Você está na página 1de 6

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO:

CALORIMETRIA

(Experimento 5)

Aline Alves Valim, Caroliny Trancozo De Souza, Débora Pagung Souza, Mariana de
Andrade Pereira, Wallerson Carlos de Brito,

Faculdade Multivix Serra

Resumo. Este relatório busca estudar a Calorimetria através de seu estudo experimental e por
meio de fórmulas. Com o presente estudo, podemos entender o que é o calor especifico de
corpos sólidos, determinar o equivalente em água de um calorímetro, assim como identificar as
trocas de calor envolvidas no processo. O experimento foi realizado em duas partes: A
primeira parte possuí o propósito de determinar o equivalente em água de um calorímetro
experimental e a segunda parte objetiva calcular a capacidade térmica mássica de um sólido,
tendo como exemplo o alumínio. A água fria e a água morna, com temperaturas determinadas,
foram colocadas dentro de um calorímetro, na qual agitamos levemente durante 3 minutos,
após o sistema entrou em equilíbrio térmico, e a partir dos dados coletados descobrimos o
equivalente em água do calorímetro. Para calcular o calor especifico, o corpo de alumínio foi
colocado em água fervente, e após medição de sua temperatura, o mesmo entrava em contato
com a água fria, onde sofreu uma leve e constante agitação, e através dos dados coletados, foi
possível calcular o calor específico do alumínio.
INTRODUÇÃO

Segundo Gouveia, a calorimetria é a parte da física que estuda os fenômenos


relacionados as trocas de energia térmica. Essa energia em trânsito é chamada de calor e ocorre
devido a diferença de temperatura entre os corpos.
Dias afirma que a calorimetria define a temperatura de equilíbrio dos corpos e a
quantidade de energia térmica adequada para que os eles sofram mudanças na temperatura e no
estado físico.
Ainda sobre Dias, o mesmo diz que na calorimetria, a temperatura corresponde a uma
grandeza que está associada à agitação das moléculas dos corpos, já o calor é a troca de energia
entre os corpos.
Para que possamos dar prosseguimento ao nosso trabalho se torna necessário definir,
também, outros conceitos que serão abordados em nosso estudo.
O calor específico, segundo Dias, é caracterizado como uma grandeza física que define
a variação térmica de determinada substância ao receber determinada quantidade de calor.
Também é chamado de capacidade térmica mássica, ele é constante para cada substância em
cada estado físico. Assim, pode dizer que o calor específico caracteriza uma substância em
determinado estado físico.
Uma constante física é uma grandeza física que acredita-se ser tanto geral na natureza
quanto constante no tempo. Pode ser comparada com uma constante matemática, que é um valor
numérico fixo, mas não envolve diretamente qualquer medida física. Em nosso experimento,
usamos como exemplo o alumínio, que possuí a sua capacidade térmica mássica fixa de 0,22
cal/g.°C.
Conforme Ramos, capacidade térmica, ou capacidade calorífica, é a quantidade de calor
que é necessário fornecer para aumentar de um grau a temperatura de um corpo. É a função da
natureza da substância e de sua massa.
Sobre o último conceito que será abordado, ainda referente as palavras de Ramos, o
calorímetro é basicamente constituído de uma câmara com paredes adiabáticas, provida de um
agitador e de um termômetro. O mesmo serve para determinar a quantidade de calor liberada ou
absorvida por uma transformação física ou química realizada em seu interior, o calor específico
de uma substância, o calor latente de uma substância, o calor de reação, dentre outras utilidades.
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O procedimento experimental foi dividido em duas etapas: A primeira parte possuí o propósito
de determinar o equivalente em água de um calorímetro experimental e a segunda parte objetiva
calcular a capacidade térmica mássica de um sólido, tendo como exemplo o alumínio.
Para a realização do experimento foram utilizados os seguintes materiais:

 1 Calorímetro;
 1 Recipiente de alumínio;
 1 Ebulidor;
 1 Cronômetro (para marcar o tempo de equilíbrio térmico);
 2 Termômetros;
 1 Corpo de prova com cordão para transporte;
 1 Fonte fornecedora de água (bebedouro, torneira, etc);
 2 Copos béquer.

PRIMERA PARTE DO EXPERIMENTO


Começamos o experimento, colocando em um copo béquer medidor, 150 ml de água fria, na
qual equivale a 150 gramas de água, e em seguida despejamos no calorímetro. Tampamos o
conjunto e fizemos a medição da temperatura máxima atingida, introduzindo o termômetro no
calorímetro. Anotamos o valor da temperatura da água fria. Em seguida, medimos 500 ml de
água da torneira em um copo béquer, e despejamos em um recipiente de alumínio. Usamos o
ebulidor, para aquecer a água despejada no recipiente de alumínio, durante 3 minutos, e
medimos a elevação da temperatura fazendo uso do termômetro. Anotamos a temperatura da
água morna. Despejamos a água morna no calorímetro e tampamos o mesmo. Introduzimos o
termômetro pelo orifício da tampa e em seguida agitamos levemente a mistura, durante 3
minutos. Anotamos a temperatura de equilíbrio térmico entre o calorímetro e a mistura (de água
fria com água morna). Com os dados obtidos, jogamos na fórmula presente no próximo tópico,
e determinamos o equivalente em água do calorímetro.

SEGUNDA PARTE DO EXPERIMENTO


Começamos a segunda parte do experimento, colocando em um copo béquer medidor, 150 ml
de água em temperatura ambiente, na qual equivale a 150 gramas de água, e despejamos no
interior do calorímetro. Em seguida, tampamos o conjunto e introduzimos o termômetro pelo
orifício da tampa, e medimos a temperatura inicial da água. Com o auxilio de uma balança,
medimos a massa do corpo de prova de alumínio, onde constatamos o valor de 30,61 gramas.
Logo em seguida, medimos em um copo béquer, 500 ml de água da torneira, e despejamos em
um recipiente de alumínio. Usamos o ebulidor para ferver a água despejada no recipiente de
alumínio. Após a fervura da água, colocamos o corpo de prova imerso na água, por 3 minutos.
Em seguida medimos a temperatura da água, que é a mesma temperatura do corpo de prova.
Anotamos a temperatura do corpo de prova. Transferimos o corpo de prova de alumínio pela
corda e colocamos o mesmo dentro do calorímetro. Em seguida, tampamos o calorímetro e
introduzimos o termômetro pelo orifício da tampa. Agitamos levemente durante 3 minutos, e
anotamos a temperatura máxima alcançada, referente a temperatura de equilíbrio térmico do
calorímetro. Com os dados obtidos, jogamos na fórmula presente no próximo tópico, e
determinamos o calor específico do alumínio.
RESULTADO E DISCUSSÃO

Os resultados foram encontrados em duas etapas: A primeira parte determinamos o equivalente


em água de um calorímetro experimental e na segunda parte calculamos a capacidade térmica
mássica do alumínio.

PRIMERA PARTE DO EXPERIMENTO


Na primeira parte do procedimento, colhemos os seguintes dados:
Mágua fria = 150g
Mágua morna = 500g
Tágua fria = 18ºC
Tágua morna = 50ºC
Tequilibrio = 46ºC
Cágua = 1Cal/g.ºC

Substituímos as informações na fórmula abaixo, com o intuito de determinar o equivalente em


água do calorímetro experimental.

Mágua morna x Cágua x (Tequilibrio-Tágua morna) = Mágua fria x Cágua x (Tágua fria
– Tequilibrio) + Mequivalente x Cágua (Tequilibrio – Tágua fria)

500 x 1 x (46 – 50) = 150 x 1 x (18 – 46) + Mequivalente x 1 (46 – 18)


500 (-4) = 150 (-28) + Mequivalente x (28)
-1000 = -4200 + 28 Mequivalente
3200 = 28 Mequivalente
Mequivalente = 114,286

SEGUNDA PARTE DO EXPERIMENTO


Na segunda parte do procedimento, colhemos os seguintes dados:
mcp = 30,61g
mágua = 150g
Tcp inicial = 74ºC
Tágua inicial = 24ºC
Mequivalente = 114,286
Tequilibrio = 25ºC
Cágua = 1Cal/gºC
Ccp = ?

Substituímos as informações na fórmula abaixo, com o intuito de determinar o calor específico


do alumínio.

Mcp x Ccp x (Tinicial – Tequilibrio) = Mágua x Cágua (Tequilibrio – Tágua inicial) +


Mequivalente x Cágua (Tequilibrio – Tágua inicial)

30,61 x Ccp x (74 – 25) = 150 x 1 (25 – 24) + 114,286 x 1 (25 – 24)
30,61 Ccp (49) = 150 (1) + 114,286 (1)
1499,89 Ccp = 150 + 114,286
1499,89 Ccp = 264,286
Ccp = 0,176

Com base em nosso estudo didático, o alumínio possuí o calor específico de 0,22 e em nosso
experimento encontramos o resultado de 0,176. A diferença encontrada deve-se ao fato da
temperatura de água fria ter sido alterada enquanto preparávamos outra parte do ensaio, e a
temperatura do corpo de alumínio ter sofrido alteração ao longo da transferência do mesmo para
o calorímetro. Dentre outros fatores.
CONCLUSÃO

No presente estudo, abordamos sobre a matéria calorimetria, palavra esta composta de duas
outras palavras “calor” e “metro”. Do latim, “calor” representa a qualidade do que é quente, e
“metro”, do grego, significa medida. Com a realização de nosso experimento aprendemos sobre
o que é e como calcular o calor especifico de corpos sólidos, determinamos o equivalente em
água de um calorímetro, e identificamos as trocas de calor envolvidas no processo. Obtivemos
como resultado de 114,286 para o equivalente em água do calorímetro experimental e 0,176
como o calor específico do alumínio. Como de conhecimento, a capacidade térmica mássica do
alumínio é 0,22. Dessa forma, o resultado obtido pelo experimento encontra-se uma pequena
discrepância do valor teórico, devido alterações nas medidas previamente calculadas, como por
exemplo, a mudança de temperatura da água fria e morna ao longo da execução do experimento,
e também o copo béquer que usamos para calcular a quantidade de água não é o instrumento de
melhor precisão para calcular volumes, podendo obter uma pequena diferença no valor de
líquido utilizado em nosso experimento.

Você também pode gostar