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Direito e Processo Penal

Módulo Prático
Prof. Alexandre Salim
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Relaxamento de
prisão em flagrante - I
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Fase pré-processual
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Flagrante ilícito ou ilegal


1. Por vício material

2. Por vício formal

3. Por descumprimento da Súmula Vinculante 11 do STF


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Flagrante ilícito por vício material

a) Não se enquadra nas hipóteses do art. 302 do CPP


b) Flagrante preparado (Súmula 145 do STF)
c) Flagrante forjado
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Formalidades do auto de prisão em flagrante


a) Comunicação imediata ao juiz, ao MP ou à família ou pessoa indicada pelo preso;

b) Inquirição da vítima e das testemunhas (do fato ou de apresentação) e interrogatório do


conduzido;

c) Expedição da nota de culpa em até 24 horas;

d) Envio dos autos ao juiz e, se não foi informado o nome de advogado, à Defensoria
Pública em até 24 horas.
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Se faltar alguma dessas formalidades

O flagrante possui vício formal e a prisão deve ser relaxada


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Súmula Vinculante 11 do STF

Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de


fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso
ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de
nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da
responsabilidade civil do Estado.
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Peça prático-profissional
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Relaxamento da prisão ilegal


Art. 5º da CF
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade
judiciária.

Art. 310, I, do CPP


Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de
até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz
deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado,
seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o
membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá,
fundamentadamente:
I - relaxar a prisão ilegal (...).
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Esquema de peça
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Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ... Vara Criminal de Santa


Maria/RS:

Autuação judicial nº ...

JAIRO JUNIOR, brasileiro, casado, com 39 anos, pedreiro, residente


na Travessa Dois, casa 18, Bairro Morro Alto, em Campo Grande/MS,
atualmente recolhido no(a)..., por seu procurador firmatário, conforme
procuração anexa (fl. ...), com fundamento no artigo 5º, inciso LXV, da
Constituição da República Federativa do Brasil, bem como no artigo 310,
inciso I, do Código de Processo Penal, vem, perante Vossa Excelência,
requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE, pelos seguintes
motivos de fato e de direito:
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1. DOS FATOS
No dia 17 de abril de 2019, por volta das 23 horas, no interior do Bar do
Sombra, localizado na Rua Álvares Cabral, 1.500, Bairro Três Coroas, Campo
Grande/MS, o requerente envolveu-se em uma discussão com Vilmar Costa, da
qual o último restou ferido e veio a falecer.
Já no dia 29 de agosto de 2019, por volta das 7 horas, em sua residência
localizada no Município de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, o
requerente foi acordado com batidas na porta, verificando se tratar da polícia,
tendo sido conduzido até a DPPA – Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de
Santa Maria, onde foi autuado em flagrante pelo Delegado em face do fato
ocorrido no Mato Grosso do Sul e que vitimou Vilmar Costa. O A.P.F. foi
encaminhado a Juízo sem que fosse entregue ao solicitante a nota de culpa.
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2. DO DIREITO

2.1. Do relaxamento da prisão


Tanto a Constituição Federal (art. 5º, inciso LXV) quanto o
Código de Processo Penal (art. 310, inciso I) determinam que a prisão
ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. É
exatamente o caso dos autos. Isso porque foram constatadas
ilegalidades de ordem material e formal que impõem o relaxamento
da prisão em flagrante e a imediata soltura do requerente. Vejamos.
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2. DO DIREITO

2.2. Do flagrante ilegal por vício material


De acordo com o artigo 302 do Código de Processo Penal, considera-se
em flagrante delito quem: I - está cometendo a infração penal; II - acaba de
cometê-la; III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por
qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; ou IV - é
encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que
façam presumir ser ele autor da infração. A morte da vítima ocorreu em
17/04/2019, sendo o requerente preso somente em 29/08/2019, sem que
tenha havido qualquer perseguição policial.
Assim, diante do lapso de tempo decorrido, não há que se falar em
“flagrante”, já que estão ausentes as hipóteses do artigo 302 do Código de
Processo Penal, sendo manifestamente ilícita a prisão.
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2. DO DIREITO

2.3. Do flagrante ilegal por vício formal


Uma das formalidades do auto de prisão em flagrante é justamente a
entrega ao preso, no prazo de até 24 horas, mediante recibo, da nota de
culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor
e das testemunhas (artigo 306, § 2º, do Código de Processo Penal).
Como não foi cumprida tal formalidade pela autoridade policial, há
ilegalidade formal na autuação, devendo a prisão, também por este motivo,
ser relaxada.
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3. DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:

a) O relaxamento da prisão, pois ilegal, com a consequente expedição de


alvará de soltura;

b) Alternativamente, em caso de indeferimento do pedido anterior, a


designação de audiência de custódia, de acordo com o “caput” do artigo 310 do
Código de Processo Penal.
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Bons estudos!

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