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Tópico 2 – Engenharia e Meio Ambiente

SISNAMA E CONAMA
INDICADORES E FERRAMENTAS PARA A SUSTENTABILIDADE

Profª. Me. Tatiana Oliveira

tatiana.soares@professores.estacio.br
ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE

2.3. Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho


Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)

Gestão ambiental: o que é?


ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE

Você sabe o que é a Política


Nacional do Meio
Ambiente???
ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE

- Ministério do Meio Ambiente - MMA:


https://www.mma.gov.br/governanca-ambiental/sistema-nacional-do-meio-
ambiente/

- Lei 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente: lei que define os


mecanismos e instrumentos de proteção do meio ambiente no Brasil.

- Finalidade: art. 2º - preservação, melhoria e recuperação da qualidade


ambiental.

- Meio ambiente: patrimônio público a ser assegurado e protegido para o uso


coletivo.

- Princípio de racionalização do uso do solo, o planejamento e fiscalização do


uso dos recursos ambientais, a proteção dos ecossistemas e o controle e
zoneamento das atividades poluidoras.
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- Previsão: incentivos à pesquisa e ao estudo para a proteção dos


recursos ambientais, o acompanhamento da qualidade ambiental, a
recuperação de áreas degradadas, a proteção de áreas ameaçadas de
degradação e a educação ambiental.

- Objetivos: compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a


preservação do meio ambiente, definir áreas prioritárias de ação governamental e
estabelecer critérios e padrões de qualidade ambiental e de manejo dos recursos
ambientais.
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- Principais instrumentos: art. 9

a) estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;


b) zoneamento ambiental;
c) criação de áreas de proteção ambiental;
d) avaliação dos impactos ambientais;
e) licenciamento e a revisão de atividades poluidoras;
f) concessão dos recursos ambientais com fins econômicos;
g) incentivo ao desenvolvimento tecnológico; e
h) penalidades pelo não cumprimento das medidas de preservação ambiental.

- Responsabilidade: União, Estados e Municípios - Sistema Nacional do Meio


Ambiente (SISNAMA); Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Ministério do
Meio Ambiente (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Renováveis (IBAMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio).
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- Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama): pela Lei


6.938/1981 - Política Nacional do Meio Ambiente - estrutura adotada para
a gestão ambiental no Brasil, sendo formada pelos órgãos e entidades da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios responsáveis
pela proteção, melhoria e recuperação da qualidade ambiental no Brasil, e
tem a seguinte estrutura:
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- Atribuições: articular e a integrar intra e intergovernamental as


ações direcionadas à implementação de políticas públicas de meio
ambiente, e incentivar a descentralização da gestão ambiental e a
repartição de competências entre as três esferas de Governo.

- Nota Técnica 10/2016: estabelece estratégias para essa articulação de


modo a promover a gestão ambiental descentralizada, democrática e eficiente.

https://www.mma.gov.br/images/arquivo/80296/MMA%20Sisnama%20Nota%20Tecnic
a%2010%202016.pdf
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- Órgãos fiscalizadores do meio ambiente:

a) Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama): formado por


membros do Governo Federal, Estadual e Municipal, além de contar com
profissionais do meio ambiente e até mesmo líderes comunitários que
tenham engajamento e preocupação com o assunto;
b) Ministério do Meio Ambiente (MMA): elabora, aplica e supervisiona as normas
ambientais em todo o país;

c) Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Dos Recursos Naturais Renováveis


(Ibama): grande executor das normais ambientais definidas pelos órgãos
governamentais;

d) Órgãos Seccionais: entidades estaduais responsáveis pelo processo e os


Órgãos Locais ou Entidades Municipais, que controlam e gerenciam as boas práticas
ambientais nos municípios.
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2.3.1. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)

- Art. 6º, II da Lei 6.938/81: II - órgão consultivo e deliberativo, que tem


como finalidade assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo,
diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos
naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à
sadia qualidade de vida.

a) Finalidade consultiva: assessoramento, estudo e propositura ao Conselho de


Governo as diretrizes e políticas governamentais para o meio ambiente.

b) Função deliberativa: legalmente competente para deliberar sobre normas e


padrões compatíveis para o meio ambiente ecologicamente equilibrado e a sadia
qualidade de vida.
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- Órgão que estabelece os padrões e normas federais que


deverão ser observadas pelos Estados e Municípios.

OBS: Tanto os Estados quanto os Municípios têm competência para


instituírem outros padrões, desde que os mesmos não infrinjam aos
patamares estabelecidos pelo CONAMA.
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2.3.1.1. Competência legal do referido órgão é estabelecida no


Art. 8º da Lei 6.938/81

Art. 8º- Compete ao CONAMA:

I - estabelecer, mediante proposta do IBAMA, normas e critérios para o


licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, a ser concedido
pelos Estados e supervisionado pelo IBAMA;

II - determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das


alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos públicos ou
privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem assim a
entidades privadas, as informações indispensáveis para apreciação dos estudos de
impacto ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de
significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas
patrimônio nacional.
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IV - homologar acordos visando à transformação de penalidades


pecuniárias na obrigação de executar medidas de interesse para a
proteção ambiental; (VETADO);

V - determinar, mediante representação do IBAMA, a perda ou restrição de


benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, em caráter geral ou condicional,
e a perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em
estabelecimentos oficiais de crédito;

VI - estabelecer, privativamente, normas e padrões nacionais de controle


da poluição por veículos automotores, aeronaves e embarcações, mediante
audiência dos Ministérios competentes;
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VII - estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle


e à manutenção da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso
racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos.

Parágrafo único. O Secretário do Meio Ambiente é, sem prejuízo


de suas funções, o Presidente do Conama.
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2.3.2. Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente

- Política Nacional de Meio Ambiente / PNMA: finalidade de regulamentar


as várias atividades que envolvam o meio ambiente, para que haja preservação,
melhoria e recuperação da qualidade ambiental.

- Diretrizes e instrumentos: buscam a proteção ambiental e asseguram à


população condições propícias para seu desenvolvimento social e econômico.

- Lei nº 6.938, de 31 agosto de 1981.

- Estabelece diretrizes e instrumentos que orientam as empresas nas melhores


práticas para o gerenciamento de atividades que de alguma forma interferem no meio
ambiente.
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2.3.2.1. Objetivos da Política Nacional de Meio Ambiente

- conciliar o desenvolvimento econômico e social com a preservação


da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico;

- definir áreas prioritárias de ação governamental relativa à


preservação ambiental;

- estabelecer critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas


ao uso e manejo de recursos ambientais;

- desenvolver tecnologias para o uso racional de recursos ambientais;

- divulgar tecnologias de manejo do meio ambiente;

- divulgar dados e informações ambientais;


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- formar uma consciência pública sobre a necessidade de
preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico;

- preservar e restaurar os recursos ambientais através da


utilização racional dos recursos naturais;

- impor ao poluidor e ao predador a obrigação de recuperar e/ou indenizar os


danos causados;

- impor aos usuários uma contribuição pela utilização de recursos ambientais


com fins econômicos.
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2.3.2.2. Instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente


- Orientados por princípios, conforme descrito a seguir:

a) Padrões ambientais: a lei determina que sejam definidos os padrões


ambientais, que estabelecem limites relativos ao uso e manejo de recursos.
Padrões ditados pelo CONAMA.
Exemplo: Resolução 490 - estabelece exigências para o controle de
emissões de gases poluentes e de ruídos para veículos automotores pesados.
Resolução 491 - dispõe sobre padrões de qualidade do ar.

b) Zoneamento ambiental: visa a organização territorial, planejamento


eficiente do uso do solo e efetiva gestão ambiental. Esse zoneamento pode ser
federal, estadual e municipal. O zoneamento também é previsto na Lei
nº10.257/01(Estatuto das Cidades) e na Constituição Federal.
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c) Avaliação de Impactos Ambientais (AIA): realização de


estudo prévio à instalação de um empreendimento ou atividade que gere
um impacto ambiental significativo. Definida na Resolução CONAMA n.º
237.

d) Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental


(RIMA): realização de uma avaliação ampla e completa dos impactos ambientais e
proposição de as medidas mitigadoras correspondentes. Instituído através da
Resolução CONAMA 001/86.

e) Licenciamento ambiental: empresas devem buscar o licenciamento


ambiental, que diz respeito ao procedimento administrativo no qual ao SISNAMA
(Sistema Nacional do Meio Ambiente) compete a licença e localização, instalação,
ampliação e a operação de atividades utilizadoras de recursos ambientais.
A Resolução CONAMA 237/97 apresenta uma relação de atividades ou
empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental.
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f) Auditoria ambiental: critérios de como o processo de


verificação nas organizações ocorrerão e se eles cumprem a lei. Tem
como objetivo verificar se a conduta ambiental atende a um conjunto de
critérios específicos.

g) Criação de reservas e estações ecológicas: áreas de proteção


ambiental e de relevante interesse ecológico determinado pelo poder público.

h) Penalidades ao não cumprimento das condutas necessárias à


preservação ou correção da degradação ambiental: Lei 9.605/98 dispõe sobre
as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao
meio ambiente.

i) Cadastro Técnico Federal: Cadastro de atividades potencialmente


poluidoras ou que se utilizam de recursos naturais.
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Como a gestão ambiental ajuda no cumprimento da


PNMA?

Através da gestão ambiental as empresas obtém melhores


oportunidades de negócios, melhoram a sua imagem e a
administração de recursos energéticos e materiais, reduzindo
riscos, acidentes ambientais e gastos desnecessários.

Também ocorre o cumprimento da legislação ambiental.

Impactos na competitividade com a adoção de práticas


ecologicamente corretas.
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2.3.3. Anamma – Associação Nacional de Órgãos Municipais de


Meio Ambiente
https://www.anamma.org.br/
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2.4 INDICADORES E FERRAMENTAS PARA A SUSTENTABILIDADE


2.4.1. Planejamento ambiental

- Planejamento que prioriza valorizar e conservar


a biodiversidade, beneficiando de forma sustentável a
vida de uma determinada biosfera.

- Objetivo: atingir o desenvolvimento sustentável,


minimizando os impactos ambientais, preservando e
conservando a flora e fauna.

- Equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e


limitações ligadas ao ecossistema: evitar possíveis
desequilíbrios ecológicos, crises energéticas e
alimentares de um território.
Conceituando Gestão Ambiental de forma multidisciplinar
Fonte: http://novaiguacu.olx.com.br
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- O processo de planejamento envolve:

a) Formulação de objetivos: determina-se o alvo a ser alcançado, ou


ainda, quais as metas a serem atingidas.

b) Especificação das metas: algumas perguntas poderão ajudar nesta fase,


como: “onde”, “como”, “quanto”, “quando”, “com quem”, etc.

c) Coleta e análise de dados: levantamento das informações existentes do


campo de estudo. Avaliação e seleção dos dados.

d) Identificação das alternativas: escolha das opções para alcançar os


objetivos do planejamento.

e) Análise das alternativas: estuda-se as melhores alternativas que atendem


os objetivos propostos.
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f) Seleção das alternativas: as alternativas que não serão utilizadas


deverão ser descartadas nesta fase.

g) Implementação: desenvolvimento e a execução do planejamento.

h) Monitoramento e avaliação: de forma bem dinâmica, o


monitoramento e avaliação de cada etapa proposta são constantes.
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2.4.2. Plano de trabalho

- Estrutura organizacional do trabalho a ser realizado.

I. Fase organizacional: definição das prioridades do trabalho a ser


executado – quais os recursos disponíveis da área estudada e mensuração
dos possíveis impactos. Elabora-se um cronograma das etapas.

II. Fase de inventário: levantamento de dados e a composição de banco de


dados. Avalia-se os elementos e parâmetros estudados, avaliando os que são
considerados bons indicadores das condições ambientais da área. Analisa-se a inter-
relaçao entre ao parâmetros e a legislação pertinente.
III. Diagnóstico ambiental: análise detalhada dos dados levantados e sua
qualificação. Usam-se métodos que integram os dados, hierarquizando e ponderando
as informações. Pode-se identificar modelos que representam, simulam e simplificam
os componentes dos sistemas a serem planejados.
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IV. Fase propositiva: discussão das propostas de modelo de


organização territorial, respeitando-se todas as limitações e
potencialidades apontadas durante o estudo. Adota-se discussão com
equipe multidisciplinar das diferentes alternativas propostas e suas
relações.

V. Fase executiva: viabiliza a execução do modelo proposto. Por meio das


diretrizes estabelecidas, toda a execução do trabalho é realizada de forma a integrar
os dados levantados, sempre tendo em vista o desenvolvimento sustentável do
território estudado.
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https://www.youtube.com/watch?v=vT_Di52MUCs
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2.4.3. Métricas e indicadores de sustentabilidade

- Medidas de sustentabilidade e tentam quantificar além do


conceito genérico.

- 2 abordagens para a construção de índices e indicadores:


a) Construção de um sistema de indicadores: pode ser usado para julgar
aspectos individuais do desenvolvimento: ambiental, social, econômico, etc.

b) Construção de índices integrais e agregados: permitem julgar


complexamente o desenvolvimento de um país (ou região).

- Dificuldade: determinar o peso dos índices originais sem perder


significância e sem excessiva subjetividade.

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- Métricas são divididas nos seguintes grupos: socio-econômico;
ecológico e econômico; social e ambiental; ecológico, sócio-econômico.

LEITURA COMPLEMENTAR

http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_236_373_29335.pdf 30
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2.4.4. Exemplos de Métricas e índices

- Exemplos: Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa


das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); a pegada ecológica da
Global Footprint Network e suas organizações parceiras; o Índice de
Sustentabilidade Ambiental (ESI) e o Índice Piloto de Desempenho Ambiental
(EPI) reportados no World Economic Forum (WEF); ou o Índice de Progresso
Genuíno (GPI) calculado no nível nacional ou subnacional.
- Indicadores de sustentabilidade: deve-se distinguir os 3 tipos de
sustentabilidade que são mencionados no desenvolvimento internacional:
a) Sustentabilidade de uma cultura (sistema humano) dentro de seus recursos e
meio ambiente;
b) Sustentabilidade de um fluxo específico de benefícios ou produtividade
(geralmente apenas uma medida econômica);
c) Sustentabilidade de uma determinada instituição ou projeto sem assistência
adicional (institucionalização de um insumo).
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2.4.4.1. Abordagens

a) Abordagem “Regras Daly”: sugere as seguintes 3 regras


operacionais que definem a condição da sustentabilidade ecológica
(termodinâmica):

- Recursos renováveis: peixes, solo e águas subterrâneas - não devem ser


usados ​mais rapidamente do que a taxa em que se regeneram.

- Recursos não renováveis: minerais e combustíveis fósseis - não devem


ser usados ​mais rapidamente do que substitutos renováveis ​para eles podem ser
colocados em prática.

- Poluição e resíduos: devem ser emitidos não mais rápido do que os


sistemas naturais podem absorvê-los, reciclá-los ou torná-los inofensivos.
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b) Abordagem Natural Step: uma das primeiras iniciativas para


trazer princípios científicos para a avaliação da sustentabilidade - cientista
sueco de câncer Karl-Henrik Robèrt.

- Buscou definir e operacionalizar a sustentabilidade: consenso


chamado de marco natural.

- Estrutura: baseada em uma definição de sustentabilidade, descrita como as


condições do sistema de sustentabilidade. Na estrutura natural da etapa, uma
sociedade sustentável não aumenta sistematicamente as concentrações de
substâncias extraídas da crosta terrestre ou substâncias produzidas pela sociedade;
que não degrada o ambiente e em que as pessoas têm a capacidade de atender suas
necessidades em todo o mundo.
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c) Abordagem da pegada ecológica: baseada no conceito biológico
de capacidade de carga, rastreia a quantidade de terra e área de água de
uma população humana, necessária para produzir os recursos que a
população consome e absorver seus resíduos, sob a tecnologia
predominante.
- Compara-se essa quantidade com a biocapacidade disponível, no mundo ou
nessa região.

- Biocapacidade: é a área capaz de regenerar recursos e assimilar resíduos.

- Global Footprint Network: publica todos os anos resultados para todas as


nações capturadas nas estatísticas da ONU.

OBS: Seria necessário ter 4 ou 5 planetas de apoio envolvidos em nada além


de agricultura para todos os que vivem hoje para viver um estilo de vida ocidental.
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d) Abordagem antropológico-cultural: a disciplina da antropologia


se baseia no conceito de sustentabilidade dos grupos humanos dentro
dos sistemas ecológicos.

- Cultura: um grupo humano é capaz de transmitir seus valores e continuar


com vários aspectos desse estilo de vida por pelo menos 3 gerações.

- Medição da cultura x antropólogos: medida de sustentabilidade e foi


também codificada por acordos e tratados internacionais como a Declaração do Rio
de 1992 e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
para manter um grupo cultural escolha de estilos de vida dentro de suas terras e
ecossistemas.

- Terralingua: organização de antropólogos e linguistas trabalha para


proteger a diversidade biocultural, com foco na linguagem, elaborou uma série de
medidas com a UNESCO para medir a capacidade de sobrevivência de línguas e
culturas em determinados ecossistemas.
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e) Índice de Energia, Emergência e Sustentabilidade: 1956 - o


Dr. Howard T. Odum, da Universidade da Flórida inventou o termo
Emergy e criou o sistema contábil de energia incorporada.
- 1997: ecologistas de sistemas MT Brown e S. Ulgiati publicaram sua
formulação de um Índice de Sustentabilidade (IS) quantitativo como uma relação
entre a relação de rendimento emergia.

- Brown e Ulgiati também chamaram o índice de sustentabilidade de


“Emergy Sustainability Index” (ESI): “um índice que responde pelo rendimento,
renovabilidade e carga ambiental. É o rendimento incremental da emergência
comparado à carga ambiental”.

Índice de Sustentabilidade = Taxa de Rendimento de Emergência / Taxa de


Carregamento Ambiental = EYR / ELR
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f) Abordagem do WBCSD: O Conselho Empresarial Mundial para o


Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), fundado em 1995, formulou o
argumento comercial para o desenvolvimento sustentável e argumenta
que “o desenvolvimento sustentável é bom para os negócios e o negócio
é bom para o desenvolvimento sustentável”.

- Visão também é mantida pelos proponentes do conceito de


ecologia industrial - declara que a indústria deve ser vista como uma série
de ecossistemas interconectados criados pelo homem, interagindo com o
ecossistema global natural.
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g) Avaliação do ciclo de vida: “medida composta de


sustentabilidade”.

- Analisa o desempenho ambiental de produtos e serviços em


todas as fases de seu ciclo de vida: extração e processamento de
matérias-primas; fabricação, transporte e distribuição; usar, reutilizar,
manutenção; reciclagem e disposição final.
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2.4.5. Exemplos nacionais de indicadores

a) Programas Cidades Sustentáveis

https://www.cidadessustentaveis.org.br/inicial/home
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b) Programa Município VerdeAzul – São Paulo

https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/verdeazuldigital/
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c) Programa Coletas Online – São José dos Campos:

https://www.coletasonline.com.br/
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d) Programa Cidades Sustentáveis - Fortaleza


https://2013-2016-indicadores.cidadessustentaveis.org.br/br/CE/fortaleza
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2.4.4. Ferramentas da sustentabilidade: o que são?

a) DA SUA CONTA: disponível para iOS, o


aplicativo ajuda a conscientizar as empresas sobre o consumo
de água.

- Visualização dos dados dos hidrômetros de prédios,


casas e salas comerciais e implantar práticas
sustentáveis onde é necessário.

- Personalização dos resultados de acordo com o


número de pessoas que fazem uso da água para monitorar os
gastos totais e receber alertas quando estiver gastando muito.

- Aplicativo em português e gratuito.

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b) Manual de etiqueta Sustentável: desenvolvido


pelo Grupo Abril, o aplicativo traz dicas de como mudar
os hábitos dos colaboradores no dia a dia para reduzir
os impactos.

- 50 dicas práticas para otimizar o uso da água,


da energia elétrica e de outros recursos, bem como
conteúdo de cidadania e reciclagem que podem
influenciar gastos em diversos níveis dentro da empresa.

- É possível compartilhar as práticas


sustentáveis nas redes sociais, está disponível na loja
da Apple e é gratuito.
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c) Rota de reciclagem: usado por negócios ou pessoas - pode
encontrar os pontos de reciclagem e dar destino certo para os resíduos.
- Explica como deve ser realizado o processo de separação e
entrega dos itens.
- As localidades mapeadas no app são cooperativas de catadores
e empresas privadas que compram esse material.
- App gratuito para IOS e Android.
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d) Sai desse banho: funciona como um despertador, avisando
a hora de terminar a ducha. Oferece opções para banhos em 12, 8 ou
4 minutos. Aplicativo gratuito, disponível para IOS.

- Usuários do Android: Banho Rápido.


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e) Nossa Energia: desenvolvido pelo Instituto Akatu - ensina o


usuário a gastar menos eletricidade.
- Através da indicação dos pontos eletrodomésticos da casa e o app
calcula o gasto de energia, fazendo sugestões para reduzir o consumo.
- Plataforma gratuita para Android.
- IOS: Casa Virtual.
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2.4.4. Leitura complementar

- TAYRA, Flávio; RIBEIRO, Helena. Modelos de indicadores de


sustentabilidade: demonstração e avaliação crítica dos principais experimentos.
Saúde sociedade. 2006.
Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-
12902006000100009&script=sci_abstract&tlng=es

- DE ALMEIDA, Suise Carolina Carmelo; GONÇALVES, Luciana Márcia. Indicadores


de Sustentabilidade Urbana: panorama das principais ferramentas utilizadas para gestão do
desenvolvimento sustentável. Revista Científica "ANAP Brasil". 2018.
Disponível em:
http://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/anap_brasil/article/view/1857
ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

- BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Disponível em:


<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>.

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