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UNIVERSIDADE DE BELAS

FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS


DEPARTAMENTO DE

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E OS ASPECTOS DO INICIO


DA INDUSTRIAIZAÇÃO

Por
Estudante: Nilsa Fernandes
Professor :

Luanda, 2021
UNIVERSIDADE DE BELAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E OS ASPECTOS DO INICIO


DA INDUSTRIAIZAÇÃO

Por
Estudante: Nilsa Fernandes

Luanda, 2019

II
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais, Moises Fernando e a minha


finada mãe Ana Arnaldo.

III
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por tudo e ao meu professor por deste trabalho.

ÍNDICE

IV
DEDICATÓRIA.................................................................................................................III
AGRADECIMENTOS.......................................................................................................IV
INTRODUÇÃO..................................................................................................................10
Hipótese...............................................................................................................................10
Justificativa.........................................................................................................................10
Objectivo geral....................................................................................................................11
Objectivos específicos.........................................................................................................11
Estrutura do trabalho........................................................................................................11
CAPÍTULO I –A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NAS SOCIEDADES BURGUESAS
..............................................................................................................................................12
1.1 A mudança da revolução industrial........................................................................12
1.2. Fases da Revolução Industrial...............................................................................13
CAPÍTULO II – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.......................................16
2.1 Metodologia..............................................................................................................16
2.2 Técnica e instrumentos de investigação.................................................................16
CONCLUSÃO....................................................................................................................17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................18

V
INTRODUÇÃO
O presente trabalho que tem como tema “a Revolução industrial e os aspectos do inicio
da industrialização”, enquadra-se no estudo realizado tem por objetivo analisar ou
aprofundar a compreensão sobre a Revolução Industrial inglesa, assim como, ressaltar
da melhor forma possível, as transformações ocorridas antes e depois do processo
Revolucionário, do maquinário a vapor, e as implicações que causaram o novo cenário
industrial na Inglaterra (Oliveira, 2017:89).

Ainda de acordo com esse autor, a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, foi uma
conquista da classe burguesa, sendo que essa conquista industrial, não aconteceu do dia
para a noite, pois muito antes da chegada da Industrialização, a Inglaterra era um país
com uma economia fragilizada, que não visava lucros, e que estava longe de ser
próspera, pois a população em geral vivia sob o regime do sistema feudal, dos senhores
feudais donos de grandes propriedades rurais, e por haver extensas propriedades no
campo, a economia era baseada, apenas na subsistência da população inglesa, onde os
servos eram as pessoas que plantavam, e cuidavam da terra, assim como, realizavam a
colheita de toda a produção da lavoura. Com este trabalho pretende-se fazer uma análise
dos factores que propiciam o surgimento da revolução industrial, bem como procurar
identificar as consequências deste acto. Para tal definiu-se a seguinte pergunta de
partida:

 Quais são as motivações que levaram o surgimento da revolução


industrial?

Hipótese

H: As mudanças foram vistas e sentida em larga escala, principalmente


sentida na pele da classe trabalhadora, o proletariado. Antes da revolução, o país
baseava-se em uma economia totalmente rural com produção agrícola, apenas para a sua
subsistência da população inglesa.

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Justificativa
O resultado do estudo oferece possibilidades significativas de compreensão sobre a
Idade Moderna – Industrial. Possibilidades, para estudiosos, historiadores, professores,
curiosos e especialistas da área, que buscam saber de fato a função da industrialização,
do capitalismo “exagerado” e alienado, da miséria da classe do proletariado, e da
intensa exploração da mão de obra da classe trabalhadora.

Objectivo geral

Analisar os factores que levaram o surgimento da revolução industrial na


Inglaterra.

Objectivos específicos

Identificar os factores que estão na base no surgimento da revolução


industrial.

Identificar os elementos impulsionadores da revolução bem como as suas


consequências da sociedade industrializada.

Verificar até que ponto há uma correlação entre a revolução industrial e a


sociedade burguesa.

Estrutura do trabalho
O trabalho encontra-se dividido em duas partes, teórica e prática e está composto em
três capítulos, começou-se por fazer uma introdução do trabalho, onde se apresentou a
problemática e as hipóteses, em seguida citou-se os objectivos do trabalho. No primeiro
capítulo tratou-se da abordagem da revolução industrial nas sociedades burguesas e
diferentes perspectivas historicas. No segundo capítulo descreveu-se os procedimentos
metodológicos, onde destacou-se primeiramente, o tipo de pesquisa aplicada neste
trabalho. Escolheu-se as pesquisas documentais e bibliograficas.

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CAPÍTULO I –A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NAS
SOCIEDADES BURGUESAS

Neste capítulo abordou-se diversas perspectivas da revolução industrial, onde faz-se


uma incursão sobre os antecedentes da revolução. Ainda neste capítulo, apresentamos
os tipos de revolução existentes.

1.1 A mudança da revolução industrial

Nos dias de hoje, na Idade Contemporânea, se faz necessário refletirmos profundamente


sobre as mudanças ocorridas no passado, para então, compreendermos o nosso presente,
com mais lucidez e sensatez. Certamente, as modificações fazem parte da vida humana,
das ideologias, dos costumes, das histórias, e da maneira como cada sociedade vive e se
transforma com o passar do tempo, com base em sua cultura, crenças, tempo, espaço,
valores, economia, entre outros fatores (Oliveira, 2017:89).

É natural, a curiosidade que surge contemporaneamente, quando falamos da


industrialização na Inglaterra. A Revolução Industrial Inglesa revolucionou o modo de
produção, a qual chegou acompanhada de muitas conquistas, no sistema fabril-
capitalista. Desde então, há vários questionamentos em torno do assunto, assim como,
ideias, afrontas e opiniões, por parte de pesquisadores, historiadores, curiosos,
educadores entre outros. Os questionamentos que surgem com o tempo, época após
época, são normais na sociedade, pois a busca pelo conhecimento e pela pesquisa ativa e
concreta faz parte da vida do ser humano, da trajetória de lutas e conquistas, e do gosto
pelo saber.

Segundo Oliveira (2017: 90) entende que até o final do século XV, a Inglaterra era mais
um país que vivia sob o regime do sistema feudal, com base em uma economia que
visava apenas à subsistência da população inglesa, e para isso, utilizavam da agricultura,
e de pequenos artesanatos, assim como, da força do trabalhador camponês, do cultivo de
gado, e de ovelha para a produção de lã. Durante a Idade Média europeia, a produção
artesanal era realizada inicialmente em um sistema familiar, que não almejava
comércio, e destinava apenas a atender ás pequenas necessidades do povo europeu.

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1.2. Fases da Revolução Industrial

Do ponto de vista gerografica, a Revolução Industrial, no que diz respeito às


transformações nos campos econômico, tecnológico e social, possibilitou uma nova
forma de organização da sociedade, bem como deu início a uma nova forma de
produção e consumo de bens e serviços.

De fato, a burguesia almejava uma economia forte e crescente, que visasse lucros de seu
interesse, assim como, um controle social sobre a classe trabalhadora no processo de
industrialização das fábricas. Nesse novo contexto – o da fábrica, e da acumulação
capitalista – o trabalho não é mais um elemento da vida doméstica que se “mistura” com
outras atividades, em que o homem que trabalha impõe um ritmo ás suas tarefas
(Thompson, 1991).

Ainda para Thompson (1991), a revolução, em seu início (meados do século XVIII),
limitou-se à Inglaterra. Contudo, com os avanços alcançados, possibilitou novas
transformações para além da Europa ocidental. Esses desdobramentos ficaram
conhecidos como fases da Revolução Industrial e representam o desenvolvimento das
sociedades mediante às tecnologias empregadas em cada período.

Contudo, é importante deixar claro que, apesar de ser apresentada em fases, a


Revolução Industrial não teve ruptura, sendo, portanto, um processo contínuo de
transformações socioeconômicas que transformou a produção capitalista.

Para Henderson (1979:34) considera que, a primeira fase da Revolução Industrial


corresponde à sua eclosão no século XVIII (1760 a 1850), limitada à Europa ocidental e
tendo a Inglaterra como precursora. Essa primeira fase representa o conjunto de
mudanças no setor econômico e no setor social possibilitado pela evolução tecnológica.

Esses avanços contribuíram para a consolidação de uma nova forma de produção, bem
como deram início a uma nova realidade industrial, estabelecendo um novo padrão de
consumo na sociedade e novas relações de trabalho.

Segundo Hobsbawm (1977) a Primeira Revolução Industrial possui como marco a


substituição da manufatura pela maquinofatura, ou seja, a substituição do trabalho

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humano e a introdução de máquinas capazes de realizar esse trabalho com maior
precisão e em menor tempo.

Nesse período, houve a expansão do comércio, e a mecanização possibilitou maior


produtividade e, consequentemente, o aumento dos lucros. As indústrias expandiam-se
cada vez mais, criando, então, um cenário de progresso jamais visto. As principais
invenções do período contribuíram para o melhor escoamento das matérias-primas
utilizadas nas indústrias e também favoreceu o deslocamento de consumidores e a
distribuição dos bens produzidos. Os principais avanços tecnológicos conhecidos nessa
fase foram:

a) uso do carvão como fonte de energia para a máquina a vapor;


b) desenvolvimento da máquina a vapor e criação da locomotiva;
c) invenção do telégrafo;
d) aparecimento de indústrias têxteis, como a do algodão;
e) ampliação da indústria siderúrgica.

segunda fase da revolução corresponde ao processo evolutivo das tecnologias que


modificaram ainda mais o cenário econômico, industrial e social. Essa fase iniciou-se da
metade do século XIX até o início do século XX, findando-se durante a Segunda Guerra
Mundial (1939 a 1945).

Esse período representou avanços não só tecnológicos mas também geográficos,


representando o momento em que a revolução deixou de limitar-se à Inglaterra
espalhando-se para outros países, como Estados Unidos, Japão, Alemanha e França.

A Segunda Revolução Industrial eclodiu como consequência, principalmente, das


grandes revoluções burguesas ocorridas no século XIX, representadas pela classe
dominante na época, a burguesia. Essas revoluções foram as responsáveis pelo fim do
Antigo Regime e também influenciaram o fortalecimento do capitalismo, impulsionado
pela industrialização.

Foi nesse período que surgiu o capitalismo financeiro, que acabou por moldar essa fase,
que ficou conhecida como o período das grandes inovações. Esse avanço e
aperfeiçoamento tecnológico possibilitou aumentar a produtividade nas indústrias, bem

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como os lucros obtidos. O mundo vivenciou novas criações e o incentivo à pesquisa,
principalmente no campo da medicina.

As principais inovações dessa fase da revolução estão associadas à introdução de novas


fontes de energia e de novas técnicas de produção, com destaque para a indústria
química. O uso da eletricidade do petróleo possibilitou a substituição do vapor. A
eletricidade, antes usada apenas no desenvolvimento de pesquisas laboratoriais, passou
a ser usada também no setor industrial. O petróleo passou a ser utilizado como
combustível, e seu uso difundiu-se com a invenção do motor a explosão.

Na Segunda Revolução Industrial, destacaram-se:

a) a substituição do ferro pelo aço;


b) o surgimento de antibióticos;
c) a construção de ferrovias e navios a vapor;
d) a invenção do telefone, da televisão e da lâmpada incandescente;
e) o uso de máquinas e fertilizantes químicos na agricultura.

A terceira fase da Revolução Industrial iniciou-se na metade do século XX, após o fim
da Segunda Guerra Mundial, e ficou conhecida também como Revolução Técnico-
Científica. A principal mudança representada por essa fase está associada ao
desenvolvimento tecnológico atribuído não só ao processo produtivo mas também ao
campo científico. A industrialização, nesse momento, espalhou-se pelo mundo.

A Terceira Revolução Industrial significou um novo patamar alcançado pelos avanços


tecnocientíficos que são até hoje vivenciados pela sociedade. Os principais marcos
desse período podem ser vistos por meio dos aperfeiçoamentos e das inovações nas
áreas de robótica, genética, telecomunicações, eletrônica, transporte e infraestrutura.
Tudo isso transformou ainda mais as relações sociais e modificou o espaço geográfico.

Fala-se nessa fase em globalização, que representa o avanço tecnológico, especialmente


no sistema de comunicação e transporte, o qual possibilitou maior integração econômica
e política. A tecnologia, nessa fase da revolução, permitiu diminuirem-se tempo e
distância, aproximando pessoas do mundo todo e possibilitando a transmissão de
informações instantaneamente, ultrapassando os obstáculos físicos, culturais e sociais.

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CAPÍTULO II – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Neste capítulo procurou-se descrever os procedimentos metodológicos.


Começou-se em primeira instância apresentar a metodologia aplicada. Em seguida,
anunciou-se os tipos de pesquisa de investigação utilizados.

2.1 Metodologia
Tendo em conta a natureza do nosso estudo optamos pela metodologia
qualitativa, uma vez que essa adequa-se à nossa pesquisa. Preocupamo-nos
fundamentalmente com a análise e compreensão mais detalhada do fenómeno em estudo
com o intuito de observarmos, descrevermos e fazermos a interpretação dos
comportamentos dos indivíduos que vivem a mesma realidade social [CITATION
Mar08 \p 269 \l 2070 ].

2.2 Técnica e instrumentos de investigação


Qualquer trabalho científico exige a utilização técnicas e instrumentos
apropriados no sentido de facilitar a colheita de dados. Assim, para cumprir com os
procedimentos metodológicos valemo-nos de uma técnica muito comum em pesquisas
bibliografica e documental.

Para Gil (2008:50) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de


material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. A
principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a
cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia
pesquisar diretamente. Esta vantagem se torna particularmente importante quando o
problema de pesquisa requer dados muito dispersos pelo espaço

Ainda para Gil (2008: 50) entende por pesquisa documental, é aquele que
assemelha-se muito à pesquisa bibliográfica. Isto quer dizer que, a única diferença entre
ambas está na natureza das fontes.

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CONCLUSÃO
Durante o desenvolvimento do trabalho científico, verificou-se, que a Revolução
Industrial iniciou na Inglaterra – Reino Unido. A Inglaterra foi pioneira no processo
industrial, pois possuía muitos recursos para isso, como, minas de minério de ferro e
carvão. Com o passar do tempo, o processo industrial se espraiou por toda a Europa,
tendo consequências marcantes na história da sociedade inglesa, durante a Idade
Moderna.
Voltando um pouco mais na história, pode-se observar que na Inglaterra, no período da
Idade Média os trabalhadores viviam no campo, de pequenas produções de artesanatos
produzidas pelas famílias trabalhadoras, sendo que o processo de trabalho era realizado
na casa dos trabalhadores, os quais não precisam se deslocar de suas propriedades
rurais, para cumprir com suas tarefas, sendo esse processo chamado de (Sistema
Doméstico), por se tratar de ser um trabalho caseiro, do lar.
Mas, com a chegada do Estado Moderno, na Idade Moderna, a burguesia industrializou,
e o trabalho antes doméstico, passou a ser realizado nas grandes fábricas, em galpões,
sob o olhar e o regime ideológico da classe burguesa. A Revolução industrial na
Inglaterra foi revolucionária, graças às máquinas á vapor que os ingleses construíram, e
com o passar do tempo, os mesmos foram modificando, reinventando e alinhando as
máquinas, na busca por uma aceleração na produção que visasse lucros de imediato.
As máquinas a vapor revolucionaram o modo de produção da sociedade inglesa, sendo
que a Inglaterra foi o país que se destacou no processo da Revolução Industrial no final
do século XVIII.
Não há como negar, que o processo de industrialização, gerou um crescimento
acelerado na produção e um desenvolvimento de vilas, e alojamentos no espaço urbano,
assim como modernizou o processo econômico. Nota-se ainda, que o processo de
globalização, jamais existiria contemporaneamente em nossa sociedade, caso não
tivesse ocorrido a Revolução Industrial na Inglaterra na Idade Moderna. A globalização
é sem dúvidas, um processo de integração econômica mundial, sendo que este processo
acontece com a abertura do comércio internacional, obviamente, a globalização é um
avanço capitalista, um sistema econômico.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnica de pesquisa social . São Paulo: Atlas .


Marconi, M. A., & Lakatos, E. M. (2008). Metodologia Científica. São Paulo: Atlas.

THOMPSON, E. P. (1991) O tempo, a disciplina do trabalho e o capitalismo industrial.


In: SILVA, T. T. (Org.). Trabalho, educação e prática social: por uma teoria da
formação humana. Porto Alegre: Artes Médicas, pp.54-93.

Oliveira, Rosane Machado de (2017) Revolução Indutrial na Inglaterra : um novo


cenário na idade moderna in Revista cientifica multidisciplinar núcleo do conhecimento.
Edição 07, pp.89-116.

Hobsbawm M, E. J. (1977) A era das revoluções: Europa 1789-1848. Rio de Janeiro,


Paz e Terra.

HENDERSON, W. O. (1979) A Revolução Industrial. São Paulo: Editora da


Universidade de São Paulo,.

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