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Atividade

Faça dois parágrafos de desenvolvimento sobre o tema “Alternativas para combater a pirataria digital
entre os brasileiros” e, em seguida, elabora um esquema de proposta de intervenção para cada argumento
desenvolvido.

Sugestões de repertórios.

1.

Nunca se vendeu tantos cursos virtuais como nessa fase pandêmica. A maioria deles são referentes a educação
financeira e investimentos na bolsa de valores, talvez em razão das grandes altas da Bovespa em 2019 e início de 2020,
baixíssima rentabilidade do CDI nos últimos anos aliada à nova busca por fontes variadas de renda. Ocorre que a lógica
consumerista é bastante previsível – e nem sempre lícita; isso é, na medida em que se aumenta a procura de algo,
invariavelmente a pirataria cresce. Assim, diversos cursos virtuais têm sido vendidos por terceiros sem qualquer
autorização daquele que o produziu, em manifesta violação de direitos autorais. Para piorar, os preços de vendas são
quase sempre irrisórios, o que fomenta ainda mais a procura do consumidor. Lamentavelmente, o brasileiro possui uma
cultura de aceitação a produtos pirateados. Desde a bolsa imitando determinada grife, passando-se pelos CDs e DVDs,
e, agora, cursos virtuais. No entanto, a venda destes, além de não gerarem receita econômica ao país (não recolhimento
de impostos), causa grande prejuízo aos produtores de conteúdo digital, cujo trabalho e sustento dependem de suas
legítimas vendas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br/negocios/pirataria-digital-tambem-e-crime-e-as-consequencias-sao-diversas/

2.

De acordo com Matheus Silveira Pupo e João Paulo Mazzieiro, ambos advogados de Thiago Nigro e Bruno
Perini, cujos produtos foram pirateados, afirmam que “o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de venda de
produtos virtuais falsificados. O impacto econômico é absurdo. Além disso, aquele que o compra também comete crime
e pode ser condenado a pagar indenização aos produtores de conteúdo digital”. Pirataria é crime e está previsto no art.
184 do Código Penal, com pena de até quatro anos de prisão, além do pagamento de multa. Já para aquele que compra
o produto pirateado sabendo desta qualidade, pratica o delito de receptação, punido com pena de até um ano de prisão,
além de multa (art. 180 do CP). “É importante, portanto, a conscientização do consumidor. Estamos atentos e tomando
todas as medidas policiais e judiciais para coibir tais crimes e punir os responsáveis”, disseram Pupo e Mazzieiro.

3.

Em março de 2020, a pandemia da Covid-19 forçou o país a ficar em casa – ou tentou, pelo menos. E assim, esse
processo de digitalização foi muito acelerado, uma vez que era a única alternativa para muitos setores da economia.
Uma prova disso foi o crescimento em 73,88% em vendas do e-commerce brasileiro em 2020, segundo o índice MCC-
ENET. Os streamings também sentiram o impacto: o Globoplay, streaming da Globo, teve aumento de 145% no
número de assinaturas em comparação com o ano anterior; a Netflix atingiu a marca de 200 milhões de assinantes; e
juntos, os dois streamings somam mais assinantes do que a TV paga no Brasil. Por outro lado, o compartilhamento ilegal
de conteúdo também foi facilitado. Segundo dados do SimilarWeb, só nos dois primeiros meses da pandemia, os dez
maiores sites de pirataria no Brasil cresceram quase 50%. O professor Victor Varcelly, advogado e mestre em
Comunicação na Contemporaneidade, explica: “Hoje copiar é muito mais fácil. Quantas vezes, na época de escola, a

E-mail: profanavictoria.carlos@gmail.com
gente não pegava um caderno de um colega para copiar e era um trauma? Às vezes, se gastava uma hora fazendo só
isso. Aí veio a xerox e, em segundos, já se tinha uma cópia. Agora, no digital, com duas teclas já é possível fazer isso.”

4.

Segundo autoridades, o crime segue crescendo, porque existe demanda. Consumidores que buscam algo mais em
conta. O que essas pessoas não levam em consideração é que neste caso, o barato sai caro. E atrapalha muito o
crescimento econômico e a geração de emprego no país. “Principalmente quando a economia não está bem e o setor
industrial, que poderia ficar versátil e atender outros mercados, não consegue, porque tem produtos paralelos no mercado
que não deixam ele também participar daquele item, por exemplo. Eles acabam interferindo numa fatia grande aí para
indústria”, diz Perci Totini Filho, dono de uma fábrica de brinquedos há nove anos
A fábrica de Perci emprega pouco mais de 80 funcionários, e ele acredita que, sem a competição com os produtos
piratas, o crescimento do negócio e a contratação de novos funcionários seria quase imediata. “A cada período de novos
itens que nós iríamos produzir era ingresso de novos funcionários para poder trabalhar junto e fazer o atendimento ao
comércio. Então, o crescimento de 20%, 25%, seria impossível não acontecer”, diz.
“[Sem pirataria] teríamos mais indústrias, mais empregos, mais inovação, mais geração de tecnologias atuais. Você
fortaleceria os elos da economia, você teria produtos certificados pela Anatel e pelo Inmetro garantindo a segurança das
pessoas. Você teria um mercado saudável, onde você reverteria esses recursos vindos das compras desses produtos para
o próprio mercado, para o Brasil, gerando então o desenvolvimento”, diz Vismona, do FNCP.
Já está claro que a conta da pirataria é paga pelo governo, pelos empresários e pla população. A questão é: como
quantidades tão grandes de materiais falsificados conseguem passar por tantos órgãos de fiscalização?
“Eles vão ficar testando e ocultando das mais diversas formas a carga dentro de containers, trazendo aí nos aeroportos,
na fronteira seca, em meio a cargas lícitas muitas vezes”, diz Richard Fernando Amoedo Neubarth, delegado da
alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto de Santos.

E-mail: profanavictoria.carlos@gmail.com

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