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-VIA SACRA-

PAROQUIA SÃO JOSÉ


2019
PAIXÃO DE CRISTO

ORAÇÃO INICIAL
1ª Estação: Jesus é condenado à morte:

Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos


Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

TRAIÇÃO DE JUDAS E PRISÃO DE JESUS PELOS SUMOS SACERDOTES

NARRADOR: Logo após celebrar a ultima ceia com os seus discipulos, Jesus foi como de costume
para o Monte das Oliveiras. Lá Ele entrou em profunda oração, pois sabia que estava proxima a
hora em que Deus haveria de manifestar a sua glória por meio D’Ele.
Judas Iscariótes fez um trato com Anás e Caifás de entregar Jesus por uma quantia de trinta moedas.
Ele conhecia perfeitamente o lugar no qual Jeus se encontrava; pois também esteve lá por várias
vezes com seus discipulos. Enquanto Jesus rezava aproximou-se uma multidão de soldados e
sarcedotes trazendo na frente Judas, o que iria traí-lo.
JOÃO: Senhor para onde vamos?
JESUS: João, se Eu vos falasse, vós não compreenderiam.
PEDRO: Esta noite, enquanto ceiávamos, o Senhor nos falou muitas coisas, mais confesso que não
entendi.
JOÃO: Ele se mostra muito cansado.
JESUS: (Asentai-vos) Ficai aqui e orai para não cairdes em tentaçõa; esta é a hora das sombras, o
espírito está pronto, mas a carne é fraca. (Afastando-se um pouco) Pai é chegada a hora, glorifica o
teu Filho, para que o teu Filho te glorifique. Tu me destes poder sobre todas as coisas a fim de dá a
vida eterna a todoa que me destes. Rogo-te Pai por eles, eu já não estarei no mundo com eles, mas
eles estarão no mundo enquanto eu vou para junto de ti. Preserva-os na verdade, tua palavra é a
verdade. Meu Pai o mundo não os conheceu como eu os conheci e estes reconhecem que tu me
enviaste. Pai... se te é possivel passa por mim este cálice sem que eu beba, porém não faça-se a
minha vontade, mais a tua meu Pai, e nisto todos saberão que Tu me enviaste (Vai até os discípulos)
Então Pedro, nenhuma hora vós pudeste vigiar comigo? Levantai-vos, é chegada a hora.
SACERDOTE(1): Ele vai nos apresentar o mestre deles?
ANÁS: Claro! Não foi esse o trato?
SOLDADO(I): Qual é o seu mestre?
JUDAS: É aquele a quem eu beijar
JESUS: A quem procuram?
SOLDADO(I): Jesus de Nazaré!
JESUS: Sou eu a quem vós procurai?
SOLDADO(I): A Jesus o nazareno
JESUS: Já vos disse, mas não acreditais, sou eu eu a quem procurai
SOLDADO(I): É ele seu mestre?
(MOMENTO DO BEIJO DE JUDAS)
SOLDADO(I): Amrrem-nos! Prendam todos.
JESUS: Não! Se for a mim que buscai, deixem que estes se retirem! (Grande agitação por parte dos
discípulos)
SOLDADO(I): Não! Prendam todos!
PEDRO: Judas traidor! (Corta orelha do soldado) –Malditos romanos!
SOLDADO(IV): Ai! A minha orelha! (Com a mão na orelha)
JESUS: Deixe-me ver. (Colocando a mão na orelha do soldado)
TIAGO: Senhor, estás curando a orelha d’ele? Acalma-te Pedro!
JESUS: Não Pedro! Guarda essa espada, pois todo aquele que vive pela espada, pela espada
morrerá.
SOLDADO(II): Vamos, já prendemos o chefe deles. Vamos Malco!
JESUS: Vós saístes armados com espadas e paus mara me prender, como se eu fosse um bandido?
Todos os dias eu estav com vocês no templo e não me prendera. Mas, esta é a tua hora Judas, a hora
do poder das trevas. Eu vos digo, ai daquele que trai o Filho de Deus.
SOLDADO(III): Vamos embora. Deixe-os para lá!
NARRADOR: Soldados e a gurda que serviam Caifás, o sumo sarcedote naquele ano, prenderam
Jesus, amarram e o conduziram a Anás, que junto com os Escribas e Fariseus e os senhores da lei,
armavam planos para apanhar Jesus em contradição. Os sacerdotes se reuniram com Caifás e em
segredo começaram interrogar, e com acusações infundas queriam reforçar os argumentos para
condenar Jesus.
ANÁS: Devemos decidir o que faremos com esse tal Jesus. O profeta apontado pelo povo,
lembremos que Ele representa uma grande ameaça aos nossos negócios.
SACERDOTE(I): De fato, este homem vem realizando muitos sinais em meio ao povo; por isso
devemsop agir rápido e em segredo. Para que os rumores não atrapalhem a festa da passagem.
SACERDOTE(II): Isto mesmo! E se deixarmos livre, os romanos virão e destruirão a nós e a este
lugar santo.
CAIFÁS: E onde o puseram?
SOLDADO(II): Aqui! Vamos judeu!
SOLDADO(III): (Soldado dá-lhe um tapa por trás) Espere! Faz-nos uma profecia e adivinha quem
te bateu. (Rizadas)
SACERDOTE(III): Fala-nos, que ensinamentos são estes, que Tu e teus discípulos veem
espalhando na região?
JESUS: Eu falei abertamente todos os dias no templo, onde o povo se reúne, não falei nada as
escondidas. Por que me interrogam? Todos aqueles que me ouviram falar são as minhas
testemunhas.
SOLDADO(I): (Soldado dá uma bofetada) É assim que respondes aos sumos sacerdotes? Com essa
arrogância?
JESUS: Se falei mal, mostra-me em que. Mas se falei bem, porque me bates?
CAIFÁS: Escutemos aos que ouviram falar. Muito bem, muito bem, vamos falem...
SACERDOTE(I): Senhor Caifás, este homem vem se proclamando rei do povo judeu aqui na
Galileia!
SACERDOTE(II): Cala-te!
SACERDOTE(III): Ele se diz o Filho de Deus! E ainda: quarenta e três anos foram precisos para
que se construísse o templo de Israel e ele disse que destruiria o templo, e o reconstruíria em três
dias. O que é um absurdo! (Cospe no chão em sinal de repúdio)
CAIFÁS: Basta! Bem ouviste as acusações que lhes foram impostas. Não tens nada a dizer?
Nenhuma resposta as acusações? Pois bem, tu dizes ser rei, porém não vejo em ti aparência de rei.
O Messias e não vejo teus seguidores, ou te abandonaram todoas aqueles que te seguiam? Não falas
nada? Não te defendes das acusações? Agora eu te pergunto... Jesus de Nazaré. È o teu nome não é?
Diga-nos, tu és o Messias? O Filho do Deus esperado?
JESUS: Sim, sou eu, e vereis o Filho do homem sentado a direita do poder e vindo sobre as nuvens
do céu.
CAIFÁS- Blasfêmia! (Rasga a túnica e grita) Blasfêmia! Não precisamos de testemunhas, para tal
blasfêmia há uma sentença. Qual a sentença?
SACERDOTE (I)- A morte este homem tem que morrer!
ESCRIBAS- Esperem já o temos nas mãos, e se o condenarmos poremos fim a toda e qualquer
rebelião por parte do povo.
SACERDOTE (II)- Irmão não nos é permitido condenar ninguém a morte! Somente Roma tem
esse poder e aqui em Jerusalém está nas mãos de Pilatos. Depois não vos esqueçais de que estamos
sob domínio de Herodes.
CAIFÁS- Caros irmãos, membros deste conselho, vós todos não compreendemos a situação! Acaso
não vós não percebestes que é melhor que um só homem morra do que toda uma nação? Traga-o
aqui, devemos a Pilatos, ele decidirá o que deve ser feito. Levem, levem! É uma questão lógica, e
estaria tudo resolvido.

NEGAÇÃO DE PEDRO

NARRADOR- Após a prisão de Jesus, Pedro que havia prometido estar Ele até a morte,
acompanha a distância, por medo dos guardas que prendera seu Mestre. Em meio a multidão,
algumas pessoas o reconhecem como um dos seguidores de Jesus. Ele por três vezes o nega e
caindo em si, lembra-se do que Jesus falou: “Pedro, antes que cante o galo duas vezes, tu negará
três vezes que és meu amigo.”
MULHER 1- Eu te vi na companhia do Galilei? Sim! Tu és um dos discípulos dele, eu o
reconheço! (Segurando-o pela roupa)
PEDRO- Não o conheço
MULHER 2- Sim, tu és um dele. Por que está assustado? Acaso te escondes ou estás com medo de
algo? Diz-nos! (Segura pela roupa)
PEDRO- Está enganada mulher, eu não o conheço.
MULHER 3- É sim um deles, já te vi antes! Guardas, prendei-o! Esse homem é um deles, sim, tu
andavas com Jesus e seu grupo.
PEDRO- Estão enganados, eu juro que não conheço esse homem! Eu nunca o vi antes. (Corre e
encontra com Maria)
PEDRO- Eu o neguei mãe! Ele me falou e mesmo assim eu o neguei por três vezes!
MARIA- Acalma-te Pedro, Ele te conhece.
PEDRO- Não, eu não sou digno! Deixem- me! (Corre chorando)
NARRADOR- Durante toda a noite, Jesus aguentou insultos e mais tratos de todos os lados. Caifás,
os sumos sacerdotes, Escribas e Fariseus decidiram leva-lo ao governador Pôncio Pilatos, para que
o mesmo pronunciasse a sentença ao homem que eles tratavam como o pior dos maus feitores. Era
véspera de Páscoa, por isto eles não entraram no palácio, para não ficarem impuros e não poder
celebrar a Páscoa. Então, Pilatos foi avisado de sua presença é saiu ao seu encontro.
PILATOS- O que há? E por que trazem este homem até mim? Não deviam vocês mesmos resolver
suas questões religiosas? Que acusações vós apresentai contra este homem?
CAIFÁS- Se não fosse malfeitor, nós não o traríamos a você Pilatos. Ele afirma que é o messias, o
rei prometido aos judeus.
PILATOS- Este homem é Galileu? Tomai-o e julgaria-o segundo as vossas leis ou então levem a
Herodes. Que ele o Herodes o julgue, pois é sua responsabilidade.
SOLDADO (II)- Vamos, anda logo!
PILATOS- Vós me trouxestes esse homem como um agitador, eu o interroguei diante de vós e não
achei n' Ele nenhum dos crimes que os acusais. Herodes também não encontrou, por isso, devolveu
a mim, acaso desejam a morte deste infeliz? Como mesmos podem ver, ele nada fez para merecer a
morte. Portanto, mandarei castiga-lo e depois voltarei.
CAIFÁS- Como bem sabe Pilatos, não nos é permitido condenar ninguém a morte.
PILATOS- (Tragam-no aqui) Á morte? O que fez esse homem para que queiram a sua morte?
SACERDOTE (I)- Nós não Pilatos! Mas observamos o que nos manda a lei, Ele violou o nosso
sábado e vem ensinando ao povo doutrinas inaceitáveis.
PILATOS- Não é ele o profeta que há poucos dias o povo o acolheu com frutos e aclamações? E
agora querem a sua morte? Tudo isso me parece uma grande loucura!(o povo gritando)
POVO (I)- Ele não é profeta é um impostor!
POVO (II)- Tirai-o daí, fora com ele!
SOLDADO (I)- Silêncio! Silêncio!
PILATOS- O povo diz que tu és um rei. Tu és de fato o rei dos judeus?
JESUS- Tu o dizes, eu sou rei, para isto eu nasci: para dar testemunho da verdade. Todos aqueles
que ouvem a minha voz são as minhas testemunhas.
PILATOS- Verdade? Mas o que é a verdade? Vê tantos homens que juram pregar a verdade. Afinal
o que é a verdade?
CAIFÁS- Nós temos a lei de Moisés, e segundo essa lei, Ele deve morrer, porque a si mesmo se fez
rei.
PILATOS- Por acaso sou judeu, para me envolver com questões religiosas? Os sumos sacerdotes, o
povo que te seguia entrega-te a mim. O que fizestes de errado?
JESUS- Se o meu reino fosse deste mundo, os meus seguidores e guardas teriam lutado para que eu
não fosse entregue, mas o meu Reino não é deste mundo.
SACERDOTE (I)- Ele vem ensinando para o povo a revolta, proibindo-os de pagar tributos à
Roma…
SACERDOTE (III)- E ainda se diz ser Ele, o filho do Deus vivo o messias que os judeus
esperavam.
PILATOS- Já ouvi o bastante, mandarei castiga-lo e depois mandarei soltar!
CAIFÁS- Se você o soltar, verá se alastrar o problema criado, por esse agitador do povo!
PILATOS- Eu sou a lei que representa Roma. Levai- o e deem a Ele o castigo merecido. ( O povo
se agita)
MULTIDÃO: (Se agita) Deem a Ele o castigo merecido!
SOLDADO (I)- (Soldados o conduz para um lugar recuado e o açoita e zombam dele) Vamos,
Galileu anda!
SOLDADO (IV)- (Amarra e tira--lhe a roupa) toma! Ha ha ha!
SOLDADO (II)- Virai-o dar-lhe três chicotadas (Apanhando a coroa). Esperem, vamos pôr esta
coroa, digna de um rei. (Risadas)
SOLDADO (III)- Ponhamos um manto, agora sim, salve o Rei dos judeus! (Risos)
SOLDADO (I)- Coloquem a sua roupa e levem-no!
PILATOS- Eis o vosso homem! (Grande agitação). Fala comigo, de onde Tu és? Não vê que tenho
poder para te soltar e também para te condenar?
JESUS- Não teria poder algum sobre mim, se não fosse dado do alto, por isso Pilatos, quem me
entregou a ti, maior pecado tem.
MULHER- Então faça-nos um milagre nazareno!
CAIFÁS- Tu não és poderoso Jesus? Onde está agora o teu poder?
SOLDADO (II)- Calem-se todos!
PILATOS- (Chamando um dos guardas, pede que lhe trouxesse o edito de Roma) Como sabem
todos os anos eu solto um prisioneiro para vocês, pois bem, temos dois prisioneiros: (trazem
Barrabás) Barrabás, preso por assalto e assassinato e Jesus, a quem vocês chamam de messias. Eu
vos pergunto, qual dos dois vocês querem, que eu lhes solte? Barrabás, o assassino? Ou Jesus de
Nazaré, o Messias?
SACERDOTE (III)- Ele não é o Messias, é um impostor, um blasfemo! (Para instigar o povo)
Solte o Barrabás!
MADALENA- (Aos gritos) Jesus, Jesus, liberte-o Jesus (2x)
SACERDOTE (III)- (Dá-lhe um tapa) Cala-te!
MULTIDÃO- Sim Barrabás, queremos Barrabás!
PILATOS: Barrabás, o ladrão?
MULTIDÃO- Sim solte Barrabás! Queremos Barrabás! (Manda o liberta-lo)
PILATOS- Que farei com Jesus, a quem chamam de Cristo?
SACERDOTE (III)- (Grita) Crucifique-o, Crucifique-o!
MULTIDÃO- Seja crucificado!
PILATOS: Devo crucificar o rei de vocês?
CAIFÁS: Não temos outro rei senão Cézar, o imperador de Roma.
MULHER DE PILATOS (CLÁUDIA): Por que estão fazendo isto aí nazareno? Pilatos eu te
imploro, não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.
PILATOS: Não sou eu Cláudia! Veja como estão ansiosos por uma solução a respeito!
MULTIDÃO: Tirai-o daí!
PILATOS: (Pedindo água) Tragam- me água para lavar as minhas mãos. Trago- lhes este homem
era-te vós, para que saibais que não tenho culpa alguma da morte deste homem. Tomai-o e
crucificai-o vós mesmos!
SACERDOTE (I): Nós e nossos descendentes somos responsáveis pela sua morte e por suas
conscequências.
SACERDOTE (II): Que o seu sangue caia sobre nós e nossos filhos!

JESUS VAI CARREGANDO A CRUZ

NARRADOR: Pilatos, pressionado por Caifás o chefe dos sacerdotes e que representa alei dos
profetas, pronúncia sentença, na qual Jesus deveria ser condenado a morte. E morte de cruz, castigo
esse que era dado somente aos piores marginais.
HOMEM: Jesus, falso profeta!
SACERDOTE (I): Tu não és filho de Deus? Onde Ele está agora?
SOLDADO (I): Afastem-se

JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ

NARRADOR: No caminho do calvário, Jesus cansado e abatido pelo peso da cruz, ainda sofria
insultos e cusparadas de todos os que passavam por Ele. Tomado de dores, o filho de Deus sente
suas forças esmorecerem e cai por terra. Os soldados o forçam a se levantar e continuar o caminho
para o Calvário.
POVO: Jesus você nos enganou!
SACERDOTE (I): Clama o teu Pai agora se tu és o Messias?
SOLDADO (I): Afastem-se!
(JESUS SE LEVANTA E CARREGA A CRUZ) (PAUSA)
SOLDADO (III): Levanta e carrega a cruz nazareno! Toma!

JESUS SE ENCONTRA COM SUA MÃE

NARRADOR: Na caminhada para o Calvário, a Mãe dolorosa acompanhada de Madalena e João,


contempla o sofrimento do Filho, que ao longo do caminho éaçoitadi e maltratado. Ela comovida
pela dor do Filho amado vai ao seu encontro. Diante da dor e sofrimentom compartilhemos com
Maria este momento sofrido, expresso em seu rosto.
SOLDADO (IV): Olha lá! Quem é aquela?
SOLDADO (II): Não sei, deve ser a Mãe do Galileu.
SOLDADO (I): (O saoldado que está mais atrás) Guarda, afaste-as!
SOLDADO (IV): Não, deixe-a passar, é a Mãe dele, vê como sofre!
MADALENA- (Chorando) Senhora, é perigoso!
MARIA: Devo está junto do Meu Filho.
JESUS: Mãe, não chores! Tudo isso é para que se cumpra o que está escrito. (Pausa para o canto)
SOLDADO (III): Já chega! Afaste-se. Vamos, anda com essa cruz!
MARIA: Meu pobre Filho Jesus!
MULHER: Não o maltratem, não veem comop sofre?
SOLDADO (II): Saia da frente mulher maluca!
CIRENEU AJUDA A JESUS CARREGAR A CRUZ

NARRADOR: Enquanto levavam Jesus para ser crucificado. Os soldados perceberam que n’Ele
não tinha forças suficientes para carregar a cruz até o calvário. E o oficial romano obriga a Simão
de Cirene que carregue a cruz, para que Jesus não desfaleça pelo caminho até o Calvário.
JESUS: (CAI DE JOELHOS E O SOLDADO AÇOITA-O)
SOLDADO (II): Parem! Não veem que ele não pode continuar assim?
SOLDADO (I): Ei você, vai ajuda-lo a carregar a cruz!
CIRINEU: Por que eu? Não tenho nada com este homem! Eu não o conheço!
MULHER: Ajude-o, por favor, ajude-o! Não vê que Ele não vai aguentar? Homens malvados e
sanguinários.
SOLDADO (I): Vamos saia daqui mulher! Já chega de conversa! Ajude-o!
CIRINEU: Certo, vou ajuda-lo. Mas não o conheço! (olhando para Jesus é tocado pelo seu
sofrimento) Força, ande mais um pouco, já está próximo. (Pausa)
SOLDADO (II): Deixe de conversa e caminha! (Açoita-os)

VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS

NARRADOR: Do meio da multidão uma mulher chamada Verônica fica comovida ao ver os maus
tratos ao Filho de Deus. E rompendo a barreira da guarda, limpa a face de Jesus lavada de sangue
que fica estampado no pano.
(VERÔNICA CHORA AO VÊ-LO)
VERÔNICA: Ho! Quanta dor e quanto sofrimento sobre os seus ombros. Deixem-me passar,
deixem-me passar!
SOLDADO (II): O que queres aqui mulher? Afasta-te!
SOLDADO (III): Estamos cansados. Vê o povo como se agita? Deixa é apenas uma mulher e se a
proibirmos ela causará um grande tumulto aqui, e nós não terminaremos com isso hoje.
SOLDADO (I): É! Não nos preocupemos com essa mulher louca que saiu do meio do povo. E
aproveitamos pra descansar um pouco.
SACERDOTE (I): Soldado, não está vendo aquilo? Segurem-na.
SOLDADO (I): Calem-se e afaste.
VERÔNICA: Senhor deixe que enxugue o vosso rosto. (Verônica chorando)
SOLDADO (III): Já chega com isso tudo. Vamos em frente! Não temos o dia todo. Vamos!
(CANTO DE VERÔNICA)

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