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Regras de Kirchhoff

Turma PR4 | Professor Pedro Tavares | 02/07/2021


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Caio Henrique Moraes de Souza , Gabriel Alves Coelho , Gabriel Green
1
Departamento de Materiais e Construção Civil, Universidade Federal de Minas Gerais, MG, Brasil
2
Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade Federal de Minas Gerais, MG, Brasil

I. DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO

Este experimento consiste na análise de circuitos elétricos mediante o uso das regras
de Kirchhof. Entretanto, para compreender estas regras, é necessário antes entender o que é
um nó e o que é uma malha. Os nós nada mais são que pontos em um circuito elétrico nos
quais as correntes se dividem ou se juntam. Já uma malha é um percurso fechado qualquer
em um circuito.
De acordo com a primeira regra de Kirchhoff (Regra dos Nós), em um nó, a soma das
correntes que chegam é igual à soma das correntes que saem. E, de acordo com a segunda
regra de Kirchhoff (Regra das Malhas), fazendo-se um percurso fechado qualquer em um
circuito, a soma algébrica das variações de potencial deve ser nula.
Em resumo, neste experimento são medidas as resistências de todos os resistores e a
tensão das fontes, utilizando um multímetro, e, em seguida, são utilizadas as regras citadas
acima para calcular as correntes e a d.d.p em cada resistor.

Circuito elétrico contendo três malhas — ABEFA, BCDEB e ABCDEFA — e dois


nós — B e E
II. RESULTADOS

Cálculo dos valores teóricos, pela lei de Kirchhoff :


i 1−i 2−i 3=0
ε 1−R2 i 2−R 1 i 1=0
ε 2+ R 2 i 2−R3 i3 =0
Como R1=R 2=680+¿−34 Ω ,
R3=1000+ ¿−100 Ω e
ε 1=6.04 V e ε 2=3.01V
Temos:
i 1−i 2−i 3=0
680 i 1+680 i 2❑+ 0 i3 =6.04
0 i 1−680 i 2❑+1000 i 3=3.01
podemos escrever como uma matriz:

A qual tem sua forma reduzida:

logo:
i 1=6,69∗10−3A
i 2=2,19∗10−3A
i 3=4,49∗1 0−3 A
por fim:
U i=R i i i
U 1=R 1 i 1 U 2=R 2 i 2 U 3=R 3 i 3
U 1=4,55 V U 2=1,48 V U 3=4,49 V
RESISTÊNCI
R1 R2 R3
A

1. NÚMERO AZUL 6 AZUL 6 MARROM 1

2. NÚMERO CINZA 8 CINZA 8 PRETO 0

3.
MARRO VERMELH
MULTIPLIC 10^1 MARROM 10^1 10^2
M O
ATIVO 10^n

4. Incerteza OURO ±5% OURO ±5% PRATA ±10%

Valor em Ω 68*10 ± 5% 68*10 ± 5% 10*10^2 ± 10%

Dados das resistências obtidos experimentalmente

III. ANÁLISE CRÍTICA


Utilizando o valor das medições:
Malha ABEFA: ε 1−U 1−U 2 deverá ser 0
Malha BCDEB:ε 2+U 2−U 3 deverá ser 0
Desse modo:
6,04 V −(4,50± 0,02)V −(1,58 ± 0,02)V =¿ -0,04 ± 0,04
3,01V + (1,58 ± 0,02)V -(4,35 ± 0,02)V = 0,33 ± 0,04
A regra das Malhas de Kirchhoff é válida para as Malhas ABEFA e BCDEB pela
observação experimental de que a soma das diferenças de potenciais verificam um valor
próximo a 0, o qual era esperado previamente.
Nó B e Nó E
i 1 deverá serigual ai 2 +i 3
(6,69 ± 0,03)mA = (2,10 ± 0,02)mA +(4,53 ± 0,03)mA
(6,69 ± 0,03)mA = (6,63 ± 0,03)mA
Observa-se que a igualdade encontra-se dentro da incerteza:
(6,69-0,03)mA = (6,63+0,03)mA

Conclui-se, então, que regra dos Nós de Kirchhoff é válida para os Nós B e E,
dado que foi observado experimentalmente que a(s) intensidade(s) da(s) corrente(s) que
entra(m) apresenta(m) mesmo valor que o somatório da(s) corrente(s) que parte(m).

Levando em consideração os valores medidos e as suas respectivas faixas de


incerteza, vê-se que eles são condizentes com os resultados obtidos teoricamente, com as
Regras de Kirchhoff.

IV. CONCLUSÕES

Em vista do que foi apresentado, fica nítida a validade das Regras de Kirchhoff, que
são capazes de fornecer valores muito próximos àqueles calculados por instrumentos digitais,
como o multímetro. Desse modo, estas regras se mostram como ferramentas incrivelmente
poderosas.

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