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Aluno: Márcio Augusto S.

Lima e Milena Dias Souza


Professor: Fábio Botelho

A importância do ato de ler

Esse trabalho foi apresentado no congresso brasileiro de leitura, realizado em


Campinas, em novembro de 1981.
Um texto escrito que é lido, envolve um processo de decodificação pura da
palavra escrita ou da linguagem escrita, mas se antecipa e se alonga na inteligência do
mundo. Esse mundo é o que vivemos com a possibilidade de transmiti-lo através de
palavras em toda sua amplitude.
Nesse texto o autor através de suas palavras nos leva a uma ilusão sobre o
crescimento da importância do ato de ler durante o nosso desenvolvimento físico e
mental.
Quando começamos a caminhar, correr e falar. A escrita e leitura devem compor
esse momento espontâneo de experimentar novas situações que serão prazerosas e
utilizadas por toda a vida.
A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita na expressão
oral. Desta forma um sujeito qualquer é capaz de pegar um objeto e dizer o nome do
objeto, porém, um sujeito alfabetizado além de falar pode escrever e ler o objeto.
O processo de alfabetização tem no alfabetizando, o seu sujeito. Necessitando de
adequar programas de alfabetização, utilizando palavras do universo vocabular dos
grupos populares, expressando sua real linguagem, os seus anseios, as suas
inquietações, as suas reivindicações, os seus sonhos.
Aluno: Márcio Augusto S. Lima e Milena Dias Souza
Professor: Fábio Botelho

Alfabetização de adultos e bibliotecas populares – uma introdução

Essa palestra foi apresentada no XI Congresso Brasileiro de Bibliotecas e


Documentação, realizado em João Pessoa, em Janeiro de 1982.
A compreensão crítica da alfabetização, que envolve a compreensão igualmente
critica da leitura, demanda a compreensão critica da leitura.
O mito da neutralidade da educação, que leva à negação da natureza política do
processo educativo e a tomá-lo como quer fazer puro, em que nos engajamos a serviço
da humanidade entendida como uma abstração é o ponto de partida para
compreendermos as diferenças fundamentais entre uma pratica ingênua, uma pratica
astuta e outra crítica.
Do ponto de vista critico, é tão impossível negar a natureza política do processo
educativo quanto negar o caráter educativo do ato político.
É impossível uma educação neutra. Todo partido político é sempre educador e,
como tal sua proposta política vai ganhando carne ou não na relação entre os atos de
denunciar e de anunciar.
Segundo FREIRE (1982), a educação burguesa a que criou ou enformou a
burguesia que chegando ao poder, teve o poder de sistematizar a sua educação.
A educação reproduz a ideologia dominante, é certo afirma que mesmo em
sociedades mais modernas o educando é influenciado, necessitando coragem para seguir
determinada linha de raciocínio.
Cada um de nós é um ser no mundo, com o mundo e com os outros. (FREIRE,
1982).