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ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL

NOME DO ALUNO: OSANA MARIA DE OLIVEIRA MATRÍCULA: 165516


CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS SEMESTRE: 3
DISCIPLINA: Filosofia e Ética DATA: 15/09/2021
ATIVIDADE: Tarefa Dissertativa – Unidade 10

TAREFA:
Para aprimorar o seu estudo sobre o conteúdo abordado até o momento, pesquise e elabore um
pequeno texto, com até duas páginas, sobre os três conceitos trabalhados na unidade 10:
memória, inconsciente e objeto. Procure enfatizar as propriedades de cada conceito e como,
cada um, influencia na construção do conhecimento. Bom trabalho!

RESPOSTA:

A unidade 10 abordou a Teoria do Conhecimento, que busca estudar o modo pelo qual
o homem conhece as coisas. Os filósofos modernos se dedicaram a reflexões sobre os modos
de se conhecer o mundo e as coisas do mundo e como ocorrem as operações mentais que nos
fazem conhecer os fenômenos que acontecem ao nosso redor.
A memória é a principal operação mental e conta com dois importantes processos: o
inconsciente e os objetos que se apresentam a nós para serem conhecidos.
Estudos de processos de processos mentais básicos passaram por grandes
transformações nas últimas duas décadas, graças aos avanços da Neurociência e às mudanças
conceituais nos métodos de experimentação.
A importância da memória para o sujeito cognoscente é reconhecida ao longo da história
do pensamento em geral. Santo Agostinho, por exemplo, chegava a igualar mente e memória,
afirmando que todo funcionamento psicológico depende da memória. Assim, aquisição de
hábitos, a compreensão do significado das palavras, e o reconhecimento de si mesmo como uma
continuidade no tempo são capacitações da memória (Agostinho, séc. IV).
A memória, em termos científicos, encontra-se entre dois campos vastos de
conhecimento – entre o biológico e o sociológico.
No campo das ciências biológicas, a memória seria um modo de funcionamento das
operações cerebrais que registram nossas ideias e ações. E no campo das ciências sociológicas,
a memória se ativa a partir das lembranças que temos de momentos que envolvem sentimentos
afetivos, tristes, alegres, saudosos etc.
O objeto é muito importante para a teoria do conhecimento, já que é aquilo que pode ser
conhecido, pensado ou representado. Em contrapartida, o ato de conhecer, pensar ou
representar é uma atividade exclusiva do sujeito de conhecimento. Isso leva à afirmação de que
toda vez que falamos em conhecimento essa operação envolve dois elementos: o sujeito que
conhece e o objeto que se pretende conhecer.
A consciência e seu oposto, o inconsciente, são conceitos importantes para a teoria do
conhecimento, pois as indagações modernas sobre os modos de se chegar ao conhecimento
passam pela reflexão sobre o sujeito do conhecimento na qualidade de consciência de si reflexiva
ou atividade permanente racional que conhece a si mesma.
Nesse processo em que a razão é a parte visível, os processos inconscientes interferem
também no modo como conhecemos as coisas, que mesmo que não notemos, estão presente
em nossas vidas. Por exemplo, nos lembramos de algumas coisas e nos esquecemos de outras
que fazem certo sentido em nossa vida e muitas vezes não sabemos explicar o porquê disso.
Nos momentos em que isso acontece, é nosso pensamento inconsciente agindo sobre nós.
Como podemos transformar tudo isso em conhecimento científico? Isso só é possível
porque, por meio de procedimentos sistemáticos de observação e análise, construímos os
objetos de conhecimento, ou seja, por meio da ciência transformamos os acontecimentos
cotidianos em conhecimento científico.
Entre 1900 e 1905, Sigmund Freud desenvolveu um modelo topográfico da mente
através do qual descreveu as características da sua estrutura e da sua função. Para isso
ele utilizou uma analogia que é bastante familiar a todos: a analogia do iceberg.
Na superfície está a consciência, onde ocorrem todos os pensamentos, onde
focamos nossa atenção, que serve para nos desenvolvermos e que utilizamos de forma
imediata e com um rápido acesso.
No pré-consciente se concentra tudo aquilo que nossa memória pode recuperar
com facilidade.
A terceira e mais importante área é o inconsciente. O inconsciente é amplo, vasto,
às vezes confuso e sempre misterioso. É a parte que não se pode ver do iceberg e a que
ocupa, na realidade, a maior parte da nossa mente.
O mundo inconsciente não está além da consciência, não é uma entidade
abstrata, mas uma camada real, ampla, caótica e essencial da mente, à qual não se tem
acesso.
O inconsciente para Freud é interno e externo. Interno porque se espalha pela
nossa consciência e externo porque afeta nosso comportamento.
Hoje em dia sabemos que nem todos os nossos comportamentos, nossa
personalidade ou nossa conduta podem ser explicados por esse universo do inconsciente.
Sabemos, no entanto, que existem centenas, milhares de processos que são inconscientes
no nosso dia a dia por simples economia mental, por mera necessidade de automatizar
certos heurísticos que nos permitem tomar decisões rápidas.

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