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TL 009

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Comunicações Ópticas

Prof. André Abbade


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Introdução

Introdução
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Introdução

Introdução
Introdução

Desempenho de Sistemas de Telecomunicações

C=BxL
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B: Largura de banda, que determina a taxa máxima de


transmissão.

L: Fator de atenuação, que determina a distância máxima do


enlace.
Vantagens

Vantagens das Comunicações Ópticas

- Pequena atenuação;
- Maior capacidade de transmissão;
- Grande redução nas dimensões e no peso dos cabos;
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- Condutividade elétrica nula;


- Imunidade às interferências eletromagnéticas;
- Elevada qualidade de transmissão;
- Sigilo na transmissão;
- Imunidade a pulsos eletromagnéticos;
- Facilidade de obtenção da matéria prima;
- Grande produto “largura de faixa x extensão do enlace”.
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Desvantagens

Desvantagens das Comunicações Ópticas

- Custo elevado para sistemas de pequenas larguras de faixa;

- Dificuldades nas emendas e conectores;


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- Absorção de hidrogênio;

- Sensibilidade à irradiação;

- Impossibilidade de conduzir corrente elétrica;

- A escolha da freqüência de transmissão;

- Não permitir mobilidade.


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Fibras ópticas

Fabricação de Fibras
Ópticas
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Vídeo
• Estrutura básica da fibra óptica
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Casca

Núcleo

(a) (b)

(a)Vista longitudinal e (b) em corte transversal de uma fibra óptica,


apresentando o núcleo e a casca, sem as suas camadas de proteção.
Fibras ópticas

Estrutura Básica da Fibra Óptica


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Fibras ópticas

Unidade Óptica Básica - UB


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Cabos ópticos

Cabos Ópticos

V- UB verde
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A- UB amarela
B- UB branca

Corte transversal de um cabo com capacidade para 36 fibras


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Cabos ópticos

Cabos Ópticos
1- Revestimento externo
2- Elemento de tração
3- Enfaixamento
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4- Unidade básica (loose)


5- Elemento central
6- Fibra óptica
7- Composto de
enchimento
8- Cordão de rasgamento
Formação de cabos ópticos - CFOA-SM-DD-G
Cabos Ópticos

Em Redes de Transmissão Elétrica

OPGW- Optical Fiber Ground Wire:


cabo para-raio que abriga em seu interior fibras Ópticas;
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OPPW- Optical Phase Wire:


cabo de fase que abriga em seu interior fibras
Ópticas;
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Emendas Ópticas
Emendas ópticas

Emenda de Fibra Óptica

Técnicas:
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• Emendas por fusão


• Emendas mecânicas
• Emenda por conectorização
Emendas ópticas

Atenuações em Emendas Ópticas


- Fatores intrínsecos
-Variação do diâmetro do núcleo;
-Diferença de perfil do índice de refração;
-Elipticidade ou excentricidade do núcleo ou casca.
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- Fatores extrínsecos
-Precisão no alinhamento da fibra;
- Qualidade das terminações da fibra;
- Espaçamento entre as extremidades;
- Contaminação ambiental.

- Fatores reflexivos
Emendas Ópticas

Clivagem da Fibra Óptica


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Clivagem da fibra óptica


Emendas ópticas

Emendas por Fusão


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Esquemático do dispositivo de fusão de fibras


Emendas ópticas

Emendas por Fusão


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Vídeo
Emendas ópticas

Emendas Mecânicas
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Conector Fibrlock II (Aberto)


Emendas ópticas

Emendas por Conectorização


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Emenda Óptica através de adaptador


Conectores Ópticos

• SMA • DIN • ST
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• E 2000 • SC • LC • FC/PC
Atenuação

Atenuação nas Fibras


100

Espalhamento
10 Rayleigh
Absorção
5
infravermelho
Perda (db/Km)

Experimental
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1
0.5
Absorção
ultravioleta

Imperfeições do
0.1 guia de onda

0.05

0.4 0.5 1.0 1.2 1.4 1.6

λ(µm)

• A Luz Interage com o dielétrico da fibra e é atenuada


1- Absorção
2- Espalhamento Rayleigh
3- Radiação
4- Espalhamentos Raman e Brillouin (não linear)
Atenuação

Índice de Refração - considerações


•A velocidade da luz(c) no vácuo é constante e igual a
300.000 km/s.

•Em outros meios, sólidos ou líquidos, a luz se propaga com


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velocidade inferior.

•A variação da velocidade da luz e de sua direção de


propagação, ao passar de um meio para outro, é chamada de
refração.

•O parâmetro óptico que caracteriza qualquer meio


transparente é o índice de refração
Atenuação

Índice de Refração

c
n=
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v
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C: Velocidade da luz no vácuo

v: Velocidade da luz no meio


Atenuação

Confinamento da Luz na Fibra

Raio Raio refletido


incidente α α
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Fronteira n1 (núcleo)
P n2 (casca)<1
α = ângulo de incidência e reflexão
β = ângulo de refração β Raio refratado
P = Ponto de incidência

Ângulos de incidência, reflexão e refração da luz na interface núcleo/casca


Atenuação

Ângulo crítico (αc)

É o ângulo a partir do qual a luz será totalmente refletida para o


núcleo.
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n2
sen α c =
n1
Atenuação

Abertura Numérica (NA)


n2 Casca

αc
Núcleo
n1
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θi n1
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n2
Abertura Numérica, correlação entre o ângulo de aceitação (θi) e o
ângulo crítico (αc)

NA = (n 1 ) 2
− (n 2 )2
= sen θ i
Atenuação

Macro Curvaturas

• Podem ocorrer durante a instalação.


• Podem provocar interação entre os Modos
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confinados no núcleo e os Modos evanescentes


da capa, ocorrendo perda de parte da energia
antes
confinada .
Atenuação

Micro Curvaturas
• Durante o processo de fabricação da fibra podem ocorrer
micro curvaturas na interface núcleo/capa, e isso pode
causar a perda do raio supostamente já confinado.
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casca
núcleo
ϕ1 ϕ1 micro
curvatura
ϕ < ϕ1
Atenuação

Reflexão Interna

•Reflexão de Fresnell
•Retroespalhamento
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Reflexão de Fresnel
• Reflexão de Fresnel em conectores clivados a 90º

Luz incidente 100%

Luz transmitida 96%


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Luz refletida 4%

• Reflexão de Fresnel em conectores APC

Luz refletida 4%

Luz incidente 100% Luz transmitida 96%


OTDR

Reflectômetros Ópticos no Domínio do


Tempo (OTDR)

Um OTDR pode testar diversos aspectos de uma fibra óptica,


como serão descritos neste trabalho. Inicialmente
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descreveremos o principio de funcionamento destes


instrumentos.
OTDR

Princípio de Funcionamento do OTDR


Fibra óptica em teste
Gerador de Diodo Acoplador
pulsos laser direcional
óptico
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Sinal transmitido
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Gerador de
códigos de pulsos
APD Sinal refletido
(retroespalhamentos e
Decodificador reflexões de Fresnel)
de pulsos Amplificador

Tela do OTDR

Diagrama em blocos de um OTDR


OTDR

Cálculo da Distância

vg ⋅t c ⋅t
d = =
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2 ⋅ng
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c = velocidade da luz no vácuo,


vg = velocidade de grupo do sinal óptico na fibra,
ng = índice de refração de grupo da fibra,
t =intervalo de tempo entre o sinal transmitido e o
recebido pelo OTDR.
OTDR

Curva Típica de um OTDR


Conector emendas por fusão Fim da Fibra
OTDR

dB
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Trechos de fibra
sem defeito
aparente

Km
OTDR

Eventos possíveis em OTDR


Conector Fusão Curva Emenda Mecânica Fissura Fim da Fibra
OTDR

dB
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Trechos de fibra
sem defeito
aparente

Km
OTDR

Informações que Podem ser Verificadas


com um OTDR

•Atenuação em uma emenda (dB)


•Atenuação por distância (dB/km)
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•Comprimento absoluto de uma fibra (km)


•Defeitos na fibra
•Atenuação de inserção num conector óptico (dB)
•Perda de retorno num conector óptico (dB)
•Atenuação total na fibra em teste (dB). * Não é válido para
aceitação em campo!
OTDR

Medidas de Atenuação em Emendas


Para a aceitação de emendas o valor analisado é a média
aritmética entre as medidas de atenuação realizadas nos dois sentidos.
Entre duas estações A e B, o valor medido de A para B é a atenuação
neste sentido acrescida da diferença entre os coeficientes de
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retroespalhamento das fibras emendadas, ou seja:

AB + ∆ AB + BA + ∆ BA
≤ 0,10, como ∆ AB = −∆ BA , temos :
2

AB + BA
≤ 0,10
2
OTDR

Emenda com Ganho


dB
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Emenda com ganho

Km

Gráfico do OTDR com um ganho em uma emenda.


OTDR

Sistema de Supervisão de Redes Ópticas

- Curva de referência
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- Medida periódica
-verifica divergências com a referência
- λ=1625 nm
OTDR

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OTDR

Conclusão:
-a atenuação é um parâmetro muito significativo também nas
redes ópticas atuais.
-O OTDR continua sendo o melhor instrumento para gerenciar
e garantir a confiabilidade dos parâmetros de atenuação destas
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redes.
-o parâmetro mais significativo na configuração de um OTDR é
a largura do pulso que será utilizada no teste.
-quando existe um problema em um ponto específico do enlace, o
operador do OTDR precisa se lembrar de desprezar o resto do
enlace e escolher a largura de pulso adequada para o evento em
questão.
Rede Ponto a Ponto sem derivação

Pouso Alegre Itajubá


CFOA – Aéreo e/ou
Subterrâneo
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ELO
ELO
Central Central
DGO DGO
CEO CEO CEO CEO
CEO
DIO BEO BEO DIO

Cordão Óptico Cordão Óptico

CFOI
CFOI
Rede Ponto a Ponto sem Derivação - Em Anel
Pouso Alegre Itajubá
Central Central
ELO DGO CABO 1 DGO
CEO CEO CEO CEO ELO
CEO
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DIO BEO BEO DIO

DGO DGO
CEO CEO CEO CEO CEO
DIO BEO BEO DIO
CFOI
(UB)
CABO 2
Cordão Óptico
Cordão Óptico
CFOI
CFOI
Rede Ponto a Ponto com Derivação
Empresa X
ELO

DGO
CFOA – Aéreo e/ou 1 – 12 BE
DIO
O
Subterrâneo

Cordão Óptico
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ELO
Central Banco J
ELO

DGO CEO
1 – 12 DGO
CEO 1 - 36 13 – 24
BE 13 – 24
DIO BE
DIO
O 25 – 36
O

Cordão Óptico

Cordão Óptico
Empresa Y
ELO

CFOI Derivação
DGO
25– 36 BE
DIO
O

Cordão Óptico
Rede Ponto a Ponto com Derivação - Em Anel
Empresa Y

DGO
Cabo 1.1 BE DI
O O

Central A Central B
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DGO CEO Cabo 1 CEO CEO DGO


CE CE
DI BE O DI
O O BEO
O
O

DGO CEO CEO CEO DGO


CE CE
DI BE O O BE DI
O O O O

Cabo 2

Cabo 2.1 Cabo 2.2

Banco J
Empresa X
DGO
BE DI
O O DGO
BE DI
O O
Rede PON - FTTx
FTTH
CFOA – Aéreo

DROP ÓPTICO

CFOA – Subterrâneo PC
CEO
ONT

Central CTO PTO


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TV
OLT
CEO
CEO Cordão Óptico
DGO
CEO
DIO DIO BEO FTTA

SPLITTER
CDOI
1º NIVEL
Cordão Óptico

CFOI
(UB)
SPLITTER
Rede
2º NIVEL CFOA – Aéreo e/ou
ME Subterrâneo
DGOI

Rede Externa Óptica Splitter


CD
PON OI
Testes em enlaces

Testes em Enlaces Ópticos Ponta a Ponta


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Objetivo: Tomar conhecimentos dos procedimentos


teórico e prático para se verificar a atenuação total de
um enlace óptico.
Testes em enlaces

Realização de Testes de Aceitação e ou


Verificação de Enlaces de Fibras Ópticas

Comprimento de Onda (λ)

Atenuação Para 1.310 nm Para 1.550 nm


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1- Atenuação na F.O. ≤ 0,40 dB/Km ≤ 0.25 dB/Km

2- Emenda por fusão ≤ 0,10 dB/em ≤ 0.10 dB/em

3- Emenda Mecânica ≤ 0.20 dB/em ≤ 0.20 dB/em

4- Conectores ≤ 0.50 dB/em ≤ 0.50 dB/em

Atenuações máximas admissíveis na fibra. Os valores


acima servem de referência, mas devem corresponder aos
valores contratados com os fornecedores.
Testes em enlaces

Exemplo do Cálculo da Atenuação


Máxima Admissível para um Enlace
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Fig 1

DIO – Distribuidor Intermediário Óptico.


BEO – Bastidos de Emenda Óptica.
Testes em enlaces

Exemplo da Realização de um Teste

Para se realizar um teste são necessário seis passos


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•Ligar a fonte de Luz 10 minutos antes do seu uso.


•Calcular a atenuação máxima admissível.
•Limpar os conectores.
•Medir sinal de referência.
•Soltar apenas os conectores ligados ao adaptador e tampá-los.
•Efetuar a medida no enlace e comparar com o valor calculado.
Testes em enlaces

Exemplo da Realização de um Teste

Medir o sinal de referência.


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Testes em enlaces

Exemplo da Realização de um Teste


Efetuar a medida no enlace em questão e comparar o valor
medido com o calculado, e tirar as devidas conclusões.
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Testes em enlaces

Medidas Efetuadas para λ = 1310 nm


Fibra Valor Medido (-) Sinal de Referência

1 -15,48 dBm 5,28 dB (0K)

2 -15,27 dBm 5,07 dB (0K)


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3 -15,69 dBm 5,49 dB (0K)

4 -15.46 dBm 5,26 dB (0K)

5 -15,55 dBm 5,35 dB (0K)

6 -15,81 dBm 5,61 dB (0K)

Sinal de referência = - 10,2 dBm


Valor calculado ≤ 5,7 dB
Testes em enlaces

Medidas Efetuadas para λ = 1550 nm


Fibra Valor Medido (-) Sinal de Referência

1 -13,98 dBm 3,98 dB (0K)

2 -14,12 dBm 4,12 dB (0K)


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3 -13,87 dBm 3,87 dB (0K)

4 -14,05 dBm 4,05 dB (0K)

5 -14,20 dBm 4,20 dB (0K)

6 -14,16 dBm 4,16 dB (0K)

Sinal de referência = - 10,0 dBm


Valor calculado ≤ 4,2 dB
Cálculo de Enlace óptico

Cálculo de Enlace Óptico

PTx - SRx > ΣAt + MS


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onde:

Σat = AtCON + AtEM + AtFO


Cálculo de Enlace óptico

Cálculo de Enlace Óptico


Exemplo: Calcular o comprimento máximo de um enlace
óptico, na utilização de um ELO com as seguintes
características:
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• λ=1550 nm
• Potência de saída = -2dBm
• Sensibilidade do detector = -38 dBm
• Margem de confiabilidade = 6 dB
• Tamanho das bobinas de fibras ópticas = 4 Km
Cálculo de Enlace óptico

Cálculo de Enlace Óptico

PTx - SRx > ΣAt + MS


-2 -(-38) > (1,0 + 0,2 + 0,1.L/4 + 0,25.L) + 6
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36 > 0,275.L + 7,2


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(36 - 7,2)/0,275 >L


L < 104,72 Km
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Dispersão

Dispersão
Dispersão

Seqüência temporal de bits transmitidos e recebidos com efeito


da dispersão, podendo ocorrer interferência entre símbolos

Bits Transmitidos 1 1 0 1
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Bits Recebidos
Dispersão

Causas e Conseqüências da Dispersão nas


Fibras
• A energia da Luz na fibra está distribuída :
– Entre as Componentes Espectrais (as “cores”);
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– Entre os Modos propagantes ( no caso das fibras multimodo)


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• Ao viajar na fibra ele sofrerá dispersão pois :


– Cada “cor” viaja c/ velocidade v = c/ n (λ): Dispersão Cromática
– Cada modo viaja com trajetórias distintas: DispersãoModal

• A conseqüência da Dispersão poderá ser um “overlap”


(sobreposição) de pulsos adjacentes
Dispersão

Comparação entre os comportamentos do índice de refração do


material e o índice de refração de grupo para a sílica pura.

1.51

1.5
Índice de refração e índice de grupo

1.49
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1.48

Ng
1.47

1.46

1.45

1.44 N

1.43

1.42
0.5 1 1,27 1.5 2 2.5

Comprimento de onda em micrometros


Dispersão

Minimização da Dispersão Cromática

• A “janela” com menor atenuação 1550nm


• Fibras Standard mínima dispersão1300nm
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20

Dispersão do
Dispersão cromática
material total
10
Dispersão - (ps/km.nm)

1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0
0
λ (µm)

-10 Dispersão do guia

-20
Dispersão

Minimização da Dispersão Cromática

• Fibras de Dispersão mínima deslocada para 1550nm


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Fibra monomodo padrão


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Fibra de dispersão deslocada


20
SMF
DS

10

1.3 1.4 1.5 1.6

0
λ (µm)

-10

-20
Dispersão

• Na seqüência fibras NZD- que minimizam os


degradantes efeitos não lineares
Dispersão
do Material Dispersão
do Material

Dispersão 0 em 1.62 µm
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Dispersão

Dispersão
Cromática
0 0

Dispersão Dispersão
do Guia de
Cromática
0 em 1.31 µm onda

Dispersão doGuia de Onda

1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7

comprimento de onda (µm) comprimento de onda (µm)


A mudança do ponto de dispersão nula nas fibras é
A dispersão do guia de onda causa uma ligeira causada pela grande dispersão no guia de onda, que
compensação na dispersão do material, movendo o move a dispersão zero para o comprimento de onda
comprimento de onda da dispersão zero para 1310 1620 nm, em λ diferente das fibras dopadas para
nm. amplificação.
Dispersão

Compensação da Dispersão: ”Fibras de


Dispersão Oposta”

Implementada para fazer o “upgrading” das redes


ópticas que operam com fibras ”standard”;
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• 1- Dispersão Total:

DTotal = Dt ⋅ Lt + De ⋅ Le = 0 (desejada)
D t ⋅ Lt
Le = −
De

De e Dt devem ter sinais opostos


Tecnologia dos Componentes

Módulo de compensação de dispersão

Fibra ST
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EDFA

Pulso
Pulso
λ2 Grades de de
de
bragg saída
entrada λ 2 λ1
λ1
PMD

• PMD- Polarization Mode Dispersion

• Introdução
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PMD

Feixe de luz não-polarizada separado em dois


outros por um cristal birrefringente
Modo
incidente
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Modo
extraordinário

Modo
ordinário
PMD

• PMD- Polarization Mode Dispersion


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Eixo de Polarização Lenta


ny
∆τ: Atraso devido a Birefringência
dentro da fibra monomodo.
Eixo de Polarização Rápida
nx > ny

Separação dos Modos de Polarização dentro


de uma Fibra Óptica Birefringente.
PMD

Conseqüências da Birefringencia

• Atraso de tempo, entre as componentes x e y, ao se


propagarem em uma distância L:
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∆ τ pol = L × D PMD

DPMD • é o Retardo de PMD medido em ps / km


PMD

Distância Limite devido a PMD G.652 ITU-T


para 10 Gbps, dispersão máxima 10ps
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DPMD = 0.5 ps / km

 ∆τ max   10 
2 2

L =   =   = 400km
 DPMD   0.5 
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www.inatel.br PMD

limites impostos pela PMD para o STM-64 e para o STM-256


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limites impostos pela PMD para o STM-4 e para o STM-16


PMD

Conclusões:

• STM4, PMD de 4 ps/√km, 1600km não é fator limitante


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• STM16, PMD de 4 ps/√km, 100km pode ser fator


limitante

• STM64, PMD de 2 ps/√km, 25km é fator limitante


Características do laser

Fontes de Luz:

- LED
- Diodo Emissor de Luz.
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- LASER
- Light Amplification by Stimulated Emission of
Radiation
- “amplificação da luz por emissão estimulada de
irradiação”
Características do laser

Comparação qualitativa entre as bandas proibidas dos


materiais isolantes, semicondutores e condutores.
Energia

BC
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BC
Eg BC
BP BP Eg
BV
BV
BV

Isolantes semicondutores condutores


Características do laser

Mecanismos de interação de fótons e elétrons


em cristais semicondutores.

elétron
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E2
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E2 E2

hf 12 hf21
nível energético
hf21
E1 E1 hf12 em fase
E1

Absorção Emissão Espontânea Emissão Estimulada


Características do laser

LED LASER
Saída do Led Óptico

Saída do Laser
Óptico
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Pt

Pt
∆I ∆I
∆I ∆I
IB I th IB
Corrente do diodo Corrente do diodo
Características do laser

Largura Espectral

Pmax
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λ dominante
0,5 Pmax

λ
∆λ
Características do laser

A potência do laser é
muito superior que do
led dentro dessa pequena
gama de valores de
comprimentos de onda.
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Standard laser
(1-3 nm largura)

LED
(30-50 nm largura)
Características do laser

Comparação Laser Fabri Perot x Laser DFB


Fabri Perot DFB
0 0
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Potência(dBm)

Potência(dBm)
-40 -40

-80 -80
1.49 1.54 1.59 1.50 1.55 1.60

λ(µm) λ(µm)
Fotodetectores

Tipos de Fotodetectores
- Fotodiodo PIN- Positive- Intrinsec- Negative
- Fotodiodo Avalanche- APD- Avalanche Photo Diode

Principais Parâmetros de Projeto


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- Sensibilidade;
- velocidade de resposta;
- ruído;
- perda de potência no acoplamento com a fibra;
- tensão de alimentação ;
- sensibilidade à variações da temperatura;
- custo;
- vida útil
Amplificador a Fibra Dopada com Érbio
• - ganho: faixa de 1530 mn < λ < 1565 nm (banda C);
• - alto ganho, para pequenos sinais;
• - insensível à polarização ;
• - figura de ruído: 4-6 dB; operação bidirecional
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Sinal
WDM FDE
(1.5µm) Saída amplificada

Laser de bombeio
(980nm ou 1.48µm)
Amplificador a Fibra Dopada com Érbio
Estado Excitado

p
id
o De
ca
im
en
to
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Bomba de 0.98µm

Estado Estável

λ3
λ2 Fóton
λo
Entrando λo
Bomba de 1.48µm

λ5
λo
λ1 λ4 λo
λo
λo
Fótons do
Estado Ganho de Saída
Terra mais o Fóton
original.
bombeamento Emissão Espontânea de Ruído (1.53 < λ < 1.56) Ganho
Amplificadores

Aplicações nos Sistemas

A Rx
Amplificadores de Linha Tx A fibra
fibra

booster
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Amplificador de Tx A Rx
Potência fibra

Pré - amplificação

Pré Amplificador Tx A Rx
fibra

Barra óptica
nòs

Amplificador de Tx A Rx
LAN Amplificador de LAN
Amplificadores

Problemas Sistêmicos com o uso de


Amplificadores

• Ruído de Emissão Espontânea- ASE


– numa cascata de amplificadores ópticos o ruído é amplificado
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sucessivamente;

• Solução: Compromisso ganho X espaçamento

• Efeitos não lineares e dispersão se acumulam


Exercício

Considerando os dados abaixo, calcule a dispersão cromática do enlace e verifique se será


necessário compensar a dispersão. Se sim, definir quantos quilômetros de fibra de compensação
deverão ser utilizados?

Calcule a DPMD máxima permitida para o sistema.

Calcular quantos amplificadores de linha serão necessários para atender as necessidades do


projeto e definir a melhor localização para estes amplificadores. Informe o ganho de cada amplificador
do projeto.
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Características a serem consideradas no projeto:


- STM-64 (10 Gb/s)
- Largura espectral dos laseres = 0,01nm.
- Potência de saída dos laseres = +3 dBm.
- Sensibilidade dos fotodetectores = -28 dBm.
- Margem de confiabilidade = 5 dB.
- Fibra SM com dispersão cromática de 17 ps/nm.km.
- Atenuação na fibra óptica ≤ 0,20 dB/Km.
- Atenuação nas emendas ≤ 0.1 dB/em.
- Atenuação nos conectores ≤ 0.3 dB/con.
- Tamanho das bobinas de fibras ópticas = 4 Km.
- Comprimento do enlace = 600 km.
- Amplificadores com ganho de até 35 dBs (amplificadores de potência, amplificadores de linha e pré-amplificadores).
- Fibra de compensação de dispersão com atenuação de 0,25 dB/km e dispersão de -85 ps/nm.km.
- Limites recomendados de potência óptica: superior = + 18 dBm e inferior = - 40 dBm.
Referências Bibliográficas

• [1] PAIVA, R. B. Estudo dos efeitos não lineares de automodulação de fase e modulação de fase cruzada em fibras ópticas. Santa Rita do Sapucaí, 2003. 128f.
Dissertação (Mestrado em Telecomunicações) – Instituto Nacional de Telecomunicações.
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• [6] SENIOR, J. M. Optical fiber communications. 2. ed. New York: Prentice-Hall, 1992.
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• [10] DAVIES, C. C. Lasers and electro-optics: fundamentals and engineering. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
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• [12] KEISER, G. Optical Fibers Communications. 3. ed. New York: McGraw-Hill, 2000.
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• [13] ABBADE, A. L. R. Aplicação do OTDR na análise de problemas de atenuação em fibras ópticas: estudo de casos. Santa Rita do Sapucaí, 2002. 60f.
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Monografia (Especialização em engenharia de redes e sistemas de telecomunicações) – Instituto Nacional de Telecomunicações.


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Telecomunicações. Santa Rita do Sapucaí, v.5 , n. 2 , p. 25-33, dez. 2002.
• [15] ABBADE, A. L. R.; CAPUTO, M. R. C. Aplicação do OTDR na análise de problemas de atenuação em fibras ópticas: estudo de casos. In: SEMANA
INTERNACIONAL DAS TELECOMUNICAÇÕES, 2002, Santa Rita do Sapucaí, Anais, 2002. Santa Rita do Sapucaí: Instituto Nacional de Telecomunicações,
2002. p. 243-251.
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• [17] CAPUTO, M. R. C. Sistemas de Comunicações Ópticas. Santa Rita do Sapucaí: Instituto Nacional de Telecomunicações, 2001.
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EQUIPAMENTOS, 6, 2002, Salvador. Anais. Salvador: 2002.
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2002.
• [24] ABBADE, A. L. R. et al. Efeito da dispersão por modo de polarização em sistemas com altas taxas de transmissão em fibras ópticas monomodo. In:
INTERNACIONAL CONFERENCE ON ENGINEERING AND COMPUTER EDUCATION, 2007, Monguagua. Anais. Monguagua: 2007.
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ENGINEERING AND TECHNOLOGY EDUCATION, 2004, SANTOS. ANAIS. SANTOS: 2004.
• [26] PERSONIC, S. D. Receiver design for digital fiber optic communication system. Bell Syst. Technical J., v. 52, n. 6, p. 843-886, Jul.-Aug., 1973.
• [27] ITU-T. G.691: Optical interfaces for single-channel STM-64, STM-256 and other SDH systems with optical interfaces. Geneva, 2003.
• [28] CAPUTO, M. R. C. Influência da derivada da dispersão cromática e do chirp devido ao processo de modulação na compensação da dispersão cromática em
sistemas DWDM. Tese (Doutorado em Física). Departamento de Física, Universidade Federal de Minas Gerais.

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