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ÍNDICE

INTRODUÇÃO.................................................................................................................2
LUTA CONTRA CONTAMINAÇÃO DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS.................3
Doença infecciosa..............................................................................................................3
Infecção.............................................................................................................................3
Patogenicidade...................................................................................................................3
OMS NA LUTA CONTRA CONTAMINAÇÃO DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS.4
Atividade...........................................................................................................................4
Regulamentos....................................................................................................................5
Pesquisa.............................................................................................................................5
DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS EMERGENTES E REEMERGENTES.......................5
Emergentes........................................................................................................................5
Reemergentes....................................................................................................................6
COMO SE PREVENIR DE DOENÇAS VIRAIS............................................................6
Conhecimento....................................................................................................................6
Dicas para evitar doenças transmissíveis..........................................................................6
CONCLUSÃO...................................................................................................................7
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................8
INTRODUÇÃO

Doenças “antigas”, como a Cólera e a Dengue, ressurgiram e endemias


importantes, como a Tuberculose e as meningites persistem, fazendo com que esse
grupo de doenças continue representando um importante problema de saúde pública,
inclusive em países desenvolvidos. Esse cenário reflete as transformações sociais
ocorridas a partir da década de setenta, caracterizadas pela urbanização acelerada,
migração, alterações ambientais e facilidades de comunicação entre continentes, países
e regiões, entre outros fatores que contribuíram para o delineamento do atual perfil
epidemiológico da luta contra contaminação de doenças transmissíveis em todo o
mundo.

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LUTA CONTRA CONTAMINAÇÃO DE DOENÇAS
TRANSMISSÍVEIS
Doença infecciosa
Na Medicina, uma doença infecciosa, doença infeciosa ou doença transmissível
é uma doença ou distúrbio de funções orgânicas, causada por um agente infeccioso ou
ou as suas toxinas através da transmissão desse agente ou seus produtos, do reservatório
de uma pessoa ou animal infectado indiretamente, por meio de hospedeiro intermediário
vegetal ou animal, por meio de um vetor, ou através do meio ambiente inanimado.
Essencialmente é qualquer doença causada por um agente patogênico (como
priões, vírus, rickettsias, bactérias, fungos e também parasitas), em contraste com causas
externas ou físicas (por exemplo: acidentes queimadura, intoxicação por substâncias
químicas. Observa também que sabe-se cada vez mais sobre o papel dos agentes
infecciosos como causadores de doenças anteriormente consideradas como não
infecciosas, a exemplo do Helicobacter pylori como causador da úlcera péptica, tida
como psicossomáticas, e vírus tais como, o papilomavírus humano e o herpesvírus
(HHV8) associados à doenças neoplásicas como o câncer de colo uterino e o sarcoma de
Kaposi, respectivamente.
Infecção
A infecção é a penetração e desenvolvimento de um agente infeccioso (ver
exemplos) no organismo do homem ou animal. Benenson o.c. ressalta que infeccção
não é sinônimo de doença infecciosa sobretudo pelo possibilidade se ser inaparente, ou
seja existe a presença de infecção num hospedeiro sem o aparecimento de sinais ou
sintomas clínicos, sendo detectada apenas por métodos de laboratório.
Observe-se porém que a infeção inaparente ou subclínica não corresponde à fase
pré clínica da história natural da doença. O período de incubação é o tempo
compreendido entre a deposição do patógeno sobre o hospedeiro e o aparecimento do
sintoma, o sintoma, nesse contexto, refere-se à exteriorização da doença observável a
olho nu.[4] Em epidemiologia, a importância do período de incubação deve-se ao fato
de a quantificação da doença basear-se, via de regra, em sintomas visíveis ou casos
clínicos definidos, comprovados ou suspeitos.
Patogenicidade
A patogenicidade é capacidade que um agente infeccioso tem de produzir a
doença num hospedeiro susceptível. Esta capacidade depende tanto do poder invasivo
ou virulência deste agente como da resistência e susceptibilidade do hospedeiro. O grau
de patogenicidade ou virulência deve ser distinguido da capacidade invasiva do agente,
sua capacidade de espalhar-se e disseminar-se no corpo, a exemplo do Clostridium
tetani altamente patogênico, graças a sua endotoxina mas com limitada capacidade
invasiva na pele integra (os esporos do tétano são introduzidos no corpo através de
ferimentos.

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Alguns autores consideram a letalidade como expressão da virulência, esta
corresponde portanto à magnitude ou grau da patologia enquanto a patogenicidade é a
capacidade de um agente infeccioso produzir a doença num hospedeiro susceptível.
Pier na 15ª edição do "Harrison: Medicina Interna" define a virulência como a
medida da capacidade de um microrganismo causar a doença em função dos fatores
patogênicos microbianos no processo que compreende alguns estágios desde: o encontro
com o micróbio; a entrada no hospedeiro; crescimento microbiano após a entrada;
evasão das defesas inatas do hospedeiro; invasão tecidual e tropismo; lesão tecidual; e
transmissão para novos hospedeiros. Ainda segundo Pier o.c. a doença é um fenômeno
complexo resultante de invasão e destruição tecidual, elaboração de toxinas e respostas
do hospedeiro. A resposta do hospedeiro envolve a resposta inflamatória do organismo
bem como sua imunidade natural e adquirida
Exemplos de doenças transmissíveis e seus agentes infectantes:
 Malária: Protozoários do género Plasmodium
 Dengue: Vírus, arbovírus da família Flaviviridae
 Fasceíte necrotizante: Bactéria do gênero Staphylococcus
 Poliomielite: Vírus Enterovirus da família Picornaviridae
 Caxumba: Vírus do gênero Paramixovírus
 Tétano: Bactéria de gênero Clostridium
 Tuberculose: Bactéria do gênero Mycobacterium
 AIDS (HIV): Vírus: do gênero Lentivirus
 Catapora: Vírus do gênero Varicela-zoster
 Ebola: Vírus do gênero Ebolavirus
 Doenças infecciosas e parasitárias no CID-10 Rev.

OMS NA LUTA CONTRA CONTAMINAÇÃO DE DOENÇAS


TRANSMISSÍVEIS

Atividade
Além de coordenar os esforços internacionais para controlar surtos de doenças,
como a malária, a tuberculose, a OMS também patrocina programas para prevenir e
tratar tais doenças. A OMS apoia o desenvolvimento e distribuição de vacinas seguras e
eficazes, diagnósticos farmacêuticos e medicamentos, como por meio do Programa
Ampliado de Imunização. Depois de mais de duas décadas de luta contra a varíola, a
OMS declarou em 1980 que a doença havia sido erradicada. A primeira doença na
história a ser erradicada pelo esforço humano. A OMS tem como objetivo erradicar a
pólio entre os próximos anos.
Regulamentos
A OMS supervisiona a implementação do Regulamento Sanitário Internacional,
e publica uma série de classificações médicas, incluindo a Classificação Estatística

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Internacional de Doenças (CID), a Classificação Internacional de Funcionalidade, a
Incapacidade e Saúde (CIF) e a Classificação Internacional de Intervenções em Saúde
(ICHI). A OMS publica regularmente um Relatório Mundial da Saúde, incluindo uma
avaliação de especialistas sobre a saúde global. Além disso, a OMS realiza diversas
campanhas de saúde - por exemplo, para aumentar o consumo de frutas e vegetais em
todo o mundo e desencoraja o uso do tabaco. Cada ano, a organização escolhe o Dia
Mundial da Saúde.
Pesquisa
OMS realiza a pesquisa em áreas sobre doenças transmissíveis, a doenças não
transmissíveis, a doenças tropicais, e outras áreas, bem como melhorar o acesso à
pesquisa em saúde e à literatura em países em desenvolvimento, como através da rede
HINARI. A organização conta com a experiência de muitos cientistas de renome
mundial, como o Comitê de Especialistas da OMS sobre Padronização Biológica, o
Comitê de Especialistas da OMS para a Hanseníase e o Grupo de Estudos sobre
Educação Interprofissional & Prática Colaborativa.
A OMS faz várias pesquisas em diversos países, em uma delas entrevistou 308
mil pessoas com 18 anos, 81 000 pessoas com idade entre 18-50 anos de 70 países,
conhecido como Study on Global Ageing and Adult Health (SAGE)[15][16] e a WHO
Quality of Life Instrument (WHOQOL). A OMS também trabalhou em iniciativas
globais como a Global Initiative for Emergency and Essential Surgical Care a
Guidelines for Essential Trauma Care focado no acesso das pessoas às cirurgias. Safe
Surgery Saves Lives sobre a segurança do paciente em tratamento cirúrgico.

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS EMERGENTES E


REEMERGENTES
Emergentes
Quando se usa o termo doença emergente, usualmente, refere-se a uma doença
infecciosa. É definido como sendo uma doença nova ou que foi recentemente
identificada (ou ainda uma doença conhecida cujos padrões do microrganismo se
modificaram) e, ao mesmo tempo, com um repentino aparecimento de casos.
Um bom exemplo é vírus Ebola que causa a febre hemorrágica em humanos e
foi inicialmente identificado em 1976, na África. O microrganismo só infectava
animais, mas passou a afetar também os homens. Ocorreram vários ressurgimentos do
vírus Ebola: 1979, 1995, 96, 2001, 2007 e o maior de todos em 2014 na África oriental.
Recentemente (2018), foi identificado um novo surto no Congo.
Reemergentes
Doenças reemergente: é a doença infecciosa conhecida (e geralmente
controlada), que por algum motivo mudou o seu padrão epidemiológico, tendo como

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consequência, um aumento repentino de casos. Um bom exemplo é a tuberculose pós-
HIV (mundialmente) e a ressurgência da dengue no Brasil.
O desenvolvimento tecnológico e as melhorias no atendimento à saúde
proporcionaram o aumento da expectativa de vida e também o controle de muitas
doenças infecciosas. Não há dúvida dos benefícios da descoberta dos antibióticos, mas o
seu uso indiscriminado e muitas vezes, mal indicado, favoreceu a seleção de cepas de
microrganismos resistentes. O homem e os microrganismos fazem parte de um
ecossistema complexo, intrincado e com múltiplas variáveis. Certas alterações podem
criar condições que inibem ou beneficiam a transmissão dos microrganismos entre os
humanos, ou favorecem a seleção de populações mais virulentas, ou mais resistentes ao
uso de medicamentos.

COMO SE PREVENIR DE DOENÇAS VIRAIS


Conhecimento
Para saber como se prevenir de doenças virais, é fundamental conhecer como as
viroses são transmitidas. A dengue, por exemplo, é transmitida pela picada de um
mosquito. Prevenir-se de doenças transmissíveis não é uma tarefa fácil, uma vez que
existem diversos vírus, os quais podem ser transmitidos de diferentes formas.
Entretanto, algumas doenças relativamente comuns podem ser evitadas com medidas
bastante simples. Muitas das doenças causadas por vírus são transmitidas por meio do
contato com secreções ou gotículas de saliva.
Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados.
Algumas recomendações gerais podem ser adotadas para a prevenção de doenças
causadas por vírus.
Dicas para evitar doenças transmissíveis
 Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao
banheiro.Não compartilhar copos e talheres
 Lavar sempre os alimentos, dando atenção especial àqueles que serão
consumidos in natura.
 Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.
 Utilizar camisinha em todas as relações sexuais para se prevenir de infecções
transmitidas por meio da relação sexual, como a infecção por HIV.
 Utilizar repelentes em áreas com grande quantidade de mosquitos, dando
atenção especial às regiões que apresentam mosquitos Aedes aegypti.
 Vacinar-se obedecendo às orientações dos calendários de vacinação. Uma
grande variedade de doenças pode ser prevenida com a vacina, como a gripe,
raiva, sarampo e catapora.
 Evitar aglomerações de pessoas em épocas de surtos de determinadas doenças.
Em surtos de gripe, por exemplo, deve-se evitar locais fechados e com muitas
pessoas.

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CONCLUSÃO

Concluímos que a melhoria da qualidade da assistência médica, principalmente


no que diz respeito ao correto diagnóstico e tratamento dos pacientes, associada ao
encaminhamento e adoção das medidas de controle indicadas em tempo hábil,
desempenham importante papel na redução de uma série de doenças infecciosas e
parasitárias. Para enfrentar esse quadro, ressalta-se que o papel da sociedade na luta
contra doenças transmissíveis interage a integração integração das ações de controle
com a atenção básica, através da adequada incorporação das rotinas de prevenção e
controle nas equipes de saúde da família, respeitando-se as especificidades referentes à
atuação de cada profissional envolvido nessas equipes. Nessa perspectiva, o principal
propósito deste tema é divulgar e despertar para os profissionais de saúde, em especial
os médicos, orientações sintéticas das estratégias que devem ser adotadas como
contribuição para o controle desse processo no mundo.

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

«infecciosa». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Priberam Informática


BENENSON, Abram S. (Ed.) Controle das doenças transmissíveis no homem (Public.
Científica nº 442). México: OPAS/OMS, 1983 MADOFF, Lawrence C.; KASPER,
Denis L. Introdução à doenças infecciosas: interação hospedeiro parasito. in: Harrison,
Medicina Interna, 15ª Edição. RJ: McGraw-Hill, 2001 p.811 BERGAMIN FILHO,
ARMANDO; AMORIM, LILIAN. Doenças com período de incubação variável em
função da fenologia do hospedeiro. Fitopatol. bras., Brasília , v. 27, n. 6, p. 561-
565,Nov.Availablefrom<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S010041582002000600001&lng=en&nrm=iso>. access on 17
Mar. 2020.https://doi.org/10.1590/S0100-41582002000600001. PETERSDORF, Robert
G. Introdução às doenças infecciosas. in Harrison, Medicina Interna, 8ª Edição. RJ:
Guanabara Koogan, 1980 p.753-760 PIER, Gerald B. Mecanismos moleculares da
patogenia microbiana. in Harrison, Medicina Interna, 15ª Edição. RJ: McGraw-Hill,
2001 p.815-823.

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