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UNIDADE CURRICULAR: Desenvolvimento Comunitário

CÓDIGO: 41019_21_02

DOCENTE: Lúcio Sousa

A preencher pelo estudante

NOME: Raquel Patrícia da Silva Tavares

N.º DE ESTUDANTE: 2000527

CURSO: Licenciatura Estudos Europeus

DATA DE ENTREGA: 15.11.2021

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TRABALHO / RESOLUÇÃO:

- Análise á reportagem “Eu é que sou o Presidente da Junta”

Após análise, identifico os Presidentes das Juntas de Freguesia e os respetivos membros


das comunidades retratadas como elementos presentes no processo de intervenção
social, tais como comércio local, bombeiros, paróquia e voluntários da comunidade. A
Junta de Freguesia é nestes casos o sistema interventor, aquele que assume o papel de
coordenar as associações, entidades ou particulares com vista a suprir e colmatar dentro
das possibilidades as necessidades de um ou mais cidadãos (sistema-cliente), deste caso
da comunidade. Conhece as características e cultura dos habitantes, e como é o
coordenador da intervenção, está na posição mais propicia para conhecer todos os
elementos políticos, económicos e socioculturais, requisito fundamental. Têm de saber
comunicar, haver pessoas com a inteligência emocional desenvolvida para ter a
capacidade e a empatia necessária para interagir com os outros, saber falar para que
possa ser entendido e saber escutar, muito importante, para entender de forma correta a
pessoa e as suas necessidades. É dado então início e continuação a um processo social,
ou neste caso vários como retrata a reportagem. Estas Juntas de Freguesia, como mostra,
fazem todos os esforços e gestão dos recursos que estão á sua disposição, verbas
destinadas a esses fins ou muitas vezes redirecionadas, para unir a comunidade e
combater a pobreza, a falta de educação, o desemprego, a degradação habitacional e em
simultâneo potenciar o produto local e tentar acelerar de forma inovadora a
comunicação entre os habitantes e os órgãos do poder promovendo a interação digital, a
proximidade a um clique, como o exemplo da freguesia da Estrela, tornando-se assim
uma freguesia na vanguarda. Nas restantes freguesias a interação é mais presencial, que
é efetivamente o mais necessário e prioritário. Há todo um apoio humano e verbal,
periodicamente de forma a ser prestado auxílio á população mais idosa e isolada
socialmente. Os presidentes aliaram o seu poder político e económico de forma
cautelosa e segura a protocolos com entidades, tendo em conta a repercussão positiva
que estas medidas viriam a ter na vida das pessoas, independentemente dos obstáculos
que tiveram de ser contornados. O Desenvolvimento Comunitário nestas e outras
situações é fulcral, há que ter em conta a atuação sobre as dinâmicas que estavam em
causa, principalmente no que respeita ao balanço geral de políticas sociais e
administrativas. A sociedade vem sofrendo transformações rápidas que tendem a excluir
cada vez mais grande parte da população idosa e iletrada, dando origem ao aumento do
número de desempregados e ao aumento da exclusão social. A reportagem mostra como
através do Desenvolvimento Comunitário é possível implementar políticas de
intervenção e como as mesmas são cada vez mais relevantes e necessárias na sociedade
em que vivemos, de modo a trabalhar cada vez mais com o objetivo de que ninguém se
sinta abandonado ou discriminado na sociedade em que se insere, independentemente
do contexto social ou das limitações que possam advir do mesmo. São então de
valorizar a importância as Organizações Comunitárias, como por exemplo referida na
reportagem a ANAFS, que trabalha com e para a população articulando os meios e os
recursos de forma a ajudar e unir a comunidade. Muitas vezes os membros dessas
organizações inserem-se ou habitam na mesma localidade ou comunidade que apoiam, o
que pode facilitar o processo de identificar as necessidades e os recursos que devem ser
articulados, saber ao que dar prioridade essencialmente, quais os casos mais críticos ou
que somente precisam da presença, como a ANAFS faz, neste caso essencialmente junto
da população mais idosa através de médicos, enfermeiros, voluntários, que muitas vezes
proporcionam apenas a palavra ou a companhia que as pessoas necessitam visto que
2
muitas delas estão praticamente abandonadas. Estas pessoas para prestarem o apoio
correto precisam acima de tudo de ter:

•  Boa vontade;
•  Interesse pelos outros;
•  Motivação pelo seu próprio trabalho;
• Formação e Conhecimentos (áreas de Antropologia Cultural, Comunicação,
Gestão, Ciência Política , Sociologia e em alguns casos Medicina e/ou
Enfermagem e Primeiros Socorros).

Está imbuído em toda a reportagem o Serviço Social de Comunidades, em todos os


exemplos (Freguesias) há consciência das necessidades e recursos das mesmas. Elas
ajudam a responder a situações de pobreza, carências, a dinamizar marcas, criar
objetivos e projetos, aproximar e incentivar a comunidade a ter uma voz ativa no
ambiente em que vivem, que as rodeia, e a colmatar a fome, o desemprego e a
inatividade olhando ás dificuldades motoras e de saúde dos habitantes. Há todo um
processo conjunto em que são unidos os esforços do próprio povo como já referido aos
das autoridades governamentais, estando as mesmas dispostas e tendo abertura para isso
e condições, afim de melhorar as condições sociais, culturais e económicas da
comunidade, fazer com essa comunidade seja capacitada para contribuir para o
progresso do seu país. Estas Freguesias são esse exemplo, têm objetivos coletivos e são
uma inspiração para outras seguirem os seus passos e replicarem os seus projetos, as
suas ideias, os passos do Desenvolvimento Comunitário e Humano, embora tenham
ambientes de intervenção social distintos. Como têm necessidades e níveis de
complexidade diferentes, a natureza da intervenção também o tem de ser, seguindo os
três princípios do Desenvolvimento Comunitário:

• Princípio das necessidades sentidas

(As necessidades que a população realmente tem)

• Princípio da participação

(Envolvimento da Comunidade no processo de Desenvolvimento Comunitário)

• Princípio da cooperação

(Entreajuda entre os setores Privado e Público na concretização dos projetos)

•Princípio da autossustentação

(Deve ser algo bem planeado e que não corra o risco de ocorrer efeitos adversos)

• Princípio da universalidade

(Que toda a população seja alvo do plano de Desenvolvimento e não grupos restritos,
que seja benéfico para a comunidade no geral)
1
“Desenvolvimento comunitário significa o desenvolvimento de todos os seus membros
conjuntamente, unidos pela ajuda mútua e pela posse coletiva de certos meios essenciais
de produção ou distribuição.” Paul Singe

3
Webgrafia
https://www.pensador.com/frase/MjcwMTA5Mg/

Referências Bibliográficas

Carmo, Hermano (coord.); Esgaio, Ana; Pinto, Carla; Pinto, Paula Campos.
2014. Desenvolvimento Comunitário. Lisboa: Universidade Aberta.  [ebook]

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https://www.pensador.com/frase/MjcwMTA5Mg/

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