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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

DARDÂNIA OLIVEIRA DA SILVA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II

João Monlevade
2020
DARDÂNIA OLIVEIRA DA SILVA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II

Relatório apresentado à Profa. Dra. Sandra Augusta de Melo da


UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, como
requisito obrigatório da disciplina de Estágio Supervisionado
II do curso de Licenciatura em Pedagogia.

João Monlevade
2020
ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO: contextualização e métodos de trabalho


2. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
4. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS
5. REFERÊNCIAS
6. APÊNDICES
7. ANEXOS
1. INTRODUÇÃO: contextualização e métodos de trabalho
Diante do atual cenário de pandemia instaurado em todo o mundo, as comunidades
escolares juntamente com as prefeituras dos munícipio tomaram a decisão de suspender as
aulas na rede de ensino. Em João Monlevade não foi diferente, a prefeitura suspendeu as aulas
a partir do dia 17 de março de 2020 e então suspensas até hoje. Nesse sentido houve a
urgência de suspender o estágio e todas as atividades que gerassem aglomeração e risco de
contaminação pelo novo corona vírus.
De acordo com o Projeto Pedagógico do curso de Pedagogia UFOP, o Estágio
Supervisionado é uma atividade obrigatória, acompanhado e orientado por um coordenador
específico. Os conhecimentos de conteúdos específicos e dos fundamentos da educação serão
compostos no sentido de nortear ações práticas do estagiário na escola e de fundamentar o
relatório no final do processo. Dividido em três etapas, que são fundamentais e
imprescindíveis na formação- profissionalização docente, o Estágio Supervisionado I contou
com a etapa de Reconhecimento do espaço escolar (60h), o Estágio Supervisionado II, etapa
que o aluno está cursando, consiste no Reconhecimento dos ocupantes do espaço escolar
(60h), ou seja, observação do Micro Espaço escolar: a sala de aula (120h) e por último o
Estágio Supervisionado III, etapa de Intervenção (120h). Destaca-se que o caráter da proposta
de Estágio Supervisionado é presencial, condicionado à presença do professor em formação
na escola, seu lócus de ação presente ou futuro.
Neste sentido, procurando proporcionar a experiência do estágio obrigatório II e
cumprindo todas as recomendações do governo sobre o distanciamento social e atenção à
pandemia, a professora orientadora de Estágio II Dra. Sandra Augusta Melo idealizou uma
proposta pra cumprimento da carga horário e do estágio II. Assim as condições de realização
do Estágio II foram feitas em cumprimento da medida de distanciamento social, em
cumprimento da carga horário do Projeto Pedagógico do curso de Pedagogia e utilizando os
meios digitais de comunicação.
A proposta se configura assim: a estagiária ficou encarregada de observar o aluno e sua
família no cerne da educação, ou seja, onde a educação está acontecendo no tempo de
pandemia. Embora saibamos que a educação acontece em todo lugar, nesse período de
pandemia, orientada pelos professores, a família passa as instruções para o aluno para
executar as atividades escolares em casa, através dos meio digitais como grupo no Whatsapp,
facebook, vídeos, fotos, áudios e apostila. A família é a responsável de orientar os alunos nas
suas atividades e posteriormente mandar as tarefas feitas para a escola também por meios

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digitais ou com a entrega de material na escola para certificar e presenciar o aluno nas
atividades.
Para este objeto de observação, a estagiária observava esse processo de aprendizagem,
especificamente observava como a mãe era orientada pelos professores e posteriormente
passava as orientações de aprendizagem para a criança e principalmente como a criança
estava percebendo esse momento de educação e mais como a criança e se a criança estava
efetivamente aprendendo algo e como ela estava aprendendo.
Em busca de uma família que concordasse com estas observações, a estagiária, depois de
uma tentativa, encontrou uma família que se comprometesse a primeiramente passar todas as
informações escolares do aluno e posteriormente fizesse chamadas de vídeo para a efetiva
observação pelo estagiário do momento em que a família orienta o aluno nas atividades
escolares e como o aluno se manifestava diante dessa rotina de educação escolar em casa.
Pontuo aqui que a escolha da família foi primordial nesse processo, uma vez que esse
objeto de observação requer muito cuidado e olho clínico, pois estamos observando a família
no seio do processo de aprendizagem e invadindo o seu lar para a observação, além do mais
estamos analisando como a criança se comporta com a educação recebida pela família e ainda
como não são profissionais de educação, estamos também analisando o comportamento da
família, além de a família poder se sentir constrangida ou ainda não colaborar com o processo.
Felizmente e relatado posteriormente veremos que a família escolhida só enriqueceu e
contemplou com o estágio e com a educação em tempo de pandemia.

1.1 A educação na Escola durante a pandemia.


A educação na Escola Eugenia Scharle, do município de João Monlevade MG antes da
pandemia era oferecida para o 1º período da Educação infantil até o 5º ano do fundamental,
divididos em turno Matutino e Vespertino, os alunos tinham ônibus como meio de transporte
para a escola e as aulas começaram no dia 6 de fevereiro de 2020 até dia 16 de março de 2020
onde foi interrompido devido à pandemia.
A educação emergencial na Escola Eugenia Scharle, do município de João Monlevade,
MG foi idealizada para que os alunos mantivessem suas rotinas através de aulas remotas. Para
a educação infantil, objeto de observação, tem uma apostila que é entregue na casa do aluno,
essa apostila é impressa na própria escola e possui material suficiente para um mês de
atividades, onde na oportunidade é confeccionada outra apostila para que os alunos não
fiquem sem atividades. Com o material em mãos as famílias recebem as orientações pelo

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grupo de Whatsapp que foi montado exclusivamente para fins educacionais, algumas famílias
não estão no grupo, mas o material para o 1º período é bem didático e os pais assim
conseguem ensinar os filhos, generalizando um pouco aqui, pois efetivamente existem
famílias que não possuem suporte nenhum para ensinar os filhos em casa, mas não é o caso da
família escolhida para o estágio. Toda terça-feira são disponibilizadas as cinco atividades da
semana, embora ao longo da semana a professora especifique qual a atividade do dia, manda
vídeos, áudios e explicação sobre as atividades, muitas dessas orientações são diretamente
para os alunos, ou seja, acontece a explicação dos professores para a atividade que o aluno
tem que fazer, com exemplos em vídeos e logo que terminam a mãe manda uma foto ou vídeo
para a professora, então as atividades são corrigidas e a professora dá um feedback. O
material é todo adaptado para os estudos em casa com instruções já aprendidas nas aulas
presenciais, ou seja, há uma continuação de atividades.
O acompanhamento dos alunos é feito por três profissionais, a professora titular, a
professora de apoio e o professor de educação física. A professora titular passa as atividades
para a semana, responde as dúvidas, dá orientações e feedback, a professora de apoio faz e
manda materiais complementares como sugestão de leituras, canções e atividades, o professor
de educação física passa atividade física, brincadeiras de roda para fazer em casa e fazer
brinquedos como bolha de sabão e vai e vem.
A interação acontece por meio de áudios, a professora manda áudio explicando como
fazer a atividade e depois pede aos alunos mandarem áudios e ela responde por áudio
diretamente para o aluno, não há aula em vídeo, porém há vídeos explicativos e as dúvidas
dos pais são sanadas por Whatsapp. Essa rotina se configura até o momento e não houve
interrupção das aulas remotas.

1.2 Sujeito de observação Alunos e Família.


O Sujeito de observação do Estágio Supervisionado II é uma criança de cinco anos de
idade, do sexo masculino e está cursando o primeiro período na Escola do Município de João
Monlevade, no município a Educação infantil começa com quatro anos no primeiro período,
então é o primeiro ano escolar da criança.
A família jovem é composta por pai, mãe e o único filho, o pai trabalha fora e está
atuando normalmente nesse período, a mãe compromete-se com as tarefas domésticas e o
ensino do filho. A família oferece total condição para a criança estudar, tem internet,
computador, celular, são letrados no meio digital, possuem um ambiente familiar muito

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confortável e amoroso e o aluno tem uma mesinha infantil onde faz suas tarefas, os pais
estavam preparados para o primeiro ano escolar do filho e o aluno dispõe de todos os
materiais e acessórios para seu ingresso no seu primeiro ano escolar.
No seu primeiro ano escolar o aluno estava adaptado à rotina da escola, pegava o
ônibus na frente de casa e ia para a escola “sozinho”, se familiarizou com as crianças e com a
professora e por conta do seu entusiasmo na escola conversava muito, mas que posteriormente
foi estabilizado.
Quando aconteceu a interrupção das aulas o aluno perguntava pela escola, professores
e seus colegas e sentia saudades da sua rotina escolar. As aulas remotas então começaram e a
mãe mantinha uma pequena rotina de estudo com a criança.
Com o contato da estagiária sobre a proposta de observação do fenômeno educativo
que estava acontecendo na família, a mãe (estudante de Serviço Social) e a estagiária
idealizaram uma rotina de estudo para a criança, a fim de melhorar a rotina de estudo que ele
já estava tendo, a fim de melhorar o processo de educação da criança que a mãe já tinha essa
vontade e a fim de tornar mais efetivo a observação da educação pela estagiária (estágio)
nesse período.

1.3 Procedimentos de observação (coleta de dados).


Primeiramente com as observações da professora Sandra em que o estagiário fizesse
vídeo chamada com a família, a fim de efetivamente observar o processo educativo, a
estagiária idealizou com a mãe do aluno uma rotina de estudo para que fossem feitos essas
vídeos chamadas. A estagiária estava de férias e dispunha de mais tempo e essas observações
em vídeo chamada começaram tardiamente em 22 de julho, então as observações começaram
assim:
As 15h são começadas a vídeo chamada, então a mãe comunica a criança que é hora
da escolinha então o aluno se senta na sua mesinha de estudo com a apostila, fica ansioso,
então a mãe lê as atividades do dia e mostra na apostilha o que vai ser feito, o aluno vê os
vídeos explicativos da professora ou escuta os áudios que a professora manda, então começa
as atividades. O aluno interage com a professora mandando áudios para ela, os áudios muitas
vezes são indecifráveis, mas mesmo assim a professora responde, o aluno faz a atividade
muito devagar, mas considero que seja o ritmo de uma criança de 5 anos mesmo, as atividades
de colorir são constantes e o aluno faz com toda a dedicação, às 16:30 é o momento do
lanche, então são cantadas cantigas e o aluno vai para o sofá da sala lanchar. O momento

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lanche/recreio dura em média 30 minutos, e a estagiária continua observando tudo, a mãe
então deixa ele assistir Tv ou brincar com algum brinquedo, ás 17h recomeça as atividades
novamente, esse tempo é resguardado para as atividades de educação física que leva mais
tempo, como confecção de algum brinquedo ou brincadeira de roda, é a parte que o aluno
mais gosta, então depois de pronto ele posa para foto com o brinquedo e a mãe manda para o
professor, quando não tem educação física o momento é de leitura, a mãe lê muito para o
filho, e ele também adora.
Essa rotina se estabeleceu até dia o dia 31 de julho, onde a estagiária voltou a
trabalhar. A mãe continuou com a rotina de estudo e no dia sim e no dia não fazíamos
novamente a vídeo chamada agora de duas horas. Para essa rotina de duas horas a mãe
diminuiu as horas de recreação, mas como ele já tinha aprendido um pouco mais, já estava
fazendo as atividades um pouco mais rápidas, então dava para executar todo o planejamento
de ler histórias, fazer brincadeiras e atividades numa rotina de duas horas.
Quanto à criança se percebe claramente que ela gosta de estudar então facilita muito o
trabalho, a criança percebe a educação de um modo divertido e engraçado, como tem que ser,
não se opõe a nenhuma atividade e faz tudo com o sorriso no rosto. Quando o pai está em casa
a criança mostra alegremente sua atividade para o pai que o incentiva ainda mais, a criança
dessa observação é o retrato da família que desejamos como pessoa e como profissionais, mas
me veio a percepção que o objetivo do educador é justamente ensinar todos e principalmente
aqueles que tem mais dificuldades se reconstruírem, então afirmo que como profissionais de
educação desejamos que todos os alunos tenham uma educação respeitosa e que garanta o
aprendizado de todos vinculados a uma estrutura familiar que contribua para a sua educação.

1.4 Procedimentos de análise dos dados.


Para aprimorar e estabelecer os novos métodos de coleta de informações e observações
no estágio II e sem perder a essencialidade do estágio na formação do Pedagogo, a professora
Dra. Sandra oportunizou encontros pelo Google Meet para explicar a nova metodologia e
concepções do Estágio II idealizada por ela para esse período de pandemia.
Os encontros ou plenárias foram dois no começo do processo para em fim estabelecer
a dinâmica do estágio e como seria dividido em objeto de observações. Os encontros foram
muito satisfatórios, embora ainda cheios de dúvidas, pois estavam aprendendo juntos,
professor e aluno, essa nova rotina de mundo e momento único na história de muitas pessoas.

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Agora divididos em grupos de observação e com a professora Dra. Sandra, os
encontros aconteceram em três momentos pelo Google Meet, nesses encontros ainda
tirávamos dúvidas quanto a documentação. Nas escolas estaduais os estágios foram suspensos
em outras havia dificuldade quanto à diretora assinar os estágios e outras em assinar o termo
aditivo.
Na terceira reunião do grupo de alunos e família ficou efetivamente esclarecido que
para o grupo de observação do fenômeno educativo como está acontecendo na família,
devíamos fazer as vídeo chamadas para a observação. Essa informação foi muito importante
para que estabelecesse uma maior compreensão de como seria a nossa observação da família.
O grupo de observação de alunos e família foi um desafio a parte, mas a construção do
conhecimento também foi muito valioso.
Novamente divididos em grupos, este com alunos de outros polos e objetos de
observação diferentes, discutimos e analisando em cima de um tema os nossos objetos de
observação e como está acontecendo a Educação Remota com base nestes pontos de vista. Em
outras palavras, temos analisado e discutido onde o fenômeno educativo está acontecendo e
como está acontecendo.
No dia 27 de julho reunimos para a primeira reunião do Grupo de Discussão – GD
Dermeval Saviani. Foi nomeada a colega Maria Luiza para ser a líder do grupo, e nesta
primeira reunião, Ângela fez os registros do que foi relatado. No primeiro momento da
reunião, fizemos as apresentações das pessoas que fazem parte desta equipe, são elas:
Lívia, Polo de Caratinga Análise de Materiais do 1º Período da Educação Infantil, de uma
Creche municipal. Ela trabalha como professora de uma escola estadual; Ângela, Polo de
Lagamar, estágio no 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola estadual na cidade de
Vazante. Faz parte do grupo de Análise de Materiais; Cintia, Polo de Caratinga, estágio no 3º
ano do ensino fundamental de uma escola municipal, faz parte do grupo de análise da Atuação
de Professores; Dardânia, Polo de João Monlevade, faz estágio no 1º Período da Educação
Infantil, está no grupo de Análise de alunos e sua família, onde observa um aluno com cinco
anos de idade e sua família nas práticas das atividades em casa; Débora, Polo de Alterosa, faz
estágio numa turma do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola Estadual em Alfenas.
Faz parte do grupo de Análise de Materiais; Maria Luiza, Polo de Alterosa, atualmente
morando no Pontal do Paraná, onde faz estágio numa escola municipal na turma do 1º ano do
Ensino Fundamental, faz parte do grupo de observação da Atuação dos Professores.

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Cada aluna apresentou suas considerações sobre como está acontecendo o trabalho nas
escolas onde atuam como estagiárias e ficou caracterizado que a participação dos alunos nessa
nova forma de atuação da escola remota, é muito baixa. Poucos participam de forma ativa das
aulas e das atividades propostas pelos professores.
Seguimos os outros encontros elegendo um tema para ser abordado e cada aluna
contribui com sua informação a cerca de seu objeto de observação. Em cada encontro foi
eleito uma aluna ou duas para o registro das observações para compor posteriormente o
relatório de estágio.
No total foram quatro encontros com a mesma dinâmica, elegemos um tema e
discutimos o tema de acordo com nosso objeto de observação. Embora elegessem um tema
central, sempre surgiam outros subtemas que levava a outro e a outro, afinal a educação é um
tema muito complexo ainda mais nesse período.
Como alunas e posteriormente Pedagogas, descobrimos que temos muito mais da
vontade e capacidade se adaptar que imaginávamos. Esses encontros nos proporcionaram
aprendizagens imensuráveis, primeiramente pela oportunidade do encontro, de conversar com
uma aluna na mesma situação, enfrentando os mesmos desafios que você, segundo pela
oportunidade de falar, mostrar seu descobrimento nesta situação, analisar criticamente cada
objeto de observação no seu contexto, ouvir ponto de vista diferente e entender o seu.
A troca de informação foi muito valiosa e de grande ajuda nos desafios do dia a dia e
teve como produto final o aprendizado de cada perspectiva sobre o objeto de observação de
cada componente do grupo, a vivência com outras realidades e mais ainda aprender que a
educação acontece em qualquer lugar, mas não é em qualquer lugar que pode proporcionar
educação respeitosa, aquela que é objeto de estudo e desejo da maioria da sociedade, aquela
que conduz a formação do sujeito-cidadão, plenamente capaz de entender sua realidade e se
julgar necessário, agir de forma coerente e não destrutiva para mudá-la.
Nosso grupo teve como nome o filósofo e pedagogo brasileiro Dermeval Saviani
(2003, p.13) que nos agraciou com a frase que transpareceu nossos encontros: “Para a
Pedagogia Histórico-Crítica, a educação é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em
cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo
conjunto dos homens”.
Por fim, em 13 de agosto aconteceu a última plenária com todos os alunos e a
professora para uma visão geral de como foram os encontros com os grupos de observação e

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discutimos como foram valiosos esses encontros e aprendizagens, momento único que ficará
marcado na nossa história, como autor e atores desse momento que estamos vivenciando.

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2. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
No ensino emergencial sob o ponto de vista do objeto de observação alunos e família
concluo que a professora é insubstituível no processo de educação e só pais comprometidos
conseguiriam manter uma rotina de aprendizado com a criança. Na grande maioria das vezes,
a mãe é a estrutura da família, é ela que abraça e absorve todos os problemas e é ela quem
assumi a responsabilidade de resolvê-los. Na educação dos filhos não é diferente, a mãe é
quem assumiu a responsabilidade pela educação do filho, mesmo que o pai esteja de folga e
presente.
Mas não são quaisquer pais, a mãe em questão é estudante de Serviço Social e o pai é
Técnico em Mecânica e trabalha em uma importante empresa, portanto entendem e sabem da
importância da educação na vida de uma criança e mais têm recursos financeiros para este
fim, embora existam muitos pais que mesmo com pouco estudo valorizam e muito a
educação, não têm as mesmas condições. Portanto, com a observação de todo fenômeno
educativo remoto no país, relatos de pais e pesquisas, a grande desistência de alunos são
daquelas famílias mais carentes, por diversos motivos e principalmente pela falta de recursos
digitais.
Assim a mãe já trabalhava uma pequena rotina com a criança e que foi aprimorada com a
chegada da estagiária. No entanto, os pais são “estudados” tem a capacidade de ensinar alunos
do 1º período na educação remota, mas existem mães e pais que não tem, também como
existem pais que não tem tempo ou ainda pais que não conseguem disciplinar o filho para
manter uma rotina.
Neste caso o aluno é uma pessoa adorável, a mãe conversou com ele que iria fazer uma
escola em casa, já que o aluno sentia falta da escola, então pegou sua mesinha e aplicava as
atividades para a criança. A criança adorava, fazia as atividades direitinhas, adorava colorir e
percebia que estava fazendo uma coisa legal, sem pressão, divertida e alegre. A criança
entendia importância dos horários, horário de começar a aula, horário do recreio e horário de
acabar, ela percebeu que estava fazendo parte da escola que ela tanto adorava, essa percepção
foi compreendida também porque a escola idealizou uma educação remota de muito sucesso,
acompanhada por três profissionais, a escola tentava incluir o aluno na educação escolar e
conseguiu porque a criança estava realmente aprendendo.
Esse aprendizado foi possível porque o aluno absorveu o aprendizado a ponto de
compreender melhor as atividades, e ás vezes começava a desenvolver as atividades quase
sem ajuda da mãe, o aluno perguntava se já não estava na hora do recreio e se no dia teria

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educação física. Todo esse processo de aprendizagem só foi possível com a persistência da
mãe ou ainda um adulto capaz de transmitir amor e carinho pelo que faz, ou seja, um
profissional de educação se estivesse na escola e também pelos profissionais envolvidos no
processo, uma vez que a escola disponibilizou três profissionais, que no ambiente escolar tem
apenas um para as atividades didáticas e mais o professor de educação física. Também foi
possível pela capacidade da mãe em tentar criar um ambiente que respeitasse a escola da
criança, com rotinas e aprendizagens que vão além do currículo escola, ou seja, o currículo
oculto.
No apêndice 1 desse relatório segue notas de observação.

3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


A situação atual que o país vem enfrentando por conta do Covid modificou todos os ramos
e setores entre eles a Educação. As escolas que mal havia iniciado seu ano letivo de um dia
para o outro precisaram interromper as aulas presenciais e rapidamente se reestruturar e adotar
um novo modelo de Ensino que se adaptasse à nova realidade e assim garantisse que os
alunos deem continuidade nos estudos. O modelo Emergencial adotado foi então chamado de
Ensino Remoto. E por que este modelo pareceu o mais apto a ser adotado pelas Instituições de
Ensino de Educação Básica? O motivo principal defendido pelas escolas é justamente o fato
de o Ensino Remoto preconizar a transmissão em tempo real das aulas e a interação entre
professores e alunos seja para esclarecer dúvidas, ensinar algum conteúdo ou enviar e receber
atividades.
Diante disso, diversas foram as mobilizações realizadas para que as crianças continuassem
estudando em casa como: Confecções de Materiais, criação de Grupos de WhatsApp para
permitir a interação entre professores, pais e alunos de uma maneira mais rápida e acessível e 
páginas no Facebook onde são postados vídeos com caráter educativo para os alunos. E como
esperado o regime de aulas não presenciais modificou toda forma de estudo dos alunos e
trabalho do professor, isto é, materiais, ambiente da sala-de-aula, o contato presencial com o
professor e alunos, os horários, a interação com outros colegas,  a metodologia de ensino e
além disso, a necessidade de maior participação da família.
Desta forma, este capítulo é resultado de um olhar coletivo do Grupo de Discussão (GD),
cujo nome carrega a homenagem ao professor emérito da Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP) - além de estudioso da filosofia e história da educação, elaborou a tese da

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Pedagogia Histórico Crítica. Dividimos o capítulo em quatro seções, as quais sintetizam as
discussões realizadas em quatro encontros virtuais por meio da ferramenta Google Meet. 
O Grupo Dermeval Saviani conta com participação de 7 integrantes dos três pontos de
observação: Alunos e sua Família, professor e Meios e Materiais Didático-pedagógicos. Em
nossas reuniões temos discutido como está acontecendo a Educação Remota com base nestes
pontos de vista. Em outras palavras, temos analisado e discutido onde o fenômeno educativo
está acontecendo e como está acontecendo.
Foi deliberado que teríamos uma aluna relatora dos pontos de pauta discutida, cujo
produto final rendeu o conteúdo deste capítulo. Além da relatora, também foi escolhida uma
representante para “chamar” e mediar às reuniões.

3.1 Primeiro encontro: dificuldades em entender o estágio supervisionado II não


presencialmente.
Após alguns encontros abertos com a professora responsável pelo estágio
supervisionado II, o GD Dermeval Saviani foi direcionado a se reunir. O primeiro encontro
aconteceu dia 27 de julho de 2020, segunda-feira, das 17 às 18h45. Ainda com dificuldade de
compreender o conteúdo a ser discutido no GD, cada integrante fez breves apresentações
pessoais, sobre impressões obtidas através das observações individuais e relataram algumas
angústias vividas no estágio a distância.  As linhas abaixo sistematizam nossa primeira
discussão.
No primeiro momento da reunião, fizemos as apresentações das pessoas que fazem
parte desta equipe, são elas:
As alunas Lívia e Cínthia, vinculadas ao Polo de Caratinga, a primeira está observando e
analisando os Materiais produzidos para o 1º Período da Educação Infantil, de uma creche
municipal da cidade de Piedade (MG); a segunda aluna faz estágio no 3º ano do Ensino
Fundamental de uma escola municipal de Ubaporanga (MG), e analisa a atuação de uma
professora.
A aluna Ângela vincula-se ao Polo de Lagamar, e faz seu estágio no 3º ano do Ensino
Fundamental de uma escola estadual na cidade de Vazante (MG) e faz parte do grupo de
análise de materiais.
Dardânia, do Polo de João Monlevade, faz estágio no 1º Período da Educação Infantil, está no
grupo de análise de alunos e sua família, onde observa um aluno com cinco anos de idade e
sua família nas práticas das atividades em casa.

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Jéssica faz estágio na cidade de Barão de cocais e analisa alunos e família.
Débora e Maria Luiza vinculam-se ao Polo de Alterosa, a primeira faz estágio em uma turma
do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola Estadual em Alfenas (MG) e analisando os
materiais oferecidos às crianças; já Maria Luiza atualmente mora no município de Pontal do
Paraná (PR), onde faz estágio numa escola municipal e faz parte do grupo de observação da
atuação dos professores, acompanha uma professora regente de uma turma do 1º ano do
Ensino Fundamental.
Cada integrante apresentou suas considerações sobre como está acontecendo o
trabalho nas escolas onde atuam como estagiárias. E, no geral, foi caracterizado que a
participação dos alunos nessa nova forma de atuação da escola remota é muito baixa. Poucos
participam de forma ativa das aulas e das atividades propostas pelos professores. O grupo
também fez algumas discussões sobre os reflexos que a pandemia tem levado para as famílias
em geral. E foram levantadas as questões como:
 Mães em crise devido à grande responsabilidade de suas obrigações perante seus
filhos. Foi apresentada uma pesquisa pela colega Débora onde demonstram através de
gráficos o resultado de um questionário que interroga sobre quem está assumindo as
responsabilidades do acompanhamento das crianças e qual adulto está ajudando nas
orientações e, também, sobre quem é o responsável pelas atividades da casa. Nos
resultados, todas as respostas caíram sobre as mulheres, mais especificamente, sobre
as mães.
Sobre esses dados, evidencia-se :
 Mulheres suscetíveis à violência doméstica é uma outra situação que foi abordada,
devido as inúmeras notícias que tem vindo à tona;
 A educação como uma mercadoria: o ensino remoto que pode ser transformado em
uma forma de lucro e de possível forma de se privatizar a educação;
 Problemas pedagógicos, pois enfrenta-se dificuldades no ensino remoto como: não ter
horário pré-estabelecido; as crianças perdem a disciplina por não manterem horário
para o estudo; pais sobrecarregam seus filhos com serviços domésticos ou outros
afazeres que não dizem respeito à escola – tiram a responsabilidade das crianças do
comprometimento com as atividades escolares.

3.2 Segundo encontro: chega à tutora e orienta-nos como prosseguir.

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No dia 04 de agosto de 2020, terça-feira, aconteceu à segunda reunião do grupo
Demerval Saviani. Iniciamos o encontro esclarecendo e discutindo algumas dúvidas que o
grupo ainda possuía em relação ao que deveríamos discutir na reunião, como faríamos essas
discussões e como iria ocorrer a produção do texto. Depois de alguns esclarecimentos da
tutora Cássia e da sugestão de uma das integrantes, o grupo decidiu escolher um assunto ou
pauta para discussão dentro desta temática a respeito da Educação Remota. Portanto, a pauta
abordada neste dia foi “Aprendizado das crianças em tempos de Pandemia”. O grupo, a partir
das análises de seus pontos de observação “professor”, “aluno e sua família” e “meios e
materiais didático-pedagógicos”, discutiu como está sendo o processo de ensino e
aprendizagem das crianças e se elas estão de fato aprendendo.
Iniciamos de fato nossa discussão com um ponto levantado por uma das integrantes:
“as desigualdades”. Seguramente, indicamos que a maioria dos alunos de classe baixa – alto
número de crianças pauperizadas nas escolas públicas que estamos estagiando – não possuem
acesso à internet ou possuem um acesso ruim à rede. Neste sentido, há uma grande
possibilidade de desnível de aprendizado no futuro, pois, enquanto os alunos de escolas
privadas estão estudando, os alunos da rede pública têm encontrado dificuldades em estudar
por conta da falta de acesso à internet. Estudos indicam que:
a maior parte do acesso à internet é realizada por meio de
celulares, o que não assegura conectividade compatível com as
plataformas de EAD. De fato, conforme o Comitê Gestor da
Internet, 2018, o celular é o único meio de acesso à Internet para
85% das chamadas classes D/E e para 61% da classe C. Mais da
metade do acesso é por meio da modalidade “pré-pago”. E os
pós-pagos, em geral, contratam reduzida capacidade de tráfico
de dados. Como salientado, o problema do uso de EAD é a
própria concepção educacional, contudo, mesmo o uso dessas
tecnologias como atividades complementares segue sendo
inviável para a maioria das crianças e jovens. A democratização
do acesso à internet, por meio de políticas públicas, é, por
conseguinte, um imenso desafio e deve seguir na agenda das
lutas pela democratização da informação, da ciência, da arte e da
cultura. (COLEMAR, 2020).

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Ainda dentro deste contexto de desigualdades, sintetizamos as diferenças de trabalho e
estudo entre as escolas particulares com as escolas públicas. Uma das integrantes do grupo,
cujos filhos estudam em escola da rede privada, relatou que a participação dos alunos nas
aulas online e na realização das atividades é consideravelmente maior do que a participação
dos alunos das escolas públicas. Ainda em seu relato, a integrante compartilhou que na escola
de seus filhos as professoras pontuam a participação dos alunos bem como a realização das
atividades executadas por eles. Além disso, os pais, cujos filhos estudam em escolas
particulares, têm cobrado mais tanto da escola, quanto dos filhos. Ou seja, estas famílias além
de possuírem bom acesso à internet, ainda participam mais da educação dos filhos. Neste
sentido, é muito provável que a pandemia aprofunde as desigualdades sociais.
Também foi discutida a baixa frequência dos alunos das escolas públicas, fato
observado pelas integrantes do GD. Trazendo especificamente um dos relatos do GD, foi
observado que uma turma com mais de 30 alunos, geralmente apenas 8 a 9 crianças interagem
e participam efetivamente das “aulas” organizadas pelos professores responsáveis, por isso
acreditamos que o ensino não está fluindo de fato.
O papel dos familiares nesta pandemia é extremamente importante, se já era antes,
neste momento tornou-se indispensável, pois as crianças devem estudar em casa com o
auxílio e tutoria de algum parente. No entanto, muitas mães de alunos, principalmente do 1º
ano do Ensino Fundamental, acreditam que, por seus filhos serem muito novos, não é
relevante a realização de atividades. Em outras palavras, as mães não compreendem a
importância das atividades e por isso acabam não acompanhando os filhos na realização dos
exercícios. Ainda há o fato do abandono, muitas crianças não comparecem nos grupos de
WhatsApp, não pegam as atividades e muito menos realizam os exercícios.
A respeito dos professores, discutimos o esforço de muitos docentes em realizar um
bom trabalho. Professores tem se desdobrado para atender aos alunos e famílias e ainda
confeccionando atividades complementares. Há escolas que enquanto o PET não chega os
professores enviam as atividades complementares para os alunos. Uma das integrantes que
tem observado uma professora de Ed. Física relatou que ela envia através de vídeos e textos
ideias de brinquedos que os alunos podem confeccionar em casa. São muitos professores que
enviam atividades complementares em PDF pelo WhatsApp para seus alunos, no entanto,
muitas famílias são carentes e não tem condições de imprimir as atividades, portanto mesmo
com a boa vontade de muitos professores, muitas crianças ficam sem realizar os exercícios.
Outro impasse que temos observado é a falta de interesse de muitos pais, alguns por motivos

17
de muito trabalho e por isso não há  tempo para estudar com os filhos, outros por dificuldades
e falta de conhecimento sendo assim, não conseguem ajudar as crianças e em terceiro lugar
pais que acreditam que a Educação dos filhos é dever apenas da Escola. Mas, de qualquer
forma nestes três casos temos analisado que os pais reclamam das atividades complementares
justificando que os filhos recebem atividades em excesso e que eles não “dão conta” de ajudá-
los.
Por último, discutimos o Plano de Ensino Tutorado produzido pelo Governo Estadual
de Minas Gerais. Observamos que há materiais muito mal elaborados, outros com poucas
atividades que não poderiam completar a carga horária de uma semana, faltando conteúdo e
tarefas para o professor orientar. Desta maneira, existem escolas que têm ficado uma semana
ou mais sem o PET. Logo, muitos alunos ficam vários dias sem nenhuma atividade e a escola
ou o professor precisam elaborar conteúdo extra, sobrecarregando-os. Foi apontado também,
que mesmo após as escolas receberem o PET a impressão do material fica por conta de cada
município, ou seja, dependendo do munícipio o material impresso é entregue apenas para
alunos que residem nas zonas rurais ou que não possuem acesso à internet. Novamente,
retornamos a questão: e quanto às atividades de cruzadinhas e caça-palavras, por exemplo,
que necessitam ser impressas para sua realização? Verificamos que mesmo as famílias que
possuem acesso à internet, muitas delas não teriam condições de imprimir todas estas
atividades.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados
em abril de 2020:
25% (ou um em cada quatro) dos brasileiros não têm
acesso à internet. Em números totais, isso representa 46 milhões
de pessoas. Em áreas rurais, o índice de pessoas sem acesso é
ainda maior que nas cidades, chegando a 53,5%. Em áreas
urbanas é 20,6%. Esta informação foi publicada pelo site
canaltech.com.br e serve para elucidar a questão das
desigualdades concernente ao acesso à internet pela população
brasileira. (Maciel, 2020)
Com essas informações, os apontamentos sobre a dificuldade de acesso dos alunos
feitos pelas integrantes do GD foram confirmados e servem para elucidar a questão das
desigualdades concernente ao acesso à internet pela população brasileira.

18
3.3 Terceiro encontro. Estágio supervisionado de cursos de licenciatura em tempos de
pandemia: Bom ou ruim?
O terceiro encontro ocorreu dia 11 de agoste de 2020, uma terça-feira, no começo da
noite, tendo como ponto de partida a discussão acerca do tema “A dificuldade dos estagiários
em tempos de pandemia”. Em frente às dificuldades enfrentadas pelas Universidades em
continuar com os estágios em período de pandemia, foi observado que a CEAD UFOP
juntamente com os professores foi bem à frente em elaborar e proporcionar o estágio nos
moldes em que ele foi traçado para o curso de Pedagogia. Ao longo da reunião, enfatizamos
também o quanto a professora Dra. Sandra Augusta de Melo foi perspicaz em elaborar um
método de estágio tão interessante e inovador. É muito interessante e importante acompanhar
estes relatos e coletar dados e informações que ficarão registradas nos relatórios dos alunos de
estágio supervisionado. Foi apontado que o registro desse momento tão atípico da educação
brasileira ainda pode servir de fonte e base para pesquisas acadêmicas, ou mesmo para
trabalhos de conclusão de curso, isto é, esse período renderá futuramente muitos estudos e
aprendizagens.
Cada integrante do grupo fez suas colocações sobre quais as maiores diferenças entre o
estágio I (presencial) e o estágio II (EAD). Algumas das mudanças encontradas pelo grupo
foram: a diferença em abordar os alunos, a falta do contato pessoal (o “olho no olho”),
privacidade exposta (muitas das vezes tendo que disponibilizar o WhatsApp pessoal) e alguns
alunos com dificuldades em renovar o termo de compromisso.
Durante a reunião, foi salientado a falta de disponibilidade e auxílio dos pais em
ajudar seus filhos. Foi observado também, que em muitos casos, os pais têm pouca
escolaridade, falta tempo, as relações pessoais se tencionam devido à preocupação quanto à
saúde, medo do desemprego e dificuldades de convivência por conta do isolamento social.
Enfim, são vários empecilhos surgem nesse momento atípico.
Foram discutidas as partes boas e ruins da educação à distância a partir do ponto de
vista enquanto estagiários. A parte boa: uma ampla gama de acesso a conteúdo e
plataformas. Um exemplo dado de uma integrante que conseguiu acompanhar uma disciplina
de um programa de pós-graduação do Rio de Janeiro sem precisar estar presencialmente,
situação impossível antes da pandemia.
Já as evidências e relatos que evidenciaram perdas e desafios ao estagiário foram
elencados. Uma das alunas afirmou que não enfrentou dificuldades em conseguir o estágio e
toda sua documentação, mas que sente pela perda da convivência com as crianças, uma vez

19
que é professora de adolescentes e essa era a oportunidade de entender a rotina e metodologia
de ensino com alunos com menos idade. Ela ainda identificou que não sabe lidar com
crianças, não sabe como é a linguagem que deve ser utilizada com essas crianças e, por isso,
considera uma perda. Já outras alunas tiveram dificuldades com a documentação, pois as
escolas e secretarias das cidades não estavam aceitando estágio, tendo assim, que recorrer a
outros recursos para viabilizar o estágio durante a pandemia.
Outro relato importante foi sobre a resistência de professores em aceitar o
acompanhamento de estagiário, devido ao momento delicado que estão passando, um novo
jeito de ensinar e novas tecnologias para aprender. A maior perda seria então, as estagiárias
não estarem vivenciando a sala de aula com a presença dos educandos, mas levantamos nosso
entendimento da situação, pois, apesar da anormalidade, estamos aprendendo um novo modo
de aprender e ensinar.
Por conseguinte, foi levantado pelas integrantes do grupo o cansaço em ficar muitas
horas de frente ao computador, por exemplo, e não conseguir de fato vivenciar o cotidiano da
escola e do ofício de professor dos anos iniciais, pois o que acontece de modo remoto não
consegue reproduzir a experiência da sala de aula.
E por último, foi discutida a importância da educação presencial na socialização dos
alunos da educação básica e sua formação humana integral. A concepção de educação ou de
formação humana deve buscar levar em conta todas as dimensões que constituem a
especificidade do ser humano e as condições objetivas e subjetivas reais para seu pleno
desenvolvimento históricos.
Essas dimensões envolvem sua vida corpórea material e seu desenvolvimento
intelectual, cultural, educacional, psicossocial, afetivo, estético e lúdico:
Essa exigência da omnilateralidade, de um desenvolvimento
total, completo, multilateral, em todos os sentidos das
faculdades e das forças produtivas, das necessidades e
capacidades de sua satisfação. (MANACORDA, 1991 p. 78-79).
A observação de docentes foi deveras importante para enxergar sua realidade – muitos
pais “atacando” seu trabalho, responsáveis pelos alunos cobrando muito mais, sobrecarga de
trabalho etc. Um relato de umas integrantes do GD expôs uma situação desanimadora: quando
a estagiária se dispôs a ajudar a professora enviando atividades ao grupo e orientando a
execução das tarefas, muitos pais reclamaram da quantidade de exercícios, da densidade deles
e nada agradeceram ou reconheceram o esforço e o trabalho dela.

20
Outra parte da reunião foi destinada a reflexão de quanto a escola em casa “funciona”.
Perguntamo-nos, será que os pais estariam preparados para ensinar a criança em casa no caso
de homeschooling? Não somente, foi indagado se a educação a distância é viável. Apontamos
que o homeschooling só funcionaria para aquelas crianças cujos pais possuíssem
conhecimento de todos os conteúdos curriculares da Educação Básica e/ou aqueles formados
pelo Ensino Superior. Porém, a realidade socioeconômica dos pais das crianças que estamos
acompanhando no estágio é outra, pois muitos deles não acessaram nem a escolaridade que os
filhos estão, muitos analfabetos, pouco letrados e, além de não terem acessado o Ensino
Superior, muitos estão fora da escola há muito tempo.
Questionamo-nos se mesmo os pais “escolarizados” estariam preparados para ensinar
os filhos, uma vez que os conhecimentos pedagógicos não são aprendidos em qualquer curso
e é uma questão de toda a família: o ensino remoto na pandemia nos mostra isso e é uma
contrapropaganda tanto do homeschooling, como do ensino a distância na Educação Básica.
Algumas integrantes do DG acreditam que as ferramentas digitais podem e poderão
complementar o ensino e não podem ser abandonadas sem nenhum critério, pois muitas
tecnologias poderão ser agregadas ao ensino presencial e auxiliar docente e aprendizagens.
Por fim, neste penúltimo encontro foi destacada a importância da escola, da cultura
escolar e dos desafios para a construção da cidadania. Indagamo-nos: quais os valores a
família com uma só perspectiva poderia ensinar a sua prole? Muitas vezes vemos a
reprodução de preconceitos e intolerâncias partirem do seio familiar das crianças, perpassadas
através de costumes, tradições e maneira de conceber a vida. Por exemplo: Um pai racista
logo ensinaria o julgamento e a inferiorização dos sujeitos pela cor da pele para o filho e é na
escola um dos ambientes preparados (ou que deveria estar) para combater o racismo, a
xenofobia, o sexismo, o machismo, a lgtbfobia etc. Será que na não convivência entre as
diferenças que o ensino remoto proporciona seria uma forma adequada de transformar a
sociedade e ensinar uma nova cultura, do respeito e calcada na cidadania?

3.2 Quarto e último encontro: finalização do relatório e despedida.


Chegando ao fim dos nossos encontros, ficou um sentimento de grupo e uma abertura
entre as integrantes para o acolhimento de dúvidas e angústias desse momento. Não somente,
levantamos todas as dúvidas para a confecção desse relato coletivo, do relatório individual e
do preenchimento das fichas de controle de frequência e atividades.

21
Em conclusão, foi tanto um momento enriquecedor, de aprendizagem e reflexão do
momento pandêmico atual, como construtor de relações de amizade em tempos de isolamento
social. Também destacamos nossa inquietação frente ao desafio do nosso ofício e a admiração
revelada ao conhecer as trajetórias individuais de cada integrante do GD. Para terminar,
fizemos uma fotografia (figura 1 e 2) nesse encontro, mesmo longe, pudemos refletir juntos e
edificar mais um passo de nossa formação como pedagogas.
Em conclusão ao objeto de observação alunos e família, primeiramente pode-se dizer
que pedagogia é a ciência que compartilha do objeto de estudo: a educação, o processo de
ensino e a aprendizagem. Assim a abordagem desse Estágio evidenciou a educação, o
processo de ensino e a aprendizagem na concepção escola-família, calcada na nova realidade
do país e respeitando que o sujeito é o ser humano, enquanto educando. Segundo o dicionário
Aurélio (FERREIRA, 2010): pedagogo é o profissional ou especialista em pedagogia; o que
estuda e aplica a arte de educar.
Portanto as famílias que compreendem esse significado estão também conseguindo
criar uma rotina de estudos para os filhos e estes então desenvolvendo outras habilidades,
aquelas relacionadas à superação em meio essa pandemia. Os alunos que cumprem com suas
tarefas e fazem todas as atividades e as corrigem estão realmente aprendendo e sabendo
compreender a situação mesmo que muito jovem, sem em momento algum descartar a
importância e falta que um professor faz.
O que cabe os professores Libâneo (2010) aponta que a educação está presente na vida
do sujeito, mas cabe ao profissional educador desenvolver a atividade pedagógica
múltipla no meio social e é este profissional capaz de tornar a educação reconstrução na vida
de uma aluno.
Aos pais que enfrentam essa batalha de ensinar, estes se tornam vitoriosos pelo fato de
mesmo com pouco ou insistentemente estão preparando seus filhos para as novas realidades
que virão, assumindo um novo papel, ou mais certo continuando com o papel do professor,
pois embora a educação esteja em todo lugar, não é qualquer pessoa que pode ser um
professor.

22
Figura 1: Último encontro do Grupo de Discussão Dermeval Saviani, da disciplina de Estágio
Supervisionado II.

Figura 2: Último encontro do Grupo de Discussão Dermeval Saviani, da disciplina de Estágio


Supervisionado II.

Fonte: As autoras desse capítulo.

23
4. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Portanto conclui-se que a estruturação desse novo modelo de estágio em que o aluno de
Pedagogia pode entrar na família do aluno e observar o processo de educação da família e
como o aluno está percebendo a educação nos revelou grandes oportunidades de entender não
só esse novo modelo de educação, o processo de educação em tempo de pandemia e o papel e
importância do professor dentro da Escola e apesar de todo o aprendizado, não devemos
esquecer também dos problemas e insuficiência nesse modo de educação remota para as
“crianças” que também foi um aprendizado.
Embora a família observada tenha toda a estrutura e suporte para a educação do filho, o
que foi de um aprendizado enorme, como demostrou em nossas pesquisas, a maioria das
famílias não têm essa estrutura. Ficou evidente que esse modelo de educação pode causar a
exclusão, mais precisamente como a falta da educação escolar poderá excluir milhares e
milhares de crianças. Isso claro vem de um problema maior que é a falta de estrutura do nosso
país que sempre vem investindo menos e menos na educação.
Quando escolhi a primeira família, logo no terceiro contato a família se mostrou receiosa
quanto à observação do seu filho no processo educativo, motivo esse que me fez abandonar
essa família e procurar outra. Felizmente a família da observação já respeitava a vida escolar
do filho e assim proporcionou observações bastante interessantes da sua família. Foi a partir
dessas observações de vídeo chamada que pude compreender mais efetivamente o papel da
mulher na família, embora ela pudesse ocupar todos os papeis ou não que quisesse, e pude
definitivamente entender como faz falta o professor, como esses profissionais são importante
e o quanto são cobrados.
A fim de observar o processo educativo da família fomos aos pouco entrando na vida
dessa família e nos fazendo parte do processo, embora ainda estagiários tomamos para si a
responsabilidade de um professor, dando suporte, dicas de leitura, sanando dúvidas, fazendo
material, ouvindo reclamação ou seja tornando a experiência mais real possível.
Por fim a experiência foi engrandecedora e desafiadora trazendo aprendizados
imensuráveis, amigos novos, ritmo novo, novos planejamentos, alunos novos, novas
descobertas e a consciência de futuro profissionais mais consciente das necessidades,
realidades, oportunidades, desafios e alegrias vividos pelos profissionais de educação.

24
5. REFERÊNCIAS

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA,


LICENCIATURA. Ouro Preto
2009.

SAVIANI, Demerval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 8ª ed. Campinas,


SP: Autores Associados, 2003.

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos: para quê? 12. ed. São Paulo:
Cortez, 2010.

NOGUEIRA, Cláudio Marques. NOGUEIRA, Maria Alice. A sociologia da Educação de


Pierre Bourdieu: Limites e contribuições.

MACIEL, Rui. 25% dos brasileiros não têm acesso à internet, aponta pesquisa. Canaltech,
2020. Disponível em https://canaltech.com.br/internet/25-dos-brasileiros-nao-tem-acesso-a-
internet-aponta-pesquisa-164107/#:~:text=25%25%20dos%20brasileiros%20n%C3%A3o%20t
%C3%AAm%20acesso%20%C3%A0%20internet%2C%20aponta%20pesquisa,-Por%20Rui
%20Maciel&text=O%20Instituto%20Brasileiro%20de%20Geografia,representa%2046%20milh
%C3%B5es%20de%20pessoas.%20Acessado%20em:%2012%20de%20agosto%20de
%202020.%20MANACORDA,%20Mario%20Alighiero.%20Marx%20e%20a%20pedagogia
%20moderna.%20S%C3%A3o%20Paulo.%20Editora%20Cortez,%201991. Acesso em 21 ago. 2020.

Coletivo de Estudos em Marxismo e Educação (COLEMARX). Em defesa da educação


pública comprometida com a igualdade social: porque os trabalhadores não devem aceitar
aulas remotas. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: http://www.colemarx.com.br/wp-
content/uploads/2020/04/Colemarx-texto-cr%C3%ADtico-EaD-2.pdf Acesso em 21 ago.
2020.

25
6. APÊNDICES

Apêndice 1 Notas de observações.

1º Estabelecimento de rotina.
2º Recriar um ambiente escolar com recreio, início e fim da aula.
3º Ensinar o aluno com muita paciência.
4º Respeitar o tempo da criança.
5º Parabenizar a criança pela sua atividade.
6º Incentivar a criança a não desistir.
7º Ensinar além do que se pede, pois a criança tem sim capacidade de aprender.
8º Ler muito para a criança.
9º Linguagem respeitosa com a criança.
10º Jogos e brincadeiras elevam a criatividade e o aprendizado.
11º O ensino das Artes é essencial.
12º A criança compreende e se adapta a novos conhecimentos.
13º A criança precisa de estrutura familiar sólida.
14º A primeira educação da criança é em casa, portanto ela deve ser a continuação da
educação em casos de pandemias.
15º Pais dedicados e amorosos mudam tudo.
16º A educação é uma troca de conhecimento.
17º Filhos aprendem com os pais e pais com os filhos.
18º O exemplo vale muito.
19º A educação remota só é possível com acompanhamento da escola.
20º O meios digitais se tornaram ferramentas essenciais.
21º O professor é fundamental.
22º A escola é essencial.

7. ANEXOS

26
8. FICHA DE CONTROLE DE FREQUÊNCIA E DE ATIVIDADES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II
9.
10. Campo de Estágio: Escola Municipal Eugenia Scharle
11. Estágio Supervisionado de Licenciatura em Pedagogia. Início: 30/06/2020 Término: 21/08/2020
DATA HORA No. HORAS ATIVIDADE LUGAR VISTO

(inicio – fim) (ex. sala de aula, lab., quadra) PROF. SUPERVISOR

30/06/2020 18:30 às 1:30h Áudio da Reunião Inicial de retomada do Plataforma Moodle


20:00 Estágio Supervisionado II no Período de
pandemia.

06/07/2020 18:30 às 2h Notícias e orientações sobre o Estágio Google Meet


20:30 Supervisionado II na época da pandemia.

07/07/2020 09:00 às 2h Contato com a escola para notificar a Escola, ligação e e-mail.
11:00 retomada do estágio neste período e
explicar a nova metodologia.

07/07/2020 13:00 às 2h Contato com a família e alunos para propor Ligação e conversas pelo
15:00 e explicar as observações da aprendizagem aplicativo.
do aluno neste período.

27
08/07/2020 09:00 às 2h Contato com outra família para propor e Casa da família
11:00 explicar as observações da aprendizagem do
aluno neste período. (Família escolhida)

09/07/2020 18:30 às 2h 1º Reunião de orientação de estágio para o Google Meet


20:30 grupo de alunos que têm como sujeitos de
observação os alunos e suas famílias.

10/07/2020 09:00 às 2h Coleta de informações iniciais sobre os Conversas pelo aplicativo.


11:00 alunos e suas famílias.

11/07/2020 13:00 às 2h Coleta de informações adicionais para Conversas pelo aplicativo.


15:00 contextualização do sujeito de observação
do estágio.

13/07/2020 18:30 às 2h 2º Reunião de orientação de estágio para o Google Meet


20:30 grupo de alunos que têm como sujeitos de
observação os alunos e suas famílias.

14/07/2020 09:00 às 2h Análise da proposta da escola para esse Conversas, fotos, áudio e
11:00 período de pandemia, onde foi analisado o vídeos pelo aplicativo.
material, a disponibilização da aula e a
dinâmica dos professores.

15/07/2020 09:00 às 2h Contato com a família para dimensionar a Conversas, fotos e vídeos
11:00 organização do tempo escolar nesse pelo aplicativo.
período.

28
16/07/2020 16:00 às 2h Contato com a família para dimensionar Conversas, fotos e vídeos
18:00 como está sendo feitas as atividades neste pelo aplicativo.
período.

17/07/2020 16:00 às 2h Contato com a família para dimensionar Conversas, fotos e vídeos
18:00 como está sendo feitas as atividades neste pelo aplicativo.
período.

12.
13.

/07/2020 18:30 às 20:30 2h 3º Reunião de orientação de estágio para o grupo de Google Meet
alunos que têm como sujeitos de observação os alunos e
suas famílias.

/07/2020 09:00 às 10:00 1h Estagiária e a mãe da criança estipularam uma rotina Conversas pelo aplicativo.
para a criança, como se ela tivesse em sala de aula para
a observação do processo de aprendizagem do aluno.

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 1º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 2º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 3º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

29
/07/2020 14:00 às 17:00 3h 4º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/07/2020 17:00 às 19:00 2h 1ª reunião com o Grupo 4.Demerval Saviani Google Meet

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 5º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 6º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 7º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/07/2020 15:00 às 18:00 3h 8º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 13:00 às 15:00 2h Leitura e estudo do material para complementar o Casa


Relatório de Estágio. A sociologia da Educação de Pierre
Bourdieu: Limites e contribuições.

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 9º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

30
/08/2020 16:00 às 18:00 2h 10º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 19:10 às 21:10 2h 2ª reunião com o Grupo 4.Demerval Saviani Google Meet

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 11º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 12º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 12º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 19:10 às 21:10 2h 3ª reunião com o Grupo 4.Demerval Saviani Google Meet

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 13º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 14º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

31
/08/2020 15:00 às 17:00 2h 15º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 17:30 às 19:00 1:30 4ª e última reunião com o Grupo 4.Demerval Saviani Google Meet

/08/2020 16:00 às 18:00 2h 16º observação do aluno e sua família no processo de Vídeo Chamada
aprendizagem em tempo de pandemia.

/08/2020 19:00 às 21:00 2h Áudio da Reunião Plenária que aconteceu dia 13/08/2020 Plataforma Moodle

/08/2020 17:00 às 19:00 2h Conversas com o grupo Demerval Saviani, discussão final Aplicativo e Google Drive
de texto coletivo, revisão e edição do texto coletivo e
relatório Final.

14.
15.
16.
17. Dardânia Oliveira da Silva ______________________________________
18. Estagiário(a) Professor(a) supervisor(a) do Campo de Estágio

32
Anexo 2 – Cópia do Termo de compromisso ou Termo aditivo, conforme o caso.

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