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EXPERIMENTE 

— JOGAR O BINGO DOS SONS INICIAIS...

Jogar o bingo dos sons iniciais

Este jogo busca pôr em prática, de forma divertida, a análise de


palavras, sons e sílabas semelhantes. Por meio dele, as crianças são estimuladas a observar propriedades do sistema alfabético (como ordem,
estabilidade e repetição de sons/letras nas palavras) e semelhanças sonoras (sílabas iguais, rimas, aliterações etc.). Assim, brincam com as palavras de
maneira criativa e criadora.

Público-alvo: alunos em processo inicial de alfabetização.

Objetivos:
• Compreender que as palavras são compostas por unidades sonoras que podem ser pronunciadas separadamente.
• Observar semelhanças sonoras nas sílabas iniciais de palavras.
• Perceber que palavras diferentes têm partes sonoras iguais.
• Identificar a sílaba como unidade fonológica.
• Desenvolver a reflexão sobre as propriedades sonoras das palavras (consciência fonológica) e sua forma escrita.

Material:
• 15 cartelas com seis figuras (cada cartela) e as palavras escritas correspondentes.
• 30 fichas com palavras escritas que têm o mesmo som inicial das palavras que dão nome às figuras das cartelas.
• 1 saco para guardar as fichas de palavras.

Como jogar:
As crianças podem jogar o bingo individualmente ou em duplas.  Cada criança ou dupla recebe uma cartela.

Para começar, combine com eles as regras do jogo. Explique que dentro do saco estão fichas com palavras (Anexo 1) que começam com o mesmo som
das palavras que eles têm nas cartelas. Diga que você vai tirar uma ficha por vez e ler em voz alta para eles. A tarefa é circular as palavras que
começam com som igual. Dê alguns exemplos e escreva na lousa, circulando os sons iniciais parecidos
(como casa, cachorro, caminho; janela,jaula, jabuticaba) para que se familiarizem com o jogo.  Peça que eles deem exemplos também. A seguir, leia o
texto das regras (Anexo 2) para que entrem em contato com o gênero instruções de jogos. Certificando-se de que eles entenderam como se joga,
comece a retirada e a leitura das fichas, uma a uma. Durante o jogo, percorra a sala para verificar as dificuldades; caso restem dúvidas, retome as
regras, lendo e explicando.

Quando sortear as palavras, faça a leitura em tom alto, pausadamente, e procure sempre dar um tempo para que todos os alunos possam ouvi-las
claramente e compará-las às palavras e imagens impressas em sua cartela.  No caso de o jogo ser em duplas, sugira que as crianças conversem sobre
suas hipóteses, antes de marcar a palavra cantada.

Quando alguém completar a sua cartela, gritará: BINGO! Você pode escrever as palavras na lousa para conferência do que foi assinalado e fazer as
intervenções necessárias. Então o jogo pode reiniciar com novas cartelas, se estiverem animados...

Ao final do jogo, proponha a reflexão sobre as partes semelhantes entre as palavras e peça que os estudantes identifiquem a sílaba oral inicial e sua
forma escrita. 

Variantes: podem-se criar cruzadinhas ou atividades de completar


palavras com lacunas nas sílabas iniciais. Os alunos com hipótese alfabética poderão, com base nas cartelas, formar outras palavras que começam com
as mesmas sílabas orais. Se quiserem avançar, podem criar palavras com essas sílabas no meio ou no fim.

Adaptado de: CEEL/UFPE; MEC. Manual didático – Jogos de Alfabetização. Pernambuco: 2009.

Conheça o Manual didático – Jogos de alfabetização em Para Aprofundar. 

Interpretação de hipóteses de escrita


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Qual é a hipótese de escrita de Renata?

 Pré-silábica, sem variações quantitativas ou qualitativas dentro da palavra e entre as palavras. O aluno diferencia desenhos (que
não podem ser lidos) de “escritos” (que podem ser lidos), mesmo que sejam compostos por grafismos, símbolos ou letras. A leitura que
realiza do escrito é sempre global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

 Pré-silábica com exigência mínima de letras ou símbolos, com variação de caracteres dentro da palavra, mas não entre as
palavras. A leitura do escrito é sempre global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

 Pré-silábica com exigência mínima de letras ou símbolos, com variação de caracteres dentro da palavra e entre as palavras
(variação qualitativa intrafigural e interfigural). Neste nível, o aluno considera que coisas diferentes devem ser escritas de forma
diferente. A leitura do escrito continua global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

 Silábica sem valor sonoro convencional. Cada letra ou símbolo corresponde a uma sílaba falada, mas o que se escreve ainda
não tem correspondência com o som convencional daquela sílaba. A leitura é silabada.

 Silábica com valor sonoro convencional. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência
com o som convencional daquela sílaba, em geral representada pela vogal, mas não exclusivamente. A leitura é silabada.

 Silábico-alfabética. Este nível marca a transição do aluno da hipótese silábica para a hipótese alfabética. Ora ela escreve
atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas.

 Alfabética. Neste estágio, o aluno já compreendeu o sistema de escrita, entendendo que cada um dos caracteres da palavra
corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba. Agora, falta-lhe dominar as convenções ortográficas.
 Alfabética. Neste estágio, o aluno já compreendeu o sistema de escrita, entendendo que cada um dos caracteres da palavra
corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba e também domina as convenções ortográficas.

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