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Roda de conversa sobre saúde mental (setembro amarelo) no dia

30/09/21. 
 Em resumo, foi citada a origem do setembro amarelo, em virtude de
homenagear o americano Mike Emme, um jovem de personalidade
carinhosa que tinha um Mustang 68 que ele mesmo pintou de amarelo.
Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio com apenas 17 anos. Em seu
funeral os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a
mensagem “se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções,
em 2003, a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de
setembro para ser o dia mundial da prevenção do suicídio. O amarelo do
mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.  
 Igualmente, foi apontada a obra “O suicídio” de Émile Durkheim, no qual
o filósofo destaca três tipos de suicídio: o egoísta (afim ao estenótipo do
sujeito solitário, desalentado e que “não vê mais sentido em viver”); o
anômico (De “anomia”, ausência de regras típicas de sociedades em crise
ou em transição histórica radical, exemplo é quando afeta o financeiro); o
altruísta (De identificação com o grupo tão intensa que põe em segundo
plano a existência individual, exemplo são os homens bomba). 
 Contudo, se apontou a porcentagem de suicídios, no qual as mulheres
lideram casos de violência autoprovocada, com 39,9% entre jovens de 15 á
29 anos, ou seja, as mulheres tentam mais o ato, porém não chegam a ceifar
a vida, pois elas visam prezar por morrer bela. Já os homens, são casos
efetivos de suicídio, chegando á 79%, ou seja, os homens concluir o ato,
visto que são mais violentos que as mulheres. Também foram ressaltados
os sintomas que levam ao suicídio, trata-se do mundo voltado para o
sucesso, a felicidade, no qual a própria sociedade cobra, a mesma vive
relações líquidas, do culto ao corpo, do consumismo, do superficial, entre
outras. Ademais, se têm como sintoma o amor, a proteção em excesso, pais
que não são capazes de dar espaço para o filho, e que o mesmo são criados
em bolhas já é um sintoma, no qual o indivíduo não será capaz de lidar com
fracasso, não adquire habilidade de lidar com frustrações. 
 Em suma, morrem mais pessoas por suicídio do que em guerra, por ano.
Assim o suicídio não é um ato de coragem ou de covardia, mas de
desespero profundo. Por consequência, um suicida que realmente ceifa sua
própria vida, já tentou várias outras vezes tirá-la, a pessoa se vê sem saída,
pelo desejo da fuga do sofrimento. Neste viés, quem busca o suicídio, da
vários sinais, porém na maioria dos casos não é percebida, por se criar
rótulos para tal, exemplo disso é quando se fala: “quer chamar atenção”, “é
falta de maturidade”, “é falta de amor próprio”, quando apenas a pessoa
está pedindo ajuda. Logo quando o indivíduo não é ouvido à vontade de
suicídio é maior.
 Por fim, se conclui com a pergunta: como não dar ferramentas para o
suicida em uma palestra? A resposta foi discutir temas de dificuldades do
dia a dia dando alternativas de ajuda e luz para tal problema. Não obstante,
proferiu o agravamento de ansiedade e depressão pós-pandemia, apontando
a ansiedade que está caminhando como que lado a lado da depressão.
Portanto as pessoas subestimam a saúde mental, consequentemente isso
resulta no crescimento do adoecimento mental.

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