Você está na página 1de 4

I – Introdução

A preparação de sabão constitui uma das sínteses químicas mais antigas que se conhece. Os
antigos ferviam o sebo de cabra com a lexívia potássica feita com as cinzas da madeira, as tribos
germânicas, contemporâneas de César, realizavam a mesma reacção química que é levada a
efeito, em enorme escala, pela moderna indústria do sabão. O sabão não é mais do que um dos
produtos da reação, conhecida como saponificação, ou seja, são a designação atribuída aos sais
alcalinos de ácidos gorda superiores que contenham no mínimo oito átomos de carbono.
A designação de saponificação refere-se à hidrólise das gorduras (ésteres do glicerol e de ácidos
gordos), com hidróxido de sódio ou de potássio para formar glicerol e sais alcalinos de ácidos
gordos (sabão). A reação que traduz a saponificação:

Óleo + gordura → glicerol + sabão

RCOOR' + OH- ® RCOO- +R'OH, onde R e R' são radicais.

Os sabões contêm uma cadeia hidrocarbonada hidrófoba (que repele a água) que se dissolve nas
gorduras e óleos e um ou mais grupos polares hidrófilos (com afinidade para a água) solúveis
em água. As moléculas de sabão rodeiam a partícula de sujidade até a envolverem numa
camada, denominada micela.
Na análise de gorduras é vulgar determinar o designado índice de saponificação ou número de
saponificação, esse é um índice característico que indica o número de miligramas de hidróxido
de potássio necessários para a saponificação de 1 g de gordura.
A equação abaixo representa, genericamente, a hidrólise alcalina de um glicerídeo (óleo ou
gordura).
A hidrólise alcalina de glicerídeos denomina-se, genéricamente, por reacção de saponificação
porque esta reacção dá origem aos sais dos ácidos carboxílcos (sabão) e ao glicerol.

O composto 1 é um (óleo ou gordura)., o composto 2 é uma base, no caso apresentado, trata-se


do hidróxido de potássio, o composto 3 é um trialcool, glicerina ou glicerol.,quanto aos
compostos 4, trata-se de uma mistura de sais de potássio de cadeia longa (sabão).

O sabão pode variar segundo a composição e segundo o método de fabricação, na


sponificação são utilisadas bases alcalinas como NaOH que produz um sabão mais
consistente “sabão de pedra” e o KOH no lugar de NaOH permite obter sabões de
potássio que devido suas propriedades químicas produz um sabão mais liquido,utilizado
por exemplo, na fabricação de cremes de barbear. A saponificação de gorduras
com KOH é usada para preparar os correspondentes "sabões de potássio", os quais são
mais macios que os mais comuns sabões derivados de hidróxido de sódio. Por causa de
sua maciez e grande solubilidade, sabões de potássio requerem menos água para serem
liquefeitos, e podem então conter mais agente de limpeza que sabões de sódio
liquefeitos. Em muitas localidades do Brasil é comum, ainda hoje, encontrar pessoas
que fazem o chamado sabão de cinza. Para fabricá-lo, deve-se ferver gordura animal
(banha de vaca, por exemplo) ou vegetal (gordura de coco, por exemplo) junto com
água de cinzas, também conhecida como lixívia. Após cerca de duas horas de fervura,
está pronto o sabão de cinza. Esse processo é o mesmo usado em fábricas de sabão,
sendo a cinza um substituto para o NaOH ou KOH. O caráter básico da água de cinza se
deve à presença de carbonato de potássio (K2CO3), que reage com a água dando origem
a íons OH–.

II - Materiais

Tubos de ensaio Bastão de vidro


Suporte para tubos Erlenmeyer de 250mL
Béquer de 100 mL Solução de KOH-10% alcoólica
Pipeta de 10 mL Solução de fenolftaleína
Pipetador Solução de CaCl2
Bureta de 50mL Solução de HCl-0,1N
Suporte universa Solução de óleo
Garra metálica Banho Maria

III - Procedimento

A prática foi realizada em 5 partes:

Parte A – Solubilidade

Foram pegos 3 tubos de ensaio, onde os mesmos foram identificados como 1,2 e 3 em
seguida com o auxilio de uma pipeta e um pipetador foi adicionado 5mL de água
destilada ao tubo 1, 5mL de acetona ao tubo 2 e 5 mL ao tubo 3 e ao mesmo foram
adicionou 3 gotas de óleo em cada tubo, os tubos foram homogeneizados e anotados o
observado.

Parte B – Caráter ácido-básico dos ácidos graxos livres

Foi pego um tubo de ensaio, onde foram adicionadas 20 gotas de óleo ao mesmo, em
seguida foi mergulhado um papel indicador de pH ao mesmo, anotando-se o observado.

Parte C – Saponificação

Foi pego um erlenmeyer, onde adicionou-se 60 gotas de óleo e com auxilio de uma
pipeta de um pipetador, foi adicionado 10mL de solução de KOH, o mesmo foi levado
ao banho Maria a 100ºC por 5 min, após isso o erlenmeyer foi resfriado, anotando-se o
observado. Logo em seguida foi adicionado 20mL de água destilada, agitando-se a
mistura e anotando-se o observado.
Parte C.1- Insolubilidade

Foi pego um tubo de ensaio, onde foi pego uma amostra da mistura C ao tubo, em
seguida foi adicionado com o auxilio de um pipetador e uma pipeta de Pasteur 5 gotas
de solução de CaCl2 a 10%.
O tubo foi homogeneizado, onde foi anotado o observado.

Parte C.2 – Separação de ácidos graxos

Foi pego um béquer, onde foi transferido à mesma parte da mistura obtida na pratica C,
onde foi adicionado com uma pipeta de Pasteur 2 gotas de solução alcoólica de
fenolftaleína e reservado, em uma bureta fixada em suporte universal foi adicionado
solução de HCl até o menisco, onde a mistura do béquer foi titulada com o HCl ate o
ponto de viragem de rosa para incolor, anotando-se o observado da mistura formada.

V – Resultados

Pratica A Pratica B
Tubo 1 Insolúvel pH.5.0
Tubo 2 Insolúvel
Tubo 3 Solúvel

Pratica C
Formação de um gel após resfriamento
Formação de espuma com adição de H2O

Pratica C.1
Formação de um precipitado com adição de CaCl2

Pratica C.2
Coloração cor de rosa inicial após adição de HCl-coloração incolor
Formação de separação do óleo e formação de uma borra insolúvel

VI – Discussão

Prática A
Com os resultados obtidos na pratica A, se observa que os lipídeos são insolúveis em
água por serem biomoléculas hidrofóbicas e álcool (etanol) por ser solvente polares e
solúveis em acetona, solvente orgânico apolar

Prática B
Com resultado de pH em torno de pH.5,0, observa que os ácidos graxos possuem
caráter acido onde o mesmo esta totalmente ionizado na mistura.
Prática C
Com a adição de KOH alcoólica e aquecimento observa a reação de saponificação
formação de um sabão na forma mais líquido isso devido base utilizada, proporciona
essa característica no sabão formado, constatando a formação do sabão com adição de
água e formação de espuma

Prática C.1
Com a adição de CaCl2, observa a formação de Ca(OH)2 através da formação de um
precipitado devido o sal de CaCl2 ser formado por um metal alcalino terroso.

Prática C.2
Com adição de fenolftaleína observa a coloração rósea, isso se da devido após a reação
de saponificação o sabão formado é caráter alcalino e com adição de HCl, provocou a
precipitação do acido graxo, ou seja, a separação do acido graxo e da água, formando
uma borra de óleo, isso se da devido o óleo utilizado ter impurezas.

VII – Conclusão

Com a realização das praticas observa as propriedades de um lipídeo, quanto à


solubilidade, caráter ácido, capacidade na formação de sabão e insolubilidade com
metais alcalinos terrosos.

VIII – Referencia Bibliográficas

Vogel, A. I. Química Orgânica: Análise Orgânica Qualitativa, 3. ed. Rio de Janeiro: Ao


livro técnico S.A., 1978.

Allinger, N. L.; Cava, M. P.; Jongh, D. C.; Johnson, C. R.; Lebel, N. A.; Stevens, C. L.
Química Orgânica, 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara dois,1978.