: https://www.com.images/2014
19

Conforme Pinsk, Jaime (2011) quando falamos de Tecnologia pensamos em


robôs, computadores e máquinas. No entanto a palavra refere-se a toda e qualquer
técnica que tenha desenvolvido através da atividade humana.
As técnicas e as descobertas utilizadas foram desde a descoberta do fogo,
ferramentas para caça e pesca até as figuras rupestres em paredes e tetos das
cavernas para expressarem suas emoções e se comunicarem entre as civilizações.
Através do período da pré-história, os homens primitivos começaram usar
terra colorida, sangue e pelos de animais para as pinturas que significavam e
possuíam uma capacidade simbólica, intelectual e artística similar ao homem
contemporâneo. (PINSK, Jaime, 2011)

Figura 2: Caverna de Lascaux, França/2014

Fonte: https://dicaseuropa.com.br/2014

No Brasil, no Parque Nacional na Serra da Capivara no Piauí, também é


possível encontrar pinturas rupestres.
Na região nordeste que se encontram uma grande variedade de paredões
rochosos, cobertos com as pinturas, realizadas no período da Pré-história.
Na década de 1970, se iniciaram os trabalhos arqueológicos na área de São
Raimundo Nonato, localizado no Piauí, com a Missão Franco-Brasileira.
Através destes estudos e pesquisas ficaram comprovados as inúmeras
formas de comunicação que existiam mesmo antes da escrita e o quanto é
importante às várias ferramentas que utilizavam para expressar-se através dos
milênios.
20

Figura 3: Pintura Rupestre


Parque Nacional da Capivara/Piauí/2016

Fonte: http://adufc.org.br/2016

5.1 A Escrita

A escrita cuneiforme foi descoberta na Suméria, região da Mesopotâmia e foi


decifrada no século XIX.
Os contadores da época registravam o patrimônio com um estilete pontiagudo
e usavam sinais e números sobre uma placa de argila com o tamanho de um cartão
de banco usado atualmente e após escreverem no barro, deixavam secar no sol.

Figura 4: Primeira escrita na antiguidade/2020

Fonte: https://conhecimentocientifico.r7.com/2020

No século III a.C, foi criada a Biblioteca do Museu de Alexandria, surgiram


então o pergaminho, nome dado pela referência à cidade de Pérgamo, na Ásia
menor onde se iniciou a sua fabricação. O foi livro confeccionado com a junção de
vários pergaminhos e papiros que eram folhas para escrever ou pintar, feita de tiras
21

cortadas dessas hastes, umedecidas e batidas. Geralmente polidas após a


secagem.

Figura 5: Papiro da Bíblia/2020 Figura 6: Pergaminho/2021

Fonte: biblioteca.com.br/2020 Fonte: BortN66 / Shutterstock.com/2021

Figura 7: Biblioteca Teológica/2021

Fonte: bortngg/shutterstock.com/2021

Nesta mesma época, os chineses começaram a fabricar o papel, no qual


empregavam a polpa fibrosa da casca da amoreira.
No século XIII, o papel começa a ser fabricado em diversos países da Europa,
substituindo gradualmente o pergaminho, devido aos custos menores e a forma
simples de manutenção e fatura.
O processo era manual também nos países islâmicos, até o continente
europeu utilizar o linho para a fabricação do papel, surgindo a ideia de utilizar os
moinhos de água, para transformar os trapos em polpa.
No final da Idade Média, a fabricação de papel tornou-se industrial.
22

Figura 8: Fabricação de papel/1995

Fonte: recicloteca.org.br/1995

5.2 Ferramentas da Pré-História

Na antiguidade, surgiram mais civilizações que ampliaram e aprimoraram os


recursos da escrita. Na Mesopotâmia, 3.200 a.C., na cidade da Suméria, as
civilizações iniciaram a “escrita cuneiforme”, que eram mais de 2.000 sinais
gravados em placas de argilas, escritos na horizontal, às anotações eram feitas em
placas de argila ou barro para cálculos de mercadorias e anotações sobre
agricultura. Mais tarde, o “Cálamo”, foi usado pelos romanos e egípcios para a
escrita, um instrumento feito de pedaço de cana ou junco, talhado na extremidade.
Utilizado para escrever nos “papiros”, logo foi substituído pela “caneta de pena”.

Figura 9: Ferramentas da Pré-História/2021 Figura 10: Escrita Cuneiforme/2021

Fonte: https://www.com.images/2021 Fonte: https://www.coimages/ 2021


23

Figura 11: Caneta de pena e Pergaminho/2021

Fonte: https://www.com.images/2021

“A escrita dos egípcios era o “hieróglifo”, que significa do grego “hieros”:


sagrado e “glifo”: gravar”. Era usada para representar objetos concretos e ideias
abstratas, empregando o princípio de “rébus”, que significava a decomposição das
palavras, transformando-as em sons e representar cada som por uma imagem.
As primeiras bibliotecas eram depósitos para guardar placas de argilas e
pergaminhos, e apenas as autoridades tinham acesso, os livros eram sinônimos de
poder e sabedoria.
A Bíblia está entre os livros mais antigos, com registros de acontecimentos
escritos a partir de 50 d. C. Conforme Battles (2003), as funções da biblioteca variam
ao longo do tempo e do espaço, sempre refletindo as necessidades das civilizações.
Algumas representam às memórias coletivas, outras, a possibilidade do
desenvolvimento individual, outras ainda são exemplos do monopólio de informação
e educação engendrado pela elite.
O papel foi inventado na China, por Han (206 a.C. 221 d. C), entre os anos 89
e 105. Eram fabricados a partir da casca do bambu e amoreira. Mais tarde foram
usadas a xilogravuras, que era um processo de gravação em um relevo de papel,
usadas para impressão de orações budistas.

Figura 12: Escrita hieroglífica/2021 Figura 13: Xilografia na China/2021

Fonte: https://www.com/images/2021 Fonte: https//:www.bing.com/imagens2021


24

A partir do século XVI, aumentou os índices de alfabetização e de comércios.


Gutemberg foi o inventor da “imprensa” que facilitou a impressão dos livros
em grande escala, antes escritos manualmente e de custos elevados. O livro tornou-
se mais popular e de fácil acesso para a população na época.
A partir do século XVII, a alfabetização ganha espaço na sociedade e os
comércios ampliaram, em relação a isto, “A nova classe mercantil ansiava por
informações úteis para seus negócios e as comunidades locais, também queriam
que seus veículos refletissem seu crescente senso de autonomia”. (PARRY, 2012,
p.137)

Figura 14: Máquina de Imprensa de Gutemberg/2021

No século XVII, o lápis mais antigo foi encontrado numa construção, feito de
dois pedaços de madeira de tília e um pedaço de grafite entre eles. Agora este
objeto é preservado pela Faber Castell, que começou a vender no comércio em
1761 na Alemanha.

Figura 15: Lápis antigo Faber Castell/2021

Fonte: https://www.bing,com.images/2021
25

5.3 Crianças e Escolas no Período Imperial no Brasil

Em 1854, o público da escola era delimitado e o acesso às escolas somente


eram liberados após a vacinação e as crianças estarem imunizadas das moléstias
da época.
As crianças iniciavam os estudos com cinco anos e o currículo era composto
por matérias como: leitura, escrita, aritmética, doutrina cristã, geografia e histórias
pátrias. Conforme o Regulamento da Instrução Primária e Secundária do Município
da Corte (Lei 1331 A, 17/02/1854).
Para os meninos pobres, o governo fornecia material e uniforme, mas eram
obrigados a frequentar posteriormente, “Os Arsenais de Marinha ou a Guerra”, ou
oficinas particulares, se demonstrassem “capacidade” para tais atividades. As
escolas eram separadas, para meninas e meninos, e a classe social abastada era
diferenciada das mais pobres para ingressar na escola. As meninas além das
matérias tradicionais também aprendiam aulas de bordado e costura.
Na corte, o Governo Imperial, criou o “Asilo dos Meninos Desvalidos”, com o
objetivo de ensinar desde o primário até a profissional, para as crianças menos
favorecidas socialmente. Mais tarde funcionou na “Chácara dos Macacos” em Vila
Isabel no Rio de janeiro, atual Instituto João Alfredo, crianças de 6 a 12 anos,
aprendia leitura, escrita, aritmética, instrução moral e religiosa, já o nível secundário,
aprendiam os ofícios de sapateiro, funileiro, ferreiro e serralheiro. No fim dos
estudos, os jovens eram encaminhados para oficinas públicas ou particulares,
mediante o contrato feito com o Estado e sob a fiscalização de Juízes de Órfãos.
Com este breve histórico, já existia na época do Império, as diferenças sociais
e os alunos utilizavam materiais didáticos diferenciados, dependendo do sexo.
Em 1874, os professores da época, considerados “mestres”, representados
por uma Comissão, apresentaram às autoridades imperiais, um relatório onde
questionavam os problemas das escolas públicas em questões pedagógicas e a
falta de materiais, carteiras e livros. Debateram também, assuntos fundamentais
como exemplo “a missão de educar as crianças pobres da cidade”.
Através desses dados bibliográficos percebemos que por muito tempo as
escolas eram apenas para as elites e seus fins didáticos serviam para as crianças,
vistas na época como “mini adulto”, aprender ofícios que mais tarde trabalhariam
como alfaiates, sapateiros, marceneiros ou mecânicos, muitas vezes utilizando estes
26

conhecimentos nas “Forças Armadas” do exército na época. As meninas aprendiam


além das disciplinas, bordados e costura, para serem futuras esposas prendadas,
como suas mães, repetindo o padrão imposto pela sociedade machista da época.
Percebemos então que as ferramentas utilizadas para o ensino e
aprendizagem na época, copiavam o modelo da sociedade, ou seja, as disciplinas
escolares estavam voltadas para os interesses da sociedade onde a ditadura militar
era explícita.
As crianças de baixa renda ou órfãos, não tinham as mesmas oportunidades
para frequentar as escolas e os professores na época, muitas vezes tinham que
fazer manifestações públicas para serem reconhecidos e respeitados na arte de
ensinar. Apesar de serem chamados de mestres, faltavam ambientes físicos para o
ensino das aulas, muitas vezes utilizavam suas casas para ensinar aos alunos, filhos
de operários, menos favorecidos.
Os internatos para crianças órfãs na época do Império eram comuns. Os
alunos residiam até sua maioridade, estudando e aprendendo ofícios nas oficinas da
instituição.
O quadro-negro, conforme Hébrard (1995, apud Alves, 2020) foi uma
revolução pedagógica que reinventou o modo de como as aulas eram executadas.
Através do recurso na sala de aula, professores e alunos podiam ler e escrever
simultaneamente. Alves destaca que:

“O seu atrativo residia na possibilidade de o professor escrever sua aula


uma vez, para dezenas de estudantes simultaneamente pudessem ler e
escrever nos seus cadernos. Este feito não era possível no modelo de
instrução oral antes da introdução do quadro-negro nas escolas”. (ALVES,
2020, p.30)

Sendo assim, os recursos e ferramentas didáticas foram se modificando,


através dos séculos, cada qual com sua importância na sala de aula e para o ensino
e aprendizagem nas escolas.
Conforme a sociedade e as escolas evoluíam, surgiam novas tecnologias e
mídias para auxiliar o professor e alunos respectivamente.
O indivíduo utiliza instrumentos relativos à sua necessidade e conforme a
estrutura do ambiente, adaptando-se a sua realidade e vivência. Por este motivo,
cada ferramenta usada em sala de aula, desde as primeiras escolas foi significativo
no âmbito educacional.
27

O professor de escola tradicional era rígido em relação à transmissão de


conhecimentos, neste sentido Silva destaca que:

[…] as instituições formadoras continuam a reproduzir nos cursos de


formação docente, um “modelo tradicional, vertical, rígido, voltado à
transmissão de conhecimento”, quando os jovens do século XXI, aprendem,
agem e pensam diferente dos jovens do século XX. (SILVA, 2020, p.13).

Podemos concluir através do autor, que nos dias de hoje muitos professores
ainda adotam o ensino tradicionalista, não sendo flexível para adequar-se aos novos
padrões de ensino e aprendizagem, devido ao sistema de formação que teve ao
longo de sua graduação universitária.
A escola assim como os professores precisa acompanhar os avanços
tecnológicos e através da teoria e prática, desenvolver um planejamento curricular
onde a aprendizagem seja maleável, adaptando-se às diferenças e individualidades
de cada aluno para uma aprendizagem significativa.
Nas escolas, durante décadas, tinham poucos materiais didáticos disponíveis,
mas não eram menos importantes dos que dispomos atualmente.
Segundo Leite, (2014), “todos os instrumentos que servem para realizar um
trabalho pedagógico de construção do conhecimento, são importantes para a
comunicação e aprendizagem”.

5.4 História do Quadro-Negro

Até a década de 1970, do século XXI, a utilização da "ardósia escolar". A


preocupação da escola francesa era "transformar a ardósia, ou melhor, substitui-la
por uma superfície ardosiada, uma ardósia artificial" (BROUARD, 1911a, p. 110).
Foram aperfeiçoando a ardósia, fixando nas mesas e fazendo enquadramento com
madeira, porém ainda continuava pesada até introduzirem o quadro-negro, uma
prancha de madeira com a superfície pintada de preto, sustentadas por cavaletes e
inclinadas, para ser usada com giz.
É provável que o quadro negro tivesse sido uma criação dos Irmãos das
Escolas Cristãs, ordem religiosa criada pelo padre Jean Baptiste De La Salle 3,
responsável pela instituição do método do estudo simultâneo.
28

Em relação ao uso nas escolas, Barra (2001, p.13), conta que Heinrich
Pestalozzi teria sido responsável pela introdução de quadros de ardósia em escolas
primárias na Suíça.
No interior de São Paulo, a lousa individual foi utilizada nas primeiras séries
até 1940.

Segundo Faria Filho,

“O professor passou a utilizar esta tecnologia para o estudo simultâneo das


primeiras lições de leitura e escrita, agilizando assim o tempo de
aprendizagem. O estabelecimento do método simultâneo se torna possível,
com a produção de materiais didático-pedagógicos, como livros e cadernos,
para os alunos e a disseminação de materiais como o “quadro negro’, que
possibilitam ao professor fazer com que os diversos grupos fiquem
ocupados ao mesmo tempo”. (FARIA FILHO, 1999, p.142)

Figura 16: Quadro e lápis de ardósia/2021

Fonte: https://pt.dreamstime.com/2021

Com todos os recursos e materiais disponíveis, as escolas ganharam espaço


na sociedade e o quadro-negro foi feito a partir da pedra ardósia e cavaletes
pesados, como mobiliário da sala de aula. Com sua utilização o professor conseguiu
atingir um maior número de alunos para passar informações e tornou-se uma
aprendizagem conjunta onde professor e aluno tinham o mesmo ponto de referência,
ou seja, um centralizador e facilitador do ensino-aprendizagem.
29

Conforme, Chartier, (1999, p.17),

“um ritual diário de escrita para fixar discursos e práticas pedagógicas”. Isto
é, apresenta aos olhos dos alunos, de uma maneira permanente, o que a
instrução oral não permitia fixar – um dispositivo para fazer e ver e para
fazer falar. (DELEUZE, in BALBIER, 1990, p.155).

Figura 17: Quadro-negro/2021

Fonte:https://www.bing.com.images/2021
30

6. CAPÍTULO II — A EVOLUÇÃO DO COMPUTADOR

6.1 Conceito de Tecnologia

Tecnologia: teoria geral e/ou estudo sistemático sobre técnicas, processos,


métodos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade
humana.

6.2 O Primeiro Computador

Apesar de Alan Turing ser reconhecido como o “pai do computador”, a


verdade é que o computador foi um trabalho coletivo e de uma sequência de
contribuições de diferentes gerações.
Alan Turing, Britânico de uma família de classe média, nasceu em 1912. Foi
matemático e estudou sobre máquinas que chamava de “construir cérebros”.
Desenvolveu a “Máquina de Turing”, que era um protótipo dos computadores atuais
por usarem algoritmos.
Usou seus conhecimentos científicos nos computadores durante a Guerra
Mundial, usando criptografias. Em 1950, porém não continuou nesta área, voltou às
pesquisas e escreveu um artigo chamado “Maquinaria Computacional e
Inteligência”.
Foi perseguido e acusado por assumir um relacionamento homossexual e a
justiça da época o condenou a tomar injeções de estrógeno.
Com o tempo isolou-se em Cambridge, e voltou a fazer trabalhos de temas da
juventude sobre mecânica quântica, mas estas pesquisas foram interrompidas por
sua morte causada pelo envenenamento de cianeto, causando um enigma até hoje.

Figura 18: Alan Turing/2021

Fonte: www.bing.images/2021
31

Charles Babbage inventou o primeiro computador programável do mundo.


Nasceu em 1791, numa família rica, filho de banqueiro, tornou-se banqueiro,
engenheiro matemático.
Conforme Anthony Hyman (1985), ele planejou motores que calculavam a
vapor, projetados para cálculos de tabelas de acordo com o método das diferenças
finitas e os motores analíticos mais complexos, que se tornariam os computadores
modernos.
Formado pelo Trinity College em Cambridge em 1822, desenvolveu o projeto
de uma máquina analítica que serviria como base para um computador, mas não foi
concluído. Em 1823 recebeu verba do estado britânico para criar uma máquina que
resolvesse todos os tipos de cálculos. Ele chamou seu invento de “Difference
Engine”, atualmente os esboços da pesquisa estão no Museu de Ciências de
Londres.
Inicialmente as máquinas foram inventadas para a produção de
manufaturados. As práticas antes manuais no comércio estavam sendo substituídas
por máquinas a vapor.
No século XIX, a Revolução Industrial acelerou os processos automatizados.
Babbage citou as vantagens sobre o uso das máquinas em três tópicos:

1. A substituição da força animal e humana para fazer o trabalho;


2. A economia de tempo, pois os mecanismos eram rápidos e não tinha
limitação como o trabalho manual;
3. A substituição de matérias-primas por produtos comerciais com maior
valor no mercado da época.

Figura 19: Máquina de Charles Babbage/2021

Fonte: www.bing.images/2021
32

A Segunda Guerra continuava a incentivar novos dispositivos de maquinários.


Herman Holerite criou os cartões perfurados, a sua invenção revolucionária
colaborou para acelerar a contagem nos censos populacionais dos Estados Unidos.
O censo de 1880 demorou sete anos, graças à invenção de Herman o censo
de 1890, demorou apenas um ano. Os cartões eram como percursores de
memórias, usados em computadores e eficazes para incluir dados e comandos.
Hoje, quando se fala em dados, nos lembramos de informações armazenadas
em computadores, mas tudo aquilo que pode ser coletado através de observação
direta de preenchimento e questionário de anotações também são dados, mais
precisamente dados brutos. (LIBERAL, 2015).

Figura 20: Cartões Perfurados/2012 Figura 21: Máquina de Holerite/2012

Fonte:https://mulheresnacomputacao.com/2012 Fonte:https://mulheresnacomputacao.com/2012

Figura 22: Claude Shannon e um de seus inventos/2012

Fonte: https://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012

Claude Elwood Shannon nasceu em 30 de abril de 1916 em Petoskey, no


estado de Michigan, formou a teoria de informação em 1940, formou-se em
33

matemática e através da Biologia associou os circuitos elétricos com semelhança


dos tamanhos moleculares.
Seu interesse por objetos mecânicos observou-se já na infância, com suas
invenções nas suas brincadeiras, como um barco controlado pelo rádio e um
telégrafo improvisado com dois fios de arame farpado para conversar com o vizinho.
Foi responsável por criar bases teóricas dos circuitos digitais e da teoria da
comunicação.
Os circuitos digitais foram essenciais nas operações dos computadores de
comunicação em geral.
As máquinas de cálculos analógicas passaram a ser digitais aumentando a
precisão de dados. Na época os computadores ainda eram para fins militares.
Nas conferências que Shannon participava levava suas invenções, como de
um camundongo eletrônico, cujo nome era Theseus, que conseguia encontrar a
saída do labirinto e da máquina que jogava xadrez.
John Atanasoff era professor de física de um Colégio Estadual de Iowa (EUA),
em busca de um projeto de computador, decidiu basear sua máquina no sistema
binário de numeração, junto com seu aluno de graduação Clifford Berry e
construiriam a primeira máquina de calcular utilizando tubos de vácuo, usando o
sistema binário de numeração ao invés de decimal.
Em 1941, construíram uma calculadora de uso geral para resolver equações
lineares, chamada ABC, (Atanasoff-Berry Computer).

Figura 23: Atanasoff e Berry/2014

Fonte: https://www.bing.com/images/2014
34

Thomas Flowers concebeu o primeiro computador digital programável em


1943. O dispositivo Colossus foi o primeiro computador digital programável do
planeta tendo sido desenvolvido por militares britânicos na década de 40. O
computador Colossus foi utilizado na Segunda Guerra Mundial para decifrar códigos
de criptografia para guardar informações militares. Foram criados algoritmos para
preservar o acesso por terceiros, denominados códigos ou senhas para mensagens
privadas.
O processo de converter um texto comum em cifrado e chamado cifrar ou
criptografar e o processo inverso, de converter um texto cifrado em comum, é
chamado de decifrar (ZATTI E BELTRAME, 2009).
O ENIAC, (Eletronic Numerical Integrator and Computer) foi construído por
dois engenheiros, John Mauchly e John Presper, conhecidos na época como
“Johns”.
Era um computador cem por cento eletrônico e mecânico, e foi construído na
Faculdade de Harward nos Estados Unidos. Era necessária conexão de fios e
sequências de chaves, e o sistema era por meio de uso de cartões.
Por causa de restrição de recursos financeiros e tecnológicos, essas
invenções levaram tempo para serem desenvolvidas e cada uma delas
complementava a anterior a fim de evoluir e suprir necessidades da época.
(OLIVEIRA, 2010)

Figura 24: Thomas Flowers e o Colossus/2014 Figura 25: Computador ENIAC/2014

Fonte: https: www.bing.com/images/2014 Fonte: www.bing.com/images/2014


35

7 CAPÍTULO III — A EVOLUÇÃO DAS MÍDIAS

7.1 Conceito de Mídias

Mídia: É todo suporte de difusão da informação que constitui um meio


intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens; o conjunto de meios de
comunicação social de massas. Abrangem esses meios: o rádio, o cinema, a
televisão, a imprensa, os satélites de telecomunicações, os meios eletrônicos e
telemáticos de comunicação, entre outros. (HOUAISS, 2001)

7.2 Tipos de Mídias

Basicamente podemos dividir as mídias utilizadas na educação em três


grupos: a impressa, a eletrônica e a digital. (MONTEIRO, 2019)
A mídia impressa é composta de toda a formação impressa, ou seja, feita no
papel. O livro impresso, os banners, os outdoors, os cartazes, os folhetos,
documentos, etc.
As mídias feitas por grafiteiros nos muros, prédios e construções podem ser
consideradas uma mídia impressa, por serem escritas desenhadas ou pintadas.
Através da mídia impressa, se transmite informações sendo uma forma de
comunicação através dos meios impressos.
Já a mídia eletrônica, como o nome já diz, é proveniente de um meio
eletrônico ou elétrico, onde será a fonte da informação. São os aparelhos de rádio,
televisão, cinema ou objetos magnéticos como os antigos discos vinis, CDs, DVDs,
fitas cassetes.
A mídia digital é a proveniente da internet, onde existe a interação de pessoas
através de imagens, comunicações e informações. Os celulares, smarthphones,
notebooks, tablets e computadores são algumas das mídias digitais.
Todas estas mídias sem exceção são de extrema importância para a
comunicação, apenas são vindas de fontes e meios de comunicação de diferentes
36

processos e materiais diferentes. Para os profissionais, uma aula será muito mais
eficiente se:

“Expor os alunos a estímulos sensoriais diversos, como tatear o objeto de


estudo, ouvir o som que ele pode produzir, ou então sentir o cheiro, a
textura e até mesmo o gosto de algumas plantas durante as aulas de
ciências”. “Essas são algumas dicas práticas que o professor pode utilizar
em sala de aula”. (CRUZ, 2015, p.1)

Sobre a citação do autor, os tipos de recursos ou materiais didáticos, ou seja,


os diversos tipos de mídias devem ser utilizados na sala de aula ou escola,
proporcionando ao aluno a vivência e experiências com cada um deles de maneira
única e prazerosa.
O primeiro contato que os bebês terão na Educação Infantil será os livros de
diferentes texturas e materiais, mais tarde a medida do seu crescimento e
desenvolvimento os livros tornam-se mediadores de contos de fadas e histórias que
fazem parte do lado lúdico desta fase de descobertas e experimentações. Neste
sentido, o autor cita:

“Quando as crianças ouvem histórias, passam a analisar de forma mais


clara sentimentos que tem em relação ao mundo”. É através da história que
se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de ser e
agir e de serem, outras regras, outra ética. (ABRAMOVICH, 1997, p.43)

O livro é a primeira mídia que a criança irá interagir na escola em seus


primeiros anos tateando e explorando, texturas, formas, cores e sons. Os livros de
tecidos e interativos para bebês são ótimas mídias para conhecimento de atividades
escolares iniciais na Educação Infantil.

7.2.1 O Mimeógrafo

O mimeógrafo foi lançado em 1880 e em 1887, uma copiadora à base de


álcool, sua utilização ocorreu no século XX. Atualmente é uma máquina obsoleta,
mas na época foi muito utilizada por professores devido à facilidade de imprimir
várias cópias manualmente.
A utilização da máquina manual é através da colocação de uma folha branca
sobre o estêncil e girando a manivela para obtenção das cópias.
37

Mimeógrafos foram amplamente utilizados em escolas para copiar testes e


tarefas de casa, possibilitando assim maior número de atividades em menor tempo,
facilitando o trabalho do professor na época.

Figura 26: Mimeógrafo/2008

Fonte: https://www.voceselembra.com/2008

7.2.2 Projetor de Slides

Com a inovação tecnológica, foram criadas mais ferramentas para dar


continuidade ao processo de ensino-aprendizagem em sala de aula.
Entre 1950 e 1975, o projetor de slides foi introduzido nas salas de aula, com
a finalidade de projetar fotos em formato de slides numa tela ou na parede.
O retroprojetor é um sistema de projeção de imagem fixa que permite projetar
não só figuras em suportes transparentes, mas também objetos opacos, obtendo
imagens em silhueta.
O retroprojetor é considerado um recurso áudio visual que surgiu para
auxiliar a exposição do conteúdo curricular e sistematizar as apresentações em um
modo visual atrativo. (PARRA, PARRA, 1985, p.13)

Figura 27: Projetor de Slides/2017

Fonte: https://jarbas.wordpress.com/2017
38

7.2.3 A Televisão

A criação da televisão remete a pesquisas que ocorreram no ano dia 1920 por
John L. Baird, que uniu alguns componentes eletrônicos que haviam sido produzidos
em várias partes do mundo e montou o primeiro protótipo de televisão. Uma
reprodução satisfatória de imagens aconteceu apenas cinco anos depois. (PINTO,
2021). No Brasil, no ano de 1950, ocorreu o acesso ao sinal de TV aberto após a TV
Tupi ser inaugurada pelo jornalista Assis Chateaubriand.
O estudo de Bourscheid e Noal, (2011, p.15), afirma que a mídia de maior
acesso entre as crianças pesquisadas é a televisão.

Figura 28: John Logie Baird/2016

Fonte: https://www.bbc.com/news/2016

Em 1971, foi inventado o VCR (Vídeo Cassete Recorder), um aparelho


eletrônico capaz de reproduzir imagens que eram acondicionadas em caixas
plásticas (cassetes) para facilitar o manuseio.
Tinha uma maior capacidade de armazenamento devido a uma tecnologia
óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados.
O DVD foi lançado no Japão em 1996 e no Brasil em 1997, pela Gradiente. É
uma mídia usada para gravação e distribuição de filme.
A integração das mídias nas práticas pedagógicas é citada na Lei de
Diretrizes curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Um dos parágrafos
descreve que brincadeiras e interações, possam garantir experiências que "[...]
possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas
fotográficas e outros recursos tecnológicos e midiáticos". (BRASIL, 2010).
39

Figura 29: Fita cassete/2019 Figura 30: Vídeo Cassete/2016

Fonte:https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019 Fonte:https://pt.wikipedia.org/2016

Figura 31: Fita VHS/2008 Figura 32: Aparelho de DVD/2018

Fonte: http://g1.globo.com/2008 Fonte: https://www.carlucioleite.com.br/2018

7.2.4 Rádio

No Brasil, há relatos que entre 1893 e 1894, o Padre Landell de Moura,


realizou transmissões da telegrafia sem fio. Ele é considerado o "pai brasileiro da
rádio". Foi o primeiro na transmissão da voz humana sem fio, ou seja, rádio emissão
e telefonia por rádio. A primeira transmissão rádio fônica oficial foi em 1922, no
Centenário da Independência, quando o então Presidente Epitácio Pessoa fez sua
inauguração.

Figura 33: Padre Landell de Moura e Rádio/2017

Fonte: https://www.sustentahabilidade.com/2017
40

7.3 Tipos de Leituras

7.3.1 Leitura Sensorial

Botini e Farago (2014) indicam que a leitura sensorial tem como base
referencial, os sentidos humanos como a visão, o tato, o olfato, o paladar e a
audição. Este tipo de leitura trabalha os sentidos memorial e sensorial. Oferece um
registro durável, e bem consolidado pelo seu poder de assimilação cognitiva.
A leitura vem acompanhada com estímulos sonoros, visuais e auditivos para o
desenvolvimento do aluno. A proposta da leitura sensorial é permitir que a criança
relacionasse os sentidos com a leitura, por meio das informações do livro.

7.3.2 Leitura Emocional

Souza (2014) descreve a leitura emocional como uma leitura onde o


sentimento (subjetivo), tem prioridade no processo. Seria uma leitura sem a
responsabilidade com regras impostas.
O leitor neste caso, objetivos ou metas a serem atingidas. Seria uma leitura
feita por prazer, sem compromisso e espontânea.

7.3.3 Leitura Intelectual

Para Souza (2014), é a visão da leitura clássica. A leitura para aprender algo,
erudita, etilizada, fria, objetiva e distanciada muitas vezes dos sentimentos e
emoções.
São as leituras de bulas e manuais, ou projetos e encontramos em alguns
materiais didáticos. Estes textos apresentam informações e com sequência em
termos de informações. A leitura tem um propósito informativo, acumulativo e técnico
para o leitor.
41

7.3.4 Leitura Racional

Para Souza (2014) a leitura é reflexiva, objetiva, dinâmica, atualizada e


referencial. É a relação imediata entre o leitor e o texto, dentro de seu interesse.
A leitura pode ser com características em fontes de conhecimento, como
dicionários, jornal ou revistas. Normalmente é o tipo de leitura para esclarecimento
do leitor.

“A importância da leitura, feita por outros reside em que contribui para


familiarizar a criança com a estrutura do texto escrito e com a linguagem,
cujas características de formalidade e contextualização as distinguem da
oral. Por outro lado, a criança pode assistir muito precocemente ao modelo
de um especialista lendo e pode participar de diversas formas de tarefa de
leitura (olhando gravuras, relacionando-as com o que se lê, formulando e
respondendo perguntas, etc.), assim constrói-se paulatinamente a ideia do
que o escritor diz coisas e que pode ser divertido e agradável, conhecê-las,
isto é saber ler”. (Solé, 1998, p.55)

A mágica da leitura são as várias interpretações que o aluno pode fazer,


quando lê um livro. E através da curiosidade, ele busca respostas para suas
interrogativas a partir das informações obtidas construindo assim um novo
significado para leitura em cada página folheada.
42

8 CAPÍTULO IV — AS GERAÇÕES BABY BOOMER X, Y, Z E C E AS


CARACTERÍSTICAS EM RELAÇÃO À TECNOLOGIA

8.1 As Gerações Baby Boomer

Conforme o capítulo anterior, quando citamos as escolas na época Imperial


percebemos que em cada período da história, os indivíduos tinham prioridades e
características diferentes. O militarismo exercia forte influência na sociedade.
Nas escolas antigas as disciplinas eram escolhidas diferenciadas para
meninos e meninas, os materiais pedagógicos estavam associados às profissões
futuras e promissoras para a época. Conforme Cortella:

“Durante muitas décadas se definiu “geração” como sendo aquela que se


sucedeu aos seus pais. Portanto, uns 25 anos. A questão é que, nos últimos
50 anos, nós tivemos uma aceleração no tempo, no modo de fazer as
coisas, no jeito de produzir… E a tecnologia é decisiva para criar marcas no
tempo. Hoje é possível dizer que este intervalo foi reduzido há dez anos”.
Cortella, (2014, p.1)

Após a Segunda Guerra Mundial, no período de 1939 a 1945, os soldados


voltaram para casa e esposas, havendo uma “explosão de mulheres grávidas” e
consequentemente nascimentos de milhares de bebês. Esta Geração, nascida entre
1946 e 1964 foi conhecida como “Baby Boomer”. Surgiram na época da
globalização, na época que o primeiro homem foi à lua, o rock in roll, o capitalismo, o
consumismo, o movimento hippie, a contestação política e social, os movimentos
pela paz, a guerra do Vietnã e a ideologia feminista. A Geração Baby Boomer é
contemporânea ao nascimento da tecnologia, mas não existiam ainda tantos
recursos tecnológicos para serem usados como para a geração seguinte que seria
seus filhos.
Figura 34: Geração Baby Boomer/2015

Fonte: http://obviousmag.org/a_hora_e_a_vez/2015
43

8.1.1 Geração X

São os indivíduos nascidos entre a década de 60 e 70. Nasceram na era


tecnológica, mas não tiveram acesso aos recursos por serem muito jovens. No Brasil
a época marcou pelo acontecimento das “Diretas Já”, marcando o fim da ditadura.
As características destes indivíduos, profissionalmente era resistir ao novo,
não gostavam de correr riscos e se apegavam a títulos e estabilidade de emprego.

Figura 35: Geração X/2016

Fonte: http://soak.pt/geracao-x-os-filhos-dos-anos-60-e-70/2013

8.1.2 Geração Y

Na década de 80, nascem os indivíduos da Geração Y, conhecida como a


geração Internet ou Geração do Milênio.
São as crianças nativas digitais, que já cresceram em meio aos avanços
tecnológicos. Conhecidos por serem mimados, por conseguirem o que querem, são
ambiciosos e costumam ir atrás dos desafios. Apressados, em relação a obterem
informações, fazem muitos afazeres ao mesmo tempo, não ficam parados. São
usuários de aparelhos de alta tecnologia e sempre conectados com a internet.

Figura 36: Geração Y/2021

https://www.hojeemdia.com.br/2021
44

8.1.3 Geração C

De acordo com Totta (2017), “Centenials”, são denominadas as pessoas


nascidas a partir de 1997. Estas pessoas pertencem à primeira geração que cresceu
em pleno “boom” tecnológico.
Nasceu com um smarthphone conectado a internet nas mãos e não
conheceram a vida sem internet e mídias sociais. Para as crianças desta geração o
e-mail é ultrapassado, pois são imediatistas, na busca de resolver seus problemas,
para esperar uma resposta do e-mail, preferindo meios mais rápidos.
Na escola esta realidade já é percebida, muitas vezes esta geração, ensina o
professor. Nas aulas em dúvidas relacionadas à internet ou aplicativos mais
complexos. No campo educacional, já existe a Cibernética Pedagógica, introduzida
em 1970 pelo ciberneticista Helmar Frank, na universidade de Paderborn, na
Alemanha.
A Cibernética Pedagógica possibilita, através de princípios científicos, de
Comunicação e Controle, portanto cibernético, aperfeiçoar as relações entre dois
sistemas, docentes, aquele que pretende ensinar e discentes, aqueles que
pretendem aprender, sejam eles constituídos por seres humanos ou máquinas.
A atual Ciência da Mente, que tem como objetivo compreender a mente
humana nos processos de aprendizagem utiliza a informática, através da inteligência
artificial, (IA), para fornecer modelos de máquinas reais ou teóricas que permitem
simular a mente humana, particularmente o pensamento.

Figura 37: Geração C/2021

Fonte: https://www.bing.com/images/2021
45

8.1.4 Geração Z

São os nascidos no início dos anos 2000, têm como características principais
serem imediatistas e todos os aspectos da geração anterior, porém com mais
intensidade.
Os adolescentes, quase sempre estão com seus smartphones, compartilham
todas as informações, sem se preocupar em se expor em público, virtualmente.
Comunica-se com várias pessoas ao mesmo tempo na internet e utilizam
todos os recursos de imagem, vídeo e jogos. Dominam códigos, gostam de
imediatismo em relação à gratificação e recompensas.

Figura 38: Geração Z/2020

Fonte: https://www.uninter.com/noticias/2020
46

9 CAPÍTULO V — OS DESAFIOS DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

9.1 A sala de aula antes e depois da Internet


Através deste quadro podemos observar as mudanças e valores com o uso
da internet entre professores e alunos.

QUADRO 1: Mudanças e Valores entre professores e alunos

EDUCAÇÃO TRADICIONAL EDUCAÇÃO COM TECNOLOGIA

O professor: um especialista O professor: um facilitador

O aluno: um receptor passivo O aluno: um colaborador ativo

A ênfase educacional: memorização de fatos A ênfase educacional: pensamento crítico

Avaliação: do que foi retido Avaliação: da interpretação

O método de ensino: repetição O método de ensino: interação

Acesso ao conhecimento: limitado aos Acesso ao conhecimento: sem limites


conteúdos
Fonte: Revista Nova Escola (ano XIII nº110, março de 1998)

Podemos observar através do quadro as mudanças entre a aprendizagem


tradicional e as aprendizagens com inserção de novas tecnologias e suas
transformações de comportamentos de docentes e discentes na sala de aula.
47

9.2 Os desafios dos Professores da Educação Infantil no uso da


Tecnologia

A formação dos professores a partir deste século terá que ser reformulada
para utilizar os recursos midiáticos e tecnológicos cada vez mais presentes na vida
desta geração de indivíduos.
As escolas terão que investir em equipamentos cada vez mais sofisticados e
atualizados para acompanhar o conhecimento dos alunos com este mundo cada vez
mais tecnológico.
Atualmente as crianças têm acesso aos desenhos, jogos, histórias e músicas
com a facilidade de apenas deslizar o dedo na tela de um celular, e fazem isto com
domínio e rapidez impressionantes.
A alfabetização já está sendo estudada como tema no contexto da
cibercultura. Conforme Levy (1999, p.7), cibercultura é o “conjunto de técnicas
materiais e intelectuais, de prática, de atitudes, de modos de pensamento e de
valores que se desenvolvam juntamente com o crescimento do ciberespaço”.
As cartilhas usadas antigamente e lousas estão com os dias contados, a tela
do computador dispõe de inúmeras atividades para alfabetizar o aluno, inclusive com
exercícios equivalentes ao caderno de caligrafia. A diferença que o aluno irá utilizar
ao invés do lápis, o mouse para traças linhas, desenhar e aprender as vogais e o
alfabeto.
Para que o professor possa se atualizar, terá que ter noções básicas de
software, recursos didáticos, jogos e aplicativos. Neste aspecto Moran (2013),
adverte que as escolas precisam familiarizar-se com as transformações e avanços
da contemporaneidade e que:

“A escola precisa reaprender a ser uma organização significativa, inovadora,


empreendedora; ela é previsível demais, burocrática demais, pouco
estimulante para os bons professores e alunos. Não há receitas fáceis, nem
medidas simples. Mas a escola está envelhecida em seus métodos,
procedimentos e currículos”. (MORAN, 2013, p.12)

Conforme o autor Soares, é necessário que a alfabetização ultrapasse a sala


de aula, uma vez que a prática se realiza em diferentes espaços pedagógicos.
Na sociedade tecnológica, com a expansão do uso de aparelhos e a interação
entre pessoas e os conhecimentos do mundo, a concepção de alfabetização precisa
48

ser revista. Já não mais se pensa uma alfabetização dos códigos alfabéticos de uma
língua e seus usos dentro de um contexto de escrita e fala. Sobre isto Fantin (2006),
questiona:
[...] Pois, em que medida o sujeito estará alfabetizado se não for capaz de
ver, interpretar e problematizar as imagens da TV, de assistir e entender
aos filmes, de analisar as publicidades criticamente, de ler e problematizar
as notícias dos jornais, de escutar e de identificar programas de rádio, de
saber usar o computador, navegar nas redes e de produzir outras
representações através de diversas mídias? (FANTIN, 2006 A, p. 5)

A realidade mudou, e hoje, saber somente a língua portuguesa não é o


suficiente, temos que estar preparados para a comunicação sem fronteiras, haja
vista que a tela do computador aproximou povos, culturas e países distantes.
Atualmente não precisa mais de passaporte para embarcar em outros continentes
do país. Com um simples toque no teclado do celular ou computador, fazemos
chamadas de vídeos e utilizamos para a comunicação em tempo real.
O professor com o passar dos anos terá que trocar a lousa e o giz pela tela do
computador, sobre isto Valente (1997), observa que:

“Os sistemas computacionais apresentam hoje diversos recursos de


multimídias como cores, animação e som, possibilitando a apresentação da
informação de um modo que jamais o professor tradicional irá fazer com o
giz e o quadro negro mesmo que use o giz colorido e seja um exímio
comunicador”. (VALENTE, 1997, p.3)

A escrita na tela do computador se chama hipertexto, ou seja, a leitura e a


escrita trazem outra disposição, multilinear e multisequencial, onde pode adicionar
vários links.
O letramento digital, conforme Frade; define-se de maneira especial como um
““estado ou condição que adquirem os que se apropriam da nova tecnologia digital e
exercem práticas de leitura e escrita na tela” (Soares, 2002, p.151). Diferente do
estado ou condição- do letramento dos que exercem as práticas de leitura e escrita
no papel” (FRADE, 2002, p.151).
Se o aluno convive com aparelhos eletrônicos, mídias e computadores. E na
escola não encontra estes recursos tecnológicos que costumam utilizar, ele irá
desmotivar na aprendizagem, achando as aulas maçantes e monótonas. Cabe ao
professor estar atualizado em termos tecnológicos para tornar a aula motivadora e
descontraída para os alunos.
49

Conforme Mello e Ribeiro;

“Percebe-se que a tecnologia é um grande avanço no mundo, um dos


campos que mais tem crescido, Seu enorme poder de comunicação tem
rompido barreiras de espaço e tempo como nenhum recurso foi capaz até
os dias de hoje. A cada dia que passa ela ocupa um espaço maior na
linguagem, na cultura, na vida do ser humano e principalmente nas práticas
educativas. O computador se infiltra nos assuntos do dia a dia do cidadão e
pode ser considerado como um invento capaz de alavancar a educação”.
(MELLO e RIBEIRO, 2004, p.170)

9.3 A importância da capacitação do professor

No contexto da Educação Tecnológica podemos elucidar a importância da


capacitação do professor, através de uma pesquisa realizada na rede pública do
Paraná que buscou identificar as representações dos professores acerca do
conceito de tecnologias com a prática escolar (BREMER & LIMA FILHO, 2005)

Alguns itens importantes destacados sobre a tecnologia usada pelos


professores são:

O estudo das técnicas e como fazer seu melhor uso;


O estudo técnico de determinada atividade;
Processo prático para se alcançar um objetivo definido;
Toda técnica que possa ser utilizada para “melhorar” seu baixo custo e
eficiência;
É a soma de técnicas utilizadas no desenvolvimento de determinada atividade
profissional;
São técnicas utilizadas dentro da ciência;

Por outro lado, os professores manifestaram suas representações sobre as


relações entre tecnologia e trabalho ou atividades, destacando que tecnologia é:

O uso da ciência, do saber, do trabalho, em busca de novos métodos para


aperfeiçoar seu trabalho;
Aplicação e implantação de conhecimentos científicos para o melhor
desenvolvimento do trabalho;
50

É o domínio de conhecimentos e técnicas específicas que permitem aos seus


detentores modificar e aperfeiçoar um processo produtivo do saber;
Toda a ciência do trabalho é um plano de fundo para o conhecimento;
Domínio de sua disciplina;
Toda e qualquer ação que aperfeiçoa o processo produtivo;
Com a tecnologia é possível facilitar, aperfeiçoar o trabalho, tornando-o
competitivo.

Através desta pesquisa podemos observar que cada professor tem uma
formação do que é a tecnologia e uma visão diferente sobre os recursos
tecnológicos relacionados à aprendizagem.
Para Nina Lerman a educação tecnológica é compreendida como as
instituições e processos de transmissão do conhecimento tecnológico; são locais
privilegiados de reafirmação e reelaboração das representações sobre o
conhecimento tecnológico.

Conforme a autora,

[…] as representações do conhecimento tecnológico não podem ser


entendidas independentemente de seu contexto. As ideias sobre tecnologia
são representadas no mundo porque elas devem ser traduzidas do
pensamento em realidade. Mas as forças políticas, sociais e materiais
determinam as traduções, de forma que as traduções significam
transformações. Ideias adquirem novos significados em novos contextos

[…] Ao desenvolver métodos de educação técnica as pessoas articulam


representações da organização do conhecimento tecnológico na sociedade,
estas representações convidam as comparações através das fronteiras
sociais como raça, gênero ou classe. (LERMAN, 1993; págs.11-18).

9.4 Capacitação do professor nas escolas públicas

As escolas públicas nem sempre estão conectadas em banda larga com


infraestrutura de informática e capacitação dos professores.
No Portal do Professor, criado em 2008, em parceria com o Ministério da
Ciência e Tecnologia, disponível através do portal
www.portaldoprofessor.mec.gov.br (MEC, 2008)
51

O Portal do Professor possui cinco elementos principais:

1. Recursos Educacionais: onde são oferecidos devidamente classificados por


nível de estudo e área os conteúdos oriundos da TV Escola, banco de elementos
educacionais, edital de elementos multimeios, entre outros;

2. Jornal do Professor: editado a cada duas semanas e dirigidos a assuntos e


interesse do professor;

3. Espaço da aula: oferece ao professor aulas completas no formato multimeios,


além de uma ferramenta de construção de suas próprias aulas a partir dos recursos
educacionais do portal;

4. Interação e comunicação: entre professores sobre temas específicos através de


chats, fóruns, entre outros;

5. Links: é oferecido um amplo leque de links de interesses do professor;

6. Cursos e materiais: Essa área apresenta links para sites contendo informações
dos cursos ofertados pelo MEC via universidades e outros. Também dispõe de
materiais de estudos contendo informações categorizadas como: materiais dos
cursos realizados pelos MEC e parceiros, publicações, entrevistas, dicas, todos os
conteúdos e informações da TV Escola, programas jornalísticos, avaliações
educacionais, parâmetros e diretrizes curriculares, estratégias pedagógicas e outros.

5.5 O Antigo Magistério

O MEC em 2005 lançou um Programa de Formação Inicial para Professores


em Exercício na Educação Infantil (PROINFANTIL, 2020). Esse programa visa
habilitar cerca de quarenta mil professores no Brasil, que se dedicaram ao trabalho
de crianças de 0 a 6 anos, sem ser cursado ou concluído o ensino médio.
Atualmente, no que se referem à Educação Infantil as Diretrizes Curriculares
para o curso de Graduação em Pedagogia e Licenciatura. (Brasil/CNE, 2006).
52

Cada vez mais a educação tem cuidado com a primeira infância, pois na
Educação Infantil as crianças estão em formação como um todo, ou seja, de valores
e descobertas.
Do nascimento até os três anos, é um período que se formarão mais de 90%
das conexões do cérebro, através de estímulos que o ambiente proporciona. Sendo
assim, foi constatado progressos na aprendizagem e desenvolvimento em crianças
que frequentaram a pré-escola. Um estudo significativo foi em Michigan, Estados
Unidos, onde crianças de baixa renda, de três ou quatro anos, participaram de um
projeto pré-escolar e em longo prazo diminuiu o índice de prisão e delinquência.
No Brasil, dispomos da legislação na área de educação, introduzida pela
Constituição Federal de 1988, o “Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990”. e a “Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996”.
Estas leis e pesquisas envolvendo a Educação Infantil colaboraram para os
benefícios da Educação Infantil.
53

10 CAPÍTULO VI — A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO


INFANTIL

10.1 Mídias utilizadas na Educação Infantil

Os bebês já nascem e dormem no berço com uma babá eletrônica no quarto,


enquanto a mãe cozinha e fazem os afazeres domésticos.
E crescem em lares com televisão digital, jogos em smarthphones e vídeos
games de última geração.
Quando chegam à escola, muitas vezes dominam melhor estes recursos
eletrônicos e digitais que o professores, que não tem acesso aos aparelhos.
As escolas precisam estar bem equipadas em termos de recursos
tecnológicos e de mídias. E os professores capacitados tecnicamente para ensinar
corretamente os alunos.

. Libâneo Costa (2010, p.7), ressalta que;

[…] a escola precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de


informações e transformar-se num lugar de análises críticas e produção de
informações, onde o conhecimento possibilita a atribuição de significados à
informação […] para isso, cabe prover a formação cultural básica assentada
no desenvolvimento de capacidades cognitivas e operativas. Trata-se assim
de capacitar os alunos a selecionar informações, mas, principalmente
internalizar instrumentos cognitivos (saber pensar de modo reflexivo) para
acender o conhecimento

Conforme Libâneo, o ensino-aprendizagem deve ser técnico, porém levando


em consideração a idade da criança, onde além da prática, deve ser trabalhada a
ludicidade, não se esquecendo de trabalhar o lado cognitivo e psicomotor do aluno.
Garantindo assim um desenvolvimento integral, como prevê a Associação Brasileira
de televisão Universitária (ABTU), a linguagem digital desenvolvida através das
mídias visa desenvolver nos alunos, desde a educação Infantil, suas competências e
habilidades oportunizando para tanto, leituras sociais, manifestações midiáticas,
produção de textos, interpretação de imagens, uso de instrumentos tecnológicos,
entre outros.
54

Mas isto não implica no professor ligar a televisão ou vídeo e deixar o aluno
assistir sozinho a programação, filme ou desenho na brinquedoteca ou sala de aula
sozinha, ou seja, a maneira como ele irá utilizar este recurso tecnológico faz toda
diferença.
Agora iremos descrever alguns destes recursos eletrônicos e midiáticos que
poderão deixar as aulas de Educação Infantis mais divertidas e proveitosas em
termos de atividades curriculares:

10.1.1 Televisão e Vídeo

Trabalha a parte sensorial, afetiva e ética do aluno da Educação Infantil, pois


através das imagens, som, músicas e escritas despertando no aluno novas formas
de expressar-se com criatividade, aprendendo a vivenciar realidades distantes, ou
seja, através da tela do aparelho irá ter o conhecimento de novas informações.
Lembrando, que não basta ligar a televisão e deixar o aluno sem atenção, o
professor precisa participar junto, questionar, explicar e principalmente escolher os
conteúdos apropriados para a faixa etária da criança.
O aparelho de vídeo tem a vantagem de oportunizar ao professor maior
variedade de temas e conteúdos para utilizar nas atividades em sala de aula ou
brinquedoteca.

Figura 39: Sala de TV e vídeo/2021

Fonte: https://www.bing.com/images/2021
55

10.1.2 Retroprojetor

O aparelho tem a finalidade de ampliar as imagens, deixando as imagens


mais atrativas para o aluno. Através das imagens e sombras este aparelho
eletrônico dá oportunidade para o aluno brincar através das imagens, despertando
sua imaginação e curiosidade. A professora pode fazer um teatro de sombras,
utilizando apenas a luz do projetor junto à tela na parede.

Figura 40: Uso de retroprojetor Berçário/2014

Fonte: https://www.santamaria.rs.gov.br/noticias/2014

10.1.3 Jogos Digitais

Os jogos digitais, se usados de maneira apropriada e com supervisão do


professor, promove a participação e interação dos alunos, contribui para assimilar os
conteúdos, identifica o conhecimento prévio do aluno, desenvolve a ludicidade,
constrói estruturas mentais, estimula e desafia o aluno, através das etapas
ganhando pontos ou moedas virtuais.

Figura 41: Jogos digitais/2015

Fonte: https://www.fabricadejogos.net/posts/2015
56

10.1.4 Máquinas fotográficas

Apesar de serem pouco utilizadas em sala de aula, proporcionam ao aluno da


Educação Infantil identificar imagens suas e dos colegas de classe, observar e
diferenciar objetos a sua volta, observar detalhes que chamem atenção e produzindo
curiosidade e senso de análise para observar as cenas que irá tirar as fotografias.

Figura 42: Câmera Fotográfica na Pré-escola/2017

Fonte: https://porvir.org/criancas/fotografia/2017

10.1.5 Computador

O computador estimula a coordenação motora, tanto para movimentar o


mouse, como para realizar atividades de pintura ou desenho.
Auxilia na construção de conhecimentos, devido às amplas variedades de uso
como jogos, desafios, histórias em quadrinhos, trabalhando a atenção, colaborando
para autonomia na aprendizagem e comunicação virtual.

Figura 43: Tablet na Pré-escola/2012

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/tablets/2012
57

A Internet, como é defendida por José Magalhães (1996, p.253), “prenuncia


sociedades que seremos cada vez mais teletrabalhadores, teleestudantes,
teleconsumidores, telecompradores, teledoentes, tele apaixonados”. Cabe então,
estarmos preparados para esta realidade e saber o equilíbrio entre o uso benéfico
ou o excesso de horas utilizando este recurso, para podermos estar conectados,
porém sem abrir mão de outras atividades tão importantes quanto estar conectado
em frente ao computador, tablet ou celular.

Sobre isto, Jenkis analisa;

[…] Se o paradigma da revolução digital presumia que as novas mídias


substituiriam as antigas, o emergente paradigma da convergência presume
que novas e antigas mídias irão interagir de formas cada vez mais
complexas. O paradigma da revolução digital alegava que os novos meios
de comunicação digital mudariam tudo […] (JENKIS, 2015, p. 33)

Como exemplo desta citação, do autor pode comparar a mídia impressa,


como jornais, livros, revistas ou gibis. Nada se compara a folhear um livro e
“saborear” com os olhos cada página, o mesmo é observado com crianças quando
manuseia um livro e observam curiosas suas figuras. A magia da mídia impressa
ultrapassa a velocidade da internet, o segredo é podermos conciliar todos os
recursos de materiais didáticos em sala de aula e propiciar aos alunos
conhecimento.

10.2 A importância do uso correto das Mídias

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases, (LDB), nº 9.394/96 a Educação Infantil


é a primeira etapa da educação Básica e apresenta como objetivo principal
desenvolver integralmente as crianças de 0 a 3 anos e nas pré-escolas para
crianças de 4 e 5 anos. Esta fase educacional não é obrigatória e não conta como
currículo formal.
Conforme descrevemos no capítulo IV, referente às gerações, os chamados
Baby Boomers e mesmo os da Geração X, não frequentaram a sala de aula de
Educação Infantil, pelo fato de antigamente as mães não trabalhavam, portanto, a
58

criança em sua maioria iniciava os estudos a partir dos 7 anos, ingressando na


primeira série do ano escolar para alfabetização. Quando as mães foram para o
mercado de trabalho, tiveram que recorrer às creches ou escolas para deixarem
seus filhos, aumentando consideravelmente os alunos.
As práticas educativas que permeiam a Educação Infantil visam promover a
inserção da criança, nos aspectos físicos, emocionais, cognitivo e sociais.
Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil,
(RCNEI), elaborado pelo Ministério da Educação em 1998, ressalta que a Educação
Infantil, deve cuidar e educar, na alimentação, higiene e lazer e promover o
desenvolvimento integral dos alunos. Deste modo o professor da Educação Infantil
precisa estar apto e capacitado para cumprir estes objetivos, através de estudos
constantes e aperfeiçoamento profissional.
Com as mídias evoluindo e o computador fazendo parte da rotina das
crianças, Bucht ressalta que,

[…] as crianças usam a mídia, entre outras razões, porque elas acham
divertidas, excitantes e imaginativas, e porque passam por experiências de
aprendizado. Sentem também que as mídias as fazem sentirem-se incluídas
em meio às pessoas e acontecimentos que algumas vezes leva a formação
de amizades. (Bucht, 2002, p.79)

O professor da Educação Infantil precisa introduzir a mídia para o aluno,


seguindo as normas do (RCNEI), com o objetivo de vivenciar a liberdade,
autonomia, responsabilidade, possibilidade de opções, valores, conhecimentos,
saberes e desenvolvimento de comportamentos sociais com base no parágrafo que
cita: cuidar, educar e brincar. Portanto as mídias não deve ser apenas uma das
opções do professor, seria apenas um suporte de recursos didáticos para incluir no
currículo de atividades escolares.

Moran enfatiza que:

[…] a construção de conhecimentos, a partir do processamento multimídico


é mais livre, menos rígido, com conexões mais abertas, que passam pelo
sensorial, pelo emocional e pela organização do racional, uma organização
provisória que se modifica com facilidade, que cria convergências e
divergências instantâneas, que precisa de processamento múltiplo
instantâneo e de responsabilidades imediatas. (Moran, 2013, p.19)
59

Portanto o professor precisa ter a capacitação necessária, para saber quais


mídias usar em cada fase da criança inserida na Educação Infantil e quais as
atividades curriculares são mais adequadas para cada fase escolar do aluno.
Quanto ao uso do computador o autor, Gouvêa (1999) destaca:

[…] o professor será mais importante do que nunca, pois ele precisa se
apropriar desta tecnologia e introduzi-la em sala de aula, no seu dia a dia,
da mesma forma que um dia introduziu o primeiro livro numa escola e teve
que começar a lidar de modo diferente com o conhecimento. Sem deixar as
outras tecnologias de comunicação de lado, continuaremos a ensinar e a
aprender pela palavra, pelo gesto, pela emoção, pela afetividade, pelos
textos lidos e escritos, pela televisão, mas agora também pelo computador,
pela informação em tempo real, pela tela em camadas que vão
aprofundando às nossas vistas […] (Gouvêa, 1999, p.36)

10.3 O futuro do ensino-aprendizado na Educação Infantil

A primeira infância é a fase em que a criança descobre o mundo ao seu redor,


através de sons, cores e imagens.
Piaget (1985, p.19), afirma que “cabe à Educação Infantil, então, propiciar
essa inter-relação da criança com o mundo, de maneira lúdica e prazerosa, de forma
a possibilitar que esse equilíbrio seja desenvolvido por ela e cujas conquistas
refletirão por toda vida”.
Na Educação Infantil o professor irá trabalhar temas como: movimento,
música, artes visuais, linguagem (oral e escrita), natureza e sociedade, matemática.
(RCNEI, 1998).
Os alunos não devem ser alfabetizados nesta fase de escolaridade, porém no
período da pré-escola, conhecer as vogais e números através de atividades lúdicas
seria uma preparação para a familiarização da alfabetização.
As mídias poderiam ser utilizadas nestes processos de atividades, ensinando
os alunos de uma forma divertida.

Neste contexto, Buckingham ressalta que:

[…] educar não significa apenas que os professores devam falar e os alunos
escutarem. Significa também encorajar a participação das crianças na
produção de mídias. Proteger as crianças da influência negativa das mídias
está ultrapassado. As crianças precisam ser estimuladas por educadores
60

preparados a lidar com as novas mídias e criar as suas. (BUCKINGHAM


apud SILVA, 2010, p.1)

A importância da capacitação do professor seria para saber escolher as novas


mídias que estão no mercado e utilizá-las estimulando as crianças para o
aprendizado.
As práticas pedagógicas devem acompanhar as transformações da
sociedade, família e comunidade, levando em consideração as experiências e
vivências de cada aluno.
O fato de que o aluno já nasce e cresce em contato com as mídias em seus
lares, facilita o professor para adaptá-las para as atividades curriculares.

Neste sentido, Viana salienta que:

[…] despertar o professor e a escola para a importância de se inserir


produtos digitais na situação de construção de conhecimentos elaborada
pelas crianças, tendo como fonte de informação e de interesse o uso do
jogo digital preferido pelas crianças, […] ao fazer o uso dos conteúdos
transversais aos currículos em prol da formação de cidadãos atuantes na
sociedade midiatizada, pois o processo digital parece estar no início.
(VIANA, 2004, p.13)

Ou seja, através da ludicidade e brincadeiras com os recursos midiáticos,


disponibilizado na escola o professor usar as mesmas como estratégias de ensino,
de uma forma divertida para os alunos da Educação Infantil.
Sendo a escola uma instituição que gera conhecimentos e aprendizagens,
para formar alunos críticos, reflexivos e autônomos, é necessário investir em
aprendizagens atuais, modernizadas e significativas. Segundo Moran (2007, p.166),
“a criança também é educada pela mídia”.
Apesar de muitos professores ainda estarem com o pensamento da escola
tradicional, é preciso uma evolução em termos de técnicas e aprendizagens para a
adaptação desta nova realidade em termos tecnológicos.
Teberoski e Colomer (2003, p.31), advertem que: “Com a difusão do uso da
informática, encontramos uma nova etapa cultural: a era digital”. Esta realidade não
passa despercebida às crianças. Ou seja, os professores devem estar
acompanhando este processo e se reinventando para acompanhar os alunos nesta
jornada digital.
61

A experiência de teorias é fundamental para o professor, mas a ação de


transformar o ensino e aprendizagem, através de saberes atualizado é determinante
para o sucesso dos conhecimentos. Tardif (2012) comenta sobre:

“Pode-se chamar de saberes experienciais o conjunto de saberes


atualizados, adquiridos e necessários na prática da profissão docente e que
não provém das instituições de formação nem dos currículos. Estes saberes
não se encontram sistematizados em doutrinas ou teorias. […] constituem a
cultura docente em ação”. (TARDIF, 2012, p.49)

Para que o professor consiga dominar a tecnologia, tanto como esta geração
denominada digital, é preciso que através de treinamentos no uso das ferramentas
tecnológicas. Como diz Seymour Papert (1997, p.54), “o modo de alguém adquirir
fluência em tecnologia é semelhante em adquirir fluência numa língua. A fluência
vem com a utilização”.
Através dos séculos, as invenções antes básicas para a época, ganharam
força e velocidade com a revolução das tecnologias e mídias, e no século XX, a
explosão de novidades foi de uma proporção enorme, devido à novos conceitos e
valores da sociedade.
Basarab Nicolescu (2001, p. 7- 8), diz que: “a soma dos conhecimentos sobre
o universo e os sistemas naturais, acumulados durante o século XX ultrapassa em
muito tudo aquilo que pode ser conhecido durante todos os outros séculos reunidos”.
A velocidade da ciência está demasiadamente veloz, podemos perceber isto
através dos celulares e smarthphones, compramos o mais atualizado e dias depois
surge no mercado outro com mais funções disponíveis e mais aperfeiçoado em
tecnologia. Segundo, Kalinke:

“Os avanços tecnológicos estão sendo utilizados praticamente por todos os


ramos do conhecimento. As descobertas são extremamente rápidas e estão
a nossa disposição com uma velocidade nunca antes imaginada. A internet,
os canais de televisão a cabo, e aberta, os recursos de multimídias estão
presentes e disponíveis na sociedade. Em contrapartida, a realidade
mundial, faz com que nossos alunos estejam cada vez mais informados,
atualizados e participantes deste mundo globalizado”. (KALINKE, 1999,
p.15)
62

11 CAPÍTULO VII - LEIS NA EDUCAÇÃO - TECNOLOGIA

11.1 O Decreto Integrado nº 6.300

O Decreto Proinfo Integrado, nº 6.300, assinado pelo Presidente da República


no dia 12 de dezembro de 2007, dispõe sobre o Programa Nacional de Tecnologia
Educacional (PROINFO) decreta:

Art. 1º O Programa Nacional de Tecnologia Educacional – Proinfo, executado no


âmbito do Ministério da Educação, promoverá o uso pedagógico das tecnologias da
informação e comunicação nas redes públicas de educação básica.

Parágrafo único - São objetivos do Proinfo:

I - Promover o uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação nas


escolas de educação básica das redes públicas de ensino urbanas e rurais;

II - Fomentar a melhoria do processo de ensino e aprendizagem com o uso de


tecnologias de informação e comunicação;

III – Promover a capacitação dos agentes educacionais envolvidos nas ações do


Programa;

IV- Contribuir com a inclusão digital por meio da ampliação do acesso a


computadores, de conexão à rede mundial de computadores e de outras tecnologias
digitais, beneficiando a comunidade escolar e a população próxima às escolas;

V- Contribuir para a preparação dos jovens e adultos para o mercado de trabalho por
meio do uso das tecnologias de informação e comunicação;

VI- Fomentar a produção nacional de conteúdos digitais educacionais;


63

Art. 2º O Proinfo cumprirá suas finalidades e objetivos em regime de colaboração


entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, mediante adesão;

Art. 3º O Ministério da Educação é responsável por:

I - Implantar ambientes tecnológicos equipados com computadores e recursos


digitais nas escolas beneficiadas;

II- Promover, em parceria com os Estados, Distrito Federal, e Municípios, programa


de capacitação para agentes educacionais envolvidos e de conexão dos ambientes
tecnológicos à rede mundial de computadores;

III- Disponibilizar conteúdos educacionais, soluções e sistemas de educação;

Art. 4º Os Estados, o Distrito Federal e os municípios que aderirem ao Proinfo são


responsáveis por:

I - Prover a infraestrutura necessária para o adequado funcionamento dos ambientes


tecnológicos do Programa;

II – Viabilizar e incentivar a capacitação de professores e outros agentes


educacionais para utilização pedagógica das tecnologias de informação;

III- Assegurar recursos humanos e condições necessárias ao trabalho de equipes de


apoio para o desenvolvimento e acompanhamento das ações de capacitação nas
escolas;

IV- Assegurar suporte técnico e manutenção dos equipamentos do ambiente


tecnológico do Programa, findo o prazo de garantia da empresa fornecedora
contratada;
64

Parágrafo único: As redes de ensino deverão contemplar o uso das tecnologias de


informação e comunicação nos projetos políticos pedagógicos das escolas
beneficiadas para participarem do Proinfo;

Art. 5º As despesas do Proinfo correrão à conta das dotações orçamentárias


anualmente consignadas ao Ministério da Educação e ao Fundo Nacional de
desenvolvimento da educação – FNDE, devendo o Poder Executivo compatibilizar a
seleção de cursos e programas com as dotações orçamentárias existentes
observadas os limites de movimentação e empenho e de pagamento da
programação orçamentária e financeira definidos pelo Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão;

Art. 6º O Ministério da Educação coordenará a implantação dos ambientes


tecnológicos, acompanhará e avaliará o Proinfo;

Art.7º Ato do Ministro de estado da educação fixará as regras operacionais e


adotará as demais providências necessárias à execução do Proinfo;

Art. 8º este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de dezembro de 2017; 186º da Independência e 119º da República.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad

11.2 Mudanças de leis devido à pandemia Covid-19

Devido aos dois últimos anos de Pandemia do Covid-19, os professores e


alunos tiveram que adaptar-se à nova realidade de ensino e aprendizagem
recorrendo aos recursos tecnológicos para cumprirem suas atividades curriculares.
Durante este período foi preciso recorrer a várias formas de aprimoramento em
relação às mídias disponíveis para que os alunos não fossem prejudicados.
65

Em 19 de março de 2020, o MEC, alterou o citado documento, pela


publicação da Portaria nº 345/2020. Em seu artigo 1º esta última Portaria dispõe o
seguinte:

“Fica autorizada, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas


presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de
informação e comunicação, por instituição de ensino superior integrante do sistema
federal de ensino, de que trata o artigo 2º do Decreto nº 9235, de 15 de dezembro
de 2017”. (BRASIL, 2020)

A ação tem caráter excepcional e valerá enquanto durar a situação de


urgência de saúde pública por conta do coronavírus.
Diante da atualidade, a Organização das nações Unidas para Educação,
Ciência e Cultura (UNESCO), reúne as organizações internacionais governamentais
e privadas na tentativa de juntos buscarem alternativas para garantir a continuidade
do processo de aprendizagem, por meio da colisão de diferentes aprendizagens.

Esta iniciativa, segundo a UNESCO (2020), visa:

Ajudar os países na mobilização de recursos e na implementação de


soluções inovadoras e adequadas ao contexto para fornecer a educação à
distância, utilizando abordagens de baixa e alta tecnologia, ou mesmo sem
nenhuma tecnologia;

Buscar soluções equitativas e acesso universal;

Assegurar respostas coordenadas e evitar a duplicação de esforços;

Facilitar o retorno de estudantes às escolas quando estas reabrirem para


evitar aumento nas taxas de abandono escolar.
66

12. METODOLOGIA

Neste trabalho foi utilizada a pesquisa bibliográfica e descritiva com


abordagem qualitativa. A pesquisa foi desenvolvida a partir de referenciais
bibliográficos em fontes específicas e acadêmicas e documentos sobre leis, normas
e diretrizes da Educação Infantil em escolas públicas brasileiras.
Conforme Koche (2009) define a pesquisa bibliográfica como “indispensável
para qualquer tipo de pesquisa”, pois é nela que o pesquisador conhece e analisa as
principais teorias e contribuições existentes acerca do assunto explorado.
A escolha do tema da pesquisa foi devido à necessidade de refletir sobre os
avanços tecnológicos e mídias no século XXI e a importância das escolas
acompanharem estes avanços de recursos para motivar os alunos com atividades
dentro da grade curricular do ensino da Educação Infantil em escolas públicas.
Com a inovação do comércio oferecendo produtos cada vez mais modernos e
a constante velocidade de informações numa era tecnológica, faz com que escolas e
professores se adéquem a realidade do aluno que já nasce em meio à tecnologia.
O interesse sobre o tema abordado é a importância da prática para a
capacitação profissional, pressupondo a importância de atualizar-se constantemente
para um ensino e aprendizagem produtivo de conteúdos e informações.
Através da escola da Educação Infantil, a criança tem o seu primeiro contato
com atividades pedagógicas, sendo necessária a participação dos pais, professores
e comunidade para uma participação efetiva dos alunos.
Equipamentos e materiais didáticos devem ser adequados e funcionais para o
uso contínuo durante as atividades, incluindo equipamentos eletrônicos e digitais,
cabendo às escolas públicas terem o apoio dos órgãos governamentais para tal
processo, estando ao mesmo nível que escolas particulares, que oferecerem
equipamentos em espaços físicos para o uso dos professores e alunos.
Este tema de pesquisa nos leva a uma reflexão sobre a importância de utilizar
adequadamente equipamentos de mídias impressas, eletrônicas e digitais em sala
de aula na Educação Infantil e a importância de o professor acompanhar os avanços
tecnológicos para ir além do uso da lousa e giz.
Estudar sobre tecnologias e mídias proporcionou um maior conhecimento
sobre os recursos utilizados nas escolas em salas de aulas e nos faz refletir sobre a
67

importância da capacitação dos profissionais da educação diante dessa nova


realidade que cada vez se torna mais presente no cotidiano escolar.
É de suma importância que educadores compreendam o universo tecnológico
para o aprendizado do aluno, visto que a escolha minuciosa das atividades é
essencial para usufruir de todos os benefícios que a tecnologia pode proporcionar
dentro das atividades curriculares.
Buscou-se analisar até que ponto as tecnologias e mídias são importantes
para serem utilizadas na Educação Infantil em escolas públicas no Brasil e o uso
adequado das mídias na primeira infância.
Definitivamente o mundo está cada vez mais cibernético e globalizado. O
papel do professor da Educação Infantil é utilizar as tecnologias e mídias adequadas
para este aluno, sem que ele perca sua ludicidade, garantindo assim seu
desenvolvimento integral.
Com o avanço tecnológico constante, este trabalho abre portas para explorar
as novas mídias e tecnologias que surgirão, ampliando objetivos e novos
conhecimentos para o professor trabalhar de maneira adequada as atividades
curriculares da Educação Infantil.
68

13 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A análise bibliográfica deu-se através dos sites de pesquisa Google


Acadêmico, concretizados entre os períodos de 2017 a 2020.

Quadro 2 – Revisão Bibliográfica

ANO TÍTULO AUTOR

O enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) na CARVALHO


2017
Educação Infantil: discussão e aplicação possível. (2012)

Efeitos da Tecnologia sobre o desenvolvimento das


2018 WALLON
habilidades da Educação Infantil: desenvolvimento psicomotor.
(2007)

2018 O olhar do professor sobre a inclusão na Educação Infantil na SILVA


rede pública do Rio de Janeiro. (2009)

Tecnologia na Educação Infantil: Contribuições das


2018 COSTA
tecnologias digitais no processo de construção e
(2007)
documentação pedagógica.

Documentação pedagógica na Educação MALAGUZZI


2018
Infantil: Tecnologia de governamento da infância (1999)
contemporânea.

A utilização da tecnologia digital na Educação Infantil. KENSKY


2019
(2008)

REZENDE E
2019 A influência das tecnologias na Educação Infantil.
FUSARI
(1994)

Tecnologia e educação empreendedora: Estamos no caminho DOLABELA


2019
certo? (2004)

O uso da tecnologia na Educação Infantil: Contribuições e MORIN


2019
implicações psicopedagógicas. (2015)

Tecnologia na educação: Evolução histórica e aplicação nos


BAUERLEIN
2020 diferentes níveis de ensino.
(2007)

Fonte: criada pela autora, (2021)


69

Os resultados obtidos através do presente trabalho foram descrever a


importância das tecnologias e mídias na Educação Infantil.
O professor para ser um bom transmissor de conhecimentos pedagógicos,
precisa estar atualizado pesquisando e inovando em sua arte de ensinar através de
constantes investigações para melhorar a qualidade das suas atividades
relacionadas aos conteúdos disciplinares.
Segundo, Carvalho (2012), […] também o professor deve estruturar e
desenvolver práticas educativas consistentes, criando e recriando possibilidades
para que o aluno desenvolva novas aprendizagens. (CARVALHO, 2012)
Para que o professor tenha êxito em seus conteúdos curriculares, baseado na
BNCC e LDB, é necessário além do empenho das constantes pesquisas e estudos,
uma formação além de haver a teórica, a prática, isto, é treinamento e capacitações
profissionais constantes para um ensino-aprendizagem de qualidade.
Nesse contexto, Silva (2009), comenta:

“A formação de professores dá condições necessárias para


que as práticas integradoras sejam positivas, pois o professor
ao se sentir pouco competente, pode vir a desenvolver além de
expectativas negativas, uma menor interação e atenção dos
alunos”. (SILVA, 2009, p.24)

Desde a primeira infância as crianças são movidas pela curiosidade e o


professor da Educação Infantil, poderá utilizar esta característica do aluno a seu
favor, pois através das atividades curriculares utilizadas pode aguçar e motivar a
criança nas atividades escolares.
De acordo com Maguzzi, (2019),

[…] as crianças mostram-nos que sabem como caminhar rumo


ao entendimento, uma vez que as crianças sejam auxiliadas a
perceber a si mesmas como autoras e inventoras, uma vez que
sejam ajudadas a descobrir o prazer da investigação, sua
motivação e interesse explodem. (MALAGUZZI, 1999)

Aquele ditado antigo, onde nossos sábios avós, diziam: “Não dê o peixe,
ensine-o a pescar”, resume a concepção do autor.
70

A criança em sua primeira infância é curiosa, o professor seria norteador para


que as mesmas tivessem autonomia e motivação através de atividades curriculares
prazerosas e ricas em conteúdos disciplinares para seu desenvolvimento integral.
Para que as atividades motivem os alunos em sala de aula na Educação
Infantil, o professor poderá utilizar recursos tecnológicos e midiáticos para um
ensino-aprendizagem divertido e inovador.
Em relação ao contexto, Morin (2015), comenta: […] a televisão, o cinema e o
vídeo CD e/ ou DVD são meios de comunicação áudio visuais que desempenham
um papel de relevância na educação, pois ensina formas de comportamentos,
linguagens e valores.
Através destas mídias, conforme o autor, as crianças começam a ter
informações relevantes quanto a valores e comportamentos que deverão ser
aprendidos para viver em sociedade, como o respeito, o caráter, a empatia pelo
próximo.
Estes veículos midiáticos são utilizados para transmitir através de conteúdos
estipulados pelo professor, o uso de sons, imagens e cores para enriquecer as
atividades curriculares.
A nova postura do professor é essencial para que o aluno da Educação
Infantil seja inserido gradativamente no mundo tecnológico, respeitando seu
desenvolvimento cognitivo, psicomotor e físico.
Wallon (2007) relaciona “o movimento e a afetividade à emoção ao meio
ambiente e aos hábitos do indivíduo, que forma sua personalidade”.
Diante do pressuposto, o autor afirma que a criança se desenvolve a partir do
ambiente que a cerca. Cabe ao professor utilizar recursos didáticos apropriados para
aprimorar este desenvolvimento, através das atividades escolares adequadas no
ponto de vista, de que é na sala de aula que o aluno estará a maior parte do tempo e
construindo sua personalidade.
Segundo Dolabella (2004), a pedagogia empreendedora é uma pedagogia
didática para o desenvolvimento da capacidade empreendedora dos alunos da
educação Infantil até o nível médio, que utiliza a teoria empreendedora dos sonhos,
não se propondo a ser uma metodologia educacional ampla. Entretanto, se for
restrita ao campo de empreendedorismo, poderá esta pedagogia conviver com as
diretrizes fundamentais do ensino básico e adotados na escola pública. Esta é uma
gestão que precisa ser avaliada. (DOLABELLA, 2004)
71

Não cabe apenas ao professor investir em um ensino de qualidade, a escola e


sua gestão escolar precisam estar pautadas em princípios fundamentais para que
haja um equilíbrio entre não interromper os “sonhos dos alunos”, porém usando
métodos adequados para um ensino-aprendizagem de qualidade.
O professor cada vez mais precisa estar informado e preparado para ensinar,
de modo que: A nova postura do novo profissional da educação, é que ele precisa
dominar um saber sobre produção social da comunicação cultural e um saber ser
um comunicador escolar com mídias e multimídias. (REZENDE E FUSARI, 1994,
p.15)
A aprendizagem do aluno em suas séries escolares iniciais, dependem de
como o professor irá inserir os conteúdos disciplinares, em relação a isto o autor
sugere: Na ação do professor na sala de aula o uso que ele faz de suportes
tecnológicos que se encontram à sua disposição são novamente definidas as
relações entre o conhecimento a ser ensinado, o poder do professor e a forma de
exploração das tecnologias disponíveis para garantir a aprendizagem dos alunos.
(KENSKY, 2008, p.19)
Para uma aprendizagem de qualidade não basta a escola oferecer recursos
tecnológicos e mídias, se o professor não saber utilizar adequadamente estes
recursos para o ensino-aprendizagem.
Na atualidade, estamos cada vez mais conectados virtualmente através de
celulares e computadores para serviços essenciais de qualquer setor e a escola
precisa entrar e se adequar neste cenário cada vez mais tecnológico, inserindo os
alunos da Educação Infantil gradativamente no uso de mídias e computadores.
Neste contexto Bauerlein (2007), comenta que: As crianças e jovens inseridos
neste ambiente tecnológico, já não leêm atentamente e concentradamente, pois
apenas absorvem as informações que lhe interessam, usufruindo pouco no conjunto
de conteúdos. (BAUERLEIN, 2007)
O autor define que a leitura no computador direciona o aluno apenas pra o
conteúdo que ele tem interesse, porém cabe ao professor utilizar estes recursos
como forma de ferramentas que irão auxiliar na pesquisa e aprendizagem,
orientando o aluno em sua utilização correta.
Em relação a isto Costa (2007), define que a utilização do computador pela
criança: […] o computador surge como objeto com que ela começa a interagir desde
72

então, o que cria para a forte ligação que se estabelece entre a criança e a máquina.
(COSTA, 2007)
Concluímos através dos autores, que seria impossível não inserir as crianças
neste mundo tecnológico e midiático, porém o professor tem o papel fundamental de
orientar sobre o uso adequado na escola e sala de aula, para promover assim um
ensino-aprendizagem de qualidade utilizando estas ferramentas didáticas com
suporte técnico e conhecimento através da capacitação profissional para a utilização
adequada dos mesmos.
73

14. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desafio do presente trabalho através de pesquisas acadêmicas foi


compreender a evolução das tecnologias e mídias usadas para comunicação, leitura
e escrita desde a antiguidade.
O objetivo geral da pesquisa foi à utilização das mídias e tecnologias
utilizadas pelo professor na Educação Infantil. Constatou-se que através dos
objetivos específicos houve uma maior compreensão do tema abordado como a
definição de conceitos de tecnologia e mídias para compreender o significado de
cada conceito, a evolução dos meios de comunicação desde a pré-história,
compreendendo a importância da comunicação e ferramentas tecnológicas desde os
primórdios, as mídias adequadas para serem utilizadas na Educação Infantil através
do planejamento curricular adequado, as características das gerações através do
tempo e seus conhecimentos tecnológicos, influenciando na sociedade e contexto
econômico com o consumo de mais mídias e tecnologias e a importância da
capacitação profissional para o aperfeiçoamento profissional do professor da
Educação Infantil para o ensino e aprendizagem utilizando mídias e tecnologias.
A pesquisa utilizada foi bibliográfica, descritiva, com abordagem qualitativa e
partiu da hipótese de como as mídias vêm sendo utilizadas pelos professores da
Educação Infantil ressaltando sobre a importância do uso adequado das mídias na
aprendizagem dos alunos em sua primeira fase de desenvolvimento infantil.
Durante a pesquisa, foi observado através dos autores, que o professor da
Educação Infantil precisa atualizar-se para constantemente para um planejamento
de aula que seja eficaz e significativo onde contribua na formação integral dos
alunos da Educação Infantil.
O resultado obtido nessa pesquisa consiste na importância do professor
utilizar todos os recursos tecnológicos disponíveis para que o aluno esteja inserido
na Era tecnológica e cada vez mais preparado para o mundo virtual e globalizado.
Devido a atual pandemia, a pesquisa do presente trabalho, restringiu-se a
fontes bibliográficas e trabalhos acadêmicos, impossibilitando uma pesquisa de
campo sobre o tema abordado e melhor compreensão sobre o uso de mídias na
Educação Infantil.
74

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