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Absinto ou Losna

Nome Científico: Artemisia absinthium Linné.


Família: Compostas; Asteraceae.
Outros Nomes: Losna; Absíntio; Losna maior; Grande absinto; Acintro; Acinto; Alenjo;
Sintro; Alvina; gotas amargas; Erva Santa; Erva de Santa Margarida; Erva do Fel; Erva dos
Vermes; Erva dos Bichos; Erva dos Velhos; Artemísia de folhas médias; Absinto - Ajenjo
(Esp.); Assenzio (It.); Absinthe (Fr.); Wormwood (Ing.); Wermut (Al.).
Descrição:
Originária da Europa, a planta é uma herbácea perene.
As folhas são bem recortadas de cor cinza esverdeadas e por vezes esbranquiçadas na parte
inferior, dá a losna uma coloração diferenciada de outros vegetais, inclusive da mesma
espécie, são folhas distintas na parte inferior que se apresentam trinatipartidas e as
superiores quase sésseis divididas em largos lobos. Caule ereto e pubescente, chegando até
1,20 mt de altura e uma coloração, verde prateada e canelada.
As sumidades floridas são amarelas, miúdas, tubulosas, formando em conjunto uma grande
panícula, com capítulos globosos e pendentes, formando lindos cachos. Em algumas regiões
do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol
intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as
flores.
Seu nome latino significa: ‘sem prazer’. Em grego, a palavra losna significaria "privada de
doçura”.
Sabor amargo e cheiro aromático. Contém substancias poderosa que podem tanto curar como
intoxicar.
Também é muito importante lembrar que a losna ou absinto (Artemisia absinthium L.) não
deve ser confundido com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum L.)
que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.
Parte utilizada: Folha, talho e sumidade florida.
Propriedades Medicinais:
O absinto é famoso desde tempos muito antigos, pelas suas virtudes medicinais, sendo
inclusive citado num papiro egípcio que data de 1.600 a.C.
Repelente de piolho, anti-séptica, afrodisíaca, reumatismo, rins, circulação e sistema nervoso.
As propriedades amargas da losna ou absinto são como, tônicos, eupépticas, carminativas e
estimulantes da secreção e mobilidade gástrica, por isso é estomacal, aperitiva e aperiente.
Boa contra gases, diarréia, azia, cólica, dispepsia, espasmo e vomito.
São prescritas na atonia digestiva, com anorexia e constipação, dos anêmicos convalescentes
e neurastênicos. Fortificante e estimulante de apetite bom para anemias e fraquezas em
geral. É estimulante para o cansaço mental e físico.
O absinto é classificado, como emenagogo tem sido indicado na amenorréia e dismenorréia
por inércia uterina (astenia uterina ou atonia uterina). Afecção uterina.
Propriedades vermífugas  e antelminticas (oxiúros, áscaris), febrífugas e abortivas (em doses
tóxicas). O chá bem concentrado é bom para aliviar verme.
Usada corretamente e sem excessos, a infusão da losna pode aumentar a secreção biliar,
favorecendo o funcionamento do fígado e, ingerida meia hora antes da refeição, pode agir
como estimulante do apetite e auxiliar da digestão.
Contra-indicação: Jamais indicá-la nas gestações e em período de amamentação (pois
torna o leite amargo) e aplicá-las em crianças. O suco ou extrato não deve ser de consumo
interno, pois são tóxicos. Esta planta poderá desencadear processos alérgicos. Não deve ser
usado por quem estiver em tratamento radioterápico, nem portadores de ulceras e gastrites.
Jamais deve ser utilizada em excesso, por ser tóxica ataca o sistema nervoso e o cérebro,
podendo aparecer vertigens, convulsões, crises epileptiformes, câimbras muscular, tremores,
delírios e outros sintomas. A combinação entre a dosagem de álcool e as substâncias
presentes nesta planta pode ser perigosa e, por essa razão, a maioria dos especialistas
costuma recomendar o uso da losna ou absinto na forma de infusão (no máximo duas xícaras
de chá ao dia) e evitar a extração do sumo por maceração.
Utilização: Água, infuso, decocto, pó, extrato, extrato-fluido, tintura, vinho, xarope, etc.
Infuso: 20 g de folha em 1 litro de água por 10 min. Tomar 1 colher de sopa de hora em
hora.
Cerveja de Absinto: uma parte de folhas de losna para 30 partes de cervejas, deixando
macerar por 24 horas. Bom contra Lombrigas e oxiúro.

Propriedades Energéticas:
Planeta: Marte
Esta planta já era citada nas sagradas escrituras (Bíblia) e é apresentada como símbolo de
prova. E dizem que essa característica foi até citada num provérbio de Salomão que teria
declarado: "a infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um
fim amargo como a losna".
Na Grécia Antiga esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça.
Daí a origem de seu nome científico.
No século XIX, registraram-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso
de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de
absinto era usado como alucinógeno e não com finalidades medicinais.

Absinto

Uma erva muito potente para ajudar a curar feridas internas, mas também nos oferece a
habilidade de poder interagir com os Mortos.

Pesquisa Recente:
A mística do Absinto como bebida alucinógena tinha razão de existir, garante cientistas norte-
americanos que descobriram no princípio ativo da Artemísia absinto, a alfa-tuyona, um
elemento químico altamente tóxico que pode causar convulsões, alucinações e surtos
psicóticos.
A tuyona encontrada em garrafas de Absinto chegava, segundo relatos ainda não totalmente
esclarecidos, a 250 partes por milhão.
Hoje, no mundo, o limite de tuyona é de 10 PPM (partes por milhão). Essas porcentagens não
causam, de acordo com as autoridades da saúde, nenhum mal à pessoa que consome a
bebida. Resta agora apenas a alta porcentagem de álcool.
Essa porcentagem foi definida ser querer pelo médico e monarquista francês Pierre Ordinaire
que, exilado na Suíça em 1972, utilizou a Artemísia absinto para produzir um remédio para a
digestão.
Para potencializar os efeitos da poção, o médico acabou acrescentando 70% de álcool à
alquimia. Dos pacientes, que pareciam aos seus contemporâneos muito mais dispostos e
alegres, a bebida passou para os bares e garrafas já com a mística da "Fada Verde" devido à
cor esverdeada e aos efeitos em quem a bebia.
Enquanto porcentagem alcoólica o Absinto não passa de outra bebida qualquer, segundo a
professora e pesquisadora de bebidas alcoólicas da Unicamp (Universidade Estadual de
Campinas), Adilma Scamparini.
Para a pesquisadora, tomar um cálice de Absinto ou uma dose de uísque não faz a menor
diferença. "A quantidade de álcool ingerido não depende da graduação da bebida, mas da
quantidade que a pessoa consome, evidentemente", observa a professora.
De acordo com os dois produtores do absinto nacional, Mario Reuter Camargo, da Uniland
Export e Rui Galvanni, da Dubar, a utilização dos corantes hoje serve para atender a normas
de padrão de partes de milhão da tuyona mantidos em 10 ppm.
"Antigamente o produto era submetido à destilação depois de permanecer em infusão. O
destilado era submetido então a uma nova infusão na presença de plantas bem verdes para a
obtenção da cor verde esmeralda, o que potencializava os princípios ativos da tuyona. Hoje,
interrompemos o processo para manter os 10 ppm e adicionamos corantes para produzir a
cor característica", explica Galvani.

Outros Usos:
Protege lãs e cobertores.
É utilizada no preparo do Vermute e do Licor de Absinto.
A palavra "vermute" tem tudo a ver com a losna: significa "warmwurz", ou seja, "raiz quente"
e é o nome da losna em alemão.
O licor de absinto era muito apreciado por famosos poetas e artistas como Van Gogh,
Rimbaud, Baudelaire e Toulouse-Lautrec, entre outros. Ao que tudo indica, aquele destilado
de ervas cor verde-esmeralda, também chamado de "fada verde", seria o responsável pelo
comportamento bizarro de Van Gogh.

Cultivo:
Clima temperado.
A losna se propaga por meio de sementes, por divisão de touceiras ou por estaquia.
O solo ideal para o cultivo deve ser argilo-arenoso, fértil e profundo, bem drenado e rico em
matéria orgânica.
Para o plantio em vasos ou jardineiras, é essencial garantir uma profundidade de 30 cm, mais
ou menos.
A planta é muito resistente a doenças, raramente é atacada por insetos, porém, é essencial a
retirada de ervas daninhas que podem prejudicar o seu desenvolvimento.
Recomenda-se cautela com a aplicação de adubos ou fertilizantes (naturais ou químicos), pois
o excesso pode prejudicar o aroma da losna. A adição de composto orgânico em doses
controladas favorece o cultivo.
Se a finalidade da colheita for as folhas, deve-se retirá-las aos primeiros sinais da formação
dos futuros órgãos de reprodução, para evitar a perda dos princípios ativos. Caso a finalidade
seja obter as flores, a colheita deve ser realizada assim que estas começam a se formar, pois
a planta permanece florida por cerca de sete dias e, após esse período, as flores se tornam
muito sensíveis, desmanchando-se e caindo com facilidade.
Para melhor conservação, a losna pode ser armazenada seca: coloque as folhas e flores
estendidas em local ventilado, longe da exposição aos raios solares e depois guarde em
caixas de madeira, de preferência.

Fontes: "CORANTES TIRAM O BRILHO MÍSTICO DA 'FADA VERDE' MODERNA": ("Folha On-line", 10/FEV/2001);
Losna ou Absinto Medicinal ou Tóxico: Rose Aielo Blanco – site: Jardim de Flores.
Plantas Aromáticas e Medicinais: Igor Francisco von Hertwig. Editora Ícone.