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O Que São os Mundos Internos

Irmãos que estão aqui todos reunidos esta noite,


iniciaremos nossa palestra. Espero que ponham o
máximo de atenção. Chegou a hora de estudarmos
mais a fundo tudo que seja relacionado com o Homem
e o Universo que nos rodeia. Antes de tudo, faz-se
indispensável compreender a fundo os processos da
vida e da morte. Inquestionavelmente, existem no ser
humano faculdades de cognição superlativas,
extraordinárias, que estão em estado latente, e que
convenientemente desenvolvidas podem servir-nos
para estudar a fundo o Homem e o Universo.

Certamente, os Mundos Internos de cada um de nós são o que conta. O pensamento, o


sentimento, as emoções, os desejos, os anelos, são invisíveis à simples vista, ninguém os vê.
Todos esses valores constituem, em si mesmos, o Interno. Cada homem tem sua vida interior;
cada homem tem seus mundos internos. Se um homem não conhece o próprio mundo interior, a
vida íntima, muito menos poderá conhecer os Mundos Internos e a vida íntima do planeta em que
vivemos. E se não conhece a vida íntima do planeta em que vivemos, tampouco conhecerá a vida
interna de nosso Sistema Solar, ou da Galáxia que gira ao redor do Sol Central Sírio.

Assim, se quisermos conhecer a vida interna do Sistema Solar, ou da Terra, ou da Galáxia,


devemos começar por conhecer nossos próprios Mundos Internos. Ninguém poderia conhecer a
ninguém, observando unicamente a forma física, o corpo físico. Se vamos a uma festa, veremos
muitas pessoas que dançam alegres, felizes, mas na realidade e de verdade só vemos delas a
mímica, escutamos sua voz sonora, sua gargalhada, ou descobrimos o “sorriso sutil de Sócrates”,
seu continente etc., mas nada sabemos em verdade sobre a vida interna de tais pessoas. Ver a
personalidade física, ou ver personalidades físicas (para falar de forma pluralizada), não é
descobrir a vida interna das pessoas. Isso de que “eu conheço fulano”, ou “conheço fulana”, resulta
absolutamente falso, porque ninguém pode conhecer ninguém se antes não se conhece a si
mesmo.

Dizer que “conhecemos um amigo”, que “conhecemos sua vida íntima”, que “é um amigo íntimo”, é
exagerar a coisa, porque não poderemos em verdade conhecer intimamente a ninguém, enquanto
não tenhamos conhecido a nós mesmos. Mas se alguém conhece seus próprios mundos internos,
pode conhecer também a vida interna das pessoas que o rodeiam.

Quando alguém descobre sua vida interna, quando conhece seus erros psicológicos, se torna
melhor amigo, melhor irmão, melhor filho, melhor cidadão, porque então compreende melhor os
outros. Se alguém vem a saber, por si mesmo, que tem ira, pois compreende a ira dos outros e não
exige deles que não a tenham, posto que ele sabe que a tem. Se alguém descobre que é
ciumento, não incomodará os outros com seus ciúmes, não poderá exigir que os outros não sintam
ciúmes, porque se ele os tem, se dirá a si mesmo: “Os outros, obviamente, terão que tê-los”...
Assim, é necessário refletir bastante em todas essas coisas.

A vida interna de cada um de nós é o que conta; é mais real ainda que as coisas físicas (que esta
mesa, este gravador); está muito perto de nós mesmos, constitui nossos processos psíquicos,
somos nós mesmos. Ninguém vê o pensamento alheio, a não ser que tenha a divina Clarividência,
mas o pensamento existe, e é interno. Para o clarividente, os pensamentos das outras pessoas
são como um livro aberto.
Chegou a hora de nos tornarmos mais compreensivos. Não poderíamos, repito, conhecer a vida
interna deste planeta Terra, se antes não conhecemos nossa vida interna. Não poderíamos
conhecer a vida interna de um amigo, isto é, não poderíamos conhecer de verdade um amigo se
antes não conhecemos a nós mesmos.
Portanto, o conhecimento de si mesmo é fundamental quando alguém quer explorar algo, quando
quer conhecer os mundos internos do planeta Terra, quando quer inquirir, ou buscar, ou indagar
algo sobre os Mistérios da Vida e da Morte.

É necessário desenvolver certas faculdades supranormais, com o propósito de explorar a vida


interna do planeta Terra, mas se não começamos por conhecer a nós mesmos, tais faculdades não
se desenvolverão plenamente. Assim que vale a pena entender o que é a vida interior e suas
responsabilidades. Que nosso planeta Terra tem um Corpo Vital? Isso não se pode negar, é óbvio
que tem! Nós também temos uma base vital orgânica; sem essa base vital, o Corpo Físico não
poderia existir.

Na hora da morte, o Corpo Físico vai ao sepulcro, junto com o Vital. Esse Corpo Vital vai se
decompondo lentamente diante do sepulcro. Tem uma cor fosforescente, brilha como os fogos-
fátuos da meia noite. Os videntes costumam até ver o Corpo Vital diante das sepulturas,
decompondo-se lentamente, à medida que o Corpo Físico também vai se decompondo. O Corpo
Vital é a base, repito, da vida orgânica. Nenhum Corpo Físico poderia funcionar sem esse “nexus-
formativus”, sem esse Corpo Vital, que é fundamental para a Biologia, para a Química, para a
Fisiologia etc. Aprofundar nesta questão é urgente, inadiável, impostergável. Mas, como é o Mundo
Vital? Porque se nós possuímos um Corpo Vital, o planeta Terra tem também que possuí-lo.
Obviamente, o Corpo Vital do planeta Terra é o “Éden”, o “Paraíso”, a “Terra Prometida” da qual
falou Moisés, o grande cabalista iniciado, o grande legislador hebraico. Quem tenha desenvolvido
as faculdades extraordinárias do Corpo Vital, poderá viajar com tal veículo no Éden. Não quero
dizer que a totalidade do Corpo Vital possa ser utilizada para viajar no Paraíso.

O Corpo Vital tem quatro éteres: primeiro, o Éter Químico, que serve de base às forças químicas
que trabalham no organismo, tanto nos processos de assimilação como de eliminação; segundo, o
Éter de Vida, relacionado, diretamente com os processos da reprodução da espécie; terceiro, o
Éter Lumínico, que se relaciona com as percepções, com as calorias, etc.; e, por último, o Éter
Refletor, que é o veículo da Imaginação e da Vontade. Portanto, o Corpo Vital tem quatro éteres, e
é o fundamento da vida orgânica. O Iniciado pode extrair os dois éteres superiores do Corpo Vital
para viajar com eles pela região do Éden. Estes dois éteres superiores, repito, são o Lumínico e o
Refletor. Com tal veículo, alguém pode estudar o Éden, o Paraíso Terrenal...

Os que supõem que o Paraíso Terrenal esteve situado em tal ou qual lugar da Terra, estão
equivocados. A explicação que a Bíblia dá, sobre os rios Tigre e Eufrates e o “Paraíso”, situado lá
na Mesopotâmia, etc., é completamente simbólica. O “Paraíso Terrenal” é o Corpo Vital do planeta
Terra, é a seção superior deste mundo tridimensional de Euclides. O Corpo Vital terrestre serve de
base à vida orgânica de todo nosso mundo Terra.

Certamente, o Corpo Vital contém, em si mesmo, duas esferas: a primeira, diria, a Lua; a segunda,
a Terra (são como duas gemas de um mesmo ovo). Isso parecerá insólito, mas no fundo não o é.
Lembremos que a Lua que nos ilumina no espaço infinito um dia teve vida, e vida rica e abundante;
mares profundos, vulcões em erupção, vida vegetal, animal, humana etc.

Aqueles pseudo-esoteristas, ou Iniciados, que afirmaram que a Lua era “um pedaço da Terra
lançado ao espaço”, ficaram muito mal com as explorações feitas pela Nasa. Os distintos
fragmentos lunares, examinados com o Carbono 14, indicaram que a Lua é mais antiga que a
Terra. Então, é evidente que não é um pedaço de crosta terrestre lançada ao espaço, como
supõem muitos ignorantes equivocados.
Que a alma lunar tenha sido um dia transferida a nosso mundo Terra? Isso é óbvio! Depois que
esse mundo (a Lua) se converteu em um cadáver, sua alma lunar, seu princípio vital, foi transferido
a esta região do espaço e serviu de “nexus-formativus” para nosso planeta Terra. Por isso é que
nossos antepassados de Anáhuac chamavam a Lua de “nossa avó Lua”. Blavatsky dizia que: “a
Lua é a mãe da Terra”. Para os Iniciados de Anáhuac, a Lua é “a avó”, porque a Lua é a mãe da
Terra, e se a Terra é a nossa mãe, então a Lua é nossa avó.

Vejam vocês como eles, com grande sabedoria, definem algo que os modernos intelectuais, de
tantas “badalações”, não puderam definir (eu, em realidade, tenho visto que a sabedoria é
espantosamente simples, de uma ingenuidade e uma inocência que assombram). Obviamente, a
Lua joga um grande papel na economia orgânica de nosso mundo Terra. Como o Corpo Vital da
Terra abarca também a Lua, por isso a Lua pode atuar em forma mais direta sobre nossa Terra,
sobre os organismos etc.

Já sabemos o papel que tem em relação com as altas e baixas marés; já sabemos a relação que
tem com a função ovariana no sexo feminino; já sabemos a relação que têm distintas enfermidades
com os ciclos lunares; a saúde mental dos internos em manicômios, que nas mudanças de Lua
pioram ainda mais, etc., etc. A Lua influi diretamente na concepção de todas as criaturas vivas. Na
Crescente, a seiva sobe; na Minguante desce, e isso é extraordinário...

O Mundo Vital é algo que vale a pena investigar. No Éden, isto é, no Mundo Vital, existem
verdadeiras maravilhas. Quem saiba viajar com Corpo Vital pelo Paraíso, poderá ver as raças
humanas que aí existem.
Há raças paradisíacas que vivem na Quarta Vertical, que são humanas; convivem conosco, ao
nosso lado, mas são invisíveis para nós. Conheço uma raça dessas, e têm corpo físico, e se
reproduzem como nós e convivem ao nosso redor, sem que as pessoas as vejam, devido às
distintas modificações da matéria.
Ainda há raças humanas que não saíram do Paraíso; e são felizes, pessoas de carne e osso,
invisíveis para pessoas que vivem na região tridimensional de Euclides; gentes edênicas,
paradisíacas, que ainda não comeram daquele fruto do qual nos foi dito: “Não comais, porque se
comerdes desse fruto, morrereis!”, pessoas que souberam obedecer esse mandato...

O Mundo Vital ou Mundo Etérico é precioso. As montanhas ali são transparentes como o cristal e
têm uma bela cor azul; os mares se vêem azuis, e os campos... A cor básica, fundamental, do
Éden, é o azul; mas isso não quer dizer que não exista toda a gama de cores no Éden. Existem,
mas o fundamental é o azul intenso do Éter.

O Mundo Vital é precioso. Ali há Templos extraordinários, ali estão os Templos dos Elementais da
Natureza... Cada planta, por exemplo, é o corpo físico de um elemental. Uma é a família dos
laranjais, outra a dos pinheiros, outra a hortelã, outra a das roseiras, etc., etc. Essas famílias
elementais vegetais têm seus Templos no Éden; ali se reúnem essas criaturas inocentes para
receber instrução dos Devas que as governam. Quem saiba viajar em Corpo Etérico, poderá
perfeitamente verificar por si mesmo e em forma direta o que nesses instantes estou enfatizando.

Bem vale a pena inquirir, estudar mais a fundo esta Doutrina, para descobrir tantos prodígios...
João Batista, indubitavelmente, vive no Mundo Vital, isto é, no Éden, no Paraíso. João Batista é um
verdadeiro Iluminado, um Christus, alguém que já encarnou em si mesmo o Verbo, a Palavra, o
Cristo Íntimo.
Para poder penetrar no Éden, é necessário saber viajar com o Corpo Vital e haver recebido
educação esotérica profunda...

Muito além deste Corpo Vital (que é tão precioso), descobrimos o que poderíamos chamar o
“Mundo Astral”. O verdadeiro Iniciado possui um Corpo Astral. Nem todos os seres humanos o
possuem, mas o Iniciado o possui. Também o Planeta Terra possui um Corpo Astral.

O Mundo Astral é maravilhoso, é o mundo da cor; tem sete tonalidades básicas, fundamentais, de
acordo com as sete notas do espectro solar, de acordo com as sete cores básicas. O Mundo Astral
tem regiões extraordinariamente sublimes, e outras desgraçadamente infernais. No Mundo Astral
achamos as Colunas de Anjos e também as Colunas de Demônios (poderíamos dizer que no
Mundo Astral combatem Anjos e Demônios). Quem possui um Corpo Astral, pode viajar por essas
regiões do Mundo Astral, pode conhecê-las, pode descobrir seus prodígios etc.

Poderíamos dizer, em forma enfática, que o Mundo Astral é o Mundo dos Sacramentos, e isso,
obviamente, já está demonstrado esotericamente. Qualquer Adepto verdadeiro possui um Corpo
Astral. É possível fazer visível e tangível o Corpo Astral, depois da morte do corpo físico. Existe, no
Alto Esoterismo, um sacramento denominado “Almoadziano”. Mediante esse sacramento, um
Mestre (depois da morte do corpo físico) pode viver durante um ano materializado no mundo
tridimensional de Euclides (isto é, aqui neste Mundo Físico), para instruir seus devotos.

O sacramento Almoadziano é tremendo: Quando um Mestre quer instruir fisicamente seus


discípulos, depois de haver perdido o corpo denso, pode fazer isso, pode materializar o Astral,
fazê-lo tangível ante os discípulos, com a condição de haver (primeiro) verificado o sacramento
Almoadziano...
É tremendo este sacramento! O Adepto colocará, dentro de sua taça ou cálice, algo de seu
sangue, e seus discípulos (imitando-o) colocarão também sangue nesse cálice, mesclarão todo o
conjunto de sangue; celebrarão um rito, mas um rito muito especial, em que cada um beberá do
cálice e se verificará o sacramento Almoadziano. Mas isso merece uma explicação científica, clara
e precisa. Dentro do sangue arterial, dentro do sangue humano, existe o Hambledzoin do Ser
(sangue astral): corpúsculos de sangue sutil, que correspondem ao Astral. A liturgia, combinada
com a operação de sangue, tal como a citei, permite que o Hambledzoin do Ser (isto é, o sangue
astral contido no sangue físico), entre na parte astral de cada um dos que celebraram o
sacramento. Assim, no Mestre, vem a ficar o Hambledzoin do Ser de cada um de seus estudantes,
e nos estudantes, Hambledzoin do Ser do sangue de seu Mestre. Sangue astral, melhor dizendo,
contido no sangue físico, chegará à parte astral de discípulos e Mestre.Assim, e só assim, será
possível que o Mestre, depois da morte do corpo físico, possa materializar-se, viver com seu Corpo
Astral aqui, na região tridimensional de Euclides, neste mundo denso...

No Mundo Astral vivem os falecidos, as “almas penadas”, os “espíritos cativos”, e também aqueles
que se dedicam à alta ou baixa magia. No Mundo Astral encontraremos Elohim Gibor ou
Andrameleck; Michael ou sua antítese, Chavajoth; ou Rafael; Lilith ou Nahemah, Miguel ou Lúcifer,
etc., etc. Ali vivem as colunas de anjos e de demônios, que se combatem mutuamente.

Aqueles que se dedicam à magia prática, especialmente, se situam no Mundo Astral. Recordemos
precisamente Eliphas Levi, o Abade Alfonse Louis Constant. É um grande Mestre que se acha
situado, inquestionavelmente, no Mundo Astral. Ali vive, ali trabalha, ali existe, porque é um mago.
A palavra “mago” deve ser revalorizada. Nesta época infeliz, se chama mago ao charlatão, ao
prestidigitador, ao ignorante enganador, que tem habilidade das mãos para enganar as pessoas.
Nos tempos antigos, “mago” era o sábio, o iluminado, aquele que conhecia os mistérios da vida e
da morte. Aquele que havia empunhado o cetro de poder, aquele que havia desenvolvido, em sua
anatomia oculta, o fogo serpentino-anular que se desenvolve no corpo do asceta.

No Mundo Astral podemos invocar os anjos e também os demônios. Existem fórmulas angélicas,
inefáveis, mediante as quais é possível que os Elohim nos assistam; mas existem também
fórmulas mântricas diabólicas, ou litúrgicas, mediante as quais é possível invocar os demônios.
Anjos e demônios obedecem ao mago. Mago é o que sabe entrar no Mundo Astral à vontade, o
que é capaz de abandonar o corpo físico para mover-se, precisamente, na região astral. Eu não
poderia denominar mago a um indivíduo que não sabe sair do corpo físico à vontade. No Mundo
Astral vivem os magos. Qualquer Adepto que tenha se dedicado à alta ou baixa magia, tem que
viver forçosamente no Mundo Astral.
O Mundo Astral, por si, é um mundo de cores cintilantes, tremendas. O fogo astral arde
abrasadoramente em todo o Universo. Ali encontramos as almas desencarnadas (ali vivem, ali
existem) e podemos conversar com elas, se sabemos deixar o corpo físico à vontade...

Além do Mundo Astral, está o Mundo da Mente. Quando um homem é capaz de fabricar um Corpo
Mental, quando o tem, é também capaz de viajar pelo Mundo da Mente Universal. No Mundo da
Mente, encontramos sapiência, sabedoria. Ali estão todos os templos dos deuses, os templos de
Hermes Trismegisto, onde se mencionam suas obras, onde se rende culto à sua sapiência. Poucos
são os que sabem viajar em Corpo Mental. Isso se deve a que poucos são os que fabricaram, para
seu uso pessoal, um Corpo Mental. Quando alguém aprende a viajar em Corpo Mental, descobre
que a mente da Terra é gigantesca. Dentro da mente de nosso planeta Terra, achamos os
subúrbios, os mercados etc., mas também achamos a parte subliminar do entendimento universal.

No Mundo da Mente há de tudo. Ali estão os pensamentos de cada pessoa, as idéias de cada qual
etc. Algumas almas, que na vida tiveram boa conduta, são recompensadas. Por algum tempo
moram no “Devakan”, isto é, na Região da Mente Superior, e até conseguem fazer uma visita ao
Causal, ainda que mais tarde, esgotada a recompensa, tenham que regressar, outra vez, para um
novo corpo. No Mundo da Mente há dor ou felicidade, tudo depende da região em que estivermos.
Nas regiões inferiores do Mundo da Mente há dor; nas regiões superiores do Mundo da Mente há
felicidade. No Mundo da Mente encontramos também muitos Devas que amam a Humanidade,
trabalham pelo bem-comum, lutam pelo bem de tantos e tantos milhões de pessoas que povoam a
face da Terra...

Irmãos, chegou a hora de entender claramente que se alguém não conhece sua própria Mente
particular, se alguém não conhece seus processos mentais, se alguém não aprendeu a subjugar
sua Mente e a controlar os sentidos, muito menos poderá conhecer a Mente Cósmica, a Mente
Universal. Recordemos que “a Mente que é escrava dos sentidos faz a alma tão inválida como o
bote que o vento extravia sobre as águas”... Como poderíamos conhecer a Mente Universal, se
não conhecemos nossa própria Mente, se não estudamos os 49 níveis do entendimento, se ainda
não criamos um verdadeiro Corpo Mental, se ainda não desintegramos todos esses elementos
indesejáveis que no entendimento carregamos? Assim, explorar o Mundo da Mente é possível
quando alguém explorou sua própria Mente...

Muito além desta Região da Mente Universal ou da Mente Terrestre, está o Mundo das Causas
Naturais. Se alguém não fabricou um Corpo Causal para seu uso particular, como poderia explorar
o Mundo da Causação Cósmica, como poderia viajar em Corpo Causal? Como poderia conhecer o
Mundo das Causas Naturais? Uma pessoa tem de estudar a própria vida causativa, tem de haver
descoberto as causas de seus erros, haver conhecido a si mesmo para poder ter direito a
converter-se em um Homem Causal.

Só o Homem Causal pode viver conscientemente no Mundo Causal; só o Homem Causal pode
viajar pelo Mundo das Causas Naturais, só o Homem Causal tem acesso aos arquivos secretos da
Região Causativa. No Mundo das Causas Naturais predomina novamente o azul intenso, profundo.
Os Adeptos do Mundo Causal trabalham pela Humanidade; os vemos vestidos em forma similar à
daqui, do mundo Terra. Têm seus Templos e estão muito ocupados nos trabalhos que se
relacionam com o bem-comum.

No Mundo das Causas Naturais, encontramos a Lei da Balança. O Homem Causal trabalha
sempre de acordo com a Balança Cósmica; vive no mais perfeito equilíbrio. No Mundo Causal
descobrimos que não há efeito sem causa, nem causa sem efeito; a causa se transforma em efeito
e o efeito se converte em uma nova causa que origina, por sua vez, outro efeito. As leis de causa e
efeito são reais e as conhecemos a fundo quando investigamos no Mundo das Causas Naturais. O
Homem Causal é o homem que fabricou um Corpo Causal; o Homem Causal é aquele que já tem
uma Vontade Individual. Devemos dizer, em forma enfática, que o “animal intelectual”
equivocadamente chamado “Homem”, não possui ainda uma verdadeira Vontade.

Obviamente, o “animal intelectual” ainda não é um “Homem”, no sentido mais completo da palavra.
Quando alguém se deu ao luxo de fabricar um Corpo Causal, ou um Corpo da Vontade
Consciente, sabe o que é verdadeiramente a Vontade. Se pensamos na multiplicidade do Eu
psicológico, se pensamos em que cada um dos defeitos que possuímos está perfeitamente
representado por um agregado psíquico inumano, vimos a descobrir, com toda clareza, que temos
muitas “vontades”. Cada agregado psíquico é como uma entidade tenebrosa em nós,
personificando algum erro, e possui sua própria “vontade”.

Assim, os diversos agregados que moram em nós representam distintos impulsos volitivos.
Portanto, há muitas “vontades” no fundo de nossa psique, que se chocam entre si. O “animal
intelectual” não possui uma Vontade autóctone, independente, íntegra, unitotal; não há unicidade
na “vontade” do “animal intelectual”. Mas quando alguém criou o Corpo da Vontade Consciente,
então dispõe de uma Vontade Individual, com a qual pode trabalhar no Universo inteiro. No Mundo
das Causas Naturais encontramos os Homens Causais, aqueles que já criaram o Corpo da
Vontade Consciente.

Como poderíamos conhecer o Mundo Causal, se antes não tivermos conhecido as causas de
nossos próprios erros? Como poderíamos conhecer o Mundo Causal, quando ainda não
conhecemos nossas próprias causas equivocadas? Na realidade de verdade, repito, quem quiser
conhecer os Mundos Internos do planeta Terra, deverá, antes de tudo, começar por conhecer seus
próprios mundos interiores. Isso requer auto-exploração e trabalho consciente sobre si mesmo...

Além do Mundo da Vontade Consciente, encontramos o Mundo Búdico ou Intuicional. Obviamente,


não poderíamos entrar no Mundo Búdico ou Intuicional, se antes não tivermos conhecido nossa
própria realidade intuitiva, se antes não tivermos desenvolvido em nós a Intuição. Existe uma clara
diferenciação entre o que é o processo do raciocínio comparativo, e o que é a Intuição. A Razão se
apóia no processo de comparação: “Isso é branco porque aquilo é negro”, ou vice-versa. Intuição é
diferente, é percepção direta da Verdade, sem o processo deprimente da opção... No Mundo
Búdico ou Intuicional existe a Intuição.

Muito além da Região da Intuição, está a Região de Atman, o Inefável. Mas na Região da Intuição
descobrimos a Sabedoria do Universo (de tudo o que é, de tudo o que foi, de tudo o que será). No
Mundo Búdico ou Intuicional, há sapiência inefável, há fraternidade, há unicidade, unitotalidade,
amor... Os que vivem no Mundo da Intuição gozam da autêntica Felicidade.

Assim, vale a pena investigar em tudo isso... Muito além do Mundo Búdico ou Intuicional, está a
Região de Atman, o Inefável, a Região do Íntimo, do Ser. “O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser, é
o mesmo Ser”... O Íntimo, em si mesmo, tem duas Almas: a alma espiritual, que é feminina, e a
alma humana, que é masculina. Se lemos a Divina Comédia, veremos que Dante também cita as
duas Almas: uma, “a que trabalha” (a humana), e a outra, “a que contempla”, “a que se mira no
espelho da Natureza”...

Muito se falou sobre o signo zodiacal de Gêminis. Eu digo que trazemos esse signo dentro de nós
mesmos, no fundo da alma... O Íntimo tem, repito, duas Almas: a espiritual, que é feminina, e a
humana, que é masculina. A espiritual é a Valquíria, a Genebra, a Rainha dos Jinas, aquela que a
Lancelot servira o vinho nas taças deliciosas de Sukra e de Manti. A humana sofre, chora; é
masculina; através dela vibra o Chrestos Cósmico. “A poderosa mediação astral que enlaça nossa
personalidade física com a imanência suprema do Pai Solar”.

Chegar a encarnar as duas Almas é possível, mas isso requer rigorosas disciplinas esotéricas.
Antes, é preciso haver criado os corpos astral, mental e causal; e haver trabalhado profundamente
em si mesmo e dentro de si mesmo, aqui e agora. Só o Iniciado livre, que eliminou o Ego, que
trabalhou de verdade, profundamente, sobre si mesmo, se faz digno de encarnar em si mesmo as
duas Almas. Isso significa fazer realidade (em nós) o signo zodiacal de Gêminis, pois essas duas
Almas são gêmeas.

Inquestionavelmente, a Alma Humana deve desposar-se com sua Dama: A Valquíria, a Sulamita
do Sábio Salomão, a que figura no Cântico dos Cânticos... Quem chegue a encarnar em si mesmo
esse par de Almas, conseguirá a Iluminação total, a sapiência, a sabedoria. Primeiro, é necessário
receber o princípio anímico humano (masculino); segundo, devem vir os esponsórios da parte
humana, masculina, com a parte espiritual, feminina.

Através do Budhi, da Valquíria, da Genebra, da Beatriz de Dante Alighieri, resplandece o Logos.


Obviamente, os princípios divinos mais poderosos, estão contidos no interior da Alma Espírito, do
Budhi. Por isso Blavatsky disse, em A Voz do Silêncio: “O Budhi é como um vaso de alabastro fino
e transparente, através do qual arde a Chama de Prajña”... Quando a Alma Humana (isso que
temos de humano em nós, aqui dentro) se desposa com a Alma Espírito, vem a Iluminação; se
estabelece a luz interior em nós, ficamos transfigurados, resplandecentes, iluminados.

Mas para que esse contato se estabeleça, há que trabalhar muito duro dentro de nós mesmos, em
forma intensiva: criando os Corpos Existenciais Superiores do Ser, eliminando o Ego animal,
sacrificando-nos pela humanidade doente. Assim, irmãos, o interessante é que nos convertamos
em verdadeiros Adeptos da Fraternidade da Luz Interior. Se assim procedemos, chegaremos à
verdadeira Iluminação Íntima; se assim procedemos, chegaremos à autêntica bem-aventurança,
poderemos submergir-nos na região da felicidade legítima etc.

É necessário sair destas regiões de trevas em que nos encontramos; é urgente, em verdade,
chegar ao mundo dos esplendores. Há que investigar um pouco, refletir, repito, estudar estas
coisas. Se nós não analisamos, se não estudamos estas matérias de conteúdo substancial, jamais
chegaremos à liberação final. Cada um de nós tem que trabalhar sobre si mesmo, se é que aspira
chegar, algum dia, à autêntica Iluminação. Mas para trabalhar sobre si mesmo é necessário,
inevitavelmente, ter o Conhecimento, as chaves, as práticas. Nós, aqui, iremos dando a nossos
estudantes os sistemas, os métodos para trabalhar sobre si mesmos, a fim de que consigam uma
mudança absoluta.

É necessário, antes de mais nada, que haja continuidade de propósitos, porque muitos começam
estes estudos e poucos chegam. Sucede que as pessoas não têm continuidade de propósitos.
Hoje começam com muito entusiasmo, e mais tarde no tempo se apartam do Corpo de Doutrina.
No mundo há de tudo, existem os “mariposeadores”, esses que andam de escolinha em escolinha
e que acham que sabem muito, quando em realidade e de verdade nada sabem. Nós temos de nos
definir com inteira clareza. Esta Instituição não busca outra coisa que a Auto-Realização Íntima do
ser humano. De modo algum nos interessa essa questão dos “mariposeadores”, que andam de
escolinha em escolinha, para não chegar a nenhuma conclusão. A única coisa que nos interessa é
trabalhar sobre nós mesmos, para conseguir a transformação radical. Necessitamos fazer-nos
Adeptos da Fraternidade da Luz Interior, e isso é possível trabalhando sobre nós mesmos, aqui e
agora.

Os tempos chegaram, em que o Filho do Homem tenha que mostrar à Humanidade o Caminho.
Infelizmente, as pessoas, “ouvindo, não ouvem”; e “vendo com seus olhos, não vêem”. A Senda
lhes é indicada e não a entendem, e se ligeiramente chegam a entendê-la, não têm continuidade
de propósitos para chegar à meta e logo se desviam. O Movimento Gnóstico é como um trem em
marcha: uns passageiros sobem em uma estação, e descem em outra; raros são os passageiros
que chegam à estação final. Os afiliados a nossa Instituição, estão convidados: Podem chegar à
meta, desde que se proponham a tal.

É uma lástima que as pessoas tenham mente volúvel, e que hoje pensem uma coisa e amanhã
outra! Se as pessoas fossem sérias de verdade, só se preocupariam por trabalhar intensamente
dentro de si mesmas.
Nesta Instituição ensinamos como eliminar os agregados psíquicos indesejáveis que carregamos
em nosso interior. Nesta escola, ensinamos aos seres humanos qual é o caminho do autêntico
sacrifício, e como fabricar os Corpos Astral, Mental e Causal para converterem-se em Homens
verdadeiros, em Homens legítimos, em Homens autênticos, no sentido mais completo da palavra.

Obviamente, conforme vai nascendo o Homem dentro do “animal intelectual”, se provocam


mudanças extraordinárias: Despertam certos poderes, certas faculdades magníficas. O Homem
íntegro, o Homem unitotal, chega ao ponto de ter perfeito domínio sobre os “Tatwas”. E que são os
“Tatwas”? Vibrações do Éter Universal.

Nos Elementos da Natureza estão sintetizados os Tatwas.


O princípio vital etérico da Água é Apas.
O princípio vital etérico do Ar é o Vayu Tatwa.
O principio vital etérico do Fogo, é o Agni Tatwa, ou Tejas, Tejas Tatwa.
O princípio vital da Terra é, precisamente, o Prithivi Tatwa...

O Homem autêntico, legítimo, é o que fabricou os Corpos Astral, Mental e Causal; aquele que é
capaz de entrar no Mundo Etérico, aquele que é capaz de mover-se pelo Mundo Astral, aquele que
pode penetrar inteligentemente no Mundo da Mente Cósmica, ou viajar pelo Mundo das Causas
Naturais, e que também adquire poder sobre os Elementos da Natureza: sobre a perfumada terra e
sobre o fogo flamígero, sobre as águas tempestuosas e sobre o vento e os furacões. Por este
motivo, o Adepto chega, de verdade, a converter-se em um Rei da Natureza e do Cosmo.

Os Tatwas, em si mesmos, pertencem ao


Mundo Etérico, ao Mundo Vital, a esse
Corpo Vital do planeta Terra. Os Tatwas
são vibrações do Éter, os Tatwas penetram
diretamente nas glândulas endócrinas do
organismo humano, mas não tornam a sair
dali. Os Tatwas, ao entrar dentro dos
Chakras, passam às glândulas endócrinas
e se transformam em hormônios,
hormônios que circulam pelo sangue, e
dali não tornam a sair.

Despertar os poderes tátwicos é assombroso,


mas isso somente é possível para o Homem
autêntico, para aquele que é capaz de viver
no Mundo Astral conscientemente, ou para
aquele que sabe viajar pelo Mundo da Mente,
ou para aquele Homem Causal que
estabeleceu seu centro de gravidade
precisamente no Mundo das Causas Naturais.

Um Adepto Auto-Realizado é um Homem no sentido mais completo da palavra, é Rei da Criação,


porque maneja os Tatwas, porque pode manipulá-los a vontade. Um Homem que maneja o Fogo, o
Ar, as Águas, a Terra, que é capaz de desatar as tempestades, etc., que é idôneo no uso dos
Tatwas, é um Homem de verdade, é um Mestre auto-realizado, alguém que conhece os mundos
superiores.

Chegou o momento em que cada um de vocês lute pela auto-realização; chegou o momento em
que cada um de vocês conheça seus próprios Mundos Internos, para que conheçam os Mundos
Internos de seus amigos, e para que conheçam os Mundos Internos do planeta Terra, e do Sistema
Solar, e da Galáxia em que vivemos... Ser Homem, no sentido mais completo da palavra, é algo
muito grande. Mas Homem verdadeiro é unicamente o que fabricou os Corpos Existenciais
Superiores do Ser, o que se estabeleceu como cidadão dos mundos superiores. Homem
verdadeiro é o que conseguiu o domínio dos Elementos da Natureza, não somente no Cosmos,
mas dentro de si mesmo, aqui e agora.

Se um Homem verdadeiro não aprendesse a dominar os princípios inteligentes de seu próprio


corpo físico, representados por esses gnomos atômicos ou elementais do sistema ósseo,
tampouco poderia dominar os Gnomos do planeta em que vivemos, os Gnomos que vivem dentro
das rochas da terra... Se um Homem autêntico não pudesse dominar as inquietas ondinas
atômicas que vivem em suas águas seminais e na linfa, tampouco poderia dominar as Ondinas e
elementais aquáticos dos rios e dos mares. Se um Homem verdadeiro não pudesse dominar o ar
de seus pulmões, se não tivesse a capacidade para controlar, em verdade, os elementais de sua
própria Mente, esses que jogam com a substância de seu entendimento, esses que vibram e
palpitam em suas inquietudes inteligentes, tampouco teria poder para dominar os Silfos da
Natureza, esses que governam as nuvens e que movem o furacão e a tormenta.

Se um Homem real, autêntico, não tivesse perfeito domínio sobre seus Princípios Ígneos, se não
pudesse dominar seus ardentes impulsos sexuais, se fosse vítima de suas próprias salamandras
atômicas, tampouco poderia dominar os Elementais Ígneos dos vulcões em erupção, ou do fogo do
interior do planeta em que existimos. Assim, para poder controlar os Tatwas, temos que começar a
controlar nossos próprios impulsos, dentro de nós mesmos, os elementos naturais que temos em
nós.

Se um homem não aprende a dominar seu corpo, muito menos poderá dominar o grande corpo
chamado “Terra”. Se um homem não aprende a dominar seu próprio Corpo Vital, tampouco poderia
manipular os Tatwas. Se um homem não aprende a dominar suas próprias emoções e desejos
pessoais, tampouco pode manejar a Corrente Astral do planeta Terra. Se um homem não é dono
de sua Mente, tampouco poderá ser dono da Mente Universal. Se um homem não é dono de sua
Vontade Pessoal, tampouco poderá ser dono da Vontade Cósmica.

Quem queira sentar-se no Trono de Mando da Natureza, deverá, antes que tudo, tomar posse de si
mesmo, converter-se em amo de si mesmo, em senhor de si mesmo! Ser Rei da Natureza é algo
grandioso. Mas não é possível ser Rei da Criação, se alguém não se fez antes Rei de si mesmo.
Para chegar a ser Rei de si mesmo, é indispensável aprender a negar-se a si mesmo. Raros são
os que sabem negar a si mesmos. Só aquele que aprende a negar-se a si mesmo pode sentar-se
no Trono de Mando para governar a Natureza inteira; só o Homem que aprende a negar-se a si
mesmo adquire poder sobre o fogo dos vulcões em erupção e pode fazer tremer a terra; só o
Homem que aprende a negar-se a si mesmo pode apaziguar as tempestades; só o Homem que
aprende a negar-se a si mesmo, pode desatar os furacões.

Enquanto alguém não tenha aprendido a negar-se a si mesmo, é um fraco, um incapaz, uma
criatura vítima das circunstâncias. Negar-se a si mesmo, aparentemente é muito fácil. Na teoria, “a
frio”, qualquer um se sente capaz de negar-se a si mesmo; mas “a quente” é diferente... Gostaria
de colocar um exemplo de negação de si mesmo... Apelarei à questão das bodas matrimoniais,
com o objetivo de insinuar idéias...
Tenhamos o caso de alguém que se casou, sendo Alquimista. Bem sabemos que o Alquimista
maneja o Vitríolo (vidro líquido flexível e maleável), ou falando em outros termos, o Esperma
Sagrado, ou o Azougue, como também se diz (o Azougue em bruto). Obviamente, um Alquimista
não pode derramar jamais o Vaso de Hermes.

Eu não conceberia um Alquimista, dedicado à Grande Obra, derramando o Vaso de Hermes


Trismegisto, o Três Vezes Grande Deus Íbis de Thot, ou em outros termos mais concretos:
chegando à ejaculação do Ens Seminis durante a cópula química ou metafísica. Se o Alquimista
procedesse dessa forma, fracassaria, de fato, na Ciência da Transmutação Metálica. Mas se
casou, e devido à superexcitação sexual, sabe que se realiza a conexão do Lingam-Yoni e
Pudenda, em sua primeira noite de bodas, perderia o Mercúrio da Filosofia Secreta. Contudo, o
perigo é grave: O Atanor, isto é, sua esposa, poderia exigir o cumprimento da cópula química, mas
ele sabe que fracassaria. Negar-se seria o indicado. Ele deve negar-se, ainda que a sacerdotisa
proteste.

A frio, todos dizem que é simples; mas a quente, não há ninguém que seja capaz de fazê-lo...
Agora, suponhamos que não se trata de um elemento masculino; suponhamos que uma mulher
que se dedica à Alquimia, e ao domínio das Ciências Esotéricas, se casa. Obviamente há de
realizar a cópula metafísica em sua primeira noite de bodas, mas teme que ao realizá-la possa
chegar a isso que em fisiologia orgânica se conhece como “orgasmo” (a perda da Energia Criadora
do Terceiro Logos). Deve negar-se essa noite, não se encontra em condições.

Poderia fazer isso? Aquela mulher, “a frio”, diria: “Sim, faço”... Mas, “a quente”, as coisas mudam.
E não estou dando a vocês senão uma idéia, uma pauta, do que é “negar-se a si mesmo”, trata-se
de algo terrível! Enquanto um homem ou uma mulher não se neguem a si mesmos, não sejam
capazes de sacrificar a parte animal por amor ao Cristo Íntimo, ao Logos, tampouco serão capazes
de sentar-se no Trono de Mando da Natureza, para governar o Universo inteiro.

Quem quiser poderes, pode adquiri-los, se nega a si mesmo! Temos um exemplo concreto no
poder para fazer-se invisível. É possível conseguir esse poder, e é maravilhoso, mas é necessário
negar-se a si mesmo.
Se, nos instantes em que um ser querido exala seu derradeiro alento, renunciamos à dor que nos
causa tão nefasta perda, há negação de si mesmo. Como é natural, se estamos vendo nossa mãe
que morreu, ou um filho, ou um irmão, ou nosso pai terreno, é possível que caiamos no desespero.
Mas, se nesse preciso instante negamos a nós mesmos, e aquela dor é sacrificada em prol do
poder esotérico para a invisibilidade. Se nesse momento transformamos essa suprema dor,
mediante a meditação consciente, no poder para fazer-nos invisíveis, a realidade será que
adquiriremos, por tal motivo, tão precioso poder.

Mas, quem é capaz de fazer isso? Quem é capaz de sorrir de verdade, renunciando à dor, frente
ao leito de sua mãe morta? Quem seria capaz de sacrificar essa dor, de renunciar a ela, diante do
leito de seu pai, ou de sua esposa falecida? Impossível! É muito difícil achar alguém com essa
capacidade. Então, como aprender a se fazer invisível, se não somos capazes de conseguir o
poder? Para consegui-lo, temos que negar a nós mesmos, e se não nos negamos, conseguiremos
por acaso tal poder? Os poderes estão diante de nós, mas implicam em sacrifício e negação de si
mesmos. Por exemplo, o combustível que faz mover uma máquina que arrasta um trem em
movimento, deve ser sacrificado em prol da energia motriz que faz funcionar todo o trem.

Vemos, assim, que esse combustível, mediante o sacrifício, se converte em uma força distinta, se
converte em movimento, em um poder que arrasta um veículo ao longo dos trilhos; isso é óbvio.
Assim, também uma força inferior qualquer pode ser transformada, mediante o sacrifício, em outra
força completamente diferente e com características distintas. A questão está em aprender a
negar-se a si mesmo, para transformar, mediante o sacrifício, uma força Inferior em outra de tipo
superior e diferente. Só procedendo assim, transformando-nos desta maneira, deste modo, é
possível, em verdade, chegar a ser Reis dos Tatwas, Homens no sentido mais completo da
palavra, Homens Solares, Homens Deuses!

Chegou a hora de meditarmos um pouco nos antigos tempos da Arcádia, quando os rios de água
pura de vida manavam leite e mel; o Homem tinha poder sobre os Elementos da Natureza; então
falava no horto puríssimo da Divina Língua, que como um rio de ouro, corre sob a espessa selva
do Sol. Essa era a Idade dos Titãs, a Idade em que os rios de água pura manavam leite e mel!
Então não existia nem o meu nem o teu, tudo era de todos, e cada qual podia colher da árvore do
vizinho sem temor algum. A humanidade não se havia degenerado, possuía o poder sobre os
Tatwas...

Agora necessitamos reconquistar esse poder. Mas para conseguir tais faculdades, se faz
necessário o sacrifício, a renúncia de si mesmo, a transformação radical. Nesta Instituição, vamos
ensinar a vocês o caminho que os levará ao Super-Homem. Chegou a hora do Super-Homem!
Chegou a hora em que nós comecemos por criar o Homem. Inquestionavelmente, primeiro deve vir
a criação do Homem, e depois entraremos no Reino do Super-Homem. O Homem, em si mesmo, é
grandioso: é o Rei da Natureza e do Cosmos. O Super-Homem está além ainda: O Super-Homem
é o Homem que conseguiu integrar-se com a Divindade.

Na Doutrina Secreta de Anáhuac se diz que “os Deuses criaram os Homens de madeira e depois
de havê-los criado, os fundiram com a Divindade”; e depois acrescenta: “Nem todos os Homens
conseguem fundir-se com a Divindade”... De modo que primeiro é criar o Homem; e segundo é
fundi-lo com a Divindade. Quando o Homem se funde com a Divindade, se converte no Super-
Homem de Nietzsche. O Super-Homem é uma terrível realidade... Necessitamos sair deste estado
lamentável em que nos encontramos (até agora somos míseros vermes no lodo do mundo),
necessitamos regenerar-nos e depois integrar-nos com o Divinal.
Viver assim, por viver, viver para comer e existir como parasitas agarrados à epiderme deste
animal meio grandinho que se chama “Terra”, é cem por cento absurdo.
Chegou a hora de entender que devemos mudar intimamente. Assim, irmãos, devemos estudar
cada vez mais a fundo todo este Corpo de Doutrina, desintegrar o Ego, criar os Corpos Existenciais
Superiores do Ser e sacrificar-nos pela humanidade. Esse é o caminho óbvio a seguir!

Agora, darei oportunidade a vocês para que perguntem o que tenham que perguntar, em relação
ao tema exposto esta noite... Quem quiser perguntar algo, que o faça com a mais inteira
liberdade...

Pergunta: Mestre, para começar, é necessário ser honrados consigo mesmos?


VM Samael: É claro está que sim! Porque se alguém não é honrado consigo mesmo, se engana a
si mesmo. E se a si mesmo se engana, se prejudica a si mesmo.

P: Existe a nossa moral?


VM Samael: Sim, cada povo tem sua moral. A moral é escrava dos costumes, da época e dos
lugares. O que em um tempo passado foi moral, hoje é imoral e vice-versa. O que em um país é
moral, em outro é imoral. A moral também é filha dos preconceitos. Necessitamos passar além de
todo código de moral. Necessitamos entrar no reino da compreensão criadora, no Reino do Super-
Homem...

Indubitavelmente, todos os códigos de ética que se escreveram no mundo, todos os códigos de


moral, resultam francamente reacionários, conservadores, regressivos e retardatários. O que
alguém tem que fazer é um balanço de si mesmo; é necessário que alguém faça um inventário de
seus próprios valores, para saber o que lhe sobra e o que lhe falta, e caminhar, então, por onde
deve caminhar, de acordo com suas necessidades psicológicas.

Mas se alguém se detém nos postulados (rançosos e estúpidos) de todos os códigos morais
escritos por distintos autores, fracassará neste inventario, e não conseguirá, em modo algum, a
Auto-Realização Íntima do Ser. É necessário descobrir que temos dentro de nós mesmos
elementos indesejáveis. Por acaso são belas a ira, a cobiça, a luxúria, a inveja, o orgulho, a
preguiça, a gula? Temos defeitos espantosos. É preciso desintegrá-los, reduzi-los a poeira
cósmica.

Só assim é possível que a Consciência desperte. Uma Consciência iluminada, uma Consciência
desperta, pode ver o Caminho e trilhá-lo firmemente. Mas se não desintegramos os elementos
indesejáveis que em nosso interior carregamos, obviamente, o despertar será impossível. Como
poderia um homem adormecido investigar a vida nos Mundos Superiores, no Astral, no Mental, no
Causal? Para alguém poder ser um investigador competente da vida nos Mundos Superiores,
antes de tudo, é necessário haver despertado.
Não é possível conseguir o despertar da Consciência enquanto dentro de nós continue existindo
toda essa quantidade de valores negativos e fatais, que carregamos em nosso interior, isto é, todos
nossos defeitos de tipo psicológico... Há alguma outra pergunta?

P: Mestre, há muito tempo me pergunto se poderia haver, neste planeta Terra, alguma pessoa que
carecesse de tudo isso?
VM Samael: Seria bom acabar de especificar sua pergunta.

P: Bom, com relação a tudo o que o senhor acaba de explicar, todas as lacras... Não posso
perguntar, Mestre, se o senhor é um desses homens, mas posso pedir desde o mais profundo de
meu Ser, sua resposta a isso.
VM Samael: Antes de tudo, agradeço suas boas intenções, suas belas palavras, a sinceridade de
teu coração... Obviamente, enquanto não tenhamos eliminado de nós mesmos todos os elementos
indesejáveis que carregamos, tal raio de luz, seria impossível. Mas se nós morremos em nós
mesmos, se conseguimos dissolver o Ego animal, esse Raio não somente brilhará em nós, mas
também se projetará sobre as multidões. Portanto, é necessário que façamos um inventário, como
já disse, de nós mesmos, para saber o que nos sobra e o que nos falta. Porque muitas virtudes que
acreditamos ter, não temos; e muitas qualidades nos faltam e devemos adquiri-las. Assim, irmãos,
chegou a hora de sermos sinceros com nós mesmos, de nos auto-descobrir, de nos resolvermos
de verdade a eliminar nossos defeitos de tipo psicológico. Alguma outra pergunta?

P: O Caminho é unicamente pessoal, só a pessoa e ninguém mais pode percorre-lo, ou se pode


percorrer de outra maneira, como estávamos falando agora mesmo; quando Cristo perdoou os
pecados de um homem, e dissolveu também todos os Egos que ele tinha?
VM Samael: Pois, certamente, cada um de nós tem que fazer o trabalho dentro de si mesmo; o
Mestre só pode mostrar o Caminho, e isso é tudo. Por certo, é no terreno da vida prática, na
relação com nossos amigos e com nossos familiares, na rua, no templo, na escola, ou no trabalho,
onde devemos nos autodescobrir.

Na inter-relação existe autodescobrimento, quando estamos alertas e vigilantes como o vigia em


época de guerra. Acontece que na inter-relação os defeitos escondidos afloram espontaneamente,
e se nós estamos alertas como o vigia em época de guerra, então os vemos. Defeito descoberto
deve ser compreendido integramente, através da análise, através da compreensão criadora,
através da meditação, da auto-reflexão evidente do Ser.

Quando alguém compreendeu tal ou qual defeito descoberto, então pode dar-se ao luxo de
eliminá-lo. Alguém pode eliminar um defeito, quando apela a uma força superior à mente. A mente,
por si mesma, não pode alterar radicalmente nenhum erro. Pode rotulá-lo de diversas maneiras,
passá-lo de um nível a outro, escondê-lo de si mesma ou das outras pessoas, justificá-lo ou
condená-lo etc., mas não alterá-lo.

Necessitamos de um poder que seja superior à mente, de um poder que seja capaz de desintegrar
qualquer defeito psicológico. Esse poder existe em nós mesmos, felizmente. Quero referir-me, em
forma enfática, a Devi Kundalini-Shakti (a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, o Fohat
particular, individual, essa variante de nosso próprio Ser, que os Hindus chamam “Kundalini”).

Se alguém apela a esse poder, se alguém implora o auxílio de Devi Kundalini-Shakti, poderá
eliminar qualquer erro psicológico devidamente compreendido em forma íntegra.

Mas se alguém quer, a base exclusivamente de compreensão, extirpar da mente os defeitos


psicológicos, está equivocado. É certo que mediante a “Lâmina da Consciência”, alguém pode
separar de sua psique qualquer defeito psicológico, mas este continuará como um demônio ao
nosso redor, buscará a forma, a maneira de intervir em qualquer instante dado, e, ao fim, voltará a
acomodar-se dentro dos cinco cilindros da máquina orgânica.

Portanto, compreensão só não é tudo, necessitamos eliminação; e a eliminação não é possível


sem um auxílio superior. Necessitamos desse Fohat, dessa Flama Sagrada que se desenvolve na
espinha dorsal do asceta gnóstico. Necessitamos de Kundalini-Shakti (a Mãe Cósmica), só Ela, a
Divina Mãe Cósmica particular, individual, de cada um de nós, pode eliminar de nossa psique o
defeito que previamente hajamos compreendido em forma íntegra em todos os departamentos da
mente.

Eis aí o caminho óbvio a seguir: Primeiro, há que descobrir um defeito, depois há que compreendê-
lo e por último, eliminá-lo. Com os espiões, na guerra, se faz assim: primeiro são observados,
depois são colocados no banquinho dos acusados, e finalmente, são levados ao paredão de
fuzilamento.
Assim também devemos fazer com nossos defeitos psicológicos, com os Eus-defeitos, com os Eus
que em nosso interior carregamos. Alguma outra pergunta?

P: Mestre, quando se refere à Mãe Cósmica, e


com relação ao que foi dito anteriormente
sobre as duas Almas que temos (a Humana e
a Espiritual), a Mãe Cósmica está relacionada
com a Alma Espiritual?
VM Samael: Não estou me referindo a isso!
Estou me referindo à Cobra Sagrada dos
Mistérios de Elêusis, que os Hindus
denominam “Kundalini-Shakti”, uma variante,
repito, de nosso próprio Ser. Só mediante o
conhecimento da anatomia oculta podemos
saber o que Kundalini representa em nossa
medula espinhal, dorsal. Claro, Kundalini,
repito, é uma parte de nosso próprio Ser, mas
derivado! Assim, é representada a Mãe
Kundalini, a Cobra Sagrada dos Antigos
Mistérios, a Víbora Divina, por Ísis, Adonia,
Isoberta, Réia, Cibele, Tonantzin etc. Cada um
de nós tem, em seu Ser Íntimo, secreto, sua
própria Mãe particular, individual.

Só ela, nossa Mãe Divina particular, individual (podemos chamá-la Tonantzin, ou simplesmente Ísis
ou Adonia, não importa, Ela é o que é, o que foi e o que sempre será), essa Víbora Bendita, essa
Cobra dos Antigos Mistérios, é a única que tem poder para desintegrar qualquer defeito
psicológico, previamente compreendido em todos os departamentos da mente.

P: Então, para poder eliminar os Egos, se necessita ter esse conhecimento da Anatomia Oculta?
VM Samael: Para poder eliminar os diferentes Eus que personificam os nossos erros, o que se
necessita é SABER AMAR. Se um homem não ama a sua própria Mãe Divina, não poderá
desintegrar os Eus. O filho ingrato não progride nesses estudos. Mas se alguém verdadeiramente
ama sua Mãe Íntima particular, representada por Maria, Maya, Ísis, Adonia, Réia Cibele etc.,
poderá então desintegrar seus defeitos, será assistido.
P: Mas se alguém não conhece essa Mãe, como é possível amá-la? Ou se a conhece apenas de
uma forma abstrata, e não tem experiência para poder comunicar-se com ela e amá-la?
VM Samael: Todos os sábios da Antigüidade nos falaram de Deus-Mãe. Não estou citando nada
novo. Também o próprio cristianismo simboliza Deus-Mãe como Maria, Maya; entre os Egípcios, é
simbolizado esse Deus feminino ou Mãe, como Ísis; entre os Hebreus é representado por Adonia;
também é representado por Cibele, na Creta antiga; ou pela Casta Diana entre os Gregos; ou por
Tonantzin, aqui em nossa pátria mexicana. Não estou dizendo nada novo. Estou dizendo que
devemos amar a Deus-Mãe. Este Deus-Mãe está dentro de nós mesmos e não fora de nós
mesmos; é, repito, uma variante de nosso próprio Ser (aclaro), mas derivado.

Indico: Se alguém sabe amar a Deus-Mãe, pode conseguir a eliminação de seus defeitos
psicológicos. Mas nisso não vejo necessidade de teorizar. Amar, isso é tudo!
Alguém, quando criança, se dirige a sua mãe sem necessidade de tantas teorias, nem de tantas
análises. Assim também alguém pode dirigir-se a sua Mãe Divina inefável, não importa o nome que
se lhe dê: Maria ou Ísis, ou como se queira, mas pode dirigir-se a ela com verdadeiro amor,
suplicando-lhe que desintegre o defeito compreendido em todos os níveis da mente. Isso é questão
do coração, isso é questão de saber amar. Alguma outra pergunta?

P: Quando se refere aos níveis da mente, poderia enumerá-los?


VM Samael: Pois, seria longo enumerá-los. Existem 49 níveis subconscientes, representados
pelas 49 notas de um antigo instrumento que inventaram dois irmãos Iniciados na antiga China.
Nos tempos antigos, quando alguém queria chegar ao Samadhi, ao Êxtase, deveria, primeiro que
tudo, levar a mente à mais completa quietude e silêncio, não somente no nível meramente
intelectual, mas também no segundo nível, relacionado com o subconsciente, ou no terceiro, ou no
quarto, ainda mais profundo, ou no 48 ou 49. Quando alguém conseguia aquietar a Mente, levá-la
ao silêncio mais profundo em todos os níveis, então a Essência se escapava para experimentar o
Satori.

Os 49 níveis da mente não poderiam ser explicados de um ponto de vista exclusivamente dialético.
Para entender os 49 níveis necessitamos da música, da Lei do Eterno Heptaparaparshinock,
necessitaríamos também do Aya-Atapam, aquele instrumento que dois irmãos gêmeos Iniciados
inventaram na antiga China e que dava, exatamente, as 49 notas, correspondentes aos 49 níveis
do entendimento. Mas isso ficaria muito complicado para o estudante.

Quando vai avançando sobre si mesmo, vai alguém descobrindo nível por nível, sem que ninguém
o indique; por si mesmo irá descobrindo, à medida que vá aprofundando mais e mais e mais em
seu interior, e ao fim, um dia, descobrirá seus 49 níveis, não porque alguém disse, mas por si
mesmo e em forma direta; isso é tudo. Há alguma outra pergunta? Que ninguém fique com
dúvidas; é necessário que este tema seja devidamente compreendido... Bom, como os vejo todos
tão calados, não me resta mais remédio que lhes dizer boa noite...

Conferência O Que São os Mundos Internos, por Samael Aun Weor


(Tradução prof. Virgílio Campos Novais - Grupo Gnóstico de Belo Horizonte
Cursos, Palestras e Diversas Atividades Esotéricas - Tel.: (31) 3227-3511)

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