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LGBT+ é a sigla que tem como objetivo tentar abarcar todos os grupos; tem como

principal objetivo promover a diversidade cultural com base nas questões de identidade


sexual e gênero.
A Identidade de gênero é a maneira como você se enxerga – o gênero que você se sente
parte. Mulher, transgênero e homem. Já a orientação sexual indica pelo que você sente
atração, mostra para que lado a sua sexualidade está “orientada”. Heterossexual,
bissexual e homossexual.
As respostas da sociedade para comportamentos homoafetivos desde séculos passados
eram o tratamento psiquiátrico, a prisão em confinamento e a perseguição policial nas
ruas e todo tipo de violência. No entanto, essa opressão aos poucos gerou ações de
resistência dos indivíduos que passaram a constituir uma identidade LGBT e a lutar por
seus direitos como uma categoria particular.
Década de 70, início do movimento, em meio à ditadura militar (1964-1985) com o
contexto de questionamento em relação à sexualidade e aos papéis de gênero, na
denominada “Revolução Sexual”-, os movimentos LGBT se ampliaram e ganharam
mais visibilidade pelo mundo.
Na década de 80, que emerge a chamada "segunda onda" do movimento
homossexual no Brasil, que corresponde a um período de aumento da visibilidade
pública da homossexualidade, na década de 1980, com a lenta expansão de um mercado
de bens e serviços destinado ao público homossexual e a chegada da epidemia da Aids.
Foi nesse contexto que atuaram os grupos Triângulo Rosa e Atobá, do Rio de Janeiro, e
o Grupo Gay da Bahia. O objetivo destes grupos, além das atividades comunitárias, era
promover mudanças na sociedade, em especial com relação aos direitos civis de
homossexuais.
Em 1984, no encontro nacional de ativistas ocorrido na Bahia, a luta era pela
despatologização da homossexualidade, por legislação antidiscriminatória, pela
legalização do que na época se denominava como "casamento gay", por tratamento
positivo da homossexualidade na mídia e pela inclusão da educação sexual nos
currículos escolares. 
Na década de 90, ocorre a “terceira onda” e a fundação da primeira e maior rede de
organizações LGBT brasileiras, a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e
Travestis), que reúne cerca de 200 organizações espalhadas por todo o Brasil, sendo
considerada a maior rede LGBT na América Latina. Nesse momento em que surgem os
primeiros projetos de lei à favor de direitos LGBT, começa a se construir publicamente
a ideia de LGBT como sujeitos de direitos. Assim abre caminho para um dos signos
distintivos da fase atual do movimento LGBT no Brasil: as Paradas do Orgulho que
acontecem em diversas cidades de todos os Estados.
Em 1990 e 1991 a grande ênfase recaiu sobre a luta contra a Aids e a necessidade de
fortalecer o movimento e de que governo desse alguma resposta em relação à Aids, que
era uma questão muito cadente na comunidade naquele momento.
Criminalização da violência Lei 122/2006
 O Projeto de Lei 122/2006, também conhecida como lei anti-homofobia, foi um
polêmico projeto de lei brasileiro apresentado pela então deputada Iara Bernardi (PT - SP). O
projeto de lei tinha por objetivo criminalizar a homofobia no país e foi arquivado após passar
oito anos no Senado sem obter aprovação. Era considerado por importantes juristas, entre eles
dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como constitucional. A aprovação
imediata de alguma legislação específica para a criminalização da homofobia é apontada
como "urgentemente" necessária no país por alguns especialistas. Para algumas entidades
cristãs (católicas e protestantes), o projeto fere a liberdade religiosa e de expressão, por prever
cadeia (até 5 anos) para quem criticar publicamente a homossexualidade, seja qual for a razão.
2011 união estável de lGBTS
Já em 2011 o Supremo Tribunal Federal decidiu, equiparar as relações entre pessoas do
mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres. Na prática, a união homoafetiva foi
reconhecida como um núcleo familiar como qualquer outro. O reconhecimento de direitos de
casais gays foi unânime.
Criminalização da LGBTfobia 2019
No dia 13 de junho de 2019, mais um passo foi dado na luta contra a LGBTfobia. O Supremo
Tribunal Federal (STF) aprovou a criminalização da homofobia e da transfobia no Brasil.
Com a decisão, atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais passaram a
configurar crime com pena de um a três anos, além da aplicação de multa.
A cada 26 horas um LGBT é assassinado ou suicida vítima de LGBTfobia, isso se deve a
inúmeros fatores dentre eles ao colonialismo moderno em que há uma necessidade de ditar
quem é importante e quem não é para a sociedade.
Sabe-se que a garantia de direitos vai além das questões jurídicas e em se tratando de uma
causa tão delicada há muito ainda que se estudar no intuito de formular políticas que
resguardem os direitos desse público.
Vê se também uma ausência de metodologias e pesquisas sobre essa problemática por mais
que as agressões sejam tão constantes, bem como os crimes de ódio e preconceito.
Nesse âmbito o Psicólogo pode contribuir em inúmeros aspectos, desde o acolhimento á essas
vítimas de violência, trabalhando a desconstrução de preconceitos e orientação de sobre os
direitos, até no estudo e desenvolvimento de pesquisas que fomentem essa problemática e
reforcem a necessidade de novas políticas.
O psicólogo pode também contribuir na psico educação acerca do assunto, disseminando o
respeito independente de convicções pessoais. Pode ainda desenvolver projetos e aplicar para
trabalhar essas questões para desenvolver prevenção e posvenção – cras e creas, ubs,

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