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Introdução

O relatório apresentado tem como principal assunto abordado, a calorimetria.


Ela nos remete ao estudo do calor, pois é a parte física que estuda a transferência de
energia térmica de um corpo para o outro. Calorimetria é a parte da física que estuda
as trocas de energia entre corpos ou sistemas quando essas trocas se dão na forma
de calor. Essa troca de energia é de acordo com a temperatura dos corpos.
Por exemplo, em um sistema isolado, o calor é transferido do corpo de maior
temperatura para o corpo de menor temperatura até que o equilíbrio térmico seja
atingido. Existem instrumentos, como o calorímetro, que são utilizados para medir o
calor envolvido na mudança de estado de um sistema; podendo assim haver mudança
de fase, pressão, temperatura, volume, ou seja propriedade de troca de calor.
Definição de calorimetria
O estudo da calorimetria é voltado para o estudo da termodinâmica.
Esta possui implicações na área de Engenharia. Por exemplo, estuda meios
para obter tipos de matérias com propriedades químicas e físicas definidas.
Uma das aplicações da termodinâmica está ligada à ciência dos materiais, que
estuda meios para obtenção de novos tipos de materiais, que possuam
propriedades químicas e físicas bem definidas.
O QUE É CALOR ESPECÍFICO OU CAPACIDADE CALORÍFICA?
A habilidade de qualquer material reter calor é chamada de capacidade
calorífica (do material). Para medir a capacidade calorífica, ou a quantidade de
calor necessário para aumentar a temperatura de um grama da substância por
um grau Celsius, é representado pelo símbolo c.
Logo, a fórmula que o define é:
C
c=
M
Sendo:
c = calor específico,
C = capacidade térmica
m = massa da amostra
Na tabela abaixo podemos observar o calor especifico de algumas substâncias
Tabela 1: Calor específicos de algumas substâncias metais
Compare as capacidades caloríficas do concreto e da Madeira. Uma vez
que a capacidade calorífica da madeira é duas vezes maior que a do concreto, é
necessário aproximadamente duas vezes mais calor para aumentar a
temperatura da madeira em relação ao concreto. Isto pode ser verificado de
maneira bem simples, comparando a sensação de caminhar de pés descalços
no concreto ou na madeira em um dia quente e ensolarado. O concreto
parecerá mais quente. O sol fornece energia na forma de calor o qual é
absorvido pelo concreto e pela madeira igualmente. No entanto, visto que a
madeira possui uma maior capacidade calorífica, esse material é capaz de
absorver mais calor antes que sua temperatura aumente, e consequentemente,
faz que sintamos o concreto mais quente que a madeira.

PORQUE DIFERENTES MATERIAIS POSSUEM DIFERENTES CAPACIDADES


CALORÍFICAS?
Uma razão para a variação é que cada substancia é feita de átomos que possui
diferentes massas. A massa de cada átomo de cobre é maior que a massa de
cada átomo de alumínio, por exemplo. No entanto, uma dada massa de cobre
possui menos átomos que a mesma massa de alumínio. Quando calor é
adicionado a essa massa de cobre, menos átomos precisarão ser postos em
movimento (lembrem-se que temperatura está relacionado com a energia
cinética). Assim, menos calor é necessário para aumentar a energia cinética dos
átomos presentes na amostra, e consequentemente, aumentar a temperatura
em um grau Celsius. Como resultado, a calor especifico do cobre é menor que a
do alumínio. Note que cobre e zinco possui os mesmos valores de capacidade
calorífica, isso é devido a massas atômicas de ambos ser bastante similares. (Zn:
26,98 g mol-1 e Cu: 63.55 g mol-1). De um modo geral podemos dizer que
quanto maior a massa atômica do átomo, menor é o calor especifico desse
átomo.

DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE CALORÍFICA DE UM MATERIAL


Sabemos que o fluxo de calor acontece sempre em uma direção – de
uma região de mais alta temperatura, para uma de menor temperatura – até
que o equilíbrio térmico seja atingido. E que o fluxo de calor (q) nesse processo
é dado por:

Q=m.c. Δt
Sendo m a massa do material, com seu calor especifico e Δt a variação
da temperatura durante o processo.
Podemos observar que ele depende da massa, do calor específico e da variação
de temperatura. O calor latente, por sua vez, é a troca de energia que não só se detém
a variação de temperatura, mas também há mudança de estado físico. Nem toda a
troca de calor existente na natureza se detém a modificar a temperatura dos corpos.
Em alguns casos há mudança de estado físico destes corpos. Neste caso, chamamos a
quantidade de calor calculada de calor latente.

Trocas de calor
A definição de calor é usada apenas para indicar a energia que está sendo
transferida, e não a energia que o corpo possui.
A unidade de medida da quantidade de calor Q no Sistema Internacional (SI) é o
joule (J).
Várias reações no nosso cotidiano ocorrem com perda e ganho de energia na
forma de calor, pois a formação e a ruptura das ligações envolvem interação da
energia com a matéria. Além de reações, isso também ocorre nas mudanças de estado
físico.
Por exemplo, uma reação comum de combustão é a queima da madeira. Sabe-
se que esse processo ocorre com liberação de energia na forma de calor e também de
luz. Assim, essa reação é denominada exotérmica (o prefixo “exo” significa “para
fora”), pois há liberação de calor.
Um processo exotérmico que não é uma reação, mas sim uma mudança de
estado de agregação, é a formação da neve. A água líquida se solidifica, formando a
neve, quando ocorre a liberação de calor. Libera-se nesse processo, mais
especificamente, 7,3 kJ de calor.
Nesses processos exotérmicos, a variação da entalpia (ΔH), ou seja, a
quantidade de calor liberada será sempre negativa (∆H< 0), porque a variação da
entalpia é medida diminuindo-se a entalpia dos produtos pela entalpia dos reagentes
(ΔH = Hprodutos – Hreagentes ou ΔH = Hfinal – Hinicial). Como houve liberação de
energia, a entalpia dos produtos será menor e, portanto, a variação da entalpia será
negativa.
No entanto, as reações ou mudanças de estado físico que absorvem calor são
denominados processos endotérmicos.
Um exemplo de reação endotérmica (o prefixo “endo” significa “para dentro”)
é o cozimento de alimentos, no qual é necessário o fornecimento de energia. Já uma
transformação de estado físico é a evaporação da água líquida, que, para ocorrer,
precisa absorver 44 kJ.
Nesse caso, como a entalpia dos produtos ou do estado final aumenta (pois se
absorve energia), a variação da entalpia será sempre positiva (ΔH > 0).
Então, nos processos exotérmicos, o sistema perde calor e o ambiente é
aquecido. Já nos processos endotérmicos, o sistema ganha calor e o ambiente se
resfria
Calorimetria, Brasil Escola. Disponível em:
<http://www.brasilescola.com/fisica/calorimetria-i.htm>
Acessado em 02 de julho de 2017

Capacidade Térmica, Mundo Educação. Disponível em:


< http://www.mundoeducacao.com.br/fisica/capacidade-termica.htm >
Acessado em 19 de março de 2013

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