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Combinando nootrópicos: os 6 stacks mais eficientes

Muitos tomam suplementos para turbinar o desempenho físico e a estética. BCAAs, Whey Protein, creatina, cafeína
e por aí vai. Não vou dizer (e você também não acreditaria) que ter um corpo atlético e de boa aparência é inútil.

Mas um fator muito mais determinante para o sucesso na vida é o desempenho cognitivo. O que você ganha, os
objetivos que você atinge e o legado que você deixa nessa vida - tudo isso é baseado na sua capacidade
de  raciocinar.  Como, então, esculpir os músculos dos cérebros?

Os chamados nootrópicos (para conhecê-los, clique aqui) estão aí para isso. Mas não coloque a carroça na frente
dos bois. Ter um "cérebro escultural" - com desempenho no ápice, raciocínio tinindo e uma memória bem forte
dependem, primeiramente, de hábitos saudáveis.

Só depois disso você deve considerar (e discutir com um médico) sobre os nootrópicos. As "pílulas da inteligência",
porém, funcionam melhor em combinação. Os melhores resultados geralmente vem com a combinação dos
nootrópicos.

Os  stacks de nootrópicos

Quando você combina nootrópicos, você está criando um stack. Mas essa combinação não pode ser aleatória. Igual
numa receita, pensa-se em como os ingredientes vão se combinar em vez de como esses ingredientes são,
individualmente.

A ideia é usar nootrópicos que se complementam - um potencializa o outro. Como se eles trabalhassem em uma
equipe: cada um tem a sua função específica, mas todos trabalham para atingir o mesmo objetivo.

O que se busca é a  sinergia.

O ideal é conhecer a fundo cada nootrópico - e experimentá-los isoladamente  para você determinar com exatidão
qual efeito eles tem no seu corpo. E depois você deve analisar qual é o seu objetivo antes de fazer os  stacks.

Nesse artigo, vou abordar diferentes  stacks - e como os ingredientes de cada "receita" interagem e quais são os
efeitos que eles proporcionam. Mas essa é só uma visão superficial. E a melhora cognitiva, com qualquer
nootrópico,  é limitada  caso se tenha deficiências de certos nutrientes.

Se você está interessado num mergulho mais profundo nos  hacks que aumentam o desempenho cognitivo, você
pode encontrar tudo o que precisa no meu e-book, o  Turbine Seu Cérebro" (clique aqui para saber mais). No e-book,
você descobre os efeitos de uma variedade de nootrópicos e também quais são os nutrientes que você deve usar
para potencializar esses efeitos.

O uso de nootrópicos, é claro, deve ser prescrito e orientado por um médico (ou, no caso de suplementos, o ideal é
buscar auxílio de um nutricionista). As dosagens dispostas abaixo são apenas para fins informativos - representam
aquelas geralmente usadas em estudos científicos em pessoas saudáveis.

Qual é o seu inimigo?

Como eu disse anteriormente, cada objetivo exigirá combinações diferentes. Usar piracetam com colina para ficar
mais tempo acordado irá lhe desapontar. Da mesma forma, usar a l-tirosina para aumentar a memória
possivelmente terá um efeito insignificante.

Você deve definir qual é seu inimigo - ou inimigos - antes de partir para um stack.

Inimigo 1: falta de foco e distração ao estudar

L-teanina (200 mg) + cafeína (100 mg)

O conselho mais prático para enfrentar a falta de concentração é estudar num lugar tranquilo e declarar guerra,
durante as sessões de estudo, contra a Internet e o celular. Além disso, fazer pequenas pausas a cada dez minutos
também ajudam a manter o cérebro focado.
Mas se isso não lhe ajuda, ou se você quer ainda mais foco, uma alternativa eficiente é a combinação da cafeína
com l-teanina.  Trata-se de um dos stacks  mais famosos e usado por iniciantes porque proporciona efeito imediato
e os "ingredientes" são considerados como geralmente seguros.

Como você já sabe, a cafeína é muito boa para aumentar o estado de alerta e a concentração (se você não é
tolerando). Mas o problema da cafeína é que ela aumenta a ansiedade e o estresse - o que não é algo bom quando
você está estudando.

É por isso que o par perfeito para a cafeína é um aminoácido encontrado naturalmente no chá-verde, a l-teanina.
Assim como a cafeína, a l-teanina também promove maior concentração. Mas, além disso, ela causa tranquilidade e
o relaxamento, sem sedar.

Por isso, combinar a l-teanina com cafeína causa um estado de "fluxo" ou hiperfoco. Nesse estado, é possível
manter a concentração no estudo por muito tempo e estar mais envolvido com os livros e os exercícios.

Esse equilíbrio entre a energia da cafeína e a tranquilidade da l-teanina é descrito como "foco relaxado" e ajuda a
aumentar a produtividade e acabar com as distrações.

Em resumo: além de potencializar os benefícios da cafeína, a l-teanina consegue neutralizar as desvantagens dela.
Veja só o que a ciência diz.

Um estudo demonstrou que a l-teanina não apenas reduz a ansiedade e o aumento da pressão arterial que a
cafeína causa (1). Outro estudo também demonstrou os benefícios cognitivos da combinação de l-teanina com
cafeína  (2).

A l-teanina é encontrada naturalmente no chá verde, mas em doses muito pequenas. O chá verde do
tipo  Matchá  contém maior quantidade da l-teanina. Muitos preferem manipular esse aminoácido - assim você sabe
exatamente quanto está ingerindo.
Os estudos científicos geralmente usam uma dose padronizada em 2 : 1 de l-teanina : cafeína (por exemplo, 100 mg
de l-teanina para 50 mg de cafeína, ou 200 mg de l-teanina para 100 mg de cafeína).

Inimigo 2: pouca retenção de conteúdo, dificuldade para aprender (I)

Piracetam (1600 mg por dia) + 3 cápsulas de 1000 mg lecitina de soja (~ 600 mg de colina)

Com a vastidão do conteúdo cobrado em concursos e exames de vestibular, é apenas natural sentir aquela
dificuldade para aprender tudo sobre tudo. Uma dica para atenuar isso é tentar pelo menos passar um olho nos
assuntos recém-aprendidos e fazer exercícios de fixação.

Mas nem sempre isso é prático. Nesse malabarismo de matérias para estudar, um stack  que aumente a acetilcolina
- neurotransmissor que torna o cérebro mais apto a aprender e memorizar - é o mais ideal.

A combinação de colina com piracetam é incrivelmente popular. Se esse stack fica na liderança do ranqueamento
dos nootrópicos preferidos de muita gente, deve haver um bom motivo. Esse stack proporciona a muitos usuários
mais memória, claridade mental, criatividade, fluidez verbal e um desempenho cognitivo ideal para o aprendizado.

O piracetam, uma droga sintética, é usado para reverter a perda de memória associada com o envelhecimento. Os
efeitos mais notáveis (e mais estudados) do piracetam são em populações com déficits cognitivos.

Só que o piracetam também consegue aumentar a memória verbal de pessoas saudáveis. Segundo um estudo
científico (3), esse efeito se manifesta após duas semanas de uso - mas não após uma semana. Ou seja: os
resultados na memória podem demorar para aparecer (e também não são espetaculares).

O piracetam trabalha principalmente na melhora da neuroplasticidade e no fortalecimento das sinapses. Isso torna
o cérebro mais "flexível" e apto para lidar e absorver tanto conteúdo.

Os usuários do piracetam geralmente reportam sentimentos de "clareza mental", lucidez e organização. Mas isso
são apenas evidências anedóticas.

Um dos muitos  mecanismos de ação do piracetam é aumentar justamente a utilização da acetilcolina (não se sabe,
porém, qual é a magnitude desse efeito em indivíduos saudáveis). Também aumenta a sensibilidade dos receptores
da acetilcolina.
Para potencializar esse efeito, geralmente usa-se alguma fonte de colina, uma vitamina do complexo B que é o tijolo
de construção da acetilcolina. Suplementar com a colina ajuda também a reverter a carência dessa vitamina, algo
que é bastante comum na população adulta e que o piracetam potencialmente agravaria.

Muitas pessoas reportam, empiricamente, mais benefícios ao combinar o piracetam com a colina do que ao usar um
deles isoladamente. Porém, deve-se ter cautela para evitar o excesso de acetilcolina - que causa sintomas
desagradáveis como enrijecimento muscular e dores de cabeça.

Algumas pessoas são  muito sensíveis aos suplementos de colina - isso depende da fisiologia de cada um. É
necessário experimentação para determinar a dosagem ideal ou se há necessidade de suplementação.

O piracetam é vendido em farmácias como Nootropil, sob prescrição médica.

Há várias fontes de colina. Na alimentação, há opções como ovos e fígado. É possível suplementar com suplementos
como a lecitina de soja ou o bitartarato de colina. O Alpha-GPC e a citicolina, porém, são as melhores fontes de
colina, uma vez que são melhor absorvidos pelo corpo. No entanto, essas duas opções são apenas obtidas,
atualmente, por importação.

Inimigo 3: pouca retenção de conteúdo, dificuldade para aprender (II)

Piracetam (1,6 g) + 3 g de lecitina de soja (~ 600 mg de colina) +   acetil l-carnitina (500 mg)

É possível potencializar o combo de piracetam + colina com o uso da acetil l-carnitina (resumidamente, ALCAR). O
nome é estranho. Mas, na verdade a l-carnitina é naturalmente produzida em seu corpo a partir do aminoácido
lisina. Ela ajuda as suas células a produzir energia a partir de ácidos graxos.

Ao acetilar   a l-carnitina, forma-se o ALCAR - que dispõe de uma série de benefícios que a l-carnitina não tem. A
característica mais marcante é que o ALCAR consegue chegar ao cérebro com mais facilidade. E o que as pessoas
sentem ao usar o ALCAR é um aumento da energia, motivação e alerta.

Mas o que a ciência de fato confirmou é que o ALCAR tem um papel destacável no sistema colinérgico (que envolve
a acetilcolina). Se a colina é o tijolo para construir a acetilcolina, então o ALCAR é o cimento.

É que parte da colina suplementar é desviada para outras atividades metabólicas além da produção de acetilcolina.
O ALCAR direciona mais colina para a síntese da acetilcolina  (4). O ALCAR faz isso dando um turbo na atividade de
uma enzima chamada de  colina acetiltransferase, que é responsável por unir a colina com o grupamento acetil,
formando a acetilcolina.

Com o aumento da expressão da colina acetiltransferase, mais colina disponível e a maior sensibilidade dos  o seu
cérebro passa a consumir mais esse neurotransmissor. O resultado é maior facilidade e rapidez para adquirir
aprendizados e consolidar memórias.

O ALCAR também é capaz de aumentar a produtividade e tem efeitos neurotróficos - isto é, estimula o crescimento e
desenvolvimento das células do cérebro. Como o piracetam também promove a saúde cerebral, o uso do ALCAR
amplia tais efeitos neuroprotetores.

A acetil l-carnitina pode ser encontrada em farmácias de manipulação.

Inimigo 4: pouca retenção de conteúdo (III) e indisposição

Piracetam (1,6 g) + 3 g lecitina de soja (~ 600 mg de colina) + acetil l-carnitina (500 mg) +  sulbutiamina (200 mg)

Para quem não é mais "iniciante", é possível potencializar uma combinação de piracetam + colina + ALCAR
utilizando a sulbutiamina. A sulbutiamina não somente auxilia na memorização, mas também é um agente anti-
fadiga e que dá disposição mental.

Na verdade, o papel mais reconhecido da sulbutiamina é justamente de dar energia: ela é usada para tratar uma
doença chamada de neurastenia. A neurastenia é um cansaço mental crônico (e não uma "preguiça" qualquer).
Apesar de ser um estimulante do sistema nervoso, a sulbutiamina nada mais é que uma vitamina B1 "modificada"
para chegar ao cérebro com mais facilidade.
Eu posso dizer que os efeitos da sulbutiamina são incríveis. Quando eu a usei, ela produziu efeitos de intensa energia
mental e motivação. Mas eu só obtive tais efeitos na faixa de 600 mg, durante as refeições. Essa dosagem não é
usual, mas mesmo assim não tive efeitos desagradáveis.

Agora, ao que interessa: a sulbutiamina também estimula o armazenamento das informações. Primeiro por um
motivo básico: a vitamina B1, liberada no cérebro a partir da sulbutiamina, é essencial para a própria construção da
acetilcolina, o neurotransmissor da memória.

Já foi demonstrado que a sulbutiamina aumenta a atividade colinérgica no hipocampo, o centro da memória no
cérebro. Em testes com ratos, a sulbutiamina aumentou a formação de memórias e a consolidação do
aprendizado (5).

Outro estudo analisou a combinação da sulbutiamina com um remédio para Alzheimer. Os pacientes de Alzheimer
que utilizaram o tratamento clássico tiveram piora da memória episódica. Já aqueles que foram tratados com a
combinação de sulbutiamina conquistaram uma melhora (6).

Além de afetar os níveis de acetilcolina, a sulbutiamina também modula o neurotransmissor dopamina. A dopamina
é essencial para as funções executivas do cérebro, como o planejamento. Além disso, a dopamina aumenta a
atenção e aumenta a sensação de prazer.
Deve-se ter cautela nessa combinação, pois tanto a sulbutiamina quanto o piracetam (num nível bem menor)
afetam o neurotransmissor glutamato. Apesar desse neurotransmissor estar envolvido com a memória, o seu
excesso é tóxico. A suplementação com o magnésio pode ajudar a evitar o excesso de ativação do sistema
glutamatérgico.

A sulbutiamina só pode ser obtida por manipulação nas farmácias de manipulação (o medicamento Arcalion está
temporariamente fora do mercado). Os usuários da sulbutiamina também relatam rápida tolerância aos efeitos
estimulantes, preferindo usá-la com frequentes "feriados medicamentosos".

Inimigo 5: fadiga, pouca motivação e estresse

Fisioton (400 mg de extrato seco de  Rhodiola rosea) +  l-tirosina (até 500 mg, 3 vezes ao dia)

Um dos grandes inimigos da produtividade é a exaustão. Não digo uma preguiça após o almoço. Mas aquele
cansaço extenuante que te acompanha em todas as horas do dia. Seja por causa da falta de sono ou por causa do
excesso de trabalho, o sentimento arrebatador de fadiga pode destruir a produtividade no trabalho ou em sessões
de estudo.

A cereja do bolo é o estresse. É um ciclo vicioso. Sono e longas jornadas de trabalho potencializam o estresse e o
cansaço, comprometendo o rendimento. Mas, se o desempenho cai, então há mais estresse ainda. E o estresse, por
sua vez, acaba comprometendo ainda mais a produtividade...

Você entendeu a ideia. E como os nootrópicos podem ajudar? A l-tirosina e a Rhodiola rosea  auxiliam o corpo a
responder ao estresse e a tensão. Vamos ver como os dois agem, isoladamente:

Rhodiola rosea

A Rhodiola rosea  é perfeita para cenários estressantes que envolvem sobrecargas mentais. Trata-se de um
fitoterápico com efeito  adaptogênico, um nome científico bonito que basicamente significa "não sabemos
exatamente como age, masfunciona".

Adaptogênicos como a Rhodiola rosea  permitem ao corpo ter uma resposta fisiológica melhor ao estresse intenso -
seja ele mental, físico ou emocional. É como se o remédio se ajustasse às suas demandas fisiológicas específicas
equilibrasse desníveis hormonais e de neurotransmissores.

Nesse sentido, a planta fornece mecanismos para que seu cérebro lide com a privação de sono ou sobrecarga de
trabalho. Mesmo que você esteja numa situação de pressão intelectual que lhe cause fadiga, aRhodiola  reduz a
irritação, ansiedade e aumenta o desempenho (7).

Mas, além de ajudar a gerir a ansiedade e o estresse, a Rhodiola também possui propriedades estimulantes.
A Rhodiola causa um leve aumento nos níveis de dopamina, pois inibe a enzima que quebra esse neurotransmissor
e outras monoaminas  (8) (9).
Como a dopamina está intricada com as funções executivas do cérebro - como a capacidade de planejar, integrar
raciocínios e a concentração - a Rhodiola rosea  consegue turbinar o desempenho intelectual.

Nesse sentido, a Rhodiola rosea  se combina bem com a l-tirosina, um aminoácido que é precursor da dopamina e
da norepinefrina. O estresse aumenta a liberação desses dois neurotransmissores. Por isso, se você lida
constantemente com o estresse (ou usa muita cafeína), pode ter carências de dopamina e norepinefrina, corrigidas
com a l-tirosina.

L-tirosina

A suplementação com a l-tirosina aumenta a síntese de dopamina. Isso previne o declínio do desempenho cognitivo,
evita variações de humor e dá suporte ao cérebro em momentos de fadiga ou privação de sono. Comprovações
científicas do poder da l-tirosina, um simples aminoácido, em situações de alto estresse não faltam.

Vamos lá: um estudo com a l-tirosina foi feito em militares  (10). Eles estavam enfrentando baixas temperaturas e
altas altitudes. Ou seja: muito frio e um ar rarefeito. Uma situação, o leitor terá de convir, "minimamente"
desconfortável e estressante.

Pois os militares que usaram a l-tirosina, na dosagem de 50 mg/kg, lidaram bem melhor com aquelas condições
adversas. O grupo da l-tirosina teve consideravelmente menos sono, dores de cabeça, estresse e fadiga.

Mais que isso: eles melhoraram o humor e estado mental: se sentiam mais felizes, com maior clareza mental. Não
era só algo que eles sentiam: tais militares tiveram resultados melhores que o grupo placebo em testes aritméticos,
de reconhecimento de padrões e de localização em mapas.

Em um estudo feito com militares que passavam por um estressante curso de treinamento intensivo, a l-tirosina
(usada em doses de 2 gramas por dia) foi capaz de aumentar vários aspectos da função cognitiva (11).

Há sinergia entre a Rhodiola rosea  e a l-tirosina, mas deve-se ter cuidado para evitar oexcesso de dopamina. Um
aumento adequado de dopamina deve permitir a redução da ansiedade em situações de muito estresse.

Nesse cenário, esse stack deve permitir o aumento do prazer, bom-humor, confiança, entusiasmo e provocar um
sentimento generalizado de bem-estar. No entanto, os sentimentos de ansiedade, insônia e agitação mostram que
esse stack  não é o ideal para você.

Caso você não esteja numa situação de muito estresse, é mais recomendado fazer uso apenas da Rhodiola
rosea  isoladamente, já que ela é quem tem a maior comprovação científica. Isso será o suficiente para aumentar o
rendimento cognitivo e a disposição mental.

Também é perigoso usar a Rhodiola rosea  com outros medicamentos, como a Ritalina e inibidores da monoamina
oxidase. Pacientes com desordem bipolar não devem usar essa combinação ou de qualquer um dos dois
isoladamente. O uso, em todos os casos, deve ser orientado por um médico.

A Rhodiola rosea  é encontrada nas farmácias com o nome-fantasia de Fisioton.

Já a l-tirosina é encontrada somente em farmácias de manipulação. A N-acetil l-tirosina é uma forma de l-tirosina
que consegue atravessar com mais facilidade a membrana hematoencefálica, que divide o sangue do cérebro. Por
isso, essa forma variante mais eficiente. No entanto, a n-acetil l-tirosina só pode ser obtida por meio da importação.

Inimigo 6:  baixa performance em provas

Ginkgo biloba  (~ 60 mg - 120 mg do extrato seco) + Panax ginseng (~ 100 - 200 mg do extrato seco)

O veredito da ciência não é definitivo: mas é possível que os fitoterápicos  Ginkgo biloba  e Panax ginseng, quando
usados em combinação, auxiliem nas funções cognitivas. Algumas pessoas põem a mão no fogo por esses dois,
relatando benefícios como aumento da atenção, da energia e da memória.
Outros, porém, não sentem diferença alguma. Pessoalmente, nunca notei nenhum efeito consistente ou óbvio ao
usar o ginseng ou o ginkgo. Mas como são substâncias acessíveis e relativamente seguras, de vez em quando eles
aparecem no meu coquetel de nootrópicos.

Uma vantagem disso é que a combinação do ginkgo com o ginseng promove um efeito regulatório no de vários
neurotransmissores no hipocampo, centro da memória no cérebro. Essa combinação promove a modulação da
acetilcolina, serotonina e dopamina. Os excessos e as deficiências são, assim, evitados, o que melhora o
aprendizado e a memória  (12).

E foi justamente isso que outro estudo demonstrou. Os pesquisadores utilizaram uma combinação de ginkgo com
ginseng em adultos de meia-idade saudáveis. Tal combinação  permitiu o armazenamento de mais informações
temporariamente (memória de curto prazo), além de garantir maior formação de aprendizados (memória de longo
prazo)  (13).

Por fim, um último estudo notou que doses agudas de ginkgo em combinação com o ginseng possuem sinergia. Em
pessoas saudáveis, essa combinação aumentou acertos e a velocidade dos voluntários em testes aritméticos. O
efeito mais notável do que quando os dois fitoterápicos foram usados isoladamente (14).

Esses resultados são ainda mais sólidos quando consideramos que o ginkgo e o ginseng, quando usados em
conjunto, aumentam a liberação de acetilcolina nas sinapses (15). A acetilcolina é o mensageiro químico
responsável pela retenção de novas informações, acesso à memórias e performance de cálculos e análises.

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