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Física e Química

Prepare-se bem e conquiste sua vaga!

Edicão Intensivo para


Química

ATUALIZADA você alcançar a


Física e

2021 nota máxima

29
Questões
caem nas provas

para praticar
Temas que mais

Química Termologia Óptica


Matéria, Termometria, Resistores, Potência
Substância e Calorimetria e e Circuitos Elétricos
Estados Físicos Termodinâmica Simples

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Sumário

Física 3
Notação Científica 3
Mecânica: Cinemática 4
Mecânica: Dinâmica 6
Mecânica: Hidrostática 10
Mecânica: Trabalho 11
Mecânica: Potência 11
Mecânica: Energia 11
Eletromagnetismo 12
Óptica: Reflexão 18
Óptica: Refração 19
Termologia 19

Química 21
Constituição da Matéria 22
Estequiometria 25
Ligações Químicas 28
Pressão de Vapor (Pv) 30
Equilíbrio químico 31
Química Orgânica 32
Termoquímica 35
Eletroquímica 37
Radioatividade 39

Como cai no Enem 41

Gabarito 50

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Fabio Goulart Maldonado

Física
Ciência humana que estuda a
natureza e seus fenômenos: os
"porquês" das coisas e da vida

Na tentativa de compreender a natureza, o homem tem in-


teresse em praticamente tudo o que nos cerca. Como a matéria
é formada? (átomos) Porque as coisas caem? (gravidade) Como
são formadas as cores? (refração) Porque a Terra gira? (gravida-
de e magnetismo) Porque raios caem na Terra? (carga elétrica)
Porque o som é lento? (velocidade, ondas e propagação) Porque
as coisas esquentam e esfriam? (energia e mudança de estado)
e muitas outras questões que alimentam a física e sua investi-
gação do mundo.

Notação Científica
Com a necessidade de medir coisas muito grandes ou pe-
quenas demais (distâncias entre planetas, tamanho de células,
massa de um elétron), cientistas melhoraram a escrita do nú-
mero através de uma representação numérica chamada Nota-
ção Científica: uma forma de se reduzir a escrita de um número.
Deve ser escrito sob a forma "n . 10x". n é um número maior ou
igual a 1 e menor que 10 (1 d n < 10) e x um expoente inteiro.

Apostilas ENEM Ed.04 | Física e Química 7.908.182.028.337


Enem | Física e Química 3
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Ordem de Grandeza: as unidades de como estiver dentro do carro, ele parecerá parado
são medidos ou quantificados. Maior ou me- (você em relação ao carro), se você estiver
nor, mais ou menos. São conveniados pelo fora do carro e parado em algum ponto, ele
Sistema Internacional de Medidas. A Física estará em movimento. O movimento é con-
utiliza o MKS (metro, quilograma, segundo) e siderado em relação ao seu referencial. Tome
o CGS (centímetro, grama, segundo). Portan- cuidado com as pegadinhas.
to para as conversões (andar com a vírgula)
de unidades, usamos a notação científica "n
. 10x" para números muito extensos. Assim
Mecânica: Cinemática
sendo, 1 quilômetro é escrito 1.103.
Velocidade
Medidas de Comprimento: metro (m) A velocidade de um corpo é a relação en-
km hm dam m dm cm mm tre o deslocamento em determinado tempo.
1 0 0 0, Pode ser considerada a grandeza que mede a
rapidez de deslocamento de um corpo. É uma
Grandeza Vetorial e Escalar grandeza vetorial, ou seja, tem um módulo
(valor numérico), uma direção (vertical, hori-
Grandeza escalar: não precisa de orienta- zontal, ...) e um sentido (para frente, cima, di-
ção. Apenas o valor da grandeza basta para reita, norte, ...). Para as questões elementares
deixar claro sua ideia. Exemplo: o tempo. do Enem, onde há deslocamento apenas em
Quando alguém lhe informa as horas não in- uma direção (unidimensional), convém tratá-
teressa o sentido, se é para cima, para baixo, -la como uma grandeza escalar (com apenar
na horizontal, etc. valor numérico).
Grandeza vetorial: precisa de orientação. As unidades de velocidade comumen-
Apenas o valor da grandeza não é suficiente te adotadas são m/s (metro por segundo) ou
para deixar claro sua ideia. Exemplo: veloci- km/h (quilômetro por hora).
dade e deslocamento. Quando alguém lhe diz No Sistema Internacional (S.I.), a unida-
que um carro está a 50 km/h, falta a informa- de padrão de velocidade é o m/s. Por isso, é
ção se é: para frente, para trás, no horizontal, importante saber efetuar a conversão entre o
na vertical, para o norte, leste ou sul. Neces- km/h e o m/s, que é dada pela seguinte rela-
sita de uma orientação representada por um ção:
vetor (uma seta) que indica sua direção e sen-
tido. 1 km = 1000 m
1h 3600 s
Módulo Direção (horizontal)
Daí tiramos o fator de conversão: m/s . 3,6
= km/h e vice-versa km/h: 3,6 = m/s.
Sentido (para a direita)
Velocidade Média (Vm)

O referencial também é importante para Indica o quão rápido um objeto se desloca


a utilização da Física. Imagine um carro em em um intervalo de tempo médio ('t) e é dada
movimento numa estrada a 50 km/h. Se você pela seguinte razão:

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Vm = 's qual deve ser a distância entre o atirador e a
't parede?

Vm = Velocidade Média Dados: 't = 2,5 s e Vm = 340 m/s


's = Espaço do deslocamento (posiçãofinal –
posiçãoinicial ou "sfinal - sinicial") Aplicamos a equação horária do espaço:
't = Intervalo de tempo (tempofinal – tem- "sfinal = sinicial + v. 't", mas o eco só será ouvi-
poinicial ou "tfinal - tinicial") do quando o som "ir e voltar" da parede. Então
Sfinal = 2S.
Exemplo: Um carro se desloca de São
Paulo-Capital até São Simão. Sabendo que a 2S = 0 + 340 m . 2,5 s
distância entre as duas cidades é de 300 km e s
que o percurso iniciou às 7 horas e terminou ao 2S = 850 m S = 850 m S = 425 m
meio dia, calcule a velocidade média do carro 2
durante a viagem:
Não confunda o "S" que simboliza o des-
's = posição final – posição inicial locamento/espaço do "s" que simboliza o
's = (300 km) – (0 km) segundo/tempo.
's = 300 km Movimento progressivo: quando um cor-
po se desloca num sentido que coincide com
't = tempo final – tempo inicial a orientação da trajetória, para frente, v > 0 e
't = (12 h) – (7h) 's > 0.
't = 5 h Movimento retrógrado: quando um corpo
se desloca num sentido contrário ao sentido
Então: Vm = 's 300 km da orientação da trajetória, para trás, v < 0 e
60 km/h
't 5 h 's < 0.
Velocidade relativa: é a velocidade de um
Movimento Uniforme (MU) móvel em relação a um outro móvel referen-
cial.
Quando um móvel se desloca com uma Movimento retilíneo uniforme (MRU): um
velocidade constante, diz-se que este móvel corpo se desloca com uma velocidade cons-
está em um movimento uniforme (MU). A tante em trajetória reta. Variações de espaços
equação horária do espaço (s) pode ser de- iguais em intervalos de tempo iguais.
monstrada a partir da fórmula de velocidade
média. Movimento Uniformemente
Variado (MUV)
sfinal = sinicial + v. 't
É um movimento onde há variação de ve-
Exemplo: Um tiro é disparado contra um locidade, ou seja, o móvel sofre aceleração (D)
alvo preso a uma grande parede capaz de à medida que o tempo passa. Se essa variação
refletir o som. O eco do disparo é ouvido de velocidade for sempre igual em intervalos
2,5 segundos depois do momento do golpe. de tempo iguais, então dizemos que este é um
Considerando a velocidade do som 340 m/s, Movimento Uniformemente Variado/Acele-

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rado, ou seja, que tem aceleração constante e a distância total percorrida em seu interior foi
diferente de zero. igual a 10 cm?
A aceleração (D) média pode ser entendida
como sendo a razão da variação da velocida- Apesar de o problema pedir o tempo que
de ('V) pela variação do tempo (t). a bala levou, para qualquer uma das funções
horárias, precisamos ter a aceleração. Para
D = 'V calculá-la usa-se a Equação de Torricelli: v2 =
't v02 + 2D's

Movimento acelerado: o valor da acele- 02 = (200)2 + 2D(0 - 0,1)


ração possui o mesmo sinal da velocidade. D
e V possuem mesmo sinal. A velocidade au- As unidades foram passadas para o Siste-
menta. ma Internacional "S.I." (10 cm = 0,1 m).
Movimento retardado: o valor da acele-
ração possui sinal contrário ao da velocidade. - 40000 = 0,2D
D e v possuem sinais contrários. A velocidade D = - 40000 D = - 200000 m/s2
diminui. 0,2

Com a equação horária da posição MUV Agora, é possível calcular o tempo gasto:
podemos fazer previsões de como o movi-
mento se comportará em um valor de tempo v = v0 + Dt
qualquer.
0 = 200 + (- 200000)t
S = s0 + v0t + Dt 2

2 t= - 200 = 0,001 s = 1 ms
- 200000
S = posição final do corpo
So = posição inicial do corpo
vo = velocidade inicial do corpo Mecânica: Dinâmica
D= aceleração
t = tempo Leis de Kepler

Equação de Torricelli: é usada quando se Nicolau Copérnico (1473~1543) mostrou


conhece apenas os valores da velocidade e da que o Sol estava no centro do universo (He-
distância percorrida: liocêntrico), e os planetas descreviam órbi-
tas circulares ao seu redor. Johanes Kepler
v2 = v02 + 2D's (1571-1630) enunciou as leis que regem o
movimento planetário, utilizando anota-
Exemplo: Uma bala que se move a uma ções do astrônomo Tycho Brahe (1546-
velocidade escalar de 200m/s, ao penetrar 1601).
em um bloco de madeira fixo sobre um muro, 1ª Lei de Kepler - Lei das Órbitas: os pla-
é desacelerada até parar. Qual o tempo que a netas descrevem órbitas elípticas em torno do
bala levou em movimento dentro do bloco, se Sol, que ocupa um dos focos da elipse.

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do com que não caiam uns sobre os outros e
Planeta
sempre mantenham a mesma trajetória, ou
Sol
seja, a sua órbita elíptica ao redor do Sol.
F1
F2
F = G . m1 . m2
r2

2ª Lei de Kepler - Lei das Áreas: o seg- G = constante gravitacional com valor de
mento que une o sol a um planeta descreve 6,67.10-11 N.m2/Kg2
áreas iguais em intervalos de tempo iguais: m1 e m2 = massas dos corpos que se atra-
A1/'t = A2/'t em, medidas em Kg.
r = distância entre os dois corpos, medida
em metros (m).
Sol F = força gravitacional, medida em Newtons
Δt A1 A2 Δt (N).

Constituem ainda, os três pilares funda-


mentais do que chamamos Mecânica Clássica
3ª Lei de Kepler - Lei dos Períodos: o quo- ou Mecânica Newtoniana, as leis:
ciente dos quadrados dos períodos e o cubo 1ª Lei de Newton - Princípio da Inércia:
de suas distâncias médias do sol (medida do um corpo em repouso tende a permanecer em
semieixo maior de sua órbita) são iguais a uma repouso, e um corpo em movimento tende a
constante k (constante de proporcionalidade permanecer em movimento.
que só depende da massa do Sol), igual a to- Exemplo: Quando estamos em um carro
dos os planetas: T2 = k . r3 em movimento e este freia repentinamente,
Tendo em vista que o movimento de trans- nos sentimos como se fôssemos atirados para
lação de um planeta é equivalente ao tempo frente, pois nosso corpo tende a continuar em
(T) que este demora para percorrer uma vol- movimento.
ta em torno do Sol, é fácil concluirmos que, Estes e vários outros efeitos semelhan-
quanto mais longe o planeta estiver do Sol, tes são explicados pelo princípio da inércia.
mais longo será seu período de translação e, Então, conclui-se que um corpo só altera
em consequência disso, maior será o "seu ano". seu estado de inércia, se alguém, ou algo
aplicar nele uma força resultante diferente
Leis de Newton de zero.
2ª Lei de Newton - Princípio Fundamen-
Lei da Gravitação Universal: é aquela fa- tal da Dinâmica: quando aplicamos uma
mosa história que Newton estava sob uma mesma força em dois corpos de massas di-
macieira quando dela caiu uma maçã sobre a ferentes observamos que elas não produzem
sua cabeça. Fez com que Newton explorasse aceleração igual.
o mistério pelo qual a Lua não cai sobre a Terra A 2ª lei de Newton diz que a Força (F) é
descrevendo uma equação matemática com sempre diretamente proporcional ao produto
a qual descobriu (a partir das Leis de Kepler) da aceleração (a) de um corpo pela sua massa
que os corpos se atraem mutuamente, fazen- (m), ou seja: F = m . a

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F = resultante de todas as forças que agem Relacionando com a 2ª Lei de Newton, se um
sobre o corpo (em N); corpo de massa m, sofre a aceleração da gra-
m = massa do corpo a qual as forças atuam vidade, quando aplicada a ele o principio fun-
(kg); damental da dinâmica poderemos dizer que:
a = aceleração adquirida (m/s2). F = m . g ou P = m . g
O Peso de um corpo é a força com que a
Força: é uma interação entre dois corpos. Terra o atrai, podendo ser variável, quando a
Para compreendê-la, podemos nos basear gravidade variar. A massa (m) de um corpo,
em efeitos causados por ela, como acelera- por sua vez, é constante, ou seja, não varia. A
ção, deformação, etc. unidade que trata de força peso é o quilogra-
Aceleração: faz com que o corpo altere a ma-força: 1kgf é o peso de um corpo de mas-
sua velocidade, quando uma força é aplicada. sa 1kg submetido à aceleração da gravidade
Deformação: faz com que o corpo mude de 9,8m/s² (Terra).
seu formato, quando sofre a ação de uma for- Atenção: quando falamos no peso de al-
ça. gum corpo, lembramos do "peso" medido na
Força Resultante: é a força que produz o balança. Mas este é um termo fisicamente er-
mesmo efeito que todas as outras aplicadas rado, o que estamos medindo neste caso é a
a um corpo. nossa massa.
A unidade de força, no sistema internacio- Analisando um corpo que se encontra sob
nal (S.I.) é o N (Newton), que equivale a kg m/ uma superfície plana verificamos a atuação
s² (quilograma metro por segundo ao quadra- das duas forças: Peso (P) e Normal (N). Para
do). que este corpo esteja em equilíbrio, ou seja,
3ª Lei de Newton - Princípio da Ação e Re- não se movimente ou não altere sua veloci-
ação: as forças atuam sempre em pares, para dade, é necessário que os módulos das forças
toda força de ação, existe uma força de reação. Normal e Peso sejam iguais, assim, atuando
Quando uma pessoa empurra um objeto em sentidos opostos elas se anularão.
com uma força F, podemos dizer que esta é
uma força de ação, mas conforme a 3ª lei de N

Newton, sempre que isso ocorre, há uma ou-


tra força com módulo e direção iguais, com
sentido oposto a força de ação, esta é chama- P

da força de reação.
Força Normal (N): exercida pela superfície
F F
sobre o corpo, podendo ser interpretada como
a sua resistência em sofrer deformação devi-
do ao peso do corpo. Esta força sempre atua
no sentido perpendicular à superfície, diferen-
Força Peso (P) temente da Força Peso que atua sempre no
sentido vertical.
Quando falamos em movimento verti-
cal, introduzimos um conceito de aceleração Força de Atrito (Fat)
da gravidade, que sempre atua no sentido a
aproximar os corpos em relação à superfície. A força de atrito se opõe ao movimento.

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Depende da natureza e da rugosidade da su- m = massa do corpo, medida em kg.
perfície (coeficiente de atrito) e é proporcio- acp = aceleração centrípeta, em m/s que
nal à força normal de cada corpo. Transforma pode ser escrita acp = v2/R
a energia cinética do corpo em outro tipo de v = velocidade em m/s
energia (calor ou som) que é liberada ao meio. R = raio da circunferência
É calculada pela seguinte relação: Fat = μ . N
Sabendo que existe uma aceleração e
μ = coeficiente de atrito (adimensional) sendo dada a massa do corpo, podemos,
N = Força Normal (N) pela 2ª Lei de Newton, calcular uma força
(centrípeta) que assim como a aceleração
centrípeta, aponta para o centro da traje-
F
tória circular. Sem a Força Centrípeta, um
Fat
corpo não poderia executar um movimento
circular.

Quando empurramos um carro, observa- Corpo


V

mos que até o carro entrar em movimento é


acp
necessário que se aplique uma força maior do
que a força necessária quando o carro já está Raio
em movimento. Isto acontece pois existem
dois tipos de atrito: o estático (parado) e o di-
nâmico (movimento).
Atrito Estático: atua quando não há desli-
zamento dos corpos. A força de atrito estáti- Quando o movimento for circular uniforme
co máxima é igual a força mínima necessária (MCU), a aceleração centrípeta é constante,
para iniciar o movimento de um corpo. Neste portanto, a força centrípeta também é cons-
caso, é usado no cálculo um coeficiente de tante. A força centrípeta é a resultante das
atrito estático (μest): Fat est = μest . N forças que agem sobre o corpo, com direção
Atrito Dinâmico: atua quando há desliza- perpendicular à trajetória.
mento dos corpos. Quando a força de atrito
estático for ultrapassada pela força aplicada Força Elástica (Fel)
ao corpo, este entrará em movimento, e pas-
saremos a considerar sua força de atrito dinâ- Quando aplicamos uma força F em uma
mico. No seu cálculo é utilizado o coeficiente mola presa em uma das extremidades a um
de atrito cinético (μd): Fatd = μd . N suporte, e em estado de repouso (sem ação de
nenhuma força), a mola tende a deformar (es-
Força Centrípeta (Fcp) ticar ou comprimir, dependendo do sentido
da força aplicada). Robert Hooke (1635-1703)
Quando um corpo efetua um Movimento estudou que a deformação da mola aumenta
Circular, sofre uma aceleração que é respon- proporcionalmente à força. Daí estabeleceu-
sável pela mudança da direção do movimen- -se a seguinte Lei de Hooke:
to, a qual chamamos aceleração centrípeta. A
equação da Força Centrípeta é: Fcp = m . acp Fel = k . x

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Fel = intensidade da força aplicada (N); A diferença entre as pressões dos dois pon-
k = constante elástica da mola (N/m); tos é 'P = d . g . 'h
x = deformação da mola (m). Concluímos que todos os pontos a uma
mesma profundidade, em um fluido homogê-
neo estão submetidos à mesma pressão. Se o
Repouso
ponto estiver na superfície do líquido, a pres-
são será igual à pressão atmosférica.
deformação Teorema de Pascal: o acréscimo de pres-
F
são exercida num ponto em um líquido ideal
em equilíbrio se transmite integralmente a
todos os pontos desse líquido e às paredes do
A constante elástica da mola (k) depende recipiente que o contém.
principalmente da natureza do material de Quando aplicamos uma força a um líquido,
fabricação da mola e de suas dimensões. Sua a pressão causada se distribui integralmente
unidade mais comum é o N/m (Newton por e igualmente em todas as direções e sentidos.
metro). Uma das principais aplicações do teorema
de Pascal é a prensa hidráulica. Este meca-
Mecânica: Hidrostática nismo consiste em dois cilindros de raios dife-
rentes A e B, interligados por um tubo, no seu
interior existe um líquido que sustenta dois
Teorema de Stevin: a diferença entre as
êmbolos de áreas diferentes S1 e S2.
pressões de dois pontos de um fluido em equi-
Exemplo: Considere o sistema abaixo:
líbrio é igual ao produto entre a densidade do
fluido, a aceleração da gravidade e a diferen-
F1
ça entre as profundidades dos pontos.
Seja um líquido qualquer de densidade d S2 S1

em um recipiente qualquer, escolhemos dois F2


pontos arbitrários Q e R.

hQ F1 = F2
hR
Q Δh S1 S2
R
Ao aplicar uma Força (F1) de 12N em S1
(menor) com 0,1 m2, qual a força (F2) trans-
As pressões em Q e R são: PQ = d . hQ . g mitida ao êmbolo maior (S2) inicialmente
PR = d . hR . g com 1 m2?

P = Pressão do corpo, em Pascal (Pa) F1 = F2 12 = F2


F2 = 120N
d = densidade do líquido, em kg/m3 S1 S2 0,1 1
h = altura do ponto de pressão, em metros
(m) Empuxo (E): é uma força vertical, orien-
g = aceleração da gravidade (m/s2) tada de baixo para cima, cuja intensidade é

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igual ao peso do volume de fluido deslocado locamento e a força não formam ângulo entre
por um corpo total ou parcialmente imerso. si, calculamos o trabalho: T = F . 's
Arquimedes (287a.C. - 212a.C.) descobriu esse
cálculo com a fórmula: E = df . Vfd . g T = Trabalho
F = Força
E
's = Espaço do deslocamento do corpo
m

Mecânica: Potência
P = mfd . g

Dois carros saem da praia em direção a ser-


ra (h = 600m). Um dos carros realiza a viagem
E = Empuxo (N) em 1 hora, o outro demora 2 horas para che-
df = densidade do fluido (kg/m³) gar. Qual dos carros realizou maior trabalho?
Vfd = Volume do fluido deslocado (m³) Nenhum dos dois. O Trabalho foi exatamente
g = aceleração da gravidade (m/s²) o mesmo. Entretanto, o carro que andou mais
rápido desenvolveu uma Potência maior. A
Pressão hidrostática: é a pressão (p) exer- unidade de potência no S.I. é o watt (W). 1 W
cida sobre o fundo de um recipiente com um = 1 J/1 s. Além do watt, usa-se com frequência
líquido de massa (m ou μ= m/V), altura (h), as unidades: 1kW (1 quilowatt) = 1000W, 1MW
num local onde a aceleração da gravidade é (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW, 1cv (1
(g), representada pela expressão: p = μ . g . h cavalo-vapor) = 735W, 1HP (1 horse-power) =
746W.

Mecânica: Trabalho
Mecânica: Energia
Na Física, o termo trabalho é utilizado
quando falamos no Trabalho realizado por Energia é a capacidade de executar um
uma força, ou seja, o Trabalho Mecânico. Uma trabalho. Energia mecânica é aquela que
força aplicada em um corpo realiza um traba- acontece devido ao movimento dos corpos ou
lho quando produz um deslocamento no cor- armazenada nos sistemas físicos. Dentre as
po. Utilizamos a letra grega tau minúscula (T) diversas energias conhecidas, as que veremos
para expressar trabalho. A unidade de Traba- no estudo de dinâmica são: Energia Cinética;
lho no S.I. é o Joule (J). Energia Potencial Gravitacional; Energia Po-
Quando uma força tem a mesma direção tencial Elástica.
do movimento o trabalho realizado é positi- Energia Cinética (EC): é a energia ligada ao
vo: > 0; Quando uma força tem direção opos- movimento dos corpos. Resulta da transfe-
ta ao movimento o trabalho realizado é ne- rência de energia do sistema que põe o corpo
gativo: < 0. em movimento. Sua equação é dada por: EC
O trabalho resultante é obtido através da = m.v2/2. A unidade de energia é a mesma do
soma dos trabalhos de cada força aplicada ao trabalho: o Joule (J).
corpo, ou pelo cálculo da força resultante no Teorema da Energia Cinética (TEC): o tra-
corpo (TR = T1 + T2 + T3 ...). Quando a força é pa- balho da força resultante (TR) é medido pela
ralela ao deslocamento, ou seja, o vetor des- variação da energia cinética.

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TR = m . v2 - m . v02
2 2
Eletromagnetismo
Cargas Elétricas
Energia Potencial (EP): é a energia que
pode ser armazenada em um sistema físi- Toda a matéria que conhecemos é forma-
co e tem a capacidade de ser transformada da por moléculas. Esta, por sua vez, é formada
em energia cinética. Conforme o corpo perde de átomos, que são compostos por três tipos
energia potencial ganha energia cinética ou de partículas elementares: prótons, nêutrons
vice-e-verso. e elétrons.
Energia Potencial Gravitacional (EPG): é Átomos: são formados por um núcleo,
a energia que corresponde ao trabalho que onde ficam os prótons e nêutrons e uma ele-
a força Peso realiza. É obtido quando con- trosfera, onde os elétrons permanecem, em
sideramos o deslocamento de um corpo na órbita.
vertical, tendo como origem o nível de refe- Prótons e nêutrons: têm massa pratica-
rência (solo, chão de uma sala, ...). Enquanto mente igual, mas os elétrons têm massa mi-
o corpo cai vai ficando mais rápido, ou seja, lhares de vezes menor. Sendo m a massa dos
ganha Energia Cinética, e como a altura di- prótons, podemos representar a massa dos
minui, perde Energia Potencial Gravitacio- elétrons como:
nal.
melétron | 1 .m
2000
EPG = P . h = m . g . h

A massa dos elétrons é aproximadamente


Conservação de Energia Mecânica: a 2 mil vezes menor que a massa dos prótons.
energia mecânica de um corpo é igual à Se pudéssemos separar os prótons, nêutrons
soma das energias potenciais e cinética e elétrons de um átomo, e lançá-los em di-
dele. Qualquer movimento é realizado atra- reção a um imã, os prótons seriam desviados
vés de transformação de energia: quando para uma direção, os elétrons a uma direção
você corre, transforma a energia química oposta a do desvio dos prótons. Os nêutrons
de seu corpo em energia cinética. O mes- não seriam afetados. Esta propriedade de
mo acontece para a conservação de energia cada uma das partículas é chamada carga
mecânica. Portanto: EM = EC + EP. elétrica. Os prótons são partículas com car-
Exemplo: uma pedra que é abandonada gas positivas, os elétrons tem carga negativa
de um penhasco. Em um primeiro momento, e os nêutrons tem carga neutra.
antes de ser abandonada, a pedra tem ener- Um próton e um elétron têm valores abso-
gia cinética nula (já que não está em movi- lutos iguais embora tenham sinais opostos. O
mento) e energia potencial total. Quando a valor da carga de um próton ou um elétron é
pedra chegar ao solo, sua energia cinética chamado carga elétrica elementar e simbo-
será total, e a energia potencial nula (já que lizado por e. A unidade de medida S.I. para a
a altura será zero). Dizemos que a energia medida de cargas elétricas é o Coulomb (C). A
potencial se transformou em energia ciné- carga elétrica elementar é a menor quantida-
tica. de de carga encontrada na natureza, compa-

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rando-se este valor com Coulomb, têm-se a de cargas elétricas, a qual assegura que em
relação: e = 1,6 . 10-19 C um sistema isolado, a soma de todas as car-
A unidade Coulomb é definida partindo-se gas existentes será sempre constante, ou seja,
do conhecimento de densidades de corrente não há perdas.
elétrica, medida em ampère (A), já que suas Os processos de eletrização mais comuns:
unidades são interdependentes. atrito (que depende da natureza do material
Um Coulomb é definido como a quantida- elaborado numa lista "série triboelétrica"),
de de carga elétrica que atravessa em 1 se- contato e indução (princípio da atração e re-
gundo, a secção transversal de um condutor pulsão).
percorrido por uma corrente igual a 1 ampère.
Lei de Coulomb
Eletrização de Corpos
Formulada por Charles Augustin Coulomb,
A única modificação que um átomo pode refere-se às forças de interação (atração e
sofrer sem que haja reações de alta liberação repulsão) entre duas cargas elétricas punti-
e/ou absorção de energia é a perda ou ganho formes (com dimensão e massa desprezível).
de elétrons. Assim, um corpo é chamado de Pelo princípio de atração e repulsão, cargas
neutro se ele tiver número igual de prótons e com sinais opostos são atraídas e com sinais
de elétrons, fazendo com que a carga elétrica iguais são repelidas, mas estas forças de in-
sobre o corpo seja nula. teração têm intensidade igual, independente
Assim sendo, um corpo eletrizado nega- do sentido para onde o vetor que as descreve
tivamente tem maior número de elétrons do aponta.
que de prótons, fazendo com que a carga elé- A intensidade da força elétrica de interação
trica sobre o corpo seja negativa. Ao contrário, entre cargas puntiformes é diretamente pro-
um corpo eletrizado positivamente tem maior porcional ao produto dos módulos de cada
número de prótons do que de elétrons, fazen- carga e inversamente proporcional ao qua-
do com que a carga elétrica sobre o corpo seja drado da distância que as separa:
positiva. Eletrizar um corpo significa tornar
diferente o número de prótons e de elétrons F = k . Q1 . Q2
(adicionando ou reduzindo o número de elé- d2
trons). Podemos definir a carga elétrica de um
corpo (Q) pela relação: Q = n . e Produto de Q1 e Q2 > 0 repulsão
Produto de Q1 e Q2 < 0 atração
Q = Carga elétrica, medida em Coulomb
n = quantidade de cargas elementares, que Campo Elétrico
é uma grandeza adimensional e têm sempre
valor inteiro (n=1, 2, 3 ...) Assim como a Terra tem um campo gravi-
e= carga elétrica elementar (1,6 . 10-19 C) tacional, uma carga Q também tem um cam-
po que pode influenciar as cargas de prova q
A eletrostática é descrita por dois princí- nele colocadas. E usando esta analogia, po-
pios, o da atração e repulsão de cargas con- demos encontrar: P = m . g
forme seu sinal (sinais iguais se repelem e Chama-se Campo Elétrico o campo esta-
sinais contrários se atraem) e a conservação belecido em todos os pontos do espaço sob a

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influência de uma carga geradora de intensi- trica. Embora seja convencionado que a cor-
dade Q, de forma que qualquer carga de pro- rente tenha o mesmo sentido do campo elé-
va de intensidade q fica sujeita a uma força de trico, o que não altera em nada seus efeitos,
interação (atração ou repulsão) exercida por e este é chamado o sentido convencional da
Q. Concluímos que campo elétrico é um tipo corrente.
força que as cargas elétricas geram ao seu re- Condutor elétrico: é todo corpo que per-
dor. mite a movimentação de carga no seu interior.
Já uma carga de prova é definida como Exemplos: metais, grafite, água.
um corpo puntual de carga elétrica conheci- Isolante elétrico: é todo corpo que permi-
da, utilizado para detectar a existência de um te a movimentação de carga no seu interior.
campo elétrico, também possibilitando o cál- Exemplos: vidro, borracha, seda.
culo de sua intensidade. Intensidade de corrente elétrica: é a
quantidade de carga que passa numa seção
transversal de um condutor durante um certo
intervalo de tempo.
Q
i= Q
't

Corrente Elétrica Q = carga elétrica, em Coulomb (C)


't = intervalo de tempo, em segundos
Ao se estudarem situações onde as par- i = intensidade de corrente elétrica, em
tículas eletricamente carregadas deixam de Coulomb por segundo = Ampère (A)
estar em equilíbrio eletrostático passaram à
situação onde há deslocamento destas car- Quando a corrente elétrica mantém senti-
gas para uma determinada direção e em um do invariável ela é denominada corrente con-
sentido, este deslocamento é o que chama- tínua (C.C.). Caso o sentido da corrente elétrica
mos corrente elétrica. É o movimento ordena- se modifique no decorrer do tempo, ela é de-
do de cargas elétricas. As correntes elétricas nominada corrente alternada (C.A.)
são responsáveis pela eletricidade considera-
da utilizável por nós. Diferença de Potencial (D.D.P) ou
A corrente elétrica é causada por uma di- Tensão Elétrica
ferença de potencial elétrico (d.d.p./ tensão).
E ela é explicada pelo conceito de campo elé- Normalmente as cargas elétricas livres de
trico, ou seja, ao considerar uma carga A po- um condutor metálico isolado estão em mo-
sitiva e outra B, negativa, então há um campo vimento desordenado. Em certas condições
orientado da carga A para B. Ao ligar-se um fio podemos transformar este movimento de-
condutor entre as duas os elétrons livres ten- sordenado em movimento ordenado, basta li-
dem a se deslocar no sentido da carga positi- garmos as extremidades do condutor aos ter-
va, devido ao fato de terem cargas negativas. minais de um dispositivo chamado gerador. A
Desta forma cria-se uma corrente elétrica no função do gerador é fornecer às cargas elétri-
fio, com sentido oposto ao campo elétrico, e cas, energia elétrica. Um gerador é o disposi-
este é chamado sentido real da corrente elé- tivo elétrico que transforma um tipo qualquer

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de energia em energia elétrica. Exemplos: Lu- Resistência Elétrica
minosos (placas solares), Mecânicos (usinas
hidrelétricas, termoelétrica, nuclear), Quími- Ao aplicarmos uma tensão U em um con-
cos (pilhas, baterias) e Térmicos (pilhas em sé- dutor, estabelecemos nele uma corrente elé-
rie ou paralelo). trica de intensidade i. Para a maior parte dos
À medida que as cargas se movimentam condutores estas duas grandezas são direta-
elas se chocam com os átomos que consti- mente proporcionais: conforme uma aumen-
tuem a rede cristalina do condutor, havendo ta a outra também aumenta. U/i = constante.
uma conversão de energia elétrica em energia A esta constante chamamos de resistência
térmica. Assim, as cargas elétricas irão “per- elétrica do condutor (R), que depende de fa-
dendo” a energia elétrica que receberam do tores como a natureza do material. Quando
gerador. Portanto, considerando o condutor esta proporcionalidade é mantida de forma li-
representado a seguir na extremidade B cada near, chamamos o condutor de ôhmico, tendo
carga elementar possui uma energia elétrica seu valor dado por: R = U/i.
E - B menor que a energia elétrica na extre- A resistência elétrica pode ser caracteri-
midade A - E (EB < EA). zada como a "barreira" encontrada para que
haja passagem de corrente elétrica por um
condutor submetido a uma determinada ten-
Pilha
são. No Sistema Internacional, a unidade ado-
tada para esta grandeza é o ohm (:).
Resistores: são peças utilizadas em circui-
tos elétricos que tem como principal função
B A converter energia elétrica em energia térmica.
São usados como aquecedores ou dissipado-
res de eletricidade. Exemplos: o filamento de
A relação entre energia elétrica que a par- uma lâmpada incandescente, o aquecedor de
tícula possui num determinado ponto do con- um chuveiro elétrico, os filamentos que são
dutor e a sua carga elétrica (carga elementar) aquecidos em uma estufa, etc.
define uma grandeza física chamada de po- Em circuitos elétricos teóricos costuma-
tencial elétrico (V). -se considerar toda a resistência encontrada
proveniente de resistores, ou seja, são consi-
VA = EA e VB = EB deradas as ligações entre eles como conduto-
e e res ideais (que não apresentam resistência), e
utilizam-se as representações gráficas:
Entre esses pontos haverá uma diferença
de potencial elétrico (d.d.p.) ou tensão elétrica
(U), dada por: U = VA - VB onde VA > VB. R

E = energia, em Joule (J) R


e = carga elementar, em Coulomb (C)
V = potencial elétrico, em Joule por Cou- Efeito Joule
lomb = Volt (V)
U = d.d.p., em Joule por Coulomb = Volt (V) Ao causar uma excitação ou movimen-

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tação de ânions, cátions ou elétrons livres terminais de um resistor e obteve, respectiva-
(corrente elétrica, que movimentam as par- mente, as correntes i1, i2, i3, …, in. Observou-se
tículas), acaba colidindo com outras partes que esses valores são relacionados da seguin-
do condutor que se encontra em repouso ge- te forma:
rando um efeito de aquecimento chamado de
efeito Joule. O aquecimento no fio pode ser U1 = U2 = U3 = ... Un = U = R = constante
medido pela lei de joule, que é matematica- i1 i2 i3 in i
mente expressa por: Q = i2 . R . t
A intensidade da corrente elétrica que per-
i = intensidade da corrente, Ampère (A) corre um resistor é diretamente proporcional à
R = resistência do condutor, em ohm (:). tensão entre seus terminais. Essa lei de Ohm é
t = tempo pelo qual a corrente percorre o valida apenas para alguns resistores, que fo-
condutor ram determinados resistores ôhmicos. Os re-
sistores em que a resistência não se mantém
Esta relação é valida desde que a intensi- constante são os resistores não-ôhmicos e a
dade da corrente seja constante durante o in- unidade de resistência elétrica no S.I. é ohm
tervalo de tempo de ocorrência. (:): 1 volt/1 ampère.
2ª Lei de Ohm: descreve as grandezas que
influenciam na resistência elétrica de um
Potência Elétrica
condutor. A resistência de um condutor ho-
mogêneo de secção transversal constante é
É dissipada por um condutor e definida
proporcional ao seu comprimento e da natu-
como a quantidade de energia térmica que
reza do material de sua construção, e é inver-
passa por ele durante uma quantidade de
samente proporcional à área de sua secção
tempo. Pot = E/'t. A unidade utilizada para
transversal. Em alguns materiais também de-
energia é o watt (W), que designa joule por se-
pende de sua temperatura.
gundo (J/s). Ao considerar que toda a energia
perdida em um circuito é resultado do efeito R=U. ℓ
Joule, admitimos que a energia transformada A
em calor é igual à energia perdida por uma
carga q que passa pelo condutor. U = resistividade, depende do material do
condutor e de sua temperatura.
Pot = U . i ℓ = comprimento do condutor
A = área da secção transversal.
U = tensão elétrica, em Volt (V)
i = intensidade da corrente, Ampère (A) A ρ

comprimento ℓ
Leis de Ohm
Como a unidade de resistência elétrica é
1ª Lei de Ohm: a resistência de um objeto o ohm (:), então a unidade adotada pelo S.I.
é independente da intensidade ou do sinal da para a resistividade é : . m
diferença de potencial aplicada. Numa expe-
riência, Georg Simon Ohm aplicou, sucessi- Energia: é a capacidade de gerar uma ação
vamente, as tensões U1, U2, U3, … , Un entre os ou um trabalho.

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Circuito Elétrico Simples R1 R2
i

Generalizando, é um conjunto de caminhos


que permitem a passagem da corrente elétri-
V
ca, no qual aparecem outros dispositivos elé-
tricos ligados a um gerador. Um circuito elé-
trico simples, alimentado por pilhas, baterias R1 = resistência 1
ou tomadas, sempre apresenta uma fonte de R2 = resistência 2
energia elétrica, um aparelho elétrico, fios ou i = corrente elétrica
placas de ligação e um interruptor para ligar e V = tensão elétrica
desligar o aparelho. Estando ligado, o circuito
elétrico está fechado e uma corrente elétrica Nesse caso, V = V1 + V2 e Resistência Total
(i) passa por ele. Esta corrente pode produzir (equivalente) = R1 + R2
vários efeitos, luz, movimentos, aquecimen-
tos, sons, e etc. Em outras palavras são con- V1 = tensão elétrica no resistor R1
juntos formados por um gerador elétrico, um V2 = tensão elétrica no resistor R2
condutor em circuito fechado e um elemento
capaz de utilizar a energia produzida pelo ge-
Paralelo: nessa associação, os resistores
rador.
são colocados um paralelo ao outro. A cor-
rente elétrica (i) que percorre os resistores
Gerador

– é dividida e depende da tensão de cada um


Resistência

+

deles. A tensão dessa associação é a mesma
Pilha

Lâmpada

+ para todos os resistores.


Chave (fechada)

Interruptor (aberto) i i i i
V
R1 R2 R3
Se a chave (ou interruptor) está fechada,
os elétrons podem passar pela chave e, ao se
i
moverem, dizemos que existe corrente elétri-
ca no circuito. Sendo assim, a resistência (no
caso, lâmpada) recebe energia (acende). A R1 = resistência 1
corrente percorre o caminho do polo positivo R2 = resistência 2
para o negativo (sentido da corrente). R3 = resistência 3
V = tensão elétrica
Associação de Resistores i = corrente elétrica total
i1 = corrente elétrica no resistor 1
Série: nessa associação, os resistores são i2 = corrente elétrica no resistor 2
colocados um em seguida do outro. A cor- i3 = corrente elétrica no resistor 3
rente elétrica (i) que percorre os resistores é a
mesma (com o mesmo valor). A tensão elétri- Neste caso, a corrente total da associação
ca existente entre esses resistores é a soma de em paralelo é obtida somando todas as cor-
cada tensão existente em cada resistor. rentes referentes a cada resistor: i = i1 + i2 + i3

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A resistência equivalente (total) da asso- N = reta normal à superfície no ponto B
ciação em paralelo é calculada da seguinte i = ângulo de incidência, formado entre o
forma: raio incidente e a reta normal (N).
r = ângulo refletido, formado entre o raio
1 = 1 + 1 + 1 refletido e a reta normal (N).
Req R1 R2 R3
1ª lei da reflexão: o raio de luz refletido e o
Mista: nessa associação, os resistores são raio de luz incidente, assim como a reta nor-
colocados de forma misturada, parte em sé- mal à superfície, pertencem ao mesmo plano,
rie e parte em paralelo. Nesse caso a corren- ou seja, são coplanares.
te elétrica e a tensão elétrica dependerá da 2ª Lei da reflexão: o ângulo de reflexão (r)
análise da associação não tendo então uma é sempre igual ao ângulo de incidência (i): i = r
forma esquemática. Deve-se utilizar as duas Reflexão da luz em superfícies esféricas
anteriormente mencionadas separadamente polidas (Convexo): obedece as duas leis da
e agrupar no final. reflexão com adição da reta tangente (T). Os
ângulos de incidência e reflexão são iguais, os
5Ω raios incididos são refletidos e a reta normal é
perpendicular ao ponto incidido e à reta tan-
gente.
18 Ω 10 Ω
C
V
20 Ω
N

20 Ω
A
r
i
B

Óptica: Reflexão
T

Reflexão é o fenômeno demonstrado em


que a luz voltar a se propagar no meio de ori-
gem, após incidir sobre um objeto ou super-
fície. É possível esquematizar a reflexão de AB = raio de luz incidente
um raio de luz, ao atingir uma superfície plana BC = raio de luz refletido
polida: N = reta normal à superfície no ponto B
T = reta tangente à superfície no ponto B
A C i = ângulo de incidência, formado entre o
N
raio incidente e a reta normal (N).
r = ângulo refletido, formado entre o raio
i r refletido e a reta normal (N).
B
Quando a superfície esférica polida tem a
face refletiva interna chamamos de côncavo
AB = raio de luz incidente e seus raios convergem para um mesmo pon-
BC = raio de luz refletido to: o foco central do espelho.

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senT1 = V1 = O1 = n2
Óptica: Refração senT2 = V2 = O2 = n1

Fenômeno em que a luz é transmitida de Considere um pescador que vê um peixe


um meio para outro diferente, onde sua ve- em um lago. O peixe encontra-se a uma pro-
locidade e o seu comprimento de onda são fundidade H da superfície da água. Entretan-
alterados enquanto que a frequência da onda to, o pescador o observa a uma profundidade
luminosa não se altera. Com a alteração da h, veja:
velocidade de propagação ocorre um desvio
da direção original. Imagine um raio de luz que
N Meio de Incidência: Ar
passa de um meio (homogêneo e transparen- Observador
te) para outro de uma superfície plana:
θ1

Superfície
Raio 1 N Meio de Incidência
h
θ2
H
θ1 x
Dioptro Meio de Refração: Água

θ2

Raio 2 A expressão para determinar a profundi-


Meio de Refração
dade é: H = n2
h n1

Raio 1 = raio incidente, com velocidade (V1) Termologia


e comprimento de onda (O1) característico
Raio 2 = raio refratado, com velocidade (V2) Temperatura: grandeza que caracteriza o
e comprimento de onda (O2) característico estado térmico de um corpo ou sistema.
N = reta normal à superfície no ponto que Troca de Calor: transferência de energia
cruza o Dioptro térmica entre corpos com temperaturas dife-
Dioptro = fronteira plana entre os meios rentes. Definimos como quente um corpo que
T1 = ângulo de incidência entre o raio 1 e a tem suas moléculas agitadas, com alta ener-
reta normal gia cinética. Corpo frio é aquele que tem baixa
T2 = ângulo de refração entre o raio 2 e a agitação das suas moléculas.
reta normal Equilíbrio térmico: acontece quando, por
exemplo, retiramos um alimento da geladei-
1ª Lei da Refração: o raio incidente, o raio ra ou retiramos um alimento do forno. Após
refratado e a reta normal ao ponto de inci- algum tempo, ambos estarão à temperatura
dência estão contidos no mesmo plano. ambiente pois cederam ou receberam calor
2ª Lei da Refração (Lei de Snell): expres- do meio até atingirem um equilíbrio.
são utilizada para calcular o desvio dos raios Condução: o calor é transmitido atra-
de luz ao mudarem de meio. vés de um condutor (algo em contato com

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um corpo que doa calor). Exemplo: uma Energia Q /T/
colher encostada na panela que está so- Calor Trabalho
Interna 'U
bre o fogo.
recebe realiza aumenta >0
Convecção: consiste no movimento dos
fluidos e massas de densidades diferentes. cede recebe diminui <0
Exemplo: vento, o ar frio é aquecido pelo sol não rea-
não não
ficando mais leve. Subindo, desloca as mas- liza, não =0
troca varia
sas de ar que estão acima (mais frias) toman- recebe
do o lugar vago pelo ar aquecido.
Irradiação: propagação de energia térmica 2ª Lei da Termodinâmica: com maior apli-
sem um meio material para acontecer (ondas cação na construção de máquinas e utilização
eletromagnéticas). Exemplo: forno de micro- na indústria, trata diretamente do rendimen-
-ondas. to das máquinas térmicas: o sentido natural
Escala Celsius: usada no Brasil para medir do fluxo de calor é da temperatura mais alta
a temperatura usando como base os pontos para a mais baixa (Enunciado de Clausius); é
de congelamento da água sob pressão nor- impossível que um dispositivo térmico tenha
mal (0 °C) e a temperatura de ebulição da um rendimento de 100% (Enunciado de Kel-
água sob pressão normal (100 °C). vin-Planck). Por menor que seja, sempre há
Escala Fahrenheit: usada nos países uma quantidade de calor que não se transfor-
de língua inglesa para medir a tempera- ma em trabalho efetivo.
tura usando como base a temperatura de Ciclo de Carnot: Nicolas Carnot (1796-
uma mistura de gelo e cloreto de amônia 1832) desenvolveu uma máquina térmica te-
(0 °F) e a temperatura do corpo humano órica que se comportava como uma máquina
(100 °F). de rendimento total, estabelecendo um ciclo
de rendimento máximo. Nessa máquina, a
quantidade de calor fornecida pela fonte de
Comparação

Celsius Fahrenheit aquecimento e a quantidade cedida à fonte de


resfriamento são proporcionais às suas tem-
0 °C 32 °F
peraturas absolutas: K = 1 - T2
100 °C 212 °F T1

K = rendimento máximo
1ª Lei da Termodinâmica: princípio da T1 = temperatura absoluta da fonte de
conservação de energia aplicada à termodi- aquecimento
nâmica. Um sistema não pode criar ou con- T2 = temperatura absoluta da fonte de res-
sumir energia, mas apenas armazená-la ou friamento
transferi-la ao meio onde se encontra, como
trabalho (T) , ou ambas as situações simulta-
Para que haja 100% de rendimento, todo o
neamente: Q = T + 'U
calor vindo da fonte de aquecimento deveria
ser transformado em trabalho, pois a tempe-
Q = quantidade de calor, em Joule (J) ratura absoluta da fonte de resfriamento de-
T = Trabalho, em Joule (J) veria ser 0K. Conclui-se então que o zero ab-
'U = variação da energia interna, e Joule (J) soluto não é possível para um sistema físico.

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Química
Ciência humana que estuda a matéria e suas
transformações incluindo a energia envolvida

A química é uma ciência que estuda as nido de propriedades (qualidades).


modificações e características dos elemen- Substância simples: formada por só um
tos que encontramos na natureza e no dia a elemento químico. Exemplo: ouro (Au), zinco
dia. Tudo o que existe no universo é formado (Zn).
por química. Nos alimentos, medicamentos, Substância composta: formada por vários
construções, nas plantas, no vestuário, nos elementos químicos. Exemplo: água (H20), sal
combustíveis e até no nosso organismo exis- de cozinha (NaCl, cloreto de sódio).
tem diversas transformações químicas. Além do número de elementos químicos,
as substâncias químicas podem ainda ser
Matéria e Substância classificadas quanto ao tipo de ligação que
as forma: iônicas, moleculares ou metáli-
Matéria: é tudo o que tem massa e ocupa cas.
espaço; qualquer coisa que tenha existência
física ou real; tudo que existe no universo ma- Estados Físicos
nifesta-se como matéria ou energia. Pode ser
líquida, sólida ou gasosa. Exemplos: madeira, Diferentes aspectos que são chamados de
ar, água, pedra. fases de agregação das substâncias, depen-
Substância: possui uma composição ca- dem da temperatura e pressão. Cada subs-
racterística, determinada e um conjunto defi- tância tem uma faixa de temperatura e pres-

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são na qual ela mantém suas características Fases: é o aspecto visual uniforme. As
mas muda de estado. misturas podem conter uma ou mais fases.
Fase gasosa: as partículas da substância Homogênea: contém apenas uma fase (sis-
estão com maior energia cinética. Elas ficam temas monofásicos). Não conseguimos di-
muito distantes umas das outras. Movem- ferencias as substância (soluções). Exemplo:
-se com muita velocidade e colidem entre si. água + álcool. Heterogênea: contém duas ou
Os gases podem ser comprimidos pois existe mais fases (sistemas polifásicos). Podem ser
muito espaço entre as partículas que os com- diferenciadas a olho nu ou pelo microscópio.
põem. Já os líquidos e sólidos não podem ser Exemplo: água + óleo.
comprimidos.
Fase Líquida: as partículas estão um pou- Separação de Misturas
co mais unidas em relação às partículas da
fase gasosa. A energia cinética é intermediária O tipo de separação depende do tipo de
entre a fase gasosa e a fase sólida. As partícu- mistura. Alguns dos métodos são:
las nos líquidos fluem umas sobre as outras e Para sólidos e líquidos: sedimentação
se movem. (deixar a mistura em repouso até o sólido se
Fase Sólida: as partículas que formam a depositar no fundo), decantação (remoção da
substância possuem a menor energia cinética, parte líquida, virando cuidadosamente o reci-
permanecem praticamente imóveis, unidas piente), centrifugação (utilizando um centri-
por forças de atração mútuas e dispostas, em fugador), filtração (filtro para reter o sólido e
geral, de acordo com um arranjo geométrico deixar passar o líquido) e evaporação (evapo-
definido. rar a parte líquida sobrando o sólido).
Entre as mudanças de estado das substân- Para misturas homogêneas: fracionamen-
cias podemos citar: to, baseado nas mudanças de estados físicos
Fusão: do estado sólido para o líquido. através da temperatura: destilação (destila-
Vaporização: do estado líquido para o ga- dor é um conjunto de vidrarias de laboratório
soso. que captam os diferentes pontos de ebulição
Liquefação ou Condensação: do estado das substâncias misturadas) e fusão (derrete-
gasoso para o líquido. -se a substância sólida até o seu ponto de fu-
Solidificação: do estado líquido para o só- são, separando-se das demais substâncias).
lido.
Sublimação: do estado sólido para o ga- Constituição da Matéria
soso e vice-versa.
Átomo: é uma partícula indivisível que for-
Composições ma qualquer tipo de matéria. Divide-se em
núcleo e eletrosfera. Os prótons e nêutrons
Mistura: são duas ou mais substâncias ficam no núcleo do átomo e os elétrons ficam
agrupadas, onde a composição é variável e na eletrosfera.
suas propriedades também. Exemplos: leite,
ar, água com açúcar, gasolina.
Sistema: é uma parte do universo que se
deseja analisar. Exemplos: um tubo de ensaio
com água, uma barra de ferro.

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Tamanho: o átomo é medido em angs- Isóbaros: são átomos que possuem o mes-
trons (Å). 1 angstron = 10-10 metros mo número de massa (A) e diferente número
Camadas Eletrônicas: na eletrosfera, os atômico (Z). Exemplo: Potássio (K) e Cálcio
elétrons giram em torno do núcleo ocupan- (Ca).
do camadas eletrônicas (ou níveis de energia).
Nas camadas, os elétrons se movem e, quan- 19 20

do passam de uma camada para outra, ab- K Ca


40 40
sorvem energia (salta para uma camada mais
externa) ou liberam energia (salta para uma Potássio Cálcio
camada mais interna). A energia emitida é em Z = 19 Z = 20
forma de luz chamada de quantum de energia A = 40 A = 40
ou fóton.
Número Atômico (Z): indica o número de
Isótonos: são átomos que possuem o
elétrons e prótons do átomo. Cada átomo
mesmo número de nêutrons e com diferentes
possui o seu próprio número atômico. Pode-
números de prótons (Z) e de massa (A). São
-se dizer que o número atômico é igual ao
átomos que tem propriedades químicas e fí-
número de prótons do núcleo. Se o átomo
sicas diferentes.
for neutro, é igual ao número de elétrons
também.
17 20
Número de Massa (A): é o peso do átomo. Cl Ca
É a soma do número de prótons (Z) e de nêu- 37 40

trons (n) que existem num átomo. A = prótons Potássio Cálcio


+ nêutrons. Encontramos estes valores na
Z = 17 Z = 20
Tabela Periódica que informando o número
atômico (Z) e o número de massa (A). Veja um A = 37 A = 40
exemplo:
(A) - (Z) = nº de nêutrons
Número Atômico (Z) = prótons Cl: 37(A) - 17(Z) = 20(n)
11
Na
Sódio
Símbolo
Nome
Ca: 40(A) - 20(Z) = 20(n)

22.989770
Massa Atômica (A) | 23 (u) Íon: é um átomo que perde elétrons (posi-
tivo "+", doa elétrons) ou ganha elétrons (ne-
Isótopos: são átomos que possuem o mes- gativo "-", recebe elétrons). Não é mais um
mo número atômico (Z) e diferente número de átomo neutro que possui número de prótons
massa (A). Exemplo: Hidrogênio (H). (p) igual ao número de elétrons (é): p = é. Por-
tanto, íon: p z é. Um cátion doa elétrons e fica
positivo. Um ânion ganha elétrons e fica ne-
1 1 1
H H H gativo.
1 2 3

Hidrogênio deutério trítio Tabela Periódica


Z=1 Z=1 Z=1
Elemento Químico: é o conjunto de todos
A=1 A=2 A=3 os átomos com o mesmo número atômico (Z),

Enem | Física e Química 23


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representado por um símbolo que, em geral, midos em três grupos: metais, não-metais e
deve ser a letra inicial do seu nome sozinha gases nobres. O hidrogênio (H) não se encai-
ou aglutinada caso já exista. Outros derivam xa em nenhuma dessas classificações porque
do latim como o Sódio (natrium): Na. A nota- possui características próprias. Normalmente
ção simples é feita colocando o símbolo do os setores são representado pela diferencia-
elemento no centro, o número atômico (Z) à ção nas cores mas existem muitas tabelas
esquerda e abaixo do símbolo e o número de com ênfases diferentes.
massa (A) à esquerda ou direita acima do sím- Metais: são elementos químicos sólidos à
bolo: AFe 56
Fe , AAu 197
Au temperatura de 25ºC e pressão de 1atm (me-
Z 26 Z 79
nos o Hg, Mercúrio) com propriedades espe-
Tabela Periódica cíficas como brilho, condutividade térmica e
elétrica, maleabilidade e ductibilidade (po-
dem ser reduzidos a fios). Ligas metálicas são
misturas de dois ou mais metais para atingir
determinadas aplicações como o bronze (co-
bre e estanho) e o latão (cobre e zinco). Exem-
plos: Ouro (Au), Prata (Ag) e Cobre (Cu).
Não-metais: são maus condutores de ele-
tricidade, quase não apresentam brilho, não
são maleáveis e nem dúcteis. Tendem a for-
mar ânions (íons negativos). Exemplos: Car-
bono (C), Flúor (F) e Cloro (Cl).
Gases nobres: constituem cerca de 1% do
ar. É muito difícil se conseguir compostos com
estes gases. Raramente eles reagem porque
Cada quadro da tabela fornece os dados são muito estáveis. Suas camadas exteriores
referentes ao elemento químico: símbolo, estão completamente preenchidas de elé-
massa atômica, número atômico, nome do trons. Estão todos no grupo 18 da tabela pe-
elemento, elétrons nas camadas e se o ele- riódica. Exemplos: Hélio (He), Argônio (Ar) e
mento é radioativo. As filas horizontais são os Radônio (Rn).
períodos. Neles os elementos químicos estão Carbono: é o elemento que tem sua massa
dispostos na ordem crescente de seus núme- padronizada (A =12). Uma unidade de massa
ros atômicos. O número da ordem do período atômica (u) é 1/12 da massa de um átomo de
indica o número de níveis energéticos ou ca- carbono (A=12). Isso equivale estabelecer o
madas eletrônicas do elemento. As colunas valor 12u como sendo a massa de um átomo
verticais constituem as famílias ou grupos, de carbono. Quando medimos uma grandeza,
nas quais os elementos estão reunidos se- comparamos com outra como referência. Para
gundo suas propriedades químicas: alcalinos, a química a comparação é sempre em relação
alcalinos terrosos, família do boro, família do à massa do Carbono. Quando se afirma que a
carbono, família do nitrogênio, família dos massa de um elemento X é igual a 24u, signi-
calcogênios, família dos halogênios e gases fica que a sua massa é 24 vezes maior que a
nobres. massa de 12u do átomo do carbono. Ou seja,
Os elementos químicos podem ser resu- o dobro.

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Estequiometria N = 2 . 14 = 28
Ca = 1 . 40 = 40
MM = 96 + 28 + 40 = 164g ou 164u
É parte da Química que estuda as propor-
ções dos elementos que se combinam ou que
Fórmula Mínima: é uma fórmula que for-
reagem.
nece o número relativo entre os átomos da
Na natureza, quase todos os elementos
substância. Geralmente, são uma “simplifica-
são misturas dos seus isótopos com diferentes
ção matemática” da fórmula molecular. Veja
porcentagens em massa. Estas porcentagens
a fórmula mínima de algumas substâncias e
são chamadas de abundâncias relativas. Ob-
sua fórmula moleculares:
serve a do Cloro:

Fórmula Fórmula
Isóto- Abundância Massa Substância
Molecular Mínima
po Relativa Atômica Água Oxi-
Cl35 75,4% 34,969 u H2O2 HO
genada
Cl37 24,6% 36,966 u Glicose C6H12O6 CH2O
Ácido Sulfú-
A massa atômica do Cloro que aparece na H2SO4 H2SO4
rico
Tabela Periódica dos Elementos é a média
ponderada destas massas. O cálculo é feito A água oxigenada pode ser dividida por 2
desta maneira: formando a fórmula mínima acima. Na glico-
se, a fórmula molecular foi dividida por 6 e no
(34,969 . 75,4) + (36,966 . 24,6) = 35,460u ácido sulfúrico, não é possível dividir por um
100 número inteiro, então a fórmula mínima fica
igual à fórmula molecular.
Massa Molecular (MM): é a massa da mo- Composição Centesimal: ou Análise Ele-
lécula medida em unidades de massa atômi- mentar, fornece o percentual dos átomos
ca. Para cálculos estequiométricos, utiliza- que compõe a substância. É a proporção em
-se a unidade gramas (g) e é feito a partir das massa que existe na substância. Exemplo: A
massas atômicas dos elementos e a soma dos análise de 0,40g de um certo óxido de ferro
seus átomos na molécula. revelou que ele possui 0,28g de ferro e 0,12g
- H2O (água): existe 1 átomo de O que é de oxigênio. Qual é a sua fórmula centesi-
multiplicado pela sua massa atômica (16), re- mal?
sultando em 16. Existem 2 átomos de H que é
multiplicado pela sua massa atômica (1), re- Por regra de três:
sultando em 2. Com os resultados somados
(16 + 2) encontramos o valor da massa mole- 0,40g de óxido - 0,28g de Fe
cular, 18g ou 18u. 100g de óxido - x(%) de Fe
O = 1 . 16 = 16 0,40 . x = 0,28 . 100 x = 70% de Fe
H=2.1 =2
MM = 16 + 2 = 18g ou 18u 0,40g de óxido - 0,12 de Fe
- Ca(NO3)2 (nitrato de cálcio): 100g de óxido - x(%) de O
O = 6 . 16 = 96 0,40 . x = 0,12 . 100 x = 30% de O

Enem | Física e Química 25


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MOL: significa quantidade em latim - Quantos mols existem em 89,6L do gás
(6,02.1023 átomos, moléculas ou íon) e é usa- CO2 nas CNTP?
do pela química para referir-se à matéria mi-
croscópica, já que este número é muito gran- Estequiometria da Equação
de. Pode determinar também massa (1 mol é
igual a sua massa molecular em "g" da Tabela Os cálculos estequiométricos que en-
Periódica) e volume (1 mol é igual a 22,4 li- volvem uma reação química encontram as
tros, nas condições normais de temperatura e quantidades de certas substâncias a partir de
pressão - CNTP). *T=273K, P = 1atm dados de outras substâncias (proporções) que
Para gases que não estão nas condições participam da mesma reação química. Deve-
normais de temperatura e pressão - CNTP, -se levar em conta os coeficientes, que são
utilizamos a fórmula do Gás Ideal ou Equação chamados de coeficientes estequiométricos.
de Clapeyron: P . V = n . R . T Exemplo:

P = pressão do gás, em atm


108g de alumínio reagem com o ácido sul-
V = volume do gás, em litro (L)
fúrico, produzindo o sal e hidrogênio. Deter-
n = número de mols do gás, em mol
mine o balanceamento da equação e a massa
R = constante de Clapeyron = 0,082atm.L/
do ácido sulfúrico necessária para reagir com
mol.K
o alumínio.
T = temperatura do gás, em Kelvin (K)

Al + H2SO4 = Al2(SO4)3 + H2
Os cálculos estequiométricos relacionam
grandezas e quantidades dos elementos quí-
micos. Para transformar a unidade "grama" em 1º passo: acertar os coeficientes estequio-
"mol", podemos usar a regra de três. Exemplo: métricos (fazer o balanceamento da equa-
Quantas gramas existem em 2 mol de CO2? ção). Balancear uma equação é igualar o nú-
mero de átomos de cada elemento no 1º e no
1 mol de CO2 - 44 g 2º lado da equação.
2 mols de CO2 - x(g)
1 . x = 2 . 44 x = 88g 2Al1 + 3H2SO4 = 1Al2(SO4)3 + 3H2

O mesmo cálculo estequiométrico pode ser Assim temos em ambos os lados da equa-
feito com os outros conceitos de "mol" (mol/ ção (igualdade): Al (2.1), H2 (3.2), SO4 (3.1). Em
gramas, gramas/mol, moléculas/mol, mol/ termos químicos: 2 mol de Al reage com 3 mol
moléculas, mol/litros, litros/mol) envolvendo de H2SO4 reagindo com 1 mol de Al2(SO4)3 e 3
apenas a fórmula química, com a mesma re- mol de H2. Isso responde a 1ª pergunta.
solução. Veja:
2º passo: fazer contagem de mol de cada
- Quantos mols há em 90g de H2O? substância reagente (transformar o número
- Quantas moléculas de água há em 3 mol de mol em gramas). Regra de três:
de H2O?
- Qual o volume ocupado por 4 mol do gás 1 mol de Al - 27g x = 2 . 27
Cl2 nas CNTP? 1 mol de Al - x(g) = 54g de Al

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1 mol de H2SO4 - 98g x = 3 . 98 100g de CaCO3 - 56g de CaO
3 mol de H2SO4 - x(g) = 294g de H2SO4 640g de CaCO3 - x(g) de CaO
100 . x = 640 . 56
3º passo: ler no enunciado o que se pede. x = 35840 : 100
O 1º passo já responde a 1ª pergunta, para a x = 358,4g de CaO
2ª pergunta precisamos relacionar a massa
de ácido com a massa de alumínio, por isso Cálculo de Rendimento
descobrimos no 2º passo a relação de mol e
massa (g).Vamos relacionar as grandezas de Nas reações químicas, pode acontecer
massa com os dados fornecidos através da perda de rendimento: a quantidade de pro-
proporção (regra de três). duto ser inferior ao valor esperado. Quando
o rendimento não foi total, o cálculo de ren-
294g de H2SO4 - 54g de Al dimento é feito a partir da quantidade obtida
x(g)de H2SO4 - 108g de Al de produto e a quantidade que "deveria" ser
obtida. Exemplo:
294 . 108 = x . 54
x = 31752 : 54 Num processo de obtenção de ferro a par-
x = 588g de H2SO4 tir do minério hematita (Fe2O3), considere a
equação química não-balanceada:
Cálculo de Pureza
Fe2O3 + C Fe + CO
É feito para determinar a quantidade de
Utilizando–se 480g do minério e admitin-
impurezas nas substâncias. Exemplo:
do-se um rendimento de 80% na reação, qual
a quantidade de ferro produzida?
Uma amostra de calcita, contendo 80%
de carbonato de cálcio, sofre decomposição
1º passo: balancear a equação.
quando submetida a aquecimento, de acordo
com a reação abaixo.
1Fe2O3 + 3C 2Fe + 3CO

CaCO3 CaO + CO2 Dados fornecidos: MM Fe2O3 = 160g/mol


MM Fe = 56g/mol
Qual massa de óxido de cálcio obtida a
partir da queima de 800g de calcita? Obtidos: 1Fe2O3 = 480g
2Fe = x(m) 80% de rendimento
100g de calcita - 80g de CaCO3
800g de calcita - x(g) de CaCO3 2º passo: calcular o rendimento total.
100 . x = 800 . 80
x = 64000 : 100 1Fe2O3 (1.160) 2Fe (2.56)
x = 640g de CaCO3 160g de Fe2O3 - 112g
480g de Fe2O3 - x(g)
Para o restante do cálculo, utilizamos so- 160 . x = 480 . 112
mente o valor de CaCO3 puro, ou seja, 640g: x = 53760 : 160
CaCO3 CaO x = 336g de Fe

Enem | Física e Química 27


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3º Passo: calcular o rendimento para 80%: x . 65,39 = 1 . 30 x . 32 = 1 . 36
x = 30 : 65,39 x = 36 : 32
336g de Fe - 100% x = 0,46 mol de Zn x = 1,12 mol de S
x(g) de Fe - 80%
x . 100 = 336 . 80 1 mol de Zn reage com 1 mol de S produzin-
x = 26880 : 100 do 1 mol de ZnS. Então, 0,46mol de Zn reage
x = 268,8g de Fe com quantos mols de S?

Cálculo do Reagente Limitante e 1mol de Zn - 1 mol de S


Reagente em Excesso 0,46mol Zn - x mol de S
x = 0,46mol de S
Para garantir que a reação ocorra e para
ocorrer mais rápido, é adicionado, geralmen- Então 1mol de Zn precisa de 1mol de S para
te, um excesso de reagente. Apenas um dos reagir. Se temos 0,46mol de Zn, precisamos de
reagentes estará em excesso. O outro reagen- 0,46mol de S, mas temos 1,12mol de S. Con-
te será o limitante. Estes cálculos podem ser cluímos que o S está em excesso e, portanto o
identificados quando o problema apresenta Zn é o regente limitante.
dois valores de reagentes. É necessário cal-
cular qual destes reagentes é o limitante e
qual deles é o que está em excesso. Depois de
Ligações Químicas
descobrir o reagente limitante e em excesso,
São as forças de natureza elétrica que
utiliza-se apenas o limitante como base para
mantêm os átomos unidos. Toda ligação en-
os cálculos estequiométricos. Exemplo:
volve o movimento de elétrons nas camadas
mais externas dos átomos, mas nunca atin-
Zinco e enxofre reagem para formar sulfe-
ge o núcleo. Existem átomos estáveis (pouco
to de zinco de acordo com a seguinte reação:
reativos) e átomos que não podem ficar iso-
Zn + S ZnS lados (precisam se ligar a outros). Quando se
unem, formam quase tudo o que conhecemos
Reagiu 30g de zinco e 36g de enxofre. Qual na natureza.
é o regente em excesso? Regra do Octeto: os elementos químicos
devem sempre conter 8 elétrons na últi-
1º passo: balancear a equação. ma camada eletrônica (camada de valên-
cia). Na camada K pode haver no máximo
1Zn + 1S 1ZnS 2 elétrons. Desta forma os átomos ficam
estáveis, com a configuração idêntica à dos
Dados fornecidos: Zn = 30g gases nobres. Observe a distribuição desses
S = 36g gases na tabela:

2º passo: transformar a massa em gramas


Criptônio
Camada

Radônio
Xenônio
Argônio
Neônio
Hélio

para mol:
Ne
He

Rn
Xe
Kr
Ar

1mol de Zn - 65,39g 1mol de S - 32g


x(mol) de Zn - 30g x(mol) de S - 36g Z 2 10 18 36 54 86

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K 2 2 2 2 2 2 Ligação Covalente: compartilhamento
L - 8 8 8 8 8 de elétrons. Geralmente é feita entre não-
-metais e não metais, hidrogênio e não-me-
M - - 8 18 18 18
tais e hidrogênio com hidrogênio. Os elétrons
N - - - 8 18 32
não são doados ou recebidos, pertencem
O - - - - 8 18
ao mesmo tempo aos átomos envolvidos.
P - - - - - 8
Exemplo: O hidrogênio possui 1 elétron na
Q - - - - - - sua camada de valência. Para ficar idêntico
ao gás nobre Hélio (com 2 elétrons na última
A estabilidade dos gases nobres deve-se camada), precisa de mais 1 elétron. 2 átomos
ao fato de que possuem a última camada de hidrogênio compartilham seus elétrons
completa, com o número máximo de elé- para ficarem estáveis.
trons que essa camada pode conter.. Os áto-
mos dos demais elementos químicos, para
H (Z = 1) K=1
ficarem estáveis, devem adquirir, através das
ligações químicas, eletrosferas iguais às dos
gases nobres. Há três tipos de ligações quí- H H ou H H
micas:
O traço representa o par de elétrons com-
Ligação Iônica: perda ou ganho de elé- partilhados (fórmula estrutural). A menor
trons. Acontece, geralmente, entre os metais porção de uma substância resultante de li-
e não-metais. Os metais tem de 1 a 3 elétrons gação covalente é chamada de molécula.
na última camada, portanto, tendência a per- Na fórmula molecular é representada por H2.
der elétrons e formar cátions. Os não-metais Conforme o número de elétrons que os áto-
tem de 5 a 7 elétrons na última camada, por- mos compartilham, eles podem ser mono, bi,
tanto, tendência a ganhar elétrons e formar tri ou tetravalentes. Observe a molécula da
ânions. Exemplo: Na e Cl água:

Na (Z = 11) K = 2 L=8 M=1 H (Z = 1) K=1


Cl (Z = 17) K = 2 L=8 M=7 O (Z = 6) K=6

O Na quer doar 1 elétron, portanto Na+.


H O H ou H O H
(cátion)
O Cl quer receber 1 elétron, portanto Cl–.
(ânion) Fórmula de Lewis Fórmula Estrutural

Para ficar com 8 elétrons na última cama- A água, no exemplo, faz duas ligações co-
da (igual aos gases nobres) precisa de 1 elé- valentes, formando a molécula H2O (fórmu-
tron. Valência é a capacidade de cada átomo la molecular). O oxigênio tem 6 elétrons na
ganhar ou perder elétrons. Formam os com- última camada e precisa de 2 elétrons para
postos iônicos. ficar estável. O hidrogênio tem 1 elétron e
precisa de mais 1 elétrons para se estabilizar.
Na+ Cl– NaCl O oxigênio precisou de 1 elétron de cada Hi-
cátion ânion cloreto de sódio drogênio.

Enem | Física e Química 29


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Ligação Metálica: átomos neutros e cá- são a temperatura, a natureza do líquido e a
tions mergulhados numa "nuvem" de elétrons. temperatura.
Ligação entre metais e metais que formam as A pressão de vapor de uma substância de-
chamadas ligas metálicas. As ligas têm mais pende apenas de sua natureza química e não
aplicação do que os metais puros. Na ligação da quantidade. Líquidos mais voláteis que a
entre átomos de um elemento metálico ocor- água, como éter comum, álcool etílico e ace-
re liberação parcial dos elétrons mais exter- tona evaporam mais intensamente e pos-
nos, com formação de cátions, que formam suem maior pressão de vapor. Há três tipos de
as células unitárias. Esses cátions têm suas vaporização:
cargas estabilizadas pelos elétrons que foram Evaporação: mais lenta, acontece na su-
liberados e que ficam envolvendo a estrutu- perfície do líquido.
ra como uma nuvem eletrônica, dotados de Ebulição: mais turbulenta, com formação
movimento e chamados de elétrons livres. A de bolhas, acontece no interior do líquido.
consideração de que a corrente elétrica é um Calefação: passagem muito rápida do es-
fluxo de elétrons levou à criação da Teoria da tado líquido para vapor.
Nuvem Eletrônica. Pode-se dizer que o me- Quando a pressão de vapor é igual a pres-
tal seria um aglomerado de átomos neutros são atmosférica o líquido entra em ebulição.
e cátions, mergulhados numa nuvem de elé- A pressão atmosférica varia de acordo com a
trons livres. Esta nuvem de elétrons funcio- altitude. Com o aumento da altitude, diminui
naria como a ligação metálica, que mantém a pressão atmosférica, diminuindo o ponto de
os átomos unidos. Exemplos: Bronze (Cobre + ebulição, causando a diminuição da pressão
Estanho), usado em estátuas, sinos; Aço (Fer- de vapor. Locais onde tem menos pressão at-
ro + 0,1 a 0,8% de Carbono), usado em cons- mosférica, a água ferve mais rápido. Em luga-
trução, pontes, fogões, geladeiras; Aço inoxi- res de grande altitude, as substâncias entram
dável (Ferro + 0,1 de Carbono + 18% de Cromo em ebulição a temperaturas mais baixas que
+ 8% de Níquel), usado em vagões de metrô, ao nível do mar.
fogões, pias e talheres; Latão (Cobre + Zinco),
usado em armas e torneiras. Osmometria

A Osmose estuda a passagem espontâ-


Pressão de Vapor (Pv) nea de solvente de uma solução mais diluída
para outra mais concentrada através de uma
A velocidade de evaporação do líquido é membrana semipermeável. Estuda a medi-
igual à velocidade de condensação de seus ção da pressão osmótica das soluções que
vapores. Dizemos que há um equilíbrio dinâ- devem ser do mesmo soluto, para igualar a
mico entre o líquido e seus vapores. Os vapo- concentração. Para a realização da osmose
res do líquido chegaram ao estado de vapores existem três tipos de membranas: permeá-
saturados e que foi alcançada a pressão má- veis (deixam passar solvente e soluto como
xima de vapor do líquido (Pv): a pressão exer- um pano de algodão fino), impermeáveis
cida por seus vapores quando estão em equi- (não deixam passar solvente nem soluto) e
líbrio dinâmico com o líquido. Quanto maior a as semipermeáveis (possuem ação seletiva
Pv mais volátil (mais evapora) é o líquido. Os quanto ao tipo de substância que pode atra-
fatores que influenciam na pressão de vapor vessá-la, permite a passagem do solvente e

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impede a passagem do soluto como o papel x = 34,2 : 342
vegetal, tripa de animal, membrana celular, x = 0,1 mol de sacarose
papel celofane).
Pressão Osmótica (P) é a pressão que se 2º Passo: Converter ºC para ºK
deve aplicar à solução para não deixar o sol- 27 + 273 = 300 K
vente atravessar a membrana semipermeá-
vel. Para o cálculo da pressão osmótica, usa- 3º Passo: Aplicamos a fórmula sem o fator
mos: de correção de Van´t Hoff pois a sacarose é
um composto molecular e não iônico.
P.V=n.R.T

P.V=n.R.T
P = pressão osmótica, em atm
P . 0,5 = 0,1 . 0,082 . 300
V = volume, em litro
P = 4,92 atm
n = número de mol
T = temperatura, em Kelvin (K)
R = Constante Clapeyron, 0,082 atm.L/ Equilíbrio químico
mol.K
A maioria das reações químicas terminam
Para as soluções iônicas usamos a expres- quando acaba a quantidade de regentes. Al-
são: P = M . R . T . i guns processos não se completam. O fato
disto ocorrer pode ser explicado pela reversi-
M = molaridade, em mol/L bilidade da reação. Após formar os produtos,
i = fator de correção de Van't Hoff estes produtos voltam a formar os reagentes
originais. Se isso não ocorrer, essas reações
Quanto às pressões osmóticas, as soluções não chegarão ao final e atingirão um equilí-
podem ser classificadas comparando A e B brio químico.
com mesma temperatura como hipertônica Reação Reversível: ocorre simultanea-
(PA > PB), isotônica (PA = PB) e hipotônica (PA mente nos dois sentidos. Ao mesmo tempo, os
< PB). Exemplo: reagentes se transformam em produtos e os
produtos se transformam em reagentes.
Calcule a pressão osmótica de uma solu- Equilíbrio Homogêneo: todas as substân-
ção de sacarose (C12H22O11), sendo que foram cias estão na mesma fase (estado físico). Nor-
dissolvidas 34,2g desse soluto em 0,5L de sol- malmente ocorrem em sistemas gasosos e
vente a 27°C. aquosos.
Dado: MM = 342g/mol Equilíbrio Heterogêneo: as substâncias
estão em fases diferentes. Normalmente, en-
1º Passo: Calculamos o número de mol em volvem substâncias sólidas e líquidas.
34,2g de sacarose. Constante de Equilíbrio (Kc): constante
de equilíbrio em função das concentrações. É
1 mol de sacarose - 342g dada pela divisão das concentrações dos pro-
x mol de sacarose - 34,2g dutos pela concentração dos reagentes da re-
ação direta, elevados a expoentes iguais aos
x . 342 = 1 . 34,2 seus coeficientes estequiométricos da reação

Enem | Física e Química 31


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química. A fórmula é a Lei da ação das massas Calcula-se primeiro o pOH:
(Guldberg-Waage): Kc = (P)p
(R)r pOH = - log[OH-]
Deslocamento do Equilíbrio: é toda e pOH = - log[0,1]
qualquer alteração da velocidade da reação pOH = 1
direta ou da reação inversa, causando modi-
ficações nas concentrações das substâncias e Agora, calculamos o pH:
levando o sistema a um novo estado de equilí-
brio químico. Durante as modificações, os va- pH + pOH = 14
lores de todas as concentrações são alteradas, pH + 1 = 14
porém o valor de Kc mantém-se o mesmo. pH = 14 - 1
pH = 13
Potencial Hidrogeniônico (pH)
Na prática, o pH é medido pelo peagâme-
O pH determina se uma solução é mais áci- tro. Um aparelho que mede a condutividade
da ou mais básica. A determinação do pH é elétrica da solução e possui uma escala já
muito importante, por exemplo, em piscinas, graduada em valores de pH. É mergulhado
num aquário, no solo, em um rio, no nosso or- dentro da solução fazendo a leitura. Outro
ganismo, etc. A escala do pH pode variar de 0 indicador muito utilizado em laboratórios é o
até 14, sendo que quanto menor o índice do papel tornassol, que é um papel filtro impreg-
pH de uma substância, mais ácida ela será. nado com tornassol. Não mede um valor exa-
Pode ser resumida pela tabela: to de pH, apenas mostra se a solução é ácida
ou básica. Avermelhado: é ácida; azulado: é
Água Pura pH = 7 pOH = 7 básica.
Solução ácida pH < 7 pOH > 7
Solução básica pH > 7 pOH < 7 Química Orgânica
Exemplo 1: Calcule o pH de uma solução É a parte da Química que estuda os com-
0,002mol/L de HCl. Dado: log 2 = 0,3 postos que contém carbono. A Química Inor-
gânica estuda os demais compostos, em geral
pH = - log[H+] minérios. Os compostos orgânicos são, na sua
pH = - log[0,002] maioria, formados por átomos de C, H, O e N.
pH = 2,6 Os compostos orgânicos existem em maior
quantidade e é uma das áreas mais estudadas
A concentração da solução é igual a con- na indústria química. São compostos naturais
centração de íons H+. orgânicos: o petróleo, o gás natural, o carvão
mineral, etc. A partir destes é possível fabri-
Exemplo 2: Calcule o pH de uma solução car compostos orgânicos sintéticos: plásticos,
0,1mol/L de NaOH. corantes, náilon, poliéster, roupas, teflon, etc.
Átomo de carbono: possui massa atômica
Observe que a mesma concentração da (A) = 12 e número atômico (Z) = 6. Ou seja, pos-
solução de NaOH é a mesma concentração de sui 6 elétrons, sendo 4 elétrons na última ca-
íons OH-. [0,1mol/L] = [OH-] mada (camada de valência), portanto, tetra-

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valente (1º Postulado de Kekulé). Pode fazer e suas quantidades). Existe ainda uma última
quatro ligações covalentes, formando molé- formula, a Fórmula Geométrica: forma espa-
culas para ficar estável e a posição do hetero- cial da molécula em que mostra os ângulos e
átomo não difere os compostos (1º Postulado as suas ligações. Exemplo: CH4
de Kekulé).
Cadeias Carbônicas
H H H
H C H C C H C C H O átomo de carbono tem a propriedade de
formar cadeias carbônicas. Elas são classifi-
H H H cadas em aberta, fechada ou mista. Veja ta-
Metano Eteno Etino bela que exemplifica tudo:

H H H Cl Cadeias Carbônicas
Fechada ou
H C Cl H C H Cl C H H C H Aberta, cíclica
cíclica
ou alifática
H Cl H H Alicíclica Aromática

Ramificada

Ramificada

Polinuclear
Disposição
Clorofórmio (CH3Cl)
átomos

Normal

Normal
dos

O 3° Postulado de Kekulé diz que os áto-

Mononuclear
Insaturada

Insaturada
Saturada

Saturada
mos de carbono agrupam-se entre si forman-
Ligação

Núcleo condensado
Núcleo isolado
do cadeias carbônicas.
Natureza dos

Heterogênea
Homogênea

Homocíclica

Heteroclica
H H H H H
átomos

H C H H C C C C H
H H H H H
Cadeias Abertas (acíclicas ou alifáticas):
Dois átomos de carbono podem se ligar possuem duas pontas de cadeia. Podem ser
através de 1 par eletrônico (ligação simples, normal (não possui radicais) ou ramificada
C – C) 2 pares eletrônicos (ligação dupla, C = (possui radicais). As ligações podem ser satu-
C) ou 3 pares eletrônicos (ligação tripla, C C). rada (apenas ligações simples) ou insaturada
(ligações duplas ou triplas). Quanto a formação
H dos átomos pode ser homogênea (só possui
Fórmula Geométrica
(forma espacial) átomos de carbono) ou heterogênea (possui
átomos diferente do carbono, "heteroátomo").
C
Radicais orgânicos: são conjunto de áto-
mos ligados entre si que apresentam um ou
H H
mais elétrons livres em átomo de carbono. os
H mais comuns são formados por H e C.
Cadeias Fechadas (cíclicas): possuem
Já apresentamos anteriormente a Fórmula átomos ligados formando um ciclo ou uma
Eletrônica (pontos, Lewis), a Fórmula Estru- figura geométrica. Podem ser classificadas
tural (traços) e a Fórmula Molecular (átomos quanto à presença de um anel benzênico

Enem | Física e Química 33


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(aromática) ou sem anel benzênico (alicíclica). Álcool: contém um ou mais grupos oxidrila
As alicíclicas obedecem as mesmas variações ou hidroxila (OH) ligado diretamente à átomos
das cadeias abertas, já as aromáticas podem de carbono saturados.
ser classificadas de acordo com o número de
anéis: mononuclear (apenas um anel) ou poli- CH3 CH2 etanol
nuclear (vários anéis). As polinucleares podem ou álcool
ainda ser com núcleo isolado (anéis não pos- OH alifático
suem átomo de carbono em comum) ou nú-
cleo condensado (anéis possuem átomos de
O etanol está presente nas bebidas alco-
carbono em comum).
ólicas. É tóxico e age no organismo como de-
Cadeias Mistas: são abertas e também fe-
pressivo do sistema nervoso. Possui grande
chadas.
importância na indústria química (fabricação
de perfumes, solventes, combustível).
Função Orgânica
Fenol: contém uma ou mais hidroxilas (OH)
Devido ao elevado número de compostos
ligadas diretamente a um anel aromático.
orgânicos que existem, foi necessário agrupá-
-los em funções orgânicas de acordo com
OH
suas propriedades semelhantes.
Hidrocarboneto: é a função mais simples
Fenol
formada exclusivamente por hidrogênio e
carbono com fórmula geral CxHy. Divide-se de
acordo com a sua estrutura e tipo de ligações
entre carbonos (alcanos, alcenos, alcinos, al- Aldeído: possui o grupo funcional (CHO) li-
cadienos, cicloalcanos, cicloalcenos, aromáti- gado à cadeia carbônica.
cos).
OH
C3H8 (propano, está no gás de cozinha)
CH3 C etanal

H H H H

H C C C H
Cetona: possui o grupo funcional carbonila
(CO).
H H H

CH3 C CH3
C8H18 (octano, gasolina) propanona
O
H H H H H H H H
Éter: a cadeia carbônica apresenta (O) en-
H C C C C C C C C H tre dois carbonos. O oxigênio deve estar ligado
diretamente a dois radicais orgânicos (alquila
H H H H H H H H ou arila).

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CH3 Nitrila: são nitrogenados que contém o
metóxi- grupo funcional (C N). Também podem ser
CH3 O C CH3 terciobutano chamadas de cianetos.

CH3
cianeto de hidrogênio
H C N
Éster: apresenta a fórmula genérica a se-
ou cianureto
guir onde R e R' são radicais, não necessaria-
mente iguais. Haletos Orgânicos: apresentam pelo me-
nos um átomo de halogênio (F, Cl, Br, I) ligado
R O etanoato a um radical derivado de hidrocarboneto.
de etila ou
CH3 C R' acetato CH3 CH CH CH3 dibromo
de etila butano
O CH2 CH3 Br Br

Ácido Carboxílico: apresentam um ou


mais grupos (COOH) ligados à cadeia de car- Termoquímica
bonos.
É a parte da Química que faz o estudo das
O ácido quantidades de calor liberadas ou absorvidas
etanóico durante as reações químicas. A maioria das
CH3 C ou ácido reações químicas envolve perda ou ganho de
acético calor (energia).
OH
Reações que liberam energia: queima do
carvão, queima da vela, reação química em
Amina: são nitrogenados derivados teori-
uma pilha, queima da gasolina no carro.
camente, da amônia (NH3), pela substituição
Reações que absorvem energia: cozi-
de um, dois ou três hidrogênios por grupos al-
mento de alimentos, fotossíntese das plantas,
quila ou arila.
pancada violenta que inicia a detonação de
um explosivo, cromagem em para-choque de
CH3 trimetilamina, carro.
odor de As transformações físicas (mudança de es-
CH3 N CH3 peixe podre
tados físicos da matéria) também são acom-
panhadas de calor. Quando a substância
Amida: são derivado teoricamente da passa do estado físico sólido para liquido e
amônia (NH3), pela substituição de um átomo em seguida para gasoso, ocorre absorção de
de hidrogênio por um grupo acil. calor. Quando a substância passa do estado
gasoso para líquido e em seguida para sólido,
O ocorre liberação de calor.
Etanamida Essa energia que vem das reações quími-
CH3 C ou cas é decorrente de rearranjo das ligações
acetamida
químicas dos reagentes transformando-se
NH2
em produtos. Essa energia armazenada, vem

Enem | Física e Química 35


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de dentro da molécula e é chamada entalpia entalpia de ligação é a variação de entalpia
(H). Nas reações químicas não é necessário verificada na quebra de 1mol de uma deter-
calcular a entalpia. Calculamos a variação de minada ligação química, sendo que todas as
entalpia ('H). A variação de entalpia é a dife- substâncias estejam no estado gasoso, a 25°
rença entre a entalpia dos produtos e a ental- C e 1atm. Nos reagentes (sempre) são que-
pia dos reagentes. bradas as ligações: reação endotérmica. Nos
Sendo (A + B) reagentes (R) e (C + D), produ- produtos (sempre) são formadas as ligações:
tos (P), a variação 'H = Hfinal - Hinicial exotérmica.
'H = HP - HR Entalpia de Neutralização: é realizada
entre um ácido e uma base formando sal e
Unidade de calor água. É a variação de entalpia verificada na
neutralização de 1mol de H+ do ácido por 1mol
Endotérmica: absorvem calor (+) de OH- da base, sendo todas as substâncias
Exotérmica: liberam calor (-) em diluição total ou infinita, a 25°C e 1atm. A
reação é exotérmica.
1cal = 4,18J (Joule) Entalpia de Dissolução: é a variação de
1kcal = 1000cal (calorias) entalpia envolvida na dissolução de 1mol de
determinada substância numa quantidade
Entalpia de Formação (Calor de Reação): de água suficiente para que a solução obtida
é a energia da reação quando forma 1 mol de seja diluída. Quando um sólido é colocado em
substância, a partir das substâncias químicas um copo com água acontece uma dissolução.
(elemento no seu estado padrão). As substân- Assim acontece a: 1 - quebra da ligação do
cias que participam da reação de formação sólido ('H1), reação endotérmica e 2 - a in-
devem ser simples. Devem informar o estado teração do sólido com a água ('H2), reação
físico. Sua variação de entalpia de formação exotérmica.
padrão é zero. Exemplos: C (grafite), O2 (gaso-
so), N2 (gasoso), H2 (g), Na (sólido), S (s). Lei de Hess
Estado Padrão: é a forma mais estável de
uma substância a 25°C e a 1atm de pressão. Ou "Lei da Soma dos Calores de Reação"
São as substâncias simples. estabelece que a variação de entalpia de uma
Entalpia de Combustão: é o calor liberado reação química depende apenas dos esta-
na reação de combustão (sempre exotérmica) dos inicial e final da reação. 'H = Hfinal - Hinicial.
de 1 mol de uma substância em presença de Sendo uma forma de calcular a variação de
gás oxigênio O2(gasoso). Combustão com- entalpia através dos calores das reações in-
pleta: mais quantidade de oxigênio. Forma termediárias, pode ter infinitas variações de
gás carbônico e água. Combustão incompleta: entalpia: 'H = 'H1 + 'H2 + 'H3 + 'H4 + ...
menos quantidade de oxigênio. Produz menos
quantidade de energia e forma mais resíduos Exemplo: Calcule a variação de entalpia da
como monóxido de carbono (CO) e água (H2O). seguinte reação pela Lei de Hess:
Entalpia de Ligação: durante as reações,
as ligações químicas dos reagentes e pro- C(grafite) + 2H2(g) o CH4(g) (reação global)
dutos são alteradas. Podemos calcular a
'H pela análise desses novos rearranjos. A Dados fornecidos:

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I. C(grafite)+O2(g) CO2(g) 'H1 = -94kJ/mol I. C(grafite)+O2(g) CO2(g) 'H1 = -94kJ/mol

II. H2(g) + 1/2O2(g) H2O(l) 'H2 = -68kJ/mol II. 2H2(g) + 1O2(g) 2H2O(l) 'H2 = -136kJ/mol

III. CO2(g)+2H2O(l) CH4(g)+2O2(g) 'H3 = +213kJ/mol


III. CH4(g)+2O2(g) CO2(g)+2H2O(l) 'H3 = -213kJ/mol
(Rg) C(grafite)+2H2(g) CH4(g) 'H1 = -17kJ/mol
1° passo: escrever todas as equações in-
termediárias (dados) de acordo com a rea- Lei de Hess: 'H = 'H1 + 'H2 + 'H3
ção global. Se não estiverem de acordo, tro- 'H = (-94) + (-136) + (213) = -17kJ/mol
ca-se o sinal da 'H. Na equação "I", o que
há em comum é o C(grafite). Então ele deve ser
escrito da mesma forma (como reagente e Eletroquímica
1mol).
Estuda as reações que produzem corren-
te elétrica através de reações chamadas de
I. C(grafite)+O2(g) CO2(g) 'H1 = -94kJ/mol oxidação e redução. Também estuda as re-
ações que ocorrem por intermédio do for-
A equação "II" tem em comum com a re- necimento de corrente elétrica, conhecidas
ação global o H2(g). Nos dados, esta espécie como eletrólise. Exemplo: pilhas e baterias
química não está exatamente igual como utilizadas em aparelhos eletrônicos, como
na global. Deve-se multiplicar toda a equa- celular, controle remoto, lanternas, filma-
ção por 2 (para ficar igual a 2H2(g)), inclusive doras, calculadoras, brinquedos, computa-
a 'H2. dores. A conversão de energia química em
energia elétrica é um processo espontâneo,
II. H2(g) + 1/2O2(g) H2O(l) 'H2 = -68kJ/mol (. 2) chamado de pilha (célula galvânica). Já a
conversão de energia elétrica em energia
química é um processo não-espontâneo,
2H2(g) + 1O2(g) 2H2O(l) 'H2 = -136kJ/mol
chamado de eletrólise.

A equação "III" tem em comum com a rea-


Número de oxidação (nox)
ção global o CH4(g). Devemos inverter a posi-
ção desta equação e, portanto, trocar o sinal
da 'H3. Para entender a eletroquímica, é preci-
so saber calcular o número de oxidação das
substâncias envolvidas em uma reação quí-
III. CH4(g)+2O2(g) CO2(g)+2H2O(l) 'H3 = -213kJ/mol mica. O NOX deve ser calculado respeitando
alguns critérios.
CO2(g)+2H2O(l) CH4(g)+2O2(g) 'H3 = +213kJ/mol Substância Simples: 0 (não há perda nem
ganho de elétrons. Exemplos: H2 (NOX H = 0),
2° passo: fazer a somatória para montar a Fe (NOX Fe = 0), O3 (NOX O = 0)
reação global (Rg) e somar os valores das 'H Átomo como íon simples: própria carga.
das equações intermediárias para achar a 'H Exemplos: Na+ (NOX Na = 1+), S2- (NOX S = 2-),
da reação global. H+ (NOX H = 1+)

Enem | Física e Química 37


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Metais alcalinos à esquerda da fórmula: neutro (não é um íon), o somatório de cargas
1 . Exemplos: NaCl (NOX Na = 1+), LiF (NOX Li =
+
é = 0. O H soma 2+, por este motivo.
1+), K2S (NOX K = 1+) Oxirredução: reação química que se carac-
Metais alcalino-terrosos à esquerda da teriza pela perda ou ganho (transferência) de
fórmula: 2+. Exemplos: CaO (NOX Ca = 2+), elétrons. Ocorrem dois fenômenos: oxidação,
MgS (NOX Mg = 2+), SrCl2 (NOX Sr = 2+) há perda de elétrons, onde aumenta o NOX
Halogênios: 1-. Exemplos: NaCl (NOX Cl = (Agente redutor) e redução, há ganho de elé-
1-), KF (NOX F = 1-), K2Br (NOX Br = 1-) trons, onde diminui o NOX (agente oxidante).
Calcogênios: 2-. Exemplos: CaO (NOX O = Eletrólise: reação não espontânea provo-
2-), ZnO (NOX O = 2-), MgS (NOX S = 2-) cada pelo fornecimento de energia elétrica
Ag, Zn e Al: 1+, 2+, 3+. Exemplos: AgCl (NOX (gerador). É o inverso das pilhas. Para que a
Ag = 1+), ZnS (NOX Zn = 2+), Al2S3 (NOX Al = 3+) eletrólise ocorra deve haver: a) corrente elé-
Hidrogênio em composto: 1+. Exemplo: trica contínua e voltagem suficiente para pro-
H2O (NOX H = 1+) vocar a eletrólise; b) íons livres (por fusão ou
Hidreto metálico (hidrogênio do lado direi- dissolução).
to da fórmula): 1-. Exemplo: NaH (NOX H = 1-) Eletrólise Ígnea: onde não há presença de
Oxigênio em composto (regra dos calco- água. Metais iônicos são fundidos (derretidos).
gênio): 2- . Exemplo: H2O (NOX O = 2-) Ao se fundirem, eles se ionizam formando
Oxigênio com flúor: 1+ e 2+. Exemplos: O2F2 íons. A partir desses íons, é formada a corren-
(NOX O = 1+), OF2 (NOX O = 2+) te elétrica.
Peróxidos (oxigênio + alcalino / alcalino Eletrólise Aquosa: onde há a dissociação
terroso): 1-. Exemplos: H2O2 (NOX 0 = 1-), Na2O de um composto iônico em solução aquosa. O
(NOX 0 = 1-) eletrodo deve ser inerte. É necessário conside-
Superóxidos: - . Exemplo: K2O4 (NOX O = -) rar a reação de auto-ionização da água, onde
produz íon H+ e íon OH-. O composto iônico é
Cálculo de NOX dissolvido em água, ocorrendo a formação de
íons livres, que produzirão a corrente elétrica.
Para as substâncias com dois ou mais ele-
Deve ser montada as quatro reações (disso-
mentos químicos: a) soma do NOX de todos os
ciação, ionização da água, reação do cátodo e
átomos = zero; b) soma do NOX de todos os
reação do ânodo) para obter a "reação global"
átomo em um íon composto = sua carga.
desta eletrólise.
Exemplo: Para encontrar o NOX do H na
água, sabendo apenas o NOX do O, coloque o Comparativo de Pilhas e Eletrólise
NOX em cima da fórmula da água e abaixo a
Polo + Polo -
somatória.
Cátodo Ânodo
1+ 2- NOX Redução Oxidação
Pilha de
H2O elemento químico Daniell Aumenta a
Corrói a lâmina
+ -
2 2 = 0 soma lâmina
Dilui concen- Aumenta con-
Divide-se o número do somatório do H tração centração
pelo número de átomos de H (2+ : 2 = 1+). Mul-
Ânodo Cátodo
tiplicamos o NOX pelo número de átomos de Eletrólise
O (1 . 2- = 2-). Como a água está no seu estado Oxidação Redução

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Leis da Eletrólise Radioatividade
São leis que relacionam as massas das
substâncias produzidas nos eletrodos e as Os átomos que se desintegram espon-
quantidades de energia gastas na eletróli- taneamente (manifestam radioatividade)
se estabelecidas pelo físico-químico Michael são, principalmente, os de grande massa.
Faraday. O casal Pierre e Marie Curie, estudou a ra-
1ª Lei da Eletrólise (Lei de Faraday): a dioatividade dos sais de urânio. Verifica-
massa da substância eletrolisada em qual- ram que todos os sais de urânio tinham a
quer dos elementos é diretamente proporcio- propriedade de impressionar chapas foto-
nal à quantidade de carga elétrica que atra- gráficas concluindo que o responsável pe-
vessa a solução: m = K1 . Q las emissões era o urânio (U). conseguiram
extrair e purificar o urânio a partir do mi-
m = massa da substância, em (g) nério pechblenda (U3O) e observaram que
k = constante de proporcionalidade (Fara- as impurezas eram mais radioativas do que
day) = 1/96500 = 1 Faraday = 96500 (C) o próprio urânio. Um dos novos elemento
= carga de 1 mol (6,02 . 1023) químicos era o Polônio (Po): 400 vezes mais
radioativo do que o urânio. Outro elemento
Q = carga elétrica, em Coulomb (C) químico, o Rádio (Ra), era 900 vezes mais
radioativo que o urânio e é luminescente
2ª Lei da Eletrólise: empregando-se a (azulado) quando está no escuro e fluores-
mesma quantidade de carga elétrica (Q), em cente com algumas substâncias como ZnS,
diversos eletrólitos, a massa da substância BaS, etc…
eletrolisada, em qualquer dos eletrodos, é di- Os átomos dos elementos radioativos
retamente proporcional ao equivalente-gra- são muito instáveis. Por isso, a radioativi-
ma da substância: m = k2 . E dade se manifesta pela emissão de partí-
culas do núcleo do átomo ou de radiação
E = equivalente-grama eletromagnética. Desintegração ou Decai-
mento Nuclear é o processo onde os nú-
Unindo as duas leis e aplicando ao estudo cleos instáveis emitem partículas e ondas
de Eletromagnetismo - Corrente Elétrica (Q = i eletromagnéticas para conseguir estabi-
. t), temos a seguinte expressão: lidade. A estabilidade do núcleo atômico
é determinada pelo número de massa (A),
m=K.E.i.t quantidade de prótons mais nêutrons e
só é rompida nos átomos com número de
i = intensidade de corrente elétrica, em massa muito grande. A partir do polônio
Coulomb por segundo = Ampère (A) (Po, A=84), todos os elementos têm insta-
t = tempo, em segundos (s) bilidade.

Chegamos à Equação geral da eletrólise: Desintegração Radiativa

m= 1 .E.Q ou m= 1 .E.i.t Quando ocorre a desintegração, os núcleos


96500 96500 liberam radiação em forma de partículas alfa

Enem | Física e Química 39


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(D), beta (E) e raios gama (J). radiação gama e também partículas alfa.
Desintegração alfa: emite partículas alfa
(D), carregada positivamente com carga 2+. É
formada por dois prótons e 2 nêutrons expe- J
lidos do núcleo.
1ª Lei da Radioatividade (Lei de Soddy):
quando um núcleo emite uma partícula alfa
(D), seu número atômico diminui duas unidades
e seu número de massa diminui 4 unidades. Radioatividade: é a propriedade que os
núcleos atômicos instáveis possuem de emitir
partículas e radiações eletromagnéticas para
D se transformarem em núcleos mais estáveis.
O fenômeno é chamado de reação de desin-
tegração radioativa, reação de transmutação
ou reação de decaimento. A reação só acaba
com a formação de átomos estáveis. O tempo
Desintegração beta: emite partícula beta varia muito.
(E), formada por um elétron que é “atirado”
em altíssima velocidade para fora do núcleo Efeitos da radioatividade
por estar instável.
2ª Lei da Radioatividade (Lei de Soddy- No ser humano, os efeitos dependem da
-Fajans-Russel): quando um núcleo emite quantidade e do tipo de radiação acumu-
uma partícula beta (E), seu número atômico lada no organismo. A radioatividade é ino-
aumenta uma unidade e seu número de mas- fensiva para a vida humana em pequenas
sa não se altera. doses, mas em excesso, pode provocar le-
sões nos sistemas (nervoso, aparelho gas-
E- (beta) trintestinal, medula óssea, etc) e pode levar
ou a morte (através de leucemia ou outro tipo
E+ (positron) de câncer).
A radiação é impossível de ser percebida
Desintegração gama: as emissões porque no momento do impacto não ocor-
gama (J) não são partículas. São ondas re dor ou lesão visível. A radiação ataca as
eletromagnéticas, assim como a luz ou on- células do corpo alterando os átomos e sua
das luminosas. Possui um poder de pene- estrutura. As ligações químicas podem ser
tração maior que a alfa e beta. Conseguem alteradas, afetando o funcionamento das
atravessar até 20cm no aço e 5 cm no células. Isso provoca consequências bioló-
chumbo (Pb). Por este motivo, estas emis- gicas no funcionamento do organismo com
sões são muito perigosas do ponto de vista o tempo. Algumas percebidas a curto pra-
fisiológico. Podem danificar tecidos vivos e zo, outras a longo prazo. Podem apresen-
até matar. A emissão gama (J) não altera tar problemas nos descendentes (herdeiros
nem o número atômico e nem o número genéticos, filhos, netos) de que m sofreu
de massa. O rádio (A=226), por exemplo, se alguma alteração genética pela radioati-
transforma em radônio (A=222), emitindo vidade.

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Como cai no Enem
01 - Enem 2019 Q91 Cad Amar 2SA R:C
Imagem
Astrônomos medem a velocidade de afas-
tamento de galáxias distantes pela detecção
da luz emitida por esses sistemas. A lei de Hub-
ble afirma que a velocidade de afastamento
de uma galáxia (em km/s) é proporcional à sua
distância até a Terra, medida em megaparsec
(Mpc). Nessa lei, a constante de proporciona-
lidade é a constante de Hubble (h0) e seu valor CAPElETTI, l. B. et al. Tailored Silica – Antibiotic Nanoparticles:
mais aceito é de 72 km/s. O parsec (pc) é uma Overcoming Bacterial Resistance with low Cytotoxicity.
Langmuir, n. 30, 2014 (adaptado).
Mpc
unidade de distância utilizada em astronomia A interação entre a superfície da nanopar-
que vale aproximadamente 3 × 1016 m. Obser- tícula e o lipopolissacarídeo ocorre por uma
vações astronômicas determinaram que a ve- ligação
locidade de afastamento de uma determinada
galáxia é de 1 440 km/s . A - de hidrogênio.
Utilizando a lei de Hubble, pode-se concluir B - hidrofóbica.
que a distância até essa galáxia, medida em km, C - dissulfeto.
é igual a: D - metálica.
E - iônica.
A - 20 × 100
B - 20 × 106 03 - Enem 2019 Q94 Cad Amar 2SA R:D
C - 6 × 1020
D - 6 × 1023 Antes da geração do céu, teremos que re-
E - 6 × 1026 ver a natureza do fogo, do ar, da água e da
terra.
02 - Enem 2019 Q93 Cad Amar 2SA R:A Primeiro, em relação àquilo a que chama-
mos água, quando congela, parece-nos es-
Nanopartículas de sílica recobertas com tar a olhar para algo que se tornou pedra ou
antibióticos foram desenvolvidas com suces- terra, mas quando derrete e se dispersa, esta
so como material bactericida, pois são efica- torna-se bafoe ar; o ar, quando é queimado,
zes contra bactérias sensíveis e resistentes, torna-se fogo; e, inversamente, o fogo, quan-
sem citotoxicidade significativa a células de do se contrai e se extingue, regressa à forma
mamíferos. As nanopartículas livres de anti- do ar; o ar, novamente concentrado e contra-
bióticos também foram capazes de matar as ído, torna-se nuvem e nevoeiro, mas, a partir
bactérias E. coli sensíveis e resistentes ao an- destes estados, se for ainda mais comprimi-
tibiótico estudado. Os autores sugerem que a do, torna-se água corrente, e de água torna-
interação entre os grupos hidroxil da superfí- -se novamente terra e pedras; e deste modo,
cie das nanopartículas e os lipopolissacaríde- como nos parece, dão geração uns aos outros
os da parede celular da bactéria desestabili- de forma cíclica.
zaria sua estrutura. PlATÃO, Timeu (c. 360 a.C.).

Enem | Física e Química 41


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Buscando compreender a diversidade de D - 25
formas e substâncias que vemos no mundo, E - 36
diversas culturas da Antiguidade elaboraram
a noção de “quatro elementos” fundamen- 05 - Enem 2019 Q97 Cad Amar 2SA R:E
tais, que seriam terra, água, ar e fogo. Essa
visão de mundo prevaleceu até o início da Era Em regiões desérticas, a obtenção de água
Moderna, quando foi suplantada diante das potável não pode depender apenas da pre-
descobertas da química e da física. cipitação. Nesse sentido, portanto, sistemas
PlATÃO. Timeu-Crítias. Coimbra: CECh, 2011. para dessalinização da água do mar têm sido
Do ponto de vista da ciência moderna, a uma solução. Alguns desses sistemas con-
descrição dos “quatro elementos” feita por sistem basicamente de duas câmaras (uma
Platão corresponde ao conceito de contendo água doce e outra contendo água
salgada) separadas por uma membrana se-
A - partícula elementar. mipermeável. Aplicando-se pressão na câ-
B - força fundamental. mara com água salgada, a água pura é for-
çada a passar através da membrana para a
C - elemento químico.
câmara contendo água doce.
D - fase da matéria.
O processo descrito para a purificação da
E - lei da natureza. água é denominado
04 - Enem 2019 Q95 Cad Amar 2SA R:A
A - filtração.
O vinagre é um produto alimentício resul- B - adsorção.
tante da fermentação do vinho que, de acor- C - destilação.
do com a legislação nacional, deve apresentar D - troca iônica.
um teor mínimo de ácido acético (CH3COOH) E - osmose reversa.
de 4% (v/v). Uma empresa está desenvolven-
do um kit para que a inspeção sanitária seja 06 - Enem 2019 Q100 Cad Amar 2SA R:C
capaz de determinar se alíquotas de 1 mL de
amostras de vinagre estão de acordo com a Um estudante leu em um site da internet
legislação. Esse kit é composto por uma am- que os povos antigos determinavam a dura-
pola que contém uma solução aquosa de ção das estações do ano observando a va-
Ca(OH)2 0,1 mol/L e um indicador que faz com riação do tamanho da sombra de uma haste
que a solução fique cor-de-rosa, se estiver vertical projetada no solo. Isso ocorria porque,
básica, e incolor, se estiver neutra ou ácida. se registrarmos o tamanho da menor sombra
Considere a densidade do ácido acético igual ao longo de um dia (ao meio-dia solar), esse
a 1,10 g/cm3 , a massa molar do ácido acético valor varia ao longo do ano, o que permitiu
igual a 60 g/mol e a massa molar do hidróxido aos antigos usar esse instrumento rudimentar
de cálcio igual a 74 g/mol . como um calendário solar primitivo. O estu-
Qual é o valor mais próximo para o volume dante também leu que, ao longo de um ano
de solução de Ca(OH)2, em mL, que deve estar (sempre ao meio-dia solar): (I) a sombra é
contido em cada ampola do kit para garantir máxima no solstício de inverno; e (II) a sombra
a determinação da regularidade da amostra é mínima no solstício de verão.
testada? O estudante, que morava em Macapá (na
linha do Equador), ficou intrigado com essas
A - 3,7 afirmações e resolveu verificar se elas eram
B - 6,6 verdadeiras em diferentes regiões do mundo.
C - 7,3 Contactou seus amigos virtuais em Salva-

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dor (Região Tropical) e Porto Alegre (Região (CaCO3), é muito utilizada como material de
Temperada) e pediu que eles registrassem construção e também na produção de es-
o tamanho da menor sombra de uma haste culturas. Entretanto, se peças de mármore
vertical padronizada, ao longo do dia, duran- são expostas a ambientes externos, particu-
te um ano. Os resultados encontrados estão larmente em grandes cidades e zonas indus-
mostrados esquematicamente no gráfico (SV: triais, elas sofrem ao longo do tempo um pro-
Solstício de Verão; SI: Solstício de Inverno; E: cesso de desgaste, caracterizado pela perda
Equinócio): de massa da peça.
Esse processo de deterioração ocorre em
Imagem função da

A - oxidação do mármore superficial pelo oxi-


gênio.
B - decomposição do mármore pela radiação
solar.
C - onda de choque provocada por ruídos ex-
Qual(is) cidade(s) indicada(s) no texto e no ternos.
gráfico contradiz(em) a afirmação II? D - abrasão por material particulado presente
no ar.
A - Salvador. E - acidez da chuva que cai sobre a superfície
B - Porto Alegre. da peça.
C - Macapá e Salvador.
D - Macapá e Porto Alegre. 09 - Enem 2019 Q102 Cad Amar 2SA R:C
E - Porto Alegre e Salvador.
Um dos processos biotecnológicos mais
07 - Enem 2019 Q98 Cad Amar 2SA R:D antigos é a utilização de microrganismos para
a produção de alimentos. Num desses pro-
Um laudo de análise de laboratório apon- cessos, certos tipos de bactérias anaeróbicas
tou que amostras de leite de uma usina de utilizam os açúcares presentes nos alimen-
beneficiamento estavam em desacordo com tos e realizam sua oxidação parcial, gerando
os padrões estabelecidos pela legislação. foi como produto final da reação o ácido lático.
observado que a concentração de sacarose Qual produto destinado ao consumo hu-
era maior do que a permitida. mano tem sua produção baseada nesse pro-
Qual teste listado permite detectar a irre- cesso?
gularidade descrita?
A - Pão.
A - Medida da turbidez. B - Vinho.
B - Determinação da cor. C - Iogurte.
C - Determinação do pH. D - Vinagre.
D - Medida da densidade. E - Cachaça.
E - Medida da condutividade.
10 - Enem 2019 Q103 Cad Amar 2SA R:B
08 - Enem 2019 Q101 Cad Amar 2SA R:E
O curling é um dos esportes de inverno mais
O mármore, rocha metamórfica compos- antigos e tradicionais. No jogo, dois times com
ta principalmente de carbonato de cálcio quatro pessoas têm de deslizar pedras de gra-

Enem | Física e Química 43


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nito sobre uma área marcada de gelo e tentar de solubilidade e inflamabilidade. Foram ob-
colocá-las o mais próximo possível do centro. tidos os seguintes resultados:
A pista de curling é feita para ser o mais nive- - frascos 1, 3 e 5 contêm líquidos miscíveis en-
lada possível, para não interferir no decorrer do tre si;
jogo. Após o lançamento, membros da equi- - frascos 2 e 4 contêm líquidos miscíveis entre
pe varrem (com vassouras especiais) o gelo si;
imediatamente à frente da pedra, porém sem - Frascos 3 e 4 contêm líquidos não inflamá-
tocá-la. Isso é fundamental para o decorrer veis.
da partida, pois influi diretamente na distância Com base nesses resultados, pode-se con-
percorrida e na direção do movimento da pe- cluir que a água está contida no frasco
dra. Em um lançamento retilíneo, sem a inter-
ferência dos varredores, verifica-se que o mó- A - 1.
dulo da desaceleração da pedra é superior se B - 2.
comparado à desaceleração da mesma pedra C - 3.
lançada com a ação dos varredores. D - 4.
E - 5.
Imagem
12 - Enem 2019 Q107 Cad Amar 2SA R:B

A figura mostra, de forma esquemática,


uma representação comum em diversos li-
vros e textos sobre eclipses. Apenas analisan-
do essa figura, um estudante pode concluir
que os eclipses podem ocorrer duas vezes a
cada volta completa da lua em torno da Ter-
ra. Apesar de a figura levar a essa percepção,
Disponível em: http://cbdg.org.br.
algumas informações adicionais são necessá-
Acesso em: 29 mar. 2016 (adaptado). rias para se concluir que nem o eclipse solar,
nem o lunar ocorrem com tal periodicidade.
A menor desaceleração da pedra de grani-
to ocorre porque a ação dos varredores dimi-
Imagem
nui o módulo da

A - força motriz sobre a pedra.


B - força de atrito cinético sobre a pedra.
C - força peso paralela ao movimento da pedra.
D - força de arrasto do ar que atua sobre a pedra.
E - força de reação normal que a superfície
exerce sobre a pedra.
A periodicidade dos eclipses ser diferente
da possível percepção do estudante ocorre
11 - Enem 2019 Q106 Cad Amar 2SA R:C
em razão de
Em um laboratório de química foram en-
contrados cinco frascos não rotulados, con- A - eclipses noturnos serem imperceptíveis da
tendo: propanona, água, tolueno, tetracloreto Terra.
de carbono e etanol. Para identificar os líqui- B - planos das órbitas da Terra e da lua serem
dos presentes nos frascos, foram feitos testes diferentes.

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C - distância entre a Terra e a lua variar ao
longo da órbita.
D - eclipses serem visíveis apenas em parte da E-
superfície da Terra.
E - o Sol ser uma fonte de luz extensa compa-
rado ao tamanho da lua.
14 - Enem 2019 Q110 Cad Amar 2SA R:C
13 - Enem 2019 Q109 Cad Amar 2SA R:C
Algumas moedas utilizam cobre metá-
Um foguete viaja pelo espaço sideral com lico em sua composição. Esse metal, ao ser
os propulsores desligados. A velocidade inicial exposto ao ar úmido, na presença de CO 2,
v tem módulo constante e direção perpendi- sofre oxidação formando o zinabre, um
cular à ação dos propulsores, conforme indi- carbonato básico de fórmula Cu 2(OH) 2CO 3,
cadona figura. O piloto aciona os propulsores que é tóxico ao homem e, portanto, carac-
para alterar a direção do movimento quan- teriza-se como um poluente do meio am-
do o foguete passa pelo ponto A e os desliga biente. Com o objetivo de reduzir a conta-
quando o módulo de sua velocidade final é minação com o zinabre, diminuir o custo
superior a 2 | v |, o que ocorre antes de passar de fabricação e aumentar a durabilidade
pelo ponto B. Considere as interações despre- das moedas, é comum utilizar ligas resul-
zíveis. tantes da associação do cobre com outro
elemento metálico.
Imagem A propriedade que o metal associado ao
cobre deve apresentar para impedir a forma-
ção de zinabre nas moedas é, em relação ao
cobre,
A representação gráfica da trajetória se-
guida pelo foguete, antes e depois de passar A - maior caráter ácido.
pelo ponto B, é: B - maior número de oxidação.
C - menor potencial de redução.
D - menor capacidade de reação.
A-
E - menor número de elétrons na camada de
valência.

15 - Enem 2019 Q113 Cad Amar 2SA R:D


B-
O ácido ricinoleico, um ácido graxo fun-
cionalizado, cuja nomenclatura oficial é áci-
do D-(−)-12-hidroxi-octadec-cis-9-enoico, é
C- obtido da hidrólise ácida do óleo de mamona.
As aplicações do ácido ricinoleico na indústria
são inúmeras, podendo ser empregado desde
a fabricação de cosméticos até a síntese de
alguns polímeros.
D- Para uma amostra de solução desse ácido,
o uso de um polarímetro permite determinar
o ângulo de

Enem | Física e Química 45


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A - refração. A primeira etapa desse beneficiamento é a
B - reflexão.
C - difração. A - decantação.
D - giro levógiro. B - evaporação.
E - giro destrógiro. C - destilação.
D - floculação.
16 - Enem 2019 Q115 Cad Amar 2SA R:D E - filtração.

Em uma residência com aquecimento cen- 18 - Enem 2019 Q116 Cad Amar 2SA R:E
tral, um reservatório é alimentado com água
fria, que é aquecida na base do reservatório O 2-BhA é um fenol usado como antio-
e, a seguir, distribuída para as torneiras. De xidante para retardar a rancificação em ali-
modo a obter a melhor eficiência de aque- mentos e cosméticos que contêm ácidos
cimento com menor consumo energético, graxos insaturados. Esse composto caracte-
foram feitos alguns testes com diferentes riza-se por apresentar uma cadeia carbônica
configurações, modificando-se as posições aromática mononuclear, apresentando o gru-
de entrada de água fria e de saída de água po substituinte terc-butil na posição orto e o
quente no reservatório, conforme a figura. Em grupo metóxi na posição para.
todos os testes, as vazões de entrada e saída A fórmula estrutural do fenol descrito é
foram mantidas iguais e constantes.

Imagem
A-

A configuração mais eficiente para a insta-


lação dos pontos de entrada e saída de água no
reservatório é, respectivamente, nas posições B-

A - 1 e 4.
B - 1 e 6.
C - 2 e 5.
D - 3 e 4. C-
E - 3 e 5.

17 - Enem 2019 Q112 Cad Amar 2SA R:A

Na perfuração de uma jazida petrolífera, D-


a pressão dos gases faz com que o petróleo
jorre. Ao se reduzir a pressão, o petróleo bru-
to para de jorrar e tem de ser bombeado. No
entanto, junto com o petróleo também se
encontram componentes mais densos, tais
como água salgada, areia e argila, que devem E-
ser removidos na primeira etapa do beneficia-
mento do petróleo.

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19 - Enem 2019 Q118 Cad Amar 2SA R:E Qual é o valor mais próximo da massa de
ácido sulfúrico, em quilograma, que será pro-
Uma das formas de se obter energia elétri- duzida a partir de 2,0 kg de ouro de tolo?
ca é usar uma lente convergente circular para
concentrar os raios de sol em um único pon- A - 0,33
to, aquecendo um dispositivo localizado nes- B - 0,41
se ponto a uma temperatura elevada. Com a C - 2,6
transformação da energia luminosa em ener-
D - 2,9
gia térmica, pode ser criado vapor-d’água que
moverá uma turbina e gerará energia elétrica. E - 3,3
Para projetar um sistema de geração de ener-
gia elétrica, a fim de alimentar um chuveiro 21 - Enem 2019 Q120 Cad Amar 2SA R:B
elétrico de 2000 W de potência, sabe-se que,
neste local, a energia recebida do Sol é 1000 O etanol é um combustível renovável obti-
W/m2. Esse sistema apresenta taxa de eficiên- do da cana-de-açúcar e é menos poluente do
cia de conversão em energia elétrica de 50% que os combustíveis fósseis, como a gasolina
da energia solar incidente. Considere S = 1,8. e o diesel. O etanol tem densidade 0,8 g/cm3,
Qual deve ser, em metro, o raio da lente massa molar 46 g/mol e calor de combustão
para que esse sistema satisfaça aos requisitos aproximado de −1 300 kJ/mol . Com o grande
do projeto? aumento da frota de veículos, tem sido incen-
tivada a produção de carros bicombustíveis
A - 0,28 econômicos, que são capazes de render até
20 km/L em rodovias, para diminuir a emissão
B - 0,32
de poluentes atmosféricos.
C - 0,40
O valor correspondente à energia consu-
D - 0,80 mida para que o motorista de um carro eco-
E - 1,11 nômico, movido a álcool, percorra 400 km na
condição de máximo rendimento é mais pró-
20 - Enem 2019 Q119 Cad Amar 2SA R:C ximo de

Na busca por ouro, os garimpeiros se con-


A - 565 MJ.
fundem facilmente entre o ouro verdadeiro
B - 452 MJ.
e o chamado ouro de tolo, que tem em sua
composição 90% de um minério chamado C - 520 kJ.
pirita (FeS2). Apesar do engano, a pirita não é D - 390 kJ.
descartada, pois é utilizada na produção do E - 348 kJ.
ácido sulfúrico, que ocorre com rendimento
global de 90%, conforme as equações quími- 22 - Enem 2019 Q132 Cad Amar 2SA R:A
cas apresentadas. Considere as massas mola-
res: FeS2 (120 g/mol), O2 (32 g/mol), Fe2O3 (160 Um professor percebeu que seu apontador
g/mol), SO2 (64 g/mol), SO3 (80 g/mol), H2O a laser, de luz monocromática, estava com o
(18 g/mol), H2SO4 (98 g/mol). brilho pouco intenso. Ele trocou as baterias
do apontador e notou que a intensidade lu-
4 FeS2 + 11 O2 o 2 Fe2O3 + 8 SO2 minosa aumentou sem que a cor do laser se
alterasse. Sabe-se que a luz é uma onda ele-
2 SO2 + O2 o 2 SO3 tromagnética e apresenta propriedades como
amplitude, comprimento de onda, fase, fre-
SO3 + H2O o H2SO4 quência e velocidade.

Enem | Física e Química 47


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Dentre as propriedades de ondas citadas, 24 - Enem 2019 Q122 Cad Amar 2SA R:B
aquela associada ao aumento do brilho do
laser é o(a) O gás hidrogênio é considerado um ótimo
combustível — o único produto da combustão
A - amplitude. desse gás é o vapor de água, como mostrado
B - frequência. na equação química.
C - fase da onda.
D - velocidade da onda. 2 H2 (g) + O2 (g) o 2 H2O (g)
E - comprimento de onda.
Um cilindro contém 1 kg de hidrogênio e
todo esse gás foi queimado. Nessa reação,
23 - Enem 2019 Q125 Cad Amar 2SA R:C
são rompidas e formadas ligações químicas
que envolvem as energias listadas no quadro.
Laboratórios de química geram como
subprodutos substâncias ou misturas que,
quando não têm mais utilidade nesses lo- Ligação Energia de ligação
cais, são consideradas resíduos químicos. química kJ/mol
Para o descarte na rede de esgoto, o resí- H−H 437
duo deve ser neutro, livre de solventes in- H−O 463
flamáveis e elementos tóxicos como Pb, Cr
O=O 494
e Hg. Uma possibilidade é fazer uma mistu-
ra de dois resíduos para obter um material
que apresente as características necessá- Massas molares (g/mol) : H2 = 2; O2 = 32;
rias para o descarte. Considere que um la- H2O = 18.
boratório disponha de frascos de volumes Qual é a variação da entalpia, em quilo-
iguais cheios dos resíduos, listados no qua- joule, da reação de combustão do hidrogênio
dro. contido no cilindro?

A −242 000
Tipos de resíduos B −121 000
I - Solução de H2CrO4 0,1 mol/L C −2 500
D +110 500
II - Solução de NaOh 0,2 mol/L
E +234 000
III - Solução de HCl 0,1 mol/L
IV - Solução de H2SO4 0,1 mol/L 25 - Enem 2019 Q137 Cad Amar 2SA R:B
V - Solução de CH3COOH 0,2 mol/L As coordenadas usualmente utilizadas na
VI - Solução de NaHCO3 0,1 mol/L localização de um ponto sobre a superfície
terrestre são a latitude e a longitude. Para tal,
considera-se que a Terra tem a forma de uma
Qual combinação de resíduos poderá ser
esfera.
descartada na rede de esgotos?
Um meridiano é uma circunferência sobre
a superfície da Terra que passa pelos polos
A - I e II Norte e Sul, representados na figura por PN e
B - II e III PS. O comprimento da semicircunferência que
C - II e IV une os pontos PN e PS tem comprimento igual
D - V e VI a 20.016 km. A linha do Equador também é
E - IV e VI uma circunferência sobre a superfície da Terra,

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com raio igual ao da Terra, sendo que o plano A - são óxidos inorgânicos.
que a contém é perpendicular ao que contém B - são fontes de oxigênio.
qualquer meridiano. C - o ânion reage com a água.
Seja P um ponto na superfície da Terra, C o D - são substâncias anfóteras.
centro da Terra e o segmento PC um raio, con- E - os cátions reagem com a água.
forme mostra a figura. Seja M o ângulo que o
segmento PC faz com o plano que contém a
27 - Enem 2019 Q138 Cad Amar 2SA R:D
linha do Equador. A medida em graus de M é a
medida da latitude de P.
Um asteroide batizado de 2013-TV135 pas-
sou a aproximadamente 6,7 × 106 quilôme-
Imagem
tros da Terra. A presença do objeto espacial
nas proximidades da Terra foi detectada por
astrônomos ucranianos, que alertaram para
uma possível volta do asteroide em 2032.
Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 30 out. 2013.

O valor posicional do algarismo 7, presente


na notação científica da distância, em quilô-
metro, entre o asteroide e a Terra, correspon-
de a

Suponha que a partir da linha do Equador A - 7 décimos de quilômetro.


um navio viaja subindo em direção ao Polo B - 7 centenas de quilômetros.
Norte, percorrendo um meridiano, até um C - 7 dezenas de milhar de quilômetros.
ponto P com 30 graus de latitude. D - 7 centenas de milhar de quilômetros.
Quantos quilômetros são percorridos pelo E - 7 unidades de milhão de quilômetros.
navio?
28 - Enem 2019 Q151 Cad Amar 2SA R:D
A - 1.668
B - 3.336 Na anestesia peridural, como a usada nos
C - 5.004 partos, o médico anestesista precisa introduzir
D - 6.672 uma agulha nas costas do paciente, que atra-
E - 10.008 vessará várias camadas de tecido até chegar
a uma região estreita, chamada espaço epi-
26 - Enem 2019 Q128 Cad Amar 2SA R:C dural, que envolve a medula espinhal.
A agulha é usada para injetar um líquido
O processo de calagem consiste na dimi- anestésico, e a força que deve ser aplicada à
nuição da acidez do solo usando compostos agulha para fazê-la avançar através dos te-
inorgânicos, sendo o mais usado o calcário cidos é variável.
dolomítico, que é constituído de carbonato A figura é um gráfico do módulo F da for-
de cálcio (CaCO3) e carbonato de magné- ça (em newton) em função do deslocamento
sio (MgCO3). Além de aumentarem o pH do x da ponta da agulha (em milímetro) durante
solo, esses compostos são fontes de cálcio uma anestesia peridural típica.
e magnésio, nutrientes importantes paraos Considere que a velocidade de penetração
vegetais. da agulha deva ser a mesma durante a apli-
Os compostos contidos no calcário dolo- cação da anestesia e que a força aplicada à
mítico elevam o ph do solo, pois agulha pelo médico anestesista em cada pon-

Enem | Física e Química 49


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to deve ser proporcional à resistência naquele na tabela. Suponha que o tempo previsto para
ponto. percorrer a distância entre dois postos de veri-
ficação consecutivos seja sempre de 5min 15s,
Imagem e que um corredor obteve os seguintes tem-
pos nos quatro primeiros postos.

1º posto 2º posto 3º posto


Tempo
5min 15s 10min 30s 15min 45s
previsto
Tempo
obtido
5min 27s 10min 54s 16min 21s
HAllIDAY, D.; RESNICK, R. Fundamentos de física.
pelo
Rio de Janeiro: lTC, 2008. corredor
Com base nas informações apresentadas, Último
a maior resistência à força aplicada observa- posto
4º posto ...
-se ao longo do segmento (final do
trajeto)
A - AB. Tempo 1h 55min
21min 00s ...
B - FG. previsto 30s
C - EF. Tempo
D - GH. obtido
21min 48s ...
pelo
E - HI.
corredor
29 - Enem 2019 Q142 Cad Amar 2SA R:C
Caso esse corredor consiga manter o mes-
mo ritmo, seu tempo total de corrida será
Em uma corrida de regularidade, cada cor-
redor recebe um mapa com o trajeto a ser
seguido e uma tabela indicando intervalos A - 1h 55min 42s.
de tempo e distâncias entre postos de averi- B - 1h 56min 30s.
guação. O objetivo dos competidores é pas- C - 1h 59min 54s.
sar por cada um dos postos de averiguação o D - 2h 05min 09s.
mais próximo possível do tempo estabelecido E - 2h 05min 21s.

Gabarito
1 C 2 A 3 D 4 A 5 E 6 C 7 D 8 E 9 C 10 B
11 C 12 B 13 C 14 C 15 D 16 D 17 A 18 E 19 E 20 C
21 B 22 A 23 C 24 B 25 B 26 C 27 D 28 D 29 C

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Edicão
ATUALIZADA
2021

Física e Química
Português e Redação

• Sintaxe: frase, oração e período, sujeito e predicado, complemento verbal e nominal e


adjunto adnominal e adverbial.
• Pontuação: ponto, vírgula, dois pontos, ponto de interrogação, ponto de exclamação,
reticências, aspas, colchetes, parênteses, travessão e hífen.
• Redação: tipos de teses, coerência, título, argumentação e conclusão.
• Dúvidas Frequentes: uso dos porquês, mal ou mau, sob ou sobre, faz ou fazem, plural das
cores e muito mais.

Matemática e Biologia

• Corpo Humano: célula, tecidos e sistema digestivo.


• Problema e Resolução: regra de três, porcentagem, juros, análise combinatória e
probabilidade.
• Ciclo Biogeoquímico: ciclo da água, do oxigênio, do carbono, do nitrogênio e do cálcio.
• Fração: números racionais, simplificação, multiplicação, divisão, subtração e adição.
• Números e Definições: natural, inteiro, primo, fracionário, decimal, ordinal e misto.

Geografia e História

• Período Republicano: República Velha, Era Vargas, Período Democrático, Ditadura Militar e
Nova República.
• Período Colonial: Ciclo do Açúcar, Invasões Estrangeiras, Escravidão Africana e Expansão
Territorial.
• Geografia: Geopolítica Econômica, Revolução Industrial e Blocos Econômicos.
• Meio ambiente: clima árido, semiárido, tropical, subtropical, equatorial, temperado e polar.

Física e Química

• Eletromagnetismo: cargas elétricas, eletrização de Corpos e Lei de Coulomb.


• Leis de Newton: Princípio da Inércia, Princípio Fundamental da Dinâmica e Princípio da
Ação e Reação.
• Estados Físicos: fase gasosa, fase sólida, fusão, liquefação, solidificação e sublimação.
• Tabela Periódica: elemento químico, metais, gases nobres e carbono, ligações químicas,
regra do octeto, ligação covalente, ligação iônica e ligação metálica.

Teoria Prática
Resumos dos temas que Dezenas de questões
mais caem nas provas para você praticar
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