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Como a pornografia pode ter

DEPRIMIDO você Módulo 3

Transcrição e Resumo miguel.soriani


CURSO
O RECOMEÇO
Índice

Baixa autoestima e pornografia ______________________ 35


Final ___________________________________ 37
Resumo ________________________________ 38
Baixa autoestima e relacionamento ______________________ 39
Final ___________________________________ 40
Resumo ________________________________ 41
Como a pornografia altera o funcionamento cerebral _________ 42
Final ___________________________________ 49
Resumo ________________________________ 50

O vício em pornografia é um problema afetivo ______________ 51


Final ___________________________________ 54
Resumo ________________________________ 55

CURSO
O RECOMEÇO
COMO A PORNOGRAFIA PODE TER DEPRIMIDO VOCÊ

Aula 1: BAIXA AUTOESTIMA E PORNOGRAFIA

Olá, meus caros! Sejam muito-bem vindos a nossa


nova aula.
Aqui, nós continuaremos o assunto do nosso curso
"Recomeço". O tema da nossa aula de hoje é: "Como
a pornografia pode ter deprimido você"; estamos
inaugurando o módulo três e na aula de hoje
falaremos sobre baixa autoestima e pornografia.
A gente sabe que o vício em pornografia tem algumas
comorbidades. O que é uma comorbidade? Acontece
quando duas coisas acontecem ao mesmo tempo,
por exemplo, transtorno de ansiedade e depressão,
essas coisas são comórbidas, são duas coisas que
acontecem ao mesmo tempo.
Existe uma correlação entre consumo de pornografia
e uma comorbidade com outras coisas, por exemplo,
o toque, um transtorno bipolar, Borderline, uma
depressão forte. O vício em pornografia está em
comorbidade com outras coisas.
O que eu quero falar com você hoje é que: o próprio
consumo em pornografia pode ter deprimido você.
Consumir pornografia em excesso pode ter te
deixado uma pessoa triste.
Talvez isso seja novidade para você, mas isso
realmente é físico; se você consumiu muita
pornografia e, consequentemente, acabou se
masturbando várias vezes, você acabou notando que
só isso te dava prazer e nada mais.
Nada mais te dava tanta graça. Você foi perdendo o
interesse em outras coisas, perdendo o interesse em
outras atividades, e a única coisa que te dava prazer
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e alegria era retornar lá constantemente, essa era a


única coisa que te dava alegria.
Hoje em dia, o sujeito pode ir no médico, pode ir em
um psiquiatra e este esquece de checar isto: o
quanto de pornografia que você consome?
Talvez a sua tristeza pode ser uma causa da
pornografia - como veremos no módulo quatro -, mas
eu quero te dizer que sim, o consumo de pornografia,
por sua vez, te deixa cada vez mais triste.
É igual comer mais, se você come demais, você fica
triste; tudo o que te deixa preso e apegado em
excesso ao prazer carnal, ou seja, ao prazer imediato,
em longo prazo isso vai te entristecer.
Existe uma forte relação entre a baixo autoestima e o
consumo de pornografia. O que eu quero dizer? O
que é autoestima? As pessoas chegam para mim e
falam: "Estou com uma baixa autoestima, com um
problema de auto estima".
É muito fácil da gente entender que só tem um jeito
de resolver o problema da autoestima: seja estimado!
Uma pessoa que é estimada não tem problema de
autoestima, ou seja, o problema da baixa autoestima
é um problema que ocorre com pessoas que não tem
nada para estimar dentro de si.
Realmente, quando você olha para dentro de você, o
que você vê? Você não consegue encontrar algo
para estimar, isto que acontece com a pessoa que
tem baixa autoestima.
A pessoa que tem algum respeito por ela mesma, ela
faz alguma coisa que é boa, olha para dentro dela
mesma e pergunta: "Caramba, será que aquilo que eu
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fiz foi bom?", e aí ela tem uma mudança na


autoestima.
Quando você consome muitas pornografias, é quase
impossível você ter uma boa autoestima, é muito
impossível você ter uma alegria ao olhar dentro de si,
de dizer que é uma pessoa feliz.
Se você consome muita pornografia, é óbvio que
quando você olha para dentro de si você pensa:
"Caramba, eu sou uma pessoa ruim".
Isso tem uma explicação física que a gente vai dar no
módulo quatro, quando a gente falar das
transformações cerebrais que a pornografia causa.
Essa é a correlação entre baixa autoestima e
consumo de pornografia.
Na aula seguinte nós falaremos sobre como isso
influencia no seu relacionamento amoroso.

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RESUMO DA AULA 1 - MÓDULO 3.

[1] O vício em pornografia tem algumas


comorbidades, ou seja, acontecem ao mesmo tempo
em que se desenvolvem outros transtornos.
[2] Comorbidades comuns do vício em pornografia: O
toque, um transtorno bipolar, Borderline, uma
depressão forte.
[3] Existe uma forte relação entre a tristeza, a baixo
autoestima e o consumo de pornografia.
[4] Só tem um jeito de resolver o problema da
autoestima: seja estimado!

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Aula 2: BAIXA AUTOESTIMA E RELACIONAMENTO

Muito bem meu amigo, minha amiga, sejam bem-


vindos!
O tema da nossa aula de agora é baixa autoestima,
vício em pornografia e como isso afeta o seu
relacionamento.
Isso afeta o seu relacionamento amoroso, se você
tem um namoro, se você tem um noivado ou se você
é casado ou casada, saiba que isso tem um efeito
direto no seu relacionamento, porque você vai ter
uma relação de fracasso com a parceira.
Se você é homem, se sentirá falido, sempre com mau
humor, irritado, violento e com baixa autoestima. Se
você é mulher, sentirá suja e não merecedora
daquele relacionamento.
Sendo assim, a pornografia não combina com um
relacionamento, você está vendo uma pessoa que
não era para você estar vendo, alguém que está nu e
não é seu, e se não é seu você não pode ver.
É óbvio que isso vai humilhando você por dentro, gera
uma crise de autoestima e pode acabar com um
casal. 90% dos relacionamentos hoje terminam por
conta da pornografia, algumas pessoas sabem e
outras pessoas não sabem.
Alguns apontarão outros motivos: "Ele era muito
violento, muito bravo, sempre irritado, sempre
estressado, triste, impotente diante da vida", ou seja,
esses sentimentos todos, essas relações todas,
podem destruir um relacionamento amoroso, um
amor.

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É muito destrutivo, porque você não está prestando


atenção na pessoa que está ao seu lado; para um
relacionamento funcionar, você tem que prestar
atenção na pessoa que está ao seu lado.
Para um amor funcionar você precisa se presença. O
que é presença? Prestar atenção na pessoa que está
ao seu lado, ver o que ela está precisando.
A pornografia fica na sua imaginação, na sua
memória, quando você fica vendo pornografia você
fica com milhares de imagens, e isso tira a sua
atenção da pessoa que está ao seu lado.
É por isso que isso vai matando o amor, até
acontecer um rompimento, um término, ou no mínimo
um distanciamento muito grande entre o casal. A
pornografia e a baixa autoestima pode acabar ou ir
minando o seu relacionamento aos poucos.

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RESUMO DA AULA 2 - MÓDULO 3.

[1] A pornografia tem um efeito direto sobre os


relacionamentos amorosos, trazendo intensificação
da sensação de fracasso e baixa autoestima.
[2] O homem tende a se sentir falido e a mulher
imerecedora do relacionamento.
[3] 90% dos relacionamentos hoje terminam por
conta da pornografia.
[4] Para amar é preciso estar presente e prestar
atenção no outro, e a pornografia impossibilita que
isso aconteça.

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Aula 3: COMO A PORNOGRAFIA ALTERA O


FUNCIONAMENTO CEREBRAL

Muito bem meu amigo, minha amiga, sejam bem-


vindos!
O tema dessa aula é muito importante, eu quero que
você preste muita atenção.
Na aula de hoje, começaremos a entrar na parte mais
terapêutica da coisa, onde nós fazemos um ponto de
inflexão, ou seja, uma conversão, uma mudança da
história.
Mas, antes disso, eu quero que você entenda uma
coisa comigo. O tema da aula de hoje é: como a
pornografia muda o cérebro, como a pornografia
altera o funcionamento cerebral, é muito importante
entender isso.
Eu preparei um texto que estará disponível para
vocês em PDF, vocês podem acompanhar a leitura,
eu vou lendo e comentando com vocês e depois eu
vou explicar algumas coisas. Fique atento:
O consumo repetido de pornografia faz com que o
cérebro literalmente se reconecte. Ele aciona o
cérebro para bombear substâncias químicas e
formar novos caminhos nervosos, levando a
mudanças profundas e duradouras no cérebro.
Acredite ou não, estudos mostram que aqueles que
consomem pornografia com mais frequência têm
cérebros menos conectados, menos ativos e até
menores em algumas áreas.

Para ser justo, os estudos mostram apenas que há


uma correlação entre o consumo de pornografia e
cérebros menores e menos ativos, mas eles levan-
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tam a questão: o pornô pode literalmente mudar seu


cérebro?

Os cientistas costumavam acreditar que, uma vez


que você terminou a infância, seu cérebro perdeu a
capacidade de crescer. Eles pensaram que nada,
exceto doença ou lesão, poderia alterar fisicamente
um cérebro adulto. Agora sabemos que o cérebro
continua mudando ao longo da vida,
constantemente se religando e estabelecendo
novas conexões nervosas, e isso é particularmente
verdadeiro em nossa juventude.

Veja, o cérebro é composto de cerca de 100 bilhões


de nervos especiais chamados neurônios, que
transportam sinais elétricos para frente e para trás
entre partes do cérebro e para o resto do corpo.
Imagine que você está aprendendo a tocar um
acorde E no violão: seu cérebro envia um sinal para
sua mão dizendo-lhe o que fazer. À medida que esse
sinal passa de neurônio para neurônio, as células
nervosas ativadas começam a formar conexões
porque “neurônios que disparam juntos, se
conectam”. Esses neurônios recém-conectados
formam o que é chamado de “caminho neuronal”.

Ou seja, quando você vai aprender a tocar uma nota E


(Mi) no violão, aprender a tocar um G Maior (Sol
Maior), o que acontece ali? Quando você começa a
tocar aquele acorde, você não tem muita noção do
que está fazendo.
No início você tem que pensar, o seu cérebro manda
o sinal e a sua mão executa. Depois que você pratica
muito aquilo, repete aquilo várias vezes, o que
acontece? Uma coisa evidente, que todo mundo
sabe, o seu cérebro não precisa mais mandar a
informação de maneira tão incisiva, pelo fato de você
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já ter criado um "caminho neuronal", ou seja, você já


sabe o que é o acorde E.
O que é um caminho neuronal? Imagine um trilho em
uma fazenda no meio do mato, onde as vacas e as
pessoas passaram andando constantemente, ali
formou-se um trilho, um caminho, um atalho, isso é o
que a gente chama de caminho neuronal.
Pense em um caminho neuronal como uma trilha na
floresta. Toda vez que alguém usa a trilha, fica um
pouco mais amplo e permanente. Da mesma forma,
toda vez que uma mensagem percorre um caminho
neuronal, o caminho fica mais forte. Com repetições
suficientes, seu caminho neuronal ficará tão forte
que você estará tocando o acorde E sem sequer
pensar nisso. Esse processo de construir caminhos
neuronais melhores e mais rápidos é como
aprendemos qualquer nova habilidade, seja
memorizando fórmulas matemáticas ou dirigindo um
carro. A prática leva à perfeição.

Mas há um problema. Seu cérebro é um órgão muito


faminto. Pode pesar apenas 2% do seu peso
corporal, mas consome 20% da sua energia e
oxigénio, pelo que os recursos são escassos na sua
cabeça. Há uma competição bastante acirrada entre
os caminhos do cérebro, e aqueles que não se
acostumarem o suficiente provavelmente serão
substituídos. Use ou perca, como eles dizem. Só os
fortes sobrevivem.

Isso quer dizer que somente os caminhos neuronais


mais fortes vão sobreviver; aqueles que você não
pratica mais, aqueles caminhos que o seu cérebro
não faz mais vão desaparecer. Então, se você ficar
vinte anos sem tocar violão, é óbvio que aquilo vai
ficar mais fraco em você, apesar de não desaprender.
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É aí que entra a pornografia.

A pornografia é fantástica em formar caminhos


novos e duradouros no cérebro. Na verdade, a
pornografia é um concorrente tão feroz que quase
nenhuma outra atividade pode competir com ela,
incluindo sexo real com um parceiro real. Isso
mesmo, a pornografia pode realmente dominar a
capacidade natural do cérebro de fazer sexo real!
Por quê? Como o Dr. Norman Doidge, um
pesquisador da Universidade de Columbia, explica,
o pornô cria as condições perfeitas e desencadeia a
liberação dos químicos certos para fazer mudanças
duradouras no cérebro.

Quais são essas condições?


As condições ideais para formar fortes caminhos
neuronais são quando você está no que os
cientistas chamam de “flow”. Flow é “um estado
profundamente satisfatório de atenção focada”.
Quando você está no flow, você fica tão fundo no
que você está fazendo isso, nada mais parece
importar. Você provavelmente já experimentou isso
antes, jogando um jogo ou conversando com amigos
ou lendo um ótimo livro. Você estava tão focado no
que estava fazendo que perdeu a noção do tempo e
tudo ao seu redor desapareceu. Você queria que
continuasse para sempre. Isso é flow.

O flow é um estado, por exemplo, em que você vê o


Roger Federer e o Rafael Nadal quando estão
jogando tênis, ou seja, um estado em que a coisa flui
ao natural, você não precisa pensar naquilo, porque a
coisa flui naturalmente.
Alguém que joga muito bem um determinado tipo de
jogo está em um estado de flow, a mente dele entra
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em um estado de flow. O estado de flow é perfeito


para o aprendizado; quando você aprende alguma
coisa, estuda e está em estado de flow, a sua
consciência está marcando muito bem o território e
você vai aprender mais facilmente.
Quando você está no flow, é como se você tivesse
habilidades sobre-humanas. Atletas chamam isso de
estar “na zona”, quando você parece fazer tudo
certo. Seu foco é intenso. Sua memória é
fenomenal. Anos mais tarde, você ainda se lembra
das palavras exatas da conversa ou dos detalhes do
que leu.

Agora imagine alguém sentado na frente do


computador às 3:00 da manhã, olhando pornografia.
Essa pessoa é tão absorvida em seu transe
pornográfico que nada mais pode competir pela
atenção do consumidor, nem mesmo dormir. Esta
pessoa está na condição ideal para formar
caminhos neuronais, e é isso que eles estão
fazendo. Clicando de página em página em busca da
imagem perfeita, sem perceber que toda imagem
vista está reforçando os caminhos que o
consumidor está forjando em seu cérebro. Agora,
essas imagens são gravadas tão profundamente em
sua mente que elas se lembrarão delas por muito
tempo, talvez a totalidade de suas vidas.

É isto que acontece quando o sujeito consome


pornografia, estas são as alterações cerebrais que
acontecem no cérebro do sujeito quando ele está
consumindo pornografia, e existe mais.
O primeiro grande problema do consumo de
pornografia na parte química, é que ele cria o que
chamamos de "caminho neuronal", esse mesmo
caminho que se repete.
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Quando você está consumindo pornografia e está em


um estado de "flow", o seu cérebro entende muito
bem, ele marca e demarca muito perfeitamente.
Quando isso acontece, tudo fica mais fácil e simples,
ele repete e guarda aquele caminho.
Como outras substâncias e comportamentos
viciantes, a pornografia ativa a parte do cérebro
chamada centro de recompensa.

Como nós falamos nas aulas anteriores, o vício em


pornografia atinge a parte das recompensas
cerebrais.
[...] desencadeando a liberação de um coquetel de
produtos químicos, que lhe dão um zumbido
temporário.

Um dos produtos químicos desse coquetel é uma


proteína chamada Delta FosB. Você se lembra de
quando a gente te disse que construir caminhos
neuronais é como fazer uma trilha na floresta? Delta
FosB é como uma tropa de montanhistas lá fora,
com picaretas e pás trabalhando como castores
para preparar a trilha. Com Delta FosB circulando
por aí, o cérebro está preparado para fazer fortes
conexões mentais entre a pornografia sendo
consumidas por indivíduos, e o prazer que este
sentem ao consumir. Basicamente, o Delta FosB
está dizendo: "Isso é bom, vamos ter certeza de
fazer isso para lembrá-los novamente".

A Delta FosB é responsável por memorizar isto; o seu


cérebro não é trouxa, aquilo que dá prazer para ele,
memoriza para fazer novamente.
O Delta FosB é importante para aprender qualquer
tipo de nova habilidade, mas também pode levar a
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comportamentos viciantes ou compulsivos,


especialmente na adolescência. O Delta FosB é
referido como o interruptor intermolecular para o
vício, porque ele se acumula o suficiente no
cérebro, e liga genes que criam desejos de longo
prazo, levando levando o usuário de volta a novas
buscas.

Uma vez que foi lançado, o Delta FosB fica no


cérebro por semanas ou por meses, e é por isso que
os consumidores de pornografia podem sentir
fortes desejos por pornografia, mesmo após terem
parado de consumir.

Ou seja, você parou de consumir, mas o Delta FosB já


memorizou aquele caminho, o seu cérebro ainda vai
lembrar daquilo, e é por isso que essas imagens
podem voltar ainda por um bom tempo.
A boa notícia é que tudo que a gente falou aqui é
absolutamente reversível, graças a neuroplasticidade
cerebral; o cérebro possui uma capacidade chamada
plasticidade neuronal, ou seja, é igual um plástico
quando é vestido em um outro objeto, ele vai se
modelando.
Graças a neuroplasticidade ou a plasticidade
neuronal, o cérebro pode voltar a funcionar
perfeitamente; tudo isso de que falamos aqui agora
pode acabar, graças a neuroplasticidade.
O que é a neuroplasticidade? A capacidade do
cérebro de se adaptar aos estímulos. Uma vez que
você cessa o consumo de pornografia, depois de um
determinado tempo isso tende a parar, tende a
diminuir.
Essa é a primeira parte, essa aula tem uma segunda
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parte em que nós falaremos da questão da dopamina,


ou seja, quando você consome pornografia existe
uma alteração no seu sistema de recompensa.
Há uma descarga de dopamina, você vai buscar
sempre mais. Existe todo um trâmite que instala um
mecanismo de tolerância, da mesma forma que um
viciado em cocaína se vicia, é exatamente como uma
droga.
Nós vamos explicar como funciona uma droga, uma
adição do cérebro.

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RESUMO DA AULA 3 - MÓDULO 3.

[1] É muito importante entender que a pornografia é


responsável por uma alteração cerebral grave.
[2] Leitura do estudo de 2012 que prova que a
pornografia produz algumas modificações cerebrais,
como cérebros menos ativos e até menores. [Confira
na página 41].
[3] O estudo mostra que a repetição e a constância
das ações realizadas pelo cérebro tende a criar uma
normalização da sensação.
[4] A pornografia é um componente tão poderoso na
criação e manutenção de caminhos neuronais, que
pode substituir o sexo real com uma pessoa real.
[5] Recomendo a leitura do "The Brain that changes
itself", do Dr. Norman Doidge.

[6] O estado de "flow" é um estado de profunda


atenção do cérebro, ideal para a criação de caminhos
neuronais, e ocorre no momento da pornografia.
[7] Os grandes problemas químicos da pornografia:
1 - A criação de um caminho neuronal.
2 - Atinge o nosso "centro de recompensa".

[8] A proteína DeltaFosB vai memorizar o caminho


neuronal, lembrando daquele prazer por semanas ou
meses.
[9] A boa notícia é que tudo que a gente falou é
reversível.

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Aula 4: O VÍCIO EM PORNOGRAFIA É UM PROBLEMA


AFETIVO

Sejam bem-vindos a nossa aula!


Hoje nós falaremos sobre o vício em pornografia ser
um problema afetivo.
Eu quero que você preste muita atenção, pois essa
aula vai mudar muita coisa na sua compreensão
sobre o que é o vício em pornografia.
A gente falou nas aulas passadas sobre como o vício
em pornografia tem um elemento físico; vamos
imaginar como se a gente tivesse uma cruz, nós
temos uma parte vertical e uma parte horizontal.
De um lado, no eixo horizontal, a gente tem corpo,
tudo aquilo que é corporal em você, a gente tratou
desse eixo aqui. Do outro lado a gente tem psique, ou
mente ou alma, as faculdades da alma, emoções,
sentimentos, aspectos da psique que nós vamos falar
hoje.
Falaremos sobre o outro lado desse eixo horizontal
aqui. O vício em pornografia é um problema afetivo,
vamos entrar mais a fundo nessa história.
Vamos pegar um exemplo. O exemplo que eu sempre
dou é o seguinte: vamos imaginar que eu vou tomar
café, que eu tome muito, às sete da manhã, às nove,
às dez, todo o dia no mesmo horário, há muitos anos.
O que acontece se eu parar de tomar café em um
determinado momento da minha vida? A partir de hoje
o que vai acontecer? O meu corpo vai começar a
pedir aquilo ali, vai solicitar o café, eu posso ter até
alguns sinais de abstinência, até tremores, insônia ou
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muito sono, uma série de problemas físicos porque


eu parei de tomar café.
Mas, vamos lá. Por que isso acontece? Porque eu
criei um hábito de tomar café, eu me habituei a tomar
café em determinados momentos da minha vida, mas
eu não tomo café, eu não recorro ao café quando eu
estou triste, ansioso, desesperado, frustrado,
rejeitado?
Quando eu estou eufórico, quando me sinto incapaz
ou impotente diante de uma coisa, então eu busco o
café, ou seja, tem um elemento afetivo que sustenta
o meu consumo de café.
No vício em pornografia, existem uma série de
elementos afetivos que estão sustentando esse
consumo. Na aula passada nós falamos da "clinical
adiction", ou seja, do vício da adição física, do
problema físico que a gente tem.
Hoje nós vamos falar da "adiction real", ou adição
verdadeira, que é a adição que se dá no nível
emocional, e nós falaremos disso a partir de agora
aqui no recomeço.
Com sinceridade, perceba: quando você desce um
pouquinho e olha para dentro de você, o que você
vê? Na maior parte, 90% das vezes em que você
recorre ao consumo de pornografia você não estava
muito bem, muito tranquilo, em paz.
Você estava de algum modo se sentindo mal. O vício
em pornografia tem uma função muito específica na
sua vida, ele é um sintoma de alguma outra coisa.
Aqui nós vamos entrar em uma Psicologia verdadeira.
O que é um sintoma? Uma forma que o sujeito encon-
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trou para lidar com aquilo que ele não está


conseguindo dizer ou lidar de outra forma. Um
sintoma é uma obra de arte que o sujeito cria para
conseguir dizer aquilo que ele não está conseguindo.
Como assim, Miguel? O sintoma, vamos pensar em
uma dor de cabeça, um resfriado, isso pode ter uma
origem física? Pode, mas muitas vezes uma dor de
cabeça pode ser uma forma com que o sujeito
conseguiu dizer daquilo que ele não estava querendo
ou conseguindo dizer.
Ele não estava conseguindo olhar para aquilo e dizer,
expressar em outras palavras, elucidar, elaborar. O
que acontece? O corpo dele diz, isto é o que se
chama em Psicologia de somatização.
O que acontece na somatização? É quando a energia
psiquíca de um determinado complexo - e isso é
explicado pelo Jung, apesar de suas maluquices -, é
diminuída, porque o corpo diz algo que a pessoa
estava querendo dizer.
Uma situação que estava te incomodando, que você
não estava conseguindo ou não queria ver, porque
olhar para aquilo seria demais para você, olhar para
aquilo iria doer demais, você ainda não tinha
maturidade suficiente, força de personalidade.
O que acontece? Ela se apresenta por meio de um
sintoma. O sintoma, como dizia Freud, é o retorno do
recalcado, você vai aprisionar e reprimir aquilo, fingir
que aquilo não existe, mas aquilo vai voltar para você.
Isso volta para você sob a forma de um sintoma; esse
sintoma pode ser uma dor de cabeça, coceira, pés
machucados, pode ser um monte de coisa. É uma
obra de arte que o sujeito criou para lidar com aquilo
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que ele não estava conseguindo lidar. Deu para


entender agora?
Quando eu digo que é o problema da pornografia é
um problema afetivo, essa é uma frase que condensa
anos de Psicologia, Psicanálise e de descobertas
científicas. Quando você vai consumir pornografia,
está fazendo isso, de algum modo, para poder lidar
com algumas situações que você não está
conseguindo dizer ou lidar.
É evidente que o processo passa por descobrir quais
são essas situações que estão escondidas, que
estão nas sombras, debaixo do tapete. É óbvio que o
processo é justamente jogar luz naquilo que está
escondido, para você não enlouquecer.
A loucura é justamente esse acúmulo de poeira
embaixo do tapete, que vai crescendo
constantemente, até o momento em que você não se
reconhece mais, não sabe o que é verdade e o que é
mentira.
O vício em pornografia, portanto, é um problema
afetivo; existem situações na sua vida que mexem
contigo e você usa a pornografia como solução para
essas coisas, como uma forma de solucionar essas
coisas, de resolver.
É óbvio que o processo todo vai ser conduzir você
até você conseguir lidar e ter de reaver com essas
coisas no olho a olho, e a gente vai fazer isso nas
próximas aulas.
O que eu quero dizer é que o problema da
pornografia não é meramente desse nicho
meramente físico, mas traz dentro dele componentes
afetivos que precisam ser olhados e amadurecidos.
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RESUMO DA AULA 4 - MÓDULO 3.

[1] Existe um eixo horizontal e um vertical, um do


corpo e um da mente, hoje nós trataremos da mente. .
[2] A pornografia é amplamente sustentada por um
arcabouço mental, amparado em decepções,
fraquezas e um conjunto de sentimentos que são
"gatilhos emocionais" para o ato pornográfico.
[3] 90% das vezes em que você recorre a pornografia
você estava se sentindo mal.
[4] O sintoma pode acontecer por meio de um
processo que nós conhecemos como somatização,
quando você ignora uma realidade e ela pode ser
exposta fisicamente.
[5] O vício em pornografia é um sintoma de algo que
você não resolveu.

CURSO 55
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