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UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES

E s t a p e q u e n a o b r a n ã o t e m a p r e te n s ã o d e e s g o t a r o
a s s u n t o, m u i t o p e l o c o n t rá r i o , r e c o n h e c e m o s q ue a s R e g r a s
P a r l a m e n t a re s p a r a a i g r e j a s ã o m u i t o m a i s a m p l a s d o q u e o e x p o s t o
abaixo; todavia o nosso alvo são aqueles que ainda não tiveram a
o p o r t u n i d a d e d e se a p r o f u n d a r e m n o a s s u n t o, m a s q u e r e m t e r a l g u m a
b a s e ; e pa r a o s q u e j á f o r a m m a i s a d i a n t e u m a o p o r t u n i d a d e p a r a
relembrar ou atualizar-se.

Todos os Direitos Reservados. Copyright – 1999.


Está em vigor a Lei nº 9.610, de 19/02/98, que
legisla sobre Direitos Autorais, que diz que se
constitui crime reproduzir por xerocópia ou outros
meios, obras intelectuais sem a Autorização por
Escrito do autor.

REGRAS PARLAMENTARES
Edição 2004
INDICE
1 – INTRODUÇÃO . . . . . 04
2 – ELABORAÇÃO DA LEI. . . . . 05
3 – LEI: TÉC NIC A, HIER AR QUIA E C LAS S IF IC AÇ ÃO . 09
4 – REGIMENTO . . . . . . 12
5 – ESTATUTO I . . . . . . 21
6 – ESTATUTO II - DA IG RE JA E V. ASS . DE DE US
27
7 – BIBLIOGRAFIA . . . . . 50
3 J OR GE L EIB E
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I - INTRODUÇÃO

De acordo com os Estatutos e Regimentos


Internos das Convenções das igrejas evangélicas
no Brasil, as regras parlamentares que orientam as
assembléias da igreja são quase sempre parecidas.
Para tornar essas regras ao alcance de todos,
fazemos aqui, com adaptações, um apanhado de
como é elaborado os estatutos e regimentos e
funciona a aplicação nas igrejas em quase todos os
segmentos denominacionais.
Há no Brasil centenas de igrejas informais ou
clandestinas. Porém, quase que na totalidade das
legalizadas seus membros não têm conhecimento
dos Estatutos e Regimentos Interno que as rege,
quer por má-fé de suas diretorias (Pastor-
presidente), quer pela falta de interesse dos seus
membros. E ainda o mais grave é que a maioria das
igrejas evangélicas no Brasil não cumpre seus
estatutos e regimentos internos.
Em primeiro lugar veremos são elaboradas as
leis no Brasil. Visualizaremos desde do processo
legislativo, passando pelo ciclo elaborativo a
tramitação do projeto de lei.

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Depois abordaremos a hierarquia e a
classificação das leis no Brasil.
II - ELABORAÇÃO DA LEI

Processo Legislativo → Conjunto de atos


preordenados visando a
criação de normas de
Direito.
→ Conjunto de regras que
informa a elaboração da lei.
Elaboração compete ao Poder Legislativo com a
colaboração do Executivo.

Regime bicameral → projeto de lei é submetido às


duas Casas do Congresso Nacional (Câmara e
Senado Federal). Aprovado por uma, é revisto
por outra e enviado ao Presidente, se casa
revisora aprovar, ou arquivado, se rejeitar- art.
65, CF. Se emendado, volta à casa iniciadora.
Aprovado em ambas, projeto é enviado ao
Presidente para sanção, promulgação e publicação.

Tramitação = procedimento

Ciclo elaborativo → iniciativa, discussão, votação,


sanção, promulgação e
publicação. ↓

ou veto

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Discussão e votação – duas fases que são chamadas
por alguns autores englobadamente de
aprovação

Iniciativa: art. 61, CF → faculdade de se apresentar


projeto de lei ao legislativo. Impulso inicial.
Pode ser:
a) Concorrente: quando iniciativa é afeta a mais de
uma pessoa ou órgão;
b) Exclusiva: afeta a uma só pessoa ou órgão.

Iniciativa popular: art. 61, § 2 º , CF.


Participação direta do cidadão
Soberania popular: forma de democracia direta.

Aprovação → estudos, debates, redações, emendas,


discussão, e votação.
 Estudos: pareceres de comissões técnicas.
 Emendas: modificações nos projetos de lei.

Discussão – na Câmara e no Senado. Aprovado por


uma casa é revisto por outra, voltando à
origem se a 2 ª casa fizer emendas- art. 64, CF.

Não há prazo para aprovação, mas Presidente pode


pedir urgência.

Sanção → ato pelo qual chefe do Executivo


manifesta sua concordância com o projeto de
lei aprovado pelo legislativo. É a aprovação do
Executivo à deliberação do legislativo.
Transforma projeto de lei em lei . Lei nasce
com a sanção.

Sanção pode ser:


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a) expressa → Presidente da República (chefe do
Poder Executivo) declara anuência- assina projeto
de lei, convertendo-o em lei.
b) Tácita → Presidente deixa passar prazo de 15 dias
úteis do recebimento do projeto. Seu silêncio
importa em sanção.

Veto → ato pelo qual o Presidente manifesta


discordância com o projeto de lei apresentado.
É a manifestação contrária à conversão do
projeto de lei em lei- art.66, § 1 º , CF.

Presidente do Senado, comunicado pelo Presidente


da República através de mensagem, convoca as duas
casas do Congresso para apreciar o veto em sessão
conjunta: art. 66, § 4 º , CF.
Voto da maioria absoluta rejeita então o veto,
convertendo o projeto de lei antes vetado em lei. A
lei, após, é enviada para promulgação ao Presidente da
República.
Caso não obtido o voto da maioria absoluta dos
membros do Congresso, prevalece o veto presidencial
→ morre o projeto de lei na parte vetada.

Promulgação → ato pelo qual se atesta existência


formal e regularidade da lei. Proclamação.
Ocorre ao mesmo tempo que a sanção, na
seqüência natural imediata desta.

Publicação → torna a lei obrigatória na data


indicada para a vigência. Omitida esta data, a
vigência se dará 45 (quarenta e cinco) dias
após a publicação. É a divulgação , tornando a

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lei conhecida de todos → presume-se tal
conhecimento geral. É a difusão do texto legal.
Publicação se dá através do Diário Oficial.
Antigamente, o pregão era anunciado a toque de
tambor: divulgação simbólica apenas.
O Poder Executivo colabora de duas maneiras no
processo de elaboração das leis:

1 ª ) Iniciativa do Presidente → ler art. 61, § 1 º , CF →


leis pertinentes a servidores,
forças armadas etc.
→ impulso inicial reservado ao
Executivo.
Veja o que diz o § 1º do Art. 61:
“São de iniciativa privativa do
Presidente da República as que:
I – fixem ou modifiquem os efetivos das
Forças Armadas;
II – Disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou
empregos públicos na administração
direta e autárquica ou aumento de sua
remuneração ...”

2 ª ) Sanção, promulgação e publicação .

Medida Provisória → submetida ao referendo do


Congresso;
→ perde eficácia se não
convertida em lei em 30

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(trinta) dias. Procedimento
legislativo próprio.

III - LEI: TÉCNICA, HIERARQUIA


E CLASSIFICAÇÃO

1- Classificação quanto à hierarquia.


As normas hierarquicamente inferiores não podem
contrariar nem revogar as superiores.

a) Constitucionais → normas que disciplinam a


organização estrutural do Estado e os direitos
fundamentais do homem. Normas mais importantes
do ordenamento, superiores a todas as demais,
denominadas infraconstitucionais.

b) Complementares → Ex. Lei da Magistratura;


votadas pela legislatura ordinária para
regulamentar condições de aquisição e exercício de
direitos constitucionais não auto executáveis. Art.
59 e 69 CF.
Tem como função tratar de certas matérias que a
constituição entende que deva ser reguladas por
normas mais regidas.

c) Ordinárias → votadas pelos órgãos que a


Constituição investiu da função legislativa – Poder
Legislativo com colaboração do Executivo.
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O quorum legislativo exigido para sua aprovação
é especial, isto é, maioria absoluta.
Abaixo das Leis ordinárias tem-se decretos e
regulamentos , para pautar a execução da lei , de
competência do Poder Executivo.
Tais decretos são diferentes dos decretos
legislativos, provisões do Poder Legislativo em
matérias de sua estrita competência – art. 48 c/c 59,
VI, CF.

1) Classificação quanto à extensão territorial.


Não é hierarquia e sim distribuição de
competência, própria dos países de organização
federativa, como o Brasil.

a) Leis federais → votadas pelo Congresso Nacional


para aplicação em todo território, salvo exceções
de leis para regiões – art. 22 CF.
b) Estaduais → votadas pelas Assembléias
Legislativas para ter aplicação restrita à
circunscrição territorial do Estado.

Leis ordinárias : São frutos da atividade típica e


regular do poder legislativo. Ex. Código
Civil, Penal, defesa do consumidor e
etc.

c) Municipais → votadas pela Câmara dos Vereadores


para ter vigência nos limites do município – art. 29
CF.
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Municípios podem legislar sobre matéria de seu
interesse, impostos de sua competência e
organização dos serviços públicos locais -
autonomia municipal.
Veja o que diz Art. 29:
“O Município reger-se-á por lei orgânica,
votada em dois turnos, como intertício
mínimo de dez dias, e aprovada por dois
terços dos membros da Câmara Municipal,
que a promulgará, atendidos os princípios
estabelecidos nesta Consituição, na
Constituição dos respectivos Estados e os
seguintes preceitos:”

Doutrina dos Poderes Implícitos → art. 25, § 1 º


CF → Estado pode legislar sobre o que
não foi expressamente vedado na
Constituição, desde que não seja
inconstitucional e diga respeito à sua
administração, governo e serviços
( competência subsidiária ou implícita).
Tais poderes são reservados
constitucionalmente.
Veja o que diz o § 1º do Art. 25:
“São reservados aos Estados as
competências que não lhes sejam
vedadas por esta Constituição.”

Veremos a seguir um exemplo de regimento


interno:
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REGIMENTO

CAPÍTULO I

Das Assembléias
Art. 1º - As assembléias da igreja serão abertas
pelo presidente ou por seu substituto legal.
Art. 2º - No início da assembléia, após os
momentos inspirativos que deverão constar
de leitura bíblica, cânticos e orações, deverá
ser submetida à aprovação do plenário a
ordem do dia, encaminhada pelo presidente
ou substituto legal.

CAPÍTULO II

Dos Debates

Art.3º - Para ser discutido numa assembléia,


qualquer assunto deverá ser introduzido por
uma proposta, devidamente apoiada, salvo os
pareceres de comissões.
Art.4º - Aquele que desejar falar para apresentar
ou discutir uma proposta deverá levantar-se e
dirigir-se ao presidente, dizendo: “Peço a
palavra Sr. (ou irmão) presidente”.

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Art.5º - Concedida a palavra, o orador falará,
dirigindo-se ao presidente ou à assembléia,
expondo o seu assunto e enunciando
claramente a sua proposta que, quando for
muito extensa ou envolver matéria grave,
deve ser redigida e encaminhada à mesa.
Art.6º - Feita uma proposta, ela só será colocada
em discussão, se receber apoio por parte de
outro membro da igreja, o qual, dirigindo-se
ao presidente, dirá: “apoio a proposta feita”,
ou simplesmente “Apoiado”.
Art.7º - Colocada a proposta em discussão, os
membros que desejarem falar devem
levantar-se e solicitar a palavra ao
presidente.
Art.8º - O presidente concederá a palavra ao
membro que primeiro a solicitar e, quando
dois ou mais solicitarem a palavra ao mesmo
tempo, concedê-la-á àquele que estiver mais
distante da mesa.
Art.9º - Quando muitos oradores desejarem falar, o
presidente poderá ordenar a abertura de
inscrição, o que será deito pelo segundo –
secretário, seguindo rigorosamente a ordem
anotada.
Art.10 - Por voto do plenário, pode ser limitado o
tempo dos oradores.
Art.11 - Feita uma proposta, apoiada e posta em
discussão, qualquer membro pode apresentar
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uma proposta substitutiva, isto é, uma
proposta substitutiva, isto é, uma proposta
baseada na que originalmente foi feita, mas
modificando seus termos ou alcance.
Art.12 – Uma proposta substitutiva não pode
contrariar fundamentalmente a proposta
original.
Art. 13 – Uma vez proposto e apoiado um
substitutivo, a discussão passará a ser feita
em torno dele.
Art. 14 – Encerrada a discussão e posta a voto a
proposta substitutiva, se ela vencer,
desaparece a proposta original; se não
vencer, voltará à discussão a proposta
original.
Art.15 – Feita uma proposta e posta em discussão,
qualquer membro pode propor emenda a ela
para acrescentar palavras ou frases ( emenda
aditiva), para suprimir palavras ou frases
(emenda supressiva), ou para suprimir
palavras ou frases e acrescentar outras.
Art.16 – Apresentada e apoiada a emenda, a
discussão passará a ser travada em torno
dela.
Art. 17 – Encerrada a discussão sobre a emenda, o
presidente pô-la-á a votos; se vencer, será
acrescentada à proposta original, que depois
será posta a votos com a emenda.

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Art.18 – Para facilitar a discussão ou a votação, o
presidente poderá dividir uma proposta que
conste de vários pontos, submetendo à
votação cada ponto separadamente.
Art.19 – Uma proposta poderá ser retirada da
discussão, por solicitação expressa do seu
autor, com aquiescência do plenário.

CAPÍTULO III

Das Propostas Especiais

A . Para encerramento das discussões

Art. 20 – O plenário pode impedir a discussão da


matéria. Já suficientemente esclarecida, por
meio de aprovação de uma proposta, para
encerramento imediato da discussão, mesmo
havendo oradores inscritos.
Parágrafo Único – A proposta para encerramento
da discussão deve ser brevemente justificada.

B – Para adiamento

Art. 21 – Qualquer membro poderá propor o


adiamento, por tempo definido ou não, da
discussão de assuntos em debate, para que
sejam oferecidos esclarecimentos, se

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necessários, ao plenário, ou seja dada
preferência à matéria mais urgente.

Parágrafo Único – Em qualquer assembléia


posterior, qualquer membro poderá propor a
volta dos debates de assunto que esteja sobre
a mesa.

C. Reconsideração
Art.22 – Uma proposta para reconsideração só
pode ser feita por um membro que votou a
favor do assunto, que deseja ver
reconsiderado.
Art.23 – A proposta para reconsideração não pode
ser feita na mesma assembléia em que a
questão a reconsiderar foi votada.
Art.24 – Vencedora a proposta de reconsideração,
o assunto anteriormente aprovado volta à
discussão, podendo ser confirmada, alterada
ou anulada a decisão anteriormente votada.

D. Não admitem discussão


Art.25 – São propostas que não admitem discussão,
devendo ser imediatamente postas a votos,
uma vez apoiadas:
a) Para adiamento da discussão por tempo definido
ou indefinido;
b) Para encerramento das discussões e imediata
votação;
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c) Para dirimir dúvidas sobre questões de ordem;
d) Para responder consulta da mesa sobre questões
de ordem não previstas neste regimento;
e) Para que o assunto seja entregue ou devolvido a
uma comissão para reapresentação posterior;
f) Para a volta aos debates de assunto que tenha
sido adiado;
g) Para limitar o tempo dos oradores ou da
discussão sobre qualquer matéria;
h) Para prorrogação ou encerramento da
assembléia;
i) Para encaminhar o modo da discussão de um
parecer;
j) Para a concessão de honras especiais,
manifestações de pesar, de reconhecimento ou
de regozijo;
k) Para concessão do privilégio da palavra;
l) Para votação imediata da proposta original,
independente de suas emendas ou substitutivas.

CAPÍTULO IV

Da Votação
Art. 26 – Concluída a discussão, o presidente
anunciará com clareza a proposta que vai ser
votada, podendo determinar a sua leitura, se

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julgar necessário “Está em votação”, ou
equivalente.
Art.27 – Após a declaração, pelo presidente, de
que a proposta está em votação, a nenhum
membro poderá ser concedida a palavra sob
nenhum pretexto, antes que os votos sejam
contados.
Art.28 – Uma vez anunciado que a proposta está
em votação, o presidente deve pedir os votos
a favor.
Art. 29 – A seguir, o presidente pedirá que se
manifestem aqueles que são contra a proposta
e anunciará o resultado da votação.
Art.30 – Quando houver necessidade, a critério da
mesa, os votos podem ser contados.
Art.31 – Podem ser usadas as seguintes formas de
votação:

a) Levantarem uma das mãos os membros;


b) Colocarem-se de pé os membros;
c) Permanecerem sentados os que favorecem e
levantaremos que contrariam a proposta;
d) Permanecerem em silêncio os que favorecem;
e) Dizerem “sim” os que favorecem e “não” os que
contrariam.

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Art. 32 – As deliberações da igreja só terão
validade quando aprovadas em assembléias e
pela maioria dos membros presentes, exceto
os assuntos para os quais o Estatuto prevê
especial.
Art. 33 – Em certas votações é conveniente o uso
do escrutínio secreto.
Art. 34 – qualquer membro que julgar que houve
erro ou omissão na contagem dos votos
poderá requerer à mesa a recontagem, que
será feita imediatamente, sem discussão a
critério da mesa.
Art.35 – Qualquer membro que desejar, tendo sido
vencido na votação, poderá solicitar a
inserção em ata da justificação de seu voto,
que apresentará sucintamente.

CAPÍTULO V

Das Questões de Ordem

Art. 36 – Qualquer membro poderá solicitar a


palavra “Pela Ordem”, que será
imediatamente concedida, nas seguintes
circunstâncias:
a) Quando não está sendo observada a ordem dos
debates nos termos deste Regimento;

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b) Quando algum orador tratar de matéria alheia ao
debate em questão ou estranha à assembléia;
c) Quando desejar propor o encerramento da
discussão;
d) Quando desejar propor a votação imediata da
proposta original, independente de suas
emendas ou substitutivas.
Art.37 – Obtendo a palavra, o mesmo exporá
brevemente a questão de ordem, devendo a
matéria ser resolvida pelo presidente,
cabendo ao membro apelar para o plenário,
caso não concorde com a decisão do
presidente.
Art. 38 – O membro que desejar apartear um
orador deve primeiro solicitar-lhe o
consentimento e não falará se este não for
concedido.
Art. 39 – Os apartes devem ser feitos para
esclarecer o orador ou para fazer-lhe
perguntas, que esclareçam o plenário, sobre o
ponto que está em consideração.
Art.40 – O tempo concedido ao aparteante não será
descontado do tempo do orador que o
conceder.
Art.41 – Os apartes não devem ser discursos
paralelos ao do orador aparteado.

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Art. 42 – O presidente não pode ser aparteado, nem
o proponente ou relator que estiver falando
para encaminhar a votação.

ESTATUTO-1
Cada Igreja pode ter seu próprio Estatuto,
individualizado, atendendo suas necessidades
funcionais e locais quando for o caso. É bom
lembrar aqui que o mesmo tem de estar dentro da
legalidade, atendendo as exigências do Código
Civil e também a Moral Ética. Pois, nem tudo que
é legal, é ético. A partir destes princípios cada
grupo que estar formando uma igreja ou sendo
emancipado deve buscar orientação legal e ética
para não cair em erros comuns e fraudulentos,
como patrimônio da Igreja em nome do “Pastor” ou
de membro de sua família, mau uso dos recursos e
outros. Veja abaixo um exemplo de um estatuto :

CAPÍTULO I

DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS

Art. 1º - A Igreja tal , doravante neste Estatuto


denominada igreja, é uma comunidade
religiosa, com sede (com sede provisória) na
cidade de (nome da cidade) e compõe-se de

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número ilimitado de membros, sem distinção de
sexo, idade, nacionalidade, tendo sido
organizada em (data da organização
eclesiástica).

Art. 2º - A igreja reconhece como seu único cabeça


e suprema autoridade somente Jesus Cristo, e
para seu governo, em matéria de fé, culto,
disciplina e conduta, rege-se unicamente pela
Bíblia e adota a Declaração ou Norma
Doutrinária da (nome da Convenção que esta
ligada a igreja).

Art.3º - A igreja existe para os seguintes fins:

a) Reunir-se regularmente para culto de adoração a


deus, estudo da Bíblia e pregação do evangelho;
b) Promover por todos os meios e modos ao seu
alcance o estabelecimento do reino de Deus na
terra, cooperando com as demais igrejas nessa
missão.

CAPÍTULO II

DA ADMINISTRAÇÃO E REPRESENTAÇÃO

22 J OR GE L EIB E
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Art. 4º - A administração dos negócios da igreja
será exercida pela assembléia, que é o poder
soberano e administrador, tendo para executá-la
a diretoria da igreja, que se comporá de um
presidente, um vice-presidente, dois secretários
(1º e 2º ) e dois tesoureiros (1º e 2º), que
exercerão suas funções de acordo com os
deveres atribuídos a cada um, descritos em
regimento interno.

1º - O presidente, que será por força do seu cargo o


pastor da igreja, o é por tempo indeterminado, e
os demais membros da diretoria serão eleito
anualmente em sessão extraordinária da igreja,
a se verificar no último trimestre do ano, para o
exercício do mandato no ano civil subseqüente,
sendo permitida a reeleição de quaisquer
destes.

2º - Ao presidente cabe, além dos deveres


atribuídos ao cargo, representar a igreja em
juízo e fora dele, e em geral nas relações para
com terceiros, e junto com o diretor –
tesoureiro assinar escrituras de compra, venda
ou hipoteca, recibos, contratos e quaisquer
outros documentos alusivos a esses atos, abrir,
movimentar e liquidar contas para a igreja, em
bancos ou instituições similares, passar
procurações subestabelecê-las.

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Art.5º - Para a gerência de seus negócios, em geral
a igreja se reunirá em sessão ordinária,
extraordinária, em sua sede, todas elas sob a
direção do seu presidente e na ausência deste
pelo substituto legal, o vice-presidente, sendo
válidas as decisões que estejam de
conformidade com o que dispõem os Artigos 6º
e 7º. Deste Estatuto.

1º - Perderá todo e qualquer direito o membro que


deixar de fazer parte da igreja, quer a pedido,
quer por deliberação de qualquer sessão legal.

2º - As sessões ordinárias realizar-se-ão


normalmente, todos os meses, as
extraordinárias, quando legalmente convocadas,
conforme Regimento Interno, tantas vezes
quantas necessárias para eleição de diretoria
dos membros eleitos e reuniões especiais, ou
qualquer outro motivo que determine a sua
realização.

CAPÍTULO III

DO QUORUM

Art. 6º - dispensam quorum os assuntos tratados


em assembléias ordinárias.

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Art.7º - Os assuntos abaixo só podem ser tratados
em assembléia extraordinária, especialmente
convocada, e como o quorum mínimo de 2/3
(dois terços), de membros da igreja, com a
devida assinatura no competente livro de
presença:
a) Reforma deste Estatuto;
b) Aprovação ou reforma de regimento interno;
c) Mudança de sede da igreja;
d) mudança de nome da igreja;
e) eleição ou demissão de pastor;
f) Aquisição, oneração ou alienação de bens
imóveis.
Parágrafo Único – As alterações deste estatuto
não poderão eliminar os Artigos 2º e 3º e suas
alíneas, nem o Parágrafo 1º. Do Artigo 10.

CAPÍTULO IV

DA RESPONSABILIDADE DOS SEUS MEMBROS


Art. 8º - A diretoria e os membros não respondem
individual, nem mesmo subsidiariamente, pelas
obrigações da igreja.

CAPÍTULO V

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DA EXTINÇÃO DA IGREJA E DESTINO DO SEU
PATRIMÔNIO
Art. 9º - O patrimônio da igreja é constituído de
bens móveis, imóveis, provenientes de
contribuições voluntárias, doações e legados, e
será aplicado todo na manutenção de seus fins.
Art.10 – A igreja se constitui por tempo ilimitado e
só poderá ser dissolvida por consenso unânime
dos seus membros, a esse tempo residentes e
domiciliados na cidade de (sede da igreja).
1º - No caso de divisão da igreja, o patrimônio
pertencerá à maioria se os grupos
permanecerem fiéis ao que dispõem os Artigos
2º e 3º. Do presente Estatuto, ou à minoria fiel
ao que dispõem esses artigos, se houver
apostasia do maior número, devendo a decisão
ser dada por um concílio ou uma comissão
constituído de 6 (seis) pastores. Executando o
Presidente ou Secretário-executivo da
Convenção (nome da Convenção estadual), cada
grupo tendo o direito de escolher 3 (três)
componentes do referido concílio,
considerando-se vencido aquele grupo que a
isto se opuser.
2º - No caso de dissolução da igreja por consenso
de seus membros, será liquidado o seu passivo
e o saldo, se houver, entregue à Convenção
(citar o nome da Convenção estadual), ou outra
entidade congênere que a substitua.

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ESTATUTO-2
Desde que entrou em vigor o novo código civil,
várias foram as polêmicas levantadas, porém o artigo
que igualava as Igrejas à associações, foi alterado
permanecendo com era antes.
Mesmo assim, cabe ressaltar que cada igreja
deve ter em mente a igualdade entre homens e
mulheres, os direitos individuais, os direitos da
mulher, da criança e do adolescente, os direitos dos
idosos, todos eles legitimados pelo texto
constitucional. Assim sendo, as igrejas evangélicas
devem procurar adequar seus estatutos e regimentos
internos aos novos tempos de modernidade quanto aos
direitos das minorias, visando também fugir da
discriminação, precavendo-se de possíveis
interpelações judiciais quando aos administração e
negócios da igreja, bem como dos direitos e deveres
dos membros, e também os procedimentos
disciplinares, garantindo o contraditório e a ampla
defesa, com os meios e recursos a ele inerentes.
O Estatuto deve ser individualizado, atendendo
as necessidades funcionais e religiosas das igrejas
locais, quando for o caso.
É bom lembrar aqui que o mesmo tem de estar
dentro da legalidade, atendendo as exigências do
Código Civil e também a Moral Ética. Pois, nem tudo
que é legal, é ético. A partir destes princípios cada
grupo que estar formando uma igreja ou sendo
emancipado deve buscar orientação legal e ética para
não cair em erros comuns e fraudulentos, como
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patrimônio da Igreja em nome do “Pastor” ou de
membro de sua família, mau uso dos recursos e outros.
Veja abaixo um exemplo de um Projeto de Estatuto ou de
Adequação de estatuto :
EXEMPLO DE PROJETO DE ESTATUTO OU DE
ADEQUAÇÃO DE ESTATUTO

ESTATUTO DA IGREJA EVANGÉLICA


ASSEMBLÉIA DE DEUS

CAPÍTULO I
Denominação, Seus Fins, Sede, Duração e Foro.

Art. 1º A IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE


DEUS DE (EM)...., fundada em 1.9..., conforme
estatuto registrado sob o número 99.999, de 00 de
setembro de 1.9..., no Cartório do 1° Ofício,
reformado em 99 de dezembro de 1.9..., e em 99 de
dezembro de 2.000, registro número 9.999, de 99
de janeiro de 1.9..., no livro A-99 e número
99.999, livro A-42, respectivamente, do Cartório
do 4° Serviço Notarial e Registral de Títulos e
Documentos, desta comarca, pessoa jurídica de
direito privado, de natureza religiosa, sem fins
econômicos, tendo por finalidade principal, a
propagação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo, fundamentado na Bíblia Sagrada, bem como
a constituição e manutenção de igrejas e
congregações, sob o regime de filiais, com as
mesmas finalidades a que se propõe a igreja
central, de duração por tempo indeterminado, com
sede central, na Rua X, n° Y, Bairro H – Cidade
de..., Estado de..., Comarca onde tem seu foro
judicial.

28 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Art. 2º A Igreja Evangélica Assembléia de Deus de
(em)..., sediada em (cidade)-(Estado), titular do
CNPJ N°..., compreende a Igreja Central, seus
Setores e Congregações localizadas nesta Capital,
cidades e distritos do interior do Estado de... e
outras cidades e/ou municípios e seus respectivos
Distritos em que por ventura, no futuro, venham
ser implantados novas igrejas e construídos
templos, do mesmo ministério, fé e ordem,
conforme inscrição no Livro de Registro de Filiais,
fundadas pela Igreja central ou por ela
recepcionadas, entidades subordinadas à Igreja
central e regidas pelo presente Estatuto.
§ 1º Esta instituição, suas Filiais e Congregações
reger-se-ão pelo presente Estatuto em
conformidade com as determinações legais e
legislação pertinente à matéria em causa.
§ 2º Como finalidade secundária, propõe-se a fundar e
manter estabelecimentos culturais e assistenciais
de cunho filantrópico, sem fins econômicos.
Art. 3º Igreja Evangélica Assembléia de Deus de
(em)..., suas Filiais e Congregações, por afinidade
aos princípios espirituais que professam,
compartilham as regras de fé e práticas
doutrinárias das demais Assembléias de Deus no
Brasil, reconhecendo a... (SIGLA e Nome por
Extenso da Convenção e/ou Regional) e a CGADB
– Convenção Geral das Assembléias de Deus no
Brasil, sendo, entretanto, autônoma e competente
para, por si mesma, resolver qualquer questão de
ordem interna ou externa, administrativa, judicial
ou espiritual, que surgir em sua Sede, Filiais e
Congregações.
§ 1º Dita Igreja, embora autônoma e soberana em suas
decisões, onde for compatível e de seu legítimo
29 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
interesse, acatará as orientações e instruções
emanadas dessas entidades convencionais, em
especial, tratando-se de assuntos que resguardem a
manutenção dos princípios doutrinários praticados
pelas Assembléias de Deus no Brasil, em
conformidade com a Bíblia Sagrada. Esta
instituição, suas Filiais e Congregações reger-se-
ão pelo presente Estatuto em conformidade com as
determinações legais e legislação pertinente à
matéria em causa.
§ 2º A Igreja se relaciona com as demais da mesma
denominação, fé e ordem, obrigando-se ao respeito
mútuo da respectiva jurisdição territorial,
podendo, porém, voluntariamente, prestar e
receber cooperação financeira e espiritual, mui
especialmente na realização de obras de caráter
missionário, social, como asilo, orfanato e
educacional.

CAPÍTULO II
Principais Atividades

Art. 4º A Igreja enquanto ente associativo exerce as


seguintes atividades:
I – pregar o evangelho, discipular e batizar novos
convertidos;
II – através dos seus membros, priorizar a manutenção
da igreja, seus cultos, cerimônias religiosas, cursos
educacionais, culturais e assistenciais de cunho
filantrópico;
III – promover escolas bíblicas, seminários,
congressos, simpósios, cruzadas evangelísticas,
encontros para casais, jovens, adolescentes,

30 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
crianças, evangelismo pessoal e outras atividades
espirituais;
IV – fundar instituições assistenciais e culturais, sem
fins econômicos.

CAPÍTULO III
Dos Requisitos para a Admissão do Associado-Membro

Art. 5º A admissão ao quadro de membros da Igreja


far-se-á, obedecidos os requisitos deste Estatuto,
mediante conhecimento prévio das atividades e
objetivos da igreja e seus pertinentes segmentos,
acompanhada da declaração de aceitação das
normas estatutárias em vigor firmado pelo
associado, inclusive, confissão expressa que crê,
respeita e concorda:
I – na Bíblia Sagrada, como única regra infalível de fé
normativa para a vida e o caráter cristão;
II – em só Deus, eternamente subsistente em três
pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo;
III – na liturgia da igreja, em suas diversas formas e
práticas, suas doutrinas, costumes e captação de
recursos;
IV – as condições expressas nos artigos 8°, 9°, seus
incisos e alíneas, deste Estatuto.

CAPÍTULO IV
Dos Membros, Seus Direitos e Deveres
Art. 6º A Igreja terá número ilimitado de membros, os
quais são admitidos na qualidade de crentes em
Nosso Senhor Jesus Cristo, sem discriminação de
sexo, nacionalidade, cor, condição social ou
política, desde que aceitem voluntariamente as
doutrinas e a disciplina da igreja, com bom
31 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
testemunho público, batismo em águas por
imersão, tendo a Bíblia Sagrada como única regra
infalível de fé normativa para a vida e formação
cristã.
Art. 7º São direitos dos membros:
I – receber orientação e assistência espiritual;
II – participar dos cultos e demais atividades
desenvolvidas pela igreja;
III – tomar parte das assembléias ordinárias e
extraordinárias;
IV – votar e ser votado, nomeado ou credenciado.

Art. 8º São deveres dos membros:


I – cumprir o Estatuto, bem como as decisões
ministeriais, pastorais e das assembléias;
II – contribuir, voluntariamente, com seus dízimos e
ofertas, inclusive com bens materiais em moeda
corrente ou espécie, para as despesas gerais da
igreja, atendimentos sociais, socorro aos
comprovadamente necessitados, missionários,
propagação do evangelho, empregados a serviço da
igreja e aquisição de patrimônio e sua conservação;
III – comparecer as assembléias, quando convocados;
IV – zelar pelo patrimônio moral e material da igreja;
V – prestigiar a igreja, contribuindo voluntariamente
com serviços para a execução de suas atividades
espirituais e seculares;
VI – rejeitar movimentos ecumênicos discrepantes dos
princípios bíblicos adotados pela igreja; VII –
freqüentar a igreja e cuidar com habitualidade;
VIII – abster-se da prática de ato sexual, antes do
casamento ou extraconjugal.

Art. 9º Perderá sua condição de membro


(associado), inclusive seu cargo e função, se

32 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
pertencente à Diretoria ou ao Ministério, aquele
que:
I – solicitar seu desligamento ou transferência para
outra igreja;
II – abandonar a igreja;
III – não pautar sua vida conforme os preceitos
bíblicos, negando os requisitos preliminares de que
trata o art. 5°, incisos I, II e III;
IV – não cumprir seus deveres expressos neste estatuto
e as determinações da administração geral;
V – promover dissidência manifesta ou se rebelar
contra a autoridade da igreja, Ministério e das
Assembléias;
VI – vier a falecer;
VII – o membro que não viver de acordo com as
doutrinas da Bíblia Sagrada, praticando:
a) o adultério (Ex 20. 14);
b) a fornicação (Ex 20. 14);
c) a prostituição (Ex 20. 14);
d) o homossexualismo (Lv 18. 22; 20. 13; Rm 1.26-
28);
e) relação sexual com animais (Lv 18. 23-24);
f) o homicídio e sua tentativa (Ex 20. 13; 21. 18-19);
g) o furto ou o roubo (Ex 20. 15);
h) crime previsto pela lei, demonstrado pela
condenação em processo próprio e trânsito em julgado
(Rm 13. 1-7);
i) rebelião (I Sm 15. 23);
j) a feitiçaria e suas ramificações (Ap 22.15; Gl 5.19).

CAPÍTULO V
Do Procedimento Disciplinar

33 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Art. 10. Ao membro acusado, é assegurado o
contraditório e a ampla defesa, com os meios e
recursos a ele inerentes.
Art. 11. Instaurar-se-á o procedimento disciplinar
mediante denúncia que conterá a falta praticada
pelo denunciado, a indicação das provas e a
assinatura do denunciante dirigida ao pastor da
igreja que, ato contínuo, determinará pela abertura
do procedimento disciplinar.
Art. 12. Instaurado o procedimento disciplinar, o
acusado será notificado do ato, para querendo,
exercer o seu direito de ampla defesa.
Art. 13. Não serão objeto de prova os fatos notórios,
incontroversos ou confessados.
Parágrafo Único – O membro só será considerado
culpado após o trânsito em julgado da decisão
administrativa devidamente apurada em todas as
instâncias cabíveis.
Art. 14. Os membros da Diretoria da Igreja (art. 29),
cumulativamente, exercem em 1ª (primeira)
instância, a função de Órgão Disciplinar.
§ 1º As condições expressas nos artigos 8°, 9°, incisos
e alíneas deste Estatuto, são faltas que ensejam a
abertura do procedimento disciplinar contra todos
os membros da Igreja.
§ 2º Sendo o caso, representante da Diretoria da
Igreja, comunicará ao plenário da mesma, nos
cultos administrativos ou de ensino, o
desligamento do membro considerado culpado e
passivo de disciplina, nos termos previstos neste
Estatuto.
§ 3º Da decisão que desligar membro da Igreja, caberá
recurso à Assembléia Geral Extraordinária, desde
que requerido pelo membro desligado ou seu
34 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
representante legal, no prazo não superior a trinta
(30) dias contados da comunicação da respectiva
punição.
Art. 15. Ensejam motivos para abertura do
procedimento disciplinar contra os integrantes do
Ministério da Igreja (pastores, evangelistas,
presbíteros diáconos e demais responsáveis por
Departamentos, Conselhos, Superintendências e
outros órgãos de apoio) as faltas previstas nos
artigos 8° e 9°, incisos e alíneas, além destas, mais
as seguintes:
I – a desídia no desempenho das atribuições
eclesiásticas;
II – o descumprimento das decisões administrativas;
III – a improbidade administrativa;
IV – a prevaricação.
§ 1º Uma vez instaurado o procedimento disciplinar, o
membro do Ministério da Igreja denunciado será
afastado de suas funções, até a decisão final.
§ 2º Tratando-se de acusação contra o Pastor
Presidente ou membro da Diretoria da Igreja,
encerrada a instauração e procedendo a acusação, o
Presidente da Diretoria ou seu substituto legal,
convocará sessão extraordinária da Assembléia
Geral para a comunicação da denúncia,
indiciamento do acusado e criação da respectiva
Comissão Disciplinar, que será composta por sete
pastores, pessoas que não façam parte da Diretoria,
e pelo menos um (01), deve ser formado em
Direito.
§ 3º Os membros da Igreja, inclusive os que compõem
o quadro ministerial, independentemente do cargo
ou função que ocupe em favor desta, estão sujeitos
às seguintes penalidades:

35 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
I – advertência;
II – suspensão;
III – desligamento.
§ 4° Por decisão da Assembléia Geral, será permitida a
readmissão do associado, mediante pedido de
reconciliação e nova proposta de aceitação das
condições previstos no art. 5° e incisos.
§ 5° As penalidades previstas nos incisos I, II e III, do
§ 3°, acima, serão dosadas e aplicadas de acordo
com a gravidade da falta, conforme previsto no
Regimento Interno desta Igreja.

CAPÍTULO VI
Dos Recursos, Aplicações e Patrimônio .

Art. 16. Os recursos serão obtidos através de ofertas,


dízimos e doações de quaisquer pessoas, física ou
jurídica, que se proponha a contribuir, e outros
meios lícitos.
Art. 17. Todo movimento financeiro da igreja será
registrado conforme exigências técnicas e legais
que assegurem sua exatidão e controle.
Art. 18. A patrimônio da igreja compreende bens
imóveis, veículos e semoventes, que possua ou
venha possuir, na qualidade de proprietária, os
quais serão em seu nome registrados, e sobre os
quais, exercerá incondicional poder e domínio.
§ 1º Os recursos obtidos pela Igreja e seus segmentos
oficiais, conforme disposto neste Capítulo (VI),
integram o patrimônio da igreja, sobre os quais,
seus doadores não poderão alegar ter direitos, sob
nenhum pretexto ou alegação.
§ 2º Aquele que, por qualquer motivo, desfrutar do uso
de bens da igreja, cedido em locação, comodato ou
36 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
similar, ainda que tática e informalmente, fica
obrigado a devolvê-los quando solicitado e no
prazo estabelecido pela Diretoria, nas mesmas
proporções e condições de quando lhes foram
cedidos.
§ 3º A Igreja, suas Filiais e Congregações, não
responderão por dívidas contraídos por seus
administradores, obreiros ou membros, salvo
quando realizadas com prévia autorização, por
escrito, do seu representante legal, nos limites
deste Estatuto e legislação própria.
§ 4° Nenhum membro da igreja responderá, pessoal,
solidária ou subsidiariamente, pelas obrigações
assumidas por obreiros ou administradores, porém,
responderá esta com seus bens, por intermédio do
seu representante legal.
Art. 19. Em caso de total dissolvência da Igreja
Evangélica Assembléia de Deus de (em)..., todos
os seus bens reverterão em favor da Convenção
Regional e/ou Estadual que a Igreja estiver ligada.
Parágrafo Único – Na hipótese de uma cisão, o
patrimônio da Igreja ficará com o grupo que,
independentemente do seu número, permanecer
vinculado a Igreja sede e Convenção Regional e/ou
Estadual que a Igreja estiver ligada.

CAPÍTULO VII
Das Assembléias

Art. 20. A Assembléia Geral é constituída por todos


os membros da Igreja que não estejam sofrendo
restrições de seus direitos na forma prevista neste
estatuto; é o órgão máximo e soberano de decisões,
com poderes para resolver quaisquer negócios da
37 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Igreja, inclusive, decidir, aprovar, reprovar,
ratificar ou retificar os atos de interesse da Igreja
realizados por qualquer órgão da mesma, suas
Filiais e Congregações, presidida pelo Pastor
Presidente, e as deliberações serão tomadas pela
maioria simples de voto, salvo disposições em
contrário previstas neste Estatuto.
Parágrafo Único – A convocação far-se-á mediante
aviso de púlpito e/ou edital de convocação no local
de avisos, com antecedência mínima de 15 (quinze)
dias.
Art. 21. Conforme a natureza dos assuntos a serem
tratadas, as Assembléia convocadas poderá ser
Ordinária ou Extraordinária.
Art. 22. A Assembléia Geral Ordinária será realizada
uma vez por ano, no mês de janeiro, para,
mediante o sistema de aclamação ou por escrutínio
secreto, promover a eleição da Diretoria, exceto do
Pastor Presidente, e dos demais membros da
Comissão de Exames de Contas.
Parágrafo Único – Os pastores dos Setores e das
Igrejas filiadas, os Superintendentes da Escola
Bíblica Dominical, os responsáveis pela Secretaria
de Missões, pelos departamentos da Igreja,
Assessorias Jurídicas e de Comunicação e Equipes
diversas, serão indicados pela Mesa Diretora, “ad
referendum” da Assembléia Geral.
Art. 23. A Assembléia Geral Extraordinária se
reunirá, a qualquer tempo, para tratar de assuntos
urgentes de legítimo e exclusivo interesse da
Igreja, nos casos que justifiquem a referida
convocação especial, tais como:
I – alterar o Estatuto;

38 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
II – elaboração ou alteração de Regimentos ou Atos
Normativos;
III – oneração, alienação, cessão ou locação de bens
patrimoniais;
IV – autorização para contratação de empréstimos,
financiamentos ou obrigações que comprometam
isoladas ou cumulativamente, mais de 30% (trinta
por cento) da receita média mensal da Igreja nos
últimos 12 (doze) meses;
V – casos de repercussão e interesse da geral da Igreja
omissos neste estatuto;
VI – destituir os administradores;
VIII – deliberar sobre recurso interposto da decisão
que disciplinar membro ou obreiro da Igreja;
IX – conhecer dos relatórios anuais de funcionamento
dos órgãos da administração da Igreja.
Parágrafo Único – Para as deliberações a que se
referem os incisos I e VI, é exigido o voto
concorde de dois terços dos presentes à assembléia
especialmente convocada para esse fim, não
podendo ela deliberar, em primeira convocação,
sem a maioria absoluta dos membros, ou com
menos de um terço nas convocações seguintes.
Art. 24. É facultado ao membro ser representado por
procurador, na Assembléia da Igreja que deliberar
sobre matéria constante dos incisos I e VI do
artigo 23, devendo o instrumento de procuração
conter, obrigatoriamente:
I - os poderes outorgados;
II - a identificação da Assembléia;
III - o período de validade da procuração;
IV - as respectivas identificações civis e da Igreja do
outorgante e outorgado.

39 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Parágrafo único . Para os fins deste artigo o
outorgante e outorgado deverão estar no pleno
cumprimento deste Estatuto.
Art. 25. A convocação de uma assembléia geral será
feita na forma deste estatuto ou por solicitação de
1/5 (um quinto) dos membros da Igreja, através de
memorial encaminhado à Diretoria da Igreja, na
pessoa do Pastor Presidente, como devido
protocolo, contendo os nomes, as assinaturas, os
números de cartões de membros, bem como o
motivo da realização da mesma, sendo obrigatória
a sua realização sob pena de responsabilidade do
Pastor Presidente da Igreja em causa.
Art. 26. As matérias constantes nos incisos II, III, IV
e V do artigo 23, deste Estatuto, serão aprovadas
por voto concorde da maioria simples dos membros
presentes em uma assembléia geral, ressalvado o
disposto no parágrafo único do artigo 23 deste
estatuto.

CAPÍTULO VIII
Da Administração

Art. 27. A Diretoria, órgão de direção e representação


da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de
(em)..., é composta de:
I – Presidente;
II – 1° Vice-Presidente;
III – 2° Vice-Presidente;
IV – 1° Secretário;
V – 2° Secretário;
VI – 1° Tesoureiro;
VII – 2° Tesoureiro;

40 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
§ 1º O pastor da Igreja sede é o seu Diretor-Presidente
e seu mandato será por tempo indeterminado,
observado as disposições estatutárias;
§ 2º Excetuando-se o Pastor Presidente, todos os
membros da Diretoria serão eleitos em Assembléia
Geral Ordinária, conforme art. 22, e empossados
imediatamente, e terão mandato de 1 (um) ano,
permitida a recondução e permanecerão em seus
cargos até a posse de seus substitutos;
§ 3º A Comissão de Exame de Contas, composta de 3
(três) membros efetivos com igual número de
suplentes, eleitos em Assembléia, com mandato
coincidente ao da Diretoria, nomeado dentre eles,
pela Diretoria, o Presidente e o Relator, sendo
vedado para eles à ocupação de cargos passíveis de
auditagem, e imprescindível, ao menos para o
Relator, a qualificação técnica para o desempenho
de suas funções, a qual compete examinar:
I – Regularmente, no mínimo uma vez a cada
trimestre, os relatórios financeiros e a contabilidade
da Igreja, conferindo se os documentos, lançamentos e
totalizações estão corretos e dar o parecer nas
Assembléias, recomendando implantação de normas
que contribuam para melhor controle do movimento
financeiro da Igreja, quando for o caso;
II – o cumprimento das obrigações financeiras
assumidas pela Igreja ou entidades por ela lideradas,
envio de ofertas missionárias, e outros compromissos;
III – o cumprimento das obrigações trabalhistas,
previdenciárias, tributárias e outras perante os órgãos
públicos em geral.
Art. 28. A Diretoria exercerá suas funções
gratuitamente, estando os seus membros cientes de
que não poderão exigir ou pretender remuneração
de qualquer espécie, bem como a participação de
41 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
lucros, dividendos, bonificações ou vantagens do
patrimônio ou rendas da Igreja, sob qualquer forma
ou pretexto.
Art. 29. Compete à Diretoria, como órgão colegiado:
I – Exercer as funções de órgão disciplinar da Igreja,
em 1ª (primeira) instância;
II – elaborar e executar o programa anual de
atividades;
III – contratar e demitir funcionários, fixando-lhes a
remuneração;
IV – homologar, de conformidade com o estabelecido
em seus respectivos estatutos, os membros da
Diretoria e outros órgãos das Entidades da Igreja;
V – indicar os nomes dos pastores dirigentes de suas
Igrejas, Setores e Filiais, os membros responsáveis
pelos Departamentos, Superintendência, Comissões
de Assessoria e equipes;
VI – nomear, pela indicação do Presidente, os
membros de Comissões ou Coordenadorias
Especiais para assuntos jurídicos, imprensa e
outras, que servirão de assessoria para a Diretoria.
VII – desenvolver atividades e estratégias que
possibilitem a concretização dos alvos prioritários
da Igreja;
VIII – primar pelo cumprimento das Normas da Igreja;
IX – elaborar os Atos Normativos que se fizerem
necessários;
X – administrar o patrimônio geral da Igreja em
consonância com este estatuto;
XI – comunicar eventuais desligamentos de membros
da Igreja.
Art. 30. Ao Presidente compete:

42 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
I – representar a Igreja, ativa e passivamente, judicial
e extrajudicialmente, inclusive, se necessário,
constituir procurador para a defesa da Igreja;
II – convocar e presidir as Assembléias Ordinárias e
Extraordinárias;
III – apresentar alvos prioritários à Igreja;
IV – participar ex-officio de todas as suas
organizações, podendo fazer-se presente a
qualquer reunião, independentemente de qualquer
convocação;
V – zelar pelo bom funcionamento da Igreja;
VI – cumprir e fazer cumprir o Estatuto;
VII – supervisionar as Igrejas filiadas, Departamentos,
Superintendência, Comissões e Equipes da Igreja;
VIII – autorizar despesas ordinárias e pagamentos;
IX – assinar com o Secretário Atas das Assembléias,
Ministério, Presbitério e da Diretoria;
X – abrir, movimentar e encerrar contas bancárias, em
nome da Igreja, juntamente com o Tesoureiro;
XI – assinar as Escrituras Públicas e outros
documentos referentes às transações ou averbações
imobiliárias da Igreja, na forma da lei;
XII – praticar, ad referendum da Diretoria, atos de
competência desta, cuja urgência recomende solução
imediata;
XIII – indicar o Co-pastor, que exercerá a função de
auxiliar o Pastor-presidente ou quem suas vezes
fizer, na realização e administração dos cultos e
cerimônias religiosas em geral.
Art. 31. Compete aos Vice-Presidentes, pela ordem:
I - substituir, interinamente, o Presidente em suas
ausências ou impedimentos ocasionais, sucedendo-o
em caso de vacância;
II – auxiliar o Presidente no que for necessário.

43 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Art. 32. Compete aos Secretários, por sua ordem de
titularidade ou em conjunto:
I – secretariar as Assembléias, lavrar as atas e as ler
para aprovação, providenciando, quando necessário,
o seu registro em Cartório;
II – manter sob sua guarda e responsabilidade, os
Registros de Atas, Casamentos, Batismos em Águas,
Rol de Membros, e outros de uso da Secretaria,
deles prestando conta aos Secretários eleitos para a
gestão seguinte;
III – assessorar o Presidente no desenvolvimento das
Assembléias;
IV – manter atualizado o rol de membros da Igreja;
V – expedir e receber correspondências relacionadas à
movimentação de membros;
VI – elaborar, expedir ou receber outros documentos
ou correspondências decididas pela Assembléia, ou
pela Diretoria, bem como receber as que se
destinarem à Igreja;
VII – manter em boa ordem os arquivos e documentos
da Igreja;
VIII – nas reuniões da Diretoria, assessorar o
Presidente, elaborando as respectivas Atas, e
anotando as propostas que devem ser encaminhadas
à Assembléia;
IX – elaborar e ler Relatórios da Secretaria, quando
solicitado pelo Presidente;
X – outras atividades afins.
Art. 33. Compete aos Tesoureiros, em sua ordem de
substituição ou em conjunto, executar,
supervisionar e controlar as atividades
relacionadas a:
I – recebimento e guarda dos valores monetários;
II – pagamentos autorizados, mediante comprovantes
revestidos das formalidades legais;
44 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
III – abrir, movimentar e encerrar contas bancárias,
em nome da Igreja, juntamente com o Presidente;
IV – elaboração e apresentação de relatórios, mensais
e anuais;
V – contabilidade;
VI – obrigações trabalhistas, previdenciárias,
tributárias e outras perante os órgãos públicos,
inclusive as relativas a construções;
VII – elaboração de estudos financeiros e orçamentos,
quando determinados, observados os critérios
definidos;
VIII – outras atividades afins.
Art. 34. Os membros da Diretoria da Igreja não serão
responsáveis pelas obrigações que contraírem em
nome da Igreja, em virtude de ato regular de
gestão, respondendo, porém, civil, penal e
administrativamente, quando for o caso, por
violação da lei, deste estatuto e de outros atos
normativos da Igreja.
Art. 35. A vacância ocorrerá nos seguintes casos:
jubilação e/ou aposentadoria por invalidez,
transferência, morte, renúncia, abandono,
desligamento da Igreja por transgressão
administrativa ou espiritual devidamente apurada.
Parágrafo Único – Ocorrendo vacância da
Presidência, o 1° Vice-Presidente convocará a
Assembléia Geral Extraordinária, no prazo de 30
(trinta) dias para eleger o novo Presidente.

CAPÍTULO IX
Da Separação de Obreiros

45 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Art. 36. A separação de Diáconos e Presbíteros é ato
da competência da Igreja, conforme preceitos
bíblicos.
Parágrafo Único – Fica a cargo da Convenção
Estadual e/ou Regional a aprovação e ordenação
dos Ministros, Evangelistas e Pastores, indicados
pela Igreja de que trata este Estatuto.

CAPÍTULO X
Da Jurisdição e das Igrejas e Congregações Filiadas

Art. 37. O campo de atuação ministerial da Igreja


abrange em sua jurisdição administrativa e
territorial a sede, os bairros, distritos e municípios
onde mantém igrejas e congregações filiadas, que
são subordinadas à Igreja Central.
Art. 38. Todos os bens imóveis, veículos ou
semoventes da Igreja sede, das Igrejas e
Congregações filiadas, bem como quaisquer
valores em dinheiro, pertencem legalmente, de fato
e de direito, à IGREJA SEDE, sendo a fiel
mantenedora das mesmas, estando, portanto, tudo
registrado em seu nome, conforme a legislação
vigente do país.
§ 1° – A Igreja exercerá incondicionalmente e a
qualquer tempo os poderes de domínio e
propriedade sobre os referidos bens patrimoniais.
§ 2° – No caso de cisão, nenhuma Igreja ou
Congregação filiada, terá direito sobre os bens
patrimoniais da Igreja ou Congregação sob sua
guarda e responsabilidade direta, ainda que os
dissidentes sejam a maioria da Igreja ou
Congregação filiada em referência, pois esses bens
pertencem à Igreja sede (matriz).

46 J OR GE L EIB E
UNIVERSALCURSOS REGRAS PARLAMENTARES
Art. 39. É vedado às Igrejas ou Congregações filiadas,
pelos seus dirigentes, praticar qualquer operação
financeira estranha as suas atribuições, tais como:
penhora, fiança, aval, empréstimo bancário ou
pessoal, alienação ou aquisição de bens
patrimoniais, bem como registrar em Cartório Ata
ou estatuto, sem deliberação prévia e por escrito
do representante legal da Igreja Sede, sendo nulo
de pleno direito qualquer ato praticado que
contrarie o presente Estatuto.
Art. 40. As Igrejas e Congregações filiadas prestarão
contas de suas atividades e movimento financeiro
periodicamente, conforme determinado pela
Diretoria, em relatórios preenchidos com toda a
clareza, e com a respectiva documentação probante
anexada.
Art. 41. É de competência da Diretoria o
gerenciamento dos movimentos financeiros das
Igrejas e Congregações filiadas. Despesas ou
melhorias somente poderão ser realizadas após
prévia autorização do colegiado de diretores.
Art. 42. A emancipação de qualquer igreja filiada
somente poderá ocorrer com a observância de
todas as condições deste artigo:
I – proposta do Pastor-Presidente com deliberação
favorável do Ministério e da Igreja, através de
Assembléia Geral Extraordinária específica;
II – aprovação do Estatuto da nova Igreja nesta mesma
Assembléia Geral Extraordinária;
III – obrigações patrimoniais, financeiras e sociais em
dia, inclusive perante a Igreja Sede.

CAPITULO XI
Das Disposições Gerais
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Art. 43. A Igreja, como pessoa jurídica, legalmente


habilitada perante os poderes públicos, responderá
com os seus bens pelas obrigações por ela
contraídas.
Art. 44. Qualquer membro que ocupar cargos na
Diretoria, Comissão de Exame de Contas ou
direção de Igrejas e Congregações filiadas, e
deseja candidatar-se, a cargo eletivo da política
secular ou qualquer outro empreendimento
incompatível com as suas atribuições
administrativas ou ministeriais, deverá afastar-se
de suas atividades enquanto perdurar seu intento.
Parágrafo Único – Findando o período de campanha
eleitoral, o membro afastado poderá ser
reintegrado, a critério da Diretoria ou do
Ministério da Igreja, desde que não tenham
ocorrido fatos que desabonem sua conduta.
Art. 45. Observado as ressalvas expressas nos artigos
23 e 24, seus parágrafos e incisos, este Estatuto
somente poderá ser reformado, parcial ou
totalmente, em casos especiais, por deliberação
favorável de 2/3 (dois terços) dos membros em
Assembléia Geral Extraordinária, convocada para
esse fim, com antecedência mínima de 30 (trinta)
dias, mediante proposta previamente aprovada pela
Diretoria.
Art. 46. A Igreja somente poderá ser extinta por
sentença judicial ou por Aprovação unânime de
todos os seus membros em comunhão, reunidos em
Assembléia Extraordinária convocada para esta
finalidade, com a participação de representante

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credenciado pela Convenção Estadual e/ou
Regional a que a Igreja esteja ligada.
Parágrafo Único – Em caso de dissolução, depois de
pagos todos os compromissos, os bens da Igreja
reverterão em benefício da Convenção Estadual
e/ou Regional, ou ainda conforme dispuser
resolução da Assembléia Extraordinária convocada
para esta finalidade.
Art. 47. São órgãos de Apoio Administrativo que
funcionam vinculados à Diretoria da Igreja:
I – a Comissão de Exame de Contas;
II – a Comissão de Conselho e Doutrina;
III – o Departamento de Patrimônio;
IV – o Departamento Pessoal;
V – o Departamento de Obras.
Art. 48. E Aos órgãos de Apoio Administrativo
competem assessorar a Diretoria nas áreas
específicas, emitindo parecer sempre que
solicitado.
Parágrafo Único – As especificações funcionais,
atribuições e demais atividades dos Órgãos de
Apoio Administrativo de que trata o art. 51 e
incisos, de I a V, serão detalhados e
regulamentados no corpo do Regimento Interno,
Regulamentos e Atos Normativos.
Art. 49. Os Regimentos Internos, Regulamentos e
Atos Normativos da Igreja e suas Entidades
assistenciais não poderão contrariar os termos
deste Estatuto.
Parágrafo Único – Novas entidades jurídicas, ao
serem criadas, poderão elaborar seus Estatutos e
Regimentos, observados os princípios
estabelecidos neste Estatuto.
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Art. 50. Os casos omissos no presente Estatuto serão
resolvidos pela Assembléia Geral.
Art. 51. Este Estatuto revoga o anterior, registrado
sob o n° 99.999, Protocolo n° 999.999, no livro n°
A-99, do 9° Serviço Notarial e Registral de Títulos
e Documentos, em 99/99/9999, da Comarca da
Cidade de...(Cidade) – (Estado), e passa a vigorar
após a aprovação e registro em Cartório
competente, cuja certidão deverá ser encaminhada
à Secretaria da Convenção Estadual e/ou Regional,
ficando revogados disposições ao contrário.
Cidade, Estado, Data e Assinatura abaixo.

“QUE O SENHOR DEUS VOS PROSPERE


ABUNDANTEMENTE .”
BIBLIOGRAFIA

1. MORAES, Rubens. Legislação para Igrejas.


CPAD, RJ, 1997.
2. PEREIRA, Genésio. Igreja, Pessoa Jurídica –
Registro e Controle. JUERP, RJ, 1994.
3. LEIBE, Jorge, S. Pereira. Introdução à
Administração Eclesiástica . FATUN, RJ,
1998.
4. LEIBE, Jorge, S. Pereira. Cerimonial e
Liturgias. FATUN, RJ, 1999.
5. DUCAN, David D. Ministrando a Palavra de
Deus – ICI – 1991 - Bélgica.
6. Projeto de Estatuto – da CGADB – Assembléia
de Deus no Brasil – RJ – 2004.

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7. Código Civil – Ed. SARAIVA , 2001
8. Constituição Federal. Ed. Revista dos
Tribunais, RJ, 2000.

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