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CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS (UNISL)

DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA
(DISCIPLINA: GENÉTICA)
TURMA/PERÍODO: 2º PERÍODO NOTURNO
PROFESSORA: Me. GLAUCIANE DA SILVA BIFANO TAVARES

PLANEJAMENTO DO TRABALHO EFETIVO DISCENTE (TED)

Caso Clínico – Doença Hemolítica do Recém Nascido

Maria tinha 31 anos quando engravidou pela terceira vez. Seu grupo sanguíneo era A, Rh-negativo.
O marido era A, Rh-positivo. Seu primeiro filho era um menino saudável. Durante a 2 a gestação,
seu Coombs indireto foi positivo para um título de 1:16. O feto foi acompanhado e, após 36
semanas de gestação, o parto foi induzido. Na 3 a gestação, o exame de Coombs indireto foi
positivo para um título de 1:8 na 14 a semana e de 1:16 na 18 a semana de gestação. O líquido
amniótico foi coletado de 2 em 2 semanas e mostrou uma quantidade elevada de bilirrubina
(principalmente da bilirrubina indireta), mostrando que as hemácias fetais haviam sido lisadas. Na
29 semana de gestação, uma amostra de sangue foi obtida através da veia umbilical mostrando um
hematócrito de 6,2% (normal: 45%). Como o feto estava muito anêmico, foram transfundidos 85
mL de papa de hemácias O, Rh-negativo pela veia umbilical. O feto foi examinado semanalmente
para verificar o aparecimento de hidropisia fetal, o que não foi observado. Na 34 a semana de
gestação, o hematócrito da amostra de sangue retirada da veia umbilical era de 21% e 80 mL de
papa de hemácias foram transfundidos. Na 35 a semana de gestação, verificou-se que o feto estava
suficientemente maduro e o parto foi induzido. Nasceu uma menina saudável e o hematócrito foi de
29%. Não foi necessário tomar medidas terapêuticas adicionais.

Observações:

a- No feto, a anemia não tratada pode se tornar grave a ponto de provocar insuficiência cardíaca e
edema extensivo no feto, o que é chamado de hidropisia fetal e resulta na morte fetal.

b- A partir da 20ª semana de gestação, o feto começa a urinar no líquido amniótico, no qual se pode
determinar o grau de hemólise pela dosagem de bilirrubina.
TED – N2:

Para este desafio do TED você aluno deverá:

1) Formar dupla.

2) Avaliar qual das hipóteses abaixo é a correta para a situação do caso clínico, explicando os
motivos para adotar tal escolha.

Preocupados com os acontecimentos em seus 2º e 3º filhos, Maria e seu esposo procuraram ajuda de
um profissional para entender os motivos de seus filhos estarem desenvolvendo as manifestações
conforme descrito no caso clínico acima.

Foi explicado ao casal:

1º Hipótese

O que estava acontecendo com seus filhos era a doença hemolítica do recém-nascido devido a uma
incompatibilidade sanguínea, e que isso estava ocorrendo devido ao fator Rh, que é determinado
pela presença do antígeno Rh nas hemácias. No caso Maria não apresenta o fator Rh (sendo então
Rh-) porém os filhos apresentam o Rh (chamado Rh+) herdado de seu pai.

2º Hipótese

O que estava acontecendo com seus filhos era a doença hemolítica do recém-nascido devido a uma
incompatibilidade sanguínea, e que isso estava ocorrendo devido ao fator Rh, que é determinado
pela presença do antígeno Rh nas hemácias. No caso Maria não apresenta o fator Rh (sendo então
Rh-) e os filhos também não apresentam o Rh (sendo também Rh-), porém o pai das crianças era
(fator Rh+).

Resposta:

A 1ª hipótese é a correta.
Sabemos que a Doença Hemolítica é causada pela incompatibilidade entre os fatores Rh.
Nesse caso, Maria possui um o fator Rh- e o seu marido o fator Rh+, com isso conseguimos
dizer que eles, provavelmente, teriam quase 100% de chance dos seus filhos nascerem com
o fator Rh+.
Dessa forma, podemos dizer que, na primeira gestação, o feto possivelmente era Rh+ e
poderia então ter havido alguma ruptura acidental na placenta, o que possibilitaria o contato
entre o sangue da mãe (RH-) e do feto (Rh+), fazendo com que a mãe crie anti-Rh. Contudo,
dependendo da época em que isso poderia ter ocorrido, o feto pode não ter tido contato com
essa aglutina.
Já na segunda e terceira gestação, os filhos também podem possuir o fator Rh+, mas agora a
mãe provavelmente possui anticorpos para Rh, e esses anticorpos só atacam o sangue Rh+,
pois somente esse fator possui o antígeno Rh. Os anti-Rh da mãe podem reconhecer os
antígenos dos fetos como “estranhos” e atacar, causando assim, a destruição das hemácias
do bebê.
Além disso, essa doença também pode ocorrer devido ao sistema ABO, porém de uma
forma menos grave. No feto da terceira gestação que possui o sangue tipo O e a sua mãe
possui o sangue tipo A, isso pode fazer o sangue do feto produzir anti-A e anti-B que atacam
os antígenos A da mãe, fazendo com que o sangue que recebe da mãe seja atacado e
podendo causar uma anemia, na mãe ou no feto.

3) Preparar material educativo para a população/ ou indivíduo explicando.

a) O que é Doença Hemolítica do Recém Nascido;


b) Em que situação a Doença Hemolítica do Recém Nascido poderá ocorrer;
c) Quais as principais medidas a serem adotadas para evitar a ocorrência.

4) O material educativo deverá ser estruturado para ser exposto em mídias virtuais: com
imagens e suas fontes, fundo claro com letra escura, somente um tipo de fonte, não deve
possuir muita informação textual de modo a facilitar a leitura, símbolo da instituição, nome
dos autores e as referências utilizadas.

5) Para ser atribuído a nota do TED - N2 é obrigatório  que os alunos cumpram o


desenvolvimento dos itens 2 e 3. Observação: Alunos que cumprirem apenas um dos itens
propostos, acarretará em perda total da nota (zerará a atividade).

6) As solicitações dos itens 2 e 3 deverão ser entregues no dia proposto impreterivelmente, o


atrasado acarretará em perda total da nota (zerará a atividade).

7) Os dois alunos da dupla deverão postar o trabalho no Blue.

Data limite para Envio Horário de VALOR


TED – N2 Rondônia
13/11/2020 22:00H 2,0 pontos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SUGERIDAS

Miriam, ROBINSON, Wanyce, and BORGES-OSÓRIO, Maria R.. Genética Humana, 2ª edição.
ArtMed, 2013. Biblioteca Física / VitalBook file. Capítulo 11

https://youtu.be/_a5hQG3mofQ
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Eritroblastose fetal" em Só Biologia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado


em 12/11/2020

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