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METODOLOGIA DO

ENSINO DE
GEOGRAFA
Profª. Me. Priscilla Campiolo Manesco Paixão
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UNIDADE IV - REPRESENTAÇÕES
CARTOGRÁFICAS: MAPAS,
ESCALAS E MAQUETES
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito de cartografia para
aplicá-la na prática docente.
• Destacar a leitura e produção de mapas, bem
como suas especificidades.
• Identificar as etapas de desenvolvimento espacial
das crianças segundo a proposta de Piaget.
• Reconhecer a importância da construção de
maquetes como simbolização da realidade pelas
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crianças dos anos iniciais do Ensino
Fundamental.
UNIDADE IV - REPRESENTAÇÕES
CARTOGRÁFICAS: MAPAS,
ESCALAS E MAQUETES
PLANO DE ESTUDO

• Cartografia
• A Leitura dos Mapas
• As Escalas: entendendo as Reduções
• Os Mapas Mentais
• As Maquetes

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Atividade com Maquete
A CARTOGRAFIA

• Cartografia é o conjunto de estudos e operações lógico-


matemáticas, técnicas e artes que constrói mapas, cartas,
plantas e outras formas de representação, através de
observações diretas, investigações de documentos e
levantamento de dados.

• Sendo assim, a cartografia é considerada uma ciência, pela


representação precisa e utilização dos seus produtos como
documentos sobre o espaço representado; uma técnica, por
combinar metodologias e ferramentas para elaboração das
representações e; uma arte, por utilizar diferentes formas de
desenho e manifestações gráficas (DIAS, 2009, p. 3). 4
A CARTOGRAFIA

•A cartografia enquanto uma linguagem vem se


desenvolvendo desde a pré-história.
•O mapa já era utilizado pelos homens primitivos
para expressar seus deslocamentos e registrar as
informações quanto as possibilidades de caça.
•Por meio dessa linguagem é possível sintetizar
informações, expressar conhecimentos, dedicar-se
às explorações por terras e lugares desconhecidos,
com o intuito de envolver a ideia da produção do
espaço, sua organização e distribuição. 5
A CARTOGRAFIA
•As formas mais usuais de se trabalhar a
linguagem cartográfica na escola é por meio
de situações nas quais os alunos têm de
colorir mapas, copiá-los, escrever os nomes
de rios ou cidades, memorizar as
informações neles representadas.
•Esse tratamento não garante que eles
construam os conhecimentos necessários,
tanto para ler mapas quanto para
representar o espaço geográfico. 6
A CARTOGRAFIA

• A escola deve criar oportunidades


para que os alunos construam
conhecimentos sobre a linguagem
cartográfica em dois sentidos:
• Como pessoas que representam
e codificam o espaço.
• E como leitores das informações
expressas por ela.
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A CARTOGRAFIA
•A linguagem cartográfica tem uma função
social.
•A situação caracteriza-se dessa forma quando
há alguma informação espacial sendo
representada e comunicada para algum
interlocutor dentro de um contexto social.
•A compreensão e a utilização cartográfica
criam possibilidades aos alunos para
comunicar e analisar informações, sobretudo,
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contribui para a estruturação da noção espacial
abrangente e complexa.
A LEITURA DE MAPAS

•Mapa é uma representação codificada de um


espaço real.
•É possível chamá-lo de um modelo de
comunicação.
•A informação é transmitida por meio de uma
linguagem cartográfica que se utiliza de três
elementos básicos:
•Sistema de signos;
•Redução e;
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•Projeção.
A LEITURA DE MAPAS

•O início da leitura de mapas se dá pela leitura


do título, pois é a partir dele que obteremos as
informações do espaço representado no mapa,
os seus limites e todas as suas informações.
•A próxima etapa se dá pela legenda
(simbologias utilizadas para representar um
fenômeno qualquer no mapa) que pode ser de
fácil compreensão utilizando cores e símbolos
diferenciados que produzam um significado
para o leitor. 10
A LEITURA DE MAPAS

• Por último, é possível observar a escala gráfica ou


numérica para cálculo de distância, a fim de se
estabelecer comparações ou interpretações.
• Passini (1994), em sua obra Alfabetização
cartográfica e o livro didático: uma análise crítica
elabora um quadro como referência para a leitura
eficiente de Mapas, que contém quatro etapas. A
coluna (períodos de desenvolvimento) está
fundamentada nos estágios propostos por Jean
Piaget. Cada um desses estágios é uma forma de
evolução. Observe: 11
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A LEITURA DE MAPAS

•Os símbolos mais usados são: as linhas, as cores


e o grafismo.
•As linhas podem ser lineares e isorritmas.
•As linhas lineares servem para representar
fenômenos contínuos, tais como: rodovias,
estradas, rios, córregos, fronteiras etc.
•As linhas Issoritmas são aquelas que unem
pontos de um local em que determinado fenômeno
tem intensidade igual. Uma das mais utilizadas é a
isoípsa, que interliga pontos de mesma altitude; é
também conhecida como curva de nível. 13
A LEITURA DE MAPAS

•As cores são utilizadas na representação


de fenômenos de intensidade variável, tais
como, zonas de diferentes altitudes ou
profundidade.
•Essas cores são
convencionadas
internacionalmente e
utilizadas por todos
os países. 14
AS ESCALAS: ENTENDENDO
AS REDUÇÕES
•Os mapas são resultados de uma redução
proporcional da realidade.
•Nesse sentido, são as escalas que
estabelecem quantas vezes o espaço real
sofreu redução.

•ESCALA de 1:100 – Lê-se um por cem. Todas as


medidas foram reduzidas 100 vezes. Cada
centímetro no mapa tem equivalência a 100
centímetros na realidade. Trata-se de uma escala15
grande podendo retratar detalhes de imóveis.
AS ESCALAS: ENTENDENDO
AS REDUÇÕES
•Compreender a redução é saber o que
significa, por exemplo, a distância de 1,5
centímetros entre São Paulo e Brasília e
poder concluir se ela é pequena ou grande,
se as localidades estão distantes ou
próximas entre si.
•Apenas um trabalho gradativo desenvolve
na criança a noção de escala, mas a
nomenclatura correta é usada desde o
início: escala e não tamanho. 16
AS ESCALAS: ENTENDENDO
AS REDUÇÕES
•O professor pode sugerir algumas atividades
que auxiliarão os alunos no processo de
aquisição gradativa da noção de escala.
•Por exemplo, ppode solicitar que os alunos
tragam fotos e, em grupos verifiquem as
diferenças de tamanhos dessas fotos, assim
com as das pessoas, paisagens, objetos etc.
•Essa atividade possibilita a construção da
noção intuitiva de escala. 17
OS MAPAS MENTAIS

•A cartografia enquanto arte apresenta


elementos estéticos e necessita de
distribuição de forma organizada dos seus
elementos, como, por exemplo: símbolos,
traços, letras, legendas, margem, títulos,
e cores que devem estar em harmonia e
de acordo com a sua especificação.

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OS MAPAS MENTAIS

•De acordo com Simielli (2004), a ideia é


educar os alunos nos anos iniciais do Ensino
Fundamental para a visão cartográfica, para
isso é necessário aproveitar o interesse natural
das crianças pelas imagens.

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OS MAPAS MENTAIS
• Para alcançar esse objetivo é preciso
oferecer diversos recursos visuais tais como
fotos, desenhos, plantas, maquetes, fotos,
mapas, imagens de satélites, tabelas, figuras,
jogos e representações feitas pelas crianças,
dando inicio a uma linguagem visual.
• Esses recursos devem ser aprofundados de
forma crescente acompanhando ao mesmo
tempo o conteúdo da Geografia e o
desenvolvimento natural da criança. 20
OS MAPAS MENTAIS
•De acordo com Oliveira (2011, p.1), os mapas
mentais são representações do vivido, são os
mapas que trocamos ao longo de nossa história
com os lugares experienciados.

•No mapa mental, a representação do saber


percebido, o lugar se apresenta tal qual como
ele é, com sua forma, históricas concretas e
simbólicas, cujo imaginário é reconhecido como
uma forma de apreensão do lugar. 21
OS MAPAS MENTAIS
•Consideramos que os seus desenhos são
o ponto de partida para explorar o
conhecimento que têm da realidade e dos
fenômenos que querem representar.
•Esses desenhos são considerados
representações gráficas ou mapas mentais
elaborados a partir da memória, não
havendo necessidade de utilizar as
convenções cartográficas.
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AS MAQUETES

•Na passagem do tridimensional para a


representação bidimensional, o professor
poderá trabalhar, inicialmente, com a
construção de uma maquete da sala de aula,
empregando sucata e uma caixa de papelão.
• Nessa atividade, ele irá trabalhar com a
escala intuitiva, ou seja, a percepção do que é
maior ou menor, de modo que as carteiras
não fiquem menores que o cesto de lixo. 23
AS MAQUETES

•Segundo Piaget, é fundamental a criança


construir símbolos por meio da relação
significante-significado, para então atribuir
significações a futuras leituras
cartográficas.
•O significante é o traço, o desenho, a
representação cartográfica.
•O significado é o conteúdo do desenho. No
caso do mapa o conteúdo é o espaço. 24
METODOLOGIA DO
ENSINO DE
GEOGRAFIA
Prof.ª Me. Priscilla C. M. Paixão
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