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Resumos teste psicologia

Cognição, emoção e conação são processos mentais estreitamente relacionados, desenhando entre si um
conjunto de interações de modo a constituírem uma unidade global e integrada. Cada um deles reclama a
intervenção total da mente.

Mente: conjunto dinâmico de processos cognitivos, emocionais e conativos, onde se conjugam fenómenos
conscientes e inconscientes. É na mente que se dá a atividade psíquica e onde se constrói a noção de Eu,
sendo um sistema que não se limita a captar informação do exterior, mas que atribui um significado a essa
mesma informação em função da qualidade da rede neuronal, das experiências anteriores do indivíduo e das
influências sociais e culturais. Isto confere à mente um carácter único, subjetivo e pessoal.

PROCESSOS COGNITIVOS - O SABER

Processos cognitivos: ​Processo cognitivo é uma atividade intelectual implicada na compreensão,


processamento, utilização e comunicação do saber.

Principais processos cognitivos (processos básicos implicados nas nossas cognições): O processo
cognitivo é uma atividade complexa que se realiza à custa de outros processos e que são os seguintes: 1 –
perceção, para contactar e apreender os objetos; 2 – aprendizagem, para adquirir conhecimentos e condutas
novas; 3 – memória, para conservar o que se aprendeu.

⟹PERCEÇÃO
A sensação capta os estímulos sensoriais, mas é a perceção que interpreta e organiza essa informação e que
nos permite saber do que se trata. As sensações organizam-se em perceções, conjuntos mais vastos e
significativos, que envolvem a organização e interpretação da informação sensorial que nos permite identificar
objetos e acontecimentos.

Perceção (captação significativa do mundo): Perceção é o processo de organização e interpretação da


informação proveniente dos estímulos do meio (captados através dos órgãos dos sentidos), de modo a
identificarmos os objetos e acontecimentos significativos que nele ocorrem.

A essa pura captação de estímulos realizada pelos órgãos sensoriais dá-se o nome de sensação (base
elementar do conhecimento). É com as sensações que se inicia o conhecimento, mas este não termina com
elas, pois não basta sentir os estímulos; é necessário interpretá-los, organizá-los em objetos identificáveis (ex:
uma árvore, uma dor de dentes, cócegas nas axilas). Os estímulos, por si só, nada dizem, sendo mudos. Para
que os estímulos percam a mudez e comuniquem alguma coisa é necessário que o ser humano disponha de
estruturas neurológicas capazes não só de os captar, mas também de os interpretar, decodificando a mensagem
que veiculam.

Atenção: espécie de foco que lançamos sobre determinados aspetos do real, filtrando ou bloqueando o
processamento de algumas estimulações para que possamos responder percetivamente a outras.
➥Atenção voluntária: depende do indivíduo, dos seus interesses e motivações.
➥Atenção involuntária: é despertada pelo meio exterior, evidenciando um objeto em relação aos restantes.

Fatores de atenção:
➢ Ligados ao sujeito (critérios seletivos prévios): Necessidades, motivações, gostos, hábitos,
expectativas, profissão, experiencias...
➢ Ligados ao objeto (cativam involuntariamente a atenção do sujeito): Intensidade, contraste,
tamanho, cor, movimento, luminosidade, novidade,...

O sujeito é um recetor ativo pois cabe-lhe o papel de descodificar os dados captados.


A perceção tem um caráter subjetivo, pois a objetividade das mensagens dá lugar a perceções diversificadas, de
acordo com os significados atribuídos por cada um. Entre os principais fatores de significação contam-se a
idade, o sexo, o contexto cultural, as motivações, a atividade profissional, a experiencia anterior, as expectativas
ou o estatuto social, que por fazerem parte da história pessoal do sujeito, imprimem subjetividade ao ato
percetivo.
⟹APRENDIZAGEM
A aprendizagem é o processo que permite alterar, de forma estável, o comportamento ou o conhecimento, em
virtude da experiência, treino ou estudo.

Os elementos caracterizadores da aprendizagem são três elementos essenciais: 1 – Haver modificações em


relação a um estado anterior. 2 – As modificações serem duradouras. 3 – As modificações serem devidas ao
exercício, treino, experiência ou estudo.

-Nem todas as alterações comportamentais são sinónimas de aprendizagem. As modificações processadas por
maturação neurofisiológica, por doença, acidente, lesão ou cansaço, e ainda pela ação de drogas ou de álcool,
nada têm a ver com os processos de aprendizagem.

Processos de aprendizagem:
-Aprendizagem por habituação: Depois de termos sido repetidamente expostos ao mesmo estímulo,
aprendemos a ignorá-lo.
-Aprendizagem associativa: Habituamo-nos a associar dois estímulos ou um estímulo e um comportamento.
-Aprendizagem pela ação: Aprendemos com a prática e através do confronto direto com situações desafiantes e
estimulantes.
-Aprendizagem simbólica: Aprendemos significados e adquirimos conhecimentos e competências através da
manipulação de símbolos e/ou códigos linguísticos.
-Aprendizagem social: Adquirimos certos hábitos e comportamentos por observação e imitação de pessoas
significativas.

Reforço e castigo são elementos associados às investigações de Skinner sobre o condicionamento operante. O
reforço é qualquer estímulo que, na sequência de uma conduta, incrementa a sua ocorrência. Castigo é um
estímulo que, na sequência de uma conduta, diminui a sua ocorrência.

O reforço pode ser positivo e negativo, o que significa que se pode aumentar a ocorrência de uma conduta de
duas formas: ou apresentando a seguir à conduta um estímulo apetecível (reforço positivo) ou retirando um
estímulo aversivo (reforço negativo).

Reforço direto: Recai diretamente sobre o sujeito que pratica a ação. Ex: Quando somos recompensados pelo
desempenho profissional.
Reforço indireto (vicariante): Não recai diretamente sobre aquele que executa a ação. Ex:Alguém ser
recompensado ou reforçado quando executa um determinado comportamento aumenta a nossa tendência para
reproduzir esse comportamento. Pode acontecer alguém imitar os nossos comportamentos, depois de verem
que o desempenho foi apreciado.

Fatores que intervêm na aprendizagem:


- Inteligência: Refere-se, genericamente, à forma como mobilizamos recursos internos e externos para
nos adaptarmos ao meio.
- Motivação: Influencia a nossa disponibilidade para mobilizar os recursos necessários a uma nova
aprendizagem.
- Experiências anteriores: Revelam-se, muitas vezes, essenciais para permitir ou favorecer a aquisição
de novas aprendizagens pelas relações que permitem estabelecer entre aquilo que já sabemos e aquilo
que estamos a aprender.
- Meio sociocultural: Refere-se ao ambiente em que fomos criados, concretamente à
quantidade/qualidade de interações sociais e de estímulos a que fomos expostos ao longo do nosso
desenvolvimento e que pode potenciar ou prejudicar a nossa capacidade de efetuar novas
aprendizagens.
-
⇒MEMÓRIA
A memória é um processo de recordação de conteúdos aprendidos que foram armazenados para utilização
posterior.
Pode considerar-se que a memória é o suporte essencial de todos os processos de aprendizagem, permitindo
ao ser humano um sistema de referências relativas à sua experiência vivida e ao reconhecimento de si como
pessoa dotada de identidade própria. Sem memória não há cognição, nem aprendizagem ou adaptação. Em
cada instante reagiríamos ao mundo como se fosse pela primeira vez. É a memória que suporta os nossos
estados mentais.

​ s etapas da memória (processo mnésico) são as seguintes: 1 – Aquisição, memorização ou aprendizagem. 2


A
– Retenção, conservação ou armazenamento. 3 – Atualização, reativação, recordação ou evocação. A estas
etapas podemos ainda acrescentar o esquecimento, que consiste no desaparecimento de dados anteriormente
armazenados como forma de conseguir espaço para novas aquisições.

Relação entre aprendizagem e memória:


Aprendizagem e memória são processos indissociáveis, na medida em que só se pode falar de aprendizagem
depois de se terem memorizado a conduta ou conhecimento que se adquiriu; de igual modo, não se pode falar
de conduta ou conhecimento memorizado se antes não tiverem sido aprendidos.

Existem 3 tipos de memória:


Memória sensorial: Armazena informações sensoriais (inputs) provenientes dos estímulos, com duração muito
curta, cerca de 0,25 segundos. Estas informações permanecem como dados brutos, isto é, sem qualquer
tratamento ou análise.
A memória sensorial desdobra-se numa série de registos sensoriais, tantos quantos os sentidos: icónico
(visão), ecoico (audição), tátil (tato), olfativo (olfato) e gustativo (paladar).
Se não se prestar atenção aos dados da memória sensorial, eles perdem-se; mas se lhes prestarmos atenção,
codificam-se e passam para a memória a curto prazo.

Memória a curto prazo: A memória a curto prazo é considerada como o centro da consciência humana. Nela
reside a informação que num momento determinado a pessoa é capaz de utilizar, sendo por isso chamada a
memória de trabalho. Tem como principais funções: prestar atenção ao material novo, selecionando-o,
codificando-o e enviando-o para a memória a longo prazo e recuperar a informação da memória a longo prazo
quando tem de a usar. Em termos de duração, a informação é armazenada apenas pelo período que vai de
alguns segundos a um minuto, caso seja repetida. De facto, o material armazenado perde-se rapidamente,
sobretudo se sofrer interferências. Quanto à capacidade, retém apenas cerca de oito unidades de informação,
as que, em geral, constituem um número de telefone. Pode reter mais facilmente a informação e em maior
quantidade se esta for organizada.

Memória a longo prazo: O sistema da memória a longo prazo corresponde àquilo que mais correntemente
chamamos memória. É o “local” onde se encontra tudo o que aprendemos espontânea ou intencionalmente:
experiências pessoais positivas ou negativas, conteúdos académicos, factos, conhecimentos de processos ou
técnicas. As informações nela conservadas resultam de uma codificação essencialmente semântica, isto é,
processada com base no significado. O material é armazenado por um período que vai de alguns segundos até
uma vida inteira, ficando disponível para ser recuperado e utilizado pela memória a curto prazo. A recuperação
pode ser muito simples, como, por exemplo, lembrar o nome das pessoas da família, ou muito difícil, como
recordar o nome de uma pessoa que nos apresentaram há anos e com quem nunca mais estivemos. A
recuperação de certos conhecimentos pode ser tão difícil que exija o recurso a estratégias especiais.

Esquecimento: incapacidade de recordar um conteúdo memorizado.

Fatores de esquecimento:

Interferência de outras aprendizagens: Pode-se sentir de forma proativa ou retroativa. Estas variam na razão
direta das semelhanças existentes entre os conteúdos. Há mais interferências na recordação de conteúdos
semelhantes do que na recordação de conteúdos completamente diferentes.
-Influência proativa: a recordação de uma informação anterior impede a memorização de uma nova informação.
-Influência retroativa: é a nova informação que inviabiliza a recordação de uma informação anterior.

Motivação inconsciente: o caráter incomodativo de recordações como a dor, o medo, a ansiedade ou a


angústia faz com que sejam reprimidas, isto é, afastadas da consciência.
O esquecimento é um processo que só a partir de determinados limites se pode considerar como negativo, por
fazer desaparecer uma parte considerável daquilo que se aprende. Atendendo a que a memória não tem
poderes infinitos, o esquecimento torna-se positivo, ao criar “espaço” para novas aprendizagens. Para além
disso, Freud via no esquecimento uma espécie de proteção do ego, pois, de modo inconsciente, o sujeito se
libertava das recordações que eventualmente o faziam passar por desonesto ou por algo de menos honroso.
Desta forma, o esquecimento tem uma dimensão positiva, na medida em que filtra os conteúdos mnésicos,
eliminando os de menor interesse e permitindo novas aquisições.

PROCESSOS EMOCIONAIS - O SENTIR

Processos emocionais: referem-se aos aspetos afetivos, agradáveis ou desagradáveis, que acompanham as
nossas vivências.
Para os compreender, temos de saber a forma como emoções, afetos e sentimentos se interligam entre si.

Afetos são predisposições do indivíduo para reagir de modo penoso ou agradável nos vínculos que estabelece
com as pessoas e outros elementos do mundo que o envolve.
➣A principal marca dos afetos é a sua bipolaridade. Essa bipolaridade desempenha um papel fundamental na
nossa sobrevivência e na nossa adaptação ao mundo, pois, uma vez que nos leva a aproximar daquilo que nos
faz bem e a afastar daquilo que nos faz sentir mal, orienta o nosso comportamento no sentido de assegurar a
satisfação das nossas necessidades.
➣São invisíveis, são simples predisposições que se podem concretizar em sentimentos e emoções.
➣Existem diferentes tipos de afetos: emoções e sentimentos.

Emoção é um estado agradável ou desagradável do organismo, geralmente de curta duração e grande


intensidade, como reação a um acontecimento inesperado, que interfere na relação que o sujeito estabelece
com a realidade. Caracteriza-se por um conjunto de alterações fisiológicas no organismo e que se manifestam
por um conjunto de sinais visíveis e facilmente reconhecíveis por aqueles que nos rodeiam.
Estas alterações fisiológicas associam-se à necessidade de preservação, de defesa e de adaptação do
organismo. Estas são coordenadas pela colaboração integrada do sistema nervoso autónomo e do sistema
nervoso central.

Sentimento: tipo de afeto que corresponde a estados psíquicos mais íntimos e privados, relativamente estáveis
e de intensidade moderada, que se prolongam no tempo. Envolve a tomada de consciência e interiorização da
forma como somos afetados por esta ou por aquela realidade.
Ao contrário das emoções, que têm uma forte componente expressiva e comunicacional, voltada para o exterior,
os sentimentos são vividos numa esfera interior, íntima e privada, sem que se manifestem necessariamente aos
outros.

➔ Segundo Damásio, as emoções são de natureza fisiológica, enquanto os sentimentos são de natureza
psicológica. As emoções dizem respeito a um conjunto de alterações com que o corpo responde imediata e
automaticamente a uma situação inesperada do meio. Os sentimentos respeitam à tomada de consciência, ou
experiência do que se passa no organismo quando estamos emocionados

Emoções básicas são as mais próximas dos impulsos naturais do homem, por conseguinte, comandadas pelo
hipotálamo e pela secção simpática do sistema nervoso autónomo, sem que interfira qualquer esforço de
racionalização. Na indagação de emoções deste tipo, os psicólogos muniram-se de critérios como, por
exemplo: 1 – Época em que se manifestam no ser humano. As emoções básicas são as que surgem muito cedo,
antes que a aprendizagem social se faça notar. 2 – Número de pessoas em que se manifestam. As emoções
básicas são as que aparecem na generalidade das pessoas, independentemente da cultura a que pertencem.
Darwin concluiu que existem 6 emoções básicas e universais, segundo estudos: alegria, tristeza, medo, cólera,
surpresa e aversão.

​ moções secundárias são derivadas das básicas ou primárias, distinguindo-se delas, segundo Robert Plutchik,
E
pela intensidade. Assim, o medo é uma emoção básica. Com menor intensidade, torna-se timidez, e, com maior,
torna-se pânico. Segundo A. Damásio, as emoções secundárias envolvem já aprendizagem e representações de
estímulos e respostas anteriores, avaliadas como boas ou más. Por outras palavras, as emoções secundárias
implicam já a intervenção do córtex cerebral.
Fala-se de universalidade das emoções a propósito das básicas/primárias, isto é, daquelas que se manifestam
muito cedo e que se observam na generalidade das pessoas das diferentes culturas. Trata-se de emoções que
têm base inata e cujo controlo é feito essencialmente pelo S.A.R. e pelo hipotálamo, que põe em ação o sistema
sim pático. O carácter universal das emoções foi comprovado por Paul Ekman que organizou trabalhos a nível
internacional em que as pessoas de diferentes culturas identificaram de modo semelhante fotografias de rostos
reveladores de emoções.

Teoria do marcador somático: o marcador somático é um mecanismo biofisiológico que marca positiva ou
negativamente diferentes cursos de ação disponíveis, favorecendo a eficácia do processo de tomada de
decisão.
Este possui uma base orgânica e é desencadeado pela modificação de padrões neuronais inatos cujo objetivo
consiste em garantir a sobrevivência.Assim, é um mecanismo involuntário. O seu funcionamento depende da
aprendizagem, pois necessita da associação de certos factos a sensações agradáveis ou desagradáveis.

São essenciais para as tomadas de decisão em que não temos elementos para decidir racionalmente ou cuja
análise racional desses elementos seria muito demorada.

Segundo Damásio, existem duas posições interpretativas do modo como a mente humana decide.
Uma, de índole racionalista, é a que vê na razão a capacidade decisora, a qual não pode ser perturbada pelas
emoções, consideradas obstáculo à sua atividade. Servindo-se deste processo, a razão necessita de ponderar,
analisar a situação, refletir sobre as estratégias e avaliar os riscos da ação, antes de tomar qualquer decisão.
Este processo torna-se cansativo e moroso, não compatível com situações que reclamem resposta urgente. A
outra interpretação, perfilhada por Damásio, atribui às emoções um papel imprescindível nas tomadas de
decisão. As decisões resultam da intervenção do marcador-somático, espécie de campainha de alarme que,
avaliando rapidamente as situações, envia mensagens de agrado ou repulsa ao sujeito que, dessa forma, fica a
saber se deve ou não deve agir. Porém, se o sujeito for privado de emoções, permanecerá indeciso, porque o
marcador-somático não fornece qualquer indicação. De base orgânica, o marcador atua pela modificação de
padrões neuronais inatos, mas a sua ação é mais eficaz com as achegas das aprendizagens em que se
associaram sensações de agrado ou desagrado a determinadas ocorrências.

PROCESSOS CONATIVOS - O FAZER

​ s processos conativos são processos mentais que impulsionam o ser humano para a realização de ações
O
deliberadas. A conação refere-se aos processos que permitem às intenções concretizarem-se em ações.
Perspetivando os processos conativos desta forma, está a restringir-se a conação aos atos resultantes das
decisões humanas, excluindo todos os que são praticados sem intervenção da vontade.
Estão mais direcionados para a ação, associando-se à vontade e expressando-se em comportamentos.
São a base das respostas aos estímulos do meio, do fabrico de objetos e de instrumentos, da modificação da
realidade e da melhoria das nossas condições de vida.

Intencionalidade: tensão ou esforço em direção a uma determinada ação.

Na base da ação, há intenções que têm de ser detetadas, para que se possa compreender
adequadamente os comportamentos do ser humano. A intenção corresponde ao porquê da ação, à finalidade
ou ao objetivo dinamizador e organizador de um ato ou comportamento. É uma antecipação da ação
processada no interior da pessoa. Nela inclui-se todo o processo através do qual se pensou e planificou, a
ponderação de todos os motivos, a escolha dos meios para a colaboração em prática e a avaliação das
consequências da sua realização.
Nem sempre os seres humanos estão conscientes do que querem fazer e dos motivos pelos quais
fazem aquilo que fazem.
↠A ação diz respeito aos atos que concretizam a intenção.
Se for intencional, os atos humanos estão divididos em duas partes interdependentes:
- a intenção ou projeto, que se refere a uma representação mental e antecipada do que se quer
fazer;
- a ação propriamente dita, referente à concretização ou realização efetiva do projeto
concebido.
Os atos voluntários envolvem a participação ativa de um sujeito autónomo que, antes de agir, pondera os seus
atos, escolhe os meios de os praticar e pensa, de modo responsável, nas consequências que desses atos
podem advir. Diferentemente, os involuntários dispensam a intervenção da vontade, sendo executados de
forma automática e habitual. Dizem respeito a atos como os reflexos simples, as reações habituais e os que
garantem o funcionamento dos nossos órgãos internos.

Ciclo motivacional: Etapas que consideramos comuns a todos os atos intencionais. Organiza-se numa
sequência de quatro momentos: 1. necessidade- um estado de desequilíbrio provocado por uma carência ou
privação; 2. impulso- estado de tensão que ativa e direciona o organismo para um determinado comportamento;
3.comportamento - atividade movida pela pulsão para atingir o fim em vista e 4.saciedade- reposição do
equilíbrio resultante da diminuição ou eliminação da pulsão, conseguida por meio da atividade que foi capaz de
alcançar o objetivo visado.

Tendências ou motivações são disposições internas de um organismo para efetuar determinadas ações ou
facilitar a sua execução. São diversas e podem-se classificar em primárias ou secundárias, conforme são inatas
ou aprendidas.
➛As tendências primárias correspondem a necessidades básicas e são predisposições inatas, ou seja,
independentes da aprendizagem. As tendências secundárias correspondem a necessidades que surgem por
influência social e, consequentemente, são adquiridas por aprendizagem.

A vontade é o elemento racional da conação. Por maiores que sejam os condicionalismos a interferir nas nossas
decisões, é sempre a vontade que tem o poder de dizer sim ou dizer não, de decidir fazer ou não fazer. Os
motivos que interferem podem apresentar-se com vigor, mas a sua força foi-lhes conferida pela vontade humana
que os elegeu como elementos preponderantes. A este respeito, a vontade é irredutível, não podendo ser
ignorada ou camuflada atrás de preconceitos, paixões, desejos ou interesses. Ela é sempre a expressão de um
eu que reflete, que quer, que decide e que tem de se responsabilizar pelas consequências dos atos que leva à
prática.

➩O esforço de realização diz respeito ao empenhamento que colocamos na prossecução dos nossos
objetivos.

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