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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

MBA EM AUDITORIA GOVERNAMENTAL

Resenha Crítica de Caso


Leandro da Anunciação Machado

Trabalho da disciplina: Administração Publica Gerencial


Tutor: Prof. Antonio Luis Draque Penso

Salvador
2020

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Administração Pública Brasileira: O Modelo Gerencial e as Ferramentas de
Melhoria na Gestão Pública

Referência: Santos, Ânderson Ferreira dos. Administração Publica: O modelo


Gerencial e as Ferramentas de melhoria na Gestão Publica. Revista Cientifica
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, ed. 08, vol.04, pp.69-85, Agosto
de 2018. Disponível em: http://pos.estacio.webaula.com.br/ead/sendWork. Acesso
em 01/02/2020.

O autor deste artigo aborda sobre os principais modelos de gestão adotados na


administração publica brasileira, que historicamente foi divida em três:
patrimonialismo, burocrática e gerencial, contextualizando a importância de cada
uma na historia, onde a ultima foi o modelo que mais contribuiu para melhoria de
gestão publica devido ao surgimento de novas ferramentas para prestação de
serviços públicos.

O primeiro modelo de gestão publica surgiu com a chegada da família real no país,
chamada de patrimonialismo, devido a não distinção entre o que era bem público e o
que era bem privado. Exemplificando seria o mesmo que dizer que tudo que existe
no Brasil seria do Presidente Bolsonaro, um dos fatores desse modelo era a troca de
favores, privilegiando assim a interesses de particulares, consequentemente
também era marcante à corrupção e o nepotismo. Com o advento da revolução
francesa e o surgimento do capitalismo industrial, onde há necessidade de
profissionalizar a gestão publica, distinguindo mercado, sociedade e estado, então o
patrimonialismo não consegue mais se sustentar como modelo de gestão publica.

Santos aborda o surgimento do modelo burocrática como alternativa mais


adequada, separando o publico do privado, buscando a redução da corrupção e do
nepotismo, principais características são impessoalidade, o profissionalismo, a
hierarquia profissional e a carreira pública, controle rígido de processos, contratação

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de serviços e produtos e atendimento ao publico, visando tornar o estado mais
eficiente, mas evidentemente na pratica isso não aconteceu, o que se viu foi o
surgimento das disfunções burocráticas: resistência a mudanças, rigidez e falta de
inovação, apreço as regras e não ao resultado, lentidão na tomada de decisão e
excesso de formalização. E como alternativa ao modelo burocrático em 1995 surge
o modelo gerencial como conceito de eficácia e pretensão de suprir as disfunções
burocráticas para que o estado se torne mais eficiente, dessa forma o governo criou
o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE), onde seu objetivo era
a implementação do modelo gerencial objetivando aumentar a capacidade do estado
em implementar de forma eficiente as politicas publicas, o governo na intenção de
diminuir a influencia que ainda é forte dos modelos anteriores como o clientelismo,
nepotismo, corrupção e troca de favores, vem investindo em capacitação de
servidores através de técnicas provenientes do setor privado.
As principais ferramentas do setor privado utilizado utilizadas nas entidades publicas
são: benchmarking, downsizing, ciclo PDCA, diagrama de Pareto, diagrama de
Ishikawa, orçamento participativo, reengenharia e as tecnologias das informações.
Essas ferramentas tem a função de identificar as melhores praticas, aprimorar
procedimentos, enxugamento organizacional promovendo redução de custos e
flexibilidade organizacional, transferência de atividades não essenciais a terceiros,
padronização de controles para evitar ou reduzir os erros, de modo de máximar a
eficiência, identificação e direcionamento de esforços para os problemas mais vitais,
maior participação da sociedade no processo de planejamento, execução e
fiscalização das execuções orçamentarias, facilidade na comunicação, maior
transparência.
Fica claro que o modelo gerencial sofre ainda com as heranças deixadas pelos
modelos burocrático e patrimonialista, consequentemente prejudicando na garantia
de qualidade nos serviços públicos, mas com o advento das novas rotinas
administrativas e com o avanço das tecnologias de informação os órgãos públicos
vêm buscando alternativas utilizadas no âmbito privado para aumentar a eficiência
dos seus serviços. Apesar dessas alternativas, a utilização de ferramentas não ter o

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mesmo efeito com se tem na área privada, percebe-se que é de grande ajuda na
percepção de um estado lendo e ineficiente.

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