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Ricardo de Oliveira

ESCATOLOGIA BÍBLICA
A volta de Jesus e os seus
Acontecimentos futuros

São Miguel dos Milagres


Março/2018

1
INTRODUÇÃO

O SIGNIFICADO
DA ESCATOLOGIA

Pensando no crescimento espiritual do povo de Deus, e a constante motivação para a leitura


da Bíblia, surgiu o desejo de conhecer com mais profundidade a doutrina sobre uma das mais belas
esperanças da igreja, uma vez que estudos como este têm sido esquecidos nos púlpitos das
congregações, provavelmente por se tratar de um assunto de difícil ministração e complexidade para
muitos dos ministros. Porém, com a ajuda do nosso bom Deus e auxílio do Espirito Santo procurei
neste estudo trazer de forma mais elucidativa possível um pouco dessa bendita esperança e
promessa, que é a Volta de Jesus e os acontecimentos futuros, que teologicamente chamamos de
ESCATOLOGIA.

Antes de definir a palavra “escatologia”, vamos ler um texto nas sagradas escrituras:

“Filhinhos é já a última hora, e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora,
muitos anticristos tem surgido; pelo que conhecemos que é a última hora”. 1 João 2.18.

Com base no texto em apreço é mister estudarmos sobre a vinda de Jesus, uma vez que, o
mundo esta vivendo uma paranoia generalizada, o caos tem tomado conta da sociedade, da politica,
da justiça, das forças de segurança, e, pasmem até das nossas igrejas! Pois é, vivemos uma época de
indiferença espiritual nos templos, não existe mais fervor nos corações, a maioria dos cultos é
mórbido, apático, sem profundidade espiritual, carentes de palavras puras, edificantes, que levem os
crentes a mergulharem nos rios do Espirito.
A vida no planeta está cada vez mais complicada, e a tendência é piorar ainda, não haverá
melhoras, a natureza protesta, os céus protestam, as catástrofes anunciam que o Rei está voltando,
MARANATA, ora vem Senhor Jesus!
Estudar Escatologia é compreender o porquê de estes acontecimentos estarem tão evidentes
e continuados em nosso tempo.

ESCATOLGIA – No grego skatos – último, final. E logia – tratado, estudo. Define-se


então como “doutrina, ensino das últimas coisas”. Ou seja, os eventos que estão para
acontecer desde a vinda do Senhor Jesus até a eternidade com Ele e sem Ele.

Não podemos compreender Escatologia sem o estudo do livro do Apocalipse um dos livros
bíblicos mais difíceis de serem interpretados. Caracteriza-se pelo emprego frequente de símbolos e
figuras. Seus intérpretes discordam a respeito do modo e do tempo em que as visões são cumpridas.
Sendo assim, identificamos quatro métodos de interpretação do livro de Apocalipse, a saber,
o método preterista, o historicista, o futurista e o idealista. Há, ainda, intérpretes que defendem
uma combinação desses métodos. Vamos a uma abordagem sucinta de cada um desses métodos
interpretativos.

MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO
DO LIVRO DO APOCALIPSE

1. O PRETERISMO

Essa corrente busca interpretar o Apocalipse com base no seu contexto histórico. O
simbolismo desse livro se relaciona predominantemente (ou exclusivamente) com os eventos
2
contemporâneos a João (o autor) e às sete igrejas asiáticas (os destinatários). O seu cumprimento
teria ocorrido boa parte na destruição de Jerusalém (no ano 70 d.C.).
Segundo essa interpretação, o Apocalipse teria sido escrito com o propósito de confortar e
encorajar a igreja do seu tempo, em meio às terríveis perseguições que estavam sofrendo. A vinda do
Senhor significa a intervenção divina a fim de destruir os governos perversos e estabelecer o seu
reino (do Senhor). A besta simboliza o Império Romano; o falso profeta, a classe sacerdotal asiática
que promovia o culto ao imperador. A grande meretriz do capítulo 17 seria a cidade de Roma no
século I, ou, para alguns intérpretes, a Jerusalém apóstata. Segundo o método preterista, o
Apocalipse não é um livro escatológico.

2. O HISTORICISMO

O método historicista entende que o livro de Apocalipse é uma predição da história geral e
eclesiástica. Esse método é extremamente amplo, podendo levar a diversas interpretações acerca
dos símbolos e dos cumprimentos proféticos. O livro poderia fazer alusão a muitos acontecimentos,
como as invasões bárbaras, o surgimento e a expansão do Islã, as pestes que ocorreram na Europa
medieval, a Reforma Protestante, a Revolução Francesa e até as Grandes Guerras do século XX.
Uma linha de interpretação historicista que se tornou muito comum é a que identifica, na
besta, o papado e, no falso profeta, a Igreja Romana. Por muito tempo o método historicista foi o
predominante no meio protestante.

3. O FUTURISMO

O método futurista relaciona os símbolos e as profecias do Apocalipse com os acontecimentos


do fim dos tempos, as últimas coisas. Tudo se encontraria no contexto da crise final que antecede a
segunda vinda de Cristo em sua segunda fase. A besta seria um líder político que instauraria um
governo mundial, exigindo a adesão de todos os povos. O falso profeta seria uma religião ou um
movimento ecumênico que daria suporte espiritual ao governo do Anticristo.
Dentro dessa linha de interpretação surgiu e destacou-se o dispensacionalismo. Este sugere
que as sete igrejas asiáticas mencionadas no livro simbolizam sete períodos da história eclesiástica.
Crê num arrebatamento secreto da igreja, ao que se segue um período de grande tribulação que
duraria sete anos, no qual o povo judeu sofreria feroz perseguição, até que se convertesse a Cristo.
Ao final desses sete anos, Cristo voltaria para destruir as bestas (Falso Profeta e Anticristo), prender
Satanás e estabelecer um reino de mil anos na terra.

4. O IDEALISMO

Esta interpretação considera todo o conteúdo do livro em sentido figurado (ou até
metafórico). Esta interpretação supõe que João estaria falando de um conflito espiritual e não de
uma experiência física e real. Esta interpretação tem sempre a tendência de considerar que o mundo
estaria cada vez mais perfeito e que estaríamos todos ingressando em um novo reino e que as
profecias seriam apenas o conflito espiritual pessoal de João. Porém, todos os acontecimentos dos
séculos XX e XXI mostram que o mundo tem somente piorado, promovendo uma verdadeira
degeneração da raça humana. Isto prova que esta interpretação não tem o menor fundamento.

3
OS SINAIS QUE PRECEDEM
A VINDA DE JESUS PARA
O ARREBATAMENTO
DA IGREJA
A volta de Jesus será precedida por alguns sinais, que estariam em grande evidência nos
últimos dias, como prenúncio de que a nossa redenção está próxima. A qualquer momento
deixaremos esta terra podre, corrompida e estaremos para sempre com o Senhor. Vejamos alguns dos
sinais:

“Quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai a cabeça, porque a vossa
redenção se aproxima”. Lucas 21.28

1. SINAIS NO MUNDO SOCIAL

1.1. – VIOLÊNCIA. Gênesis. 6.11; Mateus 24.37;

O Global Peace Index 2016 (Índice Global da Paz), divulgado pelo Instituto de Economia e da
Paz nesta quarta-feira (08/06/2017), aponta que a violência aumentou em todo o mundo, atingindo o
pior nível em 25 anos.
O índice, que mede 23 indicadores – como incidência de crimes violentos, níveis de
militarização e importação de armamentos – indica que os conflitos no Oriente Médio são os maiores
responsáveis pelo aumento da violência global.
Ao observarmos o ano passado, se não levássemos em conta o Oriente Médio [...] o mundo
teria sido mais pacífico", disse Killelea. Mais de 100 mil pessoas morreram em conflitos em 2014. Em
2008, foram 20 mil. A Síria, com 67 mil mortes em 2014 em meio à guerra civil, foi responsável pela
maior parte desse aumento.
A violência mata mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo a cada ano, segundo um relatório
divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ou seja, a cada um minuto uma pessoa morre
vítima da violência.

No Brasil só pra relembrar alguns casos chocantes:

A Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro,


foi palco de momentos de terror em abril de 2011. Às oito e meia da manhã de
uma quinta-feira que poderia ser igual a qualquer outra, doze estudantes
foram assassinados e outros doze ficaram feridos após um ex-aluno de 23 anos
abrir fogo contra eles. Um policial militar surpreendeu Wellington Menezes de
Oliveira com um tiro na barriga, fazendo-o cair da escada. O atirador se matou
com um tiro na cabeça e foi enterrado como indigente. -
https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/relembre-22-crimes-que-chocaram-
o-brasil.htm?cmpid=copiaecola
Suzane Louise Von Richthofen mandou matar os próprios pais na
madrugada do dia 31 de outubro de 2002 no Brooklin, bairro nobre de São
Paulo. - https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/relembre-22-crimes-que-
chocaram-o brasil.htm?cmpid=copiaecola.
Existe uma guerra civil no Rio de Janeiro, que nos últimos anos tem
matado mais pessoas do que a guerra do Golfo, a briga pelo tráfico levou vidas
inocentes, em 2016 e 2017, em média morreram dois policiais por dia, que
deixaram as seus filhos órfãos, por seu um funcionário público da segurança
carioca.

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1.2 – PESTES, EPIDEMIAS. (Lucas 21.11);

A cada ano que passa as doenças surgem e ressurgem com força fatal, levando milhões de
pessoas a morte, algumas das mais terríveis e suas vítimas, segundo a OMS.

1.2.1 - PESTE NEGRA - 50 milhões de mortos (Europa e Ásia) – 1351


A peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior
epidemia que atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida
que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a
população de ratos urbanos;
1.2.2 – CÓLERA - Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824
Conhecida desde a Antiguidade teve sua primeira epidemia global em
1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas
mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos;
1.2.3 - FEBRE AMARELA - 30 000 mortos (Etiópia) – 1960 a 1962
O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou
grandes epidemias na África e nas Américas, é retornou com força e está
apavorando o Brasil;
1.2.4 – MALÁRIA - 3 milhões de mortos por ano – Desde 1980
Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a
doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da
atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids;
1.2.5 – AIDS - 22 milhões de mortos – Desde 1981
A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então
foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde;

1.2.6 - H1N1 – GRIPE A – 300 mil pessoas mortas só em 2009


Surgiu uma nova estirpe do vírus da gripe A-H1N1 (2009) que afeta
humanos. Contém segmentos de genes de vírus da gripe suína, das aves e
humana numa combinação que não tinha sido observada antes.

1.2.7 – DENGUE/CHIKUNGUNYA – No Brasil perto de 1 milhão mortes


Um pequeno mosquito tem causado um pânico geral na sociedade,
mobilizando a Nação para o combate, através de ações preventivas, mas, em
muitos casos tem se tornado ineficaz, uma vez que, o mosquito tem se
desenvolvido cada vez mais forte e mortal.

1.3 - FOME. (Marcos 13.8)

Ao analisar as sociedades, Thomas Malthus imaginou que no futuro a humanidade não


conseguiria produzir alimentos suficientes para sustentar todas as pessoas do mundo, pois percebeu
que a oferta de comida não acompanhava o crescimento da população. 
De certa forma, sua conclusão naquela época era até plausível, no entanto, sua teoria não
obteve grandes repercussões.
Coincidência ou não, estamos em pleno século XXI e a produção de alimentos está escasso, o
mundo nos últimos dias se preocupa com essa questão, o preço dos alimentos teve acréscimos
significativos. 
Os jornais mostram constantemente no Continente Africano a situação de calamidade de
alguns países como: Moçambique, Angola, Somália, Guiné, Zaire, etc. homens, mulheres e crianças,
morrendo de fome, subnutridos. E não precisa ir tão longe, no Brasil, o Nordeste tem enfrentado uma
crise hídrica, os rios secaram a chuva não vem como deveria vir. E para sobreviver a isso, os
sertanejos para não morrerem de fome comem palma. É de arrepiar, e o que fazer se todos os dias
aumenta a população mundial? JESUS ESTÁ VOLTANDO, PREPARA-TE IGREJA.
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ESTIMATIVA DA FOME - (2005)

 50 milhões de pessoas morrem por ano;


 4 milhões por mês;
 120 mil por dia;
 5 mil por hora;
 120 por minuto;
 2 por segundo.

2. SINAIS NO MUNDO MORAL. (2 Timóteo 3.1-4)

Nunca a sociedade ficou tão depravada, desrespeitosa, como nos dias atuais, a imoralidade
está desenfreada, o pudor sumiu das famílias, das escolas, das casas e até das igrejas. Pessoas a todo
instante tirando a roupa, mostrando seu corpo publicamente para o mundo ver, porque dá status, dá
dinheiro.
Porque não falar também da PL 122, que visa garantir direitos aos LGBT, criminalizando os
que são contra esta conduta profana, de união homossexual, e a todo o tempo a mídia, coloca como
foco principal, estas relações em seus noticiários, em suas novelas, em seus filmes, empurrado goela
abaixo da sociedade, para que aceite como normal, e em alguns países o casamento foi liberado.
Mulheres deixando o seu esposo por outra mulher, maridos deixando suas esposas, por outro
homem! Crianças que são atacadas na escola com o diabólico projeto de “ideologia de gênero”,
tentando confundir as mentes dos pequeninos quanto a sua sexualidade determinada por um Deus
Soberano e Criador.
Associe a isso tudo o aumento das drogas, que cada dia surge uma nova versão, LSD, Êxtase,
Craque, etc., que ceifam vidas inocentes, estraçalhando as famílias, corações de pais e mães, sabe o
que é isso tudo? A moralidade dizendo: O Rei vem aí!

3. SINAIS NO MUNDO POLÍTICO. (1 Tessalonicenses 5.3)

O mundo político também dá sinal da volta de Jesus, observamos as constantes reuniões dos
países que englobam os G12, a unificação da moeda na Europa, a tentativa de unificar também a
moeda na América Latina, o acordo do MERCOSUL, tudo isso é a plataforma do anticristo sendo
montada de forma sorrateira imperceptível a quem não tem o Espirito Santo de Deus na vida.
A ONU – Organização das Nações Unidas e OEA – Organização dos Estados Americanos, foram
criados politicamente para promoverem a harmonia estre as Nações, mas o que vemos no mundo é
um total colapso politico, movido pela ganância dos tesouros minerais e animais dos países menos
favorecidos.
E no Brasil, o ano de 2017 foi marcado por uma avassaladora operação federal, que colocou
na cadeia políticos corruptos, que roubaram somas apoteóticas de dinheiro dos brasileiros, solapado
dos cofres públicos para os seus deleites pessoais, e pagamento de propina, financiamento de
bandidagem, tráfico de drogas e outras nojeiras.

4. SINAIS NO MUNDO FÍSICO

4.1 – A MULTIPLICAÇÃO DA CIÊNCIA. (Daniel 12.4)


Vivemos na Era da Informática, a cada três ou seis meses um novo
aparelho eletrônico surge no mundo, uma tecnologia assombrosa. Robôs que
falam, fazem serviços domésticos, cirurgias, etc. A clonagem de animais,
assombrou o mundo, o homem brincando de ser deus, o transplante de células
tronco, o coração artificial, o microchip com os diversos dados pessoais e
médicos do homem, que podem apenas com um comando de voz, ligar os
aparelhos eletrônicos de casa.

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4.2 – A EXTERMINAÇÃO DA VIDA ANIMAL E VEGETAL.
Agrotóxicos poderosos, criados para combaterem pragas, tem
exterminado a fauna e a flora pelo mundo. O desmatamento da Amazônia,
considerada o pulmão do mundo. Provocando a bagunça climática vivenciada
no planeta. Seca no Nordeste, Chuva demais no Sul, descontrole da natureza,
terremotos, maremotos, tsunamis devastam países.
A camada de Ozônio afeta a temperatura do planeta, influenciando a
variação lunar, provocando ressacas de marés, aquecimento global, e até a
movimentação das placas tectônicas, desencadeando terremotos
avassaladores, como ocorreram no México e Japão.

5. SINAIS NO MUNDO RELIGIOSO. (2 Timóteo 3.1-9)


O mundo religioso esta vivendo um colapso total, cada vez mais a religião esta desacreditada,
diante dos escândalos publicados nas redes sociais. Igrejas sendo abertas em todas as esquinas, por
desarmonia entre seus líderes, por discordância de posição hierárquica. Igrejas essas que se adequam
as necessidade do público alvo (pessoas com posses e riquezas), para se adquirirem vantagens e
benefícios espirituais vendem e negociam profecias, bênçãos, etc.
O mundo religioso está de enojar, pessoas que se dizem crentes, cristãos, evangélicos, que
não demonstram em suas atitudes, falar, andar, comer, beber, vestir, se portar, diante da sociedade
como pessoas que realmente tiveram um encontro com Cristo, e passaram pelo novo nascimento. E o
que dizer do mundo gospel, de ex-cantores e cantoras, e artistas, que agora, vendo o mercado
promissor dos evangélicos, se aventuram por este meio, tentando vender o seu talento, salvo e
bastante salvo, algumas mínimas exceções, e sobre esses aventureiros o santo apóstolo Paulo já
alertava: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em
apóstolos de Cristo.” 2 Coríntios 11.13.
E o que mais me desperta para cada dia mais santificar a minha vida, buscar o Senhor em
oração, súplica, quebrantamento, são os tempos trabalhosos, e ao invés de nos voltarmos para
Cristo, estamos dando as costas para Ele. O próprio Senhor Jesus já profetizava sobre isso: “ E por se
multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” Mateus 24.12.
Temos observado a falta de comprometimento de muitos crentes nas igrejas, os cultos cada
vez mais vazios, círculo de oração cada vez mais abandonado, evangelismo em segundo plano, ensino
da palavra muito raro. Os crentes vivem como acham correto e direito, veem para igreja como uma
responsabilidade, e por essa razão vir aos domingos é a uma obrigação. Vem e voltam dos cultos e
nada muda, saem da igreja e publicam fotos nas redes sociais quase sem roupas, mostrando seu
corpo, sensualizando. Basta sair uma música nova de sucesso, que seja profana, preconceituosa,
imoral, estão lá os crentes imitando o mundo (1 Timóteo 4.1-2). O que será dessa geração, ou
melhor, o que vai acontecer com essa geração quando Jesus voltar? É o que veremos daqui a pouco.

6. UM SINAL PAR FICAR ATENTO.

6.1 – O Retorno dos Judeus a Palestina – Os judeus viveram 1878 anos


expatriados, sem terra e sem bandeira, quando em 1948 os judeus começaram
a voltar e foi criado pela resolução da ONU o Estado de Israel, é a Figueira
Brotando. Mateus 24.32; Ezequiel 11.17; Jeremias 32.36; Amós 9.14,15.

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A VINDA DE JESUS E OS FATOS
LIGADOS AO ARREBATAMENTO
DA IGREJA

A palavra arrebatar é o mesmo que tomar com violência e muita rapidez, literalmente
significa “rapto”, não dará tempo para se preparar, para se arrepender isso eu devo fazer antes. Este
rapto ficará por conta do Espirito Santo que nos entregará para Jesus nos ares.
Então vale ficar atento uma vez que:
 Não haverá tempo para que alguém se prepare;
 Não haverá tempo de avisar alguém qualquer que seja;
 Não haverá tempo para diálogos ou discussões;
 Será repentino, sem prévio aviso e sem previsão.
O arrebatamento da igreja será um fenômeno UNIVERSAL, isto é, toda a igreja de Cristo,
interdenominacional, será levada para o céu de modo instantâneo e repentino, em toda a terra no
mesmo instante.
É comparada a um casamento na cultura judaica, a noiva é conduzida ao encontro do seu
noivo. E acontecerá com os céus se abrindo para a igreja!
Os céus vão se abrir:
Gênesis 28 – os céus se abriram para Jacó;
Isaías 6 – os céus se abriram para Isaías;
Ezequiel 1 – os céus se abriram para Ezequiel;
Mateus 3 – os céus se abriram para Jesus;
Atos 7 – os céus se abriram para Estevão;
Atos 10 – os céus se abriram para Pedro;
Apocalipse 1 – os céus se abriram para João;
E em breve dias, os céus se abrirão para a Noiva do Cordeiro, conforme os
escritor aos Hebreus 10.37: “Porque ainda um poucochinho de tempo e o
que há de vir virá e não tardará”.
Jesus vai deixar uma parábola que bem relata estes acontecimentos, registrada no evangelho
de Mateus 25.1-13:
“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas,
saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas,
tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite
em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e
adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao
encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as
loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se
apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a
vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo,
chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-
se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-
nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois,
porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”.

O texto supra é bem claro para compreensão do seu leitor, sobre a principal diferença
presente nas virgens prudentes:
- Todas eram virgens;
- Todas tinham lâmpadas;
- Todas dormiram;
- Todas foram ao encontro do noivo.
Só que o texto vai dizer que o noivo demorou mais que o normal, e a meia noite ouve-se o
grito saí ao seu encontro!
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- Todas se levantaram – só que para cinco (05) delas as lâmpadas estavam se
apagando, por uma razão, a falta de azeite, pois a Bíblia as chama de loucas, por não terem reservas
de azeite. Foram pedir as prudentes, e receberam um sonoro “Não”. E foram comprar, ainda hoje
tem pessoas querendo negociar, barganhar as coisas espirituais, comprar unção, posição, cargos,
azeite, etc., ou seja, querendo viver um evangelho de fachada, sem transformação verdadeira,
preocupados demais com coisas e aparências nesta terra.
O resultado a porta se fechou! Agora veja, enquanto a porta estava aberta era o noivo,
quando se fechou, passou a ser Senhor! Diziam elas: “Abre-nos a porta!”. E a voz dizia: “Não vos
conheço”.
E porque não conhecia, porque são crentes que servem a Jesus só de lábios:
O QUE DEVERIAM SER # E O QUE SÃO!
 Eu ia para a igreja – Mas eu queria que você fosse igreja;
 E tinha uma Bíblia combinando com as minhas vestes – Eu queria que as
palavras da Bíblia combinassem com a sua prática de vida!
 Eu não perdi um domingo de culto – Mas eu queria que você prioriza-se
a minha casa todos os dias.
 Eu cantei – Não sei quem é você!
 Eu preguei – Não te conheço!
 Eu usava uma saia longa – Mas tinha uma língua maior que ela!
Tinha a cara de Abel, mas o coração era de Caim, tinham a cara de Moisés, mas o coração de
Coré, Datan e Abirão, tem a cara de Anjo, mas são demônios camuflados, cara de ovelha, mas são
verdadeiros lobos.
Algo mais interessante e esclarecedor sobre a referida passagem das dez virgens abordaremos
mais adiante detalhando as fases do casamento na cultura judaica.

As bases bíblicas do arrebatamento

Encontramos na Bíblia de forma ampla e definida acerca do arrebatamento da igreja, textos


afirmando que Jesus virá para buscar o povo que comprou pelo seu próprio sangue.
Vejamos algumas destas passagens:
 João 14.1-3;
 Filipenses 3.20-21;
 Lucas 12.35-36;
 Hebreus 10.37;
 Mateus 24.27;
 Atos 1.9-11.

A trombeta vai soar.


 Vamos ler Hebreus 9.28;
 1 Coríntios 15.19-26; 50-58;
 1 Tessalonicenses 4.13-18
A vinda de Jesus para arrebatar a igreja é bastante convincente nos textos supramencionados.
E precisamos estar cientes de que o Rei dos Reis voltará como prometeu em duas fases distintas,
acerca disso na doutrina escatológica de Paulo duas palavras se destacam acerca da volta de Jesus:
“Parousia” – Essa palavra grega era usada com o sentindo de presença ou vinda. Seu
uso técnico indicava a presença ou chegada de um rei ou governante. No Novo Testamento
ela é usada para designar a presença (vinda) de Cristo, nessa fase ele não chegará à
superfície da Terra, e não será visto por ninguém, a não ser pelos santos que Ele vem para
buscar.

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“Epiphaneia” – Essa palavra grega significa “aparição”, “resplendor” e indica a
visibilidade do retorno de Cristo. Conforme descrito em Apocalipse 1.7, “..., todo o olho o
verá”, essa será a segunda fase de sua vinda após os sete anos da Grande Tribulação. Quando
Ele virá para livrar a Israel das mãos do Anticristo. Nessa vinda, Jesus descerá no Monte das
Oliveiras (o qual se fenderá ao meio), conforme Zacarias 14.4:
“Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o
monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale, metade do monte será
removido para o norte, à outra metade para o sul”.

A primeira vinda de Jesus

Como vimos anteriormente à segunda vinda de Jesus se dará em duas fases distintas, e
estudá-las-emos separadamente para melhor entendimento, pois, ambas trarão eventos simultâneos
e importantes que merecem a nossa atenção, vamos ver.
Jesus virá na primeira fase somente para arrebatar a Igreja, e ficará nos ares esperando por
ela, sua noiva, pura, santa, imaculada, zelosa e de boas obras, e alguns acontecimentos farão parte
desse primeiro momento:
 A Ressurreição dos Mortos já transformados;
 E a Transformação dos Vivos, para subirem juntos.
Vamos ler o que disse o apóstolo Paulo:
“Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não
se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e
ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles
que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos
vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que
dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o
próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso,
os que estivermos vivos serão arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o
encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-
se uns aos outros com estas palavras”. 1 Tessalonicenses 4:13-18.

A ressurreição

Ressurreição é o ato de ressurgir, ou seja, voltar a viver novamente, no mesmo corpo, com a
mesma composição imaterial (Alma e Espirito). A Bíblia fala sobre a ressurreição para todos. A morte
já foi vencida por Cristo (1 Coríntios 15.54-57), e todos irão de ressuscitar, uns para a vida e gozo
eterno e outros para a vergonha e desprezo eterno (João 5.28-29).
Jesus divide a ressurreição dos mortos em duas fases distintas:
 A ressurreição para a vida e
 A ressureição para o juízo.
E estão separadas por um período de mil (1000) anos, a primeira é exclusiva para os santos e
a segunda para o ímpios.
RESSURREIÇÃO DE MORTOS E RESSURREIÇÃO DOS MORTOS existe diferença nessas duas
expressões, e vamos analisar distintivamente.
RESSURREIÇÃO DE MORTOS – É aquela na qual o individuo, estando morto, volta a viver
novamente. Essa ressurreição nada tem a ver com a ressurreição dos mortos. Ela ocorre para glória
do nome do Senhor, mostrando o seu poder. Ela não altera em nada a vida daquele que foi morto e
reviveu, apenas o trás de volta a essa vida, sendo novamente suscetível a morte, suas características
humanas, moral, biológica e seu caráter moral não são modificadas. Vejamos algumas delas a luz da
Bíblia:
 A filha de Jairo – Mateus 9.23-26
 O Filho da viúva de Naim – Lucas 7.11-17
10
 Dorcas – Atos 9.36-42
 Lázaro – João 11.1-45
 Êutico – Atos 20.9
 O filho da viúva de Sarepta – 1 Reis 17.8-24
 O filho da Sunamita – 2 Reis 4.32-37
 E outras mais.

A RESSURREIÇÃO DE MATEUS 27.50.54.


Vamos entender o ocorrido e tentar esclarecer o que houve, conforme a própria Bíblia nos
mostra:
Esse evento é exclusivamente registrado por Mateus, o evangelho que foi escrito aos judeus
para mostrar que Jesus era o Messias prometido, o filho de Davi. Ele mesmo disse que era a
ressurreição e a vida (João 11.6), e que tinha poder para dar a vida eterna a todos quantos nele
cressem (João 5.21). O poder de Jesus sobre a morte evidenciou-se não somente na sua morte e
ressurreição, mas também na ressurreição de um grupo de pessoas que ressuscitou com ele. Lembre-
se que os sacerdotes judeus subornaram os centuriões a negarem que Jesus havia ressuscitado
(Mateus 27.62-66), mas esses que ressuscitaram entraram em Jerusalém e apareceram a muitos que
os conheciam e se tornaram testemunhas autênticas da ressurreição de Jesus e do seu poder sobre a
morte. Eles foram na verdade instrumentos de Deus para mostrar o poder imensurável de Cristo. E
mais, foi outro milagre para provar a nação de Israel que, se recebesse a Jesus como Messias, todos
os santos seriam ressuscitados. Não sabemos porquanto tempo permaneceram vivos, se por um dia,
uma hora, trinta minutos, o que sabemos pela Bíblia é que eles não foram ressuscitados para a vida
eterna. Se assim fosse, com toda certeza o apóstolo Paulo teria escrito algo a este respeito. Mas,
aqui vai o que está escrito por ele (Paulo) Colossenses 1.18 e 1 Coríntios 15.20.
O que caracteriza essa ressurreição:
 O individuo morre novamente.
 Não há mudança nenhuma nas condições do individuo,
natureza, caráter, corpo físico.
 É individual e não coletiva.
 Ocorre para glória de Deus.

RESSURREIÇÃO DOS MORTOS – Será uma ressurreição coletiva, primeiro dos santos para o
arrebatamento e segundo dos ímpios para o juízo e tormento eterno.
 A ressurreição dos Santos –
1. Colheita principal (Arrebatamento);
2. Respigas ou Rabiscos (Na Grande Tribulação).
 A Ressurreição para o juízo.

Estado intermediário dos mortos

Antes de aprofundarmos o assunto da ressurreição dos mortos, precisamos trazer um pouco de


luz sobre os estado intermediário dos mortos, pois, nesse tema existem muitas heresias doutrinárias
em algumas igrejas (como o “Purgatório”) e principalmente nas seitas.
Nos tempos antigos a doutrina do “Sono da Alma”, tomava conta das crenças de muitos povos.
Esta é uma das formas em que a existência consciente da alma depois da morte é negada. Ela afirma
que depois da morte, a alma continua a existir como um ser espiritual individual, mas num estado de
repouso inconsciente. Daí vem à compreensão dos Adventistas de que a alma não tem qualquer
sofrimento ou alegria após a morte do corpo.

11
Por “estado” entende-se “situação; posição; condição; etc.”. Por “intermediário” entende-se
“no meio; intervalo entre dois atos, entre a morte e ressurreição; etc.”. Portanto, vejamos o que a
Bíblia diz sobre o estado intermediário dos mortos.
Após a morte física, o homem deve ir para uma posição (Salmo 16.10; 63.9; Ezequiel 32-17ss;
Lucas 16.19-31) no Intervalo entre os dois atos seguintes:
(1) A Vida Terrena, que é finalizada com a morte física; e,
(2) A Eternidade, através do Arrebatamento (para os santos – 1 Tessalonicenses 4:13-
18), ou do Juízo Final (para os ímpios – Apocalipse 20:11-15). 
O homem possui estrutura material e estrutura espiritual – “Por isso, não desfalecemos;
mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em
dia” (2 Coríntios 4.16) – Genesis 1:26; 2:7; 1 Tessalonicenses 5.23.
A Estrutura Material (Homem Externo) – É composta de um corpo, com cinco sentidos (visão,
olfato, audição, paladar e tato), sendo assim a oficina da alma mais o espírito. A Estrutura Espiritual
(Homem Interno – Romanos 7.22) – É composta de alma, com três faculdades: (a) Intelecto (com
memória, razão e imaginação); (b) Sentimento; e (c) Emoções; e, espírito, com duas faculdades: (a)
Fé; e (b) Consciência. Sendo assim, o Homem Interior possui uma fisionomia semelhante a do Homem
Exterior; isto é observado em Mateus 17.1-8, quando Moisés e Elias (Homem Interior no estado
intermediário) foram reconhecidos pelos três apóstolos.
 Quando o homem vai a óbito, ocorre uma separação – “E Abraão expirou e morreu em boa
velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo”. (Genesis 25.8) - Genesis 25.17;
35.29.
      A morte é a separação do Homem Interno, que sai de dentro do Homem Externo.
          Quando ocorre o óbito, o corpo do homem (Homem Externo) vai para a sepultura “Queber”
(hb) e, a alma mais o espírito (Homem Interno), para as regiões dos mortos. Veja 2 Coríntios 4.16;
5.1; 2 Pedro 1.14. No estado intermediário, todas as pessoas estão conscientes (não há como impedir
as ações das faculdades da alma e do espírito – Mateus 17.1-3); só não sabem o que ocorre na terra
no momento; a não ser quando encontram outros que vem da terra, via óbito, e lhes dão notícias.
Quando um crente em Cristo morre, ele vai à presença do Senhor Jesus Cristo que está no
céu. Quando as passagens do Novo Testamento se referem aos que dormem em Jesus, elas sempre se
referem ao corpo dos crentes, O corpo volta a terra até a ressurreição, mas a alma e o espirito estão
bem vivos na presença de Jesus Cristo.
As passagens que falam da condição do injusto depois da morte não são tão numerosas quanto
as que encontramos a respeito da condição do justo. Porém as que temos são suficientemente claras
para que não nos reste dúvida alguma sobre o assunto.
No Evangelho de Lucas lemos:
“E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e
morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, erguendo os olhos, estando em
tormentos, viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio”. Lucas 16: 22-23.

E no verso 26 desse mesmo capítulo:


“E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que
quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá”.
Destas considerações tiramos as seguintes conclusões:
 Que os ímpios no estado intermediário estão em pleno exercício de suas
faculdades. Que já estão sofrendo as dores do inferno, porque o ímpio,
quando fecha os olhos neste mundo, os abre no inferno (Hades ou Sheol).
 Que os santos quando fecham os seus olhos, vão direto ao “Paraíso” ou
“Seio de Abraão”, e gozam de profundo gozo, alegria e consciência.

12
O Hades e o seio de Abraão

Os hebreus acreditavam, e tal ideia é confirmada nas Escrituras, que as almas dos santos que
morriam iam para o “Hades”. Este era dividido em dois compartimentos: um lugar de tormento para
onde ia o ímpio, e o seio de Abraão, um lugar de descanso e paz destinado ao justo, onde esperaria
sua ressurreição, a qual aconteceria, como confirmam as Escrituras, quando o Messias instaurasse seu
Reino.
Os dois compartimentos do “Hades” estavam separados por um extenso abismo (também
chamado de “Poço do Abismo”, “Tártaro”, onde estão os anjos caídos terríveis, leia 2 Pedro 2.4 e
Judas 6) , como relata Jesus na história de Lázaro, o mendigo que descansava no “Seio de Abraão”, e
o homem rico que sofria no inferno.
Com a morte e ressurreição e ascensão de Cristo, a geografia do “Hades” para a alma do justo
foi mudada, nunca mais foi mencionado como moradia dos redimidos. Após a ascensão de Cristo, a
alma e o espírito dos salvos saíram das partes baixas para o alto e agora estão com Cristo.
Vamos Ler:
“Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor.
Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo,
não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo,
se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras
inefáveis, que ao homem não é lícito falar”. 2 Coríntios 12.1-4.

Complementemos com este:


“Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto–
ele subiu–que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da
terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para
cumprir todas as coisas”. Efésios 4.8-10.
E por fim o que viu e escreveu João:
“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por
amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram”. Apocalipse 6.9.
Quanto ao espirito e a alma dos ímpios, o lugar permanece o mesmo, no Hades ou Sheol, e
continua embaixo.
“Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, para que se desvie do inferno em
baixo”. Provérbios 15.24.

O corpo ressuscitado

Existe uma grande querela teológica acerca de como será o nosso corpo após a ressurreição
na vinda de Jesus Cristo, o mistério acerca desse tema, faz sentido, uma vez que, existem fatos na
matéria da escatologia que são verdadeiros segredos, como afirma o apóstolo na carta à igreja em
Corinto.
“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviram, e não
subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam”. 1
Coríntios 2.9.
Mas tentaremos aclarar a nossa humilde compreensão sobre este assunto conforme a própria
interpretação Bíblica de algumas passagens, que passaremos a comentar:
Estes textos abaixo relatam que teremos um corpo semelhante ao corpo de Jesus Cristo:
“Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo
o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”. Filipenses 3.21
“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser.
Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim
como é o veremos”. 1 João 3.2
Com base nas afirmações bíblicas acima, alguns interpretam que conforme o que está escrito
no Evangelho de Lucas, teremos um corpo que poderá se alimentar, como Jesus o fez, não seremos

13
limitados a dependência de alimentação, ou qualquer limitação de natureza física, mas poderemos
comer se assim nos aprouver, vamos o que diz o texto:
“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um
espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes
as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados,
disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um
peixe assado, e um favo de mel; O que ele tomou, e comeu diante deles”. Lucas 24.49-43.

Ora se Jesus depois de ressuscitado, não tendo nenhuma necessidade de comer, por ter o
corpo já ressurreto e glorificado, do mesmo modo, semelhante ao qual será o nosso, comeu com os
discípulos, desse modo também nós após a ressurreição seremos semelhante a Ele, e poderemos se
quisermos comer qualquer coisa que dê vontade de comer.
E ainda defendem que, será um corpo glorioso, celestial eterno, sem limitações ou
propriedades materiais dessa vida, será real como reais são os corpos físicos que temos hoje, mas não
estarão sujeitos a nenhum tipo de limitação física, tais como:

 Fraquezas humanas e do pecado;


 Leis físicas como gravidade, calor, frio, etc.;
 Canseiras, da fome ou fadiga;
 As limitações físicas intrínsecas a matéria.

Dentro desta interpretação vamos entender duas coisas separadamente:

Primeiro - entendemos que com relação ao corpo glorioso teremos um corpo


semelhante a esse corpo carnal que temos agora, porém revestido de imortalidade,
incorruptibilidade, glorioso, celestial eterno.
“Contudo, eu sei que meu Redentor vive e que no fim se levantará para me defender e
vindicar ainda que eu esteja no pó do meu túmulo.  E depois que todo o meu corpo estiver
consumido pela terra, sem carne, então contemplarei a face de Deus. Eu o verei com os
meus próprios olhos; eu pessoalmente, não outra pessoa o verá e me dirá como ele é! Oh!
Quão intenso é o desejo do meu coração por esse dia”! Jó 19.25-27.

Segundo - não quer dizer que pelo fato de Jesus ter dito “... apalpai-me e vede, pois
um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Que Ele foi apalpado,
pois no mesmo contexto o apóstolo João relata:
“Disse-lhe Jesus: Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus
irmãos, e diga-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria
Madalena foi contar aos discípulos: Vi ao Senhor, e ele disse-me estas coisas. Nesse dia,
que era o primeiro da semana, à tarde, trancadas as portas da casa onde se achavam os
discípulos, por medo que tinham dos judeus, veio Jesus, e pôs-se no meio deles e disse-
lhes: Paz seja convosco. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-
se muito ao verem o Senhor”. João 20:17-20.
Terceiro - o fato de Jesus ter comido não quer dizer que também o faremos se
quisermos, porque conforme a sabedoria de Paulo, o mesmo escreve em orientação e correção
doutrinária a igreja em Roma, o seguinte:
“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no
Espírito Santo”. Romanos 14.17.
Quarto - muitos concordam que quando Jesus se apresenta aos seus discípulos ele
estava em estado de transição, e ainda não fora totalmente glorificado, o fez para mostrar que era o
próprio que havia ressuscitado. O teste da ingestão de alimentos foi essencial para provar que
espirito não tem necessidade de alimento, então Ele se alimentou, pois seu corpo ainda não tinha
sido completamente espiritualizado.

14
O que acontecerá com os
santos do período anterior
a Cristo?

Vamos primeiro ler o texto para esclarecer esta pergunta:


“Pois, dada à ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio
Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”. 1 Tessalonicenses
4.16.
O texto supra é claro, e o grifo diz “... e os mortos em Cristo”, trazendo uma compreensão
de que são os que aceitaram Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, que terão o privilégio da
ressurreição, deixando uma lacuna para o nosso parco conhecimento acerca da Vinda de Jesus. E os
santos que morreram antes deste período não participarão da primeira ressurreição?
Vamos deixar as Escrituras responderem esta pergunta.
“Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por
um homem. Pois assim como todos morrerem em Adão, assim também todos serão
vivificados em Cristo”. 1 Coríntios 15.21-22.
“Pela fé Noé, devidamente avisado das coisas que ainda não se viam, e sendo temente a
Deus, preparou uma arca para a salvação da sua casa, pela qual condenou o mundo, e
tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé”. Hebreus 11.7.
“Concernente a estes profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão: Vede, o Senhor vem
com milhares de seus santos”. Judas 14.

A firmeza de Enoque e Noé perante Deus era a mesma graça através da fé. Os dois homens
agradaram a Deus, e ambos andaram com Deus. Um deles foi trasladado para não ver a morte, o
outro foi instruído a trabalhar e construir uma arca para salvar sua casa do diluvio.
De Abraão disse o escritor:
“Pela fé Abraão, sendo chamado para um lugar que havia e receber por herança,
obedeceu e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé peregrinou na terra da promessa, como
em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma
promessa. Pois esperava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e
construtor”. Hebreus 11.8-10.
Sobre o mesmo assunto Jó se defende:
“Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de
consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo,
com meus próprios olhos, eu, não outros. Como o meu coração anseia dentro em mim!”.
Jó 19.25-27.
Encerramos este tema esclarecendo que, a expressão Paulina de Tessalonicenses, se aplica
não só aos mortos no período da graça manifesta em Cristo, como também a todos que aguardavam a
promessa de um Redentor, desde Adão até João o Batista. Lembremos que a palavra “Cristo”
significa: Consagrado, Ungido, Substituto, Redentor.

O que acontecerá com as


crianças na hora
do arrebatamento?

Aqui está outro ponto polemico no tocante a Escatologia Bíblica, para alguns pode não
parecer um problema. A situação das crianças quanto ao arrebatamento da igreja, tanto os mortos
como também os vivos. Apresentaremos as duas correntes de interpretação e os pontos divergentes
entre elas.
A primeira, afirma que só serão arrebatados os santos, e no tocante a criança não podemos
considerar a sua inocência, visto que isto não se aplica ao arrebatamento, somente a santidade.
“Bem aventurados os santos”. Apocalipse 20.6. Não há aqui expressão de inocentes.
Fundamentam ainda, usando o texto:
15
“Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa e a esposa incrédula é
santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros;
porém, agora, são santos”. 1 Coríntios 7.14
Semelhantemente ocorrerá com as crianças que ainda não nasceram, isto é, sua mãe está
gravida no momento do Arrebatamento, e for crente, então a criança é arrebatada com ela, pois não
haverá gravidas no céu.
Concluem seu raciocínio afirmando acerca das crianças que já morreram aplicando o mesmo
fundamento para os vivos, se os pais forem crentes, eles ressuscitarão no momento do
arrebatamento, e as demais, filhos de descrentes, aguardarão a segunda ressurreição para o juízo.
E vão participarem do julgamento ante o Trono Branco, e em virtude de terem morrido
inocentes poderão ser absolvidas e salvas pela justiça de Deus. Certamente Deus não mandará
nenhum inocente para o fogo eterno, como não mandará para o inferno a ninguém injustamente!
Cabe, porém, esclarecer que o conceito de “inocência” é definido por Deus, e somente por
ele, pois, teremos pessoas adultas, que poderão ser consideradas inocentes, e crianças que poderão
serem consideradas fora da inocência.
A segunda defende que todas as crianças, sejam filhos de crentes ou não, farão parte do
arrebatamento da igreja, pois o próprio Senhor Jesus afirma:
“Então, trouxeram-lhe algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por
elas. Os discípulos, contudo, os repreendiam. Mas Jesus lhes ordenou: Deixai vir a mim as
crianças, não às impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes
a elas”. Mateus 19.13-14, na mesma linha Marcos 10.13-16 e Lucas 18.15-17.
Não haverá distinção para estes também no tocante a sua mãe grávida, seja ela crente ou
não, Mateus 24.19 e no mesmo pensamento Marcos 13.17.

O arrebatamento da igreja,
Antes, durante ou
pós-grande tribulação?

Chegamos numa fase do estudo que é o mais aguardado por todos nós, o momento em que a
igreja será tirada, levada dessa terra para estar com o Senhor, conforme o mesmo nos prometeu
(João 14.1-3), porém se faz necessário trazer alguns esclarecimentos para melhorar a nossa
compreensão.
A palavra “arrebatamento” é expressa no grego pela palavra harpazo, que quer dizer
literalmente “ser carregado em seus braços, e carregados”. No latim a palavra significa “rapto”, o
que ocorre quando o noivo carrega noiva da casa de seus pais.
Até aqui existe uma unanimidade das interpretações teológicas, que Jesus vai voltar todos
concordam, agora, quando partem para o campo do tempo e das fases, virá uma única vez, ou em
duas fases? E outra, o arrebatamento será antes, no meio, ou após a Grande Tribulação? Não existem
acordo, do mesmo modo da discussão dos Calvinistas e Armenianos, e este trabalho não vem colocar
um fim nesta querela, apenas mostrar uma humilde compreensão acerca deste tema, tão sublime, o
que não afeta de forma alguma, a nossa fé, e nem se torna uma compreensão herética, pois temos
textos que nos aclaram a corrente, assim como as demais correntes também tem seus textos que lhes
dão respaldo, somente aquilatando um tema tão sublime como esse.

16
Jesus virá buscar a igreja
antes da Grande Tribulação

A volta de Cristo é citada na Bíblia nada menos do que 318 (trezentos e dezoito) vezes.
A palavra arrebatamento não aparece nas escrituras, porém a ideia principal está na frase
“... seremos arrebatados” (1 Ts. 4.17).
De acordo com o apóstolo Paulo quando Jesus retornar descerá com grande brado. Ele
descerá “com voz de arcanjo (para ISRAEL – será o Messias), com alarido (para a IGREJA – será o
Noivo) e trombeta de Deus (Para as NAÇÕES – será u Juiz)”.
Também afirma o apóstolo (1 Co. 15.52), que a igreja será arrebatada ao som da última
trombeta. É bom esclarecer que esta trombeta, não faz parte das sete trombetas de Apocalipse
11.15, pois a trombeta do arrebatamento é uma trombeta que anuncia benção. As sete trombetas do
Apocalipse são trombetas de julgamento dos perdidos. A trombeta do arrebatamento anuncia um
evento que acontecerá em um breve momento (num piscar de olhos é uma fração, cronologicamente
falando, incomputáveis – sete milésimos de segundos – Ressurreição, transformação e trasladação
juntas!). As sete trombetas do Apocalipse anunciam vários eventos que requererão muitos meses
para serem consumados.
Cremos que o rapto da igreja ocorrerá antes do período da tribulação. Apontaremos algumas
razões bíblicas que nos embasam na compreensão pre-tribulacionista.
1. Ele virá nos ares para buscar a igreja, e seus pés não pisaram nesta terra, isso
ocorrerá na segunda fase no final da grande tribulação, conforme Zacarias 14.4.
2. Temos dois textos de Paulo escrito na primeira carta aos Tessalonicenses 1.10 e
5.9.
3. Noé e sua família. O diluvio somente veio sobre o mundo dos ímpios depois que
Noé e sua família entraram na arca, e esta foi fechada por fora pelo
Senhor (Genesis 7.7,16).
4. Sodoma somente foi destruída pelo fogo quando Ló e sua família deixaram a
cidade (Genesis 19.22,24).
5. Na destruição do ano 70 d.C., nenhum cristão pereceu. Todos chegaram a salvo na
cidade de Pella, na Peréia, enquanto os demais moradores foram mortos pela fúria
assassina dos soldados romanos (Cf. Lucas 21.20-24). O Apocalipse contém sete
bem aventuradas para os salvos – cinco para os vivos e duas para os mortos, na
glória -, mas uma delas (a 4ª) é dedicada exclusivamente à Igreja quando esta
estiver nas Bodas do Cordeiro, na corte celestial (Apocalipse 1.3; 14.13; 16.15;
19.9; 20.6; 22.7,14).
Dentro dessa compreensão vamos entender a parábola das dez virgens:
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas
lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e
cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite
consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas
lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas
à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas
lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso
que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para
vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam
preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-
nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há
de vir. Mateus 25.1-13.

17
Esta é uma parábola de vigilância, e que nos mostra de forma clara que precisamos estar
prontos o tempo todo porque a qualquer momento o noivo (Jesus) voltará para buscar a sua igreja
(noiva). Temos que ter lâmpadas acesas e azeite de reserva o tempo todo.
Precisamos ter em mente que quando Jesus se utiliza da imagem do casamento para retratar
seu relacionamento com a sua igreja (noiva), Ele o faz com o contexto voltado para sua época, na
cultura judaica, o que para nós é completamente desconhecido como funcionava o cerimonial de um
casamento judaico.
Vamos tentar traze-los para o texto:
AS FASES DO CASAMENTO:
1. Fase da promessa ou escolha da noiva;
2. Período do Noivado.
3. Cerimonial do Casamento
1. Fase da promessa ou fase da escolha da noiva – Era desenvolvida pelos pais, muitas
vezes já na mais tenra idade. O noivo e a noiva não tinham voz ativa para escolher
seus parceiros, simplesmente concordavam com seus pais.
2. O período do noivado – Escolhida a noiva, no memento certo ou em data oportuna,
o noivado era oficializado com o pagamento do MOHAR, ou dote de casamento.
Embora ainda não consumassem o casamento, mas esta fase tinha o mesmo valor,
e compromisso, mesmo morando os noivos na casa de seus pais. Durante este
tempo o noivo estava preparando a casa onde viveria o resto da vida com a sua
esposa.
3. O cerimonial do Casamento – Para a realização do casamento em si, mais três
fases se destacam:
1. A busca da noiva.
2. O cortejo nupcial.
3. A consumação do casamento.
1. A Busca da Noiva – Na véspera do dia anterior aos dias das Bodas, logo
no inicio da noite, o noivo ia à casa da noiva a fim de busca-la. O noivo
ia com seus amigos até a casa da noiva, e faziam esse trajeto a pé, a
fim de trazê-la para casa dos pais do noivo. Ciente a noiva já estava
esperando, juntamente com as suas amigas, chamadas virgens. Quando
o noivo estava chegando à casa da noiva sempre havia sentinelas
atentas a fim de identificarem a chegada do noivo.
2. Assim que o noivo chegava à casa da noiva, ela já estava esperando por
ele, pronta! No retorno do noivo com a noiva dava-se inicio ao cortejo
nupcial, que normalmente era feito com cânticos e danças durante
todo o trajeto até chegarem. Ao chegarem à casa do pai do noivo, os
grupos eram separados a noiva entrava em câmara juntamente com as
virgens, os rapazes se reuniam com o noivo durante a noite toda, como
se fosse uma despedida de solteiro.
3. Na noite do dia seguinte o pai do noivo procedia à benção matrimonial
dos nubentes, e os introduzia na câmara nupcial, e lá eles passavam
sete dias, para consumarem o casamento. Enquanto os amigos e
convidados ficavam de fora nos comes e bebes, e não podia faltar vinho
de forma alguma, durante as bodas.
Tudo isso está interligado com o arrebatamento da igreja de forma simbólica, pois, assim
acontecerá quando o Noivo vier buscar a sua igreja, será um dia de glória para os fieis, os santos, os
salvos, de todo o mundo.
Após o arrebatamento da igreja acontecerão alguns eventos sucessivos para os salvos como
para os que ficarem aqui na terra:

18
Para a Igreja – O tribunal de Cristo e Bodas do Cordeiro.
Para os Perdidos – A Grande Tribulação.
Vou deixar para falar do Tribunal de Cristo e Bodas do Cordeiro um pouco mais adiante, pois,
quero alertar a igreja para o evento drástico posterior ao arrebatamento da igreja.

A GRANDE TRIBULAÇÃO E AS
SETENTA SEMANAS DE DANIEL

DEFINIÇÕES VETERO-TESTAMENTÁRIAS
 Tempo de angustia sem igual – Daniel 12.1.
 Dia de indignação e angustia – Sofonias 1.15a.
 Dia de ânsia, de alvoroço e desolação - Sofonias 1.15b.
 Dia de vingança do nosso Deus – Isaías 61.2.

DEFINIÇÕES NEO-TESTAMENTÁRIAS
 Hora da tentação universal – Apocalipse 3.10.
 O grande dia da ira de Deus – Apocalipse 6.17 e Romanos 2.5.
 Dia da grande aflição – Mateus 24.21.
 Dia da ira vindoura ou futura – 1 Tessalonicenses 1.10.

A Grande Tribulação (Septuagésima Semana de Daniel) será o último e mais terrível período
que virá sobre toda a terra e seus habitantes, além de fazer parte do programa das Setentas Semanas
que Deus separou exclusivamente para tratar sobre o futuro de Israel.
O sentido da palavra “Tribulação” significa “colocar uma carga ou jugo sobre o espirito das
pessoas” sendo traduzida no grego para “afligir”, “pressionar”, similar ao instrumento que o
agricultor usa para separar o trigo da palha.
Quando Jesus diz que teremos aflições (João 16.33), fala-nos sobre o tipo de aflição, angustia
ou pressão que passamos no cotidiano (desemprego, enfermidades, etc.) que se difere dos tipos de
aflições que acontecerão na Grande Tribulação.
Para entendermos a Grande Tribulação precisamos recorrer ao “Apocalipse do Antigo
Testamento”, então vamos ler a profecia do capítulo nove.
“No princípio das tuas súplicas, saiu à ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui
amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão. Setenta semanas estão
determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e
para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a
visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem
para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete
semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos
angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si
mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim
será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E
ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o
sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à
consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”.
Daniel 9.23-27.

Fica bem claro dentro da escatologia que o texto acima nos aponta para os momentos que
ocorreriam no futuro ainda desconhecido para o profeta (Daniel 8.26,27).
A Septuagésima Semana que Daniel revela na profecia ainda é futura para nós e ela na
verdade corresponde ao período da Tribulação, que ocorrerá após o arrebatamento da igreja.
Cabe ressaltar que quando estudamos a Escatologia Bíblica, temos em evidencia três povos:
Judeus, Gentios e Igreja. Partindo desta análise compreenderemos que o texto da visão refere-se

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especificamente a nação de Israel e a cidade de Jerusalém, e que esta 70ª Semana, ainda está por
vir. E está bem detalhada no livro do Apocalipse a partir do capítulo seis até o dezenove, os quais
falam do período da Grande Tribulação, que detalhadamente veremos a seguir.
O termo SETENTA SEMANAS usado aqui tem um significado que para nós não é muito familiar.
Aqui significa “SETENTA SEMANAS DE ANOS”, vamos tentar explicar:
Cada dia da Semana = 01 ano;
Uma Semana = 07 anos;
Setenta Semanas = 490 anos.
Esta profecia esta dividida em três etapas:
Uma primeira etapa de sete semanas – v. 25;
Uma segunda etapa de 62 semanas – v. 25b;
Uma terceira etapa de 01 semana só – v.27.
Para melhor entendermos estas semanas de anos, vamos estudar um pouco os calendários
existentes, evitando misturar datas:
 Calendário Judeu
 Calendário Romano
O nosso calendário é baseado no calendário Romano e os seus anos são definidos pelo
movimento da Terra ao redor do Sol e se constitui num calendário do tipo solar. Cujo ano solar é
definido pelo tempo em que a Terra demora em dar uma volta completa ao redor do Sol. Que na
verdade o tempo desse movimento dura exatamente trezentos e sessenta e cinco dias, cinco horas,
quarenta e oito minutos e quarenta e cinco segundos e meio.
O calendário Judeu, usado na Bíblia, portanto nesta profecia, é um calendário LUNAR e está
relacionado com o movimento da Lua. Um ano Lunar corresponde ao período em que a Lua dá doze
voltas ao redor da Terra, que dura exatamente trezentos e sessenta dias.
Considerando-se que o ano bíblico tem trezentos e sessenta dias, fica mais fácil
compreendermos a profecia das Setenta Semanas de Daniel, vamos determinar:
I – A duração da profecia – 70 x 7 = 490 (anos) x 360 = 176.400 dias.
II – Quando ela se iniciou – Neemias 2.1-5, aqui começou a contar as Sessenta e Nove
Semanas de Anos, que conforme estudiosos em nosso calendário data aproximadamente em
14 de Março de 445 a.C. Este foi o inicio das primeiras sete semanas de anos.
III – Quando ela terminará – Segundo os estudiosos, 69ª Semana de Daniel foi por volta
de 06 de Abril de 32 d.C, no calendário Romano, ou décimo dia de Nisã, do calendário Judeu.
Sabe que dia foi esse? Coincidiu com o dia da entrada triunfal de Jesus em
Jerusalém, no domingo anterior a sua morte, e foi justamente neste dia que Ele chorou o
destino da cidade, que seria destruída após a sua morte.
Vamos ler Lucas 19.41-44:
“E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, Dizendo: Ah! Se tu
conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto
está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te
cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão a
ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra,
pois que não conheceste o tempo da tua visitação”.

Finalizada a 69ª Semana da Profecia de Daniel, Deus através de seu filho Jesus Cristo,
instituiu um período de pausa, por ter Israel rejeitado e desprezado o Messias, uma vez que Setenta
Semanas foram determinadas para os Judeus e não para a Igreja. Essa pausa na contagem é o período
que a igreja foi enxertada na Oliveira Verdadeira, inaugurando o período da Graça, constituída por
todos (Judeus + Gentios) que foram justificados e purificados em Cristo Jesus.
À Septuagésima semana terá seu inicio após o arrebatamento da igreja, e fica claro uma vez
que se coaduna com o tempo que durará a Grande Tribulação, que será uma semana de ano, ou seja,

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sete anos, dividido em dois períodos proféticos, três anos e meio, conforme o próprio texto de Daniel
9,27, em que o Anticristo romperá a aliança de uma semana, e três anos e meio finais de grande
perseguição e dos piores flagelos sobre a terra.

A VISÃO DO TRONO DE DEUS


E O CÂNTICO DA CRIAÇÃO

Começaremos a partir de agora a analisar o livro do Apocalipse que trás de forma detalhada
as visões que envolvem os eventos escatológicos após o arrebatamento da igreja.
Os primeiros três capítulos do Livro da Revelação falam da visão na ilha de Patmos, isto é,
João estava ainda lá literalmente. Mas a partir do capitulo quatro, o cenário já muda e passa a ser o
céu.
Interessante verificar o que diz o missionário Orlando Boyer em seu livro “Visão de Patmos”:
“Encontramos as palavras igreja e igrejas dezenove vezes nos capítulos 1 a 3; porém não aparecem
mais, até o ultimo capitulo no versículo 16. A igreja desapareceu da Terra, depois do tempo citado
no capitulo 3.22: Ela foi arrebatada ao Céu com o seu Senhor”.
Vamos analisar o capítulo quatro, onde João é arrebatado ao Céu e tem a visão do trono de
Deus.
“Depois dessas coisas olhei, e diante de mim estava uma porta aberta no céu. A voz que
eu tinha ouvido no princípio, falando comigo como trombeta, disse: Suba para cá, e lhe
mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas. Imediatamente me vi tomado pelo
Espírito, e diante de mim estava um trono no céu e nele estava assentado alguém. Aquele
que estava assentado era de aspecto semelhante a jaspe e sardônio. Um arco-íris,
parecendo uma esmeralda, circundava o trono, ao redor do qual estavam outros vinte e
quatro tronos, e assentados neles havia vinte e quatro anciãos. Eles estavam vestidos de
branco e tinham na cabeça coroas de ouro. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões.
Diante dele estavam acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de
Deus. Também diante do trono havia algo parecido com um mar de vidro, claro como
cristal. No centro, ao redor do trono, havia quatro seres viventes cobertos de olhos, tanto
na frente como atrás. O primeiro ser parecia um leão, o segundo parecia um boi, o
terceiro tinha rosto como de homem, o quarto parecia uma águia quando em voo. Cada
um deles tinha seis asas e era cheio de olhos, tanto ao redor como por baixo das asas. Dia
e noite repetem sem cessar: Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que
era, que é e que há de vir. Toda vez que os seres viventes dão glória, honra e graças
àquele que está assentado no trono e que vive para todo o sempre, os vinte e quatro
anciãos se prostram diante daquele que está assentado no trono e adoram aquele que vive
para todo o sempre. Eles lançam as suas coroas diante do trono, dizem: Tu, Senhor e Deus
nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e
por tua vontade elas existem e foram criadas”. Apocalipse 4.1-11.

“Depois destas coisas”, que se refere ao período da igreja aqui na Terra, no capítulo quatro
João vai ser arrebatado aos céus, e vai ter visões extraordinárias, que na medida do possível o
apóstolo tenta descrevê-las para todos nós.
vs. 3 – “Aquele que estava assentado no trono era de aspecto semelhante a jaspe e
sardônio”.

Essas duas pedras isoladas exaltam em si suas próprias preciosidades, mas juntas mostram a
excelência perfeita do caráter santo e soberano do que estava assentado no trono.
O Jaspe – é uma pedra opaca, com veios ou manchas coloridas. (Ap. 21.11);
O Sardônio – pedra de cor avermelhada ou marrom escura.
Assim, o Jaspe, sinônimo de luz e transparência; o Sardônio, sinônimo do amor e da beleza,
simbolizam que aquele que se assenta no trono, se caracteriza pela luz, pela transparência,
refulgência e poder, além do amor.

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vs. 4 – “ao redor do qual estavam outros vinte e quatro tronos, e assentados neles havia
vinte e quatro anciãos. Eles estavam vestidos de branco e tinham na cabeça coroas de
ouro”.

Esses vinte e quatro tronos e os vinte e quatro anciãos neles assentados, a maioria das
correntes defendem tratar-se da representação das doze tribos de Israel com os doze apóstolos.
vs. 5 - “Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante dele estavam
acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus”.
O texto diz que trono saiam três coisas:
Relâmpagos – sinônimo de luz resplandecente e velocidade;
Vozes – comunicação, ordem, sentença.
Trovões – é sinônimo de autoridade e grandeza.
Assim temos o entendimento de que do trono todos serão julgados, ninguém irá para a
eternidade sem fim sem o julgamento, sem aplicação do juízo divino. E esse julgamento será com a
maior transparência (relâmpago), porque ninguém se esconde dEle, com autoridade (trovão) que de
eternidade a eternidade lhe pertence (Romanos 11.36) e pelo poder soberano de sua palavra. A
igreja receberá do trono o seu galardão e os ímpios receberão do trono a sua sentença final.
E que diante do trono estavam acesas sete lâmpadas:
...Que são os sete espíritos de Deus. Essas tochas acesas falam da presença do Espirito
Santo de Deus, junto ao trono, o numero sete fala de sua plenitude de sua atuação. É evidente que o
Espirito de Deus é um só, então a que se refere essa numeração de sete Espirito de Deus?
Quem vai nos dar o entendimento sobre essa manifestação plena do Santo Espirito de Deus, é
o profeta Isaias:
“E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o
espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E
deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem
repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas julgará com justiça aos pobres, e
repreenderá com equidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e
com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a
fidelidade o cinto dos seus rins”. Isaías 11:2-5.
vs. 6 – “Também diante do trono havia algo parecido com um mar de vidro, claro como
cristal. No centro, ao redor do trono, havia quatro seres viventes cobertos de olhos, tanto
na frente como atrás”.
Existem várias simbologias para o mar, mas, aqui no livro do Apocalipse representa povos e
nações e línguas. A expressão do pronome comparativo “como” ou “com”, indica simbolismo, porque
mar é de agua e não de vidro. Claro como cristal, revela a sua transparência, o que pode representar
que nada esta encoberto ao que esta assentado no trono, revelando a sua Onisciência, sobre tudo o
que acontece no meio dos povos e nações.
No mesmo texto ainda temos a visão dos quatro seres viventes, por ser quatro o numero
associado à universalidade, trazem algumas correntes de interpretação interessante:
a) Representam os quatro evangelhos, que apresenta Cristo em seu ministério
aqui na terra, onde:
O Leão – Mateus – O Rei que veio para os Judeus;
O Boi – Marcos – O servo fiel;
O Homem – Lucas – O homem perfeito.
A Águia – João – O Verbo Eterno que veio dos céus.
b) Representam a perfeição da criação divina, onde:
O Leão – todos os animais selvagens;
O Boi – todos os animais domésticos;
A Águia – todas as aves;
O Homem – a obra prima de sua criação.

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O restante do texto do capitulo quatro vai descrever as características desses seres viventes o
seu papel diante do trono do Eterno juntamente com os vinte e quatro anciãos, que é adorar o Deus
todo poderoso vinte e quatro horas por dia, numa adoração simultânea.
O que significa que Deus é louvado e adorado por todos os seres da sua criação, (no céu ou na
terra), em todo o tempo.
“Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR desde os céus, louvai-o nas alturas. Louvai-o, todos
os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos. Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as
estrelas luzentes. Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus. Louvem o
nome do Senhor, pois mandou, e logo foram criados. E os confirmou eternamente para
sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão. Louvai ao Senhor desde a terra:
vós, baleias, e todos os abismos; Fogo e saraiva e neve e vapores, e vento tempestuoso
que executa a sua palavra; Montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os
cedros; As feras e todos os gados, répteis e aves voadoras; Reis da terra e todos os povos,
príncipes e todos os juízes da terra; Moços e moças, velhos e crianças. Louvem o nome do
Senhor, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu. Ele também
exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo
que lhe é chegado. Louvai ao Senhor”. Salmos 148:1-14

A VISÃO DO LIVRO SELADO


E O CÂNTICO DA REDENÇÃO

“E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora,
selado com sete selos. E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir
o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra,
podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém fora achado
digno de abrir o livro, nem de lê-lo, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não
chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e
desatar os seus sete selos. E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais
viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e
sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. E veio, e tomou o livro
da destra do que estava assentado no trono. E, havendo tomado o livro, os quatro animais e
os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas
de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico,
dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o
teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o
nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de
muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões
de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi
morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de
graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão
no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao
Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.
E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram
ao que vive para todo o sempre”. Apocalipse 5:1-14

No capitulo 5 a visão de João continua sendo o trono, porém, o cântico da criação é


interrompido por uma grande assembleia presidida por aquele que está entronizado por toda
eternidade. Esta assembleia consistia da entrega da escritura da Terra, àquele que, por conquistas,
méritos especiais, por sua completa vitória se constituiu no único com direito de abrir o livro selado –
Cristo, “o Cordeiro morto, porém, vivo como Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi”.
Para entender a visão do livro selado precisamos recorrer um pouco à lei para o resgate de
terra (Levítico 25.8-24). Que tinha como objetivo ajudar aqueles em Israel que haviam atrasado o
pagamento de suas dividas, e por este motivo perdiam o direito as suas terras, mas ainda tinham
esperança de compra-las de volta, e mesmo que sua condição não permitisse, o resgate poderia ser
feito por qualquer herdeiro ou parente mais próximo.
No livro do profeta Jeremias (32-1-25), o seu primo Hananel lhe pediria para resgatar a terra
dele, pois estava sem condições e tinha sido condenado a prisão, entendendo que essa era a lei de
Deus, Jeremias comprou a terra.

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O profeta passa a compreender os ditames da lei mosaica, pois, quando seu primo perdeu a
terra, dois pergaminhos (contratos) contendo os termos para compra e resgate da terra foram
elaborados. Um deles se tornou um registro público e foi exibido sem a necessidade de selo, aberto
para que todos pudessem ver e ler. Já o outro foi enrolado e selado com sete selos e guardado no
templo. E só era trazido para fora quando alguém mostrava provas e condições de ser o resgatador
por direito.
Comprovada a legitimidade do resgatador ao sacerdote, esse trazia o pergaminho “escritura”
ou “livro selado”, com os sete selos. Ele, então abria o pergaminho e o lia. Se tudo estivesse em
ordem, o resgatador recebia todo o direito de posse da terra. Quando Deus criou todas as coisas, ele
deu a terra ao homem, mas Adão pecou e a perdeu para Satanás. No entanto, Adão ainda é co-
herdeiro com Jesus, um filho adotivo de Deus. Sendo assim Jesus o filho legitimo de Deus, é o
parente resgatador que pode comprar de volta a terra e a humanidade.
No capitulo 5 a igreja encontra-se no céu, um período compreendido entre o arrebatamento e
a tribulação. E o dilema de João é: quem pode resgatar a propriedade perdida de Adão?
Deus tem em sua mão direita um livro, escrito por dentro e por fora. Tudo está traçado,
escrito e determinado. Nada foi esquecido nem omitido. A historia tem sentido. Tudo está nas mãos
de Deus, Ele tem o controle absoluto.

Quem é digno de abrir


o livro selado?

Um anjo forte e poderoso demonstra a real importância do evento. O brado de interrogação


do anjo faz os céus irromper em um silêncio que é quebrado pelo choro de João. A razão apresentada
pelo ser angelical é intrigante, não havia ninguém nos céus: Miguel, Gabriel, serafins, querubins,
anjos, Abraão, Moisés, Elias, Paulo, Pedro, Maria, ninguém era apto. Ninguém na terra: Por mais
poderoso, rico, culto e influente que fosse, não era digno. Nem debaixo da terra: Nem o diabo, nem
os demônios, nem os espíritos atormentados podem se revelar digno.
A clara impotência apresentada e constatada por João o faz chorar muito, a promessa de ver
as coisas futuras seriam agora frustradas, apesar de ver o livro, pois o anjo afirma: “... ninguém
podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele”. (v.3). Apesar de ter esse privilegio de olhar para o
livro selado, isso não o impede de chorar muito, ficaria a historia sem sentido, as coisas futuras ainda
encobertas?

Ele chega! O Cordeiro


agora Leão! A raiz de Davi

O choro de João o faz por alguns minutos tirar a visão do trono, e ai entra em cena um dos
anciãos que interrompe seu lamento e o consola dizendo-lhe que não precisava mais chorar, era só
voltar o olhar para o trono. Agora Ele estava lá, no meio do trono, em pé, o Leão vencedor, a origem
da historia de Davi, o Cordeiro Homem, que foi morto em propiciação, triunfante nos céus, maior que
todas as hostes angelicais, vencedor do pecado, da morte, do diabo, dos demônios e espíritos
malignos, do mundo. Ele toma da mão o livro selado como seu real proprietário e resgatador.

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Um cântico novo dirigido
Ao Cordeiro o cântico
da Redenção

Os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos numa verdadeira homenagem ao


Cordeiro, rompem o “Cântico da Redenção”, um louvor novo ainda desconhecido no céu exaltando a
soberania, poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e domínio pelos séculos dos séculos. A este
louvor vai também se juntar todos os seres celestiais e todas as criações existentes na terra e no
mar.
João ouviu todas as criaturas louvarem a Deus e seu Filho, Jesus. Todas as criaturas no céu,
debaixo da terra e no mar. Todas as criaturas que estão vivas ou mortas. Todas as criaturas que
foram ou serão julgadas. Todas as criaturas desde os dias de Adão até o Arrebatamento o louvarão.
Assim como na criação de todas as coisas, obra do Deus Trino, Pai, Filho e Espirito Santo, a
Redenção é uma obra realizada por Eles, e por esta razão todos cantam, os quatro seres viventes
proclamam “Amém”, significando a concordância com todo o louvor e adoração entoados por todas
as criaturas.

A ABERTURA DO LIVRO
E SEUS SETE SELOS

“E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia
como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava
assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para
vencer. E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E
saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz
da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. E, havendo
aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo
preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão. E ouvi uma voz no
meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas
de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. E, havendo aberto o quarto
selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e
o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado
poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as
feras da terra”. Apocalipse. 6.1-8.

Os capítulos quatro e cinco fazem parte do mesmo contexto da visão de João no céu, então
ele observa um momento de culto, de louvor, de adoração. O primeiro louvor teve como base
somente a criação (Apocalipse 4.11), no início desse sublime culto. O capitulo cinco vai mostrar o
louvor de um novo cântico ainda desconhecido no céu, uma verdadeira homenagem ao Cordeiro, e
todos os seres vistos por João, rompem numa explosão de adoração, conhecido como “Cântico da
Redenção”, após o cordeiro tomar das mãos do que estava assentado no Trono o Livro Selado, como o
único digno de abri-lo e desatar os seus sete selos.
O capítulo seis, a cena passa de eventos futuros no céu para mostrar eventos futuros na terra
e agora através da autoridade do Cordeiro, que com o livro em suas mãos vai abri-lo e desatar os seus
sete selos, mostrando a João as coisas que irão acontecer após o arrebatamento da igreja.
É importante destacar que selos, trombetas e taças é uma linguagem simbólica, utilizada por
Deus, a fim de nos revelar as profecias apocalípticas. Essa linguagem se traduz numa forma de
comunicação entre Deus e João, que vê como se fosse um filme em uma tela. Certamente não haverá
nenhum selo, trombeta ou taça na vida real, mas sim acontecimentos perfeitamente identificáveis
conforme a visão de João ali na ilha de Patmos.
À medida que se desatam os Selos, múltiplos fenômenos ocorrem sobre a Terra, sobre os
homens e sobre a natureza. A abertura do Livro desencadeará a grande ira de Deus, que é
representada pelas Trombetas e pelas Taças.

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Durante o período da Tribulação, Jesus começara a lidar com a trindade satânica e a rebelião
do homem sobre a terra. Seu método de disciplina será dirigido do céu, mas os terríveis eventos
acontecerão na terra. O Espirito Santo dividiu esses eventos em três grupos de sete. Os primeiros
selos serão abertos de uma vez, e cada um produzirá um juízo. O sétimo selo não produzirá juízo,
mas sim as sete trombetas. As seis primeiras trombetas produzirão cada uma, um juízo. Já a sétima
trombeta produzirá sete taças. Quando a ultima taça for derramada, o período da Tribulação chegará
ao fim.
Quando for aberto o primeiro selo ocorrerá o período da Tribulação, que corresponde à 70ª
Semana de Daniel. Aqui se cumprirá a profecia do capitulo nove, quando o “príncipe” fará um
concerto com a nação de Israel, e depois na metade da semana romperá:

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o
povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma
inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará
aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a
oblação; e sobre a asa das abominações s virá o assolador, e isso até à consumação; e o que
está determinado será derramado sobre o assolador”. Daniel 9.26-27.

Os sete selos dão sequencia a uma série de tormentos que, de forma progressiva vai
instalando as aflições da Tribulação. Os quatro primeiros selos estão dissociados dos outros três, a
exemplo do que acontecerá também com as quatro primeiras Trombetas.
Em cada um dos primeiros quatro selos, um cavalo e um cavaleiro são soltos por um dos
quatro seres viventes do capítulo 4. Cada cavalo está esperando em seu boxe para arremeter quando
a ordem for dada como se estivessem em uma corrida. Porém, sem saírem de uma mesma vez, mas
cada um na sua ordem, conforme os seres viventes determinarem “venha”.
Os quatro primeiros Selos estão relacionados com quatro cavalos e com seus cavaleiros, a
saber:
No primeiro Selo, o cavalo é branco.
No segundo, o cavalo é vermelho.
No terceiro, é preto.
No quarto, é amarelo.

O Primeiro Selo – Um cavalo branco


(Apocalipse 6.1-2)

Aqui existe muita discussão a respeito, sendo três as correntes mais importantes:
a) Alguns Teólogos acham que esse cavaleiro é Jesus.
b) Há os que acham que é o Anticristo.
c) Outros acham que esse cavaleiro não é Jesus e tão pouco o Anticristo.
d) Atribuem esse cavaleiro as vitórias ou sucesso do Evangelho.
e) E por fim, outras correntes que dizem tratar-se de um Império (Roma).

Visto que existem muitas interpretações acerca desse cavaleiro, passamos a mostrar o nosso
entendimento quanto à interpretação do que se trata esta visão dos primeiros quatro Selos:
Primeiro: Quanto à homogeneidade dos quatro cavalos.
Que os três outros cavalos representam o mal é consenso geral. Todos os teólogos são
unanimes em concordar que os cavaleiros dos segundo, terceiro e quarto cavalos são introdutores dos
flagelos da Tribulação e do sofrimento.
Então, porque o primeiro cavaleiro destonaria os demais? Sendo mais compreensível aceitar
que ele faz parte do inicio dos flagelos que estão para vir a seguir.

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Segundo: O simbolismo do cavalo
O cavalo era comumente usado nas atividades guerreiras, simbolizando FORÇA e PODER, neste
ponto, os cavalos representam paz, guerra, violência, tragédia, julgamento divino, com e em causas
naturais, tudo o que envolve desastre para homens pecaminosos.
Terceiro: Quanto à cor branca.
Aos que defendem ser Jesus justificando a cor branca, é preciso salientar que o branco é a
cor do cavalo e não do cavaleiro (e a discussão é quanto ao cavaleiro e não ao cavalo). O branco aqui
simboliza a paz como o inicio da estabilização da sociedade em todos os níveis.
Quarto: Não pode ser Jesus mesmo!
Jesus faz parte desse cenário desatando os sete selos um a um e, portanto não pode ser
também o cavaleiro. Se este raciocínio for correto, o cavaleiro não pode ser Jesus.
Quinto: Quanto ao cavaleiro se achar armado.
Esse cavaleiro é armado com um arco. Não nos consta em nenhuma passagem da Bíblia que
Jesus se utilize de armas. O cavaleiro tinha um arco e não as flechas então significa que o seu poder
é limitado, porque arco sem flechas para uma guerra não tem serventia nenhuma. Então tudo indica
que ele virá como um homem de paz.
Sexto: Quanto ao estar coroado.
O texto diz que esse cavaleiro recebeu uma coroa, e isto é dádiva, ele não conquistou ou
herdou, a palavra coroa no texto grego é “stephanos”, que nos tempos antigos era os “louros” dos
vitoriosos, dos que alcançavam o seus objetivos e metas, a mesma expressão usada por Paulo em
primeiro Coríntios 9.24-25. Demonstrando uma aparente vitória do inimigo em promover um período
momentâneo de paz sobre os que ficarem na Terra. O mundo estará a procura de um governante,
que dê estabilidade social, econômica, politica e religiosa, então ele vai surgir no cenário,
determinado a vencer, e estabelecer os seus projetos e metas, negociando falsos tratados de paz.
Então Quem é Esse Cavaleiro?
Depois dos esclarecimentos acima de que não se trata de Jesus, temos a interpretação mais
aceita entre os comentadores de se tratar do Anticristo, com o apoio da ressuscitada Roma, que
surgirá no meio do caos, que se instalou na terra após o arrebatamento da igreja (Daniel 9.24-27).
Mais detalhe dessa pessoa daremos quando comentarmos os textos parentéticos do livro do
Apocalipse, onde no capitulo treze, vai trazer as características pessoais, nacionalidades, e as
simbologias das visões de Daniel e João na ilha de Patmos.

O Segundo Selo – Um cavalo vermelho


(Apocalipse 6.3-4)

Sem sabermos quanto tempo depois o segundo selo foi aberto. Após o cordeiro abrir, João
ouve a voz e a ordem do ser vivente “venha”, surge outro cavalo, dessa vez na cor vermelha (Rubro).
O cavaleiro que vem sobre ele vai por fim a falsa paz implantada pelo anticristo.
A cor vermelha representa a fúria desse cavaleiro sobre os que ficarem na terra, um
derramamento de sangue, a violência provocada por ele, mostrará que o Falso Cristo não tem poder
de estabelecer paz nenhuma sobre a terra, então os homens se matarão, será um período de
tamanha agressividade como nunca houve sobre a terra.
A espada é símbolo de luta, e representava à arma mais importante no campo de batalha na
época de João, isto significa que essa pessoa terá sob o seu domínio muitos armamentos poderosos,
capaz de causar uma carnificina horrenda. Homens se matando sem motivos, simplesmente pelo
prazer diabólico de ceifar as vidas (João 10.10).
Sem o Príncipe da Paz não existe possibilidade nenhuma do mundo viver em paz. O resultado
final só poder ser guerra. Homens tolos e enganosos matará agricultores, comerciantes, destruirão as
terras, queimarão as lavouras e colheitas, provocando um colapso social, físico e politico.

27
O Terceiro Selo – Um cavalo preto
(Apocalipse 6.5-6)

Quando o Cordeiro abrir o terceiro selo o ser vivente dará a mesma ordem que os demais:
“venha”! Então o terceiro cavalo será preto, a guerra vermelha dará lugar ao preto. E o cavaleiro que
vem sobre ele, trará tristeza e luto. Em sua mão ela trará uma balança, representa medida, precisão,
racionamento, controle absoluto da compra e venda de viveres sobre a terra.
“E ouvi uma voz no meio dos quatro seres vivente,...” Não podemos afirmar com certeza se
essa voz é do Cordeiro, de um anjo, ou de um dos vinte e quatro anciãos. O certo é que a ordem e
controle do que se passa na terra vem do céu.
“... Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário;” Fala da
total dificuldade em se comprar alimentos, devido às guerras sobraram poucas lavouras e a produção
de gêneros alimentícios vai sofrer colapso terrível, com pouco a se oferecer os preços serão
inacessíveis a muitos. O denário corresponde à jornada de um dia de trabalho, e uma medida de trigo
era o consumo médio diário de um homem.
“... e não danifiqueis nem o azeite e nem o vinho”. Aqui temos alguns comentários
interessantes e cabe a cada um de nós tirarmos as nossas conclusões.
a) Alguns comentadores entendem que a expressão supra refere-se aos ricos
que mesmo no tempo da escassez ainda poderão comprar e esnobar itens
de luxo como azeite e vinho;
b) Outra corrente entende que esta ordem esta ligada aos que ficarem na
terra durante a Grande Tribulação, os judeus (azeite) e desviados (vinho),
que após o arrebatamento se converterão e se manterão fieis e mesmo no
tempo da fome serão providos pelo Cordeiro (Apocalipse 7.3).

O Quarto Selo – Um cavalo verde


(Apocalipse 6.7-8)

Algumas versões bíblicas traduzem de maneira equivocada este cavalo como sendo de “cor
amarela”, entretanto no original a palavra usada é “chlóros”, na versão inglesa “green”. Essa palavra
aparece quatro vezes no Novo Testamento (Marcos 6.39, Apocalipse 6.8; 8.7 e 9.4), e somente no
texto supra ela é traduzida para “amarelo”, os demais a sua tradução é “verde”. E isso faz uma
grande diferença para a interpretação, e mais na frente no estudo sobre Gogue e Magogue e
Armagedom entenderemos a razão.
O mundo terá uma falsa paz, depois guerra e, então, colapso econômico e fome. As coisas
piorarão cada vez mais. Isto, obviamente, contradiz aqueles que dizem que as coisas melhorarão com
o tempo ou aqueles que ensinam que a Igreja, no final, produzirá uma sociedade perfeita.
Enquanto os horrores anteriores assolam os que ficaram na terra, o Cordeiro vai abrir o quarto
selo e a baia se abre após a voz do quarto ser vivente “venha”. Eis que sai um quarto cavalo, e esse
tem um nome “Morte”, uma cor esverdeada, a cor de um cadáver ou de carne em estado de
putrefação.
E o pior é que o texto declara o nome do cavaleiro e ainda diz que ele tem uma companhia o
“Inferno”, que o estava seguindo. Foi lhe dada autoridade para matar uma quarta parte da terra com
(os quatro julgamentos de Deus, Ezequiel 14.21) a espada, com fome, com peste, e com feras.
As quatro formas de castigo avançam, em ordem crescente, cada uma sendo o resultado do
que precede. A fome resulta da espada. Da fome vem à peste. A peste reduz a população e as feras
se multiplicam.
Este cavaleiro e seu acompanhante estará caçando pessoas para condena-las a eternidade
sem Deus, levando-as para o inferno “Hades”, lugar de tormento esperando o julgamento do Trono
Branco, onde receberão a condenação final. Porém, depois elas darão conta desses mortos e de
outros (Apocalipse 20.13).

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O Quinto Selo – Os santos da Tribulação
(Apocalipse 6.9-11)

As ordens de “vem e vê”, não vão aparecer mais cavalos. João vai ver debaixo do altar uma
multidão de almas, que serão mortos durante o período da Tribulação, morreram por causa da
Palavra de Deus e por causa do testemunho que mantiveram. Muitos desses serão filhos, pais, pessoas
próximas aos cristãos, que partiram no Arrebatamento. Também judeus que perceberão o erro que
cometeram em não aceitar Jesus. Mostrando que haverá salvação, não será mais pela “mensagem da
graça”, mas, pela “mensagem do reino”. O Espirito Santo, todavia, continuará operando desde os
céus, que resultará na conversão de muitos.
Por terem sido mortas de forma cruel e brutal, no período da Tribulação, estas almas clamam
debaixo do altar por justiça, receberão vestidura branca como sinal da justificação e purificação no
sangue do cordeiro (Apocalipse 7.14), e terão que esperar até o término da Grande Tribulação,
quando se completará o numero de seus conservos e seus irmãos que serão mortos igualmente como
eles foram.

O Sexto Selo – Deus responde


às orações dos mártires
(Apocalipse 6.12-17)

Após a visão das almas debaixo do altar, o sexto selo volta novamente para a Terra, onde essa
será abalada, a natureza sofrerá tormentos severos, a criação enfrentará a fúria do Cordeiro. Será o
cumprimento da predição de Jesus:

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará sua luz, e as
estrelas cairão do céu, e as potencias dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o
sinal do Filho do Home”. Mateus 24.29-30.

E também ao que disse o apóstolo Pedro:

“Mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma palavra se reservam como tesouro, e
se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios”. 2 Pedro 3.7.

A abertura do sexto selo ocorrerá já na metade do período da Tribulação, talvez


coincidentemente com os fatos que ocorrerão nessa metade do período, que seriam:

- A morte das duas testemunhas (capítulo 11, estudaremos depois);


- A profanação do templo quando o Anticristo se assenta no trono reservado por Deus.

Vejamos a agressividade fenomenológica desencadeada pelo sexto selo:

1. Um grande terremoto – será mais do que um terremoto, todo o globo terra


tremerá, sendo esse o primeiro dos cinco grandes terremotos mencionados
durante a septuagésima semana de Daniel;
2. O sol se tornou negro – “saco de cilicio” – tecido feito de pelos de cabras da
Cilicia, usada nas tendas dos beduínos completamente escuras. Alguns o chamarão
de eclipse, porém, será a manifestação da ira e do poder de Deus. (Mateus 24.29-
30);
3. A lua se tornou sangue – é simbólico, ela não se transformará em sangue, reflete o
estado aterrorizante em que os astros maiores do universo estarão naquele dia,
cumprimento da profecia de Joel (2.31-32);
4. As estrelas caíram pela terra – temos aqui outra linguagem simbólica, uma vez
que, se uma estrela literalmente cair na terra esta seria completamente dizimada.
Ocorre aqui o que entendem os astrônomos como “estrelas cadentes”, que não
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passam de fragmentos de meteoros que rompem a atmosfera. Nesse dia muitos
desses caíram do céu, trazendo grande estrago, espanto e temor;
5. O céu recolheu-se como um pergaminho – eu entendo que mais uma vez o apóstolo
utiliza uma linguagem simbólica, pois a luz da ciência isso seria completamente
impossível que o céu se enrolasse como um pergaminho. Essa visão se coaduna
com os fenômenos que ocorrem durante uma explosão nuclear, o vento é
rapidamente empurrado (deslocado) por vários quilômetros, criando um vácuo no
centro do local da explosão. De repente, este vento, como uma onda gigante,
volta correndo violentamente para o vácuo, tornando-se similar a um pergaminho
sendo enrolado;
6. Todos os montes e ilhas foram removidos do lugar – Após a explosão descrita no
evento anterior, a terra terá a sua geografia mudada, montes e ilhas se moverão
de seu lugar. Um cataclisma dessa magnitude nunca foi visto antes, mas houve
algo do tipo, quando um terremoto tão grande varreu o litoral pacifico, na
América do Sul, que dezenas de vilas foram exterminadas da terra, as montanhas
abaladas, vastas regiões desapareceram debaixo do mar, e numerosas ilhas
apareceram em outros lugares;
7. Houve um pânico geral – Haverá pânico em todo o mundo. Independentemente da
posição que o individuo tenha na vida, diante do pavor todos irão correr e se
esconder. Muitos deixarão suas riquezas para se esconderem em cavernas e
abrigos antiaéreos. Outros deixarão as cidades para se esconderem nas
montanhas. O dia da ira do Cordeiro chegou, e eles apelarão para a mãe natureza,
para as montanhas e rochas para que caiam sobre suas cabeças.

O Sétimo Selo e o silêncio


no céu por quase 30 minutos
(Apocalipse 7.1-6)

O capitulo seis vai relatar a abertura dos seis primeiros selos, mas tem uma pausa antes de
chegar ao sétimo. O capitulo sete não fala do sétimo selo e sim dos 144 mil sendo selados e dos
santos de todas as tribos, nações e línguas glorificados. Sobre este capitulo 7 e também os capítulos
10, 11, 12, 13, 14, 17 e 18, trataremos mais adiante pois são textos chamados de parentéticos,
faremos isso a parte.
Somente no oitavo capitulo é que a abertura do sétimo selo é descrita. Então vamos observar
o seguinte padrão que o Espirito Santo seguiu com relação aos selos, dividindo em dois grupos: - os
quatro cavaleiros seguidos de dois grupos: quatro cavaleiros seguidos por outros três juízos. Assim
acontecerá com as trombetas, serão divididos em dois grupos também: quatro juízos conhecidos
como “um terço” seguidos por três juízos conhecidos como “ais”.
É preciso que se tenha em mente que a abertura dos seis primeiros selos ocorrerá na primeira
metade da Grande Tribulação, período que coincidirá com a atuação das Duas Testemunhas na Terra.
O sexto e o sétimo selos já são o final desta primeira metade, dando início ao período da grande ira,
que é os três anos e meio finais.
E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.
E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe
dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de
ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos
santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o
encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões,
e relâmpagos e terremotos. E os sete anjos, que tinham as sete trombetas,
prepararam-se para tocá-las. E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve
saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada
na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi
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queimada. E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa
como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se sangue a terça parte do mar.
E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça
parte das naus. E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande
estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as
fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas
tornou-se absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram
amargas. E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e
a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se
escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. E
olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! Ai! Ai!
Dos que habitam sobre a terra! Por causa das outras vozes das trombetas dos três
anjos que hão de ainda tocar. Apocalipse 8:1-13

Quando este selo for aberto, o livro estará completamente liberado. Não restará nada que
impeça os juízos restantes de se cumprirem. Porém, antes que eles comecem, haverá um silencio no
céu por quase meia hora.
O lugar que era tomado por relâmpagos, estrondos e trovões que vinham do trono de Deus
cessará. O culto vai ter uma pausa determinada, os seres viventes deixarão de falar sobre a
santidade, os vinte e quatro anciãos suspenderão suas declarações sobre o mérito do Cordeiro, as
hostes celestiais silenciam juntamente com os santos da Tribulação.
Um silêncio misterioso tomado de grande expectativa atravessará os céus, por quase meia
hora. É preciso esclarecer que no céu não existe contagem de tempo cronológico, a expressão é
apenas uma ideia que João nos traz da extensão do período do silêncio no céu, em decorrência da
abertura do sétimo Selo.

Qual o proposito desse Silêncio?

Para entendermos o estupefato silêncio é necessário se ter em mente todos os fatos


existentes nesse instante:
a) Os juízos de Deus estão assolando a Terra, onde existe um remanescente fiel,
objeto da preocupação no céu.
b) Nesse período o Anticristo mata as Duas Testemunhas num verdadeiro desafio
contra Deus.
c) A trindade satânica profana o Santuário de Deus.

Em meio a este silêncio o apóstolo viu diante de Deus sete anjos, e a eles foram dadas sete
trombetas. De todos os anjos no céu, apenas sete em particular ficam constantemente na presença
de Deus. Eles são mais comumente conhecidos como arcanjos, mas alguns os chamam de “Anjos da
Presença” (tinham uma honra especial). As versões bíblicas evangélicas geralmente identificam
apenas dois, Miguel e Gabriel, mas os livros apócrifos fazem menção dos outros cinco, Uriel, Rafael,
Raguel, Redmiel e Sariel. Cada um deles receberá uma trombeta para anunciar coisas horrendas
sobre a terra. No mesmo cenário João vai ver agora outro anjo que veio e ficou junto ao altar que
está diante do trono de Deus. Tudo é silêncio, expectativa total.
Este possui um incensário de ouro em suas mãos, e foi lhe dado muito incenso para oferecê-lo
juntamente com as orações de todos santos, não sabemos qual o teor de todas as orações, mas um
deles está registrado no capitulo 6.10: - “Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, esperarás
para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?”.
Este anjo levará o incensário contendo o incenso quente e as orações de todos os santos e irá
balançá-lo de um lado para o outro, fazendo com que a fumaça exale o perfume e siga em direção ao
trono do Eterno. Assim como o perfume de Noé (Genesis 8.21) chegou às narinas de Deus, este cheiro
também vai agradá-lo e preparará a sua resposta.
Após serem consumidos incenso e orações, o anjo levará o incensário vazio, voltará para o
altar, o encherá de fogo e lançara sobre a terra. Haverá trovões, vozes, relâmpagos e terremoto, que

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simbolizam os juízos de Deus (Isaías 29.6), então os anjos perfilados se preparam para tocar um após
o outro as suas trombetas.

AS SETE TROMBETAS
E SEUS JUIZOS

A Primeira Trombeta
(Apocalipse 8.7)

Quando soar o toque da primeira trombeta a terra já estará na metade final da Grande
Tribulação. As primeiras quatro trombetas formam um grupo de flagelos que atingirá somente a
natureza:

A primeira atinge a terça parte da erva verde;


A segunda atinge a terça parte do mar;
A terceira atinge a terça parte da água potável;
A quarta atinge o cosmos, de modo que o Homem só é atingido de forma indireta.
O segundo grupo é que atingirá de maneira direta o Homem.

Tocada a primeira trombeta, instala-se o primeiro flagelo constituído de saraiva e fogo de


mistura com sangue, vai assolar a natureza vegetal da terra. Faz-nos lembrar da sétima praga que foi
lançada no Egito, com a diferença que a praga ficou restrita apenas lá, e esta será para toda a terra,
e com a mistura de sangue. Leia Êxodo 9.23-26.
Os três elementos usados neste juízo: Saraiva - que representa um juízo súbito e esmagador
que virá de cima (Isaías 28.2-17; Apocalipse 16.21) ; Fogo – uma expressão da ira de Deus
(Deuteronômio 32.22; Isaías 33.14); e Sangue – que pode significar tanto morte física (Ezequiel 14.19)
como moral (Atos 2.19-20). Vai destruir uma terça parte das árvores e toda erva verde, a ira começa
ser derramada de forma paulatina.

A Segunda Trombeta
(Apocalipse 8.8-9)

A segunda Trombeta é tocada, João tem a visão de algo “como” que uma grande montanha,
isto é, não é literalmente um monte, mas algo semelhante no tamanho que atingiu o mar provocando
nele grande catástrofe.
Uma terça parte do mar, da vida marinha e das embarcações foram destruídas, por este algo
semelhante a um grande monte, provavelmente um grande meteoro em combustão que vai romper os
céus, ou talvez um grande míssil nuclear, vai provocar tal acontecimento.
Uma terça parte do mar se transformará em sangue, isso já aconteceu (Êxodos 7.19), então
não temos porque duvidar se vai ou não acontecer. A vida marinha que sustenta muita gente em todo
mundo, perderá a sua terça parte. As embarcações de pesca, de lazer, de guerra, serão destruídas
sua terça parte também. Aqueles que dependem do mar para ter seu emprego, seu alimento, sua
segurança ou seu transporte de cargas sofrerão.

A Terceira Trombeta
(Apocalipse 8.10-11)

A terceira Trombeta agora vai ser tocada e a praga ou maldição vai atingir um terço das águas
doces e potáveis da terra. Não sabemos se esta “estrela” é um meteoro ou um míssil nuclear, como
muitos acreditam, com certeza não pode ser uma estrela literalmente, já explicamos nos selos uma
razão lógica para esse entendimento.
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O seu nome é “Absinto” – era uma erva amarga, que tinha capacidade de amargar a água,
como se fazia antigamente com a casca de uma planta chamada Quina, que era colocada na água,
tinha sabor amargo, mas servia para curar distúrbios abdominais.
Quando João faz menção do nome “Absinto” estava em sua mente o amargor que ela trazia,
mostrando que será impossível que se beba da água que foi atingida por ela. Imagine as pessoas com
sede, e sem poder ter acesso a uma água potável para beber. Segundo a medicina, o homem suporta
até três dias sem água, mais e os doentes e as crianças, não tem a mesma resistência a sua
abstinência. Serão dias terríveis para quem ficar na terra.
A Quarta Trombeta
(Apocalipse 8.12-13)

É importante atentar para á sequencia desses julgamentos, que estão na mesma ordem do
capitulo 16: na terra, nos rios, nas fontes de aguas, e no sol. Quando o anjo tocar a quarta trombeta
marcará o principio do eclipse total desses astros, já anunciado na abertura do sexto selo.
Certamente os astrônomos ficarão tomados de grande pasmo. O sol vai se apagar, como se desliga um
interruptor! O dia tornar-se-á em noite – noite sem lua, nem estrelas, que durarão “ a terça parte do
dia”. Se cumprindo as palavras de Jesus registradas por Lucas 21.25.

A Quinta Trombeta
(Apocalipse 9.1-12)

Essas três ultimas trombetas são chamadas de “trombetas de ais” e são mais horrendas do
que as primeiras quatro. No final do capitulo oito, vimos um anjo voando pelo meio do céu clamando
em grande voz: “... Ai! Ai! Ai! Dos que habitam sobre a terra”.
Ao tocar a quinta trombeta, João viu uma estrela caída na terra. Com certeza não será
literalmente uma estrela, mas um personagem como na profecia de Isaias 14.12, a clareza se dá pela
narrativa de ele receberá a chave (Apocalipse 1.18; 3.7) de abrir o poço do abismo.
Esta estrela já caiu é conhecido como “sinete da perfeição”, “querubim ungido”, Satanás,
Aquele que tem as chaves, Jesus entregará em sua mão, e ele abrirá o poço do abismo, o lugar mais
baixo do abismo – Lugar onde estão presos seres espirituais maus e rebeldes, que lá estão devido ao
teor devastador de suas maldades (2 Pedro 2.4 e Judas 6).
Ao ser aberto o poço do abismo, uma grande nuvem de fumaça, como de uma grande
fornalha, vai cobrir os céus impossibilitando o brilho do sol, trazendo grande espanto. Com esta
nuvem de fumaça surgirão gafanhotos com poderes de escorpiões. Não causará dano a natureza,
somente aos homens que não foram selados. A ordem é apenas para atormentar, mas não a matar,
um tormento que durará cinco meses.
O aspecto desses gafanhotos assusta só em ler o texto:

1 - Cavalos preparados para batalha (v. 7) – fala da velocidade do ataque;


2 – Rosto como de homem (v. 7b) – simboliza ordem, inteligência;
3 – Cabelos como de mulher (v. 8a) – sinal de vaidade;
4 – Dentes como leão (v. 8b) – devoradores vorazes;
5 – Couraças como de ferro (v. 9a) – bem protegidos contra ataques;
6 – Tinham asas barulhentas (v. 9b) – locomoção rápida e fácil;
7 – Cauda de escorpião – (v. 10) – atraque traiçoeiro;
8 – Abadom (hb.) e Apoliom (gr.)– causadores de destruição.

Chama atenção esta quinta trombeta a fuga da morte. Deus dará férias à morte por cinco
meses. As pessoas se machucarão tanto que desejará a morte, seu sistema nervoso se infectará,
partes do de seu corpo incharão e doerão, e outras partes deixarão de funcionar completamente.

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Algumas sofrerão ataques de epilepsia e convulsões, e outras perderão a consciência, vão tomar
medicamentos, porém não terão alivio, desesperados que estão, vão tentar o suicídio, mas não vão
encontrar a morte para acabar com o sofrimento. E foi assim o primeiro dos “Ais”.
A Sexta Trombeta
(Apocalipse 9.13-21)

Ao tocar da sexta trombeta o segundo “ai” começa, no seu caráter e nos seus efeitos, é mais
indescritível do que qualquer dos juízos precedentes.
João ouviu uma voz que saia dos quatro cantos do altar. Este altar é o altar do capitulo 8,
onde o anjo mistura o incenso com as orações dos santos da Tribulação. A mistura sobe até Deus e
acende sua ira. E voz dia: -“solta os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio
Eufrates”.
Há algo muito interessante aqui! O rio Eufrates aparece pela primeira vez no livro de Genesis
capitulo 2.14. Era o quarto rio próximo ao jardim do Éden, onde Adão pecou e Caim cometeu
homicídio matando seu irmão Abel. Foi onde começou o Diluvio, onde se levantou a torre de Babel,
onde foi construída a Babilônia e onde começaram o governo e a religião mundiais. Este rio foi
associado à astrologia, idolatria, adoração de demônios, feitiçaria e outros pecados sórdidos.
Ainda, este lugar foi palco de varias guerras dos Estados Unidos contra o terrorismo.
Militantes islâmicos cometeram assassinatos terríveis, torturando e decapitando varias pessoas na
região. Algumas vitimas foram encontradas acorrentadas a uma parede e morrendo de fome.
De lá vem estes quatro seres caídos e que estavam amarrados, integrantes com toda certeza
do poderoso bando de Satanás que caíram com ele. Preparados para serem soltos na hora, dia, mês e
ano, determinados por Deus, para matar uma terça parte dos que restarem vivos até o momento.
Estes quatro anjos, solto do rio Eufrates, vão sair com uma cavalaria infernal, em numero
elevado de 200 milhões. Aqui, João vê um exercito futuro, uma vez que seu numero é maior do que
toda a população da Terra na época do apóstolo.
Só existe hoje no mundo uma nação capaz de formar um exército de tamanha proporção, a
China. E tudo aponta para isso, uma vez que, sua reserva de petróleo está quase no fim, sua
demanda de gasolina está aumentando sete vezes mais rápido que a dos Estados Unidos e o país
confia cada vez mais no petróleo do Oriente Médio e usa a força de sua economia em crescimento
para se equipar em tropas, material bélico, para apavorar o mundo inteiro.
Na visão detalhada de João, trazendo as características dos cavaleiros e cavalos:

a) Couraças vermelha cor de fogo, azuis como jacinto e amarela como o enxofre.
Veja a similaridade, a bandeira da China é vermelha e amarela, e os uniformes das
tropas são azul-escuros;
b) A cabeça semelhante dos cavalos semelhantes a leões, e da boca sairá fogo,
fumaça e enxofre (possivelmente explosões, projéteis ou misseis). A China é
comumente conhecida como o perigo amarelo e que os dragões que cospem fogo
com cabeças grandes são um dos seus símbolos favoritos.

No primeiro “ai” da quinta trombeta a morte foi presa e ninguém morria. Mas no segundo
“ai”, na sexta trombeta, uma terça parte dos homens foram mortos.
Contudo, por incrível que pareça, o restante dos homens não se arrependeram dos seus
pecados. Rejeitaram a Jesus, continuando em suas pratica pecaminosas. Dois dos pecados notórios
durante o período da Grande Tribulação será a adoração a demônios (satanismo) e a idolatria.

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A Sétima Trombeta
(Apocalipse 11.15-19)

O toque da sétima trombeta é marcado por um contraste com a abertura do sétimo selo.
Enquanto na abertura do ultimo selo houve um silencio no céu em virtude dos terríveis juízos que
desabariam sobre a humanidade, o toque da última trombeta vai trazer um coro de grandes vozes no
céu, uma declaração celestial de que Deus e seu Filho, Jesus, estarão assumindo o controle de tudo,
e começa aqui o ultimo dos três “ais” (Apocalipse 11.14).
As vozes proclamam que o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e de seu Cristo, que
reinara pelos séculos dos séculos. Esse acontecimento anunciado por João, no qual os reinos na terra
passam para as mãos de Jesus, implica no final da Tribulação.
A declaração das vozes leva os vinte e quatro anciãos a se prostrarem em reverencia à vitória
de Deus, se unindo aos anjos no louvor em ações de graças pela conquista. O cântico dos anciãos
recorda como se já fosse passado:
a) A ira das nações – se unindo a trindade satânica contra Israel;
b) A ira de Deus sobre as nações – batalha do Armagedom, vitória absoluta do
cordeiro;
c) O julgamento dos mortos – um tempo ainda futuro, somente após o milênio no
“Grande Trono Branco”;
d) O galardão dos santos – já esta ocorrendo no céu nesse momento, uma vez que é
simultâneo ao arrebatamento (Apocalipse 22.20);
e) A destruição dos que destroem a terra – todos que não deram crédito a mensagem
de salvação proclamada pela igreja, pelas duas testemunhas e pelos 144 mil, e
continuam em pecado, devastando a terra.
Após esse louvor que declara a vitória triunfante de Deus e de seu Filho, o vidente vai dar
uma pausa nos flagelos para retomar mais na frente com as sete taças, para relatar as características
de uma batalha espiritual e dos envolvidos na peleja, bem como, vai nos mostrar o perfil da trindade
satânica, o Dragão ou Besta – Satanás, a Besta do Mar – Anticristo e a Besta da Terra – Falso Profeta.
A visão do santuário descrita no ultimo versículo do capitulo, vai ser retomada mais adiante
com a culminância do terceiro e ultimo dos “ais” (Apocalipse 15.5).

AS SETE TAÇAS E O FIM


DA GRANDE TRIBULAÇÃO
(Apocalipse 15.1-8)

O derramamento das taças é o período que vai encerrar a Grande Tribulação. Este capitulo
quinze é o mais curto de Apocalipse. Muitos estudiosos acreditam que juntamente com o capitulo
seguinte se combinam, sendo assim a introdução aos últimos juízos trazidos com as sete taças do
capitulo dezesseis, prenunciando o que acontecerá no céu pouco antes dos flagelos finais.
Assim como as trombetas tiveram inicio com a abertura do sétimo selo, as taças terão sua
origem com o toque da sétima trombeta, demonstrando uma perfeita harmonia divina no castigo
sobre os habitantes da terra.
A visão do tabernáculo descrita no capitulo 11.19 é retomada agora. João vai descrever que
viu os remidos entoavam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. Em seguida o céu se abre e
sete anjos recebem das mãos dos quatro seres viventes as taças cheias da cólera de Deus, que vive
pelos séculos dos séculos.

35
A primeira taça
(Apocalipse 16.1-2)

O brado de uma grande voz vinda do templo é ouvido por João, ordenando aos setes anjos
que derramem sobre a terra as sete taças da ira de Deus.
No toque das sete trombetas há uma advertência em que a ira de Deus se mistura com a
misericórdia, mas as taças falam da consumação da ira do Eterno sem mistura.
Quando o primeiro anjo derrama a primeira das taças, aqueles que são portadores da marca
da besta, os adoradores da sua imagem, sofrerão de úlceras malignas e perniciosas.
Maligna – não haverá cura na medicina, nenhum dos recursos humanos ou
farmacêuticos poderá resolver essa doença;
Perniciosas – a gravidade da úlcera será terrível, dores insuportáveis por todo
o corpo.

A segunda taça
(Apocalipse 16.3)

Na sequencia o segundo anjo derrama a segunda taça, o foco agora é o mar, sobre ele
repousará a ira de Deus.
O mar corresponde a dois terços que cobrem a superfície a terra, com todos os oceanos, isso
quer dizer, que, a maior parte do planeta é coberta por águas marinhas.
Com o derramar do cálice da ira, todos estes vastos oceanos se transformarão em “sangue
como de morto”. Numa destruição total, toda a vida marinha morrerá.
Esta expressão “sangue como de morto”, trás algo interessante:
1. - O sangue de vivo – é útil ainda para uma transfusão, e pode até salvar
vida, ou prolonga-la através da hemoterapia;
2. – O Sangue de morto – é altamente pernicioso, extremamente
contaminante, apodrece muito rápido, e se constitui um dos meios mais
perfeitos de contaminação.
O mau cheiro provocado pela mortandade da vida marinha vai se tornar insuportável, aqueles
que moram em cidades próximas as praias e que não foram arrebatadas por não crerem na pregação
do Evangelho de Cristo, e a seguir terem aceitado as mentiras da trindade satânica, vão sofrer com a
ira de Deus.

A terceira taça
(Apocalipse 16.4-7)

Não dá nem tempo de lamentar a tragédia caída sobre o mar. O terceiro anjo em seguida vai
derramar a terceira taça nas águas doces, rios e fontes, e se tornarão em sangue. Uma catástrofe
sem limites, um planeta completamente devastado em suas fontes potáveis, a morte vai assolar os
mangues e lagoas, rios e igarapés, e assim como no Egito. Um mau cheiro tomará conta do planeta e
a vida se tornará insuportável.
Notemos que em seguida o “anjo das águas”, nos mostra o importante papel que esse ser
celeste desempenha enquanto administra a criação de Deus. Já vimos os quatro anjos dos ventos,
encarregados de impedir o vento na terra. E aqui aprendemos algo importante sobre os anjos, esse,
por exemplo, é o responsável pelas águas da terra. Se Deus não designasse esses ministros o homem
não tinha sobrevivido tanto tempo.

36
Após o derramar dessa terceira taça, o “anjo das águas”, vai entoar um cântico de adoração
exaltando a justiça de Deus. Como uma vingança pelo sangue derramado dos santos da Grande
Tribulação e dos profetas e mártires da Antiga Aliança.
Os que estavam no altar só confirmam esse cântico de exaltação ao Deus Santo e Poderoso.

A quarta taça
(Apocalipse 16.8-9)

E a ira continua o quarto anjo logo em seguida derrama a quarta taça da ira do Soberano.
Esse juízo fará o sol queimar as pessoas com fogo e se cumprirá o que foi profetizado por Malaquias
no capítulo 4.1. Muitos dos adoradores da besta serão reduzidos a cinzas.
Em um cenário onde não mais existe água potável, para beber e para higiene. Onde os
homens estão sofrendo com ulceras malignas e perniciosas, o calor do sol com os seus raios solares,
que são ricos em ondas de calor e energia térmica, sem aumentar a temperatura do sol, uma vez
que, o texto diz – “... foi-lhe dado queimar os homens com fogo”.
Há de se observar como as primeiras taças acompanham o curso das quatro primeiras
trombetas. Entretanto, se serem idênticas, nem paralelas. Nas trombetas os juízos embora tenham
seguido a ordem, terra, mar, fontes, rios, sol, lua e estrelas, foi limitada a “terça parte”. Mas para
os juízos das taças não, eles varrem tudo. Ademais, observa-se que a quarta taça está em contraste
com a quarta trombeta em seus efeitos.

A quinta taça
(Apocalipse 16.10-11)

Com todos os juízos já derramados até aqui os homens reconhecem a autoridade de Deus,
mas continuam blasfemando e não se arrependem.
O Quinto flagelo é derramado então, e agora todo o sistema humano é lançado em completa
desordem. O trono da besta (anticristo) um dos maiores adversários na terra será o alvo. Tornar-se-á
um caos, trevas completas. Um sinal do julgamento de Deus a um governo que corrompeu toda a
humanidade afastando-a do Salvador.
Os seguidores da besta sofrerão, e continuarão blasfemando de Deus. Morderão a língua,
irados, mas não arrependidos, feridos e angustiosos, cheios de dores e um coração endurecido por
completo.

A sexta taça
(Apocalipse 16.12-16)

O período da Grande Tribulação está chegando ao fim, o derramar da sexta taça fará o rio
Eufrates, que mencionado na Bíblia cerca de 25 vezes – (Um rio de 2.165 Km de comprimento, de 3 a
10 metros de profundidade e de 200 a 300 metros de largura), cujo leito serviu como barreira entre o
povo da Palestina e seus inimigos, secará.
Com o grande Eufrates seco, um caminho será aberto para a invasão do inimigo, preparação
para o advento do ARMAGEDOM, os reis que vem do oriente, provavelmente China e Coreia do Norte,
Índia, e outros, com seus duzentos milhões de homens mobilizados contra Israel. Cumprir-se-á as
profecias de:
1 – Joel 3.2;
2 – Sofonias 3.8;
3 – Zacarias 12; e ainda,
4 – Mateus 25.32 e 33.

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Os três espíritos enganadores que saem das bocas da trindade satânica, representam ideias,
planos, projetos, métodos diabólicos que serão introduzidos dentro da esfera de pensamento e ação
dos lideres dessas nações, e operarão sinais, ludibriando as potencias orientais para investirem contra
Israel.
Sem poder para enfrentar tão grande poder bélico, o povo de Israel vai clamar pelo Messias o
que resultará em sua vinda em grande gloria com a Igreja (aqui é a segunda fase – “ Epiphaneia”),
todo o olho o verá.

A sétima taça
(Apocalipse 16.17-21)

O derramamento do sétimo flagelo é feito no ar, como se fosse para purificar a atmosfera das
“hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais” (Efésios 6.12). Do trono sai à voz: - “Feito
está”. Os juízos sobre a trindade e os habitantes da terra chegam ao seu fim.
O que vem a seguir é algo que nunca se viu ou ouviu sobre a face da terra. Um terremoto
destruidor, forte e grande.
A grande cidade (Babilônia – veja Apocalipse 17.5) será dividida em três partes: o Dragão –
detinha o poder do mal, o Falso profeta – o poder religioso o Anticristo – o poder politico, Deus
eliminará a harmonia desses poderes juntos.
O terremoto vai mudar a superfície da terra. Todas as ilhas ficarão debaixo da água. As
montanhas serão destruídas, conforme profetizou Isaías (24.19-23). Parece difícil acreditar nisto, mas
o terremoto e o tsunami em Sumatra, em 2004, que mataram mais de 280 mil pessoas, moveram ilhas
e fizeram a terra se inclinar sobre o seu eixo. Algumas ilhas desapareceram temporariamente
debaixo de uma parede de água de nove metros de altura.
E para finalizar os juízos, pedras cairão do céu, fragmentos de asteroides de cerca de 40 Kg,
sobre os homens que continuaram murmurando e blasfemando contra Deus, em razão dos severos
flagelos trazidos sobre eles.

O TRIBUNAL DE CRISTO
A ENTREGA DE GALARDÃO
(Apocalipse 22.12)

Até agora foram relatados os acontecimentos ocorridos na terra no instante em que a igreja
foi arrebatada, todos os que ficarem sofrerão as consequências da ira do Deus Eterno.
Enquanto os ímpios e judeus rebeldes estarão debaixo dos flagelos, a noiva, a igreja santa,
arrebatada estará no céu diante do seu amado, para dele receber o galardão, conforme o prometido
(Apocalipse 22.12).
A entrega desse galardão ocorrerá diante do Tribunal de Cristo, exclusivo para os santos, uma
vez que, não estará em julgamento as vidas se serão salvas ou não, mas as obras de cada um, pois
todos que comparecerem nesse julgamento já estão salvos, conforme se expressa o apóstolo Paulo na
segunda carta aos Coríntios 5.10.
Haverá ainda um outro julgamento no final do milênio, conhecido como o Juízo Final ou
Grande Trono Branco, porém, será estudado um pouco mais adiante, uma vez que, trata-se de
julgamento dos ímpios para a condenação eterna.
O Tribunal de Cristo tem como objetivo principal, galardoar todos os que se dedicaram em
sua obra, como reconhecimento do serviço oferecido ao Rei dos Reis, por meio de seus talentos.

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 Tribunal – o vocábulo usado aqui é “bhema” – sig. degrau, subida. Que
significa chegando na estatura de perfeição em Cristo, conforme
observamos nos textos: Efésios 4.13, Romanos 8.29.

As Características
do Tribunal De Cristo
(1 Coríntios 3.11-15)

Como primeira característica do Tribunal de Cristo, analisaremos o lugar onde ocorrerá a


entrega dos galardões, vamos observar alguns textos escritos por Paulo:
Então nós, os que estivermos vivos, seremos levados nas nuvens, junto com eles,
para nos encontrarmos com o Senhor nos ares. E assim ficaremos para sempre com
o Senhor. 1 Tessalonicenses 4.17.

Escutem! —diz Jesus. —Eu venho logo! Vou trazer comigo as minhas recompensas,
para dá-las a cada um de acordo com o que tem feito. Apocalipse 22.12.

Para melhor análise dos textos supra, observemos os usos e costumes aplicados a época no
contexto social e familiar, entre os judeus. Dessa forma, na antiguidade era comum os anciãos e
juízes em Israel julgarem as causas do povo na entrada da cidade (1 Samuel 4.13, 18).
Assim sendo, cremos que este julgamento não ocorrerá no céu, mas nos ares em algum lugar
será estabelecido o tribunal, próximo a entrada da cidade celestial, pois conforme descrevem os
textos acima em nossos grifos “com o Senhor nos ares” e “vou trazer comigo as minhas recompensas
(galardão). Se fosse no céu, não seria necessário “trazer” as recompensas já que Ele (Jesus) está no
céu.
A segunda - é o que será julgado no tribunal. Como escrito acima o julgamento é apenas e tão
somente das obras e não dos obreiros. Não envolve salvação, pois todos os que estiverem ali já estão
salvos pela fé e pela extraordinária graça do Senhor Jesus (Efésios 2.8).
Terceira - esse julgamento ocorrerá logo após a ressurreição dos justos e arrebatamento da
igreja (Lucas 14.14), quando o noivo vir ao encontro da sua noiva nos ares, Ele a levará
imediatamente para o Tribunal e vai galardoa-la.
Quarta - o Juiz desse tribunal será o próprio Senhor Jesus, pois está escrito em sua palavra no
evangelho de João 5.22,23, o Pai a ninguém julga, mas sim o filho.
Quinta - os que comparecerem diante do Juiz dará conta de seus atos ou pela falta dele
(Romanos 14.12 e Tiago 4.17), dessa forma o tribunal será:
Primeiro – Universal e Particular – “Todos” os salvados irão comparecer diante do
grande Juiz para individualmente serem julgados.
Segundo – Será meticuloso, daremos conta de como servimos a Deus, do tipo de crente
que fomos aqui na terra, vamos colher o que plantamos aqui como homens e mulheres
de Deus. (Gálatas 6.7,8 e Romanos 2.5,6). Estarão sendo analisados:
 Os nossos atos secretos – Marcos 4.22; Romanos 2.16;
 O nosso caráter – Romanos 2.5-11;
 Nossas palavras – Mateus 12.36-37; Tiago 3.1-12;
 Nossas obras – Efésios 6.8;
 Nossas atitudes – Mateus 5.22;
 Nossa falta de amor – Colossenses 3.23; 4.1.
Terceiro - Tudo o que estamos fazendo para o Reino de Deus é comparado por Paulo
na primeira Carta aos Coríntios 3.12-15, a um edifício em construção e as obras são os
materiais utilizados na construção desse.

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Os seis (número do homem) tipos de materiais usados em duas classes
“Nobres” (feito com amor e esforço) e “não Nobres” (feitos sem amor e de forma
relaxada).
 Ouro – O que é feito para glória de Deus, para que o nome do Senhor
seja mais ainda engrandecido;
 Prata – Nosso testemunho, a pregação do Evangelho de Cristo,
relacionada à redenção, resgate;
 Pedras Preciosas – As almas que ganhamos, não existem riqueza maior
e mais preciosa para Deus do que um pecador alcançado pela Palavra
de Cristo;
 Madeira, Feno e Palha – Material perecível mostra comodismo e falta
de temor a Deus, humildade e egoísmo.

Sexta – após o julgamento das obras os resultados serão vários:


 Aprovação divina – Mateus 25.21;
 Autoridades, posição e alegria do Senhor – Mateus 25.23;
 Recompensa – 1 Coríntios 3.14 e Filipenses 3.14;
 Honra – Romanos 2.10.
E as coroas prometidas? Dentro de uma análise textual, cremos que essas coroas representam
apenas os aspectos dos prêmios ou recompensa que receberemos não se trata de uma coroa literal,
pois, não temos quatro cabeças para usarmos as quatro, conforme abaixo descrito.
 Coroa da Vida – Tiago 1.12 – Simboliza a vida em todo o seu estado de
gozo, prazer e alegria em Cristo a nossa Vida;
 Coroa de Glória – 1 Pedro 5.4 – Existem várias terminações para essa
palavra, por esse motivo pode significar muitas coisas, como por
exemplo: Estar na presença eterna do Deus da Glória, honra conferida
pela fidelidade;
 Coroa de Justiça – 2 Timóteo 4.7-8 – Com certeza simbolizam os nossos
atos aprovados diante do tribunal, devido a uma vida reta, proba e
justa para com todos que convivi aqui nesta terra corrompida e injusta;
 Coroa Incorruptível – 1 Coríntios 9.25 – Indica durabilidade, valor
inaquilatável, aquilo que não se desgasta com o tempo, aponta para a
eternidade com Cristo.

AS BODAS DO CORDEIRO
E CEIA DAS BODAS
(Apocalipse 19.7-9)

As Bodas do Cordeiro será um momento glorioso de consumação da união mística entre Cristo
(o Noivo) e a Igreja (sua Noiva).
Vale relembrar que a cerimonia em pauta tem o contexto da cultura judaica, conforme já foi
comentado e explicando na parábola das dez virgens e as fases do casamento (págs. 17 e 18).
Quando o Noivo levar a sua amada para o Tribunal, ali vai adorná-la com honras, atavia-la
com seu mais puro amor (Efésios 5.27 e Apocalipse 19.8). E na última fase do casamento ele
apresentará a sua linda noiva ao seu pai, para dar inicio então as bodas de celebração.
A noiva neste instante estará preparada para o seu papel na historia, casada com seu amado,
com as bênçãos do pai, ao lado do Leão da Tribo de Judá, reinará para todo o sempre e com Ele
surgirá para livrar Israel na “Batalha do Armagedom” e julgará as nações.

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As bodas é o casamento literalmente e ocorrerá no céu antes da sua vinda na segunda fase,
enquanto que a ceia das bodas será a festa de celebração e ocorrerá aqui na terra já no inicio do
milênio. Os convidados começarão chegar, dentre eles os mártires da grande tribulação, que se
juntarão ao remanescente fiel de Israel para este glorioso banquete.

OS 144 MIL ISRAELITAS SELADOS


E O GRUPO DE REMIDOS

O capitulo sete de Apocalipse é a primeira passagem de natureza parentética. Esse parêntese


situa-se entre o sexto e o sétimo selos, que ocorrem no final do capítulo 6, versículos 12 a 17, o
sétimo selo no capitulo 8.
Na cena narrada por João no capitulo 7, vemos dois grupos de redimidos: um exclusivo de
judeus, outro de gentios e judeus. O primeiro acha-se na terra, o segundo, no céu.
Já foram executados seis dos sete selos, um período compreendido entre os primeiros três
anos e meio da Grande Tribulação. E a expectativa é a abertura do ultimo dos sete selos, porém,
neste intervalo, o vidente vai nos trazer duas visões que se interpõem, acentuando a grande
misericórdia de Deus. Seja qual for a severidade dos julgamentos sobre a terra, o Senhor sempre
conservará seu povo seguro. (Lamentações 3.21-23).

Os selos são colocados


(Apocalipse 7.1-8)

Quatro anjos em pé, nos quatro cantos da terra, conservam seguros os quatro ventos antes da
abertura do sétimo selo, outro anjo trazia o selo do Deus vivo, e a ordem de não danificar a terra até
que fossem selados na testa os servos do Deus. Este selo é uma proteção, como vemos no capitulo
9.4.

Quem são os selados


(Apocalipse 7.4)

Trata-se de um grupo de judeus, salvos e preservados na terra durante a Grande Tribulação


para testemunharem de Cristo no lugar da Igreja, e anunciarão o Evangelho do Reino, estarão aqui na
terra, e se cumprirá a profecia de Isaias 66.19.
O tempo da graça já passou, findo o tempo dos gentios (Romanos 11.25), onde Deus preparou
um povo pelo amor de seu nome e tinha-o chamado para fazer consigo uma aliança no Sangue de seu
filho Jesus (Atos 15.14-17). Agora então a obra de testificar passou para um grupo de judeus. A nação
estava ao ponto de entrar no “tempo de angustia para Jacó” (Jeremias 30.7). E como no Egito seus
antepassados foram assinalados para protegê-los das pragas, assim os restos escolhidos de 144 mil
estarão selados para serviço e segurança.
Sobre estes 144.000, temos:

a) Vão sobreviver a Grande Tribulação;


b) Não adoraram a Imagem e nem receberam a marca da besta;
c) Um grupo de judeus fieis imaculados, serão os primeiros a aceitarem o Messias
como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, pois na primeira vez Jesus
veio e eles não o receberam. Constituírem-se nas primícias (Apocalipse 14.4) por
serem os primeiros judeus convertidos, no retorno de Israel para o seu Deus e o
seu Cristo.
d) São castos e seguidores do Cordeiro;
e) Não se achou mentira na sua boca, e não tinham mácula.
41
No capitulo 14 de Apocalipse encontramos esses 144.000 adorando a Deus, e o local é aqui na
terra, pois a menção do monte Sião por João. Eles rejeitaram a marca da besta, não se prostraram
para adora-la, e agora vitoriosos cantam em adoração ao seu Rei e Messias.

A omissão de duas tribos

Entre as doze tribos de Israel arroladas para separarem 12 mil de cada uma, não aparecem às
tribos de Dã e Efraim. Seus nomes são substituídos pelas tribos de José e Levi. E há uma razão nas
sagradas escrituras que nos dão uma ideia do motivo de sua exclusão.
Vamos ler Juízes 18.30 e Oseias 4.17. Com base nos textos em citação, o motivo da exclusão
das referidas tribos tenha sido a idolatria. E sem selo estas duas tribos estarão sujeitas aos juízos que
virá sobre os quatro cantos da terra, mostrando que o pecado sempre trás as suas consequências.
Porém, isso não quer dizer que estas tribos se perderão, ou serão extirpadas da face da terra,
pelo contrário, eles passarão, sofrerão, na Grande Tribulação sem a proteção do selo. No entanto na
lista das tribos em evidencia, durante o Milênio de Cristo na terra, Dã vem em primeiro lugar e logo
após Efraim (Ezequiel 48.2-6).
E observe que apesar da omissão dessas duas tribos na lista dos selados, o total de doze tribos
permanece o mesmo. É Deus dizendo que mesmo havendo mudanças por causa do fracasso do
homem, o seu plano e proposito permanecem firmes.

Judá e Ruben

Pela lei da primogenitura quem deveria vir primeiro nesta relação de selados seria Ruben,
porém, quem vem primeiro é a tribo de Judá, e em seguida a tribo de Ruben. O motivo para tal
rebaixamento encontra-se descrito em (Genesis 35.22; 49.3-4). Assim sendo, a tribo de Judá, o
quarto filho de Jacó, passa a encabeçar a lista dos selados, pois dessa tribo veio o Messias, o
principio de todas as coisas (João 1.1-4).

O segundo grupo de redimidos


(Apocalipse 7.9-17)

Esse grupo encontra-se no céu, e é constituído de todas as nações, gentios e judeus salvos
durante a Grande Tribulação. Uma vez martirizados, como vemos no capitulo 6.9-11. Aparecem agora
perante o trono de Deus. Corpos ressurretos (respigas), antes do Milênio, como um dos grupos de
ressuscitados da primeira ressurreição.
Como “palmas nas mãos”, um símbolo da vitória, não receberam coroas, mas palmas. Coroa é
galardão, por obras realizadas, exclusividade da igreja arrebatada.

O ANJO, O LIVRINHO E AS
DUAS TESTEMUNHAS

Quem é esse anjo com


o livrinho selado
(Apocalipse 10.1-10)

Aqui temos mais uma passagem parentética apresentada por João. Assim como houve um
parêntese entre o sexto e o sétimo selos, há outro aqui, entre a sexta e a sétima trombeta.
Nos capítulos 10 e 11 tem inicio a segunda metade da 70 ª semana de anos de Daniel, isto é,
seus últimos três anos e meio. Há menção disso pela primeira vez em Apocalipse no capitulo 11.2:
42
“quarenta e dois meses”. A seguir, o mesmo assunto é mencionado em: Apocalipse 12.6, 12.14, 13.5,
correspondentes ao mesmo período citado por Daniel 7.25: “um tempo, dois tempos, metade de um
tempo”.

Quem é este anjo?


(Apocalipse 10.1)

Seria por ventura este anjo Jesus? Se analisarmos bem as escrituras poderemos
entender o porquê de não ser Ele esse anjo com o livrinho, senão vejamos:

a) Embora os atributos desse anjo possam se aplicar a Jesus, certamente esse


anjo não é Ele;
b) Em todo o Livro do Apocalipse Jesus não é referido como anjo, e a
expressão “outro anjo” não lhe seria aplicada;
c) No verso seis esse anjo faz um juramento, por aquele que fez o céu e a
terra, mas o escritor aos Hebreus diz: “Pois quando Deus fez a promessa a
Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si
mesmo”. Hebreus 6.13;
d) Esse anjo não recebe adoração, e se comporta como um mensageiro da
mais alta corte celestial, um embaixador de Deus;
e) Estava em volto em uma nuvem como sinal do reflexo de seu grande
esplendor, o arco-íris por cima sinal de aliança;
f) O rosto como sol, e as pernas como coluna de fogo, apesarem de serem
expressões que já foram usadas para Jesus, não se refere ao mesmo, e sim
da categoria angelical que representa, pois:
Toda simbologia tem significado.
A nuvem – julgamento divino, direção, proteção;
O arco-íris – Fidelidade de Deus nas Alianças, pelo exercício da
misericórdia;
As pernas – O domínio (Deus assume o controle) e a capacidade
de locomoção, e o fogo o juízo de Deus (ele vai bradar).

O Livrinho aberto
(Apocalipse 10.2)

Não sabemos a que se refere este pequeno livro, muito menos o seu teor escrito, alguns supõe
que se trata do mesmo livro do capitulo 5, mas, acho isso pouco provável pois o anjo aqui como já
vimos não se trata de Cristo, e aquele livro era exclusivo do Cordeiro, já esse aqui não, pois a João é
dado com uma finalidade: “:Toma-o e devora;...” (Vs. 8).
A experiência de devorar (comer com ganancia, pressa) o livrinho implica em dizer que a
palavra deve ser o alimento e está entranhada em nós. Uma experiência semelhante teve Ezequiel
(2.8-10; 3.1-3). O doce e o amargo referem-se à Justiça e o Juízo de Deus, João ainda tinha um
ministério profético que não se extinguiria na ilha de Patmos.

As duas testemunhas
(Apocalipse 11.3-14)

Eis aqui outro assunto que causa bastante polemica na Escatologia. Essas duas testemunhas,
são duas pessoas que representarão a Deus durante a primeira parte da Tribulação. Então já
entendemos que elas entrarão em cena logo após o arrebatamento da igreja, no inicio da contagem
da 72ª Semana de Daniel, até a sua metade (1.260, ou 3 ½ anos). A grande maioria concorda que

43
serão ambos judeus, e não um judeu e outro gentio, como afirmam alguns, em representação ao
Antigo e ao Novo Testamento, a Lei e a Graça.
Porque duas?

Segundo a lei mosaica, o testemunho de dois é verdadeiro (Deuteronômio 19.15). Dois anjos
testificaram da ressurreição de Jesus (João 20.12), e dois varões vestidos de branco foram
testemunhas da sua ascensão (Atos 1.10). Assim, nos dias da Grande Tribulação, Deus levantará
dentre a multidão de pregadores do Evangelho do reino, dois grandes lideres, dotados de poder
sobrenatural.

Quem serão essas


duas testemunhas?

Em primeiro lugar, eu preciso entender que a despeito da real identidade das duas
testemunhas somente Deus sabe. Sendo assim, não deve ser nosso objetivo revelar quem são, uma
vez que isto será revelado no tempo oportuno e que saber o nome delas não traz crescimento
espiritual aos fieis que servem ao Senhor.
O mais importante para o cristão é ter a segurança da sua salvação na bendita pessoa do
Senhor Jesus e estar atento aos eventos proféticos que atestam a veracidade da volta de Cristo a
qualquer instante.
Entretanto, vamos apresentar algumas especulações acerca desse tema, que se mostram
interessantes ao nosso conhecimento.
Em primeiro lugar os candidatos cotados para serem as duas testemunhas, temos:

a) O Enoque – Mas esse é logo descartado, pelos seguintes motivos:


a.1- Porque a salvação vem dos judeus, e Enoque não tem vinculo com os
judeus;
a.2 – Deus tomou Enoque para si, a fim de não ver a morte (Genesis 5.24 e
Hebreus 11.5);
b) João Batista – Vai ser descartado, pois o seu ministério não se assemelha ao
relacionado as duas testemunhas, veio como percussor do Messias, preparando o
caminho do Senhor, e já morreu como mártir.
c) Moisés – Boa parte dos teólogos apresentam argumentações razoáveis para se
acreditar que seja ele uma das testemunhas:
c.1 – A morte e Moisés é um mistério – Deuteronômio 34.1,5-6. O escritor aos
Hebreus afirma (Hebreus 12.21). Neste dialogo com Deus, o Eterno revelou
coisas inefáveis ao seu servo, escondeu o seu corpo, acredita-se que ele foi
tomado semelhante a Elias.
c.2 – Em Mateus 17.3 – Ele aparece junto de Elias no monte da transfiguração.
Se Moises morreu e apareceu junto com Elias que foi arrebatado, tem alguma
coisa ai que não bate. Pois os mortos não voltam por se encontrarem a
corpóreos e aguardam o momento da ressurreição para retomarem seus
corpos. (2 Samuel 12.23), sendo assim, se voltam os espiritas estão certos.
c.3 – Se Moisés não estivesse em seu próprio corpo, a semelhança de Elias,
como poderia aparecer no Monte da Transfiguração?
d) Elias – São essas as argumentações:
d.1 – Apareceu no monte da transfiguração com o seu corpo natural, falando
com Jesus;
d.2 – Foi arrebatado – 2 Reis 2.11;
d.3 – Esse corpo físico não “herda” os céus, isto e não pode entrar no céu,
conforme escreveu Paulo na primeira carta aos Coríntios 15.50;

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d.4 – Se ele não morreu, também não está no Paraiso (seio de Abraão) ou
Hades, lugar para os mortos.

A MULHER E O DRAGÃO
Uma mulher vestida de sol
(Apocalipse 12.1-2)

O saudoso Pr. Orlando Boyer, no livro de sua lavra “Espada Cortante 1”, publicado pela CPAD
assim descreve esta passagem:
“Como um historiador interrompe a historia duma guerra para descrever mais
detalhadamente o general, o campo de batalha, ou outra coisa qualquer, assim fez o
Espirito Santo, ao relatar a historia dos acontecimentos no tempo dos selos, das trombetas e
das taças. Deixa no capitulo 11.19, o relato do tremendo bombardeiro dirigido dos céus
contra o reino de Satanás, para dar-nos uma vista, mais de perto: 1 – dos que ficaram para
passar a grande tribulação (c. 12). 2 – para dar-nos uma descrição do reinado do Anticristo
(c. 13) e 3 – para iluminar a mensagem por meio das sete visões (c. 14). É somente no
capitulo 15.5 que volta para reassumir a historia que deixou”. (pag. 257)

O Espirito Santo leva João para uma visão que também é vista por outros: - “Viu-se”. Uma
visão que envolve tempos passados e futuros, onde a batalha teve seu inicio e como já foi vencido o
grande acusador, perseguidor do povo de Deus.
A maioria das coisas ruins aconteceu, uma vez que, o munda está envolvido em uma grande
luta espiritual entre o bem e o mal, o qual é denominado de “Conflitos das Eras”. Uma batalha
espiritual entre Deus o Criador e Satanás que no final dos tempos se intensificará na terra. Os
personagens envolvidos nesta grande luta são: - a mulher, um dragão, um menino e o restante da
descendência da mulher.
Para melhor entendimento consideremos um a um os personagens.

A MULHER – Com respeito a essa mulher existe muita discussão entre as correntes
teológicas, as principais apontam como sendo Maria, mãe de Jesus, a Igreja e por fim
a Nação de Israel. E outros entendem que é uma visão que envolve todas elas ao
mesmo tempo.
De forma bem suscita vamos excluir Maria, mãe de Jesus, uma vez que ela não tem
nenhuma relação com o período escatológico, bem como, essa mulher não é uma
mulher real, mas simbólica. Em seguida vamos também excluir a igreja, pois essa não
gerou um filho que foi arrebatado até o trono de Deus. Portanto, foi Jesus quem gerou
a Igreja, e não ela a Jesus. Ela é a sua noiva, e será sua esposa, e não mãe.
Resta-nos então ser a Nação de Israel, vamos entender como isso se coaduna com o
relato da visão do capitulo 12. Os três símbolos do sonho de José (o sol, a lua e as 12
estrelas - Genesis 37.9-11) estão todos associados a esta mulher.
a) Vestida de sol – fala do envolvimento completo da nação desde a chamada de
Abraão na Mesopotâmia para ser um povo diferenciado, que seria luz das nações,
propriedade de Deus (O Sol da Justiça), que abençoaria todas as famílias da terra;
b) A lua debaixo dos pés – é uma referencia a antiga aliança que refletia o brilho de
uma nova e Eterna Aliança no sangue de Cristo. E mesmo tendo estando debaixo
da graça a nação continua com seus pés na Lei;
c) Uma coroa e doze estrelas – Os patriarcas e as doze tribos, são uma gloriosa coroa
para Israel;
d) Achava-se grávida, com dores de parto – O sofrimento de Israel no decorrer da
historia para gerar o Messias. Antes do nascimento de Cristo, Israel era uma nação
cativa do império romano. Ela teve de se submeter aos lideres romanos, pagar

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impostos romanos e obedecer às leis romanas. Era uma nação em trabalho de
parto.
e) Ela foge para o deserto – Mil duzentos e sessenta dias já se passaram do inicio da
Grande Tribulação, restando somente à outra metade para a segunda vinda de
Cristo. Jesus ensinou que o templo seria profanado (Mateus 24.15), por uma
imagem do anticristo no meio da Tribulação. Ele ordenou aos que vivem na Judeia
que fujam para as montanhas quando isso acontecer. Para onde eles irão? A
Mulher (Israel) fugirá para um lugar preparado por Deus no deserto. Alguns
entendem que este deserto não é um lugar geográfico, entretanto, a maioria dos
especialistas em profecia acredita que este lugar é justamente uma região
montanhosa da Jordânia chamada de Petra.
e.1 – Petra – Significa Rocha, uma antiga cidade montanhosa distante um
pouco mais de 30 km ao sul do mar morto. Uma cratera vulcânica, onde foram
entalhados templos, casas e comércios no penhasco. Acredita-se que os
edomita viveram lá por volta de 500 a.C., devido ao seu arenito vermelho
predominante nas rochas era chamada de “cidade vermelha”.

O dragão, grande, vermelho,


sete cabeças e dez chifres
(Apocalipse 12.3-4)

Na própria visão do dragão vermelho, mais adiante João descreve como sendo a antiga
serpente, Satanás (v.9), suas características:
a) Grande – fala do seu poder devastador, sua influencia que seduz toda terra. Uma
referencia também a classe angelical a que fazia parte e foi expulso;
b) Vermelho – foi à cor que João viu em sua visão, uma referencia ao sangue
derramado na terra por sua influência. Vermelho é a cor do perigo iminente, sua
presença sempre traz prejuízos, devido sua astucia e sedução, levando muitas
vidas para o inferno;
c) Sete cabeças – plenitude de astucia, capacidade de gerir, enganar, de afligir, criar
meios de importunar e tirar a paz. Também como símbolos dos governos do
mundo, sete governos gentílicos que Satanás liderou desde o inicio da criação
(Assíria, Egito, Babilônia, Médio e Pérsia, Grécia, Roma e Nações Unidas – que se
unirão contra Israel);
d) Dez chifres – chifres representam força, poderio, etc. observe que tem mais
chifres do que cabeça. Serão dez reis que reinarão com o anticristo no final dos
tempos (Apocalipse 17.12);
e) Sete diademas – não eram coroas, porém diademas dá um entendimento de
governo temporário nas sete cabeças, como vimos das nações que se unirão para
perseguir e oprimir a Israel;
f) A cauda arrasta uma terça parte – aqui é uma referencia a sua queda, um cenário
passado, já ocorrido, não sabemos quando. (Isaias 14.13-17, Ezequiel 28.15-16), e
com ela uma terça parte dos anjos engodados por sua astucia caíram também.
g) Parou de frente a mulher – o diabo sempre tentou acabar com os projetos de Deus
para que o Messias não viesse ao mundo. Seu desejo era de devorá-lo, de tudo ele
fez, levou Israel à idolatria, divisão de reino, perseguiu e matou as crianças
nascidas na época de Jesus, tentou o Filho de Deus no deserto propondo reinos e
glorias do mundo, porém foi derrotado e em breve será esmagado debaixo de
nossos pés. (Romanos 16.20).

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O menino (filho), que regerá
e foi arrebatado para Deus
(Apocalipse 12.5)

Resta bem claro ser esse menino (ou filho varão) o Cristo, o Rei dos Judeus, que reinará com
vara de ferro. Fato este que ocorrerá no Milênio que estudaremos um pouco mais adiante. Nasceu
conforme a promessa (Isaias 7.14), sendo Ele o segundo Adão, já que o primeiro fracassou
miseravelmente. Esse menino foi arrebatado aos céus, vamos ler o que disse o escritor da carta aos
Hebreus:
“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e
sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a
purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas”. Hebreus
1:3.

A batalha travada nos céus


Miguel e anjos contra
O dragão e os demônios
(Apocalipse 12.7-12)

Após Israel fugir para o deserto, uma batalha será travada no céu.
Uma nota sobre os céus: Paulo fala sobre três céus, chamando-os de primeiro,
segundo e terceiros céu. 2 Coríntios 12.2.
1 – Primeiro céu – onde se encontra a atmosfera da terra, em seu movimento
de rotação e translação;
2 – Segundo céu – corresponde ao restante do espaço, que seria essa imensidão
vazia, ocupada pelos astros, satélites, planetas, tais como sol, lua, Netuno,
Marte, e outros. Será aqui onde esta batalha espiritual será travada.
3 – Terceiro céu – onde habitam os seres celestiais e onde está o santuário de
Deus com seu sublime trono. Daqui o Dragão já foi expulso, antes da criação de
Adão e Eva.

Uma guerra espiritual violenta, pois o diabo não vai querer perder e novamente ser expulso
do céu. Porém ele será novamente derrotado com toda a sua horda e expulsos do céu, ou seja, ele
perdeu o posto de acusador dos nossos irmãos, pois o Cordeiro os justificou por seu sangue (Romanos
8.33). Ele vai perder mais uma batalha e será novamente expulso, agora da terra (Apocalipse 19.19),
mais adiante veremos isso.
O Arcanjo Miguel é conhecido como o grande anjo da guarda de Israel o povo de Deus. Por
cinco vezes, a Bíblia menciona o seu nome, sempre vinculado a Israel:
1. Daniel 10.3;
2. Daniel 10.21;
3. Daniel 12.1;
4. Judas 9;
5. Apocalipse 12.7.

No texto do versículo 9 e 10, muito é revelado sobre os principais títulos do inimigo da igreja
e do povo de Deus, vejamos:

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1. Dragão – fala de brutalidade, truculência, crueldade, violência;
2. Antiga Serpente – uma referencia a sua sutileza em induzir a raça humana ao
pecado, como fez com Adão e Eva;
3. Diabo – termo grego que significa caluniador vem de um verbo que quer dizer jogar
de um lado para o outro, fuxicar, fomentar intrigas, tentar, provocar;
4. Satanás – termo hebraico significa adversário, príncipe das trevas;
5. Sedutor – iludir, trapacear, falsificar, enganar (apresentar o falso como
verdadeiro), imitar, mistificar;
6. Acusador – ele acusa Deus diante dos homens, e os homens diante de Deus, e os
homens perante uns os outros. Portanto, é verdade solene; toda a vez que um
crente acusa a um irmão faz a obra de Satanás. (Romanos 8.33).
Satanás perderá o reino nas “regiões celestes” (Efésios 6.12). Então haverá grande alegria.

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