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1.

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

1.1 Título do Projeto: Cidadão Jovem, autoconhecimento e integridade mental


1.2 Nome da Entidade: SEJUV – PAJ (Programa Amapá Jovem)
1.3 Coordenador do Projeto: Francisca Rigor de Freitas

2. JUSTIFICATIVA

Levando em conta que o jovem está extremamente exposto a fatores que


contribuem para a origem de perturbações da saúde mental, tais como as
diversas pressões geradas pelas redes socais e o fato de que, adolescentes e
jovens, têm se relacionado menos pessoalmente; acontecimentos e dificuldades,
tais como a perda de familiar próximo e decepção amorosa; pobreza; fatores
genéticos; traumáticos; conflitos familiares; desejo de maior autonomia; maior
exposição ao estresse; exploração da identidade sexual; falta de qualidade de
vida doméstica; envolvimento precoce com drogas e álcool; bullying ou
exposição à violência, incluindo pais agressivos; exposição a rejeição no
ambiente escolar por parte de colegas, até mesmo por parte de professores e
exclusão social; influência da mídia quanto à posição social, aos padrões
estéticos e às diferenças de gênero, entre outros; e que ter uma saúde mental
íntegra é essencial, assim como cuidamos do corpo, devemos cuidar do nosso
emocional; este Projeto tem como foco colaborar com a saúde mental dos jovens
do município do Oiapoque, mais especificamente os jovens ativos no PAJ
(Programa Amapá Jovem), visando a prevenção de doenças mentais como
angústia, distúrbio de ansiedade, depressão, preocupação excessiva, stress
continuado, dependência de álcool e outras drogas, entre outras; ressaltando
que essa faixa etária, necessita ser buscado uma melhor estrutura no tocante a
questão sócio psíquica. Nesse sentido, as questões psicológicas dos jovens
muitas vezes passam despercebidas pela escola e pela própria família. Por isso,
faz-se necessário contribuir com esses jovens, que apresentam tendências a
transtornos psíquicos e questões inerentes a problemas psicológicos em nossa
sociedade atual, onde cada vez mais, o jovem está precisando ser acolhido pela
sociedade com estratégias de reconhecimento e ações que falem a respeito de
seus problemas inerentes ao cotidiano atual, uma vez que esses jovens tem mais
escuta no “mundo virtual”, e que este n maioria das vezes não o ajudam de forma
positiva em apoio e motivação para que tenham efetiva resposta em relação ao
enfrentamento de fatores que podem leva-lo a desenvolver algum tipo de
transtorno, criado em seu meio socioemocional. Contudo, é dever da sociedade
desenvolver projetos sociais que tenham como foco ações de promoção da
saúde mental, e prevenção a possíveis transtornos mentais, bem como o apoio
a seus familiares, conscientizando-os de que as doenças mentais não são
brincadeira; que o jovem não está fazendo drama ou querendo chamar a atenção
quando demonstra algum comportamento incomum, e que o mesmo precisa de
ajuda, pois muitas das vezes o jovem que está passando por algum tipo de
problema que pode desencadear ou até já resultou num transtorno mental,
mesmo que seja leve; passa um certo tempo criando coragem para pedir ajuda
e se abrir com alguém, mas quando consegue se expressar, é menosprezado,
rotulado como desocupado, preguiçoso e etc. Por isso, é importante que os
familiares tenham muita atenção e empatia para entender a realidade do jovem,
criando meios para que o mesmo possa se expressar e sentir que pode confiar
no meio que está inserido, o que facilitará a prevenção aos agravos da saúde
mental desses jovens no futuro.

3. OBJETIVOS:

Geral:
Contribuir para o fortalecimento da saúde mental dos jovens Oiapoqueses
ligados ao PAJ, direcionados a escuta e acolhimento motivacional como forma
de ajudar no autoconhecimento dos mesmos e consequentemente ajudando-os
a reconhecer uma possível tendência a transtornos mentais.

Específicos:
Lidar com a resistência de fala dos jovens por meio de encontros presenciais;

Fortalecer a autoconfiança com estratégias de comunicação que chegue a essa


faixa etária;
Apresentar técnicas que ajudem os jovens a reconhecer seus problemas e
discutir em sociedade evitando assim a questão de querer resolver sozinho seus
problemas detectados;

Perceber como inserir a família no âmbito dessa discussão da saúde mental dos
jovens para lhe dar apoio socioemocional e conscientizador;

Desenvolver ações que propiciem a prevenção do transtorno mental, bem como,


se necessário, contribuir com o tratamento de jovens que já apresentam
transtornos mentais explícitos e necessitam de cuidados especializados nas
áreas.

4. PÚBLICO-ALVO DO PROJETO

O público a ser beneficiado com esse projeto serão jovens oiapoquenses, na


faixa etária de 15 a 29 anos, pertencentes ao PAJ (Programa Amapá Jovem),
totalizando aproximadamente 80 jovens. Esses jovens são carentes, alguns
vivem em “invasões”, área alagadas, possuem limitações em termos de acesso
a recursos tecnológicos e na maioria dos casos contribuem com a renda familiar
utilizando o benefício do PAJ. E em outros casos esse jovem é quem sustenta
sua casa, pois já constituiu sua própria família.

5. ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS

A metodologia do projeto envolve o desenvolvimento de atividades em caráter


semanal ou diário, quando for necessário. Contando a colaboração de uma
equipe interdisciplinar, composta por psicólogo, pedagogo e assistente social.
Abaixo segue planilha com o cronograma contendo lista das ações e períodos
que as mesmas serão desenvolvidas:

ATIVIDADE PERÍODO DE REALIZAÇÃO


Recepção com roda de conversas para um mês
conhecer a situação psicossocial e
familiar de cada jovem atrelado ao
projeto – trabalhar a confiança dos
jovens
A Escuta individual com cada jovem um mês
com o psicólogo para diagnosticar o
nível de saúde mental de cada indivíduo
– diagnóstico dos jovens a serem
atendidos pelo projeto
Discussão entre os grupos com Dois meses
apresentação sobre temas ligados ao
projeto como: bullying, depressão,
rejeição, preconceito, suicídio,
ansiedade – trabalhar temas que
desenvolvem agravos a saúde mental.
Atividades em Grupo/ atividades Dois meses
lúdicas/ oficinas – apresentação em
formas de teatro, poesias ou escrita,
entre outros atividades visando
entender o que o jovem já conhece
quando se trata de motivação,
autoconfiança, autoconhecimento, bem
como promover a empatia entre eles.
Psicoterapia Individual e/ou Grupal. um mês
Orientação e Encaminhamento a um mês
Familiares.
Atividades em Grupo considerando a um mês
família ou o grupo interdisciplinar do
projeto.

6. RESULTADOS ESPERADOS DO PROJETO

Promover ações que visam a diminuição de possíveis tendências ao


desenvolvimento de transtornos mentais como o comportamento violento,
isolamento social/afetivo, depressão, síndromes que os jovens apresentam na
atualidade, ansiedade, preocupação excessiva, entre outros. Sendo assim, a
equipe envolvida no projeto através da realização de palestras, debates,
atividades terapêuticas e lúdicas, bem como atividades individuais ou/em grupo
e oficinas.
Levando em consideração, que as ações do projeto sejam eficazes, através das
formas de acolhimento aos jovens voltadas para a atuação de uma equipe
multidisciplinar com profissionais envolvidos, que atue no seguimento jovem,
com capacidade de escuta e intervenções, que façam os jovens se sentir
motivados, acolhidos e trabalhem as questões relacionadas aos agravos da
saúde mental que os jovens passam na atualidade; bem como solucionar
questões ligadas a família, grupos e rede social; utilização da escuta como
instrumento terapêutico na compreensão da dinâmica familiar e das relações
sociais; olhar atento e sensível dos pontos de vulnerabilidade de quebra dos
vínculos familiares e sociais que o cotidiano jovem vivencia na sua realidade;
auxiliando assim para que o jovem mantenha equilibrada sua saúde mental, que
é tão essencial quanto a saúde física.

7. PARCERIAS

Uma equipe multidisciplinar com convite à secretaria de saúde com psicólogos


e assistente social e um pedagogo para contribuírem com as ações
metodológicas previstas no projeto, levando em conta que os mesmos tenham
domínio na temática ‘saúde mental”.

8. AVALIAÇÃO

Para termos uma resposta em relação à eficácia do projeto e como o mesmo


tem contribuído com a saúde mental do jovem e seu autoconhecimento; durante
as etapas descritas na metodologia, serão realizados paralelamente os
seguintes momentos e atividades: Uma roda de conversa com a equipe
multidisciplinar de forma mensal para avaliar o andamento das atividades junto
aos jovens participantes do projeto, bem como, a avaliação dos jovens para
acompanhar os resultados que estão sendo gerados, ao fim de cada etapa do
projeto será solicitado a entrega de um relatório de cada jovem, onde o mesmo
descreverá sua experiência junto ao projeto e as ações vivenciadas por cada um
deles.

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