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Definições importantes para relembramos:

Calorimetria é a área da Física responsável pelo estudo


das trocas de energia térmica em forma de calor que ocorrem
entre dois ou mais corpos e suas vizinhanças. Por meio da
Calorimetria, é possível saber qual é
a temperatura de equilíbrio de um sistema de corpos e qual é a
quantidade de energia térmica necessária para que se
observem variações de temperatura ou mudanças de estado fís
ico no sistema.

Calor - Energia térmica que flui de um corpo para outro em


virtude da diferença de temperatura entre eles. Quando dois
corpos estão em contato térmico, ocorre transferência de calor entre
eles até que se estabeleça o equilíbrio térmico. O equilíbrio térmico,
por sua vez, é a situação em que os dois corpos atingem a mesma
temperatura. Além disso, o calor sempre flui do corpo de maior
temperatura para o corpo de menor temperatura. É medido em
calorias ou joules (1 Cal=4,18 J).

Capacidade térmica (C) - É a capacidade de um corpo de


mudar sua temperatura ao receber ou liberar calor. Ela é dada
como a razão entre a quantidade de calor e a variação de

temperatura:
T Q C Δ = onde C é capacidade térmica do corpo (cal/ ºC). Q
é quantidade de calor trocada pelo corpo e ΔT é a variação de
temperatura do corpo.

Calor específico (c): É a capacidade específica de uma


substância de mudar sua temperatura ao receber ou liberar calor
para cada massa unitária que esta vier a se incluir. Isto quer dizer
que a Capacidade Térmica de um corpo é dada pelo Calor
Específico da substância que o compõe e sua massa.
A calor especifico é definido como Tm Q m C c Δ == onde C
é a capacidade térmica do material, m é a massa do material, Q é
o calor trocado ΔT é a variação de temperatura do corpo. Além
disso, para determinarmos o calor específico de uma substância,
utiliza-se um instrumento de medida relativamente simples,
o calorímetro.

FORÇA DOS ÁCIDOS

Os ácidos, segundo a definição do químico sueco Arrhenius, são


substâncias que, em água, sofrem o fenômeno químico
denominado de ionização, em que há a produção de um cátion
hidrônio (H3O+) e de um ânion qualquer (X-). A equação abaixo
representa esse fenômeno:
HX + H2O → H3O+ + X-
A capacidade que um ácido apresenta de sofrer ionização é
chamada de força dos ácidos. Assim, a força dos ácidos é a
medida da quantidade de íons hidrônios e ânions que eles
produzem em água. Em relação à força, os ácidos podem ser
classificados COMO:
 Ácidos fortes: quando sofrem ionização, conseguem
produzir uma grande quantidade de íons hidrônio e
ânions.
 Ácidos moderados: são ácidos que se ionizam mais que
os fracos e menos que os fortes;
 Ácidos fracos: quando sofrem ionização, produzem uma
pequena quantidade de íons hidrônio e ânions.

Vale ressaltar que a força dos ácidos deve ser estudada de acordo
com ALGUNS ASPECTOS Aspectos:
a) Quanto à presença ou não de oxigênios na composição dos
ácidos:
→ Hidrácidos: São ácidos que não apresentam oxigênio na sua
composição
 Hidrácidos fortes:  ácidos clorídrico (HCl), bromídrico
(HBr)
 Hidrácidos fracos: H S – ácido sulfídrico
2

→ Oxiácidos: São ácidos que apresentam oxigênio na sua


composição, como o HClO, H2SO3 e o H4P2O7. Em relação à
força, os oxiácidos podem ser:
 Oxiácidos fortes: são aqueles nos quais a subtração entre
o número de oxigênios e o de hidrogênios ionizáveis
resulta em, no mínimo, 2.
Exemplo:
- ÀCIDO Sulfurico H2SO4
4 átomos de oxigênio – 2 hidrogênios ionizáveis = 2

 Oxiácidos fracos: são aqueles nos quais a subtração entre


o número de oxigênios e o de hidrogênios ionizáveis
resulta em 0.

- Ácido Borico H3BO3


3 átomos de oxigênio – 3 hidrogênios ionizáveis = 0

b) Quanto ao cálculo do grau de ionização (α):


O grau de ionização é um dado matemático que nos dá uma noção
sobre a força dos ácidos. Ele pode ser utilizado para classificar os
ácidos em relação à força independentemente se for um hidrácido
ou um oxiácido. Para calculá-lo, basta utilizar a expressão abaixo:
α = no de partículas ionizadas
      no de partículas totais
Após calcular o grau de ionização para determinar a força dos
ácidos, basta comparar o resultado encontrado com as seguintes
referências:
 Ácido forte: α ≥ 50%
 Ácido moderado: 5 % < α < 50 %
 Ácido fraco: 5 % ≤ α

FORÇA DAS BASES

As bases, segundo a teoria da dissociação eletrolítica de


Arrhenius, são compostos que se dissociam em água, liberando
íons, mesmo em pequena porcentagem, dos quais o único ânion é
o hidróxido, OH-.
Por exemplo: NaOH → Na+ + OH-
Saber disso é importante porque a dissociação iônica está
intimamente ligada à força das bases. Quanto maior for o grau de
dissociação de uma base, maior será a sua força.
O conceito de grau de dissociação das bases é análogo ao grau de
ionização dos ácidos, definido por:
“O grau de dissociação (α) é a porcentagem de fórmulas
unitárias da base dissolvida em água que efetivamente
sofreram dissociação iônica.”
Seu cálculo é feito pela relação:

α =      número de fórmulas unitárias que se dissociaram     


      número total de fórmulas unitárias dissolvidas no início

Se esse valor der próximo a 100%, então teremos uma base forte.
Por outro lado, se esse valor der menor ou igual a 5%, teremos
uma base fraca.
O grau de dissociação do hidróxido de sódio (NaOH), por
exemplo, a 18ºC, é igual a 95%, o que mostra que essa base é
forte. Essa constatação realmente é verdadeira porque esse
composto é o constituinte da soda cáustica, que é usada para
limpezas pesadas. Ela recebe esse nome porque é corrosiva, sendo
muito perigosa para os tecidos animais. Quando uma pessoa
utiliza esse produto para qualquer finalidade, é imprescindível o
uso de luvas, pois o seu contato com a pele causa severas
queimaduras.
Determinando experimentalmente o grau de dissociação das
bases, podemos afirmar o seguinte:
* Bases fortes: Bases dos metais alcalinos LiOH (hidróxido de
lítio), KOH (hidróxido de potássio)
* Bases fracas: O hidróxido de amônio (NH4OH) e as bases dos
demais metais (das famílias 13, 14 e 15).

REAÇÕES DE NEUTRALIZAÇÃO
As reações de neutralização sempre ocorrem entre um ácido, que
libera o cátion H+, e entre uma base, que libera o ânion OH-.
Quando misturamos um ácido e uma base, uma substância irá
neutralizar as propriedades da outra, pois elas reagem
quimicamente entre si e, por isso, essa reação é denominada
de reação de neutralização.

Segundo a teoria de Arrhenius, o ácido libera em meio aquoso


como único cátion o hidrogênio (H+), enquanto a base libera como
único ânion a hidroxila (OH-); portanto, quando colocados para
reagir, o H+ do ácido reage com o OH- da base e esses íons
neutralizam-se, formando a água que possui pH 7 (meio neutro, se
a neutralização for total).

Além disso, o cátion da base reage com o ânion do ácido,


formando um sal, por isso, esse tipo de reação é também chamado
de reação de salificação. As reações de neutralização podem
originar três tipos de sais: neutros, ácidos ou básicos.. Abaixo
temos um exemplo genérico de reação de neutralização:
Ácido + Base → Sal + Água
HA + BOH → AB + H2O

Como ocorre a neutralização?


Em solução aquosa, um ácido ioniza-se liberando o íon
H+.

Já na base, ocorre a dissociação e liberação de OH-.

A neutralização, também chamada de salificação, é


uma reação química de dupla troca. Nela, as espécies
químicas são permutadas e o íon H+ do ácido combina-se
com o íon OH- da base, formando água.

As reações de neutralização podem originar três tipos de


sais: neutros, ácidos ou básicos. Isso acontece porque podem
ocorrer dois tipos de neutralização.

1. Neutralização total: Quando a quantidade de cátions


H+ provenientes do ácido é igual à quantidade de ânions
OH- provenientes da base. estão na proporção 1:1, ou seja, para cada
H+ há um OH- para neutralizá-lo.
Nas reações de neutralização total são sempre formados sais
neutros. Dessa forma, a reação ocorre entre ácidos e bases em
que ambos são fracos ou, então, ambos são fortes.
Exemplos:
 Reações entre ácidos e bases fortes:
HCl + NaOH → NaCl + H2O
Observe que cada molécula do ácido produziu 1 íon H+ e cada
molécula da base produziu também apenas 1 íon OH-.
 Reações entre ácido e base fracos:
2 HNO3 + Mg(OH) 2 → Mg(NO3)2 + 2 H2O
Cada molécula do ácido produziu 2 íons H+ e cada molécula da
base produziu também apenas 2 íons OH-.

2. Neutralização parcial: Quando a quantidade de cátions


H+ provenientes do ácido não é a mesma quantidade de ânions
OH- provenientes da base. Dessa forma, a neutralização não
ocorre por completo e, dependendo de quais íons estão em maior
quantidade no meio, o sal formado pode ser básico ou ácido.
Exemplos:
HCl + Mg(OH)2 → Mg(OH)Cl + H2O
Nesse caso, enquanto o ácido libera apenas um cátion H+, a base
libera dois ânions OH-. Assim, os ânions OH- não são
neutralizados totalmente e é formado um sal básico, que também
é chamado de hidróxissal.

H3PO4 + NaOH → NaH2PO4 + H2O


Já nesse outro exemplo, foi o ácido que liberou mais íons (3) que
a base (1). Assim, os cátions H+ não foram totalmente
neutralizados e um sal ácido foi originado, que também é
denominado de hidrogenossal.

Calor de neutralização ]

A determinação do calor de neutralização é através da


reação entre um ácido e uma base. Em solução aquosa, os
ácidos e a bases fortes encontram -se completamente
dissociados, e o calor de neutralização é numericamente
igual ao calor de dissociação da água com sinal contrário.
Este é o caso da
neutralização do ácido clorídrico em presença de hidróxido
de sódio, cujas
soluções podem ser descritas, segundo Arrhenius, como:
HCl + aq = Cl-(aq) + H

NaOH + aq = Na+(aq) + OH-


Partindo dessas soluções, a reação de neutralização pode ser
descrita
como:
Cl-(aq) + H+(aq) + Na+(aq) + OH-(aq) = Cl-(aq) + Na+(aq) +
H2O

pois como são ácidos e bases fortes, a ionização dos ácidos e a


dissociação das bases ocorre de forma completa. Isso significa
que em meio aquoso eles fornecem 100 % de íons H+ e OH-.
Assim, em todos os casos a formação da água se dará através da
única reação responsável pela manifestação de calor.

Quando o ácido ou a base não estão completamente dissociados


o calor de neutralização assume valores diferentes. Isso ocorre
porque parte da energia liberada é usada também para ionizar
mais ácido (se o ácido for fraco), ou para dissociar mais base (se a
base for fraca). Dessa forma, ocorrem duas reações,

No caso do ácido acético, que é


ácido fraco, partes das moléculas não se encontram
dissociadas. Isto é representado pela equação:
CH3COOH(aq) + aq = CH3COOH(aq)
CH3COOH(aq) + H2O (l) ⇌ H3O + (aq) + CH3COO- (aq),

Em presença de uma solução aquosa de uma base forte,


como o NaOH NaHCO3 (bicarnonato de sódio)
a reação de neutralização pode ser descrita como:
CH3COOH(aq) + OH-(aq) = CH3COO-(aq) +H2O ∆Hi
NaHCO3(s) + H3O + (aq) ⇌ Na+ (aq) + H2CO3(aq) + H2O( l) = Na+ (aq) + CO2(g) +
2H2O(l)

De acordo com o principio de le chatelier, esta equação pode


ser obtida somando
as equações:

CH3COOH(aq) + NaHCO3(s) ⇌ Na+ (aq) + CH3COO-(aq) + CO2(g) ↑+2H2O(g) ↑

O ácido acético está parcialmente ionizado em solução e a sua neutralização pelo hidróxido
de sódio pode ser expressa como:
(4) O H COO CH OH COOH CH 2 3 3     
ou, considerando o processo em duas etapas:
(5) H+(aq) + OH-(aq) = H2O ∆H ii

CH3COOH(aq) = CH3COO-(aq) + H+(

O calor de neutralização neste caso é o calor de formação da água a partir dos íons
hidrogênio e hidroxila menos a energia requerida para dissociar as moléculas de ácido
acético não ionizadas.
A síntese do Acetato de Sódio (Etanoato de Sódio), resulta da neutralização do ácido
acético com uma das bases NaOH ou NaHCO3, conforme já referido. O ácido acético,
embora seja um ácido fraco (Ka=1,8x10-5 , 25°C), ao ser neutralizado pelo bicarbonato
de sódio (ou hidróxido de sódio) obriga o sistema a deslocar-se no sentido direto de
acordo com o Princípio de Le Chatelier.
a) CH3COOH(aq) + H2O (l) ⇌ H3O + (aq) + CH3COO- (aq), (Ka=1,8x10-5 , 25°C)

(b) NaHCO3(s) + H3O + (aq) ⇌ Na+ (aq) + H2CO3(aq) + H2O( l) = Na+ (aq) +
CO2(g) + 2H2O(l)

(a+b) CH3COOH(aq) + NaHCO3(s) ⇌ Na+ (aq) + CH3COO-(aq) + CO2(g)


↑+2H2O(g) ↑
Face aos objetivos do nosso trabalho vamos ajustar a concentração da solução de
acetato de sódio procurando que esta fique sobressaturada pois, nessa circunstância, ao
ser perturbada, formará bonitos cristais de Na(CH3COO)•3H2O(s) acompanhados pela
libertação de calor de acordo com a equação:
CH3COO– (aq) + Na+ (aq) + 3H2O(aq) = Na(CH3COO)•3H2O(s)↓ + calor (H)

Ex.: Titulação do ácido acético com o hidróxido de sódio:


CH3COOH(aq) + NaOH(aq) → NaCH3COO– (aq) +
H20(l)
NaCH3COO– (aq) → Na+ (aq) + CH3COO– (aq)
Como o Na+ é uma partícula neutra do ponto de vista
ácido-base (cátion de uma base forte não hidrolisa),
apenas o CH3COO- (ânion de um ácido fraco) sofrerá
hidrólise, como mostrado abaixo:

CH3COO- (aq)+ H2O(l) → CH3COOH(aq) + OH

Os ions OH– aumentarão o pH da solução pois irão reagir


com H3O+ pela equação:

OH- (aq) + H3O+ (aq) → 2H2O(l)

O Na+ e Cl- resultante da reação entre o ácido forte HCl


(ácido clorídrico) e a base forte (hidróxido de sódio) são
considerados íons neutros em solução, pois não sofrem
hidrólise ácida ou básica. HCl(aq) + NaOH(aq) → Na+
(aq) + Cl- (aq) + H3O+ (l

Os sais ácidos também podem ser formados através de reações de


neutralização entre um ácido forte (HCl, HNO3, HClO4 etc.) e
uma base fraca (NH3, C6H5NH2 - anilina - etc.).

Por outro lado, os sais básicos podem ser formados em reações de


neutralização entre um ácido fraco (CH3COOH, HF, HCN etc.) e
uma base forte (NaOH, LiOH, KOH etc.). Veja:
 Reação entre ácido forte e base fraca→ Sal de caráter
ácido:
HNO3 + AgOH → AgNO3 + H2O
 Reação entre ácido fraco e base forte→ Sal de caráter
básico:
2 H3BO3 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(BO3)2 + 6 H2O
As reações de neutralização sempre ocorrem entre um ácido, que
libera o cátion H+, e entre uma base, que libera o ânion OH-. Esse
tipo de reação é sempre exotérmico, ou seja, libera energia, pois
parte da energia dos íons é utilizada para formar as ligações, que
formam as moléculas de água e a energia restante é liberada.
Desse modo, o valor da entalpia de neutralização será sempre
negativo.

Como ocorre a neutralização?


Em solução aquosa, um ácido ioniza-se liberando o íon
H+.

Já na base, ocorre a dissociação e liberação de OH-.

A neutralização, também chamada de salificação, é


uma reação química de dupla troca. Nela, as espécies
químicas são permutadas e o íon H+ do ácido combina-se
com o íon OH- da base, formando água.

Da mesma forma, o ânion do ácido une-se ao cátion da


base e formam o sal, substância característica desse tipo
de reação.

Por isso, segundo a definição de Arrhenius, sal é um


composto que em solução libera pelo menos um cátion
diferente de H+ e pelo menos um ânion diferente de OH-.
Podemos saber se uma solução é ácida ou básica
medindo o pH. Quanto maior a concentração de íons
H+ menor o pH (abaixo de 7). Se a solução for básica, há
pouco H+ em solução e o pH é alto (maior que 7).
Dizemos que o meio é neutro quando seu pH é igual a 7.

O valor da variação de entalpia ou calor de neutralização (?


Hneutralização) será sempre o mesmo para reações que ocorrerem
entre ácidos e bases fortes. Abaixo temos alguns exemplos desse
tipo de reação:
HCl(aq) + NaOH(aq) →  NaCl(aq) + H2O(l)  ?Hneutralização = -57,7 kJ ou
13,8 kcal
HBr(aq) + NaOH(aq) →  NaBr(aq) + H2O(l)  ?Hneutralização = -57,7 kJ ou
13,8 kcal
½ H2SO4(aq) + KOH(aq) →  ½ K2SO4(aq) + H2O(l)  ?Hneutralização =
-57,7 kJ ou 13,8 kcal
Em todos esses casos a entalpia de neutralização tem o mesmo
valor de -57,7 kJ, pois como são ácidos e bases fortes, a ionização
dos ácidos e a dissociação das bases ocorre de forma completa.
Isso significa que em meio aquoso eles fornecem 100 % de íons
H+ e OH-. Assim, em todos os casos a formação da água se dará
através da única reação responsável pela manifestação de calor,
descrita abaixo:
H+(aq)  + OH-(aq)→ H2O(l)
Observe como isso é verdade nos três casos:
Assim, em todos esses casos, o diagrama ou gráfico que
representa a entalpia de neutralização será o mesmo, mostrado a
seguir:

No entanto, se a reação de neutralização ocorre com a presença de


uma base ou de um ácido fracos, o valor do calor liberado será
menor do que o ?Hneutralização = -57,7 kJ. Isso ocorre porque parte da
energia liberada é usada também para ionizar mais ácido (se o
ácido for fraco), ou para dissociar mais base (se a base for fraca).
Dessa forma, ocorrem duas reações, como no caso abaixo em que
a base é forte, mas o ácido é fraco:

Introdução
A determinação do calor de neutralização é através da
reação entre um
ácido e uma base. Em solução aquosa, os ácidos e a s bases
fortes encontram -
se completamente dissociados, e o calor de neutralização é
numericamente
igual ao calor de dissociação da água com sinal contrário.
Este é o caso da
neutralização do ácido clorídrico em presença de hidróxido
de sódio, cujas
soluções podem ser descritas, segundo Arrhenius, como:
HCl + aq = Cl-(aq) + H

NaOH + aq = Na+(aq) + OH-

Partindo dessas soluções, a reação de neutralização pode ser


descrita
como:
Cl-(aq) + H+(aq) + Na+(aq) + OH-(aq) = Cl-(aq) + Na+(aq) +
H2O

Quando o ácido ou a base não estão completamente dissociados


o calor
de neutralização assume valores diferentes. No caso do ácido
acético, que é
ácido fraco, partes das moléculas não se encontram
dissociadas. Isto é
representado pela equação:
CH3COOH(aq) + aq = CH3COOH(aq)

Em presença de uma solução aquosa de uma base forte,


como o NaOH
a reação de neutralização pode ser descrita como:
CH3COOH(aq) + OH-(aq) = CH3COO-(aq)
+H2O ∆Hi
De acordo com a Lei de Hess, esta equação pode ser obtida
somando
as equações:
H+(aq) + OH-(aq) = H2O ∆H ii

CH3COOH(aq) = CH3COO-(aq) + H+(aq)


∆Hiii

Portanto, o calor liberado nessa reação, - ∆HI, pode ser


calculado como
a diferença entre a energia liberada na combinação dos íons
hidróxido e
hidroxila, - ∆HII, e o calor consumido para ionizar a s
moléculas de ácido , ∆HIII ,
isto é ,

A quantidade total de calor, Q, por sua vez, pode ser
medida pela
elevação da temperatura do sistema durante o processo. Para
relacionar Q à
elevação da temperatura, sejam T i a temperatura inicial de
equilíbrio do
calorímetro e dos reagentes, T f a temperatura final de
equilíbrio do calorímetro
e dos produtos da reação, Cc e Cp as capacidades
caloríficas do calorímetro e
dos produtos, respectivamente. Sendo conhecidas estas
capacidades
caloríficas, medem-se as temperaturas Ti e Tf e calcula-se Q
como:
Q = Cc.(Tf - Ti) + Cp.(Tf - Ti),
ou
Q = (Cc + Cp).(Tf - Ti )

A capacidade calorífica dos produtos pode ser calculada por:


Cp = mp.cp,
onde m p é a massa e cp o calor específico dos produtos.
Em ambas as
neutralizações aqui usadas como exemplo, consideramos
soluções aquosas de
ácidos e bases. Os produtos destas reações são também
soluções iônicas
aquosas. Neste caso, para soluções diluídas, o calor
específico é aproximadamente igual ao c alor específico da
água, isto é , cp ~ 1 cal/g.C . Sendo a massa dos produtos
igual à massa dos reagentes, m p está determinada pela
escolha das quantidades dos reagentes. Assim, para
determinar Q a partir da elevação de temperatura durante a reação
realizada sob condições adiabáticas falta conhecer a capacidade
calorifica do calorímetro, Cc.

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