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UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO PROF JOSÉ DE SOUZA HERDY

ISA CRISTINA DE FIGUEIREDO

1701286

ATIVIDADE ONLINE DE FINANÇAS PÚBLICAS

DUQUE DE CAXIAS

2021
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1 INTRODUÇÃO

Podemos dizer que o orçamento público é a principal ferramenta de gestão


que a administração pública possui, possibilitando à mesma a organização e
direcionamento de todos os seus recursos financeiros. Além de sua função
estratégica, temos que o orçamento público possui também uma função de controlar
os gastos públicos, através da utilização de ferramentas cada vez mais inovadoras
existentes dentro da Contabilidade Orçamentária (CONTI, 2010).

A elaboração do orçamento público se utiliza de todas as linhas de


conhecimento propostas pela contabilidade orçamentária, onde suas premissas
devem obrigatoriamente seguir as premissas previstas pela Lei nº 4.320, de 17 de
março de 1964. Nesse tipo de orçamento, o objetivo do mesmo é estimar as receitas
e fixar as despesas, numa forma de garantir que os recursos financeiros sejam
suficientes para o funcionamento de toda a estrutura da administração pública, nos
âmbitos federal, estadual e municipal. Uma particularidade do orçamento público em
relação á contabilidade orçamentária é que uma determinada despesa somente
pode ser realizada se a mesma foi prevista anteriormente no orçamento ou se sua
inclusão for aprovada pelo poder legislativo (ALBUQUERQUE; MEDEIROS; FEIJÓ,
2013).

Para possibilitar o sucesso financeiro de uma organização, o orçamento deve


ser direcionado por um ciclo de vida. O ciclo orçamentário permite à organização
absorver e responder a novas informações e, portanto, permite que o órgão executor
do orçamento seja compromissado perante suas ações. Embora os sistemas
orçamentários existentes não apresentem as características necessárias para se
garantir a adesão a este princípio de responsabilidade, os conceitos que o norteiam
sustentam o argumento de que a organização do ciclo orçamentário em etapas pode
contribuir para que a organização alcance e mantenha um sistema orçamentário
equilibrado e eficiente (REDIVO, 2010).

Sendo assim, este estudo tem como objetivo realizar análises acerca das
possibilidades que o orçamento público dispõe para atender suas demandas de
atendimento junto à economia e ao bem-estar da sociedade. Para tanto, serão feitas
considerações sobre cenários hipotéticos determinados para análise por parte da
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universidade, onde para os mesmos todos os conhecimentos acerca do orçamento e


finanças públicas se fazem necessários para seu pleno atendimento.

2 DESENVOLVIMENTO

Considerando a divisão clássica das Finanças Públicas entre Despesa,


Receita, Orçamento e Empréstimo (ou Crédito Público), responda como o governo
deve proceder diante dos seguintes itens, com vistas a desempenhar suas funções e
atingir as metas anteriormente citadas.

2.1 QUESTÃO 01

PROBLEMA:

Aumento da demanda por bens e serviços públicos como lazer, educação,


medicina, seja pelo aumento da renda, seja pelo contrário, quando as famílias em
função de diminuição nos rendimentos, substituem itens antes adquiridos na
iniciativa privada pelos oferecidos pela esfera pública.

SOLUÇÃO:

As ações do governo perante a estas eventualidades devem verificar se o


aumento de demanda impactará diretamente nos valores orçamentários previstos
pela LOA. Isso é feito através da análise do valor total orçado para cada uma das
pastas administrativas frente aos valores já executados. Caso a tendência de gastos
que supere os valores orçamentários previamente estipulados, será necessária a
análise das suplementações orçamentárias que cada pasta disponibiliza. No
entanto, tal disponibilidade deve respeitar o percentual previsto pela legislação.
Caso a suplementação orçamentária não seja suficiente para realocar as previsões
de despesas identificadas para tal cenário, mostra-se indispensável a solicitação de
créditos suplementares por parte do poder executivo junto ao poder legislativo.

2.2 QUESTÃO 02

PROBLEMA:

Mudanças tecnológicas e populacionais que resultam num aumento pela


demanda por infraestrutura, como rodovias, que são realizações basicamente
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estatais e no caso da população, o envelhecimento, por exemplo, demandará


governos preocupados com as cidades que precisam ser “amigas dos idosos”.

SOLUÇÃO:

Investimentos em infraestrutura, dentro da realidade orçamentária do poder


público, se configura como um gasto que é realizado normalmente via a realização
de empréstimos. Mesmo que os gasto com infraestrutura sejam previstos na LOA,
os mesmos devem ser realizados sem comprometer o caixa da administração
pública, visto que o mesmo deve ser priorizado para a garantia dos serviços básicos
da população. Assim, esses empréstimos devem ser previstos no orçamento e
podem ser ofertados tanto pela iniciativa privada quanto pelo próprio poder público,
seja através de seus bancos ou pela emissão de títulos públicos.

2.3 QUESTÃO 03

PROBLEMA:

Mudanças na Previdência Social que precisará ser revista a despeito do


envelhecimento da população, e das condições positivas que os idosos apresentam
hoje em termos de saúde.

SOLUÇÃO:

Diante do modelo de Previdência Social adotado pelo Brasil, percebe-se que


ele apresenta insustentabilidade de seus gastos, totalizando déficits anuais que, com
o envelhecimento da população, tendem a ser cada vez maiores. No entanto, diante
das premissas constitucionais, o estado brasileiro deve garantir a seguridade social
para toda a população. Sendo assim, como forma de cobrir os gastos
previdenciários, o governo deve solicitar a aprovação de créditos suplementares e
de empréstimos, para assim garantir que o caixa público esteja disponível para
atender às ações de execução imediata nas áreas de saúde e educação, conforme
determina a legislação. No entanto, os altos valores desprendidos para a cobertura
da Previdência Social aumentam de forma significativa a Dívida Pública.

2.4 QUESTÃO 04

PROBLEMA:
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Combate à inflação para que a recessão não se instale e não reduza o poder
de compra da população e não gere instabilidade.

SOLUÇÃO:

Como forma de garantir a minimização dos impactos causados pelos


aumentos dos preços de mercado, o governo pode agir (dentro de suas atribuições
legais) através da redução de impostos. A princípio, esta ação se mostra coerente e
viável. No entanto, a mesma pode resultar em recusa de receitas ou mesmo na
diminuição da arrecadação, o que acaba impactando diretamente no fornecimento
de serviços obrigatórios do governo. Sendo assim, paralelamente a esta
possibilidade, o governo pode oferecer incentivos fiscais às empresas ou mesmo
linhas de crédito a juros menores, para garantir a liquidez do mercado e, assim,
diminuir os riscos de aumento dos preços. Como última alternativa, o governo
poderia aumentar o valor da taxa SELIC, onde tal atuação seria mais incisiva e com
impactos inesperados.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante das grandes exigências que vem sendo feitas à administração pública,
em relação a uma estrutura administrativa e operacional que proporcione eficiência e
qualidade em seus serviços, temos que o planejamento orçamentário se apresenta
como uma excelente ferramenta capaz de proporcionar os resultados almejados.

Com isso, percebemos que o poder público vem buscando a aplicação dos
conceitos inerentes ao ciclo orçamentário para que suas demandas possam ser
efetivamente atendidas. Conforme proposto neste estudo, o planejamento
orçamentário se mostrou uma ferramenta de extrema eficiência para a organização
das atividades da administração pública, pois segundo ele se torna possível mapear
todas as variáveis inerentes ao seu processo administrativo e operacional e propor
as soluções que se fazem necessárias.

É através do planejamento orçamentário que as organizações se tornam


capazes de avaliar todos os tipos de riscos e de oportunidades que podem envolver
suas atividades, propiciando às mesmas requisitos para a elaboração das
estratégias a serem tomadas para que sejam solucionados os problemas
identificados no âmbito financeiro e operacional.

Conforme tudo o que foi exposto neste estudo, as organizações não devem
somente se preocupar com suas projeções futuras, mas também trabalhar com as
situações presentes dentro de uma política participativa e compromissada de todos
os envolvidos na administração pública.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBUQUERQUE, C.; MEDEIROS, M.; FEIJÓ, P. H. Gestão de Finanças Públicas:


Fundamentos e Práticas de Planejamento, Orçamento e Administração Financeira
com responsabilidade Fiscal. Brasília: Gestão Pública, 2013.

CONTI, J. M. Orçamentos públicos: A Lei 4.320 comentada. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2010.

REDIVO, S. Análise do Ciclo Orçamentário no INPE. Trabalho de Conclusão de


Curso (Pós-Graduação lato sensu em Gestão Estratégica da Ciência e Tecnologia
em IPP’s), Programa FGV in company, São Paulo, São José dos Campos, 2010.

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