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Lino Leite de Almeida

Perito Criminal Oficial

MÉTODO PCE
Princípio da Conservação da Energia
MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO
DE VELOCIDADE DE VEÍCULOS PELO
PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA
ENERGIA EM COLISÃO
ENVOLVENDO UMA OU DUAS
UNIDADES VEICULARES.

POLITEC
Cuiabá MT
2007
PREFÁCIO

Aplicar o princípio da conservação da energia em uma colisão onde se


envolvem duas unidades veiculares é tarefa a princípio de fácil aplicação em
alguns casos, porém dificultosa em outros casos, o que faz com que aqueles
que atuem na área de perícia de trânsito incorram em erros, quase sempre não
percebidos. A preocupação com tal fato será compreendida melhor quando
expusermos os conceitos físicos básicos acerca da energia e do princípio da
conservação da energia.

TRABALHO E ENERGIA

Os conceitos de trabalho e energia estão intimamente ligados. Entende-


se como energia a capacidade de um corpo em realizar trabalho. A energia
pode se pronunciar de forma armazenada como química, elétrica ou mecânica.
Pode se encontrar na forma cinética, ou seja, todo corpo que tem velocidade
tem também a ele associado uma porção de energia chamada de energia
cinética, a energia do movimento. Realizar trabalho, pela conceituação rígida
da Física, é fazer com que um corpo sofra um deslocamento por meio de uma
Força que a ele é aplicado em favor de seu movimento, na mesma direção
desse movimento. Também se realiza trabalho quando se aplica uma força
contrária ao movimento de um veículo e este então tem sua velocidade
diminuída.

Princípio da Conservação da Energia em um corpo isolado.

Um corpo ao sofrer aplicação de uma força externa pode ter sua


velocidade alterada, diminuída ou aumentada. Significa que a força aplicada
em um corpo pode alterar a sua velocidade. Essa relação é representa pela
equação a seguir, que informa que o trabalho T sobre um corpo,
necessariamente se faz pela aplicação de uma força que pode produzir uma
variação em sua velocidade o que produz também uma variação em sua
energia cinética - Ec :

T Ec
2 2
mV f mVi
F .d
2 2
2 2
m(V f Vi )
F .d
2

2
sendo F=m.a, então,

2 2
m(V f Vi )
m.a.d
2
2 2
(V f Vi )
a.d
2
2 2
(V f Vi ) 2ad
sendo a=-kg, e adotando Vf=0, obtemos:
V 2.k.g.d f

V1 Ddf
Uma equação que possibilita determinar a velocidade de um corpo a
partir do coeficiente de atrito k, da aceleração da gravidade g e da distância d
de frenagem, rolamento ou fricção, em um único percurso.
Caso o veículo percorra trechos intermitentes de frenagem em um único
pavimento basta somar as diversas frações de frenagem nesse pavimento
único e aplicar a distância total encontrada na equação anterior.

V 2.k .g.(d f 1 d f 2 ... d f n )

V1 Ddf1 Ddf2 Ddfn


Se tomarmos um veículo isoladamente que se encontra a uma certa
velocidade inicial e partir daí começa processo de frenagem, por diversos
trechos diferentes, diferentes em conformidade, podemos aplicar com
facilidade o Princípio da Conservação da Energia.
A energia cinética inicial, conforme a velocidade com que o veículo se
deslocava, deve ser a mesma energia resultante da soma das parcelas de
energia onde o veículo se encontra em processo de diminuição de velocidade,
ou seja, a energia inicial deve necessariamente ser igual à energia final. Na
demonstração a seguir, as velocidades V1, V2, ..., Vn, representam as diversas
parcelas de energia que o veículo perdeu nos diversos trechos enumerados.
Como bem se pode observar também, por essa análise, onde se toma o
veículo de forma isolada, a massa do veículo é cancelada na relação de
igualdade da equação. Isso significa então, que é possível se determinar a
velocidade inicial ou total do veículo apenas pela soma quadrática das parcelas
de velocidade, podendo-se inclusive incluir a velocidade de danos
correspondente às avarias do veículo, caso este tenha se chocado com algum

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obstáculo e se não houve grande perda de massa (ou carga) do veículo no
percurso de frenagem.

Ei Ef
m.Vi 2 m.V12 m.V2 2 m.Vn 2
2 2 2 ... 2
m.Vi 2 m.V12 m.V2 2 m.Vn 2
2 2 2 ... 2
2 2 2 2
V i V 1 V 2 ... V n

2 2 2
Vi V 1 V2 ... Vn
Cada parcela de velocidade da equação equivalente às velocidades V1,
V2, ..., Vn demonstrada acima pode ser calculada de forma independente, por
meio da equação de Torricelli reduzida, já demonstrada anteriormente:

V2 2.k .g.d f
Onde V representa a velocidade, k representa o coeficiente de atrito, g a
aceleração da gravidade, sendo que neste compêndio foi adotado o valor de
g=9,8m/s2 e df representa a distância ou o percurso em frenagem ou em
fricção ou derrapagem ou em rolamento, depende do caso em questão.
As equações, descritas acima, tem seu espaço de validade em planos
horizontais. Nos casos em que o veículo se desloca em aclives ou declives
temos que considerar a influência a Energia Potencial Gravitacional.
Considere um veículo se deslocando em uma no sentido do declive de
inclinação graus, com velocidade inicial Vi, quando então passa a deslocar
em processo de frenagem por trecho df.

Vi .df

Vf=0

No ponto mais alto, o veículo possui duas porções de energia: possui


energia cinética devido sua velocidade e possui energia potencial gravitacional

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devido a altura do veículo em relação ao plano interior. No processo de
frenagem toda essa energia será dissipada, uma vez que estamos admitindo
que ao final da frenagem o veículo se imobiliza.
Pelo princípio da conservação da energia a energia cinética mais a
energia potencial gravitacional é igual à energia dissipada na frenagem.

Ec Ep Ed
2
m.Vi 2 mV f
m.g.H
2 2
2 2
m.Vi mV f
m.g.H
2 2
2 2
Vi Vf
g.H
2 2
2 2
Vi 2.g.H V f
2
Vi 2 Vf 2.g.H

sendo a velocidade de frenagem determinada pela equação Vf2=2.k.g.df e a


altura H da elevação da pista determinada pela equação H=df.sen , temos:

2
Vi 2 Vf 2.g.H
2
Vi Vf 2.g.H
Vi 2.k .g.d f 2.g.d f .sen
Vi 2.g.d f (k sen )

Portanto, a equação para a determinação da velocidade inicial de um veículo


que se desloca no sentido de um declive é:

Vi 2.g.d f .(k sen )


onde: df - corresponde à distância de frenagem na pista,
k representa o coeficiente de atrito,
ângulo de inclinação da pista e
g=9,8m/s2 aceleração da gravidade.

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Considere um veículo se deslocando em uma no sentido de um aclive de
inclinação graus, com velocidade inicial Vi, quando então passa a deslocar
em processo de frenagem por trecho df.

Vf=0

.df
Vi
H

No ponto mais baixo, o veículo possui apenas a energia cinética. No


processo de subida parte dessa energia cinética é convertida em energia
potencial gravitacional e outra porção é dissipada no processo de frenagem.
Pelo princípio da conservação da energia a energia cinética se converte
em energia potencial gravitacional e se dissipada na frenagem, então a energia
cinética inicial corresponde à soma da parcela de energia potencial
gravitacional com a energia dissipada.

Ec Ed Ep
2
m.Vi 2 mV f
m.g.H
2 2
2
m.Vi 2 mV f
m.g.H
2 2
2
Vi 2 V f
g.H
2 2
2
Vi 2 V f 2.g.H

sendo a velocidade de frenagem determinada pela equação Vf2=2.k.g.df e a


altura H da elevação da pista determinada pela equação H=df.sen , temos:

2
Vi 2 Vf 2.g.H
2
Vi Vf 2.g.H
Vi 2.k .g.d f 2.g.d f .sen
Vi 2.g.d f (k sen )

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Portanto, a equação para a determinação da velocidade inicial de um veículo
que se desloca no sentido de um aclive é:

Vi 2.g.d f .(k sen )


onde: df - corresponde à distância de frenagem na pista,
k representa o coeficiente de atrito,
ângulo de inclinação da pista e
g=9,8m/s2 aceleração da gravidade.

A aplicação do Princípio da Conservação de Energia nos casos em que


há somente um veículo envolvido ou quando há dois veículos envolvidos, mas
existe grande desproporção de suas massas, resulta na aplicação do cálculo
da velocidade pela equação quadrática demonstrada acima. A soma de todas
as parcelas de energia de um veículo desde o início do processo de
desaceleração até a parada, inclusive as parcelas de danos decorrentes da
colisão resulta na energia total do veículo no início do processo de colisão.
Neste caso, para cada tipo de pavimento deve se atribuir um coeficiente de
atrito correspondente.

Princípio da Conservação da Energia em um sistema de dois veículos.

Para fim de entendimento da aplicação do Princípio da Conservação da


Energia em casos de acidente de trânsito, admita um acidente onde se
envolveram dois veículos, V1 e V2, na seguinte seqüência de fatos
representada na figura abaixo. O princípio da conservação da energia deve ser
aplicado ao sistema formado pelos dois veículos.

PÓS-COLISÃO

DA COLISÃO V1
TE Fase 01
AN
ST

ANTES DA COLISÃO
IN

Fase 02 V2
V1
V1 V1
V2

V2

V2

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Abordaremos o acidente em questão da seguinte forma: primeiramente
calculamos a velocidade de cada veículo após a colisão, a seguir, de posse da
velocidade calculamos a energia de cada um dos veículos após a colisão. A
soma da energia final de cada veículo resulta na energia final do sistema,
Ef Ef1 Ef 2 .
No instante da colisão aplicamos o Princípio da Conservação da
Energia. A energia inicial (total) do sistema imediatamente antes da colisão
deve ser igual à energia final imediatamente após a colisão.
2 2
m1.V f 1 m2 .V f 2
Ef1 e Ef 2 , sendo Ef Ef1 Ef 2 .
2 2
Aplicando-se o Princípio da Conservação da Energia temos que
Ei Ef , a energia inicial do sistema formado pelos dois veículos é igual à
energia final do mesmo sistema. Ocorre que a energia inicial, embora seja
facilmente obtida, ou seja, o seu valor total é conhecido a partir da soma de
energias após a colisão, a energia inicial (Ei) também é composta de parcelas
de energia, sendo uma parcela de energia do veículo V1 devido a sua
velocidade inicial antes da colisão e a outra parcela devida ao veículo V2 por
causa da sua velocidade inicial antes da colisão. Então temos que, E i1
corresponde a parcela de energia do veículo V1 antes da colisão e Ei 2
corresponde a parcela de energia do veículo V2 antes da colisão.

Ei Ef
Ei1 Ei2 Ef
2 2
m1Vi1 m2Vi2
Ef
2 2
2 2
m1Vi1 m2Vi2 2 Ef
2 2
A equação m1Vi1 m2Vi2 2 Ef , certamente é a solução
matemática para o problema de aplicação do Princípio da Conservação da
Energia para um sistema de dois veículos colidentes. Da equação acima
conhecemos as seguintes variáveis: m1 massa do veículo V1, m2 massa
do veículo V2 e Ef a energia final (total) do sistema. Ficam desconhecidos as
variáveis Vi1 e Vi2, exatamente as variáveis que buscamos conhecer na análise
de um acidente de trânsito: as velocidades dos veículos colidentes antes da
colisão.
2 2
A equação a m1Vi1 m2Vi2 2 Ef , reduz-se a um sistema de
equações, formado por somente uma equação com duas variáveis que admite
solução. Mais que isso, admite infinitas soluções.

Ante o exposto, consideramos que a aplicação do Princípio da


Conservação da Energia deve ser evitado nos casos de acidentes de trânsito

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em que se envolvam mais de um veículo por resultar em equação matemática
de difícil resolução, uma vez que o Princípio da Conservação da Energia deve
ser aplicado ao sistema composto pelos dois veículos.
Nos casos de colisão entre dois veículos, aconselhamos a aplicação do
Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento, demonstrado a seguir
no corpo deste compêndio.
Outra problemática com relação à aplicação do Princípio da
Conservação da Energia em acidentes de trânsito envolvendo dois veículos
está relacionada com a velocidade de danos. Nas colisões transversais, o
veículo que atinge a lateral de um outro, transfere parte de sua energia
cinética, para o veículo atingido, ou seja, realiza trabalho que resulta nas
deformações (danos em ambos os veículos) e em deslocamento transversal no
veículo atingido. O mesmo ocorrendo nas colisões do tipo traseira. O veículo
colidente transfere parte de sua energia cinética para o veículo à sua frente.
Dimensionar o quanto de energia foi transferido de um veículo para outro é
mais um problema a ser resolvido.
Seguindo a figura abaixo, a velocidade de danos na lateral do veículo V1
atingido equivale a parte da energia cinética que o veículo V2 possuía antes da
colisão. Esse balanço ou distribuição de energia entre os veículos deve ser
feito com cuidado, uma vez que, ainda que se atribua a velocidade de danos de
forma acertada, ainda se deve tomar o devido cuidado com as massas de cada
veículo, que quase sempre são diferentes. Não nos esqueçamos que a
energia é uma grandeza física que depende da massa e da velocidade dos
corpos para ser determinada. Uma avaliação superficial do caso pode resultar
em se atribuir mais energia para um veículo do que realmente lhe é devido e
menos energia a outro veículo, resultando ao final
em distorções na velocidade inicial de cada
veículo.
Quanto à aplicação do Princípio da
Conservação de Energia nos casos em que ocorra
acidente com somente um veículo, ou nos casos
em que se verifique grande desproporção de
massa entre os veículos envolvidos (automóvel x
pedestre ou caminhão x motocicleta ou automóvel
x bicicleta ou ônibus x bicicleta, por exemplo)
aconselhamos a aplicação do Princípio da
Conservação de Energia, por meio do cálculo da
velocidade pela equação quadrática já
demonstrada, que soma todas as parcelas de
energia de um veículo desde o início do processo de desaceleração até a
parada, inclusive a parcela de danos decorrentes da colisão de forma isolada,
ou seja, toma-se o cálculo da velocidade de cada veículo de forma
independente.
Adotemos então o seguinte raciocínio:
nos acidentes em que haja a possibilidade de se calcular a
velocidade de cada veículo de forma isolada ou que haja somente
uma unidade veicular envolvida, aplicasse a equação de cálculo
da velocidade quadrática;
nos acidentes entre duas unidades veiculares onde se observa
uma desproporção de massa considerável é possível também se

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aplicar o cálculo da velocidade pela equação de cálculo da
velocidade quadrática;
nos acidentes do tipo atropelamento (neste caso há desproporção
de massa considerável e evidente) é possível também se aplicar
o cálculo da velocidade pela equação de cálculo da velocidade
quadrática;
nas colisões em que se envolvam duas unidades veiculares de
mesmo porte, ou que essas unidades sejam distintas, mas que
suas massas não são desprezíveis, adote para o cálculo da
velocidade o método PCQM Gráfico, que é a aplicação do
princípio físico da conservação da quantidade de movimento.

LEVANTAMENTO DO LOCAL E CROQUI

Quando do levantamento do local, a princípio o perito de local ainda não


sabe qual método vai adotar para calcular a velocidade dos veículos
envolvidos. Todas as medidas de cautela e técnicas de levantamento devem
ser seguidas. No entanto, destacamos que, quanto à aplicação do método do
Princípio da Conservação de Energia para o cálculo da velocidade o cuidado
deve ser redobrado quanto à determinação do comprimento exato de cada
trecho percorrido pelo veículo, uma vez que serão os comprimentos totais de
cada trecho percorrido pelo veículo que serão utilizados no cálculo em cada
parcela de energia. Nos casos em que se observar aclives ou declives é
necessário determinar o grau de declive da pista para o uso da equação
apropriada.

EXPOSIÇÃO DO MÉTODO PCE

Exercício 01 Veículo V1, se deslocando em rodovia, por motivos que não se


pôde precisar, sofre leve derivação para a direita passando a percorrer trecho
de 8,00 metros em contato com meio-fio (concreto) da direita da via, a seguir
percorre ainda trecho de 25,50 metros na superfície asfáltica em processo de
frenagem e derivação para a esquerda da via, quando então saí da pista
percorrendo ainda trecho de 13,40 metros sobre a superfície plana de terra
solta, com danos de pequena monta ao final. Considerando que o veículo tinha
massa m1=1200kg e considerando o coeficiente de atrito k=0,7 para o
concreto, k=0,8 para a frenagem no asfalto e k=0,50 para a terra solta.
Determine a velocidade do veículo V1.

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
Vi 2.k1.g.d f 1 2.k 2 .g.d f 2 2.k3 .g.d f 3
Vi 2.g.(k1.d f 1 k 2 .d f 2 k3 .d f 3 )

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Vi 2.9,8.(0,7.8,0 0,8.25,50 0,5.13,40)
Vi 25,32m / s
Vi 91,15km / h

Exercício 02 Determinado veículo V1, de massa m1=3500kg, em trajetória


retilínea percorre trecho em processo de frenagem, onde se podia verificar a
existência de três distâncias de frenagem distintas intercaladas por espaços,
tendo cada frenagem as seguintes medidas: o primeiro trecho 4,50 metros, o
segundo trecho 6,20 metros e o terceiro trecho 5,10 metros. Sabe-se que
nesse percurso o veículo atropelou um homem de 35 anos de idade com 85kg.
Considerando que o coeficiente de atrito para a pista é k=0,85, determine a
velocidade do veículo .

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.
Nota: a massa do veículo é 41 vezes maior que a massa do pedestre, portanto,
a massa do pedestre é desprezível em relação ao veículo.

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
Vi 2.k .g .(d f 1 d f 2 d f 3 )
Vi 2.0,85.9,8.(4,50 6,20 5,10)
Vi 16,22m / s 58,4km / h

Exercício 03 Veículo V1 de massa m1=950kg, percorre trecho de 15,20


metros em processo de frenagem, quando ao final atinge objeto fixo de
concreto instalado na pista. Os danos decorrentes da colisão são estimados
como sendo na ordem de 45km/h. Sabendo-se que o acidente ocorreu em via
não pavimentada em trecho de terra dura, adote o coeficiente de atrito k=0,65.
Determine a velocidade inicial do veículo V1.

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.
Nota: a acresça a parcela de energia correspondente à velocidade de dano
(Vd=45km/h=12,5m/s).

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
Vi 2.k1.g .d f 1 Vd 2

Vi 2.0,65.9,8.15,20 12,52
Vi 17,65m / s
Vi 63,54km / h

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Exercício 04 Veículo V1 de massa m1=4200kg, por motivos que não se pôde
após atingir conjunto formado por ciclista e bicicleta que atravessava a via,
passa a percorrer os seguintes trechos com os seus respectivos coeficientes
de atrito:
processo de frenagem, pneumático x superfície asfáltica molhada, por
trecho de 4,30 metros, considerando para tanto, coeficiente de atrito
k=0,7;
no processo de rolamento por trecho de 53,60 metros, desde o final da
primeira frenagem até o início da segunda frenagem, trecho percorrido
em marcha pesada, considerando para tanto, coeficiente de atrito
k=0,20;
e no final no processo de frenagem, pneumático x superfície asfáltica
molhada, por trecho de 19,40 metros, considerando para tanto,
coeficiente de atrito k=0,70.
os danos presentes no veículo foram da ordem de 30km/h. Determine
a velocidade inicial do veículo.

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.
Nota: acresça a parcela de energia correspondente à velocidade de dano
(Vd=30km/h=8,33m/s).

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
Vi 2.g.(k1.d f 1 k 2 .d f 2 k3 .d f 3 ) Vd 2

Vi 2.9,8(0,7.4,30 0,2.53,60 0,7.19,40) 8,332


Vi 24,58m / s
Vi 88,5km / h

Exercício 05 O Veículo V1 devido ao excesso de velocidade com que se


deslocava na via, tem sua dirigilidade afetada o que provoca ao condutor a
perda de controle da direção. Devido a isso, o veículo percorre trecho em
derrapagem para a direita quando sofre capotamento devido a contato com o
meio-fio da via e ao final atinge um muro de edificação presente à direita da
via, percorrendo os seguintes trechos:
- em processo de derrapagem por trecho de 25,60 metros em contato
superfície asfáltica x pneumático, considerando para tanto coeficiente de
atrito k=0,85.
- trecho em processo de fricção por trecho de 20,60 metros em contato
superfície de terra x partes metálicas, considerando para tanto
coeficiente de atrito k=0,40.
- trecho processo de fricção por trecho de 13,00 metros em contato
superfície de concreto x partes metálicas, considerando para tanto
coeficiente de atrito k=0,40.
- velocidade de danos decorrentes da primeira colisão com o meio-fio e
capotamento, considerando velocidade de dano gravíssima 60 km/h.

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- velocidade de danos decorrentes da segunda colisão com o muro da
edificação presente no local, considerando velocidade de dano grave
45 km/h equivalente à quebramento de suspensão.

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.
Nota: acresça a parcela de energia correspondente à velocidade de dano
(Vd1=60km/h=16,66m/s e Vd2=45km/h=12,5m/s).

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
2 2
Vi 2.g.(k1.d f 1 k2 .d f 2 k3 .d f 3 ) Vd1 Vd1
Vi 2.9,8.(0,85.25,6 0,4.20,6 0,4.13,0) 16,662 12,52
Vi 33,52m / s
Vi 120,67km / h

Exercício 06 O Veículo V1, percorrendo via em declive com velocidade inicial


Vi desconhecida, passa a se deslocar em processo de frenagem por trecho de
24,50 metros até parar. Sabendo que o coeficiente de atrito admitido é k=0,6 e
que a declividade da pista é de 12 graus, determine a velocidade inicial do
veículo V1.

Vi

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
Vi 2.g.d f .(k sen )
Vi 2.9,8.24,50.(0,6 sen12)
Vi 13,72m / s
Vi 49,5km / h

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Exercício 07 O Veículo V1, percorrendo via em aclive com velocidade inicial
Vi desconhecida, passa a se deslocar em processo de frenagem por trecho de
24,50 metros até parar. Sabendo que o coeficiente de atrito admitido é k=0,6 e
que a declividade da pista é de 12 graus, determine a velocidade inicial do
veículo V1.

Vi

1° passo:
Defina os trechos percorridos com os seus respectivos coeficientes de atrito.

2° passo:
Cálculo da velocidade inicial do veículo V1:
Veículo 1
Vi 2.g.d f .(k sen )
Vi 2.9,8.24,50.(0,6 sen12)
Vi 19,69m / s
Vi 70,88km / h

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