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SERGIPE (PPOVUICIA) PRESIDENTE
(SILVA ../!OHAES)
RFLATOPIO ... 21 JAN.

1"n1.1 1 Auvnc,,

PHLICAn0 cn.Y), AFY0 r--


,'T"I'
,"
:

20 OUT. 1867.
A
:COM QUE "FOI AhElèf. A

INO DÍÁ 21 .D1C JArouto -19]

1867
SÉGUNDA SEXTA 1:EGISLATUB.;-A

'I) A

ASEIVilBLÉÁ PROVII(dIA-L;
DA

:P.R O 1T
DE

HIPX
l'ELO

:Snr. Presidente

José Pereira da Silva l'iloraèS:-

:A1R-ÀbAJ.U.'
DO jORNAL DE SE.ItGh
RUA D'A.U.ROBA

186V
Senhores Membros d'Assemblén Leqisinava Provincial.

)bedecendo ao preceito que me impõe o artigo 8.° da ,Lei de


12 de Agosto de 1834, venho hoje pela primeira vez assistir a instai-
laço de vossos trabalhos, expondo-vos o estado actual d'administra,
çõo da provincia, e.indicando-vos os melhoramentos de que dia mais
urgentemente precisa.
Congratulo-me cornvosco pela vossa presente reunião, que é sem-
pre um facto de importancia para a Provincia que de vós aguarda as
mais promptas, e acertadas medidas tendentes a remediar as suas ne-
cessidades.;
Por esta occasiõo solemne em que 1113 é dado levantar pela pri-
meira Vez minha debil voz perante os escolhidos da Província não pos-
so prescindir de com prazer. annunciar-vos, que a Divina Providencia
que vela sempre Sobre os destinos .dos povos se apraz conservar até
hoje inalteravel a sande de S. M. O Imperador, e de sua Augusta Fa-
milia, e bem assim que no dia 19 de Março do anno passado Sua Al-
teza a Serenissinia Princeza 1). Leopoldina deu a luz a um Principe
segundo foi a esta Presidencia communicado por Aviso da mesma data.
A noticia deste fausto acontecimento que affiailça ao Paiz a perpetui-
dade da Dynastia Imperial, foi nesta Província recebida .com as maio-
res demonstrações de jubilo, e solemnemente .festejada em diversas
calida des.
Assumindo no dia 1.0 de Fevereiro do anuo passado a adminis-
traçõo da Provinda para a qual houve por bem S. M. O Imperador
Nomear-me por Carta Imperial de 18 de «Novembro de -1865, tenho
envidado todos os meus esforços para bem desempenhar a honrosa mis-
sio que me foi confiada, e para o que sobretudo, conto coin o vosso
poderoso auxilio. Desejaria poder apresentar-vos uni trabalho inteira-
mente completo, e por demais eurequecido com todos os dados indis-
pensaveis as vossas sabias deliberações ; mas falham-me certos recur-
sos de que no disponho, alem do pouco conhecimento que ainda te-
nho da Provinda.
Na defficiencia, pois, de tudo isto, confio que o conhechnenlo que
tendes da Provincia--vosso pa.r.o.,,sino, e illustraçõo poderão bem sup
prir as faltas que aqui encontrardes
Tranquilidade publica
Provincia continúa em plena paz , sem que em nenhum de-
Cus -pontos a ordem publica tenha soffrido a menor perturbaçõo.Esta
circunstancia feliz, que já de ha muito nos é Qado commemorar em
todo o Empalo, é o resultado da convicçõo, que se vai infiltrando em
todos os espiritos, do que só á sombra da paz podem os Estados Atin-
gir a um verdadeiro estado de, prosperidade.Em um. paiz como O
nosso regido por instituições livres, e em cuja constituiçõo. se encon-
tram as melhores e mais seguras garantias para Os direitos e liberdade
de todos, só nos cumpre esforçar para que esses principios consigna-
dos cio nosso codigo fundamental sejam praticamente desenvolvidos,:m
fielmente executados.
2

k't lá se .foram essas epochas calamitosas que hoje pertencem ao


(lotninio da historia, e que tanto ensanguentaram o paiz.A. instruc-
ão hoje derramando suas luzes sobre a população deste vasto Imperio
a vai tornando mais ou menos conhecedora de seus direitos e obriga-
ções para não mais acreditar nesses falsos apostolos da liberdade que
com abuso da mais boa fé, só procuravam sacrifical-a a seus caprichos
e mal entendidas ambições. Todos hoje querem a paz porque sem ela
não pode haver verdadeira felicidade.
Hoje como ontr'ora não mais se discute no terreno esteril aos prin-
eipios abstractos,tudo caminha para o progressoe só se quer a con-
quista no campo dos melhoramentos sociaes, que nos devem trazer o
11.13SSO futuro engrandecimento.
Aproveitando-nos deste belo ensejo em que a tendencia mais ma-
nifesta para a paz se revela em todos os espiritos, cumpre entregarmo-
nos exclusivametite ao estudo dos meios mais apropriados para o des-
envolvimento do progresso moral e material do paizconhecermos suas
necessidades, e applicar-lhes os melhores especificos para cural-as, pois
que é este o titulo mais valioso com que, os governos se podem recom-
metidar á-estima e gratidão publica.

Sexurança
A. segurança individual, e de propriedade progride vantajosamen-
te, de sorte que se o seu estado actual não tem ainda attingido aquele
gráo de perfeição que seria para desejar, todavia ele se acha muito
melhorado em relação ao passado.
A provincia já não tem a registrar esses frequentes e atrozes atten-
tados que tanto depunha contra o seu estado de civilisação.
O principio d'autoridade fazendo-se valer e respeitar devidamente
vai acabando com esses antigos potentados d'Ablea que julgando-se
acima da lei, procuravam zombar d'acção da justiça, fazendo alarde,
e ostentação de seus proprios crimes.
A' proporção que e principio constitucional que _consigna para to
4105 a igualdade da lei, for sendo fielmente executado ; á proporeão
que todos se forem convencendo, que r_bolidos hoje pela nossa cons-
tituição todos os previlegios que não forem julgados essencial, e intei-
ramente ligados aos cargos por utilidade publica, não podem ter lugar
entre nós essas excepções odiosas dos antigos tempos do feudalismo ;
proporção que a autoridade compenetrada de seus deveres, e manten-
do-se na verdadeira altura de sua posição, souber colocar-se acima das
paixões, para somente attender a voz do dever que lhe impõe a lei,
uniee pharol, que a deve iluminar, e guiar em suas decisões;á pra-
porção, repito, que tudo isto se der, senhores, o nosso estado .de cou-
sas, se irá tornando cada vez mais lisongeiro.
Releva, porem, ponderar-vos, que a despeito da pouca força actu-
almente existente na provincia em proporção da que em tempos mais
bonançosos era destinada para auxiliar a autoridade na punição e re-
pressão dos crimes nada occorreu de extraordinario que impeiorasse
a sua situação. Este facto que me apraz annunciar-vos é devido já á
indole pacifica dos habitantes desta provinda, já á acção energica da
policia aduai, que se não faz esperar onde quer que se torne necessa-
ria; todavia taes são as causas que actuam ajuda entre nós, que a
411-!speito de tudo não nos podemos considerar de todo garantidos dos
attentados contra a vida e a propriedade : entre outras notar-vos-hei
de passagetaa falta de educação moral e religiosabem como do ensi-
no publico convenientemente dirigido,o espirito indulgente do juiz
a irregularidade e demora dos processos por juizes leigosas gran-
des distancias aggravadas ainda pelas pessimas vias de comunicação
e finalmente a occiosidade, que conduzindo o homem para os vidos,
mais tarde o precipita na carreira dos crimes.
Procurae na orbita de vossas attribuições remover alguma destas
causas, e, tereis prestado á provincia importante serviço.
A administração da policia sob a direcção do seu digno e actual
chefe o dr. Antero Ouro de Assis tem attingido ao seu verdadeiro fim.
Esse habil e Intelligente magistrado, um dos melhores auxiliares que
tenho encontrado na minha administração vai prestando relevantes ser-
viços á causa da justiça pela severidade e rectidão com que prosegue
na repressão e punição dos crimes.
Do relatorio que vai annexo e que me foi por elle apresentado
conhecereis do estado da repartição á seu cargo, do pessoal da policia,
e do zelo e actividade que tem desenvolvido na captura de criminosos
como provam os presentes dados estatisticos.
Estatistiea Criminai.
Do Le de Janeiro até o ultimo de Dezembro do anno passado fo-
rão capturados nos differentes Termos da Provincia 108 criminosos dos
quaes erão réos de
Homicidio
Tentativa de morte
Ferimentos leves
. .... . .
.
. .
. .
.
-
. .
35
6
1Q

....... .
Ferimentos e offensas phisicas graves. , . . 21
Stellionato 1
Farto . . : 13
Tirada de presos :3
Roubo 3
Reducção de pessoa livre á escravidão 1
Diserção . .
Fugida de presos ".2

108

No numero dús criminosos acima mencionados figurão 26 presos


em flagrantes delicto. e que erão réos de
Homicidio I
...
.;

Tentativa de morte . . 1
Ferimentos graves . . . . . 7
Eerimentos leves 12
Furto 2

26

Não ohstante os poucos recursos, de que dispõe actualmente a po-


licia, todavia vê-se que durante o anno passado cahirão sob o poder
da justiça 108 criminosos, não comprehendendo-se neste numero os pre-
sos para correcção e por infracções de posturas.
Se maiores e mais amplos fossem os meios de que disp53 a Poli-
cia, mais crescido seria sem duvida o numero dos criminosos captura-
_
Aos:. o que 'nrio obstante- comparado com o muneero dos capturados
em 1865, que não passou de 46, vése .que ha tun excesso' de 62 em
favor do anno de 1866.
Este favoravel 'resultado á causa da justiça prova que pelo menoS
houve maior d,ksenvolvn"to d'actividad,.!, e menos in:ifferellea nas
autoridades polieiaes, para o trUi'', !fltlif+! COIP.:01Teli o il/011SZIVCi ZCi0
actual e, digno Che'e de Poleia que por :;11 ta de força publica ten.' dei-
xado de emprebender algumas iniportantes d gutias..
Tendo seguído para o Sul do Impeli° toda a foro de 1." linha que
existia na 1Proviocia-,-e bem assim o 1.:spl:t.ivo Corpo de Policia ellec
Lixo, foi este substituído por um Corpo Provisor;0 que 11-,iz1r de limita-
do-, e inferior :"1.s necesidades da Província, hirta não pl.;de sor coo:ple-
tadoe aquelia pela Gilarda iaioual, cujas praças, forçoso é coutes-
I)kr;.!O rvio da Policia já pela sua falta de discipli-
na, já. pelas que mantem nas localidades. No obstante, po-
rem, a insufficiencia da l'orça existyute, qtui comparada a sonnua
dos crimes coinmettidos em .1865 Com a soturna dos que furão com-
mettidos em 1866 ha um ançt,mento em relacão aquele anuo de 1865.
Durante o anuo de 1866, forão commettidos na Província os se
guintes crimes graves:
Mortes 16
Tentativa de morte 5
Ferifinento graves
Ferimentos leves.
- ,
Injurias . . 1
Furto
Roubo . . . . . 1
Fuga de presus
Resistencia
nfanticidio .
.

.... ,
. . .. . .
1

til
Adem dos. crimes de qu.: vem de Irdtar-se bouverão lambem:
Suicídios
Mortes caçuaes. . . . .....
Os suilios laro effe,...tu:ul.es sete por estranç,rnlat5o e dons por
.
. . .
.
,
.
.
.
.
.
.
.
.12

substancias vt::::,;nosíts.
Eiii reko....ïto cansas os 1.1"-ko CO!-15!) da Policia,
ex...,.plo dos, it!)k. .:!;ts em RU 314!i1:1::0 !WMtai. CM
outro paiïo. . . .

...... . . Cadeia".
Poucas sã' o as cadeias. na Província que COMO- taes e possr'm pro-
. .

-priamente considerar. No numero destas figurão como tri.11iore as de


S. Cbristov5o, e Vila-Nova , cujos reparos me sendo requisitados tive
de autorisal-os cru 13 de Junho do anuo pasado. Existem mais as
cadeias do Lagarto, Santo Amaro ambas com pietamente arruinadas, a
da cidade da FAancia e Villa da Capela, mais todas ellS estrio fora dás
.condições hygienicas recommendadas pla Constilmio do Itnperio.
Nos demais Termos da Provincia existem pequenas casas particu-
lares alugadas .para Servirem de prisão.
Para estas e para aquelas uão cessão as r.3clainacies das di.:ersas
autoridades policiaes mostrando a necessidade de promptos reparos, os
quaes 'não me tem sido possivel attender em face dos poucos recursos
de que dispõe os cofres Provinciaes.
Nesta Capital serve actualmente de prisão o calabouço do quartel
de Linha e o de Policia.
Todas as autoridades reclamão acerca da necessidade de cadeias em
suas Comarcas e Termos; he minha opinião, porem, Senhores, que bas-
tarião na Provincia tres boas Cadeias unia ao norte, outra ao sul e outra
no centro, havendo nas demais localidades pequenas casas de detenção
que servissem para prisões correccionaes , e para nelas conservarem.
se' os indiciados durante a formação da culpa: assim poupar-se-hia alem
de outros o inconveniente desse frequente e continuo movimento da
força publica na conducção de presos com prejuiso da sua disciplina, e
risco de fuga dos mesmos presos.
Tenho provisoriamente approvado, e submellido á difinitiva appro-
vação do respectivo Ministro diversos regulamentos que pelo Dr. Chefe
de Policia forão dados para as Cadeias de Villa Nova, Villa da Capella
'e Cidade da Estancia, os quaes forão definitivamente approvados se-
gundo me foi communicado por A.visos de 9.1 eG.26 de Novembro do
anuo passado.
Nos,- a Cadeia da Capital.
Esta obra, de que aliás tanto precisa a Provincia, attento o cres-
cido numero de criminosos, prosegue com morosidade, devido isto á
faltas commettidas pelo Engenheiro da Provinda no planá da obra se-
gundo sou informado;faltas que não só tem trasido ao Contractante
dificuldade na execução da obra, como mesmo, para a Provincia um
augrnento de despesa no valor. de 9:.1.18p12.1 rs. corno se vê do de-
monstrativo da Thesouraria sob n. 1.
Reconhecendo, Senhores, que o fim da pena não somente pu-
nir o delinquente, mas sim moralisa-lo, e restitua o. de novo ao seio
da sociedade em um estado digno della, e attendendo que semelhante
fim ja mais se poderá conseguir nas cadeias existentes, que faltas de
segurança e :commodidades já não podem comportar o grande numero
de criminosos que são nelas recolhidos; ordenei ao contractante da no-
va cadeia que, com urgencia, e de preferencia aos demais, ultimasse o
raio do sul, cuja obra se achava mais adiantada, afim, de nelle irem
sendo recolhidos alguns criminosos. Sem ter a vista o plano do edifi-
cio que se está. construindo, não posso avaliar se está elle nas condi-
çães de uma casa de detenção, ou de urna penitenciaria propriamente
dita: como quer que seja, devo dizer-vos cpe não acho apropriado o
lugar, que para sua construcçãq fora escolhido.
Administração da Justiça.
O regulamento que baixou com o Decreto n. 3572 de 30 de Dezem-
bro de 1865, determinando que . a estatistica Policial e Judiciaria versas-
se, não como até agora, sobre o anuo ultimamente findo, más sim sobre
o penultimo anuo, de modo que houvesse sempre o epao (.1; um zInno
para a colocação dos factos, e formação da estaiistica, priva-!- íts
sentar-vos, como era de costume, o numero das sessões do Jury qu ti-
verão lugar durante o armo, e conseguintemente o numero de réos que nel-
las forão julgados; absolvições, condenmações, recursos, etc. Todavia
não prescindirei de liser-vos que O Jury, essa bella institniçilo dos Paizes
livres, continua zufunecionar ent .0 nós sem que, todavia, possamos deite
'ainda colher aquelles frutos que serião para desejar, e de que aliás já
gosïio os Paizes mais adiantados que o nosso. Nilo é isto uni Tilai inlierente
á naturesa da instituicão; outras são as causas que produsem mn tal etTeito.
Penso , Senhores , diversament d'aquelles que entendem que a
frequencia dos crimes provem das continuadas absolvbfões do juryhe
isto ern verdade um mal que reconheço e condem°, porque acoroçoando
o crime pela impunidade pode traser a sua reprodimilo , mas nein por
isso affecta elle a natureza da institui O, e muito menos pode ser consi-
derado como canza da frequencia dos crimes , por isso que lendo a sua ori-
gem na má qualificação dos jurados seria ao revez dar-se como cauza o
:que no passa de mero effeito.
frequencia, pois, dos crime do nosso Paiz se pode em these
ser , que provem em grande parte já da falta de boas vias de com muni-
cação, que encurtando as 'distancias poso fazer chegar com a duvida
lireste,za a uçio da autoridade aos diversos pontos onde cila se torne
_precisa , já da falta de instrucdfilo, de que ainda um não pequena escala se
Tesente grande parte da nossa populia;ão.
.deticiencia, pois , crestes dois poderosos elementos que mais cons-
tituem a civilisaçïío de um povo se deve, sem duvida, attribuir a canza da
frequencia dos crimes. Diversas outras causas, porém, com aplicação
.á esta:ou áquella localidade podem lambem traser a frequencia de cri-
mes. Algumas mesmo se podem dar como peculiares a certos e deter-
minados lugares. mas tudo isso são excepuiies que mais servem para coa-
firmar a regra geral.
.Lamenlo , Senhores, que U Jurv esse bello fruto da inspiração mais
simples, c ao mesmo tempo mais Philosophica , e transcedentai em suas
.consequencias e que aliás mediante pequenas reformas, que me não cum-
pre aqui indical-as, já poderia ter entre nós altingido a um verdadeiro es-
tado de perfeição , continue ainda resciatindo-se desses defeitos , que
todos reconhecem, mas que se Drt0 tCM' Curado de extinguir.
Se a indulgencia excessiva, e até certo ponto condetnuavel do Jury
é -um mal, .como recenheço, elle tem ainda a sua origem na má qua-
lificação dos jurados. Collocar na cadeira de Juiz aquelle, que talvez se de-
vesse sentar na cadeira de rôoinvestir da import.itate iniss5o de julgar
..aquelle que não tern a necessaria instrucçk para bem comprehend.el-a;
baratear mulo a vida, a honra a propriedade e a liberdade do
cidado.
Juizs tacs, que sem attendcr a voz do dever, que não comprehen-
dem, se deixão somente levar pelos sentimentos do coração !mj de ne-
cessariamente comprometter a causa da justiça, porque. Senhores, a
compaixão no mar dos sentimentos, é UM escolho perigoso em que
:quasi sempre naufraga o baixel da justiça. O juiz deve sempre fechar
os ouvidos a voz do coraão para só abril-os a voz do deverk uma
luta atroz , mas é justamente o sacrificio dos sentimentos do coração no
altar do dever que faz o mais bello florão da corózt do Juiz , e que cons-
titue a sublimidade e santidade de sua missão.
Seforme-se, pois o Jury ao menos em relação ao modo da sua qua-
lificação e ter-se-ha dado uni passo vantajoso para esse melhoramento.
Juizes de Direito.
Por Decreto de 11 de 31aio de 1866 forão removidos os Juizes
,de Direito Sebastião do lego Barros de Lacerda, da coniarca de Villa-
Nova nesta Provinda pata a. de Páo d'Allto na Provincia de l'ernambn-
co, e José da Motta Azevedo Carvalho para 'a referida Comarca de Villa-
Nova nesta Provinda.
Este Juiz de Direito entrou' em exercicio no dia 8 de Setembro.
do supra referido anno.
Por. Decreto de 11 de Maio foi' nomeado Juiz de Direito da .Comarca
de Itabaiana o bacharel Candido Augusto Pereira Franco, que entrou em
exercido no dia 13 de Junho domem() atino.
Os bachareis Alexandre Pinto LoWio , Juiz de Direito da Comarca
de Abrantes na Bahia e Angelo Francisco Ramos que occupava igual.
cargo Dá. de Aracajá d'esta Provincia , requereram e obtiveram do Go-
verno Imperial permuta de seus respectivos togares por Decreto de 18
de Maio de 1866, entrando o 1° no exercicio de suas funcç:iies em. 11
de Setembro do sobredito armo.

Juizes Munieipaes.

Por Decreto de 18 de Novembro de 1865, fóra nomeado Juiz Mu--


nicipal e de OrpUos do termo de SimBo Dias o bacharel Aurelio Ferrei-
ra Espinola , o qual rflio entrando em exercicio dentro do praso legal,
foi aquella noineaç'áo declarada sem effeito por Decreto. de <22. de Setem.-
Iro de 1866.
Por Decreto de 6 de Julho de 1866 foi nomeado Juiz Municipal
e d'Orphrws do Termo de Itabaiana o bacharel BemVirtdo.Pinto Lobo, que.
entrou em exercício no dia 16 de Agosto do mesmo armo.
Por Decreto de 14, de Julho de 1866 foi nomeado Juiz Municipal
e d'OrpUos do Termo da Capella o bacharel José Ignacio Gomes Fer-
reira de Menezes que entrou em exercicio no dia 8 de Outubro do mes-
mo afino.
Por Decreto 11 .de Março de 1866 foi romovido do termo de.
Manãos e Bareelios ria Provinda do Amazonas para o da Capital d'es-
ta Prosvincia no caracter de Juiz Municipal e d'Orplios, o bacharel Ma-
noel Caldas Barreito: que entrou em exercicio no dia 27 de Novembro do
mesmo .anno.
Os bachareis Jo'áo Baptista Costa Carvalho, Juiz Municipal e d'Or-
phrws do Termo de Divina Pastora e. Joio d'Aguiar Telles de Menezes
Juiz Municipal e d'Orpktios do Termo da Estancia requereram ambos
ao Governo Imperial permuta de seus respectivos logares, o que lhes foi:
concedido por Decreto do 1" de Junho de 1866 , entrando DO exercicio
de seus novos logares o 1° em 24 deJulho' e' o 20 em 17 do mesmo
moi e anno.
Por Decreto de 6 de Julho de 1866 concedeu-se igualmente a per-
muta que requererHo de seus respectivos logares os Juizes Municipaes o
d'Orphitos bachareis Domingos José Alves da Silva e José Martins Fontes,
aquelle do termo do Rosario d'esta Provincia, e este do de Atalaya na
Provincia das Alagius que entrou no exercicio de seu DOTO logar em 6 de
Agosto do mesnio armo.
. Por Decreto .de 8 de Junho de 1866 foi removido do Termo de Cim-
bres na Provincia de Pernambuco o bacharel Joaquim Theotonio Soares
de Avelar no mesmo caracter de Juiz Municipal e d'OrpUos para o de Ma-
roim nesta Provincia , e entrou em exercicic, no dia 7 de :Novembro do
mesmo anno.
Por acto de 19 de Fevereiro de 1866 nomeei para o togar vago
g

de Promotor Publico da Comarca de Propriá. o bacharel :Nlanoel de Les


mos Souza Machado.
Tendo sido por Decreto de 29 de Janeiro de 1866 nomeado Juiz
Municipal e d'Orphiios n do termo da Matta Grande e Pão d'Assucar na
Provincia das Alaghs o bacharel João Gomes Ribeiro que exercia o logar
de Promotor da Comarca de Larangeiras;nomeei por acto. de 19 de
Março para Promotor d'aquella Comarca o bacharel Arnerico José dos
Santos, que sendo a seu pedido exonerado em 25 de Agosto , tive de
nomear por acto de 28 do referido mez para substituil-o na mesma Co-
marca o bacharel Antonio Dias de Pinna Junior.
Por Acto de 6 de Agosto de 1866 nomeei o bacharel Esperidião Za-
miro de Souza Lopes para o logar vago de Promotor da Comarca de
Itabaiana, que então era exercido pelo bacharel Bemvindo Pinto Lobão,
que fóra nomeado Juiz Municipal e d'Orphãos do respectivo Termo.

Conuareas e Termos.
Existem na Provincia oito Comarcas e vinte Termos sendo 14 destes
providos por Juizes letrados, como tudo vereis do mappa annexo sob n.° 2.

FOro Civil.
Por acto de 9 de Fevereiro de 1866, criei foro civil na Villa de
Itaporanga onde havião mais de cincoenta jurados qualificados, segundo
me representarão os diversos cidadãos d'aquella Villa, e me foi confir-
mado em sua informação pelo respectivo Juiz de Direito a quem a respeito
previamente ouvi.

°Meios de Justiça.
Por Decreto de 7 de Julho de 186Gfoi nomeado Partidor e Destribui,
dor do Termo da Capella o cidadão João Evangelista Vieira.
Por decreto de 13 de Fevereiro do mesmo anuo foi nomeado Joaquim
José Ribeiro para os officios de Tabellião e de Notas e 20 Escrivão de
Orphãos do Termo de Larangeiras.
Por Decreto de 31 de Agosto de 1866 foi nomeado partidor, con-
tador e distribuidor do Termo da Estancia A.ntonio Propherino de Mattos
Lima.
Por Decreto de igual data declarouse vago, por impossibilidade phy-
sica do proprietario João Moreira de Magalhães, os °Meios de te Tabel-
lião do Publico Judicial e Notas e mais annexos do Termo da Estancia.

Registro Geral de lIypotheeas.


No dia 26 de Julho de 1865 instalou-se o Registro Geral das Hypo-
thecas em todas as comarcas da Provinda, menos nas de 3Iaroirn e da
Capella que instalou se n'aquella no dia 24. de Julho, porque o Juiz de Di-
reito interino enganara-se no prazo marcado pelo Decreto n. 3453 de 26
de Abril de 1865, e n'esta no dia 23 de Agosto por ter o respectivo Juiz
de Direito encontrado embaraços e obstaculos por parte da Camara, se-
gundo communicara a Presidencia.
9

são Policial.
Por Acto de 18 de Setembro do anuo passado, e sob proposta do
Dr. Chefe de Policia criei um Destricto de Subdelegacia no lugar deno-
minado BóaNistaCornarca de Itabaiana.
Existem na Provincia 20 Delegacias e 42 Subdelegacias destribuidas
pelas seguintes localidades :

COMARCA DA CAPITAL
Delegacias Subdelegacias
Capital Capital
S. Christrvão S. Christovrto
Itaporan,ga Itaporanga
Soccorro
COMARCA DA ESTANCIA
Delegacias Subdelegacias
Estancia 1.° distrito da Estancia
Santa Luzia 2.°destricto da Esancia
Santa Luzia
Chapada
Campinhos
Parida
Sacco
'COMARCA DO LKGARTO
Delegacias Subdelegadas
Lagarto Lagarto
Campos Campos
Itabaianinha Itabaianinha
Riachão
LagÓa Vermelha
Gerú
COMARCA DE ITABAIANA
Delegacias Subdelegacias
Ita.baiana Itabaiana
Simão Dias Simão Dias
Campo do Britto
Santa Rosa
&Ia-Vista
'COMARCA DE LARANGEIRAS
Delegacias Subdelegadas
Larang eiras Larangeiras
.Divina Pastora Divina Pastora
Pé do Banco
Pintos
COMARCÃ D MAR OIM
Delegacias Subdclegacias
Maroini Naroim
Rosario _ Rosario
Santo Amaro Santo amaro
Porto Grande
Barra dos Coqueiros
CO31:11ICA »A (1\ !VIA
Delegacias Sabilelegacins
Capella Capella
J. a pa rat aba N. S. das Dóres
Japaratuba.
Aguiadas
CONRIICA RE PROPIIL1
Delegacias Subdeleyacias
Propriá Propriá
-Vi Ila Nova Villa Nova
Porto da Folho Porto da Folha
4.:urral de Pedras
Pacatuba .

Brejo Grande
\Cirni [crio
Auxilio prestado pela Provineia para sustentapio da
guerra do Paraguy
No seio da paz e trangnillidade de que ha muito gosava-mos e
quando menos . esperava-se fomos injusta e traiçoeiramente provocados
a uma guerra pelo dicLador da Republica do Paraguay.
Este facto ..que nrio vos é estranho, por que está hoje no dominio pu-
blico levantou um grito de atarma que repercutindo do Amazonas ao
Prata, póz em movimento todo o Imperio. O patriotismo, que nos cora-
ções brazileiros. se ateia sempre tão santo e puro como o fogo de Vesta,
não soez esperar. e. para logo deu largas mostras de si, enviando legiões
de bravos aos .Campos do Combate. Offendido em seus brios de
Naç5o
2ivre e ind.ependente, desacatado em sua honra, dignidade e soberania,
Brazil .levantou-se como um só homem para vingar os ultrages,
que
ouzada ,e temerariamente lhe pretendera irrogar o dictador do Paraguay,
que desconhecendo 'os mais comezinhos principios do Direito internacio-
nal, violando os tratados existen es, menos pensadamente invadio o
TIOSSO territorio, levando a desolaç'zio, o roubo, e a morte por todos os lu-
gares que pásSáva.
Então um só pensamento dominou todos os espiritos,
ligou todos OS. Brazileirosvencer ou morrer, vingando aunia só opini5o
honra e digni-
dade 49 .nesta ditlicil conjunctura, (e com prazer o recordo)
que o nos.so Augusti) e Soberano 3lonarelia deixando os prazeres da vida
domestica pelas fadigas da guerra, e trocando o 3lanto Real pelas
soldado, 14rinou, acompanhado de Suas Altezas vestes do
os Senhores Conde d'Eit
e Duque de Saxe, a heroica e irrevogavel resoluç5o de partir
para os Caia
pos do Rio Grande a .expellir as hordas selvagens de Lopes,
occupavão !fogacho Provincia a cidade de Uruguayana. Com que então
a sua
prezença ali operou se de prompto o mais completo dos triumphos. O
inimigo que' a principio se mostrava altivo e audaz teve
der-se e o nosso triumpho foi tanto maior quando n5o em breve de ren-
tivemos a lainent
tar nem derramamento de sangue, nem a per-da de unia só vida.
Ao passo que isto se dava concorri5o todas as Províncias
do Imperio
para engrossar as fileiras do nosso exercito , enviando lhe luzidos bata-
lhões de Voluntarios e de Guardas Nacionaes.
A. Provincia do Sergipe por entre o enthusiosmo
ponto se desenvolvia entre as demais do Imperio, occupon que enfio sobre
lugar distinc-
tu entre cilas e fez seguir para o theatro da guerra desde o seu cume-
1.1 ---

ço até 31 de Janeiro *de 1886-1612 praçassendo 525 Guardas Nacio-


naes-681 Voluntarios da ratria G ditos do exercito-56 recrutas para o
exercito-204 praças do corpo de policia, 23 Voluntarios para a arma.
dá e 98 recrutas e mais .19 menores para o corpo de Aprendizes Marinhei-
ros. Continuando a guerra como sabeis, o Governo Imperial entendeu
dever fazer um novo appello ao patriotismo de todos os Brazileiros, e
por Aviso de 22 de Agosto expedir) as mais terminantes ordens para a ac-
quisição de Voluntarios, recrutamento e remessa do resto dos contingen-
tes de Guardas Nacionaes que no tive.sem ainda sido completados. Es-
tas ordens continuarão a ser sempre reiteradas té que por decreto n.
3:714 de 6 de outubro de 1866 farão chamados ao serviço de guerra
mais dez mil Guardas Nacionaes cabendo a esta Provincia o numero de 4:10.
No iii.uito de poupar á Provincia as consequencias de uni recruta-
mento forçado empreguei, como sabeis, todos os meios ao meu alcan-
ce, mas com pezar vol-o digo forão 'baldados os meus esforços.
Desde então não poupei esforços para o cumprimento das ordens
que me foram transmittidas, quer em relação ao recrutamento, quer em
relação a remessa dos novos continentes que foram por mim imme-
diata e proporcionalmente destribuidos pelos, diversos commandos supe-
riores da provinda. Tenho por minha parte constimcia de haver feito o
quanto é humanamente possivel, sendo neste empenho sempre auxilia-
do pelos dignos chefe de policia e secretario da província lia, coma
sabeis, uma repugnancia invencivel para o serviço da guerra e sem que-
rer entrar na apreciação das causas que para isso mais ou menos actuam,
posso hoje com satisfação annunciar-vos que a Provincia de Sergipe conti-
núa a occupar o seu lugar de distincção entre as de mais do Imperio por
que tenho já feito seguir cru diversas occasii3es o n. :336 praçassendo do
corpo provisorio 50 ;por conta do contingente da guarda nacional 168
voluntarios da Patria 27recrutas para o exercito 69, recrutas para a
armada 20, voluntarios para a armada 2,=pre,fazendo este numero ren,
nido ao de 1(512 o. total de 1948 praças com que tem concorrido esta
.provincia para o auxilio da guerra desde o seu começo até hoje, sem
.contar neste numero 15 menores que tenho remettido para a companhia de
aprendizes. artilheiros. Por esta occasião, senhores, não posso deixar de
consignar aqui uma palavra de louvor a alguns chefes distinctos da
guarda nacional, e bem assim a algumas autoridades policiaes, que bem
'compenetradas de seus deveres tem mostrado a maior dedicação em au-
'xiliar-ine no cumprimento das ordens do Governo Imperial.
INão é só com o imposto de sangue que Provinda de Sergipe
'tem concorrido para a guerra. Alguns ufferecimentos tem apparecido
por parte de diversos cidadãos , posto que de pequenas quantias,
mas que, todavia, revelam o desejo que todos tem de tomar parte no
'grande pleito nacional erri proporção de suas forças.
- Em nen uma occasião mais. solemne, senhores, em nenhum lugar
mais respeitavel que este, poderia eu consignar estas palavras que
'tanto exaltam o patriotismo desta bella Província cuja administração
me foi confiada.
Guarda Nacional
A Guarda Nacional, bem que ainda se resinta da falta de disci-
plina, e do necessario armamento, pois que todos os Batalhes da Pro-
vincia Ifflo tem nem o armamento indispensavel para o serviço de des-
tacamento, vai todavia mais ou menos correspondendo á confiança do
Governo ; e confio que mediante o zelo e actividade de seus dignos
ella iiá. dn dia em dia melhorando, e vira, assim a preencher
salisfactoriammite o tini da sua instiluiçáo.
Apraz.ine communicarvos que .na .allSenCin completa de toda
tropa. de tinha, e com a pequena força. de policia, de qr.h; dispõe, a
Provincia tent ella bem contribuido,para o pesado ' serviço -da guar-
niçáo, .que *tem sempre sido feito mais ou menos regularmente sob
o cominando do major Manoel Agostinho da Silva Moreira, que nesse
'intuito, e em relaçáo a guerra muito se lia ,prestado.
Por Decreto de 9 de Março do anuo passado foi nomeado o capitilo
Antonio Correia Dantas para o lugar de :Major «Ajudante le ordens do
coimando Superior da Guarda Nacional do Municipio do Lagarto e
*annexos.
Por Durei.° de de Julho foi nomeado .o :11)n° Antonio de Si-
queira Neves Horta para Tenente-Goronel Counnandante do Batalhá()
n. 6 da Guarda Nacional do Minlieipio de Larangeiras.
Por Decreto de 20 de Julho foi nomeado para Major Comandar'.
te da 1.0 Secçáo .do Itatalháo do serviço :activo da Guarda Nacional do
Municipio de*Simáo Dias o cidadáo José acarias_ de Carvalho.
Por Decreto* de 31 -de Agosto forzaa transferidos os Commandantes
'Superiores Antonio Martins Tontas, e joáo 3Iaria de Araujo Nabuc,o,
aquelle do Mnni,:ipio da Estancia 'para o de .Santa Luzia, e este do
..de Santa Luzia para o dá Estancia.
Por Decreto de .11 de Setembro fti nomeada o cidadío Antonio
Freire de Mello para enente-Coronel Commandante do Batalho u.°
16 da Guarda Nacional da Cidade da 'Estancia.
Por Decreto de 7 de. Novenibro foi nomeado o Alferes Eugenio
José de Lima para o lugar de Capito quartel-mestre do Cominando
Superior de Larangeiras e Santo Amaro.
Por Decreto de igual data foi .nomeado o Capiráo Veraneio da
Fonseca 'Doma _para capitilo quartel mestre do Cominando Superior d.o-
'Lagarto e annexos.
*Por Decreto de 24 de Noverribro foi ,nomeado o Major José Cala-
sans Barbosa da Franca, para o posto ,de Tenente-Coronel Connnau-
.dante do Batalho ia.° 17 da 'Guarda Nacional ,do 31unicipio da Estancia
Corpo ar Policia l'rovisorio
"Offerecendo-se DO 'dia 3 de Janeiro de 1865 o corpo de Policia
.effectivo -para marchar para a -guerra ao Sul do Imperio e aceito nes-
se mesmo dia pela Presidencia o seu offerecimento, e pelo GUTen10
Imperial 'em 19 de Fevereiro, effectivamente embarcou-se o referido
Corpo no dia 17 de Abril do mesmo anuo. Em sua anseneia, e sob
a Condkáo .de Ser issolvido logo que regressase a Provinda aquelle
.Corpocreou .á Lei n. 727 de '6 de Maio de 1865 um Corpo de
Policia Provisorio comandado por *um capitão e composto de duas
*companhias commandadas por dois tenentes , 'contendo 68 pratas
cada unta, podendo em caso de .urÍ,rencia o 'Presidente elevar o mes-
mo Corpo até -o numéro de duzentas praças de prÉt.
Tendo a Lei n.° 725 do b.' de Maio de 1865 garantido em seus
respectivos postos os offIciaes Corpo de Policia que marcharam
para a guerra, a todos que d'ella tem voltado a Provincia, os tenho
por força da mesma lei mandado considerar addidos ao actual Corpo
tirovisorio onde coritinuarn a twestar seus serviços. Dos olliciaes que
marcharam com o Corpo de Policia para o Sul só lã restá() dois, ten-
do voltado todos os mais inclu,;iva U prOldU el):1111fitildatILU o Major
Gonclo Paes de Azevedo e Almeida, que por força da supra referi-
da lei, assumiu o cominando do actual Corpo Provisorio, passando o
capitão Luiz Antonio de Leiros que até então o commandava, a com-
'mandar uma das companhias.
Entendo, senhores, que deveis revogar a lei n. 727 de G de
Maio de 1865, e converter cru corpo efféctivo de policia o actual
Corpo Provisorio.
Já lá se vão 21 mezes que aquella porção de bravos levados pelo
mais louvavel patriotismo deixaram esta Provincia 'em demanda do
Sul do Imperio onde se pleiteava a causa da sua honra, e digni-
dadee a ajuizarmos da guerra, segundo a sua marcha ordínaria, e
mesmo por circunstancias que não vem aqui ao caso narrar ha se
no certeza, ou menos probabilidade de que poucos serão os que
deites terão de voltar, e então um ou outro que por. ventura inda
volte poderá ficar addido ao corpo existente. Desta medida resul-
tará alguma vantagem á Provincia que deixará assim de pagar a duas
classes de officiaesuma de Provisoriose outra de effectivos.Mas
é mister que a par d'isto autoriseis logo a dar-se um novo regulamen-
to ao Corpo, porque o actual alem ,de deficiente, não está em har-
monia com os priricipios da legislação, militar, e conseguinternénte
não pode ser por elle regido um corpo militarisado.
A força .actual é insuficiente para as necessidades do serviço.
De todos os pontos da Provincia as autoridades policiaes reclamam
força. Termos lia em que a autoridade não tem uma só praça a
sua disposição. As cadeias em alguns lugares são mal guardadas, por
que os pequenos destacamentos que alli existem não podem resistir
ao peso de um serviço frequente e continuado, e a despeito de tu-
do o estado actual dos cofres, e a difficuldade em encontrar-se pes-
soas que se quizessem engajar me não permittiram usar d'attribuição
conferida no artigo 7.° da lei de 6 de Maio de 1865.
Com effeito, senhores, o pequeno soldo que actualmente ven-
cem as praças de policia não desafia o engajamento entre pessoas de
certa ordem.
Entendo, senhores, que o soldado de policia deve ser urn ho-
mem em certas condiçUes de moralidade, porque policia 'que precisa
de ser policiada, é melhor não a ter, mas homens taes Se não podem
obter com tão mesquinho vencimento. Reconheço que os inconve-
nientes que vos aponto não poderão ser de prompto remediados, por
que o não permittem o estado dos cofres da Provinda ; mas ao
menos fiquem cites consignados, para serem attendidos era tempos
mais bonançosos.
Segundo rne informa o major commandante. o Corpo de Policia
precisat'de armamento e correame: é uma necessidade que 'deveis de
prompto attender, -consignando quantia sufficiente para compra de ar.
momento apropriado ao serriço de policia. De conformidade com o
referido commandante, e para remediar por em quanto e era parte
tão urgente necessidade, autorisei a factura de 22 cinturões, afim de
poderem ser aproveitados 22 refes que existiam inutilisados n'arreca.-
dação do corpo.
Postaras Municipaes
Por' actos' de 2 de Abril e de 28 de Agosto, e de conformidade
com o disposto no artigo 2.° do Decreto de 25 de Outubro de 1831,
approvei provisoriamente e mandei que tivessem execução té, que
fossem submettidas a vossa definitiva approvação as posturas das Ca-
ÚiâraS MánicipaeS de Nossa Senhora das Dores, é da Cidade da
/stándà.
Por esta occasião-cumpre-me Chamar vossa, attenção para as poS-
turas de diversas Gamaras, que não 'sabendo discriminar o que é
ii#Oriathente máteria de 'Postura, do que é imposto confundem uma
'catisn 'Coin 'outra, fazendo-as eugloba.damente figurar como Postura.
A' respectiva commissito de Posturas compete pois discriminar hem
'eStás''materiás, Separando o que for imposto para incluil-o no or-
'ça.niénto da respectiva Camara, deixando o que for propriamente Pos-
-Iiirai pára ser como tal approvada , afim de que não continuem -as
'Cardaras .a Cobr'ar Impostos pelas suas posturas, quandó. devem co-
'.b-aljoi pelos seus respectivos 'orçamentos. Peço -vos que. attendais
Fainda'..para algumas. Posturas , que se referem a factos já privinidos
'.pél'o'Código Criminal ,' porque estas, 'assim como aquellas passando
rdeS4ercebidamente entre vós vem crear embaraços. a Presidencia na
a

E!ciçGcs
Tendo sido annullada a eleição de Juizes de Paz e Vereadores
que tivera lugar no dia 7 de Setembro de 1865 na Freguezia da Ci.
*dade de' Larangeiras, foi por acto da Presidencia de 2'2 de Novem-
bro do m'esmb anuo designado o dia 8 de Janeiro de 1866 para
proceder-Se a nova eleição que effectivame,nte tivera lugar no dia de-
signado, ocCorrendo n'aquella eleição que pozessse em duvida a
Todavia constando em Julho ultimo a esta Presi-
dencia que os novos eleitos inda se não achavam no exercicio de
as respectivas funcções, teve dila de ordenar a antiga camara que
'expedisse -os coinpéténtes diplomas'. aos novos eleitos, e desse-lhes
posse, visto que aqüella "eleição. não dependia de approvaç'ão do Go-
V:Orno, segundo. a dcintrina' do. ANISO de 13 de Março de 1854-.
Da mesma forma tendo sido pela 33 vez annulladas as eleições
de Juizes de Paz e Vereadores da Cidade de Maroim em consequen-
'ciade irret3u, laridádes que 'nellas se deram, segundo inc foi commu-
. nicado por Aviso de 11 de Setembro do armo passado, designei por
"üto. de 26 do mesmo mez o dia 4 de Novembro do referido anno
para -proeèder-se -a nova eleição , determinando por esta occasião
GOnformidade com os Avisos n." 18 de 11 de Janeiro de 1849
. 199 de-15 de Junho de 1858e 540 de 19 de Novembro de 1861
que :os Vereadoros e Juizes de Paz do antigo quatriennio assumis-
sem o exercido de suas respectivas funcções, e expedissem as neces-
r- sarjas ordens para 'que tivesse lugar a eleição no dia designado, o
que'co'xteffeito assim verificou-se.
!lendo porem havido duplicata nesta. eleição., subrnettia-a ao ca-
riheCithento do Governo Imperial, de cuja decisão pende ainda a sua
-definitiva appravação.

Obras Publicas
VIAS DE COMUNICAÇÃO

Ai vias de' ,cornmnnicação, .Senhores na phrase de um: celebre


eConOmista kllemão são as arterias .da terra, nas quaes circulam as
riquezas das Nações.; assim :como o -sangue. circula nas arterias do
honlem:-L-tirae-lhe estas--dizia ellee o homem morrerá.; --7supprimi
15 --
aquellas, e as riquezas desapparecerão. Os estados mais ricos são
.

sempre aquelles que tem tido as melhores vias de communicaçãci-


taes como os Estados-liniclos---ra França a Inglaterra e uma parte da
Allemanha. A. Africa e a Asia ao contrario estão na ultima das mi-
serias porque não tem vias de communicação dignas desse fleme.
Por toda a parte erntim se veem as riquezas e as vias de commu-
nic,ação desenvolverem-se ao mesmo tempo, e não prosperarem senão
uma pelas outras de sorte que, Senhores, se pode bem dizer que as
vias de comunicação são para as riquezas o que a luz e o calor.
são para as plantasa condição e a causa de sua existencia. 0 Le-
gislador no desempenho do seu mandato o Administrador no fiel
cumprimento de sua missão devem ambos promover na maior escala
.o desenvolvimento d'esses poderosos elementos da riqueza publica.
Sem me °ocupar das vias naturaes de communicação passarei
.Senhores, a tratar das vias artifIciaes, que formam a segunda classe.
Estradas e canaes.Infelizmente , Senhores, a Provinda não gosa ain-
da das vantagens desses melhoramentos, de que aliás tanto precisa,
e que sem duvida muito concorreriam para o maior desenvolvimen-
to de sua industria agricola e para a sua prosperidade em ' geral.
Na defficiencia de Engenheiros e não tendo ainda percorrido o cen-
tro da Provincia para por mim examinar o estado das estradas,
pontes e canaes, posso todavia, pelas informações que tenho colhido,
dizer.-vos, e vós melhor o sabeis que não temos estradas dignas d'es-
se nome, que as poucas pontes que existem são mal construidas, e
.se acham em mão estado.
Por °ocasião da viagem que em outubro do anno passado fiz á
Cidade da Estancia vi que a estrada na distancia de 8 leguas en-
trecortada por diversos rios, que na estação chuvosa interrompem a
communicação ; nenhuma ponte n'elles havia, que facilitasse O tran-
site aos viandaBtes na epocha de suas cheias. Aquella importante e
pittoresca cidade que pode ainda ter um bello futuro é em parte
cortada pelo rio Piauhytinga sobre o qual existe uma ponte de ma-
deira já arruinada. A ponte denominada da barra construida sobre
pilares de pedra e cal com lastro de madeira, e um pouco abaixo. da
confluencia dos dois rios--Piauhy e Piauhytinga tambem se acha ar-
ruinada. Qualquer quantia que votasseis para o reparo d'ellas seria
de grande utilidade. .

Autorisado pela resolução n. 749 do 1.° de Fevereiro do armo


passado rescindi por acto de 12 do mesmo mez e armo por copia
junto sob n. 4 o contracto celebrado em 30 de Setembro de 1864
com o commendador Antonio José da Silva Travassos, que requereu-
me pedindo a suspensão da lei sob pretexto de inconstitucicinalida-
de, o que foi por mim indeferido. Entendendo porem que o con-
tractante tinha direito a alguma indemnisação pelas obras que hou-
vesse feito, resolvi para examinalas, e avalial-as nomear, uma com-
missão composta do Engenheiro da Provincia Dr. Firmino Rodrigues
Vieira, Capitão do Porto José Avelino da Silva Jacques, Commenda-
dor Luiz Barbosa Bladureira , Major Manoel José do Nascimento
Junior . e Inspector da Thesouraria Provincial Francisco da Motta
Rabello. A commissão em sua maioria apresentou-me o parecer por
copia junto, .sob n..5. no valor, de 35:935400 divergindo, apenas
o unico membro Francisco da Motta Rabello, que rs.' deu o seu parecer
em separado (lambem por copia sob n.° 6) avaliando as obras em
2:550.7000 rs. Achando excessiva a primeira avaliação, porque até
:nella, se ineltiiram obras feitas anteriores ao contracto e diminuta a
segunda em relação a .primeira, resolvi ir mesmo aõ canal o que ef-
'fectivarnMte hz, adiu de .poder formar o men juizo a tal respeito.
'Pelo que vi e observei , e no intuito de evitar. futuras questões, of-
ereci ao contractante a quantia de 0:000000 rs. .conto indemni-
sação, o que 'foí .por -elle recusado, dizend&rne .que perante o juizo
dos 'feitos protestaria .p'élo seu direito, e que .perante o Governo Ge-
ral procuraria reclamar e 'fazer effectivo os direitos que julgava ter o
que presumo que fizera, pois que por Aviso de 10 de Julho do an-
ilo passado expedido pelo Ministerio d'Agricultura, Commercio e Obras
'Publicas, me foi communicado que o Governo Imperial indeferira o
seu requerimento em que pedia privilegio exclusivo para a navega-
ção dos rios 'POITICRIga e Japaratuba, e que dessa decisão recorrendo
'elle para o Conselho- 'd'Estado a respectiva SCCrIll dos Negocios do
naperio fora de parecer que o previlegio pedido era da competencia
d'administração'Pwvincial sem recurso .para o Poder Geral.
Representando-me diversos cidadãos proprietarios acerca da conve-
.ni-encia da. 'limpeza do rio Japaratuba, cuja navegação, com grave. pre-
juizo dos .proprietarios d'aque Ia ribeira ficaria paralisada se de promp-
.to d'ella se 'IlãO cuidasse ; resolvi por acto de. 18 de Agosto nome-
ar uraaommissão composta dos cidadãos -Barão de Propriá. Major
José Rodrigues Coelho e Mello e José Bernardino Dias Coelho e Mel-
,lo. , .para que .escolhessem passóa .de sua confiança, que
proposta e
approvada pela Presidencia, sob sua direcção e debaixo de suas vista,
-se 'encrregasse da limpeza do referido rio mediante rasoavel venci.-
mento ,&pois de previamente approvado pela Presidencia. Effectiva-
Inente foi nomeado 'o cidadão Antonio Pacheco da Costa proposto por
aquella commissão, mediante o vencimento de 500. 000 annuaes. Para
.0 melhor desempenho dás funcções .da commissão , julguei conveni-
ente dalhe as instrucções 'que fiz baixar com o referido acto de
18 de Agasto, e que .vão juntas sob n. .7.
'Autorisado pólo .art 5" da jà citada lei n. 719 do 1° de Feve-
'reiro de 1866 fiz 'baixar o regulamento janto sob n. 8 e tabela a
,-elle annexa .para cobrança do impoSto de que ela trata, e dos mais
.constantes da 'mesma tabella todos com a applicação especial, e in-
.dicada -na mesma lei. Com relação ao canalPomongaentendo que
.préCiza elle de .mais largura e profundidade, alem de outros .mellto-
.rameritos pie á .prialcira vista se sente, mas que só poderão ser bem
indicados ,pelos .pnifessionaes. Aquela 'obra aliás, que muito util e
-varítajola deve' ser *á Provinda, quando chegar ao seu verdadeiro es-
lado .de.perfeição., ressente-se do mal, que em sua direcção acompa-
nhou-a desde .sua .origem, e que hoje, posto que com mais difficul-
.dade , poderia ser removido .se assim o permittisse o estado
,ceiro. 'da Profincla , finan-
ou se OS proprietarios d'aquelles arredores
..mais 'bem convencidos dos seus proprios interesses se reunis-
:sem 'formando uma companhia no intuito de dotar
o' canal dos
melhoramentos precisos, collocar ali um pequeno vapor de reboque
&que facilitasse o 'transporte que hoje demoradaniente
se faz em ca-
.rióas, não Só de todos os generos como especialmente do
:só o' Valle de Japaratuba assuw.r, que
annualtnente exporta em numere superior
...a seis mil caixas. Entretanto. Senhores, este canal com o qual já
se
'tem dispendido a sentina de 51:878-825 reis sendo a de 15:772400
reis pelo cofre geral , e a de 39:1.0.6195 reis pelo .cofre
provincial
17

nem presta ainda a utilidade que seria para desejar, nem compensa
a despeza que CM elle se tem feito.
O canalSanta Mariaassim chamado porque tem por fim ligar
entre si os rios Poxim e Santa Maria , é uma obra que reclama do
vossa parte as mais serias atteN5es. Em consequencia da reseiso
do contracto .celebrado em 5 de Dezembro de 1864 com o commen-
dador Antonio Dias Coelho e Mello , foi esta obra de novo contrac-
tada, em '28 de Junho de 1865 com o Engenheiro' civil Pedro Pereira
de Andrada. Este contracto inteiramente deficiente offerece a cada
momento dilliculdades que a Fresidencia se Vê embaraçada em resol-
viilas. O actual contraclaute apadrinhando-se com a condi 8° de
seu contracto que diz=que o contracto de 5 de Dezembro de 1861
celebrado com o Commendador Antonio Dias Coelho e Mello. ficará
fazendo parte do seu contracto em tudo que Mio estiver em' opposi-
çrto' ás cláusulas e condires preexpostas.--prdende e effectiVamente
tem dirigido o trabalho a seu arbitrio como pela condiçrío 4 dó res-
pectivo contracto de 1864 fúra permittido ao referido c~nendador
Antonio Dias, sem attender que na corrdi-ão segunda do seu contracto
'de .Junho de 1865quando diz, todo o trabalho que fixei' o contrac-
tante até o ultimai= da sobredita obra lhe será pago na razrto
8?385 correspondente a cada braça cubica de excavaurio de terra com-
prehende.ndo O competente esgoto, remoção de terras e preparaçio dos
terrenos que lhe sio relativosse estipula assim o modo pratico do
;trabalho 'ai:afiando se com o arbi trio que pela condiçrio. 4- do. con-
tracto de 1864 se conferio ao referido commendador.
Ora 'se pois como se vê a coniliçrio 4- do contracto de 1864 está
inteiramente em opposiço a condiç'Io 2- preexposta no contracto de
1865, 'porque n'aquella se deixa a livre arbitrio a direcç-zio do ira-
bailio ao passo que nesta se estipula logo''o modo porqne.deve elle ser
feito; é claro que n'úo.pode o actual contractante .prevalecendo-se da con-
diq'zió 83de seu contracto invocar em 3ell favor a condict5o 43 do con-
tracto de 1864 porque ella está em opposiçrio a condiçõo segunda pre-
exposta no seu contracto de 1$65. Entendendo assim, Senhores, na
primeiro pagamento que me foi requerido pelo contractánte de accor-
do com a informa(5o da Thesouraria, e parecer do engenheiro da Pro-
vincia , mandei descontar-lhe e quantia de 3:010-7000 reis correspon-
dente aos esgotos e remos de terras , que dizia o engenheiro riria
estarem feitos. O contracto , alem do mais senhores , encerra na con-
,

diçrw 5a uma clausula nunca existente em contracto algumde semelhante


natureza, e pela qual a Provinda é obrigada a pagar o juro de 10 0/0
de toda. e qualquer quantia que devendo integralmente pagar nos prasos
estipulados assim o no fizer.
Requerendo-me o contractante que no podia na forma da condição
Jia. do seu contracto dar prornptas as duas primeiras secções no práso ali
estipulado por circunstancias independentes de stia vontade, e que fo-
ram allegadas em sua petiçõo a respeito, mandei ouvir a Thesouraria , e
conformando-me com o seu parecer defiri favoravelmente, resolvendo
por acto de 8 de Maio que as duas primeiras secções fossem concluirias ato
Junho de 1867.. Reportando-me em. resumo ao que a respeito. d'este
canal, e seo respectivo contracto disse o meu digno antecessor em seu
relatorio do armo passado limitar-me-hei aqui, entregando a vossa sabia
apreciaç'iío o quanto venho de ponderar-vos, afim de que a respeito resol-
vaes, tendo sempre ni vista O bem da Provinda.
O contracto 28 de Junho de 18135 em sua 6 condkk dispõe
18 --
que' toda a verba annualmente consignada
pelo Ministerio 1a XgiTijrí,i,a,
Commercio e Obras Publicas para auxilio das Obras provindaes
cialmente destinada para indemnisação dos empenhos do mesmoseja espe-
to. Sem querer entrar n'apreciação das rasííes contrac-
que levaram a Presidencia
d'então (a cujas boas intenções faço a devida justiça)
lhante condicção. que considero inconveniente a estabelecer seme-
, entendi dever a respeito
consular ao respectivo Ministro, .que pensando nesta parte
não querendo todavia resolver por si, submetteo o negocio commigo,
ao Conselho
e
d'Estado , respondendo-me que nada a respeito resolvesse
decisão do mesmo conselho. Applicar-se , Senhores, toda sem ulterior
uma só obra, cuja utilidade se não é duvidosa, é todavia
uma verba a
remota com pre-
juiso de todas as outras da provincia, alias mais urgentes, e de mais imune-
diata utilidade como sejão pontes e estradas, é sem duvida
um objecto que
deve-merecer a attenç7io do Governo.
D'esta decisão, pois, que aguardo, depende o
rida verba da segunda secção da obra, depois de pagamento pela refe,
examinada e acceita ,
segundo já me foi requerido pelo contractante.
Com relação ás vias naturaes de communicação tem-as
esta Provincia
em grande quantidade, e só precisão de ser convenientemente
tadas para prestarem a devida utilidade. aprovei-

Continuação do nocivo na rua d'Auvora.


Esta obra que foi autorisada pelo meu digno Antecessor
Fevereiro do anno passado contractada com o Cidadão Joaquimfoi em 3 de
ves Guimarães, que se prop e a fazei-a pelo orçamento dado José Ai:-
genheiro da Provincia na importancia de 3:39200 rs. e hoje já.pe'o En-
se acha
ella concluida, tendo por despacho de 12 de Março
de conformidade
com Qparecer do Engenheiro da Provincia, e informação
ordenado 4 respectivo pagamento. da Thesouraria

Calçada da Thesouraria.Provincial.
Tendo sido autorisados, por um de meus Antecessores,
quencia de representação do Inspector da Tinesouraria, em conse,
os reparos IMOS-
sarios na calçada exterior do edifício em que então funcciona.va
Repartição, e. a uma nova divisão no interior do aquella
mesmo, procedel:-se ao
respectivo orçamento pelo Engenheiro da Província
653-7,310. rs.; mas a Presidencia em 15 de Março do na importancia de
risou somente a obra que fosse indispensavel, para anuo passado auto-
edificio, da qual fora encarregado o Cidadão Joaquim a segurança d'quelle
José Ales Guima-
rães, ,,crastando.-se nella apenas a quantia de 320p110
recebida em duas prestaçõesuma no principio da obra rs., que foi por elle
de ultimada, e por despacho de 31 de Agosto de con ormidade e outra depois
Parecer do Engenheiro, e informação da Thesouraria com o
Provincial.
'Reparos na casa d'Assendblèa Provincial e Capclla
Salvador. de S.

Em. consequencia da requisição do Official -maior


Assembléa Provincial, autorisei em 11 de Junho do da Secretaria da
paros indispensaveis no re4)ectivo edificio que forãoarmo passado, os re-
de 82o000 rs.. cujo pagamento depois, de orçados na quantia
examinada
nheiro da Provinda mandei decimar por despacho a obra pelo Enge-
de 28 de Junho.
'19

Representando- me .0 Reverendo Vigario José Luiz d'Azevedo acerca


da-necessidade de alguns reparos que se tornavão indispensaveis para
maior acceio e decencia em sua respectiva Matriz, que nenhuns recur-
sos tinha para poder levai-os a effeito, concluio pedindo-me corno au-
xilio a quantia de 200,000 rs.; e attendendo as justas ragies Por elle
ponderadas, e depois de ouvir a respeito á Thesouraria Provincial, de
conformidade com o seu parecer mandei por despacho de 11 de Julho
entregar-lhe a referida quantia da qual deveria ,opportunamente bre' star
contas.

Obra do aterro em frente a rua d'Aurora.


Acha,s concluida esta obra desde 14 de Junho do anno passado,
data em que foi aceita pela Provincia , depois de convenientemente
examinada pelo Engenheiro que declarou estar ella regularmente con-
cluida nos Lermos do respectivo contracto.
O contractante requereo-me no mesmo mez de Junho o pagamento
da ultima prestação na importancia de 1:033:333 rs., e bem assim a in-
demnisação do excesso da obra correspondente a 6:200 palmos cubicos
que de mais fizera em conselpiencia da alteração que no respectivo
contracto fizera o Presidente d'enno para o que pedia que se manias-
se medir de novo a obra, afim de verificar-se o excesso allegado. .*

Mandando em data de 15 de Junho ouvir a respeito a Thesouraria,


que opinou em sentido contrario relativamente a indemnisação, mas fa-
voravelmente em relação ao pagamento da ultima prestaçãodeferi .o
seu requerimento quanto a esta ultima parte e indeferi quanto a primeira.
A este meu indeferimento a primeira parte de seu requerimento, re-
plicou o coutractante de novo em Julho e mandando ouvir o Engenhei-
ro da Provincia. e a Thesouraria com audiencia do Procurador Fiscal,
tive em vista da S informaffies dadas e da medição da obra pela qual se
verificou o excesso allegado, de ordenar, o respectivo pagamento na im-
portancia de 575, 000 rs. segundo o orçamento do Engenheiro da Pro-
vinda.

Obra do Aterro da rua d'Aurora.

Esta obra foi contractada com o cidadão José Pinto da Cruz que
pelo respectivo contracto obrigou-se a deitar uma camada de saibro so-
bre o aterro d'aréa da rua d'Aurora, e que tendo requerido o pagamento
da 1.1 Prestação na importancia de réis 1:123-333, por despacho de 21
de Fevereiro e de conformidade com a informação da Thesouraria lhe
mandei' Pagar.
Em data de 29 de Setembro, e depois de previamente ouvir' a res.
peito a Thesouraria concedi ao contractante, que me requereu, nina pro-
rogação- de quatro mezes ao praso de oito estipulado no respectivo con-
tracto.
Ultimamente requereume o mesmo contractante que tendo ultima-
do a obra a mandasse examinar, afim de ser aceita, mas não se achan-
do então na Provincia o respectivo Engenheiro, aguardei a sua chegada,
e em data de "7 do corrente ordenei-lhe que examinasse a referida obra,
. dando-me a respeito o seu parecer, que aguardo para afinal resolver.
20

Ponte do Imperador.,
Esta pont.; assim denominada, na qual tem-se gasto a quantia de
.

réis .8:5135100 e que se acha collneada em frente á Prata de Palacio


.está inteiramente arruinada, segundo \erificou o Engenheiro da Provin-
da no exame águe de ordem minha n'ella procedeu. Julgo necessaria
a Sua reedifica0o, uh só porque é unia obra, que já.pela sua perspecti-
va, 'já pela localidade em qu; está collocada aformosèa «alguma sor-
te a cidade, como mesmo porque é a (mica que nesta capital existe, e
que com mais facilidade se presta para qualquer embarque e desembar,
que. Ma entendo, Senhores, que ainda com mais alguma despeza deve
ella ser feita, senão toda de ferro, ao menos sobre pilares de pedra e cal
com viga= e lastro, de ferro, porque a ser .feita de madeira, como ac-
tualmente esta, em lireve se tornará a arruinar, como a experiencia se
.tem incumbido de demunsirar.
no posso deixar de chamar a vossa ;fitem:rio para o estado mate-
rial desta capital. O. atraso em que, se elle acha reclama de vós as
mais promptas providencias para o seu progressivó desenvolvimenk).
Entre as diversas obras de que ella mais precisa, far-vos hei especial
menção do aterro e abrmoseaniento da Prata de Palacio : é uma obra
indispensavel, e como tal reclamada por todas as razües de conveniencia
publica, de sorte que a não ser o estado dos cofres eu mesmo por mim já
a teria emprehendido. A. Prata de Palacio, como sabeis, Senhores, na
estação invernosa fica intransitavel, torna.se uni perfeito panlano, erijas
aguas estagnadas em seu decrescimento exhalam [nitridos miasmas, corh
prejuizo da salubridade publica.
As relaçiíes commerciaes, que hoje ligam a comarca de ltabaiana a
cidade de Laraugeiras exigem de vós, que doteis estes dois 3Iunicipios
de uma estrada de rodagem, que faeilitando entre elles a communica-
ção vá ao 1111351110 tempo dar maior incremento a lavoura d'aquelle e ao
. eommercio d'este. À importanda que de dia em (lia vai entre as de-
mais da provincia adquirindo a Comarca de ltabaiana especialmente pela
Cuitnra do algoaio, '<pie alli sevac em grande .escala desenvolvendo,
o chnimercio sempre crescente da cidade de Larangeiras tornam pe-
rante vós attendivel esta necessidade, e justilicão qualquer despeza que
com ella se houver de fazer.
Desejando informar vos das necessidades peculiares do cada um
dos Municipios da Provincia, dirigi-me a todas as muniras municipaes,
para que me declarassem gumes as necessidades mais urgentes de seus
Municiplos, e que ião podessern ser remediadas pela deficiencia de
suas respectivas rendas. De todas quantas satisfizeram esta minha eXi-
gencia, uma só no houve que deixasse de reclamar para o seu Mutilei-
pio estradas e pontes, do que pois se concluo Tree esta uma das primei-
ras necessidades .da Provincia dotai-a, pois, de preferencia a tudo d'es-
. tes melhoramentos, e tereis feito uru grande beneficio a vossa Provincia,
As boas estradas na phrase de um grande economista aproximam
os homens entre si, proporcionam-lhes os meios de reciprocamente au-
xiliarem se, 'e concorrerem para o bem commum,
O Governo deve ver sempre fletias os vehiculos de suas ordens e
medidas.. Por .ellas suas disposieííe; se trafismittem , e chegam com
mais presteza e oPportunidade, podendo assim exercer uma superinten-
dencia mais activa nas localidades ainda as mais remotas de seu territo-
rio. Em tempo de guerra o Governo pode com o auxilio de boas estra-
das operar facilmente as inudaueas 'de tropas,fazer chegar com a ne-
gessaria presteza. os soceorros e reforços, viveres e munkries, segudó as
necessidades dos tempos e dos lugares.
A politica emfini, Senhores, e a estrategia exigem o que exige a eco-
nomia politica as melhores vias de communicaçãO possiveis.
Expottlçao pravlacial,
De conformidade com as instrucções que baixaram. com ,a portaria
de .14 de Outubro de 1865, nomeei para dirigir o, serviço. da exposição
urna comrnissão composta dos cidadãos Dr. José Lourenço de Magalhães,
Dr. João Paulo Vieh'à da Silva, Dr. Firmino Rodrigues Vieira, Dr. José
Torquato de Araujo Barros e proprietario José Mathetis Leite Sampaio, e
para representante a. exposição nacional na cOrte ao .cornmendador An-
tonio Dias Coelho e Mello, o .qual pedindo exoneração por molestia tive
por, acto de 27 de Setembro de nomear para substituil-o ao Dr. Firmino
Rodrigues-Vieira.
()Dr. José- Lourenço de Magalhães tendo pedido exoneração. em con-
sequencia de seguir para a Europa foi nomeado em seu lugar.o Dr. Tho-
maz Dio[,To Leopoldo. . .

Por acto de 9 -de. Junho nomeei mais commissões parciaes para


diversas localidades da .ProVineiá, tendo já anteriormente dirigido,me
Por circular a todos osproprletarios da Provincia.
Designeio dia 27 de Agosto para a abertura da exposição, .que .elfec-
tiyamente teve lugar nesse dia, com toda. a pompa e .brilhantismo compa-
tíveis com as circurnstancias actuaes da Provinda, e .posso assegurar,7
vos, Senhores, que se 'Provinda de Sergipe não rivalisou em gosto e
perfeição com as principaes dó Imperio não ficou muito aquera. d'ellas,,
quando principalmente considerar-se que foi- esta-a primeira - vez que:teVe
de expor os seus. productos. . .

Segundo consta dos jornaes que occuparam-sé com esta festa da


intelligeneia e do ' trabalho, a casa da exposição foi frequentada no 'dia
de sua abertura por mais de mil e duzentas pessoas.
. -.0 nprnero dos .productos expostos subio-a 480 e .destes os que se-
guiram para a côrte a figurar na exposição nacional ah i .oc.cuparam lu-
gar distpcto.

Aposentadorias e jubilaTaes.
De conformidade com a nsolução. 1). 7.56 de,24 de Fevereiro de,
1866 .aposentei por acto de 1.0 de Março do mesmo -anno. o continuo da
Secretaria da Presidencia 'Antonio Simões de Freitas ..corn: o ;Vencimento,
annual. de 562:..,000 rs:
Em virtude da Resolução n. 748 do 4.° ,de:Feyereiro :de ;1866 jubilei
por acto de 13 do mesmo mez e armo os Professores do ensino: primario:
Antonio: Rodrigues de Loureiro Fraga, da cidade de Márohn e João Ribeiro
Pereira da Cunha, de 'Villa Nova, aquelle com ordenado proporcional. e.
este com, ordenado por inteiro por contar, mais de 20annos de serviço.
. Poracto
. .de 14 de Julho de 1866, e de conformidade com o parecer
.

da Thesouraria a qual a respeito ouvi, appzentei .0 continuo d'aquella.


Repartição *Jacintlio Rodrigues da Fonseca que perante esta presidencia
provou mais de trinta annos de serviço, além de impossibilidade physica
de continuar a exercer aquelle logatc;
,E' por demais elevada, em VI§iá das rendas da Provincia, a cifra
30:805023 rs. que já no Orçamento vigente figura dispendida COM
.
«MN, 12.;) ^""

essa classe de empregados. ,Chamo a vossa particular attenção sobre este


ponto no intuito de coarctardes semelhante despeza, que não guardando a
.menor regra de 'proporção entre as demais Provincias do Imperio, e
crescendo sempre em uma progressão ascendente, preciza por isso de ser
'regulada de um modo conveniente e justo.
E' mister, Senhores, que nos convençamos que as aposentadorias,
,no espirito da lei que as permitte, são a recompensa dada aos servidores
'do Estado, quando eles se achão em estado de lhe não poder mais pres-
tar seus bons serviços, e que conseguintemente não se as deve baratear
,aos mãos funecionaricis porquê assim irialhos recompensai-os em vez de
?punil-os pelas suas faltas e -crimes.
-Á lróvincia resente-se da falta de uma boa lei de aposentadorias
:por que .as quê actualmente existem são tantas e tão deficientes, que con-
fundindo-se em suas disposições, torn5e-se senão inexequiveis, ao menos
em sua execução; é mister, Senhores, que estudando bem ; esta
materia refundaes em uma 'todas essas leis por tal modo que evitando o
abuso, nem autoriseis o arbitrio, nem prejudiqueis o direito de quem
quer que o tenha, o que principalmente podereis conseguir estabeleceu-
' do com precisão os cazos e a forma que podem ter logar as aposentadorias.
E' a 'tal respeito que vos cumpre legislar, Senhores, de conformidade
com os artigos 10 e 11 do Acto A.ddicional, em cujas disposições nenhu-
ma attribuição ha pela qual possão as assembléas Provinciaes decretrar
por si aposentadorias annultd-as ou approval-as , como expressamente
tem sido decidido pelos Avisos de 22 de julho e 9 de novembro de 1843
e de 15 de Janeiro e 30 de Agosto de 1844.
A aposentadoria é um acto meramente administrativo da privativa
competencia do Poder Executivó ; e que nada tem de Legislativo. is at-
tribuições legislativas das .A.ssembleas Provinciaes estão expressamente
consignadas nas disposições dos artigos 9, 10 e 11 do Acto Addicional.

Secretaria do Governo.
A. Secretaria marcha regular e satisfactoriamente sob a direcção .do
digno e zelozo Secretario Bacharel Cypriatto de Almeida Sebrão que tendo
sido nomeado por carta Imperial de 23 de Dezembro .de 1865, entrou
no respectivo exercicio no dia 1.-de Fevereiro de 1866.
Esta :repartição é ainda regida pelo Regulamento n.° 10 de 20 de A-
gosto de 186.2 , .que a experiencia vai demonstrando como deficiente, e
assim precisando de Ser em parte reformado.
O seu pessoal consta, além do Secretario, de 3 secções tendo cada
lima delias um Chefe, um Oficial e UM Amanuense: tem mais uni Por-
teiro , um Continuo, um Correio , e dons Collaboradores. sendo uni dei-
Jes pela Presideneia d'então, e o outro em virtude do art. 27 da
Resolução n 766 de 20 de Março de 1866:
O Archivo .que desde 1852 não passava d'uin acervo de papeis
sem ordem, do que provinha dificuldades ao serviço da repartição, acha-
se hoje mediante os esforços do digno Secretario methodicamente orriani-
.sado , guardando-se na classificação dos .papeis a necessaria ordem :hro-
nologica, relativamente aos diversos ramos do serviço publico.

44~~,1'.I1ILcalit,
Wse;..12W,221a1
Por acto de 3 de Março de 1866 nomeei para o lugar de continuo
a Manoel Vicente de Souza, que então servia de correio , e para o hirtar
de correio ao. cidadão José d'Aununciação 'Pereira Leite.
Tendo pedido c obtido sua exoneraeão o Dr. José João de Araujo
Lima, então chefe da I. secção, passei por, acto de 9 de Junho para esta
o chefe da 3 .° seeeão José ConstiLuino nomeando po iacto da mesma
data para o lugar deste o cidadão José Diniz Villas-béas,que se achava pres-
tando serviços corno collaborador, , e que já tinha exercido o lugar de chefe
da L' secção de que fora anteriormente exonerado.; nomeando então por
força da itsolução n.° 766 de '20 de Março de .1806 para continuar no
serviços de eollaborador o cidadão Luiz Gonçalves Pedreira França.
Durante o armo' de .1806 expedirão-se pela Secretaria 8675 'onicios.
sendo pela .1.° Secção 3:916pela 2.a :3:341e pela 3.'
comprehendendo-se nesta cifra muitos outros trabalhos como Sei50 re-
ilacção de Leis Provinciaes, Registros, Notas, e cargas de Protocolo, COpias,
£artas particulares, inappas, folhas, relações, modelos, certidões e etc.
eseripturação está em dia e os empregados em geral alem do
seu bom procedimento, procurão bem cumprir com seus deveres.
Bibliotlacca Publica.
Bibliotheca que retirada da casa d'Assemblé.a por acto de 4 ib; Ja-
'neiro de 1862 acha-se actualmente em uma das saltas da Secretaria da,
Presidencia, contem ainda 840 volumes, em sua maior parte arruinados
pelas traças e precisando quasi todos de ser encadernados. Ha muitas
obras truncadas. d'entre cilas algumas importantes. A diferença entre o
numero actual de volumes, e o de 987 apresentado pelo meu Antecessor
em seu llelatorio do anuo passado, provem, segundo informa a Secreta-
ria, do estado de ruma ein que se achão essas obras que constituem a
diferença, attento o qual nem devem mais figurara'. em uni cathalogo,
nem podem conservar-se em Estantes, existindo aliás -todos em caixões.
No estado actual em que se acha .a BibliotheCa, entendo Senis., que;
ou deveis autorisar a sua venda em hasta publica, recolhendo-se o seu.
producto a Thesouraria, ou então devereis decretar quantia sufficiente
'não só para sua 'conservação e encadernação de livros, como mesmo para
.a compra e assignatura annual de obras e Jornae§ interessantes.
Só assim poderá aProvincia auferir as vantagens de um estabele-
cimente désta ordem, (pie poderá por ora continuar a funccionar na mes-
ma salla em que se acha, mediante regulamento dado pelo Governo e
sob a direcção de dois empregados, um dos gimes poderá ser tirado da
vossa Secretaria no intervallo das sessões, ambos com alguma gratificação..
Salubridade Publica.
O estado sanitario da Proyincia durante o anua que findou, não
lhe foi desfavoravel , porque se.. em algumas localidades a variola,
.posto que. com caracter benigno, se déSenvolveo epidemicamente ; to-
davia os seus efeitos não furão taes que trouxessem o desanimo à
população, nem que por cites se possa considerar, como. não lison-
geiro: 'o estado da salubridade .publica da Provineia em sua maioria.
As molestias que mais reinarão durante o referido .anno sewind:0
informa o digno zelozo Inspector de _sande publica, forão a vario-
Ia as affeceões cutaneas com espe.çbli3O.ad,e as sarnas que se toritarã4)
pertinazesas febres intermittentes posto -que. não. tão frequentes como
em annos anterioresas coryzasbrondites , pneumonias.: e Ioda sorte
de - affecções catharraes, que mais predominarão na estação inve.rnoza.
!A

À. varlola que dentre .aa referidas molestifts foi a que cem maior
intensidade se desenvolveo, accomnaetteo de .preferencia a esta cidade,
as aidades de São ChristoarioLarangeirasEstancia e a Villa de Ita-'
poranga, calculando-se em quatrocentos, ,pouco mais ou menos, o nu-
mero de victimas que fez.
proporção que as noticias do mal ião chegando ao meu co-
nhecimento, ia igualmente applicando-lhe o remedio que estava na
esphera de minhas atiribuições.Foi assim que por duas vezes fiz se-
guir para a cidade de São Chistovão o Dr. Inspector de saude para
examinar o estado sanitario da cidade, applicando-lhe logo os reme.
dios que julgasse conveniente para fazer senão desapparecer o mal,
ao menos minoral-o; e aos pobres d'aquella cidade mandei fornecer os ne-
cessarios soccorros prescriptos, e requisitados pelo referido Dr:
Para a cidade de Larangeiras , e logo que d'ali me communi-
carão a apparição da variola tambem seguio de ordem minha o mes-
mo Dr. Inspector de saude, que, depois de examinar o estado sani-
tarjo da cidade, e vizitar os affectados do mal, informou me que os
socorros publicas não se fazião ainda ali necessarios.
As classes indigentes desta capital, e da cidade da Estancia Lam-
bem forão soccorridas pelo Governo.
A- despeza com todos os ,soccorros prestados durante a epidemia
da variola montou a 757;a480 reis, segundo informa a Thesouraria .de
Fazenda.
A variola, diz o Inspector de saude publica, manifestou-se ainda,
se bem que sporadicamente no Rozario , Santo Amaro, Capella, Logba
Vermelha. Itabaianinha , Campo do Brito, ltabaiana, Divina Pastora,
Lagarto, Riachão e Soccorro, fazendo nestas localidades 33 a 35 victimas.
estado sanitario desta capital, se não foi tão lisongeiro, como
(seria para desejar, attentas algumas molestias que nela reinarão, toda-
tia não se pode 'considerar desfavoravel aos seus habitantes que sem-
re se conservarão em seus habituaes trabalhos.
As molestias que mais a invadirão durante o anno farão as ca.
ryzas, bronchites e catarrhos pulmonares,as erupções culaneas,as
malignas, ophtalmias , gastrites, diarrheas e finalmente à variola que
desde 1865 foi sorrateiramente atacando já a um, já a outro, ceifando,
apezar da lentidão de sua marcha, e benignidade de sua indole, desoito
vidas,fatal tributo que merecidamente paga a classe ignorante da so-
ciedade, a qual, corno pensa o Inspector dé saude, não é ainda dado
attingir o effeito pophylatico da vaccina. Este numero, reunido ao que
resultou da .totalidade das atracções que variadamente se manifestarão,
fer subir o obituario da capital a 186 mortos,sendo 87 de .sexo mascu-
lino, e 99 do feminino, sendo para notar que, d'aquelle numero total, 83
:não tivessem ainda excedido a idade de dois annos.
digno Inspector da sande publica em seu relatório que .vai
annexo, propõe diversas medidas sanitarias aconselhadas pelos princi-
,pios de Higiene ; pede a dessecação dos pantanos , o asseio e limpeza
da cidade, o esgotamento das aguas estagnadas que existem mesmo
dentro da capital, o melhoramento d'agua potavel e finalmente um
meio qualquer que a vossa sabedoria vos puder ministrar, afim de or
a vaccina, possa ser propagada pela população, livre dos embaraços
ketaalmenta encontra.
Do mappa junto sob n.° 9 vereis o numero dos vaccinados du
ante o-anuo decorrido do 1.° de Julho de 4865 ao ultimo de Junho
liegtreac4:1-4 rtablica
. A. educação publica , e geral da Nação é sem duvida o primeiro
objecto que deve merecer a attenção do Governo, porque só illustrando
a Na00 com os verdadeiros conhecimentos dos deveres do homem
que a pode não só fazer feliz por si mesma com a acquisição dos ver-
dadeiros interesses, como mesmo é este o modo e mais seguro meio de
contar-se com a segurança do throno firme e solide sobre o amor dos
povos sem nunca balancear sobre os eixos da escravidão, ou do des-
potismo é só por meio d'urna boa educação publica, que -se pode
extinguir o fanatismo e a superstição sem tocar na opposta meta da
libertinagem e impiedade, que corrompe os costumes e perverte o es-
pinto; no que sempre haverá perigo, urna vez que a mocidade não for
bem educada; porque a ex.periencia nos tem mostrado , e a razão* o
persuade, que os homens deixados sem educação as leis da natui.eza ,
ou cabem no primeiro excesso, ou correndo qua.es desbocados brutos,
a quem não rege a mão do destro e habil cavalheiro se .precipitam
no ultimo abysmo ; e ou se confunde a religião eorn .a .cega su-
perstição que a deshonra, com o fanatismo que a perverte, od com 'a
libertinagem que a desacredita; ou cora a impiedade que a aniquilla.
E' neste caso , Senhores, em que estaria a Inglaterra passando do fa-
natismo para a libertinagem , e impiedade que lhe succedeo .quando
no reinado de Eduardo VI Sommerset se propoz a estabelecer o pro-
testantismO, se não tivesse a felicidade de apparecer n'aquelle tempo
os dous grandes philosophos.Boyle e Newton que resistiram com as- de-
nodadas forças de seus escriptos e a persuasiva voz de seu exemplo
á torrente immensa de impiedades. Isto prova o quanto é feliz. uma
1.Nação instruida.
À sociedade real delondres, instituida por Carlos 11. tão, famo-
,

sa -pelos seus trabalhos, e pelos sabios, que a si recaio; a instituição


das escholas , em todas as Freguezia.s no Governo da. Rainha Anna .
.

muito mais digna sem duvida .alguma do throno do :que a chama-


da Grandelzabel, a quem nunca imitou nem no despotismo . nem
em usurpar direitos arbitrarios da realeza: a aquellas sabias institui-
ç'ões de educação publica è sem duvida que a Gran-Bretanha deve- a
constituição d'um Governo, do qual se admira o debuxo 'no espirito
das leis de Montesquieu. liv. 11, cap. 6."
O genio sublime que gravou o tal desenho e pintura desenvolve e
repara com finos e bem aparados pinceis o assombrado de todas as co-
res, e mostrando as vantagens desta instituição politica a 'representa
corno uma obra prima da legislação humana.
Não ha duvida, Senhores, que a instrucção primaria é a base de
todo o edifício scientifico ; que da difusão das escholas primarias me-
diante um plano sabiamente combinado e uniformemente executado
resultará imensas vantagens quer para os individuos em relação aos
conhecimentos que adquirem, quer mesmo para o estado em relação
as garantias de estabilidade e unidade nacional. Mas de nada va-
lerão as escholas, sem os bons mestres, porque a importancia e pro-
ficuidade de uma . eschola está sempre na razão directa do valor pes--
soal do Professor. E' mister por tanto que os Professores sejam pre-
via e sabiamente preparados, para que no exercicio de Mia nobre e
importante missão possam prestar a sociedade ás beneficies á- 'que
tem direito, e assim corresponder a espectativa dos paes que ;lhes en-.
tregam o ensino e eduezteão de seus filhos.. Sem uma educação . pois
regular e apropriada não poderemos ter jamais bons Professores, por
que para sèl-o não basta somente ser instruido nas rnaterias do en-
sino:é mister consultar-lhe a vocação. e desenvolvel-a; é mister fa-
:zer-lhes adquirir o habito de transmittir ; é mister emfim que o pro-
itessor saiba ensinar, porque o mais instruido, nem sempre é o melhor
:Professor. Mas essa educação, Senhores, só a podem ter os Profes-
sores nas escholas normaes: õ. Delias que se formam os bons mestres,
de sorte -que se as pode considerar como Academia do Professorato.
Mas essas escholas que tiveram sua origem n'Allemanha, verdadeiro
centro da pedagogia, e que alli datam do meado dos eculo XVIII,
não 'tem produzido entre nós aquelles fructos que era de esperar de
tão hella instituição. *Não é porem isto um defeito inherente a sua
natureza, não : são antes os ensaios mal dirigidos e a falta de pes-
soal habilitado para dirigir instituições de tal ordem.
A Provincia de Minas foi ,a primeira no Brasil que decretou a
creação d'urna cschola normal; segui° se lhe a do Rio de Janeiro.,
Bahia e S. Paulo ; mas de todas estas, que me conste, só a da Ba-
hia, posto que-longe de chegar a sua verdadeira perfeição, é todavia
a que mais tem. aproveitado; porque a Bahia antes de tudo procu-
rou mandar a França dois moços intelligentes para estudarem, e pre-
pararem-se nas materias que tinham de leccionar na eschola normal,
da qual deveriam ser Professores. Não vos aconselharei por ora a
creação de escholas normaes na Provincia, porque entendo que é pre-
ferirei não tel-as , a possuil-as mal montadas e dirigidas sem utilidade
e proveito que .possam compensar as despezas que se houverem de
fazer com sua .creação.
Não obstante reconhecer que a instrucção publica na Provincia
caminha lentainente, e de um modo pouco proveitoso, todavia, atten-
dendo.. ao estado actual dos cofres, e vendo mesmo que qualquer re-
forma:emprehendida neste sentido traria sem duvida grande augmen-
to de despezas,. julguei conveniente não usar cl'autorisação que para isso
Me foi conferida pelo artigo 1:° da lei n.° 723 de 29 de Abril de 1865.
O regulamento do L° de Setembro de 1858 resente-se de fal
tas e lacunas que reclamam opportunamente rompta reforMa. No
acanhado espaço de um relatorio, não me é dado aprecial-as e discu-
'til-as corno convinha. Notarei de passagem a disposição do artigo 33,
-que manda supprirnir as cadeiras que pelo prazo de trez mezes não
forem frequentadas por vinte alumnos.
Semelhante disposição, Senhores', transpondo os limites do justo,
converte-se na mais clamarosa iniquidade. Fazer o Professor respon-
Savel por uma culpa que elle a não tem: tomai-o réo de um crime
.para o qual elle nem indirectamente concorreu ; sugeital o a uma
pena immerecida porque a tanto importa a perda de sua cadeira,
eis a doctrina consignada no artigo supracitado. O cidadão que me-
diante previo e publico concurso apresenta as provas de suas habili-
tações para o, exercicio do Magisterio, tem adquirido um direito a ca-
deira em que é provido,direito do qual não pode ser esbulhado se-
não mediante previo processo, e por crimes, para os quaes as leis
criminaes em 'vigor tenham imposto a pena de perda do emprego.
Mas , Senhores, todos os :males tem sempre uma causa mais re
mota d'onde trazem sua origem: o mal, por tanto, da pouca frequen-
,cia das aulas não está no Professor quando elle é fiel cumpridor de
seus deveres ; o mal está ria creação de cadeiras em localidades
,I,tue não se acham nas condil.ries de pussuil-as.
'Haja Mais' cuida& rociirese calcular aproXimadamente a po-
pulação d'inna á outra localidade, antes de 'dotal'-a' com 'urna' cadei-
ra, a ver Se ella offerece um numero d'alumnos tal que' compense
ás despezas que se tem de fazer com a. sua creação , e então des-
ápparecerá o inconveniente que se teye em vista evitar *com a dis.
posição do citado- artigo 3:3;--: mas uma vez creada e provida, não sé
queira. por .tal geito e em tão curto espaço de tempo nulificar 'uma
lei , tirando-lhe assim um dos seus mais bellós caracteres a SUN esta-
bilidade.
Não é, pois, uma culpa que se possa imputar aos Professores, Se-
nhores, o terem enes poucos meninos. Recordo-me do que a tal
reSpeito a historia antiga refere de Socrates, que vendo .abando-
fiada á propria aula por seus alumnos, ficando apenas Platão,disse
Platão é para mim suficiente ouvinte.
O celebre Philologo da Italia Mureto se, queixa nas Suas obraS
de que as vezes elle, e outros 'Professores ficavam solitarios naS ca-
deiras.: Soli ira ardis" relinquanuir Conta se que o Summo Pontificé
Leão X restaurador das lettras -na Europa e protect..r dos Profes:
sores da Grecia, que *se réfugiatárn. em Roma fundando nessa capi-
tal uma Universidade de cem cadeiras,dizia que receiava ter me-
'JOS diScipulos que mestres. *Já vedes, por tanto, que não é uma fal-
tá dos Professores' zelosos no cumprimento de seus; deveres, o te-
rem poucos meninos. E se não é 'uma falta, 'como demonstrado fica,
não ha razão que justifique a pena, que se lhe, da perda dó
. .

seu emprego.
O Professorato é um' quasi sacerdocio ria sociedade: tem suas
regras, tem praticas suas, tem habitos proprios. UM* Professor, Se-
nhores, é um funccionario de alta importancia e que. 11.0s deve -me-
recer toda consideração. Sã.o eles que recebem os corações verdes e
infantis, que, como se exprime latir sabio moralista, são paginas bran-
cas e limpas onde pudemos escrever -o que quiierMos., para com a,
instrucção marcar-lhes o seu destino- social. São finalmente esses no-
bres funccionarios, que contribuem para a formação &is bóns magis-
trados, dos 'bons empregados , e dos cidadãos prestantes e uteis a.
sua Patria.
' Cerque-se o Professorato das garantias necessarias para collocar-
se em sua verdadeira altura ; procure-se, a .parte as consideraçães
pessoaes, homens habilitados e de -vocação pára o Magisterio; dè-se
aos Professores Um ordenado .correspondente ao seu assiduo e atura-
do trabalha, que na phrase de Nicoláo Tolentirio; é um purgatorio
diario;haja sobre elleS rigorosa inspeCção ;. systernatize-se emfiin re-
gularmente a instrucção, e ela.- attingirá ha Provincla o seu verila
deiro fim.
O regulamento estabelece ainda duas clasSes Professores:Pro-
fessores por 'contracto, como se. vé da disposição 'do- artigo 32, e Pro-
fessores por concurso. Cofesso-vos, Senhores. que não enxergo .ame-
nor utilidade em semelhante classificação., que até Certo .ponto con-
sidero como um abuso introdusido no. ensino ; aterá 'de contradicto-
ria com a disposição do artigo -80, que exige Corno. condições para se
poder .ser Professor, alem de outras,moralidade e capacidade professio-
nal, provadas na, forma dos artigos 82 e 85, ao passo qiie..por aquele
artigo permitte-se o contracto' para Professor de. meninos 'pobres: fora:
d'estas condições.Pois- por ventura estarão os obres.; .relativarnente a
instrucção, em peiores condiçães do que es abastado: é ricos'? l Por
428

certo que não diante da constituição do Imperio, que sém distincção


garante, a todos a instrucçãó primaria. Semelhante disposição, por
tanto, vem abrir as pertas ao favoretismo, que dominará sempre em
taes nomeações; porque , Senhores, ou o individuo que se destina ao
Professorato tem as liabilitaeões necessarias, e não receará de vir em
concurso apresental-as, para, mediante elle, obter o provimento de
uma cadeira, ou as não tem; e então tambem não deve ser contracta,
do. Isto, posto, temos que os professores contractados serão sempre
pre os peiores, serão sempre os menos habilitados. E pois, quando se
trata de instrucção publica, qu3 deve sempre merecer os maiores cui-
dados dos Governos, cumpre procurar os meios mais apropriados
afim de que ella seja dada pelo modo mais regular e conveniente; por
que, Senhores, confiar á mãos inbabeis a educação da mocidade, que
tanto interessa a sociedade, seria baratear muito um objecto de tan
to apreço, seria em fim deitar correr a revelia o futuro de nossos ti-
lhos, do qual nos corre o dever de curar Como ultimo remate a obra,
de que somos autores.
Vagando o lugar de Inspector Geral da Instrucção Publica, em con-
sequencia da exoner,ção que pe,dio e obteve o Doutor Candido Augus-
to Pereira .Franco, que então o exercia, nomeei por acto de 9 de Ju-
nho do anno passado para aquelle lugar o Doutor José João de Araujo'
Lima, que pedira exone. ação de Chefe da 1' Secção da Secretaria, e
que até boje 'tem com todo zelo e dedicação desempenhado d'um
modo satiSfactorio as respectivas funcções.
Existem em toda a Provincia 100 aulas, sendo 86 publicas e LÁ
particulares. Destas 14quatro pertencem a inst.ucção secundaria
guàtro ao ensino primario do sexo masculino, e seis ao do sexo femi-
nino.
Das 86 publicas, 43 são do ensino primario do sexo masculino,
33 do Sexo feminino, e 6 pertencem a instrucção secundaria.
Das 86 escholas publicas, 75 são regidas por Professores effecti-
vos , e 11 por Professores contractados. Destas 11, pertencem 8 ao
sexo masculino e 3 ao sexo feminino.
O numero de alumnos e alnmnas que durante o anno de 1866
frequentarão as aulas da Provincia, sua assiduidade e aproveitamento,
vereis do relatorio que me foi apresentado pelo digno Inspector da
Instrucção Publica, e que TOS será destribuido.
O pessoal encarregado da instrucção primaria na Provincia, segun-
do informa o Inspector da Instrucção Publica, não é em geral tão-
bem pre,parado como convinha. A causa que á isto dá lugar attribue-a
elle aos pequenos ordenados que actualmente percebem os Professo-
res; mas alem desta cauza, Senhores, entendo eu que algumas ou-
tras concorrem, como já vos fiz ver, paia que o Professorato na Pro-
vinda não esteja ainda no grão de habilitações que seria para desejar.
Como meio de obviar a este inconveniente, attenta a deficiencia
dos cofres, propõe o digno Inspector que se arbitra uma gratificação
annual a todo o Professor que, em proporção dos aluamos que fre-
quentarem a sua aula, apresentar no fim do anno promptos nas mate-
rias do ensino, à juizo de examinadores, um numero dado de alumes,
que lhe será previamente fixado. Seria isto um estimulo que muito
aproveitaria a instrucção primaria.
A verba de 1:000..,000 réis, que annualmente votaes para utensi-
lios das aulas, é insufficiente, segundo informa o respectivo Inspe ter,
para fazer face ás despelas que com enes SG tem de fazer. Mobilia ,
eaza, compendies, tinta e pcipe,l, que pelo' regulamento actual da Ins-
trucção 'publica ficou a cargo 'da Provinda fornecQr aos Profesores
não tem sido possivel fornecer-se pela insufficiencia da verba. E' mis-
ter que babiliteis ás Gamaras Manicipaes com os necessarios meios
para prestarem às aulas do ensino primario o auxilio a que sio obri-
gadas pelo artigo 7.° da lei. do 1" de Outubro de 1828, visto que á is-
so quasi todas se 'tegão por falia da competente autorisação em seus
respectivos orearnentos.
O digno *Inspector da Instrucção Publica propõe ainda em seu
relatorio algumas outras medidas tendentes ao melhoramento da Ins-
trucção, e que serão por vós devidamente apreciadas para a respeito
resolverdes, como mais conveniente julgardes, tendo, porem , sempre
em vista o estado .financeiro PrOYineia.

Inapreania da Provincia
Autorisado pelas Leis n.°3 520 de 3 de Julho de 1858 e 603 de.
11 de Maio de 1860, supprimi a Typographia Provincial do Correio
Sergipense, - e, de conformidade com das, contractei em 19 de Março
como o -hábil e intelligente Bacharel José Fiel de Jesus Leite o esta-
belecimento typographico, que a devia substituir.
Ássim procedendo tive em vista o melhoramento da imprensa na
Provincia-, a economia e boa applicação dos dinheiros publicos que
se não devem gastar inutilmente em proveito de particulares.
Sem contestar a utilidade 'em geral da imprensa, que na phrase
do Snr. Bellan Varrenes é a artilharia do pensamento , devo todavia
dizer-vos que ...a imprensa nesta Provrncia tal qual a encontrei, collo-
cada abaixo de sua verdadeira altura, nem attingia ao seu fim, nem
prestava a menor utilidade. .

À. extiacta Typographia Provincial, onerada d'um immenso pes-


soal, e com pretenções de Repartição publica,- no n satisfazia as vistas
do Governo, nem preenchia as suas obrigações.
O Córreio Sergipense,jornal que nella se pabliclva, limitava-se a
meros annuncios e a publicação do expediente que andava sempre com
um e dois mezes de atraso. A. administração pouco zeloza d'aquella
-

officina, ao mito estado de seus typos e prelos, e a falta de methodo


e regularidade no trabalho, que só ali tinha lugar das O horas da ma-
nWt ãs 3 da tarde, erílo sem duvida as ninas que produzirio taes -ef-
effeitos. O contractante continúa a desempenhar as obrigações a que
se sugeitou pelo contracto, que encontrareis annexo sob n. 10.
O Jornal que se publica. na nova typograpbia vai interessando
a todos em sua leitura , quer pela nitidez de seus typos, quer pelos
variados assumptos, de que se oceupa.
Culto publico.
Existem na Provincia 30 Fregaozias todas providas de Vigarios
coitados. Actualmente estão sendo parochiadas por vigarios cucou',
mendados. as Frt:.guezias de Divina Pastora e Santo Amaro, por se acha
rem doentes os seus respectivos igarios, e bem assim a da Estancia
por 'haver fallecido o - respectivo vigario. Existem mais quatro Arcy-
prestes, que são Delegados de S. Ex.° 11\111 a
Todas estas Matrizes prec,izão mais Ou menos de concertos
e reparos. Para algumas (relias votastes consignações na lei n. 766
de '20 de Março do armo passado; - mas .o estado dos cofres Proviu-
ciaes 11710 permittio que. desse as quantias votadas a applicação a

que as 1-4,istinastus. Entendo, Senhores, que é mais prudente e econo-


mico votar-se uma si) quantia, deixando-a ao arbitrio da Presidenc ia
applical-a a urna ou outra 'Matriz, que mais precizar coritanto que os
seus reparos e concertos fiquem de todo acabados, do que distribu-
ir,se por todas pequenas quantias que se gastão em pura perda, e
sem utilidade alguma, pois que não chegando muitas vezes para ultima-
rem-se as . obras, tem ellas de ficar paralisadas, sugeitas assim á acção
do tempo , que necessariamente as deteriorará. Por tal forma não
serão por certo reparadas completamente em um sã anno - todas as
Matrizes da Provinda; mas ao menos ficarão de todo acabadas aquellas
para as quites chegarem os recursos dos cofres : as demais irão
assim sendo proporcionalmente concertadas. Este systema é sem du-
vida melhor do que emprehender-se ao mesmo tempo o reparo de
Iodas, deixando de completar-se as respectivas obras pela insufficien-
ciá dos meios.
Existem na Provineia dois .11fissionarios subvencionados, vencendo
cada um a quantia de t5Ok-000 reis, e que vão prestando valiozos
serviços no exercicio do seu iniuisterio. Continuando em suas prega-
çães pelos diversos pontos da Provincia, cites vão infiltrando no ani-
mo dos povos as verdades do .Christianismo, adoçando os costumes, e
assim chamando ao gremio da Igreja Catholiea aquelles, aos quaes a
ignorancia ou incredulidade deita os afastava. Tecia levantado, me-
diante o concurso dos povos, que chainão a si, importantes Templos,
segundo me consta, e proseguern na edificação e reedilicação de outros.
Os actos religiosos nesta Capital ainda coatinuão ã celebrar-se na
pequena, mas decente capella de S. Salvador.
A. obra da nova e projectada Matriz de Nossa Senhora da Con-
ceição, que por contracto se achava à. cargo do Engenheiro Civil
Pedro Pereira de Andrada, e na qual já se ha gasto a não pequena
quantia de 35:192.1.95 reis, estando de ha muito paralisada por falta
do auxilio dos cofres publicos, e porque o contractante não tendo ca-
pitaes proprios para empatar, ia fazendo a obra à proporção dos di-
nheiros que ia recebendo, nem preenchia o fim que se teve em vista
.na factura do contracto, nem prestava a menor utilidade publica.
Nestas circunstancias, pois, attendendo que por tal torna tarde
ou nunca seria esta 'capital dotada com uma Matriz; attendendo mais
a somma que já, n'ella se ha gasto, quando a obra pode ainda di
.zer em seus alicerces, resolvi, por acto de 23 de abril de 1866, res-
cindir o contracto como inutil e prejudicial aos interesses da Provincia.
Pretendia encarregar dessa obra a um dos dois Missionarios subven-
cionados; más-tendo-se-me o Reverendo Vigario oferecido para encarre-
:gar-se d'administração della, julguei coaveniente aproveitar-me do seu
offerecimento, .logo que o pernfittão as circuustaucias e o estado dos cofres.

Estabelecimentos Pios.
HOSPITAL DE CARIDADE DE IN. S. DA CONCEIr;AO DO ARACAJU'.

A sua receita durante o armo Administrativo findo de IS% foi de


6:905701 rs. , que com o saldo anterior de 10:317393 rs. eleva-se a
17:223094. rs.
A despesa efectuada durante o mesmo anno foi de 7:014'.400 rs.
:11

Comparada a receita com a despesa, vi;-se que resulta, elfl faVOr 1111 Hospi-
tal um saldo de 10:2087,569i rs,
A. origem e importancia de cada um art;go de receita , a, natureza e
importancia de cada urna verba de despeza, vereis do halzun;o anexo sob
n.o
Durante o referido armo forão recebidos e tratados no mesmo Hospi-
tal 226 doentes, sendo 138 homens e 88 mulheres que unidos ao numero
de 11, que passarão do anuo de 1865, prefazem o total de 237, figurando
neste numero praças do Corpo de Policia.
Dos referidos doentes sahirão curados 115 homens, inclusive 38 sol-
dados de Policia e 64 mulheres, furão despedidos por não quererem es-
perar pelo curativo 7 homens e 13 mulheres, c entrarão para o. corrente
anuo 8 Immens, inclusive um soldado, e mais 4 mulheres, corno melhor
vereis dos mappas annexos sob n.°' 12 e 13.
A commissão no relatorio que me apresentou, lamenta a exiguidade
da receita do Hospital, cujo patrimonio Corista apenas de 10.00(000 rs.
depositados na Thesouraria Provincial, e com a qual não pode fazer face
despezas, attento o crescido numero de enfermos que de todos os pon-
tos da Provinda Procurão recolher-se a elle, e pede.vos algum augmento
na consignação,que annualmente volaes em favor (Tm uelle estabelecimento.
.
Renova ainda o pedido, que o anuo passado vos fez, d'um emprestnuo
para poder levar a efreito uma cazzt de mercado que projecta fazer em
um terreno doado ao Hospital pelo Barão de Maroini. A. commissão
calcula que semelhante obra será uma .fonte de renda para o mesmo
Hospital, e com a qual muito poderá augmentar a sua reeeita.
Entendo, Senhores, que deveis prestar .Lodo o auxilio possivel a um
estabelecimento que tão util se torna para a humanidade desv41ida, e que
se o estalo dos cofres comportarem o emprestimo pedido, devel-o.heis
decretar.
Informa a como-fissão que nenhum facto notavel se deo no Hospital
que valha apena notar-se, e que, a excepção de urna desharmonia entre
o enfermeiro e um servente, que foi despedido a seu pedido, tudo mais
corre° regularmente.
O CenUterio de N. S. da Conceição, que por acto da Presidencia de
1.2 de Fevereiro d..; 1862, foi posto como uni beneficio á cargo da Admi-
nistração do Hospital, não tem correspondido ao rim que teve em vista (-)
Governo, porque lhe tem trazido mais despezas do que lucros , e a sua
receita é sempre inferior as despezas que com elle se fazem.
Do mappa sob n.° 14 vereis o numero de cadaveres que mine forão
sepultados durante o anuo de 1866.
O pessoal empregado .no Hospital consta de um medico, que bem
preenche os seus deveres, de um enfermeiro, e uma enfermeira, de dois
serventes.e uma cosinheira, que tamboril ajuda a enfermeira em seus res-
pectivos trabalhos. Os seus vencimentos constão do balanço sob n.° 11.
Cumpre-me aqui chamar a vossa atteneão, Senhores, para o artigo
3.° da Resolução n.° 4,98 de 2-í de Maio de 1858. Por força da dispo-
sição contida naquelle artigo, as praças do Corpo de Policia, que enferma-
rem, e que em vista do artigo 11 da Lei n.° 512 de 22 de Junho de
.1858 deverão ser recolhidas e tratadas no Hospital, perdem todos seus
vencimentos em favor do Hospital.
Se pelo fim humanitario a que se destinão. os lIospita.es, devem elles
merecer vossas attençües, lambem não deve de,smereeel as o soldado,
'Inc é, no Estado um verdadeiro guarda da Lei, e que não dispondo de
outros recursos que não o seu mesquinho soldo, Vt:!--S1 deite privado no
.estado de doente, quando mais precisa para *manter mulher e filhos, que
quasi todos teem; de sorte que, Senhores, por semelhante disposição Uca
a pobre familia do soldado exposta a miseria e a fome. Assim, pois, entre
a protecção que deveis ao Hospital, e as circunstancias, - que não deveis
desprezar na pessoa do soldado, lembro-vos um meio conciliatorio , e
vem a ser: a modificação ,d'aquelle artigo no sentido de reverter em be-
nsticio do Hospital não todos os vencimehtos do soldado, mais somente
metade. Deixando assim sua familia acoberto da fome e da mizeria,
praticareis um acto não só de equidade, como mesmo de justiça.
:lloSPITTAL ,DE CMIIDADE D. CID:DE DE LARANGEDIAS.

A Installação deste pio estabelechnento, 'cuja idéa se deve ao


espirito de caridade e philantropia, de que são dotados os habitantes
d'aquella Importante cidade, teve lugar no dia 29 de Abril do anuo
passado, a cujo acto tive de assistir, e por essa occasião observar o
asseio e decencia .da respectiva casa, offerecendo assim os necessarios
commodos para o tratamento dos doentes.
A sua receita e despeza consta do mappa sob n. 15, cumpria.
do notar-vos, segundo informa a respectiva Mesa Administrativa, que,
tendo .fallecido o Capellão que gratuitamente se prestava ao serviço
religioso do Eospital, e. que es medicas que tambem 'gratuitamente se
prestavam não só com suas pessoas, como mesmo com seus medica-
mentos, .não podendo continuar a fazei-o, necessariamente se terá de
elevar a despeza n'esta parte.
Foram recolhidos e tratados no mesmo .Hospital desde 29 de
Abril, epocha de sua installação até 30 de Novembro do atino passa-
do, como vereis do mappa sob n. 16, 39 doentes, sendo 19 homens
e 20 mulheres. Destes foram curados 14,morreram 6,saldram sem
alta 7,não operados por 'recusarem se a isso 5,--e-.vistem em tra-
tamento 7.
O Hospital, segundo informa a Nem Administrativa, não tem por
ora patrimonio algum;sustenta-se com as annuidades dos irmãos,
esmolas da bolsa e subvenção de um conto de róis, que lhe 'dá a
Provincia, da qual só recebeu por conta 500.z.000 rs. Chamo sobre
elle a rosa benigna attenção, afim de que o habiliteis com os meios
necessarios para poder continuar em sua pia e caridosa missão.
O demonstrativo sob n. 17 mastra o detkit de 1:514220 rs., de
que já se acha sobrecarregado o Hospital.
HOSPITAL DE CARIDADE LiA CIDADE DE S. CIIIIISTOVÃO.

sua receita, segundo informa a Meia Administrativa, consiste


na subvenção amuai de 800000 rs., que lhe dá a Provinda, na do
tratamento e curativo dos prezos de Justiça a elle recolhidos, e na
rarissima contribuição, que pagam os marinheiros dos navios, que de-
mandam aquelle porto, cujo numero é hoje limitadissimo.
Durante o armo de 1866 foro recolhidos e tratados n'aquelle Hos-
pital 8-i doentes, sendo 64 homens e 20 mulheres;forão curados 5.4,
comprehendendo-se neste numero 6 mulheres; morrerão 11 homens e 8
mulheres; deixou de completar o curativo 1 mulher; existem em trata-
. mento 4 mulheres, como tudo vereis do mappa sob n.° 18.
despem do Hospital consiste m.) pagamento d'inn Medico, de dois
enfermeiros, mu medicamentos, alimentos e dietas, roupa, luzes, c con-
33

certo no estabelecimento: o que absorve, segundo informa a Mem admi-


nistrativa, o pequeno., producto da receita. . ,

Qualquer beneficio que lhe presteis, no intuito de poder cite. conti-


nuar a preencher seu humanitario fim, será inn acto digno de-vós.
Capitania do P411144.
. r, t : .

Esta reparti& sob a direcção do seu, actual chefe o-habil e


*gente capino-tenente José kvelino da Silva. Jacques, continúa a.. funccio-
nar em uma casa particular fora das condições . exigidas para reparti- .

ção desta ordem, e o seu pessoal consta do capino do porto,. um secre-


tario, um escrivão da praticagem das barras incumbido da .réspectiva
cripturação, um official das diligencias servindo de _porteiro, um pratico
mór encarregado da policia do rio.--!Cotinguibae do recrutamento para a
armada, um patrão e seis segundos marinheiros.. -
As embarcações com que conta esta' Estação para o Seu serviço, re-
sumem-se em uma can0a de seis remos era mão estado, em um escaler de
dozeditos de palarnenta, que não só se presta aos serviços ordenados
pela Presidencia, como tambem aos soccorros navaes :dentro. do porto;
sendo tripuladas ambas estas embarcações por seis segundos. marinhei-
ros e um patrão. . . .

Tem esta Provincia um unico pharolete, colloc,ado- n'Atalaia ,da baru


ra desta capital, com trez luzes fixas de .cores encarnada, branca e azul,
e posto que. pelo pouco alcance d'ellas, não preencha sátisfactoriámente
os fins a que se propõe, vai todavia prestando alguma utilidade a navega-
ção costeira. Está já precisando . de pequenos reparos, posto que" não
:urgentes. .

Informa-me o capitão do porto que não existe boia alguma nos por-
ts Provincia, por isso que as que haviam foram levadas peles.lein-
poraes e grandes correntezas nas barras .

Do I.° de Janeiro do anuo passado até o presente, tem sido enviados'


para o quartel general de marinha dois vohmtarios menores e dezoito
recrutas.
- No serviço da praticagem das barras na Provincia. é empregado o
pessoal seguinte : '
BARRA DA CAPITAL OU COTINGUIBA.

1 Capitão.
1 CoritraAnestre,,
Praticos.
i. 31aquinislas.
Foguistas.
7 31.arintwiros
.3 Moços.
Italaiatlores.

h.X.111À V,SA-IIMIMS..-

I Italalador.
.1 Patrão-môr:
1. Patrão:
1- Primeiro marinheiro,:
4. Segundos ditos,
-Atn to0 RIO itEkl. 013 ESIANCle.

'1 Segundo pratico.


1 Patrilo
Primeiro marinheiro.
SegundOs ditos dos quaes dons. fazem o serviço diario d'Atalaia
:proviSoria colocada no pófital da Mesma barra. Co Material 'ria barra da
t-capita} u Cotínguiba con4a de 1 vapor de reboque denominidoAracajú-
1- :Catraia do mesmo nome.
.Na barra de Vasa barris de
. 1 Catter denominado Tramandah, gila actualmente ee acha em
rconcertó :no porto desta capital.
Na dó Rio. real, ou da Estancia de
Catter denominado Pyauhitinga.

Rios navegaveia da pradnela:


Possue esta 'Provinda trez rios navegaveis que desagoam no Ocea-
s
forniando barras de areia movediça por meio de canaes que não ga-.
'rantem regularidade em suas profundidades, sujeitando-se esse movimen-
1-to ao capricho de cada uma d'essas barras, já em relaçõo ao rumo de
suas costãS,. Já pela influencia dos temporaes e grandes cheias dos rios
'seus ailluenteS. . .

0..primeiro -d'esses Tios, 'que se denominaRio. Real e divide


esta Província com a da Bahia, tem em :sua -foz uma pequena Ilha
appellidada do--Victorino:d'ella partem grandes parceis innave- ala-gadiça

;gaveis, peloSquaes passam dois braços, um- que dá. navegação de nove
milhas até avilla do Espirito Santo .d'esta Provincia, e d'ahi mais trez
milhas nav.egaveis até o porto lia Beriba, littoral da villa da Abbadia,
pertencente á provincia da Bahia; fazendo-se a navegaçõo em canoas de
:meias marés para cima, avançando outro braço -ao rumo do Noroeste
-quinze milhas até a Ilha da Beriba, onde navegam maiores embarcações,
separando eSta ilha as águas d'este braço chamado Rio Fundo em
--dons.canaes, um que banha a cidade da Estancia, onde recebe, o rio Piaur
d)ytingadistante da Ilha da Beriba sete milhas, e presta navegação ás
embarcações de dez. a .doze .palmos -de -calado nas -grandes marés; e ou-
tro correndo de distancia de seis milhas até o por.o do Farnan unia
ahi ao rio das Farinhascontendo muitas voltas e dando ape-
nas navegação -á pequenas embarcações somente nas marés cheias.
'0 segundo denominado Vasa-barrisdesce do centro da Provin-
-cia até a vila de ltaporanga,districto da comarca de S. Christovõo, ou,
4r'ora capital.Este rio offerece navegação até oito milhas á. Leste de Ita-
poranga no logar denominado-- Garneleiro,--e d'este. porto quatro milhas
-com auxilio das marés até a Ilha Grande, que denominam Barra da
,Cidade, distante Ires milhas de S. Christovão, para onde só se pode. na-
vegar em embarcações que demandem menos de quatro palmos.
Da Barra da cidade.ao togar denominadoMosqueiroé franca a
flavegação, sendo este canal o mais fundo da Provincia, guardando a dis
4ancia de nove milhas entre os pontos indicados.
Mil acha-se a ilha do Veiga que se presta a lavoura e é banhada
por apias que se ligam a um -braço que toma o nome de rio Santa 11a-
'ria, --tendo este braço a extenso de doze. milhas . com grandes voltas.
-ontle-se pode _navegar em emb:ffeações abertas com Inarés .aciiria do medio.
.Ao oéstedo Mosqueiro ir milhas desemboca o fio Parnhy que
35

se divide em dois canacs; oSquaes circulam ae-ellha dos Bois. Este /ee.
tem a .exten§ão de doze milhas, é estreitó e 'se 'dirige ao rio das Fari-j
nhastributario do Rio Realdescrevendo coroas no quadrante do Sedo:
este, e dando navegação com auxilio das marés até o Iguarapé tio sal,
que termina no porto denominadoRibeira n5e permidindu nave:
gar se d'abi para diante.
- O terceiro denominado-7-Cotinealibarecebe efil sua firL ao sudueste
orioPoxim que, sendo séu continente, vem do interior percorreu-.
do terrenos de lavoura, prestando se à navegação de. canoas até duas le.-
goas acima de sua barra, não - oferecendo mais navegação d'ald- para di-
ante, e tendo zt suas cabeceiras em direcção ao rio-- Santa Maria
fluente do Vasa-barris.
Trez milhas acima do rioPoxim se acha an poente a capital fit.3-
ta Provintia a cidade do Aracajú cern um ancoradouro de legoa d.e ex..
tensão sobre a largura de quatrocentas e dez braeas no lugar mais estrei-
to, e com a necessaria capacidade para receber Uavios de grande porte.
Uma leç,foa acima do ancoradouro encontra-se o Iguarapé conhecido 'pelo
nome do rio do. .Salpelo grande trafego do referidd genero fabricado. ema
as aguas do mesmo rio; industria importante e-que. sendo conveniente-
mente melhorada, será de grande vantagem para a Provincia.
Este Iguarapé com diferentes voltas na direcção do sul e suduéste,
tem a extensão de doze milhas de boM canal, o qual concedefranca navega-
ção, tendo em frente de sua embocadura a do rio--Pomonga e (raiá
doze milhas encontrase o porto do Angelimaté onde é navegavel, se-
guindo se para cima iim canal mais estreito com pouco fundo e gran-
des voltas parallelas a. costa com eutras, doze milhas de extensïtu_até
Jogar :-.-Ilarracão,-Le.d'este5or meio de eM canal artificial que se de'nonlie
Canal do-Pornonga cum novecfflas braças de exteuSão liga-se a Mn
pequeno Iguarapé 'de muitas voltas o qual tem de extens-áu duzentas d
cincoenta braças appellidadoJequitibáe desemboca no rio Japaratuba:
uma legoa acima de sua fdz. -
Orlo Japaratuba, cuja 'barra não é navegavel. deseMboca no -Oeea-
no, e. tem dezoito milhas navegaveis por 'barcas qn demandeni cincn pal-
mos. Às intluencizts os Ilusos e refluxos das marés alcançam até meio
curso creste rio, cujo leito precisa de alguns melhoramentos, assim corno
em sua direcção em diversos -lugares, visto as grandes voltas, que .tem.
e que .ffijolugar a demorar as viagens.
O canal artificial , que se acha actnalmeree aos cuidarios de urn
zelador sob a direcção 'de uma commiss:io. nomeada por -esta. Prsi
dencia, precisa de muitos me.lhoramentos. para- que se. posszulftre e dv-
sembaraçadamente prestar a navegacão independente de marés.
Cinco milhas acima da emboCadura do riu Pomouga-acbase a Poli-.
ta do CoVngulba, onde orio que lhe tornou o mane se diVide em dois
braeos.uirt em direcção á cidade de Larangeiras até onde é navegavef
com anxilio das marés.
Duas legoas para cima da Ponta do Cotiagnibaencontra-se o Porto.
Grandeonde desemboca apequeno no denominadoMadre de Deus...-.
ipie. também é naVegaVel com o atisilio das marés por canoas e blarça
que transportam o assucar de interior, e uma. legoa abaixo do-: Porto
Grande-- desenlboca o igharapé de nome (',.ijátiyha. que só.é navegavel
na extensão de trez milhas.
O outro braço do. rio, segue ao Yordest. *á partir da Ponta do Cotin-
guibana extensão de urna legoa até'o luro das Redes-e- onde faz uma
bacia, na qual au,:orakaul as embatya,:i-1.:
ga, quando ella Ali fonecionára. Esta bacia 'recebe os rios=Santa Anna
Ganhamoroba, partindo este da cidade de Maroim, apresentando
em seu trajectó até o Porto das Redes a extensão de cinco milhas na-
-vegaveis por barcas com recurso das marés;e aquelle o--Santa Anua,
que partindo do interior da Provincia, recebe no povoado do mesmo
'nome o rio Jacaracica-- tão bem navegavel com recurso das marés 'oito
milhas ate o porto do 'Bom Jesus,e d'ahi até a sua fõz Oferece,. franca
navegação na extenção de trez milhas.
Está Provincia ao Norte é separada da de Alagoas pelo rioS. Fran-
cisco, cujas agoas se unem as d'esta Provincia por diversos Ignarapés,
,come sejam os denominados Goiaba, Timbé, Betume e outros que, cana -
lisados apropriadamente, dariam navegação entre esta Provincia e aguei-
lo rio; "o qtle seria de grande vantagem para o commercio d'esta Provincia.
A distincia approximada que se tem a canabsar não excederá de
.cinco mil braças; o que melhor se conhecerá se algum dia o Governo
,Geral ou aTrovincia pretender levar a effeito tão importante .empreza.
Entre 'orlo .Real e o Vasa-barris tambern pode haver urna navega-
ção interior, mas para isso é necessario .canalisar-se o espaço de ,quatro
milhas de' terreno que existe entre os rios-Farinha e Parehy.--: Igual
navegação apode tambem haver entre o Vasa-barris -e o Cotinguiba, ca-.
nalisando-se igual espaço de terreno, entre os rios.Santa Maria e Po-
xiin;o que já se acha começado.
. Os &Mais rios que, alem d'eStes, de que venho de tratar, existem,
s.:ão dultenhurna itn,portancia ,para a navegação.

Aswociação Sergipensc.
Esta companhia continna sã preStar seu servips Provincia na re-
bocagem dos navios que sahern pela barra do Cotinguiba. Seria para de-
sejar que 'ta serviços se estendessem obrigatoriamente as demais; barras
-da Proz.ineia, onde ficam as veies os navios demorados por muitos dias
sem poderem sahir por falta de reboque que a Associação, na forma dos
-respectivos cootractos. só deverá prestai-o *quando julgar conveniente :
é isto uma 'lacuna que noto em ambos os contractos, quer geral, quer
provincial.
Esta Associaçã'o, que é subvencionada com a quantia de 24:000000
annnaes, sendo 12:000000 rs. pelos cofres geraes e 12:000b004 pelos
iprovinciaeS,.gosá ainda dé um previlegio por. espaço de doze annos, e que
lhe fora concedido por decreto de "14 de Outubro de 1854. .

"No estado de prosperidade em que se acha a Associação, como pro7


vam .os .quadros demonstrativos sob tu: 19. e 20 que me foram mi-
nistrados pelo respectivo gerente, entendo que a Associação pode hoje
subsistir por si, vivendo de seus proprios recursos, independente de prc-
vilegios, e de qualquer outro auxilio dos. cofres public,os ; porque, Senho-
res, sê as subvençães são somente dadas como um auxilio as emprezas
nascentes para facilitar-lhes as "dificuldades, com que de ordinario lac-
tam em seu principio, uma vez removidas essas difficuldades e demons-
trada a prosperidade d'aquellas emprezas, devem ser retirados taes auxi-
lies e applicados ã consecução d'outros fins para os quaes se tornem .inds-
Pensaveis.
Está -:Issociação possue ainda um dos melhores trapiches desta ca.,
pitai, segundo sou informadá, do qual vae auferindo grandes vantagens
que , -reunidas -as demais que ora percebe, lhe" garantem uru lucro certo
e vantajoso' para todos os associados.
27 --
A pro\,'plcia deve tintila, á esta Associação, alem de que Iht; foi pago
a quantia de 21:00k,.000 rs. que o es-
durante a minha administra
tado dos cofres qua,si sempre exhaustos me não permittio satisfazer.

Empreza de navega.!ito interna a vapor..


À empreza desta navegação que, por força da lei provincial n." 780
trinta do mesmo mez e al.1110
de 17 de Junho de 1861, foi contractada em luctando Com os e-.nbara-
Com o doutor José lgnacio de Barros Pimentel,
todas as empre,zas em seus principios, vae
(Jos e dificuldades inherentes á mais, ou me-
todavia satisfazendo as necessidades publicas, e d'est'arte
respectivo contracto.
nos cumprindo as condições a que se sujeitou pelo
O emprezario que por força suprareferida lei e seu respectivo coa-
de dois anos dois Vapós
tracto era obrigado ít apresentar dentro do praso
d'essa obrigação dispensado dentro
res para o serviço da navegação, foi
do referido praso, que por mais um anuo foi ampliado pelacontinúa resolução
a
n. 738 de l6 de maio de 1865,
de sorte que a navegação se
ob-
fazer com um só vapor; mas é de esperar, segundo informações que
fóra encomenda-
tive, que em breve aqui estará o segundo vapor, queBahia; e que seu do
do para a Europa, e que- já se acha na provincia .da
calado,
mais apropriado para a navegação fluvial, attento o seu pequeno
publico em geral.
melhor satisfará as necessidades do. commercio e do
A resolução n. 7136 de 20 de Março de 1866 proropu por mais um
anho o praso de dois lixado no contracto e sua resPectiva lei para o
cumprimento das condições á que se sujeitou o emprezario; prorogação
(inc se tem de lindar em 3Iarço, do corrente
anuo, e só depois de linda
ella, poderá o Governo tratar da organisação das tabellas e regulamentbs,
de que trata a lei n. 686 de 17 de Junho de 1861. tropeços
Esta empre,za, senhores, caminhando ainda vagarosa pelos. princi-
e embaraços, que tem encontrado , precisa de animação em seu
vantajosa á esta
pio, porque ella deve necessariamente ser muito util e
Província, que cortada em toda sua extensão por diversos rios navega-
yeis, quanto maior e mais progressivo for o desenvolvimento que se der
vias naturaes de coMmunicação, tanto
pelos transportes á vapor nessas
desenvolvimento do seu comMereio
mais lisongeiro e prospero será o
e riqueza. podido pagar men-
A. Provineia pela deficiencia dos cofres não tem
salmente a empreza a subvenção á que se obrigou, de rs...1.0:000r00u;
pelo que lhe está a dever a quantia de rs. 2:25 161
Companhia Haitiana.
Engenheiro Civil
Esta Companhia actualmente sob a direcção do lhe dit'an-
H. 'Wilson continua a prestar bons serviços it Provincia, que
nualmente a subvenção de 12:000000. e do
No intuito de melhor satisfazer as necessidades da lavoura à que
commercio, a companhia, alem das viagens ordinariaS e mensaes
extraordina.-
está sujeita pelo contracto , contináa a mandar vapores _como
rios aos diversos portos da Provincia ; o.que 'se tem reconhecido
vantajoso pela maior facilidade e promptidão que se dá no traásporte
especialmente do assacar e algodão , e de todos os mais ge,neros su-
jeitos t exportação.
Authorisado pela Resolução n. 706 de 20 de Março de 1866 art. 20,
flutuei, como consta da respectiva dscriptura lavrada perante a. Desonra-
:38 --

ria, emdata de 19 de Setembro do 1866, a venda á Companhia Balliana


dos alicerces da primeira cadeia d'esta Capital pela quantia de 8:0000000
reis, de'conformidade com a informação da Thesoura.ria, depois de se lhe
haver recusado a quantia de 6:000re000 que primeiramente offerecera.
Sobre aqueles alicerces levanta a Companhia actualmente um excelen-
te trapiche.
O Engenheiro da Provincia orçou aquelles alicerces na quantia de
8:313800 rs., mas continuando elles a arruinar-se com o tempo, e tendo
a Companhia pela segunda. vez offerecido 8:009000 reis, levando-os a
Provinda em conta do que lhe estava a dever, foi a Thesouraria, a quem a
respeito previamente ouvi, de parecer que se effectua-se a venda nos
,termos prepostos, conSiderando-a como vantajosa à Provincia, que veria
a perder toda aquela obra, se não aproveitassea jà.
A Provinda, alem do que durante a minha administração se tem
pago na importancia de 22:342eN633 reis, deve ainda à esta Companhia a
quantia de 40:8383000 reis, pertencente a annos anteriores.
Companhia Pernambucana.
Esta Companhia que é subvencionada pela Provinda com a quantia
de 6eN000000 reis annuaes. nos termos da ResoluçÕo n. 632 deli de
Abril de 1862 .9 .condição 2; do respectivo contracto celebrado em 21 de
Maio de 1863, e apenas obrigada a dar uma viagem por mez ao porto
desta Capital.
Alem das poucas ou nenhumas vantagens que a provincia aufere
de semelhante contracto, poupe nenhumas relações commerciaes tendo
com a Praça de Pernambuco, succede quasi sempre que os vapores che-
go e voltão vasios trasendo apenas uma ou duas cr tas,. particulares,
aceresee que o preso de vinte annos estipulado para a duração do comi-
tracto, que IlãO pode ser reseendido sem mutuo accordo das partes con-
tractautes , foi demasiadamente longo;e os prasos longos em materia
de contractos ou de previlegios são sempre um erro, segundo os princí-
pios da seiencia pelos inconvenientes que d'elles resultão, e que não
podendo ser a priori previstos, ainda que a posteriori reconhecidos, te-
rão de ser supportados, se longos forem os prasos estipulados.
De sorte que, Senhores, no fim de, vinte ermos terá a Provinda
despendido 120:000A00 réis inutil e improdutivamente. Nestas cir-
cunstancias não sei mesmo o que mais eonveriase authorisardes a res-
cisão do contracto ainda que mediante alguma indeinaisação, ou coa -
tinuar-se na sua sustentação.
Quanto a mim decidir-me-hia pela primeira hypothese , porque en-
tendo que em taes casos é melhor v. g. perder metade do que tudo.
A Provinda deve ainda á esta companhia, alem do que se lhe pagou,
durante a minha administração , a quantia de 13:500e000 réis cuja
pagamento se não tem podido effectuar petas mesmas rasões que ficão
ex pendidas á respeito das outras companhias.

Deposito de artigos bellieos


Este estabelecimento , que nenhuma. utilidade actualmente presta,
conservase ainda na cidade de S. Christovão , sob a direcção do Alferes
reformado do exercito Luiz Firmino de Souza Caldas, que informan-
do-me acerca do estado do editicio,---diz-mc que precisa ele de mui-
tos reparos que a nõ0 serem de prompto feitos, a sua mina será infal-
livel.
Propõe-me aquelle Alferes, conto urna medida de prudencia, a re-
mocõo' da polvora existeate n'aquelle estabelecimento, que se acha fóra
das' condições aconselhadas para conter combastiveis d'aquella ordem.
No posso deixar de notar a inconveniencia de continuar aquele
'estabelecimento na cidade de S. Christovão,inconveniencia que já foi'
reconhecida pelo Ema. Ninistro da Guerra, quando por Aviso de 21 de
Janeiro de 1.8(35 ordenou a sua transferencia para esta capital; o que dei-
xou de ter legar flio só em consequencia do alto preço etn que foi or-
çada a construcção de um edilicio apropriado, conto mesmo em virtu-
de de representaçõo de rneo antecessor, em que mostrava a convenien-
cia e economia que havia em tomar-se de preferencia uma casa per-
tencente ao hospital de Caridade de N. S. da Conceiçõo.
O referido Ministro, attendeado áquella representaçõo, authorisou
a transferencia para a casa indicada; mas tendo-se submettido ã sua
approvaçõo o orçamento das modificações que era de. mister faser-se,
bem corno do preço do respectivo aluguel, até o presente nenhuma so-
lto:i° a respeito se teve.
Da relaçõo anaexa sob ti. 21. que me foi enviada pelo Alferes eu-
carregado d'aquelle estabelecimento, vereis qual o material ali existente
O' seu estado.
O pessoal d'aqu.elle, estabelecimento consta actualmente do Alferes
eiwarregado,de um soldado invalido e de uni paisano, ambos anal-
i al los.

Sala das Ordens


Exonerando por acto de 8 de Fevereiro. do 1860 ao Tenente da
Guarda Nacional destacada que pelo -meu antecessor, na falta de Oiti-
ciaes de la linha, tinha sido chamado para provisoriamente exercer o
lugar de Ajudante d'Ordens , nomeei provisoriamente para o referido
lugar, por acto de 8 do mesmo mez e de conformidade com o artigo
9." das Instrucções de 20 de Novembro de 1860, ao capitão reformado do
Exercito Joaquim Martins Fontes, cuja nomeação foi definitivamente ap-
provada pelo Governo Imperial em 14 de Maio, segundo foi publicado
em Ordem do dia da Secretaria astado dos Neg ,elos da Guerra e Re-
partiçõo do Ajudante General n." 516 de 19 do citado mez e anno.
O pessoal da Sala das Ordens consta do Ajudante, de um 9.° sar-
gento servindo de Amanuense, e de um cabo 'que serve de copista.
Multe Oficial continua a merecer a minha confiança e a desem-
penhar satisfactoriamente as funcçõ3s inherentes ao seu emprego.
Thesouraria Prot,incial
Esta repartição e todas as mais Estações que lhe são subordinadas
continuõo a funccionar regularmente, sob a direcção do seu digno e zeloso
Chefe o actual Inspector Francisco da Motta Rabello.
O Regulamento de 11 de 3Iarço de 1857., pelo qual Ilida hoje
é regida com referencia em parte ao do 1" de Setembro de 1816, é de-
liciente e precisa de ser reformado.
O system de escripturg;to por partidas dobradas inda senão acha,
como devia, adoptado a'aquella repartição, que continua a sua escrip-
turaçõo v.la velha rotina de partidas simples. hoje pro3cripta de todas
as repartiçães publicas de fazenda.
E' portanto indispensavel uma re-
forma naquela repartição, quer era relação ao seu pessoal, e respectivos
vencimentos, quer em relação ao systema de escripluraç'ão, quer eia
fi-
relação a regularidade que se deve procurar guardar entre o anno exerci-
nanceiro provincial, e o anuo financeiro geral, e seus respectivos
deseseis
cios; visto que o exercicio provincial compreliende somente
mezes, ao passo que o exercicio geral comprehende desoito.
de
O edificio, em que funccionara aquella repartição até principios
Outubro de 1866, era mão, por que nem tinha os coinmodos precisos,
publica, ameaçando rui-
nem a decencia indispensavel a uma repartição
communicatio pelo Inspector, auto-
na, segundo me foi n'aquella data estarem po-
rizei-:o 'a mandar examinal-o o que feito, reconheceu-se
dres todas as cabeças dos barrotes que sustento o
forro do lado do
sul, muitas vigas e caibroso que trilhem verifiquei pessoalmente, pro-
vindo tudo isso de defeito na platibanda., cujos canos e bicas não po-
dendo conter a quantidade das aguas, tinbão elas de recuar sobre o
telhado e paredes. Ordenei que se desmanchasse a
platibanda, e que
se procedesse ao orçamento dos reparos mais urgentes e indispensaveis;
Mas ao passo que se
que tudo foi orçado na quantia de 483000 reis.
proseguia nesse trabalho, reconlieceoise o perigo eminente que então
cabeças dos
ameaçava aquelle edificio, por que vio-se que todas as
tirantes', que sustentão as thesouras do telhado , estasão podres, segun-
do...me comunicou o Inspector, inda debaix.o da impressão que lhe
causou o perigo á que esteve exposto. Nestas circunstancias ordenei ao
Inspector que passasse a repartição para o armazein d'Alfandega, que
sen-
se achava devoluto, e onde continna ella inda a funccionar, porque
havendo di-
do a obra ent,:io a azerse maior e mais dispendiosa, e iiío
nheiros nos cofres, vi-me obrigado á adial-a para melhores tempos.
E' mister portanto; senhores, que decreteis quantia sufficiente para
aquella obra, que é indispensavel, pois que a thesouraria não pode con-
tinuar por muito tempo a funccionar n'aquelle edificio da Alfandega ,
..(16 qual pode ella de momento precisar.
Assumindo a administração da provincia no dia 1.0 de Fevereiro do
anno passado, achei-a sobrecarregada de uni deficit de 176:831.:5256 rs.,
segundo o demonstrativo sob n. 22, que exigi e me foi apresentado
pela thesouraria,esforcei-me então, quanto pude, para salvar o credito
da. Provincia, e mediante a mais rigorosa economia, tenho hoje a satis-
fação de annunciar-vos que por conta d'aquelle deficit tem-se pago até
19 de Dezembro do mesmo anuo a quantia de 91:"791188 rs., como ve-
reis do indicado demonstrativo, quantia que deduzida d'aquella vem a
restar a de 85:0437068 rs. que actualmente figura como deficit e que po-
de em breve clesapparecer se atteuderdes as medidas propõstas 'pelo digno
inspector da thesouraria em seu relatorio relativamente a suppressão de
algumas verbas de despezits que já boje são dispensaveis, e mesmo se
alem de severamente economicos, como deveis ser na crise actual porque
passa o Paiz, procurardes equilibrar a receita com a despeza, de modo
que esta nunca exceda àquela, como de ordinario acontece e se vú em
todos os orçamentos.
.Por acto de 26 de Fevereiro de 1866, e mediante concurso foi piro-
-vido no togar de Chefe da 1.° secção da thesouraria, que se achava vago,
u 1.° escripturario da contadoria Francisco das Chagas Moreira,- passan-
do para o lugar d'este, mediante proposta do inspector, de conformi-
dade com o art. 51 do regulamento de 11 de :Laço de 185'7, o 2." C8-
er iptu rario José Antonio Ramos, cuja vaga por acto de II de Março, me-
41

diante previ° concurso, foi preenchida na pessoa do cidadlio Etelvino


José de Barros.
Sem desconhecer o pensamento que presidio a confecço da lei n.
74:7 de :3.1 de janeiro do anuo passado, pe,ço-vos todavia a .sua revoga-
ção, ao menos até que a Provinda solva o séo debito.
Àquella lei, reduzindo a 5 0/. o pagamento do imposto sobre o as-
.sucar exportado, que até então era pago na raziío de 130 réis por arro-'
.ba, qualquer que fosse a sua qualidade, trouxe um desfalque na renda de
rs., segundo approxirnadameate se calcula. Reconheço com-
vosco, senhores, que a lavoura precisa de favores e protecção, mas ha-
veis de reconhecer tambem comigo que quem deve não pode fazer favo-
res com prejuizo de seus credores;dispensar-se em favor da lavoura
50:000000 rs., quando a Provincia se acha onerada de um grande de-
ficit, sem outros meios de solvel-o que não a sua receita que vai assim
decrescendo, ao passo que as despezas crescem, é um favor que pela
sua pequenhez não aproveita á lavoura que o recebe, e aliás prejudica
Provincia que o faz. Reflecti sobre o que venho de dizer.vos e as-
sentireis a medida que vos proponho.
Antorisado pela resolução n. 772 de 22 de Março de 1866, que
supptimio a Mesa de Rendas do Espirito Santo, creando uma agencia fi-
lial a Mesa da Estancia e o lugar de fiscal da Mesa de Rendas da capital
e mandando aposentar o agente de SantaLuzia, por actos de 4 e 7 de
Maio, sob proposta do inspector da thesouraria, nomeei para agente o
ex-administrador José da Costa Dorea, e para fiscal o 2.° escripturario
Gonçalo de Barros Pimentel, aposentando por acto de 22 de Maio o agen-
te de Santa Luzia, José Raymundo Costa Carvalho.
Em data de 15 de Maio fiz baixar o regulamento de que trata o ar-
tigo 7.° da supra referida lei.

Receita do execicio fiado de 1S65 4,1 .11S601.

A. receita do exercicio de 1865 a 1866 foi de 414:838r.,851 rs.. e a


despesa decretada para o mesmo exercicio foi de 509:353??648 rs. supe-
rior em 94:514:,..,,794 á receita que foi toda despendida dentro do files-
' mo exercido. O modo porque foi ella arrecadada e. despendida, o ex-
cesso de despesa em alguma das respectivas verbas e a diminuição em
outras, vereis do relatorio annexo apresentado pelo Inspector da The-
souraria.

Éxpertarão.
Do I.° de Julho de 1865 ao ultimo de Junho de 1866 exportou esta
provincia quarenta e quatro artigos de generos, avultando mais d'entre
« estes o assucar e o algodão.
A. exportação do assucar foi (le 28:309 caixas. 125 feixes.
1:683 barri6as,e 25:079 saccos contendo 1:29E:688 arrobas e dose li-
bras, tudo no valor official de 3:447:891,691 réis. : sendo 14:609 cai-
xas-123 feixes,-788 barricas; el5:195 saccos com o peso de 779:035
arrobas, e trinta libras de assucar branco; e 12:700 caixas 2 fcixs.
895 barricas e 10:78.i saccos com o peso de 5126:32 arrobas e doze
libras de mascavado.
A. exportaçito do algodão em lan foi de 20:590 saccas contendo
09:116 arrobas no valor official de réis. I:525:907,-57U. Do alg4.)II5o
42

tecido foi de 25:308 varas no valor de rs. 9:560M00. Do


algodão em
caroço foi de 411 arrobas e vinte e uma libras nó valor de 2:850z."745
Os demais generos tiverão .o valor ollicial de 154:118;7851 rs.
is.,
bindo assim o valor de toda a exportação a quantia de 4:840::3297....466su-
réis superior a do anuo antecedente em 1:532:348755 rs.
A exportação para dentro do Imperio foi no valor official de
zS:.1G2:870.4 rs. e para fora do Imperio foi de 1:377:800762
Comparadas as exportações entre si nos exercidos de 1864
e de 1865 a 1866, quer para dentro, quer para fora do Imperio,a 1865,
vê-se
Que o valor da exportação para dentro do lrnperio no ultimo exercicio
foi superior ao do penultimo na quantia de 940:181.611 rs., e que para
fora do Imperio foi tambem superior na quantia de 592:4967,-5)94 rs.
Orçamento paro o ratam.* mano firgazneelra de 186: a
1SOS.
A -receita para o anno financeiro de 1867 a 1868 vai orçada
-quantia de 350:079472 rs-.,e a despeza na quantia de 440:347,344 na
As bases de que se serio a Thesouraria para um e .outro rs.
calcule,
constão do relatorio »nexo apresentado pelo respectivo Inspector.
Chamo a vossa attenção, Senhores, para as diversas medidas
postas pelo Inspector da Thesouraria em seu relatorio, as pro-
quaes julgo
dignas de serem attendidas pelas vantagens que d'ellas podem
resultar
para a Provincia, sobresahindo dentre ellas a conversão em Exactorias
das Agencias da Ilha do Ouro e do Brejo Grande, que são summamente
onerosas a Provincia, e cuja receita é inferior a despesa que com ellas
faz, e bem assim as que são relativas ao artigo 15 § 19 da Lei se
17 de Maio de 18'65. n. 744 de
Senhores Deputados á Assernbléa Legislativa Provincial_ Ao
-minar a imperfeita exposição que vos venho de fazer acerca do ter-
dos negocios publicos da Provincia, não posso furtar-me ao dever estado
cornmendar-vos a mais severa economia nas despesas que houverdes de re-
decretar, afim de que salveis a honra e credito da Provincia, de
a grande &Vida que inda sobre ella peza. pagando
Esta circunstancia, para mim aliás de grande pezo, fez
se sem execução diversas leis de autorisação pelo augmento de que deixas-
despesa,
,que ellas trarião necessariamente a Provinda.
Honrados com o mandato popular sabereis assignalar-vos
sente Sessão por actos que vos recommendem a estima e gratidão na pre-
Pela minha parte asseguro-vos que me achareis sempre publica.
não só a prestar-vos todas as informaçõeS, de que prompto,
precisardes,
-acerto de vossas sabias deliberações, como que encontrareis para o
mim os melhores desejos de concorrer comvosco para tudo sempre em
quanto
. ser .respeito ao engrandecimento e prosperidade d'esta bella diz-
Provincia.
Palacio do Governo de Sergipe em 21 de Janeiro de
1867.

J&ZÉ PEREIRA .DA SILVA MORAES.


INIIIIIEHO 1.
Demonstrativo dos aecreseimos feitos na obra da- Cadeia desta Capital e sua
importaneia actos enganos em sommas do orçai/tento da dita obra manda-
dos (atender ao Contraetante por ordem, do Governo da Provim:ia e (lutos
risados pelas mesmas ordens.

Importancia de augmento de deus calmos de largura


nos alicercesem 695 palmos de extensão , 2 de
largura e 9 de profundidade, dando 11862 palmos
cubicos 2:37-100
Ordem do Governo lis 386 de 10 de- Junho de
1864, c 610 de 3 de Novembro de 1865
Importancia de augmento de 3 palmos na altura do 1°
pavimento, (lande 10200 palmos cubicos . . . 2:0.10000
lmportancia e espessura nas grades de ferro na raso
de meia polegada, e de mais 12 grades de ferro nas
faces das raias lateraes . 794.,,500
Ordem n. 251 de 29 de 3laio de 1805
Irnportancia de engano de somrna no orçamento na
secçãovestimento do edificio . .
Importancia na Adição de 48 portas a 500O9 réis
... 1:000:,.A00

sommada no orgamento em 2:000-.4100 is. devendo


ser 2:100;7.000 . . . . . 40O,000

Ordem n. 602 de 2 de Novemoro de 1865.


Importancia de mais 6 janellas orçadas em . 120;5000

Ordem n. 219 de 15 de Marro de 1866


lmportancia do accrescimo da altura do 2" pavimen-
to orçado pelo Engenheiro Pedro Pereira de A.ndra-
de em 12-456 palmos cubicos . 2:191200
9.,18;5100
Ordem n. 800 de 28 de Novembro de 1866.
Addiç'zIo de um centesimo na quantia, acima . . 92181.
Dita de um centesimo na quantia de 78-17)000 rs. do
atterro da obra que foi orçada separadamente . 7810
(.):31.8r7,121.
.-===
Thesouraria, Provincial de Sergipe :30 de Novembro de .1866.

O Official,

Dionizio Pereira liabello:


NIJIIIIiMO"2.
Diviso Judiciaria da ProNincia de Serrii;:e.
.
J-T, r<71,.

JuizEs DE Div....1.1.1-) Pnomwron E. TER310S f.j JuizEs 31L.N;cipus E Unv. :ti


'` .
Aracaju Manoel Caldas Barretto
Ltracajá Alexandre Pinto Lobilo (Acumula a vara dos Feitos) Manoel Pereira Guimars S.ío Christovr...o
*NOP
Itaporanga
rnr."2-,
. a 1.0 Vioaquim Theotonio Soares (l'Avi.illar
Francisco Gons:.lves :Ntlartiris 'Gonçalo «Aguiar Boto de Menezs Santo Amaro
llosario ,josé Martins Fontes 11

Larangeiras lo-ão Candido da i Iva


Larangjras Luiz Barhoza Accioli dc., Brito Antonio Dias de Pium Junior
Fivina Pastorajo d'Aguiar Tt:lles de.3Lmezs
1aplla iosú ignacio Guines C !TC!

'Capella Manoel Maria do Alllarai Josi; Luiz Coelho e Campos


Japaraluba
Propria, Jose Torquato d'Aranjo Barros
;Propriá jjsõ da Molta d'Azevedo Correia Manoel de Lernos Souza Machado Porto da Folha,
Villa-nova Pedro d'Albuquerque Au!ran
li"7:= B
na 1--J;Weo l;intól:7;r77
'Itabaiana Candido Auzusto Pereira Franco Esperiffão Zamiro dc Souza Lopes
Simrio Dias Vago
'.,*
21£3=525::=.. CUIRM~14~244/84~ ~Eie=ã3G twanmescriFx==r,i . er- -
EStanela lorio Baptista Costa Ca-iwalho
Estancia Emacio Jose de 31ffidonça Uchón, ConraJo Alvaro do Gordova Lima 1 -
Santa Luzia Joaquim José Gomes
!.."!_~===
I Lagarto .Daniel Germano «,guiar Montarroyos
Lagarto Luiz Felippe Sampaio Yianna .José Joaquim Ribeiro do Campos ltabaianinha Joio Peixoto de 'Miranda Veras
_Campos .
N.O 3-741k.
Corpo dó Pólreia Províoorl.o
MA:PPÀ DÁ FORO. EXISTENTE NO CORPO DE POLICIA PROVISORIO ESEOS DESTNÚS.
---- --- . -
A1111111(18 II
III) NI. 1011 OFFICIAES INVMU011 4
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Estado comi. 1 . .1 2 '2 A
-

OBSERVAÇOES
Vasam parto do ostado offectivo do Corpo (n% pracas saber: um Cabo, um musico o Um soldado:
Gonçalo Paes «Azevedo o Almeida.Major commandanté
"
Corpo alo Policia Provisório
dc Janeiro ú 31 de Det.etii:
Papp«, acmoistratiro do movimenta do 'corpo do 1°
- cr-r. bro.dc 866.

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Quartel no Aracajá , 31. ae Dezembro
de 1866,
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1148 23 5 M 2 I 511 88
Nurneros

.Gan.;ido Pacs d'.4:ctedo e Alincida.Major commandante.


"NtmElio
-

COPIA-0 Presidente da Provincia, autorisado pela Resolução da.


Assembléa Legislativa desta Provinda n. 149 do 1.0 de Fevereiro do
corrente anno, que revogou as de n. 706 de 13 de Julho de 1864 e 718
de '7 de Abril de 1865,
resolve rescindir o contracto, como pelo pre-
sente acto rescinde, celebrado com o Commendador Antonio Josè
Silva Travassos em 30 de Setembro de 1864 para a canalisação entre
si dos rios Japaratuba e Pomonga, visto não ter o referido contractan-
te cumprido as condições á que se obrigou, segundo refere a supra-
citada lei n. 949, salvo o seu direito a competente indemnisação, e
determina que desde já se cumpra a mencionada Resolução, ficando li-
vre a navegação n'aquelles rios e seu respectivo canal. O que cum-
pra-se e façam-se as precisas communicaçUes. Palacio, do Governo de
Sergipe 12 de Fevereiro de 1866.--José Pereira da Silva Moraes.Está
conforme. O Secretario, Cypriano de Almeida. Sebrão,

NUMERO 5 A_
COPIAIllustrissimo e Excellentissimo Senhor. Em cumprimen-
to ao oficio de Vossa Excellencia, em que encarregou .a commissãe
abaixo assignada de proceder aos exames necessarios na linha de na...
vegação dos rios Pomonga e Japaratuba. canalisados entre si para
avaliação das obras concernentes à Empreza da mesma navegação, a
respectiva commissão tem a honra de stibmetter a consideração de V.
Exc. as reflexães, em que passa a fundamentar o seu
parecer. A
comissão dirigindo-se à linha de navegação, e examinando-a em to-
do seu percurso, encontrou-a em estado de franca navegação, a excep-
ção porem do canal, que se achando ainda em desobstrucção, conser-
vava as suas duas extremidades fechadas por dois tapumes transver-
saes. A marcha deste trabalho se fazia da maneira mais regular, e o
processo empregado para aprofundar o canal, promettia resultados os
mais promptos, e a commissão lamenta que este trabalho tenha de
cessar com a rescisão do contracto. Os serviços da limpeza dos rios
e de sua desobstrucção feitos em datas mais ou menos remotas, não
oferecem uma base segura para uma avaliação aproximada; e a com-
missão vê-se embaraçada para estimar o valor destas obras. As obras
de desobstrucção do canal, bem que não apresentem dados positivos
para sua avaliação todavia podem offerecer uma- medida mais appro-
ximada para sua cubação e prestar-se ao calculo de seu valor. A
commissão por tanto inferindo do exame feito os elementos necessá-
rios para avaliação destas obras, computa o seu valor na quantia de
quinze contos de reis. E' mister entretanto notar que as avaliaçUes as-
sim estabelecidas, podem variar entre limites afastados e dar lugar a a-
preciaçães injustas, visto como os trabalhos de desobstrucção nos rios e
canal, que os communica, podem ser mascarados dentro de certo tempo
pela acção dos -agentes erosivos, de maneira a não poderem ser notados
pela commissão. Em face pois desta consideração, a commissão julgou
prudente attender as contas do emprezario, que lhe foram apresentadas,
e designar trez membros para sobre cilas emittir o seu parecer, o qual
commissão tem a honra de passar as mãos de V. Exc., conside-
rando como um limite superior da avaliação a quantia que vae noite
consignada. E' esse, Em: Senhor, o trabalho que a commissão passa as
mãos de V. Exc. certa de que suas lacunas serão preenchidas pela il-
lustração de V. Exc.Deus Guarde a N. Exc. Illustrissimo e Exm.
Snr. Doutor José Pereira da Silva Moraes, M. D. Presidente' da Provincia;
Japaratuba 18 de 1evereiro de 18(16.,-Firntino Rodrignes Vieira, Luiz Bar-
bosa Madureira-stillanoel José do Saseinienlo Junior e José Avelino da Silva
Jacquos. Est;:t conforme.-0 Secretario, Cypriano Almeida Sebrão.
NUIIE110 5 B.
COPIAOs membros da commissrio abaixo assignados, encarrega-
fios de examinar as contas das despezas da Einpreza do Japaratuba,
tendo em vista as tolhas assignadas pelo Administrador José Luiz de
Goes, e docnmentis fornecidos pelo emprezario Commendador Antonio
Jose da Silva Travassos, achou o seguinte
Desobstrueção do rio Japaratuba
rolha 1.a com 42 trabalhadores, datada em 31) de Outub" de 61-455000
Dita 2.a « 53 « :12 de Novb.° « 5607:000
Dita 3.a « 56 « 26 de.Novb..° 639009
Dita 4.' c 58 « « '10 de Dezbf 631.:'000
Dita 5.° « 24 de Dezb.°. 578.7:000
Dita 6.2 « 57 « deJatieiro 65 616k:1)00
Dita 7.4 « 56 21 de Janeiro 591.:,000
4:070;000
Serviço da Canal
Tolha 1., com 102 trabalhadores, datada em '1(5 de Outub° de 64-493009
Dita 2.° « 134 « « 23 de Outub° de « 697, 000
Dita 3a « 176 « « 30 .de Outub° de « 035600
Dita 4° « 174 c « 6 de Novbr° de « 996000
Dita 5.4 « 132 « « 13 de Novbr° de « 778000
Dita 6,a « 132 « « 20 de Novbr° de « 759,.,000
Dita 7.a <4 130 « « 27 de Novbr° de « 772000
Dita S.a « 185 « « 4. de Dezbrc1 de « 925000
Dita 9 « 177 « « 11 de Dezbr° de « 992-z,000
Dita 10 « 181 « « 18 de Dezbr° de « 1 :070.7p000
Dita 11 « 153 « « 25 deDezbr° de « 732000
Dita 12 « 163 « « 1° de Janeiro de 65 970.000
Dita 13 « 151 « « 8 de Janeiro de « 755000
Dita .14 « 148 « « 15 de Janeiro de « 891;14)00
Dita 15 « 152 « « 22 de Janeiro de « 76O000
Dita_ 16 « 153 « « 29 de Janeiro de « 918000
Dita 17 « .158 « « 5 de Fever.° de « 790.000
Dita '18 « 129 « « 12 de Fever.° de « 70600
Dez, semanas em Fevereiro de 1866 até o dia 17 do mesmo .-1:040000
-----
Somma a despeza com o canal '15:981 2O0

So.mma a despem com a desobstrucOo do rio .. . , . . , . . 4:070.7,000


Despeia com o zelador do rio em 14 mezes, a 30:D por mei . 4.9.0000
Despendio na obra primitiva do canal alem dos dinheiros
fornecido S pelo Governo Geral e Provincial. ..
Quantia despendida com, a carta llydrographica 3:600000
Dita com as primeiras eXploraçhes. desde a cio Engenheiro
Barreiros até o Engenheiro Pirrho .
>e...« 9
correspondentes a quantia de
Juros de 2 por cento ao mez de G meies para empregar na
6:00k000 rs. a praso
,
obra do TrapicheCabrita 7 9

Pitos correspondentes a quantia de 4:000,-A00 rs. sob a


do Trapiche Pirrho
mesma condição para a obra
Dorea diurna
Pela compra feita a Pedro Vieira da Fonseca
barca que se empregou na conducção de materiaes e
que existe estragada. , , 7 , 8O 00

Somma total. , 35:935200

Trapiche Cabrita IS de Fevereiro de 186G. Manoel José do Nasci- .

mento, José Avelino da Silva Jacques e Luiz Barbosa de Madureira. Está


conforme.-0 Secretario, Cypriano d'Ainteida Sebrão
MAIEIto O.
COPIA.Illustrissimo e Exellentissimo Senhor.Encarregado por V.
Exc. para em commissão com o Engenheiro da Provincia, Capitão do Porto,
Comendador Luiz Barbosa Madureira e Major Manoel José do Nascimento,
examinar a obra até hoje feita pelo comendador Antonio José da Silva
Travassos no canal existente entre os rios Japaratuba e Pomonga em virtu-
de do contracto celebrado entre o Governo da Provincia e o dito commen-
dador, e rescendido por V. Exc. em data de 12 do corrente, passo a dar a
V: Exc. conta da commissão de que se dignou incumbir-me. Sinto que o
encommodo de sande que.soffri me obstasse a fazer a viagem com os meus
companheiros. Sinto ainda mais não ter encontrado n'aquellas paragens
o comendador Travassos, sendo-me por isso preciso. convidar o subdele-
gado do Districto de Curralinho João Ferreira, homem de consciencia e ver-,
dado e morador junto ao canal que, accedendo ao meu convite, acompa-
nhou-me em toda a extenção do canal, onde me achai na manhã do dia 21.
Pareceu-me. que a maré vasava então, por que as aguas do canal corrião
para o rio. Procedi ao exame e do que vi e fui informado pelo mesmo
Subdelegado e outras pessims do lugar, algumas das quaes trabalharão nes-
se pequeno serviço, conclui que o serviço folie; no dito canal pelo Comrnen-
dador Travassos, por muito alto que possa ser elle avaliado não deve ir além
15k,000 réis, calculando seis dias de serviço para 25 pessóas a razão
de. k000 réis diarios : essa -quantia ainda é exessiva por que fui informado
que ó dito Comendador pagou a GD reis por dia. No canal encontrei
uma canim aberta vazia a qual estava encalhada e em Ires logares drene atra-
vessei montado tocando agua aos joelhos do cavallo : tinha mais ou menos
dois palmes d'agua, e .surprebendido por no pouca profundidade, foi-me
declaradó pelo referido Subdelegado que me acompanhava QUE o Commen-
dador Travassos apenas trabalhou no canal poucos dias, e depois que se
tratava da Resolução que autorisou a rescisão do contracto, verdade que
reconheci em prezença da pouca terra tirada de novo do leito do canal, e
botada sobre a ribanceira dello. Concluido o exame do canal, segui rio ia-
paratuba acima até o porto do trapiche Bia.Sorte, e do trapiche Cabrita,
propriedade do mencionado Comendador Travasses. Dêste rio tenho eu
pleno conhecimento, não só por que quando elle se desobstruia em 1844,
custa da Provincia e pelo Engenheiro João Blocm, lã estive coom o Prer
sidente d'então o. Brigadeiro José de Sá Dettencourt Camara, como ainda
por que depois dessa obra- feita tive por muitas vezes em 18-IG, 1,S-17 e 1845
de navegar n'elle desde o porto da Bi.)a-Sorte até o porto do engenho Ilha,
z__ 4

por que então erão proprietarios da IVA Sorte e Ilha meus amigos de sati-
.doza e grata recordaçã) o Engenheiro José ile Goes Barretto e José Pinto
de Carvalho : vê portanto V. EKC. que o trajecto que no dia 21 fiz pelo rio
Japaratuba, por mais de uma rasão me devia interessar. Subi o rio, o qual,
no seu leito, está limpo, dando livre passagem as barcas; mas isto somente
até o Trapiche Magalhães, sendo que deste até a entrada das Valias, meia
Iegua mais ou menos, para o trapiche Na-Sorte e Cabrita o rio se acha em-
balseirado, dando com custo passagem as barcas. Entrei pela 'Valia que
vai ter ao trapiche Cabrita : esta Valia pode ter 140 braças de extensão, e
15 á 20 palmos de larguraeoin fundo sufficiente para navegar barcas car-
regadas: estive d'entro do trapiche Cabrita, se de trapiche se pode dar o
nome a casa que vi : examinei cuidadosamente tanto a sua construcção, e
acabamento de obra, corno as madeiras n'elle empregadas. Sou pouco
entendedor de obras taes, por que nunca as fiz, más.a julgar por outras, é
minha opinião que essa casa poderá valer ao muito 1:00W000, porque a
excepção da boca, onde está collocado o guindaste de madeira, que tem
uma parède de pedra e cal, que apenas chega ao pavimento, toda a mais
obra é feita de madeira fina, tapado de taipa, estalido ainda sem portas
no fundo, de sorte que não offerece segurança aos generos que nelle forem
depositados: a obra é grosseira e mal feita. Se o trapiche Cabrita é de-
pendencia do contracto do Commendador Travassos, a Valia que a elle vai
ter tambem o deve ser.; portanto avaliando as 140 braças de Valia na
razão de 10000 reis por braça, 'teremos do serviço da Valia 1 :400000
reis. 'Não devo omittir que no logar em que hoje está feita a Valia que dá
entrada para o trapiche Cabrita, existia um riacho, segundo minha lem-
brança, chamado Riaeho preto, parecendo-me que o Comrnendador Tra-
vassos aproveitando-se d'elle o fez alargar e, aprofundar até o rio Japaratu-
ba, o que torna ainda muito alto o calculo que apresento em relação a
Valia sobredita.: assim como fui informado de que o trapiche Cabrita está
situado em terrenos de D. Candida de 'tal. Em resumo é minha opinião
que entre o pouco serviço do canal Pomonga, o da Valia, e o trapiche
Cabrita, o Commendador Travassos não despendeu mais da quantia de
2:550.000 reis. Entretanto V. Exc. dará o pezo que lhe merecer estas in-
formaçOes, certo de que Ih'as dou com a franqueza e verdade de que sou.
capaz.Deos Guarde a V. Exc.Aracajú, 24 de Fevereiro de 1866.Illm.
Exm. Snr. Dr. José Pereira da Silyr Moraes, Presidente d'esta Provincia.
0 membro da commissão, Francisco da Motta Rabello.Está conforme.
=0 Secretario, Cypriallo d'Ainicida Scbrão.

NUME110 7 A.
:COPIA: O Presidente da Provincia nzando da attribuição que
lhe confere o artigo 2° da lei n. 749 do 1° de Fevereiro de 1866,
tendo em vista facilitar a navegação do rioJaparatuba--cujo leito e
margem são obstruidos por um capim de natureza especial que ali tein
urna vegetação espantoza a ponto de impedir completamente a navegação
do mesmo rio, e attendendo mais a representação que a respeito lhe di-
rigirão diversos proprietarios d'engenhos d'aquella ribeira no Intuito de
remover aquelles obstaculos que muito prejudicão a lavoura d'aquelle for-
til valle,resolve pelo presente acto nomear dentre os proprietarios ali
residentes uma .commissão composta dos seguintes cidadãosBarão de
Propriá, Major José Rodrigues Coelho e Mello e José Bernardino Dias Coe-
lho e Mello, a fim de se encarregar da limpeza e asseio do mesmo rio,
observando para isso as instrucffies que com este baixilo, e que lhe serão
reinettidns. N'este .zenrolo -,, pe,..:tot--;;;',,
para tal fim opportunameitte Palacio do Governo dit Sttrgipe I 8lí Atiosto
llecessarias eoininunicações. Silva loraes.Es1 a 1:011i0IM.(-) Se0,4.i:jo
de 1866. 'José Pereira da
Cyprianu d'Aluteifbr. Sebr(i.o.
XE IVElte, ir.

Instrueções'a que se refere o arto L 2.'11.es:4teliria de IS


de Agosto de 1.806.
de sua confiança
Artigo 1.°A. comissão nomeará pessoa capaz e preço
que se occupe na limpeza e asseio do rio Japaratubamediante
dará sciencia ao Presidente da
rasoavel e previamente ajustado, do que
Provinda para sua definitiva approvação.
_

rioJaparatubaprincipiara da sua foz


Artigo 2.°.LA limpeza do navegavel, comprehendendo o seu leito
à sua nascença té ao ultimo ponto mais estreitos a navegação se faça
e margens, de sorte que nos pontos
sempre commoda e desembaraçadamente. da lia,
Artigo 3.°--A commissão no proprio interesse da conservação
dos trabalhos do seu preposto, a
peza do rio terá a seu cargo a fiscalisação
e proveito.
fim de qae sejão elles feitos com regularidade
Artigo commissão no desempenho das attribuições que lhe
cada um de seus membros o
competem examinará sempre por si, ou por limpo, e offerece
estado de rio, a fim de conhecer se elle se conservalogo no caso contrario
navegação a necessaria commodidade; devendo opponha, indicando para tal
remover qualquer obstaculo, que a isso se
julgar dever adoptar-se.
fimo modo que mais conveniente e proveitoso
Artigo 5.°Os vencimentos que houver de perceber o encarregado
mensalmente pagos pela Thesoura-
da limpeza do rioJaparatubaserão apresentará o re-
ria precedendo despacho da Presidencia, perante a qual
ferido encarregado attestado da maioria da commissão que comprove o
bom desempenho de suas obrigações.
§ 1.°A estes vencimentos só terá direito o encarregado, durante o
tempo que estiver em effectivo trabalho.
Aatigo 6.a-A.' can-imissão cumpre exigir a maior pontualidade no
cumprimento das obrigações do seu preposto, devendo em caso de falta
communicar logo ao Presidente 'da Provincia, pedindo a sua exoneração e
propondo conjunctamente outro que o substitúa.
Artigo 7.eA.' comissão compete ainda indicar fundamentada-
mente ao Presidente da Provincia os meios que julgar convenientes para
Japaratuba, quer
o mais amplo desenvolvimento da navegação quer no rio Sergipe 18 de
no canal que com elle se liga. Palacio do Governo de
Agosto de 1866.José Pereira da Silva Moraes.Está conforme.-0 Se-
cretarioCypriano d'.1bncida, Se( rio.

NUIIERD S.

749
O Presidente da Provincia, autorisado pelo art. 5.° da Resolução n.
do 1° de Fevereiro de 1866, ordena que, em quanto nãofica estabelecida
livre a navegação do canal Pomonga e rio Japaratuba, se observe na co-
brança dos impostos mencionados no art. 30 e seu § unico, o seguinte
REGYLAIIENTO
'Art.l.°--LTodos os generos que passarem em barcas, balsas, jangadas,
,eadóas, ou entro qualquer meio de transporte hydraulico pelo rio Japara-
'tuba e canal Pomonga licão sujeitos ao pagamento dos impostos estabele-
cidos na tabella (pie com este baixa.
Art. 2:Para -a cobrança dos impostos, de 'inc trata o art. :1° se esta-
belecerá uma Rec,ebedoria na embocadura e togar mais estreito do rio Po-
monga.
Art. 3.°--Os generos que partirem da capital pagarão o imposto na res-
pectiva Mesa de Rendas, a qual dará um conhecimento do pagamento men-
cionando o numero e qualidade de volumes e importancia total do paga-
' mento.
§ 1:Este conhecimento será apresentado na passagem ao empre-
- gado- da Recebedoria, que conferindo-o e achando exacto com o inumo e
qualidade dosgeneros conduzidos, lhe porá o seu passedatando-o e
-:issignando
§ 2 °Se na verificaão dos volumes for encontrada maior quantida-
de, ou qualidade diferente da que constar do conhecimento, o empregado
que estiver de semana na Recebedoria não consentirá que o transporte
que as conduzir siga o seu destino, sem que haja pago em dobro a differença
encontrada, 'fazendo constar esta circumstaneia do conhecimeto que lhe
, ior apresentado.
§ 3.°;Se algum transporte tonduzindo generos da Capital tentar a pas-
- sagem do canal sem haver pago o imposto respectivo, será detido na Rece-
le.doria, até que o pague em dobro : esse pagamennto constará de um
nhecimento que o empregado entregará ao encarregado do transporte, e
n' elle ficarão escriptas as causas do pagamento em dobro dos generos.
ss -I -°Ao transporte que não partir da Capital perrnittido pagar o
imposto na Recebedoria, -se a elle se dirigir para esse fim.
§ 5.°--0 -transporte que não partindo da Capital tentar passar a Recebe-
'dona sem o ,pagamento do imposto dos generos que conduzir, ficará su-
jeito a mesma pena do § '3.° do art. 3.0
Art. '4 °--Aos mesmos impostos constantes da dita tabella ficão sujeitos
todos-os generos que descerem pelo rio Japaratuba e canal Pomonga, e os
transportes que os conduzirem não poderão transpor a Recebedoria, sem
-que alli paguem a importancia devida.
.§ tv---0 pagamento dos impostos, de que trata o artigo antecedente,
constará de um conhecimento datado uassignailo pelo empregado da Rece-
bedoria, contendo o numero e qualidade dos generos de que se pagou o
imposto e sua importancia.
Art. 5.°A Mesa de Rendas da Capital exercerá por meio de seus Es-
cripturarios, Guardas e remadores a maior vigilancia sobre os transportes
'chegados dos portos que lhe ficão acima ; e verificada a chegada de algum
ou alguns passados pelo canal Pomonga e cuja carga não tenha pago na
.Recebedoria os direitos estabelecidos na tabella. procederá para com cites
-como se acha prescripto no 3.° do art. 3.°
Art. 6.°A Recebedoria, creada pelo art2.° do presente regulamento,
...será composta de um 2° escripturario, e de um Guarda, tirados dos da Mesa
.de Rendas da Capital, e revezados semanalmente.
Art. 7 .°Ao Escripturario da Recebedoria incumbe
§ 1.°-=-Assiguar as partidas de receita da Recebedoria. os conhecimen-
los de pagamentos de Impostos, os termos de desobediencia e resistencia de
,que .tratau 5° do ari. 90
s- °Receber, guardar, e entregar na Mesa da Capital no fim de cada
semana, a receita que houver
arrecadado, mediante uma guia explicativa,
da -dita receita.
,
.ç 3. .Vicriar o comportamento e cumprimento de deveres do respec-
tivo narda.
4.°----Cumprir as ordens que lhe forem transmiltidas pelo Governo da
Mesa.
Provincia, Inspector da Thesouraria e Administrador da
5.°Dar parte imediata de qual quer occarrencia para a qual seja
necessaria a presença das Autoridades Administrativas, Judiciarias e Po-
liciaes.
Art. 8.e''0 Guarda da Recebedoria tem por obrigação:
§ 1 .*--Vigiar, principalmente durante a noite, que não passem trans-
portes pelo canal Pomonga conduzindo generos sujeitos aos impostos da ta-
hena, sem que os respectivos encarregados (refles saltem em terra, e pa-
guem as competentes taxas, ou apresentem o conhecimento de.já.. havei-os
pago na Mesa da Capital.
-
S -3 ° bixi
- liar o' Escripturario na cobrança dos direitos da Recebedo-
ria, e na sua respectiva guarda.
§ 3.°Cumprir todas as ordens que por bem do serviço lhe forem da
das-pelo Escripturario.
Art. 9.°Na Recebedoria ba.verão cinco livros que deverão ser escrip
tarados pelo Guarda, e assignados pelo Escripturario.
ss 1 °lini para a receita dos gencros procedentes do rio Japaratuba
canal Pomonga.
§ 2.'Um para a receita dos generos vindos dos portos de cima da
Capital.
3.°-1.Tm para a receita em dobro dos generos dos portos da Capital.,
sem terem pago na Mesa de Rendas o imposto devido, ou que o tiverem pa-
go de menos.
§ 4.°IIm de conhecimentos dos pagamentos feitos na Recebedoria..
§ 5.°---Um de termos, onde se lançarão os de desobediencia, resisten-
cia, e injurias feitas pelos encarregados dos transportes.
Art. 10.Todos estes livros serão fornecidos pela Thesouraria. Provin-
cial, da mesma maneira que o são os das diferentes Repartiçães Provinciaes:
Art. 11. O empregado que cobrar e receber taxa maior do que a que
se acha estabelecida na tabella que acompanha o presente Regulamento, ou
que a cobrar menor, soffrerà no primeiro caso, além .das penas estabelecidas
nas leis criminaes, a de demissão do emprego ; e no 2 a de repór pelo des-
conto da :Y parte de seus vencimentos a quantia que faltar para preencher a
taxa devida.
Art. 12.-0 Patrão, dono ou qualquer pessoa, a quem for entregue a guar-
da e direcção dos transportes que conduzirem gcneros pelo canal Pomonga,
que empregar força maior e resistirem ao pagamento das taxas estabeleci-
das na tabella ; ou que desobedecer. c injuriar aos empregados incumbidos
de tal arrecadação, soffrerão, além das penas estabelecidas nas leis crimi;
naes, a de prisão, se esta se poder effectuar no acto flagrante da resistencia,
desobediencia ou injuria.
Art. 13.Para que possa ter logar a itnposição da pena de que trata o
art. 12, o empregado encarregado da cobrança lavrará no competente livro
o termo necessario, e assignando-o com o Guarda, e mais pessoas que pre-
senciarem o facto, remetterá por intermedio da Mesa de Rendas á thesoura-
ria, a qual enviará logo 'ao Governo da Provincia para esto resolver como
entender justo.
Art. 14.-0 Inspector da Thesouraria c o A,dministrador da Mesa d.e
8

Rendas exercerão a mais sveravigitancia, riTío só a cerca do comportamento


dos empregados da Recebedoria, corno da maneira por que cites cumprem
as obrigações impostas no presente regulamento, podendo cominar a pena
correccional de suspensão até 15 dias, com perda de vencimentos.
Art. 15.A des,peza necessaria a fazer-se com acquisição, ou construc-
ção da casa para residencia dos empregados da 'Recebedoria correrá, por
ora, por conta dos cofres provinciaes, os quaes serão indemnisados logo
que a receita da Recebedoria o perrnittir.
Art. 16.-0 Governo da Provinda poderá conservar em um aparta-
mento da casa da Recebedoria um pequeno destacamento para garantia, não
só dos dinheiros arrecadados, como dos empregados d'ella : este destaca-
mento ficará sob as ordens do Escripturario.
Art. 17.A. Recebedoria se conservará., em quanto o Governo da Pro-
vinda julgal-a conveniente podendo para o futuro, e quando houver base
para se 'calcular a hnportancia dos direitos pela mesma ,arrecadados em
um anno, fazei-os arrematar em hasta publica.
Art. 18.=A. importancia dos impostos arrecadados pela Recebedoria,
deduzidas as despezas com a acquisição da casa, será exclusivamente appli-
cada á limpeza do rio Japaratuba, escavação, aprofunda& e conservação
do canal Pomonga, e todas aquellas que disserem respeito ás obras e melho.
ramentos dos ditos rio e canal.
Art. Receita da Recebedoria será recolhida semanariamente
pela Mesa de Rendas. á Thesouraria Provincial, com guia especial, na qual
se declare o nome do Empregado arrecadador, e da semana a que pertence.
.Art. 2.0.=:Esta receita será escripturada .em livro especial e só terá o
destino para que cila foi creada. N'este livro será tambem lançada á res-
pecti.va despeza.
Art. 21.No principio de ,cada mez a Thesourariaewviará ao Governo
da Provincia um balancete da receita arrecadada, e da despeza feita no
mez anteceden te.
Art. (22.-----0 presente Regulamento 'terá execução -d'esde que estiver
montada a Recebedoria; e depois de publicada pelo jornal.
Art. 9.3.São isentos do pagamento das taxas todos .os generos desti-
nados a serviço publico.
Art. 24.=Para que tenho livre passafYerwos generos comprehendidos
no artigo antecedente, deverão ser elles acompanhados de uma guia as-
signa.da pela autoridade que os enviar.
Art. 25.--=-Revogão-se as disposições em contrario.
.P.alacio do Governo de Sergipe, em 34 de agosto de 1866..Tose Pc-
vira da Silva Moraes.
labella a que se refere o artigo primeiro do Regula«
mento desta data.

Generos U:IDADE OU vomm IMPOSTO

.. Caixa

.. ...
.ASSUCar . .
» . > . . . Feixo .!1,24)

» . Sacco .7080
Algodão . Saeca .7500
» Ilõlo 400
Aguardente
»
»
..
.....
:
. .
. .
Barril
.
.
Pipa
Meia pipa
4;7000

17000
» . . . . . Anchoreta
. ., . Sacco ;5080
Arroz
Aletria . . . . . Caixa 100
Alambique de metal e seus petences. Um >000
Arados . » .7300
Azeitonas. . . . Barril' O Of30

Aço . . Cunhete 400


A1110 S
Cèsta 400
Bacalhão Barrica !D(.200

13atatas . . Gigo ou caixa ,00


Cama . . Uma 2-7000
Cal .. Alqueire .7100
Café pilado Sacca ,7400
com casca » 400
Game de Charque . . Arroba :7050
Cebólas , . . Canastra .,7100
arrica
Barrica ,7400
Cadeiras ....
Charutos ... ..
Caldeira de ferro
. .. . .
'
Uma
Milheiro
, Uma
.7100
.7100
4. 7000
Cimento . . Barrica ,7604
Caibros ...... . Duzia
Cento
D.,000
1.00
Cócos
Couros seccos . . Ura 050
salgados . »
Esteios até 15 palmos , »
até 25 » . . , . » ' 500
E assim por diante angmentando-se
100 rs. pelo excesso de cada dez
palmos. . .
Enchimentos Duzia 17000
inchadas ,
Farinha de trigo .
Ferro
Fumo.
. .
.
........ Barrica
Barra
Fardo grande
300
r.100
6.10
Meio fardo 420
.. ..
Ferragem. . . Barrica .7600
Fazendas . . , Fardo 1400
. . Meio fardo

'
Fazendas
».
.... .
Forma de ferro ou de barro
.

.
,
.

.
. Uma

, Caixão
. Meio caixiio
,300
1,7000
.7500
2 --
Farinha de mandioca. .a.
Favas
Feijão
.
.
.!S eco
.
.
.

. .
... i

»
»
Frechaes=o 111CSITIO que fica estabe-
lecido para os esteios, e nessa con-
formidade toda a qualidade de ma-
deira sujeita a ser legalisada
Gado sulino . .
cabrum
.. Um
» sY-300

lanigero » Ç5:300
cavallar ), '2000
vaccum » 000
Garrafão , » 050,
Gaz Lata :7100
inhames , - Cento oo
Lenha » de achas
Louca Gigo. 4:-;000
Talha f.")00
'Melaço crú ou cozido Pipa -4-000
illelaço Meia, pipa
. Barril 1.7000
Anchoréta 'P500
Nachinas a vapor para moer carmas- Uma 20;7000
Nachinas para descaroçar algodão » 10000
Machinas movidas a animaes . . » 5000
Machinas de cortar capim . . » 500
Mesa redonda » t00
pequena »
Manteiga . . . Barril
.31a rqu eza Urna.
:Moenda de ferro » 2,-5)00
Oleo Lata. ir100
Paças - , Caixa
» . Neia caixa
Piassava Feixe
Pregos
Polvora
Papel
. .
Barril

Bala
,, .... -,`A00
PaioE, chouriças e outras carnes en- .

saccadas Sacco ou Barrica


Pelles em geral Uma s5O2()
.Queijos I Caixa
,

Rapé ' Arroba z,500


» Meia arroba
SalAo. Caixa
Sal Alqueire
Salitre Barril 40
Sardinhas »
Spermace te .
Taxa de ferro . .
.- , Caixa
Unia
l 00
1-7000
'Taboados de caixaria Duzia 1.700.)
Tabocas. - , . , Ccnto
Toros de mangue. »
Tijolos , , »
3 --
. »
:Telhas , .:
2.11',)()
'. Thula
'T ah O atIO 'II
4:7009
'Vinho. -. .4, . Pipa
-2;.:000
.4 *. .. Meia. pipa
.
>4

» .. .. .. Barril
» . . Anchoreta
Vinagre ... .
Pipa
Meia pipa 2.7.0.00
.» 1;7000
-. Barril
: Andloreta
Caixa iOi
'Velas de cárnaUba. 4. .

NiOTA.

comprebentlídos Wesla 1,a.


l'ara:aqiielles 'grertero tiüe tão estiveretti
I-Jella, se regulará a Recebedoria ou Mesa de Rendas pelas taxas que lhes
Sergipe, em 34
lorem aqui mais apróximadas.Secrelaria do GrOverno de
Sehrão:
le -..k,gostO .41e 1866,O Secretario, Cypriatto cle illincida
:1," 9,

Slappailit vaériat ito praticada loa provincia de S?rzipe


durante o anato decorrido Io 1.0 dc julho de
1i3«3 ao ultima de junho de 1LSGG.
I
TiA ACCI-
SEXOS coNnicçõEs
N.11:;10
Ji

--
C.)
o on ,

"r4
-MCNICIPIOS
O =
~. -0
: ... -
-1D
_ O
»11 1.101. ri)
:tracajú \ 299 124 311 112, 3081 76 :39
_J
f-F3

Soccorro 80 22 5G 48 121 146


Dtancia 156 432 6" .1661 7 4:8 4.0 788
São Christoffio 42 1-11 9
5:31
Larangeiras 44 561 3 29, 88
161
Maroim 11 14 1i 91 4 '31 .15

Rosario :33 45 12 8 23 '26 Si;


pãra tliba -19 61 811 '18
12 1 V .10
Divina Pastora A
4)3 1.')! ,36 f 16 5
Lagarto
4)8 ;)2 8 4/ .~
3
Itaporanga 14 32 1.0! 12;
ar.ra dos Coqueiros-; ti A 9 -1! 2 5 :3 to
943 74t; 1319 :170, -"Ti25--4 260 475 1689
Totaes
1689 1689 1689

'..OBSERVÀCAE.8

o'CI neer .vaCeiUico 'em .tan-iinas continua á mostrar se ipiasi sempre


improfieuo em todos os pontos da provinda.; o contido em tubos capil-
,lars..pOucaS veses -falha em scos -etTeito,.
1Etri o numé:ro .dos xaccinados com proveito, de que faz menção o
prse.fte mappa , 'está comprehendido o de 1 individuos , que foram
revaáinadoS, es ainda alguns d'estes .tercéira vez e quarta; iSto conforme
o que se deu nesta capital, c-consta dos mappas parciaes.
Alem das ,larninas .e tubos que enviei .aos ditTerentes Commissarios
Vaccinadores no anuo findo um Junho ultimo , foram ainda distribuidas
á varios partiCUlares no mesmo periodo seis tubos e Uh-fia e duas
peio >que .parece nio entrar em duvida que a sumula. dos vaecinados
Jia ro.inciu deve -tr sido muito mais elevada , que a representada aqui.
Dr. Francisco Sabino Coelho de Sampaio
-Commissario Vaccinador :Provincial
xutiluto to.
OPIA...4ernio 'de contracto entre o Governo da Prm ó
-rei José Fiel .de Jesus Leite para o estabelecimento de unia oiti-
tina lypographica
.
abaixo se declara.

*Aos dezenoVe dias do mez de iklitrço de mil oitocentos e sp.ssen ta e


seis, nesta cidade de Aradajú, Capital da ProVincia de Sergipe e no Palacio
'do Governo onde se achava o Excellentissimo Senhor Pidsidente 1.)..utor
-José Pereira da Silva Moraes , compareeeti o Bacharel José FiI de Jesus
Leite pata 'o fim de contractar o estabelecimento de uma oflic ina typogra-
phica, onde se pribliqnem o Jornal official da Provinda, Leis, Regulamen-
tos etcetera, nos termos da Resoluç7io Provincial numero seis cenios e cin-
cO de onze de laio *de mil oito centos e sessenta ; e sendo pelo mesmo
Xcellentissimo Senhor apresei] tadas as Condiçríes do contracto, declarou o
referido Bacharel contractanie, sugeitar-se a cilas, e são as que se
.contraciante obriga-se a estabelecer n'esta Capital no
seguemArt.
prazo de quatro mezes, a contar desta data, uma oficina typOgraphica, e a
priblicar de dilas a tres Vezes por semana rim periodico oficial, que se de-
nominaraJárnal de Sergipeo qual poderá ser publicado diariamente
'durante os trabalhos .d'Assembléa Legislativa ProVincial, conforme a afilti-
encla de materias. .

Art. :?..°Obriga-se Mais a publicar todós os actos officiims da Presi-


&boja e -do .Governo Imp.erial, cuja publicação cOnVier a Provincia, ou for
determinado pela mesma Presidencia, todos os Editaes das (Mexei*: re-
pattict,es proVinciaes , iodas as collecções, rine lhe forem exigidas , de co-
nhecimentos, talões e modelos, bem corno todo o expediente e Correspon-
{lenda das supraditos repartições. Igualmente se obriga ã impriMir e en-
cadernar em brochura os relatorios da Presidencia cóm os respectiVos do -
c:na-lentos-, mappas e appensos, Como Lambem as collecções das Leis Pro-
Vinciaes e regillaméritos 'que sobre cilas forem expedidos.
Art. 3..0Obriga-se ainda o contractante a fazer tomar por tachygra-
pho todos ás trabalhos e debates, por extenso, d'Assenibléa Proyincial sem
suas Sessões ordinarias, extraddinarias e proirigaçàès; e bem a não
publicar em seb jornal censuras., (fuer contra a mesma AssembHa q ner "coii-
tra cada Um de setis Membros nó exercicio de suas respectivas funções, sti-
geitandose no cato de infracção de quaesquer das.Condiçães do preSentt:,.
artigo 'a miilta de qiiinhentos a um conto de réis, júe lhe será imposta
pelo Presidente da ProVincia-.
Art. 4.°ISão se cemprehenderá na piiblicação das Leis e Regulamen,
tos, de qtte trata á segunda condição, a reimpressão (piese
publicados, sábio a compilação e indice, de (pie falia a licsiilii:;to o moi:1.o
quatrocentos eSeSseiita e quatro de vinte e oito de 31arçO de mil oito_Cen
tos e ciridoenta è sete.
Art. 5.bFica absoltitamente prohibidb ao coritractinite publicar em
seu jornal escriptos, que censurem os actos do Governo, ou olitros que de
qualquer forma tendão a desenvolver o espirito de partido e exacerbai'
inialqüer pardialidatle politica existente f(ka (feita ;
(lendo entretanto tratar sobre ideias geraes de politica, mas de modo a
nunca ()frender° pensamento do GoVerno , para cuja defesa fica ()brigado
a publicar no seiá jornal qUaesquer eseriptos que lhe forem rernetlidor,
krt. 6.°t' prohibido ao centractante publicar em seu jornal escrip-
tos virulentos contra quem quer que seja, uma vez qtie n ã) sejão assigna-
(ies por seus autores, que asstimirão a reponsabilidade, .1s censuras
2

empregados publicos no exercicio de suas funcçrjes deverão


porém feitas a decente e comedida.
ser sempre em linguagem relatorios, c ollecç'ões de Leis
M. 1.0-0 numero de exemplares 'dos de cem de cada tuna dessas
Provinciaes, não excederão
O Regulamentos Secretaria do Governo. À quantidade de
obras, que serão entregues na do jornal, será reguladada pelas nc.
todos os outros impressos, a excepção
chefe das Reparttçães
eessidades que houverem, cuja apreciaçáo compete ao
respectivas. o mais que lhe for possivel
Art. 8.°-0 contractante obrigase a tornarconveniencia publica, noticias et
interessante o seu Jornal por escriptos de pessõas habilitadas, que n'esse
cetera ; para o que procurará o concurso de cilas a sua custa a quan-
intuito o auxiliem, dispendendo se for precizo, com
serviços.
tia neeessaria para indemnisação de seráseus
similbante ao do actualCorreio
Art. formato do jornal
augmentado, más nunca dirainuido, quaes quer
Sergipensepodendo ser
que sejão ,as circunstancias; e conterá o numero de colunnas zorre,spon-
dente ao seu formato. material exis.
Art. iO.°O contractante obriga-se á comprar todo o
propriedade sua, pelo pre-
tente na tuographia provincial, que se nomeados
tornará
por cada uma das partes
ço por que for avaliado por dois peritos ra-
contractantes, e cujo valor lhe será descontado proporcionalmente na
deduzidos da primeira prestaçáo
zão de dez por cento ao mez, que serão e bem assim a receber
Mensaes até que se verifique o completo pagamento,
da actual Typographia Pro-
em sua oificina typographica, o administrador quando estiver em serviço.
vincial, com os vencimentos que ora percebe,
Art. 11.3De cada numero doJornal de SergipequeGoverno, se publicar,
vinte
entregará o contractante vinte exemplares na Secretaria do
furiccionar, e uni exemplar
e cinco na Secretaria d'Assembléa, quando esta
da Capital, e mais um na Secreta-
a cada urna das repartiçbes Provinciaes
ria de Policia, i3odendo, não obstante, fornecer maior numero de exem-
estipulado, que será
plares mediante indennisaeáo da metade do preço ultima parte do artigo
lambem extensiva as obras avulsas, de que trata a
segundo. todas essas obras,
A.rt. 12.°-0 Governo pagará ao contractante por cle, réis, na forma
publicaçães e tachygraplúa a quantia de desasseis contos oito centos e ses-
da Lei numero seis centos e cinco de onze de Iaio de:Receberá
mil
no fim de
senta; sendo o pagamento feito pela forma seguinte de
todos os mezes mediante previa autorisação da Prezidencia a somrna
oito centos mil réis : receberá no encerramento dos trabalhos legislativos
sáo quatro contos e quatro
somma de dois contos de reis e o restante que
a contar do dia da pu-
centos mil reis, recebei-os-ha no fim de doze mesesdevendo serem sempre
blicação do Jornal ; e assim conseguinternente,
feitos com toda a pontualidade.
Art. 13.°-0 presente contracto durará nos termos da referida lei de
da prezente data ; po-
onze de Maio, por espaço de nove anus, contados publica
dendo lorém ser rescindido pelo Governo toda a vez que a utilidade
a,sim o exija; salvo, porém, n'este caio, o direito do contractante a culpe-
rescizáo por infracçáo dc quaes
!.1,e indemnisaçáo. Turbem terá lugar a bypotheze O con-
r ti;!s conrliões estipuladas no artigo quinto, e n'esta
... .eeete não terá direito á indemnisaçáo alguma.
Art. 1.I.° Findo o prazo de que trata o artigo antecedente, o contracto
para as partes
se julgará, ipso facto, extinto, sem mais direitos e obrigaçUesaccordo entre si.
contractantes, que o poderão todavia renovar por motuo trata o artigo
Art. 15.°Se, findo o prazo de quatro meles, de querequerer e ob-
primeiro (salvo qual quer prorogaçáo que dentro Welle possa fuuccionando
ter da Presidencia) o contractante titio apresentar montada, e
a officina typographica de que se trata ; ou mesmo .se durante o prezo de 9
unos de que trata o art. 13° por qualquer circunstancia, o contratancte nao
puder continuar a desempenhar as obrigações, a que se sugeita. pelo presen-
te contracto, se julgará elle extincto e o contractante. obrigado na primeira
hypothese a entregar a Provincia tódo o material da Typographia Provin-
cial que a titulo de compra houver recebido ; na segunda hypothese, po-
rém, se o coutractante não tiver ainda pago integralmente a quantia, pela
qual houver comprado a referida Typographia, a Provincia terá preferencia
no material da ollicina para indernnisar-se do restante da sua divida, para
o que considerar-se-ha com hypottieca legal sobre o material da mesma
'officina.
Art. 16.°A actual Typographia continuará a funccionar até que o
contractanie apresente montada a sua nova oliicina, de modo que não haja
interrupção na publicação do Jornal.
Em firmeza do que e depois de pagas pelo contractante as quantias de
desaseis mil reis na Alfandega de sello propocional, e a de trinta mil, réis na
3lesa de Rendas de emolumentos Provinciaes, corno se evidencia dos respec-
tivos conhecimentos, foi lavrado por mim, José Constituino Telles, chefe da
terceira Secção da Secretaria da Presidencia, o presente contracto, Que es-
crevi, e vai assigaado por Sua Excellencia o Senhor Presidente da Provia.-
cia, pelo contractante, e pelas testemunhas Ozeas de Oliveira Cardoso e Al-
fredo Roclrigues de Siqueira Montes, depois de subscripto pelo Secretario
Interino Doutor José João dc,, Araujo Lima. E eu José joão de Araujo Lima
afiz escrever.José Pereira da Silva 3IoraesJosé Fiel de Jesus Leite.
Como testemunhas : Alfredo Rodrignes de Siqueira Montes.Ozeas de
Oliveira Cardoso. Esta conforme.-0 Secretario.CFiano (1' Almeida
Setrão.
hospital de Caridade de Nossa Senhora da Coneeieao
do Aracajú.
BALANÇO DA RECEITA E DESPES DO ANNO DE 1866.

RECEITA.
,..- 1 :166;566
SubvençZío Provincial.
Juros das apolices . . . . . 7005000
Contribuiç'áo rnaritima . . 1:7367:63r,
Soldo das praças de Policia . . , 5235867
Medicamentos ás mesmas praças . . . . 1807:000
imposto de 10 réis por canada de aguardente. 74.553:30
Aluguel da Enfermaria de S. Sebasti7an . . . . 4807,000
Rendimento do Hospital . . . 227000
Dita do Cemiterio . . . . 45200
Donativos . . . 140:000
Extraordinarias 759z000
6:9057:701
Saldo do anno anterior , 10:3177:393

17:293094
DESPESA.
Fornecimento de viveres. 1:8257:041
Pessoal do Hospital. . 1:8047,992
Costeio do mesmo . -
1:5017:695
Fornecimento de medicamentos 1:4897.6572
Pessoal do Cennterio 312-:000
Despesas com o mesmo . 2-7000
Despesa eventual 78-7:020

7:0145400
Saldo que passa para o a.nno segninte 10:2087:691

17:2237:094
DEMONSTRAÇÃO DO SALDO

Em dinheiro. . . 208694
» apolices da divida provincial 10:000900
40:20869-i
Sala das Conferencias da CommissZio 3 de Janeiro de 1867.

O Secretario, Polydo rio Percirct Gomes;


IV.° 19
Hompliat do Cavidade'dtk NONNII Nenhora da CimeollisiCo. do.Nracajiric
3Invimento dás enformario do São Roque o Santa Izabelno anno do 1806.

NÃO ESPERR
A A NI

EXISTIAM ENTRA RAM e'

.,
SA II I RANI. CURA DOS PALLECER AM
PIR..1 CURA
EXISTEM
a I

B
Homens Mres ilomensígiifflores rA ilonlensi~s llornens11 titilares llomensillulliores ilomensi~
12 12 7 18 í 7 4 No
i r) 1 5 98 .1 38 1911 77 I ilk 1
1 i

$ala das Conferencias da Commisstio, 3 de Janeiro (1431867.-0 SecretarioPolidor° Pert.fra. Gomes,«


N." 13.
dè Caridatie.de Nossa wit-mitora da ConéelleZio
do Aracajú.
Illociniento da enfermaria .de, Súa Sebastiiio' 110 nano de-1866.

CORPO .11E POLICIA 'MON ISORI0

-- -- ---- - - - - ----

.1'.xistiaEntraram Somm a L"


S'ildrim
fal lerenm Fio.' ex-
curados ' ' - istindo
Soma.
!!

1 40 41 38 9 1 41
-------
Sala d.:s conferencias da Commisgio, 3 de Janeiro de 1867.
O Secretario,
-Polidora Pereira Guines
jixpPikdo movimeitto do comiterio da 'Capitai itO
anno de 1866

IDADES .ESTXDOS CONDIViES

SEXOS
Meninos Adtiltos:Solteiros[Casados Livres Escraos'
I-87 4:3 ----:.1-4 VI 20 81 I. 6-1
Homens 1

99
99 56 43 :36 I7
.111ollieres
... _ __._
I

Caridade da Ca-
-Sala das conferencias da commissiío do Hospital de
pital, 3.de -Janeiro de 1867.
O Secretario,
-Ptplyr.l.oro Pereirú Guines.
N.° 15.
DemotiStrativo da lteeeita e Dempoza do hospital aa
Santa Casa da illisericordia, cresta Cida110, demle
29 de Abril do corrente mano até 3411 de
Novembro ; t saber :
RECE,ITA
Joias dos Irrnzios. 5:0507,090
Doaçrto do 4InadO José Teikeira da Cunha. . t;ork.,t000
Idem » « Reverendo José Uno . . 700D009
Idem » Francisco Pinheiro da Fraga 700D000
1:900,7000
SubscripOo para a inStalaçrm da irmandade dos
'que n7,io siío Irmos 1.:119.000
Annuaes dos Irmiios. . 1807.,000
Esmolas de bolsa 21(4?"750
-Benet-idos d'espetaculos-dramatic0 '2537,000
SubvenIo Provincial 500000
Quantia adiantada pelo Thesoureiro . . . 4O660
.11 l. ib . o .4 0:282.7.4 19

DESUZA.
'Impress5o dos compromissos, Diplomas, livros,
sellos e mais dcspezas d'approvat;5o d'aquelles. 9.41:."760
A casavam o Hospital, sisa, despesas com o re-
partimento, taboas, serventes e pinturas. 7:547$180
'Terreno para o Cemiterio e sisa . . . . ?-).1,-)C.it-)0

Por limpar, cercarAelheiro, Cruz e porra°.


----
205::gs;)
417..8.80

Moveis e Utencis. . . ..... .


Por l2leilos-de ferro, coles e traviseiros.
.
3627720
3:357.'2&0

para os doente,s . . . ,. . ....


Roupa de Cama, toalhas, cobertores, e roupa

Feitio da roUpa de cama, dos -doentes e'toallias.


169.7,100

8f7100
:Sofragios aos Immfeitores e Irmiíos fallecidos. 1 'i k .:(0
-Comedorias dos doentes -607:510

1)itos aos elnpregaJos internos


31edicanitAlos t,grziti )
...
Salarios-aos inedicos e eapeUio (grais}. . -. »
4517,200
'o

-ilijs . . . 10:282:410

S. E. &O.
laraligehus. 7 dobeze,mbro de 18G.
-0 Thesonr;;iro, Frunriso .Intoio da Silba Gaça-.
N.' 10.
.

)ia.ppo, demonstrativo do S ~mies entrados no lioSpital (ia Santa Casa àalniSè-


.

ricordia d'esta Cidade, desde 29 de Abril do torrente anuo até 30 de.Novembro.


[-:
--:::
9 .,n
-
SEXOS li
7.: - t-
"a
-
,-.
."..
w.,..,
i:.-.

MOLESTIAS _ OBSERVACAES

.Masc° Fem°
= o ....... - .-,..,

-
z ., ,.... . -2
,
1 A.lienado ' 1 ltetnettido pelo lllm. Sr. dr.
9. Anemia 1 IChefe de Policia , em '')1 de
.
1 Anemia dearrheià !Maio.
1 Aneurisma d'aorta 1
1 Ascites symptomatica dos orgrtos thoracicos 1
1 Blenorrhagia, ulcera no recto ourinario 1
.1 Cancro no membro verit 1
1 Dito no recto, hypertrophia no fígado .1 Operou-se 6 homens, sendo
1 Dito no utero .1 um Paracentesis , um de hy-
1 Dores rheumaticas 1 drocele um de fistula no anus,
1 Esplenites cronica anemia 1 dous de dilatac5o da uretra,
3 Estreitamento no recto 3 um amputaç:iio do membro
*4 Dito da uretra 1. iviril , e duas mulheres , unia
1 Exotores syphliticos e uni lipoma 1 idilatac'ão
! ,
do recto, e outra es-
1 ;Fistula no an,!s 1 tirpaio do recto , e outra es-
1 'Pilo visici.,.vigitt. 1 iitirpal5o de lipoma, e uma mi-
l [Go ri; :::.
1i 1 Iliopesia.
I 1 I,Grangaelina do Pirinéo
,

1 ;Hepatisação no .pulinrio esquerdo 1 Os tres primeiros fallecidos


1 Dita » direito .1 isepuliaramise no Cemiterio da
1 Lipoma ,
1
1 3!atriz, a os outros Ires 'no Ce,
1 Nephrites cronica hydropesia !imiterio do llospital.
1

1 Ophtlialmia purulenta
1 Ostheocopas 1 As duas doentes de variola
4 2 Phtysica 3 foram tratadas em 'casa par-
1 Dita mesenterica 1 tieular,, a espensas fio ilos-
I Peumonia direita .4 pitai.
9 9. Syphiles 4.

1 Ulcera no recto 1

2 Variolas ,9

67
_
19 9.0 7 5 11,1
-

Larangeiras, 30 de Novembro de 1866.


O -Escriv-zioFrancisco José, da Graça.
'N." 11.
'19emongaralivo do defiet do 11109)11o1 da:Santa C11114a, da Ilii-
zerieordia d'esta Cidade, em 30 de Novembro
,proximo,passado ; a oaber :

-Dl V IDA 'ACTIVA

,0;«Iálj tia Miuritada por Mim, como se vé do quadro .° .41~


-Idem idem..pelo ex-proveder Angelo Custodio Policiano,
da qual se lhe resta -66! 56O
ildem que ainda se reta ao Innrto Mordomo e Medico do
hospital Dr, Francisco Alberto de Bragança, pela com-
lira da casa.para o. Hospital, que se lhe fez . . . 1305000

Reis
-S. E. &O.
-Larangeiras, 7 de Daembro de 1866.
O .Titcsoureiro

-Francisco ÁnIunio da Sitcrt


Ni.°

iiiippa do movimento do DoSpital de Cariilitãe tia Sanià


Casa da illisericordia da cidade de Sao Claristovito des-
até 31 de Dezembro de 1S30'.
de o 1 de Janeiro
ENTRA. SAIIIIDAS E X 1 Pi-
DAS TENTES
.... ...._
NAO ESPE
CURA- 31 O R-
R AR AM
DOS TOS
POR CURA
MOVSENTO
.W ir) cp .8 1 -. '6' ci, g3
s. C
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cl? a") 92 _.
'E o o E
o -5 E
o 'E - .5 E c'

......- 1:4 -, . ,.. ',......; :::: , ..--- ::-. =


;Existiam 1 34
'Entraram 63 17 80
,Sahiram 5i6 1 11 8 80
Existem 4 .4

frotal , 64 :30 84 56 6 411 880 44


'OBS'ERV AÇÕES
'Os doerites recolhidos ao hospital tem ã seguinte Classificação : 59 pre.
05 de justiça, comptehendidos 4 mulheres; 9.3 indiãentes tratados pela
Caridade, entre os quaes 16 mulheres, e dois escravos, um dos quaes per-
tence 'ao EStabelecimento, é °litro de propriedade particillar, e preso de
. jdtiça.
A mortandade regulou a 62 2 13/21 por cento, isto devido talvez a peste
.da variola, que infelizmente reinou n'este
-São Christovam, 2 de Janeiro de 1867.
-O Escrivão da Santa Casa da Misericordia,
-Francisco José Martins Penna.
N. 19.
'Estimei° do balan.có da receita e despeza- da Assoeiaçao
Sorgipense no corrente anuo.
RECEITA
10:2166985
Saldo do afino antecedente. 19:822000
bocagem de navios pelo vapor .
1:804000
Pelo fornecimento de cabo de reboque 21 :62.6900
1:313000
Praticagem pela catraia a navios. 1 :919p879
Rendimento do trapiche . .
Subvençües geral e provincial . . 21:0»000
Imprestimo do fundo de reserva para a
obra do trapiche .
5:812000
61:888)764
DESPEZA
Soldadas e raffies á tripolação do vapor . 10:72 W120
Ditas, ditas á da catraia . . . 3:433000
Empregados do escriptorio, imposto do
mesmo e aluguel da caza . .

18:2176904
Naçarne e outros objectos para o vapor 50707U
Azeite e graxa para a maquina. . . 6486280
Desembarque de carvão comprado e em-
barque d'elle para o vapor. . . 635880
Direitos na alfandega e frete de objectos
para o vapor. -
12'76756
Despeza com á obra do trapiche. 17:7697 IS
Dividendo pago aos accionistas no anno
findo. . . 9:603.000
Compra de carvão. . . . . 3:174000
50:7149.62

Saldo
11.:145,502

Aracajii 30 de Novembro de 1866.


O Gerente, Ântonio José Pereira Guimarães.
N. 20.
Demonstrativo do moldo, fundo de reservo, o dividas da
' Associaçao.Sergipense até 31 de outubro ultimo
A. CT1VO
'Tunda de reserva existente a premio no banco da Bahia. 40:657, 050
Dinheiro em caixa, saldo conforme o balanço . . . 11:17450'2
_Divida provincial de subvenç5es até 31. de outubro findo. 19:000000
10:831:1,552

PA.SSIVO
,Dividendo a distribuir pelos accionistas. . . 6:3510000

Liquido . . -, ; 64:477.,,552

Aracajà 30 de Novembro de 1866.

O Gerente, Antonio Jose Pereira Guimarães.

s
211...

Mappa dos objectos eÍstentes fló ariilazein de artigos bellicos d'-esta lirovin.cÉt ;coé o etitrêgites áci actS.
ai encarregado, alferes Luiz Francisco de Souza; pelo' ex-enearregado abaixo firmado.' Caldas.,

-:"C-011-
RE&.. P TREXOS DE. GUERRA DIVERSOS OBJECTOS
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EXISTE
Em mao estado ...... 1...... .1 83113 ....[311 1
11..1..1 11 21 2 ..1..... -1..111 11 11..1.. II.... 1
1 1 I

Falta I I. I- - -- - -------------------- 1-1.-1-.1.-1.-1. -1-1. -1.1-1' 31. 1-1.-1-1 -I 1 H.... ..


, Somma. 2 I 1,0721 2971 110155130arb.231b.I 31 1111 arb.7 '1.110arb1411211)(1 31 11 li 11 11 11 21 21 21 21 11 111311 51 11. 11 11 21 4 11 11 ti 1

OBSERVAÇÕES,

As faltas encontradas n'esté mappa, provem- de se achar' inutilisado 08 3 cadilhos de fundição por' serem de barrb;' e emprestado-se por* ordem-
da Presidencia, de 15 de maio de 4862 ao. excontractante da ponte doMindé da Onçapadre José Antonio Correia , uma dás correntes, 1)();
retracto apenas existe o caixilho:

Luiz Firrnino á Souza Caida's,, Thebdoro CoÉdeiró. GUaranti;-


Alferes encarregado.- Mferes ex-encarregado do arinazem.
N.° 22.
Rehicao da divida encontrada pelo Governo da Provincia
té 31 de Janeiro de 11368, e do que se pagou por
conta d'eNta divida do dia Vde Fevereiro até
o ultimo de Novembro d'esteanno.
DIVIDA ACHADA
PAGA POR CON
NATEREZA. DA DIVIDA ATÉ 31 DE
TA DA MESMA
JANEIRO. ,

Represei' tação Provincial 5027,5000 46000


Instrucção Publica 4:197,.A06 3:8970906
,Culto Publico 4 .063397 4:063;5397'
:Arrecadação e fiscalisação das rendas. . . . 3:290909 -1:32.ft89.9
:Aposentados e Jubilados 730487 5O1.429
Soccorros Publicos 1:904994 4:904994'
Navegação a Vapor 86:787233 '9.8:677433!
;1)7pographia Provincial Expediente . . . 1:82'2. 000 O
'Obras Publicas 36:535330 9.3:9634OG
EMPRESTDIOS
Banco da Bahia . , . . . . ; ; . 30:000000 30:0000000
Hospital de Caridade da Capital. . . . . . 10:00k000 o
176:834256 91:791488

I. Secção 19 de Dezembro de 1866.


O Chefe da Secção
Francisco das Chaga Moreira,
:itesánilo do OrCálitento da Receita è1111èpeiá
de Seegipe para o exercício de 1S(17á ILSOS
-DESP.EZ A

' ll.epreserita(f,io Próviheial . .20:6187'000


:Secreiaria do Governo . .
o
o 15:000000
lnstrnec:in Publica . . -57:416.7;000
Culto.P.ablico . . .10:770 (100
.Arrecadaço ó -fisealisaçiío das Tendas -56:940z:000
Força PUblica . . (r7:8:48.7A00
.ktiOséritad_os é jubilados . .. . . (309744
:Soreorros Tubi icos . . .9.3;2507000
:Navegaço á*vapor . . . . . . 40:000.7;000
'EstabeleChnento tachiP;rapilico ha forma do contrato dó
Cüyerno. de, 19-de.Março de 18(36 . . I 6:000.-..';000
'Obras .Publicas .37:185z,600
71)espezas diversas -. .. 63:700.7000
iDespezas eventuaes . .. .. 3:00u:77000

11.40:347-..;.:344
RECEITA

Itenda orçada -- .350:070:7;372.

.Deflcit -90:2137975.).

1 a Seco da Contadoria dá Thesciáraria Provincial.db Sdgipe , 19


1.1e .Dezembro de 180(3.
0 Chefe da Seeciio
'Francisco das -Chagas iloi'i;irá
ua4ro demonlitraCtivo das triagens que deo o vapoi.
raiá aos portos de -Larangeiras , !Nambu e
-Porto das Pedras neste anno de 18416,
VIAGENS

Ordinarias Extraordinarias
'DESTINO E E
c-3
O
T-I
c., CS CZ
10-L4-

Vapor rajà 18 81 1 36 1 197

.1.a.Secgto em 19 de Dezembro de i866.


Chefeda Se4o,
-Francisco das Chagas Moreira
C

de(ollocado à frente.. da acção policial d'esta


Provinda , cumpro
presentemente se não um preceito legal, ao menos
rotineiro, relatando
a V. Ex. os trabalhos porque passou esta repartição, á meu cargo, du-
rante o anuo proxima.rvnte findo. da
ão encontrará V. EX. muita, cousa feita em prol da segurança
Sociedade Sergipense, como bem desejara, que chame a attenção dos
relatado a V. E. com a
homens publicos ; porem, o que foi feito será colligir os factos , dei-
maior exactidão. porqoe dei-me ao trabalho de de futuro entre
xando bem claro o espaço do não praticado, para que
em operação, se se julgar conveniente.
Tranquillidade e segurança publiea
Se a indole docil e emientemente ordeira do grande povo Brazi-
leiro já não estivesse por demais provada, a posição tomada por elle na
difficil quadra porque está passando e em que lhe atirou o sonho mão
do Dictador Paraguayo, lhe grangearia os foros de primeiro nesse genero.
O Paiz se agita por um lado, porque cada um quer manifestar me-
lhor os seus sentimentos patrioticos; de outro o governo disperta os
animos d'aquelles que, ainda mal instruidos, não olho para a causa
publica, como negocio proprio: são duas massas enormes e ingentes
que se levantão ambas em . procura do Sul do Imperio; mas, tudo se
faz sem a menor perturbação na ordem publica; mal se ouvem os sus-
piros da separação, que são de prompto abafados pelos brados do en-
thusiasmo dos que partem, e vêem partir para cruzada tão santa.
tranquillidade e segurança publica foi inalteravel nesse melin-
droso periodo decorrido.
Segurança individual e de propriedade
Foflio commettidos no passar do anno de 1866 os seguintes crimes:
1
Resistencia
Tirada ou fuga de presos
16
Homicidios
Infanticidio
Tentativa de homicidios.
Ferimentos graves . .
.. .. .
. .
5

12
Ferimentos leves
1
Injurias
Roubo
Furto .
-

, .......... .1

60

O mappa que vai COm o numero 1" apresenta esse mesmo resul-
tadocom especificação porem dos meias era que forão commettidos.
Entremos na comparação dos crimes commetticlos em 1866, e Os
commettidos nos ultimos Ires annos, para ver o que resulta.
CRIMES 186311864 1865 1866
Desistencia 2 5 2 1

. ou fuga de presos 4 5 1 1
--:§ Arrombamento de cadeia 1
Moeda falsa .. .1
17 8 10 16
illomicidios
Tentativa de homicídios . 5 6 2 5
COmplicidade de homicidios . . . . 1
Infanticidm 1 1
`5?) Ferimentos graves 11 14 12 21
.:1--"' Ditos leves 10 5 2 12
Offensas phisicas 9
..... .
3 G
Rõubos ' 2 6 1
Furtos . . . . . 1 6 1 1
Estupro 4

. ......
1
¡Injurias 1 2 1
!Raptos . . . 2
Somma
. . . . . 59 71 36 1 60

.Como tenha de comparar, convem, antes de tudo, tratar aqui de


um ponto que já tem occupado minha attenção perante V. Ex. e que
é essencial no assumpto.

A. organisação da esta.tistica policial feita anno de 1865, offerece


Uma diEferença notavel para com os dados fornecidos á esta Reparti-
ção pelas diversas authoridades locaes, que prestarão parcialmente o
seu concurso para o trabalho total da estatistica policial no systema
do Decreto n. 3572 de 30 de Dezembro de 1865. De modo que, no
relatorio apresentado á .Presidencia por um meo antecessor, no co,
meço do corrente anno, e por V. Ex. mais tarde enviado ao Exm.
Sr. Ministro da Justiça, figura o numero de 36 crimes, e nos map-
pas parciaes existentes na Repartição o numero de 416; havendo por
cdnseguinte a fazer.se , em relação a cada um dos crimes, que já
ficão mencionados no quadro comparativo, o seguinte accrescimo:

. - CRIR5
É NUMERO
rR
5 -esisteacia

1
z... i Tirada ou fuga de presos 5
:. Hornicidio . . , . . . . . . . . . . 18
:,-; Tentativa de homicidio 3
Ferimentos e offensas phisicas
:"--: . . . 8
Furto. 2i
Somma 59

E mais os seguintes crimes que não forão classificados no quadro


compatrativo:
3

"
CRINIES I NUNIERO

)Petjurio . . ,
- 1
)Falsidade . . . . . 1
'
, Contra a liberdade individual ..
1
. Roubo . .
.
.
.
8
1
a Estellionato .
..->
: : :
1
Rapto.
7,....,
.

Estupro . . . . . . 4
I; D arnno .. . . . . . . . 1
Injurias , , . . 1
Ameaças . . . . . 2
Somma . . . . . 1
21
-
Attendidos os accrescunos no quadro compa ra Ivo e os crimes
que não foro classificados n'este, temos uma diferença de oitenta en-
tre o numero 36 que figurou n'aquelle Relatório, e o numero 116 que
consta dos dados da Repartição.
Para explicar essa notarei diferem ha, sem contestaço alguma,
a falta de communicação das authoridades locaes, falta que sendo corri-
gida depois, ou por circumstancias de interesse particular, ou por exi-
gencias da authoridade superior, não pôde com tudo supprir mais um
trabalho já feito na melhor e mais seria intenção.
O mappa em n. 2° e n. 2°A.--reproduz esta comparação essen-
cialissima á uma Ma estatistica onde se estuda o progresso social do
paiz na via da educação moral; e -Lambem restabelece o engano da
cifra dos crimes do anno de 1.865 por um modo clarissimo, e a ti-
rar toda duvida.
Da comparação, acceita a diferença do anno de 1865, resulta que
o termo medio dos trez ultimos annos anteriores sendo o numero 82,
dá superioridade de 22 crimes sobre o anno de 1866.
Ainda não é um estado desejavel; mas, não é desanimador quan-
do confessarmos que temos entre nós causas especiaes para o incentivo
do crime; quando attendermos para a melhor marcha que tem tomado
os negocios publicos, de modo que os crimes que até agora ficavão
occultos, dando por conseguinte una pequeno computo para as estatisti-
cas, hoje são estudados; quando pensar-mos em que a retirada de to-
da força armada de dentro do Imperio, alargou o campo aos malfeito-
res. Tudo isto deverá demonstrar, que, se a nossa sociedade, que tem
como principaes maleso haver começado imitando as outras, que já
contavão muitos annos de duração; o possuir essa extensão toda de
-territorio; o adoptar o principio de captiveiro, que a rasão humana to-
lera, más não legitima ainda no chegou ao estado de civilisação
civil e moral, que o professorado ensina e o Padre exhorta, tambem não
tem ficado estacionaria no ponto dronde partira.
Uma vista retrospectiva no assurapto deve faser lobrigar lã no can-
to dos tristes annos passados, muita força bruta, que hoje não tem ac-
ção pelo benefico resultado da força da authoridade, que plantou o im-
pefio da lei.
Com tudo, o numero dos crimes ainda é avultado; e se não temos
a registrar muitos d'aquelles de gravidade espantosa, que se davão nos
annos anteriores, os que abaixo vou especificar, como mais notaveis dos
occorriás no tempo que relatn, não deixão assustar á quem ambi-
ciona uma segurança individual cowpativel coa os principios da sã phi-
losophia, e preceitos divinos.
i

Na Cidade de Larangeiras, uma das mais ricas., populosas oecom


merciantes desta Província, ao escurecer do dia 17 de Janeiro do anuo
findo, em uma das ruas mais 'publicas. foi assassinado com um tiro o
infeliz Dorning,os José de Moraes, filho de 1;1a familia, casado com tuna
mulher que d'elle se di,oreiara. À policia cercou o facto de todas as
pesquisas que são aconscNttlas eta Lács casos ; eu mesmo como elieli;
d'ella, tive de ir tutfiLei ,to 1 gar do crime vêr o que podia co-
lher, que o esclarecesse; -porem, o processo que por este crime se ins-
taurou, passando por diversas inslaneias , foi ter julgamento tina! no
jury, que absolvêo aos cidadãos por isso accusados, o (pie cottlirmou e:T1
appellação interposta pelo Juizo de Direito , o Superior Tribunal da W-
loção do District°.
No districto de Nossa Senhora das Ifores. Termo da Cap;ffi:i, tIOdia
IS do mesmo mez de Janeiro, Antonio Lisbita , quem/tio a fura s,.
tisfaser uma paixão concupiscente , em uma mulher de quinz. anno ,
que nobre e corajosamente defendia a sua honra, despeitado p. ia r.:-
pulsa, disparou-lhe vilmente um tiro, que matando insfantioetiuneut3
aquella heroinaainda teve uns caroços de chumbo , que ferio á nina ir-
mã d'essa victima notavel. Foi capturado; acompanhou todos os termos
do processo de formção de culpa até ir ao jury, que achou materia para
absolvê-lo.
No Termo de Itabaiana, no dia 2de Março, um moleque de nome
Francisco, crioulo, de 13 para 14 armas de idade, que andava fugido
do poder de seu senhor, Themoteo José de Mendonça, assassinou com
uma facada ao referido senhor, demonstrando a maior certesa na di-
recção. do golpe, que produzi° morte instantanea, e a maior calma na
confissão que fez do crime; que já não era o primeiro, pois havia pra-
ticado um outro de roubo com todas as suas circunstancias elementares.
Capturou-se - em flagrante este criminoso, que sendo levado ao Tribu-
nal do Jury, foi condemnado, e acha-se na casa de correcção da Pro-
vinda .da Bahia, em cumprimento de pena.
.Districto da Chapado., do Termo da 'Villa de Santa Luzia, no
dia 21 do mesmo mez de Março, soffreo castração o individuo André
Bonifacio, rapaz .de 15 á 16 anuas, e attribuem este crime praticado
em sua pessia á João Chrisostomo de Goes, por motivo de honra. 'lou-
ve processo; o indiciado entregou-se á prisão, e sendo julgado pelo
Jury, foi absolvido, dando-se, porém, appeflação por parte do Minis-
terio Publico, o que demora o referido Goes preso na eadêa da Estan-
cia.
Naquelle mencionado District°, João Paulo Bispo, entende° que
deveria matar seu proprio cunhado José Saturnino, ao qual não encon-
trando na casa em que procurara, espancou sua propria irmã, mulher
da victima, para ver se delia arrancava a declaração do lugar onde es-
tava o marido, e mesmo assim não censeguindo, vagou alguns dias em
procura da victima, até que encontrandoa no dia 15 de Setembro, dis-
parou-lhe um tiro que foi perdido, e, quando se preparava para dar ou-
tro, ecebeu a morte, tãobern com arma de fogo, daquelle que queria
matarJoão Paulo Bispo, que não morre° logo do tiro recebido, acceso
em raiva por tanta contrariedade, ainda se atirou á José Saturnino
com quem lutou braço á braço até perder o ultimo esforço vital. Este
entregttne á prisão, e consta que fora despronunciado.
N dtt Maroiot, no dia 21 de Novembro, o subdito
:
1110eard foi vietima de uma arrojada cilada. Chamado
...eieteer sua proLtssdo de dentista, em lagar fóra da eidade, aeom-
panhou com a maior segurança d'animo á pessoa pie o vinha chamar
e esta condusindo-o para um logar ermo, no Termo de Divina Pastora,
onde contava com um companheiro de emboscada, com este espancou
seriamente ao referido francez , tomando lhe o palitot, que trajava e os
ferros preciSos á sua profissão.
D&-se no °frendido o competente corpo de delicto; e logo que me
chegou o conhecimento d'esse facto, que pode muito depór contra nos-
so estado de civilisação ante o estrangeiro, que ignora as circunstancias
que se poderio dar da parte do offend ido para sofTrer similhante ag-
gressão, inc dirigi á aquella cidade ( dons dias depois ) ouvi o offeridi-
do, que já andava de pé, o qual se manifestou satisfeito com as provi-
dencias tomadas pelas authoridades locaes contra o seu offensor que
declarou ser Antonio Alves da Notta, artista e. negociante, morador na
mesma cidade. Sobre esta declaração, corno o corpo de delicto hou-
vesse considerado os ferimenlos graves, dei 'terminantes ordens para a
captura do Mencionado 31otta, que andava foragido; más não tendo si-
do citas Cumpridas, eoube-me a satisfação de prendel-o em pessoa no
dia 31 de Dezembro do atino proximo passado , e está sendo proces-
sado.
e circunstancias mais ou menos especiaes,
Outros crimes notaveis,
figurão no periodo decorrido de 18(36,porém offerecendo eu o mappa
que vai em n. 1° , onde são todos cites espechicados , seja-me permit-
tido parar na dolorosa historia delles.--Apenas mais urna explicarão.
Nos ferimentos leves e offensas pllisicas, para simplificar , não esta-
beleci difTerena, embora acceite e reconheça essa differença que o codi-
go define.
Fartos iiotaveis
SI: I Cl BIOS

Conforme se vã no mappa n. 3no periodo relatado, deríio-se


9 suicidios; sendo sete por estrangulação de pescoço, e dous por effeito
de veneno.
Os infelizes suicidas forão 7 homens e'2 mulheres, todos brasilei-
ros, 7 escravos e 42 livres.
A causa determinativa dos suicídios dos escravos não foi conhecida,
más cila não escapa aos espíritos pensadores: os dons de pessims livres,
um teve por causa a alienação mental, e outro a paixão amorosa.
As respectivas authoridades procederão nas indagaçUes necessarias.
Querendo fornecer um meio de confrontação Lambem para essa do-
ença social, que tanto precisa de estudo e remedio, ajunto o rnappa sob
n, h dos suicidios praticados nos trez annos anteriores. Por minha
parte não faço outra reflexão, visto os numeros offerecerem pequena
differença, se não de que os suicidios so dão, na maior parte, na po-
pulação escrava , porque tem aquella causa que eu não admitto que
escape á quem pensa.
Mortes casuaes
O mesmo mappa n, 3mostra que houveríli) durante o amo de
1866-12 mortes casuaes-11 por asphisia por submersãoe uma de
queda de um carro.
Neste numero entrão ti-es que se (lerão nesta Capital, tKlas por as-
phixia por submersão, ainda mesmo a do escravo 31anoel, marinheiro
1.;

do potoC110-.D. Luiz, que se envolvendo por algum tempo em outras cir.


cumslancias diversas, mesmo porque o cadavor levou quasi Ires dias
no mar sem vir á tona d'agna , uni pouco de trabalho meu pessoal e
muita perseverança entregarão o cadaver aos Medicos , que depois de
exame c autopsia, declararão a morte sem effeilo de violencia estranha.

Incendias
Manifestou-se um na cidade de LaTangeiras, no dia 12 de Março
ás
-10 horas da noite, no deposito d'algodão do negociante José Antonio
Vasconcellos, que se conseguiu extinguir sem deixar grandes estragos
0
e som qualquer outro incidente : resultou de um acaso. .

. Outro se doo nesta Capital as 2 horas da madrugada de 4, de Setem-


bro em urna casa de palha do Alferes Leopoldo José Martius Guaraná. O
unico estrago que produsio foi na cobertura da casa, extinguindo-se o
fogo immediaLamente por esforços de muitas pessoas particulares,
queacu-
dirão ao lugar, evitando assim, que o fogo se communicasse com as ou-
Iras casas visinhas, Lambem de palha, e viesse causar maior prejuiso. Por
igual modo se attribnc a accaso esse incendi°. Este me trouxe ao conhe-
cimento, que nesta Capital, onde os ineenMos são fazeis e assustadores,
porque unia grande maioria das casas é de palha, nada existia de eserip1o,
que regulasse um serviço qualquer na extincção de tão poderoso e cruel
inimigo. E-conhecendo, formulei umas instrucções, que guai sen as
authoridades nesse ramo do serviço publico, instrucçÕes que merecerão
approvalo de V. Ex. por acto de 12 de Outubro. Forão publicadas e
distribuidas convenientemente.

Captura de criminosos.
Corno considere esse o maior empenho da policia, porque leva a pu-
nição ao delinquente e o exemplo aos mais, não poupei esforços meus e
dos agentes de minha jurisdicção em similhante fim; e por elles, conforme
o mappa n. 5consegui ver capturados 108 criminosos, sendo por cri-
mes commettidos no mesmo anuo 59, e em amos anteriores--49.. E cos
mo os crimes deste anuo fossem praticados por 75 indivíduos, conhece-
seque, capturados 59, como foro, só ficarão sem prisão 16.
Figurão entre as capturas as de 7 criminosos que se entregarão por
si a pris-ão.
O facto do criminoso que se entrega a prisão não è um facto isolado;
elle se origina sempre da actividade desenvolvida pela authoridade, que
não dando descanço ao criminoso, obriga-o logo a procurar o lugar que
lhe é proprio em vez de andar em sobresaltos continuos pelas brenhas.
Esse facto unido ao das muitas prisões feitas em flagrante delicto,
conforme sexerifica do mappa n. 7convencerá a V. Ex. do quanto me
foi preeiso empregar de actividade e energia para isso, hoje que a Provin-
cia se resente da falta de força publica, falta que muita vez suppri com
minha propila presen(,.:a ern_qualquer ponto que se tomou necessario.
E torna-se mais saliente esse serviço quando examinado o mappa.
se vè-que as prisões feitas em flagraate nos ir« ultirnos aanos
que si; emparão, sommadas todas, ~itã() era 21, numero inferior em 5
as que forão feitas só no armo de 186(5.
Isso muito deve lisongear á V. Ex., que, cominunicando-me as suas
ordens,_rvé -se no resultado (relias.
7

Os mappas citados fls. 7 e 7a demonstrão as prisiSes feitas em


flagrante pelo seguinte modo
Em 1863 (; , criminosos
4864 9
1865 G «
« 1866 . . . . «
Não menos lisongeiro lhe deve ser a apreciação do mappa n. 6
confrontado com o de n. 5, d'onde se conclue que as prisões feitas
nos Ires ultimos annos, não chegou em nenhuma vez ao resultado que
apresenta o das pristies feitas no atino de 1866.
Mappa n. 6
Em 1863 . . ; 81 criminosos
1861 79
1863 40
Mappa n. 5
Em 1866 . . 108 «
D'este mesmo mapna n. 5 se vê qtte essas capturas (lerão -se
Em Janeiro
« Fevereiro 10
« Março 5
Abril . 9
Maio . 0
« Junho. 18
Julho .
Agosto
Setembro 12
Outubro
Novembro
Dezembro 8

108
==I
D'esses 108 criminosos capturados, segundo o referido mappa n.
5, conhece-se que dez desta provincia foram presos em provincias es-
tranhas, e que nove de outras provincias se capturaram n'esta. Sen-
do esse mappa de capturas bem ex.plicito, e levando a tabella supple-
toria, sol) n. 5.°acom os nomes dos criminosos, deixarei de descer
à outras circumstancias sobre tal especie, só tendo á lastimar de minha
parte, que, entre os criminosós captaradoS por Mim houvessem de fi-
gurar dons religiosos, que de ha muito estavam pronunciados.
Terei mais n'esta materia uma palavra de satisfação pelo modo
prudente com que sepraticaram tantas diligencias importantes , que não
se 'teve á. lastimar, felizmente, nenhum contlicto.
E' certo, que essa era a minha primeira recommendação, mas os
umes delegados., que acceitem aquella palavra, como uma prova do meo
seguro reconhecimento.

Quilombo.<
Foi o assumpto, que mais prendeo Minha attenção, que descortinava
O grande alcance que puderia tomar taes movimentos na quadra espi-
*

nhosa, que atravessamos.


As diversas e repetidas reclarnaçíes que se me faziam para que
fossem batidos taes centros de crimes, não passaram desapercebidas..
s
Novi para isso duas forças, uma comandada pel« tenente da guar-
da nacional destacada Satyro de Souza Telles, e outra pelo alferes do
corpo policial ...Manoel Ribeiro de Sant'Anna, ambas com o numero de 10
.praças cada uma, munidas de ordens especiaes para baterem os 'qui-
lombos nos diversos pontos da provincia onde se diziam existentes,
como
fossem 'Villa-nova, Capella e Rosario.
Ás forças assim praticaram -com mais ou -menos success°, conse-
guindo capturar alguns negros dos aquilombados, que foram entregues
a seus donos, e afugentando outros ou obrigando-os pela caça em que
estavam, a procurar a casa de seus senhores.
Si não foram presos pelas forças destinadas a esse serviço os pre-
tos João, escravo, que tentou Gontra, a vida de -seu senhor, capitão Jose
'Frederico d'Oliveira, proprietauio no termo da -Capella; e Fulanos° do
mesmo proprietario, e criminoso de.morte no termo de Divina Pastora,
ao menos as sortidas que fizeram nos inatos onde cites se acoitavam,
'teve de fazel.os sabir para lugar lande pudessem ser presos, como foram,
durante o mo%imento d'aquellas duas forcas. O escravo João, foi sub-
mettido á julgamento no jury da villa da-Capela, pelo crime de
tenta-
tiva de morte no senhor, e teve sentença de morte, que está appella-
da. O FructuoSo acha-se recolhido a prisão á espm de
julgamento.
Com esses resultados se recálheram as duas forças; e se os ditos quilom-
bos não ficaram extinetos, ao menos, não se sabe onde elles se de-
moram, nem ha reclamação alguma contra, que lhes ,prove a existencia.

F9rea pubrífica
Conta hoje o corpo ,de policia com 149 praças, sendo 130 do
corpo
provisorio e 19 addidos, e entre estes tres invalides. E' commandado
pelo major Gonçalo Paes d'Azevedo- e Almeida, que em data de 7 de
Novembro de 1866 substitui° ao commandante provisorrio capitão
Luiz
Antonio de Leiros. Tem nove officiaes effectivos e cinco provisorios.
O quadro que se segue mostra a quantos destacamentos elle se .presta,
CM que pontos, e com quantas praças.

LOCALID,IDES ONDE ESTÃO OS DESTACAMENTOS


INUMERO1

Lagarto
Estancia . 1:3
Maroim 131

Larancreira.s 10
Capda 11
Villa-Nova
15
Sorrimo.
63
- Todos esses destacamentos são
comrnandados por officiaes ,
cepto o de larohn,onde existe um sargento.
Alem dos destacamentos., o corpo tem em diligencias
commandadas 'por um alferes. Esse corpo tão 11 praças
que cada administrador busca dar-lhe uma essencial ás provincias,
descobrir uma melhora .no serviço importantenova forma no intuito de.
a que se destina, é tão
insufficierite em'Sergipe, COMO em nenhuma outra parte.
Pontos importantissimos da provinda,
tras, não teerri um destacamento, o menorporque são limitrophes de ou-
sigual de força publica, e,
9
.
. .

por isso se .tornam. o receptaculo de tudo quanto ha de nváo em adiem-


tes lugareS.
.
Por tal modomal iria a acção da autoridade por. mais activa que
quizesse ..ser, á não contar com o animo pacifico dos bons habitantes.
Tudo isso precisa do remedio mais proiripto e energico.
E eu inc animaria .á pedir à V. Exc. suas -medidas no empenho do
.

melhorar esse elemento de minha actividade e acção, senão estivesse cer-


to que semelhante medida, tão palpitante em outras provincias do Itn,
peno do Brasil, quanto mais n'esta, onde a forca armada é. tão essen-
cial, não deixará de occupar seriamente o cuida-do de V. Exc.. Espero
que V..Exe.. concorrerá bastante para fornecer, no á mfin, porém á
Sergipe, um corpo completo, disciplinado e armado, que seja policia,
pedestres, urbanos ou civicos , conforme a melhor escolha, com que
conter e punir os criminosos, sem embaraçar-se, nessa parte. com o Mão
estado financeiro da provincia, porque elle se tornará peior sem..
elemento de ordem e garantia social.
Prisões. publica%
CADEIAS

Temos na provincia 4. cadeias, em S. Christovão, Villa-nova, Lagar-


to e Santo Amaro. As duas primeiras 'prestam serviço ; as ultimas es-
tão em ruínas. A. de S. Christovão é a melhor prisão - da provinCia, so-
mente por que é segura e tem capacidade para um bom numero de pre-
sos ; no mais, Contraria as exigencías da sciencia e da civilisação, pois
que os presos alli vivem confundidos em tudo, e muita vez são tantos
que mal -respiram.
Agora mesmo contém cila o nuniero de noventa e tres presos,
quando bem se prestaria 'ao de sessenta, e por tanto; se imagine o que
por lá vae, sem rernedio. A de -Villa Nova é inferior áquella em todos
os respeitos ; mal se presta a accommodar uns vinte e cinco presos.
Está sendo concertada em virtude de autorisação de Y. Exc., que
attendeo as minhas reclamações, que se fundavam em iguaes da delega-
cia: o orçamento da despeza é de réis 212320.. Não tinha regulamen-
to, que agora expedi -e merece° a approvacão provisoria de V. Exc. por
actode 28 de julho, e definitiva do Exm. 'Snr. :Ministro da Justiça, por
aviso de 21 de Novembro, 'que deo ao mesmo algumas alterações.
A do Lagarto não presta o menor serviço desde Novembro de' 1865,
data em que foram os presos d'ali removidos para S. Christovão, ser-
vindo na localidade de *prisão uma casa alugada.
Os concertos precisos á ella foram orçados, em virtude de ordem
de V. Exc. na quantia de trez .contos de réis (3:000000) que, não
sendo pequena, - levou-Me a lembrar a V. Exc. a necessidade de ser a
obra examinada por um Engenheiro, ó que foi acceito, e espera por op-
portnnidade: lambem não tinha regulamento essa cadeia, pelo que
agora lhe expedi, e foi Merecedor da approvação provisoria de V. Exc.
em acto de 6 de Dezembro.
CASAS .DE DETENÇÃO

Existe uma na Estancia outra na ' Capella.` Ambas; se beMque


pequenas, oiferecem. alguma segurança e comodidade: são, regidas
pelos regulamentos por mim expedidos e approvados provisoriaMente
Por V. Exc; o da Estancia em data de .1 de Outubro; e definitivamente,
com pequenas alterações, pelo Exin. Snr. Ministro da Justiça, em.aviso
10

de 21 de Novembro,o da Capela em data de 30 de Outubro, e defini-


tivamente, COM iguaes alteraçÕes, pelo aviso do 111iiiisterio da Justiça de
26 de Novembro.
Alem d'essas, o mais que, existe na provinda, são pequenas casas
alugadas, que servem para .quartel e detenção, só porque antes elas, que
nada, e estão situadas nos seguintes lugares:Itabaiana, Itabala.nintia,
Itaporanga, Santauzia, Larangeiras, Bom Jesus (2.° districto de Larau-
geiras) Divina "astora, Pé do Banco, Porto da Folha, Japaratuba,
Propriá, Espirito Santo, Chapada, N. S. das Dores, Santa Rosa
e Simão Dias.
Não são porém todas atlas ?aas á custo do governo, algumas ais-.
'tem por conta das autoridades :acus.
Do exposto verá V. Exc., que no conta:nas ainda na provincia com
cadeias publicas, essas casas que tanto merecera os cuidados (1..os paizes
civilisadcs, porque corrigem e moraiisam ; essas casas que sezdo
em
summa a resliancia de entes racionaes, precisam ter certas con(liçries de
salubridade e eeanoraia, que lhes respeitem a 'ezpeci.a e não desa13onem
o estado do pais. E' certo, porn , que n'esta capital se leçann urna
obra Cessas c= as condições precisas desde principies do annode 1864;
:e não obstante haver recebido de V. Exc. o maior impulso, ao
para se concluir um dos raios de que se compZie, duvido que menos possa
prestar serviçcs em todo o anuo corrente.
A marcha da obra tem encontrado alguns embaraços, e alterada por for-
ça d'elies, alarga-se em seu orçamento, e quando çoncluida, não se po-
-derá dizer qual dos systzmas conhecidos fóra adoptado.
Felizmente V.
'Exc. abi se aanserva para velar sobre ela, que prestará um serviço im-
'menso ã eStaaprevincla, onde os delidos e os condenados ainda
sabem o que são, onde a pena não pode ainda pelo seu circulo não
.press5es, conseguir a regeneração, seo melhor de ima
Para outros :pontos da provi»cia tambem ha projectos
e quanüzsvotadas por elles, como sejam em Propriá e Maroimde cadeia,
a falta -de recursos pecuniarios Ca illeSala, não tem peemittido; porem
:nenhuma. Em Itabalaninha ha um começo de casa de prisão cousa
feito
.esforços partiaalares, que merece ser aproveltaado , como já informei por
a
V. Exc.,. mesmo porque a pr5são é a peba pwsivel , tanto que
tem dado lugar a diversas fugas de presos.
Sem cadeia ao manos que sirva para datèr, desneaessaria
a acção da nolicia para capturar. Com a uniea e peeÀuena cadeia se torna
'Christovão, que presta serviços, é pecais° um trabalho de S.
movimento cantlauo de força, para se oanseguir qualquer immenso, um
tido de seguranes ; e mesmo assim ainda deiaa máes cousa no seu-
,que, quando sa accumulara pesos de =Is na dita resultados, por-
cadeia e acontece
-apparecer na locall(iade uma peste quaquea, corno appareceu
sado, a da variola, lá temos na prisão o antro mestre da o anno pas-
tos dos infelizes presos succumbeu n'ella. No anno infecção, e mui-
que relato
iram da cadela de S. Clxistevão oito presos victimas da variola. morre-
E' certo que lego caie senas da intensidade do
mal me apresentei
fde ordem de V. Eac. no lugar, dei energicas providencias
terramento, que estavam abandonados, verifiquei para os en-
que
commettidos do mal fossem logo transferidos da prisão os presos ac-
animei a população; porém tudo isso não me desfaz para o hospital.
-a agglomeração em que a impressão de que
os presos se achavam concorreu bastante para que
.fallecessein tantos.
Depois, os que não se agglomeram assim em S.
Christovio, fogem
11 --
das'outras pristies, como fugiram quatro da cadeia de Villa-Nova no dia
5 de Janeiro de 1866, dos qua.es por fim se capturaram dóus ; e da.
de ltabaianinha, o preso Pio Paulo Vieira, accusado por crime (13 per-
'Julio. A fuga é a idéa, se não natural, ao menos, -P.xa CID preso: dia
sempre está em combinação, e C.:"I1C a falta de publica é co-
nhecida. tem tornado maior incremento. Felizmen::e , entre nós, ni-10
se deram muitas, pois que, alem das que ficam temo,'
a do criminoso Franc:sco Estacie, que fugio cb bordo do rapel'-'-Dan-
tas,em o qual vinha de Vilip.-Nova para se: guardado n'estacapai
A do criminoso SionciTo Coelho, que fr.gio em caminho do itabainni-
nha, onde se achava peso, para O. liagar:o onde ia md1;.,. a um
habeascerpus. E mais algumas rezrutas que no excedem
O que ia havendo de mais arrojado n'esse genero , -Lor. sem re-
sultado. Falto da fuga que tentou perr em pratica o galé e eelehn crimino-
so da cadeia de S. Christovão, no dia 93 de Setembro, Manoel r2crreira,
quando era acompanhado 1)o: 21/:'.72,3 no 3.72.1',D e::e:To da pri-
são, e que, se aproVeitando do deser_11,.2.:. se azIrou, con-bra
o outro que lhe estava ioi.ouimo e com zir.f.a o impossibili-
tou de acompanha-o já a 3r.r2.eire, ;crio a lhe appereceu
por fim na frente, e
Antonio d'Araujo, que v31..:9 3 s3 aIttY2'ZC3 para de-
ter o criminoso, como deeve , ereo eresse o r.se 13 seu braço.
Este criminoso que esá e-..rin?ri2do pene;z:as-, foi reco-
lhido por essa ecca.sião a ina nris7lo decas';igGna me3ina, cadeia, e
ainda lá se acha. Nos mais c:e punir aos culpa-
dos d'elles, e deram-se toas as provide_Ick.s para proinpia captura
dos evadidos.
O movimento dos presos no referido anna Zei o seguinte

DE S. C:32.1570V:-.0

Recolheram 35, saldram 29, teve o mar.o de C3, e o minimo de


75. Em 31 de Dezembro existiam 93, sendo 84. em cumprimento de
pena.
ESTANCIA

Recolheram:--26, teve o maximo o :nininlo de 17. Em


31 de Dezembro existiam 17, sendo t; de pena.
LAGARTO.

Recolheram-se 12; teve o maximo de 23, e o 2inkr10 de 1. Ex.


istiam no dia 31 de Dezembro 4, sendo um em eual;.;:iin2..; de pena.

CAPELLA.

Existiam no principio do armo 6, recolheram-se 1=1, sahiram 10,


existem 10, sendo 7 cru cumprimento de pena. Não veio informação
do maximo e minimo.
VILLA. NOVA.
Da informação prestada pelo delegado só consta que existem 10 pre-
sos e que o maximo foi de 50e o minimo.de 10.
No movimento da prisão do Lagarto, comprehendeu o delegado ,
a.
19.

individamente na inforMação prestada os recrutas, : guardas riaCionaes,


e tudo mais que por qualquer motivo teve de entrar n'aquella.
Recrutamento.
MOVIMENTO DE GUERRA.

A. actividade que se deveria empregar n'esse serviço, felizmente,


modificou-se assás pelas vistas largas e generosas de V. Exc. que quiz sub-
stituir a força pela palavra, o soldado pelo cidadão. O convite que
dirigiu V. Exc. aos proprietarios dà provincia para que cada um buscasse
dar dos seus rendeiros dons voluntarios para o exercito ; as ordens que
expedio para que a policia não recrutasse na guarda nacional', senão
depois que essa se mostrasse remissa,são factos registrados, que mui-
to ennobrecem o empenho que V. Ex. tem em acudir ao justo reclamo do
Paiz, sem alarmar o mesmo Paiz. Entretanto, a policia, mesmo no es
treito circulo que lhe ficava para obrar, não intibiou o dever de hon-
ra, que obriga a todo o cidadão brasileiro ante a causa justa que se sus-
tenta lá no inhospito Paraguay, e, ao mesmo tempo que fornecia meios pa-
ra que a população satisfizesse as vistas de V. Exc., recrutava aquelles
que estavam no caso de o serem.
Em parte alguma do Imperio, n recrutamento correu com menos
severidade e aperto ; e mesmo assim se vê no mappa n. 8 que durante o
anno se fizeram na provincia 164 recrutas, dos quaes 99 se aPuraram
49 foram escusos e 16 ficaram sem noticia do destino. O mesmo mappa
mostra que autoridades mais se prestaram nesse importante trabalho, e
que devem acceitar aqui um justo louvor.
No meio de tudo isso, porem, não obstante tantas medidas preven-
tivas e conciliadoras, alguns casos lanaentaveis se deram por occasião d'es-
se serviço entre o povo .que, não recebendo educação, ainda não conhece
os seus deveres. Vou relatal-os para que fiquem conhecidos e os seus au-
ores condemnados pela opinião publica como inimigos do Paiz e refrac-
tarios à civilisação.
Em Villa-nova, Francisco Estacio, no acto de ser recrutado oppoz
resistencia á força publica onde ferio gravemente a uma praça do desta-.
=lento, e levemente a dous individuos mais. Foi preso no acto, mas
consegui° evadir-se depois de bordo do vapor Dantas, corno já ficou dito.
No districto do Gern, termo de Itabaianinha, Antonio dos Santos, resis-
tio á força publica que o ia recrutar à ponto de matar à José Mauricio
dos Santos, que fazia parte d'ella. Conseguio,se sempre sua prisão e
está sendo processado.
Iguaes factos se tem dado no cumprimento de ordens da guarda na-
cional, e tambem registrarei os seguintes
Na villa do Lagarto, o guarda nacional João Francisco da Piedade re-
sistiu a prisão que lhe foi fazer, de ordem do seu ~mandante, o cabo
d'esquadra Francisco da Fraga Pimentel, ferindo-o gravemente, e sa-
'hindo levemente ferido.
Na villa de Itabaiana, no dia 25 de Dezembro, doo-se a resistencia de
alguns guardas nacionaes, que se achavam occultos nos mattos contra a
escolta encarregada de prendelos. Houveram ferimentos e uma morte
feita por um dos resistentes Antonio Dionizio, na pessoa do guarda Anto,
nio Telles de Padilha, sedo preso o assassino.
No districto do Pé do Banco uma escolta da guarda nacional, com-
mandada pelo alferes João Moreira de Souza Macieira, se dirigindo para os
13 --
cannaviaes do engenho Timbaúba de Manoel José Alves, onde cons-
tava existir occulto um grupo de guardas nacionaes, quando tratava de
prender a um que alli encontrou, soffreu resistencia de parte de José Dias,
filho d'aquelle Manoel José Alves, deste proprio, e seus escravos, que acu-
diram ao contlicto , d'onde sahiram gravemente feridos o indicado Manoel
José Alves, e um seu escravo de nome Raphael. Este facto chamou um pou-
co á attenção de V. Exc., que teve a boa lembrança de mandar-me ao lu-
gar das occurrencias, onde serenei os animos , um pouco exaltados por
que queriam enxergar preposito politico na diligencia Nacieira, e tomei
outras providencias, conforme manifestei á V. Exc. em officio de n. 845.
De todos esses factos que deixaram prova material ellas foram recolhi.
das pelas autoridades locacs e os seus autores vão ser devidamente pro-
cessados.
Sõ o factos tristes e deponentes ; mas, felizmente, cites são C11110S;
não podem fazer sombra ao vulto immenso de patriotismo que se tem er-
guido em Sergipe, como em todo Paiz.

Divi%ão
Esta Provincia acha-se dividida em vinte termos de Delegacia. e qua-
renta e deus districtos de Subdelegacia. Si todos os lugares não estão
preenchidos desde o effectivo até o ultimo supplente, ao menos tem quem
os exerça, e em muitos pontos bem vantajosamente.
A Delegacia de Itaporan,ga foi creada por Y. Ex. o anuo passado, sob
proposta minha, e em vista da Lei que lhe deo fóros de termo: bem como
um districto de subdelegacia em Itabaiana, e legar denominadoBúa-vista.
Este districto, primeiro signa! de autoridade n'aquelle ponto, que
me occupa bena a attenção , porque é um centro de criminosos e diserto-
res, foi uma creação , que merece° muita approvação , e eu espero tirar
della resultados que, talvez, fação parte de uma exposição minha especial.
Ainda não posso dizer a V. Ex. quantos quarteirões tem cada termo e
districto; porém, trabalho nesse empenho, e espero em breve ter colhido
alguma cousa d'esse trabalho, que julgo necessario.
Mais ou menos satisfeito com o pessoal da policia da provincia, e não
querendo mesmo fazer innovações neste tempo, que outros motivos mais
serios devem occupar aos homens pensadores do Paiz , apenas tive de
dar 21 exonerações e fazer 72 nomeações pelas rasões que vou dar, e
demonstrão, que em tudo só houve amor ao serviço.
As demissões , uma foi por conveniencia do serviço publico; 4por-
que os nomeados não se queriam prestar ao serviço; 11 por falta de titu-
los ; e 5 a pedido.
As nomeações,-28 por força das demissões declaradas e preenchi-
mento de vagas que se derão em virtude de accesso; 30 para preenchimen-
to de vagas ; 7 para os lugares de delegado e supplentes de Itaporanga,
e 7 para os cargos de subdelegado e supplentes da Bóa-vista.
Na expedição dos titulos , eu lembrando-me do melhoramento intro-
duzido em outras provincias , reclamei de V. Ex. a medida de que elles
me fossem remettidos, logo com o acto de approvação de V. Ex., aos pro-
postos para os cargos: ella foi benignamente acolhida por V. Ex. e tem pro-
duzido o excellente resultado da facilidade e promptidão.

Estatistica da população.
A estatistica de uma população é um Objecto tão transcendeu tal, que
11.

:sendo reconhecido como uni dos principaes elementos da administração


de inn paiz, ,c merecendo sempre os disvellos de todos os governos, è ain-
da hoje assumpto de serias observações, porque em muita parte ainda não
.tem chegado ao estado que se deseja quanto mais no Brasil.
A provincia de Sergipe por sua vez, nunca teve estatistica completa;
e os esforços de alguns dos meos nobres antecessores esbarrarão na imper.
feiçãO com que as autoridades policiaes fornecerão os dados pedidos para

.Não se tendo dado uma norma para semelhante trabalho, as autorida-


des locaes remètterão meros alistamentos, sem distincção,ao menos, de
onde vinha confundido desde o sexo até a condição e nacio-
quarteirão'D'este incido achei na repartição um trabalho relativo a 2:3
nalidade.
districtos da provincia, trabalho que já fez parte do relatorio da mesma no
anno de 1865.
Por mim dirigi-me ás autoridades que ainda não havião remettido
aquelles dados, mandando uma norma que me pareceo certa para elles , e
consegui colhêr informações de mais 5districtos, que, por ora, addicio-
no a aquelles, até que possa, como espero,colhér dados regulares de todos
elles, para apresentar um trabalho, se não perfeito, ao menos proximo da
verdade, no que mais me anima ainda as ordens do Governo Geral em
A.ViZO de 28 de Novembro de 1866.
O seguinte quadro mostra o numero de habitantes dos 23 districtos
ja mencionados no Relatorio passado, assim como o n.° de habitantes dos 5
districtos que enviarão em 1866, faltando 14 que ainda nada enviarão.

Numere de habitantes
LIVRES ESCRAVOS
Total
Hom. M.
statistica liquidada
em 1865 37:435 26:292 15:525 5:735 84:987
Lagarto: 4:088 .4:982 563 62') 9:555
)2 Lagoa Vermelha 1:818 1:769 327 261 4:175
Sacco 253 301 25 27 606
r: Itaporanga 2:272 2:468 654 736 6:130'
Maroim 4:378 7:142
o

Total geral 11.2:5951

.
!Secretaria da Policia.
Tomei conta d'esta repartição em data de 5 de
Março de 1866, sen-
do minha nomeação para isso de 15 de Janeiro do
mesmo anuo.
Como tivesse de entender-me logo com o archivo,
existia tal e qual devia ser nem na forma material. Pelo notei que elle no
tar; determinei todo trabalho preciso, assisti em que mandei-o levan-
Ve de fazer, e hoje, me lisongeio de dizer pessoa a tudo quanto se te-
ante os meos empregados, que
deixo na repartição da policia de Sergipe, um archivo
ças offlciaes recebidas, Mas emassadas conforme , constante das pe-
sua natureza, e ena
dem chronologica; tendo livros proprios de repartição publica,
porta, do rol dos culpados, e os do registro da livro da
va atrazada, todos eseripturados. correspondendo, que esta-
Os factos notayeis., os papeis relativos a criminosos; as quest5es resol-
vidas e pendentes , formando massos especiaes, que levaráã no fim do atino
o transumpto das providencias relativas á cada um dos acontecimentos,
de modo que, em qualquer tempo, e de momento, se possa ter a historia
de cada um dos factos para guia segura dos passos da autoridade.
Para ordenar tudo isso o que me deo maior trabalho foi a escriptura-
çae do rol de culpados que, se fasendo em dons livros, acontecia que o de
numero 1.°tendo algumas letras já cheias, estava entretanto , com outras
em branco, pois desde o anno de 1858 não se escrevia nelle um nome;
e o de n. 2, mal estava aberto, numerado e rubricado. Quem sabe o que
seja em uma repartição de policia, o livro do rol de culpados, que imagi-
ne o embaraço que isso me causou, e os esforços que deveria eu empregar
para remediar a falta de prompto.
Como essa escripturação, primeira em materia policial, estivesse
atrasada desde 1858, segundo já. disse, me dirigi em circular á todas as
autoridades policiaes da provincia pedindo os esclarecimentos necesarios,
e dando modelos para elles, e em quanto recolhia esses, eu mesmo tive
de escripturar no primeiro dos referidos livros , e entreguei o segundo,
para ser modelado e escripturado, ao mais trabalhador dos meus ámanu-
enses.
Presentemente ainda não está tudo feito no assumpto, porém o
livro de numero 1.0 já estã em dia, pois os esclarecimentos pedidos me
servirão para lançar nelle os nomes que faltavão, completar as notas
lançadas, guiar as diligencias, e excluir ós fallecidos e os já punidos.
O de n. 2, modelado, recebeo escripturação de mais de duzentos no.
mes. O que resta a fazer-se no assumpto é trabalho de poucos dias ; e
para methodizar esse serviço foi por mim determinado que o lanças
mento do nome do réo no rol dos culpados, fosse feito, com prejuiso de
qualquer trabalho, logo que delle tivesse conhecimento a repartição.
Alem disso tive de haver-me com 3:547 minutas da correspondencia de
1850 em diante,. que ainda estavam sem registrar; e ai-as registrar de
Março para cá em numero de 2,82:3, sendo que eu por rneo proprio
punho, registrei 2,209 em dons livros, porque vi que o maior esforço
dos meos empregados não venceria tanto trabalho; e, de mais, acceita.va
aquillo principalmente, como um excellente meio de Tél. a Provinda na
sua face de annos anteriores, quer nos costumes e crimes, quer nos
empregados pelos meos illustres predecessores para prevenil-os, mora-
usai-os e punil-os. Ainda estão 724 minutas sem registro, porem eu
espero registral-as em breve.
Como trabalho do dia a repartição teve 12,848 peças officiaes, que
vão demonstradas em o mappa n. 9.
O pessoal d'esta repartição que é diminuto e consta de 5 pessoas,
um escripturario servindo de secretario, trez amanuenses, uru que ser-
ve de thesoureiro, e o outro de externo, e um porteiro, que tambem é
continuo , muito me tem satisfeito no modo prompto e discreto com
que se presta ao serviço. Satisfeito com todos, não devo, entretanto,
deixar de especialisar os nomes do secretario, Domingos José da Silva e
Azevedo, que por sua vigorosa intelligencia e decidido amor ao trabalho,
tem criado para si um nome conhecido n'esta provincia, e do amanu-
ense Constantino José de Moura, que não cede o passo a nenhum que
saiba ser empregado publico.
Do que acima deixo exposto se deve concluir perfeitamente que o
Pessoal d'esta repartição é pequeno, que se não se considerar nisso para
dar-se-lhe augmento , que corresponda ao seu muito trabalho, teremos
que um dia, quando no houver muita perseverança da parte do
ficará tanto trabalho accumulado, que nenhum esforço chefe
mais,
que seja, puderá vencei-o, e tudo será um cabos. Si se precisa por inalo;
partição, seja ella collocada em um pé de poder prestar da re-
De mais prompto remedio ainda precisa a insignificancia serviços reaes.
dos
dos empregados existentes, porque, com o pouco que lém, é vencimentos
um milagre
manterem prestigio , livrarem-se de certas contingencias,
independencia, e trabalharem com revestiremnecessaria

só pode apparecer quando dedicação, essa que


o espirito no encontra incommodos, e,
repousa na convicção de que está trabalhando com aliás,
pensa. certeza de recom-
Eu mesmo não descubro o motivo porque esta
repartição, que tra-
balha muito mais do que a de Alagoas, não !ein um pessoal igual ao tra-
quella, e com vencimentos Lambem 'gimes. Na materia de
já houve tempo em que o decreto n. 2,05.1 de ..1t3 d vencimentos
Dezembro de 1857
mandou-os igualar : depois foram augmentados Os da
sem se lembrarem mais desta, que, conservando as mesmas provineia visinha,
igualdade, reclama essa justiça. razões dC
As verbas consignadas para as despezas da policia
silo insignifican-
tes, e, em relação a este anuo, principalmente, que houveram
com obras, acquisição e um collaborador, a verba dodespezas
diente não cobrirá metade da despeza feita. Não ha quem expe-
sem dinheiro, não se faz policia. ignore que
A. repartição Unhem se resente e muito .da falta
completa do.paiz. de uma legislação

Policia lio -Porto.


.0 serviço é feito por um Amanuense dos que se empregão
diente, porque com o pequeno pessoal de que dispõe no expe-
a Repartição,
é possivel haver um empregado exclusivamente para o trabalho não
externo.
Tem esse empregado á, sua disposição um escaler
tro marinheiros e um patrão. 'O escaler vai ficar, é tripolado por qua-
vir, apesar dos reparos que soffreo ultimamente, certo, incapaz de ser-
tanto que já reclamei um
novo, porque a Repartição não pode ficar sem
n'esta Provincia, onde a maior parte das viagens meio de transporte,
esse
não se presta 'tanto ás visitas do porto, como as se faz por agua. Elle
pontos interiores da Provincia, como sou testemunharepetidas viagens aos
mensas que nelle hei feito. presencial pelas inh:
A sua tripolação seria mal paga, attento
o insano trabalho que sup-
porta, se tivesse ordenado igual aos marinheiros da Capitania e Alfan,
dega, quanto mais tendo mui inferior: é de justiça,
igualal-os. quando mais não seja,
Neste porto, sem a menor fortificação,
o serviço da visita não pode
deixar de lutar com mil difficuldades. Eu tenho
nhas vistas para elle, e, se não hei conseguido tambem estendido mi-
supprir com o trabalho aquillo em que só a metralhamuito, porque não posso
com tudo, já consegui alguma cousa no sentido de deve ter a palavra,
Observando que alguns Commandantes de melhora.
vêem nas margens da barra o oceulo respeitavel, navios, fortes porque não
canhão, não se emportavão para sahir do porto que forma a boca do
cebido a visita da policia, lembrei-me de fazer com o haver ou não re-
bilhete impresso da Repartição, sem a apresentaçãodepender a visita de um
ria o vapor de TP.b^"""' Qoieito ao governo, do qual não pode.
e que é o uni,^ n-rbn
.17

ttondliétor dos navios que Saltem á barra, prestar rebocagem aos dítOs
>navios. Levei essa medida ao alto conhecimento de Y. Exc. que a ap-
,provando, deo suas ordens á companhia, que tem a seu serviço o men-
cionado .vapor, e as cousas marcham regularmente. O mappa n. 10 re-
.presenta o movimento do porto, quanto aos navios entrados e sallidos
e suas nacionalidades. O mappa n. 11 representa o movimento do porto
quanto aos .passageiros entrados e sallidos e suas nacionalidades. Entre
-os escravos figuram tambem os exportados para fora da provincia.
Relatei á V. EKC. tudo quanto occorreu na repartição á meu cargo.
.Estou certo que esta grande machina social, sempre pesada aos esforços
.de homens habilitados pela intelligencia e estudos, não se rnoveo pro-
veitosamente aos imos debeis impulsos ; mas, eu valo-me da .palavra
.magistral do protector da magistratura do paiz quando, offerecendo o
seu illustrado relatorio á quarta sessão da decima segunda Legislatura
da Assembléa Geral Legislativadisseque o ex.ercicio de taes cargos,
presentemente no Brasil, era urna prova de dedicaçãoe aguardo traa-
quillo o exame dos meos actos.
Tendo de concluir permittirá V. Exc. que eu cheio do maior reco-
nhecimento, penhorado para sempre, agradeça a V. Exc. a confiança
.que em mim deposita, a força que me busca emprestar, as luzes que
sobre mim derrama,eonfiança, força e luzes ás quaes se devem neces-
sariamente o que de.proveitoso for encontrado na exposição feita.
Deos Guarde a V. Exc.Secretaria da Policia de Sergipe em 10 de
janeiro de 1867.Illm. e Em. Sor. Dr. José -Pereira da Silva Moraes,
Presidente da Provincia.

.0 Chefe cie Policia

Antcro Ciccro ce..1$sis.

o
1.'

.-Ó11ADHOde1ítonstrativo dos crimes perpetradoo do 10


Janeiro á 31 de Dezembro de 18(10.
CRIMES
PEDI: PARTICI:EA R ES
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-Capital. . . 1 1 3,
Larangeiras . . ; 2 1 3 G
S. Christovrie.
2
Estancia 1 3
'Santa Luzia . ;
1

. 1 2
Lagarto. . . . . . 1 1 3 G
'Campos
1:
Itabaianninha. . . , 1 1 2,
Itabaianna. . . . 1 5 O2 14.'
,Sinizio Dias

...
I
,Capella. . . . . 2 2 1
.1,

1 1 7.
¡Propriii
1 11
Yilla-Nova 1 1 2
;Porto da Folha 1 1 2
;Rosario. . . . . 1f 1 2
Divina Pastora 1 1 3 5'
Som mas parciaes 1 1 161 1 512.011:II .11 41 1 6011
Sommas totacs 2 58 GO'

Discriminação dos niczes


REZES
Crimes
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o 99
o 0 :-. I c' .=
7-,-
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o o c ,...' .'. e ^:.7.
f
c>
r- o ote .> %. .:).

o "o o CC?..

.7z 2 Resistencia
ij
- Tirada ou fuga de presos 1 11
Homicidio 3 1 11 1 2! 11 2161
Infanticidio . . . . 1 I 11
L;
Tentativa de homicidio. 1 1 5:
Ferinientos graves . :1 4. 3 1 2 3 2O
Ferimentos leVes 1 1 1 1 2. 1131
Injurias . . 1 1
Roubo. . 1 1
Furto . 1 1

1
9 24 4 5 5 8 6 60i
Secretaria da Policia de Sergipe, 9 do Janeiro de 1867.-0 Secretario,
knitivgos José da Silva A;credo;
NI." 2.

Quadro demonntrativo Ilos crifflem perpetrado no trícit-


nio do 1862 á.1863,
--
ANXOS
CRIMES
1863 1864 1865
FResistencia 2 5 2
...,,, 'Tirada ou fuga de presos 4 5 1
g. Moeda falsa 1
(Arrombamento de cadeia 1
(Homicidio 17 8 10
Complicidade de homicidio 1
Tentativa do mesmo crime .
O 2
Infanticidio 1
Ferimentos graves 11 11 12
g Ferimentos leves 10 5 2
sz' Oftensas phisicas 3 9 6 i
Injurias 1 2
Estupro 1 A.

Rapto 9
Roubo 2 6
Furto 1 , 6 1
Somrnas .
59 71 36
.

Secretaria da Policia de Sergipe, O de Janeiro de 1867.-0 Secretario,


33ominyos José da Silva Azececlo,
N. 2A;
Quadro demonstrativo dos crimes perpetrados no ~Ó
de is65, segundo as informaçêes que prestaram as
autlaoridades para a organisaco da estatis-
fica policial do 111C81110 anuo_
-----
LOCALID.ADES
--
ONDE VORANI CONIMET1DOS
-- -

g c ó et
e: ~
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,..; ..,
-, z:o = rn = ó =1
CRIMES
I,
1.7,5

z,-3
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c',_Lw -,='_ .;--- .:.7., c7). .:, j,"
1 2 3
1Resistencia
Tirada ou fuga de pre-
u 2 ,) 6
- SOS
1 1
1
11
Falsidade' ,
1 1
Perjurio
IContra a liberdade in-
1 1
' dividual
Homicidio 1 2 1 1 1 1 3 315 28
Tentativa de homicidio 1
9 2 5
Ferimentos e offensas
phisicas 1 1 1 3 6 4 1 1 41 51 28
1
..,. Injúrias 1 1

--f., Ameaças 1 1 2
Estupro 1 I 2 4
Rapto .
1 1
1 1
Estellionato
Damne 1 I
3 I 5 8
Roubo
Furto 1 I 14 9 25
Sommas t.) 2 -I 3 6 2 11 11 220 6 5 6 361116,

.Secretaria da Policia de Sergipe, O de Janeiro de 1867.


O Secretario,
'Domingos Jose da. Silva Azevedo;
N.^ 3.
oemowitraçao dos suieidios e mortes eazuaes que «cor-
r
reram do de Janeiro á 31. de Dezembro de 1966.
_- - :

TERMOS ONDE SE DERAM zc ,,


7.

a .;. 4

Capital
!Estancia
- ___ _
*;-

12
3
C

1
3,
:3
1
:Santa Luzia 1
Lagarto 1 .1

Itabaianinha 3 1 4
Maroim 2 1 , :3

Divina Pastora 1 1

Capella 3 3
Santo Amaro I
Itaporanga 1

Soturnas _
9 12 I 21
- -- -
litappa especiel dos suicidios
''-':- , . , , , , , .; , ,
C u-h"-"V" MEIOS PORQUE rman PRA. . '

i
c7)
CAUSAS QUE OS 1)ETER3IINA1AM
TICADOS
Lívresi Escravos I

1 i Estrangulaço No consta i

1 1 Idem Alienaç'tio mental


1 1 Idem No consta l

1 1 Substanc,ia 'venenosa Idem


1 1 Idem Paixrio
1 1 Estrangulaio Nio consta
1 1 Idem Idem
1 1 Idem Idem
1 1 Idem Idem
9 '') 7

Secretaria da Policia de Sergipe, 9 de Janeiro de 1867.,


O SecretarioDomingos José da Silca Áz.e.c.cdu,
Ni: 4.

'Quadro demonstrativo dos suieidios e mortes cazuftèS


.que «correram durante o triennio de 1803, 1804 o 1805'

ASNOS
FACTOS
1863 1864 1865

gfiadios 3 5 7
Tentativa de suieldio 1
Mortes cazuaes 4
Sommas 8 5

Mappa especial dos suicidios.

- .k =
I

zn -,---:

rn c:: .? :,-_,

9.,)
'4 2= 4
;f2 -
,
.7.; . :

`.-

tc,
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1
p
-
MEIOS PORQUE FO- CAliZAS QUE OS DETEB.MI-
11A31 PRATICADOS NARAN

...,
- ..-

11
c.)
cn
1=1 ,
1 1 1.krma de fogo - Não consta -
,c2 1 1 Substancia venenosa Falta de recursos
I 1 Estrangulação Não consta
1 1 Idem ,Idem
1 .1 Estrangulacão Não consta
1 :1 A.sphixia por submersão Por ter sido preso paraser puni-
...4
0.D
do como criminoso de morte
1 1 Substancia venenosa Embriaguez .

I 1 Estrangulação Não consta


1 1 Idem ,Castigos excessivos
1 1 Estrangulação !Não consta
1 1 Idem Idem i

1 1 Navalhadas ao pescoço ,Por ter sido castigado com pri-.


,-,
= são e ameaçado de ser vendido
1

1 1 Substancia venenosa Não consta


1 1 krnia branda Alienação mental
I 1 Arma de fogo Não consta
I 1 o co
Estran ollaa Idem

Secretaria da Policia de Sergipe, 9 de Janeiro de 1867.


O Secretario,
Domilajos José da Silva A:crctto
N." 5.

Quadro alemonstrativé dos criminosos


capturados no
trienuio do 183 á 1805.

ANNOS

,CRIMES
1863 11804 1g65

22 :31 11
Ilomicidio 1 .2
;
Infantecidio 4
'Tentativa de homicidio

Furto5
1
,Complicidade de homicidio 15 14
Ferimentos graves 2 . h
'Ferimentos leves :3 1
Roubo 9
2
Injurias 1
Damo 1
3Ioeda falsa 3 3
Tirada Ou fuga de.presoS 17
Dizercilo
Resistencia
Estupro 9
Rapto Pro-
Dos criminosos cresta , -capturados em outras
víncias 3
Homicidio
Tentativa de homicidio
Furto
poubo si 40
I Sommas
Janeiro de 1807.
.-Secretaria. da Policia de Sergipe, 9 .de
O Secretario,
Domingos Jose da Silva Azevedo.
N.° G,

01111111r0
demonstrativo dos erintinoN0-8 presos em tiagran-
te do il.° de Janeiro ã 31 de Dezembro de 1866.
CHINIES

,)
0
1
0
5 o
TERMOS ONDE FORAM o Ei)
PRESOS .0 0 0
.- 5 o-
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.' E. .....
Cz

Capital 1 1
,Larangeiras 1 2 3
Estancia 3 3
Lagarto 1 1 -

.
2 2
Campos
;Itabaianinlia 1 c) 3
3 9 5
,Itabaianna
2 9
;11laroim
,Capella 2 2
2 2
Porto da Folha
¡Villa-nova 1 1
I Sommas 4 1 7 I 12 2 96

OBSERVAÇÕES
No Termo de Maroirn figura um criminoso eine evadio-se, e que de-
pois da pronuncia, em virtude de recommendacúes d'esta Repartição para
sua captura, recolheu-se á prisão em 8 de Setembro do anno de que se
trata, pelo que figura lambem na observação do mappa n.° 5.

N.° G A.

QuadroZdenionstrativo dos criminosos presos CM flagran-


te no triennio de 1863 ã 1865.
ANNOS

CRIMES
1863 1861 1865
,

ilomieidio 1 1

Tentativa de bornicidio 3 1

Ferimentos graves 3 4; 2
9 2
Ferimentos leves ;

Furto - í
Injurias 1 I

__. Sommas
__.
6 O I 6
-----1
Secretaria da Policia vde Sergipe, O de Janeiro de 1867.
O Secretario, DoIningo Jo$ú del Silva Azi.,vécio..
N.' 1,

Quadro
dèmottstrativo dos individuos recrutados 'Mia
policia dárante o anuo de 11866, com designa-
ção dos apurados e ~USOS.
o
4
z5
",
AUTHORIDADES QUE OS FIZERANI
LOCALIDADES ONDE FO- C
RECRUTAR
RAM RECRUTADOS
P.
5 cr
.'
"

Capital
Dr. Chefe de Policia
Delegado
Subdelegado
1
312
7--1.
6
Juiz Municipal 1
Delegado 4 3 1
S. Christoy'ão 6 2 4
Subdelegado
Commandante do destacamento 53
Delegado 11 3 3
Sub-delegado 2 1
Lagarto 1
Commandante do destacamento
1
Campos
Delegado
Sub-delegado
1

,3
442
Lagóa-Vermelha Subdelegado (3 2
Riad& Subdelegado
Itabaianinha Delegado
Geri Sub-delegado
Delegado 5114
1

Estancia Commandante cio destacamento


:31 3
Santa Luzia Delegado
(3 1
Chapada Sub delegado
15! 1'2 1
IDelegado
11 1
Rabaiana ¡Sub-delegado
( ,Coininandante do destacamento
) ',Delegado
21
1

3 2
1
Sim".:io Dias ) .Sub-delegado
9 4 5
Maroim Delegado
1 1
Santo Amaro Sub-d elegado
1
Barra dos Coqueiros Sub delegado 1

Rozario
\Dr. juiz de Direito da Comarca 1
Delegado
,ISub-delegado
15
li
32
5
1

Larangeiras
) 11elegado
Cornmandante do destacamento 9
54 1
1
Povoado dos PintosiSub-delegado
Divina Pastora Delegado
31 1
Pé do Banco Süb-delegado
) iDelegado 1
Capella )!Commandante do destacamento
1
.1 1
N. S. das Dores ,Subdelegado
Japaratuba Delegado 1
Propriá Dito
5 31 2
Dito 3 1 2
Porto da Folha Dito
16
164 99 49
Sommas
83 destinados para
OBSERVIC:A0.Dos recrutas apurados forawi para a compa-
O Exercito, 5 'para Armada, e li , por serem menores Sergipe 9 dd
nhia de aprendizes Artilheiros.Secretaria da Policia de.
da Silva .beredo.
Selembro de 181;7.-0 Secretario,Doutimps José
1,p1adro demonstrativo dos trabalhos da Secretaria da
Policia da Provincia de Sergipe do anuo de 1SGO.

C -E
QUALIDADE E DÉ-TINO DOS.TRADALEOS tf:

L; ©
o-.

0-111cios a Presidencia 876 8'6 876 :2628


Ditos aos Delegados 859 1171 850 2889
254. 395 254 903
Ditos aos Subdelegados
Ditos á diversas autoridades 736 955 736
94.
0427
Ditos para fúra da Provincia 94 97 285
65 65 65 195
Ditos reservados pn fúra e dentro da ProNincia
Mappas mcnsaes e annuaes a 25
25
Copias de ditos para ficarem archivados .25
46 46 92
,Passapertes e guias
Termos de apresentaçrio de escravos e
LegitimaçUes
outros 40 40

26
55 26
80
10
52
Licenças e editacs
159 159 318
Portarias 73
Folha de presos
Attestadós de frequencia 24
98--)3 2823
Registro de 1856 c 1857
29091:3959 5983 12848
Sommas

OBSERVACÃO.A diferença que se nota entre alguns numeros


de actos expedidos e de registro, vem de que figuram eátre os mesmos
«is circulares ás diversas autoridades.
-Secretaria da Policia de Sergipe, 9 de Janeiro, de 1867.
O Secretario,
Doliúngos José da Silr« Azevedo.
Illm, Em. Sm.,
o
: becleeendo o preeeilo do "..; 17 do (,`,,,gdia:,,-,;11[,0 di;
11 31:111.:0 de venho apr,.:.,ittar a V. Exe. o balao-1)
.1857,
tia iyeeila despsa. d'esta Itepartiço no exereic:o
do de .186 â iXl. n." .1; o quadro da divida
o da passiva, sob 'Lu :3; a ridaçâo das causas da Fasenda Proviwial,
sol) n." .I; O mappa dos g.m.,ros exportados, s:d) i.5: e
o orcam.mto tia reejta iisp,,sa para O exerekio d 181'17
I 181;.;,
Sol) u"." 6; fasenno tanib.,,in a. Selilla das ocennyni:ia: mais notavei;
que se dei5o durante o anuo Iludo ut fyiar-flo 1150 sõ a
ikspe,sa da Provincia, como ainda aos diversos ramos do servico
Thesonraria. Reconheço que ficarei muito a qunn da ixp.!ctativa
"V. Ex , más se me fallecem a:, liabilitaçíies para eSS:i. Larga, sobra-me
a. nit,,lbor boa vontade; sendo meus erros &sculpados p.;la illustra:5o
e bondade de V. Exc.
Balanço definitivo.
RECEITA 1:0 EXERC.ICIO DE 18i$5 A 1860.

A receita do exercicio a;irna dito foi de Rs.. 411.:S3..851 1.e.ado


sido arrecadada
Pela 'fite Ouraria 65:8ii 17)9 18
Pelas Nuas de lindas 3iin:f108:5Sil3
Pelas Exactorias 48::1(58:7.07()

Receita °atinaria
Operaçíies de credito
....
Aguai teve a seguinte origem
. . . . 379:701?):3G2

Saldo do armo anterior 31:1917,191


1

Tendo em vista o orçamento que- servi° de base. a confec50 da


respectiva lei, houve em algumas de suas verbas maior e menor. re-
ceita
Aquella foi de
Esta de 63:192,7891

Resultando entre dias a dilrerença de maior


receita em réis 30:7 15 ,31;9..

DESPESA.

A. despesa decretada na lei n.° 7li de- Ir (1:31aio de 18C:, foi


de Rs. 50:1:353.:M8: mas a paga foi de lts. . que
se effectuou do modo seguinte:
Despesa °afinaria 3f1i:W28;5885
.Dita extraordiirtrh 7S:21 ;',71i9
Credito egerial 55:kNS70
Saldo em 31 de Outubro de 1SGG. . I18
Houve lambem maior 'e menor despesa
Está na importancia de . .- 172:168.7622
Aquella na de
Sendo a diferença entre urna e outra de .
----
45:65562.8
1.'26: 51 '2;,:599.1

QUADRO DA DIVIDA. AcTivA.

A divida activa da Provinda monta em 75:61k,725. D'esta


fra se deverá subtrahir a quantia de 9.:621:,7614, já considerada inso-
luvel. Como este , muitos outros debitos existem no quadro a que
me estou referindo, que seria conveniente fossem trancados, para que
elle 11-10 represente uma divida superior a que se pode cobrar: assim
tenho pensado d'esde 1865, e continiro.
QUADRO DA DIVIDA. PASSIVA.

A. divida passiva da Provindo remonta-se aos annos de 1861 á


1866: sua importancia é de réis 90:483149.
Como 'V. Ex. N'Ó, no é para aterrar o quadro da divida passiva
da Provincia.
O anno passado elevou-se ella a réis 115:3767,500.
A severa e bem entendida economia. que V. Ex. tem sabido dar
a destribuiçito dos dinheiros da Provinda, se deve ri:to só o estado
decrescente de sua divida anterior, como ainda o lisongeiro da divi-
da propria do anno findo, do qual apenas se ficou restando a quantia
de 6:267508 réis, e isto mesmo porque os respectivos credores a no
.procurar'áo opportunamente.

liELAÇ.ÃO DAS CAUSAS DA FASENDA.

Pendem no Juiso Cos Feitos tresentas e quarenta e duas caus,as


<da Fasenda Provincial. Os nomes dos respectivos devedores ; a cri- -
;gern das dividas; sua importancia; exercicio a que pertencem; pro-
,posituras das- acçOes; eStado 'das causas, e quaes as que se conside-
rrio duvidosas e cobranis, constrto da relaçrto junta.

3IAPPA DE EXPORTAÇÃO.
COMO V. Exc. se informara d'este trabalho, a Provincia exportou
do 1.° de julho de 1865 ao ultimo'de Junho de 1866, quarenta e
<quatro artigos de generos; d'estes os que mais avultariio forno o assu-
car e o algodiío.
De assacar exportou-se 14:609 caixas, 423 feixes, 788 barricas, e
15:195 saccos contendo 779:035 arrobas e 30 libras do branco-13:
'709 caixas, 2. feixes, 895 -barricas,. 10:784 &tecos com 512:632 arro-
bas e H libras do mascavado; ao, todo 28:309 caixas, 125 feixes,
1:683 barricas, e 25:979 saccoS com 1:291:668 arrobas e 12 libras
d.'assucar com o valor (Ciciai de 3:14.7:891:5691 réis.
De algodiío exportou-se cru lua, 20:390 saccas com 99:116 arrobas
.no valor oficial de 1:325:907.7576-----lecillo 25:308 varas no valgr de
9:5604.00=em caroço 411 arrobas, e 21 libras no valor de 2:850,7745.
Os de mais generos tiverão o valor ollicial de lis. 154:118.783.4=
<dando todos o total official de I.:810.:329466 réis, superior ao cio anuo
lindo em 1:532:348:7,755 réis.
A. exportv5io pra dentro do 11111),,,rio foi 00 valiw orlicial
3:162:528,70'1. réis; sendo
Para Bailia :3.275:1767,582
Para o Rio Grande do Sul 15:5767..875
Para o Rio de Janeiro 118: l
Para Allgóas
Para Peniambuco. . .... : 16
52:01197:4166
:637747

Para fora do Imperio foi (1;! 1::377:800762; sendo


Para Portugal 112:67:37AW7
Para o Canal 1.206:875645
Para Liverpool 43911:7420
Para Monte' ido 1.4:9?...,:;00

Comparada a exportaçío do exercido de 186/1: á 1865 com a do


exercicio de 1865 á 1861; para dentro do linperin, ha unia diffaença
para mais deste para aquelle exercicio de 9.1.0:18k611 réis. E para
fora do Imperio nos mc.,smos exercidos encontra-se lambem a dilteren-
ça para mais no valor de lis. 592:167.5091.
As barras exportadoras .sio a da Cotinguiba, lUo Rial, Vasa barris
e Rio de Sio Francisco.
Exportaffio-se gmeros no valor de 3:218:215. 086 pela 1.
604: i61127 pela l'
87:7815:16 pela
930:871?:.717 pela

Comparativamente com a produccío e expor,aç:io de :MOS ant.,-


riores, Vã ;;(3 que a Provincia marcha nas vias dó pr. grésso agricola
(lu mui breve attingirá sua receita ao duplo da que actualmente é
visto como a uberdade de seu Solo convida os agricultores ao amfei-
çoamento da roteação do terreno. como dos motores do trabalho.
Orraanento para o exercicio de 1SG7 á ISGS.
RECE1T.t.

A receita para o exercicio futuro de 1867 á 1868 vac orçada na


quantia de Its.
A base (Veste trabalho foi tirada da. m3dia receita dos tres ulti-
mos exercicios, isto é dos de 186:3 a 1866.
A receita que mais avulta no orçamento é a do assucar e do
algodúo. Receio que a do assucar nao corresponda a cita orçada:
1.0 porque grande parte dos proprietarins desanimada com o preço
que_ esse producto ha ultimamente obtido abandona a cultura da calma.
2.° porque cada dia se resente mais a lavoura da falta de braços.
3.' porque poucos , bem poucos sio os proprietarios da Província
que tem procurado substituir os braços que lhes v5o faltando , por
machinas apropriadas ao. trabalho do terreno e ao processo do assucar.
porque a estavrio vao caiTendo tão img dar e secca que amea-
ça acabar com as plantações.
finalmente porque deve ser cobrado o imposto nó corrente ex.
ercicio na ras'ão de 5 0/ do preço do mercado da Capital, o que aliás
é, tle equidade e justiça em relação aos capitaes empregado::-,
do algodão, porem, para o qual todas as vistas se convergirão,
:animadas pelos preços quasi fabulosos que gosou a safra passada, se
não corresponder a. expectativa dos que a elle. se entregarão , despni-
<len& grandes sommas com o seu plantio e com a compra de machi-
nas para o descaroçamento, não lhes dará prejniso.
E sem embargo da secca que lhe está causando grande mal, e (10
'decrescimento do preço na Bahia, é tal a extensão de terreno ocupa-
do com sua cultura, que calculo, no corrente exercicio , em mais de
100:000000 de réis os direitos que elle tem de produsir.
DESPESA.

A despesa .é orçada na quantia de lis. 4'10:347344, demonstran-


do-se de sua comparação com o orçamento da receita o deficit de lis.
1)0:267972.
Tratando d'esta ingeria não cessarei, como em annos anteriores,
de pedir a atteução de Y. Exc. para a maneira porque são decretadas
:as despesas da Provincia , sem attender-se ao orçamento de sua re-
.ceita.
Se as leis financeiras procurassem quanto possivel equilibrar as
'despesas com a receita, não teriamos de Ver muitas d'aquellas verbas
.sem execução.
E se a mais séria e reflectida attenção deve ser prestada a este
ramo do serviço publico, á uma Administração altamente economica,
:como a de V. Ex., não passar õ desapercebidas as reflexões que sem-
1.)re hei feito em materia de despesa.
Verbas ha de despesa que entendo devem desapparecer do orça-
mento da Trovincia.
Urnas porque 03 soccorridos estão já em estado de as poderem
'dispensar, visto os grandes lucros que auferem; entre estas considero
Associação Sergipense, e a Companhia Bahiana.
O privilegio d'aquella deve acabar no atino de 1868, e consta que
.sua Direcção já pedio ao Governo Imperial a continuação do mesmo
priVilegio por mais dose annos: d'aqui se demonstra que ella tem au-
ferido grandes vantagens, porque ninguein continua com negocio que
lhe dá prejuiso.
Não tenho receio de ser contestado nesta minha proposição, por
que sei que a Companhia Bahiana anhela a posse do privilegio da ia,-
bocagem das Barras da Provincia independentemente de qualquer sub-
:venção d'ella.
A Bahiana tambem absorve lucres espantosos, e se os não tivesse
:ião poria em movimento quatro vapores por mez nas barras da Pro-
-wincia: esses vapores, offerecendo mais garantidora e regular navega-
ção, tem feito afastar a concurrencia dos navios de vela, chamando
.assim para si urna grande parte da carga dos generos da Provincia ,
que lhe assegura grandes sommas de interesses, pelos quaes e no de
sua propria conservação ella não deixará de tocar nos portos d'onde
tira seu maior interesse; alem de que o contracto com o Governo Ge-
ral a isso a obriga.
Estas duas empresas esto em tal gráo de prosperidade que po-
dem viver por Si: uma tem fundos de reserva e empreliende obras
5

grandes que lhe dintel]] dar correspondentes


Incros: outra alarga as co
sanchas de suas ambições, e quer absorver todos
veis.
os interesses possi
A subvenção à companhia Pernambucana deve
parecer da verba da .despem da Provincia, que nenhuma igualmente desap-
vantagem co-
lhe de tal contracto; e não vai a pena a despeza que com elle
que é um peso sem compensação. se faz,
A Companhia de navegação a vapor interna tambem
pesada á Província, que. com ella despende a quantia é sobremodo
de réis annuos , e que nenhum beneficio tem até o presentede 10:00e000
gosado de
seu estabelechnento: pode ser que, para o futuro, se o respectivo
presario satisfiser as obrigações que se impoz pela lei em-
cila de vantagem ; mas se continuar de favor e contracto, seja
aqui, nenhum bem resultará. em favor, corno até
Outras verbas de de,speza, como disse, entendo
que devem desap-
parecer do orçamento, taes como subsidios à Missionarios
pensão ao Seminario Archiepiscopal: não descubro 1'a-são Catechistas,
que taes verbas de despesa. que justifi-
No esquecerei a verba de despesa com obras
publicas.
O systenia de decretação de muitas obras,
sarios para se as poder levar a effeito, é um mal, os recursos neces-
sem
ministrações; entendo que a este respeito o Corpo que acanha 'as Ad-
Legislativo deve lou-
var-se no criterio e prudencia da Administração, que nenhuma ha que
não deseje o melhoramento material da Provincia ,
fiada. que lhe foi coa-
O Patriotismo é congenito com a natureza do Brasileiro.
Ninguem ha que, collocado na cupola do Poder, renuncie a am-
bição de deixar traços lisongeiros e duradouros que attestem. sua pas-
sagem no- caminho da civilisação.
Habilite-se o. Governo com os meios, e elle conseguirá os fins.
Th[csouraria Provincial
Esta Repartição compõe-se, como V. Exc.
to de 11 de Março de 1857 do modo seguinte: sabe, pelo Regulamen-
Da contadoria que divide-se em duas secções, de contabilidade
de escripturação ; da do Contencioso; da e
do recebimento , guarda e
destribuição das rendas; e da da Secretaria ;
das, Agencias Fiscaes, e Exactorias , que lhealem das Mesas de Ren-
são subordinadas.
Tratarei de cada uma d'ellás.

SECRETA R IA

Compõe-se esta Secção de um Official que serve de Secretario e


accumula as funcções d'.Archivista , e de um Amanuense.
O Official tem o ordenado de soop000 reis, e a gratificação de
10k000 reis pelas funcções do Archivo. Nenhum d'esses
está em relaeão quer ao trabalho que compete vencimentos
dos outros empregados. ao Official , quer ao
A Secretaria é uma secção da Thesouraria.,
Chefes de Secção percebem e pois se os« outros
vencimentos
balho e cathegoria, não parece justo correspondentes ao seu tra-
ferior, que o da Secretaria o tenha in-
mormente accumulando elle as Inacções .d'Archivista , que de
nenhuma maneira podem ser pagas com a gratificação de cem mil reis.
-- 6--
Alem das fuueçites sobreditas, oOliei.d da S;:l. tyn ainda
:a seu cargo o expediente da junta, na qualidade de Secretario esta.
Toda a escripturaçõo á. cargo da Secretaria está em 'lia.
O Archivo porem está desarranjado. devido a r uma que ameaça
.o tecto do edificio da Thesouraria,
O trabalho que por esta Secçtio se foz no anuo de 1855 á 1866
foi :
,011icies ao Governo da Provinda . . . 637
Ditos á diversas Authoridades e Cidadzios. 68
Portarias a Estações Fiscaes 750
.Circular ..... ... .
, .
4.1
27
Editaes . . .
Matriculas de Engenhos , 10
Patentes a Trapicheiros 6
Registro das peça' 4 cima 4:539
Dito de nomeações do empregados , 61.
Termos de juramentos 9
Actas de Sessões 1G7

Copias . .... . ..
Registro de licenças
.
Registro do Provisões de vig,arios e coadjutores
?
19
.226
32
Guias . , j . . 118
Certidões 26
Copias diversas 274
.31appas do IV,SURIO .do ponto 12
Cargas no protocollo 1:013
Livros 'para as Estações FISCZWS 237
Ditos de talões para ;.ts ditas 110-
Ditos de ditos para Trapiches . /16

o estria comprebendidos n'este resum OS despachos nos diver-


.SOS papeis, por se uõo saber ao certo,

ARCHIVO

Recolberriose ao Archivo 16 massas .de documentos de. receita e


16 ditos de despeza pelos cofres da Desonraria, 370 livros de rocei-
-la e talões das Xesas de Rendas, 382 livros das Agencias, 597 livros
das Exactorias, 1 'russo de ordens da Presidencia , 1. dito de (Meios
,de diversos, 21 ditos das 31ezas de Rendas, Agencias e Exactorias, 10
-massos de despachos de generos pelas 3Jezas, 6 ditos de ditos pelas
Agencias.
buscas, sendo a maior parte d'ellas por exigeneias
Derõo-se 9..fi2
dos empregados para esclarecimentos de negocias da Reparkõo.
Como já tenho dito em anuo: anteriores, o archivo por si só dá
-trabalho para um homem de pulso. ;1.c:cumulado como se acha com
.a Secretaria. resulta serem ambos mal desempenhados, sobretudo pelo
individuo que cure° aquellas funcções, o qual pelo seu mão estado de
. aude, e outras circiimstancias nrio pode mais exercel-o s. Seria por-
tanto mui conveniente ao serviço da Thesouraria que aquelle empre,
gado fosse aposentado, e que os empregos que elle actualmente exer-
fossem divididos, e preenchidos por quem com i mais vahtagm s4-
gisfiNsse as necessidades do serviço.
,

oo coN.rrsiaosn

de que é Chefe o Doutor Procurador


A Secção do contencioso ,
F)scat, tem um Amanuense, cujas funeç7.íes tem sido n'est,;s ultimos
Escripturario da Secretaria d'Assemblea nos
rumos exercidas por um
das respectivas Si;SS.ÓCS. .

intervallos õ feito pelo Amanuense da


O serviço (resta Seeção qnasi sempre
Secretaria, porque
o Escripturario d'Assembl&t, com a garantia de ii;to
quadro da Thesouraria , dá muitzs faltas na Repar,
ser empregado do applica ao trahalno, a que inais se nota no actual
ticão, e pouco se
Gonçalves da Cunha Filho.
Francisco trabalhos d'esta
Seria muito conveniente para a regularidade dos
lhe fo,se dado um Amanuense, como ontr'ora.
Secc.ão que Solicitador que promove no juiso
Tem atem disto esta SUA() um
o andamento dos
Feitos da 'azzendit.
o trabalho executado pela Secçraio do contencioso foi:
510
Pareceres e informações 1
Termos d'arre.matação 7
Ditos de contractos ,
Dito de fianças :17
. , ..
Officios . .
37
Registro d'estes 111.
Lançamentos em protocollos
Guias
- Certidões
Petiços do Solicitador ..
. , , , , f
..
! !
. .
? ?
. , 130.
0
Copias
TIIESOtRARIA.

No exercido que findou entrarão para os cofres da Thosouraria réis,


lkovincial a quantia de Al4:8387:+851 réis, e sahirão geral :397 ver-
sendo o movimento geral 828:677702; fasendo o caixa (-;1 vrixs de reeei,
bas de receita, e 897 de despesas: no de depositos
ta e 22 de despesa, e Irei termos de reeenceamento do caixa.
çoNpooal:.
de dons Che,
A. contadoria aivide-se em dgas secies e cOrnp)e-se
servindo ual d'es,
fes, de dons 1.°' escriptUrarios, e de trez segundos.
tes de Escrivão da receita e4C.-SpeS.

O serviço o24secçfflo Se acba descriminado no art. 21 e seus


do Regulamento de 11 de Março de 1857. ella correm,
Seu Chefe, com quanto novo nos trabalhes que porC lucidez, pelo
procura levar o seu serviço ao maior grao de perfeição
fiserão-se os segnin,
que se torna credor de elogias. Por esta secção
tes trabalhos: 717
Infonnaç5es 717
Registros d'estas . 1i;
Balanços meusaes
Dito i3the,$trzil
8

Classificação de .49 de receita (livro)


.
Idem de 69 ditos de despesa (livro)
. .
Contas de debito e credito por
da Bahia
..........
tos, arrematzições e fornecimentos,

Idem com o .Corpo de Policia


empresas, contra-
inclusive ao Banco

Assentamentos dos Olficiaes do dito Corpo


.
.

A.panhamento resumido munerica e chronologica-


mente de ordens do Governo
Remessa a Secretaria por protocollo . 65
Escripturação de creditos CODStalltes de 15 artigos 365
inclusive o credito especial e 55 §§ (livro)
. . . 1
SEGUNDA SFX.f.:ÃO.
A <2.3 Secção, a cujo Chefe não
que é merecedor pela sua assiduidadecessarei de render os elogios de
e. amor ao serviço, tem a seu
cargo ás áttribuições constantes dó art. .2.2
citado. e seus §§ do Regulamento
Seo serviço é feito com esmero e pontualidade
ltegistros ......... ......
InformaçOes
..
e constou de:
118

. ....
.
Ditos de licenças 118
. 19
Pitos de titulos
Ditos de Provisões de Coadjuctores 64
Contas abertas
195
Cargas em prot000llo
Contas tornadas. .
.. ... .
Ditas remettidas a Secção do Contencioso
. . .
171

Certidões 6
Orgauisação de folhas de pagamentos 16
Notas nas mesmas .
`,94
Quitações
Registro das mesmas
.......
O expediente da Thesouraria está
preta seus deveres.
3
680
:3

em dia, e seus empregados cum.

DIEZAS DE RENDAS, AGENCIAS E EXACTORIAS.


As Mezas de Rendas e
suas Agencias e Exaetorias arrecadarão dtb
rante o exercicio findo 348:976.93;J
A da Capital tem os seguintes réis.
primeiro Escripturario, trez segundos,empregadosHm Administrador, um
A da EstanciaUm .Administrador, um Porteiro, e nove Guardas.
segundo, um Porteiro e quatro Guardas. um primeiro .Escripturario, um
A de São ChristovãoUm
Guardas. Administrador, um Escripturario, e deus
A de Villa-:Nova Um Administrador,
As Agencias tem cada uma um Agente um Escripturario e tres Guardas.
As Exactorias um Exactor e e um Guarda.
um Escrivão.
Os Administradores, Agentes e Exactores
Thesoureiro. acumulão as func. s de
Todas essas Repartições funceionão
Cabe aqui repetir o que a dons regularmente.
unos lembro: a converslo das
Agencias da Ilha do Ouro e do Brejo Grande
em Exactorias.
Estas doas Ileparlits não faSt`111 Ma receita retal,' varnnto com-
(11! ,ua despesa: cilas são summarnente onerosas a Provincia.
pensadora
Convertidas em Exactorias, seus empregados serio pagos na raso
em vez de perceberem or-
directa da receita que arrecadassem, porque
receberião porcentagem d'aquillo
nado. conio de presente percebem.
abi estaria o estimulo que lhes despertaSse o inte-
que arrecadassem, e
resse, e com elle o augmento da receita.
Repitirei ainda hoje, Exm. Sent., bem que sem convicção de ser
ouvido, o mesmo que disse o atino passado em relação a lei
n."
converteu em ordenados lixos os venci-
de 27 d'Abril de 1864, que percebião os empregados das .31e-
mentos de porcentagens, que d'antes
zas e Agencias da Provincia. tem demonstrado que a dis-
experienia de mais de dons annos
posição da lei citada, sobre ser ante ecunomica, é prejudicial a tiscalisa-
consequentemente desvantajosa a seus
ção das rendas .da. Provincia, é
interesses.
Todos comprehendem que o elemento de urna severa e regular fis-
maior somma de inte-
calisação das rendas publicas está subordinado a
resses que. o empregado fiscalisador possa
(relia tirar.
lei citada apagou essa centelha do interesse, que se
não ateia a
consciencia de todos, intlamma a da maior parte.
O empregado fiscalisador deve perceber ordenado que lhe garanta
phsica ou :noral o tornar in-
a subsistencia, quando a impossibilidade assíduo nos trabalhos; por-
capaz do serviço; gratificação para que seja
centagens para que seja activo e energico. combinadas de tal
Estas trez especie-; de vencimentos podem ser hoje elles tem.
«forma que 11r10 excedão ao VCIICiDlell'O fixo que pela sua arre-
A. inspecção do algodão da Cidade de Propriá .que, tem jus a ser
cadação é hoje uma Repartição importante da Provincia,
pessoal, como aos sffirs
melhor considerada, tanto em relação ao seu não
vencimentos. O seu Fiscal é um homem honrado e activo; más por
faser ali,
pode absolutamente prevenir o contrabando que se pode
excessivamente,
que é só, e apenas tem um Guarda: ambos trabalhão
e são mal pagos. Fasenda Provincial que os
Seria muito conveniente aos interesses da
Guardas e remadores das Agencias da Ilha do Ouro e Brejo Grande,
serviços n'aquella Re-
que vivem em santo ocio , fossem prestar seus pessoal.
partição, que tem indeclinavel necessidade de maior aquella Repartição
Tambem seria de muita vantagem que fosse
na extrema
montada de m aneira a se faser respeitar convenientemente
autorisado a dar-
da Provincia com a das Alagims: que o Governo fosse
lhe um regulamento especial para a pesada da grande quantidade de
execução essa peza-
algodão, que por ella transita: que para se levar a seria ai,-
da, pagasse cada arroba de algodão um imposto modico;quU
pesada, arrumação, e desar-
plicado aos trabalhadores empregados na montada, se tor-
rumação na sua entrada e sahida: assim a RepartiçãoProvincial.
naria respeitada, e maiores lucros daria a .Fasenda cinco Agencias, e on-
Tem a Provincia quatro Meus de Rendas, intelligentes e activos
ze Exactorias, cujos Empregados mais ou menos
cumprem suas obrigaçí:ies.
Considerações diversas,
1865. ART. 15 § 39
LEI N.° 741 DE 17 DE MAIO DE
O itlipolo desL § não guardou a proporção que era para desejar,
-10
,e que em nien relatorio apresent ,dó ao Antecessor de V. Ex. em "28
de Janeiro de 1865, foi por niini indicada.
Assim tem elle dado lugar a ruclaiino:ões dos proprietarios du Ira-
" piães , e na realidade tem cites rasão porque : SÜ nina caixa
com n assuar. tendo de peso, em termo medio, .45 arrobas, paga IN
veis 'de..imPOsto, um saeco que .tein 5 arrobas não deve pagar .60 reis
por isso Lemos .45 arrobas d'assucar em caixa pagando 100 réis,
a mesma quantidade pagando 150' réis; maior em 350 réis do
que aguda, 'o .que é unia desigualdade.
N'aquelle relatorio havia eu proposto que os Trapiches pagassem
por cada. caixa com assuear 0.réis , por feix:; reis , por barrica
10 reis, e por suco 5 reis: d'esta maneira ficava guardada a respec-
tiva proporção.
COM num;ko A ESTE IMPOSTO FAREI orrnAs coNsinEam;i3Es.
Depois da execução do Regnlaniento da centralisação de 25 de
Outubro de 1865 forão desalfandegados os trapiches, qw; o or50, exis-
entes nos entrepostos dos rios que rasem a barra da Cotinguiba : per-
didas por esse motivo as regalias do allandegamento, entendem os pro-
prictarios que não estão mais obrigados ao pagamento dos impo tos
dos generos que recolhem, e neste sentido um d'elles oppoz-se a apre-
.sentação' dos respectivos livros para a veritic,arão do numero de volu-
mes que recebe°, por meio de .unia petição no Juiso Privativo dos Fei-
os da F:.ksenda Provincial, sem que até. esta data aquelle Juiso tenha
proferido sua decisão..
Entendo que mal fundada é a pr,t,enção d'esses individuos, por
que sendo o imposto lancado sobre os lucros da industria, com o facto
da centralisasão, elles os uh purdér50; porque continuo a recebei-os
pelo deposito dos generos, e é sobre esses lucros que SC impõe, e não
sobre as regalias do alfaudegamento.
Artigo 17.
Em n virtude da autorisa:ão consignada n'este artigo e da ordem
-do Governo da Provinda, datada de 5 de Setembro de 1864, sob n.°
65:1, venderão-se no mino financeiro findo 797 palmos de. terreno do
que a Provincia .possue nesta. Capital, qi.ü produzirão, segundo a ava-
liação do Engenheiro da Provinda, 601.4.00 réis, tendo-se recebido de
fóros de 310 palmos d'esses mesmos terrenos que estavão sendo oc-
cupados, sem titulo legal, a quantia de 195:816 réis.
'Foi Lambem vendida, em virtifle do artigo citado e ordem de V.
,Exe. o.. 659 de 28 d'Agosto d'este anuo, p la quantia de, 8:000 .ffl0 á
com panliki Bálliaoa, a obra dos alicerces da primeira Cadéa (Festa Capital.
As Tabellas de emolumentos que são cobrados hoje pelos papeis
que transitão pela S:cretaria da lusp cu 6;,.ra1 das In-
ias, Thesouraria Provincial, Mesa de 11.:nolas, e Exaetorias devem ser
.

reconsideradas de modo a não deixar duvidas em sua cobranea.


'Tendo concluido a exposição dos negócios terid:10.:,.s a Thesoura-
:ria Provincial, ronlio qae, eirontrare.i V. Exc.. liaAtant, in1tilgen-
eia, para de3eulpar minhas faltas, certo 'cimo deve estar de qu,,liii-
(K melhores desejos não só de bem desempniliar Os inms
como de com a melhor vontade cumprir as. ordens d.,. V. Exe.
Deos Guarde a V. Ex. Thesouraria Provincial de S:rgiv, 9.0 (11
.Dezembro de 1866.-111m. e Exm. Senr. Dr. José Pereira daSilva Mo-
VICS , 3111.1 Digno Presidente da ProNincia.-0 Insr,ctor, Fouiri.wo
..I/ottll 11f/brito.
Orçantonto da 1,0Cellit provincial de Sergipe para o eXereiCIO de ISII3 á MOS.
AIMEE1DADX EM Oltç .11. PAR
186:1 á 186411864 á 805 1865 a 18116 1867 á 1808
Cinco por cento sobre o assucar exportado na forma da lei n, de de Fevereiro de 1806 184:8 lN7,5887 142:3257605 11.)i:313:,2445 174;505:012
incIllliVC o algodão que pagará .1 por cento
Cinco por cento sobre os demais geueros exportados
de Villa-nova, e suas agencias 9.7:4767802 70:7757p8I3
9.i.:F459,:, 469 I :0377391
o que for exportado pela meza de rendas
Meia siza de escravos na razão de de 3 por cento 10:0945241 19:807158 13:389:979 17:4:10::,N553
especificados no Dec. n.° ''):708, guar-
Selo de herança e legados, cobrados na forma, e cazos 24:8857653 10:987:PS 21:0387285 18:970,122
dando-se as taxas de 10 e 20 por cento
Decima Urbana, com as isenç'ües especificados no Orçainento
d 1864 á 1865 6:06:1956 0:11;'):82 0:761.7233 6:3297257
Divida activa, e juros da mesma 10:67 I 90 5:1307484 5:9317117 7:2 17.'203
Rendimento da tabela annexa a lei do orçamento de 1801 á 1865, e aos da tabela de 1818 3 :39:k100 2:7907733 3:011542 3 :083
Direitos de autos e provisões 1:1217905 972-7:109 1:017?;037
do Governo, Thesouraria Provincial , Sacretaria da Instrucção Pu
Emolumentos da Secretaria
blica cobrados os 1°' pela respectiva tabela 7 4 :291::5 .1() 4:0477180
negligentes, infraces de leis, regulamentos e contractos . . I :136,,250 1:0767204 1-45:305 :219,,,,283
:Multas sobre contribuintes venda dos bens de rai./ 7 :340,',162
tios contractos de compra e 7 7:340::%162
Dois por cento DO valor da Provincia 13:108000 9 :0507000 3:130:000 8:6367000
Cento e cincoenta mil reis sobre cada escravo que for exportado for exportado da Provia-
Traz mil reis sobro cada cabeça de gado vaccum e cavalar, que 832009
cia, e 15000 reis sobre o lanigero e sumo
. . 778500 7187500 7707333
sendo 2:5000 re's por lancha, hvate
Imposto sobre cada viagem de barcos de cabotagem , patacho, e 127000 reis por «bri-
ou patacho, escuna ou barca, 45000 reis por sumaca ou d'este imposto sobre os estrangeiros 60:2:?.000 1607000 209 .',333 325777
gues, ou embarcação de maior lotação, e mais a 3' parte 25770001 2:028013
Bendimento dos proprios provinciaes . 70400 447800¡ ((:000 59-7 33
Matriculas dos engenhos de aluguel 60:700 407000i 20:000
Dez mil reis por cada escravo empregado no serviço de barcas e canoas
. .
450.700t) 4297000
37000 á 9;5000 reis sobre cazas que venderem rapé 1.789c,20 1 :9357fflO 1:725:001) 1 :81054.m
65 á 127000 reis sobre as que venderem charutos 679000 5857800 6187000 627500.)
127800 sobre as que venderem polvora . . .
160;7000 1907000 110;5006
107000 sobre as que venderem armas de fogo 133600 2397800 2185000 197:5133
6z,N4.00 reis sobre as que venderem figos artificiaes
caixinhas ambulantes, ou não, e de 207000 reis sobre
Imposto de 67000 reis sobre taboletas e . 350400 3937000 38(37000 377:5463
as de joias de ouro e pedras que pertencerem aos nacionaes . . .
joalheiros estrangeiros . . . 7
Dito de 2:0007 sobra taboletas e caixinhas ambulantes de
Dito de 25000 sobre passaporte, com excepção dos concedidos a subditos daquelas Tiaçü.es
isenção 594000 4147000 2187000 4085066
com quem o Brazil tenha tratados, que lhes concedo essa 4:070000 3:680,000 3:9907000 3:9135333
Dito sobre alambiques cobrado na forma da lei provinciaes , ou da
25700) reis sobre escriptorio de advogados que tiverem provimentos provimento algum 480000 3257000 40'25500
lela(ao, ou mesmo que exerço a advocacia com licença dos juizes, e sem forma do re-
107,000 reis sobre solicitadores de cauzas
provisionados, ou não cobrados na
1367400 280:000 370zN000 262,5133
gulamento cio I° de setembro de 1846 4507800 391,7000 127:000 322;5933
Disimo do pescado, onde não fizer parte da receita municipal .10 armo de exercicio , co-
Cinco por cento dos provimentos dos empregados provinciaes no 1:0767.."616 1:780:.G0i 985,156 1:280;579G
brado na forma das leis anteriores 10 anuo da concessão,
Cinco por cento sobre os ordenados dos aposentados e jubilados no mandar fazer. . . . 1:174376 228:075 1087635 503;5005
comprehendidas todas e quaesquer reposiçiíes e restituiriies que se
de 9 por cento ao anno
Alcances de thesoureiros, e outros responsaveis á fazenda na casão 63,14t 238:7000 767619 126;5114
Outubro de 1848
na conformidade do art. .13 da lei geral de, 28 de 18:000,000 7 6:000;5000
Disimo do gado vaccum e cavalar mandado cobrar por ordem do Governo de 16
'27500 reis por cada rez morta para consumo. 17:3577000 16:599:,500 16:620 :.000 16:858;5833
de Junho d'este anno :0000000 1:300.7.000 1:350;000 1:550;5000

.....
conform'dade
Imposto de 1507 reis sobre escravo marinheiro na mesma se empregarem em alu-
Dito annuo de 87 reis por barcas, 47 reis por saveiros e canôas que 250;,A00 2P7000 236000
. . .
guel no trafego dos portos . .
10 reis por feixe, GO reis por
Dito sobre trapiches, pagando eles 100 reis por cada caixa , 4.707400 1:9555760 1:2.13»0
barrica, ou sacco com assucar . 30.-:n00 50;000 .10;5000
105 reis por licença para espectaculo publico lucrativo (0,-;000 4.107000 440;5000
207, reis á cada africano livre para poder mercadejar 10,;000 207000 205000
107, reis sobre bilhares 610,7000 6105000
Rendas extraordinarias 2:0937:866 752.;,061 1:005:476 1:28455101
Restituiç'ões e reposições ....... . .
5147848 44:992623 3107000 15:072;5490
Receita eventual G355420 63.55420
Bens do evento
10 reis sobre canada de agoardente exportada em favor dos 1iospitaes
districtos das mesas exportadoras, e em falta d'estes para o da
capital.
de caridade no
...8527220 3657760 5605420
39.3:823071/5 321:7557010 378370;,482
5925800
350:0797379.

Recapitulação
ARRECADADA. . r ORÇADN

1863 á 181;4 I 1864 á 1865 1865 á 1866 I 1867 á 1868


323:82357951:321:75570191378:37004.82135071790372
Tabella explicativa do orçamenío proineial de Sergipe para o exereicio de 0367 á 1SGS

RENDA
EMOLUMENTOS DA
SECRETARIA DO
CINCO PM; cEN.r,.) REMDIMENTO DA GOVERNO, TIIE-
C1NC) POR CZNTO SOBRE OS DEMA- -TABELLA ANNE- SOURARIA PRO-
1
DOASSUCAR EX- ISCENEROSIN- MEIA CIZA DE ES- NA A LEI DO OR- DIREITOS DE TI- VINCIAL E SE-
ESTAÇÕES PORTADO NA CLUSIVE0A1A» CRAVOS NA lIA- SELLO DE IIERAN- DECIMA URBANA DIVIDA ACTIVA, E ÇAMENTO DE 64 MOS E PROVI- CRETARIA DA
JUROS DA MESMA
FORMA DA LEI DkotE PAGA- Aõ 'CilE% C AS E LEGADOS 65, E OS DA SUES INSTRUCÇA PU-
N.7 /s7 r.F.3.I DE R Á 4. roll CENTO POR CENTO T A BE O, A DE BLICA COBRADOS

2ANE1110 1866. PELA MESA DE 1848. OS 1" PELAS


VILLANOVA RESPECTIVAS
TAREI LAS

.7.1 2:0 II.,;466 D 1

5 1:04.7W37 3:G257760;
besouraria 1:151165 915.,105 2:778:-022 , 9.:782.>426
Mesa da capital 426:668560 '22:135770 1:UOW200
76933 116500;
3:15ri:5970 1:69.8199 1:878436 730299 73k..807
« da Estancia 33:579;5031 46833 171?-5001
1:1879.79 526,7656 107.'76O
de 'Vila-nova 8:U8;50751 15A.32;A67 56600 55,7.0601
«
31:3978 !1.35:119 N.;8,7756 76761 2504l4
«. de Sio Cliristov'áo 5:70:5aW 510;535 S1800 9.79$00
3:253177 1:602,819 9:947,-397
Exactoria de Larangeiras 755P3 :26:866 177zON
de 31aroi;n 5 2:274$731 4:2WS17 950zs280
13694,
5 I:G15574.8 :3926'1-2 248z-7l5 c)05,-;619.
da Capela
2207383 10:556 5S809 6,700
(10 Rosario 5 5085952 ..:.'.
5 8535334 5I3575 45,-.15r1. 55G76
de Divina Pastora. 5.5

71í5193 80:135 1197:970 10715


do Lagarto 5 20:420 194,000 182001 1

de Itabaianinlia 5. 503'85G 2:07 I7bS ,....,

1:82859-)3 33123 28.020


itabaiana 0 5
255363 9ft...690 5Y:281 ;'5 .: 1

« de Simrm Dias 6296801 . ''2WÕO'


9:K552 115,-;420 0G.7:531
de Santo Amaro 5 329-$156
«
5 57885 3617.,155 GO:121 13519.
Japaratuba 5
3:083458 1:047037 4:6!i7.7:186.
17:4.30533 18:97u 6:39:-257 7:.'i47.9.63
I 174:50012 41:0373911
Continuação da tabeiia

. . .
;RFW4
Multas sobre Cento e cinco - Trez mil 'eis
1 con tribu i ntes Dous por cento en ta mil reis sobre cabeça Dezrnilreis por
no valor dos
sobre cada es- de gado .vac- imposto sobre
i

STAÇõES" negligentes e :cada escravo Trez


por infracções contratos de cravo que for cum e cayallar cada Viagem Rendinlento Matricula
à nove
.1
de empregado no mil reis sobre1
de leis, regu- compra e ven- exportado pa- exportado e de barcos .de dos proprios engenho serviço debar- cazas que ven
lamentos da 'dos bens reis sobre, cabotagem .provinciaes
de raiz ra fórada pra- cas. e canoas derem rapé
contratos. " meia. lanigero e su- de aluguel
i nso
Thesouraria 1085872 776,733$ 1;8260'24
Mesa da capital
da Estancia
4187)628
1655380
264491
916;538
6835000 14~, 2010.89 .59z.1733
»
13;5333

36000
de Tilla-nova
3:073ZA00 86433 70,-A00
127;','16.3 60 1:030000
« de. Sio Christovo 38 13 I 76000 150000 54,;5000
Exactoria de Larangeiras 2,-;000
27,-,471 1:956706 4:150:7000
:180001
de Maroim 33664 369400 700000 30;5000 72000
da Capella 9891 875023 10ft.'000
24r5000,
do Rosario 61;.,145 130:7000
360001
de Divina Pastora 40:253 450,7000
2k000i
do Lagarto 245698 419.7:725 250:000 i.2000 1
de Itabaiani nlia 83 80 1 1 9362, 150000 26000;
de Itabaiana 487891
de Simrio Dias 3P092 285700 5503000
« de Santo Amaro 1 822 535620 12-;0001
de Japaratuba »
16c4813 99808 30W00 18;7.000,
1 :219P283 7:346402 8:63W000 177433 325777 :0280l 3 59;5733 4.3433 44.2-7,000;
Continuação da tabelia;

lihNDA

Seis á doze mil Doze mil réis Dez mil réis So- ISeis mil e qua- Imposto de 67'' Dito de 2.:0oo;.
réis sobre ta- sobre tabole- Dito de 2-7000 Vinte e cincoLA, ,;/
réis sobre ca- sobro as que bre as que trocentos réis bolotas e cai- tas ecaixinhas réis sobre pas- Dito sobre a- mil réis sobre bre solicitado-
ESTÀÇOES sobre as que escri p t o riost
zas que ven- venderem pot- venderem ar- xinhas, c 2,07,' de joalheiros saportes lanibiques res de cauzas
derem chara- VOra venderem fo- Sol) 1' de advogados
mas do fogo. gos artificiaes preciosas estrangeiros
tos
-6')7;5600 1:i7 ;51:33 377;466
Thesouraria 96000 36000
lesa da capital 1765000 130000 923;5000 40;5000
244000 40:-000
« da Estancia
10r000 I> 32000 356000 5100 10000
de Villa-noya 1W000 14,7.00 '3 106;000 50000 30000
de São Christovão 90;000 9.8000 8365000 56000 10;000
Exactoria de Larangeiras 276000 10000 90000 1000
9_000C 46,5000
de Maro i 201;000, 1 0000 450000 25000 10000
da Capella 99;400 10000 »-
60000 10000.
16666 » 11;5000 140000
do Rosario 127000, 4:7000 60;000 60;A00 10000
de Divina Pastora 59;5000 0000 243000 60000 30000
do Lagarto 55000 4000 350$000 26;000
de Itabaianinha 27000 10.:000 206000 .46;5500 20000
de Itabaiana 89000 E..)05000
16;000 20000
de Simão Dias 66000 20000 >>

93;000
'
2;000
de Santo Aziar° 54000 6666 60333 10;133
de Japaratuba 69000 402;500 262;133
116;666 1971.33 377;466 408666 3:913433
.:81W1.00 627 600
-Continuaçao da talbelia

tIEN DA
Cinco por centc Cinco 1)01'cento Dito ;muno de -
Disimo do . dos provimen soLre os arde- A I c a.n c es de Dons 11111 e qui,
cado onde r.la tos dos em pre nados dos a- thesoureiros , 1isimo dor gado nhen tos por
imposto de réis
hareas,
Por
ESTAÇOES
fizer parte da gados provin- posentados e e ()litros re:4 vaccum e ca cada Fez mor- rcésits..E.:voo :tl'a-
renda mu nici ciaes no " Abitados _no ponsavets
1.,

taparaconstt
pai atino do exer- 1° anuo da fazenda marinheiro
iarse(gi suei
cido concess:io em alug.net
Tbesocraria » 1211,7,1H 6:0-0-117,000 16:85833 1- ..5.-13?.,(ii 1
Mesa da capital » :280,-.,796 503-7693 » » 1 :550:0110 20:000 »
« da Estarwia -» » » » '20:7(1(H)
« de Yilla-nova » » » G1-7009 .»
de .Silo Cbristovo » » » .» 4:k. 000
Exactoria de Larangeiras » » » 481(J)
.de Maruim » » »
da Ca polia » » »
do Rosario » » » » >>

de Divina Pastora » » » >>

do Lagarto » » »
de Itabaianinha » » »
de Itabaiana » » »
de Simiio Dias » » »
de Santo Amaro » » » 11::000
,44de Japaratuba » » » ,»
:1227:9:33 :2807961 503695 126z,.114 (1.:0007000 -16:83833, 2:16.-,000
4Conti1nação da tabella.

RENDA
Vinte mil réis
Dez mil réis por
por licença Dez réis sobre
licenca para
ESTAÇÕES a- Dez mil réis so- Rendas extra- Reposições e Receita even- Bens do evento canada d'ago-
cspectacul o a qualquer ardent e eira] TOTÁL
fricano livre bre bilhares ordinarias re,ti tuições tual
publico lucra. favor dos ho,
lixo
para poder pitaes
wreadejar.
Thesouraria 610000 883,7608 14:6.11.7)806 46:571;5:328
Mesa da capital 20.7000 63.7613 6..9;:1720 592,7800 160:52.9r5096
da Estancia' 20,-;000 464'24 52.7000 -47:70GM49
de Villa,nova 1017.000 7,7908 867;749 45.7,320 28:833;5203
deS'ãe Christovão 20;000 45444 61t."815 8:2.81;5252
Esactoria de Larangeiras 1k000 1.20.000 4.5:,-)400 » I 2:52'k,135
de Marola' 1.0000 220;:,000 10,7000 41::)72.9 34::000 9:6X-.5180
da Capella. 2;k800 32,7000 6:146457
do Rosario 1ft000 4(000 2Ik)803 &;000 1:730;7:076
«- de Divina Pastora 2417c,785
do Lagarto » 55446 336600 3:219,-)176
«- de Itabaianinha 3:590286
de Itabaiana 5:343:7641
de Simão Dias' 4600.10 2:000:927
de Santo Amaro 10,-408 6,7000 4:393;:219
de Japaratuba 7436 6.,7000 ;

»* 1:729462
4407.000 20.7;000 610,7,,OÕÕ 1:284101 45:072.7)490 035,4.20 592.7;800 350:079472
011,f;131ENTO da Despem Provincial de Sergipe para o
Exereicio de 1.867 á IISGS.

,PEDIDA PARA VOTADA PARA


.
119leprcsentaTilo Provincial
.
11867 a 1868 1866 á 1867

1.° Subsidio aos Membros d'Assembléa Provin- 11:52.'1;5000 11:900;5000


cial
2.° Sessões preparatorias, extraordinarias, proro-
3 :988 . 000 3:988-000
gações e itinerario. . . . . .
. . 4:350;5000 4:35tk000
30 Pessoal da Secretaria. 305000 30v300
porteiro.
4.° Asseio da caza d' Assembléa. a cargo do
à cargo do Inspector da Thesou-
50 Expediente 2705000 .c270O00
-razia Provincial 1:508;5000
6.° Ao Tachygrapho
70 Com a compra da Legislação Geral para ser. 400;5000 400;5000
archivada na Secretaria d'issemblea. .
a Secreta-
8.° Com a compra de um armário paia 60000 60;5000
ria d'Assemblea
20:618000 22:498,-)000

Secretaria do GoNerno
grau-
1." Com o pessoal da Secretaria inclusive a 13:000000 13:00055000
fica.ção c1 rs. 000,-:000 ao Secretario.
2.° Expediente e asseio da caza. . .
.
. 2:0M000 1:00W000
--
Instrucção Publica
1----
15:000;5000 14:000;5000

I.° Ordenado ao Inspector Geral da Instrucção


Publica . . .
9..° À.o Amanuense da mesma. . . .
.. 2:000000 2:000;5000
72.0000 720;5000
. 100000 100;5000
3.° Expediente da Instrucção Geral. .
h.° Ordenado e gratificação aos professores e em- 6:300000 8:15k000
pregados do Lyceu na forma da Lei. . .
5.` Ordenado e gratificao aos professores do eu-1
sino primario, elevada á .100. réis a
gratil
ficação da professora contratada da Barra
. . h6:816;5000 46:76O,7.000
dos Coqueiros
. . 1:000000 1:000;5000
6.° Utensis para as Aulas .... .
7.° Subvenção á. Manoel Armindo Cordeiro Gua- 480;5000 480000
raná
57:416;5000 59 :1OOOO

Culto Publico
1.0 CongTuas aos coadjuctores de 200;5 reis, sen-
, 3:600;5000 4:600;5000
do de 300 reis aos das Cidades. ,
PEDIRA PARA VOTA DA PAIt'&
1,867 á 1868 1866 á 1867
'Transporte. . . 3:6000000
.2.° Ditas á cinco Capelliles, sendo um no Jabibiry 4:6000000
á 2000 réls, um na empada com 1000 réis,
um na Barra dos Coqueiros, e outro em San-
ta Reza com 8O0t5 réis cada um, e 'com a on-
dição de ensinar 1° louras 2:100f5000
3.° Guisarnento á 30 Matrizes 2.:7000000
-52k000 2:5000000
.4.° Ao zelador do relof,rio da Capital obrigadol
aos concertos. . . . . . . 2000000
..... .
5° Com o zelador do do S. Christovão
a mesma condição . .
6.° Subvenção aos Missionarios Fr. David e Fr
Paulo
com
1500000
2000000

1500000
1:2000000 1:2000000
4.° Ao Seminarlo Archepiscopal da Bailia pago.
mensalmente. 1:0000000 1:0000000
10:770000 12:3500000
.Arreeadaçião e fise,alisação das
rendas
4.° Pessoal da Thesouraria 16:7:300000 1G:727;4.000
2.n Expediente e asseio da caza 2:t 000000 1:0000000
30 Ponto e protesto de letras, sellos e custas ju-
diciaes . . .
1:0000000 1:0000000
'4.° Porcentagens aos Empregados. do. juizo dos
Feitos
1:000;5000 1:0004)00
5.° Porcentagens á 12 Exactorias . . . .
6.0 Ordenado e gratificação a quatro Mesas 10:0000000 16:000000
de
Rendas Provinciaes na conformidade das
Leis nacionaes 597 de 9 de Maio de 1860,
.e 619 de 27 de Maio de 1861.
- ' I---
. . 12G:4110;5000 26:0160000
56:940000 67:743;7000
'Força Publica
1.° Com o Corpo de Policia. ; ; z ; ; . 52:3340000 52:33000
2.° Com o fardamento.
3.° Com luzes, ama para quarteis, 13:524000 13:524,000
alugueis de
cazas para destacamentos, e outras despezas.
2:00000001 2:00%000

67:8580000167:858000
Aposentados e Jubilados
.° Com Aposentados.
2.` Com Jubilados.
; ; ; 15:3590078 15:8610078
.
14:2500666 14:941'0867

..
29:609.7544 30:865;,:923
R

PEDIDA .1),111:A .1rOTADÀ PAR:t


1867 á 1868 .1866 á 1867

iSablicos .

4.° Subsidio ao Hospital de Caridade da Capital. 9..5()0,000 2:500fD000


-2.` Dito ao de Larangeiris
3.° Dito ao de S. CbristeVão . . ...
á.' Curativo e Testiario dos prèzós pobres.
4:000000 1:000000
800.:.'000
2:000000 2:000,-.A00
80(k,000

5` $nstento para os mesmos .... 10:950000 10:950U00


1:000:, 000 1:.0007.000
(1.° Luzes e tilais despezas das Cadeias. . .
fainillas das praças d'e
'iLe Piarias de 321> réis as
pret do Corpo de Policia, de conformidad
zoin a lei n. '720 'dó 25 de Abril de 1865 5:000000
23:2507:000 33:250.7000

Siave4.&-iào á. Ibraii>o
.1..e Cóm a Companhia Bablana . .
i12:00000Ó 12.:000001)
2.'` Com a de Rebocagem. .
12.:000000 12:000000
. . 6:00000D 6:000:,...,000
..3." Com a Pernarábúcai/a. .
4.° Com a Fluvial
10:0000Q0 19:000000
.5.° Com a de na'vegaço do Rio S. Francisco. i:000r,000

; 40:0Útk000 44:000.5000

Tyogra.Oula. ProciaI.
1.° Com o pessoal elevada á réis a diaria dó
impressor, e á c.2;..N,200 a..do batedor, e a 1;5'
à do aprendiz Tassiano Pinto de Mendóriça:
16:ÕÓOOÔO 7:560000
1:2005000
2.° Com a gratifiCaçlio do Redactor. . . . .

3..° Expediente e asseio da caza. . 20005000


16:0ó07:000 10:760000

" Obras Publiéas.


Ordenado e gratificação ao Engenheiró da
Pro'viricia
2:0(1C000
21:9:35-;60ó 28:311,59:30
2.° Com a Cadeia da Capital. .
3.° Com a abertúra do Rio Santa Maria. . . 10:9.50000 10:250:;000
Com diversas obras autorisadas por leis estie
ciaes anteriores, ó com outras a juizo
. -
f1.0...000.'000
ministração
37:185...600 80:56173930

ibiespe.ft
:m L'Aversw+
` Pagiux.lentos de dividas de exurciclos findos li-
50:0007:00d
e clu:s liipildarem. . .
ju-11;
Ainortisacão das .N.poiies paganwilto
10:7 00:...,,000 10:7005000
ros 110 em Prcstbno Ç.',ontrailicio peia ^P.; OViilGia.. 2:000-000
. 2:00.0:,7000
3.° Restithicties
4.0 Amortisação enpmstimo contrallido com O
Banco da Bahia. e juros° por adiantamento
1500;5000
na forma do contracto. . -
62:700z.000 77:70W000
3:00ft000
bespezas Eveutilaes ,
T.IIIIELLA. explicativa do orçamento da daspesa com a Itepresentaçao Provincial para
o exercicio de 1807 á 18438.

ORCADA PATA VOTADAPAR,!k


Natureza jpi despega LEGISIAÇ0 18.67 A .1808 186t;á 1861

1 .°
Subsidio á 24 Membros d'Assernbléa Legislativa Provincial. .) Lei geral n. 16 de 1 '2 de !gosto de 43, e
Provincial n. 590 de 10 de Maio de 1860. 11:52M0 1 1:900;000
2.°
Idem 3:98&000 3:0882000
Sessões preparatorias, extraordinarias, prorogaçries e itinerario.
3.°
Pessoal da Secretaria .900;000 00;:.000
Dfficial Maior . ,
Ordenado Lei n. 708 de 16 de julho de 1864-. . .
. . Leis ns. 508 de 1.2 de Abril de 1.860, 708
1.0 Escripturario . - ?
300;5000 800:000
de 16 de Julho de 18(34.
Iem idem . . 500;5000 500-:000
e Dito . . . .
(.2
.
Lei n. 708 de 16 de .Jullio de 186% . 800000 800M0
2 Amanuenses 4Q000. . . .
300:000 300;5000
Archivista . , : . . Idem idem . .
300:000 300-7000
porteiro .... . . . Idem
Idem
idem .
idem 5005000 500:,.000
Continuos ã 250000 . .
idem , . 250?...900 {250;5000
Carteiro : Idem
4:350:000
f
' 1:350Ç5000
-,--ãOz000
. Lei n. 766 de ?..0 JeMarço de 1866. .
Asseio da cazad'Assemb14 á. cargo do porteiro .

5
Expediente ã cargo do Inspector da Tlicsourari idem 270:4.000 9-.704000
Provincial
6.0
idem . r
Ao Tacbliraplio III

7..
Çom a cempra da Legis1g5o egal para ser archiv. idem . 400:000 0240-7:000
da na Secretaria d'AsseMbla.
8o
Com a empra de um armado para a secretaria h idem . . 60000 60z000
Assembléa. , . e . Idem
ABELLA explicativa do orçamento da despe= com a Secretaria do Governo
exercielo de 1867 á 1.86S,' para o

_Natureza da despeza .LEGISLAÇÃO WADA PARA VOTADA PARA


1807 á 1868 1866 ,ã 1867
1°. '

.1ressoal
Secretario do Governo Gratificaçrio Lei n. 766 de 20 de Março de 1866,
1 Chefe de Secção. . 1:000;5000 Ordenado
. 900000
1:000;5000
500z000 Gratificaçrto Idem idem ,
'') Ditos . , . 1:000-;'000 Ordenado' 500000 1:500000
400. 000 Gratifie4io 2:00k000
Idem idem . 800,,000 2:800000
3 Officiaes . 900z,.000 Ordenado
2 : 700 . 000
3 Amanuenses

Porteiro. . .
.

.
;' ..
300-000 Gratilicato
600000 Ordenado
1007000 Gratificaç5o
600000 Ordenado
Ideni

Idem
idem ,

idem .
; . 900,7000
1:80%000
300;5000
3:600,000

<2.:100000
600;5000
300000 Gratiftea(jb Idem idem . 300000
,Continuo , . 600.7000 Ordenado 900Ot 0
100;5000 Gratilleaçiío
600600
Idem idem . 100;5000 700z,000
Correio . . . , 6 400;5000 Ordenado
400:-A 10
100000 1Gratifteato Idem idem . 1 00000 500;5000
c).. 13:000:5000 13:000000
Expediente e asseio da caza Idem Idem . .2:000000 1:00k000
Pede-se para a despeza d'este § mais a Quanta de Rs. 1:000;5000 ,por ter sido insuffieiente á de
exf.Tdcio ultimamente findo, em que se despeadeu perto de 9.:000000, como se vê do Balanço definitivo. :000:.'000 votada para -
TAIIELLA exptieati.va do or*camento da daspesa com a tustrarçao ~rica para
o exereifeiO de iSOZ 2.80S.

ORCADA PAILS
Natureza da despeza LEGisLgÃo. 18.67á1868

Ao Inspector Geral da Instrucçilo Publica.. Ordenado Leis ns. 601 de 10 de Maio de:1860, e 708
de 16 de Julho de 1S. . . . . 2:0007000 2:000000
2.°,
Ao Amanuense da Inspecçrto Leis ris. 56.3 de 21 de Junho de 1839, e 50000
Gratiftcaçiío 708 de 16 de Julho de , . . 120;5000 720;5000 720000
3.. 100;5000 10000l .L
Expediente da Inspeqb Geral... Lei a. 766 de 20 de. Março de, 1866

Lente de Francez e Geometria de Laraa-


geiras. Ordenado Lei n:. 766 de 20 de Março de 1866 .. 800000
Gratillcaç'ão 44'41000
Dito de Frarrcez da EStancia.. Ordenado Idem idem,. 700000
G.ratificação 104)000 800;5000
Dito de Latim. da Capital, . Ordenado Idem; idem. 1:000000
Gratificaç'ão 200000 1:200000
!--,Pito dito, da Estancia. Ordenado idem idem. 700;5000.
Gratificaç:io 100:000 800000
Dito dito de Larangeiras Ordenado Idem , idem. 700000-
800000
"

Gratificaç'ilo 100000
Dito dito dó Propriá. . , Ordenado Idem Idem. 700000.
Gratificaçiío 100000 800000
Dito dito, da Capella, ; Ordenado Idem idem. 600000
Gratificaçtio 100000 700000
6:300,':,000 8:150.000
.Continuaçao da taltella

Nakaveza despeza LEGISLAÇÃO


ORCAIU PARA 'VOTADA 1,:an
1807:á 1868 1866 â 1867

Professar de lettras ,da Capital. . »Ordenado Lei 760 de 20 de Março de 186G.. G00000
.;ratilicaç,ão 350,..,000 D50:000
.Trez ditas.da£idadedaf,siancia.á 600:,000 Ordenado ldern idem. 1;8005,000
100,:.000 ;Gratificação 30fki000 2:1005000
Lrn dito de Propria ()dona& idem idem. 600.7:000
.6 ratilicat:jo 100000 700$000
:Um dito de S. Clifistotto. 'Ordenado ;Idem idem, 000z,000
ratificaço
ã 100000 -70%000
J:rn dito de Larangeir.as Ordenado idem idem. 600000
Gratificação 100000 700:0001
Em ditode Ordenado idem idem.. 600(Y0
Grafificação 100:400 70.0;600
Tm dito do Porto da Folha . Ordenado Idem . 500:M90
G ratificaçã4 00:000 600;000
;Cm dito de £amos Ordenado Idem idem. 500:000
Gratificação, 100:00D 600:000
Dons ditos da Capella 500:000 Ordenado J(1:1,m m. 1:000000
100;000 Gratificação', 200:.000 1:200;00O
;Um dito de Iiaporanga Ordendo Li cal idem. . 500:000
Gratificação. 100:000 600:;000
-um dito de Divina Pastora O'rdenado' Idem idem. 500000
Gratificação 100:000 600000
:Cm dito de Japaratuba 7 Ordenado idem idem. 500,000
Gratificação 100000 600::000
Em dito de itabaiarJa Ordenado 111,:n1 idem. 500;ï000
Gratificação 100,000 60k,000
:Cm dito de Nossa Senhora das &ires Ordenado Idem idem. 500s00(?
Gra ificação 100:000 600000
1.:m dito do E.spiritoSanto , Ordenado Idem idem. 500.-.000
Gratificação 1005000 600:000
Ern dito do Rozario Ordenado idem idem. 50:000
Gratificação 100000 600000
Em dito de Simão Dias Ordenado Idem idem. 5005000
Gratificação 100:- 000 4300 000
ii dito da Lagôa Vermelha Ordenado 1dem idem, 5005000
G ra,tiiicação 100:000 ,600,:000

13:6507:000;
Coaktinoação da ttilletla

(MUDA PARA VOTADA .PAtt


Niaturfflza ,da derpeza. 3.,EWSLAC;AO 18b7.;11.868 1W 18B7

'Transporte , 13:650;5000
lettras de Santa Luzia.
1

Ordenado Lei D. 71i6 dc 20 de 31arço de 1806 . . M0000


ri)fessor 100:000 600c000
Gratifica(fzio
Ordenado Idem idetl) . . 500000
;I:in dito do Lagarto 1007;000 600-7;000
iGratifica(fto
Ordenado Ideal ;idem . .50000n
;Cm dito de Santo Anuo. 10(k:000 600000
1
-
.Gratificai.:to
Ordenado Idem ;idem .. . 5007.000
;t:rn dito de Villa,ova .

100:000 6.00;:000
ra1iflcati
.'Ordenado 1dein .idem . . 500;00o
.1:m dito de Itabaianninlia 1007.,000 .60k,000
ratificaio
Ordenado Idem idern . 400090
1:m dito dos Pintos 100:.000 500r$'000
1Gratiíicação
lOrdenado Idem :.idern . . 400;000
1:rn dito do Biejo Grande: 10k000 .500000
(.;ratitica5o
-. Ordenado Idem idem .. . 404z000
Um dito do Campo do Brito i00;000 5.00;006
Gratilicao
Ordenado Idem idem . . 400000
;1-in dito do I1orn Je7ts 100000 500,000
Gratificaç 7: o
.1,Ordenado Idem :idem.. 400000
Lm dito do lliacMo . , .
100,-:000 500000

.
Gratitioao
.lOrdenado Idem if.Iern 400z000
Um dito do Socorro . , . :50.000O.
Gratiiiew:Tio .400:000
k:in dito dos Carapinhos. Ordenado Idein idem . 400000
1007;000 500.:000
GratiBca(So
Ordenado :Idem idem . . 4005000
Era dito de Facatuba. .
100:000 .500:000
Gratificaçk
Ordenado Idem ;idem .. . . 400,,DOP
Um dito da Chapada . : .
100c000 .500,-;000
Gratificaçk
..
Ordenado Idem ,idein . . 400,-;000
Um dito do Pé do Banco. 9 /
100:00 500.7;600
Gratitleaçfáo
/ Ordenado Idem idem. . . 400000
Um dito do Cedro. e S 1
100:000 .50(k;000
Gratitica(5o
ra dito da Aguada; . . . Ordenado Idem idem . . . 44:000
Gratiticao 10(k.,000 500000
Ordenado Idem dem. 400:-.000
1:m dito da Parida. . .- 100000 50(000
iIGratitica(fáo
.23:150p000
Continuação da Tabella
__===
onc.mt PARA VATADA PA n
Natureza da, despeza LEGISLAÇÃO
1807á 1868 1860 á.' 1807

ransporte 23:150;000
Professor dei." lettras do Sacco do Ribeiro. Ordenado Lei n. 76G ele 20 de Março de 1860. 400.7.,,000
Gratificação 10k000 500000
Um dito do Outefto Ordenad o Idem idem. 4.00;5000
Gratificação 100z000 5005000
Um dito contratado da Ilha do Serro. Idem iden. at»:000 300;5000
Um dito dito das Aguiadas idem idem. 300,7000 3005000
Um dito dito do Caetitú . . . idem idem. 300:7000 300000
Um dito dito da Barra dos Coqueiros. Idem 300?.7000 30%4000
Um dito dito. da Ilha dos Bois . Idem idem.. 30(k000 300000
Um dito dito do Gerú. . . ». Idem idem. 300. 000 300000
Cm dito dito de Santa-Rosa ». Idem. idem. . 300;7000 300000
Um dito dito do Sitio do Meio. . . "(leni idem. 30k4100 30%000
Um dito adjunto da cadeira da Capital. Idem idein. 192000 192n00
Professora de 1." lettras da Capital. . Ordenado Idem; idem. 600,710J
Gratificação 3507000 950;000
Duas ditas de Larangeiras. ã600000 Ordenado Idem idem. 1;200:7000
100;7000 Gratificação 200-7000 1:400000-
Uma dita de S. Cliristovão . Ordenado Idem idem. 600z000
Gratificação 100,7000 70.0000
.

Urna dita de Propria Ordenado


. Idem- idem. 600,7000
Gratificação 10000( 700000
Duas ditas da Estancia . ã 600.000 Ordenado Idem idem. 1:2002000
00.000 Gratificação 200;000 1:400000
Uma dita de Maroim . . . . Ordenado Idem idem. . 600000
Gratificação 100000 700000
Urna dita do Divina Pastora. Ordenado Idem: idem. 50000Q
Gratificação 400;000 600000
Urna dita de Itaporanga . Ordenado ldem. idem. ; 50M00
Gratificação 10%000 600000
Uma dita do Rozario.. ; ; 9. Ordenado, Idem: idem. 500000
Gratificação 100000 600;000,
Urna dita de Itabaianinha.- Ordenado: Ide in idem. 500000
Gratificação 100000 600000
Uma dita da Capell'a . , Ordenado Idem, idem. . 500;5000
Gratificação 100000 600000.
35:592;000
Contiinuac:ito da talel-ia

!ORÇADA PARA VOtADÁ


Nat:areza (Ia 4liespeza; LEGISLAÇÃO. 1867á1868 1 860

Transporte .
Professora de 1 .' letras do Espirito Santo. Ordenado
.. . .. .
Lei n... 766 de 20 de Março de 186G..
. .
500000
. 3"--5:5.9T2TÃff()
;

Gra tilicaçao
100000 6.00000
Ideal 500;5000
Uma dita d.o Ligue() ,. Ordenado
G ratilical-ão 4.00::w00 600;5000
Ordenado Idem, idem. 50(000
Uma dita de :Nossa Senhora. das DCires .
1.00000 600000-
Gra tilicaç:ão
. . Ordenado 141cm' idem: 5000()0
Urna dita de nahaianna .
I 01k000 60O000
Gra ti rwa (:513
Uma dita de Santa Luzia.. , Ordenado' Idem. idem. 50000
G ra titick5o I.00000 600000
Unia dita do Porto da Folha. Ordenado Idem: idem. . 50000
G ratificaç5o 100:-000 60U000
: Ordenado Idtml idem.. 500:000
Urna dita de Japaratuba . . 1007000 600.0.00
G ratificaç5o
Ordenado Idem. idem, 500:000
Uma dita da Lag.Cia 'Vermelha. 100.7:000 000:000'
Gra tilicaa
.. Orden!do Idem idem- 500:000
Urna dita do Espirito-Santo 11.).0000 C00000
Gratiíicaia
Uma dita de Si1117,1'0 Dias . Ordenado Idem. idem: . 500:000
100:.000 C00;7.000
Gra fiticaço
Ordenado Ide idem. 500:000
Urna dita do Pé. do Banco ..
100...00 600000
Gra ti Lica £.-ko .

Ordenado Idem: idem. 40o7:0flo


-Uma dita do Soccorro. IN:5000 5007;000,
Gratitleaç5e,
. Ordenado Idem idem. 4o0_000
Uma dita dos Pintos 100,:. 00:1 59.0000
Gra!ificao
;Ordenado Idem. idem!. 400:030
Uma dita do Brejo Grande . 100,000 50,0;000.
Gratificaifzio
Ordenada Idem idem. 4003000
Uma dita de Pacatuba. 40.00.00 5.00:000.
Gratilicaçrfo.
Ordenada Idem idem. 4.00000
Urna dita da Chapada. 1G03000 500.$000
Gratificat;Se
. Ordenado Idem Mem. 400:000
Uma dita de Santa Roza. . 100;5000 500000.
Gratitick5e, 40;000
» Idem- idem.
Unia ditacontratada dagarradoseoqueres. 1
Idem Idem. 300,5000
'Uma dita de Santo Amaro .
145:892;6001 -----
</anil nuação da tabella
ORCA.DA PARA 'VOTADA PAR'',
LEGISIAÇÃO 1.8.67á1.868, 18667.1185
:Itiaturcza 4ii despeza
. ......... -----=
.

. . ..
. . ..1 :
'Transpocte. ,. .. .. ,.
de 31aro de 1.866 . .
. Giratillcaçtio'Leio:766 de '20
Urna Professora.contratada,de Campos,. ) Ideia idem.
lima.dita adjunta da .cadeira da Capita:1. ..
» Idem, idem .. .. .
:Uma dita ;dá de S. £11ristovZio . ,. . .. .

Alumea mestra ,da eadeira de Laraageiras


regida por A. ossidonja 3Jaria de Santa . . 12M00@
Cruz . . ' .. .
. ,
, »
»
idem
Idem
idem
idem. .
.,
. . 12.00.00
Dita ,dit.a da .cadeim ,da Capital.. 1k6:70W00

idem . , 4 1:000000 1:000,7000


Idem.
£tensis para as A1as. . ,

480000 480;..000
fi.ubvenç'ão :á Ilanoel Anuindo Cordeiro Idem jÁiem . . 4

£113..raixá . , .
. .

labella explicai tvit do OVÇIIIIII0111t0 ilii empeza com o cid«) publico poro o NOP.1 Vieb (h4
Uso; á 1565.

11111)1 P.\ 0.1 11t.k1.11.1.11


Naturepia bt de.Npeza LEGISLAÇÃO 1S17 à 1 Slisl 1866 867

Coadjedor da Capital Cmigrua Lei il. 760 de 20 de nmreo de


'dein ideio . :10W-00 H
-.Dito de São Christovão .

tilem idem :3 01imil


.bito da Eshnoi
Ideia idem . :i0W:1100
Dito de Larangeiras
Ideio idem . :100r:ffila
Dito de Maroirn
:Bito de Propria blein idem :3011r000
Dito de Ilabaianna Idem idem . 200;lmo
Dito de Simão Dias Idem idem 9.110?..01111
Idem idem 2111111( I1)
Dito de Raporanga
Dito de Santo Amaro Idem idem `200;;IY3()

Dito do Machão Idem idem 20í 1.411,11)

Dito do Espirito Santo Idem idem 200:-000


Idcm idem Qilor0111)
Dito do Rosario
Dito de Japamtuha ilit2là Idem
3:'10(.g0110 í :0)0700
.Capellão da Barra dos Coqueiros Idein Mein
Dito do Cemiterio Idem idem :3201):.)):;?(I:(11110i

Dito do Jahibiry Idem idem


Dito do Curral de Pedras IdeM idem
Dito da Chapada Idem idem
'» Ideia ideia 500,700
Dito de Santa Rosa
2: l0001)0 2:0007010

Guisalnduto Idem idem 1 00000


Matriz da Capital . 1 00..."00
Dita de Silo Christovão Idem idem .
idem 100:7:41o0
Dita da Estancia 00000
Dita de Larangeiras Ideia ii .
Dita de Naroint 'Idem . .
Idem idem . 190 7001
Dita de Propriá
Dita do Soccorro 1(10111 idem . .
1(10111 idem . . $.0 7000
Dita da Parida 80 :000
Dita de Japaratuha Idem Idem . .
Ideia idem . . 80.7000
Dita de Divina Pastora SO:.fl000
Dita de Itaporanga Ideia idciii . .

Dila de Itabaianna Idem idem . . SO:.7.000


Ideia idem . . >4°..7(wo
Dita de Santo Amaro S0,00
Dita do Rosario idem .

Ideia ideia . so:70001


Dita da Capella 80.,:ono
Dita de Villa Nova Wein idem .
1 lilkmh idem . -'.071)00
Dita de Santa Luzia sf.):7:7000
» 'Idem idem .
Dita de Itabaianninha 807110
Ideia idem .
Dita do Espirito Santo 8[1 .1100
Idem idem .
Dita de Campos :39.7-110i!
Dita 'do Lagarto . Ideia
Dita de Simão Dias Idem idem . .

idem idem . .
Dita da Lagoa Vermelha idem . Mr.`11110.
. Iderá
Dita. de -Nossa Senhora das Dores .
ideia .
Dita do Campo do Britto Ideia . 811:11011
!dein ideia . S071)(10
Dita .do Pé do Banco 8))
1110111 ideia .
Dita de Pacatuba

Dita do Gerú .
1)ita do Riaehlio
...
Dita do Porto da Folha
Idem
Idedi
idem
idem
'idem
.
.
.
80:1101)
801111!)
8070110

2:59.0:.000

:Pede-se neste g mais '207,000 vs.:. para a :Matriz de Propria ena rasão db.' ter passado à .eid..ide, apulia vila

4. 9.00z01.) `200101)
Idem idem .
ko zelador do relogio da capital obrigado aos concertos
5.°

condiç'áo . .
G.°
. ..
Cora o zelador do de S. Cliristovarn com a mesma
IdeM ïdam 450000 1501100

:2000111.
. Idem idem 1:2,007:000
Subven0o ao Mksionario Fr. Paulo. idem .
Fr. Da.vid Idein
Dita
7.°
Idem Idem . 1:00071100
Ao Sominario Archiepiscopal da Bahia paga mensalm`
irafaIla explical; dl» 1011.1:1MIC IMO da derpeza com a a wreeffillin:iin tia% im.:IilaN6 para aiexeverie10 Cik;117 1.1 144'4

1'11114.mi da dep4peza LEGISL.4(;.:`,1.)


oitrovo 1 \+t \irrwi
18.1i7 li-1(1;ftwil; 1 VI 7

1."
Inspector da '1'110Am:iria Provineill Ordenado Lei ti." 716 de 20 (le )lata,:o . .

Iiispetur Thesoniark( Proviodat Gralitint.ão Idem , . . .

Procura(' :r Fiscal rhaleiiado Idem idem. . . .

Solicitador Men' idem. . . .

011icial e Archiv ista Ordenado li letim idem. SP. O 7(.0n


tiratilie;o:ão 11,woMi t1110.000
Amanuense ..... thale.:ado Idem 7(m -1:on
I 10.-ono
Pous chefes de see3:ão á 1:000,1100 tnalenado Idem 2:11not5onn
2iiuM100 Gratiliraão 1005000 2: 1011 5tiott
llous primeiros cscripturarios 8005000 Ordenado Idem 1:110051100
1(1051111) G1 anilem:5o 320: (um 1:02O-.00n
'rrez segundos ditos á 7.00;5000 Ordlina(10 idem 2:11~100
.120:50011 2200m)
...
1 1110011
Thesoureiro Ordenado 1(11911 idem. . . .

tu Idem . . miti,w1a
Porteiro
ldem Wein. ;):50.7nia
Continuo .
1G:11011 011 1 1:7 27 ;'0110

Neste mais a quantia de :t;W00 réis porque a \-01:itla mia lei não completa, coma se kC, da tabella, somnia iirieisa para o
respectivo pessoal.
2.°
Expediente e asseio da Can .11.ei n." 706 de 20 de 31ar.fi ltiGG . . 1000 -000

Neste § pede.se mais a quant'a de 1:0110:7.010 por Ivie foi insullieient..; a votada para o exereick'i findo, coosovcido halatio dcli-
nitivo do exercido dito.

Ponto e protesto de letras


3."

."
. . ...... Lei n.' 73( dc 20 de :11ar,:o de 18116 . . . 1 :050 -NO 1:0110.:-f'dM

idem. 1.000.700t1 .1-m00:um


Porcentagé.m aos Empregados do JuiLo (los Feitos. Idem

5."
Idem idem. 10:1100tni IGm):::f.,00
Porcentagem a 12 Exacturias ... . .

G"
()Rh:1Mb C gratilick:ão a quatro 31ezas de Rendas.
C.11,1TAI,
Ordenado dem 81M- O' til
Administrador 1-2Ourlion
Escripturario dem
..110:71.111?
Fiscal 1:01}11:-Ctim
Gnitillea;:w dein
Soo:suou ordenado dein . . . ;nom-min
Dons segundos Escriplurarios á 1.500-mm
Nove Guardas á 500,500ii ii
(leio . . . 5110;.-ouu
9.10;5nuu thait .
Dons Ileineiros á
EST»Cls
Ordenado (leni idehti. 1:r00-000
Administrador dem ideni. ;t1t)tniti
i." F.scripturario dein ident. UM:01m
1«...;eriplurario idem. 1:600: 0110
'100;5000 dtait
Quatro Guardas á idem.
leio
'Porteiro deiti
.A..=.. ,nte no Espirito Santo .teui idem.
Guarita dem idem. -li ti
Dons ltein,.iiros da Nen á 21Outiti

v
Ordma(1.1 'lii II idem. 1: 10111
_Administrador S1,-!1)11
J." Eseripturario 1111 ideni.
Fiscal tia inspeaa:ão do algc (Ião ein Propriá
tu Liii
.1gente do Brejo Grande lema idem. :1;)?.
Dito da Villa do Ouro leio idem. g°1)0W,
Tice. Guardas da )1e./.:i á idem. :int) :non
prejo Gi.;tode 'temi
idem. nti
.Dito da Ilha do Ouro ilLon
D (lem Wein.
Dito .de
Trez Ii ei L'iC1u da neza de &lidas, Gramle.
1S0,, l)tiOrGralith:a:, dein idem. .
e Ilha do (.1t.tr01 --
cimisrov.o 800-:-..00o
Mr(lenado Ideio
Administrador i(lem. 5011:.7-titin
Idem
:10 .Escripturario idem.
Agente em.Daporaliga ...... . . 1 Idem
idem idem.
Dons Guardas da 31egit á 250;5000
blem ideio. )((1);:::(11(is.).
Dito da Agencia ideia. 180. Ontl.
Idem
]eIneiro da leza ldem idem. 2:9100,10
Dito da Agencia
211:-2.10-110t 2G;1111..0im

mais a quantia da 191:70.1:10 prqw, .otola 11.1. Lii Para o corr,mi: exncieio túo
prr:1z a sumula total da desp.!za
Pede-se para este
com o pessoal das . lezais de Belidas, C4.11110 St; id pCla presente taliella.
Tabella explicativa do orçamento da despcza com a força publica para o exercicio de 1807 á 1841c
ORÇADA 'PARA VOTADA PARA.
Natureza da despeza ,LEGISLAÇÃO
1867 á 1868 1866 á 1867

1-éris u. 705, 708 .-de 16 de Julho


Soldo .de e 706 cle, 9.0 de Março de 1860. 1::0807.'000
.iIajor Cominandante idem. 360000
Gratificaç-áo Idem
Addicional Idem idem. 21 000() 1:656000
Soldo Idem idem.
Tenente Quartel Mestre .
idem. 120.000

.........
Gratificaljlo Idem
Addieional Idem idem. 12.0::A00 810;000
. Gratilicaçk filem idem. 480000
Soldo 'Idem :idem. -5'1.0000
...',Ifúres Ajudante idem. 180.,-000
Crati1ica(50 ldem
Addicional idem 405$000 810000
-960 réis Dia ia Idem idem. 250:::400
Sargnto 111n 35N400
Pito QuartA Mestre 960 réis
» Idem 715:.-A.00
.31estre de Musica
réis Idem
Contra Mestre ;idem. 2:920:5000
Oito Musicos de P classe, cada nu/ á 15000 réis » Idem
8 réis; Idem idem. 2:!151:800
Ditos de t;ra dita , cada. um á 2:9.1975200
760 réis: 1dern
Ditos de 31 , cada uni á

:00i$00.0'Soldo Idem idem. I A-40:5000


Dons CapiUies cada um .360000
Graliticm5o Idem
15;7006 Addicional ;idem. 360000 2.:160.;000
Idem 3dern. 1::(200.0.00
Dons Tenentes, oada 50:5000 Soldo
_
Idem idem. 240.7,000
10000,'Gratilicaçiío
lkiem .idem. 924.0,7.060 1.:080000
1.0.7000'Addicional
Idem idem. 2:160-.;00.0
(;uatro Alferes, cada um 4.5000;Soldo
Idem idem. 4,80W0a
10.090'Gratiricarfio 480000 3.:120.;,.000
10 :00.0 Add idem idem.
6t) réis'Diaria Idem idera. 627:,,,800
Dons primeiros Sargentos á Idem idem. 1:1 68000
4)natro segundos ditos a 800 réis »
55f:5800
760 réis » Nem idem.
Dons Frirrieis á Idem 1:080400
74.0 réis »
Quatro Cabos á Idem idem. 5.40-.,200
Dons Cornetas á 71/0 réí; 28:103000
790 réis de ai
110 Soldados á
52:334:000 52:334z.«0

4).0 1:352 000 13:521g.G00


iden Acm. .

Com o resputh.o fardamento .

Luzes, agua para quarteis, ,aingueis le cazas para Ideq idem. 2:000:: 000
os destacamentos, e outras despYzas . .
explicativa do orçamenta da drsprza CO311 Of1 ap 0:47 1.:IL 11 ON e ju1,ilado:4 para a exercicli, 41e ISf i11808,

ORÇADA PARA VOTADA PARA


104114I:reza da despem', LEGISLAC;10
18(37 á 1868 8611á 1867
.
III
.

APOSENTADOSSECRETARIA DO GOVEP.NO
Secretario . . . Ordenado Lei n. 7G0 de 20 (I.J Março de 1860 1 :000A00
Qtiatro olliciai s maiores Wein i(kmu '3:600:4)00
Dons chefes de seccrio Idem idem . :520332
lluin Idem 33 i.:(1)0
Dons continuos Idem idem. 812.7,500 7:39.7 8')
THESOCRAIIIA
Inspector Idem idem. 1:300. 000
Dons contadores Idem idem. : I 23;p6OG
°Melai maior da secretaria Idem idein. 49li.K100
O escriptorario Idem idem: 500000
Thesoureiro 1,1em idem. 800.:000
' Porteiro . Idem idem. (396.303
Continuo i(k tu 500;7000
Agente fiscal de Santa Luzia Ideia idem. 2,15p722

Administrador .
TYPOGRAP1111
. . . .
INSPECCÃO DAS AC LAS
.. Ideia d
GA:31596

C00.:000
Inspector Geral das Aulas . Ideia
1:000:000
15:359;078 15~51.3
JUBILADOS ----------
Lente de Latim da Capital . . idem. 860:000
Dito de Philosophia & idem idem. 4.73.:0 10
Dito de Francez delarangeiras . Idem idem. 570,7739
Dito de Geometria da Estancia . ideal iiiem. SQ0z000
Dito de Latim de S. Cliristorrio I d ein idem. GOO:,5000
Dito dito de Maroim Idem idem. 4.4.2z,8/19.
Dito dito de Villa nova Idem ida)]. 169.:5097
Dito dito de Propriá Idem idem. 1100::000
Dito dito do Rosario . Idem idem. 33158:1
Dito dito de Larangeiras Idem idem. 800000
Dons professores de 1" letras de Laraugeiras. Idem idem.
Dons ditos de S. Christov idem idem. 834r025
Dons ditos de Maroim. . Idem idem. 9037151
Hum dito de Itabaianna . Idem idem. 18:34 8
Idem idem. :33 1 .7.,35
llum dito de Santo Anrao
Dons ditos de Divina Pastora Idem idem. 378510
Dons ditos do Lagarto Idem idem. (38k650
Hum dito de Campos idem idrn. 350:000
Hum dito de Itabaianninba it 1(1 cm idem.
Hum dito de Japaratuba Idem idem. 25'1;7153
I1um dito de Santa Luzia Idem idem. n8,7A9G
50k000
1Ium dito de Vila-nova
.. Idem idem.

.....
lIum dito do Pé do Banco Idom idem. 282,7G60
Hum dito de Pacatuba. . Idem idem, 346.7440
Hum dito do Geri' Idem idem. 400,7000
Professora dela' letras de Maroim . . . Idem idem. 122,7700
Dita da Estancia Idem idem, 4308S3
Dita de Santo N.maro Idem idem. 275,74/19
Dita da Capella Ideio idem. 49138.20
Idem idem. . 2110,7451
Dita do Lagarto &

Dita de Sinflio Dias Ideia - idem. 21G932


14:250;7HG 1 ..1V1.1-`,867
Taliella explicativa do orçamento cra Ifergpeza com oN soéeorros pubilleor< pari' o exereleto de 11.81« á 1.808

ORÇADA PAVOTADA
RA PAR A
Natureza, da. (tempo" LEGISLNO0 1867 á 1868.1866 á 1867
^
SulyvençTio Lei n.° 766 de 20 do 31drt.o de 1860 . 2:500r.000 2:500000
Ao Hospital de Caridade da Capital. a

2° idem. 1:000;1)00 1:000-000


Ao hospital do Caridade do Larangoiras . ' z, Idem
3.° idem. SO0r,000 800,000
Ao Hospital de Caridade de Silo Christovilo Idem
Mein idem. :000000 9:000r000.
Caritativo o vestiario dos presos pobres
5.° 10:950:-000 10:950.000
Sustento para os mesmos presos e O' O' Idem idein.
0.*
» Idem idem. 1:000000 :000r000
Luzes o mais despezas das cadeias, 4. o 3.
7.°
Diaria do 320 róis às famillas dag praças de prol,
do corpo do policia do conformidado com a lei idem. 5:000000 15:000r000
in.70 do 9,5 de Abril do 1805 Idem
TA:RELHA expliendiva do or9attlionoto da til-ip'esit chim a NitTegaçao á Vapor parit:'
O eN.ereielo.cle .1.801, á 111368.

Natureza da. defliteZW ISCISIA00. ORÇADA PARA N'OTADA PARA


1867 á 1868 1866 á 1867

Cora a. Comcianhia Balihne. Sulifençiio Lei n. 766 do 9.0 de Março do 1866. 12.:000000 12:000000

COM.a.de Rolioeagem.. , i » Idem Idem i 2:0000000 1 :000000


3,0
Com a Iernambucana, 4 4 Idem, 6:000z4000 6:000#1.00
4,?
Com a Fluvial ». Idem: idem 10000000 10:000000
al 11
5.°
Com a ;omp.anliia.do navegaçtío do Ilio
S. Francisco . . . . . >>. Ilém idem 4:000.'000;
tAllELLA oxplicadva do orçamendo da IICSpeza com a grypographia PPOVilliCiall para o
exereicio de IN67 á ISON.

iinduuezit da despeza LEGISLAÇÃO


ORÇADA PAHA
1807 á 1808
VOTAIL1 1).111A
1800 A 1 Wri -

Com o estabeleehnonlo de uma ofileina Cy-


pographion, li i3 conformidade com o ter-
mo de contraio entre o Governo da Pro-
vinda, o o BaCharlq José Fiel de Jous
.Leite, datado do 10 do Março de 180(3. Lei o. 766 do 20 do Março do 1866. ; 16:000000

Pede se oeste § mais fis.r):2,0.;f100, que comprelieude a despeza de 11s. .1:50000(.1 do Jaehygiapho, que na forma do dito con-
trato faz parte da despeza do dito estabelecimento,
bbdaspeza .com as Obras PUblicas para d'
TAIBELLA explicativa da oratarcnio
excreiclio de 1801 á IISOS.
(111(;.DA P.111 vurAnA VARA
Nnitlill'eNál da dosprza Linsuoo 18(S7 t 1808 18(36 A 1807

Provinda. , ......
Ordenado o gratifleactto ao Enç,tenlioire
. Ordenado
Cratilleaçilo
O, 760 do 20 de Março de 1860
1:500000
5011:,-000

.2:000000-
2:000c.000

° 2/1:11:355,5000 28:31 I r?1)30


Idem Idem .
Com a obra da eadoia. da Capital
:1.°
Cem a abertura do Canal entro os rios Po- Idem idem 10:250:.000 10:250;5000
xmi e Santa hria

zunorisadas por leis


Colo diversas ()hos Idem idem . . .
441:'00W.00()
epeoiaes
114111111E1414,§1 eNplleativra do Oil`<:41111entio 4!...,spesra diversam para o exercido de 11S01

ORÇADA TABA oTiDA 11,111.\


.Natureza ¡IA liChlpeZik 1.,EG I SI., i1Ç NO 1807 (t 1808 1800 á 1807

Pagamentos de dividas .de exercidos lindos liquidadas, 50:00000 50:000;5000


O que se liquidarem , .
Le n 700 do 20 do marco do 1800.

9.°
Amei lisa0o das. Apoliens e pagamento de juros 7

p.°/o empreslimo contrai:ido pola Provinda cóm 10.700000 10:1004000


ldOifl idern
o .11espila1 de Caridade desta Lidado.

IlestitulOes . ..3.°
,Ittem '2:000 500(1 2:000000
TNIBEEIGNo'xpliOntiadà oieçoinentoAá de. sitõsít eVeiktuàe.k ph*Ott o eerele'
do'11:80V-ift là64:
----
ORÇA, D'A PAI1A VOTADA PARA
da' despe», LEGISLAÇÃO 1867 á. 1868 60á 1867
1

Lei u.° 706 do 9.0 de SUFÍo do 1866 ,. .1 :i:0001,0001 3:00i)F5Ouo


(iiiii-1-E.iwzas Evoutuaes., . ,,
1.,.......1.....~....._._.......,_._................... ril,
MAPPA dos gemeres experiadoff pelas barras da Proviúcia de Sergipe. na' anuo' financeiro de 11364 .1' ISGEL.

. ASSIJCAIL ALGODX0
,
.

BARRAS PAIZES BRAINCO 11


MASGANADO IMPORTAN.C1A, EM RAMA. TEMO 1 En CAROCO
-
EXPORTADORAS D1PORTADORES
CAIXA FEIXEBRR3 SACOS ARROBA LB. CAIXA FEIXE BARRa SACOS ARROBA B. SACAS ARROBA LB DIPORTAKCIA VARAS 113IBORTANCIA ARB.a LB INIPORTANCIA 1

Canal 575j t (3279 308312 11 4.621 19 6119 51381 25 1,135:717;5579 1019 ;3615 20 68:510623
Liverpool 60 138 :3762 31 6:397,...,043 550 2500 :31 37:511-7,380
LisbÓa 454 2 260 1914- 18645 1 226 361 1514. 21429 76:518;5051
Porto. 196- 24 10151 13 77 11 4014. 8 30:165503, 26 101 6 1:610:7843
Rio de Janeiro. 918 10 11 284.7 47871 1 54 20 2846 16 113:7558341 1 4z,.000
Catin *2. .. Rio Grande. 13 432 2245 20 6 316 1621 8 8: 469?,87:.)'
Bahia 5055 60 334 2:320 273409 19 3808. 125 1406 1199078 14 999:338987 8901. 42921 2 649:441061 25308 9:560400 1 4:7000:
. Abbadia 1 5 25000 1

ai 11 5 2445540
Canavieira I

, Maceió 7 35 17.57..000
I Pernambuco. 1 30 166 3182)0 10 31 26 522187

Rio Ria]: . : ; Bahia 1457 42 132 518 68960 25 3792 2 372 79.1 17612417 539:1876601 603 2411 10 37:547;596.g 5 1.7 2''),7,:P5!

Vaza-barris ; .. Bahia 483 19 ""-)0731 10 410 12 181152 14 78:4896211 .120 555 24 8:554-,125j
1

1 Bahia 589 1 714. '-)8016 19, 652 539 33021 91 157:998?7850 9135 13568 697:825:7517
Rio ae. S. Fra- Penedo. 1 117
,
48') 2
1

. 1:250358 101 4 2:0207620


1i cisp o . . . ,
ii
100 8007006
&lagoas]
k Maceió 1
1

.1 223 1407 9; 24:380.7,818


El 14609 123 788 15105 779035130 1137001 21 81.):-) 10784. 5126321141L 3,1 117:89 I A'69I 1205901 991161 111525:907::"7761125:3081 9:560400,21.111211 2:850745:
1
TLCLU MADEIRA. DE ARROZ LÃ DE BAR-
FENO EM CORDA FEIJÃO
AGUARDENTE
.

CONSTRUCÇÃO RIGUDA
III BANIA. EN-1.10 COM CASCA !I PILADO
13ARIMAS PAIZES I

EXPORTADORAS IMPORTADORES ".


CANADAS 131PORUNCIA
zr
INIPORTANC'IA -
,.: impoiviANCIA:
Dit'ORTANCIA... 1
.
1.4
1.1
1 ,IN1PORIANCTS
DIPORTANCIA 131PORTÁNCIA. O IMPORTANCIA
:.
:-;
1MPOflTANCL

Lisbóa. 700 560000'


Montevidéo 18500 14:000,5000'
Rio Grande 1 21600 6.913;5000' 3 300Ó0
Bahia 4'2590 15:443.:,200
'Cotinguiba . Canavieira
Penedo 23876 7:574.7A00' 45 900Q00
Maceió
Rio de Janeiro 1384 1:384.7000 1/2 2;5000
Pernambuco
600 1 1/2 6,7000 9 112 38000
Bahia 130 1 04000 7737 6:.508.7.600 1949 2 i23.)6800 33 126z:000 31
Rio Real ; .
Macei& 740 539n2,00
6e 8Ib 69... 601 32 280.:'354'
64 384,-7000
Bahia 16 1480001
Penedo 87, 664,500. 00000 2030 3:796000
Rio de S. Fran- Alagbas -4 1727000 68 54-'1000
365 365000
csco . .
Pernambuco' ' ,
188 378000
51 108t,000
'piranhas 92z,16011 4233
21&001123631 4:847.z,600111 1/2j 6:200011 .1291 1:592, 0001M e8lb I
11108728145:680700119861 8:421:..,8001119491 (.2:23'2;:?.80011831
_ MAMONA EM CA- .CADEIRAS DE QUADRUPEDES AZEITE
TIJOLOS
ROÇO COURO CAVALLOS CkBR AS 31 ,,~A. COCO
CARNEIROS PORCOS 1.

BARRIS PÀIZES ,z oc o ,r) 9


E1PORTA.DORAS IMPORTA DORES >
c e P
1

F; '131PORTANCTA IMPORTANCIA IMPORTANCIA ' IMPORTA CIA 1 IMPORTANCIA


o IMPORTANCIA. ,..,
o
MPORTANCIA É, INIPORTiNCIA t1.3: DIPORTANCIA
.
S' . o ..-4

o> o> o"." o.-. >.


om
n m . ., ::' ---
Bahia 20 40000 3 01 3,7000
,Cotingui ba -.,
'1 Pernambuco. 24 700 8W00 20k000 4 16-O00
-
1164 3:206000 3:296000
1130
Rio Real ; . . Bailia 2494e261b 4:988460 12 1.0 500(10 1
12514e261b1 5:0284601 3001 300011 24 7200011 TII 801-000 101 50z500011 11 200,150001 4J 16--,:1/400011 11641 3:20600011 14301 3:296000
CARNE DE PORCO CAL TA.P1OCA. TABOCAS INHAMES TOICINHO MELAÇO BAUNILHA BANHA.
BARBAS PA.I.ZES
EXPORTADORAS IMPORTADORES c
1-

C 13IPORTAN CIA 13IPORTANCIA IMPORTANCIA 13IP ORTAN:CIA 131PORTANCIA


1

,
:.-

DIPORTANCIA I 31 PORTA NCIA = ; 131PORTANCIA PORTANCIA


.."
- I
=
;..-
v:
is
1

. S. Miguel (T70 '972,7000


Colinguibz.1 ;- Rio tio Janeiro 1/2
Bahia
?!
310 1,8(5000 6000
Rio Rial . .. BahiaI :30201h 3,920 4
1027,5000 '2,;,5000
t Me 1,12 301:7700
Rio de S. Fran- Penedo Y-13
78;5100 R

-cisco . . Piassabucú
</1
3576 1 1:7133':-000
, ¡ Alagõas 3300 1 :650.,.000,
; 400 200,7000
3 e 201]) 13759201 3021 350?A0011 1[ 7t)001)954 c 1/2, i87::717001(5000 1 :.200:: 0001115 e 20 1bl 19.5?.74.)072761 ;3:013:70001;401 402:7000iï 32z,..000
COIJUOS
A

LENHA COCOS SAL MILHO FARINHA 1

BIRRAS PAUIS:
11

STC-C: O -S SALGADOS 1 SOLA PETIIS CORT1T)AS1'


,EXPORTADORAS IMPORTADORES `b -
.....,
..- Z V: 1
Q9
I '-' .... !. -: I V.
ACHAS i IMPORTÂNCIA ;?.,-7.4 IMPORTÂNCIA "5, DIPO RTANCIA 7:$ IMPORTÂNCIA. IMPORTÂNCIA IM PORTÂNCIÂ 5
::-;-...':, 5.... IMPORTA NCIA 1 :7-5 IMPO RTA NCIA. ;:". IMP ORTÂNCIA.
... .;
Canal 5000 30.7.000; 15000 450000, ' - . 18062 2:1677,4401
LisNa 4000 11000 330000 6 384.0 37124 3:379760'
1

Porto 7000
-
34.:7000I
42.7000
r 1

Bahia 128350 4:93.k000 10135 6:41-17200


914.7000 164500 168 372480 104i 14.6.000 16982 3:093.7..849 80 204,7806
Montevidéo 13400 1:34.7,000 6850205500,
Cotinguilm. ; Rio de Janeiro. 18000 420000 65500 1:950,7000 900 (127000
Rio Grande 10000 90.7000 :3500
105,7000i
Canavieira 3622 2:369:7340.
Belmonte 9.90 (-): 445')20
\ S. Miguel 119 201160 <
1 Maceió ( terc. 12:7000 i

Rio Ria . ; Bahia 1500 15000 89600! 2:4357000 1162 221-7.'400 16615 2:092600 270 270:7000
Bip lnlicad. .843 1/2 2:')85:7140 ' 12906 26146,7000 274 44000,
PP:rondal'IAlismsuccoar 1
39 7&,000
Rio de' S. Fra- 96 1,2 315,,.360'
cisco e . ,Maceió 5 1200 610 1:22.k000 '34c) '')42000
Penedo 15 157360
'Alagoas 53 35520 15 10 1. 274.7000 430 430000
1
I

1 "Vaza-barris . Bahia 4700 28.7,200 12000 360.7000 H20 350:7000


,11191050 1 :707. 200/1367950110:770;5500;1 10140112:478764011
1

1
6091 2:985:778011 551 364.700011 206 1 373;7,1001 90203111 :0836!t011 13596 27:570800 1216 1:386;7,000
PEDRA DE ESTEI (AS AS
101,E0 DE RECINO1 AMOLAR
BARRAS PA1ZES oo
r5 >
EXPORTAI/0114S IMPORTADORES .0
'..,. z! I NI PORTA Nel A 1111301(TANCI A
5- I NI tionTANC.1 IMPOIITANCIA o
..:1..
o
Ib.
7..
r-
*J. o
_173
189,..000 .18 2
( Penedo 2.:10:k 000,
1

12
Bio do S. Fran- ) Balda I í500
cisco . . .) .Maenió 500 4300001
!PiassabuO J1734 1:3594100,
`351 8ab009i73_41.2g3.900',L:191__
RECAPITIULAÇXO

VALOR OFFICIAL TOTAL


PAIZES IMPORTADORES

I Babia, 3,269:875882
1Abbadia 3,275:1765,582
Bahia . . )Belmonte 9:8271:D220
(Canavieiras 2:4514.80
15-.5765875
Rio Grande do
Rio de Janeiro
Alagóas 2:8(2.0520
Penedo 17:61.6138
Maceió 27:901418
S. Miguel 4764 60 52:005666
Alagõas
Piranhas 10W00
Po de Assucar 78,.W00
Piassahuçá 3:009000
1:0377471
Pernambuco
3,528O
o 31:818446
)Porto ( 119.673097
Portugal ,;
Lisbóa 80:85k651

Io 1,206:875645
Canal

Liverpool
43:9~0 1,265:126765
c?,
11:339500 1
Montevidéo
4,840:329066

-%

VALOR OFFICIAL TOTAL


BARRAS EXPORTADORAS

3,218:215086
Cotinguiba
Rio Rial
Vasabarris
.
.
.. 603:46144127
87:781436
.4,840:329-166

. . 930:8717 17
Rio de S. Francisco. .

30 de «Sovenibro
2.° Secci'to da Thesouraria Provincial de Sergipe em
de1.866, "
O chefe de Se4o, Angelo Lopes de Leão:.
e Exm, Snr.
Em comprimento da ordem de V. Exc: datada de hontem sob ilit-
,Mero 842, a que acompanhou o officio, que devolvo do Engenheiro Pedró
Pereira de Andrade, tenho á informar a V. Ex, que até esta data não foram
dados pelo Engenheiro da Provincia os appendices do traçado do madeira-
mento da cadéa em construção n'esta Capital.Deos Guarde a V. Ex.
Thesomaria Provincial vinte e sete de Dezembro de 1866.Illm. e Exm.
Snr. Dr. Jose Pereira da Silva Moraes, Presidente d'esta provincia.-0
inspector, Francisco da 31otta Rubello.

Ilha. e Ema. Snr.


Em satisfação ao officio de V. Exc. de 18 do Corrente em que me pede
uma planta da obra do cornija.mento e madeiramento do pavimento infe-
rior da obra da cadèa «esta Capital por não se achar na Provincia o En-
genheiro ao serviço da mesma, tenho a honra de entregar agora a V. Ex.
o desenho das differentes pilastras e entablamento para amesma obra se-
gundo o que ficou exposto no meu oficio de 23 do mez findo, deixando de
remetter igualmente o desenho do madeiramento do telhado por não me
ser possivel, a vista do plano, contracto e orçamento da mesma obra, sa-
ber qual o system do madeiramento ,que para elle foi delineado pelo mes-
mo Engenheiro da Provincia, do qual julgo que no devo me afastar, pois
que a este respeito apenas descubro no orçamento o numero de peças de
.que se comp'üe o dito madeiramento, cujo traçado, diz o orçamento, será
indicado seus appendices do prospecto, que não consta que tenho sido
'apresentados nem a secretaria nem ao contratante..Deos Guarde a V.
Aracajï vinte e seis de dezembro de 1866. Illrn. e Exm. Sr. Dr. José
Pereira da Silva Moraes. D. Presidente da Provincia.-0 Engenheiro,
Pedro,Pereira dc Andrade.

ONIMIMV 110

11Ini. e Exm. Snr.

Respondendo ao officio de V. Exc. de 26 do corrente, em que me or-


dena V. Ex. que lhe informe se pelo Engenheiro da Provincia já me foram
entregues os appendices de que trata o orçamento da obra da Cadéa, tenho
a honra de levar ao conhecimento de V. Ex. que nunca me foram dados
os mencionados appendices.Deos Guarde a V. Ex.,Aracajú em vinte e
'oito de Dezembro de 1866.-111m. e Exua. Sr. Dr. José Pereira da Silva
Moraes, Presidente da Proviacia.Joaquim Jose Alves Guimarães.
Mappa das embarcações estrangeiras entradas o sabidas no
porto do Ararajú no anuo de 1866.
ENTRADAS SAHIDAS
cn en
c)
kC c", 4 kc")c cn '..4

PROCEDENClAS NACIONALIDADES ,5 .-g '& ,e3 ',7.., z%

z" a' *.z.,- rz: 8 ='' i


. .-; E-1 ', --; , 1 " r .-1

/ Portuguczas 5 1,.2.24. 40
1 Hollandezas 9 2,171 52
i:aminauezas 2 598 17
en:qianas
,IIIanover 1 254 6
Diversos portos com escala IBr
D 1 290 6
por outros do Imperio ' 1Prussianas 3 600 20
!Inglezas 9 1,985 53
!Belgas 1 281 7
1 jIllecklemburguezas 1 269 6
\ Ilamburguezas 1 275 9
Dinamarquezas 1 161 4
Ilollanda
'Portugal Portuguezas 3 608 18 4 1,883 41
;Estado Oriental do liruguay Hanoveriana 1 280 10
Sueca 1 176 11
,Suecia
Confederação Argentina Ilamburgueza '1 180 7
193 7 15 3,840 90
IDinamarquezas liollandeza

lInglezas
2
2
1
491
173
17 8
17 11
1,642
2527
79.
61
Mecklemburguezas 1' 215 6
Belgas 1 281 911

Brernenses 3 540 19
Gr'a"-Bretanlia, Hamburguezas 1 290 71

Hanoverianas 1 280 10 3 1214 361,

¡Prussianas 368 12 5 934 28',


1 177 10'
101demburguezas
Austriacas 1 196 6
1 190 1 fr
Brasileiras
Ilamburg,uezas , 1 180 6 '
40 11,337 335 55 13,929 395'

Alfandega do Aracajú, 5 de Janeiro de 1867,


O InspeCtor, O Ajudante do Inspector, interino,
knobio Afro d'.4.1can,tará.
odquim Jose d'Olivcira;
para fóra do
ilappa doo generaq naeionaes o'cportadoi
Imperio no anuo 41 e 1SGG.

Io
UNIDADES\ QUANTIDADEJ VALOR EXPOR- DIREITOS
raz ARTIGOS TADO

canadas 90,000 28:800000 2:01000U


1 Agoardente 8,721 114:579487 8:020599
Algodão em lã arrobas
614,495 1/2 1,183:865:353 82:870574
3 Assucar 3,210 8:266860 578,-A80
Couros salg a dos 510429 35. 765
cento 153
5, Cocos 54 1310:)00 9.n170
61
Lenha 3. 840 9.68
1 Sal alqueire
1,336:157469 93:531056

RECAPITUIAÇÃO.
---
PAIZES VA.LORES OFFICIAES

11:o200000
stádo Oriental 9.28:983512
Portugal 1,078:3747,457
Grã-Bretanba, 17:2800001
ossessiies Portuguezas n'Africa
1,336:157469\

Alfandeg,a, 5 de Janeiro de 1867.


0 ajudante do inspector, interino
O Inspector,
Arnobio Arro (1' Alco,ntará
-2,Toaquini, Jose d'Oliveiro.
11Iappa das entbareaç6es nacionaes
entradas e sabidas no porto
do Araeajú no anno de 1800.

'ENTRADAS SATIIDAS

PROCEDENCIAS Embarca- Tonella- Equipa- Embarca- Tonella. Equipa-.


das gens Oes das gens
ções
I ,4.80 6o:., 29 ,Oo 4
AtagoaS 41
.28,540 1,751 145 23,359 1,564l'371

Bahia 144
14 3,240 236 10 3,046 1951
Pernambuco 7 1;481 6.li
.5 982 44
Rio de Janeiro 2 371 18'
Rio Grande do Sul 2 196 16
Interior 1 95
'Santa Catharina 1 . 173
2,694 195 36,503 2,4771
212 43,510

'OBSERVAÇÕES
entrada por arribada for-
Nas entradas das Alagbas figura uma ernbarcaç'áo
çada com trinta e cinco tonelladas e cinco pessoas de tripolação.
Alfandega do Aracajá 5 de Janeiro de 1867.
'O Ajudante do inspector, interino
O Inspector,
Anzobio Afro crilicantara
Joaquim, José d'Olireira;
«SC( ilG
v.

ARTIGOS VALOR OFFICIAL1


,z
...,
3,117:89169
I Assucar 1,525:907;..)77
9 Algodii;) em rama 9:56W100
3 Algmno tecido 2:850745
h Algodrin em caroço 45:68U700
5 Aguardente caxaça 8:121;5800
t; Ticum em rama 2:23 800
7 Ticum em fio 216,-,000
8 Madeira de construcç'ão 4:847600
9 Arroz com casca (k.,,000
110 Arroz pilado 1:592;7000
11 Fumo em corda 92Yi60
12 1,7á de barriguda 320z,.354
13 Feipo I :7079.00
11 Lenha 10:770.7;500
15 Cócos 12:47W10
16 Sal 2:985'S780,
17 Milho
118 Farinha de mandioca 373400,
119 Couros seccos 11:083;5610
20 Couros salgados 27:570,-;800
21 Sola 1:386,-:000
29. Peites cortidas 5:028z.260
'23 Mamona em caroço 3p000
21 Tijolos 79.74000
25 Cadeiras de couro 807,000
96 Carneiros
27 Porcos 200000
'.)8,
,-. Cavalos
i
66 000,
29! Cabras 3:206;5000;
301 Azeite de mamona :3:296000
311 Azeite de cõco 13920
32 Carne de porco 3505100
33 Cal 25000,
34 Tapioca 487700
35 Tabocas 1:200.7.000
36 Inhames 125;;000
37 Toicinho 3:6135000
38 Melaço 1017;000,
39 Baunilha
.10 Banha de porco 1895000
141 Oleo de recino 3:891;5000
!42 Pedras de amolar 6,-A00
i

13 Esteiras 22000
!44 Canas
1 4,840:329.7,466
Inibi, e Exibi. Siir.

m cumprimento do que por officio n.° 38 de 15 de No -


vernbro do anno proximo findo determinou-me V. Exc. passo a rela-
tar o estada publico sanitario desta provinciatrabalho,
no mesmo armo.
que sempre su-
Pela oitava vez cabe-me tão honroso
perior á minha intellectual capacidade, .sei que iião preenche o .fim
de seu destino.
Baldo dos necessarios conhecimentos scientificos para profunda
mente apreciar as variações thermometricas e principios etherogeneos,
constituiçãó organica da atmosphera originaram espe-
que viciando a
cificadas rnolestias de preferencia á outras ; privado de circumstan-
esclarecer-se antes
ciadas informações, que possam satisfactoriamente
molestias do abuso
que de qualquer outra causa dependerão taesanimal, desses corpos
geral dos, modificadores naturaes da economia vida; ardua é demais
da natureza, que servem ao entretenimento da
semelhante tarefa, para que possa eu lucidamente desenvolvel-a. informou,
Não obstante, de accordo com o que observei e se me
for indispensavel á satisfazer
vou fielmente historiar o que se deo, e
o intuito de V. Exc.
Á salubridade publica da provinda durante o armo que acaba
: se. localidades houve, .em que a
de expirar, não foi. attenções, nem por isso seus effei-
variola epidemica de safiou sérias d.o espirito publico,
tos foram aterradores, nem a calma retirou-se
affazeres , c a provincia em
ninguem se extraviou de seos normaes lisongeiro.
grande parte gosou de um estado sanitario salubridade, de que actu-
E' igualmente favoravel a condição de que ainda se
abstracção feita de algum ponto,
almente se desfruta, sem coa-
resehte do flagello da variola, e de alguma outra affecção
sequencias. geralmente sa-
Sergipe quando em suas habituaes disposições é
lubre; mercê da Providencia tanto mais prodigiosa, quanto á. par de
esplanados campos, que se lhe descor-
sua bella topographia, desses rios que o inter-
tinam á Este e Sul, dos crystallinos e seductores emIlin de su,.i at-
ceptam, arejadas e vastas cordilheiras, da amenidade leis da hygiene
mosphera, vigoram as mais revoltantes infracções das
cujas influencias perni-
publica, germens fecundos de insalubridade,pressão.
ciosas fazem-no gemer bem vezes sob sua
e antihygienica po-
E na verdade ninguem desconhece a viciosacollocados no interior
sição de muitos cemiterios, alguns dos quaes revelam o pleno
Mesmo dos povoados, e todos sem o devido aceio, a sci-
desprezo dos deveres sociaes e religiosos; jamais consulta-se
publicos, que bem
encia, como devera-se, na construcção dos edifíciosinsalubridade ; lo-
vezes ficam por isso condemnados á permanente' ahi, e mes-
dosos charcos e vastos pantanos e alagadiços existem por cuidtido e
praças, do
mo nesta capital ;a falta de aceio das ruas e
matadouros publicos e açougues è pro-
limpeza das fontes, mercados,
verbial na provincia, visto como as minaras municipacs se hão com-
prescreve-lhes a carta
pletamente deixado olvidar dos deveres que
de lei, que as creou.
E pois que a hygiene publica occupa-se da saúde da sociedade,
dependentc
da saúde collectivamente considerada, e. por conseguinte
9

da de cada um de seos membros, corno tolerar essas habitaçães


pri-
vadas, as em que especialmente se abriga a indigencia, onde se des-
conhece o mais trivial preceito da hygiene, e se depara com elemen-
tos ruinosos, que, longe de garantirem a existencia, a aniquilam in-
cessam teinen te ?
Se a habita0o privada importa pois o meio atmospherico, em
que vive o homem mais ou menos isolado, e onde procura acastel-
lar-se contra as cousas, que profusamente espargidas no espaço po-
dem prejudical,o, incontestavel. que á ella deverilm presidir os
dictames da sciencia.
Volto á historia .das molestias, que mais notaveis tornaram-se
provinda. na
A variola, esse fiagello que mais distinguio-se, manifestou-se
varias localidades, sporadicamente porem em umas, e tomando em
em
outras desenvolvimento epidemico, como se deo nesta capital, onde
reinava do anno antecedente, em S. Christovão, Larangeiras, Estan- .já
cia e Itaporanga ; não respeitou sexo, idade e condiç'zio ; quer a
es-
tação calmosa, quer a pluvial foram indiferentes á sua marcha, e em,
hora geralmente revestida do caracter de benignidade ceifou
centas vidas mais ou menos, que bem. podiam ter sido quatro-
se o trabalho da vaccinação fosse melhormente auxiliado, preservadas,
as medidas
coercitivas mais efficazes, e dispuzesse dos meios que bastante recla-
ma ;não obstante direi de passagem que. a vaccinação
portante serviço á causa da humanidade, prestou im-
sempre que largamente
propagada em alguns pontos.
Com a váriola concorreram outras affecçães cutaneas,
sem a varicella, a urticaria, o dartros, e. principalmente como fos-
se tornou em muitos pertinaz :com esta notei muitas a sarna, que
complicava á variola, e não raras que á variola succedia vezes que se
mada de furunculos ora só, ora de companhia com o uma ca-
houve pois uma notoria tendencia ao desenvolvimento dartros :
des da pelle, que mais se deixou sentir das enfermida-
to e Setembro. durante Junho, Julho, Agos-
As febres intermittentes se bem que não tão frequentes
em annos anteriores, fizeram, todavia seo cortejo nas como
localidades
sua predilecção de fins de 'Maio a Junho, e ainda em fins de de
bro, em que despejaram-se copiosissirnas Setem-
chuvas : as margens do S.
Francisco, Vasa-barris; e Ciriri foram pois delias visitadas com mai:
intensidade, line os demais pontos.
As corysas, bronchites, pneumonias, e toda a sorte de
catarrhaes não deixaram de predominar durante a estação affecçães
no verão, nestes ultimos dias, quando hiemal ;e
seos
commodavam, uma irritação da mucosa intestinal ardores um pouco ia-
da por amiüdadas apenas camcterisa-
dejecçües começou: a se observar em alguns luga-
res sobre bastantes individuos, e a plantar no animo dos habitantes
desfavoraveis apprehensões, que somente
qnandia a experiencia principiaram a esvaecer-se
guerreia. assegurou-lhes sua. nenhuma funesta conse-
« Para que mais
circurnstanciadamente possa ser comprehendido o
estado sanitario da provincia, sobre
cinto esboço, permitta-me V. Exc. o qual tenho apenas feito sue-
um de seos pontos, historiando-os que passe a occupar-me de cada
resumidamente.
A cidade de S. Christorão foi talvez
de que trato, o tormento da variola: a que mais sofreu no anno
esta enfermidade, havendo alli
acommettido sporadicamente- em Dezembro. de 18G1 a varios indivi- -
duos, detidos na cadéa; pensa-se com justo fundamento que jamais re-
tirou-se da cidade, pois que desde então um ou outro caso começou
a dar-se em epocas sempre tão remotas, que passou por isso des-
apercebido, sem quo mesmo medida alguma prophylactica se buscasse
sómente em A.bril armo, transacto, em que fez explosão
alargando
adoptar' a estreita esphera em. que girava, começou a infundir al-
guns sustos na população.
Esta circurnstancia motivou, como sabe-o V. Ex.c., que a Camara
Municipal respectiva se dirigisse a V. Exc. em Abril pedindo protec.-
ção para os desvalidos, e que Y. Exc., entendendo acerta. cio qüe eu
para alli seguisse á averiguar o facto, e á autorisar Os medidas de
auxilio,, que fossem consentaneas ás necessidades Publicas, .assim m'o
determinasse por officio de 30 do referido mez, sob n. 13'; qual o
resultado então de minha commissão, quaes as providenCiaS, que
adoptei, e soccorros que ropuz para os invadidos colloca.dós 'em
condições de penuria, que tudo merece° a approvação de V. Exc.,
consta-o de meo officio em resposta firmado á 4 de, Maio, sob,n, 6:
A commissão, que então nomeei; mostrou-se solicita, e o Doutor
Euzebio Benjamin d'Asaujo Góes, que offereceu generosamente Seos ser-
viços profiSsionOes á prol desses variolicos, prestouse quanto ponde
até que ao 1.0 de Setembro pealo ser. dispensado da continuaeão do
onus que.. propoz-se, visto seriamente se haverem aggravado seos pa-
decimentos chronicos:
Achava-se então auasi extincta a epidemia, sensivelmente havia
declinado, e V. Exc. dignando-se de conformar-se com taes conside-
rações fez suspender por seo officio de 19 de Setembro os soccorros
publicos, que desde 4 de Maio se alli prestavam por autorisação de
V. Exc. á humanidade desvalida.
' Ainda segunda vez, constandó officialmente que a variola, récru-
descia, ordenou V. Exc. á 14 de Agosto que de novo .alli me apre,
sentasse, .o que realisei, participando á4V. Exc. o quanto notei por
meo oficio de 17.
Cumpre pois recordar, que, posto a variola fosse em geral dis-
creta, não foi pequeno o numero dos affectados em relação á popa-
ração, que comporta aquela cidade, que não sobe á quatro mil ha-
bitantes, elevando-se 'o Calculo numerico das victimas á 113,
das
quaes 67 do sexo masculino, "não se podendo exactamente apreciar o
algarismo das que foram inhumádás nas differentes capellas . de seos
Suburbios, mas sem erro assegurar, segundo informações,' ter sido de
cincoenta .á sessenta ; que á expensas do Governo foram medicados
130, .do's quaes apenas oito fallecéram, restabelecendo-se :os demais,
e que actualmente tem dé todo desapparecido alli a epidemia.
- O. zelo e solicitude paternal, ,que á prol dos variolicos miseraveis
daquella cidade patenteou V. Exc. proporcionando-lhes opportunamen-
sobresahir
te os auxilios , de que necessitavam, deixa-se. bastante
pela simples exposição dos factos.
A. sarna .foi: uma das molestias, que , desde o principio do anno
incommodou os habitantes da cidade aggravando-se e complicando-
se em alguns por modo .que destes levou sete á sepultura, não sen-
do possivel conhecer-se a causa efficiente, que
motivou-a, á não
achar-se ella nas disposições eg.beciaes da atinosphera.
Deram-se ainda ali variadas molestias durante o inverno, como
as intermittentes, bronchites, corvsas.e rliciimatimos, e bein assim 110
'vero algumas hepatites, gastrites, diarrheas; febres
que todas deram o triste resultado de sessenta e seis pe.rniciosas, etc.,
juntas às que procederam da variola em todo mortes, que
gurar no seo quadro estatistico mortuario a o Municipio fazem fi-
269 vidas. perda total de 259 á
O estado sanitario da cidade de Larangeiras
no decurso do anno
certamente não foi satisfactorio, tantas e tio diversas
midades, que em todo elle o contrariaram. foram as enfer-
Alem da varíola que a invadi°, outras muitas
saram, que a precederam, acompanharam, e seguiram molestias alli gras-
menos intensidade, como fossem a varioloide, as febres com mais ou
congestões cerebraes , pneumonias, corysas e palustres,
rheumatisrnos, ophtalmias, a sarna em grande escala,catarrhos bronchicos
nalmente a diarrhea, que 'fez crer a alguem ser alia o dartros, e fi-
cholera, posto que uma victima, sequei; não o preludio do
fizesse, molestias, repi-
to, que embora não tivessem um caracter
como a variola, causaram um numero de mortes, francamente epidemia°,
desapercebido, mas que nem por isso agitou por que não transitou
quillidade dos habitantes, menos momento a tran-
diarias. interrompeo-lhes as °ocupações
Desde Novembro de 1865 até Setembro
segundo assevera o respectivo doutor ultimo raro foi o dia,
voz lugubre dos sinos não annunciasse delegado de saúde, em que a
houve, em que esse aviso funesto deixou-se cadaveres á sepultura, e dias
certo que a variola S15 por si ouvir cinco vezes, sendo
forneceo para mais .de cem obitos.
Entretanto á nenhuma causa apreciavel
se Odeie attribuir a existencia de tão susceptivel de remover-
consistir ella em desarranjo ainda repetidas doenças ; e á não
arranjo, que despertou os padecimentos da constituição atmospherica, des.-
produzi° mortes, ignora-se em chronicos, areou agudos, e
que elementos se a poderá achar, .que
prestem á tudo satisfactoria explicação.
Tendo sido a variola a epidemia,
publica pelos 'perniciosos effeitos, que mais attraltio a attenção
sobre ella ser mais ,circumstanciado.que sbe produzir, entendo que devo
A invasão da variola na cidade, á
reiro, sendo-lhe levada por um soldado,que refiro-me, data de Feve-
pital : atacando em que se diz partira desta ca-
seu começo com brandura a individuos
xima parte desvalidos da fortuna pela ma-
pouco remotos da cidade, seo e manifestando-se em logares um
cido por influencias e condiçõesdesenvolvimento foi mais tarde favore-
desconhecidas. e á despeito
geral benignidade principiou a fazer de sua
isto agitasse a população, á ponto uma ou outra victima, sem que
apreciarem os successos. mesmo de mal se divulgarem e
Nenhuma medida preventiva
tica, como cumpria .:a se havia até então posto em pra-
distante não era mais exequivel, dos primeiros atacados para lugar
remoção
vulgaeisar que a variola pois que, quando se chegou a
chegou ao conhecimento proseguia em sua marcha, quando
Inspecção na mesma data, já
de V. Exc. á 24 de Julho, e aotal facto
desta
se achava cila disseminada por algumas
mas da cidade, e varias familias
(meneias :não havia produzido abastadas já recatavam suas cousa-
!:+o praticada com effeito algum de utilidade a vaccina.
por censeguinte
as ultimas laminas vaccinicas, que daqui remetti,
eia, que somentefalhava tambent este meio
em Outubro prophylactico por excellen-
ponde ser conseguido e largamente pro-
-
pagado, á ponto de em poucos dias serem vaccinadas pelo commis-
sario vaecinador, que empenhou então todo o seu interesse e activi-
dade; mais de quatrocentas pessoas, assim concorrendo para a promp-
ta extincção da epidemia.
Lembrado deve estar Y. Exc. que em virtude do officio, que no
1.° de Agosto encaminhou a V, Exc. o negociante de Larangeiras
Angelo Custodio Policiano, em relação ao estado em que se achava
alli grassando a variola, estado que em verdade foi por elle um pou-
co exagerado, foi-me determinado por officio de 2 do mesmo
me,z
que para alli me dirigisse á examinar a salubridade publica, e á logo
applicar lhe os soccerros, que fossem por mim julgados convenientes,
segundo o gráo de intensidade de mal dominante.
De tal comissão, que pontualmente observei, dei conta á .V. Exc.
minudencia os
por meu officio de li sob n. 18, em que desenvolvi com
auxilio pu-
motivos .porque entendi desnecessario naquella data qualquer pelo
blico; isto em presença das informações, que me forão ministradas
Parodio, e pelo
Dr.. Delegado de Saúde, pelo Delegado de policia, pelo fidedignos, e em
sobredito negociante, e muitos cidadãos conceituados e
face do que por mim. proprio foi reconhecido:minhas considerações
merecerão então a approvação de V. Exc.
Finalmente melhorado como se acha um tal estado de salubridade,
.

pode-se hoje affirmar


e estando felizmente extincta a variola epidemica,
Larangeiras acha-se restabe-
que o estado sanitario actual da cidade de
lecido á sua marcha regular. da cidade da Es-
Mo lie desfavoravel actualmente a saúde publica diversas moles-
tancia, segundo sou informado, pois que desapparecerão
e a variola, que se
tias, que em certas epocas do armo a não respeitarão,benigna, está hoje
tornou mais assustadora, se bem que quasi sempie victimas:
talvez que completamente extincta, havendo feito bem poucas meiados de
A ,vaccinação .conseguida favoravelmente somente em
debellal-a.
Outubro, 'e largamenteprepagada, concorre° efficazmente a
Durante Junho, era que hOuverão copiosos aguaceiros, em que baS-
tante baixou a temperatura atmospherica, desenvolverão-se as bronchites,
affecções asthmati-
as febres catarrbaes e as corysas, e aggravarão-se as
cas dos que solTrem-nas. padecimentos thora-
De Julho em diante, e simultaneamente com os
cicos reinarão as febres paludosas. talvez que endemicas daquella locali-
derão lugar á dois ca-
dade, ás gimes, se bem que geralmente benignas,
fatal, e fez succumbir o paci-
sos gravissimos, um dos quaes tornou-se profunda algidez.
ente no terceiro dia com os syruptomas da mais manifestarão-se coa-
Em Setembro, em que se apresentou a variola,
diarrhéas sem resultados desfavoraveis
junctamente a sarna, e algumas população não pre-
em Novembro ainda a varíola continuava a invadir a
servada.
Seo apparecimento ali motivou que o Dr. Delegado de saúde -offici-
até então somen-
asse-me á 2 de Outubro à tal assumpto affirmando que atacadas da va-
te duas pessoas residentes na rua do Açougue achavão-se
?bala, mas sem que promettessem resultado desfavoravel.
precedente ao em que
Este officio, que chegou á meu póder no dia determinado que infor-
por officio de V. Exc. de ri do mesmo foi-ane veio inclu-
masse sobre o contexto de outro do Dr. Chefe de Policia, que
de Policia daquella ci,
so capeando o 'que á 8 lhe enderessara o Delegado de-pon-
dado, otTereci em resposta á V. Exc. no dia 19 com o proposito
informação,
derar a V. E. a incoherencia que se dava entre uma e outra
*O« o ....-

apenas seis dias decorridos entre Si; parecendo-me pois,


da, que descrevia o estado daquella cidade de que na segun-
modo
uni pouco de precipitação, e que fóra traçada sob aterrador, havia
exagerado. a influencia do stisto
Isto não obstante, prOpuz as providencias, que julguei
contes de accordo com o que outr'ora se tivera mais cóndu-
,circumstancias.
praticado em identicas
Minhas apprehensães creio que não forão distituidas de
.porque V. Exc., que para ali teve de seguir no dia bom senso,
.nhou presencialmente a pouca intensidade do immediato, testimu-
mal, e reconhece ° que a
'neCessidade publica não reclamava a prompta
que .propuz. effectividade das Medidas,
kvilla de Itaporanga começou a ser flagellada
:Setembro; conforme a communicação official pela valida' desde
Outubro o respectivo Commissario que dirigio-me no 1.4 de
Vaccinador,, e do que dei conheci-
:mento :á'V.:Exc.
Desde então que seus habitantes
tem-lhe supportado os efleitos,
e a pezar de sua benignidade vinte e duas
até 29 de:Novembro pessoas succumbirão á elles
, e continia ella a propagar-se.
Alem variola tem a diarrhéa acommettido a muitas
Municipio sem .que uma victima haja feito: pessoas no
no engenho,Díraforão tan-
tos os escravos atacados, que seu proprietario
suspender os trabalhos da fabrica: entretanto vio-se quasi obrigado á
nenhum delles falleceo.
Na cidade do Maroim derão-se varios
do anno, que fizetão: morrer cinco crianças, casos de variola no dectirso
' mento:que tivetão do antes porem pelo mão trata-
que pela indole do mal.
De Abril á Maio desenvolverão-se bastantes
'principalmente pelos proximos engenhos, sarnas e diarrheas,
:apenas um caso fatal. mal este, que deo em resultado
Actualmente continúa a valida á grassar;
vão lentamente atacando. a este e as febres interrnittentes
ou aqueblie individuo:
A vadeia manifestou-se ainda
se bem que antes sporadica na sua nos seguintes pontos da provincia;
mente, attento o estreito aMbito, á maxima parte do que epidemica-
'to Amaro, Capella, Lagóa Vermelha,que limitou-se; á saberRosario, San-
Itabaianinha, Campo do Britto, %-
baiana, Divina Pastora, Lagarto, Riachão,
e Soccorro, fazendo nos sete
primeiros descer ao jazigo eterno 33 á 35 victimas,
duas, no segundo uma, no terceiro sendo no primeiro
oito, no sexto sete, e no setimo de duas, no quarto cinco, DO quinto
todos cem excepção do Lagarto, oito a dez, havendo desapparecido em
ainda alguns casos raros se vão . Campo do Britto e Capella, nos quàes
ça a manifestar-se, invadindo dedando, e do Riacho, onde agora come-
fazenda do cidadão José Freire deimproviso a vinte e cinco escravos na
.
Menezes.
A- vatiola, a sarna, as branchites,
. as doenças, que mais frequentes intermittentes, e diarrheas foro
dos indicados pontos em diferentesse tornarão, ora em uns ora em
outros
As dentais localidades da epocas.
Pacatuba, Simão Dias, Nossa provincia, isto he , Propriá, , Vila-nova,
Gerk e Campos, gosafão e assimSenhora. das Dores, Santa Luzia, Chapada,
sanitario, não attendidas algumas continuão, do mais lisongeiro estado -
rão em algumas delias 'no intermittentes e sarnas, que apparece-
correr do armo.
Nenhuma noticia official recebi do;
mas'he provavel que nada haja Porto da Folha, e Espirito Santo;.
que se conservem em suas regularesalterado seu estado de salubridade, e
disposiçães hygienicas.
Resta-me occupar a attenção de V. Ex. com o estado sanitario deita
Capital, á que muito especialmente não pode ser estranho.
Se não foi elle tão affavel durante o armo, quanto se o desejara,
longe esteve de ser desfavoravel á seus habitantes, que actUalmente go-
são-no edi'satisfactorias condiçÕes , e tranquillos conservo-se em seus
liabituàèS trabalhos.
. is frequentes chuvas, que desabarão copiosamente desde fins de
31.áio e durante Junho, e que semelhantemente se reproduzirão em fins
de Setembro, abaixando sensivelmente a temperatura, além dos impetuo-
sos ventos, que com regidez soprarão, e de outros elementos lóeaes des.-
favoraveis, susceptiveis porem dc ser removidos, corno sejão os charcos,
e as aguas estagnadas., que se deposino nas muitas baixas e escavaçDes,
que se noto no interior mesmo da cidade, as aguas mais ou Menos
'miras, (Pie se bebem, etc., explino de mais as intermitténtes que se des-
envolverão , as corysas , bronchites e catarrhos pulmonares, que com fre.
qüenCia apparecerão.
No menos deixa-se atinar com a origem provav el das erupções
cutáneas, corno fosse a sarna, que tão efficazmente atormentou a não
pequeno numero de individuos, a varioloide, e o furunculo, as malignas,
oplitalmias, gastrites e diarrheas, que tanto se fizerão notar, quando at-
tender-se ás bruscas alternatiVa.s da atmosphera què se derão, ao urente
calor que tem-se tollerado na estação solar, ao furioso nordeste -que
nellà predomina, às abundantes areias de seu chão, etc.
A variola, que desde 1865 fez sorrateiramente aqui sia-residencia;
atacando longernente já a um e já a outro, nunca assumindo feia cata-
dura, ceifoi no anno proximo findo', embora sua indole benigna, e a
constante lentidão de sua marcha, a vida de dezoito individuos, dos
quaes dez homens e oito mulheres, sendo dois em Janeiro, seis em Feve-
reiro, quatro em Março, um em Abril, um em Agosto, um em Setembro,
Mil em Novembro e dois* em DezeMbró: fatal tributo, que merecidamen-
te paga a classe imbecil da Sociedade, á quem não he dado attingir
o effeito prophylactico da vaccina.
Este numero, junto ao que resultou da totalidade das affecções, que
se manifestarão variadamente, fez subir o quadro obituario da Capital á
186 mortos, dos quaes 87 do sexo masculino e 90 do outro; tornando-
se digno de menção que 83 do numero total, isto he , 1/-10/186,
não tivessem excedido á dois manos de existencia, o que demonstra a
fragilidade das forças vitaes nos nossos pritneiros dias para reagir contra
os elementos que nos cercão.
O Aracajunão he mais um daquelles pontos da provincia alta-
.

mente insalubres, aquella Capital inhospita de 1855, que tantas victi-


feito, as
mas produzio;os melhoramentos materiaes, que se lhe tem
commodidades da vida social, de que nelle gosa-se, tem-no tornado hoje
um pouco salutar e habitavel , e certo muito se deverá 5 ir corrigindo suas
que
condiçÕes sanitarias á proporção que se forem levando á realidade o
resta á fazer, corno sejão o encanamento de boas aguas pota.veis, o me-
lhoramento e accio dos vertentes publicos, a deseccação dos pantanos e
cal-
charcos e o aterro das escavações resultantes, os canos de esgoto, o
da ci-
çamento das ruas, o plantio de arvoredos pelo restante do littoral
dade, .o melhor systema de suas pequenas habitações quanto á seus
compartimentos, etc. nada
Relativamente ã salubridade publica do porto desta Capital
havendo occorrido durante o anno, que pudesse alteral-a, e se tornasse
digno de ser submettido ao conhecimento do V. Exc.; sendo tambern
8 ---
certo que a longa e deploravel observação dos factos tem concluido
por
demonstrar á gente marítima a necessidade da conservação á bordo dos
preceitos da hygiene, á ponto de que a álimentação de hoje em seus
vios, mesmo nos de cabotagem, lie incomparavelmente melhor e mais na-
sadia, e o asseio mais cuidadosamente mantido que o era ainda à
poucos
annos precedentes, limito-me pois a informar á V. Exc. o movimento
que se deo.
Durante o periodo mencionado demandarão e fundearão neste
porto,
sendo visitadas por esta Inspecção, 247 embarcãçães, das quaes
51 es,
trangeiras, todas procedentes de portos do Imperio, exceptuando dez
destas, que o fork do exterior, e todas de portos limpos e sem que
nellas
se desse occurrencia alguma suspeita, pelo que forão logo desembaraça-
das obtendo livre pratica:semelhantemente conseguirão cartas de saú-
de. limpas 168 navios, dos quaes tres estrangeiros, sendo dois
destes
com destino para fora do Imperio, bem como um dos nacionaes.
He assim, Exm. Sr., pelo modo que venho de fielmente historiar
os acontecimentos tendentes á salubridade desta provincia, que foi-me
permittido satisfazer a exigencia de V. Exc. contida no supracitado of-
ficio de 15 de «Novembro: tenho consciencia de que no
lho deparará V. Ex. com reiteradas faltas; mas conto que presente traba-
tambem de tolleral-as, prehenchendo-as com a ilustrada
se dignará,
de que dispõe. intelligencia ,
Deus Guarde a V. Exc.Aracajú e Inspecção da Saúde Publica da
Provincia em 5 de Janeiro de 1866.Illm. e Exrn. Sr.
i'rovincia Dr. José Pereira da Silva Moraes. Presidente da

Dr. Francisco Sabino Coelho de Sampaio:

Inspector da Saúde Publica dairovineia.

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