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Índice

O que são Fundos de Investimentos?

Principais Conceitos
Cotas
Taxas de Remuneração
Políticas de Investimentos
Estratégia de Investimentos
Indicadores de Investimentos

Operações

Riscos

Tributação
Compensação de Imposto de Renda entre Fundos

Classificação de Fundos de Investimentos


A nova classificação de Fundos do InvestShop.com

1 – Fundos Referenciados
1.1 – Referenciados DI
1.2 – Referenciados Câmbio
1.3 – Referenciados Outros

2 - Fundos de Renda Fixa


2.1 - Renda Fixa
2.2 - Renda Fixa Crédito
2.3 - Renda Fixa Multi-Índices
2.4 - Renda Fixa Alavancados

3 - Fundos Balanceados

4 - Fundos Multimercados
4.1 - Sem alavancagem, sem renda variável
4.2 - Sem alavancagem, com renda variável
4.3 - Com alavancagem, sem renda variável
4.4 - Com alavancagem, com renda variável

5 - Fundos Capital Protegido

6 - Fundos de Investimento no Exterior (FIEX)

7 - Fundos de Ações
7.1 - Fundos de Ações Indexados
7.2 - Fundos de Ações Ativos
7.3 - Fundos de Ações Setoriais
7.4 - Fundos de Ações Outros
7.5 - Fundos de Ações Fechados

8 - Fundos de Investimento Imobiliário

9 - Fundos Mútuos de Privatização - FMPs

10 - Fundos Off Shore

11 - Fundos de Previdência

Referência

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Guia de Fundos

O que são fundos de investimento?

Existe um consenso entre os profissionais da área financeira de que é muito


melhor para um investidor diversificar sua carteira entre várias ações e títulos a apostar
tudo em um só investimento. Ao diversificar, perdas em uma aplicação serão
compensadas por ganho em outras. Montar uma carteira individual fica muitas vezes caro
para um pequeno investidor. Saber o que comprar no momento certo é um trabalho que
demanda tempo e experiência. Os administradores de fundos buscam facilitar essa tarefa.
Os fundos são compostos por vários aplicadores que, juntos, detêm maior poder
de compra. Assim, podem investir em vários ativos financeiros, diversificando o portfólio.
No ato da aplicação em um fundo, o cliente compra um certo número de cotas. O valor
das cotas pode variar dia a dia, conforme as alterações nos valores dos ativos que
compõem a carteira do fundo.
Ao aplicar em fundos de investimentos, você terá seu dinheiro administrado por
profissionais especializados que buscam conciliar retorno com risco de uma carteira. No
InvestShop.com você poderá investir em diversos fundos.

Principais Conceitos

Cotas

Apropriação/Provisão: Reconhecimento de despesas do fundo que não foram pagas


mas que já foram abatidas das despesas do valor da cota e, conseqüentemente, do
patrimônio líquido do fundo.

Patrimônio Líquido: Conjunto dos ativos de um fundo, descontadas as despesas


inerentes à administração do fundo e as taxas de administração e performance.

Data de Cotização: A data em que os recursos são convertidos em cotas, no caso de


uma aplicação, e cotas são convertidas em reais, no caso de um resgate.

D0, D1 etc: O número após o "D" representa o dia em que é feita a conversão das cotas
em reais ou dos reais em cotas. Por exemplo, uma aplicação em D0 significa que a
conversão ocorre no próprio dia da solicitação. Um resgate em D1 significa que a
conversão das cotas em reais ocorre no dia útil seguinte ao da solicitação do resgate.

Taxas de Remuneração

Os administradores/gestores dos fundos de investimento são remunerados através


da cobrança de duas taxas, que são descontadas diretamente do valor da cota.

Taxa de Administração: Taxa cobrada pela instituição financeira pela administração de


um fundo de investimento. Como se trata da remuneração do serviço prestado pela
instituição, fica a critério dela estabelecer o valor percentual dessa taxa, que, no entanto
está pré-estabelecida no regulamento do fundo. Todo fundo de investimento tem uma
taxa de administração. Fundos diferentes têm taxas diferentes.

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Taxa de Performance: Taxa percentual cobrada pelos bancos sobre uma parcela da
rentabilidade do fundo de investimento, que exceder a variação de um determinado índice
previamente estabelecido. Ex.: se a taxa de performance é de 25% sobre o IGP-M,
significa que este percentual será cobrado sobre os rendimentos que ultrapassarem a
variação do IGP-M no período.

Política de Investimentos

Na administração de recursos, política de investimentos é a definição das regras e


forma de atuação de como determinado fundo seria administrado.

Alavancagem: Conceito que define o grau de utilização de recursos de terceiros para


aumentar as possibilidades de lucro, aumentando conseqüentemente o grau de risco da
operação. No mercado financeiro também é utilizada a expressão equivalente em inglês -
financial leverage. No caso de uma empresa, quanto maior seu grau de endividamento
maior é a sua alavancagem. No caso do mercado financeiro, um exemplo é comprar um
lote de ações pagando somente parte de seu valor nos mercados de opções, termo e
futuro. Se ocorrer uma valorização desses papéis, o investidor é extremamente
beneficiado, pois a quantia inicialmente investida é reduzida e seu retorno é bem mais
acentuado. O inverso é verdadeiro: se ocorrer uma desvalorização desses papéis, o valor
das opções compradas será drasticamente reduzido.

Alocação: Distribuição dos recursos de um fundo entre diversos ativos e mercados, com
objetivos principais de diluição de riscos e diversificação de portfólio visando a uma maior
rentabilidade da carteira.

Composição da Carteira: A composição da carteira é a materialização da política e das


estratégias de investimento de um fundo. É importante para o quotista conhecer a
composição da carteira do fundo no qual investe, para que possa avaliar a qualidade dos
ativos e da administração do fundo, a conformidade da atuação do administrador com
relação à estratégia e a política de investimentos pré-estabelecida e os riscos do fundo.

Estratégias de Investimento

Administração Ativa: Tipo de estratégia para se administrar um fundo de investimento,


na qual o administrador do fundo constitui uma carteira, mas não necessariamente
investe em ações representativas de um índice qualquer. O administrador compra e
vende ações tentando obter uma rentabilidade que supere a do índice estabelecido como
referência. A diferença com a administração passiva, é que na ativa não há a réplica da
carteira do índice, este sendo tomado apenas como um referencial cuja administração
ativa tenta atingir e/ou superar.

Administração Passiva: Tipo de estratégia para se administrar um fundo de


investimento, na qual o administrador do fundo investe em ações buscando replicar a
carteira de um índice previamente definido. Desta maneira, o retorno do fundo
corresponderá aproximadamente ao retorno do índice escolhido. A diferença com
administração ativa, é que na passiva há a réplica da carteira do índice.

Indicadores de Desempenho

Volatilidade: Grau médio de variação das cotações de um título ou fundo de


investimento, em um determinado período de tempo. Alta volatilidade significa que o

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valor da cota apresenta forte variação. A volatilidade é um dos indicadores de risco mais
utilizados pelo mercado.

Índice de Sharpe: Índice utilizado pelos profissionais do mercado financeiro, que


relaciona o retorno e o risco envolvido em determinado investimento, na tentativa de
melhor qualificá-lo. Quanto maior o retorno e menor o risco do investimento, melhor será
o Índice de Sharpe. Quando comparamos os índices de Sharpe de vários fundos, o mais
alto é o melhor.

Desvio-padrão: Indicador que mostra a dispersão da rentabilidade de um fundo, a partir


dos pontos máximo e mínimo atingidos.

CDI: Sigla de Certificado de Depósito Interbancário. Assim como o CDB, esta é uma
modalidade de aplicação que pode render tanto uma taxa de juros fixa quanto variável.
No entanto este certificado é negociado exclusivamente entre bancos. Essas transações
são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições
envolvidas e nos terminais do CETIP. As maiorias das operações são negociadas por um
dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do
dinheiro (juros). Por este motivo, esta taxa também é utilizada como referencial para
avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento.

Operações

Swap: Jargão utilizado no mercado financeiro para um contrato de troca, seja ele de
moedas, commodities ou ativos financeiros. Ex: se você tiver um ativo que rende uma
taxa pré-fixada, por meio de um contrato de swap, pode trocá-lo por um ativo que renda
variação cambial mais um cupom. Geralmente, é usado pelos investidores como
instrumento de proteção contra riscos de mercado.

Hedge: Um movimento de proteção ou estratégia para diminuir o nível de risco de uma


determinada posição. Trata-se de uma operação financeira que pode ser realizada de
diversas maneiras (por exemplo, através de opções ou derivativos) para proteger uma
determinada posição contra indesejáveis variações futuras, por exemplo, fazendo um
investimento de igual valor, mas em outro mercado. Os profissionais do mercado
financeiro usam muito a expressão "fazer um hedge" ou "hedgear" significando que estão
tomando medidas preventivas para diminuir um determinado risco presente ou futuro.

"Hedgear" uma posição significa que não se pode ganhar o máximo durante todo o tempo
em todos os investimentos, por isso, quando se "faz um hedge" está se abrindo mão de
uma probabilidade de ganho total (e seu conseqüente risco) em prol de um menor risco,
com ganho menor.

Riscos

Os dois tipos principais de risco a que um fundo de investimentos se expõe são o


risco de mercado e o risco de crédito.

Risco de Mercado: O risco de mercado está relacionado à probabilidade de variação do


valor dos ativos que compõem a carteira de investimentos do fundo, em função de
alterações dos diversos fatores que influenciam um determinado mercado. Por exemplo, a
rentabilidade dos fundos DI podem variar de acordo com alterações nas taxas básicas de
juros ou da inflação.

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Risco de Crédito: Este tipo de risco está associado à probabilidade de um título, parte
integrante da carteira de investimentos do fundo, não ser honrado por seu emissor ou
sofrer um atraso em seu pagamento. Nesse caso, com a perda de valor desse título, a
rentabilidade da carteira diminui. Por exemplo, quando um fundo possui em sua carteira
uma debênture e a empresa emissora atrasa o pagamento de uma parcela dos juros
devidos, a rentabilidade do fundo fica comprometida.

Há ainda um terceiro risco importante, que seria o risco de liquidez: a dificuldade


na venda de títulos de uma carteira por falta de recursos ou interesse do mercado em
adquirí-los.

Tributação

Imposto de Renda (IR):

- Fundos de Renda Fixa - São tributados à alíquota de 20%. Existem duas formas
básicas de cobrança, dependendo de haver ou não prazo de carência.

• Fundos sem prazo de carência: o IR é cobrado no último dia útil de cada mês ou
no resgate.
• Fundos com prazo de carência: a cobrança é feita apenas nos vencimentos da
carência.

- Fundos de Renda Variável - Ao resgatar seus investimentos em Fundos de Ações os


quotistas serão tributados pelo imposto de renda, às seguintes alíquotas:

• 10% (dez por cento), nos ganhos obtidos até 31/12/2001;


• 20% (vinte por cento), a partir de 02/01/2002.

Assim sendo, os rendimentos obtidos em 2001 ou anteriormente serão tributados no


resgate à alíquota de 10%. Já os ganhos registrados a partir de janeiro/2002 serão
tributados no resgate à alíquota de 20%.

Acompanhe os exemplos abaixo:

Aplicação Saldo em Valor Resgate Total - Imposto a pagar


20/09/2001 31/12/2001 resgatado
Rendimento IR Rendimento IR
em 2001 alíquota em 2002 alíquota
10% 20%
R$ 1.000,00 R$ 1.100,00 R$ 1.050,00 R$ 50,00 R$ 5,00 R$ 0,00 R$ 0,00
R$ 1.000,00 R$ 900,00 R$ 910,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00
R$ 1.000,00 R$ 1.100,00 R$ 1.200,00 R$ 100,00 R$ 10,00 R$ 100,00 R$ 20,00
R$ 1.000,00 R$ 1.000,00 R$ 1.200,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 200,00 R$ 40,00
R$ 1.000,00 R$ 900,00 R$ 1.100,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 100,00 R$ 20,00

CPMF: O fato gerador da cobrança da CPMF é o débito em conta corrente do valor que é
aplicado em um fundo. A alíquota é de 0,38%.

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IOF: Os fundos de renda fixa com liquidez diária sofrem a incidência de IOF (Imposto
sobre Operações Financeiras) de acordo com uma tabela regressiva, até o 29º dia da
aplicação, estando isentos a partir do 30º dia. O IOF incide sobre o ganho da aplicação.

Tabela Regressiva do IOF

Nº de dias decorridos após a % de IOF incidente sobre o rendimento


aplicação acumulado
1 96
2 93
3 90
4 86
5 83
6 80
7 76
8 73
9 70
10 66
11 63
12 60
13 56
14 53
15 50
16 46
17 43
18 40
19 36
20 33
21 30
22 26
23 23
24 20
25 16
26 13
27 10
28 6
29 3
30 0

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Compensação de Imposto de Renda entre Fundos

É a possibilidade de os clientes que possuem fundos de investimento


compensarem eventuais perdas com ganhos obtidos no mesmo fundo ou em outros
fundos, otimizando, assim, o IR pago. Isso é possível desde que o fundo seja do mesmo
administrador e tributado à mesma alíquota.

Antes da compensação de IR entre fundos

Fundo DI (R$) Fundo de Ações (R$)


Investimento 200.000,00 20.000,00
Rendimento 30.000,00 (2.000,00)
Valor Resgate 230.000,00 18.000,00
Recolhimento IR 6.000,00 -
Resgate Líquido 224.000,00 18.000,00
Perda a compensar (2.000,00)*
Resgate Total Líquido 242.000,00

*Esta perda no Fundo de Ações só seria compensada se o cliente voltasse a investir no


mesmo fundo e obtivesse rentabilidade positiva.

A partir de 01/04/2002

Fundo DI (R$) Fundo de Ações (R$)


Investimento 200.000,00 20.000,00
Rendimento 30.000,00 (2.000,00)
Valor Resgate 230.000,00 18.000,00
Perda compensada (2.000,00)*
Recolhimento IR 5.600,00**
Resgate Líquido 224.400,00 18.000,00
Resgate Total Líquido 242.400,00

*Nesse caso a perda no fundo de ações é compensada com um abatimento no IR pago no


Fundo DI

**Rendimento fundo DI – Perda fundo de Ações = Base de Cálculo para o IR


R$ 30.000,00 - R$ 2.000,00 = R$ 28.000,00

Classificação de Fundos de Investimentos

A nova classificação de fundos do InvestShop.com

Para acompanhar as mudanças que vêm ocorrendo na indústria de fundos, e, ao


mesmo tempo, criar facilidades para os usuários, o InvestShop.com tomou como base a
nova classificação de fundos definida pela Anbid (Associação Nacional de Bancos de

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Investimento). A reclassificação segmenta os fundos de acordo com seus respectivos
perfis de risco, potencial de retorno e objetivo de investimento.

Classe Subclasse Principais Riscos


DI Indexador referência
Referenciados Câmbio Indexador referência
Outros Indexador referência
Renda Fixa Pré
Renda Fixa Crédito Pré + Crédito
Renda Fixa Renda fixa Multi-índices Pré + Crédito + Indexadores
Pré + Crédito + Indexadores +
Renda fixa Alavancados
Alavancagem
Balanceados - Diversas classes de ativos
Sem Renda Variável e
Diversas classes de ativos, exceto bolsa
Sem Alavancagem
Sem Renda Variável e Diversas classes de ativos, exceto bolsa +
Com Alavancagem Alavancagem
Multimercados
Com Renda Variável e
Diversas classes de ativos,
Sem Alavancagem
Com Renda Variável e
Diversas classes de ativos + Alavancagem
Com Alavancagem
Capital Protegido - -
Investimento no
- Títulos da dívida externa
Exterior
IBOVESPA Indexador referência
Ações Indexados
IBX Indexador referência
IBOVESPA sem
Indexador referência
Alavancagem
IBOVESPA com
Indexador referência + Alavancagem
Alavancagem
Ações Ativos
IBX sem Alavancagem Indexador referência
IBX com Alavancagem Indexador referência + Alavancagem
Indexador referência, não admite
IBA
alavancagem
Telecomunicações Exposição Setorial
Ações setoriais
Energia Exposição Setorial
Sem Alavancagem
Ações outros
Com Alavancagem
Ações Fechados - -
Investimento
- -
Imobiliário

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1 - Fundos Referenciados

Os fundos de investimento financeiro podem ser identificados como referenciados


em indicadores de desempenho, desde que atendam, cumulativamente, às seguintes
condições:
I - tenham, no mínimo, 80% de seu patrimônio líquido representado, isolada ou
cumulativamente, por:

a) títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil;


b) títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria
baixo risco de crédito ou equivalente, com certificação por agencia de classificação de
risco localizada no País;

II - estipulem que 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, da carteira seja
composta por ativos financeiros e/ou modalidades operacionais de forma a acompanhar,
direta ou indiretamente, a variação do indicador de desempenho ("benchmark")
escolhido;

III - restrinjam sua atuação nos mercados de derivativos à realização de operações com o
objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite dessas.

1.1 - Referenciados DI

Pelo menos 95% dos recursos dos fundos DI são aplicados em títulos que têm por
objetivo acompanhar o mais próximo possível a variação dos Certificados de Depósito
Interbancário (CDI) e a taxa Selic. Os fundos DI são boa opção para os investidores de
perfil conservador.

1.2 - Referenciados Câmbio

Procuram acompanhar o mais próximo possível a variação das taxas oficiais de


câmbio entre o Real e o dólar norte-americano, estando sujeitos também às oscilações
das taxas de juros domésticas (Brasil) sobre o dólar.

1.3 - Referenciados Outros

Buscam acompanhar qualquer parâmetro de performance que não os dos mercados


de câmbio (variação do dólar) ou de juros de curto prazo (CDI). Para isso, irá investir em
qualquer classe de ativos com o objetivo de acompanhar as variações do parâmetro de
performance escolhido.

OBS: Para efeito desta classificação da Anbid, esta classe de fundos deve incluir os
produtos que têm como objetivo explícito reproduzir as variações de algum parâmetro de
performance também explicitado (por exemplo: IGPM + 12). Reparem que o objetivo não
é superar o parâmetro e sim reproduzi-lo o mais fielmente possível.

2.1 - Renda Fixa

Buscam retorno através de investimentos em ativos de renda fixa (também podem


ser incluídos títulos sintetizados através de uso de derivativos). Ficam fora dessa
categoria estratégias que impliquem em risco de índices de preço (IGPM, por exemplo),
de moeda estrangeira ou de renda variável (ações). Estes fundos enquadram-se como
"não referenciados", conforme definido no inciso I do artigo 2º da circular 2958.

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Apesar de todos os fundos classificados nesta categoria enquadrarem-se como
"não referenciados", nem todos os "não referenciados" podem ser enquadrados na
categoria de "renda fixa", sendo esta mais restritiva no que se refere à política de
investimento do fundo.
Incluem-se nesta categoria, por exemplo, os tradicionais fundos de renda fixa com
risco de taxa de juros (prefixados), com ativos de baixo risco de crédito e sem
alavancagem. Vale lembrar que um fundo é considerado alavancado sempre que existir
possibilidade – diferente de zero - de perda superior ao patrimônio do fundo,
desconsiderando-se casos de default nos ativos do fundo.

2.2 - Renda Fixa Crédito

Busca retorno no mercado de juros doméstico, investindo em títulos de renda fixa


de qualquer espectro de risco de crédito, excluindo-se estratégias que impliquem em risco
de índices de preço, de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, opções etc), não
sendo admitida alavancagem da carteira. Esses fundos não se enquadram nos artigos 2 e
4 da circular 2958.
Diferencia-se do Fundo de Renda Fixa apenas pela possibilidade de investimentos
com risco de crédito acima do limite previsto na legislação dos "não referenciados".

2.3 - Renda Fixa Multi-Índices

Busca retorno através de investimentos em ativos de renda fixa de qualquer


espectro de risco de crédito, incluindo-se estratégias que impliquem em risco de índices
de preço. Incluem-se nesta categoria os fundos de renda fixa com risco de indexadores
(fundos IGPM, etc) sem alavancagem, entre outros. São vedados investimentos que
impliquem em risco de renda variável (ações) e de dólar.

2.4 - Renda Fixa Alavancados

Buscam retorno através de investimentos em ativos de renda fixa de qualquer


espectro de risco de crédito, incluindo-se estratégias que impliquem em risco de índices
de preço, excluindo-se, porém investimentos que impliquem em risco de oscilações de
moeda estrangeira e de renda variável (ações etc). Diferenciam-se dos fundos de renda
fixa multi-índices apenas pela possibilidade de fazer alavancagem.

3 - Fundos Balanceados

Classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo Banco Central ou


pela CVM que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas
classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio, por exemplo).
Procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado e
através de deslocamentos táticos entre as classes de ativos ou estratégia explícita de
rebalanceamento de curto prazo, não se utilizando de alavancagem.

Obs.: Estes fundos devem ter explicitado o mix de ativos com o qual devem ser
comparados (asset allocation benchmark) ou intervalos de alocação (intervalo inferior a
um genérico ou legal) predefinidos entre as diversas classes de ativos. Sendo assim,
esses fundos não podem ser comparados a indicador de desempenho que reflita apenas
uma classe de ativos (por exemplo: 100% CDI).

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4.1 - Sem alavancagem, sem renda variável

Classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo Banco Central que


busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos,
exceto renda variável. Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de
investimento diversificado, não se utilizando de alavancagem.

4.2 - Sem alavancagem, com renda variável

Classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo Banco Central ou


pela CVM que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas
classes de ativos (renda fixa, câmbio, por exemplo), incluindo renda variável (ações,
etc.).
Procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado e
não se utilizam de alavancagem. Estes fundos não têm explicitado o mix de ativos com o
qual devem ser comparados (asset allocation benchmark) e podem, inclusive, ser
comparados a parâmetro de desempenho que reflita apenas uma classe de ativos (por
exemplo: 100% CDI).

4.3 - Com alavancagem, sem renda variável

Classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo Banco Central que


busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos,
exceto renda variável. Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de
investimento diversificado, podendo inclusive se utilizar de alavancagem.

4.4 - Com alavancagem, com renda variável

Classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo Banco Central ou


pela CVM que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas
classes de ativos (renda fixa, câmbio, por exemplo) incluindo renda variável (ações, etc.).
Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento
diversificado, podendo também se utilizar de estratégias que impliquem em alavancagem
dos recursos.

5 - Fundos Capital Protegido

Buscam retorno em mercados de risco procurando proteger parcial ou totalmente


o capital.

6 - Fundos de Investimento no Exterior (FIEX)

São fundos que têm como objetivo investir preponderantemente em títulos


representativos da dívida externa de responsabilidade da União.

7 - Fundos de Ações

7.1 - Fundos de Ações Indexados

São chamados fundos de ações passivos porque têm suas carteiras atreladas a um
benchmark, com o objetivo de acompanhar o comportamento deste índice. A carteira
desses fundos, portanto, é bem parecida com a composição do índice escolhido
(Ibovespa, IBA ou IBX). Como todos os fundos de ações, são recomendados para

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investidores dispostos a correr riscos em busca de maior rentabilidade.

7.1.1 - Ibovespa - São fundos regulamentados pelo Banco Central ou pela CVM, cujo
objetivo de investimento é replicar o comportamento do Ibovespa.

7.1.2 - IBX - São fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, cujo objetivo de
investimento é replicar o comportamento do IBX.

7.2 - Fundos de Ações Ativos

Procuram perseguir rentabilidade superior ao benchmark indicado, que, na maioria


dos casos, é o Ibovespa, mas pode ser também o IBA ou o IBX. Os administradores
normalmente mencionam no regulamento o mecanismo que será utilizado para perseguir
tal rentabilidade.
Fundos ativos são indicados para investidores que querem rendimentos superiores
ao do mercado de ações. Dentre os fundos ativos, podemos ter opções com maior ou
menor grau de risco. Como todos os fundos de ações, são recomendados para
investidores dispostos a correr riscos em busca de maior rentabilidade.

7.2.1 - Ibovespa - São fundos regulamentados pelo Banco Central ou pela CVM, que
possuem estratégia explícita de superar o Ibovespa.

7.2.2 - Ibovespa com alavancagem - São fundos regulamentados pelo BACEN ou pela
CVM, que possuem estratégia explícita de superar o Ibovespa. Esses fundos podem
realizar operações que impliquem em alavancagem do patrimônio.

7.2.3 - IBX - São fundos regulamentados pelo Banco Central ou pela CVM, que possuem
estratégia explícita de superar o IBX.

7.2.4 - IBX com alavancagem - São fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM,
que possuem estratégia explícita de superar o IBX. Esses fundos podem realizar
operações que impliquem em alavancagem do patrimônio.

7.2.5 - IBA - São fundos regulamentados pelo Banco Central ou pela CVM, que possuem
estratégia explícita de superar o IBA. Não admitem alavancagem.

7.3 - Fundos de Ações Setoriais

Estão classificados nas seguintes categorias:

7.3.1 - Telecomunicações - Fundos regulamentados pelo Banco Central ou pela CVM,


cuja estratégia é investir em ações do setor de telecomunicações.

7.3.2 - Energia - São fundos regulamentados pelo Banco Central ou pela CVM, cuja
estratégia é investir em ações do setor de energia.

7.4 - Fundos de Ações Outros

7.4.1 - Sem alavancagem - Classificam-se neste segmento os fundos de ações abertos


que não se enquadrem em nenhum dos segmentos (7.1, 7.2, 7.3 e seus subsegmentos).

7.4.2 - Com alavancagem - Classificam-se neste segmento os fundos de ações abertos


que não se enquadrem em nenhum dos segmentos (7.1, 7.2, 7.3 e seus subsegmentos).

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7.5 - Fundos de Ações Fechados

São fundos registrados na CVM e estatutariamente fechados. Ou seja: fecham um


grupo de cotistas (investidores) que firmam compromisso de permanecerem no fundo por
período de tempo previamente estabelecido, no qual o fundo não emitirá cotas nem
comprará cotas. Com isso, o cotista que optar por sair do fundo terá que colocar outro no
seu lugar.

8 - Fundos de Investimento Imobiliário

Os Fundos Imobiliários são formados por grupos de investidores, com o objetivo


de aplicar recursos no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis
prontos. Do patrimônio de um fundo podem participar um ou mais imóveis, parte de
imóveis, direitos a eles relativos etc.
A quota de um fundo imobiliário é valor mobiliário, conforme estabelece o artigo
3º da Lei 8.668/93. São formados por grupos de investidores, com o objetivo de aplicar
recursos, solidariamente, no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em
imóveis prontos.

9 - Fundos Mútuos de Privatização – FMPs

Os FMPs são fundos de investimento que têm por objetivo permitir a aquisição de
ações de uma determinada empresa utilizando os recursos do FGTS, somente durante o
período de uma Oferta Pública de Ações. Existem hoje Fundos Mútuos de Privatização -
FGTS compostos por ações da Petrobrás e da Companhia Vale do Rio Doce.

10 - Fundos Off Shore

Fundos que são criados em outros países, seguindo a legislação local, embora
possam receber investimentos de brasileiros. A Anbid mantém para estes fundos a antiga
classificação: renda fixa, renda variável e misto.

11 - Fundos de Previdência

Nesta categoria incluem-se os FAPIs e PGBLs. Será utilizada a classificação


específica destes fundos. Mais informações no Guia de Previdência.

Referência:

www.investshop.com.br

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