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Universidade Óscar Ribas

Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

UNIDADE I: NOÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CADEIRA MMTH

Durante muito tempo o homem dependia da sua força muscular, a necessidade reduzir
esforço físico e obter serviço e produtos de qualidade surgiu então as máquinas simples
e complexas da qual o estudante de engenharia electromecânica precisa compreender
para dar resposta as necessidades do mercado.

O que é uma Máquina

É um aparelho destinado a transformar qualquer energia em trabalho. As máquinas


podem ser: máquinas simples e máquinas complexas.

Máquinas Simples

São equipamentos que permite realizar o trabalhos de modo mais fácil e com menor
gasto possível da força muscular. Ex: alavanca, a roda e o plano inclinado.

Conforme a energia que é transformada, assim se diz que a máquina é térmica,


eléctrica, etc.

Máquina Térmica

Chama-se máquina térmica, a todo o conjunto mecânico que transforma a energia


calorífica contida nos combustíveis em trabalho mecânico (W)

Essa energia calorífica latente nos combustíveis, pode ser transformada em


trabalho mecânico, da seguinte forma:

• Externamente à Máquina

Por meio de um agente térmico (o meio mais usado é o vapor de água). Máquinas De
Combustão Externa

• No Interior da Máquina

Máquinas de Combustão Interna

Máquinas de Combustão Externa


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Máquinas de Combustão Externa

Máquinas de Combustão Externa

Caldeira

Máquinas de Combustão Interna


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Máquinas de Combustão Interna

Se actua sobre um êmbolo

Máquina de Combustão interna Alternativa ou Volumétrica, ou simplesmente, Motor

Máquinas de Combustão Interna

Máquinas de Combustão Interna. Se o fluido actua sobre uma roda de pás

Máquinas de Combustão Interna


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Se o fluido actua diretamente num rotor

Motor rotativo de Combustão Interna (Wankel)

Em Resumo

MOTORES

Máquinas que funcionam segundo um ciclo, baseado na transformação de um fluído


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MOTORES

• Os motores, são de todas as máquinas, aqueles que tiveram um maior


desenvolvimento para chegar às suas formas mais modernas (De funcionamento
e de construção).

HISTORIAL

Os primeiros motores de combustão interna utilizavam gases em vez de gasolina como


combustível.

• ReverendoW. Cecil (1820) - Motor accionado pela explosão de uma mistura


de hidrogênio e ar. Credita-se a ele a obtenção do primeiro motor a gás em
funcionamento.
• William Barnett (1838) - Invenção de um motor a gás que comprimia uma
mistura de combustível. Esse motor tinha um único cilindro e as explosões
ocorriam primeiro na parte acima e depois em baixo do êmbolo.
• Jean Joseph Ëtienne Lenoir (1860) - Construiu o primeiro motor (um
cilindro) a gás instalado em um veículo, utilizando o gás de iluminação de rua
como combustível e um sistema de ignição com acumulador eléctrico.
• Beau de Rochas (1862) - Engenheiro francês, desenvolveu teoricamente um
motor de quatro tempos.
• Nikolaus August Otto e Eugen Langen (1866) - Na Alemanha, construíram
um bem - sucedido motor a gás de quatro tempos. Em 1876, Otto e Langen
obtiveram patentes nos EUA dos motores de dois tempos e de quatro tempos.
• Gottlieb Daimler (1885) - Sócio de Otto e Langen, deve-se a ele a concepção
do primeiro motor de quatro tempos a queimar gasolina e realmente utilizável.
• Karl Benz, alemão (1885) - Desenvolveu um bem-sucedido motor à
explosão.
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• Contudo hoje, de entre todas as propostas estudadas e experimentadas, existe


uma reduzida variedade de motores, que estão dependentes das exigências da
sua aplicação, para determinar a melhor forma de os classificar.

A MELHOR FORMA DE CLASSIFICAR OS MOTORES É A SEGUINTE:

• Quanto ao modo de Combustão

• Quanto aos Combustíveis utilizados

• Quanto ao sistema de Admissão de combustível

• Quanto ao Regime e características de utilização

• Quanto ao Número de cursos por ciclo

• Quanto ao Número de faces activas do êmbolo

• Quanto ao Número de Cilindros

• Quanto á Disposição dos cilindros

CLASSIFICAÇÃO DOS MOTORE

• Quanto ao Modo de combustão

O funcionamento dos motores é condicionado por ciclos práticos, que


procuram aproximar-se tanto quanto possível dos ciclos teóricos (donde
derivam).

Os Motores tomam o nome do seu ciclo de origem (embora a sequência das


operações e a forma como se efectuam não coincidam precisamente com as
indicações do ciclo teórico).

CLASSIFICAÇÃO DOS MOTORES

• Quanto ao Modo de combustão

• Motores a volume constante

• Motores a Pressão constante

• Motores de ciclo misto

CLASSIFICAÇÃO DOS MOTORES

Motores a Volume Constante

Admite-se que funcionem segundo o ciclo no qual a combustão se realiza


instantaneamente por forma que o aumento de pressão da massa gasosa
queimada se efectue sem alteração de volume (Ciclo Otto ou Beau-de-Rochas).
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Os motores que funcionam em condições semelhantes chamam-se Motores de


Explosão.

Motores a Pressão Constante

Dado que combustão a pressão constante se efectua gradualmente, durante uma fracção
considerável do curso, designam-se por motores de combustão lenta ou Motores Diesel,
nome do inventor que propôs o ciclo, no qual o seu funcionamento mais ou menos se
inspira.

CLASSIFICAÇÃO DOS MOTORES

• Quanto aos Combustíveis utilizados

• Motores que funcionam com Combustíveis líquidos

a) Gasolina ou petróleo

b) Óleos pesados

• Motores que funcionam com Combustíveis gasosos

CLASSIFICAÇÃO DOS MOTORES

• Quanto aos Combustíveis utilizados

• Motores de explosão (ou gasolina)

Se utilizam combustíveis relativamente voláteis, facilmente vaporizáveis no ar


atmosférico (Gasolinas, petróleos refinados, álcoois, benzina), ou seja, a inflamação da
mistura é provocada pela faísca eléctrica.

• Motores Diesel (ou gasóleo)

Se podem queimar combustíveis mais densos, conhecidos pela designação genérica de


óleos pesados diesel, óleo e gasóleo ou seja, mesmo admite o ar atmosférico, sendo que
a entrada de combustível dá-se após a entrada do ar.

Quanto ao Sistema de Admissão de Combustível

• Motores de Carburação

• Motores de Injecção

Quanto ao Regime e características de utilização

• Motores Lentos (rpm < 350)

• Motores de Média Velocidade (rpm 350-1000)

• Motores Rápidos (rpm >1000)


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• Quanto ao Número de Cursos por Ciclo

• Motores a Dois Tempos

• Motores a Quatro Tempos

• Quanto ao Número de Cursos por Ciclo

• NOTA:

• Oportunamente veremos que para conseguir um Tempo Motor, há que preparar


um certo número de operações.

• O número de ciclos de funcionamento de um motor indica-nos a quantidade de


operações a efectuar.

• (À designação “Tempo ”, deve-se atribuir o significado de passeio ou curso do


êmbolo)

• Quanto ao Número de Faces activas do Êmbolo

• Motores de Simples Efeito

• Motores de Duplo Efeito

• Motores de Simples Efeito

Quando cada Êmbolo tem apenas Uma face de trabalho.

Motores de Duplo Efeito

Quando cada Êmbolo tem duas faces de trabalho.

Nestes casos obtém-se um aumento de potência, considerando-se a estrutura de menores


dimensões.

• Quanto ao Número de Cilindros

• Motores Monocilíndricos (têm um único cilindro).

• Motores Policilíndricos (têm mais que um cilindro).

Quanto à Disposição dos Cilindros

• Motores Horizontais em linha

• Motores Verticais em linha

• Motores com duas linhas paralelas

• Motores em Estrela

• Motores em V, W, H, Y
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• Motores de cilindros opostos

Motores Verticais de Cilindros em linha

Quando são formados por uma ou mais linhas de cilindros (estes a funcionar na
horizontal).

Motores Horizontais em linha (ou, de Cilindros em linha)

Quando são constituídos por linhas de cilindros simples (estes estão dispostos na
vertical).

Motores em “V” (Cilindros em “V”)

Quando são formados por duas linhas de cilindros, cujos planos formam entre si um
ângulo inferior a 180º e são normalmente simétricos em relação a um plano vertical que
contêm o eixo de rotação do veio de manivelas.

Motores de Cilindros Opostos

São aqueles em cujas séries de cilindro, estes se encontrem opostos dois a dois e
portanto com os seus eixos coincidentes.

Podem ter um ou dois veios de manivelas

Disposição de Cilindros Em Motores


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Motores de Êmbolos Opostos

São aqueles em que dentro de cada cilindro se deslocam, simultaneamente, em sentidos


opostos, dois êmbolo cujo o movimento é transmitido a dois veios de manivelas

Motores em Estrela (de Cilindros em Estrela)

São aqueles em que os cilindros da mesma série, têm os eixos dispostos de modo que os
ângulos consecutivos formados entre eles, são iguais.

Motores em Delta (de Cilindros em Delta)

São aqueles cujas séries de cilindros opostos, com os seus eixos dispostos segundo os
lados de um triângulo equilátero.

Neste caso, existem três veios de manivelas.


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IDENTIFICAÇÃO DOS MOTORES MARÍTIMOS

Quando a bordo existir mais que um motor com a mesma finalidade, será
identificado do seguinte modo:

De acordo com a sua localização;

EB, Central, BB, Vante e Ré (de modo simples e combinado).

Esta numeração será ordenada de Vante para Ré e de EB para BB.

Sempre que houver necessidade, a designação anterior será acrescida de um número

IDENTIFICAÇÃO DAS LINHAS DE CILINDROS

Número de ordem:

Em cada linha de cilindros, de acordo com a posição relativa que ocupam nessa linha,
os cilindros são numerados a partir do topo principal.

Num motor com mais que uma linha de cilindros, cada uma destas é designada pelas
letras A,B,C,D, etc. A contar do extremo esquerdo do plano horizontal que contêm o
eixo de rotação do veio de manivelas, estando o observador a olhar para o motor, do
lado do Topo Principal ou de Tomada de Potência (ou lado KS).
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• Motores de linha simples

Os cilindros são identificados, unicamente pelo seu número de ordem.

• Motores de linhas múltiplas

Faz-se pela indicação da letra correspondente à linha a que pertence, seguida do


número de ordem que ocupa nessa linha. Assim tratando-se de um motor de seis
cilindros por linha e com duas linhas, a sua identificação será; A-1, A-2, A-3, A-4, A-5,
A-6

B-1, B-2, B-3, B-4, B-5, B-6

PARTES CONSTITUENTE DE UM MOTOR ALTERNATIVO


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NOÇÕES ELEMENTARES DOS MOTORES.PRINCÍPIO GERAL DE


FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA

P.M.S. - Ponto morto superior ou do lado da cabeça do


motor.

P.M.I. - Ponto morto inferior ou do lado do cárter.

Curso (C) - Caminho percorrido pelo êmbolo, quando


este se desloca do P.M.S. para o P.M.I. ou vice-versa.

Diâmetro (D) - Diâmetro do cilindro.

CONCEITO

P. M. S. - Ponto Morto Superior (ou do lado da cabeça do motor)

É posição mais elevada que o êmbolo atinge dentro do cilindro, durante o seu
movimento.

P. M. I. - Ponto Morto Inferior (ou do lado do cárter)

É Posição inferior atingida pelo êmbolo dentro do cilindro, quando faz o seu
percurso.

Curso do êmbolo (C):

É a distância percorrida pelo êmbolo, quando este se desloca do P. M. S. para


o P. M. l. e vice-versa.

Passeio ascendente – É quando o êmbolo se desloca do P. M. I. para o P. M. S.

Passeio descendente – É Quando o êmbolo se desloca do P. M. S. para o P. M. I.

Òbs. É o TOPO do Êmbolo que define o P. M. S. e o P. M. I.


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MOVIMENTOS DO ÊMBOLO E DO VEIO DE MANIVELAS.

Êmbolo

• Tem velocidade linear variável que se anula nos pontos mortos

• Tem movimento rectilíneo alternativo variado.

Veio de manivelas

• Tem velocidade angular constante

• Tem movimento circular uniforme

DISTÂNCIAS PERCORRIDAS PELO ÊMBOLO E SUA RELAÇÃO COM O


VEIO DE MANIVELAS

• Numa volta completa do veio de manivelas (360º), o êmbolo efectua dois


percursos (descendente e ascendente).

• A cada curso do êmbolo, correspondem 180º no veio de manivelas, ou seja, dois


quartos de rotação (90º cada).

Portanto: Veja figura abaixo para melhor entender.


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Câmara de combustão:

É o espaço que fica no cilindro quando o êmbolo do motor se encontra no P.M.S. Este
espaço é limitado; pela cabeça do motor, paredes laterais e topo do êmbolo.

O seu volume designa-se pela letra “v” (minúsculo), sendo expresso em cm³ para
motores pequenos, e em litros para motores de maior cilindrada.

1 Litro=1dm³=1000 cm³

RELAÇÃO ENTRE O CURSO DO ÊMBOLO E O BRAÇO DA MANIVELA

CILINDRADA UNITÁRIA

É o volume gerado pelo êmbolo ao deslocar-se do P.M.S. Para o P.M.I. Representa-se


pela letra “V” (Maiúscula), e vem expressa em cm³ ou litros.

Cálculo (Determinação) da Cilindrada Unitária


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Sendo D o diâmetro do cilindro e C o curso do êmbolo, o valor da cilindrada unitária é

dado pela seguinte expressão:

VOLUME TOTAL DO CILINDRO E CILINDRADA TOTAL DO MOTOR

VOLUME TOTAL DO CILINDRO

É a soma do volume da câmara de combustão (v) com a cilindrada unitária (V)

CILINDRADA TOTAL DO MOTOR

A cilindrada total de um motor, expressa a quantidade de líquido em litros ou em cm³,


que necessitaremos para encher todos os seus cilindros, supondo que os seus êmbolos
estão todos no P.M.I.

Definição: É a soma das cilindradas unitárias dos vários cilindros do motor e designa-se
por (Vt)

CILINDRADA MINUTO

É o volume admitido pelo motor em um minuto de funcionamento. Depende da


cilindrada total e da rotação da árvore

n - velocidade angular da árvore de manivelas, rpm


Δ = 2 para motores de quatro tempos; 1 para motores de dois tempos.

RELAÇÃO VOLUMÉTRICA

Também chamada: Grau de Compressão, Índice de Compressão ou Taxa de


Compressão;

Representa-se normalmente, por uma letra Grega e o seu valor é admencional.

Definição: É a relação entre o Volume Total do Cilindro (v+V) que é comprimido no


Volume da Câmara de Combustão ou volume morto (v)
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IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO VOLUMÉTRICA DE UM MOTOR

• A relação Volumétrica será tanto maior quanto menor for o valor de v

• Quanto menor for o v mais comprimida será a mistura e maior serão os valores
da pressão e temperatura da massa gasosa

• Nos motores diesel o valor da relação volumétrica é superior aos de explosão

( Necessidade de elevar o valor da temperatura final de compressão do ar )

CÂMARA DE COMBUSTÃO E CÁLCULO DO SEU VOLUME

CÂMARA DE COMBUSTÃO

É o espaço que fica no cilindro quando o êmbolo do motor se encontra no P.M.S.


Designa-se pela letra “v”, sendo expresso em cm³, para motores pequenos e em litros,
para motores de maior cilindrada

VELOCIDADE MÁXIMA E VELOCIDADE MÉDIA DO ÊMBOLO

Por cada rotação do veio, o êmbolo efectua dois passeios verificando-se duas
velocidades máximas, uma no passeio descendente a outra no passeio ascendente.

As posições dos munhões das manivelas correspondentes a essas velocidades máximas,


dependem exclusivamente da relação L/C .

Quando L/C=2 (L=2C), o ângulo formado pelo braço da manivela com eixo do cilindro
é de 76º a partir do P.M.S.

Se o tirante fosse infinito, a velocidade máxima do êmbolo verificar-se-ia exactamente


aos 90º de rotação do veio a contar dos P.M.´s, e nesse caso, o êmbolo teria percorrido
metade do seu curso

CÁLCULO DA VELOCIDADE MÉDIA DO ÊMBOLO

Velocidade média do pistão (vp) - vp = 2 c n onde “n” é a rotação do motor

CÁLCULO DA VELOCIDADE MÁXIMA DO ÊMBOLO

A velocidade máxima do êmbolo é aproximadamente igual, ao produto de uma


constante K pelo valor da velocidade periférica do munhão:

ωmáx =2πCN ou ωmáx =K*0,0523CN m/s

O valor da constante (K) depende dos valores adoptados para a relação L/C.

Exercício de aplicação
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• Calcular a velocidade máxima do êmbolo, sabendo que: C = 220 mm = 0,22m,


N = 1000 rpm e K = 1,02.

• Calcular a velocidade máxima do êmbolo, sabendo que: R = 150 mm, N = 1500


rpm e K = 1,03

• Quantas rotações terá um motor, sabendo que velocidade máx. do êmbolo = 15


m/s, C = 0,5 m K = 1,02

• Calcular a velocidade média do êmbolo, sabendo que: C = 150 mm = 0,15 m, N


= 1500 rpm

• Exemplo

ACTIVIDADES COMPLEMENTARES

1- Qual será o volume da câmara de combustão de um motor Diesel, sabendo-se que o


diâmetro dos cilindros é de 100 mm, o curso do êmbolo é de 120 mm e a relação
volumétrica é de 18 : 1? R: 55 cm3

2- Calcular o volume da câmara de combustão de um motor maybach dos patrulhas da


classe “Cacine” sabendo que: Nº de cilindros é 12 em “V” ,diâmetro dos cilindros é 185
mm, curso do êmbolo 200 mm e a taxa de compressão é 16,2:1 R: 353,5
cm3

3-Determinar a relação de compressão de um motor gerador MTU das FF classe “Vasco


da Gama” sabendo que: Nº de cilindros é 8 em “V”, 165 mm de Diâmetro dos cilindros,
curso do êmbolo é 185 mm e o volume da câmara de combustão é 317cm³

R: 13,5:1
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4-Determinar a cilindrada de um motor Pielstick propulsor das FF classe “João Belo”


sabendo que: Nº de cilindros é 12 em “V”, curso do êmbolo é 460 mm taxa de
compressão 13 :1 e o volume da câmara de combustão..4,82 L R: 694,08 L

5-Determinar a cilindrada de um motor, sabendo que: Nº de cilindros 16 em “V”, curso


do êmbolo é 475 mm, taxa de compressão 17 :1 e o volume da câmara de combustão é
4,6 L

6-Num motor de 8 cilindros em “V”, sabe-se que o diâmetro do êmbolo é de 150 mm e


tem 175 mm de curso, com uma Taxa de compressão de 16:1, calcular:

a) Cilindrada Unitária b) Volume da Câmara de combustão c) Volume total do


cilindro d) Cilindrada total do motor .

6-Num motor de 6 cilindros em “V”, sabe-se que o diâmetro do êmbolo é de 97 mm e


tem 128 mm de curso. Calcular a cilindrada do motor. R: 5,675
3
cm

8- Num motor com 12 cilindros em “V”, sabe-se que o diâmetro de cada êmbolo é de
450 mm e cujo braço de manivela de 0,45 m, com uma Taxa de compressão de 20:1,
calcular: Cilindrada unitária e Volume da Câmara de combustão e Cilindrada total do
motor.

9- Calcular a rotação da árvore de manivela de um motor de 4 cilindros, a quatro


tempos, 80 mm o diâmetro do cilindro, 100 mm de curso do pistão, taxa de
compreensão 7:1 e a cilindrada minuto de 4800 L.

10- Calcular o volume da câmara de combustão de um motor de 4 cilindros, quatro


tempos, 80 mm o diâmetro do cilindro, taxa de compreensão 7:1, a cilindrada minuto de
1760 L e a velocidade angular é 1500 rpm na árvore de manivela.

11- Exercício: Para o motor monocilíndrico, 4 tempos, da


figura, são dados: D = 10 cm; C = 4,5 cm; v = 78,5 cm3 n =
4500 rpm.
Pede-se:
• a cilindrada (cm3) e a Cilindrada do motor
• Volume do cilindro e a taxa de compressão;

• A velocidade média do pistão (m/s); vp = 2 c n

• A velocidade angular do comando de válvulas (rad/s);


(wv)

• Velocidade angular da árvore de manivelas ω = 2π n

motor 4 tempos - wv = ω / 2
motor 2 tempos - wv = ω
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e) Se na rotação dada, a combustão se realiza a 25°, qual o tempo de duração da


combustão em milissegundos.
12- Para um motor alternativo de 4 cilindros com diâmetro e curso de 8,2 cm e 7,8cm, a
relação de compressão rv = 8,5. Determine:
• A cilindrada do motor [cm3] R: 1648 cm3
• O volume da câmara de combustão [cm3] R: 55 cm3
• O volume total de um cilindro [cm3]. R: 467 cm3
13- Um motor de 6 cilindros tem cilindrada de 5,2litros. O diâmetro dos cilindros é
10,2cm e o volume da câmara de combustão é 54,2cm3. Determine:

(a) O curso dos êmbolos [cm] ; (b) A taxa de compressão rv . (c) O volume total de um
cilindro [cm3] (a) R: 10,6cm, (b) R: 17:1 e (c) R: 920,87cm3

14- Um motor de 4 cilindros tem taxa de compressão rv = 8,0. O diâmetro dos cilindros
é 7,8cm e o curso é 8,2cm. Deseja-se aumentar a taxa de compressão para rv = 12. De
que espessura, o cabeçote deve ser rebaixado, sem se preocupar com possíveis
interferências? R: 4,3mm

15- Um motor de 6 cilindros tem uma cilindrada de 4.800cm3. O diâmetro dos cilindros
é 10cm. Deseja-se alterar a cilindrada para 5.400cm3 sem se alterar o curso dado pelo
virabrequim. Qual deverá ser o novo diâmetro dos cilindros? R: 106mm

16- Um motor Diesel de quatro cilindros, quatro tempos, simples efeito, tem o diâmetro
dos cilindros igual a 76% do curso. Durante o ensaio, desenvolveu uma potência
máxima de 85CV a 2.800rpm e um torque máximo de 24kgfm a 1.800rpm.
Na condição de potência máxima, observou-se que a velocidade média dos êmbolos era
de 11,9m/s e um consumo de 22litros/hora de óleo Diesel, com pci = 10.200kcal/kg e
peso específico de γ = 830kg/m3.Determinar:

a. O diâmetro dos cilindros e o curso dos êmbolos [mm] R: 97mm e 128mm


b. O volume de cilindrada do motor [l] R: 3.783cm3(3.8litros)
2
c. A pressão média efetiva [kgf/cm ] R: 7,22kgf/cm2
d. O rendimento efetivo [%] R: 28,8%
e. A potência efetiva, na condição de torque máximo [CV] R: 60,3CV.

17-No problema anterior, sabendo-se que a temperatura no final da compressão é de


627oC, a relação de compressão é de rv 17:1, a pressão do ar no final da admissão é de
0,75kgf/cm2 e que a compressão se dá segundo uma transformação politrópica com n =
1,35. Determine:
• A temperatura do ar no final da admissão [°C] R: 61oC
2
• A pressão do ar no final da compressão [kgf/cm ] R: 34,32kgf/cm2
• O rendimento volumétrico, considerando pamb = 1,0 kgf/cm2 e tamb = 20 oC [%]
R: 65,79%
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PRINCÍPIO GERAL DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR DE


COMBUSTÃO INTERNA

NUMA MASSA GASOSA

Ter sempre em conta o seguinte: A sua pressão, o volume e a sua temperatura.

O Volume de uma massa gasosa, varia em função da Pressão e Temperatura:

• Numa Expansão, a pressão e a temperatura diminuem e o volume aumenta.


• Numa Compressão, a pressão e temperatura aumentam e o volume diminui.

MOTORES - CONCEITOS GERAIS

Num cilindro, a queima de combustível forma os gases que, na sua expansão, fazem
mover o êmbolo.
Para que se verifique essa queima, tem de haver combustível + ar

Motores de explosão utilizam combustíveis relativamente voláteis, facilmente


vaporizáveis no ar atmosférico (Gasolinas, petróleos refinados, álcoois, benzina).

Motores Diesel podem queimar combustíveis mais densos, conhecidos pela designação
genérica de óleos pesados diesel, óleo e gasóleo.

A condição essencial de funcionamento, comum a todas as Máquinas de Combustão


Interna, consiste na realização de um sistema capaz de efectuar várias operações,
seguindo uma determinada sequência.
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É necessário pulverizar o combustível, introduzi-lo nos cilindros, queimá-lo e retirar os


gases de evacuação.

À designação “Tempo”, deve-se atribuir o significado de passeio ou curso do êmbolo

Para conseguir um tempo motor, há que preparar um certo número de operações.

Um ciclo é uma sequência completa de acontecimentos.


Por exemplo, um dia é um ciclo, os acontecimentos são; Nascer do sol, dia, pôr-do-sol e
noite.

Ciclo de funcionamento de Máquina Térmica – É o conjunto das transformações


periódicas de Pressão, Volume e Temperatura, que o fluido sofreu, utilizado como
reservatório de energia.

CICLO OPERATIVO:

Sucessão de operações, que o fluído operante executa no cilindro, e se repete de uma


forma periódica.

Ciclo De Funcionamento

Todos os motores trabalham, ou segundo um ciclo de dois tempos, ou segundo um


ciclo de quatro tempos.

• Introdução num cilindro de uma mistura (ar/ combust) em proporções


adequadas.

• Introdução separada do ar e oportunamente do combustível a queimar

A combustão nas melhores condições possíveis, a pressões e temperaturas mais


elevadas

A Expansão tão completa quanto possível dos produtos da combustão, com perdas
mínimas de calor.

A evacuação dos gases queimados.

- MOTORES - Ciclo De Funcionamento a 4 tempos.

O Ciclo dos Motores a 4 tempos está completo quando o êmbolo percorreu 4 cursos e,
consequentemente, o veio de manivelas deu duas voltas (rotações) completas - 720º

Dos quatro tempos, apenas um produz trabalho, sendo designado por tempo motor.

Há por conseguinte um tempo motor por cada duas rotações do veio de manivelas.

O Veio de Ressaltos dá metade das voltas do Veio de Manivelas (360º).


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CICLO A 4 TEMPOS DE UM MOTOR DE EXPLOSÃO SÃO:

• Tempo: Admissão

O êmbolo move-se do P.M.S. para o P.M.I. aspirando a mistura combustível/ar para o


interior do cilindro, através da válvula de admissão (a válvula de evacuação está
fechada).
O veio de manivelas deu ½ rotação.

• Tempo: Compressão

Com as válvulas de admissão e evacuação fechadas, o êmbolo faz o percurso


ascendente, comprimindo a mistura.
O veio de manivelas completou a primeira rotação.

• Tempo: Explosão ou Expansão

A este Tempo também é chamado Tempo Motor.


As válvulas continuam fechadas. A mistura é inflamada por uma descarga eléctrica
(entre os terminais de uma vela).
A elevação da temperatura, devida à queima do combustível, aumenta
extraordinariamente a pressão que se exerce no topo do embolo, forçando-o a deslocar-
se para baixo (expansão).
O Tempo Motor completa-se quando o êmbolo atinge o P.M.I. e o veio de manivelas
deu mais ½ rotação.
• Tempo: Evacuação

É o quarto e último tempo do ciclo.


O êmbolo desloca-se do P.M.I. para o P.M.S. expulsando pela válvula de evacuação,
que agora se encontra aberta, os gases queimados no tempo anterior.
O veio de manivelas completa a segunda rotação.
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

O ciclo está completo.

Ciclo a quatro tempos de um motor Diesel

• O ciclo do Motor Diesel a quatro tempos, é muito idêntico ao ciclo do motor de


explosão a quatro tempos.

• A Principal diferença, neste caso, reside no facto de o combustível e o ar


entrarem de forma separada, no interior do cilindro (o ar entra pelas válvulas de
admissão, e o combustível, por injectores).

• O êmbolo comprime todo o ar admitido no cilindro (reduz o volume e eleva a


pressão), aumentando a temperatura do ar para valores acima do ponto de
inflamação do combustível.

• Nesse momento, o combustível é forçado a entrar no cilindro através do injector,


e, em contacto com o ar aquecido pela compressão, inflama-se e começa a arder.

• A inflamação do combustível processa-se sem que haja adição de faísca.

O CICLO DO MOTOR DIESEL A QUATRO TEMPOS, É UM CICLO DO


MOTOR A QUATRO TEMPOS QUE SÃO:

1º Tempo – Admissão

• A válvula de admissão está aberta.

• A válvula de evacuação está fechada.

• O êmbolo move-se do PMS para o PMI criando uma


depressão no interior do cilindro.

• O ar vai entrar através da vv de admissão

• O veio de manivelas deu ½ volta completando o 1 tempo


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2º Tempo – Compressão

• As válvulas de admissão e de evacuação encontram-se


fechadas

• O êmbolo move-se do PMI para o PMS comprimindo o ar


• O ar ao ser comprimido vai reduzir o volume aumentando
pressão e a temperatura acima do ponto de inflamação do
combustível
• O veio de manivelas deu uma volta completando o 2 tempo.

3º Tempo - Injecção/Expansão

• As válvulas de admissão e de evacuação continuam


fechadas

• O combustível é injectado e auto-inflama-se criando


uma elevada pressão dentro do cilindro que vai originar a
deslocamento do êmbolo do PMS para o PMI

• Este é o único tempo em que o êmbolo transmite


energia ao veio de manivelas

• O veio de manivelas deu mais 1/2 volta completando o

3 tempo

4º Tempo – Evacuação

• A válvula de admissão está fechada e a vv evacuação


encontra-se aberta

• O êmbolo move-se do PMI para o PMS para expulsar


os gases resultantes da combustão

• O veio de manivelas deu mais ½ volta completando o


4 tempo
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Resume do Ciclo a quatro tempos de um motor Diesel

Resumindo:

Em 1862 Beau de Rochas propôs uma sequência de operação em 4 tempos,


que é, até hoje, típica dos motores de ignição por faísca. Em 1876 Nikolaus
August Otto, construiu um motor utilizando as ideias de Beau de Rochas,
funcionou perfeitamente. Desde então essa sequência passou a ser conhecida
como ciclo de Otto ou ciclo Otto e é mostrada a seguir.

ACTIVIDADES COMPLEMENTARES

• Diga porque é fundamental a disciplina de máquinas, motores térmicos


e hidráulica numa licenciatura em engenharia electromecânica?
• Caracterize motores de combustão interna.
• Enuncie duas razoes pelas quais os M.C.I possuem um rendimento
melhor.
• Diga que particularidade o funcionamento dos M.C.I apresentam em
relação a outros tipos de motores.
• O ciclo a 2 tempos dos motores de combustão interna.
• Como ocorre a transformação do movimento rectilíneo alternado dos
pistões em movimento circular no eixo da árvore de manivelas nos
motores de combustão interna?
• Quais as principais diferenças entre os motores do ciclo diesel e os
motores do ciclo Otto de quatro tempos?

Resumindo

• Os Motores, são Máquinas de combustão Interna alternativa.

• São classificados em função das exigências da sua aplicação.


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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

• Classificação essa que tem a ver com: O modo de combustão,


combustíveis utilizados, Nº de cursos por ciclo, Nº de faces activas do
êmbolo, Nº de cilindros, Sistema de admissão de combustível,
Disposição dos cilindros, O regime e características de utilização, etc.

DESCRIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO, CONTROLO, RENDIMENTO,


APLICAÇÕES

Geração de Vapor ou Caldeira

INTRODUÇÃO

Vapor de água é usado como meio de geração, transporte e utilização de energia desde
os primórdios do desenvolvimento industrial. Inúmeras razões colaboraram para a
geração de energia através do vapor. A água é o composto mais abundante da Terra e
portanto de fácil obtenção e baixo custo. Na forma de vapor tem alto conteúdo de
energia por unidade de massa e volume.

Toda indústria de processo químico tem vapor como principal fonte de aquecimento:
reactores químicos, trocadores de calor, evaporadores, secadores e inúmeros processos e
equipamentos térmicos. Mesmo outros sectores industriais, como metalúrgico, metalo-
mecânico, electrónica, etc., podem-se utilizar de vapor como fonte de aquecimentos de
diversos processos.

DESENVOLVIMENTO DAS CALDEIRAS

As primeiras aplicações práticas ou de carácter industrial de vapor surgiram por volta do


século 17. O inglês Thomas Savery patenteou em 1698 um sistema de bombeamento de
água utilizando vapor como força motriz.

Nos finais do século 18 e início do século 19 houveram os primeiros desenvolvimentos


da caldeira com tubos de água. O modelo de John Stevens movimentou um barco a
vapor no Rio Hudson.

Nesta época, tais caldeiras já estavam sendo utilizadas para geração de energia elétrica.
A partir do início deste século o desenvolvimento técnico dos geradores de vapor se deu
principalmente no aumento das pressões e temperaturas de trabalho, e no rendimento
térmico, com utilização dos mais diversos combustíveis.

A aplicação da propulsão marítima alavancou o desenvolvimento de equipamentos mais


compactos e eficientes.

Definição: CALDEIRAS

Caldeira ou Gerador de vapor são equipamento que se destina a gerar vapor através de
uma troca térmica entre o combustível e a água, cuja finalidade é fazer com que a água
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

se aqueça e passe do estado líquido para o gasoso, aproveitando o calor liberado pelo
combustível e transfere o calor à água produzindo o vapor.

PRINCÍPIO DE FUN CIONAMENTO

As caldeiras a vapor têm como princípio de funcionamento, a troca de energia térmica


entre a massa de uma determinada substância na fase líquida, com uma fonte de calor
gerada por diferentes tipos de agentes caloríficos denominados combustíveis. Entre os
fluidos empregados na geração de vapor, a água é o mais largamente utilizado nos
processos termodinâmicos devido principalmente à sua grande disponibilidade e não
toxidez

Veja a ilustração abaixo

FINALIDADE

A finalidade de se gerar o vapor veio da revolução industrial. O vapor aplicava-se no


aquecimento, no accionamento máquinas motrizes (locomotivas, turbinas para geração
de energia e máquinas alternativas).
Actualmente utiliza-se o vapor em lacticínios, fábricas de alimentos (extracto de tomate,
doces), gelatinas, curtumes, frigoríficos, indústrias de vulcanização, usinas de açúcar e
álcool, tecelagem, fábricas de papel e celulose entre outras.
CLASSIFICAÇÃO

Conforme o agente que transfere calor para produzir a evaporação da água, as caldeiras
classificam em:
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• a óleo combustível
• a óleo diesel
• a lenha e a bagaço de cana
• a carvão
• a electricidade, com eléctrodo submerso
• a gás (CLP e gás natural ou destilação, canalizado).

Conforme o modo de transferência de calor para vaporizar a água, as caldeiras


classificam em:

• CALDEIRAS FLAMOTUBULARES

Neste tipo de equipamento, os gases quentes passam por dentro de tubos, ao redor dos
quais está a água a ser aquecida e evaporada. As caldeiras flamotubulares são
empregadas apenas para pequenas capacidades e quando se quer apenas vapor saturado
de baixa pressão.
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• CALDEIRAS AQUOTUBULARES

É o sistema mais empregado, como o próprio nome indica, tem circulação de


água por dentro dos tubos e os gases quentes envolvendo-os. São usados para
instalações de maior porte e na obtenção de vapor super aquecido.
Sendo este tipo o mais importante, veremos com mais detalhes seus componentes.

Componentes

Nestas caldeiras, geralmente, os seguintes componentes:

• Câmara de combustão • Tubos • Coletores


• Super aquecedor • Sopradores de fuligem • Pré-aquecedor de ar
• Economizador • Tubulão • Alvenaria (refratários)
• Queimadores • Chaminé • Válvulas
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Conforme a pressão de trabalho e a produção de vapor requerido, pode-se


classificar as caldeiras em:

• Caldeiras de baixa pressão: geralmente são caldeiras flamotubulares e têm


baixa produção de vapor.

• Caldeiras de média pressão: podem ser tantas caldeiras flamotubulares como


aquatubulares.

• Caldeiras de alta pressão: geralmente são caldeiras aquatubulares e têm alta


produção de vapor.

• VÁLVULAS: têm como função interromper ou regular a passagem de um fluido.

Tipos de Válvulas:

• De retenção: colocadas nas linhas de vapor e óleo para evitar o refluxo;


• De extracção de fundo (dreno): permite a retirada de impurezas da água que se
depositam no fundo do tambor de vapor;
• De descarga lenta: tem como função assegurar uma perfeita vedação no
sistema;
• Solenóide: comandada electricamente, abre ou fecha a passagem de um fluido;
• De alívio: para retirar o excesso de pressão no aquecedor de óleo das caldeiras;
• De segurança: são válvulas especiais, instaladas no tubulão, cuja finalidade é
dar saída ao vapor no caso de este atingir uma pressão superior a o máximo
admitido pelas condições de segurança operacional.
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RENDIMENTO TÉRIMICO DE UM GERADOR DE VAPOR OU CALDEIRA

Rendimento térmico ou eficiência térmica de um caldeira ou gerador de calor consiste


na fracção do calor liberado pelo combustível na fornalha, que é absorvido pela água
através dos elementos do equipamento.

Eficiência Bruta

Onde:

Qtotal - Calor total corresponde ao calor capaz de ser gerado pelo combustível ao ser
queimado na fornalha.
Qútil, - Calor Útil corresponde ao calor realmente aproveitadora geração de vapor, ou
seja, aquele transmitido à água para transformá-la em vapor.

mcomb - quantidade de combustível utilizado (Kg/s)


PCI - poder calorífico inferior do combustível (J/Kg)
D - Descarga de vapor gerado pelo equipamento (kg/s)
hvapor - entalpia do vapor gerado (J/kg)
hágua - entalpia da água de alimentação (J/kg)

EXERCÍCIOS

1- De acordo com a passagem de gases e água, como podem se classificar as


caldeiras? R: Podem ser verticais e horizontais
2- Cite algumas utilizações do vapor.
3- De acordo com o grau de automação, como se classificam as caldeiras?
4- De acordo com as classes de pressão, como se classificam as caldeiras?
5- Cite alguns componentes das caldeiras flamotubulares.
6- Para que serve o superaquecedor numa caldeira?
7- Quais os tipos de caldeiras elétricas existentes?
8- Por que é necessário instalar um isolamento térmico numa caldeira?
9- Calcular a eficiência térmica bruta e líquida de um GV levando em
consideração:
Caldeira tipo: Flamotubular
Produção de Vapor: 2000 kg/h, 170°C, 0,8MPa,χ=1, hv = 2431 KJ/kg
Água de alimentação: 20°C, h = 302 KJ/kg
Consumo de combustível = 563 kg/h
PCI do combustível: 12000 KJ/kg
Potência demanda pelos sistemas auxiliares (Insuflamento e Tiragem): 0,2KW
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TURBINAS

INATRODUÇÃO

Pode-se dizer que as máquinas de fluido são um dos pilares fundamentais da indústria e
das centrais eléctricas modernas. Encontra-se máquinas deste tipo desde em aplicações
de geração de energia até electrodomésticos, passando por siderúrgicas, indústrias de
papel e celulose, mineração, petro-química e outros inúmeros processos. Quase sempre
estas máquinas estão associadas a motores ou geradores eléctricos de diversos tipos e
características.

Máquinas de Fluxo
As máquinas de fluxo são utilizadas para adicionar ou retirar energia de um fluido.
Podem ser dinâmicas (turbomáquinas) ou volumétricas.

Obs. Numa turbomáquina o fluido nunca permanece confinado no interior da máquina,


esta sempre circulando.

TURBINAS

As turbinas são máquinas que extraem energia de uma corrente de fluido. O conjunto
de lâminas integrantes do eixo da turbina é chamado de roda ou rotor. São utilizadas
para accionar sistemas mecânicos ou para accionar geradores de energia eléctrica.

CLASSIFICAÇÃO

Segundo o fluido de trabalho as turbinas classificam em:

• Turbinas hidráulicas (água).


• Turbinas eólicas (ar).
• Turbinas a vapor e a gás. ``Que é o objecto de estudo ´´

TURBINAS A VAPOR

Turbina a vapor é uma máquina que utiliza a elevada energia cinética de vapores em
processos de expansão, os quais possibilitam o accionamento de geradores eléctricos,
bombas, compressores, ventiladores.
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FINALIDADE

Usa-se no accionamento geradores eléctricos, compressores, turbo bombas, sopradores e


gerar energia etc.
Obs. As turbinas a gás são uma tecnologia mais recente das máquinas a vapor.

CLASSIFICAÇÃO

As turbinas se classificam em:

• Turbinas de impulsão ou de acção

Nas turbinas de impulsão ou de acção o vapor é completamente expandido em um ou


vários bocais fixos antes de atingir as pás do rotor. Onde encontramos as seguintes
turbinas:

• Turbina Pelton
• Turbina Turgo)
Turbina Pelton

• Turbinas de reacção

Nas turbinas de reacção o vapor também se expande sendo a pressão do vapor na


entrada do rotor maior que a pressão na saída. Onde encontramos as seguintes turbinas:
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 Turbina Francis  Turbina Kaplan

TURBINAS A GÁS

O conceito de turbina a gás é antigo, mas ele não se concretizou como fonte prática de
potência até após a II. Guerra Mundial. Seu desenvolvimento comercial foi estimulado
pela introdução bem sucedida dos motores turbojatos em aviões ingleses e alemães,
próximo ao final da guerra.
Na maior parte das realizações actuais, o conjunto é formado por várias câmaras de
Combustão (de 2 a 6), possuindo cada uma delas de seu injector. Esta disposição
assegura uma melhor utilização do combustível e permite maior flexibilidade de
funcionamento

Definição: A turbina a gás é uma máquina térmica na qual se aproveita directamente a


energia liberada na combustão, armazenada nos gases produzidos que se expandem, de
forma parecida que o vapor nas turbinas a vapor, sobre as palhetas móveis de um rotor.
A Turbina a gás propriamente dita pode ser axial ou radial. As axiais são as mais
utilizadas. São constituídas de forma parecida às turbinas a vapor e podem ser de acção
ou reacção.

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

Numa turbina á gás o gás pressurizado gira a turbina. Em todas as turbinas a gás
modernas, é a própria turbina que produz seu gás pressurizado, isto é feito através da
queima de um combustível que pode ser propano, gás natural, querosene ou
combustível de jacto (JET A1). O aquecimento proveniente da queima do combustível
expande o ar, e a alta velocidade deste gás quente gira a turbina.

O seu funcionamento é descrito pelo ciclo de Rankine, como ilustra a figura abaixo.

A. CICLO DE RANKINE SIMPLES


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B. CICLO DE RANKINE COM REAQUECIMENTO

O ciclo de Rankine com reaquecimento não provoca uma grande melhora no


rendimento do ciclo, no entanto, promove uma evolução do título do vapor na saída da
turbina, o que evita o acúmulo de umidade nas palhetas dos últimos estágios.
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C. CICLO DE RANKINE REGENERATIVO


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APLICAÇÃO DAS TURBINAS A GÁS

As turbinas a gás são uma tecnologia mais recente das máquinas a vapor. Operam com
gases a alta pressão produzidos numa câmara de combustão, a qual por sua vez é
alimentada com ar comprimido. São de tamanho reduzido comparado com a potência
gerada. Utilizadas na indústria aeronáutica, em motores marinhos e trens de alta
velocidade. Apresentam alto torque e são silenciosas.

O ciclo Brayton é um
ciclo ideal que
representa, com uma
aproximação à
realidade, processos
térmicos que ocorrem
nas turbinas a gás,
descrevendo variações
de estado (pressão e
temperatura) dos
gases.
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1- Com base no ciclo otto padrão-ar, onde são conhecidos: motor 4t,
monocilíndrico; Vu = 400 cm3; rv = 9; p1 = 1,0 kgf/cm2 (abs); t1 = 27ºC; p4 =
4,0 kgf/cm2 (abs).
Pede-se:
a) a massa de ar com a qual o ciclo vai operar (g);
b) completar a tabela abaixo;
c) o calor fornecido (J);
d) o calor retirado (J);
e) o trabalho do ciclo (J);
f) o rendimento térmico do ciclo (%);
g) a potência do ciclo (motor @ 9600 rpm) (kW);
h) a pressão média do ciclo (kPa).

2- Para se prever o comportamento de um motor 6 cilindros, 4 tempos, de


ignição espontânea, utiliza-se um ciclo padrão-ar. São estimados:
pmáx = 30 kgf/cm2 (abs); p1 = 1 kgf/cm2 (abs); t1 = 27º C; t3 = 2300 K; kar = 1,4;
Rar = 29,3 kgf m / kg K; cp = 0,24 kcal / kg K; V1 = 1000 cm3
Pede-se:
a) a taxa de compressão; d) o trabalho do ciclo (J);
b) a cilindrada do motor (cm3); e) a pressão média do ciclo (kPa).
c) o calor fornecido (J);

3- Para o ciclo padrão-ar cujo diagrama p x V está esquematizado abaixo, são


dados: motor 4t, Vu = 500 cm3; p1 = 1,0 kgf/cm2 (abs); t1 = 27ºC; QF= 1,0 kcal.
Escalas do gráfico:
pressão _ 10 kgf/cm2/cm
volume _ 100 cm3/cm

Pede-se:

a) O trabalho do ciclo (J);


b) O rendimento térmico do ciclo (%);
c) A taxa de compressão;
d) A massa de ar com a qual o ciclo vai
operar (g).
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AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS QUE DEVEM TER OS COMBUSTÍVEIS


PARA AS TURBINAS A GÁS SÃO:

• Ser abundante na natureza e ter extração rentável;


• Ter um pode calorífico por unidade de peso ou volume elevado;
• Produzir gases de combustão que não poluam tanto o meio ambiente;
• Não atacar as partes que estão em contato com ele ou com os seus produtos de
combustão.

COMPARAÇÕES ENTRE AS TURBINAS A GÁS E AS TURBINAS A VAPOR

a) Vantagens das Turbinas a Gás com relação as Turbinas a Vapor


• Instalação mais compacta;
• Necessita de menos dispositivos auxiliares;
• Não precisam de condensador;
• não precisam de água;
• Lubrificação mais simples;
• Controle mais fácil;
• Possibilidade de uso de vários combustíveis;
• Não precisam de chaminé;
• Tem menor relação peso/potência.

b) Desvantagens das Turbinas a Gás com relação as Turbinas a Vapor

Tem grande consumo específico de combustível;


Necessitam ser construídas de materiais especiais devido as altas temperaturas.

c) Comparação entre os ciclos Turbinas a Gás e Turbinas a Vapor

Em ambos os ciclos a adição e cessão de calor é isobárica e em ambos a expansão e


compressão são isoentrópicas.

Os equipamentos também se correspondem:

Ciclo Rankine Ciclo Brayton


Turbinas a Vapor Turbinas a Gás
Condensador Atmosfera
Bomba Compressor
Caldeira -Aquecimento Câmara de Combustão

A única diferença essencial entre ambos os ciclos é que no ciclo de Rankine há a


mudança de fase de líquido para gás, ocorrendo a compressão na fase líquida e a
expansão na fase gasosa, sendo o trabalho de compressão mínimo.
O contrário ocorre no ciclo Brayton, onde o trabalho de compressão absorve uma boa
parte do trabalho da Turbina a Gás; portanto, o trabalho líquido é menor.
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TURBINA FRANCIS

A turbina Francis foi idealizada em 1849, tendo o nome do seu inventor, sendo que a
primeira turbina foi construída pela firma J.M. Voith em 1873.

CLASSIFICAÇÃO

• CONFORME A TRAJECTORIA DESCRITA POR UMA PARTICULA


DE VAPOR EM RELACAO A BASE DA TURBINA ( SEGUNDO A
DIREÇAO DO ESCOAMENTO)

• Turbinas axiais, nas quais o vapor flui axialmente de boquilhas disposas


radialmente em torno do rotor.
• Turbinas radiais, vapor se dirige de dentro para fora radialmente, através de
canais formados por palhetas moveis dispostas axialmente.
• Turbinas tangenciais, quando vapor e conduzido tangencial ao rotor. O
escoamento no rotor e a composição de escoamento de axial e radical.

MANUTENÇÃO

A manutenção é o coração de uma indústria, logo tem um papel importante.


Podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao
funcionamento regular e permanente de máquinas, equipamentos, ferramentas e
instalações. Esses cuidados envolvem a conservação, a
adequação, a restauração, a substituição e a prevenção.

OBJETIVOS

De modo geral, a manutenção em uma empresa tem como objectivos:


• Manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para
garantir a produção normal e a qualidade dos produtos;
• Prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.
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Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos


periódicos programados.

TIPOS DE MANUTENÇÃO

Há dois tipos de manutenção: a planejada e a não planejada.


A manutenção planejada classifica-se em quatro categorias: preventiva,
preditiva, TPM e Terotecnologia.

Se eu não tiver um bom programa de manutenção, os prejuízos serão inevitáveis, pois


máquinas com defeitos ou quebradas causarão:

• Diminuição ou interrupção da produção;


• Atrasos nas entregas; Perdas financeiras;
• Aumento dos custos;
• Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação;
• Insatisfação dos clientes; Perda de mercado.

MANUTENÇÃO DE TURBINAS A VAPOR

Diário

• Verificar níveis de óleo e completar, se necessário.


• Verificar temperaturas dos mancais e do óleo que os lubrifica.
• Verificar o número de rpm da turbina.
• Verificar se o rotor girar suavemente, investigar as súbitas mudanças nas
condições de operação e ruidos incomuns.
• Se a turbina deve ser desligada diariamente, testar a válvula de admissão.

Semanal

Manobrar a válvula de admissão para prevenir contra colagem devido a


depósitos pegajosos e corrosão

Mensal

• Retirar amostras de óleo e repor com óleo novo, se necessário.


• Examinar os barramento do sistemas de regularização do movimento. Substituir
as peças desgastadas.
• Checar a operação com velocidade acima do normal ( caso a máquina accionada
pela a turbina o permita).

Anual
• Verificar todas as folgas e ajustagens.
• Remover e limpar a tela retentora de impurezas do óleo. Se a tela sujar
rapidamente, limpar de seis em seis meses.
• Inspecionar a válvula do regulador de velocidade. Substituir a haste ou a sede do
regulador, se necessário.
• Inspecionar e limpar a válvula de admissão.
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• Desmontar, limpar e inspecionar os elementos da cadeia cinemática do regulador


de velocidade.
• Examinar os mancais, verificar o desgaste e substituir os elementos
desajustados.
• Inspecionar e limpar os reservatórios de óleo e câmaras de resfriamento do óleo.
• Suspender a parte superior da caixa e examinar o rotor, discos e laminas.
• Inspecionar anéis de vedação e substituir os desgastados.

VANTAGENS PARA O MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA


ALTERNATIVO SOBRE INSTALAÇÕES DE TURBINAS DE VAPOR:

1. Maior eficiência máxima;


2. Menor razão de peso e volume da instalação para a potência máxima (excepto,
possivelmente, no caso de unidades maiores do que 7353 kW ou 10.000 c.v.);
3. Maior simplicidade mecânica;
4. O sistema de refrigeração de um motor de combustão interna transfere uma
quantidade de calor muito menor do que o condensador de uma instalação a vapor de
igual potência e, normalmente, é operada com temperaturas mais elevadas na superfície.
O menor tamanho do trocador de calor é uma vantagem nos veículos de transporte e em
outras aplicações, nas quais o resfriamento deve ser feito por meio de ar atmosférico.

VANTAGENS PRÁTICAS DA INSTALAÇÃO A VAPOR SOBRE O MOTOR


ALTERNATIVO DE COMBUSTÃO INTERNA:

1. A instalação a vapor pode usar maior variedade de combustíveis, incluindo os


sólidos;
2. Menos susceptíveis a vibrar;
3. A turbina a vapor é prática nas unidades de grande potência (de 147000 kW ou mais)
em um único eixo.

O aumento do rendimento térmico do motor, pode ser conseguido das seguintes


maneiras: Aumentando a taxa de compressão, Optimizando a combustão.

Rendimento da Turbina

Consideremos o fluxo de energia transferido da queda de água para a turbina e


finalmente para o
gerador eléctrico. Existem diversas formas de dissipação de energia, desde a energia
inicial fornecida pela queda de água até a energia final absorvida pelo gerador eléctrico.
 Queda bruta de água (Hb).
 Perda de carga na tubulação (Hp).
 Energia disponível (Hd)
 Perdas hidráulicas (Jh).
 Energia motriz (Hm).
 Altura útil (Hu).
 O rendimento global da turbina (ηt)
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O rendimento global da turbina (ηt) quantifica a relação entre energia na saída da


turbina disponível para o gerador (Hu) e a energia disponível pela queda de água (Hd).

Altura Disponível ou Queda Hidráulica Disponível

Representa a energia disponível na entrada da turbina.

Altura Motriz ou Queda Motriz

Representa a energia hidráulica realmente fornecida para a turbina.


Potência Bruta
Potência contida no desnível topográfico da instalação. Função da queda bruta de água.

Potência Disponível

Potência absorvida pela turbina. Potência hidráulica.

Potência no Eixo da Turbina

Potência determinada com a potência útil da turbina.

Rendimento Hidráulico
Relação entre a energia motriz e a energia disponível. A energia motriz é a energia
cedida ao receptor da turbina para a fazer girar.
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

Rendimento Mecânico
Relação entre a energia no eixo da turbina e a energia mecânica.

Rendimento da Turbina
Relação entre a energia no eixo da turbina e a energia disponível

Potência do Gerador Elétrico


Potência elétrica nos terminais do gerador

Definindo o produto dos rendimentos da turbina de transmissão e hidráulico como


rendimento global de geração (ηG), obtemos finalmente a expressão que representa a
potência de geração de uma turbina hidráulica.

RELAÇÕES DE SEMELHANÇA EM TURBINAS HIDRÁULICAS


Para máquinas semelhantes podem ser utilizadas as relações.

Onde: n Rotações por minuto da turbina (rpm)


Q - Vazão o descarga da turbina (m3/s)
H - Queda disponível (m)
Componentes de Uma turbina Hidráulica

Os componentes de uma turbina são:

Distribuidor:
• Acelerara o fluxo de água transformando a energia
• Dirigir a água para o rotor
• Regular da vazão
• Pode ser do tipo injetor em turbinas de ação ou de forma axial ou semi axial em
turbinas de reação.

Rotor: Elemento fundamental das turbinas. Formado por uma serie de pás palhetas ou
álabes
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Tubo de Aspiração: Apresenta forma de duto divergente e é instalado após do rotor


nas turbina

Corpo - Carcaça - Voluta: Elemento que contem os componentes da turbina.

Relação entre a energia no eixo da turbina e a energia disponível

Desenho esquemático de funcionamento de uma turbina axial

Cavitação em Turbina Hidráulicas

Tal como no caso de bombas centrifugas a cavitação é um fenómeno que se apresenta


em turbinas hidráulicas. Trata-se da formação de
bolhas de vapor que se produzem na água quando a
pressão baixa até atingir a pressão de vaporização do
fluido. A pressão estática absoluta é menor que a
pressão do vapor correspondente a temperatura do
fluido. Quando as bolhas de vapor alcançam zonas
de alta pressão se condensam violentamente, dando
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origem a problemas sérios hidráulicos e mecânicos. A cavitação diminui a potência a


descarga e o rendimento produzindo ruídos e vibrações

Para evitar a cavitação no caso das turbinas de reacção a altura de aspiração (ver Figura)
deve ser verificada que não supere a seguinte expressão:

onde:
Hatm - Altura correspondente a pressão atmosférica local (m)
Coeficiente de cavitação ou Factor de Thoma. (m)
hv Altura correspondente a Pressão de vapor a temperatura da água. (m)

Energia na Equação de Euler para Turbomáquinas

As formas da Equação de Euler são aplicáveis para as turbombombas, e a energia que


teoricamente a bomba cede à unidade de peso de fluido que passa pelo seu rotor é
positiva, e medida em metros:

A partir da Eq. de Euler que representa a energia total ou altura de


carga teórica:

Do polígono de velocidades, a componente Cm da velocidade absoluta pode ser determinada


como:
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onde:
u- velocidade da pá do rotor (tangencial) m/s;
V- velocidade absoluta do fluido (vista por um observador estacionário) m/s
W- velocidade relativa da corrente fluida (vista por um observador solidário às pás) m/s.

Fazendo as simplificações possíveis a equação de Euler assume o aspecto apresentado

Polígono de Velocidades num Rotor da Turbina

As turbinas bem como as bombas hidráulicas e ventiladores são compostos de duas


partes básicas: uma fixa e outra móvel. A parte fixa é composta por elementos tais
como: espiral, pré-distribuidor, sistema director de aletas ajustáveis e tubo de sucção no
caso de turbinas de reacção, e injectores no caso de turbinas de acção.

A determinação do polígono ou triângulo de velocidades permite obter a informação


necessária para o cálculo da potência absorvida ou liberada pela turbomáquina. O
polígono pode ser aplicado para máquinas radiais, axiais ou mistas.
O ângulo a, representa o ângulo formado entre a velocidade absoluta C, e a velocidade
periférica U rotor.
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O ângulo b é ângulo formado entre a velocidade relativa (W) e o sentido contrário da


velocidade periférica do rotor (-U). É denominado ângulo da pá.

N.B: Observa que a componente meridiana da velocidade absoluta é igual à componente


meridiana da velocidade relativa (Cm=Wm). Ambas apontam radialmente em relação ao rotor e
são perpendiculares à velocidade periférica (U).

Variáveis Envolvidas nos Polígonos de Velocidades


D- Diâmetro do rotor b - Largura do canal
C- Velocidade absoluta do fluido
Cu =Vt - Componente de C na direcção da velocidade tangencial U
Cm= Vr - Componente meridional de C (na direcção radial)
W - Velocidade relativa do fluido em relação ao rotor
Wu - Componente de W na direcção da velocidade tangencial U.
U - Velocidade tangencial do rotor no ponto de análise do álabe
ângulo entre (C,U)
ângulo entre (W, -U) conhecido como ângulo de inclinação da pá
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RESUMINDO.

Turbina a vapor • Transformam a enrgia • Turbinas a vapor


recebida por um vapor em • Turbinas a gás
trabalho mecanico • Máquinas a vapor
• Utilizardos para gerar de deslocamento
energia eléctrica positivo.

ACTIVIDADES COMPLENTAR

1-Como se classificam as turbinas a vapor mediante os item abaixos

• Conforme o modo de actuação do vapor no rotor.


• Conforme o número de escalonamento.
• Conforme o numero de pás sobre as quais incide o vapor
• Conforme as condições do vapor de escape da turbina

3- Qual è a diferença entre a caldeira e a turbina?


4- Como estudante engenharia electromecanica, de sua opinião técnica sobre o
rendimento da turbina a vapor e a caldeira
5- Faça a o resumo do subtema caldeira ou gerador de vapor.
6- EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO SOBRE TURBINAS A VAPOR.

6.1- Sem e com superaquecimento

6.1.1 - Uma planta de potência a vapor opera em um ciclo Rankine com vapor saturado
a 3,0 MPa na saída da caldeira. A pressão de exaustão da turbina para o condensador e
igual a 10 kPa. Calcule o trabalho específico e o calor transferido em cada componente
e a eficiência do ciclo.
R: Caldeira: qH=2609,3 kJ/kg; Turbina: wT=845,8 kJ/kg; Condensador: qL=1766,5 kJ/kg;
η=0,323.

6.1.2 - Considere uma planta de energia solar que opera em um ciclo Rankine ideal
utilizando água como fluido de trabalho. Vapor saturado deixa o colector de energia
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solar a 175°C, e a pressão no condensador e 10 kPa. Determine a eficiência térmica do


ciclo. R: η=0,261.

6.1.3. - Uma planta opera em um ciclo Rankine com a água na caldeira a 3,0 MPa e a
maior e menor temperatura do ciclo sendo 450°C e 45°C, respectivamente. Calcule a
eficiência da planta e a eficiência do ciclo de Carnot que opera entre os mesmos limites
de temperatura. R: η=0,349; ηC=0,56.

6.1.4. - Uma planta de potencia a vapor opera em um ciclo Rankine ideal no qual a
pressão mais alta do ciclo e de 5 MPa e a pressão mais baixa e de 15 kPa. Na exaustão
da turbina o vapor deve possuir um título de no mínimo 95% e a potencia gerada na
turbina deve ser de 7,5 MW. Determine a temperatura do fluido de trabalho na saída da
caldeira e a vazão mássica de água no ciclo. R: T=758 °C; 4,82 kg/s.

6.1.5. - Vapor entra em uma turbina de uma planta de potência a 5 MPa e 400°C, e entra
no condensador a 10 kPa. A turbina produz uma potência de saída de 20000 kW com
uma eficiência isentrópica de 85%. Qual e a vazão massica de vapor no ciclo e a taxa de
calor rejeitado pelo condensador? Encontre a eficiência térmica dessa planta de potência
e compare com a eficiência de um ciclo de Carnot.
R: 21,568 kg/s; Qcondensador=44786 kW; η=0,307; ηC=0,526.

6.1.6. - Um ciclo de potência a vapor atinge uma pressão máxima de 3,0 MPa e uma
temperatura de 45° C na saída do condensador. A eficiência da turbina e de 85%, e os
outros componentes do ciclo são ideais. Se a caldeira super aquece o vapor a 800°C,
calcule a eficiência térmica do ciclo. R: η=0,347.

6.1.7. - Para a planta de potência a vapor descrita no problema 6.a.1., assuma as


eficiências isentrópica da turbina e bomba iguais a 85% e 80%, respectivamente.
Determine os trabalhos específicos, as transferências de calor na caldeira e condensador
e a eficiência do ciclo.
R: wb=3,775 kJ/kg; qH=2608,56 kJ/kg; wT=718,9 kJ/kg; qL=1893,4 kJ/kg; η=0,274.

6.1.8. - Considere uma planta de potência a vapor que produz 210 MW em um ciclo
Rankine ideal. O vapor entra na turbina a 10 MPa e 500 °C e e resfriado no condensador
na pressão de 10 kPa. Determine: (a) O título do vapor na saída da turbina; (b) A
eficiência térmica do ciclo e (c) A vazão mássica de vapor.
R: x=0,7934; η=40,2%; vazao: 164,7 kg/s.

6.1.9. Repita o problema 6.a.8. assumindo uma eficiência isentrópica de 85% na bomba
e na turbina do ciclo. R: x=0,874; η=34,1%; vazao: 194,3 kg/s.

6.2. Ciclo Rankine com reaquecimento

6.2.1. Uma pequena planta de potência produz vapor a 3MPa, 600°C na caldeira. A
temperatura do fluido de trabalho no condensador e mantida a 45°C pela transferência
de calor de 10MW. A primeira secao da turbina expande o vapor para 500 kPa e então o
escoamento e reaquecido seguido por uma nova expansão na turbina de baixa pressão.
Determine a temperatura de reaquecimento se a saída na turbina e vapor saturado. Para
esse reaquecimento encontre a potência total da turbina e o calor transferido na caldeira.
R: Treaquecimento=529°C; WT=6487 kW; QH=16475 kW.
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6.2.2. Considere um ciclo ideal de vapor com reaquecimento no qual vapor entra na
turbina de alta pressão a 3,0 MPa, 400°C, e então expande para 0,8 MPa. O vapor e
então reaquecido para 400 °C e expande ate 10 kPa na turbina de baixa pressão. Calcule
a eficiência térmica do ciclo e o título da mistura que deixa a turbina de baixa.
R: Titulo: x=0,923; η=0,362.

6.2.3. Repita o problema 6.2.2. utilizando dois estágios de reaquecimento, um estagio a


1,2MPa e o segundo a 0,2MPa, ao invés de um único estágio de reaquecimento a 0,8
MPa.R: η=0,356.

6.2.4. Uma pequena planta de potência produz 25 kg/s de vapor a 3MPa, 600°C na
caldeira. O vapor e condensado com água do mar e na saída do condensador sua
temperatura e de 45°C. Um reaquecimento no vapor e realizado a 500 kPa e 400 °C e
então e expandido na turbina de baixa. Calcule a potência líquida de saída e o calor total
transferido na caldeira por segundo. R: Pot=34820 kW; Pot=91737 kW.

6.2.5. Um ciclo Rankine com reaquecimento ideal opera com água sendo o fluido de
trabalho e as pressões na caldeira, no reaquecedor e no condensador são 15000 kPa,
2000kPa e 100kPa, respectivamente. A temperatura e igual a 450 °C na entrada das
turbinas de alta e baixa pressão. A vazão mássica no ciclo e de 1,74 kg/s. Determine a
potência utilizada nas bombas, a potência produzida pelo ciclo, a taxa de calor
transferido no reaquecedor, e a eficiência térmica do sistema.
R: Pot=2000 kW; Qreaquecedor=1140 kW; Potbomba=27 kW; η=0,340.

6.2.6. Considere uma planta de potência a vapor que opera em um ciclo Rankine com
reaquecimento e produz uma potência liquida de 80 MW. Vapor entra na turbina de alta
pressão a 10 MPa e 500°C e na turbina de baixa pressão a 1 MPa e 500 °C. O vapor
deixa o condensador como liquido saturado na pressão de 10 kPa. A eficiência
isentrópica da turbina e de 80% e da bomba e 95%. Apresente o ciclo em um diagrama
T-s e determine: (a) O titulo na saída da turbina ou temperatura se o estado for
superaquecido; (b) A eficiência térmica do ciclo e (c) A vazão mássica de vapor.
R: T=88,1 °C; η=34,1%; Vazao de vapor: 62,7 kg/s.

6.2.7. Repita o problema 6.2.6. assumindo que a bomba e turbina são isentrópica.

R: x=0,9487; η=41,3%; Vazão de vapor: 50,0 kg/s.

6.3. - Ciclo regenerativo de Rankine

6.3.1. Um aquecedor de contacto em uma planta de potencia a vapor regenerativa recebe


20 kg/s de agua a 100°C, 2 MPa. O vapor extraído da turbina entra no aquecedor a 2
MPa, 275 °C, e toda água deixa o aquecedor como liquido saturado. Qual e a vazão
mássica da extracção de vapor da turbina? R: 4,754 kg/s.

6.3.2. Uma planta de potência a vapor opera em um ciclo regenerativo de Rankine


utilizando uma aquecedor de contacto. Considerando o ciclo dessa planta, a temperatura
no condensador e de 45 °C, e a pressão máxima e 5 MPa, e a temperatura na saída da
caldeira de 900 °C. O vapor e extraído a 1 MPa para o aquecedor onde e misturado com
a agua de retorno, e na saída do aquecedor de contacto a agua se encontra como liquido
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saturado que entra em uma segunda bomba. Determine a fracção de extracção de vapor
e os trabalhos específicos das duas bombas (b1 – antes do aquecedor de contacto / b2 –
depois do aquecedor). R: wb1=1,0 kJ/kg; wb2=4,5 kJ/kg; fracao de extracao: 0,1661.

6.3.3. Considere um ciclo regenerativo ideal no qual vapor entra na turbina a 3,0 MPa,
400°C, e sai para o condensador a 10 kPa. O vapor e extraído da turbina a 0,8 MPa para
um aquecedor de contacto (misturador). O fluido de trabalho deixa o aquecedor como
liquido saturado. São utilizadas bombas apropriadas para a água que deixa o
condensador e o aquecedor. Calcule a eficiência térmica do ciclo e o trabalho líquido
por quilograma de vapor. R: wliq=896,2 kJ/kg; η=0,357.

6.3.4. Uma planta de potência a vapor tem as pressões mais altas e mais baixa do ciclo
sendo 20 MPa e 10 kPa, e um aquecedor de contacto operando a 1MPa com a saída de
líquido saturado. A máxima temperatura do ciclo e de 800 °C e a turbina tem uma
potência total de 5 MW. Encontre a fracção do escoamento que e extraído para o
aquecedor e a taxa de transferência de calor no condensador.
R: fracção de extracção: 0,2021; Potcond=4858 kW.

6.3.5. Uma planta de potência a vapor opera em um ciclo regenerativo de Rankine ideal.
O vapor entra na turbina a 6 MPa e 450 °C e e condensado a 20 kPa. O vapor e extraído
da turbina a 0,4 MPa para aquecer a agua de retorno em um aquecedor de contacto. A
água deixa o aquecedor de contacto como liquido saturado. Apresente o diagrama T-s e
determine (a) O trabalho líquido por quilograma de vapor e (b) A eficiência térmica do
ciclo. R: wliq=1016,5 kJ/kg; η=37,8%.

BOMBAS HIDRÁULICAS

Bombas são máquinas utilizadas para transporte de líquidos vencendo a resistências de


tubulações e acessórios.

Máquina Hidráulica: É a máquina que trabalha com fluido considerado


incompressível dentro da faixa normal de pressão. Ex., água ou óleos.

• Fluidos incompressíveis são aqueles que quando pressurizados não modificam


consideravelmente seu volume específico.

• Fluidos compressíveis são aqueles que quando pressurizados modificam seu


volume específico.

• Volume Específico: é o volume ocupado por unidade de massa. Muito


importante no estudo de fluidos compressíveis. (m³/kg)

• Viscosidade: é a resistência ao cisalhamento interno, causada a qualquer força que


tende a produzir o escoamento entre suas camadas. Depende diretamente da temperatura
e natureza do fluido.
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CLASSIFICAÇÃO DAS BOMBAS HIDRÁULICAS

As bombas classificam-se como turbobombas (ou bombas dinâmicas) e volumétricas (ou


Deslocamento positivo)

1. Bombas Volumétricas

1.1 Bombas de Deslocamento Positivo

Estas bombas são empregadas para trabalhar com altas pressões. A descarga do fluido é
pulsante. No seu movimento o êmbolo se afasta do cabeçote provocando a aspiração do fluido
através de uma válvula de admissão.

1.2 Bombas Rotativas

Operam pela ação um rotor. Diferentemente das bombas de descolamento positivo estas não
apresentam válvulas que permitam controlar o fluido na aspiração e na descarga. Podem
trabalhar com líquidos muito viscosos e com sólidos em suspensão.

1.3 Bombas de Engrenagem

As rodas dentadas trabalham no interior da carcaça com mínima folga. O fluido confinado é
deslocado pelos dentes e forçado a sair pela tubulação de descarga., como mostra a fig. Abaixo.

1.4 Bombas de lóbulos

As bombas de lóbulos são mais apropriadas para mover e comprimir gases, sendo utilizadas
para movimentar líquidos viscosos. A bolsa de líquido aprisionada na sucção é conduzida até o
recalque. Como mostra a fig. Abaixo.
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1.5 Bombas de palhetas

As bombas de palhetas deslizantes têm palhetas radiais (4 a 8) que pela acção centrífuga
deslocam-se em direcção a carcaça, sobre a qual deslizam. O rotor é montado excentricamente e
sua velocidade é limitada a 300 rpm para mover gases sendo utilizada também para
bombeamento de líquidos.

Bombas Axiais
Os rotores axiais são utilizados para trabalhar com grandes vazões e pequenas alturas
manométricas.

2. Bombas de Centrifugas

As bombas centrífugas são amplamente utilizadas (com mais aplicações) na indústria de


processos químicos. Caracterizam-se por ausência de pulsação em serviço contínuo. O fluido
chega ao centro do rotor através de uma boca de aspiração sendo forçado através de pás do rotor
para a periferia onde atinge uma velocidade elevada.
As bombas centrífugas podem trabalhar com água limpa, água do mar, condensados, óleos com
pressões até de 160 mca.
Os rotores das bombas centrífugas podem ser fechados ou abertos. Os rotores fechados têm
paredes laterais minimizando o vazamento entre a aspiração e descarga. São utilizados para
bombeamento de líquidos limpos. Os rotores abertos não apresentam paredes laterais. Ambos
são utilizados para bombear líquidos viscosos ou contendo sólidos em suspensão.

Componentes de bombas centrífugas


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Volutas e difusores –Falto o conteúdo –

Polígono de Velocidades num Rotor de Bomba Centrífuga


A determinação do polígono ou triângulo de velocidades permite obter a informação necessária
para o cálculo da potência absorvida ou liberada pela turbomáquina. O polígono pode ser
aplicado para máquinas radiais, axiais ou mistas.

Tendo os índices “1” para a entrada e “2” para a saída temos que:

Variáveis Envolvidas nos Polígonos de Velocidades

D - Diâmetro do rotor
b - Largura do canal
C - Velocidade absoluta do fluido
Cu - Componente de C na direcção da velocidade tangencial U
Cm - Componente meridional de C (na direcção radial)
W - Velocidade relativa do fluido em relação ao rotor
Wu - Componente de W na direcção da velocidade tangencial U.
U - Velocidade tangencial do rotor no ponto de análise do álabe
Ângulo entre (C,U)
Ângulo entre (W, -U) conhecido como ângulo de inclinação da pá

A área da superfície cilíndrica na entrada e na saída é dada por:


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Pela equação da conservação da massa temos que:

Para fluido incompressível a vazão na entrada e na saída do impelidor é dada por:

Da mesma forma pode-se definir a velocidade periférica em função da velocidade angular do

rotor.

Torque no eixo é dado por:

Energia na Equação de Euler para Turbomáquinas

A partir da Eq. de Euler que representa a energia total ou altura de


carga teórica:

Do polígono de velocidades, a componente Cm da velocidade absoluta pode ser determinada


como:
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CAVITAÇÃO

Definição: é a erosão dos componentes de um sistema hidráulico


(rotores, tubulação de sucção), causados pelo colapso de
pequenas bolhas de vapor do fluído, formadas nas zonas de
baixa pressão contra a superfície destes componentes, durante
um processo de bombeamento. Para evitar tal fenômeno, devem-
se analisar o NPSHrequerido e o NPSHdisponível

NPSH: é altura positiva líquida de sucção (Net Positive Suction Head ), é a altura
directamente ligada ao estudo da cavitação. A determinação das condições de cavitação
de uma instalação de bombeamento dependem de dois factores, o NPSH disponível (que
depende da instalação) e o NPSH requerido (característico da bomba) Para que não
ocorra cavitação deveremos ter :

NPSH requerido: o NPSH requerido é forncecido pelos fabricantes de bombas, pois a


rigor o mesmo deve ser determinado empiricamente em Bancadas.

INSTALAÇÃO DE BOMBAS.

As instalações de bombas nas industrias podem ser feitas por: Associação em série e
em paralelo.

Associações de Bombas em série

 São utilizadas em instalações que requerem resolver problemas de alturas elevadas.


 Empregadas em condições de alta pressão ou quando se requer grandes mudanças de
altura manométrica.
 As bombas utilizadas podem ser iguais ou diferentes
 Neste tipo de conexão as bombas trabalham com a mesma vazão, sendo que a altura
manométrica é determinada pela contribuição das alturas manométricas de cada uma
das bombas.
 Bombas em estágio são consideradas bombas em série e utilizadas quando Hman é maior
que 50m.
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Rendimento de duas bombas em série

Consideremos o caso de duas bombas diferentes A e B conectadas em serie:


Na conexão em série a potência total é a soma das potências parciais de cada bomba:

Associação de Bombas em Paralelo

 Utilizada em sistemas onde se requer aumentar a vazão e tendo flexibilidade em


relação à demanda podendo conectar ou desligar unidades em funcionamento.
 Devido à existência de perdas de carga, a vazão resultante da associação de
bombas em paralelo é sempre menor que a soma algébrica da vazão de cada uma
das bombas funcionando isoladamente.
 Recomenda-se utilizar bombas iguais para evitar recirculação de correntes
desde a bomba de maior potência para a de menor potência.
 Bombas de aspiração dupla ou de entrada bilateral (rotor germinado) trabalham
como bombas em paralelo.

Rendimento de Duas Bombas em Paralelo


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Consideremos o caso de duas bombas diferentes A e B conectadas em paralelo:


Na conexão em paralelo a potência total é dada por:

Conhecida a curva característica das duas bombas associadas em paralelo pode ser
determinada a curva característica das bombas trabalhando separadas. Para um ponto “i”
vazão e altura pode ser determinada

ACTIVIDADES COMPLEMENTARES

1- Uma bomba centrífuga trabalha com água com uma vazão de 68,4m3/hora. O rotor
de 320mm gira a 1500 rpm e apresenta escoamento radial na entrada do rotor e pás
radiais na saída.
(a) Determine potência teórica da bomba para número infinito de pás. R: 64,4 m
(b) Determine as condições de operação de uma bomba geometricamente semelhante
com diâmetro de 380mm e rotação de 1750rpm. R: 133,6 m3/h, 123,6 m e 45kW.

2 - Os parâmetros da bomba são: rotação 400rpm; vazão 1,7m3/s e altura manométrica


36,5m e potência 720kW. Um modelo geometricamente semelhante com escala 1:6
desta bomba será testado. Se o modelo é testado com altura manométrica de 9,0 m,
determine a rotação e descarga que deverá funcionar assim como a potência requerida
para o mesmo.
R: 1192 rpm; 0,0235 m3/s e 2,45 kW

3 - Uma bomba com diâmetro de 75mm opera com uma rotação de 3450rpm. A bomba
fornece uma vazão de 60m3/h e desenvolve uma altura manométrica de 20m requerendo
uma potência de acionamento de 10 kW. Determinar a rotação, vazão e potência
necessária para o acionamento de uma bomba semelhante com 100mm de diâmetro e
deve operar com uma altura manométrica de 30m. R: 3170 rpm; 130,6 m3/h e 32,7 kW.

4- Uma bomba centrífuga com entrada radial trabalha com água com vazão de 0,3m3/s.
O diâmetro do impelidor é de 250mm e as pás tem 30 mm de largura na saída.
Considere que as pás são radiais na saída. Determine a altura teórica considerando
número infinito de pás, a potência necessária e o torque quando a bomba trabalha com
1000rpm. R: 17,5m; 51,5 kW e 491, 25 Nm

5- Considere a bomba. Determinar:(a) o polígono de velocidades na entrada e na saída


de uma bomba centrífuga que apresenta escoamento com entrada radial. O diâmetro
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interno do rotor é de 50mm e o diâmetro externo do rotor é de 250mm. A largura da pá


na entrada é igual a 10mm e a largura da pá na saída é igual a 5mm. O ângulo da pá na
entrada é igual a 20o e na saída igual a 23o. Considere que a bomba gira com uma
rotação de 1300 rpm
(b) A altura teórica, potência e torque da bomba, assim como as parcelas de energia
cinética e energia de pressão.
R: 27,5 m ; 3,85 Nm; 524 W; 14, 76m e 12,74 m

6 - Um rotor de bomba centrifuga de 200mm de diâmetro gira a 3500 rpm. O ângulo das
pás na saída é igual a 220 e a componente meridiana da velocidade absoluta é igual a
3,6m/s. Determinar a altura teórica para número infinito de pás. Considere escoamento
com entrada radial. R 103,64 m

7 - Uma bomba centrífuga tem as seguintes características. Vazão 0,005m3/s. Diâmetro


do rotor na entrada 100mm. Diâmetro do rotor na saída 200mm; rotação 1500rpm. A
altura manométrica é igual a 22m. A largura da pá na entrada e saída é igual a 10mm e
5mm respectivamente. Fazendo desprezíveis as perdas determine a energia de pressão
em termos de altura equivalente. Considere pás voltadas para trás com ângulo na saída
igual a 300. R: 12,36m.

8 - Um rotor de bomba centrifuga tem as seguintes características: Diâmetro do rotor na


entrada 150mm, largura da pá na entrada 75mm ângulo da pá na entrada 200. Diâmetro
do rotor na saída 300 mm, largura da pá na saída 50mm ângulo da pá na saída 25 0. A
bomba tem uma rotação de 1450 rpm. Determinar:
(a) A altura teórica para número infinito de pás e sua respectiva potência considerando
que bomba trabalha com água com massa especifica igual a 1000kg/m3. R: 37,4 m e
53,93kW
(b) Considerando que a bomba tem 7 pás determine a altura teórica para número finito
de pás e sua respectiva potência. Obs. Considere escoamento com entrada radial, isto é
α1=900. R: 27,91 m e 40, 23 kW.

9 - Uma bomba trabalha com uma altura manométrica igual a 22m e uma vazão igual a
20litros/s. O impelidor gira a 1500rpm. O diâmetro do rotor na entrada é de 135mm e na
saída de 270mm. A largura da pá saída é de 10mm. O ângulo da pá na saída é de 30 0.
Considere um rotor com 7 álabes. A espessura da pá é de 3mm. O rendimento
volumétrico igual a 97% e o rendimento mecânico é de 95%. Determinar: a) O
rendimento global b) a potência da bomba. c) a rotação especifica e tipo de bomba.
R: 76%; 5,72 kW; 21rpm
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MOTORES - CICLO A 2 TEMPOS

• O Ciclo dos Motores a 2 tempos está completo quando o êmbolo percorreu 2


cursos e, consequentemente, o veio de manivelas deu uma volta (rotações)
completa.

• Um curso é o de compressão, e o outro, o de expansão.

• Como foram eliminados os cursos de aspiração e escape, foi necessário aplicar


novos métodos para remover os gases queimados e encher os cilindros com ar
fresco.

• O segundo tempo de um ciclo a dois tempos, é sempre um Tempo Motor.

• O primeiro tempo é um tempo de compressão.

• A admissão e a evacuação são realizadas num curto período de tempo, que tem
lugar quando o êmbolo se encontra nas proximidades do P.M.I.

• Ao período em que ao mesmo tempo se realizam a admissão e a evacuação dá-se


o nome de lavagem.

FASE DE FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR A DOIS TEMPOS

O ar empregado para a limpeza e enchimento dos cilindros, chama-se ar de lavagem, e


é geralmente fornecido por um compressor de baixa pressão, accionado pelo próprio
motor.

O ar penetra por janelas ou abertura de lavagem, abertas e fechadas pelo próprio


movimento do êmbolo, enquanto que os gases queimados saem por idênticas aberturas
ou por válvulas de escape.
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

Nos motores de ciclo a 2 tempos são usados dois sistemas distintos, para comprimir o
ar de lavagem necessário ao funcionamento dos motores a 2 Tempos:

• Através da câmara de manivelas (aspiração normal e natural ou aspiração


ao cárter).

• Lavagem independente por bomba de ar de lavagem.

CICLO A 2 TEMPOS DE UM MOTOR DIESEL

A admissão do ar faz-se por janelas, abertas nas paredes do cilindro, um pouco acima da
posição que o êmbolo ocupa no P.M.I.

A evacuação faz-se por janelas ou através de válvulas de evacuação.

Quando a evacuação se faz por janelas, estas situam-se um pouco acima das de
admissão.

• O êmbolo move-se para o P.M.S. fazendo a compressão.

• No seu percurso fecha as janelas de admissão e de escape (ou janelas de


admissão e válvulas de escape), comprimindo o ar até ao volume da câmara de
combustão.

• No final da compressão, o combustível é injectado no cilindro e inflama-se em


contacto com o ar aquecido pela compressão.

• O êmbolo desloca-se para o P.M.I. impelido pela força expansiva dos gases
provenientes da combustão do combustível (o tempo motor realiza-se com a
evacuação fechada).

• Quando se aproxima do fim do tempo motor, o êmbolo descobre as janelas de


evacuação (ou válvulas de evacuação), e depois as janelas de admissão,
permitindo a lavagem.

Veja a figura para melhor entender


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CICLO A 2 TEMPOS DE UM MOTOR DE EXPLOSÃO

• É muito idêntico ao ciclo do motor diesel a dois tempos. Na fase de admissão, o


ar aparece já misturado com o combustível.

• A mistura penetra por janelas ou abertura de lavagem, abertas e fechadas pelo


próprio movimento do êmbolo, enquanto os gases queimados saem por idênticas
aberturas ou por válvulas de escape.

• Nos motores de explosão só com janelas, a admissão da mistura para os


cilindros, é normalmente efectuada de uma forma chamada

CICLO A 2 TEMPOS DE UM MOTOR DE EXPLOSÃO COM ASPIRAÇÃO AO


CÁRTER

• Quando o êmbolo está no P.M.S. a janela de admissão encontra-se totalmente


aberta, permitindo a entrada da mistura na câmara de manivelas.

• No topo do êmbolo, a queima da mistura dá origem à expansão dos gases,


forçando o êmbolo descer, executando trabalho (tempo motor).

• No seu passeio descendente, o êmbolo a determinada altura, destapa as janelas


de evacuação, permitindo a fuga dos gases queimados.
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• Quando o êmbolo chega ao P.M.I. o cárter fica em comunicação com o topo do


êmbolo através de um canal lateral, por onde passa a mistura, impulsionada pelo
veio de manivelas.

• Neste momento, ainda a janela de evacuação se encontra aberta – Período de


lavagem.

• No percurso ascendente, o êmbolo fecha o canal de comunicação assim como a


janela de evacuação, comprimindo toda a mistura até ao P.M.S.

COMPARACÃO DOS DIVERSOS MOTORES

Comparação de motores

Comparação entre o ciclo a 2 e a 4 tempos dos motores de explosão

Vantagens dos motores a 2 tempos

a) A potência por unidade de volume de deslocamento do êmbolo é 70 a 90% maior.

b) O esforço na manivela é mais uniforme (em motores bem desenhados).

c) Há uma lavagem mais perfeita dos gases de evacuação.

d) A construção das tampas dos cilindros é mais barata e de maior segurança por
não terem válvulas.

e) A relação potência / peso é mais elevada.

f) Necessita menos espaço.

g) Fixes menos robustos são possíveis dado o melhor equilíbrio dos motores.
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Vantagens dos motores a 4 tempos

a) Podem ser construídos para mais altas velocidades.

b) Não exigem câmaras de manivelas fechadas.

c) O êmbolo é arrefecido e é mais fácil conseguir uma boa lubrificação.

d) Não há perdas de combustível não queimado através da evacuação.

e) Podem trabalhar a velocidades variáveis até um baixo limite.

f) Funcionamento económico.

g) Elevado rendimento mecânico.

h)O trabalho negativo correspondente á expulsão dos gases queimados e á admissão de


uma nova mistura é menor.

Comparação entre motores a 4 tempos de explosão e Diesel

Vantagens dos motores Diesel sobre os de explosão

a) Gastam menos combustível para a mesma potência.

b)Podem vencer maiores sobrecargas momentâneas que os de gasolina.

c) Os combustíveis queimados pelo motor Diesel, são mais baratos e mais variados.

Desvantagens dos motores Diesel sobre os de explosão

a) Maior preço.

b)Maiores despesas de conservação devidas em grande parte ao facto dos casquilhos


dos cilindros, êmbolos e aros durarem menos e a maiores desgaste no veio de manivelas
e chumaceiras.

c) Grande peso por HP.

Comparação de pressões, temperaturas e relação volumétrica nos motores de


explosão e Diesel

Comparação de temperaturas em ºc
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Representação esquemática de balanço térmico dos motores Diesel e de gasolina

Comparação de Pressões Kg/cm²

TERMODINÂMICA APLICADA AOS MOTORES TÉRMICOS

Definições importantes

SEGUNDO PRINCIPIO DA TERMODINAMICA

Ciclo: é uma sequência de processos, onde o estado final coincide com o estado inicial.
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Sistema: Quantidade de matéria ou região do espaço fixa ou móvel, sobre a qual vamos
fixar a nossa atenção para estudo.

Meio : é o que resta do universo excluindo o sistema.

Fronteira: Superfície real ou imaginária, fixa ou móvel, que separa o sistema do meio .

Estado : é a condição em que se encontra o sistema, definido pelas propriedades.

Propriedade: são grandezas direta ou indiretamente imensuráveis que definem a


condição em que se encontra o sistema. Elas podem ser:

• Propriedades extensivas: são aqueles que dependem da massa do sistema.


Ex. Massa, volume, energia, etc.

• Propriedades intensivas: são aquelas que não dependem da massa do sistema


Ex. Temperatura, pressão, todas as propriedades
extensivas por unidade de massa.

Processo: é a maneira pela qual o sistema muda de estado.

• Processos típicos: a. Adiabático – sem troca de calor –


b. Isoentrópico – entropia constante –
c. Reversível – pode ser invertido perfeitamente sem
deixar vestígios no meio -

IMPACTO AMBIENTAL

PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS


Os problemas ambientais considerados globais são três: o EFEITO ESTUFA, a
CHUVA ÁCIDA e o BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO. A denominação de
Problemas Globais vem do fato de que, para esses fenómenos não importa quem seja o
causador, todos são prejudicados.

1.1 EFEITO ESTUFA


A queima de combustíveis fósseis, além de outras actividades directas como o
desmatamento, emite grandes quantidades de gases, em especial o dióxido de carbono
(CO2) na atmosfera. A cada ano estas emissões adicionam ao carbono já presente na
atmosfera, mais 7 bilhões de toneladas de CO2 que nela podem permanecer por um
período superior a 100 anos. O dióxido de carbono é um bom absorvedor da radiação
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terrestre. Se ocorrer um aumento de CO2, ele agirá como um “cobertor” na superfície


terrestre, mantendo a terra aquecida.
Com o aumento da temperatura, a quantidade de vapor de água na atmosfera também
aumentará, provocando o mesmo efeito “cobertor”.
O dióxido de carbono (CO2) é liberado quando ocorre a queima , destacando os motores
térmicos dos veículos e as instalações fabril são uma fonte a considerar. Actualmente,
tem sido liberada uma quantidade de CO2 maior que a capacidade de absorção das
plantas. O aumento da quantidade de CO2 que se acumula na atmosfera, bloqueando a
saída da radiação quente para o espaço e mandando de volta para a superfície terrestre
esta radiação aquecida, causa o chamado efeito estufa. Emissões de metano, óxido de
nitrogénio e os clorofluorcarbonetos (CFCs) também contribuem para o efeito estufa.

POLUIÇÃO DOS VEÍCULOS

Os veículos automotores e outros, nas cidades, se constituem numa grande fonte de


emissão de compostos aéreos. O facto da fonte emissora (veículos) e os receptores
(pessoas) estarem muito próximos, e os riscos daí decorrentes, faz com que o controle
das emissões dos veículos tenha que ser uma obrigação do Estado. Entre as principais
emissões gasosas dos veículos encontramos:
– Poeiras (fuligem), que ocorrem com maior intensidade nos veículos cujo combustível
é o óleo diesel.
– Hidrocarbonetos, emitidos durante a queima, pela má combustão, ou por perdas por
evaporação.
– Óxidos de Enxofre, emitidos durante a combustão, têm por origem a presença de
Enxofre nos combustíveis.
– Óxidos de Nitrogénio, são decorrentes do processo de combustão e da presença
inevitável, no momento, do Nitrogénio nos processos de combustão, pelo fato de estar
presente no ar, fonte do Oxigênio.
– Monóxido de Carbono, emitido durante o processo de combustão, decorre
principalmente da má queima dos combustíveis, está presente em todos os processos de
queima.

CLASSE I – PERIGOSOS

São aqueles resíduos ou mistura de resíduos que, em função de suas características de


inflamabilidade, corrosividade, reactividade, toxicidade e patogenicidade, podem
apresentar risco à saúde pública, provocando ou contribuindo para um aumento de
mortalidade ou incidência de doenças e/ou apresentar efeitos adversos ao meio
ambiente, quando manuseado ou disposto de forma inadequada.
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ACTIVIDADES COMPLEMENTARES

1- Faca resumo da aula apresentada.


2- Qual e a diferença entre um motor a 2 tempos e a 4 tempos
3- Define tempo de um motor.
4- Descreve as partes constituintes do motor e apresente as imagens
correspondentes.
5- Diga que particularidade o funcionamento dos M.C.I apresentam em relação a
outros tipos de motores.
6- Diga porque é fundamental a disciplina de motores térmicos numa licenciatura
em engenharia electromecânica?

1. COMBUSTÃO NOS MOTORES DE EXPLOSÃO E DIESEL

Como se sabe, para que haja combustão é necessária não só a presença de dois corpos –
o combustível e o comburente (fornece o oxigénio necessário à combustão) – mas
também que estes dois corpos se encontrem a uma temperatura superior à temperatura
de inflamação.

Podemos então dizer que só há combustão, quando estão em presença os três


elementos: Comburente, Combustível e Temperatura

Nos motores de explosão, a combustão é provocada por uma faísca e só se realiza


quando a mistura combustível / ar, não é nem muito rica nem muito pobre. Quer isto
dizer que, nem haja insuficiência nem excesso de ar

Para que o rendimento de um motor seja bom, é necessário que a combustão seja
Completa e Rápida.

a) É Completa, se todo o carbono existente no combustível se transforme em


anidrido carbónico (CO2), sem resultarem resíduos carbonosos nem formação de
óxido de carbono (CO).
b) Deve ser Rápida, para que os gases inflamados permaneçam pouco tempo em
contacto com as paredes do cilindro – quanto mais rápida for a combustão, mais
o ciclo prático se aproxima do teórico.

2. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES

O Petróleo Bruto, é constituído por uma mistura de Hidrocarbonetos, isto é, compostos


formados à base de Carbono e Hidrogénio.

Dos variados produtos retirados do petróleo (cerca de 2500), obtêm-se as gasolinas e as


naftas que podem ser obtidas pelos métodos de Destilação ou de “Cracking”.
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DEFINIÇÃO: COMBUSTÍVEIS

São elementos que tem a capacidade de queimar ou arder, desde que lhe seja fornecido
oxigénio, e um aumento de temperatura (superior à sua temperatura de inflamação).

2.1. CARACTERÍSTICAS DOS COMBUSTÍVEIS

A característica fundamental que distingue entre si os combustíveis, é a Volatilidade ou


Evaporabilidade, que se define como; a aptidão para se evaporar mais ou menos
rapidamente, a uma pressão pouco afastada da pressão atmosférica.

2.2. CLASSIFICAÇAO DOS COMBUSTÍVEIS

Consoante o grau de Volatilidade, assim os combustíveis se classificam em:


Carburantes e Naftas

2.2.1. CARBURANTES

Possuem elevada volatilidade e são utilizados nos motores de ignição por faísca
(Explosão).

Designam-se assim os combustíveis líquidos que, vaporizados e misturados com o ar


em proporções variáveis, se utilizam nos motores de explosão.

A gasolina é o principal carburante utilizado nos motores de explosão. É obtida pelo


processo normal de destilação fraccionada, entre os 40°C e os 250°C, do petróleo bruto.

Por este processo, apenas 25 % da totalidade do petróleo bruto destilado, se transforma


em gasolina.

2.2.2. NAFTAS

Têm uma volatilidade limitada e são empregues nos motores de ignição por compressão
(Diesel).

COMPOSIÇÃO DA GASOLINA;

A gasolina é quimicamente uma mistura de hidrocarbonetos (compostos formados por


carbono e hidrogénio) de composição diferente, variável com a origem do petróleo
bruto.

Um kg de gasolina própria para motores de explosão contém 847,5 gr de carbono, 150


gr de hidrogénio e as 2,5 gr restantes, formadas por uma mistura de enxofre, chumbo,
brometo, corante e água dissolvida.

O enxofre é uma impureza indesejável, não pelo seu baixo poder calorífico, mas
principalmente, por se combinar com o oxigénio e água, formando ácidos altamente
corrosivos.
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NOTA: Nos Motores de Explosão, além dos combustíveis líquidos, também são ou já
foram utilizados, combustíveis gasosos, tais como:

Gás de iluminação – Proveniente da destilação da Hulha.

Gás dos gasogénios – Proveniente da combustão incompleta da madeira, carvão


mineral ou coque.

Gás natural. - No entanto, o combustível com algum uso, actualmente, nos motores de
explosão, é o gás de petróleo liquefeito, mais conhecido pela sigla GPL, que é extraído
de misturas de hidrocarbonetos à base de propano e butano.

VANTAGENS DO USO DO GPL:

a) O motor tem uma apreciável elasticidade de funcionamento – Acelerações sem


falhas e sem detonação, mesmo a baixas velocidades em prise directa.

b) Isto porque a mistura do GPL, no estado gasoso, com o ar, é melhor do que a
obtida com os combustíveis líquidos, e portanto, obtém-se uma combustão mais
completa e uniforme.

c) A melhor mistura, permite reduzir os gases poluentes expelidos pelo escape.

d) O GPL não contém chumbo nem enxofre, substâncias venenosas e poluentes,


prejudiciais para os componentes do motor.

e) Não deixa depósitos ou incrustações na câmara de combustão, nas válvulas e nas


velas, o que aumenta a vida útil do motor.

DESVANTAGENS DO USO DO GPL:

a) O motor deve sofrer algumas modificações estruturais.

b) A potência do motor diminui, visto que o gás tem um menor poder


calorífico.

c) O GPL é fortemente comprimido dentro de robustas bilhas de aço especial,


a pressões da ordem de 200 Kg/cm2.

2.3.PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS COMBUSTÍVEIS:

As principais características são: Poder antidetonante, capacidade de ignição, Poder


calorífico, Peso específico, Comportamento às baixas temperaturas e o Baixo teor de
substâncias nocivas e residuais

a) Poder Antidetonante:
É a aptidão de um carburante para suportar compressões elevadas sem detonar
espontaneamente.
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Por convenção internacional, o poder antidetonante de um carburante é expresso


pelo Índice de Octana (IO)

ÍNDICE OU NÚMERO DE OCTANA (IO):

Para se encontrar o número de I.O., n um determinado combustível, existem dois


hidrocarbonetos de base, que se preparam por mistura, em diversas proporções que São
- Heptano e Iso-octano

• O Heptano

É o mais detonante dos hidrocarbonetos conhecidos, ou seja, tem um poder


antidetonante muito baixo (IO = a zero)

• O Iso-octano

É o mais refractário à detonação (menos detonante), ou seja, tem um poder de


antidetonação bastante elevado (IO = 100)

O Heptano e o Iso-octano

Segundo as quantidades em volume, de um ou outro que contenha a mistura


considerada, assim será o seu poder anti-detonante.

Exemplo: Uma mistura de 82 partes de iso-octano e 18 partes de heptano, será menos


detonante que uma mistura formada por 54 partes de iso-octano e 46 partes de heptano.

A 1ª mistura tem um I.O. de 82. A 2ª mistura tem um I.O. de 54.

Com estes dois hidrocarbonetos (Heptano e Iso-octano) formam-se misturas que


servem de combustíveis-padrão para os combustíveis comerciais.

 Gasolina de aviação – I.O. Superior a 100


 Gasolina sem chumbo – 95 I.O.
 Gasolina sem chumbo – 98 I.O.
 Gasolina superaditivada – 98 I.O.
 Gasolina normal – I.O. Até 85
 Gasolina média – I.O. Inferior a 63

Poder calorífico da Gasolina: Varia entre 10500 e 11000 quilo calorias por
quilograma (Kcal/Kg)

COMBUSTÍVEIS DOS MOTORES DIESEL

Combustíveis utilizados nos motores Diesel são: Gasóleo, Óleo Diesel e o Óleos de
Origem Vegetal

• Gasóleo: É utilizado nos motores diesel rápidos. É o menos denso dos óleos
pesados (0,83 / 0,88) e tem um poder calorífico de 10500K calorias.
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• Óleo Diesel: É constituído por uma mistura de nafta e gasóleo, em proporções


convenientes, e utilizado nos motores Diesel lentos.

Tem uma densidade média de 0,90 e um poder calorífico de 10000K calorias.

Apresenta o inconveniente de, por combustionar incompletamente, exigir limpezas


frequentes do sistema de alimentação, câmara de combustão, êmbolos, feixe elástico
(aros) e do colector de evacuação, podendo dar origem a explosões no colector de
evacuação devido aos depósitos ali acumulados.

• Óleos de Origem Vegetal: Os motores Diesel podem ainda queimar óleos de


origem Vegetal, tais como:
Óleo de amendoim (d = 0,91 e Pc = 8900 Kcal.)
Óleo de palma (d = 0,9 e Pc = 8700 Kcal.)
Óleo de rícino (d = 0,96 e Pc = 8500 Kcal.).

Obs: Estes dois últimos óleos necessitam de aquecimento prévio.

Qualidades a que deve satisfazer um Bom óleo combustível são:

Fluidez necessária à pulverização (combustíveis de maior viscosidade necessitam de


aquecimento prévio).

Ausência de água, a fim de evitar perturbações na pulverização.

Não produzirem na sua combustão, cinzas que, por atrito, provoquem desgastes
anormais nos cilindros e êmbolos.

Possuírem uma percentagem diminuta de enxofre, para que não surjam fortes corrosões
nas válvulas, devido à formação de anidrido sulfuroso.

Características Principais:

• Índice ou Número de Ceteno

• Índice Diesel

A característica mais importante nos gasóleos é a Inflamabilidade e esta


(Inflamabilidade) é indicada pelo índice de Ceteno (IC).

O índice de Ceteno de um combustível, é tanto maior quanto menor for a relação


volumétrica. Nos Gasóleos, o Índice de Ceteno (IC), está compreendido entre 45 IC e
70 IC.
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3. MÁQUINAS FRIGORÍFICAS

Nas últimas décadas, em Angola observa-se alguma carência de profissionais


qualificados que forneçam soluções adequadas, que procurem desenvolver projectos
optimizados do ponto de vista energéticos e possam manter as condições de
funcionalidade dos sistemas de refrigeração

A refrigeração é um segmento em que seus sistemas proporcionam baixas temperatura,


como por exemplo no congelamento de produtos. A refrigeração tem fundamental
importância, podem ser destacadas a agro-indústria, como por exemplo, frigoríficos de
matadouros, de conservação de hortofrutícolas que necessitam de atmosfera controlada,
as pescas no congelamento e conservações dos produtos do mar, nas actividades
domésticas e comercial onde é indispensável o uso de sistemas de refrigeração (Onde as
máquinas frigoríficas são factores de decisão.)

PROBLEMA SOCIAL DO TEMA

Desde a antiguidade, o homem vem buscando formas de conservação dos produtos


alimentares para responder as exigências da indústria, do comércio em geral e das
transacções transcontinental em particular assim como as exigências a nível doméstico.
No conjunto de electrodomésticos na grande maioria das residências, existe pelo menos
um frigorífico para a conservação dos produtos perecíveis de uso corrente.

A necessidade de conservar produtos perecíveis e de obter transformações em processos


indústrias pelo frio, ou em processos de produção específicos constitui pois o problema
social do assunto.

DEFINIÇÃO- Refrigeração

A refrigeração é o processo de remoção de calor a um determinado meio, seja este


sólido, líquido ou gasoso, com o objectivo de diminuir a temperatura do mesmo ou
manutenção de um sistema a uma temperatura mais baixa que a temperatura da
vizinhança, ou seja a mesma vai ocupar-se do estudo de sistemas termodinâmicos em
que as temperaturas desçam abaixo do 15°C.

No século VII foram descobertos os micros organismos (micróbios e bactérias), que


provocam a decomposição dos alimentos, por via do seu rápido poder de multiplicação
em ambiente quente ou húmido. Porem, o frio, é o único capaz de manter o sabor
natural, cheiro e o aspecto dos produtos, desde que correctamente tratado.

No século XIX, com a invenção da máquina frigorífica, surgiu a denominação


REFRIGERAÇÃO ARTIFICIAL. A máquina frigorífica permitia a conservação de
alimentos frescos a temperatura próximos de 0°C.
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3.1. CLASSIFICAÇAO DA MÁQUINA FRIGORÍFICA

Tendo como critério a forma de energia consumida, a máquina frigorífica pode ser
classificada, em:

• Mecânica (máquina por compressão de vapor)


• Térmica (máquina de absorção)
• Térmica eléctrica ( máquina termo eléctrica)

MÁQUINA FRIGORÍFICA TEM COMO:

OBJECTIVO
• Retirar calor da fonte fria e transferi-lo a fonte quente com consumo de energia.
FINALIDADE
• Manutenção da temperatura do local abaixo da temperatura do ambiente exterior

CONCEITOS

A refrigeração natural é um processo antigo, mas que ainda continua a ser praticado,
particularmente em aplicações de ar-condicionado. Este consiste na circulação de ar
através de blocos de gelo extraídos da natureza ( gelo produzido de forma natural), daí
resultando a perda de calor do ar para o gelo e consequente arrefecimento deste.

A refrigeração mecânica consiste na utilização de uma substância capaz de


“transportar” calor absorvido numa fonte fria (a temperatura e pressão baixas) para uma
fonte quente (a temperatura e pressão elevadas). Neste caso a substância transportadora
de calor é designada de fluido refrigerante, ou fluido frigorigéneo

3.1- AGENTE DE TRABALHO – REFRIGERANTE

O ciclo da máquina frigorífica é realizado por substâncias agentes de trabalho


denominado por refrigerante, quais actuam como arrefecedor, absorvendo o calor de
outro corpo

REFRIGERANTE é o fluido de trabalho que evolui ciclicamente numa máquina de


produção de frio, vaporizando-se ao absorver calor e condensando-se ao ceder calor,
alternadamente.

O refrigerante pode apresentar-se nos três estados físicos da matéria

• Gasoso (Ar)
• Sólido (Gelo, Gelo seco)
• Líquido (Água, Refrigerantes)

GASOSO.

O ar foi usado como refrigerante fundamentalmente sempre fosse necessário evitar


qualquer grau de toxidade. Foi um dos primeiros refrigerantes e com grande expansão
por altura da primeira da guerra mundial.
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Vantagens

• Gratuitidade
• Inofensivo não tóxico

Desvantagens

# - Baixa eficiência # - Instalações de grande tamanho

# - Alto consumo de energia # - Alto custo de operação e exploração

# - Lubrificação difícil das partes móveis.

SÓLIDO.

Refrigerante sólido, absorve calor, funde e sublima

# - Gelo funde 0°C

# - Gelo seco (CO2 dióxido de Carbono sólido) funde a -78,3°C

Vantagens do gelo

• Barato
• Evita desidratação
• Conserva aparência dos produtos

Desvantagens do gelo

• Temperatura mínima 3
• Exige reposição constante
• Dificuldade em manter e controlar a temperatura

BOM REFRIGERANTE

Entende-se que um o bom refrigerante será aquele que apresente uma temperatura de
ebulição baixa, a pressões fáceis de obter e manter economicamente, ou seja próximas
da pressão atmosférica, para além de outras propriedades físicas, químicas, sanitárias,
económicas e ambientais.

Tab. 1 – Temperatura de ebulição de alguns refrigerantes a Patm

Refrigerante Temp. de Ebulição (°C) Temp.Crítica (°C)

R -718 H2O (Água ) 100

R – 717 NH3 (amoníaco) - 33,5 132

R–744 CO2 (anidrido carbónico) - 78,4 31

R – 764 SO2 (anidrido sulfuroso) - 10 157


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R – 729 Ar - 190

R134a (Tretafluoretano) - 26,14

R1150 (Etileno) - 103,7

3.1.1- FATORES A CONSIDERAR NA ESCOLHA DE UM REFRIGERANTE

TERMODINÂMICOS:

a. Pressões do evaporador e do condensador deve ser pequeno a fim de reduzir o


trabalho de compressão, e de preferência superior a pressão atmosférica.
b. Ponto de congelamento. Não deve congelar-se às temperaturas mais baixas do
processo.
c. Pequena vazão em volume de vapor refrigerante que o compressor deverá
comprimir por TR.
d. O coeficiente de funcionamento deve-se comparar com o valor máximo
possível correspondente ao ciclo de Carnot.

QUÍMICOS:

a. Inflamabilidade;
b. Toxidade.
c. Reação com os materiais de construção
d. Danos aos produtos refrigerados.

FÍSICOS:
a. Tendências as fugas (facilmente dectados)
b. Viscosidade e condutividade térmica devem ser altas
c. Acção sobre o óleo (missibilidade).
d. Custo e a Preferência pessoal

3.1.2- FATORES A CONSIDERAR NA ESCOLHA DE UM REFRIGERANTE


SECUNDÁRIO

- Baixa viscosidade
- Calor específico e condutividade térmica alta;
- Não deve congelar-se às temperaturas mais baixas do processo.
- Segurança operacional.
- Custo e a Preferência pessoal.

CONCEITOS TERMODINAMICOS.

PROPRIEDADES TERMODINÂMICAS - São características macroscópicas de um


sistema, como: volume, massa, temperatura, pressão etc.

ESTADO TERMODINÂMICO: Condição em que se encontra a substância, sendo


caracterizado pelas suas propriedades.
PROCESSO. Mudança de estado de um sistema.
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CICLO: série de processos, em que o estado inicial e o estado final do sistema


coincidem.

SUBSTÂNCIA PURA. Qualquer substância que tenha composição química invariável


e Homogénea. Pode existir em mais de uma fase (sólida, líquida e gasosa), mas a sua
composição química é a mesma em qualquer das fases.

TEMPERATURA DE SATURAÇÃO. Temperatura na qual se dá a vaporização de


uma substância pura a uma dada pressão. É chamada “pressão de saturação”

LÍQUIDO SATURADO. Se uma substância se encontra em estado líquido à


temperatura e pressão de saturação, e neste caso o título é igual a zero.

VAPOR SATURADO - Se uma substância se encontra completamente como vapor na


temperatura de saturação, e neste caso o título é igual a 1 ou 100%, pois a massa total
(mt) é igual à massa de vapor (mv).

ENERGIA CINÉTICA INTERNA: é a energia associada à velocidade das moléculas.

ENERGIA POTENCIAL INTERNA: é a energia associada às forças de atracção


entre as moléculas.

ENTAlPIA (h): é a energia incapaz de realizar trabalho

ENTROPIA (S): Conteúdo total da energia de um sistema


Equações

U= U1 + x( Uv – Ul) h= h1 + x( hv – hl)

S= S1 + x( Sv – Sl) V= V1 + x( Vv – Vl) onde: x – é o título

DIAGRAMAS DE MOLLIER PARA FLUIDOS REFRIGERANTES

As propriedades termodinâmicas de uma substância são frequentemente apresentadas


também em diagramas, que podem ter por ordenada e abcissa, temperatura e entropia,
entalpia e entropia, pressão absoluta e volume específico ou pressão absoluta e entropia.
Os diagramas
tendo como
ordenada
pressão absoluta
(P) e como
abcissa a
entalpia
específica (h)
são bastante
utilizados para
apresentar as
propriedades
dos fluidos
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frigoríficos, visto que estas coordenadas são mais adequadas à representação do ciclo
termodinâmico de refrigeração por compressão de vapor. Estes diagramas são
conhecidos como diagramas de Mollier. Veja fig. Abaixo:

Fig - Esquema de um diagrama de Pxh (Mollier) para um refrigerante

Fig. Esquema de um diagrama de Pxh (Mollier) para um refrigerante R 22


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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

4.1 SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO

A utilização dos sistemas de refrigeração trouxe conforto ao homem no seu quotidiano,


promovendo assim uma melhoria da sua qualidade de vida. Com o passar dos anos a
utilização de sistemas de refrigeração adquiriu uma elevada importância na vida do
homem, podendo considerar-se actualmente esses sistemas como um bem
imprescindível para a humanidade. Este são:

4.1.1 - SISTEMA DE COMPRESSÃO DE VAPOR

O ciclo de compressão de vapor é o mais usado na prática (em equipamento


frigoríficos para produção de frio, conforto térmico ambiente e para resfriamento
e cogelamento de produtos) e consiste na produção contínua de líquidos refrigerantes,
o qual por vaporização nos fornece a desejada retirada de calor do meio a refrigerar. O
ciclo de operações realizadas é mostrado na tabela abaixo.

Fig. Representa o Ciclo de compressão de vapor.


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4.1.2 - SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO

A refrigeração por absorção foi descoberta por NAIRN em 1777, embora o primeiro
refrigerador comercial deste tipo, só tenha sido construído em 1823 por Ferdinand
Carre.

Sistema de refrigeração por absorção consiste num conjunto de processos em que o


efeito de refrigeração é conseguido através da utilização de dois fluidos e energia
térmica, em vez da introdução de energia sob a forma de trabalho mecânico (trabalho de
compressor), tal como acontece no ciclo de refrigeração por compressão de vapor.

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

O funcionamento da refrigeração por absorção, se baseia no fato de que os vapores de


alguns dos fluídos frigorígenos conhecidos são absorvidos a frio, em grandes
quantidades, por certos líquidos ou soluções salinas.
O mais comum utiliza amônia (NH3) como fluido refrigerante e água como
absorvente. Tem a vantagem de utilizar energia térmica quando a electricidade não está
disponível ou tem custo elevado. Não tem peças móveis, por isso é silencioso e sem
vibrações.

Fig. Sistema de refrigeração por absorção típico.

4.1.3 - REFRIGERAÇÃO TERMOELÉCTRICA

Este sistema é utilizado para transporte de calor, utilizando para esse efeito energia
eléctrica. Neste sistema, a energia eléctrica é utilizada como transportador da carga
térmica, ao invés do tradicional fluido refrigerante. Durante as últimas décadas, esta
técnica de refrigeração tem vindo a ganhar importância, devido à evolução científica em
determinadas áreas do conhecimento, nomeadamente, a computação, a engenharia
aeroespacial e aeronáutica, em aplicações de micros sistemas e o desenvolvimento de
semicondutores com base no efeito de Peltier.
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A principal vantagem que advém da utilização destes sistemas diz respeito ao facto de
não existirem partes móveis na sua arquitectura, sendo caracterizado como um sistema
compacto, silencioso, portátil e que requer pouca manutenção.
O sistema de refrigeração termoeléctrico consiste num dispositivo de estado sólido
utilizado em aplicações cujo objectivo seja a estabilização da temperatura em sistemas
que operem por ciclos de aquecimento, ou refrigeração de pequenas superfícies abaixo
da temperatura ambiente.

Figura 2.– Vista em corte de um sistema básico de refrigeração termoeléctrica.

4.1.4- REFRIGERAÇÃO TERMOELÉCTRICA

O ciclo de refrigeração a ar ou ciclo de Brayton inverso, como também pode ser


designado, é caracterizado por operar com um fluido no estado gasoso, não condensável
(normalmente ar). Como o ar não muda de fase durante todo o ciclo, o “condensador” e
o “evaporador” devem apenas ser chamados de permutadores de calor.

Figura 4 - Esquema representativo de um sistema básico de refrigeração a ar, ou ciclo de


Brayton inverso.
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MÁQUINA FRIGORÍFICA PERFEITA. CICLO DE CARNOT

No ciclo de instalação frigorífica, ciclo inverso, o trabalho de compressão é maior que o


trabalho de expansão. Neste ciclo a substancia de trabalho troca apenas calor a
temperatura constante com as fontes, o que torna o ciclo reversível pois é constituído
apenas por processos reversível.

Definição

A eficiência do ciclo é designada como coeficiente de efeito frigorífico ou coeficiente


de performance, é definida como a relação entre a energia retirada do local a refrigerar
e a energia consumida no compressor

Obs. Para o ciclo de Carnot o COP só depende das temperaturas.

Mas de forma geral o COP depende:

• Da temperatura de evaporizarão
• Da temperatura de condensação
• Das propriedades termodinâmicas do refrigerante na sucção do compressor.
• Todos os componentes do ciclo.

POTÊNCIA DO CICLO

Seja a vazão mássica m ͦ do refrigerante circulante, à quantidade de calor absorvido ou


rejeitado no ciclo será:

Calor absorvido ou potência frigorífica: QE = m•qe.


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Calor rejeitado ou potência calorífica: Qc =m•qc.

Potência mecânica teórica: W = m•qw

MÁQUINA FRIGORÍFICA SIMPLES POR COMPRESSAO DE VAPOR EM


REGIME HÚMIDO.

A máquina simples em regime húmido funciona segundo o ciclo de Carnot. Os cciclos


de refrigeração, isto é, ciclos termodinâmicos de fluidos refrigerantes em equipamentos
frigoríficos por compressão de vapor, são adequadamente representados em diagrama
de Moller (Pressão-entalpia ) e diagrama TxS (Temperatura-entropia)

O ciclo da máquina frigorífica por compressão de vapor é constituído dos seguintes


processos:

• Compressão do vapor, isto é, um compressor realiza trabalho sobre o vapor,


transfere potência a ele. 1-2
• A condensação do vapor, que ocorre no condensador 2-3
• A expansão do líquido após o condensador, que ocorre num cilindro expansor 3-
4
• A evaporação do líquido no evaporador 4-1

Obs. Veja os diagramas abaixo descritos

BALANÇO TÉRMICO DO CICLO DA MFSRH (REGIME HÚMIDO).

Assim, aplicando a lei da conservação da energia e massa, é possível escrever as


equações que exprimem o balanço energético para cada componente de um sistema de
refrigeração por compressão de vapor:

• Compressor (compressão adiabática):

O compressor é o elemento utilizado em sistemas de refrigeração por compressão de


vapor responsável pela compressão (com aumento da pressão) e deslocamento do fluido
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refrigerante. Os compressores são utilizados para aumentar a pressão dos gases. Os


compressores causam uma variação significativa da massa específica do gás.
Os compressores são utilizados para aplicações de ar comprimido acionando equipamentos a
pressão de ar como transporte pneumático, acionadores de êmbolo. Também são utilizados em
equipamentos de jato de ar como resfriadores ou aquecedores, jateamento de areia,
equipamentos e máquinas de percussão como martelos de ar comprimido, ou também para
acionamento de máquinas ferramentas fixas e portáteis como furadeiras, aparafusadeiras.

Figura 13 – Esquema simplificado do compressor considerado para o balanço de massa


e de energia

• Condensador (permuta de calor isobárica):

O condensador é o elemento utilizado em sistemas de refrigeração por compressão de


vapor responsável pela rejeição de calor para o ambiente. À medida que percorre as
serpentinas do condensador, o fluido refrigerante é arrefecido e condensado, pois perde
energia térmica para um fluido de arrefecimento (normalmente ar ou água).

Figura 15 – Esquema simplificado considerado para o balanço de massa e energia no


condensador, um permutador de calor (fluido refrigerante/água).

Dispositivo de expansão (expansão isentálpica):

O dispositivo de expansão é o elemento utilizado em sistemas de refrigeração por


compressão de vapor responsável pela diminuição brusca da pressão do fluido
refrigerante. No ciclo em estudo o fluido refrigerante chega ao dispositivo de expansão
no estado líquido e abandona-o sob a forma de uma mistura de líquido-vapor.
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Figura 16 – Esquema simplificado do dispositivo de expansão considerado para o


balanço de massa e energia.

Evaporador (permuta de calor isobárica)

O evaporador é o elemento utilizado em sistemas de refrigeração por compressão de


vapor responsável pela absorção de calor do espaço a refrigerar. À medida que percorre
as serpentinas do evaporador, o fluido refrigerante evapora-se, pois recebe energia
térmica proveniente do meio a refrigerar.

Figura 17 – Esquema simplificado considerado para o balanço de massa e energia no


evaporador, i.e., um permutador de calor (fluido refrigerante/água).
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1. EFEITO FRIGORÍFICO ÚTIL

Temos: q0=h1 - h4 = ( h̓1 + x1•r1) - ( h̓1 + r4•x4) = r4•(x1- x4)

Também q0 = T1(S1 – S4) kcal/kg

2. CALOR CEDIDO NO CONDENSADOR (EFEITO CALORÍFICO)

Temos: q1 = h2 – h3 = T2•(S1 – S4) kcal/kg

3. TRABALHO NO COMPRESSOR (EFEITO MECÂNICO)

WC = h2 – h1

4. TRABALHO NO EXPANSOR

WE = h4 – h3

5. TRABALHO DO CICLO

WT = WE + WC = q0 – q1

6. COEFICIENTE DE EFEITO FRIGORÍFICO

COP = q0/ (q0 – q1)


7. RENDIMENTO DO CICLO

η = COP / COPCARNOT

8. POTÊNCIA FRIGORÍFICA DA INSTALAÇÃO

Pf = m•q0 Kcal/kg
9. POTÊNCIA CALORÍFICA DA INSTALAÇÃO (CAPACIDADE)

PC = m•q1 Kcal/kg

10. POTÊNCIA FRIGORÍFICA ESPECÍFICA

Q0̓ = 860•COP kcal/kwh

11. POTÊNCIA MECÂNICA TEÓRICA DA INSTALAÇÃO

Pm = m•WC

12. RENDIMENTO TEÓRICO DA INSTALAÇÃO

η = Pf / P m
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MÁQUINA FRIGORIFICA SIMPLES A COMPRESSAO DE VAPOR EM


REGIME SECO.

A máquina simples em regime seco ou marcha em sobreaquecimento funciona de modo


que a compressão sendo isoentrópica ocorra por completo na zona de vapor
sobreaquecido. Pode ser obtido usando um separador de líquido ou uma válvula
termostática que garante o sobreaquecimento do vapor.
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BALANÇO TÉRMICO DO CICLO (Máquina em regime seco)

1. EFEITO FRIGORÍFICO ÚTIL

Temos: q0=h1 - h4 kcal/kg

2. CALOR CEDIDO NO CONDENSADOR (EFEITO CALORÍFICO)

Temos : q1 = h2 – h3 kcal/kg

3. TRABALHO NO COMPRESSOR (EFEITO MECÂNICO)

WC = h2 – h1

4. DISPOSITIVO DE EXPANSAO

WE = h4 – h3 =0, porque processo realizado é considerado adiabático


(isoentálpico)

5. COEFICIENTE DE EFEITO FRIGORÍFICO


COP = Q0 / wC
6. RENDIMENTO DO CICLO

η = COP / COPCARNOT

7. POTÊNCIA FRIGORÍFICA DA INSTALAÇÃO

Pf = m•q0 Kcal/kg
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8. POTÊNCIA CALORÍFICA DA INSTALAÇÃO (CAPACIDADE)

PC = m•q1 Kcal/kg

9. POTÊNCIA FRIGORÍFICA ESPECÍFICA

Q0̓ = 860•COP kcal/kwh

10. POTÊNCIA MECÂNICA TEÓRICA DA INSTALAÇÃO

Pm = m•WC

11. RENDIMENTO TEÓRICO DA INSTALAÇÃO

η = Pf / P m

12. MEDIÇAO DO CONSUMO ENERGÉTICO_ RAZAO DE EFEICIENCIA


ENERGÉTICA (EER)

O consumo de energia tem um impacto importante em nosso estudo dos ciclos de


refrigeração tendo em conta a necessidade de fornecer trabalho para retirar o calor de
um meio de baixa temperatura para descarregar em outro meio a temperatura mais alta.
A eficiência energética pode ser calculada:

EER = q0 / Wc

Também se usa a eficiência de um equipamento frigorífico relacionando o seu consumo


em kw, com a capacidade frigorífica em TR ( tonelada de refrigeração)

Kw / TR = Wc / Q0

O CICLO REAL DE COMPRESSAO DE VAPOR

As diferenças entre os ciclos ideais e real de refrigeração por compressão de vapor


podem ser destacadas no diagrama Pxh. Os aspectos fundamentais a considerar
desenvolvem-se nos processos de transferência de calor (evaporador e condensador) e
realização de trabalho, portanto no compressor, o sub arrefecimento do líquido que
deixa o condensador e o sobre aquecimento do vapor na aspiração do compressor.

Vencendo o atrito, o refrigerante sofre uma queda de pressão através da tubulação,


evaporador, condensador, válvulas e passagens do compressor. No diagrama da fig., que
mostra o comportamento do ciclo padrão e do ciclo em que ocorre a perda de pressão.
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Fig. Diferenças entre o ciclo teórico e o real de refrigeração.

SISTEMAS MULTIPRESSÃO.

MÁQUINA DE COMPRESSAO DE VAPOR ESTÁGIOS. CASCATA

O sistema multipressão é um sistema de refrigeração, por compressão de vapor, que


possui dois ou mais níveis de baixa pressão.
Entende-se por baixa pressão é aquela reinante entre o dispositivo de expansão e da
sucção do compressor.
Este sistema recomenda-se quando a diferença de temperaturas entre as fontes quentes e
frias for muito elevada.
A elevada temperatura do meio condensante também eleva a relação de compressão do
compressor

r = (P2 / P1)

A elevada relação de compressão :


• Baixo rendimento da instalação
• Baixa produção frigorífica
• Alta temperatura no final da compressão
Para obter trabalho de compressão mínimo, pressão intermédia vem dada por : Pi = (
P1•P2)1/2 , sendo:
P1 – pressão do evaporador; P2 - pressão do condensador; Pi - pressão média ideal para
efectivar a mudança de estágio de compressão.

Nestes sistemas de vários estágios são normalmente integrados por dois elementos
adicionais, nomeadamente o separador de líquido e o arrefecedor intermédio.
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CLASSIFICAÇAO

Os ciclos de compressão por vários estágios podem ser de dois tipos:


a) Expansão única

b) Expansão Fraccionada

COMPRESSÃO EM DOIS ESTÁGIOS


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BALANÇO TÉRMICO DO CICLO DE DOIS ESTÁGIOS (EXPANSAO)

EXERCÍCIOS EXEMPLAR OU MODELO

1 - Se a amônia a 100 kPa tem uma temperatura real de -28 ºC, o seu estado pode ser
descrito como:
a) Superaquecida; b) Subresfriada e c) Saturada.
Solução
Conforme Tabela 2.2 para a pressão de 100 kPa (ou 1 bar) a temperatura de saturação é
Tsat =-33,60 ºC
Como - 28 ºC > Tsat (Figura 1.0) o estado é superaquecido. Resposta a)

2 - Determinar o efeito refrigerante, se a temperatura do líquido R717 que chega ao


controle do refrigerante é de 32ºC e a temperatura do vapor saturado que abandona o
evaporador é de -2ºC.
SOLUÇÃO.
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Na tabela do R717 saturado determino as entalpias:


Vapor saturado, a -2ºC = 1439,72 kJ/kg.
Líquido saturado a 32ºC = 332,17 kJ/kg
O efeito refrigerante = 1107,55 kJ/kg.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1_ Determine a entalpia específica, h, o volume específico, v, e a entropia, s, para o


refrigerante R-717 no estado de líquido saturado à temperatura de 40ºC.

2_Determine h, v, s e a pressão, P, para vapor saturado (x = 1) do R-22 à temperatura de


-20ºC.
3_Determine a entalpia e o volume específico para o R-12 sub-resfriado à temperatura
de 30ºC e pressão de 9,7960 kgf/cm2.
4_Determine h, v, e s para o refrigerante R-22 para x = 0,3 (título) e pressão de 5,0738
kgf/cm2.
5_ Determine todas as propriedades termodinâmicas do refrigerante R-22 à temperatura
de 90ºC e pressão de 15,63708 kgf/cm2.
6_ Em um compressor que opera com R-134a a pressão de descarga é de 1000,00 kPa e
a temperatura de descarga é de 80,0ºC. Qual é o valor da entalpia e da entropia para
este estado?
7_O compressor de um sistema frigorífico deve trabalhar aspirando vapor
superaquecido. Determine as propriedades termodinâmicas do R-717 (amônia) quando a
pressão de sucção for de 1,219 kgf/cm2 e o vapor estiver superaquecido de 10,0ºC.

8_ Se a amônia a 100 kPa tem uma temperatura real de -30 ºC, o seu estado pode ser
descrito como: a) Superaquecida; b) Subresfriada e c) Saturada.

9_Se a amônia a 100 kPa tem uma temperatura real de -32 ºC, como pode o ser descrito
seu estado para que esteja: a) Na zona subresfriada; b) Na zona de transição.

10_ Determinar o efeito refrigerante, se a pressão no evaporador é de 3,4134bar do


líquido R717 que chega ao controle do refrigerante é de 32ºC. R: 1103,11
kJ/kg.

11_Se a temperatura do líquido que entra no controle do refrigerante é de 16ºC em lugar


de 32ºC, se circula 5 kg/s de R717 no sistema. Determine:
(a) A capacidade de refrigeração do sistema em kW R: 5537,75
kW.
(b) Em toneladas de refrigeração (1 TR = 3,51kW). R: 1557,70
TR.

12_A temperatura do R717 líquido que entra na válvula de controle de refrigerante é de


30ºC e a temperatura de vaporização é de -1,11ºC. Determinar:
a. O efeito refrigerante que circula.
b. A perda de efeito refrigerante.
c. O peso refrigerante, que circula por minuto por TR
d. O volume de vapor comprimido por minuto por TR.
e. O efeito mecânico e o calorífico (admitir compressão isentrópica).
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13_Se chega líquido R717 saturado ao controle do refrigerante a uma pressão de 9,5 bar
e a pressão de vaporização no evaporador é de 2,0 bar, determinar:
a) O efeito refrigerante que circula.
b) A perda de efeito refrigerante.
c) O peso refrigerante, que circula por minuto por TR.

14_Um ciclo de refrigeração por compressão de vapor ideal opera em regime


permanente usando R - 134a como fluido de trabalho. O vapor saturado entra no
compressor a -10°C e o líquido saturado deixa o condensador a 28°C. A vazão mássica
é 5 kg/min. Determine:
• A potência do compressor, em kW. R: 2,208 kW
• A capacidade frigorífica, em TR. R: 3,632 TR
• O coeficiente de desempenho. R: 5,8
15_ Um ciclo de refrigeração por compressão de vapor ideal opera em regime
permanente usando R - 134a como fluido de trabalho. O vapor saturado entra no
compressor a 1,6 bar e o líquido saturado deixa o condensador a 9 bar. A vazão mássica
é 5 kg/min. Determine:
• A potência do compressor, em kW. R: 3 kW;
• A capacidade frigorífica, em TR. R: 3,3 TR;
• O coeficiente de desempenho. R: 3,86
16_ Modifique o ciclo do problema anterior, para que o compressor possua uma
eficiência
isentrópica de 80%, e considere que a temperatura do líquido na saída do condensador é
de 32ºC.Para esse ciclo modificado, determine:
• A potência de accionamento do compressor, em kW. R: 3,75 kW
• A capacidade frigorífica, em TR. R:3,4 TR
• O coeficiente de desempenho. R. 3,2
17_ No projecto de um refrigerador, o ciclo proposto prevê a utilização d R-12, que é
admitido no compressor como vapor superaquecido a 0,18 MPa e -10ºC, sendo
descarregado a 0,7 MPa e 50ºC. O refrigerante é então resfriado no condensador até
24ºC e 0,65 MPa, sendo posteriormente expandido até 0,15 MPa. A carga térmica de
projecto do refrigerador é de 6,0 kW. Despreze a perda de carga e a transferência de
calor nas linhas de conexão entre os elementos do refrigerador.
• Esboce em um diagrama Temperatura-Entropia o ciclo proposto, indicando sua
posição relativa à curva de saturação, com base no esquema apresentado na
figura abaixo.
• Calcule a vazão mássica, em kg/s, de refrigerante necessária para atender à carga
térmica de projeto. R: 0,049 kg/s e 1,66 m³/s.
• Calcule a potência requerida pelo compressor, em kW, e analise a necessidade
de se utilizar o superaquecimento do refrigerante admitido no compressor.
• Estuda-se o uso do refrigerante R-134 como forma de adequar o equipamento à
legislação ambiental de outros países e possibilitar a sua exportação. Explique os
efeitos ambientais de refrigerantes halogenados, como o R-12.
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18_ No projecto de um refrigerador, o ciclo proposto prevê a utilização de refrigerante


R-12, que é admitido no compressor como vapor super aquecido a 1,6 bar e 4ºC, sendo
descarregado a 12 bar e 115ºC. O refrigerante entra no condensador com 11,8 bar e
105ºC onde é então resfriado no condensador até 38ºC e 11,6 bar, sendo posteriormente
expandido até 2 bar. Em seguida o refrigerante deixa o evaporador a -7ºC e 1,8 bar. A
potência do compressor é 2,5 HP. A capacidade do compressor é 100 kg/h. As
transferências de calor nas linhas de conexão entre os elementos do condicionador são
desprezadas.
• Esboce em um diagrama Pxh o ciclo proposto, indicando sua posição relativa à
curva de saturação, com base no esquema apresentado na figura abaixo.
• Calor transferido pelo compressor, em W. R: 85,75 W
• Calor transferido pelo R-12 no condensador, em kW. R: 4,92 kW;
• Capacidade de refrigeração, em BTU/h. R: 10751 BTU/h;
• Eficiência de compressão. R: 0,91;
• Coeficiente de performance. R: 1,77.

19_Para a instalação frigorífica abaixo que utiliza R - 717 como fluido refrigerante, com
uma potência frigorífica de 350 kW, com temperatura de condensação de 35 ºC e
temperatura de evaporação de - 30 ºC , com subresfriamento intermediário de 5 ºC.
Calcular: Efeito frigorífico; efeito calorífico; efeitos mecânicos e potências mecânicas.
R: (a) 0,024 kg/s; (b) 0,557 kW, 11,91 W; (c) 6,3; (d) 0,097 kg/s.
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20_Para a instalação frigorífica abaixo que utiliza R -717 como fluido refrigerante, com
as temperatura e as potências frigoríficas fornecidas, calcular:
a) Efeitos frigoríficos R: (a) 943,94 kJ/kg;
b) Efeito calorífico R: (b) 1255,6 kJ/kg;
c) Efeitos mecânicos R: (c) 159,7 kJ/kg, 151,9 kJ/kg;
d) Coeficiente de performance R: (d) 59,2 kW, 56,3 kW.
e) Potências mecânicas. Dados :Tc = 35ºC, Ti = -15ºC, Te = -30ºC

21_Uma instalação frigorífica de compressão simples de vapor de R-134a opera nas


seguintes temperaturas -30ºC de evaporação e 25ºC de condensação. Represente o
diagrama P-h correspondente e determine:
a) Efeito frigorífico útil.
b) Calor eliminado no condensador.
c) Calor sensível no condensado
d) Calor da compressão
e) Coeficiente de efeito frigorífico
f) A perda
g) Calor latente no condensador
h) Calor latente de vaporização
i) Calor total do condensador.
k) O título, o volume, a entropia do ponto 4.
l) Comparar o rendimento do deste ciclo ao de Carnot.

22_Uma máquina frigorífica de R-717 funciona de acordo com o ciclo de regime seco
com as temperaturas de -10ºC de evaporação e 25ºC de condensação, não havendo sub
arrefecimento antes da expansão. Calcular:
(a) Efeito frigorífico útil.
(b) Trabalho teórico do compressor
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(c) Coeficiente de efeito frigorífico

23_Represente um ciclo de compressão de vapor para Forane R-134a, sendo a


temperatura de evaporação e condensação são -20ºC e 40ºC respectivamente, ocorrendo
um super aquecimento de 4ºC e o sub-arrefecimento de 2ºC, tendo o fluxo do
refrigerante de 5kg/s. Calcular:
a) Para o ciclo termodinâmico ‘‘ temperatura, pressão, volume específico,
entalpia e entropia’’
b) Qual é a potencia frigorificas.

24_ Resolver o problema anterior considerando o sub arrefecimento de 15ºC. comparar


o resultado obtido e o coeficiente de efeito frigorífico.

25_Dois equipamentos de refrigeração trabalham nas seguintes condições: a


temperatura de evaporação e condensação são -18ºC e 50ºC, a temperatura de sub-
arrefecimento e subre-aquecimento 10ºC e 20ºC, sendo o fluido refrigerante R12 e HFC
134a e seu calor retirado é Q0=65000kcal/h. Calcular para os dois ciclos (R12 e HFC
134a ):
a) Entalpia nos estados inicial e final de processo
b) A vazão mássica.
c) Calor rejeitado
d) Potência teórica do compressor.
e) O COP de cada ciclo.
f) Análise dos resultados.

26_Calculo de uma instalação frigorífico de compressão simples nos seguintes casos:


a) Funcionamento em regime seco.
b) Funcionamento em regime com sobre-aquecimento no evaporador.
c) Funcionamento em regime com sob-arrefecimento na tubagem de aspiração ao
compressor.
d) Funcionamento em regime com sub-arrefecimento no condensador.
Considere:
• Temperatura de evaporação de -25ºC
• Temperatura de condensação de 30ºC
• Temperatura de sobre-aquecimento de -10ºC
• Temperatura de sobre-arrefecimento de 25ºC
• Potencia frigorifica Q0=100.000kcal/h
• Agente refrigerante é Amoníaco R717.
Determine para cada regime de funcionamento, usando diagrama de Mollier P-h o
seguinte:
a) Esquema de funcionamento da instalação e os parâmetros de estado destacáveis.
b) Efeito frigorífico útil.
c) Caudal de refrigerante requerido em peso.
d) Caudal de refrigerante requerido em volume.
e) Trabalho da compressão.
f) Coeficiente de efeito frigorífico.
g) Coeficiente de efeito frigorífico referido a Carnot.
h) Rendimento económico.
i) Potência frigorífica específica.
j) Potência indicada teórica.
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k) Potência do condensador.
l) Apresentar as conclusões sobre os vários regimes de funcionamento.
m) A relação de compressão da instalação.
n) A pressão intermédia e a temperatura de saturação correspondente.

27_.Cálculo de uma instalação frigorífico de compressão em dois estágios nos


seguintes casos:
a) Dupla compressão directa com arrefecedor intermédio fechado.
b) Dupla compressão directa com arrefecedor intermédio aberto.
c) Dupla compressão indirecta ( sistema em cascata)
Sabendo que:
• Temperatura de evaporação: -60ºC
• Temperatura de condensação: 30ºC
• Potência frigorífica: 100.000 kcal/h
• Refrigerante R717 (sistema de compressão directa)
• Refrigerante R13 e R22.

28_ Calcular a potencia requerida por dois compressores numa máquina comprimindo
amoníaco, que serve um evaporador apenas de acordo com a figura abaixo. O sistema
usa compressão em dois estágios com arrefecimento intermédio e remoção de vapor
produzido pela redução de pressão. A temperatura de condensação é de 40ºC.
Represente o processo no diagrama Pxh.

Fig

29_ Pretende-se implementar um sistema de refrigeração a um tanque de destilação, a


temperatura de evaporação de - 80ºC, 100.000 kcal/h de produção frigorífica, utilizando
os refrigerantes R22 e R13. No evaporador-condensador verifica-se um salto térmico de
10ºC, sendo a temperatura de condensação de 30ºC. No final da compressão de baixa,
há vapor sobreaquecido de R13 a temperatura de 7ºC. Determine:
a) A potencia consumida
b) COP da instalação
c) Represente o sistema no diagrama Pxh.

Fig.
30_ Um sistema de refrigeração por comprssão de vapor que opera com R717. A vazão
mássica do sistema operando em condições de regime permanente é de 6 kg/min, o
refrigerante entra no compressor como vapor saturado a 0,2 bar, e sai a 15 bar.
Assumindo que o compressor tem um rendimento iso-entrópico de 70%, o condensador
é do tipo de alhetado, arrefecido com ar ambiente. Na saída do condensador o
refrigerante está como líquido saturado, a temperatura da câmara frigorífica é de - 30ºC
e a temperatura ambiente é 34ºC. Considere que as trocas de calor no sistema ocorram
somente no evaporador e no condensador, e que a evaporação e condensação ocorram
sob pressão constante. Pede-se:
a) Apresente os processos termodinâmicos do ciclo nos diagramas Pxh e TxS.
b) A eficiência de Carnot deste ciclo.
c) A capacidade de refrigeração do ciclo.
d) A relação de compressão da instalação.
e) A pressão intermédia e a temperatura de saturação correspondente.
f) Coeficiente de efeito frigorífico.
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

g) Efeito frigorífico útil.


h) b) Calor eliminado no condensador.
i) c) Calor sensível no condensado
j) d) Calor da compressão
k) f) A perda
l) g) Calor latente no condensador
m) h) Calor latente de vaporização
n) i) Calor total do condensador.
o) k) O título, o volume, a entropia do ponto 4.
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SISTEMAS DE COGERAÇÃO: PRINCÍPIOS E TIPOS: VAPOR, GÁS, DIESEL;


CICLO COMBINADO; RENDIMENTO; SISTEMAS DE “DISTRICT
HEATING” E MICRO-GERAÇÃO.

INTRODUÇÃO

A partir da década de 70, o mundo tomou consciência de que os recursos energéticos


são finitos e de que uma politica de racionalização da utilização da energia seria
necessária e com as crises internacional do petróleo e a elevação exagerada dos preços
do petróleo que tem atingidos todos os países, programas de racionalização do uso da
energia começaram a ser elaborados. Consequentemente, muitos países criaram seus
programas de conservação de visando diminuir o consumo e a dependência do petróleo
importado e, também, combater o desperdício de energia. A cogeração se encaixou
perfeitamente nesta nova visão, já que seu processamento apresenta óptima eficiência e
com produção de energia eléctrica confiável e de baixo custo.

DEFINIÇÃO.

A cogeração é o processo de produção simultânea e sequencial de energia útil, como a


energia eléctrica, mecânica e a térmica, a partir de uma fonte de combustível, tal como
os derivados de petróleo, o gás natural o carvão ou a biomassa (madeira, bagaço de cana
de açúcar, etc.). Neste processo, busca-se maximizar os rendimentos da produção de
energia.
O calor produzido pode ser utilizado directamente no processo industrial, bem como
recuperado e convertido para utilização em aquecimento de espaços, aquecimento de
água e em chillers de absorção para produção de frio (trigeração),

HISTORIAL DA COGERAÇÃO

O conceito de cogeração não é novo, contrariamente ao que se poderia imaginar. Ele é


muito antigo e há mais de um século que as indústrias na Europa usam o rejeito térmico
das centrais termelétricas para diversas finalidades e, posteriormente, esse conceito se
estendeu aos Estados Unidos. As redes de distribuição de eletricidade naquela época
eram limitadas e não podiam atender as necessidades da indústria. Nos EUA a
cogeração representava cerca de 50% da energia produzida em 1900. Com o aumento de
centrais térmicas e a ampliação das redes de distribuição, a cogeração reduziu sua
participação para memos de 4% en 1970.

Os primeiros sistemas de cogeração conhecidos datam de meados de 1870, realizados


por máquinas a vapor de eixo alternativo acopladas a geradores eléctricos. No entanto, a
partir da década de 40, com o desenvolvimento de novas tecnologias, novos conceitos
de cogeração e interligação de sistemas eléctricos surgiram.

2› TIPOS DE SISTEMAS DE COGERAÇÃO

Os sistemas de cogeração são classificados em dois grandes grupos: Topping System ou


Bottoming System, dependendo do que é produzido primeiro: calor ou trabalho. Mas
antes de classificar os tipos de cogeração, se faz necessário classificar os tipos de ciclos
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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

termodinâmicos existentes. Isto porque nesta descrição dos tipos de ciclos, descrevemos
o ciclo o combinado que pode ser usando na cogeração utilizando, simultaneamente, as
configurações Topping System e Bottoming.

TIPOS DE CICLOS

Os tipos principais de ciclos termodinâmicos para configurações de centrais de


cogeração utilizando turbinas e caldeiras, são: Ciclo Rankine (Ciclo de vapor ); Ciclo
Brayton (Ciclo da Turbina a gás); Ciclo Diesel e Ciclo de Combinado.

a) Ciclo Rankine

Este ciclo é também conhecido como ciclo de vapor, e baseia-se no aproveitamento


térmico de um combustível para a produção de vapor. Normalmente o ciclo utiliza-se
uma caldeira, uma turbina a vapor, uma bomba e um condensador. Para aumentar a
eficiência do ciclo, foi criada uma outra configuração que utiliza o vapor reaquecido em
sua operação.

b) Ciclo Brayton

É o ciclo conhecido como ciclo de turbina a gás. Neste ciclo, o conjunto de geradores é
acoplado a três equipamentos principais: compressor, câmera de combustão e turbina a
gás. O ar é aspirado pelo compressor e depois é enviado para câmera de combustão da
turbina, onde é misturado com gás natuarl (o combustível utilizado).
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c) Ciclo Diesel

O ciclo diesel tem elevada produção electromecânica e baixa capacidade de produção


térmica (água e ar quente). Tradicionalmente, o ciclo diesel é utilizado em motores de
grandes potências, grandes dimensões e de poucas rotações por minutos. O mesmo é
utilizado, por exemplos, em embarcações marítimas, locomotivas, caminhões e
geradores.

d) Ciclo combinado

O ciclo combinado é a associação em série dos ciclos Brayton e Rankine. A


configuração mais utilizada do ciclo combinado é aquela em que se acoplam turbinas a
gás com caldeiras de recuperação (como unidade superior – Topping) e turbinas a vapor
( como unidade inferior – Bottoming) , ou seja consiste em dois ou mais ciclos,
arranjados de forma que um ciclo possa reaproveitar calor rejeitado de outro,
melhorando o desempenho do conjunto. Classicamente, o primeiro ciclo é o ciclo
Brayton, que gera a maior parte da energia na turbina a gás.

Fig 4: Ciclo combinado básico


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Disciplina: Máquinas, motores térmicos, e hidráulica. Prof: Fortunato Figueira

Tecnologias convencionais:
› Turbinas a gás;
› Motores alternativos ou de combustão interna (explosão e de ignição por compressão);
› Turbinas de vapor de contra - pressão;
Tecnologias emergentes:
› Microturbinas;
› Pilhas de Combustível

Tecnologias convencionais

Nas centrais termoeléctricas convencionais (a carvão ou a fuel), a conversão de energia


faz-se de acordo com o ciclo de Rankine, em que o fluído de trabalho (água) muda de
fase ao longo do ciclo termodinâmico. Existem outros equipamentos de conversão,
designadamente motores de explosão, motores diesel, turbinas a

CONCLUSÃO

Um sistema de cogeração, bem explorado e optimizado, é um sistema mais sustentável:


Ambientalmente mais limpo, com menores emissões de gases e consumos de
combustíveis; Economicamente mais eficiente, com menor custo de combustível; e
Socialmente mais equilibrado.

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