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Índice

1. Introdução ................................................................................................................................ 1
1.1. Objectivos......................................................................................................................... 1
1.1.1. Objectivo geral .......................................................................................................... 1
1.1.2. Objectivos específicos .............................................................................................. 1
2. Metodologia do trabalho .......................................................................................................... 2
3. Revisão da literature ................................................................................................................ 3
3.1. Definição de conceitos ..................................................................................................... 3
3.2. Classes principais dos compostos inorgânicos ................................................................. 3
3.2.1. Característica dos ácidos, bases, óxido e sais ........................................................... 3
3.2.2. Compostos inorgânicos de importância biológica .................................................... 5
3.2.4. Propriedades comuns de cada composto inorgânico ................................................ 8
3.3. Termoquímica .................................................................................................................. 9
3.3.1. Entalpia ..................................................................................................................... 9
3.3.2. Tipos de entalpia ..................................................................................................... 10
3.3.3. Lei de Hess e sua importância ................................................................................ 12
3.4. Base de electroquímica................................................................................................... 12
3.4.1. Conceito de electroquímica e sua importância ....................................................... 12
3.4.2. Constituição e funcionamento da pilha de Daniel .................................................. 13
4. Conclusão .............................................................................................................................. 16
5. Bibliografia ............................................................................................................................ 17

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1. Introdução

A Química Inorgânica é uma ciência que se ocupa da investigação experimental e interpretação


teórica das propriedades e reacções de todos os elementos e seus compostos excepto os
hidrocarbonetos e muitos de seus derivados. Os compostos inorgânicos variam dos sólidos
iónicos, que podem ser descritos pelas aplicações simples da electrostática clássica, aos
compostos covalentes e aos metais, que são mais bem descritos pelos modelos que têm sua
origem na mecânica quântica. Para a racionalização e a interpretação da maioria das
propriedades inorgânicas, usamos os modelos qualitativos baseados na mecânica quântica, como
as propriedades dos orbitais atómicos e seu uso para formar orbitais moleculares. O presente
pretende trazer as principais classes dos compostos inorgânicos, as suas propriedades. Para além
disso, também irá abordar a lei de Hess, a pilha de Daniell e a electroquímica.

1.1.Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
 Compreender as classes dos principais compostos inorgânicos
1.1.2. Objectivos específicos
 Identificar os compostos inorgânicos;
 Descrever as propriedades de compostos inorgânico
 Descrever a nomenclatura dos compostos inorgânicos;
 Caracterizar a Lei de Hess e sua importância
 Conhecer a constituição e funcionamento da pilha de Daniel

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2. Metodologia do trabalho
Para a materialização deste trabalho dar sustento aos objectivos acima descritos, recorreu-se a
revisão webio e bibliográfica que consiste na consulta de várias literatura disponível em formato
digital ou físico que aborda o tema em questão.

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3. Revisão da literature
3.1. Definição de conceitos

Compostos inorgânicos são todas as substâncias formadas por átomos ou moléculas de pelo
menos dois elementos diferentes, e que não contenha em sua estrutura átomos
de carbono formando cadeias e ligados ao hidrogénio. Em algumas situações o carbono pode
aparecer na estrutura do composto, mas devido a forma como está ligado, é considerado
inorgânico, como é o caso de CO2 e Na2CO3, (Atkins, 2012).

3.2.Classes principais dos compostos inorgânicos

De acordo com Teixeira (2013) os compostos inorgânicos são divididos em ácidos, bases, sais e
óxidos.

Ácidos Segundo Arrhenius, é toda substância que em solução aquosa liberta, como único catião,
o ião H+(H3O+). São subdivididos em hidrácidos e oxiácidos. Exemplos: HCl, H2SO4, HCN.

Bases ou Hidróxidos Segundo Arrhenius, é toda substância que em solução aquosa libera, como
único anião, o ião OH‒(hidroxila). Exemplos: NaOH, Ca(OH)2, Al(OH)3.

Sais Sal é toda substância que, em solução aquosa, sofre dissociação, liberando pelo menos um
catião diferente do H+ e um ânion diferente do OH‒. Exemplos: NaCl, FeCl3, Na2SO4.

Óxidos são compostos binários (possuem dois elementos) onde o oxigénio é o elemento mais
electronegativo. Exemplos: CO2, SO3, Na2O.

3.2.1. Característica dos ácidos, bases, óxido e sais


Forgaça 2013, defende que as funções inorgânicas são os grupos de compostos inorgânicos que
apresentam características semelhantes. Os compostos inorgânicos são aqueles que não formados
de átomos de carbono, tal como os compostos orgânicos.
Sais: os sais se dissociam na água e liberam iões em pequena percentagem. Pelo menos um
catião é diferente de H2O bem como um anião se diferencia do OH. Os principais representantes
são cloreto de Sódio, bicarbonato de sódio, sulfato de cálcio, fosfato de cálcio, entre outros.
Resultado de uma reacção de neutralização, que é a reacção entre um ácido e uma base onde se
forma sal e água. Os sais são sólidos, cristalinos e fazem ebulição em temperaturas altas.

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Ex.: ácido clorídrico (HCl), carbonato de sódio ( Na2CO3), cloreto de sódio, “sal de cozinha”
(NaCl), fosfato de sódio e cálcio (NaCa(PO)4).
Equações de dissociação de sais:

NaCl → Na1+ + Cl1-


Ca(NO3)2 → Ca2+ + 2 NO31-
(NH4)3PO4 → 3 NH4+1 + PO43-
Ácido: os ácidos são os compostos covalentes que possuem reacção com água, ou seja,
tem ionização. A partir disso, formam soluções que tem apenas um catião, chamado hidrónio. Os
principais representantes são ácido sulfúrico, cianídrico, acético e nítrico. As principais
características dos ácidos são cheiro forte, sabor amargo, Ph inferior a 7 e baixo ponto de
ebulição. Ex.: ácido carbónico (H2CO3), ácido fluorídrico (HF), ácido nítrico (HNO3) e ácido
sulfúrico (H2SO4).

Equações de ionização de ácidos:

H2SO4 → H3O1+ + HSO41- ou H2SO4 → H1+ + HSO4-;

HCl → H3O1+ + Cl1- ou HCl → H1+ + Cl1-.

Base: as bases se dissociam na água e liberam ião em percentual baixo. O único anião é o
hidróxido. Os principais representantes são: hidróxido de sódio, de cálcio, magnésio e amónio.

O Ph das bases é superior a 7 (o dos sais é inferior a 7). A combinação de ácidos e bases resulta
em sais e água. Ex.: amónia (NH3), hidróxido de magnésio (Mg(OH)2), hidróxido de cálcio (Ca
(OH)2) e hidróxido de sódio (NaOH).
Equações de dissociação de bases:
NaOH(s) → Na1+ + OH1-
Ca(OH)2 → Ca2+ + 2 OH1-

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Óxido: por fim, os óxidos são compostos binários que são formados por apenas dois elementos
aonde o oxigénio é o mais electronegativo. Existem óxidos básicos como do de cálcio, óxido
ácido como o de carbono e o peróxido como o peróxido de hidrogénio. Ex: dióxido de carbono
ou gás carbónico (CO2), monóxido de carbono (CO), óxido de sódio (Na2O) e óxido de zinco
(ZnO).

3.2.2. Compostos inorgânicos de importância biológica

Água (H2O): a água é o composto mais importante para a manutenção da vida. Dissolve diversas
substâncias e é a base de diversas reacções químicas e biológicas.

Cloreto de sódio (NaCl): o famoso sal de cozinha é um mineral necessário para a manutenção
da sobrevivência de todos os seres vivos, incluindo os seres humanos, e está envolvido na
regulação da quantidade de água do organismo.

Óxidos gasosos (CO2, SO2, SO3, NOx): são formados pela queima de combustíveis fósseis e
pela respiração e estão presentes em toda atmosfera terrestre, podem gerar chuva ácida e
prejudicar a camada de ozono.

3.2.3. Nomenclatura dos diferentes compostos inorgânicos

Para ácidos não oxigenados, usamos a terminação idrico. Exemplo:

HCL - Ácido Clorídrico

H2S – Ácido Sulfídrico

H2Se – Ácido Selenídrico

Para ácidos oxigenados, se o elemento possuir somente uma valência, usamos a terminação ico.

Exemplo: H2CO3 – Ácido Carbónico

H3BO3 – Ácido Bórico

Se o elemento tiver 2 valências, para a maior usamos ico e para a menor oso.

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Exemplos:

H2SO3 – Ácido Sulfuroso

H2SO4 – Ácido Sulfúrico

HNO2 – Ácido Nitroso

HNO3 – Ácido Nítrico

Se o elemento tiver 3 ou mais valências, usamos o prefixo hipo junto com o sufixo oso, e o
prefixo per junto com o sufixo ico, nesta ordem.

Exemplos:

HClO – Ácido Hipocloroso

HClO2 – Ácido Cloroso

HClO3 – Ácido Clórico

HClO4 – Ácido Perclórico

Existem casos em que o elemento forma diversos ácidos, porém sempre com a mesma valência.
usamos então os prefixos orto, meta e piro.

Exemplos:

H3PO4 – Ácido Ortofosfórico

HPO3 – Ácido Metafosfórico

H4P2O7 – Ácido Pirofosfórico

 Bases

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Se o elemento possuir somente uma valência, usamos a expressão “hidróxido de” seguida do
nome do elemento. Exemplo:

NaOH – hidróxido de sódio

Ca(OH)2 – hidróxido de cálcio

Se o elemento possuir duas valências, usamos a expressão “hidróxido de” seguida do nome do
elemento e os sufixos oso e ico, ou então a valência em números romanos. Exemplo:

Fe(OH)2 – Hidróxido Ferroso ou Hidróxido de Ferro ii

Fe(OH)3 – Hidróxido Férrico ou Hidróxido de Ferro iii

Óxidos

Se o elemento possuir somente uma valência, usamos a expressão “óxido de” seguida do nome
do elemento. Exemplo:

BaO – óxido de bário

K2O – óxido de potássio

Se o elemento possuir duas valências, usamos a expressão “óxido de” seguida do nome do
elemento e os sufixos oso e ico, ou então a valência em números romanos. Exemplo:

Cu2O – Óxido Cuproso ou Óxido de Cobre i

CuO – Óxido Cúprico ou Óxido de Cobre ii

NiO – Óxido Niqueloso ou Óxido de Níquel ii

Ni2O3 – Óxido Niquélico ou Óxido de Níquel iii

Sais

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Os sais derivam da reacção de um ácido ou óxido com uma base. Os sais sem oxigénio mudam a
terminação idrico para a terminação eto. Exemplo:

CaS – Sulfeto de Cálcio, vem do Ácido Sulfídrico

RbH – Sluoreto de Rubídio, vem do Ácido Fluorídrico

Os sais oxigenados de menor valência mudam a terminação oso param ito. Exemplo:

Na2SO3 – Sulfito de Sódio, vem do Ácido Sulfuroso

LiNO2 – Nitrito de Lítio, vem do Ácido Nitroso

Os sais oxigenados de maior valência mudam a terminação ico para atam. Exemplo:

Na2SO4 – Sulfato de Sódio, vem do Ácido Sulfúrico

NaClo3 – Clorato de Sódio, vem do Ácido Clórico.

O prefixo hipo, per, orto, meta e piro são mantidos inalterados nos sais, mudando apenas as
terminações de oso para ito e de ico para ato. Exemplos:

NaPO3 – Metafosfato de Sódio, vem do Ácido Metafosfórico

Ca2P2O7 – Pirofosfato de Cálcio, vem do Ácido Pirofosfórico.

Para terminar, os nomes dos catiões seguem as regras mencionadas acima para as bases e os
óxidos, usando os sufixos oso e ico ou algarismos romanos para as valências.

3.2.4. Propriedades comuns de cada composto inorgânico

Um composto inorgânico é a substância na qual os átomos de dois ou mais elementos são


combinados. Alguns compostos são chamados de inorgânicos porque vêm de minerais e não de
coisas vivas ou orgânicas.
Compostos que contém carbono quase sempre são compostos orgânicos, mas tem excepções
como o dióxido de carbono que são inorgânicos.

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Compostos inorgânicos contêm metais ou hidrogénio combinado com um não-metal ou um
grupo de não metais.
Podem ser compostos iónicos (ex. NaCl) ou ainda covalentes (ex. silicatos), mas não é raro
observar mais de um tipo de ligação em compostos inorgânicos. Os compostos de
coordenação também pertencem a esta categoria de compostos e formam ligações de
coordenação que tem carácter iónico ou covalente.
Os compostos inorgânicos são constituintes químicos de uma célula, e são constituídos
basicamente por água e sais minerais, (Atkins e Jones, 2012).

3.3.Termoquímica

É uma das áreas da termodinâmica, que estuda as quantidades de calor absorvidas ou


desprendidas nas reacções químicas. Este é um ramo da termodinâmica, pois o sistema é
reaccional, onde as reacções químicas provocam troca de energia entre o sistema e suas
vizinhanças. A manutenção da vida e de toda actividade de nosso corpo só é possível graças aos
alimentos, principalmente os Carboidratos e as gorduras. Os Carboidratos, que são as principais
fontes de energia para o nosso corpo, são compostos orgânicos constituídos por carbono,
hidrogénio e oxigénio que quando transformados em glicose, pelo organismo, se tornam solúveis
no sangue e podem ser transportados pelo sangue para as células.

Ex.: O calo liberado na queima do gás butano que cozinha os alimentos;

C4H10 (g) + 13/2 O2(g) => 4 CO2(g) + 5H20(g) + calor

O calor libertado na combustão do álcool ou da gasolina que movimenta os veículos;

C2H60(l) + 3O2(g) => 2 CO2(g) + 3 H2O(g) + calor

3.3.1. Entalpia

A entalpia faz parte da Termoquímica, que estuda os princípios da termodinâmica que envolvem
as trocas de calor que ocorrem durante uma reacção química, entre o sistema e o meio ambiente
externo. A entalpia é uma grandeza física que mede a máxima energia em um sistema
termodinâmico em forma de calor.

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A maioria das reacções químicas é acompanhada pela liberação ou pela absorção de calor.
Quando há liberação de calor a reacção é chamada exotérmica e quando há necessidade de
absorver calor para que ela ocorra, é conhecida como endotérmica.

A entalpia absoluta (H) é definida pela fórmula:

H = U + PV

Onde temos que:

 U = energia interna do sistema


 PV= quantidade de energia associada ao conjunto sistema-vizinhança, nas CNTP.

3.3.2. Tipos de entalpia

Entalpia de Combustão

A Entalpia de Combustão refere-se à energia liberada pela combustão de um mol de um


composto. Toda reacção de combustão é exotérmica, ou seja, liberam energia para o meio, e essa
energia liberada em forma de calor pode ser calculada através da variação de entalpia. A Entalpia
de combustão consiste na variação de energia liberada pela queima de 1 mol de uma substância
qualquer nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP, onde, temperatura = 25°C e
pressão = 1 atm). Tratando-se de uma reacção exotérmica, os valores de ΔH serão sempre
negativos, pois a energia dos reagentes será sempre maior que a energia dos produtos.

Entalpia Padrão (ΔH°)

O ponto inicial para as medidas de ΔH calculados é zero, e por convenção, adopta-se que
toda substância simples possui valor de entalpia equivalente a 0. Este valor recebe também o
nome de Entalpia Padrão. A partir a entalpia padrão é possível realizar comparativos de valores
de entalpia de diversas substâncias, em diferentes condições de temperatura e pressão. De acordo
com a Lei de Hess, a entalpia padrão de uma reação química obtida através da somatória dos
valores das entalpias padrões das semi-reações que fazem parte da equação global, desse modo:

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X+Y→Z ΔH1

Z+W→A+K ΔH2

K→Y+B ΔH3

X+W→A+B ΔH4

ΔH = ∑ ΔH1 + ΔH2 + ΔH3 + ΔH4 ...

Entalpia de Ligação

A entalpia de ligação estuda a energia liberada ou absorvida para que ocorram as quebras
nas ligações químicas que compões as substâncias. Quando há o rompimento de ligações
químicas nas moléculas dos reagentes, ocorre um processo endotérmico, já quando há
necessidade de que ocorra um rearranjo molecular para a formação de novas moléculas, temos
um processo exotérmico. É possível encontrar em diversas literaturas tabelas que possuem
diversas entalpias de ligação de diversas substâncias químicas.

Entalpia de Formação (ΔH°f)

A Entalpia de formação refere-se à energia em forma de calor liberada ou absorvida quando há a


formação de um mol de substância simples. A variação da entalpia de formação de uma
substância pode ser calculada desde que se tenha a informação do valor de entalpia de formação
da reacção que forma essa substância, a partir de substâncias simples, como podemos ver no
exemplo a seguir, calculando a entalpia de formação da água:

H2(g) + ½ O2(g) → H2O(l)

ΔH°f = -68 kcal/mol

CNTP: 25°C / 1atm.

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Tratando-se de duas substâncias simples em condições normais de temperatura e pressão,
consideramos a entalpia igual a zero, e temos a informação de que a entalpia de formação da
água é igual a -68kcal/mol. Com essas informações é possível calcular a variação de entalpia:

ΔH = Hfinal (produto) – Hinicial (reagente)

-68,4 = HH2O – (HH2 + ½ HO2)

-68,4 = HH2O – 0

HH2O = -68,4 kcal/mol ou – 285,91 J/mol (SI)

Portanto, temos que a entalpia de formação de 1 mol de água é equivalente à -68,4 kcal/mol,
caracterizando uma reacção exotérmica.

3.3.3. Lei de Hess e sua importância

Esta lei defende que “O calor liberado ou absorvido numa reacção química independe dos
estados intermediários pelos quais a reacção passa.” Ou seja, a variação de entalpia de uma
reacção não depende de estados intermediários: depende apenas dos estados iniciais e final da
reacção; De acordo com essa lei é possível calcular a variação de entalpia de uma reacção através
da soma algébrica de equações químicas. O principal uso prático desta lei, é que a partir dela, é
possível calcular o ΔH de forma teórica em reacções que muito dificilmente podem ser colocadas
em prática, ou simplesmente não acontecem. Para isso, basta considerar o ΔH de outras reacções
conhecidas na prática.

Ou seja, podemos dizer então que, quando se parte sempre do mesmo estado inicial de uma
reacção, e ao chegar também sempre a um mesmo resultado final, o ΔH desta reacção será
exactamente sempre o mesmo, mesmo que ela venha a acontecer em diferentes etapas.

3.4.Base de electroquímica
3.4.1. Conceito de electroquímica e sua importância

A Electroquímica é um ramo da Química que estuda o fenómeno da transferência de electrões


para a transformação de energia química em energia eléctrica e vice-versa, (Aroeira, 2016).

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As reacções que envolvem transferência de electrões são chamadas de reacções, pois nelas
ocorrem simultaneamente a redução e a oxidação. A espécie química que perde electrões passa
por uma oxidação e fica com o Nox (número de oxidação) maior. Já a espécie química que
recebe esses electrões passa por uma redução e o seu Nox fica menor.
Por exemplo, a seguir há uma reacção desse tipo, na qual uma placa de zinco metálico (Zn0) é
colocada em uma solução de sulfato de cobre (que possui catiões cobre II (Cu2+) dissolvidos). O
zinco sofre oxidação, perdendo dois electrões e transformando-se no catião zinco (Zn2+),
enquanto os ião cobre recebem esses electrões e transformam-se em cobre metálico (Cu0).
Zn(s) + Cu2+(aq) → Zn2+(aq) + Cu(s)
Assim, nos fenómenos electroquímicos, sempre ocorrem reacções semelhantes a essa. Porém,
isso pode ocorrer de duas formas. Os dois campos de estudo principais da Electroquímica são:

Pilhas e Baterias: Nesse caso existe a conversão de energia química em energia eléctrica, ou
seja, usam-se as reacções químicas de oxi-redução espontâneas para a geração de electricidade.

Dentro das pilhas são colocadas certas substâncias químicas que reagem espontaneamente
transferindo electrões, isto é, por meio de reacções de oxi-redução. As pilhas possuem dois
eléctrodos, que são:

- Ânodo: polo negativo onde ocorre a oxidação;


- Cátodo: polo positivo onde ocorre a redução.
As pilhas e baterias também possuem um electrólito, que é uma solução condutora de iões.
Assim, forma-se um fluxo de electrões entre esses polos que resulta na formação de uma corrente
eléctrica que pode ser utilizada para que diversos aparelhos eléctricos funcionem.

A diferença entre as pilhas e as baterias é que enquanto as pilhas possuem somente dois
eléctrodos, as baterias são formadas por várias pilhas conectadas em série ou em paralelo, ou
seja, possuem vários eléctrodos, o que aumenta a sua voltagem.

3.4.2. Constituição e funcionamento da pilha de Daniel


Atkins e Jones (2001), defendem que as primeiras aplicações importantes da electricidade
provieram do aperfeiçoamento das pilhas voltaicas originais pelo cientista inglês John
Frederick Daniell, em 1836. Pilhas electroquímicas são sistemas que produzem corrente

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contínua e baseiam-se nas diferentes tendências para doar e receber electrões das espécies
químicas.

A pilha de Daniell é constituída de uma placa de Zinco (Zn) em uma solução de ZnSO4, de
concentração 1mol/L, e uma placa de Cobre (Cu) em uma solução de CuSO4, de concentração
1mol/L. As duas soluções são ligadas por uma ponte salina, ou por uma parede porosa, como
mostra o esquema.

Os electrões circulam do eléctrodo de maior potencial de oxidação para o de menor potencial de


oxidação. No caso da pilha de Daniell os electrões vão do zinco para o cobre.

Pólo positivo – o de menor potencial de oxidação – Cu.

Pólo negativo – o de maior potencial de oxidação – Zn.

Cátodo – placa de menor potencial de oxidação – Cu. Onde ocorre redução.

Ânodo – placa de maior potencial de oxidação – Zn. Onde ocorre oxidação

Variação de massa nas placas

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Placa de maior potencial de oxidação – diminui – Zn. Placa de menor potencial de oxidação –
aumenta – Cu.

Equação global da pilha: Zn(s) + Cu(aq) +2 → Zn(aq) +2 + Cu

A pilha de Daniell é representada pela seguinte notação:

Zn°/ Zn2+//Cu2+/ Cu°


Ânodo - Ponte Salina ( // ) - Cátodo
Ponte salina: a parede porosa (de porcelana, por exemplo, chumaço de algodão) tem por função
manter constante a concentração de iões positivos e negativos, durante o funcionamento da pilha.
Ela permite a passagem de catiões em excesso em direcção ao cátodo e também a passagem dos
aniões em direcção ao ânodo. Atravessando a parede porosa, os iões em constante migração
estabelecem o circuito interno da pilha.

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4. Conclusão

Após a realização do trabalho, conclui-se que os compostos inorgânicos apresentam, em sua


maioria, algumas importantes características, como o facto de serem iónicos (com excepção dos
ácidos inorgânicos que são covalentes), sólido sem temperatura ambiente (com excepção dos
ácidos inorgânicos que são líquidos e de alguns óxidos que são gasosos) e apresentarem
metais em sua composição (com excepção da maioria dos ácidos inorgânicos).
As características dos compostos inorgânicos estão relacionadas com a classe funcional à qual
eles pertencem. Já a obtenção deles está associada às reacções químicas necessárias para a sua
formação.

A lei de Hess, que é experimental, de fundamental importância no estudo da termoquímica,


estabelece que: o calor liberado ou absorvido numa reacção química independe dos estados
intermediários pelos quais a reacção passa, ou seja, a variação de entalpia em uma reacção
química depende apenas dos estados iniciais e final da reacção.

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5. Bibliografia
 Aroeira, G, J.R. (2016) Eletroquímica - conceitos fundamentais. Infoescola
 Atkins, P.W., Jones, L., (2012) Princípios de química: questionando a vida moderna e o
meio ambiente. 5ª ed., Porto Alegre: Ed. Bookman,
 Atkins, P.W. Jones, L.L (2001) Principio de Química: questionando a vida moderna e o meio
ambiente, Ed. Bookman,
 Fogaça, J. R. V. "Funções inorgânicas"; Brasil Escola. Disponível em
<https://brasilescola.uol.com.br/quimica/funcoes-inorganicas.htm>. Acesso em 18 de
maio de 2019.
 https://www.coladaweb.com/quimica/quimica-inorganica/nomenclatura-de-acidos-bases-
sais-e-oxidos
 http://www.ess.inpe.br/courses/lib/exe/fetch.php?media=wiki:user:entalpia.pdf
 https://www.ufpe.br/cap/images/quimica/katiaaquino/2anos/aulas/termoquimica.pdf

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