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HISTÓRICO DA RADIOATIVIDADE

Becquerel (Inglês 1896) ao estudar a fosforescência natural das substancias


descobriu a radioatividade utilizando amostras que continhamurânio, ele observou que a
emissão radioatividade acontecia naturalmente.

Com a descoberta dos prótons, elétrons e nêutrons, o modelo de Bohr (Que


apresenta o aspecto de orbitas onde existem elétrons e no centro um pequeno núcleo,
foi o que melhor explicou o comportamento atômico).

Analisando a estrutura atômica, Willian Crookes, descobriu raios catódicos


(radiação que consiste em feixes de elétrons produzidos através do estabelecimento de
uma diferencia de potencial entre 2 eletrodos que contêm gases rarefeitos em seu
interior, em 1897 Thomson descobriu que na verdadeos raios catódicos eram elétrons,
quando realizava experimentos com descargas elétricas a pressões baixíssimas em
gases.

William Conrad Roentgen (1895) fez modificações as ampolas de Crookes,


utilizando anteparos metálicos (anticatodo) que eram atingidos por raios catódicos,
Conrad constatou que era possível ver a sombra dos ossos damão e do anel de sua
esposa, que foram colocados entre a ampola e a chapa fotográfica. Em 1901, Conrad
recebeu o prêmio Nobel em física pela produçãoda primeira radiografia, ao mostrar o
impacto produzido pelos raios catódicos sobre o anticatodo.

Antony Henry Becquerel (1896) começou a investigar se a fosforescência


natural estava ligada aos raios x. Ele constatou que uma substancia poderia emitir
radiação naturalmente mesmo sem absorver raiossolares; colocando sais de uranio
em frascos próximos de uma placa fotográfica que na ausência de luz as chapas
fotográficas escureciam. As emissões sobre as placas receberam os nomes de “Raios
de Becquerel” e posteriormente “Emissões radioativas”.

Marrie Sklodowska Curie (1897, Polonesa), confirmou que todos os raiosde


uranio produziam o mesmo resultado por causa de suas propriedades.
Marrie Curie e seu marido Pierre Curie isolaram o uranio direto do mineral
uranita; juntos eles descobriram dois novos elementos químicos com emissões
radioativas maiores que a do uranio, que foram o polônio (em homenagem a Marrie
que era polonesa) e o rádio, o que rendeu a Marrie Curie dois prêmios Nobel em 1911
(Química e Física).

Ernest Rutherford (1898, holandês) ao estudar o uranio, descobriu doistipos de


radiações: alfa (α+) e o beta (β-). Foi ele quem estabeleceu as basesda teoria da
radioatividade e estabeleceu também o modelo denominado sistema planetário.

Em 1900, o químico francês Paul Ulrich Villard desenvolveu a radiação gama


(γ).

O QUE É RADIOATIVIDADE E QUAIS OS ELEMENTOS


RADIOATIVOS?

O que é Radioatividade?

Radioatividade é um processo natural e espontâneo em que átomos instáveis


emitem radiação por meio de decaimento, a fim de diminuírem suaenergia e
tornarem-se mais estáveis.

A radioatividade é a capacidade de alguns elementos de emitir energia na


forma de partículas ou radiação eletromagnética.

A radioatividade é a capacidade de alguns elementos de emitir energiana forma


de partículas ou radiação eletromagnética.

Radioatividade é a propriedade que alguns átomos, como urânio e rádio, possuem


de emitirem espontaneamente energia na forma de partículas e onda, tornando-se
elementos químicos mais estáveis e mais leves.

Elementos Radioativos
Existem dois tipos de elementos radioativos: os naturais e os artificiais.
Os naturais possuem elementos encontrados na natureza, já com seus núcleos instáveis,
como o urânio, o actínio e o rádio. Já os artificiais são produzidos por
processos que desestabilizam o núcleo de um átomo. Nesse caso, podemoscitar o
astato e o frâncio.

Os principais elementos radioativos são: urânio-235, cobalto-60, estrôncio-90,


rádio-224 e iodo-131. Devido a sua larga utilização em usinas nucleares e
tratamentos de câncer, esses elementos tendem a aparecer commaior frequência no
nosso cotidiano.

Elementos Radioativos

Denominam-se elementos radioativos aqueles que apresentam átomoscom a


capacidade de eliminar espontaneamente radiação (alfa, beta ou gama) a partir de seus
núcleos.

Os elementos radioativos são aqueles que apresentam isótopos instáveis, ou


seja, formados por número atômico igual ou superior a 84. Comoexemplo: o elemento
polônio, que apresenta 84 prótons no núcleo. Assim, é caracterizado como isótopo
instável.

Classificação

Elementos radioativos naturais: os elementos radioativos naturais são


aqueles encontrados na natureza. Além disso, apresentam os isótopos iguais ou maiores
que 84, sendo então, emissores de radiação.

Elementos radioativos artificiais: os elementos radioativos artificiais são


aqueles que apresentam todos os isótopos radioativos, porém, são produzidos em
laboratórios.

Aplicação dos elementos radioativos

Os elementos radiativos, naturais ou artificiais, são utilizados de diversas formas.


O urânio-235, por exemplo, é o principal composto químico utilizado como combustível
de reatores em usinas elétricas. Além disso, são usados na fabricação de bombas
atômicas.

O rádio-224 é utilizado nos aparelhos de radioterapia, no tratamento


intensivo contra câncer.
Tipos de Radioatividade

A radioatividade é dividida em 3 partes: alfa, beta e gama. E o tipo de


radioatividade determina o poder de penetração da matéria, se vai ser baixa, média ou
alta.

Conhecendo as radioatividades esta:

Alfa, em que são partículas pesadas de carga positiva, na qual sua massa é 4 e
sua carga elétrica é +2. Esse tipo de radiação, por possuir 2 prótons e 2 nêutrons, tem o
seu núcleo igualado ao hélio, elemento químico databela periódica, e com isso fica
também conhecido com “hélion”. Possui uma radioatividade baixa, ou seja, pequeno
poder de penetração e pode ser impedida até por uma folha de papel, por exemplo.

Beta, tem partículas leves, de carga negativa e não possui massa. O elétron é
produzido por reações nucleares a partir de um nêutron e possui altavelocidade.

No caso dessa reação, um nêutron instável é desintegrado e convertidoem um


próton, o qual permanece no núcleo.

Sua penetração é considerada média, superior a radioatividade de alfa, ou seja,


penetra uma folha de papel, mas não uma placa de metal, por exemplo.

Como exemplo podem ser citados potássio-40, carbono-14, iodo-132, bário-126


entre outros. O decaimento beta é amplamente utilizado na medicinaem fontes de
braquiterapia para o tratamento de câncer e diagnósticos médicos.
Gama, suas ondas eletromagnéticas são de alta frequência e não possuem massa
e nem carga elétrica. A radioatividade dessa partícula é superior a alfa e beta, ou seja, é
possível atravessar até mesmo uma placa de metal. Isso ocorre, pois o seu comprimento
de onda é bem menor, o que facilitaatravessar todo o nosso organismo.
Os raios gama são usados para matar pesticidas e insetos em alimentos,
também usados em reatores nucleares e bombas atômicas.

APLICAÇÃO DA RADIOATIVIDADE NA
MEDICINAHUMANA/ANIMAL

1 - Então galera agora iremos falar do uso da radioatividade na


Medicina.

2 - Embora ela apresente efeitos nocivos, ela possui vastas


aplicações benéficas na Medicina.

3 - Ela está presente nos Raios X. Mais para que serve o raio x na
medicina? R -> Os raios x eles foram descobertos em 1895 e o fato de que com eles
era possível ver os ossos e os dentes trouxe comoção geral. A medicina debruçou-se
de imediato sobre as possibilidades de tal descoberta.Hoje eles são usados para tirar
radiografias e diagnosticar fraturas ou lesões nos ossos.

- Está presente também em Radiofármacos e radiotraçadores, nosquais os


mesmos são usados para realizar um mapeamento dos órgãos, pois eles possuem a
capacidade de se transportar pelo corpo e se concentrar em
determinados tecidos. Assim, eles podem ser usados para duas finalidades:
diagnosticar patologias e disfunções do organismo e na terapia de doenças,
particularmente no tratamento de tumores radiossensíveis. 5–
É usada também no diagnóstico de patologias -> nele o paciente recebe uma dose de
determinado Radiofármacos e visto que os radiotraçadores emitem radiações, elas são
detectadas por meio de um equipamento chamado câmaragama ou câmara de
cintilação, que converte a radiação em uma imagem cintilográfica ou em plano único,
que representa o órgão ou sistema avaliado para ver sem tem presença de tumores.
6 – É usada também no tratamento de doenças com o uso de algunsradioisótopos

Tais como:

O iodo-131 que é usado tanto na avaliação, quanto na terapia do câncer de


tireoide. Ele se acumula nesse órgão e emite radiações gama que destroemas células
cancerígenas que estão mais fragilizadas que as células saudáveis.

O samário-153 que é usado no tratamento de câncer ósseo, emitindo


radiação beta e gama, além de atuar como analgésico, diminuindo a dor causada pela
disseminação do câncer.

EO gálio-67 que é útil na detecção de regiões que estão acometidas por


tumores.

PERIGOS DA RADIOATIVIDADE

A radiação está presente em nosso dia a dia mais do que se imagina e se vê. A
radioatividade está principalmente associada a medicina por ser usadaem diagnósticos
por imagem e tratamentos contra o câncer por exemplo, porém, não vemos a radiação
presente em nossos aparelhos celulares, micro- ondas, computadores etc. Por este lado,
a radiação é essencial nos dias atuais, mas além deste lado positivo, tem seus perigos.

A radioatividade, quando mal usada, pode gerar malefícios incontáveis, podendo


devastar a vida e deixar um local inabitável ou até mesmo prejudicar a descendência de
um só ser exposto. A radioatividade é perigosa a ponto de poder quebrar o DNA
presente no organismo. Além do mais, pode provocar lesões em no sistema nervoso,
gastrointestinal e até mesmo na medula óssea, podendo levar o ser a uma morte entre 10
e 40 anos ou em poucos dias.

Em geral a radioatividade, se usada da maneira correta, proporciona várias coisas


boas para os seres e permite usufruir de vários equipamentos
essenciais. É válido lembrar que estes distúrbios só acontecem em um caso de exposição
exagerada ou excessiva.

ACIDENTES COM RADIOATIVIDADES

Chernobyl foi o maior acidente nuclear que já aconteceu na história,


aconteceu no dia 26 de abril de 1896, em Chernobyl, na Ucrânia. Um reator de uma
usina explodiu e liberou uma nuvem de radiação com 70 toneladas de urânio e 900 de
grafite. Quando o reator explodiu, vários trabalhadores foram enviados ao local para
apagar as chamas e sem equipamento acabaram morrendo no combate e assim ficaram
conhecidos como “liquidadores”. O acidente matou em média 2,4 milhões de pessoas e
atingiu nível 7, o mais grave na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (INES).
Tentaram uma solução que foi construir uma estrutura de aço, chumbo e concreto para
cobrir o local, mas apresentava fissuras, até hoje o local é nocivo à radiação. Foi
elaborada uma cidade para ser moradia dos trabalhadores, a Prypiat, mas teve seus
habitantes mortos ou evacuados. Hoje em dia a cidade é desabitada. No Brasil,
aconteceu um acidente radioativo conhecido como Césio – 137, aconteceu em Goiânia,
no ano de 1987. Foi considerado nível 5 no INES. Ocorreu quando dois catadores de
papel encontraram um aparelho de radioterapia em uma antiga clínica do local e
acabaram levando a um ferro- velho da cidade, o dono do ferro-velho ao abrir o
aparelho, encontrou uma cápsula de chumbo que tinha um pó branco brilhante no seu
interior, o que ele não sabia é que era cloreto de césio. Encantado com o pó, Devair
acabou levando para seus familiares e vizinhos, seis dias após ingerir o material a
sobrinha de Devair foi a primeira a falecer, ao todo 11 pessoas morreram, 600 foram
contaminadas e 100 mil pessoas foram atingidas a exposição à radiação.O ferro-velho
acabou sendo demolido, muitas pessoas foram embora e tudo começou a fechar, em
Abadia de Goiânia, uma cidade próxima, foi construído um depósito para armazenar o
lixo atômico que foram mais de 13 mil toneladas.
CURIOSIDADES

O Projeto Manhattan foi o projeto desenvolvido pelos Estados Unidos da


América com a finalidade de construir as primeiras BOMBAS ATÔMICAS da história.

Teste em humanos também foram feitos para descobrirem o efeito da


radicação no corpo. A prática foi acobertada pelo governo até 1993, quando o
presidente Bill Clinton instituiu uma investigação que culminou com a aberturados
arquivos.

As cobaias preferidas eram prisioneiras, pobres, militares ou pessoas com mais


de 45 anos vítimas de alguma doença que deveria matá-las em menos de uma década.
Assim, os efeitos da radiação não apareceriam antes da morte deles. O primeiro
experimento americano aconteceu quase por acidente, em agosto de 1944, no
Laboratório Nacional de Los Alamos, principalinstalação do Projeto Manhattan. Um
químico de 23 anos chamado Don Mastick acabou sendo exposto a 10 miligramas de
plutônio.

Os cientistas documentaram cerca de 200 espécies de 98 géneros de fungos – alguns


mais resistentes do que outros – que vivem nas ruínas da antiga central nuclear de
Chernobyl.

Alguns fungos, não só conseguem suportar os altos níveis de radiação, como também se
alimentam dessa radiação. Conhecidas como “fungos negros” ou fungos radiográficos,
estas poucas espécies estão armadas com melanina – o mesmo pigmento existente na
pele humana que ajuda a proteger da radiação ultravioleta -, o que lhes permite
converter a radiação gama em energia química para o crescimento.

A perspectiva de fungos que prosperam na presença de radiação levanta a ideia de usá-


los como fonte de alimento para os astronautas durante longos voos espaciais ou
quando colonizarmos outros planetas.

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