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Qual Equação Utilizar Para Calcular a Taxa Metabólica

Basal?
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9 de novembro de
2015

Nutricionista, na hora de calcular a Taxa Metabólica Basal (Gasto Energético Basal) do


seu paciente você fica com algum tipo de dúvida sobre qual protocolo utilizar? São tantas
equações preditivas que, normalmente, há confusões sobre qual ser utilizada e se há
risco de subestimação ou superestimação da Taxa Metabólica Basal (TMB) em alguns
grupos de indivíduos. Porém, no acompanhamento nutricional, calcular as necessidades
energéticas individuais do paciente torna-se essencial.

É de extrema importância que o nutricionista tenha em mente que a necessidade de


energia de um indivíduo é o gasto de energia quando o indivíduo possui um tamanho,
composição corporal e nível de atividade física consistentes com uma boa saúde a longo
prazo.

Sendo assim, começamos a avaliação pelo cálculo do Gasto Energético Basal (Taxa
Metabólica Basal), que é o maior responsável pelo gasto energético diário de uma
pessoa, correspondendo a cerca de 60 a 75% da necessidade diária de energia.

Gasto Energético Basal (GEB)? Taxa Metabólica Basal


(TMB)?
Estes termos, que são sinônimos, são definidos como a taxa mínima de energia gasta
em 24 horas, correspondendo à energia gasta para sobreviver, para manter o
funcionamento normal do organismo, como respiração, circulação sanguínea,
conservação da temperatura corpórea, dentre outros.

Esta taxa pode variar, sendo influenciada tanto por fatores individuais, quanto por
fatores ambientais. Entre os fatores individuais estão a idade (influencia o tecido
metabolicamente ativo do corpo), sexo (homens apresentam maior massa muscular que
as mulheres), atividade hormonal (concentração circulante dos hormônios tireoidianos,
concentração circulante de leptina, produção de catecolaminas, hormônios femininos no
ciclo menstrual), fase do ciclo menstrual, composição corporal e área de superfície
corporal em relação ao peso. Quanto aos fatores ambientais, podemos citar a ingestão
de certos alimentos, ingestão de cafeína, tabagismo, estresse, condições climáticas,
patologias e, principalmente, a prática de exercícios físicos.

Para a determinação do GEB, podem ser utilizados métodos diretos e indiretos. Como a
calorimetria direta, calorimetria indireta, água duplamente marcada e os métodos
preditivos, que são as famosas equações, largamente utilizadas pela maioria dos
nutricionistas.
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E então, qual método preditivo utilizar?
Nos métodos preditivos são utilizadas equações desenvolvidas por meio de estudos
populacionais. São métodos simples, de baixo custo e fáceis de serem calculados.
Porém, ao mesmo tempo, várias pesquisas já vêm demonstrando que algumas destas
equações tendem a superestimar ou subestimar o GEB, principalmente em indivíduos
com sobrepeso, obesos ou atletas, podendo ocasionar assim uma conduta nutricional
inadequada e, consequentemente, uma insatisfação por parte do paciente.

Diante deste fator, é importante que o nutricionista fique atento às fórmulas utilizadas,
caso este não consiga avaliar o GEB do paciente por outro método, como a calorimetria
e a água duplamente marcada, por exemplo.

Pode-se citar, dentre as equações mais utilizadas, as de Harris e Benedict (1919 – mais
utilizada para pacientes enfermos); FAO/WHO (1985 e 2004), Cunningam (1991 –
baseia-se na massa magra) e RDI (2005).

Teste de Calorimetria Indireta

Normalmente, como estas equações foram desenvolvidas em populações com peso e


composição corporal normais, é necessário que em caso de indivíduos com sobrepeso e
obesidade, utilize-se o peso corporal ajustado, exceto para as equações da RDI (2005)
que já possuem fórmulas específicas para este público.

Por isso, nutricionista, escolha a equação que mais se adequa ao seu trabalho! Ao se
empregar uma equação preditiva em sua conduta, é importante saber a população da
qual ela foi obtida e os fatores que afetam e alteram sua capacidade preditiva. E, sempre
que possível, submeta seu paciente a outros métodos, como a calorimetria indireta ou
a água duplamente marcada, por exemplo, a fim de obter um resultado mais fidedigno
de seu trabalho.

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Gostou?
Nas Planilhas Cookie® você encontra os cálculos para estimativa da Taxa Metabólica
Basal baseados na FAO (1985 e 2004), RDI (2005) e Cunnigham (1991). Assim, você
poderá comparar o resultado das 4 equações e escolher a que melhor se adequa ao
estilo de vida de seu paciente.

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Texto: Anne Karoline


Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

MELO, C.M.; TIRAPEGUI, J.; RIBEIRO, S.M.L. Gasto Energético Corporal: conceitos, formas
de avaliação e sua relação com a obesidade. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e
Metabologia, v. 52, n. 3, p. 452-464, 2008.

PEREIRA, M.P.; ROCHA, G.T.; SANTOS, L.G.M.; VIANA, G.C.G.; NAVARRO, A.C. Avaliação das
Equações de Predição da Taxa Metabólica Basal em Homens e Mulheres Ativos
Residentes em Brasília. DF, Brasil. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo, v. 2,
n. 8, p. 67-75, 2008.

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Imagem Calorimetria Indireta – Site Ortomolecular Dr. Higashi

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