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A África foi o continente que mais sofreu com o imperialismo, isso porque ele foi quase
completamente divido sem que respeitasse a unidade lingüística e cultural de seu povo,
contribuindo para guerras e revoltas entre os africanos e possibilitando uma maior
facilidade de dominação dos europeus. Os textos “O QUE É IMPERIALISMO?” e “ O
“ NOVO IMPERIALISMO” E A PESPECTIVA DA PARTILHA AFRICANA”,
retratam muito bem toda essa dominação e destruição do referido continente. A autora
Leila Leite Hernandez destaca o cristianismo evangélico como uma forma de
dominação, uma vez que era tido para os europeus como um fato missionário e
humanitário com o objetivo de “regenerar” os povos africanos e torná-los cristãos
civilizados. Com base nisso, pode-se dizer que as várias culturas existentes na África
não foram respeitadas e que os modos e costumes europeus foram impostos com muita
rispidez sobre os negros, causando é claro grande desestabilização nesses povos. “Além
disso, essa autora também destaca o “darwinismo social” em que era considerada a
necessidade da dominação da” raça sujeita “(africanos) pela “raça superior” (europeus),
de acordo com o processo de seleção natural em que os mais fracos são submetidos aos
mais fortes. Dessa forma, conclui-se que o darwinismo social e o cristianismo
evangélico usaram do racismo e do etnocentrismo para conseguirem uma significativa
expansão territorial. Assim, nota-se que o imperialismo na África foi pautado
principalmente em idéias preconceituosas e equívocas que resultaram em um triste fim
para os habitantes do continente. Para Godfrey Uzoigwe a partilha da África não foi
inevitável, e esse ponto pode ser alvo de grandes discussões, uma vez que era notável a
superioridade européia tanto bélica quanto dominadora sobre aqueles povos que não se
encontravam preparados para tais invasões e dominação, em contra partida, existia
também a falta de união daquelas tribos que antes da chegada dos europeus eram
inimigas, e a chegada deles serviu para que os inimigos ajudassem os dominadores a
acabar com as tribos que mantinham rivalidades. Então, dizer que a partilha poderia ser
evitada é algo muito forte, pois existem fatos a favor, mas também existem fatos contra
essa idéia, talvez se os africanos tivessem sido totalmente unidos essa história teria sido
diferente, mas se tratando de história é melhor lidar com o que realmente aconteceu do
que tentar ficar deduzindo aquilo que poderia ter acontecido. Além disso, Uzoigwe
também afirma que a partilha e a conquista do continente marcou o processo de roedura
do continente.
Já no texto “O QUE É IMPERIALISMO?”, é destacada a política de melhorar as
comunicações dos países africanos como mais uma das várias formas de dominação, e
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ainda, enfatiza que o norte do continente exerceu grande atração sobre os europeus, pois
tinha grande proximidade com a Europa e, além disso, possuía um estado de
organização social e político bastante superior ao restante da África, o que permitiu a
realização do comércio e a construção de ferrovias.

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