Você está na página 1de 44

AULA 1

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AUDITORIA

Não se pode falar de auditoria sem ligar esta a contabilidade, pois estão directamente
relacionados, uma vez que os processos de verificação da legitimidade dos factos
económicos e financeiros, considerados pela auditoria estão vinculados na
contabilidade.

A auditoria provém da contabilidade, indicado o conjunto de dados históricos que


permitem a comparação entre estas duas actividades.

O surgimento da auditoria não era conhecida, mas esta actividade acompanha o ser
humano antes da palavra existir, através do registo e conferência periódica dos bens.

Alguns citam a função de auditoria bastante antiga existindo há mais de quatro mil anos,
na Antiga Babilonia. Começou a ser exercida em trabalhos executados por associações
profissionais na Europa como Conselheiros Londrinos, Tribunais de Contas em Paris ou
ainda o Colégio Dei Raxonati e a Academia Dei Ragioneiri, Itália.

A Revolução Industrial (1756, Inglaterra) e expansão do capitalismo propiciou com


grande impulso para a profissão, devido ao surgimento das primeiras fábricas com uso
incentivo decapital e fora de controlo dos proprietários, com a consequente necessidade
de delegação de funções e actividades e atribuições de responsabilidades quanto ao uso
dos recursos produtivos e comerciais.

Isto também deveu-se a expansão do mercado e consequente concorrência em que as


entidades tiveram que investir cada vez mais antes de se manter no mercado e uma das
formas de investimentos foi o aprimoramento dos controles internos, já que estes
reduzem custos e tornam o negócio mais competitivo.

O surgimento e evolução da auditoria estão fortemente relacionados pelos factos que


marcam a história da contabilidade tendo em conta o seguinte:

 No período de 6.000 anos antes de cristo a 1202 depois do cristo


compreendendo a idade antiga através da escrituração dos factos patrimoniais
por suméricos, babilónios, egípicios, gregos, romanos e outras civilizações.
 No período de 1202 a 1494 compreende a idade média com o aparecimento de
método do registo pelas partidas dobradas de Lucas Pacioli.
 No período de 1494 com destaque para a obra do Lucas Pacioli, marcada pela
divulgação da primeira obra sem as técnicas dos registos patrimoniais tivemos a
idade moderna da contabilidade.
 No período de 1840 até hoje esta é marcada pela sistematização do
conhecimento contabilístico, tornando o em idade científica ou contemporânea.

Deste modo, apartir de 1840, a contabilidade passou a fazer parte dos princípios
científicos, acompanhado por sua vez a evolução do sistema empresarial e das
economias de mercado. Daí que houve a necessidade de se aprimorar no que se
distinguiu a entidade empresarial e seus proprietários. Nessa evolução surge a auditoria
como uma tecnologia da contabilidade, como consequência da necessidade de
confirmação dos registos contabilísticos em virtude do aparecimento de empresa.

A auditoria até ao início do séc. XXI

De Almeida (2014:7), defende que durante a inicial e mais longa fase do seu
desenvolvimento, a principal área de atuação da auditoria eram as contas públicas. A
auditoria já era utilizada pelas civilizações egípicias, grega e romana, como forma de
controlo dos oficiais aos quais eram confiados os dinheiros públicos.

Antes da Revolução industrial a aplicação da auditoria em termos comerciais não era


muito frequente.

ORIGEM DE AUDITORIA INTERNA

De acordo com alguns autores, a auditoria interna surge apartir de empresas


formalmente constituídas, e os auditores deixam de ser públicos para atender às
necessidades de suas organizações.

Os auditores internos tinham inicialmente a responsabilidade exclusiva de revisar e


conferir valores e documentos, como extensão da função dos auditores públicos, e com
a evolução das práticas comerciais e da inter-relação

QUAL É O OBJECTIVO DE AUDITORIA

Tem como principal objectivo expressar a situação operacional no uso dos recursos para
assegurar que estas representem adequadamente a posição patrimonial e financeira das
empresas, avaliando oa economicidade, eficiência e eficácia na utilização dos recursos
existentes de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites.

São várias as definições sobre a auditoria dentre elas os que a seguir mencionamos:

A auditoria é a verificação geral das contas de uma empresa para determinar sua
posição financeira, o resultado de suas operações e comunicar o resultado do exame aos
interessados.
A auditoria é exame de todos os registos contabilísticos com a finalidade de comprovar
sua exactidão, assim como informar a situação real do uso de recursos.

Auditoria é o exame de demonstrações e registos administrativos, observando a


exactidão, integridade e autencidade de tais demonstrações, registos e documentos .

Auditoria é análise, verificação, registos de documentos, livros, contas, inspecções,


obtenção de informações e confirmações internas e externas, sujeitos as normas
apropriadas de procedimentos para investigar a veracidade das demonstrações contábeis
e o cumprimento não somente das exigências fiscais como dos princípios e normas de
contabilidade e sua aplicação
uniforme.
Definição do IFAC:

Auditoria é o exame as demonstrações financeiras de uma entidade, bem como os


comprovantes e registos contabilísticos que lhes servem de suporte, realizado por um
profissional independente e qualificado, seguindo normas técnicas precisas, com
objectivo de emitir uma opinião sobre se aquelas DF’s apresentam de forma
verdadeira e apropriada a posição financeira, o resultado das operações e fluxos de
caixa da referida entidade, de acordo com um referencial de relato financeiro
reconhecido pelas associações representativas desses profissionais e pelas autoridades
supervisoras.

A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA NAS ORGANIZAÇÕES/EMPRESAS

A auditoria serve como uma ferramenta chave de gestão para atingir os objectivos
estabelecidos dentro de uma política organizacional, pois é através desta que as medidas
planeadas e traçadas são implementadas.

A auditoria serve de instrumento para dar mais valia dentro das organizações buscando
e trazendo eficiência e eficácia no desenvolvimento das suas actividades, uma vez que
estas investem em desenvolvimento tecnológico, aprimorando seus controles, reduzindo
custos, tornando mais competitivo os seus produtos, fazendo com que necessitem de um
grande volume de recursos.

Conforme Almeida (1996), com a expansão dos negócios sentiu a necessidade de dar
maior actuação as normas ou aos procedimentos internos. Isso decorreu pelo facto de
que o administrador e, em alguns casos, os proprietários das empresas, não poderiam
supervisionar pessoalmente todas as suas actividades.

No entanto, de nada valeria a implantação de quaisquer procedimentos internos sem que


houvesse um acompanhamento para verificar se os mesmos são seguidos pelos
empregados da sempresas/organizações.

Para atender `a administração das suas empresas, foi necessário auditorias periódicas,
com maior grau de profundidade, e que visasse, também ás outras áreas não
relacionadas com a contabilidade como sistema de controlo interno, administração do
pessoal etc.

RELAÇÃO DA AUDITORIA COM O CONTROLO INTERNO

Não se pode falar de auditoria sem incluir o controlo interno pois este é o factor chave
para a avaliação por parte da auditoria por ser um conjunto de procedimentos
implementados pela gestão, com o objectivo de valorar e planear a organização e todos
os métodos e medidas adoptadas numa entidade a fim de reforçar e melhorar a eficácia e
eficiência na utilização de recursos, salvaguarda da informação financeira, o
cumprimento das leis e normas contabilísticas e promover a eficácia operacional.
Existem várias definições sobre o controlo interno. Segundo a COSO o controlo interno
traz eficiência e eficácia, confiança nas demonstrações financeiras bem como a
conformidade com leis e regulamentos.

COSO- (CommitteeofSponsoringOrganizationsoftheTreadwayCommission) é uma


organização privada criada nos EUA em 1985 para prevenir e evitar fraudes nas DF’s
das empresas.

No entanto, o ISA define o controlo interno como sendo o instrumento que vem
estabelecer normas relativas a obtenção de compreensão sobre as organizações e o seu
meio ambiente do controlo estabelecendo normas e avaliar os riscos de distorção
material numa auditoria de demonstrações financeiras.

Um SCI permite uma segurança razoável na prevenção, limitação e detecção de erros e


irregularidades. A sua eficácia tem no entanto limites que devem ser ponderados no seu
estudo e avaliação.

RELAÇÃO DE AUDITORIA COM A CONTABILIDADE

A auditoria contabilística compreende o exame de documentos, livros contabilísticos,


registos, inspecções de fontes internas e externas, tudo relacionado com o património da
entidade, é por essa razão que é entendida como um ramo de contabilidade uma vez que
surgiu da necessidade de confirmação dos registos contabilísticos, em virtude do
aparecimento das grandes empresas e de taxa do imposto de renda, baseado no lucro
expresso nas demonstrações financeiras. Sua evolução ocorreu em paralelo
desenvolvimento económico com as grandes empresas formadas por capital de muitas
pessoas na Inglaterra nos anos de 1314.

A auditoria é uma das especialidades de contabilidade pois, serve de ferramenta que,


bem empregada, pode fornecer informações, corrigir e prever erros e dificultar fraudes.
Auxilia em uma efectiva administração dos recursos e, consequentemente, na melhor
obtenção de resultados em seu trabalho.

Tanto a contabilidade como a auditoria envolvem e implicam a aplicações de


julgamentos profissionais nas suas actividades.

DIFERENÇAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E EXTERNA

AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA

Tem como objecto o controlo interno Tem como objecto o controlo interno

Serve de assessoria aos órgãos de gestão, Expressa opinião sob a razoabilidade das
dando sugestões e recomendações para o DF’s.
aperfeiçoamento e eficácia do SCI.

É efectuada por um funcionário da É efectuada por um contratado e


instituição/empresa independente da instituição/empresa
Serve os interesses da instituição Serve a terceiros que precisam de
informação financeira confiável na
instituição

Incide sobre eventos futuros, avaliando os Incide sobre a exactidão e totalidade dos
controlos estabelecidos de modo a eventos históricos apresentados nas DF’s
assegurar o cumprimento dos objectivos
estabelecidos

Preocupa-se com a prevenção de fraudes Esta incidentalmente preocupado com a


e , erros. prevenção e detecção de erros e fraudes
em geral, mas está directamente
preocupado em saber se as DF’s não
apresentam erros materiais

É independente nas áreas que audita, mas É independente da administração e do


está sempre pronto para responder às conselho de gestão de facto, em termos de
necessidades dos administradores/gestores. atitude mental e ser visto como tal

Faz a revisão das actividades numa base Faz a revisão dos registos das DF’s uma
contínua, daí o profundo conhecimento do vez por ano, daí o profundo conhecimento
sistema de controlo interno. razoável do SCI

A metodologia do trabalho consiste em: A mesma

Planeamento, obtenção de evidência de


auditoria através de testes de controlos e
testes substantivos, procedimentos
analíticos, teste de amostragem e vários
tipos de evidências e por fim a emissão do
relatório.

O auditor externo pode utilizar o trabalho


do auditor interno como evidência de
auditoria (reduzindo o custo da auditoria
externa)

O relatório produzido é do consumo O relatório produzido é para o público em


interno mais para os gestores geral, gestores, accionistas e qualquer um
que precisar dessa informação

Conhecimento profundo do SCI existente Conhecimento razoável do SCI existente


na organização na organização

DEFINIÇÃO DE AUDITORIA
Auditoria Interna-de acordo com o Instituto dos Auditores Internos de Junho de 1999,
a auditoria interna é uma “actividade independente”, de segurança objectiva e de
consultoria, destinada a acrescentar valor e melhorar as suas operações das
organizações, e tem como objectivo auxiliar os membros da gestão no desempenho das
suas funções, avaliando o SCI, se esta funcionando devidamente, recomendando a
melhoria e eficácia do mesmo.

A auditoria interna é uma actividade de avaliação e de assessoria a administração,


efectuando o exame, análises, apreciações, recomendações, sugestões e informações,
relativas às actividades examinadas incluindo a promoção do controlo eficaz a custo
razoável. O auditor interno deve revelar as fraquezas, determinar as causas, avaliar as
consequências e encontrar uma solução de modo a convencer os responsáveis a agir.

FUNÇÕES DE AUDITORIA INTERNA

 Verificação preventiva e adequada contra erros, fraudes e desvios;


 Verificação dos activos e passivos da empresa;
 Exame continuo de todos os procedimentos referentes a autorização de
pagamentos;
 Exame detalhado de receitas e despesas de forma a assegurar a sua correcta
classificação e imputação;
 Colaboração com o auditor externo.

TIPOS DE AUDITORIA

Auditoria Interna:

 Financeira;
 Operacional;
 Auditoria Externa;

 Auditoria de Gestão;
 Auditoria Externa;
 Auditoria Previsional;
 Auditoria de Informática;
 Auditoria Ambiental;
 Auditorias Especiais

TIPOS DE AUDITORIA

Auditoria Interna Operacional- que tem como objectivo auditar os controlos


operacionais auditar a gestão e auditar a estratégia. O seu campo de investigação é o
conjunto do CI, pelo que a mesma se preocupa sobretudo com a eficácia das
operações e o cumprimento das políticas e, se for o caso, com a adequação das
mesma. Esta auditoria integra a auditoria dos sistemas de informação e de
organização e dos metódos de direcção (auditoria dos controlos operacionais), a
auditoria de gestão-resultados auditoria da empresa para julgar a adequação da
escolha e da oportunidade das decisões.

Tipos de ineficiências que podem ser detectadas em auditorias operacionais:

 Aquisição de bens e serviços mais onerosos para a instituição;


 Inexistência de matérias primas na produção quando são necessárias;
 Existência de duplicação de registos de produção.
 Etc.

Auditoria Interna Financeira -surge como um instrumento de apoio à gestão, devido ao


tamanho e complexidade nas operações.

É realizada por um funcionário da empresa e independente da empresa, e verifica se a


estrutura do controlo interno está devidamente concebida e opera com eficácia e
efectividade e que as DF’s apresentam razoavelmente a posição financeira.

Pode-se definir auditoria financeira como “um processo objectivo e sistemático,


efectuado por um terceiro independente, de obtenção e avaliação de prova em
relação às asserções sobre ações e eventos económicos, para verificar o grau de
correspondência entre essas asserções e os critérios estabelecidos, comunicando os
resultados aos utilizadores da informação financeira”. DE ALMEIDA (2014:3)

Auditoria Externa- exame das demonstrações financeiras, de acordo com


determinadas normas, efectuado por um profissional qualificado e independente
com o fim de expressar uma opinião sobre a razoabilidade da informação contida
nas DF’s, tendo em conta as normas e princípios em estas DF’s devem ser
apresentadas.

Auditoria de Gestão – é uma técnica de gestão que cobrem um espectro bastante


amplo de procedimentos, metódos de avaliação, políticas e tarefas sendo desenhados
para analisar, avaliar e rever o desempenho da empresa ou entidade em relação a um
conjunto de pré-determinado de standards. Tem como objectivo de verificar em que
medida é que os recursos cada vez mais escassos postos a disposição dos gestores,
estão a ser geridos e aplicados com maior eficiência, eficácia e economicidade. Por
outras palavras, a auditoria de gestão pretende medir e dar opinião sobre o
desempenho dos gestores e s/a rendibilidade.

Economicidade – Optimização dos resultados por meio da escolha do menor custo,


mantendo em um nível aceitável as despesas com aquisições e ou alocação dos
recursos humanos, financeiros ou materiais utilizados.

Eficiência – Optimização dos processos de transformação de insumos em produtos


de maneira a aproveitá-los ao máximo s/redução da qualidade. Tem haver com a
relação do custo benefício.
Eficácia- Capacidade de alcance dos objectivos das metas e das prioridades fixados
no planeamento das acções dos órgãos.

Auditoria Previsional-visa essencialmente a análise dos pressupostos, estes têm de


ser consistentes entre si e com os planos estratégicos apresentados pela
empresa/entidade, por outro lado, devem revelar todos os factores chave da
organização que são susceptíveis de materialmente afectar as operações.

Assim os trabalhos desenvolvidos na avaliação da preparação das DF’s previsionais


são equivalentes aqueles conferidos ao CI no decorrer de uma auditoria de dados
históricos, ou seja, quanto maior for a evidência do controlo efectivo na preparação
da informação, menor será o trabalho necessário para obter suportes necessários
para a opinião, devendo estes serem essenciais a análise dos pressupostos, estes tem
de ser consistentes.

Auditoria Informática-visa verificar os controlos na fase de input, processamento e


output dos dados no sistema informático. Neste âmbito, as auditorias informáticas
incidem geralmente sobre uma parte do sistema informático já em exploração
designadamente quanto ás condições em que o mesmo opera, aos procedimentos de
controlo que lhe estão associados e ao resultado da sua utilização.

Auditoria Ambiental-que tem haver com a avalição dos processos operacionais e


produtivos das empresas visando à identificação de danos ao meio ambiente e
quantificação de contigências.

No conceito moçambicano, de acordo com o Decreto nº 32/2003 de 12 de Agosto, o


objecto da auditoria ambiental avaliam os impactos provocados pelas actividades de
rotina sobre o ambiente;riscos de acidentes e os planos de contigência para a
evacuação e protecção dos trabalhadores e das população situadas na área de
influência da actividade, etc. De referir que a auditoria ambiental pode ser pública
ou privada.

Auditorias Especiais que podem ser direccionadas, quando se trata de questões


pontuais como por ex: fraudes ou falência das empresas.

DEFINIÇÃO DO CONTROLO INTERNO

O SISTEMA DE CONTROLO INTERNO – Significa todas as políticas e


procedimentos adoptados pela gestão de uma entidade que contribuam para a obtenção
dos objectivos da gestão de assegurar, tanto quanto praticável, a condução ordenada e
eficiente do seu negócio, incluindo a aderência às políticas da gestão, a salvaguarda de
activos, a prevenção e detecção de fraudes e erros, o rigor e a plenitude dos registos
contabilísticos, o cumprimento das leis e regulamentos e a preparação tempestiva da
informação financeira credível.
OBJECTIVOS DO CONTROLO INTERNO

- Salvaguarda dos activos;

- Confiança e fiabilidade da informação;

- Conformidade com políticas, normas e procedimentos;

- Eficiência operacional;

- Realização de objectivos.

TIPOS DO SISTEMAS DE CONTROLO INTERNO

Ainda na óptica do Da Costa (2000) através do (AICPA)


AmericanInstituteofCertifiedPublicAccountants, no seu “StatementonAudingProcedure
54” caracteriza o CI em 2 sentidos latos.

ADMINISTRATIVO – Significa plano de organização e os procedimentos e registos


que se relacionam com os processos de decisão e que conduzem à autorização das
transacções pelo órgão de gestão. A autorização é uma função importante sendo o ponto
de partida para as transacções as quais devem ser calculadas, classificadas, registadas,
resumidas e etc.

CONTABILÍSTICO – Significa a série de tarefas adoptadas pela gestão de uma


entidade através das quais as transacções são processadas como um meio de manter
registos financeiros. Tal sistema identifica, agrega, analisa, calcula, classifica, regista,
resume e relata transacções e outros acontecimentos.

OBJECTIVOS DE UM SISTEMA DE CONTROLO INTERNO


CONTABILÍSTICO

Validade – visa assegurar que apenas dados válidos (autorizados por ind
especificamente indicados para dar essa permissão);

Exactidão – Visa assegurar que os dados introduzidos, processados e gerados pelo


sistema contabilístico são correctos;

Valorização – Visa assegurar que os dados são devidamente valorizados nas


demonstrações financeiras;

Totalidade – Visa assegurar que todas as transacções geradas são captadas,


introduzidas e processadas na contabilidade;

Apresentação – Visa assegurar que as transacções contabilísticas são devidamente


classificadas e apresentadas nas DF’s;

Titularidade – Tudo o que regista como activo pertence a empresa;

Existência – tudo o que foi registado de facto existe;


Ocorrência e especialização do exercício- as transacções registadas, de facto
ocorreram e pertencem à empresa e estão registadas no período a que dizem respeito.

LIMITAÇÕES DO CI E AUDITORIA INTERNA

A responsabilidade sobre o SCI é da gestão/gerência, e os factores que limitam o CI


segundo o Da Costa (2000:145) e os que limitam a auditoria interna são:

Limitações do Controlo Interno Limitações de Auditoria Interna

Potencialidade de erros humanos devido Não tem qualquer autoridade sobre o SCI,
àfalta de cuidados como distracção, erros apenas avalia a execução e aconselhar
de julgamento ou má compreensão de quaisquer aperfeiçoamento ao sistema.
instruções.

Fraude envolvendo conluio entre um Não reduz nenhuma responsabilidade dos


membro da gestão ou de empregado com chefes departamentais na eficiência
terceiros. operacional dos departamentos

Falta de cultura de gestão relativamente à Não tem controlo sobre qualquer


necessidade de controlo interno departamento se não o de auditoria interna.

Relação do custo benefício Apenas avalia o SCI e recomenda sobre o


aperfeiçoamento do sistema.

Transacções pouco comuns à entidade

Risco informático

PRINCÍPIOS E MEDIDAS DE CONTROLO INTERNO

1. AUTORIZAÇÃO;
2. SEGREGAÇÃO DE FUNÇÕES;
3. CONTROLO FISICO DOS BENS;
4. CONTROLO SOBRE OS REGISTOS;
5. SUPERVISÃO DOS GESTORES.

AUTORIZAÇÃO – Indivíduos especificamente indicados devem dar permissão para


que uma transacção seja iniciada e processada;

SEGREGAÇÃO DE FUNÇÕES – Dentro da empresa, devem existir segregação de


tarefas entre pessoas responsáveis nas funções de autorização, execução, registos e
controlo físico;

CONTROLO FÍSICO DOS BENS – Devem existir adequadas medidas de controlo


físico e de acesso aos bens da empresa;
CONTROLO SOBRE OS REGISTOS – Todas as transacções que ocorrem devem ser
registadas atempadamente, a partir dos documentos contabilísticos válidos, com valores
monetários correctos, e correctamente na contabilidade;

SUPERVISÃO DOS GESTORES – Deve haver supervisão e monitoria dos gestores


da empresa de modo a assegurar que o sistema de controlo interno concebido está a
operar como esperado.

COMPONENTES DO SCI

1. AMBIENTE DE CONTROLO;
2. ACTIVIDADES DE CONTROLO;
3. CONTROLO (MONITORING);
4. AVALIAÇÃO DO RISCO;

AMBIENTE DE CONTROLO- As actividades do negócio são estruturados,


objectivos estratégicos definidos e riscos envolvidos avaliados. De referir que o
ambiente de controlo é a base dos outros componentes.
Definição do nível de influência da organização na consciência dos seus
colaboradores quanto a:

 Existência de pessoas competentes;


 Estabelecimento da integridade e valores éticos tendo em conta as
preocupações da empresa, os seus funcionários, fornecedores, etc.
 Existência de incentivos para não propiciar práticas fraudulenta;
 Existência de manual de procedimentos e guias de conduta;
 Existência de um conselho fiscal;
 Estrutura organizacional (autoridade, responsabilidade e linhas de
hierarquias apropriadas);
 Conselho de administração e existência de actas de reuniões .
ACTIVIDADES DE CONTROLO- São as políticas e procedimentos que
correspondem às acções das pessoas para implementarem as políticas, de forma a
assegurar que as directivas da gestão estejam a ser cumpridas.

Estas actividades centram-se em aprovações, autorizações, verificações,


recomendações, segurança dos bens e segregação de funções.

TIPOS DE ACTIVIDADES DE CONTROLO: Prevenção, detecção, direcção,


compensação, controlos manuais, controlos informáticos e controlos de gestão.

CONTROLO (MONITORING) – Mecanismo que asseguram que o controlo


interno continua a operar com eficácia. A combinação de avaliação continua
(gestão) auditoria interna e externa, certificando que o sistema de controlo interno
funciona em tempo oportuno. No que respeita as deficiências encontradas durante a
avaliação, estas são analisadas em tempo útil para acções correctivas.
AVALIAÇÃO DO RISCO – Identificação, avaliação e gestão adequada dos riscos
que afectam a empresa em termos de: sobrevivência, concorrência competitiva,
manutenção da posição financeira, manutenção dos seus produtos. É aconselhável
que se faça a estimativa do impacto do risco e avaliar a probabilidade da sua
ocorrência.

Os riscos podem ser de factores externos como: Políticos, económicos, sociais,


tecnológicos e catástrofes naturais.

Factores internos: competência dos gestores, inexistência de recursos, deficiente


estrutura organizacional, políticas estabelecidas pelos gestores da empresa.

CONTROLO (MONITORING)

INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO- A gestão deverá identificar a informação


relevante sobre o negócio a qual deverá ser entregue, num formato e num período de
tempo adequado, às pessoas que tem necessidades dela para que possam executar os
respectivos controlos e outras responsabilidades.

Os sistemas de informação poderão ser formais ou informais, pois as conversas


sobre a manutenção da informação torna-se particularmente importante quando a
entidade opera com base em alterações fundamentais na indústria, concorrentes
altamente inovativos bem como mudanças significativas nos requisitos dos clientes.

Qualidade da informação: Informação atempada, informação actual, informação


exacta e informação acessível.

Métodos de comunicação: Manuais de políticas, Memos internos, Notícias nos


quadros de informação, reuniões (o gestor de topo reúne regularmente com os
funcionários).

A RELAÇÃO ENTRE OS OBJECTIVOS DO CI COM AS COMPONENTES


DO CONTROLO INTERNO
ACTIVIDADES DE CONTROLO;
CONTROLO; AMBIENTE DE CONTROLO;
AVALIAÇÃO DO RISCO; INFORMAÇÃO E
OBJECTIVOS DO CI
COMUNICAÇÃO

De acordo com Morais e Martins (2013) a estrutura do COSO é “uma ferramenta


poderosa uma vez que permite que a entidade se centre nas suas estruturas chave,
valores e processos que compõem o conceito de controlo interno, alheando-se do
enfoque financeiro, tradicional”.
É neste conceito que se baseia esta ferramenta nas cinco componentes de controlo
interno, consideradas como um meio para que as entidades possam atingir os
objectivos preestabelecidos, interrelacionando-se com estes.

A relação existente entre os objectivos do CI e os Componentes verificam-se no


sentido destas funcionarem articuladas entre si, gerando sinergias e formando um
sistema integrado, respondendo de forma dinâmica a qualquer mudança na
envolvente.

FORMAS DE RECOLHER E REGISTAR UM SISTEMA DE CONTROLO


INTERNO

No seu trabalho de campo, os auditores devem recolher informações que permitam


contactar e avaliar os sistemas de controlo interno e contabilístico.

Assim, começam a recolher a seguinte informação:

 Organigramas;
 Manual de descrição de funções;
 Manuais de políticas e procedimentos contabilísticos de controlo interno;
 Outras informações pertinentes (ordens de serviço, instruções de serviço,
comunicações internas)

Quando os documentos referidos não existem ou não se encontram actualizados, o


auditor poderá completar a sua recolha através de:

Realização de entrevistas com os responsáveis pelas diferentes secções e com os


executantes das tarefas;

Observação da execução das tarefas e formas de tratar a documentação.

É fundamental ter evidências do trabalho de auditoria (auditevidence). Existem quatro


formas de registar os sistemas contabilísticos e de controlo interno que são:

 Questionários;
 Narrativas;
 Fluxogramas;
 Forma mista.

Questionários padronizados (checklist)

Conjunto mais ou menos extenso de procedimentos contabilísticos e de medidas de


controlo interno que estão em funcionamento na organização.

Os questionários são adaptados ao ramo de actividade da empresa e à área da


organização em análise.
Cada procedimento tem três possibilidades de resposta: Sim, Não e Não aplicável.
Existem ainda uma coluna para observações onde aspectos particulares poderão ser
registados e detalhados em anexo ao questionário.

Ao questionário podem e devem ser anexados exemplos de documentos utilizados pela


empresa e que devem posteriormente ser arquivados no dossier permanente da
organização.

É uma forma de recolha rápida, logo mesmo adequada para dar ao auditor a visão global
da organização. No entanto, não deixam de ser importantes pelas ideias de organização
que conseguem transmitir ao auditor.

Narrativas

Descrição, relativamente detalhada, dos procedimentos contabilísticos e das medidas de


controlo interno existentes em diversas áreas operacionais da organização.

É uma forma de registo com vantagens em relação aos questionários padronizados. A


única desvantagem que poderá apresentar é a tendência para a demasiada
pormenorização.

Nesta forma de recolha dever-se-ão incluir também exemplares dos documentos


importantes.

Fluxogramas

Forma de representação gráfica que utiliza vários símbolos para apresentar os diversos
procedimentos contabilísticos e de medidas de controlo interno existentes nas áreas
operacionais da empresa.

A utilização dos fluxogramas é importante para o trabalho de análise desenvolvido pelos


técnicos da organização, em particular para os da área de informática.

Tem como objectivo promover a eficiência, uniformidade e melhor comunicação entre o


pessoal da auditoria.

Existem 2 formas de apresentação dos fluxogramas: Vertical e Horizontal

Vertical – apresenta a sucessão dos procedimentos de forma vertical, geralmente


descendente, dando ênfase ao documento em detrimento das secções em que os mesmos
são originados ou por onde vão circulando.

Horizontal – apresenta a sucessão dos procedimentos de forma horizontal os quais


atravessam colunas referentes ás secções envolvidas.

Ambos os tipos têm vantagens e inconvenientes. No entanto, como serão elaborados


pelo auditor externo, o fluxograma recomendado a adoptar é o horizontal porque
apresenta com maior clareza e num espaço reduzido os procedimentos adoptados por
cada área operacional.
Isto é, o fluxograma horizontal possibilita uma visão e avaliação global do sistema em
estudo.

Vantagens

É mais fácil compreender o funcionamento de um sistema ou uma série sequencial de


processos a partir de uma representação gráfica, pois o fluxograma mostra os passos
necessário e o fluxo dos documentos gerados de pessoa para pessoa e do departamento
para departamento, na execução das suas actividades em qualquer sistema. O
fluxograma evita longas narrativas para a descrição de um sistema.

Desvantagens

Para a sua elaboração e interpretação exige um treinamento específico e a sua


preparação requer muito tempo.

Em relação ás formas de registo, está é a mais aconselhável por ser mais clara, simples e
concisa. A desvantagem apresenta-se apenas na facilidade de o preparar.

Forma Mista

A necessidade de se registar de forma mista resulta da dificuldade que por vezes


existem em representar uma determinada operação apenas através do fluxograma, ou
mesmo quando se torna possível o mesmo, por si só, é confuso e pouco esclarecedor.

Assim, combinam-se nestes casos a utilização do fluxograma com a narrativa. (Ver o


exemplo no livro 7ª Edição do da COSTA (2000:164)

QUESTIONÁRIO DE CONTROLO INTERNO (ICQ)

NR DESCRIÇÃO DE PROCEDIMENTOS S N NÃO OBS


CONTABILISTICO E DE CONTROLO I Ã
INTERNO M O APLICÁVEL

1 Os stocks mantidos pela empresa estão sob


controle e responsabilidade de pessoal
adequado?

2 A empresa possui um organigrama? Pedir uma


cópia.

3 Os cheques são emitidos com cópias?

4 Existe segregação de funções entre as diversas


áreas dentro da empresa?
5 Existe um manual de procedimentos
contabilístico?

6 A documentação de suporte é controlada?

7 Os cheques emitidos são objecto de cópias?

8 Os cheques são assinados por duas pessoas?

9 Existe um controlo eficaz para os cheques


inutilizados?

10 Os cheques são emitidos com sequência


numérica?

11 Antes de se efectuar os pagamentos alguém


certifica se a documentação de suporte é
adequada?

12 A empresa tem efectuado reconciliações


mensalmente?

13 Existe um cofre na instituição? Os cheques


onde são guardados?

14 Os extractos bancários são revistos pelo


responsável superior?

15 Os pagamentos são efectuados em cheque ou


em numerário?

16 Assinam se cheques ao portador e em branco?

17 As receitas são integralmente depositadas


diariamente?

NARRATIVA
NARRATIVA DOS PROCEDIMENTOS E
MEDIDAS DE CONTROLO INTERNO

ELABORADO POR: ___________________

A AUDITORIA NUM SISTEMA DE INFORMAÇÃO COMPUTORIZADOS

De acordo com o Da Costa (2000:124), a informação na empresa que começou por se


preocupar apenas com a divulgação dos factos patrimoniais, estende-se hoje a todos os
seus sectores.

O órgão de gestão de uma empresa será tanto mais eficaz quando maior for a quantidade
e qualidade de informações úteis de que possa dispor em tempo oportuno.

A importância da informação nos seus aspectos de abundância e rápidez deu origem ao


aparecimento e desenvolvimento da informática palavra esta que, resultando de outras
duas – informação e automática-significa o tratamento racional e automático da
informação.

A NIR 401 Auditoria num Ambiente de Sistemas de Informação Computorizados), -


Auditingin a ComputerInformationSystemsEnvironment, o objectivo global e o âmbito
de uma auditoria não se alteram quando esta é efectuada em tal ambiente. Contudo, a
utilização dos computadores altera o ;processamento, armazenagem e comunicação da
informação financeira e pode afectar os sistemas contabilístico e de controlo interno em
vigor na empresa.

De referir que de acordo com esta NIR, um ambiente de sistemas de informação


computorizado pode afectar:

 Os procedimentos seguidos pelo auditor aquando da obtenção da compreensão


dos sistemas contabilísticos e de CI;
 Considerar o risco inerente e do controlo através dos quais o auditor chega à
determinar o risco de auditoria;
 A concepção e realização, pelo auditor, dos testes de controlo e dos
procedimentos substantivos apropriadas para atingir o objectivo da auditoria.
Auditoria de Sistemas

Assessorar aos auditores no decorrer dos exames

Efectuar exame a segurança


física

Verificar a observância à legislação vigente Testar transacções e


balanços Objectivos de auditoria de
sistemas

Detectar fraudes

Eficiência e eficácia dos sistemas

Assegurar a confiabilidade
das transacções
Fornecer segurança nos
registos

Avaliar a confiabilidade e confidencialidade das informações

Definição

Eficácia Obediência as políticas


da gestão

Eficiência

Obediência à legislação em vigor Segurança ambiental

Segurança física e lógica


(avaliar a eventual
ocorrência de
modificações)

Fidelidade da informação em relação aos dados

Ex: Segurança física:


Do Pessoal: Reduzir os riscos devido a erros humanos; roubos etc

Das instalações: Garantir segurança adequado

Segurança lógica:

 Gestão e controlo de acessos: Acesso via password; arquivos por meio de


firewalls de hardware e software; anti-virusetc;
 Gestão do SI informatizado da rede: Assegura adequada gestão de todos
computadores na rede;
 Segurança dos sistemas aplicacionais: Manutenção da segurança dos sistemas
aplicacionais.

CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS

Carácter preventivo: com objectivo de reduzir falhas no desenvolvimento e implantação


de sistemas no conceito de:

 Redução da evidência para auditoria;


 Falhas no uso dos sistemas;
 Aspectos naturais e acidentes;
 Fraudes;
 Sabotagem.

SISTEMA DE CONTROLO INTERNO FÍSICO E LÓGICOS


 Autenticação;
 Exactidão: garante ocorrência dos dados, validação dos campos;
 Totalidade: Impedem que os registos sejam omitidos;
 Privacidade: Protecção dos dados;
 Existência: Disponibilidade dos dados e manutenção dos activos;
 Protecção de activos: Impedem destruição/informação ou hardware;
 Efectividade: Objectivos alcançados:
 Eficiência: programas específicos para um fim; custo benefício.
 Redundância: Controlos que impedem que os dados apresentem duplicidade:
cancelamento de lotes e sequência.

PERFIL DO AUDITOR

Conhecimento do negócio

Habilidades de comunicação Perspicácia


Perfil do Auditor
Capacidade de anál

Conhecimento específico e de áreas afins


Capacidade de análise
e síntese

TIPOS DE APLICAÇÕES DE COMPUTADOR

a) Auditoria do computador ou em torno do computador: Controles gerais ou o


ambiente
b) Auditoria através do computador:
c) Auditoria pelo computador:
d) Auditoria de certificação:

CLASSIFICAÇÃO

 Auditoria de sistemas em desenvolvimento;


 Auditoria de sistemas em uso;
 Auditoria do ambiente e processamento de dados;
 Auditoria de microinformática.

PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA DE SISTEMA

 Documentação de aplicação;
 Documentação de procedimentos;
 Levantamento de trilhas de auditoria;
 Controles organizacionais;
 Dados de entrada;
 Processamento;
 Dados de saída;
 Segurança na área do processamento electrónico de dados.

OS PROCEDIMENTOS UTILIZADOS PARA A REALIZAÇÃO DA


AUDITORIA DE SISTEMAS SÃO:

a) Inspecção física: Hardware e à segurança física;


b) Entrevista: informações respeitantes à segurança física e lógica dos sistemas;
c) Análise lógica da programação: verifica e certifica a conformidade do comando
de dados ao computador com os documentos dos sistemas aplicativos;
d) Rastreamento e mapeamento: Dados estatísticos de algumas funções não
executadas incluindo tempo de utilização de máquinas, quantidades de vezes que
as funções executadas, dentre outros registos;
e) Simulação: simulações de operações normais verificando a inconsistência de
dados recorrentes;
f) Snapshot: visualização das partes do computador (dados utilizados pelo
processo de decisão);
g) Análise de Log: utilização do computador quanto a programas e arquivos dos
sistemas de informação (identificação de usuários que usaram os programas e
quais os programas usados bem como o tempo utilizado)
h) Test decks: dados preparados que simulam todos os tipos de transacções e
testagem dos controlos programados, cabendo ao auditor efectuar o
processamento no computador para efeitos de controlo.

NORMAS PARA A PRÁTICA DE AUDITORIA

As normas de auditoria refere-se as regras de natureza técnica que os auditores devem


observar no exame às DF’s de uma organização por forma a que o nível qualitativo do
seu trabalho possa ser reconhecido, de forma satisfatório, ou seja, ajudar a assegurar que
as auditorias financeiras são conduzidas de uma maneira minuciosa e sistemática de
modo a que o auditor possa chegar a conclusões fiáveis.

De referir que as normas de auditoria são de aplicação obrigatória e devem ser seguidas
em todas as auditorias financeiras, independemente da dimensão, do tipo, da forma e da
finalidade da empresa. A obrigatoriedade do trabalho executado de acordo com as
normas de auditoria.

EM TERMOS DE NORMAS GERALMENTE ACEITES

NORMAS GERAIS OU DE ATRIBUTOS

1. Pressupõe que o exame de auditoria deve ser realizada por uma pessoa ou
pessoas com formação técnica adequada e competência para tal.
2. Em todas as questões relativas ao trabalho, deve ser mantida uma independência
de atitude mental pelo auditor ou auditores.
3. O devido zelo profissional deve ser exercido na realização da auditoria e na
elaboração do relatório.

NORMAS RELATIVAS AO TRABALHO DE CAMPO

1. O auditor deve planear adequadamente o trabalho e deve supervisionar


adequadamente os seus assistentes;
2. O auditor deve obter um entendimento suficiente do CI para planear a auditoria, e
definir os procedimentos de auditoria, tendo em atenção a natureza, a
oportunidade e a extensão dos mesmos;
3. O auditor deve obter prova suficiente e apropriada através de inspecções,
observações, inquéritos, e confirmações, obtendo uma base razoável para a
emissão da sua opinião sobre as DF’s.

NORMAS DE RELATO OU PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS

1. O relatório deve mencionar se as DF’s são apresentadas de acordo com os


PCGA;
2. O relatório deve indicar se os princípios têm sido consistentemente aplicados no
período examinado em relação ao período anterior;
3. As informações prestadas nas notas informativas às DF’s devem ser
consideradas como adequadamente razoáveis, a menos que indicado de outra
forma no relatório;
4. O relatório deve conter expressão de uma opinião sobre as DF’s, tomadas como
um todo, ou a afirmação no sentido de que uma opinião não pode ser expressa.
Quando uma opinião global não pode ser expressa, devem ser mencionadas as
razòes de tal facto. Em todos os casos onde o nome de um auditor seja associado
com as DF’s, o relatório deve conter uma indicação clara da característica do
exame do auditor, se existir, e o grau de responsabilidade por ele assumido.

A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS

Para MORAIS & MARTINS (2013:51) as Normas Internacionais para a Prática


Profissional de Auditoria Interna são emanadas pelo IIA-Instituto dos Auditores
Internos, fundado em 1941, nos Estados Unidos da América, por e para os auditores
internos. O IIA tem ajudado os seus membros a conhecer os critérios geralmente aceites
para a prática da profissão:

 Adoptando o Código de Ética;


 Aprovando as normas de responsabilidade para os auditores internos;
 Estabelecendo programas de formação contínua;
 Desenvolvendo técnicos especializados, através da partilha de conhecimentos;
 Instituindo um programa de certificação (CIA)

Assim, para o exercício da profissão o IIA criou uma estrutura conceptual


(InternationalProfessionalPracticeFramework).

 Definição de Auditoria Interna;


 Código de Ética;
 Normas internacionais;
 Práticas Recomendadas;
 Tomadas de posição;
 Guias práticas.

Para estas autoras o código de ética do IIA, refere que a profissão de auditoria interna,
fundamentada na fiabilidade da governação, gestão de risco e controlo, tem como pilar
o código de ética (adoptado em 13 de Dezembro de 1968).

Objectivo é promover uma cultura ética na profissão de auditoria interna. O Código de


Ética do Instituto ultrapassa a mera Definição de Auditoria Interna, para incluir dois
componentes essenciais:

1. Princípios relevantes para a profissão e prática de auditoria interna;


2. Normas de conduta que regem o comportamento que se espera dos auditores
internos. Tais normas são uma ajuda na interpretação dos Princípios em aplicações
práticas e destinam-se a orientar a conduta ética dos auditores internos.

As normas internacionais para a prática profissional de auditoria interna tem como


objectivos:
 Delinear princípios básicos que representem a prática de auditoria interna tal
como ela deverá ser;
 Proporcionar um enquadramento para o desempenho e promoção de um
vasto conjunto de actividades de auditoria interna que permitam acrescentar
valor;
 Estabelecer uma base para avaliar o desempenho de auditoria interna;
 Promover a melhoria dos processos e operações das organizações.

De referir que o Código estrutura-se em 2 partes: os Princípios básicos e Regras de


conduta.

PRINCÍPIOS BÁSICOS: SÃO OS PILARES PARA A ESTRUTURA DA


PROFISSÃO. SÃO OS PRINCÍPIOS ÉTICOS:

 Integridade;
 Independência;
 Objectividade;
 Confidencialidade;
 Competência.

Regras de conduta: São as regras de conduta. São um conjunto de deveres, “ser ou


fazer” (deontologia), aplicados ao exercício da função que levam ao cumprimento dos
princípios éticos. (Ver apontamentos facultados em sala de aula)

As NIPPAI (Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna)


aplicam-se a todos os auditores internos individualmente e às actividades de auditoria
interna e são essenciais para poder fazer face às suas responsabilidades. Todos os
auditores internos são responsáveis por cumprir com as normas relacionadas com a
objectividade, proficiência e cuidado profissional, para além de serem responsáveis por
cumprir com as normas relevantes para o desempenho do seu trabalho. MORAIS &
MARTINS (2013)

As NIPPAI são focadas em princípios, de cumprimento obrigatório que consistem em


declarações de requisitos básicos para a prática profissional de auditoria interna e para
avaliar à eficácia do seu desempenho, de aplicação internacional a nível das pessoas e
entidades. Têm ainda interpretações que esclarecem termos ou conceitos dentro das
normas. As NIPPAI subdividem-se em:

Normas de Atributo (NA), ou geraissérie 1000 -relacionadas com as características


das organizações e dos indivíduos que desenvolvem actividades de auditoria interna;
(Pessoa do auditor: Princípios).
Normas de Desempenho(ND) ou relativas ao trabalho do campo, série 2000-
descrevem a natureza das actividades de auditoria interna e proporcionam critérios que
permitem avaliar a qualidade do seu desempenho;(Planeamento, execução dos
trabalhos de auditoria)

Normas de implementação (NI),nnnn-Xnou Normas para a Elaboração de


Relatórios-aplicadas às normas de atributo e de desempenho, na execução de trabalhos
específicos.(Apresentação do relatório)

De acordo com De Almeida (2014:63), entende-se por normas de auditoria as regras de


natureza técnica que os auditores devem observar no exame às DF’s de uma
organização por forma a que o nível qualitativo do seu trabalho possa ser reconhecido,
no mínimo, como satisfatório, ou seja, ajudam a assegurar que as auditorias financeiras
são conduzidas de uma maneira minuciosa e sistemática de modo a que o auditor possa
chegar a conclusões fiáveis.

As normas de auditoria são de aplicação obrigatória e devem ser seguidas em todas as


auditorias financeiras, independentemente da dimensão, do tipo, da forma e da
finalidade da empresa. A obrigatoriedade do trabalho ser executado de acordo com as
normas de auditoria está patente na secção do âmbito da Certificação Legal das Contas,
que estipula o seguinte:

“O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as


Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas...”.

A FORMA DE EXERCER A ACTIVIDADE PROFISSIONAL

DA COSTA (2000:97), a actividade profissional de auditor externo ou independente


pode ser exercida de duas formas: a nível individual ou em firmas de auditoria.

A ética e a deontologia profissional do auditor desbruça-se em conceitos fundamentais,


e entende-se por ética a parte da filosofia que trata da moral. Ética e moral são também
considerados os ramos do conhecimento que têm a ver com os costumes, ou seja as
formas de comportamentos habituais ou normas.

O Código de Ética da IFAC, refere-se às profissões de contabilistas e de auditor,


aprovado em Julho de 1990 as primeiras Normas (“guidelines”) sobre Ética, as quais
deram origem, em Julho de 1992, ao Código de Ética para os Contabilistas
Profissionais, revisto em 1996 e 1988.

Estes objectivos exigem que sejam atingidas quatro necessidades básicas:

Credibilidade: No conjunto da sociedade existe uma necessidade de credibilidade na


informação e nos sistemas de informação;

Profissionalismo: Existe uma necessidade de pessoas que possam ser claramente


identificadas por clientes, empregadores e outras partes interessedadas como
profissionais no campo da contabilidade;

Qualidade de serviço: Existe uma necessidade de segurança de que todos os serviços


de um contabilista profissional sejam realizados com os mais altos padrões de
desempenho;

Confiança: Os utilizadores dos serviços prestados pelos contabilistas profissionais


devem ser capazes de se sentirem confiantes de que existe uma estrutura conceptual de
ética profissional que governa a prestação de tais serviços.

AS 5 NORMAS INTERNACIONAIS PARA A PRÁTICA PROFISSIONAL DE


AUDITORIA INTERNA

1. Independência;
2. Competência profissional;
3. Âmbito de trabalho;
4. Execução do trabalho de auditoria;
5. Administração do departamento de Auditoria Interna.
Norma relativa à Independência (Norma para a prática da Auditoria Interna nº
100), que defende que “os auditores internos deverão ser independentes das
actividades que auditam. Exige-se que estes desenvolvam o trabalho com liberdade e
objectividade. A independência permite ao Auditor Interno exprimir julgamento
imparcial e desinteressado, que é essencial para a realização adequada da Auditoria”.

Norma relativa à Competência Profissional (Norma para a prática da Auditoria


Interna nº 200)-que defende que “as auditorias internas devem ser realizadas com
competência profissional. A eficácia profissional é da responsabilidade do
departamento de Auditoria Interna e de cada Auditor Interno. O Departamento deverá
nomear para cada trabalho as pessoas que colectivamente possuam os necessários
conhecimentos, capacidade técnica e metodologia para realizarem adequadamente”.

Norma relativa ao Âmbito do Trabalho (Norma para a prática da Auditoria Interna


nº 300) que defende “o âmbito do trabalho de auditoria interna deverá abranger o
exame e a avaliação da adequação e eficiência do sistema de controlo interno da
organização e da qualidade de realização das tarefas que lhe foram atribuídas”.

Norma relativa à Realização do Trabalho de Auditoria (Norma para a prática da


Auditoria Interna nº 400), “o trabalho de auditoria deverá incluir o planeamento da
auditoria, o exame e avaliação da informação, a comunicação dos resultados e o
posterior acompanhamento das acções correctivas”.

Normas relativas à Gestão do Departamento (Norma para a prática da Auditoria


Interna nº 500), “o Director da Auditoria Interna deverá gerir adequadamente o
Departamento de Auditoria”. Ver o extracto de apontamentos fornecidos em sala de
aulas.

PERFIL DO AUDITOR E ÉTICA PROFISSIONAL

O auditor interno é, dentro da estrutura da empresa, o elemento que mais se movimento


e tem maior contacto com todos os sectores.

Este facto coloca-o numa óptima posição para, no aspecto técnico, ser um bom
interlocutor entre o Conselho de Administração e os elementos responsáveis pelos
diferentes serviços, departamentos e sectores.

A confiança que os responsáveis e demais funcionários possam ter no auditor, será um


factor fundamental para a eficiência dos serviços do auditor interno.

NÍVEL INTELECTUAL

 Poder de análise e síntese e compreender problemas;


 Capacidade de projectar no futuro as consequências dos factos observados;
 Linguagem precisa e objectiva (escrita e oral);
 Atitude positiva perante as conclusões.
NÍVEL DE PERSONALIDADE

 Bomcontroloemocial;
 Resistência contra frustração;
 Abertura à colaboração de terceiros;
 Reconhecimento de que não é possuidor da verdade;
 Não se impor pela posição que ocupa

NÍVEL DE CONDIÇÕES TÉCNICAS

 Formação profunda sobre técnicas de auditoria;


 Conhecimento da regulamentação interna da empresa;
 Conhecimento de contabilidade (geral e analítica);
 Conhecimento sobre a legislação comercial e fiscal.

ÉTICA PROFISSIONAL

 O auditor interno deve exercer a sua actividade com objectividade e


honestidade;
 Manter-se leal à empresa procurando uma posição de independência;
 Não deve utilizar os conhecimentos que a sua posição lhe permite em prejuízo
da empresa.
 O auditor interno não deve aceitar presentes, ou outra forma de gratificações de
empregados, clientes, etc;
 Bem fundamentado antes de exprimir qualquer opinião;
 Um espírito aberto a inovações

CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE AUDITORIA

Factores a ter em conta:

 Envolvimento do órgão da gestão;


 Estratégia organizacional (missão).

Para a criação do departamento de auditoria deve observar:

 Estratégia organizacional (missão)


 Órgão de gestão envolvida comprometendo se com os objectivos e resultados
que se pretende atingir;
 Delimitação do âmbito de intervenção (limitações de auditoria; campo de
actuação, meios e posicionamento)
 Definição de níveis hierárquicos de modo a ter uma visão transversal dos
assuntos
 Criação e reforço do sistema de comunicação interna horizontal e vertical da
estrutura da organização (independência, valores, nível de responsabilidade,
atribuições e explicações das motivações que levaram a criar a AI
 Elaboração do manual de auditoria interna

Gestão

Comité de AI

Depto de AI

Administrador Administrador
es

Director Director

Plano de Auditoria Interna Responsabilidade

Critérios para a criação do


Autoridade Departamento de Profissionalismo
Auditoria Interna

Independência Organização

Papel do Conselho de Auditoria

Independência: Objectividade, sem interferência de autoridade directa sobre


qualquer actividade auditada; Não tem responsabilidade ou autoridade directa sobre
qualquer actividade auditada; Objectividade na coleta, avaliação e comunicação de
informações acerca das actividades;

Autoridade: Livre acesso, irrestrito ao conselho, prestação de contas acerca da


confiabilidade e salvaguarda de registos; todos os funcionários devem auxiliar à
Auditoria Interna no cumprimento das tarefas.
Profissionalismo: Aderir as leis, orientações obrigatórias, código de ética, princípios,
guias práticas e declarações do IIA.

Responsabilidade: O escopo da AI engloba outras tarefas e não se limita ao exame e


à avaliação da adequação e eficácia da governance, gerenciamento de riscos da organização,
mas a qualidade do desempenho no cumprimento das actividades para o alcance dos
objectivos da organização.

Papel do Conselho de Auditoria: Responsabilidades da AI definidas pelo Conselho como


parte do seu papel de supervisão.

Organização: O chefe de Auditoria reporta ao Conselho de Auditoria; o conselho de


Administração aprova o estatuto e o plano de AI com base nos riscos; Aprova decisões de
avaliação do desempenho.

OS 16 PASSOS A SEREM SEGUIDOS NA CRIAÇÃO DO


DEPARTAMENTO DE AUDITORIA INTERNA

1. ESTABELECER DE IMEDIATO A AUTORIDADE DA AUDITORIA


INTERNA:

1.1 Ler as definições e práticas internacionais de auditoria;

1.2 Conversar com os interessados directamente na implementação de objectos e as


perspectivas da AI;

1.3 Desenvolver um estatuto de auditoria interna; entrevistar a liderança da organização


(gestores, directores, presidentes, conselhos etc)

2. ENTREVISTAR A LIDERENÇA DA ORGANIZAÇÃO

2.1 Gestores, Directores, Presidentes, Conselhos etc.

3. OBTER E REVISAR O ESTATUTO DO COMITÉ DE AI

3.1 Comité de Auditoria (estatuto)

4. ENTENDER AS NECESSIDADES DE BENCHMARKING

4.1 Conhecimento razoável da sua própria empresa: mercados e produtos e serviços que
oferece;)

4.2 Mapear outras empresas: órgãos regulares, associações de classe e entender como
AI destes empresas);

4.3 Interagir como o CA da empresa quem são os líderes do mercado e como actuam e
ver profissionais de auditoria que actuam para a troca de experiência s/ CI, riscos e
compliance).
5. REVISAR AS POLÍTICAS E PROCEDIMENTOS DA ORGANIZAÇÃO

5.1 Levantamento de políticas, normas e procedimentos, ofícios;

5.2 Actualizações e abrangência dentro da empresa;

5.3 Diagnosticar as normas.

6. DISCUTIR QUESTÕES DE CONTROLO

6.1 Recorrer aos trabalhos de auditoria externa;

6.2 Ver se a empresa possui uma auditoria independente as DF’s e apontar questões do
CI da empresa;

6.3 Consultar outros auditores (riscos e maiores problemas);

6.4 Compilar com questões com levantamento efeito na entrevista aos gestores.

7. DESENVOLVER O UNIVERSO DA AUDITORIA

7.1 Levantamento de todas as entidades da organização que são auditáveis: se tem


filiais, centroS etc.

8. MAPEAR OS PRINCIPAIS PROCESSOS E/OU OPERAÇÕES

8.1 Fazer levantamento de todos os gerentes das áreas (financeiro etc) e conversar com
cada um deles;

8.2 Nas reuniões/conversas mapear os processos e operações de cada um (ver os que


mais riscos) tem na visão do gestor.

9. DESENVOLVER UMA AVALIAÇÃO DE RISCOS

9.1 Ampliação de tudo o que pode oferecer risco ao negócio ou à empresa. Ex: Crise
económica/fiscal como pode afectar os negócios da empresa?

10. DESENVOLVER UM ESTATUTO PARA AUDITORIA INTERNA

10.1 Definir como a gestão e o pessoal que vão trabalhar na AI;

10.2 Definir alguns pontos importantes: papel, autoridade, independência,


responsabilidade, reporte e avaliação;

10.3 Criar estatutos para servir de suporte para todas as acções da AI dentro da empresa;

10.4 O IIA disponibilizar o estatuto.

11. ELABORAR O ORÇAMENTO DE SUA ÁREA

11.1 Levantamento de todos os gastos previstos para o departamento (orçamento);


11.2 Procurar saber se vai contratar funcionários novos, curso, licenças, notebooketc;

11.3 Fazer o planeamento;

12. DESENVOLVER UM PLANO DE AUDITORIA

12.1 Montar a equipa de trabalho;

12.2 Responsabilidade, cumprimento de cronograma e planeamento, demanda especiais;


(demandas especiais, tamanho da empresa entre outros factores);

13. CONTRATAR UMA EQUIPE E DESENVOLVER A MESMA

13.1 Contratar equipe formado por pessoas capacitadas de forma a desempenhar seu
trabalho com eficiência exigida pela auditoria.

14. GARANTIR COOPERAÇÃO TOTAL

14.1 Solicitar ao Comité de Auditoria que comunique a todas áreas s/ actividades da


auditoria e que vai realizar;

14.2 Encorajar para que haja cooperação total.

15. ESTABELECER RELAÇÕES DE MELHORES PRÁTICAS DE REPORTE

15.1 Reporte de AI;

15.2 Independência;

15.3 Definir como será o processo;

15.4 Definir a periodicidade de apresentação do relatórios, tempo de resposta, pessoas


com acesso ao relatório);

15.5 Garantir que as sugestões feitas pelo auditor sejam discutidas e implantadas ou
solucionadas p/ áreas.

16. ESTABELECER UM PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE

16.1 Deve se dar credibilidade ao Departamento de AI (coisa difícil na esfera de alguns


países);

16.2 Garantir que o Departamento seja forte e que gere confiança devendo cumprir com
objectivo de: agregar valor aos negócios da empresa.

PADRÕES INTERNACIONAIS DE CONTROLE E PREVENÇÃO DE


FRAUDE

Recursos que usados para a


prática de fraude
Conhecimento de
como usar a
ferramenta de fraude

Obtenção das
ferramentas de
fraude

Objectivo de valores monetários que sejam


Facilmenteconversíveis em moeda corrente

DIFERENÇA ENTRE FRAUDE E ERRO

Registo de transacções sem substância

Manipulação, falsificação ou alterações de


registos ou documentos
Malversão de activos
Fraude

Registos de transacções s/ substancia


Má aplicação de políticas contabilísticas

Fraude: refere-se a um acto intencional de omissão ou manipulação de transacções,


adulteração de documentos, registos e demonstrações contabilísticas.

Por outro lado, a fraude também pode ser definida como “um engano deliberado,
cometido com a intenção de obter alguma vantagem, lucro etc. sobre o que não se tem
direitos, às custas de outro”.

Ex: a fraude é sempre um erro calculado

A FRAUDE PODE SER CARACTERIZADA POR:

 Manipulação, falsificação ou alteração de registos ou documentos, de modo a


modificar os registos de activos, passivos e resultados;
 Apropriação indevida de activos;
 Supressão ou omissão de efeitos de transacções nos registos ou documentos;
 Registos de transacções sem comprovação;
 Aplicação de práticas contabilísticas indevidas;

De referir que uma irregularidade pode significar uma fraude, quando existir
manipulação da lei, através de falsificação, alteração ou omissão voluntária de registos,
documentos ou procedimentos, com intuito de obter deliberadamente incorrecta, ou
uma apropriação ilícita de activos.
ERRO

Erros matemáticos ou escrituração nos registos

Omissão ou má interpretação
de saldos
Erro

Má aplicação dos registos subjacentes


e dados contabilístico
Má aplicação de políticas contabilísticas

Erro: refere-se a acto não intencional na elaboração de registos e DF’s, que consulte
em incorrecções deles, como os erros aritméticos na escrituração contabilístico ou nas
DF’s, a aplicação incorrecta das normas contabilísticos ou mesmo a interpretação
erradas das variações patrimoniais. De referir que a diferença fundamental reside na
intenção.

Ex: O erro pode ser cometido sem vontade; equívocos não intencionais nas DF,s, má
interpretação

TIPOS DE ERROS

Erros de omissão: resultam de operações registadas de forma incompleta ou nem


sequer reveladas;
Erros de duplicação: derivam do registo em duplicado na mesma operação;
Erros de compensação: cometem-se para compensar outros erros praticados;
Erros de imputação: resultam do registo de uma operação numa conta ou rubrica que
não é apropriada;
Erros de princípio: são os que derivam da não observância das regras administrativas
e contabilísticas;
Erros aritméticos: são os que resultam de falhas decorrentes do cálculo, apuramento,
da inscrição ou transcrição de valores.

A MOTIVAÇÃO DA FRAUDE CENTRADA EM TRÊS VERTENTES:

 Natureza da satisfação que terá ao perpetrar a fraude ou conveniência;


 Apostar na impossibilidade de não ser descoberta ou identificada por
dificuldades na apuração de provas;
 Expectativa de não ser punido, na eventualidade de ser provada sua
acção dolosa no evento, em face da fragilidade de normas e legislação
ou eventuais dificuldades operacionais da organização.

Importa referir que entre as motivações da fraude também se destacam as condições


sócio económicas, a personalidade do elemento central que conduz à fraude pois quem
comete sempre é um indivíduo agindo sózinho ou com auxílio de outro. Por outro lado
quando a fraude é cometida por personalidade: senso moral, formação ética, pois o bom
senso moral, boa formação ética leva o indivíduo à conduta correcta e moral.

FONTES DE FRAUDES

Sexo Avidez ou vontade de

lucrar Fontes de Fraude

Os tóxicos

Dívidas Jogos de azar

As motivações das fraudes segundo Cordeiro ( 2011), podem ser resumidas nos
seguintes grupos:

 Vitais: subsistência pessoal, satisfação sexual, familiar;


 Viciosos: Vício de jogo, vício de sensualidade, vício de substâncias caras ou
proibidas;
 Profissional ou de cadeia: exaltação do (orgulho, vaidade, boa apresentação,
alto padrão de vida), vingança, ideologia, realização de um fim, protecção de
alguém;
 Próprias de certos tipos psicológicos: auto-satisfação de enganar, tendência
acentuada para fraudar.

De referir que entre as motivações encontram -se também as condições


socioeconómicas e a personalidade do elemento central que induz à fraude. Quem
comente a fraude é sempre o indivíduo agindo, sozinho ou com auxílio do outro.
Quando a fraude é cometida por personalidade: senso moral, formação da ética pois o
bom sendo moral, boa formação ética leva o individuo à conduta correcta; moral;
atributos.

CONDIÇÕES BÁSICAS QUE OCORRE DA FRAUDE

 A intenção;
 A oportunidade;
 O controlointernoinsuficiente;
 A fragilidade de uma política ética associada a um código de conduta fraco;
 O risco inerente à actividade de algumas empresas;

O TRIÂNGULO DA FRAUDE ESTÁ PATENTE PELOS SEGUINTES


MOTIVOS:

 Incentivo/pressão: A gestão, ou qualquer outro empregado, pode ter incentivos


ou estar sob pressão, o que origina a motivação para que possa ser cometida a
fraude;
 Oportunidade: As circunstâncias para que possam ser cometidas fraudes
existem (ex: ausências de controlos, ineficiência dos controlos, capacidade da
gestão para ultrapassar os controlos);
 Racionalidade/Atitude: Os envolvidos na fraude, por vezes são capazes de
racionalizar a sua acção como sendo consistente com o seu código de ética.
 Exemplo: os executivos da WorldCom passaram por cima do SCI, alterando as
DF’s, sobreavaliando os resultados em mais de 11 milhões de dólares.
(Whittington, R., Pany, K, 2010, Principles of auditing & other assurance
services, 17th ed., McGraw-Hill).

ESPÉCIES E TIPOS DE FRAUDES

A fraude pode ser classificada em quatro tipos:

 Por adição (acrescentando atributos, valores, quantias ou outros elementos ex:


criar devedores inexistentes isto é fictícios; aumentar créditos da empresa,
débitos indevidos, excesso de estornos etc.
 Por subtracção (subtrair, retirar da coisa, acto ou facto, propriedade, que lhes
são própria, fazendo as passarem como naturais ex: um registo de vendas abaixo
preço pelo qual o bem ou serviço foi vendido;
 Por sofisticação ou sonegação: é fazer uma coisa, um acto ou facto passar por
outro, ex: vender artigos de qualidade inferior como se fossem de primeira,
registar despesas e perdas indevidas para pagar menos impostos e taxas,
omissões de registos ou lançamentos e entradas em bens ou dinheiro e outras
acções similares;
 Por fraudes internas: conjunto amplo de fraudes sofridas pela empresa e
perpetradas por funcionários, clientes ou fornecedores da mesma, ou seja por
pessoas que já mantêm um relacionamento estável e, normalmente de confiança
com ela.

TIPOS DE FRAUDES MAIS COMUNS

Corrupção

Apropriação
indevida
Desvios de dinheiro

Falsificação

RESPONSABILIDADE PELA PREVENÇÃO DE FRAUDES

A responsabilidade na prevenção e identificação de fraudes é da administração da


entidade, mediante a manutenção de adequado sistema de controlo interno. De referir
que o SCI por si só não elimina a ocorrência de riscos. Ex: FDA entre outros

RESPONSABILIDADE DE AUDITORIA

O auditor não é responsável e nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes.
A este cabe o dever de planear o trabalho de auditoria, avaliando e identificando os
riscos que pode ocorrer devido a fraudes, uma vez que, pela natureza da prova de
auditoria e das características de fraude, o auditor obter segurança razoável mas não
absoluta de indícios de informações falsas.

Por outro lado a auditoria deve comunicar a administração das descobertas factuais
envolvendo fraude, que pode ser de forma verbal ou escrita dependendo das
circunstâncias. Na comunicação de ocorrência de fraudes a auditoria deve avaliar a
probabilidade de envolvimento da alta administração.

De referir que a responsabilidade de evitar fraudes recai sobre a administração. De


referir que a auditoria interna pode desempenhar um papel preventivo, para que o
objectivo seja alcançado.

Quem são as pessoas que praticam a fraude: As fraudes são praticadas por qualquer tipo
de pessoa, independentemente do nível social, podendo envolver funcionários que
ocupam desde os níveis mais baixos a níveis mais altos dentro da organização.

Segundo pesquisas efectuadas pela KPMG, os maiores praticantes são do sexo


masculino envolvendo mais a prática de conluio.

INDÍCIOS DE FRAUDES

As fraudes podem resultar de:

 Manipulação de registos: omissão de lançamentos, falsos lançamentos, anotações


falsas, outros cálculos, registos falsos em outras rotinas dos livros e registos;
 Manipulação de documentos: destruição dos documentos, preparação de
documentos falsos, alterações de documentos originais;
 Tráfico de influência: ganho de concorrências, compras com futuras devoluções,
desvio temporário de numerários em bancos, títulos descontados, mediante
emissão de “notas frias”.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE FRAUDES


 Omissão de itens específicos da receita quando itens similares são concluídos;
 Omissão total de fonte de receita;
 Aumento substancial e inexplicável do património tanto da empresa como dos
respectivos sócios;
 Excesso substancial e inexplicável de despesas sobre os recursos disponíveis;
 Excesso de deduções (créditos);
 Falta de manutenção dos registos, sua destruição ou dissimulação;
 Alteração dos registos.

CARACTERÍSTICAS DE UMA EMPRESA FRAUDADA

 Falta de acompanhamento dos seus funcionários aliada as falhas nos Controlos


Internos, que motivam as fraudes em contabilidade com intenções: de lesar a
entidade de interesses alheios (falsificação de lançamentos, falsas situação nas
contas, reservas falsas, Lucro liquido alterado, omissão de entradas e saída de
dinheiros e falsificações com intenção criminosa.

PRATICANTES DA FRAUDE

 Funcionários que se sentem desvalorizados na empresa;


 A própria empresa ferir os aspectos de conduta ética (Ex: sonegar imposto ao
INSS);

PERFIL DOS FUNCIONÁRIOS QUE COMETEM FRAUDES

 Todo indivíduo;
 Posição que ocupa;
 Confiança;
 Conluio.

ORIGENS DAS FRAUDES

 FalhasnosControlosInternos;
 Posição de chefia que ocupa na empresa;
 Corrupção que é a que lidera o ranking das fraudes (influência dos cargos para
obter benefícios)
 A tecnologia contribuir para a facilitação de acções de fraude ex: uso do
computador

COMUNICAÇÃO DAS FRAUDES

 Verbal ouescrita;
 Deve se considerar todas as circunstâncias com respeito a fraude e os auditors
devem avaliar a probabilidade do envolvimento da gestão

DETECÇÃO DE FRAUDES

 Indignação;
 Confiança da gerência;
 Dependendo do nível de confiança violada a reacção pode ser de negação;
 A gestão despe de o funcionário;
 A auditoria recomenda se a prudência (possibilidade de haver conluio na
empresa);
 O auditor deve manter a calma e sigilo;
 Abertura de sindicância devendo obter maior volume de informações
corroborativas antes de alterar qualquer procedimento interno (nº de envolvidos,
volume de valores desviados e quando for alto utilizar especialistas).

CONSEQUÊNCIAS DA FRAUDE

 Conivência: Fingir não perceber ou encobrir a ocorrência de eventos;


 O fraudador não agir sozinho;
 Eventos agressivos a continuidade operacional da organização;
 Tomar conhecimento da ocorrência de um evento fraudulento e não comunicar a
organização;
 Cooperar com agentes fraudadores (alcance financeiro);
 Não cumprimento das práticas empresariais operacionais;
 Falta de definição dos padrões operacionais, controlos que previne e detectem ou
monitorem as fraudes.

INVESTIGAÇÃO DE FRAUDE POR PARTE DO AUDITOR INTERNO

1ª etapa: levantar hipóteses s/ a denúncia através de entrevistas;

2ª etapa: Identificar os suspeitos e testemunhas que estariam relacionados com os factos


a serem investigados. Os suspeitos indicados pela empresa, testemunhas relacionados
directamente ou indirectamente com as transacções pelos primeiros.

TIPOS COMUNS DE SUSPEITOS

1º Suspeitos sujeitos a remorso: mediante a clara apresentação das evidências de sua


participação em crimes, se tornam passivos e admitem a culpa;

2º Suspeitos racionais: mediante clara das evidencias nos actos ilícitos praticado, e
acham-se inocentes. As testemunhas são avaliadas com o objectivo de se confirmarem
ou transformarem em suspeito. Há necessidade de recolha de mais informações dentro e
fora.

MAIORES FRAUDES MUNDIAIS OCORRIDAS

Bristol-MeyersSquibb que influou receitas com vendas num valor de 1 bilhão de dólares
americanos em 2001.

Merck facturamento de 12,6 bilhões de dólares por esta empresa ter manipulado as
receitas e os custos.

Xerox Delarou erroneamente vendas de equipamentos e contratos de serviços no valor


de 1.9 bilhão de dólares americanos.
Worldcom manipulação de resultado no valor de 3,8 bilhões de dólares como
investimentos.

TYCI sonegação de mais de 1 milhão de dólares em impostos sobre a compra de obras


de arte no valor de 13 milhões de dólares.

ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO

O relatório de investigação de fraudes pode ser de diversas utilidades devendo ser


produzida uma versão especial.

 Devem ser relatadas de forma clara todo o trabalho que foi desenvolvido e os
seus resultados obtidos;
 Devem ser evitados os anexos;
 O advogado da empresa deve preparar uma serié de informações em aberto para
recuperação dos activos;
 O relatório pode ser apresentado em juízo.

RELATÓRIO DE CONTROLO INTERNO

Comunicação de resultados

Documentos relevantes de auditora Implicações

Recomendações Constatações

Relatório-Instrumento pelo qual a auditoria comunica os trabalhos desenvolvidos pelos


auditores, por meio de constatações, implicações e recomendações, fornecendo
informações úteis e relevantes para a gestão.

O relatório de controlo interno é uma peça fundamental para a realização de objectivos


das empresas/organizações, garantem uma comunicação eficaz apresentando de forma
clara e objectiva as principais constatações e as conclusões relativas aos objectivos de
auditoria de modo que o leitor perceba os trabalhos realizados.

Os relatórios de auditoria devem ser suportados por um trabalho realizado no campo e


com boa qualidade. Porém, um trabalho de campo muito bem feito pode ser anulado por
relatórios mal elaborados.
OBJECTIVOS DO RELATÓRIO

 Reportar a informação necessária e relevante que permita conduzir as


recomendações susceptíveis de ajudar na toma de decisão;
 Fornecer um relato permanente; global e coerente de uma investigação, trabalho,
estudo ou pesquisa;
 Identificar com clareza as melhorias necessária à entidade;
 Induzir os destinatários para a necessidade de implementação das
recomendações;
 “Vender” convictamente o trabalho de Auditoria;
 Avaliar o trabalho do auditor;

O RELATÓRIO DE AUDITORIA DEVE SER ELABORADO DE FORMA


CLARA E OBJECTIVA E DEVE CONTER OS SEGUINTES REQUISITOS
GERAIS:

 Ser construtivo: úteis na tomada de decisão, implementação de melhorias


necessárias;
 Ser preciso: sem erros e sem distorções, fidedigno aos factos que descreve;
 Completo: inclui toda informação, e observação relevante para apoiar as
conclusões e recomendações;
 Objectivo: inclui toda a informação e sem prejuízo parcialidade, interesses
pessoais e sua influência de terceiros;
 Conciso: vai directo ao assunto, evitando detalhes desnecessária: expressa o
pensamento com o mínimo de palavras possíveis;
 Oportuno: sem atrasos e permite o arranque da acção efectiva;
 Claro: fácil de ser entendido e lógico, clareza na linguagem, dando suficiente
informação de suporte.

RELATÓRIO DE AUDITORIA EXTERNA/INDEPENDENTE

NORMA INTERNACIONAL DE AUDITORA 700-FORMATO PADRÃO

 Parágrafo de introdutório ou de abertura;


 Parágrafo de âmbito;
 Parágrafo de opinião.

PARÁGRAFO DE ABERTURA OU INTRODUTÓRIO

Visa na identificação das DF’s da entidade que tenham sido auditadas, incluíndo a data
e o período coberto. Responsabilidade da gestão sobre as DF’s e dos auditores.

Redacção típica:
Auditámos/examinamos as DF’s anexas da Sociedade ABC, as quais compreendem os
balanços em 31/12/11 e 31/12/12 e as DR por funções e natureza e dos fluxos de caixa
referentes aos exercícios findos nas mesmas datas e os respectivos anexos.

Estas DF são da responsabilidade do Conselho de Administração da entidade. A nossa


responsabilidade consiste em expressar uma opinião sobre essas DF’s com base nas
auditorias que efectuámos.

PARAGRÁFO DO ÂMBITO

O paragráfo do âmbito inclui:

 O exame numa base de teste, da prova que suporta as quantias e as divulgações


das DF’s;
 Apreciação dos princípios contabilísticos usados na preparação das DF’s;
 Apreciação das estimativas significativas feitas pela gerência na preparação das
DF’s; e
 Avaliação da apresentação global das DF’s.

Redacção típica:

As nossas auditorias foram realizadas de acordo com as normas internacionais de


auditoria, as quais exigem que esta seja planeada e executada de forma a concluirmos,
com uma margem de segurança razóavel se as DF contêm ou não distorções que
possam ser consideradas materialmente relevantes.

Uma auditoria inclui a verificação, numa base de amostragem de evidência


comprovada dos valores e das informações constantes das DF’s.

Uma auditoria compreende, ainda, a apreciação da adequação dos princípios


contabilísticos adoptados, a avaliação das estimativas efectuadas pelo Conselho de
Administração na sua preparação, assim como a apreciação global da sua forma de
apresentação.

Consideramos que as auditorias que efectuámos proporcionam uma base razoável para
expressão da nossa opinião.

PARAGRÁFO DE OPINIÃO

O parágrafo de opinião deve de forma clara, declarar a opinião do auditor quanto a se as


DF’s dão ou não uma imagem verdadeira e apropriada de acordo com a estrutura de
relato financeiro, e se obedece os requisitos oficiais caso existam.
A estrutura conceptual de relato financeiro é determinada pelas NIR, pelas regras
emitidas pelas Organizações profissionais e pelo desenvolvimento da prática geral
dentro de um país.

Redacção típica:

Em nossa opinião, as DF’S acima referidas apresentam de forma adequada, em todos


os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da Sociedade ABC, em
31/12/11 e 31/12/12, bem como os resultados das suas operações e dos fluxos de caixa
referentes aos exercícios findos nestas datas, de acordo com os PCGA em
Moçambique.

Tipos de opinião: Sem reservas, reservas por limitação de âmbito, adversa e


impossibilidade ou escusa de opinião

Temos as reservas que não modificam a opinião do auditor e mantem-se que “As DF’s
apresentam uma imagem verdadeira e apropriada”.

A limitação do âmbito quando for materialmente relevantes para as DF’s a opinião leva-
nos a impossibilidade ou escusa de opinião, enquanto que a Adversa leva-nos a
modificar a opinião do auditor.

ELEMENTOS BÁSICOS DO RELATÓRIO DO AUDITOR INTERNO

1. Descrição da deficiência encontrada (o que está errado)


2. Implicação ou efeito da deficiência encontrada (porque está errado)
3. Descrição da sugestão para melhorar a deficiência encontrada (o que deverá ser
feito para corrigir o erro)
4. Comentário do responsável pelo controlo (administração) do plano de
implementação para melhoria a deficiência encontrada (oque será feito para
corrigir o erro).

ESTRUTURA DO RELATÓRIO

 Opinião da auditoria;
 Alcance-Indicar as actividades auditadas, período, objectivos e a metodologia;
 Conclusões/recomendações: resultado da avaliação das áreas, processos e ou
operações auditadas;

PONTOS IMPORTANTES QUE DEVEM SER CONSIDERADOS NA


COMUNICA,CÃO DA DEFICIÊNCIA:

 O auditor deve assegurar que a empresa/organização compreende as deficiências


constatadas;
 Indicar que o exame não implicou uma revisão de todos os controlos e sistemas
de empresas/organizações;
 O exame pode não ter detectado todas as deficiências de controlo;
 Em certos casos deve-se informar a administração sobre quais os controlos ou
sistemas que não foram sujeitos a revisão;
 O auditor deve referir que à administração é responsável pela implementação de
qualquer medida correctiva, (do ponto de vista do responsável de um controlo só
se justicia se o seu custo for inferior ao risco que corre na sua falha).

TIPOS DE RELATÓRIOS

RELATÓRIOS INTERINOS OU MEMOS – Emitidos nas situações em que é


necessário informar à administração sobre o desenvolvimento do trabalho que está a ser
realizado.

RELATÓRIOS ORAIS – São emitidos quando há urgência para se tomar uma certa
decisão, como prelúdio de um relatório formal que será emitido, também são emitidos
durante o encerramento de auditoria.

RELATÓRIOS ORDINÁRIOS – Relativos ao cumprimento do plano anual de


auditoria; conclusões obtidas; devem ser concisos e apresentados sem erros ou desvios
detectados e as medidas correctivas.

RELATÓRIOS TIPO QUESTIONÁRIO – São elaborados na fase de conclusão do


trabalho de campo de auditoria, são utilizados normalmente e tem a função educativa
para informar à gestão sobre as preocupações dos auditores.

RELATÓRIOS REGULARES DESCRITIVOS– Comunicam modificações de


âmbito de auditoria e são dirigidos aos responsáveis pela área que se esta a auditar.

RELATÓRIOS AMPLOS– São elaborados tendo em conta, informação clara, concisa


que deve conter: descrição do âmbito do trabalho; comentários sobre tipo de prova;
tamanho e forma de obtenção das amostras; relação das anomalias; tipos de comentários
adicionais.

RELATÓRIOS CURTOS- De um modo geral, contém descrição do âmbito do


trabalho tendo em conta relações das principais deficiências encontras com efeitos
significativos nas operações e conclusões sobre os resultados do trabalho.

RELATÓRIOS DE SUGESTÕES – São memorandos onde aparecem todas as


recomendações tendentes a corrigir as deficiências durante a execução da auditoria afim
de serem imediatamente tomada as decisões para melhoria do SCI (operações, processos
administrativos entre outras).

RELATÓRIOS ESPECIAIS– São originados de trabalhos de natureza especial, a


pedido da gestão, como por exemplo: a compra de uma empresa, avaliação de um
projecto específico, acompanhamento da fabricação de equipamento de grande porte
adquirido pela empresa.

Assuntos confidenciais que não podem ser tratados em relatórios normal por ex: a
ocorrência de uma fraude.
Trabalhos específicos como: apreciação da actuação de executivos, suposições de
fraudes etc.

RELATÓRIOS PRELIMINARES – Relatórios periódicos emitidos durante o


andamento de uma auditoria e dão espaço para o exercício do contraditório.

RELATÓRIOS SUMÁRIOS – São normalmente preparados para o Comité de


Auditoria ou outros membros seniores da administração, e resumem-se os aspectos
descritos no relatório descritivo.

RELATÓRIOS FINAIS– São completos e abrangentes, incluem informações quanto à


natureza dos assuntos, escopo do trabalho e índices de pontos para além dos factos e
recomendações, dão uma opinião geral sobre a área auditada.

Você também pode gostar