COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS

PRÁTICA PENAL OAB 2ª FASE

Coordenação Prof. Marcelo Tadeu Cometti Professor Flávio Cardoso de Oliveira

Colaboradores Luciano Casaroti Denise Guirado

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SUMÁRIO 1. Instruções preliminares...........................................................................................................4 2. Regras de competência 2.1. Competência.....................................................................................................................10 2.2. Critérios............................................................................................................................10 2.3. Conexão e continência......................................................................................................13 2.4. Foro prevalente.................................................................................................................14 2.5. Separação de processos.....................................................................................................14 3. Exemplos de endereçamento....................................................................................................16 4. Ação penal 4.1. Conceito..............................................................................................................................18 4.2. Classificação.......................................................................................................................18 5. Ritos processuais 5.1. Procedimento comum..........................................................................................................21 5.1.1. Rito ordinário....................................................................................................................21 5.1.2. Rito sumário......................................................................................................................21 5.1.3. Rito sumaríssimo..............................................................................................................22 5.2. Procedimentos especiais......................................................................................................22 5.2.1. Júri.................................................................................................................................22 5.2.2. Drogas...........................................................................................................................23 5.2.3. Crimes funcionais.........................................................................................................23 5.2.4. Crimes contra a honra...................................................................................................24 5.2.5. Crimes contra a propriedade imaterial..........................................................................24 6. Peças 6.1. Modelos gerais.....................................................................................................................25 6.1.1. Modelo geral de peça simples........................................................................................26 6.1.2. Modelo geral de peça composta.....................................................................................27 6.2. Peças em espécie..................................................................................................................29 6.2.1. Relaxamento da prisão em flagrante..............................................................................29 6.2.2. Liberdade provisória (com e sem fiança).......................................................................33 6.2.3. Revogação da prisão preventiva ou temporária.............................................................38 6.2.4. Representação do ofendido............................................................................................41 6.2.5. Queixa-crime..................................................................................................................44 6.2.6. Resposta à acusação.......................................................................................................47 6.2.7. Memoriais......................................................................................................................50 6.2.8. Recurso em sentido estrito.............................................................................................53 6.2.9. Apelação........................................................................................................................58 6.2.10. Embargos infringentes e de nulidade...........................................................................65 6.2.11. Embargos de declaração..............................................................................................68 6.2.12. Carta testemunhável.....................................................................................................71 6.2.13. Correição parcial..........................................................................................................74 6.2.14. Recurso ordinário constitucional.................................................................................77 6.2.15. Recurso extraordinário.................................................................................................81 6.2.16. Recurso especial...........................................................................................................85 2

6.2.17. Reclamação..................................................................................................................89 6.2.18. Habeas corpus.............................................................................................................91 6.2.19. Mandado de Segurança................................................................................................94 6.2.20. Revisão criminal..........................................................................................................97 6.2.21. Livramento condicional.............................................................................................100 6.2.22. Agravo em execução..................................................................................................102 7. Problemas – Peças Profissionais..............................................................................................106 8. Gabarito - Peças Profissionais.................................................................................................131 9. Módulo avançado – peças diversas..........................................................................................152 10. Gabarito – Módulo avançado.................................................................................................161 11. Questões práticas...................................................................................................................171 12. Gabarito – Questões Práticas.................................................................................................179

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1. INSTRUÇÕES PRELIMINARES: Prezado candidato, seja bem vindo ao curso de prática penal, preparatório para a segunda fase do Exame da OAB! Antes que possamos nos dedicar diretamente ao estudo, convém trocarmos algumas palavras a respeito da prova e, principalmente, da “nova” prova, após o advento do Provimento nº 136/2009, que trouxe significativas modificações para a prova. Muitas indagações surgiram a respeito da prova de segunda fase do Exame de Ordem na área penal, em razão das modificações introduzidas pelo Provimento 136/2009 do Conselho Federal da OAB. Vedada a consulta à doutrina e à jurisprudência, bem como à legislação comentada ou anotada, como deve o candidato se preparar para enfrentar o Exame em sua segunda fase? Sempre orientamos nossos alunos candidatos a estudar teoria em sua preparação para a prova. Inevitavelmente enfrentamos questionamentos: mas não se trata de prova de prática? Não devemos, então, estudar prática? Ainda quando era permitida a consulta integral aos textos legais e doutrinários, insistíamos que a melhor forma de preparação era a conjugação da redação de peças e resolução de exercícios práticos com o estudo doutrinário das disciplinas Direito Penal e Direito Processual Penal. A razão nos parece muito lógica: com tal estudo, a solução se mostra mais fácil por força do maior domínio da disciplina. Agora com muito mais razão orientamos o candidato a programar seu estudo de modo a cuidar – e muito - da parte teórica, sem descuidar do estudo da prática. Como se sabe, um dos grandes pilares da aprovação em qualquer concurso público é o planejamento e, nele, deve o candidato à habilitação nos quadros da OAB delimitar que tempo dedicará ao estudo doutrinário e que tempo dedicará ao estudo da prática. Tanto melhor se o candidato tiver a disponibilidade para estudar as disciplinas Direito Penal e Direito Processual Penal diretamente nos manuais e tratados respectivos; caso não tenha, o que acontece com freqüência, uma vez que a vida moderna nos impõe uma série de responsabilidades, deve se dedicar ao estudo incessante de sinopses ou resumos de cada disciplina, de modo a abranger toda a matéria. Lembremo-nos que a consulta se restringe à legislação não comentada ou anotada, assim, se o candidato não possuir o mínimo domínio das matérias pertinentes à área penal, encontrará dificuldades. É bem verdade que a prova, a partir de agora, não deve cobrar em seus enunciados questões de profunda discussão doutrinária, porém, sempre é possível que se indague a respeito de classificação ou nomenclatura que deriva da doutrina e não consta do texto legal, como, por exemplo, “tentativa branca” ou “flagrante impróprio”. Repita-se, o estudo doutrinário não só é importante para a solução da “nova” prova de segunda fase, como também é importantíssimo para auxiliar no próprio estudo da parte prática. Como se sabe, a prova de segunda fase é composta pela redação de uma peça profissional e pela resposta a cinco questões, denominadas prático-profissionais. O estudo da peça deve ser feito com a resolução de enunciados e a redação de tantas peças quantas forem necessárias para a fixação de suas formalidades e para o desenvolvimento da argumentação. Temos visto que a maior preocupação dos candidatos na área penal é a identificação da peça. Não temos receio em afirmar, no entanto, que esse é o aspecto que o candidato menos deve temer, pois com o seu preparo e com as indicações que o próprio 4

enunciado do problema fornece, terá tranqüilidade para saber qual a peça adequada para a solução que se exige. Deve o candidato, sem dúvida, focar-se no conteúdo da peça, ou seja, na argumentação referente à tese que será defendida, escrevendo com propriedade. O examinador está muito mais interessado em encontrar na peça uma argumentação convincente do que uma peça formalmente perfeita, mas pobre de conteúdo. Basta lançar os olhos sobre a pontuação atribuída a cada item nos exames anteriores para se provar o que temos aqui sustentado - a maior pontuação decorre do desenvolvimento da peça e não dos seus aspectos puramente formais. Portanto, recomenda-se muito treino! Deve o candidato, também, procurar responder às questões prático-profissionais formuladas em Exames passados, a fim de treinar para o Exame que se aproxima. Tais questões, via de regra, apresentam ao examinando problemas para que ele tipifique a conduta ali descrita ou que apresente a solução, como a peça cabível, a competência, o prazo para adoção da medida. Devem elas ser respondidas de maneira objetiva, atendendo, porém, a todos os itens cobrados pelo examinador. Sabemos que toda essa dedicação não é fácil, mas chegar à segunda fase do Exame de Ordem significa ultrapassar a maior parte do caminho. Portanto, é a hora de agarrar o estudo com afinco, para coroar não só os cinco anos de curso, mas todo o estudo voltado para a almejada habilitação. Transcrevemos a seguir, na íntegra, o Provimento nº 136/2009, do Conselho Federal da OAB. Bons estudos e sucesso!

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Provimento No. 136/2009 Estabelece normas e diretrizes do Exame de Ordem. O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos arts. 8º, § 1º, e 54, V, da Lei n.º 8.906, de 4 de julho de 1994 - Estatuto da Advocacia e da OAB, e tendo em vista o decidido nos autos da Proposição n.º 2008.19.03859-01, RESOLVE: CAPÍTULO I DO EXAME DE ORDEM Art. 1º A aprovação em Exame de Ordem constitui requisito para admissão do bacharel em Direito no quadro de advogados (Lei n.º 8.906/1994, art. 8º, IV). Parágrafo único. Ficam dispensados do Exame de Ordem os bacharéis alcançados pelo art. 7º da Resolução n.º 02/1994 da Diretoria do Conselho Federal. Art. 2º O Exame de Ordem é prestado pelo bacharel em Direito, formado em instituição credenciada pelo MEC, na Seccional do estado onde concluiu seu curso de graduação em Direito ou na sede de seu domicílio eleitoral. § 1º O bacharel em Direito que concluiu o curso em estado cuja Seccional integra o Exame de Ordem Unificado tem a faculdade de escolher, dentre as Seccionais participantes do Unificado, em qual delas se inscreverá para fazer o Exame de Ordem. § 2º Poderá prestar o Exame de Ordem aquele que concluiu o curso de Direito reconhecido pelo MEC, pendente apenas a colação de grau, desde que devidamente comprovada a aprovação mediante certidão expedida pela instituição de ensino jurídico. § 3º É facultado aos bacharéis em Direito que exercerem cargos ou funções incompatíveis com a advocacia prestar Exame de Ordem, mesmo estando vedada sua inscrição na OAB. Art. 3º Compete à Primeira Câmara do Conselho Federal expedir resoluções regulamentando o Exame de Ordem, para garantir sua eficiência e padronização nacional, ouvida a Comissão Nacional de Exame de Ordem. Art. 4º Compete à Comissão Nacional de Exame de Ordem definir diretrizes gerais e de padronização básica da qualidade do Exame de Ordem, cabendo ao Conselho Seccional realizálo, em sua jurisdição territorial, observados os requisitos deste Provimento, podendo delegar, total ou parcialmente, a execução das provas, sob seu controle, às Subseções ou às Coordenadorias Regionais criadas para esse fim. Art. 5º O Exame de Ordem ocorrerá 03 (três) vezes por ano, em calendário fixado pela Diretoria do Conselho Federal da OAB, realizado na mesma data e horário oficial de Brasília, em todo o território nacional, devendo o edital respectivo ser publicado com o prazo mínimo de 30 (trinta) dias de antecedência da data fixada para realização da prova objetiva. Parágrafo único. O edital a que se refere este artigo deverá expressamente prever as condições de acessibilidade aos candidatos com deficiência, nos termos da legislação vigente. Art. 6º O Exame de Ordem abrange 02 (duas) provas, compreendendo os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as diretrizes curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, bem assim Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, além de outras matérias jurídicas, desde que previstas no edital, a saber: 6

I - prova objetiva, sem consulta, de caráter eliminatório; II - prova prático-profissional, permitida, exclusivamente, a consulta à legislação sem qualquer anotação ou comentário, na área de opção do examinando, composta de 02 (duas) partes distintas: a) redação de peça profissional; b) 05 (cinco) questões práticas, sob a forma de situações-problema. § 1º A prova objetiva conterá 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 (quatro) opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, exigido o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de acertos para habilitação à prova práticoprofissional. § 2º A prova prático-profissional, elaborada conforme o programa constante do edital, observará os seguintes critérios: a) a peça profissional valerá 05 (cinco) pontos e cada uma das questões, 01 (um) ponto; b) será considerado aprovado o examinando que obtiver nota igual ou superior a 06 (seis) inteiros, vedado o arredondamento; c) é nula a prova prático-profissional que contiver qualquer forma de identificação do examinando. § 3º Na prova prático-profissional, os examinadores avaliarão o raciocínio jurídico, a fundamentação e sua consistência, a capacidade de interpretação e exposição, a correção gramatical e a técnica profissional demonstrada. § 4º O examinando reprovado pode repetir o Exame de Ordem, vedado o aproveitamento de resultado anterior. Art. 7º O certificado de aprovação tem eficácia por tempo indeterminado e será expedido pelo Conselho Seccional onde o bacharel prestou o Exame de Ordem. Art. 8º Concluído o Exame de Ordem, o resultado será remetido à Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB, indicando o percentual e a média de aprovados e reprovados por instituições de ensino jurídico e as respectivas áreas de opção. Art. 9º É criado o Cadastro Nacional do Exame de Ordem. CAPÍTULO II DO EXAME DE ORDEM PELAS SECCIONAIS Art. 10. As Seccionais que optarem pela realização do Exame de Ordem de forma autônoma observarão, além das normas gerais acima mencionadas, as seguintes disposições: I - A elaboração e correção das provas do Exame de Ordem serão realizadas por banca examinadora designada pelo Presidente do Conselho Seccional, composta de no mínimo 03 (três) advogados, no efetivo exercício da profissão, com pelo menos 05 (cinco) anos de inscrição na OAB e que tenham notório saber jurídico, preferencialmente escolhidos entre os que possuam experiência didática. II - Do resultado da prova objetiva ou da prova prático-profissional cabe recurso fundamentado à Comissão de Estágio e de Exame de Ordem, interposto no prazo de 03 (três) dias ininterruptos, contados a partir da divulgação. III - Os recursos serão apreciados por banca revisora constituída segundo os critérios do inciso I deste artigo, vedada a participação daqueles que integraram a banca examinadora, sendo a decisão da banca revisora irrecorrível. IV - A divulgação dos resultados das provas do Exame de Ordem será efetuada após homologação pela Comissão de Estágio e de Exame de Ordem da Seccional, vedada a divulgação dos nomes dos examinandos não aprovados. CAPÍTULO III 7

DO EXAME DE ORDEM UNIFICADO Art. 11. O Exame de Ordem Unificado será realizado pelas Seccionais que a ele aderirem, mediante celebração de convênio. Art. 12. O Exame de Ordem Unificado será executado pelo Conselho Federal, facultando-se a contratação de pessoa jurídica idônea e reconhecida nacionalmente para a aplicação, indicada pela Diretoria do Conselho Federal, após a manifestação da Comissão Nacional de Exame de Ordem. Art. 13. Os Presidentes das Comissões de Exame de Ordem das Seccionais que aderirem ao Exame Unificado integrarão a Coordenação Nacional de Exame de Ordem, que será dirigida pelo Presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem ou por quem o Presidente do Conselho Federal indicar. Art. 14. Compete à Coordenação: I - acompanhar a realização do Exame de Ordem Unificado, atuando em harmonia com a Comissão Nacional de Exame de Ordem; II - elaborar as regras do edital do Exame Unificado; III - apreciar, deliberar e homologar decisões referentes a nulidades de questões; IV - deliberar sobre as demais matérias relacionadas à aplicação e à avaliação do Exame Unificado. Art. 15. As provas serão elaboradas por uma banca examinadora designada pelo Presidente do Conselho Federal. §1º A banca examinadora será composta por advogados, no efetivo exercício da profissão, com pelo menos 05 (cinco) anos de inscrição na OAB, que tenham notório saber jurídico, preferencialmente escolhidos entre os que possuam experiência didática e indicados pelas Seccionais que aderirem à Unificação. § 2º A banca examinadora atuará em parceria com a pessoa jurídica contratada para a execução do respectivo Exame de Ordem. Art. 16. Do resultado da prova objetiva ou da prova prático-profissional cabe recurso fundamentado à Coordenação Nacional de Exame de Ordem, na forma do edital, interposto no prazo de 03 (três) dias ininterruptos, contados a partir da divulgação. Parágrafo único. Os recursos serão apreciados por uma banca revisora constituída segundo os critérios do artigo anterior, vedada a participação daqueles que integraram a banca examinadora, sendo a decisão da Comissão Revisora irrecorrível. Art. 17. A Comissão Nacional de Exame de Ordem designará um representante para atuar junto às bancas examinadora e revisora, visando ao aprimoramento e à qualidade das provas. Art. 18. A divulgação dos resultados das provas do Exame de Ordem será efetuada após homologação pela Coordenação Nacional de Exame de Ordem, vedada a divulgação dos nomes dos examinados não aprovados. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

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Art. Ficam revogadas as disposições em contrário do Provimento n. 21.º 109. As alterações concernentes ao conteúdo programático de que trata o art. Presidente. 19 de outubro de 2009. Cezar Britto. até então. 19. Art. 10. de 5 de dezembro de 2005.11. vigorando.º 109/2005 relativas à matéria. Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação. (DJ. as normas do Provimento n.2009. p. Maria Avelina Imbiriba Hesketh. Conselheira Relatora. 6º somente serão adotadas um ano após a publicação deste Provimento. Brasília. 20. Art. 219) 9 .

2.737/65). ou reciprocamente. iniciada a execução no País. cuja ação ou omissão se dá em um país e o resultado em outro. Critérios para a fixação de competência Pode-se estabelecer e fixar as regras de competência a partir de três aspectos: a) em razão da matéria ou natureza da infração penal (ratione materiae). quando. a regra não irá se concretizar. 1.001/69). Competência em razão da matéria ou natureza da infração Define se a infração penal é julgada por justiça especializada ou pela justiça comum. mais precisamente no art. 2.1 Competência Competência é a medida e o limite da jurisdição. Sustenta-se que estão descritos na Lei de Segurança Nacional (Lei n. por expressa ressalva da Constituição da República.2. Não julga ela os crimes conexos. ou devesse se dar em outro. 7. Se o crime for praticado em detrimento de Sociedade de Economia Mista. 9º do Código Penal Militar (Decreto-Lei n. a competência será da Justiça Estadual. 2) Justiça Militar (art. competente para julgar infrações penais eleitorais e as conexas a elas. 124 da CF). exceto no caso de conexão com crimes dolosos contra a vida. c) em razão do local do crime ou da residência do acusado (ratione loci). nos termos da Súmula 38 do STJ. REGRAS DE COMPETÊNCIA 2. A prática de crime contra a Petrobras e o Banco do Brasil. São os chamados crimes a distância. competente para julgar crimes militares. 2. é a porção de jurisdição que cabe a cada órgão do Poder Judiciário. 10 . competente para julgar: Crimes políticos.170/83). 118 a 121 da CF e Lei n. Se a previsão estiver em tratado ou convenção em que o Brasil seja parte. na atividade de aplicar o Direito ao caso concreto. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. 4. a competência é da Justiça Federal. É esse o entendimento expresso na Súmula 42 do STJ. excluídas as contravenções. São justiças especiais: 1) Justiça Eleitoral (arts. assim definidos em lei. 109. Crimes previstos em tratado ou convenção internacional. deve ser julgada pela Justiça Comum Estadual. por exemplo. restando o julgamento à Justiça Estadual. b) em razão do cargo ou função do acusado (ratione personae).1. suas entidades autárquicas ou empresas públicas. IV. pois a Constituição da República não se referiu a ela. Infrações penais praticadas em detrimento de bens. Ressalte-se que as contravenções penais também não são julgadas pela Justiça Federal. serviços ou interesse da União. São justiças comuns: 1) Justiça Federal (art. se uma contravenção for praticada de modo a se justificar a competência da Justiça Federal. Destarte.2. da CF).

Rondônia. Tribunal Regional Federal da 2ª Região: Rio de Janeiro e Espírito Santo. 6. Amapá. Se o procedimento foi iniciado na Justiça Estadual. Em segunda instância. 2. Crimes contra a organização do trabalho.2 Competência em razão do cargo ou função do acusado Justifica-se tal regra pela relevância do cargo ou função. Entende-se que. Tais crimes estão definidos no art. Piauí. Não basta que sejam crimes dessa natureza. Tribunal Regional Federal da 3ª Região: São Paulo e Mato Grosso do Sul. Tribunal Regional Federal da 4ª Região: Rio Grande do Sul. ao contrário do que ocorre na Justiça Estadual.Casos de grave violação de direitos humanos. Tocantins.2. dá-se da seguinte forma: 11 . A Justiça Federal de primeira instância tem sua divisão em Subseções Judiciárias. Crimes contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. Roraima. não existem em todos os estados brasileiros. é preciso que exista previsão legal. Tribunal Regional Federal da 5ª Região: Alagoas. Pernambuco. coletivamente considerados. cuja abrangência é assim distribuída: Tribunal Regional Federal da 1ª Região: Distrito Federal. na segunda instância o órgão julgador é o Tribunal de Justiça respectivo de cada Estado da Federação. ressalvada a competência da Justiça Militar. Paraíba. os crimes devem ser contra a organização geral do trabalho ou os direitos dos trabalhadores. 125 da Lei n. Acre.815/80. no sentido de estabelecer a competência da Justiça Federal. Santa Catarina e Paraná. 2) Justiça Estadual (art. Bahia e Minas Gerais. Crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. Amazonas. na verdade. Rio Grande do Norte e Sergipe. divide-se em Tribunais Regionais Federais que. Subsiste a competência mesmo que a aeronave esteja pousada ou o navio atracado Crimes de ingresso e permanência irregular de estrangeiro. existem apenas 05 (cinco) Tribunais Regionais Federais. Sua competência é residual. se houver necessidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais sobre direitos humanos dos quais o Brasil faça parte. A divisão de competência sob esse critério. para fixar a competência da Justiça Federal neste caso. competente para julgar tudo que não for da competência das jurisdições especiais e da comum federal. Pará. Ceará. 125 da CF). retirando-o da esfera de competência dos juízes de primeiro grau. o procurador-geral da República deverá suscitar o deslocamento de competência ao Superior Tribunal de Justiça. Maranhão. Goiás. que eleva o julgamento das infrações penais às instâncias superiores. Mato Grosso. quando determinados em lei. então. Em primeira instância divide-se em Comarcas.

2. caput. desde que respeitadas a Instância e a matéria. juízes do Trabalho. 125. X. 29. os oficiais generais das Forças Armadas.737/65): nos crimes eleitorais e a eles conexos. comandantes das Forças Armadas. procurador-geral da República. ministros dos Tribunais Superiores. membros do Ministério Público Federal que oficiem em Primeira Instância. cumpre estabelecer como se fixa o foro competente para julgamento. 70. 70. juízes e promotores de justiça eleitorais. I. chefes de missão diplomática de caráter permanente. III. embora parcialmente. da Lei n. do CPP). cumpre esclarecer que. I. § 2º. 2. será competente o foro do local em que o crime. 105. como pode acontecer com secretários de estado e vereadores. 102. 70 do Código de Processo Penal estabelecem que a competência será fixada: Pelo lugar em que se consumar a infração (art. tenha produzido ou deveria produzir seu resultado (art. 108. do CPP). observando-se os princípios constitucionais. do CPP). dentro do território nacional (art.Supremo Tribunal Federal (art. 8. do CPP). § 1º. deputados federais. membros do Tribunal de Contas da União. senadores. vice-presidente. 6º. notadamente a simetria entre os cargos ou funções.3. as Constituições dos Estados podem determinar a competência para processar e julgar perante os respectivos Tribunais de Justiça outros cargos. Em relação aos prefeitos. § 1º. d. eles poderão ser julgados por outros Tribunais. da CF): juízes federais. seus próprios ministros. primeira parte. Por força de autorização concedida pelo art. Superior Tribunal Militar (art. Caso o último ato de execução tenha sido realizado fora do Brasil. Tribunais Regionais Federais (art. da CF): prefeitos. levando em consideração o lugar em que se deu o crime ou em que reside o acusado. caput. desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. da Lei n. membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios. Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal (art. será o local onde se praticou o último ato de execução (art. Superior Tribunal de Justiça (art. I. b e c.3 Competência em razão do lugar Após verificar as regras de competência que levam em conta a natureza da infração e a qualidade do cargo que determinadas pessoas ocupam. a. membros dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho.2. art. É o que estabelece a Súmula 702 do STF. da CF): governadores dos Estados e do Distrito Federal. advogado-geral da União. será competente o local onde foi praticado o último ato de execução. I. Tribunais Regionais Eleitorais (art. 12 . segunda parte. I.2. juízes estaduais. membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. da Constituição da República. muito embora a Constituição da República se refira ao Tribunal de Justiça como órgão competente para seu julgamento. 70. juízes auditores da Justiça Militar. Em caso de crime iniciado no Brasil e consumado fora dele. ministros de Estado. membros do Tribunal Regional Federal.457/92): nos crimes militares. 70. 4. 29. 96. membros do Ministério Público Estadual.1 Lugar do crime As regras estampadas no art. membros do Ministério Público da União que oficiem perante os Tribunais. No caso de tentativa. a. da CF): presidente da República.

3. II . 76. competente será o lugar do domicílio do réu (art. como competentes. Ocorre quando duas ou mais infrações entrelaçadas apresentam nexo entre si. isto é. § 2º. do CPP): as infrações encontram-se unidas pelos sujeitos. deve existir um vínculo entre duas ou mais infrações penais. que fazem que estas sejam reunidas em um só processo perante um só Juízo.3 Conexão e continência São causas de alteração da competência. concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa. 13 . vantagem de outra. b) em caso de crime continuado ou permanente. e não em razão dos sujeitos que as praticam. do CPP): as infrações encontram-se unidas objetivamente. do CPP). Utiliza-se. do CPP). por várias pessoas reunidas ocasionalmente. ocorre “toda vez que. estabelecer qual comarca é a competente para julgar a infração. § 1º. por terem sido praticadas por duas ou mais pessoas. então. tendo em vista que duas ou mais se mostram. 2. Note-se que tal regra tem lugar apenas quando não se consegue apurar onde o crime aconteceu. 72. chamado de Juízo prevalente. um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa. do CPP). ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa”. São espécies de conexão: I . que. 71 do CPP). pela própria ligação existente entre uma e outra. impunidade de outra.2. ou seja. será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato (art. o instituto da prevenção. c) por reciprocidade: duas ou mais infrações são praticadas por agentes uns contra os outros. em virtude da relação existente entre duas condutas.Conexão intersubjetiva (art. I. Se o réu tiver mais de um domicílio. diante do caso que se apresenta. 2. Pode ser: a) por simultaneidade: duas ou mais infrações são praticadas ao mesmo tempo. § 3º. 76.3. 70.1 Conexão Para haver conexão. em princípio. do CPP). Pode ser: a) teleológica: uma infração penal é praticada para assegurar a execução de outra.Pode ser necessário. nos termos do art. Se não tiver residência certa ou for ignorado seu paradeiro. eles atravessem duas ou mais jurisdições (art. 2. 72. 83 do Código de Processo Penal. b) por concurso: duas ou mais infrações são praticadas por pessoas em concurso (com liame subjetivo). 72. Fixa-se a competência pela prevenção quando: a) o crime ocorrer na divisa entre comarcas ou se for incerto o limite entre elas (art. será fixada a competência pela prevenção (art.2 Lugar do domicílio do acusado Não sendo conhecido o lugar da infração. ainda que em tempos e locais diversos. caput. b) seqüencial: uma infração é praticada para assegurar a: ocultação de outra. II.Conexão objetiva (art.

onde deveria haver reunião por conexão ou continência. II. e) no concurso entre Justiça Federal e Justiça Estadual. como já estudado anteriormente. I. as causas serão reunidas em um só processo. ou seja. se penas idênticas e em igual número. Essa separação pode ser obrigatória ou facultativa. 2. c) no concurso entre jurisdições de categorias diversas. 79 do CPP): a) no concurso entre as jurisdições comum e militar. do CPP): ocorre quando duas ou mais pessoas praticam em concurso uma mesma in-fração. b) por cumulação objetiva (art. então.a do lugar da infração de pena mais grave. incluindo aberratio ictus (art. prevalece a especial.Conexão probatória/instrumental (art.se de igual gravidade. prevalece a Justiça Federal. 74 do CP). e sim por força da Súmula 122. 14 . prevalece a competência do Júri. regra esta estabelecida não por disposição do Código de Processo Penal. Exemplo: suspensão do processo nos termos do art. prevalece a de maior graduação.3. 82 do Código de Processo Penal que. saber qual é o foro competente para julgá-lo. O Código de Processo Penal traz as regras em seu art. . o juiz do foro prevalente deverá avocar o outro processo (art. 82 do CPP). Pode ser: a) por cumulação subjetiva (art. Será preciso. III.5 Separação de processos Mesmo sendo hipótese de conexão ou continência. 70 do CP). 2. prevalece: . d) no caso de haver co-réu foragido que não possa ser julgado à revelia. 70 do CP) e aberratio criminis (art. Exemplo: um único furto e uma única receptação. 77. do CPP): ocorre em todas as hipóteses de concurso formal (art. do CPP): ocorre quando a prova de uma infração influi na prova de outra. a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações. 366 do Código de Processo Penal. b) no concurso entre as jurisdições comum e da infância e juventude. se por qualquer motivo estiverem correndo dois processos diferentes. É a co-autoria ou participação em um único crime.III . Estabelece o art.2 Continência (art. b) no concurso entre jurisdições da mesma categoria. a critério do legislador. 2. 76.Obrigatória (art. chamar para a sua jurisdição. como dito. 77 do CPP) Dá-se quando uma causa está contida na outra. do STJ. d) no concurso entre jurisdição comum e especial. c) no caso de superveniência de doença mental a um dos co-réus. de tal forma que não se pode separá-las. . I .4 Foro prevalente Quando houver alteração de competência em razão da conexão ou continência. o Código prevê casos em que se deva dar a separação dos processos. por impossibilidade de ocorrer a reunião ou por conveniência. 78: a) no concurso entre Júri e outro órgão da jurisdição comum.a prevenção. 77.

9. 80 do CPP): a) quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes. no plenário do júri (art. parágrafo único. 469 do CPP). havendo reunião por conexão ou continência. 60. a competência para julgamento é do Juízo Criminal Comum. desde que tal fato possa prejudicar o andamento da ação.e) se houver coincidência na escolha de jurados. que deve aplicar as regras da transação e da composição civil àquela infração. Cumpre anotar ainda que. É o que se denomina perpetuatio jurisdictionis. no caso de dois ou mais réus com defensores diversos. b) em razão do número excessivo de réus. Anote-se que no caso de conexão entre infração de menor potencial ofensivo e infração grave. se o juiz ou tribunal proferir sentença absolutória ou desclassificar a infração para outra que não seja de sua competência.099/95. II . nos termos do art. c) para não prolongar a prisão provisória de qualquer um dos réus. 15 . 81 do CPP). d) por qualquer outro motivo relevante. da Lei n. continuará competente para os demais processos (art.Facultativa (art.

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal do Júri da Subseção Judiciária de _________. (primeira fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca _________. (primeira fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal Presidente do Tribunal do Júri Federal da Subseção Judiciária de _________. Justiça Federal Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da _____ Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de _________. (segunda fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal das Execuções Criminais da Subseção Judiciária de _________.3. EXEMPLOS DE ENDEREÇAMENTO Delegacia de Polícia Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia da Delegacia de Polícia de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal do Juizado Especial Criminal Federal da Subseção Judiciária de __________. (segunda fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca _________. 16 . Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca _________. Juízo – Primeira Instância Justiça Estadual Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _________. Segunda Instância Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _______. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Juizado Especial Criminal da Comarca __________. Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Federal da Delegacia de Polícia Federal de __________.

17 .Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da ______ Região. (Juizado Especial Criminal) Tribunais Superiores Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Egrégio Colégio Recursal de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Relator do (recurso nº)_________ da ____ Turma Criminal do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____Região. (Juizado Especial Criminal) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal Presidente do Egrégio Colégio Recursal de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator do (recurso nº) ___________ da ____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _________. Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal.

personalíssima ou subsidiária da pública. em regra.2. e. à representação do ofendido ou à requisição do ministro da justiça. 4. d) de um curador especial.4.1 Conceito Podemos conceituar ação penal como o poder de movimentar o aparelho jurisdicional estatal. de titularidade do ofendido ou de seu representante legal. b) do representante legal. deve avaliar o interesse do assistido. a fim de satisfazer uma pretensão punitiva.2. 4. 18 . O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. Antes da verificação dessa condição. A representação poderá ser dirigida ao juiz. se o ofendido for morto ou declarado ausente. não pode o titular do direito de ação agir. AÇÃO PENAL 4. e a privada. descendente ou irmãos (CADI). conforme o art. 107. ascendente. ele está livre para agir. Uma vez oferecida a representação. no sentido de ser instaurada a ação penal. caput. do CP). por sua vez. Na hipótese de nomeação de curador. Ambas vão comportar ainda a subdivisão em espécies: aquela pode ser incondicionada ou condicionada à representação do ofendido ou à requisição do ministro da justiça. 39. nos termos do art.2.2 Classificação Podemos distinguir duas qualidades de ação penal: a pública.1.2. A ação penal pública é a regra em nosso sistema processual. dentro dessa modalidade de ação. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. O prazo para oferecimento da representação é de seis meses a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. 38 do Código de Processo Penal. a regra é ser ela incondicionada. qual seja. esta pode ser propriamente dita (ou exclusiva). ao representante do Ministério Público e à autoridade policial.2 Ação penal pública condicionada É aquela cujo exercício se subordina a uma condição específica. IV. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. além das condições gerais da ação penal.1 Condicionada à representação Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal. ou seja.1 Ação penal pública incondicionada É aquela em que o Ministério Público não se sujeita a qualquer condição específica para o exercício de seu direito de ação. ele não está obrigado a representar. 4.2.1. 4. de titularidade do Ministério Público.1. presentes os elementos para a propositura da ação. c) do cônjuge.1 Ação penal pública 4.

4.2. b) do representante legal. A titularidade do direito de queixa é a mesma para o exercício do direito de representação. Note-se que esta ação só tem lugar no caso de inércia do Ministério Público. Entende-se. cabe ao magistrado. Seu parágrafo único estipula que apenas o contraente enganado pode intentar a queixa. No que diz respeito à retratação da requisição oferecida. da CF e art.2.2 Ação penal privada É a espécie de ação penal cuja titularidade pertence ao ofendido ou seu representante legal. a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal.2. Nesta modalidade de ação. É a regra dentre as modalidades de ação penal privada. quando o Ministério Público deixar de oferecer a denúncia no prazo legal (art. ou. se for o caso de reputá-la incompleta. como veremos a seguir. ascendente. Em nosso ordenamento.2. o Ministério Público apenas atuará como fiscal da lei e não como parte. Não admite a propositura pelo representante legal.2 Condicionada à requisição do ministro da justiça O Código de Processo Penal silencia a respeito do prazo para a requisição. então. É ela: a) do ofendido. está extinta a punibilidade do agente. c) do cônjuge. ou seja.2. 19 . 4. em regra. 25 do Código de Processo Penal. 29 do CPP). 5º. como estampado no art. retratar-se? Sim. que não há limite temporal para a referida requisição. condição para o exercício da ação penal. oferecendo denúncia substitutiva. após este momento. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. 4. de seis meses. As especificidades ficam reservadas para as outras espécies. obviamente. LIX.2. descendente ou irmãos (CADI).2.é possível voltar atrás. O prazo para oferecimento da queixa é. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. se o ofendido for morto ou declarado ausente. pois.2 Ação penal privada personalíssima É modalidade de ação penal que só pode ser proposta pelo ofendido e ninguém mais. Ele poderá. até mesmo. sem nenhuma particularidade. ocorre referida hipótese em relação ao crime descrito no art. 236 do Código Penal – induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento. 4. ela seja oferecida antes do prazo prescricional do crime. lançando seu parecer. em todos os casos. desde que. jamais em caso de arquivamento dos autos de inquérito.3 Ação penal privada subsidiária da pública É a proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. nem por sucessores no caso de morte ou ausência.1.2. faltando. conforme o caso. aditar a queixa. 4. divide-se a doutrina quanto à sua admissibilidade. intervindo em todos os atos do processo. d) de um curador especial.1 Ação penal privada propriamente dita (ou exclusiva) É aquela em que se aplica tudo quanto foi dito até agora a respeito da ação penal privada. nessa função. desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia. regra geral. em crimes de ação pública. assim.2. repudiar a queixa inepta. A decisão.

qualquer ato de negligência processual deste fará que o processo seja retomado por aquele. o ofendido ensejará a retomada da ação pelo seu titular originário. 20 .Como o Ministério Público era o titular do direito de ação e o perdeu para o ofendido. Se não comparecer a alguma audiência ou não atender a algum despacho. por exemplo.

no prazo de dez dias. CPP) a) oferecimento da denúncia ou queixa.esclarecimentos dos peritos . CPP) a) oferecimento da denúncia ou queixa. como o rito do júri.oitiva das testemunhas de acusação . f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 30 dias): . 5.interrogatório .oitiva das testemunhas de defesa .alegações finais (ou conversão em memoriais – prazo sucessivo de cinco dias) .099/95). 396 e seguintes. Rito Ordinário (art.oitiva das testemunhas de defesa . f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 60 dias): . dirigidos a uma sentença. 531 e seguintes.acareações .1. c) citação. 394 do CPP). b) recebimento pelo juiz.esclarecimentos dos peritos .reconhecimento de pessoas e coisas . b) recebimento pelo juiz. aplicável às infrações de menor potencial ofensivo (conforme Lei n.declarações do ofendido . o procedimento se divide em comum e especial (art. dentro e fora do Código de Processo Penal.5. Rito sumário (art.1. aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja inferior a quatro anos de privação de liberdade. e) absolvição sumária ou designação de audiência. RITOS PROCESSUAIS Rito ou procedimento é uma seqüência de atos organizados entre si.requerimento de diligências . O procedimento comum divide-se em: a) ordinário.declarações do ofendido . d) resposta à acusação. no prazo de dez dias. b) sumário.1.acareações .2. aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja igual ou superior a quatro anos de privação de liberdade. c) citação. e) absolvição sumária ou designação de audiência. 9.1. 5. d) resposta à acusação. Procedimento comum.oitiva das testemunhas de acusação .sentença 5. Nosso ordenamento contempla vários procedimentos especiais. No processo penal. c) sumaríssimo.reconhecimento de pessoas e coisas 21 .

esclarecimentos dos peritos . 414.interrogatório .2.oitiva das testemunhas de acusação . . e) manifestação do MP ou querelante. no prazo de dez dias. .oitiva das testemunhas de defesa . contravenções e crimes cuja pena máxima não seja superior a dois anos) Fase preliminar: a) lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência. tentados ou consumados) Instrução preliminar: a) oferecimento da denúncia ou queixa.debates orais.decisão O juiz poderá proferir.alegações finais . d) resposta à acusação. a não ser que seja a única tese da defesa. . Ritos especiais 5.proposta de suspensão condicional do processo. no prazo de cinco dias.acareações . b) Impronúncia (art.Crimes dolosos contra a vida. c) citação.3. b) audiência preliminar: composição civil dos danos. 5. ao final da 1ª fase.interrogatório do acusado.recebimento da denúncia ou queixa. . b) recebimento pelo juiz. CPP): prova de materialidade e indícios de autoria.sentença 5. quando estiver 22 . c) Absolvição sumária (art. Júri (art.099/95 .reconhecimento de pessoas e coisas .. das testemunhas de acusação e de defesa. é a decisão que remete o réu ao julgamento pelo tribunal do Júri.Infrações de menor potencial ofensivo.1. .1. 415.oitiva da vítima.alegações finais . f) audiência de instrução e julgamento: . transação penal e denúncia oral. exceto inimputabilidade.2. as seguintes decisões: a) Pronúncia (art. CPP): quando houver uma excludente de ilicitude ou culpabilidade.interrogatório . isto é. CPP .sentença. 406 e seguintes. Rito sumaríssimo (Lei nº 9. Rito sumaríssimo: c) audiência de instrução e julgamento: . 413. CPP): faltam os elementos mínimos para que o réu vá ao Plenário: não existem indícios suficientes da autoria ou prova de materialidade.declarações do ofendido . .defesa preliminar.

sentença – após a votação o juiz presidente do Júri profere a sentença. Crimes funcionais (art.Crimes praticados por funcionários públicos) a) oferecimento da denúncia ou queixa.instalação da sessão (mínimo de 15 jurados). pelo mesmo prazo. .elaboração e leitura dos quesitos . esclarecimentos dos peritos e leitura de peças.provada a inexistência do fato.2. reconhecimento de pessoas e coisas. . 513 e seguintes.declarações do ofendido. Juízo da causa: a) Prazo para requerimento de diligências. prestação de serviços à comunidade e obrigação de freqüência a casa de recuperação). 23 . 5. . quando estiver provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato ou quando estiver provado não constituir o fato infração penal. deve o juiz absolver desde logo o réu. b) resposta preliminar. no prazo de 15 dias. com a ressalva de que a transação penal apenas pode versar sobre uma das penas previstas na legislação (advertência.343/06) • Crimes relacionados ao uso de drogas para consumo pessoal: segue o rito sumaríssimo. . juntada de documentos e rol de testemunhas em cinco dias. d) Desclassificação (art. . defesa na seqüência. c) defesa preliminar. • Crimes relacionados ao tráfico de drogas: a) laudo de constatação preliminar (suficiente para início do Inquérito Policial e/ou prisão em flagrante). CPP): o crime imputado ao réu não é da competência do Júri. pelo mesmo prazo. . b) despacho (com designação de data para plenário) e relatório do processo c) Plenário: . 419.debates orais: acusação fala em primeiro lugar pelo período de uma hora e meia (ou duas horas e meia. .testemunhas de defesa.sorteio dos 7 jurados que vão integrar o conselho de sentença (3 recusas para cada parte). e) audiência de instrução e julgamento.2. d) recebimento ou rejeição da denúncia. se forem dois ou mais réus). .interrogatório . .acareações.réplica: acusação poderá falar novamente pelo período de mais uma hora (duas horas se forem dois ou mais réus).tréplica: somente se a acusação fez a réplica. . Drogas (Crimes relacionados ao consumo ou uso de entorpecentes – Lei nº 11.votação dos quesitos na sala secreta: os jurados respondem aos quesitos formulados com cédulas definidas com “sim” e “não”.testemunhas de acusação. CPP . b) oferecimento da denúncia. ou determinação de diligência para saneamento de eventuais pontos obscuros. a defesa terá direito à tréplica.compromisso dos jurados (exortação). 5. .2.3.

aguarda-se queixa no prazo de 30 dias.2. b) audiência de conciliação. I. c) recebimento da queixa pelo juiz. Crimes contra a honra (art. b) perícia. a partir daí. 524 a 530. 519 e seguintes.5. CPP) a) oferecimento da queixa. segue-se no rito ordinário Providências nos crimes de ação penal pública a) autoridade promove a apreensão dos objetos. a partir daqui segue-se o rito ordinário 24 . lavrando-se termo assinado por duas testemunhas.c) recebimento pelo juiz. Rito dos crimes contra a propriedade imaterial (arts. do CPP) Providências nos crimes de ação penal privada a) ofendido requer busca e apreensão. a partir daqui segue-se o rito ordinário 5.4.2. a partir daqui segue-se o rito ordinário 5. b) laudo apresentado e homologado pelo juiz.

Modelos gerais de peça No processo penal. um destinado aos requerimentos em geral e outro aos recursos. a estrutura de qualquer peça sempre deverá obedecer a dois pré-definidos modelos.1. 25 . PEÇAS PROFISSIONAIS 6. como veremos a seguir.6. isto é. regra geral. existem apenas dois tipos de peças diferentes.

Deve se ater ao que foi exposto na prova.. contudo. com endereçamento.. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 26 .... pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS.... nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA..1... qualificação.. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação.. já qualificado. fazer cópia literal do problema). revisão criminal. respeitosamente perante Vossa Excelência. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado.. Autos nº_____... com fundamento no art. alegações finais. . processo em epígrafe. Consiste em uma peça única... requer seja. Diante do exposto. Modelo geral de peça simples Este modelo de peça é utilizado para todos os requerimentos.1. vem. requerer _____________________.. visando o resultado pretendido..6. Pede Deferimento. na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. 2) DO DIREITO. a descrição dos fatos. sem... Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________.... habeas corpus.... etc.. Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto. por seu advogado infra-assinado. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo. do direito e o pedido. (local/ data).. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL..

1. Agravo etc. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL.. por seu advogado infra-assinado. (local/ data)...6... Requer seja recebido o presente e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de .. do Código de Processo Penal. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________.... processo em epígrafe..... vem.. Autos nº_____.. com as razões em anexo.. Modelo geral de peça composta Este modelo de peça é utilizado para a maioria dos recursos.. interpor RECURSO.. Apelação. respeitosamente perante Vossa Excelência. nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo... Consiste em duas peças: uma de interposição (ou juntada) e outra de razões (ou contra-razões). com fundamento no art...2. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 27 ... já qualificado. Termos em que. Pede Deferimento. tais como RESE.

.... na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO........RAZÕES DE RECURSO RECORRENTE: . fazer cópia literal do problema).. sem...... RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ......... da _____ Vara Criminal da Comarca ___________.. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado....... visando o resultado pretendido. 1) DOS FATOS.. impõe-se a reforma da respeitável sentença (ou decisão) pelas razões fáticas e de direito que passa a expor... (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Deve se ater ao que foi exposto na prova........ Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto........ 2) DO DIREITO. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (nome e assinatura do advogado/nº OAB) 28 .... COLENDA CÂMARA. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau.. Diante do exposto.. requer seja. contudo.... (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação...

2) Flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. viciando sua vontade. pela formulação do problema. do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. for possível identificar que a prisão ocorreu fora das hipóteses legais ou que há vício na elaboração do Auto de Prisão em Flagrante. É a hipóteses clássica de flagrante. Por essa razão.034/95): ocorre quando. armas. da Lei nº 11. nos crimes praticados por organizações criminosas. em situação que faça presumir ser ele o seu autor. I e II. Hipóteses legais: 1) Flagrante próprio ou real (art. 2º. caracterizando. 4) Flagrante retardado ou diferido (art. CPP): ocorre quando alguém é encontrado logo depois da prática de uma infração penal. Como a infração não foi praticada espontaneamente pelo agente. 53. RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE O pedido de relaxamento da prisão em flagrante deverá ser formulado se. e. Hipóteses ilegais. forjam. na hipótese. Há dispositivo semelhante no art.343/06. justamente por ser imposta no momento da prática delitiva. objetos ou papéis que façam presumir ser ele o seu autor. A doutrina aponta. I. o prende em flagrante.1. Analisemos as duas hipóteses. CPP): ocorre quando alguém é surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acaba de cometê-la. II. algumas hipóteses nitidamente ilegais de flagrante: 1) flagrante preparado ou provocado (delito de ensaio): alguém induz o autor à prática do crime. 302. deve-se observar se ela foi realizada dentro dos limites legais. crime impossível (Súmula 145 do STF). da Lei nº 9. em seguida. 301) os agentes e as autoridades policiais devem e qualquer pessoa do povo pode prender quem se encontre em estado de flagrância. com instrumentos. 3) Flagrante ficto ou presumido (art.6.2. aguardando momento mais oportuno para fazê-lo. III. é a prisão que tem lugar ainda no calor dos acontecimentos.2. IV. PRISÃO EM FLAGRANTE É a prisão que ocorre durante a prática de uma infração penal ou momentos após. não pode existir crime. ainda. PEÇAS (ESPÉCIES) 6. os agentes policiais deixam de prender os suspeitos no momento em que se deparam com a prática criminosa. CPP): ocorre quando alguém é perseguido logo após a prática de uma infração penal. provas de um crime que sequer existe. 302. Segundo disposição do nosso Código de Processo Penal (art. A prisão em flagrante é a única modalidade de prisão cautelar que dispensa a apresentação de mandado. 29 . 2) flagrante forjado: policiais ou terceiros criam. 302.

2 testemunhas assinarão após a leitura. devem assinar o auto 2 testemunhas que tenham presenciado a apresentação do preso à autoridade. assim. 3) crimes de ação penal privada: neles. ou seja. LXIII. 306. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Efetuada a prisão em flagrante. contudo. Apresentado o preso à autoridade. se não for o autor da prisão. pois o crime só se caracteriza com a reiteração da conduta. a elaboração do autos seguirá as seguintes etapas: 1) Antes da lavratura. oitiva da vítima. que indicará o motivo da prisão. sob pena de relaxamento. os dispositivos do interrogatório judicial. em 24 horas. No prazo de até 24 horas após a prisão. 5) Oitiva do preso. alertando-o de seu direito ao silêncio e observando-se. em sua presença. comunicação da prisão à família do preso ou a quem ele indicar (art. 4) Se estiver presente. deverá ser entregue a nota de culpa ao preso (art. como dito. 148. Se o preso não souber. a verificação de sua legalidade será feita posteriormente pelo juiz. Nota de culpa. Se ela foi realizada em local distinto daquele onde se consumou a infração. Há. deverá ratificá-la no prazo de entrega da nota de culpa. colheita de sua assinatura e entrega do recibo de entrega de preso. 2) crimes habituais: em tese não se admite. como por exemplo ocorre no crime de seqüestro (art.Flagrante de acordo com o crime: 1) crimes permanentes: enquanto não cessar a permanência. A autoridade competente para a lavratura do auto é a da circunscrição onde foi efetuada a prisão. A falta de entrega no prazo estipulado pode trazer o relaxamento da prisão. no que couber. 30 . o ofendido. doutrinadores que admitem tal hipótese. o que não se pode verificar num ato isolado. ela independe de mandado e. documentada. CF). No mesmo prazo deve ser enviada cópia à Defensoria Pública. posteriormente os autos de inquérito seguirão para a autoridade policial respectiva. 5º. Isso porque. o que se faz através do respectivo auto. cópia do auto será encaminhada ao juiz no prazo de 24 horas. 2) Oitiva do condutor. CPP). Se não houver. 6) Encerrada a lavratura. ela precisa ser formalizada. CP). 3) Oitiva de pelo menos 2 testemunhas que tenham acompanhado o condutor e colheita de suas assinaturas. a contar da prisão. não puder ou se recusar a assinar. o agente encontra-se em situação de flagrância. se o preso não tiver declinado possuir advogado. § 2º. desde que haja investigação anterior e provas da habitualidade. através da análise do documento em questão. o nome do condutor e das testemunhas.

302 do Código de Processo Penal. Encontra-se detido na Cadeia Pública local desde a data de 20 de maio. quando assistia à aula de Direito Penal. 31 . (nacionalidade). portador do RG nº __________. (estado civil). Também não foi perseguido em circunstâncias que fizessem presumir ser ele o autor da prática delitiva. A melhor solução. Note-se que. vem perante Vossa Excelência. O requisito temporal. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). inscrito no CPF sob nº______________. no caso em tela. caput. não há motivos para a manutenção da prisão do Requerente. em plena Universidade. Sabe-se que referida modalidade de prisão cautelar só pode ser imposta dias das hipóteses previstas no art. portanto. O Requerente foi detido dois dias depois do delito ter sido cometido. 2) DO DIREITO. com objetos ou armas que o ligassem a tal prática. do Código Penal. ainda que se pudesse presumir ser ele o autor do crime. pois teria infringido o art. é o relaxamento da prisão. com fundamento no artigo 5º. portanto. O Requerente foi preso em flagrante. ao efetuar 10 disparos de arma de fogo contra “B”. Com efeito. da Constituição Federal. 3) DO PEDIDO. (profissão). muito menos foi encontrado. (endereço). pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE. nem quando ele tinha acabado de ser cometido. Excelência. o Requerente não foi preso durante a prática do delito. em razão de algum objeto encontrado em seu poder – o que não é o caso – a prisão não foi efetuada logo depois da prática do crime. no Auto de Prisão em Flagrante em epígrafe. LXV. a prisão em flagrante imposta não atendeu às exigências legais. está afastado. logo depois da prática do crime. Não há nexo nenhum entre o momento da prisão e a prática do delito.MODELO DE PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara do Júri da Comarca _____________ Autos nº _______ “A”. Pode-se verificar que. 121.

expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. (local/data) (advogado e nº da OAB) 32 . Pede Deferimento.Diante do exposto. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. requer o relaxamento da prisão imposta ao Requerente.

310. § 2º. 323 e segs.343/06) e assemelhados e nos ligados a organizações criminosas (Lei nº 9. Liberdade provisória com fiança (art. Se a infração não se encaixar nas hipóteses 33 . ou seja.613/98). após oitiva do Ministério Público. A fiança poderá ser feita através de depósito (dinheiro. A liberdade provisória sem fiança. b) verificar que não se encontram presentes os motivos autorizadores da prisão preventiva (art. O Código de Processo Penal traz as hipóteses em que não deverá ser concedida fiança. 310.2. CPP).464/07. só pode ser concedida pelo juiz.2.034/95). títulos da dívida pública) ou através de hipoteca (art. sob pena de revogação. trata da inafiançabilidade. o que importa é a verificação dos requisitos legais. É o instituto processual que garante ao acusado o direito de aguardar o curso do processo em liberdade. pedras preciosas. Quando se tratar de crime contra a economia popular ou de sonegação fiscal. o acusado ficará vinculado ao juízo através da assinatura de termo de comparecimento aos atos processuais. CPP). CPP). LIBERDADE PROVISÓRIA (art. Seu mecanismo consiste em depositar determinada quantia como garantia da liberdade do acusado durante o processo. 310. Anote-se que a proibição que existia em relação aos crimes hediondos não mais persiste. CPP). 330. Da mesma forma. O juiz deve conceder a liberdade provisória independente do pagamento de fiança quando: a) verificar que o acusado agiu amparado por causa excludente de ilicitude (art. o juiz somente poderá conceder a liberdade provisória mediante fiança. por expressa disposição contida no art. podendo-se cumular o pedido. Não é admitida a liberdade provisória nos crimes de lavagem de dinheiro (Lei nº 9. CPP). conforme o caso que se apresente. como adiantado. No Exame de Ordem. caput). do CPP. antes do trânsito em julgado. basicamente vamos trabalhar com duas modalidades de liberdade provisória – sem o arbitramento de fiança e com o arbitramento de fiança. Fiança é uma caução destinada a garantir o cumprimento das obrigações processuais pelo réu. de tráfico de drogas (Lei nº 11. promovida pela Lei nº 11. Pode o pedido ser formulado durante a fase de inquérito policial ou durante o curso da ação penal. no julgamento da Adin 3. parágrafo único. a proibição de liberdade provisória aos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso proibido. Liberdade provisória sem fiança (art.112-1.072/90. Caso concedida. 321 e seguintes. 325. em razão da alteração da Lei nº 8. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. foi afastada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Aqui pouco importa se a infração é afiançável ou inafiançável.6..

g) em caso de prisão civil. administrativa ou militar. se o réu já tiver sido condenado por outro crime doloso. São também inafiançáveis os crimes de racismo. Dec. A autoridade policial pode conceder fiança nos casos de crimes apenado com detenção e prisão simples (art. f) a quem tiver quebrado fiança ou desrespeitado obrigação no mesmo processo. b) na contravenção penal de vadiagem (art. Assim. Lei 3688/41). ela é afiançável. c) nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade. tortura. 322). em suma. cuja pena mínima seja superior a 2 anos. com trânsito em julgado. hediondos. lembrando que. tráfico ilícito de entorpecentes. como se faz no pedido de relaxamento da prisão em flagrante. salvo de o novo processo for por crime culposo ou contravenção penal. i) quando presentes os motivos que autorizem a decretação da prisão preventiva. por disposição constitucional. 59. h) a quem estiver no período de prova de sursis ou livramento condicional. Não se concederá fiança: a) em crimes punidos com reclusão. e) nos crimes punidos com reclusão que provoquem clamor público ou que tenham sido cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. Observação: Note-se que. o que leva à aplicação dos institutos previstos na Lei nº 9. a maior parte dessas infrações são de menor potencial ofensivo. 34 . terrorismo. d) se houver prova de ser o réu vadio. disciplinar. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. no pedido de liberdade provisória deve-se procurar demonstrar que não estão presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva ou então que a fiança (que é direito subjetivo do indiciado ou réu) é admitida na hipótese. trabalhase com o mérito subjetivo do preso e com as circunstâncias da infração para pleitear a soltura e não se ataca a legalidade da medida.relacionadas. em princípio.099/95.

Autos nº _______ “A”. não há que se dizer que o Indiciado solto possa oferecer qualquer obstáculo à produção da prova. da Constituição Federal e art. Muito menos razão existe para se acreditar que o Requerente apresente risco iminente de fuga. do Código de Processo Penal. (estado civil). não há que se falar em garantia da ordem pública. assim. residência fixa (doc. Como se pode verificar. no Auto de Prisão em Flagrante em epígrafe. (nacionalidade). ___). tem família constituída.MODELO DE LIBERDADE PROVISÓRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ________. (profissão). do Código de Processo Penal. De fato. não está presente o requisito da conveniência da instrução criminal. Não há fundado motivo para se acreditar que vá colocar em risco a ordem social através da prática de novos delitos. ___). LXVI. pois teria subtraído mediante grave ameaça a bolsa da transeunte “B”. O Requerente foi preso em flagrante delito. 310. o que justificaria a decretação da custódia pelo fundamento da garantia de aplicação da lei penal. pois é primário e ostenta bons antecedentes (doc. não apresentando qualquer indício de que possa se furtar à aplicação da lei. os requisitos autorizadores da prisão preventiva. parágrafo único. 35 . inscrito no CPF sob nº______________. a liberdade provisória deve ser concedida. pois não apresenta. o perfil de pessoa perigosa. vem perante Vossa Excelência requerer LIBERDADE PROVISÓRIA SEM FIANÇA. nesta cidade. não estando presentes os requisitos da custódia preventiva. no último dia 20 de maio. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). no caso em tela. uma vez que o Requerente não denota periculosidade. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. ___). Da mesma forma. consoante redação do art. como já dito. 2) DO DIREITO. (endereço). Encontra-se ainda detido na Cadeia Pública local. Excelência. não estão presentes. com fundamento no artigo 5º. parágrafo único. na Rua das Flores. pois o Requerente é comerciante estabelecido há 10 anos no mesmo local (doc. portador do RG nº __________. Assim. 310. não há que se falar em manutenção da prisão em flagrante.

mediante assinatura do termo de comparecimento. requer. após oitiva do digno representante do Ministério Público. expedindo-se o alvará de soltura em seu favor. é a soltura do Requerente. (local/data) (advogado e nº da OAB) 36 . a concessão da liberdade provisória ao Requerente. Diante do exposto. então.A melhor solução para o caso presente. 3) DO PEDIDO. mediante a assinatura do termo de comparecimento aos atos processuais. Pede Deferimento. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que.

37 .

Como visto. em razão de suas condições pessoais. ou por conter o auto de prisão em flagrante algum vício de formalidade. autoriza-se a concessão da liberdade provisória. ou seja.3. se a prisão em flagrante for ilegal. muito embora possa eventualmente se falar em relaxamento (no caso de excesso de prazo). sem fundamento ou sem observância dos critérios legais. deve ela ser revogada. Já se foi imposta uma prisão preventiva ou uma prisão temporária. PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA. diante de uma prisão em flagrante legal. A prisão preventiva e a temporária são impostas por ordem do juiz e se elas foram decretadas sem que se atenda ao critério da necessidade.2. que pode acontecer mediante o arbitramento de fiança ou não. constando uma prisão preventiva ou temporária imposta abusivamente. conforme o caso. se um problema for apresentado. Assim. não apresente risco ao processo nem à sociedade. cancelada. É um benefício concedido ao indiciado/acusado. 38 . a liberdade provisória é um instituto que permite ao réu responder aos termos do processo em liberdade. tendo em vista o Exame de Ordem. mas sim em sua revogação. ou por ter sido imposta fora das hipóteses previstas em lei. que em termos de modelo não foge nada ao que já foi estudado (relaxamento e liberdade provisória). não há que se falar em liberdade provisória. Caso ela seja legal.6. De fato. caberá ao candidato redigir o pedido de revogação. deve referida prisão ser relaxada. mas o preso.

que está totalmente afastada no caso 39 . não dá indícios de que pode praticar crimes se em liberdade. Excelência. uma vez que o Acusado. O motivo autorizador da prisão preventiva para garantia da ordem pública está intimamente ligado à periculosidade do agente. O mandado foi cumprido e o Réu encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória local. o que é inaceitável. 316 do Código de Processo Penal. “A”. a prisão preventiva imposta ao Acusado deve ser revogada. 171. (estado civil). vem. requerer a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. Não há que se falar que seus antecedentes autorizam a medida. respeitosamente perante Vossa Excelência. com fundamento no art. Note-se que o Acusado é tecnicamente primário. 2) DO DIREITO. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. tem residência fixa e trabalho honesto. processo em epígrafe. (profissão). continuaria a praticar crime. A denúncia foi recebida por Vossa Excelência. nada indicando que seja dado a práticas delitivas. O Acusado foi denunciado por suposta infração ao art. portador do RG nº __________. pois teria obtido vantagem ilícita em prejuízo alheio. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). portanto. pois assim se estaria violando o consagrado princípio constitucional da presunção de inocência. (nacionalidade). momento em que foi decretada a prisão preventiva do Acusado. caput. Admitir a prisão por eventuais antecedentes é presumir a culpabilidade no caso presente e não a inocência. do Código Penal. sob o fundamento de que seus antecedentes apontam que se ele continuasse em liberdade. ao empregar o denominado “golpe do bilhete premiado” em via pública desta cidade. pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. De fato.MODELO DE PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _____________ Autos nº ______. não há motivos para a decretação. necessária a custódia cautelar. inscrito no CPF sob nº______________. (endereço). por suas condições subjetivas.

requer seja revogada a prisão imposta ao Acusado. naqueles casos em que se denota que o Acusado não tem condições de conviver em sociedade.concreto. Diante do exposto. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. pois colocará em risco a paz social. Como se sabe. a prisão em nosso sistema processual é medida de exceção e só deve ser imposta em casos extremos. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. 3) DO PEDIDO. (local/data) (advogado e nº da OAB) 40 . Pede Deferimento.

c) do cônjuge. Quanto à forma.4. Assim. ou seja. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. deve avaliar o interesse do assistido. conforme art. Na hipótese de nomeação de curador. é possível voltar atrás. dos vários autores. não se exige nenhum rigor formal. retratar-se? Sim. a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. Exemplos de crimes que exigem representação no Código Penal: art. A natureza jurídica da representação é de condição de procedibilidade. 147. em regra. descendente ou irmãos (CADI). O prazo para oferecimento da representação é de 6 meses. como estampado no art. 130. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. o prazo para representação é decadencial: não oferecida no prazo. A vontade do ofendido importa apenas para autorizar o Ministério Público a analisar as condições da ação. o Ministério Público poderá denunciar todos eles. caput. desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia. 39 do CPP.6. Ressalte-se que se o ofendido representar apenas um. Ela é verdadeira autorização para que o órgão ministerial possa propor a ação penal. art. No caso de ser pessoa jurídica a que deva oferecer representação.2. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. caput (este por força do art. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. b) do representante legal.099/95). no sentido de ver o autor do fato processado. d) de um curador especial. REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal. 38. Note-se que a representação oferecida pela vítima ou seu representante legal. indica que ela deve conter todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. não poderá agir. art. 129. esta deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gerentes. possa proceder à ação. é condição para que o Ministério Público possa intentar a ação penal. caso contrário. O art. O promotor ou procurador deverá analisar se estão presentes os requisitos para propor a ação. 39. 41 . IV. porém. CP). no sentido de ser instaurada a ação penal. A representação poderá ser dirigida ao juiz. ou seja. São os destinatários da representação. Isso é o que se chama de eficácia objetiva da representação. 107. se o ofendido for morto ou declarado ausente. CPP. terá o ofendido decaído de seu direito. ao representante do Ministério Público e à autoridade policial. basta a inequívoca manifestação de vontade do ofendido. ele não está obrigado a representar. 88 da Lei nº 9. não vincula o Ministério Público a oferecer denúncia. Uma vez oferecida a representação. nos termos do art. ascendente.

pois a partir daí o Ministério Público já conta com a autorização de que necessitava e não pode dispor da ação. 42 . Nunca é demais lembrar que se trata de ação pública. como visto anteriormente.25. CPP. Não é possível após esse momento. de titularidade do Ministério Público.

com a instauração do devido Termo Circunstanciado e demais providências legais. 3) DO PEDIDO.MODELO DE REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia da ____ Delegacia de Polícia de _____________. no último dia 20 de maio. (nacionalidade). vem. (endereço). pois ameaçou o Requerente. pois não há dúvidas de que poderia efetivamente sofrer mal injusto e grave. por seu advogado infraassinado (procuração com poderes especiais em anexo). diante de seus familiares. O Requerente foi vítima. (qualificação). com fundamento no artigo 39 do Código de Processo Penal. em alto e bom som. (profissão). Ressalte-se ainda que o Requerente. por meio de palavras. 2) DO DIREITO. Diante do exposto. oferecer REPRESENTAÇÃO contra “B”. Note-se que a ameaça revestiu-se de seriedade. torna-se evidente que. de fato. portador do RG nº __________. pois conhecia todos os passos do Requerente. Tendo em vista os fatos acima narrados. inscrito no CPF sob nº______________. Pede Deferimento. lavrando-se o competente Termo Circunstanciado e prosseguindo-se nos demais termos legais. (estado civil). requer seja recebida a presente Representação. que ria matá-lo com um tiro na cabeça na primeira oportunidade. Termos em que. Como tal infração exige a condição de procedibilidade da representação. não havendo qualquer discussão no momento da conduta. sem pudores. “B”. 147 do Código Penal. respeitosamente perante Vossa Senhoria. “A”. foi proferida de forma serena pelo ofensor. assim agindo. o ofensor praticou a conduta descrita no art. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. oferece esta para que possa ter curso o competente persecução penal. de ameaça proferida por “B”. sentiu-se atemorizado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 43 . de causar-lhe mal injusto e grave. disse ao Requerente.

bem como a possibilidade de ser o querelado seu autor. Deve o instrumento de mandato conter poderes especiais para promover a ação. ainda que não seja uma classificação imodificável. deve-se rejeitar a peça. ou do término do prazo do Ministério Público. este é o momento de arrolar. erroneamente. o correspondente abstrato ao fato concreto deve ser trazido na peça inicial. Caso não seja possível colher o menor elemento identificador. b) Qualificação ou identificação do querelado. apontar sua completa individualização. Tratam-se aqui de dados físicos. dependendo da modalidade de ação. Assim. É necessário apontar qual a previsão legal para a conduta que é narrada na inicial. Isso porque não se admite o recebimento da queixa de fato que não é considerado crime pela lei penal. além de fazer menção ao fato criminoso e indicar o nome do querelado (há erro de redação no CPP. Havendo. a contar da data do conhecimento da autoria do delito. no que diz respeito à procuração outorgada ao advogado. modalidade de ação penal já estudada anteriormente.2. 44 do CPP. isto é. muito embora não se saiba sua qualificação. que traz. Deve-se narrar tudo o que se passou e na forma em que se passou. QUEIXA-CRIME Queixa-crime ou simplesmente queixa é a petição inicial da ação penal privada. que permitam ao menos saber quem ele é. possibilitando o regular desenvolvimento do processo. O prazo para o oferecimento da queixa é de 6 meses. 44 .6. c) Classificação jurídica do fato. pois não se pode imputar vagamente a prática de um crime a alguém de quem não se tem a mínima certeza de quem seja. A descrição na peça inicial deve ser exata. Como toda petição inicial a queixa-crime deve preencher os requisitos enumerados pela lei para que possa ser recebida. Se não for possível qualificar o querelado. Note-se que para a queixa. a palavra querelante). d) Rol de testemunhas. outros requisitos ainda são exigidos. mas é óbvio que ele só será exigido se houver testemunha a ser inquirida. A apresentação do rol de testemunhas aparece como requisito. de modo que o julgador possa vislumbrar a possibilidade de ter existido crime. deve-se indicar os dados que possibilitem sua identificação. 41.5. de modo a possibilitar a perfeita identificação da acusação para que seja exercido o direito de defesa. nos termos do art. CPP): a) Descrição do fato em todas as suas circunstâncias. Requisitos (art. sob pena de preclusão.

IP nº ______ “A”. 140 do Código Penal. a Querelante foi casada com o Querelado. não dá o direito ao Querelado de ofender a Querelante. De fato. que colheu todos os elementos necessários à propositura da ação penal e que segue em anexo. 140 do Código Penal. 2) DO DIREITO. Na data de 20 de abril. portadora do RG nº __________. não resta dúvida que o Querelado infringiu o art. Como se sabe. (qualificação). pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. Foi instaurado o competente Inquérito Policial. respeitosamente perante Vossa Excelência. Como dito anteriormente. tal crime se processa. por essa razão. por seu advogado infra-assinado (procuração com poderes especiais em anexo). foi praticada sem que a Querelante tivesse dado qualquer motivo para tal. (estado civil). cuja prova se encontra estampada nos depoimentos colhidos na fase de inquérito e que serão corroborados em juízo. 72 e seguintes da Lei nº 9. na pena do art. De acordo com os fatos apurados na peça investigatória.. com fundamento no artigo 30 do Código de Processo Penal. prosseguindo-se nos termos do art. Tal fato. oferecer QUEIXA-CRIME contra “B”. até final condenação do Querelado.MODELO DE QUEIXA-CRIME Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ______________. a Querelante estava em uma festa quando foi ofendida pelo Querelado. (nacionalidade). em regra. A conduta praticada pelo Querelado é grave e trouxe conseqüências humilhantes à Querelante. que a chamou de “vaca”. requer seja recebida a presente queixa-crime. oferece a presente queixa. Note-se que o Querelado é ex-marido da Querelante e não aceita o término da relação conjugal. contudo. que não aceita. a separação do casal. inscrita no CPF sob nº_________. até hoje. (profissão). a ofensa contra a honra. Diante do exposto. não podendo restar impune. (endereço). mediante ação penal de iniciativa privada e. 45 .099/95. 3) DO PEDIDO. vem. Ref.

Requer ainda sejam ouvidas as testemunhas constante do rol abaixo. Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

Rol de testemunhas: 1)_____________, (qualificação e endereço); 2)_____________, (qualificação e endereço); 3)_____________, (qualificação e endereço).

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6.2.6. RESPOSTA À ACUSAÇÃO (art. 396-A, CPP) Peça destinada ao oferecimento da primeira defesa por escrito do réu no processo. Nela, pode-se: a) discutir o mérito da imputação; b) argüir preliminares e opor exceções que verificar existirem; c) requerer as diligências que entender necessárias; e) juntar documentos e especificar provas que pretende produzir ; f) arrolar testemunhas. O prazo para apresentação é de 10 dias, a contar da citação do Acusado.

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MODELO DE RESPOSTA À ACUSAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca _________.

Autos nº _____

“A”, já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 396-A do Código de Processo Penal, apresentar sua RESPOSTA À ACUSAÇÃO, expondo e requerendo o seguinte: 1) DOS FATOS. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. 213 do Código Penal, pois teria submetido “B” à prática de conjunção carnal mediante grave ameaça. 2) DO DIREITO. A acusação dirigida ao Réu é infundada, devendo ele ser absolvido sumariamente, pois mais do que evidente pelos documentos já juntados aos autos que a relação sexual foi consentida. O Acusado e “B” mantêm longo relacionamento amoroso e a presente persecução só foi instaurada porque, após uma briga do casal, “B” resolveu dizer em sede de Boletim de Ocorrência, que havia sido estuprada pelo Acusado. Como se nota de suas próprias declarações em sede de inquérito, ela admitiu a farsa e afirmou que a relação dói mesmo consentida. Assim, não há que se falar em crime. (OBS: Nesta peça, a defesa já deve discutir matéria de mérito que possa levar à absolvição sumária, se houver, além de fazer eventuais requerimentos e arrolar as testemunhas que quer sejam ouvidas). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja o Acusado absolvido sumariamente, nos termos do art. 397, III, do Código de Processo Penal, por ser medida de JUSTIÇA! Caso assim não entenda Vossa Excelência, e o feito atinja a fase de instrução, requer sejam ouvidas as testemunhas constantes do rol abaixo. Termos em que, Pede Deferimento. 48

(local/data) (advogado e nº da OAB)

Rol de testemunhas: 1)_____________, (qualificação e endereço); 2)_____________, (qualificação e endereço); 3)_____________, (qualificação e endereço).

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havendo previsão de sua apresentação por escrito.6. pois. comumente se faz a argüição em preliminar de causas extintivas da punibilidade e de nulidades. e. em forma de memoriais. propriamente ditas. isto é. se acolhidas. MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) Momento para exposição da acusação e da defesa. parágrafo único. sob a forma de pedidos subsidiários. que não pode indispor da ação penal. A apresentação das alegações finais é obrigatória. tanto para a acusação. 403. quanto para a defesa. e a matéria de mérito propriamente dita. Devem ser feitas em audiência. 404. art. tecendo as considerações devidas. Vigora ainda. discutindo-se e analisando-se a prova produzida nos autos. nesta peça. que permite às partes aduzirem toda a matéria que julgarem pertinente. Dessa forma.2. conforme o caso. aquelas cujo acolhimento impede a análise do mérito.7. aquelas põem fim ao processo enquanto estas implicam na renovação dos atos processuais viciados. do CPP). Aqui devem ser alegadas todas as matérias preliminares. § 3º. em atendimento aos princípios do contraditório e da ampla defesa. 50 . o denominado princípio da eventualidade. no prazo de 5 dias (art.

De toda a prova colhida. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. 51 . processo em epígrafe. 157. reconhecê-lo com segurança. contudo. pois teria. o Acusado negou veementemente a prática do delito. por seu turno. o que não se pode admitir no processo penal. Já as testemunhas arroladas pela defesa. nos exatos termos da denúncia. De fato. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. apresentar seus MEMORIAIS. Inaceitável. do Código de Processo Penal. Em suas alegações finais. nenhuma aponta com segurança para o acusado. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. Por isso. por seu advogado infra-assinado. do Código Penal. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. sem o mínimo de segurança. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Acusado no local do delito. mediante a simulação de estar armado. portanto. o Réu deve ser absolvido. apenas restam presunções e conjecturas. na companhia de seus familiares.MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. § 3º. já qualificado. I. com fundamento no artigo 403. Excelência. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. vem. não se apurou nos autos a autoria do delito. sem. apoiados nas seguintes razões: 1) DOS FATOS. respeitosamente perante Vossa Excelência. Quando interrogado. Autos nº _____ “A”. 2) DO DIREITO. subtraído um automóvel em via pública. a única solução para o presente caso é a absolvição do Acusado. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Réu ocorreu em sua residência. o ilustre representante do Ministério Público pugnou pela condenação do Réu. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. § 2º.

por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. requer seja afastada a causa de aumento de pena descrita no Art. § 2º.Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva. 3) DO PEDIDO. 157. Diante do exposto. do Código de Processo Penal. IV. subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de arma. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. Se nesse sentido for admitida. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça. pois não foi efetivamente empregada uma arma. caso Vossa Excelência entenda deva condenar o acusado. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. nulidades e mérito propriamente dito). no sentido técnico. requer seja absolvido o acusado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 52 . Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência. de acordo com o problema formulado: causas extintivas da punibilidade. teremos violação ao princípio da legalidade. I. com fundamento no art. Pede Deferimento. pois não há previsão legal para o aumento pela simulação. Com efeito. subsidiariamente. já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. 386.

arbitrar. estabelece referido artigo que caberá recurso em sentido estrito: a) da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa. j) da decisão que anular o processo da instrução criminal. Há exceções na legislação processual. f) da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido seu valor. g) da decisão que decretar a prescrição ou julgar. b) da decisão que concluir pela incompetência do juízo. 581 do Código de Processo Penal. negar.8. Esta decisão também se sujeita. no caso da exceção de suspeição não cabe o recurso porque ela é julgada pela segunda instância. que declara extinta a punibilidade do acusado. apesar de opiniões em contrário. para sustentar que deva ser absolvido sumariamente. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. por exemplo (situação mais favorável a ele). Inclusive. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO É o que se destina a possibilitar o reexame das matérias previstas no art. Como visto anteriormente. como visto. h) da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade. em que é desafiada por apelação. Refere-se à decisão proferida por juiz. Trata-se da decisão que reconhece a incompetência de ofício e não através de exceção oferecida pelas partes. por outro modo. De qualquer forma. conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante. para a declaração de extinção da punibilidade. extinta a punibilidade. e) da decisão que conceder. quanto a essa decisão nos crimes de imprensa e nas infrações de menor potencial ofensivo. Esta lista pode ser impugnada no prazo de 20 dias. cassar ou julgar inidônea a fiança. Cuida a hipótese da lista anual que contém o nome dos jurados selecionados para trabalharem nas sessões do Júri. apesar de ser definitiva.6. no todo ou em parte. 53 . c) da decisão que julgar procedente exceção. salvo a de suspeição. portanto. em primeira instância. d) da decisão que pronunciar o réu. Hipótese em que podem recorrer o Ministério Público. A diferença em relação à previsão anterior é que aqui foi feito requerimento pela parte. enquanto no outro a decisão era de ofício. é atacada por recurso em sentido estrito e não por apelação. A decisão. k) da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir. ao reexame necessário.2. i) da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. o assistente de acusação e o acusado. A posição majoritária da doutrina aponta para a taxatividade do rol. dirigindo-se o recurso diretamente ao Presidente do Tribunal de Justiça. pode o acusado recorrer da impronúncia.

As demais hipóteses contidas no art. O prazo para sua interposição é de 5 dias. O recurso em sentido estrito possibilita ao próprio juiz recorrido uma nova apreciação da questão. que passou a ser disciplinada pela Lei nº 7. XXI. em virtude de questão prejudicial. Trata-se de juízo de admissibilidade do recurso de apelação. XXIV. As razões devem ser apresentadas em 2 dias (art.210/84 – Lei de Execução Penal. 588. XVII. Lembre-se da hipótese que impugna lista geral de jurados. m) da decisão que ordenar a suspensão do processo. n) da decisão que julgar o incidente de falsidade. XIX. XXII. onde o prazo é de 20 dias e recurso endereçado ao Presidente do Tribunal de Justiça. Trata-se do incidente de falsidade documental. XII. antes da remessa dos autos à Segunda Instância – o que se denomina juízo de retratação. São eles: incisos XI.l) da decisão que denegar a apelação ou julgá-la deserta. 54 . XXIII. 581 perderam a aplicação em razão de tratar de matéria de execução penal. XX. CPP).

interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. com as razões em anexo. do Código de Processo Penal. (local/data) (advogado e nº da OAB) 55 . já qualificado. com fundamento no artigo 581.MODELO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Excelentíssimo Senhor ___________________. seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________. processo em epígrafe. Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca Autos nº ______ “A”. vem. Requer seja recebido o presente recurso e. Termos em que. Pede Deferimento. caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. por seu advogado infra-assinado. decisão. respeitosamente perante Vossa Excelência. IV.

3) DO PEDIDO. se não existem ao menos indícios razoáveis de autoria. COLENDA CÂMARA. razoáveis. também. Seu nome só é mencionado porque as testemunhas “ouviram dizer” que seria ele o autor do delito. Como se sabe. Ora. contrariando a decisão do Magistrado). não há indícios de autoria a autorizar a pronúncia. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. em qualquer fase processual. Restou pronunciado nos termos da denúncia. prova de “ouvir dizer” não é prova suficiente para submeter o Recorrente a julgamento perante o Tribunal Popular. o que não acontece no caso em tela. de acordo com o problema formulado. no mínimo. indícios veementes de autoria e prova da materialidade do crime. decisão pelas razões que passa a expor. que na fase da pronúncia vigora o princípio “in dubio pro societate”. O Recorrente foi denunciado e processado por suposta infração ao art. 2) DO DIREITO. sob o fundamento de que estão presentes no caso. pois teria efetuado disparos de arma de fogo que levaram “B” à morte. esses indícios devem ser. impõe-se a reforma da r. Observa-se. De fato. 121. que nenhuma das pessoas ouvidas liga o Recorrente ao crime. Seria temeroso submeter o Recorrente a julgamento pelo Júri. Excelências. Não se argumente. 1) DOS FATOS. o Recorrente deve ser despronunciado.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ______. pela análise do que foi produzido nos presentes autos. Ainda que se exija apenas indícios de autoria. da _____ Vara do Júri da Comarca ___________. a dúvida deve beneficiar o acusado. caput. como se sabe. 56 . do Código Penal.

por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 57 . com fundamento no art.Diante do exposto. para despronunciar o Recorrente. requer seja conhecido e provido o presente recurso. do Código de Processo Penal. 409.

faculta ao apelante apresentar as razões em Segunda Instância. Assim. ditado pelo mero inconformismo do apelante.6. O tribunal retifica a dosagem da pena. não se pode formular novo pedido. O Ministério Público não pode apelar de sentença absolutória na ação penal privada.2. Na Lei nº 9. Comporta também a apelação. No rito do júri. Só se procede ao reexame de matéria já discutida em primeira instância. apenas. O limite do apelo é fixado na interposição do mesmo e não quando da apresentação das razões. O art. mesmo que a sentença seja absolutória. 600. desde que seja visando alterar o fundamento da absolvição. III. CPP. na função de custos legis. até então inexistente nos autos. poderá apelar se o Ministério Público não o fizer. a posição não admite tal hipótese. APELAÇÃO É o recurso interposto das sentenças definitivas de condenação ou absolvição e das sentenças definitivas ou com força de definitiva. contudo. novo julgamento. portanto. c) houver erro ou injustiça na aplicação da pena. Realiza-se novo julgamento. Nos termos do art. O assistente de acusação tem legitimidade supletiva. terá o assistente de acusação os mesmo 5 dias para interpor a apelação. No caso da apelação supletiva. adotando-se o princípio tantum devolutum quantum apellatum. pode-se apelar da decisão por inteiro ou de parte dela. em razão da garantia de soberania dos veredictos. Quanto à possibilidade de apelar para aumentar a pena. b) a sentença do juiz presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. Desta forma. caberá apelação das decisões proferidas pelo Tribunal do Júri quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. com razões já inclusas. ou seja. já que não se trata da decisão do conselho de sentença. O julgamento é anulado e o réu submetido a outro. d) decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. 593. 58 . se já estiver habilitado nos autos. pode apelar o réu. para fundamento que melhor lhe aproveite. mas sim está ele restrito às hipóteses previstas no Código. seja ação pública ou privada. não havendo. Na apelação. pode ele apelar em favor do réu. ou seja. O tribunal reforma e retifica a sentença.9. § 4º. Quanto à legitimidade. Em caso de sentença condenatória. quando não caiba recurso em sentido estrito. pois se coloca ao lado do entendimento de que seu interesse é a condenação para a formação do título executivo judicial. O prazo para interposição da apelação é de 5 dias e para a apresentação das razões 8 dias. a veiculação de matérias preliminares. de acordo com a matéria que será discutida. A apelação por este fundamento só é cabível uma única vez.099/95 o prazo é de 10 dias. não havendo necessidade de novo julgamento. e 15 dias se não estiver. o Tribunal estará preso aos limites do apelo. arrazoar o recurso interposto pelo Ministério Público. Poderá o assistente. o cabimento da apelação não é completamente amplo. pode ser ampla ou limitada. desde que declare na interposição do recurso.

por seu advogado infra-assinado.. Termos em que. sentença de fls. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. com fundamento no artigo 593. do Código de Processo Penal. Requer seja recebido o presente recurso e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________. vem. I. (local/data) (advogado e nº da OAB) 59 . processo em epígrafe. já qualificado. interpor APELAÇÃO. inconformado com a r. com as razões em anexo. respeitosamente perante Vossa Excelência.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Autos nº ______ “A”. Pede Deferimento.

a citação. Antes que seja enfrentado o mérito da presente causa. pois há nos autos. Por muito tempo nosso ordenamento aceitou que em relação ao réu preso. 2) DO DIREITO.MODELO DE RAZÕES DE APELAÇÃO RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: “A” APELADA: Justiça Pública Processo nº ______. no mérito o Apelante deve ser absolvido. assim. mediante a simulação de estar armado. pois teria. bastava a requisição para sua apresentação em juízo. § 2º. se faz necessária a análise de matéria preliminar. subtraído um automóvel em via pública. e ao pagamento de 13 dias-multa. Restou condenado às penas de 5 anos e 4 meses de reclusão. 157. dispensando-se. desde o início. garantia constitucional dos acusado em geral. 360. COLENDA CÂMARA. impõe a necessidade do ato citatório ao réu preso. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. em regime inicial semi-aberto. contudo. do Código Penal. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. desde o seu início. 1) DOS FATOS. o que traz como conseqüência a anulação do processo. ocorreu nulidade absoluta. I. Desta forma. 60 . impossibilitou-se a ampla defesa. Mérito. De fato. atendendo à idéia de que a citação não é mero chamamento ao processo. a nulidade do processo. notícia do local onde se encontra recolhido. Não há justificativa para a inexistência do referido ato. pode-se observar que o Acusado não foi citado. mas ato pelo qual o acusado deve tomar plena ciência da imputação. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. no mínimo legal. sentença pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. A nova redação do art. Não tendo havido a citação. impõe-se a reforma da r. Preliminarmente. qual seja. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. muito embora estivesse preso.

(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. sem o mínimo de segurança. Quando interrogado. Já as testemunhas arroladas pela defesa. nenhuma aponta com segurança para o Apelante. caso Vossas Excelências entendam devam manter a condenação do Apelante. 3) DO PEDIDO. Se nesse sentido for admitida. o Apelante negou veementemente a prática do delito. sem. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. 564. não se apurou nos autos a autoria do delito. Com efeito. Diante do exposto. portanto. § 2º. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. contudo. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. o que não se pode admitir no processo penal. pois não há previsão legal para o aumento pela simulação. foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 61 . do Código de Penal. ou. no mérito requer a absolvição do Apelante. pois não foi efetivamente empregada uma arma. a única solução para o presente caso é a reforma da r. subsidiariamente. decisão com a conseqüente absolvição do Apelante. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelante ocorreu em sua residência. IV. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida. na companhia de seus familiares. já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. teremos violação ao princípio da legalidade. e. no sentido técnico. apenas restam presunções e conjecturas. 386. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito. Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva.De fato. subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de arma. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. do Código de Processo Penal. reconhecê-lo com segurança. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. Por isso. requer seja conhecido e provido o presente recurso. para declarar a nulidade desde o início do processo. III. contrariando a decisão do Magistrado). seja afastada a causa de aumento de pena prevista no art. Inaceitável. do Código de Processo Penal. de acordo com o problema formulado. De toda a prova colhida. com fundamento no art. 157. por seu turno. I. nos termos do art.

vem. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. Pede Deferimento. apresentar suas CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. (local/data) (advogado e nº da OAB) 62 . Autos nº ______ “A”. já qualificado. Requer seja a presente juntada aos autos. Termos em que. com fundamento no artigo 600 do Código de Processo Penal. por seu advogado infra-assinado. processo em epígrafe. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________.MODELO DE APRESENTAÇÃO DE CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca _________________.

reconhecê-lo com segurança. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelado ocorreu em sua residência. o ilustre representante do Ministério Público recorreu da r. Já as testemunhas arroladas pela defesa. 2) DO DIREITO. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. Por isso. sem. Quando interrogado. do Código Penal. foi absolvido pelo MM. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. nenhuma aponta com segurança para o Apelado. 386. do Código de Processo Penal. contudo. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. Em que pese o inconformismo do ilustre representante do Ministério Público. foram unânimes ao afirmar que o Apelado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. por seu turno. Ao final. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito. o Apelado negou veementemente a prática do delito.MODELO DE CONTRA-RAZOES DE APELAÇÃO CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: Justiça Pública APELADO: “A” Processo nº ______. I. § 2º. De toda a prova colhida. 1) DOS FATOS. agiu acertadamente o Magistrado ao proferir sentença absolutória. subtraído um automóvel em via pública. decisão. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. COLENDA CÂMARA. o que não se pode admitir no processo penal. sentença pelas razões que passa a expor. não se apurou nos autos a autoria do delito. mediante a simulação de estar armado. pois teria. com fundamento no art. 157. Inaceitável. na companhia de seus familiares. sem o mínimo de segurança. Juiz. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. Inconformado. portanto. De fato. apenas restam presunções e conjecturas. IV. Não há motivos para a reforma da r. impõe-se a manutenção da r. decisão. 63 .

requer seja negado provimento ao recurso. de acordo com o problema formulado. 386. ressaltando o acerto da decisão do Magistrado e contrariando as razões do MP).(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 64 . 3) DO PEDIDO. IV. para manter a absolvição do Apelado. com fundamento no art. Diante do exposto. do Código de Processo Penal.

6. as razões do recurso estão adstritas a tecer argumentação sobre o voto vencido. nulidades. sobre questão processual. como o próprio nome diz. Diferenciam-se os recursos apenas pela matéria neles veiculadas. no julgamento de recurso em sentido estrito e apelação (e agravo em execução. Assim. cabíveis quando não for unânime a decisão de Segunda Instância . ou. desfavorável ao acusado. Os infringentes versam sobre matéria de mérito e os de nulidade.prejudicial ao acusado -. 65 .2. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE São recursos exclusivos da defesa.10. Só pode ser objeto de discussão nos embargos a matéria divergente. para alguns). O prazo para oposição é de 10 dias.

respeitosamente perante Vossa Excelência. da _____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de _______. do Código de Processo Penal. parágrafo único. nos autos da Apelação em epígrafe. por seu advogado infra-assinado.. Autos nº ______ “A”. Pede Deferimento. opor EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE). vem. Requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento. Termos em que. com as razões em anexo. já qualificado.MODELO DE PETIÇÃO PARA OPOSIÇÃO DOS EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da Apelação nº ______. contra o v. acórdão de fls. (local/data) (advogado e nº da OAB) 66 . com fundamento no artigo 609.

em regime inicial aberto. Diante do exposto. Como muito bem observado pelo ilustre Desembargador Revisor. não se justifica o aumento realizado pelo MM.MODELO DE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE) EMBARGANTE: “A” EMBARGADA: Justiça Pública Recurso nº __________. voto vencido. Recorreu e seu recurso foi improvido por maioria de votos. pelas razões que passa a expor. impõe-se a reforma do v. Além disso. o que ampara a solução encontrada pelo ilustre Desembargador vencido. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) 67 . 213 do Código Penal. Não há nos autos nenhum elemento que autorize o referido aumento de pena. COLENDA CÂMARA. acórdão. por infração ao art. o voto vencido é quem deve prevalecer no novo julgamento a ser realizado perante essa Colenda Câmara. Juiz a quo. sustentando o voto vencido que a pena deveria ser reduzida ao patamar mínimo – 6 anos – uma vez que o Acusado é primário e ostenta bons antecedentes. para reduzir a pena imposta ao Embargante. da ______ Câmara do Tribunal de Justiça do Estado _______. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar a respeito do voto vencido. Assim. 1) DOS FATOS. as demais circunstâncias judiciais lhe são favoráveis. 3) DO PEDIDO. Em que pese o notório saber jurídico do nobre Turma Julgadora. 2) DO DIREITO. Excelências. nos termos do r. a matéria que foi nele ventilada é o objeto de sustentação). ainda que a condenação seja mantida. a pena deve ser reduzida. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Note-se que o Embargante é primário e não possui nenhuma anotação criminal. requer sejam conhecidos e acolhidos os embargos opostos. O Embargante foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão.

(advogado e nº da OAB) 68 .

11.099/95. tendo como efeito a suspensão do prazo dos demais recursos.6. completar a decisão que contenha obscuridade. ambigüidade. No Código de Processo Penal. esclarecer.2. o prazo para interposição é de 2 dias. Já na Lei 9. o prazo é de 5 dias. seja juiz ou tribunal. isto é. tendo como efeito a interrupção do prazo dos demais recursos. contradição ou omissão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É o recurso endereçado ao próprio prolator da decisão. 69 . a fim de declarar.

deixou ele de apreciar tese de extrema importância.MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ___________. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. que fosse reconhecida e aplicada a regra contido no art. 71 do Código Penal. pleiteou. pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS. a aplicação da regra do crime continuado. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar de modo a apontar o defeito contido na decisão). sentença de fls. Diante do exposto. por seu advogado infra-assinado. já qualificado. 2) DO DIREITO. a pena aplicada poderia ter sido bem menor. com fundamento no artigo 382 do Código de Processo Penal. pela não apreciação da tese ventilada nas alegações finais da defesa. a imputação dirigida ao Embargante prevê a prática de duas condutas em concurso material. 213 do Código Penal. a defesa. Autos nº ______ “A”. tese não apreciada pelo Magistrado. requer sejam acolhidos os presentes embargos. o que demonstra o prejuízo ao Embargante. vem. Não obstante o brilho do ilustre Magistrado. regra do crime continuado. processo em epígrafe. Juiz deixou de analisar tese relevante sustentada pela defesa. contudo.. Juiz. para que seja suprida a omissão na r. Em sua r. por duas vezes. 3) DO PEDIDO. por infração ao art. sentença de fls. o que foi acolhido pelo MM. decisão. De fato. o MM. ou seja. opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO à r. Porém. qual seja. 70 . Se acolhido o pleito subsidiário.. fundamentadamente. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. respeitosamente perante Vossa Excelência. caso fosse o Embargante condenado. sustentada pela defesa. O Embargante foi processado e condenado à pena de 12 anos de reclusão.

Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 71 .

Deve ser requerida no prazo de 48 horas ao Escrivão Diretor do Cartório Judicial. CARTA TESTEMUNHÁVEL Recurso cabível da decisão que não recebe ou nega seguimento ao recurso em sentido estrito (e.6. 72 .2. Também conta com o juízo de retratação por parte do magistrado. com apresentação de razões em 2 dias.12. do agravo em execução). para alguns.

Caso o MM. decisão. já qualificado. vem. com fundamento no artigo 639 do Código de Processo Penal. respeitosamente perante Vossa Senhoria. requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Tribunal _______________. interpor CARTA TESTEMUNHÁVEL. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. (local/data) (advogado e nº da OAB) 73 . Juiz entenda deva manter a r. Termos em que. processo em epígrafe. por seu advogado infra-assinado. Pede Deferimento. Autos nº ______ “A”.MODELO DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Ilustríssimo Senhor Escrivão Diretor do Cartório do ______ Ofício Criminal da Comarca ______________. com as seguintes peças trasladadas: 1) ____________ 2) ____________ 3) ____________.

para que seja recebido/seja dado seguimento ao recurso interposto. impõe-se a reforma da r. 1) DOS FATOS. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. decisão pelas razões que passa a expor. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 74 . 3) DO PEDIDO. requer seja conhecido e provido o presente recurso. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. (Descrição do fato narrado no problema).MODELO DE RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL TESTEMUNHANTE: “A” TESTEMUNHADA: Justiça Pública Processo nº _____. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. 2) DO DIREITO. COLENDA CÂMARA. (Nesta peça deve-se argumentar sobre o não recebimento ou não seguimento do recurso interposto). Diante do exposto.

Ocorre divergência na doutrina. que visa corrigir despachos que impliquem em inversão tumultuária do processo. recurso de cabimento semelhante. só deve ser utilizado quando não há recurso específico para a hipótese.2.13. ou seja.6. 75 . Tem cabimento subsidiário. a segunda posição. aqui. Outros entendem que deve a correição seguir o mesmo processamento do recurso em sentido estrito. como dispõem as leis de organização judiciária de alguns Estados da Federação. Adotamos para nosso modelo. a respeito do processamento da correição parcial. Alguns entendem que tal recurso deve seguir o rito do agravo de instrumento. CORREIÇÃO PARCIAL É um recurso de caráter administrativo-judiciário.

processo em epígrafe. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. Pede Deferimento. com as razões em anexo. interpor CORREIÇÃO PARCIAL. caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. vem. Termos em que. seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal _______________. por seu advogado infra-assinado. já qualificado. com fundamento no artigo ____.MODELO DE CORREIÇÃO PARCIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca ___________. da Lei nº __________. (local/data) (advogado e nº da OAB) 76 . respeitosamente perante de Vossa Excelência. Autos nº ______ Tício. Requer seja recebido o presente recurso e. decisão.

impõe-se a reforma da r. Diante do exposto. decisão pelas razões que passa a expor. para __________. 1) DOS FATOS.MODELO DE RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL CORRIGENTE: Tício CORRIGIDO: Juízo da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. _____. COLENDA CÂMARA. requer seja conhecido e provido o presente recurso. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. 2) DO DIREITO. 3) DO PEDIDO. (Nesta peça deve-se apontar qual o erro do juiz que cause inversão tumultuária dos atos do processo). com fundamento no art. (Descrição do fato narrado no problema). do Código de Processo Penal. (conforme a tese ventilada no problema) por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 77 .

O prazo para interposição é de 5 dias no caso de habeas corpus e 15 dias. ambos com as razões já inclusas. assim disciplinado: No STJ. No STF. b) o crime político.2. se denegatória a decisão. quando denegatória a decisão. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Trata-se de recurso previsto na Constituição da República. caberá o recurso ordinário de: a) habeas corpus e mandado de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. o recurso ordinário é cabível de: a) habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados e do Distrito Federal.14. quando a decisão for denegatória. 78 . no caso de mandado de segurança.6. b) mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados e do Distrito Federal.

interpor RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. nos autos do Habeas Corpus em epígrafe. vem. (local/data) (advogado e nº da OAB) 79 .038/90. já qualificado. Termos em que. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. da Constituição Federal e artigos 30 e seguintes da Lei nº 8. Pede Deferimento.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUICIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. II. com as razões em anexo. por seu advogado infra-assinado. “a”. Autos nº _______ “A”. respeitosamente perante Vossa Excelência. com fundamento no artigo 105.

Assim. já que o momento processual é o da colheita de provas da acusação. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. o que motivou a impetração de ordem de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça. impondo-se. aqui. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. Excelências. pelo gritante excesso de prazo na formação da culpa. através de sua 1ª Câmara Criminal. não há justificativas para a demora no andamento do processo e muito menos para a manutenção do Recorrente na prisão. quantia a título de resgate. exigindo de seus parentes. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o acórdão que denegou a ordem. Já se passaram 2 anos sem que a defesa tivesse concorrido para isso. pelas razões que passa a expor. para relaxar a prisão imposta ao Recorrente. pois teria privado de liberdade “B”. requer seja conhecido e provido o presente recurso. caput. O processo encontra-se em fase de instrução e já conta com 2 anos de andamento. inadmissível que o Recorrente suporte no cárcere a morosidade do Poder Judiciário. do Código Penal. acórdão.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Habeas Corpus nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado __________. que indeferiu-a. COLENDA TURMA. Encontra-se preso desde o flagrante. Como se sabe. estamos longe de qualquer razoabilidade. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. o presente recurso deve ser provido. 159. 2) DO DIREITO. por ser medida de JUSTIÇA! 80 . O Recorrente foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. apresentando argumentos que possibilitem sua reforma). Diante do exposto. De fato. o processo penal deve ser encerrado em prazo razoável e. 3) DO PEDIDO. 1) DOS FATOS. de imediato o relaxamento de sua prisão. impõe-se a reforma do v.

(local/data) (advogado e nº da OAB) 81 .

Deve ele ser interposto perante o tribunal recorrido. para admissão do recurso extraordinário a demonstração de repercussão geral. ficando aí sujeito ao exame de admissibilidade. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria Exige-se ainda. deve o recorrente demonstrar que a matéria é relevante.15. a repercussão geral deve vir alegada em sede de preliminar. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. com as razões inclusas. para que seja analisada como uma verdadeira condição de admissibilidade deste recurso. isto é.2. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido.6. O prazo para interposição é de 15 dias. Segundo manifestação recente do STF. Além da verificação de seu cabimento. do interesse geral. 82 . d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. destinado a discutir matéria de direito e jamais reexame da matéria fática. cabível das decisões que: a) contrariar dispositivo da Constituição da República. caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Recurso constitucional de competência exclusiva do STF.

já qualificado. nos autos da Apelação em epígrafe. com fundamento no artigo 102.038/90. interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO. por seu advogado infra-assinado. Termos em que. III. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Colendo Supremo Tribunal Federal. respeitosamente perante Vossa Excelência. a. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8.MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. vem. Pede Deferimento. Autos nº ______ “A”. (local/data) (advogado e nº da OAB) 83 . com as razões em anexo.

sob o argumento de que as provas seriam protelatórias apenas. requereu a oitiva de testemunhas de quem teve conhecimento durante a fase de instrução. como se pode notar. 171. pelas razões que passa a expor. Quanto ao cabimento. o prequestionamento). tais como a ofensa à Constituição. acórdão. uma vez que a ampla defesa do Recorrente no processo não foi observada. 5º. RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal ___________. 84 . a matéria foi devidamente prequestionada. da Carta Magna. por suposta infração ao art. uma vez que integrante dos direitos fundamentais da Constituição da República. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. 3) DO DIREITO. 2) DO CABIMENTO. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. De fato.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE: “A”. Em sede de apelação o pedido foi renovado e também afastado pelo Egrégio Tribunal de Justiça. O MM. Com efeito. 1) DOS FATOS. Preliminarmente Cumpre apontar que a presente questão é de repercussão geral. mas é matéria de ordem pública. caput. deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. (Pular aproximadamente 5 linhas) COLENDO TRIBUNAL. Nessa esteira. Houve esgotamento das vias recursais. é evidente à ofensa ao art. pois. Juiz indeferiu o pleito. COLENDA TURMA. do Código Penal. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. impõe-se a reforma do v. pois teria aplicado o denominado “golpe do bilhete premiado” em “B”. Sob o mesmo fundamento. (OBS: Aqui. o esgotamento das vias recursais. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. LV. a ofensa à ampla defesa do acusado não diz respeito somente a ela. O Recorrente foi processado e ao final condenado à pena de 1 ano de reclusão e 10 dias-multa. Durante o processo.

Ao impedir que o Recorrente produzisse novas provas. o que espera seja declarada por essa Colenda Corte. há nulidade absoluta do processo.O resultado de um processo onde não se observou a ampla defesa repercute em toda a coletividade. o presente recurso deve ser provido. violaram o art. aguarda o conhecimento e julgamento do presente recurso. 4) DO PEDIDO. em razão da relevância do assunto ora tratado. o Magistrado. 5‫ . De fato. a Constituição Federal aponta como garantia individual o exercício da ampla defesa no processo. Garantir a ampla defesa é permitir ao acusado que se utilize de todos os meios lícitos e legítimos para enfrentar a pretensão estatal. para anular o processo desde a decisão que indeferiu a produção de provas. Assim.ٹ‬LV. pois não é interesse dos membros da sociedade um processo ilegítimo. Havendo ofensa à ampla defesa. trazendo evidente cerceamento de defesa ao processo. Diante do exposto. da Carta Constitucional. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 85 . renovando-se os atos processuais. bem como o Tribunal a quo. requer seja conhecido e provido o presente recurso. Mérito Excelências.

6. com as razões inclusas. ou negar-lhes vigência. A competência para julgamento é exclusiva do STJ e caberá da decisão proferida pelos Tribunais Estaduais ou Tribunais Regionais Federais quando: a) contrariar tratado ou lei federal. RECURSO ESPECIAL O recurso especial. caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias.16. 86 . Além da verificação de seu cabimento. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal.2. é dirigido a discussão de matéria de direito. c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. O prazo para interposição é de 15 dias. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria. não se admitindo reexame dos fatos. também de previsão constitucional. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido. O recurso especial deve ser interposto perante o tribunal recorrido e estará sujeito a rigoroso exame de admissibilidade.

vem. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8. III. nos autos da Apelação em epígrafe. com fundamento no artigo 105. Autos nº _______ “A”. Pede Deferimento.038/90. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Termos em que. interpor RECURSO ESPECIAL. com as razões em anexo. respeitosamente perante Vossa Excelência. por seu advogado infra-assinado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 87 .MODELO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. a. já qualificado.

Juiz trouxe enorme prejuízo ao Recorrente. pelas razões que passa a expor. 2) DO CABIMENTO. ao deixar de observar as exigências legais. Nessa esteira. COLENDA TURMA. Na apelação interposta pelo Recorrente. deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. o presente recurso deve ser provido. por infração ao art. exasperando sua pena sem razão para tanto. Juiz desconsiderou as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. o prequestionamento). 1) DOS FATOS. o MM. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. o esgotamento das vias recursais. tais como a ofensa a Lei Federal. Houve esgotamento das vias recursais. De fato. majorando a pena base em razão da postura do Recorrente durante a instrução processual. acórdão. O Recorrente foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão. 88 .MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado _______. O órgão julgador de Segunda Instância não fez por menos e ratificou tal decisão. impõe-se a reforma do v. 68 do Código Penal. De fato. (OBS: Aqui. pois. No cálculo da pena. 3) DO DIREITO. a matéria foi devidamente prequestionada. o MM. pois confessara friamente a prática do delito. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. uma vez que não foram observadas as circunstâncias judiciais para a fixação da pena-base. o Egrégio Tribunal de Justiça manteve o mesmo entendimento manifestado pelo julgado de Primeiro Grau. Quanto ao cabimento. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. 214 do Código Penal. é evidente à ofensa ao art. como se pode notar. Excelências.

Diante do exposto. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 89 .Resta então ao Recorrente. 3) DO PEDIDO. para reduzir a pena imposta ao Recorrente. para sanar a patente ilegalidade. utilizar a via recursal especial. requer seja conhecido e provido o presente recurso.

90 . o tribunal cassará a decisão exorbitante de seu julgado ou determinará a medida adequada à preservação de sua competência. Tem ela a finalidade de manter a autoridade dos tribunais que proferiram a decisão ou das referidas súmulas vinculantes.arts.6. no caso das súmulas vinculantes.2. 187 a 192 do STJ . RECLAMAÇÃO A Reclamação cabe quando as decisões ou súmulas vinculantes deixam de ser cumpridas pelas instâncias inferiores.arts. ele será ouvido no prazo de 5 dias. 156 a 162 do STF Deve ela ser dirigida ao presidente do tribunal que tem sua decisão não cumprida e. ao presidente do STF.arts. que as prestará no prazo de 10 dias. Recebida pelo presidente. ele requisitará as informações da autoridade a quem se imputa a prática do ato impugnado. Se necessário. o presidente ordenará a suspensão do processo ou do ato impugnado. Julgando procedente a reclamação. 659 a 666 do TJSP . Sua previsão encontra-se nos artigos 13 e seguintes da Lei nº 8. porém. deve-se lembrar que ela não será admitida quando já tiver transitado em julgado o ato a que se imputa desrespeitar a decisão da instância superior.038/90 e também nos regimentos internos dos tribunais: . Se a reclamação não foi formulada pelo MP. Não há prazo para sua apresentação. nos termos da Súmula 734 do STF.17.

Do pedido. após requisitadas as informações da autoridade reclamada e ouvido o ilustre representante do MP. ter pleno acesso ao que já foi produzido em inquérito policial. portador do RG nº ____ e inscrito no CPF sob nº _____. sob o fundamento de que os autos correm em sigilo. O defensor devidamente constituído pelo Reclamante teve negado pelo MM. através de referida súmula. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital-SP. contra r. 159. devidamente transcrita e juntada aos referidos autos. 123. foi determinada a interceptação telefônica de linha telefônica pertencente ao Reclamante. do CP. o Magistrado negou vigência à recém editada Súmula Vinculante nº 14. 3. O Reclamante está sendo investigado por suposta infração ao art. apresentar RECLAMAÇÃO. comerciante. Vila Velha. desse Colenda Corte. “A”. fica assegurado ao investigado. pelos motivos a seguir expostos: 1. brasileiro. No curso do inquérito policial. por intermédio de seu defensor. caput. residente da Rua Hum. 2. em São Paulo-SP. Diante do exposto. casado. não devendo prevalecer a alegação de sigilo. Dos fatos. Pede Deferimento. com fundamento nos artigos 13 e seguintes da Lei nº 8. Do direito. decisão do MM. requer que. De fato. (local/data) (advogado/OAB) 91 . Juiz Reclamado pedido de vista do inquérito. vem. como medida de Justiça! Termos em que. seja julgada procedente a reclamação. Assim agindo. para cassar a r.MODELO DE RECLAMAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal. nos autos do Inquérito Policial nº ____. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). respeitosamente perante Vossa Excelência. decisão impugnada.038/90 e artigos 156 e seguintes do RISTF. tendo em vista referida interceptação.

f) quando o processo for manifestamente nulo. e) quando não for alguém admitido a prestar fiança. por ilegalidade ou abuso de poder (ou seja.6. nos casos em que a lei autoriza. constrangimento ilegal). a despeito de haver recebido tratamento de recurso pelo Código de Processo Penal. O Código traz enumeração do que se entende por constrangimento ilegal (art.18. quem sofre a coação ilegal. ou até mesmo coator. Quem pratica o constrangimento ilegal é chamado de autoridade coatora. não é o habeas corpus recurso. c) quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. é denominado paciente. d) houver cessado o motivo que autorizou a coação. Daí derivam duas espécies de habeas corpus: a) liberatório: destinado a fazer cessar constrangimento ilegal já existente. que deve ser sempre pessoa física.2. É ação de impugnação. podendo até mesmo ser analfabeto. É posição majoritária a que admite possa figurar como coator um particular. b) quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei. Aquele em favor de quem se impetra a ordem. sendo denominado impetrante. Não há prazo estabelecido para impetração de habeas corpus. 92 . pisão ou inquérito policial). Qualquer pessoa poderá impetrar ordem de habeas corpus em seu favor ou em favor de outrem. HABEAS CORPUS Da mesma forma que a revisão criminal. b) preventivo: destinado a impedir que constrangimento ilegal se efetive. g) quando estiver extinta a punibilidade. 648): a) quando houver falta de justa causa (para a ação. destinada a fazer cessar coação ou ameaça de coação a direito de locomoção da pessoa. ou seja.

(nacionalidade). que sofre constrangimento ilegal por parte do MM. Juiz Federal da 1ª Vara Criminal da Seção Judiciária de __________ . com escritório na Rua _____________________. 647 e seguintes do Código de Processo Penal. impetrar ordem de HABEAS CORPUS em favor de “A”. Como a prisão é medida extrema. da Constituição Federal. A presente ordem deve ser concedida. a motivação de decisões judiciais é preceito constitucional. O nobre Magistrado. De fato. inscrito na OAB/SP sob o nº ________. no processo nº _____ . “recebo a denúncia. não observou tais dispositivos. Juiz proferiu o seguinte despacho. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. uma vez que o despacho que a decretou carece de fundamentação. a bordo de uma aeronave. 315. estampado no art. Como se sabe. O Paciente foi denunciado como incurso no art. respeitosamente perante Vossa Excelência. encontrando-se recolhido desde então. 93. 121. nº ___. portador do RG nº __________. designo o interrogatório para o dia 15 e decreto a prisão preventiva do réu” O Paciente foi preso em razão da decisão referida. ______________.MODELO DE HABEAS CORPUS Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____ Região. 93 . vem. inscrito no CPF sob nº______________. mais especificamente no art. como se vê. (endereço). IX. exceção ao direito de liberdade. é mister que sua imposição se dê respeitando estritamente as determinações legais. caput. a prisão imposta ao Paciente é completamente ilegal. advogado. (profissão). (estado civil). do Código Penal. além de constar também em nosso Diploma Processual. Ao receber a denúncia o MM. concernente à decretação da prisão preventiva. pois teria tirado a vida de “B” com emprego de faca. cidade de ______________. com fundamento no artigo 5º LXVIII. e art. Estado de ______________. 2) DO DIREITO.

demonstrando sua ilegalidade e o conseqüente constrangimento a que está submetido o paciente). Portanto. requer que. (local/data) (advogado e nº da OAB) 94 . 3) DO PEDIDO. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. para revogar a prisão imposta ao Paciente. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora. ainda que provisoriamente. Pede Deferimento. Diante do exposto. após requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público. sem que a autoridade judiciária indique mais são os motivos e os fundamentos para a adoção da medida extrema. seja concedida a presente ordem. a melhor solução é a concessão da ordem para que o Paciente possa responder aos termos do processo em liberdade.Não se pode tolerar que alguém seja levado ao cárcere.

quando houver ilegalidade ou abuso de poder por autoridade pública ou particular no exercício de atribuições do Poder Público (art. O mandado de segurança tem cabimento bastante reduzido na esfera penal. Seu processamento segue o determinado pela Lei nº 12.6.2. 5º. CF). uma vez que boa parte dos atos ilegais são impugnados por habeas corpus.19. MANDADO DE SEGURANÇA É a ação destinada a proteger direito liquído e certo não amparado por habeas corpus e habeas data. 95 . LXXIX.016/09. impondo-se como prazo para impetração 120 dias a contar da ciência do ato praticado pela autoridade coatora.

sua habilitação nos autos. impetrar MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR. 3) DA MEDIDA LIMINAR. 2) DO DIREITO. o que foi indeferido pelo MM. 96 .016/09. respeitosamente perante Vossa Excelência. inscrito no CPF sob nº______________. “A”. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora. então. no processo nº _______. não mais localizado. contra ato do meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca ____________. então. (profissão). Como se sabe. foi formalizado o competente inquérito policial. pois se trata de direito líquido e certo do Impetrante. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. demonstrando sua ilegalidade e a ofensa a direito líquido e certo do impetrante). conforme redação dos artigos 286 e 269 do Código de Processo Penal. vem. portador do RG nº __________. como assistente de acusação. da Constituição Federal e Lei nº 12. O Impetrante foi vítima de roubo na data ______. a segurança deve ser concedida. com fundamento no artigo 5º. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo). O Impetrante requereu. identificando-se o autor do delito – “B”. basta que o ofendido faça prova de sua identidade e que o processo ainda não tenha transitado em julgado para que seja admitido como assistente. (nacionalidade). o Impetrante preenche todos os requisitos para figurar nos autos como assistente do Ministério Público. De fato. (endereço).MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ____________. tendo sido subtraído seu veículo. Excelências. Juiz. “B” foi denunciado e está sendo processado. LXIX. O processo encontra-se aguardando audiência para oitiva das testemunhas de acusação. Após registro da ocorrência. (estado civil). Não há que se falar. em indeferimento do pedido. sob o fundamento de que não é o momento processual adequado para tanto.

pois o direito líquido e certo invocado e patente. (OBS: Neste item deve ser demonstrada a presença dos dois requisitos que autorizam a concessão de medida liminar: fumus boni iuris e periculum in mora). 4) DO PEDIDO. de plano. o Impetrante como assistente de acusação nos autos. Com efeito. bem como sua violação. Diante do exposto. Quanto ao periculum in mora. para o mesmo fim. Após. demonstrando. onde poderá colaborar sobremaneira com o Ministério Público. haverá prejuízo para o Impetrante. os dois requisitos que autorizam a concessão liminar da segurança. requer seja concedida a medida liminar para habilitar. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que.Estão presentes. no presente caso. requer seja concedida definitivamente a segurança. Pede Deferimento. requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público. (local/data) (advogado e nº da OAB) 97 . se a medida liminar não for concedida. pois estará impedido de acompanhar a fase probatória do processo. a verossimilhança do alegado. há fumus boni iuris. assim.

que não há prazo para propositura da revisão criminal. vigora o entendimento de que se trata realmente de ação. Se for ele falecido. Acolhido o pedido revisional. Têm legitimidade para figurar no pólo ativo o próprio sentenciado ou procurador habilitado. não é ela admitida pro societate.20. b) sentença fundada em provas falsas. A revisão criminal. Muito embora esteja elencada no Código de Processo Penal entre os recursos. É admitida nas seguintes hipóteses: a) sentença contra texto expresso de lei ou contra a evidência dos autos. como dito. REVISÃO CRIMINAL Ação penal de caráter rescisório. ou seja.6. então. podendo ocorrer o ingresso até mesmo após a morte do sentenciado. poderão ingressar o cônjuge.2. 98 . Nota-se. dirigida contra sentença condenatória transitada em julgado. ascendente. descendente ou irmão (CADI). c) quando surgirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que autorize a redução da pena. nunca contra sentença absolutória. só pode ser proposta para rescindir sentença condenatória. reduzir sua pena ou declarar a nulidade do processo. o Tribunal poderá absolver o sentenciado.

213 do Código Penal. (endereço). Excelências. onde admite que não foi forçada em nenhum momento e que a relação sexual foi consentida. III. busca-se contrariar a sentença ou o acórdão). vem. sentença. Nele. pois teria constrangido “B” à conjunção carnal. promover pedido de REVISÃO CRIMINAL com fundamento no artigo 621. ___). “A”. do Código de Processo Penal. De fato. respeitosamente perante Vossa Excelência. portador do Rg nº __________. Após o trânsito em julgado da r. por infração ao art. inconformado com a r. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo). Ora. 2) DO DIREITO. conforme certidão em anexo (doc. processado e ao final condenado à pena de 6 anos de reclusão. de acordo com o problema formulado. da qual nunca deveria ter sido privado. A acusação de estupro se deu em razão de vingança contra o Peticionário. (profissão). (nacionalidade). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. para que o Peticionário possa resgatar sua condição de inocente. conforme documento descoberto posteriormente à sua condenação e ora anexado para apreciação dessa Colenda Câmara. encontra-se relato de “B”. tal situação não pode prevalecer. Mesmo já tendo havido trânsito em julgado. da ____ Vara Criminal da Comarca __________. O Peticionário foi denunciado. 99 . inscrito no CPF sob nº______________. o presente pedido deve ser deferido. 3) DO PEDIDO. Impõe-se a imediata revisão do processo e da condenação. descobriu-se documento onde a suposta vítima admitia que não houve constrangimento e sim uma relação sexual consentida. o Peticionário foi condenado injustamente. sentença já transitada em julgado. proferida no processo nº _____. como nulidades e mérito propriamente dito. (estado civil).MODELO DE REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de __________.

Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 100 .Diante do exposto. requer seja conhecido e julgado procedente o presente pedido revisional. com fundamento no art. 626 do Código de Processo Penal. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. para absolver o Peticionário.

LIVRAMENTO CONDICIONAL É a concessão. d) para o condenado por crime doloso. Os pressupostos para concessão são: 1) Objetivos: a) condenação a pena privativa de liberdade não superior a dois anos.6. desde que não seja reincidente específico. Se deferido o pedido. o juiz especificará as condições a que o liberado ficará sujeito e determinará a expedição da carta de livramento.mais de ½ da pena se for reincidente em crime doloso. se não for reincidente em crime doloso. c) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto. b) ter o sentenciado cumprido: .2. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. pelo Poder Judiciário. . salvo impossibilidade de fazê-lo.mais de 1/3 da pena. constatação de condições pessoais que façam presumir que não voltará a delinqüir.mais de 2/3 da pena se a condenação for por crime hediondo. atendidos os pressupostos e condicionada a determinadas exigências durante o restante da pena que deveria cumprir preso. e) reparação do dano. que conterá cópia integral da sentença. . 2) Subjetivos: a) comportamento satisfatório do sentenciado durante a execução da pena. Para a concessão do livramento. b) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído. devem ser ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário. da liberdade antecipada ao condenado. 101 .21.

MODELO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________.

Autos nº _______

“A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, requerer LIVRAMENTO CONDICIONAL, com fundamento no artigo 131 da Lei nº 7.210/84 e art. 83 do Código Penal, pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Requerente foi processado e condenado à pena de 6 anos de reclusão, por infração ao art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06. Encontra-se preso há 4 anos e 2 meses. 2) DO DIREITO. O Requerente está recluso há 4 anos e 2 meses, ou seja, já ultrapassou o período exigido pela Lei para a concessão do livramento, ou seja, 2/3 de sua pena. É primário, possuidor de bons antecedentes, como atestam as certidões em anexo (doc. ____). Além disso, aprendeu ofício enquanto encarcerado, com excelente aproveitamento (doc. ____), o que lhe possibilita exercer trabalho honesto estando em liberdade. Inclusive, já conta com proposta para tal (doc. _____). Portanto, estão presentes os pressupostos subjetivos e objetivos contidos no art. 83 do Código Penal, fazendo jus, então, o Sentenciado, à concessão da medida. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após parecer do Conselho Penitenciário e manifestação do ilustre representante do Ministério Público, seja concedido o livramento condicional ao Requerente, por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

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6.2.22. AGRAVO EM EXECUÇÃO É o recurso cabível de todas as decisões proferidas pelo Juízo das Execuções Criminais, conforme dispõe o art. 197 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal), tais como: unificação de penas, progressão de regime, saída temporária, livramento condicional, entre outras. Pode ser utilizado tanto pela defesa como pelo Ministério Público. Por falta de previsão legal, segue o mesmo procedimento do RESE, incluindo o prazo de 5 dias para interposição e 2 dias para apresentação de razões, admitindo-se, também, o juízo de retratação.

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MODELO DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________.

Autos nº _______

“A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO, com fundamento no artigo 197 da Lei nº 7.210/84. Requer seja recebido o presente recurso e, caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. decisão, seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________, com as razões em anexo. Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

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MODELO DE RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO

RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO AGRAVANTE: “A” AGRAVADA: Justiça Pública Processo nº ______, da _____ Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________.

(Pular aproximadamente 5 linhas)

EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. decisão de fls., pelas razões que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Agravante foi processado e condenado por infração ao art. 213 do Código Penal, à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Recorreu e seu recurso foi improvido. Encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado há 3 anos, com bom comportamento. Requereu progressão para o regime semi-aberto, o que foi indeferido pelo Magistrado, sob o fundamento de que o crime pelo qual foi condenado é de extrema gravidade.

2) DO DIREITO. Excelências, o recurso deve ser provido. De fato, a r. decisão de fls. carece de fundamento legal, pois negou o direito do Agravante de progredir de regime prisional, sob o argumento de que o crime praticado é de extrema gravidade. Ora, os dispositivos legais que disciplinam a progressão de regime – art. 122, da Lei nº 7.209/84 e art. 2º, § 2º, – estabelecem apenas dois requisitos para a concessão do benefício: bom comportamento e cumprimento de mais de 2/5 da pena. No caso presente, o Agravante tem seu bom comportamento demonstrado no atestado emitido pelo diretor do estabelecimento prisional (fls. ). Quanto ao lapso temporal, cumpre pena há 3 anos, o que supera a fração de 2/5 exigida pela Lei. Portanto, não há motivos para o indeferimento do pleito. A Lei não impõe como restrição a gravidade do delito; pautar-se por ela, com todo o respeito, é inovação legislativa, tarefa que não cabe ao Poder Judiciário.

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para conceder a progressão de regime prisional para o semi-aberto ao Agravante. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 106 . de acordo com o problema formulado. Diante do exposto. 3) DO PEDIDO. contrariando a decisão do Magistrado).(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. requer seja conhecido e provido o presente recurso.

No dia 4 de novembro. sabendo que sua filha Manuela está grávida de dois meses e que seu namorado é casado. sendo dada a Thiago a nota de culpa. PROBLEMA 2 Peter Perfeito era apaixonado por Penélope Charmosa e não era correspondido. RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE PROBLEMA 1 Na data de ontem. brasileiro. Manuela comparece ao Distrito Policial do bairro onde se localiza a clínica e relata à autoridade de plantão tudo o que irá ocorrer no dia seguinte. que lhe causaram a morte. adote a medida cabível. residente na rua Machado de Assis.3 .ADAPTADO) Maria José. policiais foram ao local em que Thiago trabalhava e o prenderam. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. Thiago afirmou que nunca teve qualquer envolvimento com drogas e muito menos passagem pela polícia. que sempre trabalhou em toda a sua vida. onde permaneceu por 1 semana até que. em seu interrogatório extrajudicial. aguardou-a defronte sua casa e desferiu 6 disparos de arma de fogo. O Delegado Plantonista. Considerando tratar-se de um ladrão. iniciada a manobra abortiva. não foi encontrado com Thiago qualquer objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de entorpecentes. no Rio de Janeiro–RJ. comandados pelo delegado. Em contato com uma clínica. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima onde comunicou o ocorrido. não mais suportando a dor da rejeição. prendendo-o em flagrante. pelo crime de homicídio. Com base na situação hipotética descrita acima.º 167. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. pertinente à defesa de Thiago. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. cientes da assertiva de Maria José. haveria flagrante impróprio. PROBLEMAS – PEÇA PROFISSIONAL. ou quase-flagrante. por volta das 22 horas. Nessa oportunidade. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 José. apresentou a sua carteira de trabalho e declarou possuir residência fixa. decide fazer com que a filha pratique o aborto. indiciada por tráfico de drogas. PROBLEMA 3 (OAB UNIFICADO–2006. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência quando ouviu um barulho no quintal. Munido de um revólver. lavrou-se o auto de prisão em flagrante. após ouvir os fatos. Mesmo assim. José marca a realização do aborto para dali a dois dias. solteiro. Apresentado à autoridade competente. QUESTÃO: como advogado de Peter. através de denúncia anônima. redija a peça processual. realizado em 3 de novembro. que não pôde identificar devido à escuridão. e considerando que Thiago está sob custódia decorrente de prisão em flagrante. mas a autoridade policial entendeu que. fizeram-se as comunicações de praxe. Disse. por suposta prática do crime de tráfico de drogas. apontou. causando sua morte. bancário. policiais surpreenderam-no. caminhava dentro dos limites de sua propriedade.7. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível visando a libertação de Romualdo. como a pessoa que lhe fornecia entorpecentes. seu ex-namorado. invadem o local e prendem em flagrante José e o médico 107 . Contrária à prática. e. Quando Manuela se encontrava na clínica. Peter refugiou-se na casa de um amigo. Transtornado. n. os policiais. na hipótese. Ao sair do interior de sua residência. em seguida. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. privativa de advogado. Thiago. Imediatamente. porquanto se tratava de crime permanente. ainda. Certo dia.

º 1. Bairro Pampulha. indicando o local onde falsificava as moedas. comerciante. que Mariano é residente na cidade de São Paulo há mais 108 . a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. Geiza. Mariano. bairro Paulista. inclusive. Foi oferecida denúncia contra o acusado pelo crime de fabricação de moeda falsa. nota de culpa e folha de antecedentes penais do indiciado. formule. solteiro. em proveito próprio ou de terceiro. que necessitava urgentemente do retorno do pai às atividades laborais para manter-lhe o sustento. cartão da gestante expedido pela Secretaria de Saúde de SP. casado. fundamentando o pedido na garantia da instrução criminal.º da Lei n. informou que estava grávida e não trabalhava fora.521/1951: “destruir ou inutilizar. Alegou. matériasprimas ou produtos necessários ao consumo do povo”. inquérito policial a fim de apurar a prática do delito de fabricação de moeda falsa. nº 847. no auto de prisão em flagrante. a fim de garantir a instrução criminal. A acusação é de tentativa de aborto. Feijão Paulistano S. 4º da Lei nº 7. residente e domiciliado na rua Xangai. economista. acompanhado de advogado. com o fim de determinar alta de preços. PROBLEMA 2 (OAB/SP 135) Daniel. Belo Horizonte. Considerando a situação hipotética descrita. porém. residente na rua das Acácias.492/86. O delegado relatou o inquérito e requisitou a decretação da prisão preventiva de Mariano. foi autuado em flagrante como incurso nas sanções do art. elabore a petição visando obter a liberdade de seu constituinte. brasileiro. conhecido empresário de São Paulo – SP. Considerando que você foi constituído (a). QUESTÃO: Na condição de advogado (a) do médico Alfredo. Em face dessa situação hipotética e considerando que as cédulas falsificadas eram quase idênticas às cédulas autênticas e. brasileiro. com o devido e completo encaminhamento e os dispositivos legais aplicáveis à espécie. São Paulo – SP. Por fim. certidão de nascimento da filha do casal. Minas Gerais.A.º 12.ADAPTADO) Antônio Sérgio. O respectivo auto de prisão está corretamente lavrado. PROBLEMA 3 (OAB/MG 2005 . ainda. procurou um advogado e lhe informou que Daniel era primário e possuía residência fixa. esposa de Daniel. As testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça da parte do indiciado. casado. confessou o crime. elaborar a medida cabível que melhor atenda a seus interesses. comprovante de residência. é administrador da empresa Euro-Dolar S/A. n. Antônio é primário. Ressaltou que Daniel sempre fora pessoa honesta e voltada para o trabalho. foi preso em flagrante pela suposta prática do delito tipificado no artigo 3. tendo inclusive acompanhado a autuação na delegacia competente. com observância de todas as formalidades legais. residente na rua Monsenhor Andrade. Diante desse fato. instituição financeira sediada em Belo Horizonte. Geiza narrou que Daniel era pai de uma criança de tenra idade. acusa José e o médico Alfredo da intenção de praticarem o crime. de bons antecedentes. brasileiro. Júlia. no sentido de ser libertado da forma mais rápida. n.. Manuela. Itaim. Geiza apresentou ao advogado os seguintes documentos: CPF e RG de Daniel.º 27. já atuava no mercado havia mais de 8 anos. em Prado – CE. casado. Além disso. Ambos são primários e não registram nenhum antecedente criminal. na condição de advogado(a) contratado(a) por Daniel. Aduziu que a empresa do marido. Júlia. Intimado a comparecer à delegacia. juntamente com seu namorado. sem qualquer incidência. preso no 1º DP. REVOGAÇÃO DE PRISÃO PROBLEMA (OAB/SP 137) Foi instaurado contra Mariano. nascido em 23/1/1960. O juiz competente para julgamento do feito decretou a custódia cautelar do réu. auto de prisão em flagrante. que não as havia colocado em circulação. intencionalmente e sem autorização legal. pai de 2 filhos menores.Alfredo.

Certo é que. redija.ª Vara Criminal do Estado XX recebeu a denúncia e determinou a citação do réu para se defender no prazo legal. os depoimentos prestados na fase do inquérito e a folha de antecedentes penais do acusado. quando chegou Alfredo Mota. para assistir. que moram com ele. a um jogo de futebol. Alessandro procurou. então. a conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: "Há 2 meses. o denunciando aproveitou-se do fato de Geisa estar só em casa para atingir seus propósitos libidinosos. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. de 22 anos de idade. Promotor de Vendas. agido por conta própria. ora vítima. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. 234-A. peça privativa de advogado e diversa de habeas corpus. que já a namorava havia algum tempo. atestada em laudo de exame de corpo de delito. Alessandro dirigiu-se à residência de Geisa. caput. atual namorada de Fernando. elabore a petição para instauração da ação penal. “impotente” e “mau-caráter”. sem qualquer manifestação. por crime praticado contra Geisa. não crie fatos novos. c. que sua avó materna. privativa de advogado. Naquela ocasião. a ajuda de um profissional e outorgou-lhe procuração ad juditia com a finalidade específica de ver-se defendido na ação penal em apreço. em favor do réu. ex-noivo de Acácia. Procurado por Fernando para tomar as medidas judiciais cabíveis. pela televisão. a seu advogado que não constrangeu a vítima. III. Disse. ainda. residente na Rua Haiti. Tais ofensas foram ouvidas por todos que se achavam naquele recinto.de 20 anos. Em face da situação hipotética apresentada. no bairro PTB em Betim. Geralda. Alfredo. Na peça acusatória. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. 213. que se utilizou de violência e grave ameaça. Romilda. valendo-se de grave ameaça para constranger a vítima a com ele manter conjunção carnal. no mesmo dia. o denunciado constrangeu-a a manter com ele conjunção carnal. Disse. sabiam do namoro e que todas as relações que manteve com a vítima eram consentidas. tendo sido a citação efetivada no dia último dia 18. exercida com uma faca. especialmente por César Silva e Natália de Alencar. nº 42 em Belo Horizonte/MG. passou a esbravejar que Fernando era “chifrudo”. Em seu texto. Alessandro informou que não havia qualquer prova da relação não consentida. por volta das 12 horas. em dia não determinado. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 (OAB/SP 117 . art. atue em prol da constituinte. pertinente à defesa de seu cliente. fato que ocasionou a gravidez da vítima. RESPOSTA À ACUSAÇÃO PROBLEMA (OAB UNIFICADO 2008. foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art. redija. na qualidade de advogado(a) constituído(a) pelo acusado. ambos residentes em Belo Horizonte. havia somente a peça inicial acusatória. que não admitia ter sido trocado por outro. não tem antecedentes criminais e possui ocupação lícita. para tentar reverter a decisão judicial.3 – ADAPTADO) Alessandro. O juiz da 2. aproveitando-se do fato de estar a sós com Geisa.ADAPTADO) No dia 1o de julho. inclua a fundamentação legal e jurídica. a peça processual. tendo o promotor. segundo o réu. e sua mãe.c. Por fim. PROBLEMA 2 (OAB/MG 2008) Fernando Gregório. de 20 anos de idade. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. que nem a vítima nem a família dela quiseram dar ensejo à ação penal. 109 . Auxiliar de Enfermagem. explore as teses defensivas e date o documento no último dia do prazo para protocolo." Nos autos. ambos do Código Penal. estava bebendo com amigos no bar Cruzeiro.

do Código Penal. sustentando que a prova é suficiente para tanto. A ação penal tem curso perante a 12a Vara Criminal da Capital. elabore a peça profissional pertinente. a confissão do acusado e as declarações da vítima e do filho do acusado. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva. Permanece preso. "A" sempre negou a prática delituosa. O Ministério Público apresentou alegações finais. inciso III. não atingindo a vítima. com a foto de "A". fazendo uso de uma arma de fogo. guardando-a eficazmente municiada. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. uma semana antes dos fatos o acusado. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. Em razão desse fato. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. ambos do Código Penal. por volta das 10:00 horas. Agostinho. II do Código Penal.. Estava em gozo de livramento condicional.Como advogado de "A".MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) PROBLEMA 1 (OAB/SP 106) "A" está sendo processado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121. era inócua. Por ser primário. em fase oportuna. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput. mediante aplicação de injeção venenosa. tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. O laudo do Instituto Médico Legal é taxativo. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. desenvolva a medida judicial pertinente. em razão de denúncia sobre tráfico de entorpecentes. o Ministério Público postulou a procedência da ação e condenação de "A" como incurso nas penas do artigo 304. combinado com o artigo 14. em alegações finais. acionou o gatilho diversas vezes. sem que o acusado percebesse retirou todas as balas do tambor do revólver. QUESTÃO:. pediu emprestada a um colega de trabalho uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente. sendo certo que a instrução já foi concluída e. conforme já esperava. parte. a quem confidenciara seu plano. Segundo o apurado na instrução criminal. especialmente pelos maus antecedentes. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. efetuaram diligência na residência de "A". requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia. João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e. que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. planejando matar Antônio. QUESTÃO: Como advogado de "A" elabore a peça processual pertinente. Encerrada a instrução probatória. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116) João da Silva foi preso em flagrante delito. Seu filho. No dia seguinte. postulando a pronúncia de "A". PROBLEMA 2 (OAB/SP 109) Policiais Militares. ou seja. porque teria agido com “animus necandi”. 1a. pratique o ato processual adequado ao rito processual. c. sacando da arma. o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto. encontrando em determinado armário apenas uma cédula de identidade falsa. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público.c. pois no dia 10 de janeiro do corrente ano. "A" foi denunciado por uso de documento falso. inciso II. o artigo 14. 110 . Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida. nos termos da denúncia. concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva. em face de ter sido a arma desmuniciada anteriormente. sempre alegou que fora comprar remédio. Responde o processo em liberdade. porque teria tentado matar "B". parágrafo 2o.

00 e duas de R$ 5. Luís e Antônio. na ocasião. com participação do seu advogado somente.00 e uma de R$ 10. e Vilma verificou que faltavam R$ 50.00 e uma de R$ 5. o 111 . pelos informes que continha. confirmou o fato e afirmou que não viu o rosto do autor do crime porque estava encoberto e. confirmaram que o acusado tinha problemas com drogas e. ligaram o fato com o do dia anterior. Caminhando a cerca de 200 metros do mesmo local. Ambos. Foram ouvidas testemunhas de defesa que atestaram o bom comportamento dos dois acusados. com detalhes. mostrava ser ele o autor do crime. a prática delituosa. Constituíram advogados distintos. QUESTÃO: Como Advogado. e lhes entregasse a bolsa.c. sem a presença de defensor. Com Luís foi encontrada a importância de R$ 50. era sempre internado. realizado em 21/1/2008. com Antônio. outro roubo. apresente a peça adequada. Não portavam celulares. em uma nota de R$ 10.00. o total de R$ 15. quando caminhava na beira de uma estrada. I e IV. com todos os argumentos e pedidos cabíveis na defesa do acusado. todos do Código Penal. Intimado o acusado para os fins do artigo 403. que não portavam qualquer arma. no mesmo local. mas nada encontraram. houve. pediu auxílio a um segurança e ambos saíram. Quanto às penas. Os dois policiais afirmaram que ouviram a vítima gritando que havia sido roubada. os quais confirmaram o roubo e o encontro do dinheiro com os acusados. tendo sido encostado um dedo nas costas de Vilma. A vítima. por estar visivelmente “drogado”. o acusado negou que ele ou Antônio tivessem realizado o roubo. Vilma percebeu dois rapazes se aproximarem pelas suas costas. nem relógio. No interrogatório. olhando apenas para frente. dizendo portar uma arma de fogo. §3º.ADAPTADO) Em 3/1/2008. onde foi lavrado o auto de flagrante.00. ocasião em que ele confessou. §2. em duas notas de R$ 20. O defensor nomeado arrolou três testemunhas na defesa prévia. alegando que a materialidade estava provada e que a confissão do acusado. não tinha condições de reconhecê-lo. Luís e Antônio foram denunciados como incursos na prática do crime previsto no artigo 157. não intimado para o ato. A denúncia foi recebida em 14/1/2008. com residência fixa e com bons antecedentes. 29. utilizando-se de um revólver de brinquedo. estavam dois rapazes. no interrogatório de Luís. o acusado. do CPP. sem ver os dois rapazes. PROBLEMA 6 (OAB/SP 134 . Em 11/1/2008. como testemunhas de acusação. e. os policiais os conduziram para a delegacia. para serem ouvidos. afirmando que ambos haviam permanecido em silêncio.00. em uma nota de R$ 20. O Promotor de Justiça pediu a condenação. art. sendo o acusado preso quando estava fugindo e.º. que compareceu ao local e os revistou. no dia seguinte.PROBLEMA 5 (OAB/SP 133 . por isso. e diante da ausência do advogado de Luís.00. foram ouvidos o segurança e os dois policiais que realizaram a condução. saindo de uma festa. Arrolou. Na fase do 402 CPP. por isso. contudo. também.00. ainda. cerca de vinte minutos depois. Encontraram a bolsa. Dela constou que ele subtraiu importância em dinheiro de Antônio. a cerca de 100 metros do local do fato. os quais. Antônio acusou Luís de ter cometido o roubo. um relógio e um celular. dizendo. O Juiz ouviu-o no dia 5 de agosto do mesmo ano. descrevendo a vítima e afirmando que o dinheiro fora utilizado na compra de drogas. Afirmou. duas de R$ 10. que havia sido internado várias vezes para tratamento. Vilma obedeceu à ordem. para procurar os autores da subtração. por isso. primários. encostaram algo em suas costas e lhe ordenaram que continuasse andando. No dia seguinte. nada foi requerido pelas partes. não teve condições de esclarecer o fato. ao ser ouvida. logo em seguida. foram liberados pelo juiz. seus pais resolveram contratar um advogado para defendê-lo. As testemunhas de defesa nada disseram sobre o fato. voltou à festa.00. A vítima foi ouvida e. nada foi requerido pelas partes. entendeu que poderiam ser aplicadas nos patamares mínimos.ADAPTADO) Pedro foi acusado de roubo qualificado por denúncia do Promotor de Justiça da comarca no dia 1 de julho do último ano. Na seqüência. com a presença de seu advogado. Em seguida. O segurança os deteve e ligou para a polícia. c.00. a vítima e dois policiais militares. Na fase prevista no artigo 402 CPP. em um carro.

o que deixava a rua muito escura. o autor do disparo era alto. que hoje não tem condições de reconhecer o autor dos disparos. mas que certamente era alto e forte. testemunha comum. que requereu a pronúncia do réu nos termos da denúncia. principalmente porque não havia iluminação pública. na qualidade de advogado de Alexandre. que Alexandre é um bom marido. inclua a fundamentação legal e jurídica e explore a tese defensiva cabível nesse momento processual. oportunidade em que foi preso e não mais voltou para casa. André Gomes. que conhecia a vítima apenas de vista. a peça processual. Paulo Costa. que não tem condições de reconhecer com certeza o ora acusado. também arrolado pela acusação. 121. que. aproximadamente às 21 horas. policial militar. pela descrição. que aparentemente a vítima não tinha inimigos. disse que era amigo de Filipe. O advogado de Luís foi intimado para manifestar-se nos autos. na delegacia. que. moreno claro. brasileiro. oportunidade em que foi preso quando adentrava no bar. que não responde a nenhum processo. mas tem a impressão de que o acusado tinha o mesmo porte físico do assassino. do CP. nascido em 21/01/1986.3 . Considerando a situação hipotética descrita. Consta na denúncia que. que estava a aproximadamente cinqüenta metros de distância e não viu o rosto da pessoa que atirou em Filipe. que a arma do crime não foi encontrada.Ministério Público manifestou-se pedindo a condenação de Luís e Antônio pela prática do crime previsto no artigo 157. em seu depoimento. taxista. veio a óbito. §2. PROBLEMA 7 (OAB UNIFICADO . pela prática de infração prevista no art. os peritos do Instituto Médico Legal registraram a seguinte conclusão: “morte decorrente de anemia aguda. casado. em via pública da cidade de Brasília – DF. forte. no horário dos fatos. em certo trecho do seu depoimento. em razão dos ferimentos. o juiz abriu vista dos autos ao Ministério Público. Na instrução criminal. Maíra Silva. o acusado teria efetuado um disparo contra a pessoa de Filipe Santos. o acusado permaneceu em silêncio. testemunha arrolada pelo Ministério Público. que o acusado vestia calça e camiseta clara no dia dos fatos. anterior à data dos fatos e ainda em apuração. um inquérito policial por crime de porte de arma. a peça a ser apresentada no processo. esposa de Alexandre.2007. que o céu estava encoberto. disse que a noite estava muito escura e o local não tinha iluminação pública. todos do Código Penal. afirmou que prendeu o acusado porque ele estava próximo ao local dos fatos e suas características físicas correspondiam à descrição dada pelas pessoas que teriam presenciado os fatos. Breno Oliveira. No laudo de exame cadavérico acostado aos autos.º. mas este não acreditou. encontrava-se em casa com sua esposa e dois filhos. que. trabalhador e excelente pai. que só tomou conhecimento da acusação na delegacia e. formule. que o marido permanecera em casa a noite toda.ADAPTADO) O Ministério Público ofereceu denúncia contra Alexandre Silva. caput. Com base na situação hipotética apresentada. mas havia bebido. vestia calça jeans e camiseta branca. devido a hemorragia interna determinada por transfixação do pulmão por ação de instrumento perfurocontundente (projétil de arma de fogo)”. no dia 10/10/2006. na condição de advogado contratado por Luís. de imediato. redija. o acusado afirmou que. arrolada pela defesa. pertinente à defesa do réu. que deve ter sido um assalto. privativa de advogado. da mesma compleição física do acusado. que só saiu por volta das 22 horas para comprar refrigerante. disse ao delegado que aquilo não era possível. que estava próximo da vítima. Consta da folha de antecedentes penais de Alexandre. No interrogatório judicial. 29.c art. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 112 . confirmou. c. I e IV. Após a audiência. só tendo saído para comprar refrigerante.

Roberval desequilibrou-se e. em 5. alcançou a liberdade provisória. e pronunciado pelo magistrado. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. João não foi encontrado. A primeira. de forma fundamentada. arrolada pela acusação. Felício que estava com a raquete na mão. Processado no Juízo competente. hostil. de forma fundamentada. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. atuara no processo por seu advogado. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente. tranqüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". ao entendimento de que houve dolo eventual. segundo a prova colhida. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio.2008. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. em favor de "A" destinando-a à autoridade judiciária competente. Felício foi processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri. 121. ainda. elabore a peça adequada à sua defesa. deserto e com algumas cavernas. Ficaram perdidos durante 2 meses. que apresentou a defesa prévia. no seu rosto. vindo a falecer. bateu com a cabeça na guia. localizado no município de São Paulo. em 05. postulando. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. a qualificadora da traição porque. o juiz. vítima de estelionato. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante.1. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. QUESTÃO: Como advogado de João. ao golpear Roberval com a raquete. Na decisão de pronúncia. por homicídio simples – art. e causaram-lhe a morte. afirmou ter visto quando João. ao cair ao solo. apresente a peça adequada. atingiu-o pelas costas. após uma partida de tênis. PROBLEMA 3 (OAB/SP 123 . João mentira para Pedro. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. Procurado para ser citado. em brincadeira. o que for de interesse de João Alves dos Santos.2008. "caput". por sentença de pronúncia prolatada há 2 dias. O juiz não admitiu a apelação porque. PROBLEMA 4 (OAB/SP 125) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro.PROBLEMA 1 (OAB/SP 115) "A" e "B" eram amigos de infância. como advogado.ADAPTADO) João. PROBLEMA 2 (OAB/SP 117) Os indivíduos Felício e Roberval. seu amigo.P. PROBLEMA 5 (OAB/SP 127 . condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso. Acabou pronunciado pelo magistrado. assim agindo porque este cuspira.ADAPTADO) João Alves dos Santos. convidando-o para almoçar em sua casa e. começaram a discutir. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira.12. por homicídio doloso simples. os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. Finalmente. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. acrescentou. do C. no seu entendimento. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. causando-lhe 113 . Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado.

não o teria tratado adequadamente. PROBLEMA 8 (OAB/SP 133) João e Mário. merece crédito. na residência de Pedro. Chegou a ser preso. antes que tivessem começado a subtrair qualquer coisa. João. em virtude da colisão com o carro de Luiz. ter causado a morte de Josefa. já que. vigora o princípio in dubio pro societate. com a intenção de subtrair coisas que nela encontrassem. o réu alegou que não se encontrava. pelo princípio in dubio pro societate. afirmou que conhecia João há muito tempo. supostamente. Após a instrução probatória. de duplo homicídio qualificado pela surpresa. Alegou.121. em São Paulo. que uma simples discussão não seria motivo para um homicídio. vindo o condutor da motocicleta a falecer. QUESTÃO: Como defensor de João. o réu foi pronunciado como incurso no art. também. decide ir com seus amigos a seu sítio perto de Itu. desferiu disparos contra os dois. vingança. arrolada pela defesa. conduzindo o veículo em velocidade compatível com o local. Quando estavam no interior da casa. Pedro. ele não estava no Brasil e. momento em que lhe deferiu disparos de arma de fogo que a levaram a óbito. CP. IV. Entretanto. funcionária da OAB/SP. Os dois eram empregados de Pedro e este não estava efetuando os pagamentos de seus salários. aguardou a saída de Josefa de seu local de trabalho para outro prédio da OAB. por denúncia do Ministério Público.a morte. interponha a peça pertinente. assim. onde iria despachar outros processos. porque as vítimas queriam 114 . além do que. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. na data do fato. por ser ela presencial. QUESTÃO: Como advogado de Luiz. o Juiz decidiu pronunciar Luiz por crime doloso na modalidade eventual. deve o acusado ser pronunciado. já tendo sido expedida a intimação da decisão de pronúncia ao defensor de Luiz. Luiz decide ir até a cidade de Itu a fim de comprar cerveja. naquela hora. com o que subtraíssem. Pretendiam. Luiz não havia ligado a seta no instante da ultrapassagem. Os dois não traziam consigo nenhuma arma. recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. com o intuito de descansar do “stress” da cidade. assumiu o risco do resultado da morte do motociclista. por meio de veículo automotor. e. por motivo torpe. Ele próprio chamou a polícia e solicitou uma ambulância. no sentido oposto. Instaurado o Inquérito Policial por crime de homicídio culposo. nessa fase processual. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. sem capacete. sabendo que. Luiz. deveria caber aos jurados a avaliação quanto à culpa ou inocência de João. momento em que veio a colidir com um motociclista que. QUESTÃO: Como advogado de João. redija a peça mais adequada para sua defesa. deu ciência ao seu advogado. PROBLEMA 6 (OAB/SP 131 . receber o que lhes era devido. no período do Carnaval. com um revólver. ingressaram. Recebida a denúncia. segundo consta. mas foi liberado. no dia 20 de janeiro de 2007. nos termos da denúncia. Na quarta-feira de cinzas.ADAPTADO) João foi denunciado criminalmente por. juntos. §2. por não ter dado a seta para a ultrapassagem. intimado da decisão. Oferecidas as alegações pelas partes. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. não podia ser o autor dos disparos. a qual. em atividade típica de grupo de extermínio. Foi acusado. no dia dos fatos. argumentando que ele. em caso de dúvida.º. após diversas discussões e ameaças à funcionária. realiza ultrapassagem em veículo que transitava no mesmo sentido. Segundo a denúncia. No trajeto até a cidade. por isso. o acusado. já que. PROBLEMA 7 (OAB/SP 132) Luiz. e mesmo não tendo sido encontrada a arma do crime. vindo a atingi-los e causar-lhes a morte. decide o Promotor de Justiça denunciar Luiz por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual. encaminhando os autos para a Vara do Júri de Itu para o respectivo julgamento. vez que realizariam pescaria no período da tarde. A segunda testemunha. vinha conduzindo em alta velocidade. Mesmo apresentando testemunhas que o teriam visto em outro local. II.

121. no bairro Aricanduva. residente na rua Paulo Chaves. causando-lhe a lesão descrita no laudo de exame de corpo de delito. ao final da instrução probatória. com os fundamentos e pedidos. golpeou João cinco vezes. Cristiano. reiterando que a ação penal deve ser recebida para.º. por guardar em sua residência arma não registrada e sem autorização regular. Você. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. utilizando-se de um facão. elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. pois independente de ser iniciativa privada. solteiro. nas proximidades da rua Paulo Chaves. ajudante de pintor. São Paulo – SP. o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados. recurso 115 . a qualificação do indiciado. imbuído de inequívoco animus necandi. afirmando que. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. não oferecendo. PROBLEMA 9 (OAB/SP 110 . casa 32. O Juiz. descrevendo infração penal tipificada como receptação ocorrida em outubro de 1997. São Paulo – SP. expondo os motivos de seu inconformismo. pela prática dos delitos previstos nos artigos 138. § 2. toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito. como já havia sido vítima de três roubos anteriormente. prevalece o princípio in dubio pro societate. incisos III e IV. pois. o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. no período compreendido entre 19 h e 19 h 30 min. oferece denúncia contra Agripino.2006) No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson. outrossim. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia. O crime foi. O delito foi cometido mediante meio cruel. O Magistrado. se soubesse. não as teria atingido. o denunciado. praticado de surpresa. ser o réu condenado pelo crime que cometeu. confessou o crime. O advogado apresentou alegações. apresente a peça mais adequada para a defesa do acusado. no entanto. brasileiro. além de narrar fato equivocado. disse que. ainda. PROBLEMA 11 Cristiano foi denunciado pela prática do crime previsto no art. Contudo. no bairro Aricanduva. proponha a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. rejeita-a. causando intenso e desnecessário sofrimento à vitima. nos seguintes termos: No dia 8/5/2008. As testemunhas de defesa afirmaram que as vítimas eram boas pessoas e nunca haviam cometido qualquer crime. QUESTÃO: Como Advogado.subtrair bens como forma de receberem seus salários e. 139 e 140 do CP. Em face de tal decisão. acolhendo integralmente a denúncia. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. atuando como advogado do querelado. nesse momento. casa 32. Ouvido. empresário. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. pronunciou o acusado. expondo os motivos para tal. Assim. As testemunhas de acusação ouvidas foram os policiais que atenderam a ocorrência. mas disse que não sabia que as vítimas eram seus empregados. como advogado de Agripino. Promotor de Justiça. a qual foi a causa eficiente de sua morte. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. Quanto à arma. do Código Penal. O acusado foi intimado no dia 5 de setembro de 2007 e manifestou interesse em recorrer. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. PROBLEMA 10 (OAB/MG . ainda. O Promotor pediu a pronúncia do acusado nos termos da denúncia. na Comarca de Perdões/MG. deixando. a havia adquirido recentemente e ainda não tivera tempo de registrá-la.ADAPTADO) Aurélio.

que avisou Cristiano de que havia uma pessoa subtraindo madeira e telhas de sua residência. Ângela. Firmino. que lhe emprestasse seis cheques para a aquisição do referido material. somente a atingiu no quinto golpe. sem nulidades. pelo juiz da primeira vara do júri da capital. pretendendo fazer uma reforma na casa onde mora com a família. comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade. uma vez que Firmino frustrara o pagamento dos cheques pré-datados. o empresário. indiciando Firmino. Outrossim. A denúncia foi recebida. os emprestados a Agnaldo. ainda. A defesa arrolou Francisco. porque havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima. ao ser atingido. Considerando a situação hipotética apresentada. Ressalta-se que o laudo cadavérico indicou a existência de apenas uma lesão no corpo da vítima. que informou que conhecia Cristiano havia 5 anos e que o acusado tinha o hábito de beber. pedido prontamente atendido. comprovada por meio do laudo de exame de corpo de delito (cadavérico).que dificultou a defesa da vítima. a peça profissional. no prazo de 10 dias. Agnaldo pediu a seu cunhado e vizinho.1) Agnaldo. entendeu haver indícios de autoria e estar configurada a materialidade do crime. Diante da sustação. Imediatamente. entre eles. na delegacia de polícia mais próxima.º do art. Entre as opções que o vendedor da loja apresentou. Cristiano tentou desferir alguns golpes no ladrão. O Ministério Público não se opôs à juntada dos documentos e. que. tendo afirmado em juízo: que presenciou o fato ocorrido no dia 8/5/2008. nesta ordem. mandou que o ladrão parasse com o que estava fazendo. retornou ao estabelecimento comercial e realizou a compra. no dia e hora marcados. ao ser interrogado em juízo. que reside com sua esposa. de posse de um pé-de-cabra. no interior da casa. que. além de ser primário e possuir bons antecedentes. alegou que havia sido fraudado em uma transação comercial. irmão do réu e único a presenciar o fato. PROBLEMA 12 (OAB UNIFICADO 2009. já que esteve solto durante toda a instrução. dirigiu-se a uma loja de material de construção para verificar as opções de crédito existentes. Disse.ª Vara Criminal da Comarca de Porto 116 . o acusado alegou que havia agido para se defender. determinou o magistrado que o réu deveria permanecer em liberdade. o qual foi ouvido com a concordância da acusação e sem o compromisso legal. Firmino impetrou habeas corpus perante a 1. e pronunciou o acusado. na altura do peito. que ordenou a citação do acusado para responder à acusação. Como não possui conta-corrente em agência bancária. por entender que havia indícios de ele ter cometido o crime previsto no inciso VI do § 2. o juiz entendeu que o feito havia tramitado regularmente. a mais adequada ao seu orçamento familiar era a emissão de cheques pré-datados como garantia da dívida. Apresentadas as alegações finais orais. e seus dois filhos na cidade de Porto Alegre – RS. diversa de habeas corpus. Diante das alegações. sustou todos os cheques que havia emitido. 171 do Código Penal. Inconformado. tendo o ladrão o desafiado e. Por fim. momento em que a vítima caiu. Por fim. redija. Cristiano. A acusação arrolou Pedro. cabível à espécie. incisos III e IV. Cristiano dirigiu-se ao local onde o larápio estava. deixando como garantia da dívida os seis cheques assinados pelo cunhado. juntou comprovante de residência e sua folha penal bem como arrolou uma testemunha.º. apesar de ter tentado desferir cinco golpes na vítima. haja vista a ausência dos requisitos para a prisão preventiva. Chegando lá. que tivera seu talonário de cheques furtado. disse que a acusação não era verdadeira. caminhado em sua direção. do Código Penal. qualificando-a e requerendo sua intimação. aproximadamente às 19 h. por escrito. Na resposta. bem como pelos depoimentos colhidos no curso da instrução. em favor de Cristiano. § 2. o delegado de polícia instaurou inquérito policial para apurar o caso. Com o empréstimo. Dias depois. na própria audiência. 121. a fim de que fosse submetido a julgamento pelo júri popular. Diante disso. de posse de um facão. pelo crime previsto no art. Cristiano. e apontou como causa mortis hemorragia no pulmão. em consequência de ação perfurocortante. procedeu-se à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. em 20/8/2008. tombou ao solo. Firmino.

Os Jurados. fixadas no mínimo legal. na condição de advogado(a) contratado(a) por Firmino. privativa de advogado. 121.00 (cem reais) para retardar ato de ofício. e ao regime integralmente fechado. num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberdade e 20 (vinte) dias multa. Ao iniciarem o furto. que o considerou incurso no artigo 333. sustentou a Defesa. para o seu cumprimento. condenou João. no dia 01. do Código Penal. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da referida tese defensiva. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. por significativa maioria de votos. do toca-fitas de veículo estacionado na via pública. inciso II. No qüinqüídio legal. o Ministério Púbico não recorreu e a defesa de "A". O juiz. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. com a intenção de subtrair bens a este pertencentes. o que ficou bem demonstrado nos autos. justificando-a. o fato é que se viu favorecido. Um dos tiros atingiu o comparsa. apresentar a peça jurídica competente. em razão dos fatos. aparece o dono do veículo. A sentença condenatória do MM. do Código Penal. rejeitaram todas. 157. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. dentre outras.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. e.ADAPTADO) João foi condenado porque ele e Pedro. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. °.Alegre. usando de uma arma de fogo que portava. interponha a peça judicial cabível. enquanto Peter enfrenta a vítima e. daí ter o juiz concedido o "sursis". § 3. o que não era do conhecimento de Xisto. PROBLEMA 3 (OAB/SP 121) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. tendo o juiz denegado a ordem. A sentença. em regime fechado. segunda parte. às penas do art. sim. o art. em virtude da resistência do morador. João. a tese da ausência do “animus necandi”. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. c.02. em favor de seu cliente. que faleceu. 29. como incurso duas vezes em concurso material. Consta da sentença condenatória que ".c. PROBLEMA 4 (OAB/SP 124. ajuíze a providência judicial adequada.." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado. QUESTÃO: Como advogado de João.2008 ingressaram na residência de Antônio.099/95 e persiste no mesmo sentido. § 2º. Em Plenário. fugiu sem nada subtrair. Pedro. APELAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 108) Gaio foi denunciado como incurso no art. desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte. mediante arrombamento. proferida no julgamento realizado há três dias. todos do Código Penal. Considerando essa situação hipotética. Xisto sai correndo. redija a peça processual mais adequada à sua defesa PROBLEMA 5 (OAB/SP 125) 117 . dê continuidade ao recurso interposto.ª Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. temeroso. vem a matar a vítima. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9. consistente na subtração. Juiz de Direito da 5.. o que também justificava a condenação.

I. do Código Penal. fixou a pena em 3 (três) anos de reclusão. ainda. no 85. fora confundido. alegou que José é pessoa de fisionomia bastante comum e que. Em suas alegações finais. Houve proposta de suspensão condicional do processo. porque eram duas as qualificadoras do furto. por volta das 22 horas. após este dia. antes de falecer. com base no art. ao ser ouvida. incisos I e II. na verdade. vizinho da vítima. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. percebendo que o portão estava apenas encostado. condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. afirmou que José foi visto por ele. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. deixou que este estacionasse o veículo em sua vaga de garagem. O MM. Para tanto. 65. não aceita pelo acusado. de propriedade e residência de Armando Paixão. Fábio.ADAPTADO) João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. em face das conseqüências graves do crime e. QUESTÃO: Como advogado de João. confirmando reconhecimento feito durante o inquérito policial. São Paulo – Capital. O pai. mediante a transposição de um muro de 80 centímetros de altura. mas à sua mãe. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital julgou procedente a acusação e condenou José pelo crime de furto duplamente qualificado (escalada e rompimento de obstáculo). nada tendo a ver com a subtração. Renovada a instrução. a pedido de um conhecido. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. quebrou o vidro lateral do veículo e ingressou em seu interior. ainda. Em juízo. A vítima. a atenuante da menoridade prevista no art. fato que demonstraria dolo intenso do agente. em 5 de agosto de 2007. realmente. em uma única operação. § 4o. pois esta estava disponível. segundo a denúncia. PROBLEMA 6 (OAB/SP 126 . O juiz. Quanto ao reconhecimento feito pelo vizinho. disseram que. fixada em seus patamares mínimos. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. houve a subtração. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. José negou o crime em seu interrogatório. os dera para o filho. certamente. A pena de multa foi fixada 118 . o que dificultava a visualização do condutor do veículo. vinte mil dólares de seu pai. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. sem estar trancado. na garagem do prédio em que José reside. invadiu casa localizada na rua Coronel Pereira Vaz. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. Afirmou. do Código Penal. Carlos. que o fato ocorreu à noite. no dia seguinte. na primeira fase. evadindo-se do local com o carro. Quanto à aplicação da pena. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. a defesa sustentou que José apenas consentiu que Pedrinho guardasse o carro. afirmando que. apurou-se que o acusado era. no dia 5 de janeiro de 2008. José resolveu furtar o veículo de Armando ali estacionado. José. Ouvidas duas testemunhas de acusação. no valor mínimo. QUESTÃO: Como advogado de João. não encontrou mais Pedrinho. acima do mínimo legal. no dia 4 de janeiro de 2005. de nome Pedrinho. entre outras circunstâncias. O veículo foi encontrado. vítima. que. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. Por outro lado. PROBLEMA 7 (OAB/SP 128 .ADAPTADO) José foi denunciado como incurso no art. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. o juiz. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. saindo com o veículo. de forma fundamentada. Segundo a acusação. 155. com cinqüenta e oito anos de idade. Que. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. por elas presenciada. confirmou a subtração.João foi acusado de ter subtraído. Na garagem. 59 do Código Penal.

houve motivo fútil porque o crime foi praticado em razão de uma simples desavença em virtude de uma dívida de jogo no valor de R$ 200. mediante violência. b) por cinco votos a dois. Em seu interrogatório. Redija a peça. no dia 12/3/2002. Maria desapareceu e não foi ouvida na fase processual. Conforme a denúncia e a pronúncia. PROBLEMA 9 (OAB/SP 131) João foi processado perante a ____ Vara Criminal da Capital por. com fins libidinosos. houve utilização de recurso que impossibilitou a defesa consistente em surpresa porque os tiros foram desferidos logo após rápida discussão sobre a dívida. substituindo a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito. Testemunhas foram apresentadas. asseverando terem se encontrado. com Maria. c) por seis votos a um. que João desferiu os tiros na vítima Antonio. ambos discutiram sobre o valor a ser pago. primeiramente. Maria. no que esta teria concordado. apresentado defesa prévia.01.º. O advogado impugnou os quesitos sobre as qualificadoras. consistentes em prestação de serviços à comunidade e multa. levado para sua casa. e) por sete votos a zero. do Código Penal). QUESTÃO: Como advogado de José. I. escolha o melhor meio para sua defesa. Maria. saído revoltada e dizendo que iria se vingar. indique os fundamentos do recurso e apresente as suas razões.02. QUESTÃO: Como advogado de João. quis apresentar a tréplica. A sentença condenatória foi lida em plenário. A morte foi demonstrada por laudo pericial. que inexistia circunstância atenuante em favor de João. A arma não foi encontrada. A denúncia foi baseada em depoimento de Maria. em 10. Indagados. João foi condenado a uma pena de 2 anos de reclusão. José foi intimado da sentença no dia 16 de fevereiro e o advogado foi intimado no dia 17 de fevereiro de 2008.07. chegou na casa de João. na qual foram arroladas cinco testemunhas suas e três que constavam da denúncia. namorada de Antonio. após sua saída com João. sob a alegação de que teria ele. o advogado recorreu. afirmou. mediante remuneração pecuniária. que os ferimentos resultantes dos tiros causaram a morte de Antonio. dançarina da casa noturna “Noites de Prazer”. tendo. de qualquer forma. Maria. No dia seguinte. Antonio. asseverou ter convidado a moça para sua casa. mas disseram que não chegaram a conversar com a vítima ou com sua namorada. na mesma noite e na mesma casa noturna. que. João negou a autoria na polícia e em juízo. PROBLEMA 8 (OAB/SP 130) João foi processado e condenado por homicídio duplamente qualificado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão. não sendo a impugnação aceita pelo juiz.06. Alegou. QUESTÃO: Como advogado. Não houve testemunhas presenciais.2006. foram ouvidas sete delas. o qual entendeu que não há tréplica sem réplica. ter.00 (duzentos reais) e. que João usou de recurso que impossibilitou a defesa de Antonio. com base no princípio constitucional da plenitude da defesa. quando tinha dezenove anos de idade. com fins libidinosos.no mínimo legal. §2. a qual afirmou que conversou com a vítima sobre a desavença antes de sua morte. Contudo. 157. chamada por este. sendo impedido pelo magistrado. sem especificação do motivo fútil ou do recurso que impossibilitou a defesa. Na audiência de oitiva de testemunhas da acusação. Foram ouvidos no processo dois policiais militares que afirmaram terem atendido à vítima e visto quando ela conversava com a namorada. O Promotor de Justiça não apresentou a réplica. d) por seis votos a um. Para o cumprimento da pena. Maria. supostamente. ainda. contra a vontade desta. tendo o Ministério Público 119 . Em 20. argumentando que foram redigidos de forma singela. retido. determinou o regime aberto. tendo. os jurados responderam: a) por quatro votos a três. Por outro lado. 15. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. causando-lhe ferimentos. não ser Maria pessoa honesta. PROBLEMA 10 (OAB/SP 134) Em 1. também. A denúncia foi recebida em 4/3/2002 e Renato foi interrogado no dia 11/3/2002.09. O advogado.º/3/2001. quando a vítima. Renato foi denunciado por roubo com emprego de arma (art. em momento posterior. que João agiu por motivo fútil.

ao analisar os autos. e cada dia-multa. O juiz dispensou as últimas testemunhas da defesa. contudo o juiz indeferiu o pedido e reiterou o seu entendimento. Duas outras disseram ter visto uma pessoa semelhante a Renato cometer o crime. em preliminar. 120 . afirmando que. ele ameaçou o gerente e os seguranças da instituição. afirmando ser importante para a prova. que Pafúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo. respectivamente. e o réu teria agido com culpa presumida. o juiz rejeitou a preliminar da defesa e condenou Renato. A vítima o reconheceu. conseguindo efetivar a prisão em flagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta. pediu absolvição. mas não o presenciaram. acolhendo o pleito ministerial. ao passo que a defesa. 402 do Código de Processo Penal. profere sentença absolutória. em um trigésimo do salário mínimo. Em alegações finais. Cinco das testemunhas ouvidas afirmaram que souberam do roubo. Considerando a situação hipotética descrita. em ação penal pública incondicionada. aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita na denúncia. duas que já haviam sido ouvidas como testemunhas da acusação e uma que não mais deveria ser ouvida ante a desistência do Ministério Público e. tendo ficado clara a intenção da defesa em procrastinar o encerramento do processo. jamais poderia ter pleiteado a absolvição. ao lado do local do crime. interpõe recurso. e postula a sua absolvição. publicada em 10/8/2007. formule a peça processual que julgar oportuna PROBLEMA 12 (OAB/MG – Dezembro 2006) Pafúncio Augusto foi preso em flagrante delito. pela condenação do acusado nos termos do art. perseguiram os dois acusados. Foram ouvidas cinco das testemunhas arroladas pela defesa. após o expediente bancário. Na sentença. Pugna. Na fase prevista no art. Na ocasião da intimação da sentença. outro membro do Ministério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz. tendo acrescentado 1/3 pela causa de aumento. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. o que resultou na pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 13 dias-multa. O juiz não atendeu ao seu pleito. considerando que a sentença deve ser reformada. mas tão-somente a condenação. no mérito. o Ministério Público pleiteou a condenação. enquanto a defesa insistiu na oitiva da testemunha. O Magistrado. independentemente de intimação. outrossim.00 de dentro do cofre da agência. em razão de não ter comparecido. em virtude de férias do subscritor das alegações finais. Na audiência. Com o uso de uma arma de fogo (de numeração raspada e sem registro adequado). o advogado manifestou sua inconformidade. conclui pela inocência do réu. fixando. quando da apresentação de alegações finais. também arrolada pela defesa. QUESTÃO: Como advogado(a) do réu. tendo todas elas somente feito referência à boa personalidade e ao bom comportamento de Renato.desistido de uma. Os Policiais Militares. o Ministério Público nada requereu. PROBLEMA 11 (OAB/SP 111) O Promotor de Justiça. ainda que não tivesse obtido a vantagem ilícita em prejuízo alheio.000. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os valores subtraídos da Agência da CEF. alegando ter independência funcional consagrada na Carta Magna. Subtraiu R$ 50. 171 do Código Penal (estelionato consumado). novamente postulou a oitiva da testemunha e. por ser ação penal pública incondicionada. ainda. solicitando a inquirição da testemunha e se comprometendo a levá-la. convocados para a diligência. atue na defesa de Renato. como se seu advogado fosse. Assim. a pena-base no mínimo legal — 4 anos de reclusão e 10 dias-multa —. o Promotor que o antecedeu. Consta. ainda. nem conheciam o acusado. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Santo Agostinho (em Belo Horizonte – MG). de forma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga.

nos autos. Audiência de Instrução realizada. ainda. Não houve prescrição. desferiu-lhe quatro tiros com sua arma particular. após cumprir seu turno de trabalho. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão. Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a ele imputados na inicial acusatória. Em seu Interrogatório. Afirmou que Confúncio Henrique. São Paulo – SP.826/03. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23. ao todo. foram a causa eficiente da morte deste. com o devido e completo encaminhamento. na qual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas partes. Inconformado. Pafúncio Augusto recorreu tempestivamente da sentença. caput. elabore-as. § 1°. que não sabia da intenção delituosa do co-réu. pois a arma possuía. Não se conformando com a decisão do Magistrado. 1ª parte. Assim. e 16 da Lei 10. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidamente. arguindo toda a matéria pertinente. por vontade própria. I e II. Anunciou. A sentença foi publicada. disparos de arma de fogo contra Eduardo. também. I e II. fixados a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. Tomou ciência da arma de fogo. a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o roubo com as majorantes e 3 anos para o porte ilegal de arma. decisão. entendendo o Magistrado por condenar os coréus de acordo com a denúncia apresentada: arts. 157.O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois co-réus. somente tomando consciência do crime quando. do Código Penal.826/03. absolvido sumariamente em primeiro grau. soldado da Polícia Militar. seis balas. Defesa Prévia apresentada. Como as testemunhas (gerente e seguranças) não saíram de dentro da CEF. em pena a ser inicialmente cumprida em regime fechado. a perícia oficial. eis que Cleóbulo. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo. vindo este a falecer no local. praticamente descarregou-o. deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo. pois a r. Não foi juntada. além do pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa. 402 CPP. Aproximando-se por trás do meliante. o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. por sua natureza e sede. por volta das 00 h 30 min. razão pela qual Luciano estaria incurso nas penas do art. que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide. percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. em frente à Igreja São Judas Tadeu. sem ser notado. no bairro Moema. disparando quatro tiros do seu revólver. Na fase do art. a seu turno nada requereu. apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valores no caixa automático da CEF. 121. desferido. em síntese. dirigindo-se para o ponto de ônibus. no dia 5 de junho de 2006. eles teriam infringido as normas penais anotadas nos arts. com intenção de matar. Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. 157. Denúncia recebida pelo Juiz Competente. Para tanto alega. A defesa. os quais. do Código Penal. Cleóbulo foi processado e. constituindo-o para elaborar as razões recursais. do 121 . apresente a peça pertinente. Código Penal). deu fuga àquele outro. apenas durante a fuga. e 16 da Lei 10. Apenas os Policiais Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseguição realizada. o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. PROBLEMA 14 (OAB/SP 135) Luciano foi denunciado por ter. PROBLEMA 13 (OAB/SP 112) Cleóbulo. De acordo com os termos da denúncia oferecida. § 1°. com o exame de perfeito funcionamento da arma de fogo apreendida. não conseguiram reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. inciso III. Os outros dois elementos que participavam do roubo evadiram-se. Como Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. a final. um conhecido antigo.

em face do artigo 44 do C. PROBLEMA 2 (OAB/SP 120) "A". brasileiro. que pediu ao magistrado o registro. o que ocorreu na quinta-feira última. sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02 (dois) anos. Capital. à pena de 7 anos de reclusão. O pleito defensivo foi deferido. com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores quanto à conduta pretérita de Luciano. que deveria ser cumprida em regime inicialmente fechado. em procedimento que se acha em curso sem que tenha havido o oferecimento da denúncia. Finda a acusação. P. quando parou para abastecer o seu veículo. o órgão ministerial que os jurados deveriam “pensar o que quisessem” acerca da recusa. empresário estabelecido na cidade de Betim MG. tratou a defesa das questões de mérito. o promotor de justiça deu início à produção da acusação. PROBLEMA 15 (OAB/MG 2007) Frank Henrique. caput. a final. No dia do julgamento. foi indiciado pelo suposto delito de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens ou valores (Lei n. pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado. como incurso no art. Considerando a situação hipotética descrita. do CP. A medida. a despeito da discordância da defesa. Julgado o recurso pelo Tribunal competente. Por fim.Código Penal (CP). proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. documentos relativos a outro processo. Luciano foi condenado. Após regular trâmite. efetivada em janeiro de 2007. Dois adolescentes. Por ocasião do cumprimento de decisão judicial. justificando a necessidade de sua permanência. Pede-se: Elaborar a petição de interposição e as razões recursais.00 (vinte e cinco reais). Salientou. no qual o réu Luciano era acusado de crime de homicídio qualificado praticado em 2/5/2005. Em agosto do ano em curso. com 21 anos de idade. "A". duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate. Inconformado. foi apreendido um veículo Audi A-3 Turbo e um Jeep Ford Willys ano 1970. terminada a inquirição das testemunhas. de um supermercado. nascido em 20 de setembro de 1980. ainda. bem como advertiu os jurados acerca da primariedade do réu. indeferiu o pedido. QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio. deu um tiro para 122 .613/98). sem a concordância da defesa. com o devido e completo encaminhamento. a sentença foi mantida por maioria de votos. um queijo importado. determinando a publicação do ato. o acusado recorreu. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. convertendo a pena corporal em restritiva de direitos. pela defesa. sobreveio a decisão de pronúncia. avaliados em R$ 25. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 (OAB/SP 111) Teodósio. Ademais. Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi. casado. tome a providência judicial cabível. embora mantivesse a condenação. situação que permanece até a presente data. embora a correspondente ação penal não tenha sido intentada. que estavam nas proximidades. oportunidade em que o magistrado. condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão. subtraiu para si. 9. formule. em ata. da produção da nova prova. 121. reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio disposto no próprio tipo penal. dirigia seu automóvel em São Paulo. foi dada a palavra ao defensor. Durante sua explanação perante o conselho de sentença. você requereu o levantamento da referida medida assecuratória. sendo que o Magistrado vencido. bloqueou ainda todos os seus ativos financeiros e imobiliários. O acórdão foi publicado há três dias. com a concessão do porte inclusive. na condição de advogado(a) contratado(a) por Luciano. segundo a capitulação da denúncia. o promotor mostrou aos jurados. pelo Tribunal do Júri de São Paulo/SP. de que o promotor de justiça havia mostrado aos jurados documentos relativos a outro processo a que respondia o réu. começaram a importuná-lo. determinando que Luciano fosse submetido a júri popular.

Contudo. ou seja. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. por imprudência. Tendo ocorrido o trânsito em julgado. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. na fundamentação. decidindo que o homicídio ocorreu na forma culposa. Compulsando-se os autos. Está recolhido na Penitenciária local. o projétil. verifica-se que 123 .cima. indeferiu o pedido de relaxamento desta. acórdão foi publicado há sete dias. matando-o. elabore a peça profissional condizente. sentença de 1. caput. eis que não apelou da decisão de primeiro grau. porque seria o proprietário da empresa. QUESTÃO: Como advogado de "A". QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras.099/95. por excesso de prazo. requerendo o arquivamento em relação a "B" e "C". do art. do Código Penal. parágrafo 1º. o Promotor de Justiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma continuada. Na parte dispositiva. justificando. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. por homicídio simples – art. admitiu.ADAPTADO) José da Silva foi condenado por violação do artigo 33. O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116 . entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia. O V. 121. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA (OAB/SP 124) O juiz. do Código Penal. como seu advogado. expressamente. PROBLEMA 2 (OAB/SP 113 . à pena de 5 anos de reclusão.343/06. O magistrado proferiu sentença desclassificatória.ADAPTADO) "A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários. caput. e veio a atingir um dos menores. que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. ser condenado à pena mínima. mediante o uso de notas fiscais falsas. elabore a peça adequada. da Lei Federal no 11.ª Vara do Júri da Capital. que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante. e não na forma dolosa. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. estando designado o dia 03 de julho de 2008 para interrogatório. lavrado por infração ao artigo 250.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos. O juízo competente. ricocheteou. inciso I. em face de sua primariedade e bons antecedentes. sob o fundamento de que a gravidade do fato impõe a segregação de Protágoras. recebendo os valores e não entregando as mercadorias. e a 1. efetuaram vendas de produtos para "D". "A" foi denunciado e processado perante a 1. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A". com a intenção de assustar os adolescentes. homicídio culposo. "E" e "F". fixando regime inicial aberto. devendo.00 (cem reais). 155 do Código Penal. O voto vencido seguiu o entendimento da r. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. Após regular inquérito policial. devendo "A" ser enviado ao Tribunal do Povo. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elaborado.º grau. Seus vendedores "B" e "C". O Ministério Público recorreu em sentido estrito. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrante. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A". "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9. chocando-se com o poste. estando o inquérito policial aguardando a sua feitura.

juntando suas razões. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Antonio é presidente de um grande clube local. etc. ao desembarcar. Em virtude destes fatos. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. à pena de 15 dias de prisão simples. QUESTÃO: Como advogado de A. na aproximação da Capital. sentença condenatória já transitou em julgado. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. fere princípios constitucionais. Antonio não aceitou a suspensão processual. onde existem piscinas. redija a peça processual de sua defesa. O presidente do clube. no seu entendimento. conforme. o Ministério Público interpôs agravo. aliás. na forma em que foi definido. A ação penal está tramitando. busque sua libertação. salão de festas. chegando a praticar vias de fato. PROBLEMA 8 (OAB/SP 127) João. com concessão de sursis. o regime disciplinar diferenciado. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções 124 . PROBLEMA 6 (OAB/SP 124) Policial civil ingressou. do Código Penal. e nela apreendeu documento público que. Ao mergulhar. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – "vias de fato". que cumpre pena pelo crime de seqüestro. PROBLEMA 5 (OAB/SP 120) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2005 quando. após ter decorrido o prazo de oito (dias). A r. o garoto Cipriano. parágrafo 3º . definitivamente condenado. Processado o recurso. Antonio.a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito. o Tribunal de Justiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. do Código Penal. Intimado da decisão. PROBLEMA 7 (OAB/SP 125) O Ministério Público pleiteou a colocação de A. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. com base no artigo 52 da Lei de Execução Penal. agora. atue em favor do constituinte. Foi acusado. ainda não sentenciado. sem mandado judicial. passou a importunar a passageira "B". No mês de dezembro de 2001. A denúncia foi recebida pelo juiz. de forma fundamentada. pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. A substância entorpecente já foi incinerada. caput. QUESTÃO: Como advogado de José da Silva. lá jogou-se para brincar. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. tendo este sido condenado pela 1. frisado pelo MM. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A". postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. O juiz indeferiu o pedido porque. QUESTÃO: Como advogado de João. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. requerendo que fosse seguido o rito do agravo de instrumento do Código de Processo Civil. na residência de João. foi indiciado em inquérito.ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. Juiz sentenciante da 1a Vara Criminal da Capital. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. campo de futebol. no regime disciplinar diferenciado. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. em novo processo. constatou-se ser falso. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. com mais de três mil sócios. submetido à perícia. "A".

°. não poderia agir de forma a incentivar a prática de tais delitos. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. nesta capital. parágrafo único. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 (OAB/SP 119) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. com outros presos provisórios. foi denunciado. Foi expedido mandado de prisão. inciso II. advogado. O MM. Sem ser preso. conseguiria livrá-los de eventual prisão e condenação. João alegou que a operação inexistiu e que o débito fiscal era objeto de impugnação em recurso administrativo. foi denunciado como incurso no artigo 288. revendedora de componentes eletrônicos. autorizando. QUESTÃO: Como advogado de João. acusado de ter fraudado a fiscalização tributária. QUESTÃO: Como advogado de João. QUESTÃO: Como advogado de João. comprovando tal alegação com certidão emitida pelo referido Tribunal. incisos I e II. O juiz. argumentando que os crimes de roubo. em petição. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações.o 8. por crime previsto no artigo 1. José foi preso e colocado em cela comum. na atualidade. em 05 de dezembro de 2005. § 2o. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. apenas repetindo os argumentos expostos pelo membro do Ministério Público. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. Redija a peça. Em seu interrogatório. todos do Código Penal. Requereu a liberação do veículo. porque estaria associado com A. ele revogou imediatamente. na sua condição de advogado. Oferecida a denúncia. a sua participação consistia em estimular os autores materiais dos crimes à prática dos delitos.137/90. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. c. interposto perante o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo. garantindo-lhes que. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa.c. PROBLEMA 10 (OAB/SP 128) José. PROBLEMA 9 (OAB/SP 127) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fim de que fosse decretada a prisão temporária de João. omitindo operação de compra e venda em livro contábil. João foi intimado da decisão e deu ciência ao seu advogado. 125 . decretou a prisão preventiva. instaurando a autoridade policial regular inquérito. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. com sua atuação profissional. escolha o melhor meio para a sua defesa. desde logo. QUESTÃO: Como advogado de José. da Lei n. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. B e C para a prática de crimes de roubo de veículos com a utilização de armas. agir no seu interesse. causam grande insegurança social e que o acusado. de ofício. PROBLEMA 11 (OAB/SP 129) João. sustentar perante o juiz que isso não podia ocorrer em face de sua condição de advogado. sócio da firma “Antenados”.Criminais a existência deste processo. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. artigo 157. Pela denúncia. apesar de. indiscutivelmente de sua propriedade. ainda pendente de julgamento. Juiz da _Vara Criminal da Comarca da Capital recebeu a denúncia. O juiz. já que estabelecida a autoria. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. após ouvir o Ministério Público. o Promotor de Justiça requereu a sua prisão preventiva para garantia da ordem pública. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação.

QUESTÃO: Como advogado de João. usando do mesmo argumento. tem residência fixa e exerce atividade lícita. sem que o ato fosse presenciado por qualquer pessoa habilitada a exercer a denominada defesa técnica. Durante a instrução processual. do Código de Processo Penal. por força da flagrância delitiva. foi denunciado em 2 de fevereiro de 2007 pela prática de estelionato. por residirem em outro Estado. foi a ordem denegada por acórdão assim ementado: 126 .00 (cem mil reais). RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 110) Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. Este dirigiu-se à Delegacia de Polícia na data de ontem e solicitou os autos de inquérito para exame.000. e denunciado por violação do artigo 316. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. por estar indiciado pela prática de crime de roubo.º 167. inclusive. todavia. Consta do termo de audiência que o acusado dispensou a entrevista prévia com o defensor nomeado. conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo. O acusado encontra-se preso. O Tribunal denegou a ordem requerida fundamentando o V. O representante do Ministério Público também estava ausente. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança.ADAPTADO) João Alves dos Santos. investigador de polícia. por força de auto de prisão em flagrante delito. do Código Penal. João Silva foi condenado a 3 anos de reclusão. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. Impetrado habeas corpus para o mesmo tribunal. Brasília – DF. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao eventual excesso de prazo. seqüestrou Demóstenes. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. empresário. adotar a medida judicial cabível. exigindo de sua família. enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi interrogado em juízo em 14 de março de 2007. e os prazos legais estão sendo observados. PROBLEMA 3 (OAB/MT 2007. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa. ensejando interposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente.PROBLEMA 2 (OAB/SP 123 .ADAPTADO) João Silva. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) João. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. Interposto o recurso de apelação para o TJDFT. Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante. procurou advogado para atuar em sua defesa. É primário.1 . como condição para sua libertação. foi o mesmo indeferido. O Delegado de Polícia. taxista. João Silva foi regularmente assistido por profissional habilitado na OAB. residente na Rua Madre Tereza n. QUESTÃO: Como advogado de João. brasileiro. por maioria de votos. Como advogado de Ésquines. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de Carta Precatória. tome a providência judicial cabível. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. requerendo-se a concessão da ordem para que o processo fosse anulado desde o interrogatório. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. a importância de R$ 100. alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave". restou improvido.

4. 403. Ordem de habeas corpus denegada. Por outro lado. indeferiu o pedido de esclarecimentos sobre matéria fático-probatória solicitados por um dos jurados. ao entendimento de que os mesmos eram desnecessários. como exige o art. Diante da denegação da ordem de habeas corpus. REVISÃO CRIMINAL 127 . A matéria foi prequestionada em embargos de declaração. art. no caso concreto. Possível nulidade não alegada na defesa prévia. decidir de sua necessidade ou não. § 2º. a julgamento pelo Tribunal do Júri por crime de homicídio simples (art. Em sede de apelo. §3º. argüir possível nulidade de ato a que deu causa. com vistas apenas a reforço do imprescindível prequestionamento. Feito sentenciado.Processo Penal. argüiu você tão somente a nulidade do julgamento. Ao final. posteriormente. foi o próprio paciente quem dispensou a entrevista com o defensor nomeado. residente e domiciliado nesta cidade. Juiz-Presidente. adote o recurso cabível. 1. II e IV. cabendo-lhe. no processo penal. real. comerciante. mantendo. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA (OAB/MG 1998) Levado Joaquim da Silva Xavier. rememore-se que tal possível nulidade não foi agitada no momento processual oportuno — as alegações finais. não se verifica. Defensor ausente por haver sido dispensado pelo próprio réu. do mesmo Código de Processo Penal. 571. como preceitua o art. porquanto entendeu que tais esclarecimentos se consubstanciam em prerrogativa do juiz. 121. seu cliente. o princípio do contraditório tenha natureza efetiva. Interrogatório do réu. o réu. agora. Habeas corpus. Por último: estando sentenciado o processo. vício insanável a macular de forma grave e irreversível o ato processual realizado em descompasso com a exigência legal. o MM. na qualidade de advogado. o Promotor de Justiça recorreu e a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso por unanimidade de votos. QUESTÃO: Como advogado de Zé Ninja. faculdade dele. inciso II. redigindo a peça profissional RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA Zé Ninja foi processado por infração ao art. restando absolvido da imputação. Maneje. brasileiro. Opostos embargos declaratórios. 5. afirmando que os jurados decidiram manifestamente contrária à prova dos autos. 121 do CP) contra Salim Al Fayed. restou condenado à pena de sete (7) anos de reclusão. Mesmo considerando que. portanto. 3. concluídos os debates. do CP perante o 1º Tribunal do Júri. 565 do Código de Processo Penal. nas alegações finais nem nas razões do recurso de apelação. A turma julgadora do Tribunal de Justiça do Estado negou provimento ao recurso. É certo que a prova é amplamente favorável a Zé Ninja. De mais a mais. 2. resta superada a alegação de nulidade. visto não ter o juiz dado ou mandado dar os esclarecimentos solicitados pelo jurado em questão. não lhe sendo possível. casado. Inconformado. sobretudo porque não utilizadas as fases que a lei reserva para esse fim. o recurso que achar pertinente. viram-se os mesmos rejeitados. pois o decisum de primeiro grau. do CPP —. tendo em conta os fatos narrados e a legislação pertinente. interponha o recurso cabível em favor de João Silva.

Como o outro detento não gostava de José. A ação foi julgada procedente. José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura. sentença já transitou em julgado. ambos os detentos disseram que foram torturados por José. no dia 11 de maio do mesmo ano. pois desaparecidos os vestígios. parágrafo 1. PROBLEMA 2 (OAB/SP 121) José. à pena de três anos de reclusão.455. José está preso e a r. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal. moveu ação contra o banco. sem que José fosse notificado para 128 . de 7 de abril de 1997. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. “caput”. havia inventado toda a estória. funcionário do Banco do Brasil. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. R$ 1. realizado 15 (quinze) dias após o fato. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. PROBLEMA 4 (OAB/SP 128) José. porque João rompera definitivamente com o namoro. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva tome a providência judicial cabível. agride-o com um cano. resolveu ficar com parte do dinheiro. eis que teria constrangido Maria Soares à conjunção carnal mediante grave ameaça. Durante o inquérito policial.º. A denúncia. inciso II. do Código Penal. Mesmo assim. estava trabalhando em presídio da Capital. Decorrido 01 (um) ano do trânsito em julgado e encontrando-se João em cumprimento de pena. e por ordem de um superior. produzir a peça cabível que atenda o seu interesse. Diante desses fatos.500. Alguns detentos estavam muito agitados. A sentença transitou em julgado no dia 10 de março de 2005.500. no valor de R$ 1. Em 15 de junho de 2005. inciso I. mais a perda de função pública. parágrafo 4. quando inesperadamente ocorreu uma rebelião. Agora. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. previsto na Lei 9. Já na fase de execução. Relatou também. já namorava João e que com ele havia mantido relacionamento sexual por sua própria vontade. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José. no valor exato de seu crédito. pois estes se mostravam calmos. utilizando o restante. como incurso nas sanções do artigo 213 caput do Código Penal. mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir. por sentença transitada em julgado. QUESTÃO: Como novo advogado. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. Joana Gonçalves imediatamente procurou os familiares de João transmitindo-lhes os fatos que integram a justificação criminal já realizada. Em posse do numerário. Concluído o inquérito. em razão de descontos ilegais efetuados pela instituição em sua folha de pagamento. QUESTÃO: Como novo advogado de José. José foi denunciado como incurso no artigo 312.º I. após violenta discussão com Antônio. José imobilizou dois deles. com ataduras de pano. causadas pela própria movimentação dos presos.00 (mil e quinhentos reais). recebera a quantia de R$ 2. obrigando-o a mentir.º. funcionário público com 38 anos de idade. pai de três filhos. ato presenciado por duas testemunhas.500.PROBLEMA 1 (OAB/SP 109) João da Silva foi condenado. para parcial pagamento dos referidos serviços. artigo 1. que o acusou de crime. causando-lhe ferimentos. depois do primeiro exame em Antônio. e foram levados para a realização de exame de corpo de delito. a cumprir 06 (seis) anos de reclusão em regime prisional fechado. dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado. do Código Penal.00 (mil e quinhentos reais). tendo os peritos. n. PROBLEMA 3 (OAB/SP 122) Mário. casado. que apurou lesões bem leves.000. Após hora e meia. após dois meses.º. Maria confidenciou à sua amiga Joana Gonçalves que antes dos fatos. José soltou os detentos.00 (mil reais). em virtude de sua atividade no Banco do Brasil.00 (dois mil e quinhentos reais) para o pagamento de serviços de manutenção do prédio onde o banco estava instalado. R$ 1. José.

em 10 de janeiro e 15 de fevereiro de 2000. de igual modo por infração ao artigo 157 do Código Penal. em outros dois processos. policiais militares que passavam por ali ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". Agora. QUESTÃO: Como advogado de José. em favor de "A". induzido em erro e gerado prejuízos a entidade de direito público localizada no centro da cidade de São Paulo. também. ouvido José. professor de natação. As partes. fixando a pena privativa de liberdade em 2 (dois) anos de reclusão. respectivamente. contudo. moça de posses. QUESTÃO: Como advogado de João. Quando se dirigiam ao barzinho. cujos fatos ocorreram. passaram por um bosque e "A". A decisão transitou em julgado no dia 20 de janeiro de 2006. surgem novas provas reconhecendo que. funcionários do banco que confirmaram o fato. o Juiz da Vara competente. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. Durante o processo. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vítima na verdade teria gostado. o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. foi recebida em 20 de junho de 2005. PROBLEMA 5 (OAB/SP 132) João foi processado e condenado à pena de 2 anos de reclusão. a ser cumprida em regime aberto. do Código Penal. com o respectivo trânsito em julgado. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho.º. para tomar um suco após a aula. que foi indeferida. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas. usando de violência. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Superadas as fases dos artigos 402 e 403 do CPP. Foram ouvidos. PROBLEMA 2 (OAB/SP 119) Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão. cumprida em regime aberto. com trânsito em julgado. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. pela prática de estelionato majorado. no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo cada. praticada em 29 de janeiro de 2000. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos (prestação de serviços à comunidade e multa). Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital condenou José pelo crime de peculato. às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. "A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. também. tem ótimo comportamento prisional. que somente queria receber seu crédito para cobrir despesas pessoais e familiares.eventual resposta. na realidade. José procurou um novo advogado para examinar sua situação e saber o que poderia ser feito. "A" está cumprindo pena. em regime inicial fechado. com 35 anos de idade. indenizou a vítima. convidou uma de suas alunas de nome "B". dizendo. "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". no mesmo bairro. este confirmou o fato. sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". A r. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. de 23 anos. o MM. Acha-se condenado. direcionada ao Órgão Judiciário ad quem. Ministério Público e acusado. sendo o exame criminológico favorável. em face de um golpe financeiro que teria. Requereu o seu livramento condicional. previsto no artigo 171. mediante ardil. após tantos anos na cadeia. § 3. Na instrução criminal. Neste momento. Intimado para o cumprimento das penas. estuprou "B". AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 115) "A". ajuíze a peça pertinente. por infração ao artigo 157 do Código Penal. não apelaram. Passados dois meses após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Porém. 129 . ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de forma criminosa. a entidade de direito público não teve qualquer prejuízo econômico em face da conduta de João. e a de multa em 10 dias-multa. dita por "A" na época do processo. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem.

2006. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. Suponha que você seja procurado pela genitora do condenado. latrocínio e seqüestro. ainda não pleiteando Carlos qualquer benefício no âmbito da execução penal. porém. pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. Iniciada a execução de sua pena na Penitenciária de Avaré. QUESTÃO: Como advogado de Manoel de Sassoferrato lance mão da medida cabível visando sua libertação. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA (OAB/SP 109) Manoel de Sassoferrato está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. O juiz. o Ministério Público. Observe-se. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. no dia 04. 180 dias trabalhados na faxina interna daquela Instituição. QUESTÃO: Como advogado de Carlos.09. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01.2006. Não é reincidente. o condenado tomou conhecimento de que poderia “descontar”. devidamente comprovados pela respectiva certidão. apresentando as razões recursais. No entanto seu pleito foi-lhe negado sob o fundamento de que a remição seria impossível em face de o condenado ter sido punido por falta grave. No mesmo dia em que foi intimado da sentença que indeferiu o pleito da remissão. da pena restante. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. acatou o pedido. a fim de que esta providenciasse um advogado para avaliar aquela decisão.09.09. em face de sua condição de reincidente. PROBLEMA 3 (OAB/SP 130) João. no ano de 2001. cometa a ação pertinente. localizada na cidade de Contagem-MG. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA (OAB/SP 132) Carlos foi processado e condenado com trânsito em julgado pela prática de homicídio simples (artigo 121. no dia 05. Desde então. faça a peça adequada. que tal sanção disciplinar lhe fora imposta sem que se ouvisse o condenado a respeito da indisciplina a ele imputada. PROBLEMA 4 (OAB/MG 2003) EUSTÁQUIO DA SILVA foi condenado a 5 anos de reclusão. roubo. Em ação própria na esfera cível reparou o dano. sem ouvir o sentenciado. sempre com excelente comportamento carcerário. passaram-se exatos 2 anos desde o início do cumprimento da sua pena no regime fechado. Em face do exposto.2006.QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva. tendo sido condenado pelo Juiz de Avaré à pena de 6 anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado. e encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. 130 . vem ele cumprindo pena na Penitenciária Nélson Hungria. INTERPONHA a medida processual cabível para rever a dita decisão. não obstante o seu bom comportamento na prisão e a existência da Vara de Execução na cidade de Avaré. o condenado entrou em contato com sua mãe. Já cumpriu mais de 2/3 (dois terços) da pena imposta. Faltando 8 meses para se concretizar o prazo legal estabelecido para a obtenção de liberdade condicional. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. caput) praticado na cidade de Avaré. o que foi pleiteado ao Juízo da Execução Criminal de Contagem. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. em regime fechado.

logo após a sua prática.SEQUESTRO PROBLEMA Nos autos do inquérito policial. 131 . QUESTÃO: Como advogado da vítima "B". adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. ficou evidenciado que Graciliano. atuar no escopo de obter o ressarcimento. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital de SP– DIPO –. o autor do furto.

pedindo a liberdade provisória sem fiança. já que o preso foi encontrado uma semana após o crime. da CF). não estão presentes os requisitos da prisão preventiva pois o requerente é primário e possui residência fixa. CPP.8. 302. nada indicando que. GABARITO. 302. em liberdade. 5º. sem que tenha. como entendeu o delegado). A custódia cautelar. desta forma. não houve o flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. Deve ser pedido o relaxamento da prisão. formulado perante o Juízo da ___ Vara Criminal da Comarca ________. médico estabelecido que não vai oferecer risco para o processo e.” e LVII – “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Para o deferimento da liberdade provisória. NEM presunção de autoria do delito (já que não foi encontrado nenhum objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de drogas). conforme se depreende do artigo 5. nem que venha a causar perturbações durante a instrução criminal. PROBLEMA 2 O candidato deve fazer um pedido de liberdade provisória em favor de Daniel. com a expedição do alvará de soltura em favor do requerente. Pode-se também. III. Atualmente. vez que NÃO houve perseguição logo após a prática da infração (os policiais prenderam o Requerente no seu local de trabalho. sustentando a ilegalidade da prisão. PROBLEMA 3 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante (art. subsidiariamente o arbitramento da fiança. Assim sendo. apoiando-se no mérito pessoal do preso. CPP). venha a ausentar-se do distrito da culpa. PROBLEMA 2 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz de direito da Vara do Júri. No caso em análise. tendo em vista que o aborto tentado possui pena mínima de 2 anos em abstrato. se considerada a redução de 1/3 pela tentativa. LXV. ninguém deverá ser recolhido à prisão senão após o trânsito em julgado de sentença condenatória. exige o estatuto processual a inocorrência das hipóteses previstas nos seus artigos 311 e 312. na forma “fornecer”. com ou sem fiança. somente se admite a continuidade da segregação caso resulte demonstrada a sua necessidade diante da análise dos requisitos objetivos e subjetivos que autorizam a prisão preventiva.º da Constituição Federal (incisos LXVI – “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. que afasta o estado de flagrância. Deve-se sustentar que o crime de tráfico de drogas. sem que ocorresse qualquer prejuízo à liberdade do acusado. quando a lei admitir a liberdade provisória. 132 . dificultando a aplicação da lei penal. sido perseguido. Sabidamente. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 Liberdade provisória com fiança. Na nossa legislação pátria. RELAXAMENTO DE FLAGRANTE PROBLEMA 1 Relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz da Vara do Júri. apenas é prevista nas hipóteses de absoluta necessidade. Sendo assim. fazer o pedido cumulado. houve a necessidade de estabelecer institutos com a finalidade de assegurar o regular desenvolvimento do processo. ao menos. em razão da apresentação espontânea (art. do CPP). uma vez que a situação descrita não se encontra nas hipóteses elencadas no art. 317.”). no dia seguinte ao da acusação feita). é um crime instantâneo (e não permanente. esse instituto é a liberdade provisória.

PROBLEMA 3 Deve ser elaborado pedido de liberdade provisória sem fiança. nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal. em proveito próprio ou de terceiro. deve ser requerida a concessão de liberdade provisória mediante fiança. com o fim de determinar alta de preços. a natureza do delito.Nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal. quando o máximo da pena cominada for superior a 4 (quatro) anos.destruir ou inutilizar. por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante. Ressalte-se que não incide na hipótese o art. § 2º . não se aplica o disposto no art. 325 .Serão punidos. Deve ser ressaltada. não se aplica o disposto no Art.º 1. c) de 20 (vinte) a 100 (cem) salários mínimos de referência. REVOGAÇÃO DE PRISÃO PROBLEMA 1 Deve ser redigida uma petição de revogação de prisão preventiva. e. na resposta. Por fim.se assim o recomendar a situação econômica do réu. Esta Lei regulará o seu julgamento. 310 e parágrafo único deste Código. quando se tratar de infração punida. 310 e parágrafo único do Código de Processo Penal. no grau máximo.dificultando a prova. intencionalmente e sem autorização legal. já que se trata de crime contra a economia popular. II . 350 do CPP.º. CPP. pois não se trata de crime no qual se tenha utilizado de violência ou grave ameaça. da data da prática do crime. a fiança poderá ser: I . Art. 3. com pena privativa da liberdade. § 2. Assim. até o décuplo. os crimes e as contravenções contra a economia popular. a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança.Se assim o recomendar a situação econômica do réu. 1. § 1º . até 4 (quatro) anos. na forma desta Lei. III .reduzida até o máximo de dois terços. devendo ser observados os seguintes procedimentos: I . pois se trata de crime inafiançável.São também crimes desta natureza: I . matérias-primas ou produtos necessários ao consumo do povo.a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança. até 2 (dois) anos. Ressalte-se que o candidato que propuser habeas corpus (peça não privativa de advogado). 325.aumentada. quando se tratar de infração punida com pena privativa da liberdade. nos termos do art.O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: a) de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos de referência. O candidato que fizer liberdade provisória não deverá obter a pontuação máxima. por não ser esta medida a mais 133 . nos limites de dez mil a cem mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional – BTN. pois não se trata de requerente comprovadamente pobre. sustentando que em razão do mérito do preso não há motivo para manutenção da prisão cautelar e pleiteando a concessão da liberdade provisória e a expedição do competente alvará de soltura. o limite mínimo ou máximo do valor da fiança poderá ser reduzido em até nove décimos ou aumentado até o décuplo. II .º . Lei n. no grau máximo. de 26 de dezembro de 1951 Art. pelo juiz. Art.o valor de fiança será fixado pelo juiz que a conceder. dirigido ao juiz de uma das Varas Criminais Federais da Subseção Judiciária de Belo Horizonte-MG. por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante.º .521. b) de 5 (cinco) a 20 (vinte) salários mínimos de referência. deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. ou qualquer outra peça.

não teria sentido permitir-se-lhe a liberdade provisória mediante fiança. MIRABETE. com ou sem fiança. pois seria substituir uma coisa que não deve existir (. também ressalta a possibilidade do instituto em estudo impedir a prisão.. Alguns autores.. a prisão temporária. 408. livre e vinculado. em decorrência da pronúncia (art. ao contrário. é comum a confusão entre revogação da preventiva e liberdade provisória.) para fazer cessar prisão legal do acusado ou para impedir a detenção deste em casos em que o cacer ad custodiam é permitido". induzindo a engano número indeterminado de pessoas. mas com a restrição acima. fica afastado o crime em questão. que é a prisão provisória ou prisão cautelar e suas espécies: a prisão em flagrante. art. eventualmente. Se o réu está afugentando as testemunhas que devam depor contra ele. 301 a 310)..) medida de caráter cautelar em prol da liberdade pessoal do réu ou do indiciado. usando a expressão "custódia atual ou iminente". se está tentando subornar testemunhas ou peritos. Assim.. fabricando-a ou alterando-a. De acordo com a Min.. da ordem econômica e como garantia da ordem pública (CPP.) a preventiva é decretada para assegurar a aplicação da lei penal. mesmo ciente o Juiz de que o réu . a liberdade provisória é disciplinada pelo Código de Processo Penal como "(. "(.) a possibilidade de libertação do agente não se verificará através de liberdade provisória. mas vinculado a certas obrigações que o prendem ao processo. Trata-se de disposição expressa. a competência cabe à Justiça Federal. 289 do CP: Falsificar. razão pela qual esta última será aceita.) substitui a custódia provisória.)" Já TORNAGHI apresenta um conceito bem peculiar: "a liberdade provisória é uma situação do acusado. que se extrai da súmula 73 do STJ "A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. Não há que falar em substituí-la..correta tecnicamente. E. a prisão preventiva. Para a caracterização do crime em tela. atual ou iminente. está preparando para fugir. a um lugar predeterminado pelo juiz".. ela é permitida ou mesmo imposta e não pode ser substituída pela liberdade provisória.. o crime de estelionato. em se tratando de prisão preventiva. TOURINHO explica. Relatora.. e multa. como as cédulas eram aptas a 134 . por conveniência da instrução criminal. § 1 º) e da sentença condenatória recorrível (art. é imprescindível a imitatio veritatis (imitação da verdade). a liberdade provisória "(. de 3 a 12 anos. Segundo ele.) em relação à prisão preventiva.. ao mesmo tempo. Assim. é realmente necessário que a coisa falsificada contemple as mesmas características exteriores da moeda verdadeira. exige-se que a cédula falsa tenha a eficácia de enganar o homem médio. decretada a custódia preventiva. ao juízo e.. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena reclusão.. no entanto.)". essa incompatibilidade: "(. Para FREDERICO MARQUES. ou é ela mantida. mas. Em suma.. a decretação dela constituiria abuso de poder. dão uma maior abrangência à liberdade provisória. A análise de todas essas circunstâncias tem como foco principal determinar a competência para o processo e julgamento da infração. defensor de que a liberdade provisória "(. não sendo necessário que a moeda seja colocada em circulação ou que venha a 2/7 causar dano a outrem. Trata-se de crime formal.. Como observa TORNAGHI. O delito de moeda falsa é previsto no Art. em razão do interesse da União. a prisão não é de todo imprescindível.)está relacionada com sua face repressiva. em não sendo preenchida tal exigência. Livre de locomover-se.. ou indiciado. Observa-se que. em tese. a prisão decorrente de sentença de pronúncia e a de sentença condenatória recorrível".. (. no curso do procedimento.. entendendo que este instituto se identifica com a liberdade do indivíduo contra qualquer prisão cautelar.. 312). Note-se que não se exige perfeição na imitatio veri. da competência da Justiça Estadual". e o juiz lhe decreta a medida extrema. na prática. desaparecendo a situação coercitiva (pressuposto básico da liberdade provisória).)" . Dentre eles está JOÃO JOSÉ LEAL.). situação paradoxal em que ele é. na prática.. "(. a lei brasileira se portou da seguinte forma: se a prisão é absolutamente necessária. Ficando configurado o crime do artigo 289 do CP. Por outro lado.. abrindose espaço para a tentativa de estelionato. 594) (. se.. Foi exatamente esse o entendimento firmado pelo STJ no caso concreto objeto de estudo.. a competência será da Justiça Estadual. nas hipóteses de flagrante (arts. ou é ela revogada. diante da caracterização do estelionato. mas de revogação da medida cautelar de prisão preventiva (. ou seja. teria sentido pudesse ele lograr a liberdade provisória mediante fiança?"(.

não restou comprovada a indispensabilidade da medida cautelar para que os fins processo sejam atingidos. 141. 312 do CP. as cédulas são de baixa qualidade.889-PE. a seção declarou competente o juízo Federal. Na espécie sequer um de tais pressupostos se encontra evidenciado. comprometendo-se Mariano a comparecer a todos os atos do processo. Relatora. por ter Alfredo cometido o crime descrito no artigo 140. não resta dúvidas que o crime é o do artigo 289 do CP. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 Oferecimento de queixa-crime. PROBLEMA 2 Deve ser redigida a queixa-crime. Sob o ponto de vista técnico. Para a min. Com referência ao asseguramento da aplicação da lei penal. em conformidade com o artigo 100 § 3º do CP em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo legal (requerimento endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). 312 do estatuto processual penal). onde ofereceu sua versão sobre o caso. é de competência da Justiça Federal (art. Na espécie. apresentando-se inclusive para depor sobre os fatos ocorridos. tão logo teve notícia do procedimento investigado contra si instaurado. 109. da CF/1988). eis que se trata de réu primário e de bons antecedentes. Jane Silva (desembargadora convocada do TJ-MG). 289. o asseguramento da ordem pública ou a garantia da ordem pública. efetivamente. deve-se requerer a revogação da medida cautelar. que. § 1º. mas capazes de passar por cédulas autênticas. buscou fugir à eventual responsabilidade criminal. saliente-se que. n. por lesar os interesses da União. não podendo a custódia preventiva ser decretada tendo em linha de conta somente as conseqüências do fato. com estrita observância do artigo 41 do CPP. III. c. É ressabido que para externar-se a decretação da custódia preventiva devem concorrer duas ordens de pressupostos: os denominados pressupostos proibitórios (o fumus commisi delicti representado no nosso direito processual pela prova da materialidade do delito e pelos indícios suficientes da autoria) e os pressupostos cautelares (o periculum libertatis. sendo de salientar-se ainda que não é possível vislumbrar-se a periculosidade do acusado apenas pelo ato anti-social por ele praticado desde que unitariamente vislumbrado. Min. há a configuração de delito definido no art. a fim de determinar a competência para processar e julgar o feito. as testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça por parte do indiciado. (Informativo 361 do STJ). do CP. Não tem ele qualquer passagem criminal anterior. IV. sendo de salientar-se não ter qualquer pretensão de furtar-se aos ulteriores termos do processo.c. Também não está presente o requisito da garantia da ordem pública. art. CC 79. Para se ver decretada a medida coativa. o requerente. diante dos elementos de convicção até então colhidos nos autos. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública. o que revela.Vejamos: Com relação à conveniência da instrução criminal. ambos do Código Penal (Injúria com aumento de pena). em face do exposto. julgado em 23/6/2008. em momento algum evidencia-se periculosidade na ação delitiva lhe imputada. A inicial deve ser 135 . Lembrase que Mariano reside na capital há 20 anos. 73-STJ) ou se o produto é capaz de passar por cédulas autênticas. automaticamente. em tese.enganar o homem médio. Ademais. trazidas na parte inicial do art. confessando o crime. representado na legislação brasileira pelas nominadas finalidades da prisão preventiva. a depender do local e momento em que forem utilizadas. Cabe ainda adentrar ao mérito da medida decretada: não estão presentes os requisitos do art. em momento algum. o requerente compareceu ao órgão policial. Assim. rel.. A prisão de Mariano não demonstra-se como dado essencial para que a prestação jurisdicional não se frustre quando da prolação da eventual sentença penal condenatória. a competência da Justiça Federal para processá-lo e julgá-lo: 'Discute-se se a falsificação de papel moeda é grosseira (Súm. apesar do parecer técnico. Diante do exposto. deve revelar-se no caso concreto uma das três finalidades expressas pela lei: a conveniência da instrução criminal.

ambos do Código Penal. c. de absolvição sumária. o que torna o fato atípico. No caso. O fato de contar com antecedentes insalubres não tem o condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação.P. pois o Ministério Público ofereceu denúncia sem a devida representação da ofendida. pois. RESPOSTA À ACUSAÇÃO PROBLEMA 1 Deve ser redigida Resposta à Acusação. a título de tentativa. do CPP.endereçada ao Juiz do Juizado Especial Criminal de Betim. já que o crime é de uso de documento falso. no mérito. com base no art. PROBLEMA 3 Peça profissional adequada: Alegações finais de defesa. PROBLEMA 2 Alegações Finais. "caput". com a apresentação de alegações finais perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. III. quando o correto seria a pronúncia. deve ser levantada preliminarmente a ilegitimidade de parte. O fato não é punido. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri Argumento: Crime impossível. com base no artigo 403. invocando o titulado crime impossível (artigo 17 do Código Penal). 157. Dr. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em atos de execução. §3º. apresentadas perante o Juízo do Júri. III. No mérito. O pedido deve ser de anulação do processo e. Endereçamento: Exmo. deve-se apresentar o rol de testemunhas.c. Pedido: impronúncia por inexistência de crime. com fundamento no art. endereçada ao MM. sustentar que o fato narrado evidentemente não constitui crime. Como o documento foi "encontrado no armário". A postulação ministerial vem firmada em suposição. Quanto às teses. nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. do CPP. 396-A do Código de Processo Penal. salientando que o Ministério Público equivocadamente requereu a condenação. artigo 17 do Código Penal. o acusado não estava portando o documento que também não foi exibido (daí não haver uso). 141. da 2ª Vara Criminal. Sr. do CPP. sequer. do C. O candidato deverá requerer seja o querelado processado e condenado como incurso nas sanções do artigo 140. Arma desmuniciada configura ineficácia absoluta do meio. Juiz de Direito da 12ª Vara Criminal da Capital. pois ausente qualquer prova do constrangimento por grave ameaça. art. Por fim. III. do CPP. expedindo-se alvará de soltura. 136 . A postulação é de absolvição com fulcro no inciso I. a conduta de "A" é atípica. 397.). Requerer: A improcedência da ação penal nos termos do artigo 386. com procuração com poderes especiais. MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) PROBLEMA 1 Alegações finais sob a forma de memoriais. do artigo 386. houve ineficácia absoluta do meio empregado. já que se trata de crime de ação penal pública condicionada. Conteúdo da peça: Abordar que o Ministério Público não tem razão. que viola o princípio da presunção legal de inocência. §3º. do CPP ("estar provada a inexistência do fato"). PROBLEMA 4 Deverá ser cumprida a fase do artigo 403.

129 parágrafo 3º do C. PROBLEMA 6 Alegações finais. CPP). Dirigida ao juiz de direito. pleiteando-se a impronúncia do acusado. não sendo suficiente a palavra do co-réu e o encontro do dinheiro. O recurso deverá ser fundamentado ao final. com fundamento no art. com o disposto no artigo 419 do C. podendo também ser suscitado o artigo 23. 403. . Dirigida ao juiz do processo. 414. observando-se que os testemunhos são indiretos. nulidade pela realização do interrogatório de Antônio sem a presença do advogado de Luís e ofensa ao contraditório. postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de morte – art. A tese a ser sustentada é a ausência de indícios suficientes de autoria.PROBLEMA 5 Peça: alegações finais (art.falta de provas suficientes para a condenação. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato.P. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. Finalidade: recebimento da apelação e seu processamento. Afastamento das qualificadoras – não há prova de uso da arma e de que os dois cometeram os crimes. Fundamentos: pedido de absolvição. A segunda. c) absolvição – não basta a confissão. que deverá ser elaborado em duas petições: A primeira. Endereçamento –Tribunal de Justiça Pedido – Alteração pelo juiz. nos termos do art. PROBLEMA 2 Trata-se de um recurso em sentido estrito. testemunhas não imputam a ele o fato. do CPP. Dr. não foi reconhecido pela vítima. endereçados ao Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca __________. inciso I do Código Penal. fundamentada no artigo 581. Sr. sendo que "A" agiu em estado de necessidade. Ao final o candidato deverá postular a absolvição sumária com base no artigo 415 do Código de Processo Penal. no prazo de cinco dias. deverá ser endereçada ao Tribunal de Justiça. nos exatos termos do artigo 24 do Código Penal. de interposição.P. 581. §3º. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. PROBLEMA 7 A peça consiste na apresentação dos memoriais de defesa. de nulidade e de afastamento da qualificadora do inciso I. não presenciais.P.para que o réu seja julgado perante uma vara singular. PROBLEMA 3 Peça – Recurso em sentido estrito. Não houve dolo eventual no caso em tela. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri da Capital. 137 . IV do C. inciso IV do Código de Processo Penal.P. ao Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri. reforma pelo tribunal.P. de razões em recurso de sentido estrito. Alegações possíveis: a) nulidade do interrogatório em virtude da ausência do defensor. Se mantida. Absolvição . b) requerimento para instauração de exame de dependência toxicológica. que autorizasse a imputação de homicídio doloso.

414.impronúncia. do CPP. tendo como fundamento o artigo 581. não se prestaria à comprovação da autoria. Mérito . PROBLEMA 8 Recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia. não sendo suficiente para a caracterização do dolo a presença da assunção do risco. IV) Endereçamento –Tribunal de Justiça. crime de injúria. exclusivamente. mais apropriado o recurso em sentido estrito.Fundamento – Segundo forte corrente doutrinária e jurisprudencial. mesmo em relação a essa espécie de decisão. apesar de admitido. até mesmo. Ele atua como auxiliar do Ministério Público e não defende. Afastamento da qualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia. em virtude do princípio do favor rei. destacando que o recurso em sentido estrito é o recurso apropriado. também. contrariando a decisão de pronúncia proferida pelo juiz de Itu. já que não há informação de que o pronunciado está preso. beneficia o acusado. pois a dúvida razoável. podendo o candidato alegar no recurso em sentido estrito pela desclassificação por conduta culposa. CPP. inciso IV. Pedido no habeas corpus: declaração da nulidade. PROBLEMA 5 Recurso em sentido estrito Habeas corpus (só para a declaração de nulidade) Fundamento – Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 366 do Código de Processo Penal. PROBLEMA 7 A peça pertinente constitui na interposição do Recurso em Sentido Estrito perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pessoa pode configurar. vigora o princípio “in dubio pro societate”. outra assevera que ele estava fora do país. A prova testemunhal é controvertida. vez que obrigatória também a indiferença quanto ao resultado. PROBLEMA 4 Peça – Recurso em sentido estrito (art. Pedido e fundamento – Afastamento das qualificadoras. e não é insignificante. caso o candidato considere que o pronunciado esteja preso. enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparos. negando o dolo eventual. entretanto. Dirigido ao juiz e ao tribunal. sendo. pois. O reconhecimento fotográfico. Pode-se. Não é correto afirmar que. art. sendo admissível subsidiariamente o habeas corpus. na decisão de pronúncia. interesse próprio de natureza civil. Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar . o assistente pode recorrer para pleitear agravamento da pena. pleitear a nulidade da pronúncia pela inclusão da segunda qualificadora. vez que os fatos não configuram infração dolosa já que não houve assunção do risco com indiferença quanto ao resultado. PROBLEMA 6 PEÇA: Recurso em Sentido Estrito ENDEREÇAMENTO: Tribunal Regional Federal da 3ª Região PEDIDO: Impronúncia de João pela não existência de indícios suficientes de que seja o réu o seu autor. havendo necessidade de aditamento. há dúvida razoável sobre a autoria. No mérito. 581.declaração de nulidade. 138 .

O procedimento narrado no enunciado está de acordo com a Lei n. De acordo com a novel legislação. deve-se alegar ter o réu agido em legítima defesa. inciso IV do CP. Com efeito.º 11. promoverá a mutatio libelli. 581. publicada no Diário Oficial do dia 10 de junho do ano de 2008. com fundamento no art. Disse. Por outro lado. e. segundo doutrina atual. 60. A lei dispõe que encerrada a instrução. com as razões direcionadas ao Tribunal de Justiça. no âmbito judicial e administrativo. É certo que a materialidade do crime se comprovou por meio do laudo de exame de corpo de delito. o magistrado deverá pronunciar. com remessa dos autos ao juiz competente para o exame do crime conexo. esclarecimentos de peritos. pois não sabia quem eram as pessoas que invadiram a sua casa. que apesar de ter desferido cinco 139 .º 11.P. IV. o princípio do in dubio pro societate na pronúncia. 581.P. 107.º da Constituição da República de 1988. verifica-se que o réu atuou amparado pela excludente de ilicitude da legítima defesa. § 2º. ainda. no prazo de 10 dias. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação". Na audiência de instrução e julgamento serão colhidas as declarações do ofendido. o magistrado. PROBLEMA 9 Tribunal competente – Tribunal de Justiça Peça adequada – Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art.689/2008. Após apresentada a defesa do acusado por seu procurador. dirigido ao Juiz da Vara Criminal de _________. PROBLEMA 11 Deve ser interposto recurso em sentido estrito. IV. A Lei n. o que lhe garantirá maior possibilidade de exercer em plenitude sua autodefesa uma vez que se pronunciará já ciente das demais provas colhidas. se o magistrado se convencer sobre a existência de elementares de crime não descrito na denúncia. em face da sentença que o pronunciou como incurso nas penas do art. impronunciar. I. o magistrado. será interrogado o réu. 109 + 107 C. As razões devem ser dirigidas ao TJSP. I e 588 do C. somente por fim. PROBLEMA 10 Trata-se de um Recurso em Sentido Estrito. o acusado narrou que havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima. por certo marca o início de novos tempos para o processo penal. pelo advogado de Cristiano.Pedidos: absolvição sumária porque agiu em legítima defesa de sua propriedade. que poderá retratar-se da decisão de pronúncia ( ou poderá ser interposto diretamente no TJSP).) Pontos a serem abordados – inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas. por falta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade (art. repelindo agressão tida como injusta. art. ao receber a denúncia ou a queixa (em caso de ação penal privada subsidiária). afastamento das qualificadoras: não agiu por motivo torpe. e colhida a manifestação do Ministério Público ou querelante acerca das preliminares e documentos juntados pelo réu. deverá citar o acusado para apresentação de uma defesa escrita.689. se não for este o caso.) Crime prescrito – art. Colhidas as alegações. Não se pode invocar mais. conforme art. depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. do CPP.581. 121. pelos depoimentos colhidos no curso da instrução. colherá as alegações finais das partes de forma oral. A tese a ser ventilada é a da extinção da punibilidade pela perempção (art. que deverá se adequar ao disposto no inciso LXXVIII do artigo 5.P. pois é possível que o dono de uma residência reaja ao ingresso de pessoa estranha em sua casa. O recurso deve ser interposto para o próprio juiz sentenciante.P. absolver o réu ou desclassificar a conduta por ele praticada. 41 e 395 do C.P. do CP). ao ser interrogado em juízo. No mérito. IX. do CPP c/c art. in verbis: "A todos. do CPP. não houve surpresa. determinará a oitiva das testemunhas arroladas e a realização de demais diligências pleiteadas pelas partes. constituído ou nomeado. e ainda durante a audiência.

razão pela qual deve ser valorado o seu depoimento. 23 do Código Penal: "Art. Entende-se em legítima defesa quem. usando moderadamente dos meios necessários. Não há crime quando o agente pratica o fato: (. requerer a exclusão da qualificadora do meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima. se admitida. As razões devem ser endereçadas ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. daí porque não se pode falar que a mesma fora atingida de surpresa. há fortes indicativos de que a vítima estava prestes a agredir o réu. E. até porque cabe ao Colendo Tribunal Popular do Júri. restando certo que o réu não teve o propósito deliberado de causar sofrimento adicional à vítima. Consoante se infere dos elementos probatórios colhidos nos autos. pois esta se baseia única e exclusivamente na reiteração de golpes. No caso em tela. sem que se verifique excesso. 25. a qualificadora arrolada pelo Ministério Público está em manifesta e evidente contrariedade com as provas dos autos. repele injusta agressão. Do elenco probatório. 25 do Código Penal: "Art. sem chances ou com grande dificuldade para se defender do ataque. verificando a sua incidência. que o acusado tinha o hábito de beber. 411 do CPP. Assim sendo. do arcabouço probatório. a um bem juridicamente tutelado.) II . razão pela qual deve ser afastada a respectiva qualificadora. porém. surpresa ou recurso similar. Havendo certeza quanto à ocorrência de legítima defesa. 5º. que é o juiz natural das causas criminais contra a vida. Deve-se. a qual. nos termos do art. a necessidade dos meios empregados na repulsa à suposta agressão. E mais: esses elementos hão de despontar. nos termos do art. exceto quando em caráter raro e excepcional..em legítima defesa. Como se vê. narrando haver o acusado agido em legítima defesa. dispõe o art. Os Tribunais têm se manifestado no sentido de prestigiar as qualificadoras dispostas na denúncia. a direito seu ou de outrem". XXXVIII. evidenciaria excesso de acusação. existe comprovação nos autos de apenas uma versão para os fatos. Portanto.golpes na vítima. há de restar demonstrada a presença concomitante de todos os pressupostos legalmente exigidos para sua caracterização: a presença de injusta agressão. produzido sob o crivo do contraditório. momento em que ela caiu. comparecem manifestamente improcedentes. numa flagrante demonstração de excesso de acusação. ainda. somente a atingiu no quinto golpe. dispõe o art. por ser a única pessoa que presenciou os fatos. ainda que tenha sido ouvido em juízo sem prestar o compromisso legal. Dessa forma. deve o réu ser absolvido sumariamente. decidir acerca da qualificadora ofertada na denúncia. requerendo a retratação do magistrado. no caso presente. tão somente para se defender de uma agressão injusta e iminente. comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade. mas apenas um a atingiu. Para que se possa acenar com a legítima defesa. a única testemunha de acusação não presenciou os fatos e apenas informou que conhecia o acusado havia 5 anos. PROBLEMA 12 Deve ser interposto Recurso em Sentido Estrito perante o juiz perante o juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre. Assim.. Observa-se que o irmão do denunciado. e a moderação com que esses meios foram empregados. o denunciado efetuou cinco golpes na vítimas. dissimulação. não deve incidir a qualificadora do meio cruel. as quais não devem ser extirpadas na decisão de pronúncia. não se colhe nenhum indício de traição. visto que estão em total descompasso com a prova coligida. Assim. sustentando a atipicidade da 140 . da Constituição Federal. sequer se pode falar em crueldade ou em excesso de legítima defesa. de forma inconteste. atual ou iminente. Acrescenta-se que a vítima estava armada. 23. de maneira sábia e soberana. caso não atendido o pleito de absolvição sumária. a legítima defesa restou evidenciada com a certeza exigida para seu acolhimento nesta fase preambular. Outrossim. na hipótese de o TJSP manter a sentença de pronúncia. ainda. atual ou iminente. descreveu com riqueza de detalhes a dinâmica dos fatos.

segundo Delmanto. porque não houve a subtração. poderia ser sustentada a tese de tentativa de latrocínio. PROBLEMA 3 A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira instância. inexistindo. pois a emissão de cheques pré-datados descaracteriza a natureza de pagamento à vista. do Código de Processo Penal. PROBLEMA 5 141 . inciso III. ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima” (Súmula 610). desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitucionalidade do regime integralmente fechado. em 8 (oito) dias. do CP. que independe de reclamação oportuna. que se deu por motivo justo. por ser ele sujeito ativo e não passivo do crime. O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são "oferecer" ou "prometer" vantagem indevida. Vício insanável do questionário. portanto. As razões são apresentadas no juízo "a quo". O pedido deve ser para o trancamento do inquérito policial. seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. PROBLEMA 2 Deverá ser apresentada. Nas razões postular de forma mais ampla a absolvição do apelante. em sua nova composição. aceita em alguns acórdãos. Se os cheques são dados apenas como garantia de dívida. Cuida-se de posição que. o que. as razões de apelação. "não há corrupção ativa. parágrafo único. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante. Fundamentos: Crime único – Existe forte entendimento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de concurso material. não se caracteriza a conduta descrita no art. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. (art. no momento. VI.competência do Tribunal de Justiça Pedido de anulação do julgamento por deficiência dos quesitos. § 2º. enquanto que subsidiariamente (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29. sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. fraude na sustação.conduta. § 2º. está sendo objeto de especial atenção do Supremo Tribunal Federal. 1ª parte do Código Penal. Pedidos: crime único. já que atípica a conduta de "A". mas concussão praticada pelo funcionário". mas deu a importância por imposição do funcionário. 564. 171. Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado – Há posicionamento no sentido de que a fixação de regime integralmente fechado fere a garantia constitucional de individualização da pena. nos termos do artigo 600. nos termos do artigo 386. PROBLEMA 4 Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça. pela participação idealizada em delito de menor gravidade. aliás. do Código de Processo Penal. APELAÇÃO PROBLEMA 1 Interposição e razões de recurso de apelação . Desclassificação para tentativa de latrocínio – Embora haja súmula do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “há crime de latrocínio. quando o homicídio se consuma. do CPP).

deve ser efetuado contra o obstáculo que dificulta a subtração da coisa e não contra a própria coisa. principalmente entre os quesitos referentes à autoria e o evento morte. com menos de sessenta anos de idade (artigos 181. Fundamentos: I – nulidade: a. ou de esforço incomum. PROBLEMA 6 Apelação. do Código Penal). b. uma escada.Peça – Apelação. 181.interior do veículo. deveria requerer o afastamento das qualificadoras. “a” e “d” do Código de Processo Penal). Pedido: decretação de nulidade ou realização de novo julgamento (artigo 593. como.No mérito. existência de contrariedade na votação dos quesitos por parte dos jurados. PROBLEMA 8 Peça: Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. Pedido e fundamento – Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento. por exemplo. aspecto subjetivo que não se denota da simples qualificação do crime. indeferimento da tréplica pelo Magistrado. Ainda. o que não se vislumbra em razão da pequena altura do muro transposto. deveria argumentar que a escalada somente se caracteriza com o emprego de meio instrumental. II. 59 do Código Penal e norteadores da fixação da pena-base. 386. apartando-se dos elementos previstos no art. do Código Penal). deveria indicar o equívoco do juiz ao exasperar a pena-base. II – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. Quanto à qualificadora do rompimento de obstáculo (art. para qualificar o crime de furto. acima do mínimo legal. c. III. Habeas corpus. VI do Código de Processo Penal e no art. do Código Penal). porque é isento de pena o filho que comete crime contra pai. 155. Endereçamento –Tribunal de Justiça. deveria sustentar a absolvição do acusado com base em negativa de autoria.Habeas corpus. PROBLEMA 7 Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos . III. localização do acusado no momento do reconhecimento . tipo físico comum). bem como em razão da dúvida ocasionada pelas condições em que a testemunha de acusação o teria reconhecido (reconhecimento em período noturno. PROBLEMA 9 PEÇA: Apelação Criminal ENDEREÇAMENTO: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo 142 . existência de erro por parte do Magistrado na formulação dos quesitos referentes às qualificadoras. Endereçamento –Tribunal de Justiça. com base tão-somente no dolo intenso do agente. com pedido de absolvição. inciso I. Pedido e fundamento – pedindo anulação da sentença. com fundamento no art. 155. do Código Penal. II e 183. o que representou reformatio in pejus indireta. quanto à aplicação da pena. inciso II. Quanto à qualificadora da escalada (art. OUTRA ALTERNATIVA Peça . Subsidiariamente. deveria argumentar que o rompimento.

Deve-se requerer improvimento ao recurso ministerial e a conseqüente manutenção. VII. Denúncia recebida em 04. 593 . b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. PROBLEMA 12 PEÇA: Razões de apelação COMPETÊNCIA: Tribunal Regional Federal da 1ª Região TESE: Absolvição pela ausência de provas de que tenha contribuído para a prática do crime de roubo e. Se crime existiu. 109. mesmo sem farda e fora de serviço. PROBLEMA 14 O candidato deve interpor recurso de apelação com fundamento no art. está investido na condição de policial. PROBLEMA 11 a) Contra-Razões de Apelação. do CPP. III) – Redução pela metade – menoridade (art. a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia. ardil ou qualquer outro meio fraudulento.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. CPP. empregando artifício. Quanto ao crime de porte ilegal de arma. do Código Penal por não haver prova da existência do fato (art. o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal. PEDIDO: Os mesmos das teses ventiladas PROBLEMA 13 a) CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. Pedidos – absolvição – insuficiência de prova Nulidade do processo (é o pedido principal. Art.386. II. dela obtendo vantagem ilícita. a diminuição pela participação de menor importância. PROBLEMA 10 Peça: Apelação. Ainda. 593. o que não ocorreu no caso em tela. Além disso. treinado para a proteção da sociedade. nem o prejuízo alheio). V. CPP) ou por não existir prova suficiente para a condenação (art. não há estelionato culposo. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocência. §1º. subsidiariamente.386. Não é obrigatório o pleito condenatório. 143 .PEDIDO: Absolvição de João do crime previsto no art. o Ministério Público é uno e indivisível. A argumentação pode fundamentar-se. Pode requerer a condenação. no caso) . Órgão competente Tribunal de Justiça. CPP).148. que consiste na vontade de enganar a vítima. pois não praticou nenhum dos verbos do tipo penal. decisão de 1º grau. entre outras. o estelionato só é púnivel a título de dolo. eis que não está vinculado à denúncia. 115) – tempo 6 anos – Tempo decorrido até agora. c) Fundamento: artigo 593 do Código de Processo Penal. em inteiro teor. foi ele tentando e nunca consumado. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional. da R.cerceamento de defesa e pedido de reconhecimento de prescrição. pela proibição da reformatio in pejus indireta. Assim.Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I . III.03. Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houve a vantagem ilícita. só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência). alegando-se que o acusado. a.2002 – Prescrição – 12 anos (art. na prova. em prejuízo alheio. a atipicidade da conduta.

Subsidiariamente. relevante a proibição do art. Basta que o adversário saiba explorar a curiosidade dos jurados. mormente porque o órgão ministerial instigou os senhores jurados a que “pensassem o que quisessem” acerca da recusa. fazendo-os deslizar no imaginário.A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. a parte adversa fica numa situação dificílima. III . na obra Júri – Procedimentos e aspectos do julgamento (11. pela defesa. b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. em plenário. Pronto. proferidas por juiz singular nos casos não previstos no Capítulo anterior..das decisões definitivas. restou prejudicada... tem seu conteúdo transmitido aos jurados”. 649/650). está criado o problema. 33 . semi-aberto ou aberto. e firmeza devem demonstrar os juízes na sua aplicação. sem a oportunidade de contraditá-los. também não é possível afastar a conclusão de que o nobre promotor de justiça surpreendeu a defesa. do que trabalhar com a realidade do documento. Nesse momento. e. de modo que se estabeleça regime mais ameno para o cumprimento da pena. Lumen Juris. na produção da nova prova. verificando sua relevância. e. o semi-aberto. Entretanto. dissolve o conselho de sentença. O que fazem os juízes. conforme o conteúdo do documento. p. ante a violação ao art. Errou o juiz.. marca novo júri (. após. quando dos debates. se não aceitar a produção. Assim. basta saber lidar com a situação. estará em situação de desvantagem pela surpresa gerada. se recusou é porque algo tinha para esconder. determina a juntada do documento. Se aceitar a produção. que pode – definitivamente – comprometer o julgamento. evitando comprometimento da outra parte com o ingênuo questionamento ‘concorda com a leitura do documento’? Tal prática. Está perdido o júri e uma grave injustiça pode ser produzida. 479 do CPP. visto que o representante do Ministério Público. Rio de Janeiro. para determinar seja o acusado submetido a novo julgamento. exibiu documentos relativos a outro processo a que responde o réu com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores no que concerne às condutas pretéritas do Apelante.). em regime semi-aberto. ou com força de definitivas. ao fazer uso do direito que lhe confere o art.” (In: Direito Processual e sua Conformidade Constitucional. logo. Ed. portanto) a decisão que pretende.II . na sua maioria? Questionam a outra parte se concordam com a produção. 2007. Isso é elementar. sentença. Editora Saraiva. 479 do CPP. Daí porque das duas uma: ou o juiz veda categoricamente a produção do documento (sem questionar a outra parte para não comprometê-la frente aos jurados) e não permite qualquer menção a ele no julgamento. Por outro lado. Art. assegurando o necessário contraditório. lugar do logro. É até mais útil explorar o imaginário em torno do que foi mostrado (agravado pela recusa da outra parte. d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos.). É que. A proibição contida no dispositivo em comento tem por escopo evitar que. Deverá sustentar a nulidade do julgado. muitas vezes fundamentada na (pseudo) garantia do contraditório. o candidato deve pedir ao magistrado que acolha a argüição de nulidade suscitada. causa danos irreparáveis ao julgamento. c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. pode ser que este fato não tenha sido aquele que levou o conselho de sentença a decidir como decidiu. o candidato deve pleitear a reforma da r. para extrair de lá (do imaginário.das decisões do Tribunal do Júri. será impossível contradizê-lo. que: “Constitui prova nova o documento que. qual seja. Ora. Hermínio Alberto Marques Porto anota. uma das partes postula ao juiz a utilização de um determinado documento que – pelos mais variados motivos – não pode ser juntado com a antecedência legal de 3 dias. o estrago é ainda maior. Assim. Sobre o tema leciona Aury Lopes Júnior: “Situação bastante problemática e que acabou se tornando comum na atualidade é a seguinte: no curso do júri. página 133).. sem a concordância da defesa. quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. ou. ou aberto. de acordo com o art. mesmo não lido em Plenário. sejam as partes – uma ou outra – surpreendidas com a produção ou leitura de documentos novos. A de detenção. 33 do CP. salvo necessidade de transferência a 144 . 475 (pois é uma garantia revestida de forma).ª ed.

131. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito). desde o princípio. pois sua conduta não passou dos limites da imprudência. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos. com base no art. parágrafo único do CPP.Apelação Criminal Num. para que prevaleça o voto vencido. C. b) o condenado não reincidente. pois a ação penal não foi proposta dentro de prazo de 60 dias a contar do aperfeiçoamento da medida (art. Nesse sentido:TJDFT Órgão: Segunda Turma Criminal Classe: APR . desde o início. CPP). anexas. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. II. poderá. 145 . observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado.) § 2º . cumpri-la em regime semi-aberto.. com fundamento no art. de forma fundamentada. Deve-se sustentar que o seqüestro deve ser levantado. A petição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido estrito. do CPP. O recurso deverá. 593.: 2004 09 1 004111-7 Apelante: JÚLIO CÉSAR SOUZA Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Relator: DESEMBARGADOR ROMÃO C. em petição que deverá conter. sustentar a tese contida no voto vencido. Acórdão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1ª OPÇÃO: Peça – Embargos de Declaração Endereçamento – Juiz de Direito Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP.P. poderá. as razões do inconformismo. segundo o mérito do condenado. Nas razões. PROBLEMA 2 Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tribunal de Justiça. c) o condenado não reincidente.regime fechado.. 609. pedindo-se o provimento do recurso para esse fim.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. e) Prazo para interposição: 10 (dez) dias. (.P. c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609. I. o candidato deverá postular a reforma do V. Proc. cumpri-la em regime aberto. OLIVEIRA Revisor: DESEMBARGADOR VAZ DE MELLO PROBLEMA 15 Deve ser interposto recurso de apelação.. d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal. no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicídio doloso. A interposição deve ser endereçada ao juiz da Comarca de Betim-MG e as razões dirigidas ao TJMG.

P. e. e. 41 e 395 do C.F. Como já referido na 1ª opção. Embora. principalmente porque. 13. o que não é admitido em direito penal (art. inciso VI. que tem caráter definitivo. c. visto que da forma como foi elaborada a denúncia. de qualquer forma. ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. do C. uma vez que sofre coação ilegal por desrespeito ao artigo 10 do Código de Processo Penal em evidente excesso de prazo. do Código Penal na fundamentação.P. a sentença é nula eis que não demonstrada a materialidade do delito. já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão. com isso. que não é admissível em Direito Penal. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça. O juiz deve ajustar a parte dispositiva à fundamentação.P. que não ocorreu no presente caso.) visando o trancamento da ação penal. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais expedito e indicado. do C. a pena venha a ser alterada. da C. c. com fundamento no artigo 5º. há também orientação diversa. devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final julgamento do "writ". o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155.P. O processo foi instaurado com fundamento na teoria da responsabilidade objetiva. no caso. A prova da materialidade da infração somente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico. inciso I. da Constituição Federal.c. PROBLEMA 2 Deverá ser impetrada uma Ordem de "Habeas Corpus" (art.). de qualquer forma. pois não há justa causa para o processo. que só reconhece a responsabilidade subjetiva. PROBLEMA 4 Trata-se de um "Habeas Corpus" endereçado ao Tribunal de Justiça. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. inciso I. 5º. O Tribunal de Justiça é o competente para o julgamento do "Habeas Corpus". essa possibilidade. 648. PROBLEMA 3 O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva.P. poderia ser admitida a apelação.). no caso. Nessas condições. boa parte da doutrina admite.P. "A" está sendo responsabilizado objetivamente. a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúncia (art. segundo entendimento diverso do exposto na primeira opção. não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração.. Serve apenas para a autuação em flagrante e oferecimento da denúncia.Fundamentos: Há contrariedade entre a parte dispositiva e a fundamentação. §2º. o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155. 647 e 648. do C. 2ª OPÇÃO: Peça – Apelação Endereçamento – Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal de Justiça Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. 155 do Código Penal.P. nos casos de contrariedade. há também orientação diversa. §2º. com base no artigo 648. aplicando o §2° do art. do Código de Processo Penal. PROBLEMA 5 146 . do Código Penal na fundamentação. Desse modo. inciso LXVIII. inciso LXVIII. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus". dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo.c.

por violação do princípio da dignidade humana (art. de 21. uma vez que o advogado. inciso LV.º da Lei 7. Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem mandado judicial. § 2°. Pedido: declaração de nulidade da decisão. Além disso. mas sim a Justiça Estadual comum. por ofensa à integridade física e moral dos detentos (art. o agravo do Ministério Público foi intempestivo. 5 º. ainda. com participação de advogado (art. com fulcro no art. não podendo ser autorizada. não podendo. Além disso. 109. endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. de 21. por isso. 2º. 564. 118. pedido de nulidade da decisão que impôs a prisão preventiva. a Justiça Federal não é competente para julgar as contravenções. e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua renovação. e. PROBLEMA 8 Habeas corpus Agravo de execução Fundamento – A decisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oitiva do condenado (art. desde logo. 5 º.210/84 – Lei de Execução Penal) e de oportunidade de defesa. No caso. a prorrogação do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessidade (art. da Lei 7. 1ª figura do CPP. da CF). em virtude da total incompetência do Juízo.960. visto que segundo o art. PROBLEMA 9 Habeas corpus Fundamento – A prisão temporária só é possível em relação aos crimes expressamente previstos no inciso III do artigo 1. VI do CPP.12.12. XLVI). com base no art. Subsidiariamente. poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade. da Lei 7960. XLIX). inciso I. inciso IV. caput. haja vista a ausência do requisito da garantia da ordem pública. 1 º. 648. 5°. da Constituição Federal. ser conhecido pelo Tribunal. a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreensão de documento falso e. Deverá ser postulada a anulação do processo desde o início.1989).1989. e a Súmula 38 do STJ. PROBLEMA 7 Peça – Habeas corpus – Superior Tribunal de Justiça. a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum. expedindo-se contramandado de prisão. III). Pedido – concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária. assim. PROBLEMA 10 Habeas Corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal por ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acusatórios (estímulo à prática de delitos e garantia de impunidade).. Deveria apontar. portanto. PROBLEMA 6 Peça – Habeas Corpus Endereçamento – Tribunal de Justiça Pedido – Trancamento da ação penal.Trata-se de um Habeas Corpus. parte final. nos 147 . por contrariar o princípio de individualização da pena (art. à própria configuração da materialidade do crime. Pedido e fundamento – O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o recurso em sentido estrito.

ser interposto ao Tribunal de Justiça. na repartição policial. 5. com base no art. da Lei 8. 148 . Pedido: trancamento da ação penal por falta de justa causa.º inciso LXIX. também. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. não havendo necessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao processo. dirigido diretamente ao STJ.termos do art. 1. os autos do inquérito policial. para a formação da culpa. portanto. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus.º e seguintes da Lei n. cuja competência para conhecimento e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça. O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1. tem direito à prisão especial antes de eventual sentença condenatória transitada em julgado. 118. em virtude do excesso de prazo. PROBLEMA 2 Peça – Mandado de segurança Endereçamento –Juiz de primeiro grau. de 4. conforme preconizado nos arts. Fundamentos: sem decisão administrativa definitiva não se pode falar em débito fiscal e. artigos 30 a 32. e) Aceitável. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL.ª Instância da Justiça Comum Estadual. c) Fundamento: Artigo 105. Mandado de Segurança com pedido de liminar. Pedido – Determinação à autoridade coatora para que garanta a vista dos autos. O único recurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional. alínea "a" da Constituição Federal e Lei nº. juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. a configuração do constrangimento ilegal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurisprudência dos Tribunais. d) Prazo: 05 (cinco) dias.94). orientação do Supremo Tribunal Federal. Fundamento – O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906. Fundamentar no sentido de que o indeferimento da pleiteada restituição fere direito líquido e certo do impetrante. 119 e 120 do CPP. sendo que ao final a segurança deverá ser concedida definitivamente. já que é o legítimo proprietário do veículo. em seu artigo 7º. da Constituição Federal. no prazo de 05 dias. O pedido de relaxamento do flagrante com a expedição de Alvará de Soltura poderá enfocar o excesso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não deu causa. conseqüentemente. a impetração de Habeas Corpus.906/94 (Estatuto da Advocacia). inciso II. PROBLEMA 11 Peça: Habeas Corpus. 8038/90. inciso V. XIV. no sentido de cessar o constrangimento ilegal que o réu sofre. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mora" para a obtenção da liminar. em justa causa para o oferecimento da denúncia. 7°. A autoridade coatora é o Tribunal de Justiça. combinado com os arts.º 1533/51. substitutivo ao Recurso Ordinário Constitucional. garante ao advogado o direito de examinar. O recurso deverá.7. b) Órgão competente: Superior Tribunal de Justiça.

REVISÃO CRIMINAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: REVISÃO CRIMINAL. designando-se nova sessão plenária. acarretando a nulidade absoluta do ato processual. Outrossim. reproduzir a argumentação veiculada no “habeas corpus” denegado e requerer aquela mesma providência que deveria ser concedida e não foi. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. II. viola os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. tanto que é concedido o prazo do artigo 154. no interrogatório do réu. do Código de Processo Penal. sustentando ofensa à Constituição da República. P. Indiscutivelmente a infração é afiançável. alínea A. com base no artigo 105. no ROC. “a”. inciso II. e) Prazo para interposição: não há prazo. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. a ausência de defensor e do próprio MP. quando deu provimento ao apelo do Ministério Público. As razões apresentadas junto com a interposição do recurso referindo-se e buscando convencer os Ministros daquela Corte. além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. no caso em tela. PROBLEMA 3 Recurso Ordinário Constitucional (art. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que encaminhará os autos para o STJ.. determina que o juiz esclareça dúvidas dos jurados. inciso III do C. Deve-se pedir o conhecimento e o provimento do recurso para anular o julgamento. aliás. c) Fundamento: artigo 621. PROBLEMA 2 149 . com as razões dirigidas ao STJ. pois o CPP. Portanto. violou a soberania dos veredictos que vigora no júri. persistindo o constrangimento ilegal. O recorrente deverá.038/90). já que os jurados apoiaram-se em prova favorável ao acusado.PROBLEMA 2 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. pois o Tribunal de Justiça. Buscar seja provido o recurso. da Constituição Federal. 105. 480. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA Deve ser interposto recurso especial perante o TJMG. Nele. da CF e Lei 8. b) Orgão competente: Tribunal de Justiça. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. d) Requisito de admissibilidade: juntada da sentença transitada em julgado. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA Recurso Extraordinário dirigido ao Supremo Tribunal Federal. inclusive declarada de ofício pelo juiz. P. A nulidade absoluta pode ser alegada a qualquer tempo. endereçado ao Desembargador Presidente do TJDFT e razões para o STJ. sustentar que houve ofensa a lei federal. em seu art.

P. a anulação por falta de representação ou a aplicação da Lei 9. em relação ao crime de apropriação indébita. 2ª parte do CPP) para o fim de absolver José com base no art. as novas provas corroboram que não houve prejuízo econômico para a entidade de direito público. Mérito . caput. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 Trata-se de um Agravo em Execução. não havendo ofensa ao patrimônio. e 345. pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado. ambos do Código Penal).P. parágrafo único. do Código de Processo Penal combinado com os artigos 107. com a juntada da justificação criminal.099/95. sendo por isso a medida mais adequada a revisão criminal. Pedido no Habeas Corpus . onde foi ouvido o ex-detento. 621.P.P. torna-se atípica a conduta. inciso III do CPP. destacando que no mérito deverá o candidato pleitear a desconstituição da sentença condenatória e a absolvição do seu cliente em face da atipicidade da conduta. Pedido na Revisão criminal: Preliminar . entretanto. destacando que. do CP). pedindo a desclassificação para lesões leves e. Destaque que a impetração de habeas corpus não é a medida tecnicamente mais correta.Trata-se de Revisão Criminal. sendo inocente portanto. Sr.nulidade da decisão. sendo por isso a revisão criminal a medida tecnicamente mais adequada.. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital. que comprovou a ocorrência de um enorme erro judiciário. em face da descoberta de novas provas ter ocorrido após o trânsito em julgado da sentença condenatória. 514 do CPP). vez que não há ninguém preso. inciso IV. PROBLEMA 4 Revisão criminal Habeas corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Fundamentos: pedido de nulidade em razão da não concessão de prazo para defesa preliminar (art. podendo. composto por duas petições. sendo que o problema do habeas corpus se restringirá à possibilidade ou não da analise da prova. com base no art. referência à teoria restritiva que não enquadra o funcionário de sociedade de economia mista como funcionário público. requerendo o competente alvará de soltura clausulado. eventualmente. inciso III do C. ser aceita a impetração de habeas corpus perante o Tribunal de Justiça. e conseqüente extinção da punibilidade em virtude da decadência do direito de queixa do ofendido (art. desclassificação do crime para o de exercício arbitrário das próprias razões (art. subsidiariamente.desclassificação e extinção da punibilidade. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. sob alegação de estar havendo constrangimento ilegal em face de condenação. por ser o estelionato um crime contra o patrimônio. haja vista a retenção do dinheiro com vista a ressarcimento de dinheiro devido pelo banco ao acusado. prevista a revisão criminal com fulcro no artigo 621.nulidade. 386. O candidato deverá postular seja conhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626. caput. 345. visto que surgiu uma prova nova. vez que segundo o problema. PROBLEMA 5 A peça pertinente consiste na interposição da revisão criminal ajuizada perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. No mérito. PROBLEMA 3 Revisão Criminal ou habeas corpus. inciso III do C.. 150 . Ainda. 38.

porquanto se trata de cliente que não ostenta bons antecedentes. V e parágrafo único do Código Penal. no caso já tendo cumprido 2 anos. no prazo de 5 dias. postulando a expedição de carta de livramento. vez que cumprido o requisito objetivo. PROBLEMA 3 Peça: Agravo em Execução. a concessão do almejado livramento. vez que ele foi condenado no regime fechado porquanto era reincidente. ficou na prisão ao menos 1/6 da pena de 6 anos. da Lei de Execuções Penais. O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os requisitos. possibilitando. apontar que a falta grave não impede a remição pelo trabalho. estando preenchido também o requisito subjetivo. quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêutica Penal). principalmente. com as razões dirigidas ao TJMG. inciso III. Pedido: revogação da decretação do Regime Disciplinar Diferenciado. a qual deve ser reconhecida. pois não foi possibilitada a ampla defesa do sentenciado. logo após ingressar. quer objetivo (tempo). vez que o problema confirma que o condenado teve bom comportamento durante os 2 anos no cárcere. por ofensa aos princípios da dignidade da pessoa humana e da proibição de tratamento cruel e. Deverá sustentar que se trata de crime continuado. caso tivesse cumprido mais de metade da pena. sua inconstitucionalidade na modalidade pretendida. sem que tivesse cometido qualquer falta disciplinar. devendo o recurso ao final ser fundamentado com o artigo 66. No mérito. do Código Penal. cc com o artigo 131 da Lei 7210/84. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. sendo cabível apenas o livramento condicional. Sustentar preliminarmente a nulidade da decisão que impôs a sanção em virtude de falta grave. não preenchendo também o artigo 83. com base no artigo 136 da Lei 7210/84. interposto perante o juiz da Vara de Execuções Criminais de Avaré.fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal. que deve ser interposto perante a Vara das Execuções Criminais de Contagem-MG. II – o prazo para a decretação do Regime Disciplinar Diferenciado é de no máximo trezentos e sessenta dias. tendo como fundamento o artigo 112. do Código Penal. a ensejar a solicitação ao juiz para passar ao regime semi-aberto. previstos no artigo 83. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução. V e parágrafo único. inciso III. o que 151 . foi o preso colocado nesse regime. peça essa consistente em petição de interposição e razões anexas. assim. pois. letra "e" da Lei de Execução Penal e também no artigo 83. IV. Fundamentos: I – inconstitucionalidade do Regime Disciplinar Diferenciado. deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. sendo que sua prorrogação dependeria de nova avaliação após o transcurso do prazo. inciso I. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA A Peça adequada é a interposição de um Pedido de Progressão de Regime. qual seja. mas sim exatos 1/3 da pena. com fundamento no artigo 197 da Lei de Execuções Penais. tanto que reincidente. PROBLEMA 2 O candidato deverá formular recurso de agravo ao TJ. IV. PROBLEMA 4 A peça correta é o Agravo em Execução. Destaque-se não ser cabível a interposição do livramento condicional porquanto ainda não preencheu o requisito objetivo que consiste em cumprir mais de 1/3 da pena – vez que não cumpriu ainda mais de 1/3 da pena. incisos III. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade.

operando-se a inscrição no Registro de Imóveis. autuando-se em apartado. já que o problema confirma que há Vara de Execução Criminal em Avaré. tudo com base nos artigos 125. juntando-se também a certidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. de maneira que poderá requerer a concessão do Livramento Condicional.não ocorreu. ao final. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA Manoel reúne os requisitos do artigo 83. havendo o pressuposto dos indícios veementes de sua proveniência. O pedido deverá ser endereçado ao Juiz da Vara das Execuções Criminais. inciso V do Código Penal. a corroborar ser a medida adequada o pedido de progressão de regime ao Juiz de Execução de Avaré. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do imóvel se deu com os proventos do delito. ser concedido o livramento condicional com expedição de carteira. com a exposição do preenchimento dos requisitos legais e o requerimento no sentido de que seja ouvido o Conselho Penitenciário. mas a decisão será do Juiz da Vara de Execuções Criminais. Nada impede que o pedido seja dirigido diretamente ao Conselho Penitenciário. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquérito que demonstrem a autoria do delito e sua materialidade. 126. Obs. 128 e 129 todos do Código de Processo Penal. SEQUESTRO PROBLEMA Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem. para. 152 .

fase em que o magistrado. segundo ele. 29 e 69. por volta das 19 h 30 min.240. 155. imbuídos do propósito de assenhoreamento definitivo.º.º e 4. ainda. de acordo com o art.000. réu primário. todos do CP. Em face da situação hipotética acima apresentada. 155. que invadia agências dos Correios com o propósito de subtrair caixas e embalagens para usá-las no tráfico de animais silvestres. incorreu o denunciado na prática do art. e supondo que. 157. foi inquirido em juízo. apresentadas pelas partes em fevereiro de 2008. O Ministério Público não interpôs recurso. em conjunto com outras duas pessoas. enfrentando todas as matérias pertinentes e datando o documento no último dia do prazo para apresentação. os autos foram conclusos para sentença. ainda não identificadas.º. na cidade e comarca de Manaus – AM. brasileiro. alegando que o fato já estava suficientemente esclarecido. inicialmente. ocorridos em 7 de dezembro de 2007. com base em toda a prova colhida. a escuta telefônica fora realizada “por conta”. responsável pelo monitoramento das conversas telefônicas de Odilon. acolhendo a imputação em seus termos.980. incs. brasileiro. para Odilon Coutinho. em março de 2008. tenha sido intimado(a) a apresentar as razões de seu inconformismo. com 71 anos de idade. nascido em 20/1/1987. auto de avaliação indireta às fls. Após o interrogatório e a confissão de Odilon Coutinho.2) Odilon Coutinho. não permitiu a oitiva de uma testemunha arrolada. Fixou.). requerendo-se o processamento até final julgamento. suspeitaram da pessoa de Odilon. no dia 19/2/2007. 153 . à pena privativa de liberdade de 8 anos de reclusão (a pena-base foi fixada em 5 anos de reclusão). tendo esclarecido que. e 200 caixas de encomenda do tipo 4. incisos I e II. Jediel e seu colega Nestor. quebraram a janela do prédio onde funciona agência dos Correios e de lá subtraíram quatro computadores da marca Lunation.º e 4. por volta das 17 h 40 min. nos seguintes termos: “No dia 17 de setembro de 2007.º de outubro de 2007. nas diligências por eles efetuadas. tempestivamente. condenado o réu. I e IV. no valor de R$ 1. Assim agindo.00 de agência do banco Zeta. cada dia. e decidiram realizar a escuta telefônica.00. motivo pelo qual é oferecida a presente denúncia. foi denunciado pelo Ministério Público. Odilon Coutinho. porque. você tenha manifestado seu desacordo em relação aos termos da referida decisão e que. o regime fechado de cumprimento de pena. incs. juntamente com outro não identificado. na presença de advogado ad hoc.º. no valor de R$ 5. do Código Penal (CP). no valor de 1/30 do salário mínimo. porque havia diversas denúncias anônimas. do Código Penal.00 (cf. § 2. teria subtraído. solteiro. foi denunciado pela prática de infração prevista no art.1) Mariano Pereira. §§ 1. na região de Manaus.00. embora já houvesse advogado constituído não intimado para o ato. a instrução seguiu. combinado com os arts.9. na qualidade de advogado(a) constituído(a) de Odilon Coutinho. no valor de R$ 540. localizada em Brasília – DF. O policial Jediel Soares. §§ 1. pela defesa. PROBLEMA 02 (CESPE NACIONAL 2008. senhor de “longa barba branca”. em 13 de outubro de 2008. residente e domiciliado em Rio Preto da Eva – AM. mediante o emprego de arma de fogo. o denunciado. endereçando-a ao juízo competente. do CP.” O magistrado recebeu a exordial em 1. acerca de um sujeito conhecido como Vovô. Superada a fase de alegações finais. elabore a peça processual cabível. 120 caixas de encomenda do tipo 3. tendo o magistrado. MÓDULO AVANÇADO (PROBLEMAS DIVERSOS) PROBLEMA 01 (CESPE NACIONAL 2008. a quantia de aproximadamente R$ 20. I e IV. cumulada com 30 dias-multa. intimado(a) da sentença condenatória.

Durante a instrução criminal. o vigia. que foi divulgado pela imprensa. pela sua experiência. sob a acusação de. oportunidade em que anunciaram o assalto. acompanhado pelo advogado. que a quantia levada foi de quase vinte mil reais. A defesa não apresentou alegações preliminares. Regularmente denunciado e citado. uma vez que com este possui dívida 154 . na Avenida das Arvores. no dia 22 de janeiro de 2009. Na fase de requerimento de diligências. explore as teses defensivas possíveis e date no último dia do prazo para protocolo. e. que não recuperaram o dinheiro. apontava sua arma para o vigia. ter subtraído. casado. que o sistema de vigilância da agência estava com defeito e por isso não houve filmagem. residente na Rua dos Florais. que sempre ficava até mais tarde no banco e um de seus 5 irmãos ia buscá-la após as 18 h. conhecido como “Ge”. foi preso por dois policiais militares em flagrante delito. segundafeira. que o Sr. Em face da situação hipotética apresentada. mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo. o único que estava armado. Fugiram em seguida pela entrada da agência. tem plena convicção da participação do acusado no roubo. a bancária Maria Santos afirmou: que não consegue reconhecer o réu. Inclua. os autores se dirigiram até o local e convenceram o vigia a permitir sua entrada na agência após o horário de encerramento do atendimento ao público. apenas uma bancária. 200. considerando que a intimação tenha ocorrido no dia 23/6/2008. a folha de antecedentes penais do réu foi juntada e consta um inquérito em curso pela prática de crime contra o patrimônio. que o assalto não demorou nem 5 minutos. em Santo André-SP. Vila Bach. Mariano negou a autoria do delito. em seu interrogatório judicial. que apenas um estava armado e ficou apontando a arma o tempo todo para ele. O vigia fez retrato falado dos ladrões.Consta na denúncia que. defronte ao número 100. que. a polícia conseguiu chegar até Mariano. Maria Santos. em seu texto. que ele fez o retrato falado e reconheceu o acusado. que não houve violência nem viu a arma. que. Manoel era meio distraído e ela acredita que ele deixou o primeiro ladrão entrar por boa fé. redija. pertencente à vítima Andrade Neto. que o sistema não foi consertado porque a agência estava sendo desativada.. informou que somente praticou o delito porque foi ameaçado de morte pelo seu colega. os outros apareceram e não conseguiu mais travar a porta. por uma denúncia anônima. mas não explicou como comprou uma moto nova à vista já que está desempregado. PROBLEMA 03 Firmino dos Santos. por ficar até mais tarde. a peça processual. enquanto Mariano. que o réu negou participação no roubo. Durante o inquérito. O policial Pedro Domingos também prestou o seguinte depoimento em juízo: que o retrato falado foi feito pelo vigia e muito divulgado na imprensa. ferramenteiro. um veículo VW/Gol. encontrava-se no local e entregou o dinheiro que estava disponível. os horários e hábitos dos empregados do banco Zeta. por volta das 19h15. que. que os outros autores não foram identificados. Além do vigia. Manoel Alves. O vigia Manoel reconheceu o indiciado na delegacia e faleceu antes de ser ouvido em juízo. que. brasileiro. na fase policial. que o Sr. que ficou muito nervosa durante o assalto porque tem depressão. foi ouvido e declarou: que abriu a porta porque um dos ladrões disse que era irmão da funcionária. pertinente à defesa do acusado. chegaram até Mariano e ele foi reconhecido. que a agência estava sendo desativada e não havia muito movimento no local. na qualidade de advogado(a) de Mariano. placas SSS-0171. conferia malotes etc. no dia dos fatos. em Santo André-SP. após destravar a porta e o primeiro ladrão entrar. que nenhum disparo foi efetuado nem sofreram qualquer violência. que os assaltantes provavelmente vigiaram a agência e notaram a pouca segurança. a acusação pediu a condenação nos termos da denúncia. que nenhuma arma foi apreendida em poder de Mariano. por intermédio de uma denúncia anônima. Na fase seguinte. O Acusado. que levaram muito dinheiro. Manoel faleceu poucos meses após o fato. muitas vezes fechava o caixa dos colegas. a fundamentação legal e jurídica. privativa de advogado.

do CP. PROBLEMA 05 Candido Alegria foi preso em flagrante nas imediações de local onde vítima noticiou o roubo de seu carro. cite-se o acusado. 157. Ocorre que sua mãe. mediante grave ameaça exercida com emprego de arma. Maria Helena. Considerando a situação hipotética apresentada. adote a medida cabível. ainda. no dia do crime. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. A arma foi devidamente apreendida e o veículo entregue à vítima. dormindo. negou a autoria do delito. No dia 30/6/2008. inicialmente. cabível à espécie. Considerando a situação hipotética narrada e tendo sido intimado para manifestar-se no processo. foi autuado por infração ao art. Pedro Paulo foi posto em uma sala. Sendo assim. tendo sido encaminhado ao juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca no prazo legal. 2) Nos termos do artigo 396 do Código de Processo Penal. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. O Magistrado abriu vista ao Ministério Público e este ofereceu a denúncia. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. a fim de se submeter a reconhecimento formal. relatando que. Em seguida. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. se ele não roubasse referido veículo. bem como a nota de culpa 155 . o preenchimento dos requisitos do artigo 41 do CPP e a não verificação dos óbices apontados pelo artigo 395 do mesmo diploma legal. dando-lhe início ao processo criminal e. diante do reconhecimento pela vítima do roubo.a vara criminal da capital. dona Florinda. e a testemunha Agnes. foram feitas as comunicações de praxe. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. por volta das 22 h. para responder a acusação. A vítima Maria Helena. declarando que Pedro Paulo era a pessoa que. a OAB encaminhou indicação ao MM. § 2º. no prazo de 10 (dez) dias”. que lhe pertencia. recebeu a exordial acusatória e prolatou o seguinte despacho: “1)Tendo em vista os indícios de autoria criminosa. fundamentadamente.de droga. diversa de habeas corpus. que. Ao registrar ocorrência policial. dispensando a citação do Acusado. O magistrado aceitou a indicação e determinou o prosseguimento do feito. havendo insistência. de cor verde. para que pudesse convertê-lo em dinheiro. junto com Marconi. por escrito. em favor de Pedro Paulo. e. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. Então. por parte dos policiais. Na ocasião. dirigiu-se à Ordem dos Advogados do Brasil e informou que seu filho não possui as mínimas condições para contratar um advogado e requereu que seu filho fosse assistido por um patrono nomeado. logo após a ocorrência do delito. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. O Inquérito Policial foi relatado e encaminhado ao Fórum de Santo André. Afirmou ainda que “Ge” ameaçou matar sua filha. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. Na delegacia. O auto de prisão em flagrante foi realizado regularmente. O acusado encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória da mesma Comarca e até a presente data está aguardando a presença do Oficial de Justiça para ser citado. recebo a denúncia em face de Firmino dos Santos. imediata e espontaneamente. Pedro Paulo como autor do delito. PROBLEMA 4 (OAB/SP 136) Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. estava em casa. Diante disso. Juiz. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. com cabelos escuros e utilizando bonés. placa IFU 6643/SP. a vítima. a vítima assinou o auto de reconhecimento. havia tentado furtar o seu veículo. para reconhecimento. como defensor dativo do Acusado. Disse. tentando subtrair o veículo Corsa/GM. I. em seguida. ocorrido no dia 9/6/2008. diversa do habeas corpus. porém possui residência e emprego fixos. Pedro Paulo não é primário. no dia 9/6/2008. buscando a nomeação de defensor. O MM. tendo em vista o comparecimento espontâneo de sua mãe à OAB. no estacionamento do shopping Iguatemi. conforme orientação dos agentes de polícia. Juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André. desesperada. no horário do crime. redija. a peça jurídica.

visto que. e sua esposa. então. Foram ouvidos em juízo: o médico legista. na fase policial. Mário e André foram apontados como incursos no art. II. passou a desferir-lhe socos e pontapés. aliás. Mário negou a contratação e disse viver bem com a esposa. após provocar o acusado injustamente. c. que era amante de sua esposa. categoricamente. tome a providência judicial cabível. §2. De fato.c art. 29. 121. uma interceptação telefônica autorizada para desvendar outro crime captara. atue na defesa de Mário. e um perito. incapaz de causar mal a qualquer um. embora não fosse possível uma afirmação conclusiva. e tendo sido constituído advogado de Candido. André para matar Vítor. acatando o Laudo Pericial. marcado encontro entre os dois. que disseram ser este pessoa calma e dedicado pai de família. com palavras de baixo calão. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. assentando-se na gravação e nos depoimentos das testemunhas de acusação e afirmando que. QUESTÃO: Como advogado de Candido. IV. as lesões corporais que o levaram à morte. Em interrogatório realizado em 14/2/2008. até que cessasse a agressão que sofria. o Magistrado. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. prevalece o princípio in dubio pro societate. em 3/1/2008.foi-lhe entregue também dentro do mesmo prazo. conforme perícia juntada aos autos. cidade. PROBLEMA 07 (OAB/SP 113) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. uma bomba no carro de Vítor. do Código Penal. as partes apresentaram suas alegações e. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. houve uma explosão que o matou. II – motivo fútil consistente em ciúmes. IV – recurso que impossibilitou a defesa da vítima. III. casualmente. III – emprego de explosivo. a voz da conversa interceptada era semelhante à de Mário. 29. pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. absolveu sumariamente João da Silva. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. declarada extinta a sua punibilidade. caput. I. amigos de Vítor. adote medida em seu favor. não identificada. afirmaram que ele era amante da esposa de Mário. como André já era procurado pela polícia. art. §2.º. I – mediante paga. que confirmou a morte por explosão. tendo sido.º/2/2008. c. em 15/1/2008. Como testemunhas de defesa foram ouvidos dois amigos de Mário. que negou ter relações com a vítima. Duas testemunhas. o juiz pronunciou Mário pelo art. Levantando-se com dificuldade. em que nasceu e sempre morou. Em 12/2/2008. André foi acusado de ter instalado. Finda a instrução. redigir a peça adequada para obter sua libertação. tendo sido. Durante a instrução criminal. Mário foi acusado de ter contratado. tem bons antecedentes. diversa do habeas corpus. trabalha como comerciante estabelecido na cidade há 15 anos. conversa entre ele e outra pessoa.c. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. aplicando-lhe Medida de Segurança. o qual declarou que. de ofício. Considerando a situação hipotética acima descrita. consta que ele é primário. não tendo ele chegado a ser ouvido. que no dia dos fatos Antonio de Souza. na qual este negociava com André a morte de uma pessoa. todos do Código Penal. 121. mediante uso de uma barra de ferro.º. cujo nome não foi mencionado. Encerrada a primeira fase processual. caput. André faleceu. Conforme documentação apresentada pela esposa de Candido. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. o juiz. quando Vítor acionou o motor do carro. A decisão judicial foi publicada há dois dias. supostamente Mário. Da gravação nada constava sobre a forma de execução do crime. dois policiais que afirmaram que. na pronúncia. PROBLEMA 06 (OAB/SP 134) Em 1. para que ela explodisse quando a ignição do veículo fosse ligada. permanecera em silêncio. 156 . como se seu advogado fosse. em 3/3/2008. na ocasião. Considerando a situação hipotética descrita. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave.

foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. tirando o sossego dos habitantes com uma série de furtos de veículos. 333 do Código Penal. transportando-os posteriormente para outros Estados da Federação. você após Ter acesso aos autos e. foi presa.” Viu-se a ordem de prisão provisória cumprida. Encerrada a instrução. teria infringido. Vânia Pereira. residente na Rua José Portela nº 67. bairro da Natividade. casada. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. Redija a peça pertinente ao caso. Com efeito. Juiz da Vara Única da Comarca. solteiro.000. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. a ré fora surpreendida. Colombino de Almeida. no interior de estabelecimento prisional. segundo a exordial acusatória. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. por conveniência da instrução criminal e mesmo para assegurar a aplicação da lei penal. Inocêncio da Silva. para garantia da ordem pública. inciso VII do Código de Processo Penal. contudo.343/2006. tome a providência judicial cabível. provou que Onesto tem incólume vida profissional. fundamentando as questões de natureza processual existentes. 311 e seguintes do Código de Processo Penal. Na instrução criminal. 155. em flagrante. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. na data dos fatos. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. de acordo com o art. e conforme se extrai dos autos do inquisitório. conhecida como cocaína. agente de polícia federal. na posse da 157 . a pedido do i. viu decretada sua prisão preventiva pelo MM. PROBLEMA 10 (OAB/SP 136) No dia 30 de agosto de 2007. representante do Ministério Público. atualmente desempregado. 02 a 05 contra os elementos nela qualificados e. bem como os dispositivos penais que.PROBLEMA 08 (OAB/SP 116) Onesto de Abreu. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. brasileiro. c/c art. que vem agindo nesta Comarca há bastante tempo. na Rua Maria Quitéria. a quantia de R$ 5. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. A defesa. após mencionar o nome do denunciado. ao que tudo está a indicar o líder da mencionada quadrilha. 33. Desde a fase de inquérito policial. em Franco da Rocha – SP. Concomitantemente à ação penal. Procurado por familiares do “preso”. Expedir o competente mandado de prisão. trata-se de uma quadrilha organizada. via de regra estacionados nas ruas durante a noite. hei por bem decretar a custódia preventiva do primeiro denunciado. agentes penitenciários. PROBLEMA 09 (OAB/MG 2000) Colombino de Almeida. Em face disso. como dito. 317 do Código Penal.º 11. por sua vez. 33. entende ser possível medida com vistas à liberdade do agora seu cliente. 40. diz o decreto de prisão o seguinte: “Pelo que se vê. III. é o líder. no despacho que recebeu a denúncia. tudo de conformidade com o art. sobretudo ao decreto de custódia cautelar. por sua vez. As testemunhas de acusação. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva.00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. da qual o denunciado ao que tudo indica. mantendo a negativa no interrogatório judicial. com certeza para “desmanche”. estando o custodiado recolhido em péssimas condições na cela da Delegacia de Polícia da Comarca. sem. percebo a inicial do MP de fls. ambos da Lei n. na forma de uma única porção. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. em processo-crime a que responde como incurso nas lides dos arts. nos mesmos autos. na posse de 11. como incurso no art. residente na Comarca de Ferros/MG. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. sua qualificação. §§ 1° e 5° c/c 29 do Diploma Penal pátrio. presenciarem a efetiva transação. confirmaram que. brasileira. também foi denunciado. trazida consigo.

PROBLEMA 11 (OAB/SP 108) Octaviano. de acordo com o que dispõe o art. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. PROBLEMA 12 (OAB/SP 122 . Em seu interrogatório em juízo. conforme sentença que transitou em julgado. Ao final. seu marido. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. solteiro. a peça jurídica. que somente após a perfuração da sola do tênis. com 19 (dezenove) anos à época do fato. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. O relator. o que foi aceito. encontra-se condenado pela 27. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido.02. Moema.ª Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. em 2/8/2008. mas também a forma de acondicionamento apresentada. c/c art. vencido. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo.343/2006. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves.ADAPTADO) Lúcio. no valor unitário mínimo. foi preso em flagrante delito. tem bons antecedentes. IV. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. acórdão foi publicado há dois dias. do Código Penal).2007 e. indicando a prova indiciária. decidira levar o calçado para seu marido. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. brasileiro. Há. Com efeito. em São Paulo – SP. sem demonstrar nervosismo ou medo. São Paulo – SP. residente na rua Pedro Afonso n. nos autos. com exatidão. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. Relataram. Considerando a situação hipotética apresentada. redija. ainda. para a defesa. diversa de habeas corpus. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. até o momento. Afirmou que. como incursa no art. ambos da Lei n. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida.01. semanalmente. Lúcio. nascido em 4/5/1976. no dia 20. ocasião em que foi detida. Vânia refutou a imputação. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. De outro lado. III. durante a instrução. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. mantimentos e roupas. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. em regime inicial fechado. Vânia foi condenada pelo juiz da 1. com um facão. caput. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. a primariedade e os bons 158 . também.º 10. o que só será dirimido. e 71.º 11. por isso. n. 16. Vânia levava-lhe. ambos da Lei n. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico.2007. e no art. por fim. Ademais. na noite anterior aos fatos. em favor de Vânia Pereira. QUESTÃO: Como advogado de Octaviano. veio a ser preso no dia 28. Informaram. 33. com a numeração raspada).o 12.º I. por maioria de votos. justificando-o. que estava foragido. e pagamento de sessenta e seis dias-multa.01. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva. para a acusação no dia 05. pratique o ato judicial pertinente. funcionário público. 40. Em 9/9/2008.º.a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. 14. Constam.2009. entendeu ser nulo o processo porque suprimida a fase das alegações preliminares.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito. puderam verificar a existência da droga. típica da atividade de tráfico. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. Declarou. cabível à espécie. ainda. 69 do Código Penal brasileiro. PROBLEMA 13 (OAB/SP 136) Rodrigo Malta. parágrafo único. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. O v. parágrafo 4.substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. A defesa tomou ciência da decisão. foi condenado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. nos autos. documentos que comprovam que Vânia é primária.

A sentença transitou em julgado. desacompanhado da certidão cartorária . na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. além da pena de multa. por duas vezes. PROBLEMA 15 (OAB/SP 115) João foi processado por infração ao art. sendo aquela assim fixada: quatro anos. apresente a peça processual cabível. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. diversa de habeas corpus. sentença de primeiro grau jurisdicional. não demonstrou qualquer intenção de fuga. restou denegada. Como o pneu do veículo estourasse. Considerando a situação hipotética apresentada. interponha a peça jurídica cabível. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. PROBLEMA 14 (OAB/SP 110) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. roubando seu veículo Monza. diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. e onde se lê 21 anos. PROBLEMA 16 (OAB/SP 135) 159 . mantendo. Outrossim. c/c artigo 69 "caput". então. leia-se 12 anos. 21 da Lei n. Petrônio. QUESTÃO: Como advogado de João. objetivando a concessão de liberdade provisória. quando trafegava pela rodovia. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena. Petrônio o abandonou e. baseado no voto divergente desta decisão. O STF aduziu. prosseguindo em sua fuga. também do Código Penal. Vinte minutos depois. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. 312 do Código de Processo Penal. em casos como o presente. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. fundamentando-a. em favor de seu cliente. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. diante da denegação da ordem. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. parágrafo segundo. novamente colocando as mãos sob a camisa. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. em razão do disposto no art. O Ministério Público aforou Recurso Extraordinário. indefiro o pedido de liberdade. entre os elencados no art. verificando-se o trânsito em julgado. que o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente. do Código Penal. acrescidos de 1/4 pela reincidência. em 08 de fevereiro de 1993. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. e ainda estando Petrônio preso. confirmando-se a decisão do juiz a quo. I e II. e utilizando-se do veículo na fuga. Como advogado de Petrônio. do Código Penal. roubou um veículo Opala. Já na rua. ameaçando de morte o seu proprietário. Ao final do processo. Anos após. ameaçou Maria de morte. Apresentou Recurso de Apelação. o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. sendo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um. contudo. elabore a peça processual em prol de seu interesse. Isto posto. foi preso por policiais militares. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável.antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. inciso I. tendo o Juiz considerado. Registre-se que Rodrigo Malta é primário.826/2003.” A defesa. para tanto colocando a mão sob a camisa. parágrafo 2º. ante a ausência de recurso da defesa. 157. Petrônio não foi apresentado.º 10. a r. conseguiu evadir-se do presídio. apenas. recebendo pena de 21 anos de reclusão. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. fazendo gesto de que estava armado. para fins de reincidência. A ordem. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. no mais. destacando-se que.

o que o preocupa muito. Entretanto. aduzindo que o Ministério Público estaria presente e que isso seria suficiente. No curso da instrução criminal. ajudante de pedreiro. tem profissão certa e definida e está trabalhando. atualmente. desse filho. ele sempre diz que está tentando encontrar mais um emprego. pedreiro. atualmente. em diversas ocasiões e por períodos prolongados. pelo juiz da 2.ª Vara Criminal de Planaltina – DF. com carteira assinada. de prover a subsistência de seu filho Jorge de Tal. todas as vezes que conversam com José. filho que teve com Maria de Tal. lote 1. pelo menos. inciso II. Na oportunidade. a 8 anos de reclusão. O juiz indeferiu o pedido de livramento condicional. não reincidente em crime doloso. o detento. c/c art. em companhia de seus pais. razão pela qual ainda não faz jus à progressão ao regime aberto. brasileiro. não lhe proporcionando os recursos necessários para sua subsistência e faltando ao pagamento de pensão alimentícia fixada nos autos n. a autoridade carcerária informa que. formule. A denúncia foi recebida em 3/11/2008. 4/4/2008. caput. A audiência de instrução e julgamento foi designada e José compareceu desacompanhado de advogado. e para pagar pensão alimentícia a Jorge. em 7/9/1938. mas que sempre efetuava o depósito parcelado dos valores devidos. 160 . na qual Márcio estivera envolvido. desempregada. ambos do Código Penal. bem como que está atrasando os pagamentos da pensão alimentícia. Informaram que José sofre de problemas cardíacos e gasta boa parte de seu salário na compra de remédios indispensáveis à sua sobrevivência. pleiteou ao juízo competente a concessão do livramento condicional. nascido em Juazeiro – BA. Na exordial acusatória. pela prática do crime previsto no art. incisos I e II. arrolando as testemunhas Margarida e Clodoaldo.Márcio. 157. que. na condição de advogado(a) contratado(a) por Márcio. 61. Em razão disso. primário e portador de bons antecedentes. conhecidos de José há mais de 30 anos. afirmaram que ele é ajudante de pedreiro e ganha 1 salário mínimo por mês. ainda. e seus 6 outros filhos menores de idade. As testemunhas Margarida e Clodoaldo. 244. visto que. § 2. genitora e representante legal da vítima. a conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: Desde janeiro de 2005 até. sem justa causa. no relatório carcerário expedido pelo diretor daquele estabelecimento prisional. atualmente recluso no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes – SP. Arrola como testemunha Maria de Tal. Recentemente. que já cumpriu 5 anos do total da pena. o denunciado José de Tal. ostenta bom comportamento e exerce trabalho externo. no mesmo relatório. como pedreiro. Disse que estava aborrecida porque José constituíra nova família e. em regime fechado. pois não consegue sustentar a si próprio nem a seus filhos. progrediu ao regime semi-aberto.a Vara Criminal de São Paulo – SP. em Planaltina – DF. bem como de constituir uma família tão logo seja colocado em liberdade. Disseram. mas não consegue. morava com outra mulher. PROBLEMA 17 (OAB UNIFICADO 2009. foi condenado. livre e conscientemente. no prazo legal. tendo o réu sido citado e apresentado. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. brasileiro. visto que deseja contribuir com a subsistência. solteiro. Considerando a situação hipotética descrita.2) José de Tal. presidida pelo juiz de direito da 9. desempregada. Maria de Tal confirmou que José atrasava o pagamento da pensão alimentícia. Márcio. deixou. Guará – DF. foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art.º. consta uma tentativa de fuga em 22/4/2006. demonstra intenção de fixar residência na Colônia Agrícola Águas Lindas.º 001/2005 – 5. quantia que é utilizada para manter seus outros filhos menores e sua mulher. "e". também. menor de 18 anos.º 002/2006 do mesmo juízo. de próprio punho — visto que não tinha condições de contratar advogado sem prejuízo de seu sustento próprio e do de sua família — resposta à acusação. residente e domiciliado em Planaltina – DF. por meio da defensoria pública.ª Vara de Família de Planaltina – DF (ação de alimentos) e executada nos autos do processo n. o juiz não nomeou defensor ao réu. divorciado.

Por três vezes afirmou. tomou conhecimento da autoria e dos fatos no dia 15/1/2010. com 57 anos de idade. na qualidade de advogado(a) constituído(a) por José. o jornalista Clóvis V. na última edição do blog. endereçando o documento à autoridade competente e datando-o no último dia do prazo para protocolo.. constituído advogado. de circulação nacional. que. sob o argumento de que as provas produzidas eram suficientes ao julgamento da causa. além de cópias de páginas e registros extraídos da Internet.clovisv. sabendo não serem verdadeiras as afirmações.. segunda-feira.Após a oitiva das testemunhas. drogas e prostitutas". administrador de empresas. a pretexto de criticar o fraco desempenho do time de futebol do LX F. Em manifestação escrita. Rodolfo T. desafeto do dirigente Rodolfo T. de 60 anos de idade. no campeonato nacional em matéria esportiva divulgada por meio impresso e apresentada em programa televisivo. Tal afirmação foi proferida durante o programa de televisão Futebol da Hora. privativa de advogado. "tinha levado o clube à falência". Sabe-se que todas as notícias foram veiculadas por ordem direta e expressa de Teodoro S. na edição de 8/1/2010. por isso "a mulher o deixou". com festas. no canal de televisão VX e publicado no blog do comentarista esportivo. Foram ambos interpelados judicialmente e se recusaram a dar explicações acerca das ofensas. em 7/1/2010.. com 38 anos de idade.C. a praticar reiteradas condutas com o firme propósito de ofender a honra do dirigente do clube. PROBLEMA 18 Em 17/1/2010..C. Em seu texto. Entre os documentos coletados pelo cliente e pelo escritório encontram-se a gravação. em 15/1/2010. Na fase processual prevista no art. Tais declarações foram igualmente publicadas no jornal impresso Notícias do Futebol. de capacidade intelectual inferior à de uma barata" e. tendo o réu. em meios de comunicação distintos. importante dirigente do clube esportivo LX F. as partes nada requereram. tendo todos eles ocorrido na cidade de São Paulo – SP. José disse que gostaria de ser ouvido para contar sua versão dos fatos. bebidas. mas o juiz recusou-se a interrogá-lo. desafeto de Rodolfo T. 402 do Código de Processo Penal. em 15/6/2009. redija. em 13/1/2010. afirmou que "o dirigente do clube está tão decadente que passou a sair com homens". Rodolfo T. não crie fatos novos. ocorrida em 20/12/2008" e que "já teria gasto parte da fortuna 'roubada'. com as ofensas perpetradas pelo jornalista Clóvis V.. do programa de televisão. indevidamente.. pois tinha se apropriado. por isso. passou. brasileiro. às 21 h 30 m. disse. na condição de seu diretor-geral. com o dia e horário em que foi veiculado. bem como no próprio blog pessoal do jornalista na Internet.futebol. além de domicílio de todos os envolvidos. Clóvis V. bem como a edição do jornal impresso em que foi difundida a matéria sobre o assunto. Prosseguindo a empreitada ofensiva. o qual foi intimado. sede da emissora e da editora. em 8/1/2010. inclua a fundamentação que embase seu(s) pedido(s) e explore as teses jurídicas cabíveis. no endereço eletrônico www. brasileiro. para apresentação da peça processual cabível. mantendo-se inertes. de R$ 5 milhões pertencentes ao LX F. jornalista. Como se não bastasse. na Internet. casado. quando da venda do jogador Y. divorciado.xx. juntamente com Teodoro S. contratou profissional da advocacia para que adotasse as providências judiciais em face de conhecido jornalista e comentarista esportivo. brasileiro. que o dirigente "havia 'roubado' o clube LX F. porém estava "com os bolsos cheios de dinheiro do clube e dos torcedores". a peça processual pertinente. o comentarista Clóvis V. adequada à defesa de seu cliente... o Ministério Público pugnou pela condenação do réu nos exatos termos da denúncia. Destaquese que o canal de televisão VX e o jornal Notícias do Futebol pertencem ao mesmo grupo econômico e têm como diretor-geral e redator-chefe Teodoro S. Considerando a situação hipotética acima apresentada. que o dirigente não teria condições de gerir o clube porque seria "um burro. e os torcedores. 161 .C. então.C. em DVD. em diversas ocasiões. solteiro. em seu blog pessoal na Internet.

razão pela qual Fátima foi indiciada por aborto. acreditando que a amiga sofria de úlcera. Joel vasculhou as gavetas da namorada e encontrou. de vinte anos de idade. A acusação sustentou a comprovação da autoria. Leila não foi ouvida durante o inquérito policial porque. pena base foi excessivamente majorada. CPP) Endereçamento: Juiz de direito da Vara Criminal de Brasília-DF 162 . ainda. no qual ela prescrevia as doses do remédio. 10. na véspera da comemoração da entrada do ano de 2005. Em face dessa situação hipotética. Fátima negou a prática do aborto. Mérito: Não há incidência da causa de aumento de pena do repouso noturno (crime às 19h30). Munido do resultado do exame e do bilhete escrito por Fátima. o juiz. PROBLEMA 02 Peça: Memoriais (Art.. Sustentou. Desconfiado. não foi localizada. Utilizando seus conhecimentos de estudante de enfermagem. após o exame.Em face dessa situação hipotética. mas sem elementos suficientes para a confirmação de aborto espontâneo ou provocado. Leila foi encaminhada para perícia no Instituto Médico Legal de São Paulo. Após alguns dias. mudou-se para Brasília e. Fátima foi denunciada pela prática de aborto. § 3º. permitiu. redija a peça processual adequada à defesa de sua cliente. compatível com gravidez. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodolfo T. A defesa teve vista dos autos em 12/7/2010. no momento dos debates orais da audiência de instrução. Regularmente processada a ação penal. além de um envelope com o resultado positivo do exame de gravidez de Leila. Tanto na delegacia quanto em juízo. com a anuência das partes. alegando que não estivera. no prazo sucessivo de cinco dias. tendo confirmado que fornecera o remédio a Leila. o frasco de remédio para úlcera embrulhado em um papel com um bilhete de Fátima a Leila. Leila abortou e disse ao namorado que havia menstruado. alegando toda a matéria de direito processual e material aplicável ao caso. resolveu procurar sua amiga Fátima. com todos os documentos pertinentes. de quatorze anos de idade. de vinte e oito anos de idade. tanto pelo depoimento de Joel na fase policial e ratificação em juízo. GABARITO – MÓDULO AVANÇADO PROBLEMA 01 Peça: Apelação (petição de juntada e razões) Endereçamento: petição de juntada dirigida à Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de Manaus e razões dirigidas ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região Teses: Preliminar: Nulidade consistente no cerceamento de defesa (ausência de intimação do advogado regularmente constituído. quanto pela confirmação da ré de que teria fornecido remédio abortivo. 403. suficientes e necessários. inconformada com o fato de ter engravidado de seu namorado. Em 30/1/2010. Fátima fez que Leila ingerisse um remédio para úlcera. Joel narrou o fato à autoridade policial. por meio do exame de laboratório e da conclusão da perícia pela existência da gravidez. consistente na não observância da lei de interceptação). procuração com poderes especiais e testemunhas. a materialidade do fato. considerando recebida a pasta de atendimento do cliente devidamente instruída. na não oitiva da testemunha arrolada tempestivamente e na ilicitude da prova. Joel. apesar dos esforços da autoridade policial. não foram observadas as circunstâncias atenuantes da idade e da confissão e a fixação do regime mais gravoso que o necessário. a manifestação por escrito. redija a peça processual que atenda aos interesses de seu cliente. onde se confirmou a existência de resquícios de saco gestacional. grávida. para que esta lhe provocasse um aborto. de fato. Date o documento no último dia do prazo para protocolo. PROBLEMA 19 (OAB UNIFICADO 2010. na condição de advogado(a) constituído(a) por Fátima.1) Leila.

Frise-se que. todavia. Pedro Paulo não estava cometendo a infração penal. 397.Teses: Provas insuficientes para a condenação. 396-A. em situação que faça presumir ser ele o autor da infração (flagrante impróprio). Aqueles que se limitarem à liberdade provisória. flagrante impróprio ou quase flagrante e. deverão perder ponto no quesito domínio do raciocínio jurídico. que determina que “a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária”. preso em (a comissão de) um crime flagrante. é comum que os advogados cumulem o pedido de relaxamento de prisão com o de liberdade provisória. que façam presumir ser ele o autor da infração. não é a liberdade provisória o meio tecnicamente correto para obter-se a soltura de Pedro Paulo e. IV) é encontrado. Ressalte-se que não houve flagrante nenhum com relação a Pedro Paulo. Prisão em flagrante delito é a prisão daquele que é surpreendido cometendo uma infração penal. atual. Na prática. uma vez que não foram corroboradas em juízo. pelo ofendido. nenhuma destas ocorreu no caso em tela. nem foi encontrado. Subsidiarimente. a peça processual cabível é o relaxamento de prisão. ausência de citação pessoal. É o delito que está se consumando. Não obstante seja esse o seu preciso significado. no momento em que foi detido pela polícia. de seu envolvimento no crime de furto qualificado. não podendo. Pedido: Absolvição com fundamento no artigo 386. a terceira. com nenhum objeto que faça presumir ser ele autor da infração que lhe foi imputada. os fatos apurados sustentar uma prisão em flagrante. logo após. 302 do CPP que se considera em flagrante delito quem: I está cometendo a infração penal. sustentar excludente de culpabilidade – coação moral irresistível (art. com obediência aos princípios da ampla defesa e do contraditório. porém. sim. VII e. flagrante presumido. sob o crivo do contraditório. PROBLEMA 04 No caso em comento. As duas primeiras modalidades são consideradas flagrante próprio. Ora. Se há indícios. a flagrância é uma qualidade da infração: o sujeito é preso ao perpetrar o crime. conforme se verifica 163 . logo após. CPP. ou por qualquer pessoa. O que é flagrante é o delito. não foi perseguido pela polícia ou por qualquer pessoa. devido a ilegalidade no flagrante. o afastamento da qualificadora do emprego de arma e reconhecimento da atenuante relativa à menoridade do agente. ou não. II. o certo é que as legislações alargaram um pouco esse conceito. Com efeito. Pedido: Absolvição com fundamento no art. As provas existentes são exclusivas da fase inquisitiva (pré-processual). logo depois. isto é. armas. nem havia acabado de cometê-la (flagrante próprio). afastamento da qualificadora e reconhecimento da atenuante. Daí dizer o art. objetos ou papéis. o relaxamento de prisão. isso terá que ser apurado durante a instrução criminal. Competência: Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Santo André-SP. uma vez que o mesmo. Prender em flagrante é capturar alguém no momento em que comete um crime. o que poderá ser aceito. 5. logo depois. LXV. finalmente. Tese: Preliminar de nulidade. estendendo-o a outras situações. das três modalidades acima expostas. com instrumentos. do CPP. [O examinando que fizer habeas corpus (peça não privativa de advogado) deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. da Constituição Federal. conforme pode-se observar da situação narrada. III) é perseguido. em qualquer situação que faça presumir ser o autor da infração. em face do art. No mérito. subsidiariamente. 22 do CP). a última. II) acaba de cometê-la. pela autoridade.º. não sendo suficientes para amparar um édito condenatório. PROBLEMA 03 Peça: Resposta à Acusação Fundamentação: Art.

por outro lado. Está. ainda que de maus antecedentes e reincidente. reflexamente. Segunda Turma.º 128. Crim. no clamor social decorrente da prática da conduta delituosa (HC 84. Em resumo.471/PA. com base na gravidade abstrata do delito (HC 90. Pedro Paulo sofrendo coação por parte da Autoridade Policial. Sepúlveda Pertence. assim. DJU de 28/06/2007). Min. Desse modo. h. Assim.” (TJSP Câm. desconsiderar que a autoria deve vir ao menos comprovada com o mínimo de prova — leiam-se aí indícios idôneos — pois. 164 . Ricardo Lewandowski.162/RJ. De tal entendimento não discrepam nossos tribunais.º 09/STJ).” (TJSP . quais sejam.c. DJU de 13/09/2007). de réu solto. somente será legal e conforme a Constituição da República. Primeira Turma.260. Por fim. DJU de 06/06/2007). ademais. 302 do Código de Processo Penal. para a prisão cautelar. Segunda Turma. Ricardo Lewandowski. Celso de Mello. Rel. h. a doutrina de Magalhães Noronha nos ensina que: “apresentando-se o acusado. Carlos Britto. e. primário e de bons antecedentes. Min. em situação que autorizasse presunção de ser o seu autor. a reincidência não poderá prejudicar o pedido de relaxamento de prisão. o Estado Democrático de Direito. prisão decorrente de decisão de pronúncia ou prisão em razão de sentença penal condenatória recorrível) seja deturpada a ponto de configurar uma antecipação do cumprimento de pena (HC 90. Min. a lavratura do auto de prisão em flagrante. Não obstante ser necessária. nem por isso a autoridade poderá prendê-lo: deverá mandar lavrar o auto de apresentação.Câm. a sua prisão. Segunda Turma. sendo exceção à regra (HC 90. Inexiste prisão em tais circunstâncias. Rel. Primeira Turma. não se pode. Rel. senão vejamos: “Prisão em flagrante — Inocorrência — Agente que não foi surpreendido cometendo a infração penal. min. RT 82/296) Em verdade. Cezar Peluso. 302 e 317 do CPP — O caráter de flagrante não se coaduna com a apresentação espontânea do acusado à autoridade policial.do auto de prisão em flagrante. “foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia. DJU de 16/03/2007). DJU de 17/05/2007).858/SP.398/SP. imediata e espontaneamente”. n. a constrição cautelar desse direito fundamental (art. Segunda Turma. Primeira Turma. deve-se requerer o relaxamento da prisão em flagrante delito levada a efeito.(AgRg na MC 6576 / PR Agravo regimental na medida cautelar 2003/0105593-0) A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional (HC 90. por exemplo.351. Rel. como na jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. Rel. Rel. uma vez que o mesmo não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. min. qualquer que seja a modalidade (prisão em flagrante. o que o fez.º 126. Min. Nesse sentido.753/RJ.c. por outro não permite que o Estado trate como culpado aquele que não sofreu condenação penal transitada em julgado (HC 89501/GO. Rel. o que constitui prisão ilegal. Crim. segundo jurisprudência do STJ: A Suprema Corte tem reiteradamente reconhecido como ilegais as prisões preventivas decretadas. em caso contrário. nos casos de presunção “juris tantum” da desnecessidade da custódia cautelar. DJU de 04/05/2007). Celso de Mello. por imprópria. não sendo encontrado. prisão temporária. como na Lei. solto. uma vez ser esta totalmente nula. ao processo da ação penal. na afirmação genérica de que a prisão é necessária para acautelar o meio social (HC 86. RJTJESP 39/256) “Prisão em flagrante — Inocorrência — Inteligência dos arts. nem tampouco perseguido imediatamente após sua prática. Rel. Rel. Primeira Turma. ainda. até o trânsito em julgado de sua condenação. HC 90. DJU de 21/06/2007. min. com base na periculosidade presumida do indiciado. Cezar Peluso. por todo o exposto. ou de réu que responde. é inadmissível que a finalidade da custódia cautelar. prisão preventiva.464/RS. n. Assim. se demonstrada a sua necessidade pelo Juiz. Segunda Turma. min. Cezar Peluso.748/RJ. na periculosidade presumida do agente (HC 90. DJU de 22/11/2007). DJU de 06/06/2007) ou. ouvi-lo-á e representará ao juiz quanto à necessidade de decretar a custódia preventiva. a apresentação espontânea do requerente desfigura. o jus libertatis estaria seriamente comprometido. min. Inexiste prisão por apresentação” (in Curso de Direito Processual Penal).311/SP. apenas a existência da materialidade do crime e indícios da autoria. O princípio constitucional da não-culpabilidade se por um lado não resta malferido diante da previsão no nosso ordenamento jurídico das prisões cautelares (Súmula n.

972/GO. DJU de 09/11/2007). Órgão competente . DJU de 11/10/2007). c) Competência: Tribunal Regional Federal 3ª Região. da Carta Magna) deve ter base empírica e concreta (HC 91. a prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua real necessidade (HC 90.). 593.862/SP. Segunda Turma. II do C.729/SP. PROBLEMA 05 Liberdade provisória sem fiança. inciso I do C. não bastando. pleiteando-se ainda a revogação da medida de segurança. do inciso II. ainda que de forma sucinta. Juiz de direito – juízo de retratação.. A argumentação e a fundamentação deverão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude. inaplicabilidade do princípio “in dubio pro societate”. Pedidos: impronúncia e afastamento das qualificadoras. Rel. Deve-se interpor Apelação ao Juiz da Vara do Júri.ª Min. ausência dos requisitos para a prisão preventiva.P. no caso. Fundamentos: Impronúncia: falta de prova. no caso. 310. PROBLEMA 06 Peça .º. Assim. DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. Primeira Turma. fundamentação exaustiva.. dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC 89. d) Fundamento: art. Rel. DJU de 29/06/2007).Recurso em sentido estrito.P. Fundamento: art. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. requerendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau. Rel. prova ilícita (interceptação se destinava à descoberta de outro crime. Gilmar Mendes. a fim de que o acusado seja absolvido sumariamente (art.P. não sendo previsível o uso de explosivo e de recurso que impossibilitaria a defesa. c) Fundamento: artigo 593. Min. tendo em vista as condições subjetivas favoráveis ao preso e. sendo suficiente que o decreto constritivo.Tribunal de Justiça. Min. a mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92. As razões do recurso devem ser dirigidas ao Tribunal Regional Federal. Primeira Turma.5. Min. Há interesse em apelar da sentença 165 . contudo. tendo havido encontro casual). Gilmar Mendes. inciso XV.069/RJ. por conseguinte. revogando-se a Medida de Segurança. analise a presença.P.P. Afastamento da qualificadora do inciso I. Eros Grau. Rel. porque em nenhum momento houve referência a pagamento feito por Mário. concisa. Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC endereçado ao Tribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de absolvição sumária para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilicitude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal. porque ciúme não configura motivo fútil. b) Interposição: a uma das Varas Federais Criminais. com fundamento no artigo 25 do Código Penal. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. Segunda Turma. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. 415 do C. Não se exige. parágrafo único do CPP. 312 do Código de Processo Penal.ª Cármen Lúcia. Desse modo. Argumento: Deve-se interpor recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal. deve ser expedido em favor de Pedro Paulo o competente alvará de soltura. PROBLEMA 08 a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO. III e IV porque não se comunicariam. PROBLEMA 07 a) Recurso cabível: Apelação.P. frise-se.

visto que Vânia passou caminhando calmamente pela guarita policial. 593.° 11. deve-se alegar que houve. inciso I do C. especialmente diante dos depoimentos das testemunhas. Já a pessoa que foi provocada. culturais. a acusada. trazer consigo. recreativas.” No caso. expor à venda. exportar.absolutória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revisto se o Tribunal reconhecer a inexistência do fato. com fundamento no artigo 386. PROBLEMA 10 Deve-se interpor recurso de apelação. guardar. fabricar. III.343/06 prevê: “Importar.500 ( mil e quinhentos) dias-multa. em hipóteses como essa. as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços. preparar. esportivas. contém elementos de convicção. de locais de trabalho coletivo. de ensino ou hospitalares. entregar a consumo ou fornecer drogas. Segundo Damásio E. tratando-se de provocação de erro vencível (aquele que poderia ser evitado pelo homem médio. por parte de Vânia. com um facão. O pedido deve ser dirigido ao juiz da Vara Criminal da Comarca de Ferros-MG. adquirir. razão pela qual se deve requerer o conhecimento e provimento do recurso de apelação. quer a título de dolo ou culpa. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. ministrar. de molde a não deixar dúvidas sobre a inocência da ré quanto ao delito de tráfico de entorpecentes. que a acusada não tinha consciência do seu proceder. do CPP. Com efeito. puderam verificar a existência da droga. ou beneficentes. 166 . de sedes de entidades estudantis. pleiteando a revogação da prisão e a expedição do competente alvará de soltura. não responde pelo crime cometido. o terceiro que provocou o erro responde pelo crime a título de dolo ou de culpa. subsistindo a modalidade culposa. que a abordagem da ré se deu de modo aleatório. Até mesmo as testemunhas arroladas pela acusação relataram que. tratando-se de erro invencível. reformando-se a sentença condenatória integralmente.” E o artigo 40. naquelas circunstâncias). sem demonstrar nervosismo ou medo. em Código Penal Anotado. somente após a perfuração da sola do tênis. de Jesus. Ademais. afirmou uma única versão para os fatos. de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos. não responde pelo crime a título de dolo. por fim. transportar. § 2. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços. da Lei n° 11. Informaram. o artigo 33 da Lei n. desde que o agente seja primário. se prevista em lei. I. Restou comprovado nos autos. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” “§ 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1. durante toda a persecução criminal. de bons antecedentes. remeter. por ser medida excepcional. exige a demonstração de sua necessidade concretamente. com fundamento no art. para o TJSP. de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social. ter em depósito.. de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza.o. PROBLEMA 09 Deve ser pedida a revogação da prisão preventiva decretada pelo juiz. pois carente de fundamentação.343/06 prescreve: “As penas previstas nos arts. prescrever. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. ainda que gratuitamente. Assim. oferecer. requerendo-se a absolvição. de modo que a ré seja absolvida da imputação constante na denúncia. O quadro probatório. o erro de tipo determinado por terceiro (artigo 20. sociais. produzir. a fundamentação deve ser deduzida neste sentido.P.o deste artigo. se: III a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais. vender. uma vez que a prisão cautelar. portanto. do Código Penal).P.

312 do CPP. Como se verifica da decisão que determinou a prisão cautelar. Frise-se que a inconstitucionalidade do regime integralmente fechado declarada pelo Supremo Tribunal Federal no leading case HC 82. entre os elencados no art. seja temporária ou preventiva. definido ou não como hediondo. da nova lei de combate às drogas. no entanto. sendo. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que. a Lei n. Decisão judicial: a falta ou inidoneidade da sua fundamentação não pode ser suprida pela decisão do órgão judicial de grau superior ao negar habeas corpus ou desprover recurso: 167 . 104. em caso de o TJSP negar provimento à apelação. deve-se requerer o reconhecimento da causa de diminuição do artigo 33. cai pela metade pela idade. e a fixação de regime inicial menos severo. fato que justificaria a custódia.959/SP e. para o STJ (CF. de bons antecedentes. nem os apelos à repercussão dos delitos e à necessidade de acautelar a credibilidade das instituições judiciárias: precedentes. justificar a prisão cautelar. Como é cediço. sem apresentação de fato concreto determinante. PROBLEMA 12 Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória.º 11. antes de a decisão condenatória penal transitar em julgado. segundo jurisprudência pacífica do STJ e do STF. por desrespeito ao disposto no art. indicando os motivos que a tornam indispensável. Tal fundamento. Não pode o STF conhecer originariamente de questões suscitadas pelo impetrante que. haja vista que Vânia é primária. desconsiderando a continuidade. PROBLEMA 13 Deve-se interpor recurso ordinário em habeas corpus (RHC). Prisão preventiva: fundamentação: inidoneidade. IV. isoladamente. sequer submetidas ao STJ. em regra. II.Subsidiariamente. o acusado seria soldado do tráfico. não se pode atribuir a alegada coação. art. A propósito: HC – Competência originária. tecendo-se os seguintes argumentos. por conseguinte. tem atualmente o inegável respaldo da doutrina jurídica mais autorizada e da jurisprudência dos tribunais do país. afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso. PROBLEMA 11 Interposição de embargos infringentes com base no voto minoritário dirigida ao Desembargador Relator . impõe o art. § 4. em seguida. 315 do mesmo Código. A exigência de fundamentação do decreto judicial de prisão cautelar. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. em face do princípio da presunção de inocência. A mera alusão a requisito legal da segregação cautelar.o. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. aliás. Pedido de nulidade do processo "ab initio". mediante minuciosa análise das peculiaridades de cada caso. A prescrição seria 4 anos. como. Por conseguinte. confirmada pela corte estadual. III. em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não-culpabilidade. não basta para. II. contando-se o prazo a partir do trânsito em julgado para a acusação. não pode servir de motivação à custódia. é fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar há de explicitar a necessidade dessa medida vexatória. a prisão cautelar é medida excepcional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada pelos requisitos legais.3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.464/07 (Nova Lei dos Crimes Hediondos) possibilitaram a progressão de regime no cumprimento da pena e afastaram o óbice legal para permitir o regime inicial aberto ou substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida quando da condenação. 514 o CPP. ficando apenas 2 anos. ao qual. provavelmente. Prisão preventiva: ausência de dados concretos que justifiquem a afirmação de que o paciente não se sente inibido à prática de delitos. como se vislumbra in casu. Não constituem fundamentos idôneos à prisão preventiva a invocação da gravidade do crime imputado. inaceitável que a só gravidade do crime imputada à pessoa seja suficiente para justificar a sua segregação. alínea “a”).

315 do mesmo Código. Sepúlveda Pertence. todavia.397/MG.826/2003. para a decretação da referida medida restritiva de liberdade antecipada. Como se verifica da decisão que indeferiu o pedido de liberdade provisória do paciente. por si só. Anote-se. ainda. Anote-se.precedentes. aliás. A questão foi retirada da jurisprudência do STJ: Recurso em habeas corpus nº 23. considerou-se inconstitucional o disposto no art.020/RJ.112-1/DF. Rel. HC 85.02. 4. O decreto prisional cautelar exarado em desfavor dos pacientes bem como o acórdão que manteve referida decisão não demonstram de forma consistente a presença dos pressupostos e fundamentos que autorizam a custódia preventiva (CPP. (STF. é prematuro decretar a custódia cautelar fundada na conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. que tem sentido muito amplo por estar voltada para a preservação de bens jurídicos essenciais à convivência social. Ricardo Lewandowski.112-1/DF. confirmada pela corte estadual. art. que deve reger-se sempre pela demonstração da efetiva necessidade no caso em concreto. Precedentes do STJ e do STF. Rel. Constrangimento ilegal evidenciado. tendo em vista que o referido dispositivo legal não admite conjecturas. que. é insuficiente para.826/2003. Prisão preventiva decretada com base na gravidade do delito. Ricardo Lewandowski. impõe o art. Homicídio tentado por duas vezes. como. 21 da Lei 10. considerou-se inconstitucional o disposto no art. Recurso provido. 312). 2. e que nem mesmo a expedição da precatória destinada à citação dos acusados — para responder à respectiva ação penal iniciada no mesmo instante em que decretada a preventiva — foi efetivada. A simples reprodução das expressões ou dos termos legais expostos na norma de regência. 312 do CPP. por ocasião do julgamento da ADIN 3. 3. por ocasião do julgamento da ADIN 3. eventual sentimento de vingança ou revolta por interesses ilegítimos contrariados. 168 . Indeferimento do pedido de liberdade provisória. com a numeração raspada. quando ausentes quaisquer fatos concretos que justifiquem tal medida preventiva. Rel. DJU 21. afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso. Ausência de justificativa idônea amparada em fatos concretos. do STF.2005). Min. Constrangimento ilegal. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que.2005). Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. como fuga ou escusa no atendimento a chamado policial ou judicial. Habeas corpus. ressalvada a possibilidade de decretação de nova custódia cautelar por motivo superveniente. dentre os elencados no art. Min. divorciada dos fatos concretos ou baseada em meras suposições ou pressentimentos. caso fique demonstrada concretamente a necessidade da referida medida. mas apenas de procedimento administrativo instaurado no âmbito do Ministério Público Estadual. do STF. Prisão em flagrante. assim entendida aquela que antecede a condenação transitada em julgado. que. Ordem concedida para revogar o decreto de prisão preventiva. DJU 25. Ordem concedida. indicando os motivos que a tornam indispensável.03. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. provavelmente. Arnaldo Esteves Lima. Ausência dos pressupostos e fundamentos legais que autorizam a prisão preventiva. Min. É fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar. fato que justificaria a custódia. limitando-se a fazer referência à gravidade do delito imputado na denúncia contra eles ofertada. 21 da Lei 10. que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Necessidade concreta da medida restritiva de liberdade não demonstrada. 312 do Código de Processo Penal. Não se pode acolher sob o manto da ordem pública. há de explicitar a necessidade da medida. 5. Considerando que a denúncia não foi precedida de inquérito policial. Min. Processual penal. isoladamente. ainda. tal fundamento. Rel.344 – RJ (2008/0071349-8) Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Recurso ordinário em habeas corpus. os acusados são soldados do tráfico. (HC 38. não é suficiente para atrair a incidência do art. circunstância que não se mostra suficiente. justificar a segregação provisória.

A autoridade carcerária informou que. PROBLEMA 15 Foro competente: Supremo Tribunal Federal. as decisões criminais em processos findos. apenas aduzindo. 131 da LEP. impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade apontada. O livramento condicional poderá ser concedido pelo juiz da execução. do Código Penal. visto que a decisão transitou em julgado para o réu. Peça processual: Revisão Criminal. I do C. incisos e parágrafo único do Código Penal. O referido art.º 7. possui profissão certa e definida. 83. Recurso provido. sendo que o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado – segundo entendimento do STF. atualmente. o foro competente é o STF. como pedreiro. consta que a última punição de Márcio ocorreu há mais de dois anos. inciso II. 131. com base em fundamentação concreta. Pode-se. posto que o réu deve saber por quais motivos foi condenado). Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausência da fundamentação e ajustando-se a pena. é necessário que o sentenciado preencha requisitos objetivos e subjetivos. “Art. também. o que não pode prosperar. compete ao STF rever. desde já. No mérito.P. laconicamente. alegar: preliminarmente. quando por ele proferidas. com carteira assinada. Subsidiariamente. pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo. comprometendo-se Márcio. No mérito. expedido pelo diretor do estabelecimento prisional. transmudando a pena de 21 para 12 anos.. Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Geral de Justiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal. que houve erro material. sem prejuízo de nova decretação. o STF não apreciou os argumentos apresentados pela Defesa. afastamento da circunstância qualificadora ( ele não se encontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso material de crimes ). PROBLEMA 16 Com fundamento no artigo 197 da Lei n. o detento ostenta bom comportamento e encontra-se exercendo trabalho externo. 624. na audiência. mas apenas e somente para deferir o pedido de liberdade provisória ao paciente.P. 83. ainda que através da via recursal. pedir afastamento da reincidência ( não comprovada através de certidão cartorária ). em razão de tentativa de fuga. A fundamentação da defesa deve se basear na nulidade da sentença que não fundamentou a exasperação da pena (todas as sentenças devem ser fundamentadas. em benefício dos condenados.que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O artigo 131 da LEP deixa bem clara a necessidade da observância dos requisitos elencados no art. ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário”. Para a concessão do livramento condicional. 83 do CP. nulidade do processo em vista da ausência do réu. Além disso. 83 do CP assim dispõe: 169 . dirigida ao Tribunal de Justiça. deve-se interpor agravo em execução da decisão do juiz da Vara de Execuções Criminais de São Paulo/SP. A peça processual deve ser a Revisão Criminal. Ademais. Assim. Nas razões. e está trabalhando. Márcio já cumpriu 5 anos do total da pena. ora requerente.210/1994. Competência STF. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. presentes os requisitos do art. deve-se requerer a concessão do benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL. consoante dispõe o art. e art. em consonância com o parecer do MPF. no relatório carcerário. PROBLEMA 14 Razões de Revisão Criminal. mas apenas intenção de fugir. se por outro motivo não estiver preso. a cumprir todas às condições que forem impostas e submeter-se a elas. Portanto. com fulcro no art.

comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. é fundamental que o magistrado nomeie defensor ad hoc (para o ato). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. do acusado não comparecer à audiência de instrução. §3. § 2. 8. Cf STJ: HC 40. rel. denota que se houve. quando presente. nulidade absoluta. no passado. logo. e de curador ao menor de 21 anos”. a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. ausente a defesa. e terrorismo. preenchidos os seus pressupostos. Memoriais (art.ª T.Art. de modo que.ª edição.u.o 523 do STF: “no processo penal. segundo art. IV . “c” do CPP: “a nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: c – a nomeação de defensor ao réu presente. pp. 5.cumprido mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. 564. salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. a falta de defesa constitui nulidade absoluta. III . ou ao ausente.tenha reparado. 403. Bem a propósito. tornando-se este um direito público subjetivo de liberdade. destaque-se o que preleciona o mestre Júlio Fabrini Mirabete. o seu interrogatório. 396-A. que o não tiver. ou dativo.O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos. Nucci afirma que a não nomeação de defensor ad hoc é causa de nulidade absoluta: se o defensor constituído.. constitui prejuízo presumido. pelo contrário. set.cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso. 261 do CPP prevê que “nenhum acusado. mormente diante do relatório atualizado da autoridade carcerária informando seu bom comportamento. Boletim AASP n. 3. in execução penal. III. 6. 564. será processado ou julgado sem defensor”. Preliminar de nulidade por ausência de nomeação de defensor ao réu que não constituiu advogado para apresentar resposta à acusação (art. 2.673-AL. do CPP) endereçados ao juiz de direito da 9. o relatório favorável da autoridade carcerária. alguma intenção deliberada do detento em frustrar a execução da pena. desde que: I . “e” do CPP: “a nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: e – a citação do réu para ver-se processar. pág.Para o condenado por crime doloso. Gilson Dipp. Art.. o juiz é obrigado a concedê-lo. nos casos de condenação por crime hediondo. prática da tortura. 26-04-2005. esta não mais subsiste. ainda que ausente ou foragido.ª Vara Criminal de Planaltina – DF. 2007. 4. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. por si só. bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto. Preliminar de nulidade por falta de interrogatório do réu presente. 302: “Ainda que nos artigos 83 do CP e 132 da LEP se afirme que o juiz ‘poderá’ conceder o livramento condicional e que a doutrina se tenha posicionado no sentido de considerá-lo como uma faculdade do juiz.” PROBLEMA 17 1. hoje se admite que se trata de um direito do sentenciado. Se o ato processual se realizar. 2437.º. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. Com efeito. A existência de registro de transgressão disciplinar ocorrida há mais de dois anos não tem o condão de exigir que ele permaneça encarcerado até a final de sua expiação.” O art. porquanto há dois anos não se registra qualquer fato desabonador à sua conduta. v. V . 866-7. Súmula n. Código de processo penal comentado.º.cumpridos mais de dois terços da pena. e os prazos 170 . Parágrafo único . Embora atribuído em caráter excepcional. III. Frederico Marques lembra que pelo benefício é ampliado o ‘status libertatis’. 83 .ª edição. do CPP). II . o dano causado pela infração. Preliminar de nulidade por falta de nomeação de defensor ao réu presente que não o tiver. Guilherme de Souza Nucci. 2005. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.

7. fica afastada a competência do Juizado Especial Criminal. se existir. Nesse sentido. 10. Pugnar pela fixação da pena no mínimo legal de 1 ano de detenção. de Jesus. 17. bem como atender a todos os elementos descritos no art. 8. do CP. “e”. arbitrando a multa no mínimo legal. o art. visto que o fato de a vítima ser descendente do réu (filho) é elemento constitutivo do tipo previsto no art. do CP. do CPP prevê que “o juiz poderá. Estando o réu presente e desejando defender-se por intermédio de seu interrogatório. com todas as suas circunstâncias. Absolvição por atipicidade da conduta de José. ou por não ganhar o suficiente. Sustentar que José é primário e portador de bons antecedentes. 65. 2005. sob pena de cerceamento de defesa e nulidade. conforme art. Último dia de protocolo da peça: 22/6/2009 (segunda-feira). somadas. visto que as penas máximas abstratas. Sustentar o afastamento da agravante prevista no art. visto que sofre de problemas cardíacos. 798 do CPP dispõe que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios.º. Em caso de condenação e pelo princípio da eventualidade: 6. na forma prevista no art. sendo que não há tipicidade se o sujeito não presta às pessoas os recursos necessários por carência. 9. Requisitos da peça inicial acusatória: relato dos fatos delituosos. Damásio afirma que o elemento normativo do tipo está contido na expressão “sem justa causa”. Ao comentar o art. haja vista que a defesa foi intimada em 15/6/2009 (segunda-feira). §2. 44. a qualificação do acusado ou 171 . o art. 817-18). §2. que dispõe o seguinte: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memorais”. III.concedidos à acusação e à defesa”. “c”. 61. e querelados: Clóvis V. apesar de os 5 dias terminarem em um sábado.º do citado artigo dispõe que “o prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-se-á prorrogado até o dia útil imediato”. ultrapassam dois anos.º. o último dia do prazo para oferecer os memoriais será o dia 22 (segunda-feira). inciso I. visto que José será maior de 70 anos na data da sentença (nasceu em 7/9/1938. Nesse sentido. pp. Não há dolo na conduta de José. e a substituição da pena privativa de liberdade por pena de multa ou por uma pena restritiva de direitos.. Pleitear o reconhecimento da circunstância atenuante prevista no art. 244. caput. do CP. do CP dispõe que “são circunstâncias que sempre agravam a pena. conforme previsão do art. bons antecedentes. 33. e constituiu nova família.312/RS do STJ. tendo a defesa sido intimada para a apresentação dos memoriais em 15/6/2009). 61. não se interrompendo por férias. quando não constituem ou qualificam o crime”. inciso II. PROBLEMA 18 Petição inicial: Queixa-crime. do CP. São Paulo: Saraiva.ª ed. Requerer a fixação do regime aberto para cumprimento da pena. residência fixa no distrito da culpa e ausência dos requisitos que autorizariam sua prisão preventiva. 69 do CP). não pode o juiz recusar-se a interrogá-lo. visto que o fato não constitui infração penal em face da presença de justa causa (elemento normativo do tipo) para o atraso nos pagamentos (ou não pagamento). §3. 403. Assim. O art. com todas as suas circunstâncias. Nesse sentido. caput. e o §3. Como a imputação diz que os crimes ocorreram em concurso material (art. posição sedimentada no HC 66. para evitar o bis in idem. caput. domingo ou dia feriado”. com a possibilidade de José aguardar em liberdade o trânsito em julgado da sentença (apelar em liberdade) em face de sua primariedade. Código Penal anotado. do CPP. José ganha apenas 1 salário mínimo. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo – SP. (Damásio E. 386. 5. do CP. do CP. Vara criminal comum. considerada a complexidade do caso ou o número de acusados. Partes: querelante: Rodolfo T. 41 do CPP.º. e Teodoro S. 244. gasta boa parte de seu salário para comprar remédios indispensáveis à sua sobrevivência. sendo que a falta de pagamento da pensão alimentícia se deve à sua absoluta impossibilidade pessoal de fazê-lo. composta por uma mulher desempregada e 6 outros filhos menores. importante registrar que. agravantes e causas de aumento de pena.

69). todos do Código Penal brasileiro. Adequada tipificação das condutas imputadas aos querelados: • Réu Clóvis V. QUESTÕES PRÁTICAS. caput. 140. 69. a total procedência dos pedidos. 138 caput. caput. 140 por duas vezes. todos do Código Penal brasileiro. por analogia ao art. Para o querelado Teodoro S. por duas vezes.” A fundamentação correta deve ser feita com base no Código Penal e no Código de Processo Penal. Pedido: reconhecimento da preliminar e extinção da punibilidade. por duas vezes e art. § 1. 141. que declarou toda a norma não recepcionada pela Constituição Federal. ao final. 387. conforme art. cumulado com a causa de aumento de pena prevista no art.. 139. Como para o crime de aborto. art. do CPP). 141. 387. o crime prescreverá em oito anos. 414 do Código de Processo Penal. 415) em atenção ao princípio da ampla defesa. de 30/4/2009. ao proferir sentença condenatória (. Em conformidade com o disposto no art. 403.: art.esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. a classificação do crime e. e não mais a Lei 5.” Condenação dos querelados nas custas e demais despesas do processo. o rol das testemunhas. por duas vezes. todos do CP. e com a causa de aumento de pena prevista no art. 138. Prazo estabelecido pelo juiz: 19/7/2010. por duas vezes.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. • Réu Teodoro S. do Código de Processo Penal e em face da anuência das partes. inciso III. 126 do Código Penal. previsto no art. tudo em concurso material (art.. 138. cumulado com a causa de aumento de pena prevista no art. 69. com sua consequente condenação pela prática dos crimes narrados na inicial. em concurso material. 138. 172 . Embora não haja previsão legal expressa quanto à apresentação de memorial na audiência de instrução do procedimento do júri. Fixação do valor mínimo de indenização pelo juiz sentenciante (art. inciso III. todos do Código Penal brasileiro. PROBLEMA 19 Deve-se redigir memorial ao juiz do tribunal do júri. IV. 139. § 3.º.: art. 141. 11. impronúncia nos termos do art. tratando-se de menor de vinte e um anos. Entretanto.º . é prevista pena de um a quatro anos. art. por duas vezes. inciso III.º. sendo o querelado Clóvis V. 109. Pedido expresso: citação dos querelados e. estando o crime prescrito (CP. 141. IV. 69). é possível a substituição dos debates orais pelos memoriais. a prescrição corre pela metade. Admite-se o pedido de absolvição sumária (CPP.: art. caput. em concurso material. visto que da data do fato (dezembro de 2005) até a denúncia (janeiro de 2010) passaram-se mais de quatro anos. e com a causa de aumento de pena prevista no art. a seguir transcrito: “O juiz. inexistência de indícios suficientes de autoria (falta das declarações da menor) e ausência da comprovação do dolo (a ré afirma que não sabia da gravidez da amiga e forneceu-lhe remédio com objetivo de curar úlcera). 115 e 126) Mérito: impronúncia por falta de comprovação da materialidade (laudo pericial inconclusivo). em face da ADPF 130. Preliminar: prescrição da pretensão punitiva. § 1. por duas vezes e art. inciso III. arts. Rol de testemunhas. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. julgada pelo STF. conforme art.: art. por duas vezes.250/67. tudo em concurso material (art. quando necessário. art.

com o intento de não serem realizadas na data prevista os exames finais do ano letivo? 11. (OAB/SP – 112) Em que crime estará incurso o agente que. (OAB/SP – 112) Quando da dosimetria da pena. Está correto tal procedimento? Fundamente. (OAB/SP – 107) Indique os elementos do fato típico. 6. Após isso. durante a madrugada e mediante escalada. I). justificando. quando João Antônio completara dezoito anos. (OAB/SP – 106) O que é perdão? 3. 12. (OAB/SP – 106) O que é reabilitação? 2.1. Neste momento. interrompe fornecimento de força e luz em escola pública. com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. (OAB/SP – 106) Em que peça processual são trazidas aos autos as lesões sofridas pela vítima em processo-crime por infração ao artigo 129. após o esgotamento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado? 15. 8. e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura. submetendo-se a intervenção de abortamento. Quando se 173 . Neste caso. qual a diferença entre remição e detração? 14. por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP. aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. com o objetivo de matá-lo. "caput" do Código Penal? 4. após o dia de trabalho. (OAB/SP – 107) Defina as notas características do instituto da perempção. na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro. por existir condenação anterior (CP. ferido. é socorrido por populares. classifique juridicamente suas condutas. (OAB/SP – 114) Em Direito Penal. Manoel dirige-se à Delegacia. (OAB/SP – 107) Cite três crimes considerados hediondos. 9. (OAB/SP – 113) Maria das Flores foi a uma clínica clandestina. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminalmente? Justifique. casado e pai de uma criança de seis meses de idade. o Magistrado fixou a pena-base do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. o Delegado de Polícia efetua sua prisão em flagrante delito para garantia da ordem pública. acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifique. (OAB/SP – 107) Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva. art. 7. entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. se Maria e Ulisses cometeram crime. 5. (OAB/SP – 113) Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação? 13. José Pedro. 10. (OAB/SP – 114) João Antônio. 61. Imediatamente. aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência. (OAB/SP – 114) Antônio de Souza. morre três dias depois. (OAB/SP – 112) Manoel chega em casa. pago por ele. (OAB/SP – 114) É possível a manutenção do averiguado em custódia. art. propositalmente. 59). 16. porém. por ocasião da prolação da sentença.

(OAB/SP – 118) Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome. 21. destruindo-a. 22. chefe das enfermeiras de hospital municipal. cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". quando. então. Em seguida. 24. É correta a afirmativa? Por quê? 26. Classifique juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado. (OAB/SP – 117) Pitaco. (OAB/SP – 115) O artigo 14. (OAB/SP – 116) Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma. 23. 17. é ação com dúplice pedido. (OAB/SP – 116) Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. (OAB/SP – 117) O julgamento do crime de furto. as condutas de Ana. sentenciado por furto. 18. fugiu do local. iniciada a execução. Geralda executou aborto em Clementina. arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados. Tipifique. produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". Não satisfeito. Madalena. juridicamente. 27. lhe deu voz de prisão. cada um. presenciou outra funcionária. sem nada levar. Antônio. com o seu consentimento. podendo. deixou de responsabilizá-la pelo fato. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique. Maria. 19. (OAB/SP – 118) "A revisão criminal. o objetivo e a finalidade da 174 . furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário. (OAB/SP – 119) Agente que. Em outra hipótese. Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique. motivando-a. (OAB/SP – 119) Dê as notas características do instituto da representação. José e seus companheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a resposta. foi surpreendido por um segurança da empresa que. em regra. 25. armado de revólver. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamentada. diminuída de um a dois terços". pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal. Proferida sentença absolutória. (OAB/SP – 116) José participou como jurado no julgamento de Américo. Geralda e Clementina. em seu inciso II. enfermeira a ela subordinada. (OAB/SP – 117) Maria das Dores. a importância de R$1. envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes. Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira.000. 20. e ela o provocou. tendo o serventuário se descuidado. aduz que "diz-se o crime: tentado. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique. Ainda. pode submeter-se à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição.encontrava já no interior do edifício. sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência. ainda. vindo a dilacerá-lo.00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado. foi até o cartório onde tramita a ação penal e. participa de reuniões periódicas. acusado de crime de homicídio simples. com mais de cinco pessoas. dias após constatou-se que José e outros três jurados receberam. Dias após. de alguma forma. cometeu novo furto. gestante.

Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa? b) essa disposição permite afirmar que existe. atingindo apenas outra pessoa que vem a falecer. é considerado crime hediondo? 35. (OAB/SP – 121) O indivíduo "A". o que são normas penais permissivas. (OAB/SP – 123) João atira em determinada pessoa. visivelmente embriagado. (OAB/SP – 125) Como o artigo 5o. Como deve ser responsabilizado? 39. em estado de embriaguez. tem sido questionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. (OAB/SP – 120) Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação? 29. (OAB/SP – 121) O crime de roubo qualificado. como causa excludente da tipicidade. 30. 38. atualmente. dando o dispositivo legal. 33. o crime de terrorismo? 175 . entre nós. em co-autoria com policial militar estadual em serviço. dando os dispositivos legais.. (OAB/SP – 124) Corrija a seguinte frase. mas erra o alvo. considera. o conceito de infração de menor potencial ofensivo? Justifique e fundamente a resposta. onde "B" e o garçom "C" lhe servem uísque. XLII. 32. (OAB/SP – 122) Qual é. Justifique. subtrai bem pertencente a uma Secretaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta.º. parágrafo 2. (OAB/SP – 123) Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso interposto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fundamentar. (OAB/SP – 122) Que justiça é competente para julgar civil que. promove atos escandalosos no interior de freqüentado restaurante. (OAB/SP – 123) O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advogado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? 40. (OAB/SP – 121) Explique. crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o terrorismo. 36. entre outros. "A". ocasiona sempre a absolvição do coato. incisos I. (OAB/SP – 120) Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por força de medida de segurança. art. II. IV e V do C. 37.organização ou administração da associação. 34. (OAB/SP – 120) É possível a tentativa de contravenção? 31. (OAB/SP – 121) Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite. apontado os seus erros e justificando a correção: “A coação moral.P. da Constituição Federal. III. se ocorreu ilícito penal. é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo. 41. poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislação própria? 28. só sendo punível o coator”. também conhecidas como autorizantes. 157.

(OAB/SP – 125) Pedro. inciso I. (OAB/SP – 129) O acusado apelou de uma condenação pelo Tribunal do Júri. a pena aplicável levaria à prescrição retroativa. em revisão criminal. (OAB/SP – 128) Tem-se admitido que o Tribunal de Justiça. 44. 53. em face das circunstâncias objetivas e subjetivas ligadas ao fato e ao agente. há necessidade de sentença condenatória transitada em julgado em relação a este crime? Fundamentar. escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo. estende-se a ele essa competência? Fundamente. (OAB/SP – 129) Se alguém. deixara sobre a sua mesa. alínea c. funcionário público. conforme disposto no art. chamado Antonio. Como conciliar tal orientação com o princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. conforme previamente combinado. com uso de chave cedida por João.42. 5o. fere a vítima. há vinte anos. ingressou na repartição pública em que João. (OAB/SP – 127) No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasileiro? Fundamentar legalmente. se for o caso. (OAB/SP – 126) O Brasil adotava o sistema do duplo binário. (OAB/SP – 129) Que são escusas absolutórias? Fundamente e indique as suas conseqüências. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique. Neste caso. (OAB/SP – 127) João e Maria convivem. O ingresso se deu no período noturno. 118. (OAB/SP – 126) O Promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito policial porque. Que crimes cometem Maria. seu amigo. não funcionário. 52. possa absolver pessoa condenada pelo Tribunal do Júri. (OAB/SP – 128) Para a regressão de regime de cumprimento de pena pela prática de fato definido como crime doloso. sem serem casados. (OAB/SP – 129) Que é competência por prerrogativa de função? Em relação ao co-autor particular. (OAB/SP – 128) Que é flagrante diferido ou retardado? É possível a sua realização? Aplicase a todas as espécies de crimes? 51. as alternativas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto. O que significa a adoção desse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu significado? 45. na mesma casa e tiveram três filhos. trabalha e subtraiu o computador que João. de nome Pedro. da Constituição Federal)? 49. alegando que 176 . 50. 46. João foi condenado por crime de roubo qualificado. Maria e o pai de João. dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. 43. (OAB/SP – 127) Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Paulo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande – MS? 48. segundo a doutrina ele só será punido pelo crime de homicídio. Como deve o juiz agir em face do requerimento formulado? Indique. inciso XXXVIII. 47. que tipo de conflito existe e qual o critério utilizado para resolvê-lo? 54. da Lei de Execução Penal. Pedro e Antonio? Justifique. para matar.

(OAB/SP – 132) Qual a diferença entre perdão judicial e perdão tácito? 63. Pode ser o quadro apreendido? Explique. (OAB/SP – 130) O tempo de prisão provisória em um processo pode. ser computado em pena privativa de liberdade imposta em outro processo? Fundamentar. 59. sem estarem previamente combinados. (OAB/SP – 131) Todos os crimes da lei de drogas (Lei n. (OAB/SP – 130) Foi expedido mandado de busca e apreensão para ingresso na residência de A. além de manifestamente contrária à prova dos autos. na legislação brasileira. lesões corporais graves em uma criança de 9 (nove) anos que tentou pular o referido muro para colher frutas no quintal daquela residência? Explique. (OAB/SP – 132) O que significa a expressão “despronúncia”? 65. 56. fortuitamente. mas os policiais acharam. É admissível essa segunda apelação? Por quê? 55. 57. (OAB/SP – 132) O que significa a expressão “detração penal”? 62. atiram. (OAB/SP – 130) O Ministério Público pode apelar de sentença absolutória proferida em processo iniciado por queixa? Fundamente a resposta. indicando as diversas posições.° 11. (OAB/SP – 132) É possível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo? 66. (OAB/SP – 133) O que é tipo misto alternativo? Indique. sustentando que a decisão. na doutrina e na jurisprudência. 58. permite-se utilização de prova obtida com ofensa às inviolabilidades constitucionais. em seu artigo 5.se tratava de decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Como a doutrina denomina essa situação? A e B responderiam por algum crime? Justifique. No interior da residência nada foi encontrado sobre o homicídio. Qual é esse princípio? Quando poderá ser aplicado? 67. (OAB/SP – 130) A e B.º. ainda dentro do prazo. entendimento de que. era nula. por isso. (OAB/SP – 131) Quais os requisitos de admissibilidade da prisão temporária? Eles são alternativos ou cumulativos? 60. sempre. No dia seguinte. que faleceu em virtude de ser atingido por somente um dos projéteis. declara a inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. ao mesmo tempo. 68. Houve. um famoso quadro que fora subtraído de um museu. (OAB/SP – 132) O que é a reforma in pejus indireta? 64. (OAB/SP – 133) Comete crime quem coloca pontas de lança no muro de sua residência para protegê-la e causa. em C. tipos desse teor. com a aplicação de determinado princípio. cujo objeto era a busca e apreensão de coisas que serviriam como fontes de prova em investigação sobre homicídio que teria sido cometido por A. 177 . (OAB/SP – 133) A Constituição Federal. LVI.343/06) autorizam a prisão preventiva? Por que razão? 61. ingressa com nova apelação.

consistente em direção em excesso de velocidade. (OAB UNIFICADO 2008. agiu corretamente o juiz? Justifique a sua resposta com base na legislação pertinente. QUESTÃ 73. acusado de ter atropelado fatalmente Júlia. por falta de provas da autoria. indicando o critério de distinção. José conduziu Gonçalo até a delegacia mais próxima.2) Pietro. Considerando a situação hipotética apresentada. (OAB/SP 134) Considere-se que. Depois disso. (OAB/SP – 133) Um Promotor de Justiça foi intimado de decisão do Juiz das execuções criminais e interpôs agravo no sétimo dia útil após a sua intimação. policial militar responsável pelo controle do trânsito. Considere-se. Em face da situação hipotética apresentada e considerando que Gonçalo não tenha antecedentes criminais. O recurso interposto é o adequado? Foi tempestivo? 70. encerrada a instrução. que as aceitou. de forma fundamentada. ele já a havia agredido outras vezes. Inconformado. após ouvidas as partes. conseguiu reunir novas provas da autoria de Pietro. ocorrendo a conciliação nos termos previstos em lei. causa da falha no funcionamento do freio. fundando-se na negligência provada. Considere-se. em homicídio culposo decorrente de acidente de trânsito. ainda. manifestando interesse em que seu marido fosse processado. segundo ela. Maurício continuou a investigar o fato e. por fim. Sônia compareceu ao gabinete do promotor e disse que não queria mais a instauração do processo contra o marido. às perguntas a seguir. abordou Gonçalo. (OAB/SP 134) Que é absolvição imprópria? Ela impede o ajuizamento da ação civil ex delicto? QUESTÃO 72. Que crime Gonçalo praticou? Em face do crime praticado. (OAB/SP 134) Distinga crime habitual de crime continuado. Ela se dirigiu à delegacia de polícia. as provas demonstraram ter ocorrido. à pena mínima. a acusação tenha atribuído ao acusado conduta imprudente. após o regular trâmite processual. na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Maurício.2) José. que. pedindo-lhe que retirasse o veículo da via por este estar mal estacionado. esposa de Maurício. cerca de um ano após o trânsito em julgado da decisão. negligência na conservação do veículo. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Carlos por infração ao art. caput. (OAB UNIFICADO 2008. 75. responda. causandolhe ferimentos leves. QUE 71. porque. o representante do Ministério Público tem legitimidade para tomar alguma providência legal? 178 . pois ela e Carlos haviam se reconciliado e estavam vivendo em harmonia. que. desferiu tapas e socos em sua esposa. 129. oportunidade em que Gonçalo retrucou-lhe: “Quero ver o militarzinho borra-botas que é homem para me fazer tirar o carro!”. durante a instrução. em sua casa.69. Discorra sobre o que pode ou deve ser feito em face da situação apresentada. do Código Penal. na realidade. foi absolvido. Nessa situação. onde a autoridade efetuou os procedimentos cabíveis e encaminhou as partes para o juízo criminal competente. (OAB/SP 134) Carlos. elabore parecer acerca da possibilidade de Maurício se habilitar como assistente da acusação e de Pietro ser novamente processado. o juiz tenha proferido decisão condenatória por homicídio culposo. Na audiência preliminar. Sônia. Gonçalo confirmou as ofensas proferidas e pediu desculpas a José. 74.

em tese. dado que a Constituição mineira assegura prerrogativa de foro aos secretários estaduais. alegando intempestividade do apelo. 78. nessa condição. 79. tendo sido regularmente processado por tal fato. III. pleiteando a conversão da pena privativa de liberdade em multa. João foi condenado a detenção de 2 anos. em virtude da existência de condenação anterior. uma vez que a prestação de serviços à comunidade era medida mais gravosa ao seu cliente. caput. tipifique a(s) conduta(s) de Teobaldo. II. responda. em virtude dessas circunstâncias.1) Félix. (OAB UNIFICADO – 2009. a vítima foi levada ao hospital e. 29.º. cuja intenção era matar a gestante e o feto. a agravante do parentesco (art. tenha cometido delito de homicídio doloso contra Ricardo. foi condenado a 10 meses de detenção e a trinta dias-multa pela prática do delito previsto no art. (OAB UNIFICADO – 2009.76. é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix? Fundamente sua resposta. O advogado contratado pelo réu apresentou o recurso apropriado.605/1998.1) Bruno foi condenado a três anos de reclusão e ao pagamento de cem dias-multa por portar cédulas falsas — Código Penal (CP). Nessa situação hipotética. Durante a instrução do feito. com quem residia havia 4 anos.º 9. 77. que pretendia converter a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. de forma fundamentada. a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 61. art. se é cabível. 80. § 1. art. comprovou-se que as circunstâncias descritas no art. a defesa interpôs recurso de apelação em 15/5/2009. responda. O juiz. de forma fundamentada. pelo crime de estelionato (CP. Considerando a situação hipotética apresentada. de quem é a competência para processar e julgar Ismael? Justifique sua resposta com base no Código de Processo Penal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. antes do final do expediente forense. se agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena bem como se é possível a suspensão condicional do processo. da Lei n. Socorrida por populares. por igual prazo. Considerando a situação hipotética apresentada. sexta-feira. não recebeu o recurso. réu primário. (OAB UNIFICADO – 2009. sobre a pena. foi atingida por disparo de arma de fogo efetuado por Teobaldo.3) João praticou crime de lesão corporal contra sua progenitora. o juiz sentenciante converteu a pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos. foi denegado pelo magistrado de primeiro grau. consistente na prestação de serviços à comunidade. já transitada em julgado. contudo. grávida de 6 meses. Nessa situação hipotética. 289. morreu. 171). em decorrência das lesões sofridas. e seu defensor foram intimados da sentença em 8/5/2009. Ao final. e. tendo o magistrado feito incidir. 179 . (OAB UNIFICADO – 2009. data em que Edson e seu advogado compareceram em juízo e tomaram ciência da denegação.2) Penélope.2) Edson. 81. O requerimento feito pela defesa. (OAB UNIFICADO – 2008.1) Suponha que Ismael seja secretário de segurança do estado de Minas Gerais e. 44. do Código Penal eram favoráveis a Félix. II. perdeu o rim direito. do Código Penal). f. (OAB UNIFICADO 2008. alguns dias depois. Inconformada com a sentença. 61. segunda-feira. Nesse contexto. tendo sido essa decisão publicada em 1/6/2009. do Código Penal) e a referente às relações domésticas (art. condenado à pena de 8 anos de reclusão pela prática do crime de atentado violento ao pudor contra sua genitora. Considerando essa situação hipotética. O produto da concepção veio ao mundo e.

e o juiz originário do feito mandou juntá-las aos autos. foi apurada a prática de crime de extorsão mediante sequestro.ª e a 2. 12/1/2007. indique. a 3.º 6. o fundamento legal da medida. não tendo havido o esgotamento da via administrativa na apuração do tributo devido. a participação de Jair K. no curso da instrução do processo. O conteúdo das cartas afastou. (OAB UNIFICADO – 2009. Foi encerrada a instrução do processo. as medidas previstas no art. 86. bem como o órgão competente para julgá-la. havendo o início da execução de todas as penas privativas de liberdade e tendo o juiz da execução negado a unificação das penas. de forma fundamentada. Jair K.ª. tão somente.ª. aparelho de som automotivo do interior de veículo estacionado. esclareça. Os réus apelaram e a condenação foi mantida pelo tribunal regional federal. determinou a realização de importante perícia por apenas um perito oficial. pelo Ministério Público.137/1990. A denúncia foi recebida. O acórdão condenatório transitou em julgado em 20/3/2010. perante a 1. O juiz da causa ordenou. 180 . com a devida fundamentação legal. em 26/3/2010. pela prática do delito previsto no art. respectivamente.º 11. definitivamente.3) Em processo criminal que tramitou perante a justiça federal comum. na denúncia.ª Vara Criminal da Comarca A. tendo o juiz proferido sentença na qual condenou os réus.2) Divino foi condenado definitivamente à pena privativa de liberdade de 1 ano de detenção. 13/1/2007 e 14/1/2007. o prazo para o ajuizamento. que medida judicial privativa de advogado é cabível para beneficiar o condenado? Sob que fundamentos jurídicos de direito material e processual? A que órgão compete o julgamento? 83. (OAB UNIFICADO – 2009. previsto no artigo 1. a 5. mas. 28. na qual não está prevista pena privativa de liberdade para condutas análogas à praticada por Divino.º da Lei 8.2) O empresário João foi denunciado pela suposta prática de crime de sonegação fiscal. por unanimidade. 16 da Lei n. (OAB UNIFICADO – 2009. a medida judicial a ser adotada em favor de Jair K. de forma manifesta e cabal. Antes de se iniciar o cumprimento da pena. Em face dessa situação hipotética. Em face dessa situação hipotética.2009. Nessa situação hipotética.2) Pedrosa foi condenado. apresente o fundamento jurídico para evitar o curso da ação penal. 85. (OAB UNIFICADO – 2009. cometido em janeiro de 2010.3) O juiz criminal responsável pelo processamento de determinada ação penal instaurada para a apuração de crime contra o patrimônio. que argumento jurídico o(a) advogado(a) de Divino poderia utilizar para pleitear a aplicação da nova lei? Qual seria o juízo competente para decidir sobre a referida aplicação? Fundamente ambas as respostas. que se expedisse carta rogatória para a oitiva da vítima e se colhesse depoimento de uma testemunha arrolada. o mérito da questão e seus pedidos e efeitos.343/2006 (nova lei de drogas). as cartas rogatórias regressaram. Após essa data. sem o retorno das sobreditas cartas. em cada um dos dias 11/1/2007.368/1976 (uso de substância entorpecente). com a indicação dos dispositivos legais pertinentes. tendo ele constituído advogado. foi publicada a Lei n. nos fatos apurados. Nessa situação hipotética. 82. mediante arrombamento do vidro traseiro.Considerando a situação hipotética apresentada. indique o recurso cabível e o último dia do prazo para sua interposição. tendo sido a prova pericial fundamental para justificar a condenação do réu. entre os quais. 84. se o juiz agiu corretamente ao denegar a apelação e se o Código de Processo Penal prevê algum recurso contra a decisão proferida. Em caso afirmativo. por ter subtraído. (OAB UNIFICADO .

seria aplicável o instituto da mutatio libelli? 88. 171. 87. responda. pela prática de delito de furto (CP. Durante a instrução processual. constando em sua folha de antecedentes criminais condenação anterior. sob a alegação de que vários deles integravam grupo de extermínio que havia decidido dar cabo à vida de Ricardo no dia designado para a realização do julgamento em plenário. As outras circunstâncias judiciais. esclareça. a fase de prelibação transcorreu de forma regular e Ricardo foi pronunciado. na modalidade de fraude no pagamento por meio de cheque (CP. 89.3) Ricardo. Houve uma tentativa de linchamento de Ricardo por populares.3) Júlio foi denunciado pela prática do delito de furto cometido em fevereiro de 2010. de que os jurados que poderiam vir a compor o conselho de sentença não seriam isentos para julgar o caso. a) Dada a nova definição jurídica do fato. Encerrada a instrução probatória. a viabilidade jurídica de se alegar eventual nulidade em favor do réu. a medida judicial adequada para sanar a referida omissão e o prazo final para sua apresentação. tendo sido os fatos amplamente divulgados pela imprensa. 155. que passou a clamar por justiça e a exigir punição exemplar para Ricardo. no entanto. bilhetes e mensagens eletrônicas. transitada em julgado.3) Tomé responde a ação penal submetida ao procedimento ordinário pela suposta prática do delito de estelionato. após a qual a imprensa veiculou imagens da delegacia de polícia local. indique. indique. aproveitando-se do momento em que ela dormia. lhe são plenamente favoráveis. tanto a família de Ricardo quanto o juiz presidente da vara do tribunal do júri foram.Considerando essa situação hipotética. (OAB UNIFICADO – 2009. art. A sentença condenatória foi publicada em 8/3/2010. que Júlio praticara roubo. que procedimento deve ser adotado pela autoridade judicial. Em face dessa situação hipotética. Marta. às seguintes indagações. de forma fundamentada. em razão de a perícia ter sido realizada por apenas um perito. Durante o curso de toda a instrução preliminar. O crime chocou toda a população da comarca de Cabo Frio – RJ. constatou-se. com a devida fundamentação. (OAB UNIFICADO – 2009.1) 181 . bem como esclareça se Tomé faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. (OAB UNIFICADO – 2009. dado o emprego de grave ameaça contra a vítima. Em face dessa situação hipotética. dada a nova definição jurídica do fato narrado na queixa após o fim da instrução probatória. por intermédio de cartas. omitindo-se quanto à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A denúncia foi recebida. o juiz sentenciante fixou a pena em dois anos de reclusão e vinte dias-multa. a providência jurídica a ser adotada para garantir a imparcialidade do julgamento e a autoridade judiciária competente para apreciar o pedido a ser feito. pelas provas testemunhais produzidas pela acusação. depois de descobrir que vinha sendo traído por sua namorada. caput). mesmo dia da intimação pessoal de Tomé e de seu advogado. segunda-feira. Considerando a situação hipotética apresentada. com a devida fundamentação legal. VI). oportunidade em que alguns jurados alistados foram identificados nas fotos. Todas as mensagens foram devidamente juntadas aos autos. por diversas vezes. restou comprovado que Tomé é réu reincidente. alertados. sem que se fira o princípio da ampla defesa? b) O princípio da correlação é aplicável ao caso concreto? c) Caso Júlio tivesse cometido crime de ação penal exclusivamente privada. asfixiou-a até a morte e esquartejou o corpo. 90 (OAB UNIFICADO 2010. art. com base nos dispositivos legais pertinentes. Condenado o réu em primeira instância.

387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido e devidamente comprovados no processo. eram submetidos ao regime diário de quinze horas de trabalho. na faixa de pedestres. Todos estavam. do CPP: “Art. Em face dessa situação hipotética. conforme disposto no art. Dois 182 . poderão promover-lhe a execução. bem como pela aquisição de produtos alimentícios. alojados em galpão sem ventilação. nos exatos termos do art. o servidor público federal Lucas. no exercício de suas funções e no horário de expediente. (OAB UNIFICADO 2010. sob grave ameaça. do Código de Processo Penal (CPP). entre os quais seis adolescentes e uma criança com dez anos de idade. Resposta: Trata-se de ação civil ex-delicto. todo o tempo. 63: “Transitada em julgado a sentença condenatória.. remédios e ferramentas no armazém existente na sede da fazenda. às seguintes indagações. contratados para trabalhar na lavoura.” 91. desde logo. Inconformado. a) O valor fixado pelo juiz na sentença penal condenatória poderá ser objeto imediato de execução? b) O valor fixado pelo juiz. o ofendido. permanecendo elas. o valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. Os documentos pessoais dessas pessoas foram retidos pelo gerente da fazenda. fixou. nada obsta que os herdeiros de Almir promovam a liquidação do julgado no juízo cível para a apuração do valor do dano efetivamente sofrido. com regular tramitação. 63 do CPP: “Transitada em julgado a sentença condenatória.Em 27/8/2009. com fundamento no atual disciplinamento do CPP. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. na cidade de Goiânia – GO. 387. que. inciso IV. encontrando-se o recurso pendente de julgamento.” O valor fixado somente poderá ser objeto da ação executória após o trânsito em julgado. O montante deverá ser fixado pelo juiz na sentença penal condenatória.. decorrentes do deslocamento de cidade do interior do estado para o local de trabalho. 63 e seguintes do Código de Processo Penal. seu representante legal ou seus herdeiros. ostentavam armas de grosso calibre. ao proferir a sentença penal condenatória.. nos exatos termos do preceito contido no parágrafo único do já mencionado art. o feito transcorreu em perfeita obediência aos comandos legais e resultou na condenação de Lucas. O magistrado.” No que diz respeito ao valor mínimo fixado pelo juiz criminal na sentença penal condenatória.. ao proferir sentença condenatória: (. nos expressos termos do art. sem o devido licenciamento de porte de arma. motorista do Ministério da Saúde. sem instalações sanitárias. que. Lucas apelou. para o efeito da reparação do dano. O juiz. foi o servidor denunciado pela prática do crime de homicídio culposo. responda. 387. de propriedade do empregador. em face de dívidas contraídas com o arrendatário das terras. atropelou e matou Almir.” (. havia três meses. algumas de uso restrito das Forças Armadas. foram encontrados vinte e sete trabalhadores rurais. no juízo cível. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. sob forte vigilância de seis agentes de segurança. prevista no art. em local insalubre. 387. Instaurado e concluído o inquérito policial. inciso IV.1) Na zona rural de determinado município. proibidos de deixar a fazenda.). Após recebimento da denúncia.

§ 1. ainda.. e multa. inciso I. na hipótese. 16 da Lei 10. razão pela qual o delegado responsável pelo caso constantemente vale-se da expedição de cartas precatórias e requisições para as autoridades policiais dessas unidades. por qualquer meio. confira-se o posicionamento de José Henrique Pierangeli.. 129. o gerente e os seguranças do imóvel rural? Fundamente sua resposta. O comerciante não mantinha. de nenhuma prova da autoria dos fatos. art. pois várias diligências foram efetuadas em outras circunscrições policiais da mesma comarca. se o crime é cometido: I – contra criança ou adolescente.º. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. p. Apesar do tempo transcorrido. Em uma dessas diligências. conferir o posicionamento de José Henrique Pierangeli. a autoridade policial poderia ordená-las diretamente sem a expedição de carta precatória ou de requisições? b) Seria viável. § 1. (. a polícia ainda não dispõe de elementos capazes de identificar a autoria do delito.. § 2. quer restringindo. As investigações desenvolvem-se de forma lenta. como houve associação de mais de três pessoas para a prática de delitos. 288 do Código Penal. que teve seu estabelecimento furtado há quase oito anos. 156-161. V. do Código Penal. 77-80.1) A autoridade policial titular da delegacia de combate aos delitos contra o patrimônio de determinado município instaurou inquérito para a apuração da prática de crime contra certo comerciante local. assim. incisos I e II. Pena – reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. nos expressos termos do art. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.. 92. II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. e § 2. sistema de segurança pessoal nem sistema eletrônico de segurança. São Paulo: RT. 149. 2007. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. ficando incapacitados definitivamente para o trabalho. em seu estabelecimento. Manual de direito penal brasileiro.º Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim de retê-lo no local de trabalho. Op. Em face dessa situação hipotética. Nessa situação hipotética. não dispondo. responda. Na hipótese. de forma fundamentada. Resposta: Todos irão responder pelo crime de sujeição a trabalho escravo. (OAB UNIFICADO 2010. a) Diante da necessidade de cumprir diligências em outra circunscrição.º. p. Dada a iminência do fim do prazo prescricional. houve demora de mais de um ano para promover a oitiva de apenas uma testemunha.empregados que tentaram fugir foram brutalmente agredidos por todos os agentes de segurança e sofreram lesões de natureza gravíssima. o crime previsto no art. além da pena correspondente à violência. intentar ação penal privada subsidiária da pública? 183 .2 – Parte especial. § 2. “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. Na doutrina.º). a fim de cumprir os atos necessários ao esclarecimento do delito. poderá ser imputada a todos os agentes a prática do crime formação de quadrilha ou bando. o referido comerciante solicitou orientação a profissional da advocacia. além do crime de lesão corporal grave (CP. 2 ed. com o fim de retê-lo no local de trabalho. Os seguranças praticaram. aos seguintes questionamentos. no intuito de tomar alguma providência para a punição dos criminosos.º A pena é aumentada de metade.826/2006.)” Na doutrina. previsto no art. cit. que crime(s) praticaram o arrendatário da fazenda.

Entretanto. 157. e bem assim providenciará.. independentemente de precatórias ou requisições. a este serão encaminhados os autos.1) Jânio foi denunciado pela prática de roubo tentado (Código Penal. na medida em que a autoria do delito não foi esclarecida pelas autoridades policiais. permite-se que a autoridade policial proceda a diligências em qualquer outra circunscrição da comarca. Apesar de ser. de acordo com o lugar onde se consumou a infração (CPP. na medida em que não há alteração do contexto fático narrado na inicial acusatória (Nesse sentido: Fernando Capez. de forma fundamentada. Não existe qualquer impedimento legal para a aplicação do instituto da emendatio libelli em segunda instância (CPP. caput.º. mesmo fora de sua circunscrição.º 9. 5. até que compareça a autoridade competente. nos inquéritos a que esteja procedendo. art. em tese. que o réu praticara. ainda que. Nos termos do art.. não estariam completamente atendidos os requisitos previstos no art. além de o próprio comerciante não dispor de elementos de prova nesse sentido. caput).Resposta: A resposta é afirmativa.099/1995. 29). durante a instrução processual. a) Em face da nova definição jurídica do fato. caput) é considerado de menor potencial ofensivo (Lei n. LIII). 14. a autoridade com exercício em uma delas poderá. de modo geral. tendo sido demonstrado. art. esta não seria viável. possível intentar ação penal privada subsidiária da pública (CPP. Curso de processo penal. Isso porque o delito de dano (CP. 383). O CPP autoriza. 466). o juiz deverá remeter os autos para o juizado especial competente. p. Assim. Não se impede. que uma autoridade policial. 22 do Código de Processo Penal: “No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. 94 (OAB UNIFICADO 2010. independentemente de precatórias ou requisições. (. poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa. 41 do CPP: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso.º do art. de fato. por outro lado. razão pela qual é aplicável. a classificação do crime e. 4. delito de dano (Código Penal. cometido em dezembro de 2009. o comando do § 2. quando necessário. São Paulo: Saraiva.º). ainda. II). art. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença. Considerando essa situação hipotética. o inquérito não está abrangido pela norma constitucional que trata da regra de competência das autoridades judiciais (CF. que as investigações encetadas por determinada delegacia possam ser avocadas e realizadas por outra. 383 do CPP.” A atribuição da autoridade policial é determinada. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa. responda. com todas as suas circunstâncias. art. art. em consequência. noutra circunscrição.” No caso. seria possível a aplicação do instituto da emendatio libelli? Resposta: Leia-se o que prescreve o art.” 93. c/c art. que procedimento deve ser adotado pelo juiz? b) Caso a nova capitulação jurídica do fato fosse verificada apenas em segunda instância. 163. 383 do Código de Processo Penal: “O juiz. 61). art.) § 2. Por fim. art. pois não há que se falar em surpresa para as partes. 16 ed. a fim de evitar que a burocracia atrase as investigações. tenha de aplicar pena mais grave. art. às seguintes indagações.. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. o rol das testemunhas. (OAB UNIFICADO 2010. 163.1) 184 . então. pratique diligências necessárias a respeito de fato que ocorra em sua presença até a chegada da autoridade competente.º Tratando-se de infração da competência de outro juízo. ordenar diligências em circunscrição de outra.

532 do CPP: “Na instrução.. 534 do CPP: “As alegações finais serão orais. Considerando a situação hipotética apresentada. o procedimento a ser adotado será o comum sumário. prorrogáveis por mais 10 (dez). respectivamente. com a devida fundamentação.). II. 394.” 185 .º. incluída eventual possibilidade de prorrogação. 133 do Código Penal). para a defesa apresentar suas alegações finais orais. sumário ou sumaríssimo). de acordo com o que dispõe o art.) II – sumário. § 1. ordinário. (. o procedimento a ser adotado no curso da instrução criminal (comum ou especial. nos termos do art. sumário ou sumaríssimo: (.. à acusação e à defesa. a seguir. prorrogáveis por mais dez.Tadeu foi preso em flagrante e denunciado pela prática do crime de abandono de incapaz (art.. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. a defesa poderá arrolar até cinco testemunhas. § 1. para o qual é prevista a pena de detenção de seis meses a três anos.” Tratando-se de ação penal que seguirá o procedimento comum sumário. indique.º O procedimento comum será ordinário. nos termos do art. proferindo o juiz.” A defesa terá o prazo de vinte minutos. para apresentar suas alegações finais orais. Resposta: Considerando que a pena máxima cominada ao crime de abandono de incapaz é inferior a quatro anos. do Código de Processo Penal: “O procedimento será comum ou especial. poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. sentença. o número máximo de testemunhas que poderão ser arroladas pela defesa e o prazo. concedendo-se a palavra.. pelo prazo de 20 (vinte) minutos.

nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva. . o ofendido ou seu representante legal desiste de prossegui-la. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. 1. até o dia do pedido. 6. Considerar o disposto na Lei 8. . deve-se excluir da pena-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável. o de prisão administrativa e internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. O fundamento invocado de garantia da ordem pública. caput.P. a outro estabelecimento adequado (Artigo 42.072/90 5. No laudo de exame de corpo de delito. acarretando a perda do direito de nela prosseguir. uma vez instaurada a ação penal privada. 10. C. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. durante esse tempo. 93 a 95 CP. Artigo 265 C. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP. 2. I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP. . art. Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade 8. 13. A diferença está no núcleo do tipo. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. 9. ou exiba documento que comprove renúncia da vítima ou novação da dívida.P. que se verifica quando o querelante por inércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada. a pena imposta. no Brasil ou no estrangeiro.P. 59). 61. 12. art.. 4. parágrafo único do C. não justifica a manutenção do flagrante. de qualquer modo. 11. Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem". É a restituição de qualidades e atribuições que o condenado havia perdido. 3. 310. do tempo de prisão provisória.) 186 . Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida.tenha tido domicílio no País no prazo acima referido. na condição de co-autor (artigo 29. à sua falta.decurso de dois anos.12. GABARITO – QUESTÕES PRÁTICAS. . Detração é o cômputo. É uma causa extintiva da punibilidade e ocorre quando. É causa extintiva da punibilidade.P.. 7. a partir da data em que foi extinta. enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem indevida.tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibilidade de o fazer.tenha dado. do Código Penal). Arts. nos termos do art. Maria das Flores comete o crime de auto-aborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime.

se houver outro delito conexo. Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (mediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. 22. 16. 187 . O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus.327 caput do CP) receberam vantagem indevida. maior deve ser a redução da pena. seja decretada a prisão preventiva pelo juiz. fazendo a exceção. de ofício. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. todos do Código Penal).P. ambos do Código Penal). o artigo 29. mas tão-somente a civil. Incorreram. inciso II. no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis".Corrupção Passiva. 21. O Código Penal adotou a teoria objetiva. 19. em seu artigo 127. enquanto que. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência. A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320. Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal). § 1º. Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal). levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". que é referida no Código de Processo Penal em seu artigo 78."deixar o funcionário por indulgência. 17. parte do tempo da execução da pena. Demais. quanto mais distante ficou da consumação. 20. § 4º. inciso I. caput. c. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP). menor deve ser a redução da pena. Porém. atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica. João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato. tentados e consumados. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração Pública. 14. assim.). ou seja.c.c. 18. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124. sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa. ficando sujeito às normas estabelecidas na legislação especial (artigo 27 do C. o artigo 69. c. Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da consumação do crime. assim descrita:. Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. 15. inciso II e artigo 129. Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal). pelo trabalho. A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal. É possível desde que. havendo prova do crime e indício suficiente de autoria. esse fato atrairá a competência. pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art.Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir. a Constituição Federal. nas sanções do artigo 317 do Código Penal .

excluindo-lhe a ilicitude. II. 30. Justiça Estadual Comum porque. é possível.. a fim de que este ofereça a denúncia. visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. portanto. parágrafo 4º )."). não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal.259/2001) de modo que atualmente abrange toda infração penal cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. que se comunica ao particular.. 34. Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público. Os direitos do internado estão previstos no artigo 99. assim. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. que é a peça inicial da ação penal pública. 63. Não. portanto. a condição de servidor público. O conceito originário da Lei 9. sujeita ou não a procedimento especial.. cumular o pedido de indenização. do CPP. de qualquer forma. a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro. confiado à custódia de funcionário. Não. seus efeitos. Com a RC é instaurada uma nova relação processual. 32. Conforme o 630. Sim. ambos do Código Penal. conforme artigo 214. pela Constituição Federal (art. 24. 29. inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionário público. Sim. 25. faz desaparecer a sentença condenatória e. 23 do Código Penal. 27. não tendo. São aquelas que permitem a prática de um fato típico. 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência. a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626. todos da L. 26.C. também chamada de retroativa ou da ação penal. 35.23. CPP. pois é circunstância elementar do delito.. art..099/95 foi ampliado pela dos Juizados Especiais Federais (Lei nº 10. conforme artigo 39 da lei de Contravenções Penais. Sim. do Código Penal.. Como conseqüência.") e 337 ("Subtrair.P.P. ou inutilizar. e os indivíduos "B" e "C". caput. que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebimento de tratamento. do Código de Processo Penal.. Assim. A contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha. competência para julgar processo 188 . as causas de exclusão da ilicitude. 125. 28. 36. que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou. 31. total ou parcialmente. 62). "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. É considerada condição de procedibilidade. livro oficial. pois o art. quando este conhecia a condição do mencionado funcionário. mencionados na Lei 8072 de 25/07/90. a contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado. ainda. art. 33.. em virtude da relação dos crimes hediondos. O comportamento de "A" configura dois delitos. conforme o art. São. Sim. 30 do C.

tem-se entendido.12. Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime. não causa a exclusão da culpabilidade. pelo artigo 79 – I. 28 do CPP). 38. atos de terrorismo”. O artigo 20 da Lei 7. O juiz não deveria ter recebido a queixa. a absolvição do coato. 3 º.. primeira parte. Assim. aplicável ao caso. porque elementar do crime (art. ante a generalidade da disposição. Segunda alternativa – Determina o arquivamento do inquérito policial. de 14. como há um resquício de vontade na conduta do coato. admitindo falta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. o agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa que pretendia ofender. declarar extinta a punibilidade em virtude da decadência. ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. com base no artigo 568. Segundo o sistema do duplo binário. Peculato-subtração (artigo 312. c. inciso III. A coação resistível. Neste caso. 37. o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança. considera crime “. §1º). O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. 40. Neste caso. aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal. sustenta que. o crime subsiste. 65. sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição pela pena em concreto. Ainda. 30 do Código Penal). O sistema que o substituiu foi o vicariante. 41. seria: “A coação moral irresistível. Parte da doutrina. não importa em unidade de processo e julgamento. como dito. a continência. o juiz podia aplicar pena e medida de segurança. do Código Penal. atendendo-se o disposto no §. por sua vez. se for o caso. do artigo 20. do Código Penal. só sendo punível o coator”. a coação serve apenas como atenuante genérica prevista no art. não há que se falar em exclusão da tipicidade. ora se sustentando que deveria ser o procedimento do recurso em sentido estrito. ou seja. Trata-se... atualmente. como causa excludente da culpabilidade. 44. 39. sempre. ocasiona. 189 . Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao rito a ser seguido para esse recurso. 42. se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio querelante perceber a falha.de civil. de acordo com o artigo 22 do Código Penal. a coação moral exclui a culpabilidade em relação ao coato.170. na realidade. porque esta depende da sentença e não está prevista no direito brasileiro. A coação moral pode ser irresistível ou resistível. Primeira alternativa – Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil. Existindo crime. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade. definido entre nós o crime de terrorismo. Ainda. Comunica-se a condição de funcionário público. Quando irresistível.83. vigente antes da Reforma Penal de 1984. em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal. sendo o coato punido. deve o juiz anular o processo e. praticar. Assim. de causa excludente da culpabilidade. se a falha for descoberta posteriormente. deve ser adotado o rito do recurso em sentido estrito. sendo punido apenas o coator. contudo. do Código de Processo Penal. A frase correta. 43.. inexiste. no caso.

desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações". Portanto. da referida lei. 48. Não há necessidade de que o fato definido como crime doloso seja objeto de sentença condenatória transitada em julgado para possibilitar a regressão do condenado a regime mais gravoso. 50. “não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de inconsciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao fato que constitui o delito). Como ensina Mirabete. nos termos do art. Pedro. Ed. O juiz de direito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Magalhães e Scarance.. os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: II . O crime seria o previsto no artigo 348 do Código Penal. segundo o § 2º. Por uma orientação mais rígida. Recursos no Processo Penal. ". O pai.210/84). também conhecido como retardado ou prorrogado. quando a prática do delito era previsível. como. e nessa situação comete o crime” (Mirabete. porque a ele não se aplica o referido parágrafo. tópico 5. da Lei de Execução Penal (Lei n° 7. aos procedimentos investigatórios relativos aos crimes de tóxicos.. princípio constitucional. 47. 46. duas interpretações são possíveis. a teoria da “actio libera in causa”.45. inciso II. Revista dos Tribunais. Nos termos do art. tópico 212). mas não nas hipóteses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito”. 8ª edição. que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. Deve-se entender. Antonio. que.034/95). o faz no inciso II do artigo 118.a ação controlada. sem prejuízo dos já previstos em lei.409/02. Ed. foi adotada.. Ademais. mais afinada com a vigente Constituição Federal. embriagado.7. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. com o artigo 28 do Código Penal. 226. a prática de crime doloso é também falta grave (art. 2ª edição. entendimento diverso levaria à conclusão final de que essa menção é superabundante. pelo menos. é juridicamente possível o pedido de revisão dos veredictos do Júri" (Grinover. em se tratando da prática de falta grave ou crime doloso. O flagrante diferido. 2°. 5. Por outra. Atlas. É possível a sua realização quando o flagrante referir-se a alguns crimes. "é preceito estabelecido como garantia do acusado. Conforme consta da Exposição de Motivos do Código.2). 49. "é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. Aplica-se o instituto. 52 da LEP) e. podendo ceder diante de norma que visa exatamente a garantir os direitos de defesa e a própria liberdade. componentes e atuação de uma organização criminosa" (Guilherme de Souza Nucci. Por essa teoria. comentário ao art. a revogação independe da condenação ou aplicação da sanção disciplinar" (Execução Penal. portanto. inciso I. 302. ed.37). Esclarece o autor citado: “A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou mesmo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de. ela responderia porque o parágrafo só isenta de pena o cônjuge. inciso II. A soberania dos veredictos. Código de Processo Penal Comentado. não responde pelo crime porque. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo (art. n. nos termos do artigo 33. 118. se no inciso I desse artigo. 4ª ed. da Lei n° 10. O amigo. o que não se coaduna com as regras de interpretação da lei. cometer o crime ou. a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art. quando a lei exige a condenação ou o trânsito em julgado da sentença é ela expressa a respeito dessa circunstância. fica isento de pena o ascendente. 1° da Lei 9. 18). poderá ser punido pelo delito. Revista dos Tribunais. também. O dispositivo 190 . Quanto a Maria. aliás. "em qualquer fase de persecução criminal são permitidos. § 3°). se menciona também a infração disciplinar como causa de regressão.

e 78. 55. resolvido pelo princípio da consunção. não se observa a regra de extensão da competência por estarem envolvidas normas constitucionais. o qual pressupõe a lesão corporal como resultado anterior. como é o caso do crime de homicídio. identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. cometida com a mesma finalidade prática atinente àquele crime. mediante autorização judicial. A doutrina denomina de autoria colateral (ou co-autoria lateral ou imprópria). 53. São Paulo: Atlas. Se a vítima morreu apenas em decorrência da conduta de uma. Existem duas posições principais: a primeira entende que. visto se tratar de simples suplementação do recurso interposto. “Caso duas pessoas. III). realizada tempestivamente. 77. Tal determinação é feita tendo em vista a dignidade de alguns cargos e funções públicas e não das pessoas que os ocupam. 1997. alegando a perda da faculdade processual em decorrência do seu exercício com o ingresso da primeira apelação. sem prejuízo da ação penal cabível". o legislador houve por bem afastar a punibilidade. As escusas absolutórias. Estão previstas nos arts. Trata-se de conflito aparente de normas. incisos I e II. entende a doutrina que tal decisão não seria acertada. a competência para o julgamento dos demais retorna para o 1° grau de jurisdição. Julio Fabbrini. Vol 1. 56. Em alguns casos. do Código Penal. estando a busca e apreensão autorizada por mandado do juiz competente. a exemplo do que ocorre no denominado crime progressivo. É a competência determinada em razão da função ou cargo exercido por determinadas pessoas. a solução deverá obedecer ao princípio do in dubio pro reo. só admitindo.°. por isso tudo o que fosse encontrado na casa poderia ser apreendido. rejeitada a denúncia contra a pessoa que goza de foro privilegiado. 181. apreensão do que estivesse relacionado com o objeto do mandado 191 . Trata-se de condição negativa de punibilidade ou causa de exclusão de pena. 230). Segundo a doutrina a competência por prerrogativa de função abrange também as pessoas que não gozam de foro especial. Entretanto. que. por razões de política criminal. É também o entendimento da jurisprudência. 52. substâncias ou drogas ilícitas que entrem no território brasileiro. e 348. punindo-se ambos por tentativa de homicídio” (MIRABETE. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. quando um fato definido por uma norma incriminadora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime. também conhecidas como imunidades absolutas. são circunstâncias de caráter pessoal. a outra responde por tentativa de homicídio. ou de absorção. pois ocorre a relação consuntiva. bem como quando constitui conduta anterior ou posterior do agente. responderão cada uma por um crime se os disparos de amas forem causas da morte. pois a regra da preclusão consumativa não se aplica ao caso. dele saiam ou nele transitem. a segunda defende que a diligência deve ser relacionada apenas ao conteúdo do mandado e ao que está autorizado por este. sem conhecerem a intenção uma da outra. em colaboração ou não com outros países. hierarquicamente superiores às regras sobre conexão do Código de Processo Penal. sempre que houver concurso de pessoas (arts. "a não-atuação policial sobre os portadores de produtos. referentes a laços familiares ou afetivos entre os envolvidos. O fundamento utilizado pelo juiz para não receber a apelação no caso aventado poderia ser o da ocorrência de preclusão consumativa. a entrada na casa seria lícita. 51. p. I. ao mesmo tempo. Contudo. § 2.possibilita. parte da doutrina. com a finalidade de. 54. Havendo dúvida insanável sobre a autoria. dispararem sobre a vítima.

Julio Fabbrini.quando houver fundadas razões. O perdão tácito é uma causa extintiva de punibilidade prevista no artigo 107.285). vez que o ato da vítima denota que perdoou o querelado. assumir o compromisso de a ele comparecer. e outra. genocídio (art. §2° da Lei n° 11. todos do Código Penal). “tratando-se da conduta prevista no art.267. Seria uma hipótese de fungibilidade da prisão” (MIRABETE. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo 41 do Código Penal.223. inciso V. Vol 1. caput. caput e seus §§1º e 2º).223. extorsão (art. 1997. denotando incompatibilidade e continuar o processo-crime. que os entende cumulativos. não se imporá prisão em flagrante. estupro (art.12 da Lei nº 6. o Ministério Público não poderá interpor o recurso de apelação. quais sejam: I. Já na ação penal privada subsidiária da pública poderá o Ministério Público apelar. epidemia com resultado morte (art. uma vez que nesta ação vigora o princípio da disponibilidade. o tempo de prisão provisória.214. seqüestro e cárcere privado (art.368/76).28 desta Lei.213 caput e sua combinação com o art. extorsão mediante seqüestro (art. atentado violento ao pudor (art.492/86). tráfico de drogas (art. caput e sua combinação com o art. segundo disposição expressa do artigo 29 do Código de Processo Penal. Já o perdão judicial constitui providência exclusivamente do Poder Jurisdicional derivada de 192 . tendo como fundamento o artigo 42 do Código Penal que enuncia que se computam. A primeira mais restrita entende que somente é computável na pena de prisão aquela prisão cautelar relativa ao objeto da condenação. p.157. tampouco. no Brasil ou no estrangeiro. Os requisitos são dados pelo art. sendo necessária a presença do item I ou do item II.quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. 59. III. e seus §§1º e 2º).288. Uma segunda posição mais liberal entende que é possível a “detração da pena ocorrida por outro processo.57. em face de um ato do querelante para com o querelado. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessárias”.159. Não.158. não devendo ser confundida com a renuncia tácita que é sempre antes de iniciar o processo. caput. Segundo o art. 262). existindo apenas quando já recebida a queixa-crime por parte do juiz. n falta deste. caput e parágrafo único). 3º da Lei nº 2. porquanto o perdão é sempre bilateral. bastando a presença de um deles para a possibilidade de prisão temporária. devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou. de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. 61. de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: homicídio doloso (art. ser submetido a prisão processual. crimes contra o sistema financeiro (Lei nº 7. 60. caput e seus §§1º e 2º). caput e parágrafo único). não devendo. 48.889/56). envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. Existe posição que entende serem eles alternativos.121 caput e seu §2º). Depende.1º. devendo o perdão tácito para extinguir a punibilidade ser aceito por parte do querelado.quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. II. Em se tratando de ação penal pública de iniciativa exclusivamente privada. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. 58. caput. 2º.28 não prever penas privativas de liberdade.1º.148. roubo (art. Existem duas orientações.279. do Código Penal. Isso se explica pelo fato do crime disposto no art. §1º). 62. configurando-se na ação penal exclusivamente privada. em conjunto com o item III. desde que o crime pelo qual o sentenciado cumpre pena tenha sido praticado anteriormente à sua prisão. cc art. São Paulo: Atlas. A detração penal é um instituto de direito penal que abate o tempo de segregação provisória cumprida pelo condenado.960/89. da Lei nº 7. quadrilha ou bando (art. e seus §§1º e 2º).343/06.

A nova decisão poderá impor-lhe. A despronúncia é. revogando-a. mas que vem a ser reformada em sede de reexame pela instância “ad quem”. apreciando recurso do réu. a inexistência do crime ou de indícios suficientes de autoria. reconsiderar a decisão. enquanto a segunda pressupõe a existência de uma sentença de pronúncia e o reconhecimento desses pressupostos por parte do juízo de origem. A despronúncia é a reconsideração da própria decisão de pronúncia ou a não aceitação da pronúncia por parte do Tribunal de Justiça. em face do Recurso em Sentido Estrito interposto pelo pronunciado. no máximo. não podendo por isso o Tribunal piorar indiretamente a sua situação do réu. 70. Exemplos desse tipo são o do crime de tráfico de drogas e o de instigação ao suicídio (art. 67. segundo orientação do Supremo Tribunal Federal. 65. Deve ele. seja por parte do Tribunal de Justiça que. 63. A doutrina entende que a pessoa age em exercício regular de direito ou em legítima defesa predisposta ou preordenada. em primeira instância. vier o Tribunal a revogá-la. O caso é de uso de ofendículo. em face do recurso em sentido estrito. Trata-se assim de conseqüência negativa ao réu que exclusivamente apelou. o prazo é de cinco dias. a sua aplicação em favor do acusado. alguns requisitos para sua aplicação: necessidade. desde logo. Portanto. pois do contrario o réu estaria sendo prejudicado indiretamente pelo seu recurso. 69. não pode ser prolatada nova decisão mais gravosa do que a anulada. Normalmente. foi intempestivo. O recurso interposto é o adequado. se mantida a pronúncia. assim. Exemplo: O réu condenado a 2 anos de reclusão apela e obtém a nulidade da sentença. “as ações que o compõem. 122. CP). conforme artigo 197. o crime se realiza. pode ocorrer em duas hipóteses: 1) se o juiz. discutindo-se sobre a sua utilização para admitir prova em favor da acusação. reforma a sentença de pronúncia para impronunciá-lo. quando as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. seja por parte do juízo de primeira instância. Apontamse. Assim. havendo previsão expressa em situações de homicídio culposo e outras culposas expressas em lei. seguir o rito do recurso em sentido estrito. 64. ainda.medida de Política Criminal. por si mesmas. sendo que. portanto. entende-se que não há excesso na colocação de pontas de lança. destacando que o artigo 120 do Código Penal é expresso ao afirmar a natureza declaratória do instituto do perdão judicial ao afirmar que “a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência”. Conforme o artigo 183 inciso I do Código Penal não é cabível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo. amplamente. A distinção entre impronúncia e despronúncia está em que a primeira é decretada pelo juízo “a quo” em juízo de valor que afirma. em sede de reconsideração. Admite-se. A reforma in pejus indireta consiste na situação em que anulada sentença condenatória em recurso exclusivo da defesa. adequação e proporcionalidade em sentido estrito. A despronúncia. 68. 193 . a revogação ou desconstituição da pronúncia anteriormente decretada. Tipo misto alternativo é o composto por várias ações. No crime continuado. A distinção entre crime habitual e crime continuado está assentada na natureza diversa das ações que os constituem. 66. configurada qualquer uma delas. interposto contra a sentença de pronuncia. da Lei das Execuções Penais. É o princípio da proporcionalidade. a pena de dois anos.

121. (Guilherme de Souza Nucci. considerar que. caput. a despeito de considerar que o réu não cometeu delito. Pode-se. 77. então. 36.. Cap. do CP. pois as circunstâncias agravantes que levou em consideração – parentesco e relações domésticas – já fazem parte do tipo penal do crime denominado de violência doméstica. do CP) e o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. do CP). (. Quanto à suspensão condicional do processo. 384. não é criminoso.” (Damásio. previsto no art. para alguns autores. A decisão absolutória imprópria não impede a propositura da ação cível. e consiste na “sentença que permite a aplicação da medida de segurança. bis in idem. Pela Lei de Violência Doméstica. apenas isenta o acusado de pena. desde que a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não tenha ocorrido em virtude da prática do mesmo crime. desde que presentes os demais requisitos legais (art. assim. sob pena de nulidade. a ação é pública incondicionada. estaremos diante de dupla punição. A pretendida substituição é cabível. § 9º. Não se cuida de mera adequação do fato. XI. do CP). condenar o réu. 16 da Lei 11. 194 . operando-se. a desistência da representação deve ser feita em audiência com o juiz e com a presença do Ministério Público e pode ser refeita após a denúncia e antes de seu recebimento (art. Apesar de a pena ter sido fixada no mínimo e não ter havido alteração no tipo penal. jamais pode ser rescindida.099/95). parte final. presentes os requisitos legais. A absolvição imprópria se verifica quando o autor do fato havido como infração penal for inimputável. Gonçalo praticou o crime de desacato. Antonio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes (As nulidades no processo penal. art. do CP. 44. pois não exclui a ilicitude do fato imputado.. no que toca à reparação dos danos causado pelo ato ilícito. por negligencia. XVIII. o que não afasta a possibilidade de conversão. 269.. a reincidência não impede a aplicação de pena restritiva de direitos. com base nessas novas circunstâncias. do CPP. Esse é diferente daquele historiado na denúncia. Primeiramente porque. Tendo em vista tratar-se de crime de ação penal pública incondicionada. uma vez que o acusado foi denunciado por uma modalidade de culpa e condenado por outra. nota 6-A). nos termos do art. 331 do CP. 71. tendo em vista que. consideradas em separado. O juiz agiu incorretamente. o Ministério Público tem legitimidade para oferecer a transação penal (art. 129.” 73. merece uma sanção penal (medida de segurança)”. (. Além disso. pois.). 75. com as provas que colheu. nada mais poderia ser feito. em concurso formal impróprio (art. 74. 9. logo. ao contrário.) No crime habitual. Se tal postura for admitida. Não agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena. o que se chama de reincidência genérica. Não há possibilidade de Maurício se habilitar como assistente de acusação. 72. sem tomar as providências do art. Ada Pellegrini Grinover. o assistente só poderá ser admitido enquanto a sentença não transitar em julgado. 89 da Lei n. buscar providência judicial na esfera cível. p.099/95). Como se nota. a coisa julgada em favor do acusado. 70. como o feto.97. a condenação anterior foi por crime diverso. § 3º. é ela possível uma vez que a pena mínima cominada ao crime é de 3 meses de detenção.constituem crimes. Como a intenção de Teobaldo era matar tanto a gestante. 212). Código Penal comentado. não são delitos. 76 da Lei nº 9. 78. Resta a Maurício. 76. e. ou sem que tenha havido prévio aditamento. Cap. nos termos do art. ainda. em tese. 125.. 10) salientam que “não pode o juiz. houve mudança do fato imputado.340). ele praticou o crime de tentativa de homicídio (art. art. as ações que o integram. ainda que ele tenha sido absolvido por falta de provas. isto é.

porém. Sexta Turma. 581. quando em lei especial existe tal cumulação. do CPP. domingo ou dia feriado”. sim. O §3.644/SP. como é o caso presente. Não se inicia o prazo no sábado. domingo ou dia feriado”.o de junho de 2009 (segunda-feira). tendo sido o sentenciado e sua defesa intimados da decisão que denegou a apelação no dia 1. sexta-feira. Ao comentar o referido artigo. nos termos do art.º do citado artigo dispõe que “o prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-seá prorrogado até o dia útil imediato”. No mesmo sentido: “No processo penal. não se interrompendo por férias. conforme o disposto no artigo 586 do Código de Processo Penal. terá até o dia 19 (quarta-feira) para tanto. Importante registrar que. caput.79. Código de Processo Penal comentado. da decisão. A medida cabível em benefício do condenado é o recurso de agravo de execução. 586 do CPP (“o recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de 5 (cinco) dias”). Assim.. Ministro Hélio Quaglia Barbosa. Ministro Vicente Leal. sexta-feira.º do citado artigo dispõe que “não se computará no prazo o dia do começo. do CPP). contado até a data do protocolo” (STJ – HC 36. intimados da sentença em 8/5/2009. 593 do CPP dispõe que “caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I – das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular”. Sexta Turma. 71 do CP. Rel. porém. o do vencimento”. quando não há expediente e. prevê a aplicação de pena de detenção cumulada com pena de multa. 798 do CPP dispõe que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. não se pode substituir a prisão por multa. despacho ou sentença é de cinco dias.210/84 – Lei de Execução Penal (LEP). 406 e seguintes.605/98. para cumprir um ato processual em três dias. que deverá ser interposto com base no art. Por seu turno. Rel. 195 . São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 82. sexta-feira. DJ 18/03/2002 p. o prazo para apelação começaria a contar na segunda-feira seguinte. 74. o prazo de interposição será de 5 dias. prevista no art. pois o preceito secundário do art. apesar de os 5 dias terminarem em um sábado. A fundamentação de direito material é a unificação das penas com base na continuidade delitiva. Sendo cabível o recurso em sentido estrito (art. A competência para julgar Ismael é do Tribunal do Júri. A competência é do tribunal de justiça do estado. nos termos do art. o art. 197 da Lei 7. XV. nos termos da Constituição do Estado de Minas Gerais. É bem verdade que Ismael detém prerrogativa de foro. 798 do CPP prevê que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. 29. 2007). 9. no artigo 581 prevê que “caberá recurso. 391). despacho ou sentença: XV – que denegar a apelação ou a julgar deserta”. o art. ao qual compete o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. julgado em 21/02/2002. o professor Nucci exemplifica: “aquele que for intimado no dia 14. 81. não se interrompendo por férias. na segunda-feira” (Guilherme de Souza Nucci. O art. 11/5/2009. e se encerraria em 15/5/2009.744/SP. O juiz não agiu corretamente ao denegar a apelação visto que o recurso era tempestivo. incluindo-se. no sentido estrito. O §1. Não é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix. de acordo com a Súmula 171 do STJ. O Código de Processo Penal.ª ed. julgado em 04/11/2004. DJ 22/11/2004 p. É previsto recurso em sentido estrito. 309). 586 do Código de Processo Penal” (STJ – REsp 332. Assim. o último dia do prazo para a interposição do recurso seria 8 de junho de 2009 (segunda-feira). o prazo para a interposição de recurso em sentido estrito em face de decisão. “O prazo para interposição de recurso em sentido estrito é de cinco dias. estabelece a Súmula 721 do STF que a competência do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente em Constituição Estadual. Desse modo. § 1º e art. 6. da Lei n. nos termos do art. 80.

pois se trata de novatio legis in mellius.. REsp 1.º. § 2. Parágrafo único. n.” Quanto ao prazo.368/1976 pelas medidas previstas no art.025. 6. O fundamento da ação deve ser feito com base no art. Relatora. Para a Min. sem efeito suspensivo. para esse fim. e art. 28 da Lei n. intimadas as partes. LXXV. deve-se alegar que a atuação do juiz originário não foi ilegal. Min.o 11.º.343/2006. que prescreve o seguinte. 66 da LEP. este é o instrumento judicial apto a rescindir sentença condenatória com trânsito em julgado. III – decidir sobre: a) soma ou unificação de penas. 196 . se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. Rel. 5. com prazo razoável. Laurita Vaz. antes da extinção da pena ou após. II – declarar extinta a punibilidade.” No mérito. 621: “A revisão dos processos findos será admitida: (.º 11. aplicar lei penal mais benigna.. Nesse sentido. Nos termos do art.” Tem por objetivo a revisão dos atos judiciais quando restarem comprovados a injustiça. A nova lei deverá retroagir. de modo a tutelar o direito fundamental à liberdade (art. 85. 222. após a sentença. 2. antes de extinto o cumprimento da pena ou mesmo depois desta nos exatos termos do art. por ser a nova legislação mais benéfica (CP. da CF).º 6. expedindo-se. compete ao juiz da execução: “I – aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado. Assim. Art. 622 do CPP. visto que o CPP assim o autoriza nos termos dos artigos 222 e 222-A.) b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região. conforme entendimento pacificado na jurisprudência.368/1976.º 611-STF. A medida judicial a ser intentada é a ação de revisão criminal. 197. prevista no art. nos termos do referido artigo. 28 da Lei n. caberá ao juízo das execuções penais (Súmula 611/ STF) determinar a substituição da pena privativa de liberdade imposta pelas medidas previstas no art. 66. art. originariamente: (. in verbis: “A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo. já decidiu o STJ: “A Turma deu provimento ao recurso para que o juízo da execução criminal substitua a pena privativa de liberdade imposta pela prática do crime do art. O órgão competente para conhecer. carta precatória. lançamento pelo Fisco. 28 da nova lei de drogas.343/2006 deve retroagir para beneficiar o condenado pela prática do crime previsto no art.611). compete ao juízo da execução criminal.De acordo com o art.) III – quando. processar e julgar a ação de revisão criminal é o TRF respectivo. 16 da Lei n. O esgotamento da via administrativa é condição objetiva de punibilidade. Isso porque. bem como da Súm. portanto. haja vista a ausência de decisão definitiva sobre a exigência fiscal do crédito tributário. 27 da nova Lei de Tóxicos.228-RS. julgado em 6/11/2008. Não será admissível a reiteração do pedido. da LEP. ad litteram: “Art.. 84. parágrafo único). inexistindo. 5. o erro ou o equívoco da decisão judicial. Não há justa causa para a ação penal.º. 621 e seguintes do CPP. poderá ser intentada a qualquer tempo. A testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência..” 83. 16 da Lei n. o art. nos termos do art. consoante competência firmada no art. especialmente no STF (orientação fixada desde o julgamento do HC 81.º. salvo se fundado em novas provas. 108 da Constituição Federal: “Compete aos Tribunais Regionais Federais: I – processar e julgar. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo. após o trânsito em julgado da condenação. I.

cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas. 159. 626: “Julgando procedente a revisão. em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação. modificar a pena ou anular o processo. resta clara a intenção do legislador de se contentar. Com o advento da Lei n. que assim dispõe: “Encerrada a instrução probatória. 87.”(Redação dada pela Lei nº 11. uma vez devolvida.º do art.º Na hipótese prevista no caput deste artigo. surgiram provas novas que conduzem à absolvição do condenado (art. o artigo 159 passou a ter a seguinte redação: “O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial.º Findo o prazo marcado. De qualquer maneira. dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.º Havendo aditamento. ficando o juiz. poderá alterar a classificação do crime.§ 1.º Na falta de perito oficial. inciso III do CPP). basta agora que a perícia seja realizada por "perito oficial".º 11. julgando-a procedente com a finalidade de rescindir o julgado e absolver o condenado porque a decisão não apreciou as provas (novas provas de inocência do condenado) que chegaram ao conhecimento após o trânsito em julgado do acórdão e que ensejam a absolvição do condenado. de 2008) Dessa forma. (. pois. passa a ser regra o que era exceção.719. o tribunal poderá alterar a classificação da infração.. no prazo de 5 (cinco) dias.621. portador de diploma de curso superior. durante a realização da audiência de instrução e julgamento. a todo tempo. § 3. a precatória.” Entretanto. portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica. absolver o condenado. restabelecerá os direitos atingidos pela condenação. com a alteração na redação do art. inclusive. que alterou dispositivos do Código de Processo Penal. § 1. será junta aos autos. na sentença. deve-se requerer o conhecimento da ação de revisão criminal. para 197 . Não há nulidade no caso. arcando a parte requerente com os custos de envio.º A expedição da precatória não suspenderá a instrução criminal. No caso hipotético terá como objetivo a absolvição do condenado.” “Art. deverá o juiz dar aplicabilidade ao comando do art. anular o processo. 384 do CPP. julgada procedente. caput. 627: 86. poderá realizar-se o julgamento. absolver o réu. reduzindo-se a termo o aditamento. o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa. quando feito oralmente. conforme dispõe o art. adstrito aos termos do aditamento. de agora em diante. permitida a presença do defensor e podendo ser realizada. No que se refere aos pedidos.) § 4.º e 2. se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública. 384. no prazo de 5 (cinco) dias. Nesse contexto. A primeira indagação deve ser respondida com base no art. Parágrafo único. Aplicase às cartas rogatórias o disposto nos §§ 1. mas. o exame será realizado por duas pessoas idôneas.” A inovação legislativa dispensou a antiga exigência de dois peritos no mínimo para a produção do laudo pericial.690/2008. e parágrafos.. deve-se mencionar que a medida.” Uma vez absolvido. não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista. com a perícia realizada por apenas um perito. § 2. conforme art. Quanto aos efeitos. Tendo sido a expressão empregada no singular. se entender cabível nova definição jurídica do fato. modificar a pena. As cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade. 222-A. Parágrafo único. 222 deste Código. do CPP. a oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real.

. poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região. A peça processual adequada são os embargos de declaração. conforme clara redação do dispositivo: “(. deve-se responder que. Aplica-se no processo em questão para explicar que o acusado não se defende da capitulação legal dada ao crime na denúncia. do assistente.). INFLUÊNCIA SOBRE OS JURADOS. São Paulo: Saraiva. A resposta à terceira indagação deve ser negativa. Curso de processo penal. mas sim dos fatos narrados na referida peça acusatória. JÚRI. 427 do CPP. 382 do CPP: “Qualquer das partes poderá. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. alcançando. o juiz poderá aplicar a substituição. No que se refere à segunda indagação. a provocação pode originar-se tanto do magistrado de primeiro grau quanto das partes.. DESAFORAMENTO. Conforme Nucci. a saber: “I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa.759). (Guilherme de Souza Nucci. preferindo-se as mais próximas.. toda a sociedade da Comarca de Serra – ES. Entretanto. sempre que nela houver obscuridade. o Tribunal. atual. PROCESSO PENAL. onde não existam aqueles motivos. ex-prefeito municipal. p. a afirmação 198 .encaminhar os autos ao Ministério Público. ambigüidade. 465). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Não é necessária.16 ed. desde que. O advogado de Ricardo deve requerer o desaforamento do julgamento para outra comarca.º não se aplica no caso. a fim de que haja o aditamento da denúncia. pois a parte interessada dispõe de dois dias para apresentála. como regra. Pedido de desaforamento fundado na possibilidade de o paciente. o prazo final será 10/3/2010.. propiciando ao réu a oportunidade de se defender da nova capitulação do fato. Manual de processo penal e execução penal. Tomé faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. os antecedentes. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. na ação penal exclusivamente privada.” No caso. Isso porque preenche os requisitos especificados no art. a conduta social e a personalidade do condenado...” O desaforamento deve ser requerido ao Tribunal de Justiça. apesar de Tomé ser reincidente.” 88. 2. no prazo de 2 (dois) dias. II – a culpabilidade. de acordo com o art. não se trata de reincidência específica. 2008. conforme art. 44 do CP. se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública (.. em face de condenação anterior. Assim. 5.) o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa. Influência não restrita aos jurados. deve haver uma correlação entre o fato descrito na denúncia ou queixa e o fato pelo qual o réu é o condenado. ao desaforamento. ed. (Nesse sentido: Fernando Capez. ou mediante representação do juiz competente. EMENTA: HABEAS CORPUS. e ampl. a competência para avaliar a conveniência do desaforamento é sempre da instância superior e nunca do juiz que conduz o feito. contradição ou omissão. 384 do Código de Processo Penal somente se aplica na hipótese de ação penal pública e ação penal privada subsidiária da pública.. do querelante ou do acusado. pedir ao juiz que declare a sentença. sendo inadmissível o juiz determinar abertura de vista para o Ministério Público aditar a queixa e ampliar a imputação. também. 89. influenciar jurados admitidos em caráter efetivo na gestão de um dos acusados. O procedimento previsto no art. a requerimento do Ministério Público.. de forma que a vedação prevista no referido § 3. (. rev.) § 3. PREFEITO MUNICIPAL. 1.º Se o condenado for reincidente. segundo o princípio da correlação. no prazo de 5 (cinco) dias. p. que assim dispõe: “Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado.

EMENTA: DESAFORAMENTO: DÚVIDA FUNDADA SOBRE A PARCIALIDADE DOS JURADOS. conforme disposto no art. 63 do CPP: “Transitada em julgado a sentença condenatória. ORDEM CONCEDIDA. O juiz. mas tão somente fundada dúvida quanto a tal ocorrência. julgado em 10/06/2008. no juízo cível.. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. 877.” No que diz respeito ao valor mínimo fixado pelo juiz criminal na sentença penal condenatória. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.. 90 (OAB UNIFICADO 2010. nos exatos termos do art. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Tribunal de Justiça pernambucano a definição da Comarca para onde o processo deverá ser desaforado. n. DJe-094 DIVULG 21-05-2009 PUBLIC 22-05-2009 EMENT VOL02361-04 PP-00792). (STF – HC 96785. § 1. 97. 199 . bastando o fundado receio de que reste comprometida. “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. por qualquer meio. 63 e seguintes do Código de Processo Penal. O montante deverá ser fixado pelo juiz na sentença penal condenatória. MANIFESTAÇÃO FAVORÁVEL DE AMBAS AS PARTES E DO JUÍZO LOCAL NO SENTIDO DO DESAFORAMENTO. apontando-se fato "notório" na comunidade local. incisos I e II.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. art. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido.. e multa. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. 2008. (HC 93871. Ordem denegada. ao proferir sentença condenatória: (.º. 520-523).. julgado em 25/11/2008. Relator(a): Min.” O valor fixado somente poderá ser objeto da ação executória após o trânsito em julgado. poderão promover-lhe a execução. 424). previsto no art. o ofendido. apto a configurar dúvida fundada sobre a parcialidade dos jurados. além da pena correspondente à violência. do CPP: “Art. 1.1) Todos irão responder pelo crime de sujeição a trabalho escravo. 3. nada obsta que os herdeiros de Almir promovam a liquidação do julgado no juízo cível para a apuração do valor do dano efetivamente sofrido. (OAB UNIFICADO 2010. inciso I. justifica o desaforamento do processo (Código de Processo Penal. Segunda Turma. Eros Grau. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art.º. COM INDICAÇÃO DE FATO CONCRETO INDICATIVO DA PARCIALIDADE DOS JURADOS. e § 2. § 1. Pena – reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. prevista no art. para o efeito da reparação do dano. p. inciso IV. 2.1) Trata-se de ação civil ex-delicto. DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-082008 EMENT VOL-02326-05 PP-00900 RT v. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal. quer restringindo. 387.).” 91. seu representante legal ou seus herdeiros. Não se faz mister a certeza da parcialidade que pode submeter os jurados. 387. Precedente. Primeira Turma.da certeza da imparcialidade dos jurados. A circunstância de as partes e o Juízo local se manifestarem favoráveis ao desaforamento. nos exatos termos do preceito contido no parágrafo único do já mencionado art. Relator(a): Min.º Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim de retê-lo no local de trabalho. 149. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. 63: “Transitada em julgado a sentença condenatória. a definição dos fatos indicativos da necessidade de deslocamento para a realização do júri — desaforamento — dá-se segundo a apuração feita pelos que vivem no local.” (. Cármen Lúcia. do Código Penal.

(OAB UNIFICADO 2010.. mesmo fora de sua circunscrição.º). quando necessário. 5. Entretanto. Os seguranças praticaram. poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa.” A atribuição da autoridade policial é determinada. na medida em que a autoria do delito não foi esclarecida pelas autoridades policiais. art. e bem assim providenciará. em consequência.” 93.. ainda. se o crime é cometido: I – contra criança ou adolescente.. que uma autoridade policial. pratique diligências necessárias a respeito de fato que ocorra em sua presença até a chegada da autoridade competente.1) Leia-se o que prescreve o art. art.2 – Parte especial. o juiz deverá remeter os autos para o juizado especial competente. (. 2 ed. Não se impede.º do art. Isso porque o delito de dano (CP. 29). o rol das testemunhas. caput) é considerado de menor potencial ofensivo (Lei n. 92.826/2006. de acordo com o lugar onde se consumou a infração (CPP. art. 383 do CPP. tenha de aplicar pena mais grave. LIII). então.º A pena é aumentada de metade. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa.1) A resposta é afirmativa.º. a classificação do crime e. a autoridade com exercício em uma delas poderá.. Nos termos do art. o crime previsto no art. art. a este serão encaminhados os autos. 4.” No caso.) § 2. 383 do Código de Processo Penal: “O juiz. o comando do § 2. razão pela qual é aplicável. § 2.º Tratando-se de infração da competência de outro juízo. (. Op. o inquérito não está abrangido pela norma constitucional que trata da regra de competência das autoridades judiciais (CF. na medida 200 .099/1995. 163. Assim. 129. por outro lado. poderá ser imputada a todos os agentes a prática do crime formação de quadrilha ou bando. Na doutrina. 383). (OAB UNIFICADO 2010.º 9. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. art. 41 do CPP: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso.º). permite-se que a autoridade policial proceda a diligências em qualquer outra circunscrição da comarca. como houve associação de mais de três pessoas para a prática de delitos. esta não seria viável. p. conferir o posicionamento de José Henrique Pierangeli. independentemente de precatórias ou requisições. confira-se o posicionamento de José Henrique Pierangeli. 16 da Lei 10. até que compareça a autoridade competente. além de o próprio comerciante não dispor de elementos de prova nesse sentido. nos expressos termos do art. 61).)” Na doutrina. 288 do Código Penal. p. § 2. Não existe qualquer impedimento legal para a aplicação do instituto da emendatio libelli em segunda instância (CPP. Na hipótese. independentemente de precatórias ou requisições. ainda.. art. cit. 77-80. V. O CPP autoriza. ainda que. São Paulo: RT. com todas as suas circunstâncias. ordenar diligências em circunscrição de outra. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença. pois não há que se falar em surpresa para as partes. Manual de direito penal brasileiro.II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. 156-161. em tese. 22 do Código de Processo Penal: “No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. que as investigações encetadas por determinada delegacia possam ser avocadas e realizadas por outra.. nos inquéritos a que esteja procedendo. noutra circunscrição. de modo geral. Apesar de ser. a fim de evitar que a burocracia atrase as investigações. possível intentar ação penal privada subsidiária da pública (CPP. 2007. além do crime de lesão corporal grave (CP. com o fim de retê-lo no local de trabalho. não estariam completamente atendidos os requisitos previstos no art. art. Por fim.

nos termos do art.. concedendo-se a palavra. para apresentar suas alegações finais orais. São Paulo: Saraiva.. p. prorrogáveis por mais dez. de acordo com o que dispõe o art.1) Considerando que a pena máxima cominada ao crime de abandono de incapaz é inferior a quatro anos. Curso de processo penal. a seguir. à acusação e à defesa. do Código de Processo Penal: “O procedimento será comum ou especial.º O procedimento comum será ordinário. 532 do CPP: “Na instrução. 394. 534 do CPP: “As alegações finais serão orais.” A defesa terá o prazo de vinte minutos.” Tratando-se de ação penal que seguirá o procedimento comum sumário. proferindo o juiz. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.º. sentença. § 1. poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. 466).. 94 (OAB UNIFICADO 2010.). II.em que não há alteração do contexto fático narrado na inicial acusatória (Nesse sentido: Fernando Capez. pelo prazo de 20 (vinte) minutos. prorrogáveis por mais 10 (dez). o procedimento a ser adotado será o comum sumário. (. 16 ed. respectivamente..” 201 . nos termos do art.) II – sumário. § 1. sumário ou sumaríssimo: (.. a defesa poderá arrolar até cinco testemunhas.

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